Grupo Temático do FórumCCNTs em 2026 - Candidate-se para participar até 16/2
- FórumCCNTs

- 9 de fev.
- 15 min de leitura
Atualizado: 23 de fev.

Estão previstos 10 GTs do FórumCCNTs para 2026, entre os temas pré-selecionados estão:
Alimentação Saudável
Atividade Física
CCNTs no Ambiente de Trabalho
Diabetes
DCV, Infarto e AVC
Obesidade
Oncologia
Periodontite
Saúde Digital para CCNTs
Saúde Mental e Neurológica
Representantes de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil podem candidatar-se a integrar um dos Grupos Temáticos (GTs) do FórumCCNTs. As candidaturas poderão ser submetidas AQUI, até o dia 16/02.
Os GTs consistem em espaços neutros nos quais os membros de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil colaboram entre si para identificar problemas prioritários relacionados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e seus fatores de risco no Brasil. Estes stakeholders delineiam ações estratégicas multi e intersetoriais com vistas a reverter ameaças à saúde pública e avançar em termos de redução de risco, assim como ampliar e melhorar o acesso e os cuidados para pessoas com CCNTs.
No próximo dia 9 de fevereiro, às 16 horas, o FórumCCNTs realizará uma transmissão ao vivo em seu canal no Youtube, por meio da qual os interessados irão conhecer os objetivos e planejamento de cada GT para 2026.
REGRAS GERAIS PARA CANDIDATURA:
Respeitar a Política de Conflito de Interesses do FórumCCNTs (disponível AQUI);
Cada pessoa poderá participar de apenas um (1) GT, independentemente da instituição representada.
Cada instituição, excetuando aquelas do setor privado, poderá integrar até dois (2) GTs, sem possibilidade de exercer facilitação ou co-facilitação em mais de um (1) grupo.
Instituições do setor privado poderão integrar apenas um (1) GT, com exceção das parceiras anuais do FórumCCNTs, autorizadas a participar de até dois (2) GTs.
Instituições habilitadas a compor mais de um GT deverão indicar representantes distintos para cada grupo.
Abertura e Contextualização das Apresentações dos Grupos Temáticos 2026
GT Alimentação Saudável
Facilitadora
Vitória Moraes
ACT Promoção da Saúde
Cofacilitadora
Bianca Blanco
Associação Paulista de Nutrição (APAN)
Justificativa para existência do GT
A alimentação adequada é um dos fatores centrais para a redução de risco das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e elemento fundamental para pessoas em tratamento de mais de uma condição de saúde. No entanto, o acesso à alimentação saudável está cada vez mais distante da mesa da população brasileira, enquanto os sistemas alimentares vigentes têm contribuído simultaneamente para a epidemia de obesidade, a persistência da desnutrição e o agravamento das mudanças climáticas, ao priorizarem cadeias produtivas baseadas em commodities e alimentos ultraprocessados. Um desafio adicional é que, embora o Guia Alimentar para a População Brasileira esteja consolidado há mais de uma década e representa uma abordagem inovadora ao classificar os alimentos segundo o grau de processamento, a lógica centrada em nutrientes segue ganhando espaço no debate público. Esse movimento se intensifica com a recente valorização do consumo de proteínas e a difusão de modelos como a pirâmide alimentar adotada nos Estados Unidos, que tendem a fragmentar a compreensão da alimentação saudável. Diante do contexto de um ano eleitoral, torna-se necessário abordar o tema da alimentação saudável de forma mais sistêmica nos documentos de incidência da sociedade civil com foco nos candidatos, incorporando os encaminhamentos e reflexões das conferências internacionais, da 4a Reunião de Alto Nível sobre CCNTs e da COP 30, além de reforçar o Guia Alimentar como uma das principais diretrizes para a promoção de sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e equitativos.
Atividade prevista para 2026
A proposta deste GT é produzir documentos de incidência com foco nos candidatos, trazendo a agenda de saúde e redução de riscos das CCNTs, com foco na abordagem da alimentação saudável de forma mais sistêmica. A intenção é estabelecer diálogo, pelo eixo da alimentação saudável, conectar o tema da saúde com outros temas centrais para a sociedade, como o combate à fome e as mudanças climáticas.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Esses documentos poderão não apenas subsidiar as produções do Fórum que tenham foco nas eleições, mas também ser utilizados individualmente pelas organizações que compõem os demais grupos de trabalho do fórum, considerando seu uso em estratégias de incidência voltadas às campanhas estaduais, federais e presidenciais, de acordo com o perfil e abrangência de atuação de cada organização.
GT Atividade Física
Facilitador
Átila Alexandre Trapé
Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP)
Cofacilitadora
Adriana Mazzuco
Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor-HCFMUSP)
Justificativa para existência do GT
A atividade física é determinante e condicionante da saúde, sendo essencial na redução de risco e manejo de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), entretanto o nível de atividade física, principalmente no tempo livre ou lazer, é baixo na população brasileira, com destaque para grupos vulnerabilizados, dentre eles mulheres, população negra, pessoas idosas, comunidade LGBTQIAPN+ e moradores das comunidades rurais, contribuindo para o aumento da incidência de CCNTs nestes grupos; nesse sentido, o acesso à atividade física no tempo livre ou lazer no Brasil pode ser considerado um privilégio, ou seja, está fortemente associado às condições socioeconômicas, e, diante desse cenário, a proposta de continuidade do GT Atividade Física do FórumCCNTs pode fortalecer a ideia de que a temática tratada neste GT é transversal ao trabalho de todos os outros GTs do FórumCCNTs, uma vez que há evidências dos efeitos da atividade física na redução de risco e no manejo de diversas CCNTs.
Atividade prevista para 2026
Participar e promover debate em torno da criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS (PNPCAF). Por meio da PNPCAF, objetiva-se dar mais sustentabilidade nos programas e ações de promoção das referidas práticas no sistema de saúde brasileiro, além de permitir propor maior articulação intersetorial, dialogando com as iniciativas existentes em outros setores, como o Esporte e Lazer e integrando esforços para propor ações objetivando a ampliação do acesso à atividade física. De forma mais concreta e específica, além de manter a participação no comitê que reúne entidades científicas, representando o FórumCCNTs e articulando esforços para a criação da PNPCAF, o GT Atividade Física organizará ao menos um evento online com convidadas(os) de diferentes setores e contextos relacionados à promoção da atividade física, de forma similar ao que foi desenvolvido em dezembro de 2025, que foi bastante exitoso.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Continuidade na participação no Comitê que reúne outras entidades para o estabelecimento de canal formal de debates e pactuações com o Ministério da Saúde para a criação da PNPCAF. Nesses debates, os demais setores e atores institucionais participarão com vistas a propor uma política que dialogue com as diferentes necessidades e possibilidades Brasil afora.
GT CCNTs no Ambiente de Trabalho
Facilitador
Alberto José Niituma Ogata
FGV Saúde
Cofacilitador
Justificativa para existência do GT
Há evidências de que o ambiente de trabalho é um espaço privilegiado para a promoção da saúde e o enfrentamento das CCNTs. Em geral, as empresas realizam algum tipo de atividade ou investimento nestas ações. No entanto, elas são frequentemente descoordenadas e pouco efetivas. As CCNTs trazem grande impacto na qualidade de vida e na produtividade dos trabalhadores. Incluir este "setting" na agenda do Fórum pode agregar novos stakeholders e potencializar a participação dos atuais membros.
Atividade prevista para 2026
Elaborar uma linha de cuidado, baseada em evidências, para o enfrentamento das CCNTs no ambiente de trabalho. O documento poderá ser utilizado para webinares, seminários e apresentações em eventos de diferentes stakeholders. O documento poderá ser enviado a entidades ligadas a saúde do trabalhador, como FUNDACENTRO, Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Comércio (SESC). O documento poderá ser enviado ao Poder Executivo, não se limitando à saúde, mas também ao Ministério do Trabalho, da Previdência Social e Economia.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Estimular a adoção da linha de cuidado em organizações públicas e privadas, de diferentes portes e atividades econômicas. Que o ambiente de trabalho seja considerado nas políticas públicas de enfrentamento das CCNTs. Estimular políticas intersetoriais, que contemplem os determinantes sociais de saúde e que não se restrinjam aos serviços de saúde.
GT DCV, Infarto e AVC
Facilitadora
Sheila Martins
Rede Brasil AVC
Cofacilitadora
Ana Carolina Micheletti
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Justificativa para existência do GT
A persistência de tempos elevados de espera na Atenção Primária compromete o rastreio e o monitoramento das CCNTs, em especial das condições/doenças cardiovasculares, reduzindo a capacidade de reduzir riscos de eventos agudos e impactando diretamente os desfechos em saúde. Em 2026, permanecem desigualdades regionais no acesso a estratégias eficazes de redução de risco, cuidado e reabilitação de infarto e AVC, associadas ao baixo letramento da população sobre fatores de risco e sinais de alerta, sobretudo em territórios vulnerabilizados. Esse cenário impõe a necessidade de dar celeridade aos fluxos da APS para evitar a ocorrência de eventos cardiovasculares, assim como qualificar profissionais de saúde e a população para detecção precoce, manejo oportuno e redução de sequelas. A complexidade do problema requer articulação interinstitucional e multistakeholder para integrar evidências científicas, educação em saúde e organização das redes assistenciais.
Atividade prevista para 2026
Ao longo de 2026, o GT realizará uma campanha integrada e contínua de conscientização sobre condições/doenças cardiovasculares, com ênfase em infarto e AVC, conduzida por seus membros e direcionada à população e a profissionais de saúde, com foco em sinais e sintomas de alerta e nos fluxos de cuidado. A iniciativa visa ampliar a redução de risco, reduzir fatores de risco, qualificar o reconhecimento precoce e difundir modelos de atenção e reabilitação já desenvolvidos pelas instituições do GT. A operacionalização compreende: produção e disseminação de conteúdos educativos baseados em evidências científicas, em formatos digitais acessíveis; mobilização coordenada das redes sociais institucionais e pessoais dos membros; promoção de evento online para ampliar o debate e a disseminação de conhecimento; acompanhamento da pauta junto ao Ministério da Saúde, visando ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre o tema; e articulação com datas estratégicas do calendário da saúde, com ênfase no Dia Mundial do AVC e Dia Mundial do Coração.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Como desdobramentos da atividade proposta para 2026, espera-se ampliar a visibilidade institucional do problema, fortalecer a base técnico-científica sobre a organização do cuidado cardiovascular na APS e consolidar o GT como espaço qualificado de produção de conhecimento e acompanhamento crítico do diálogo institucional com o Ministério da Saúde, resultando em ampliação mensurável do conhecimento da população e de profissionais de saúde sobre sinais de alerta e resposta adequada ao infarto e ao AVC, especialmente em contextos vulneráveis, fortalecimento e maior visibilidade de propostas exitosas de reabilitação já implementadas no Brasil e em experiências internacionais pelas instituições do GT, favorecendo sua disseminação e adaptação a diferentes realidades, e contribuição para a redução do tempo entre o início dos sintomas e a busca por atendimento, com impacto potencial na mitigação das desigualdades regionais e na melhoria dos desfechos clínicos.
GT Diabetes
Facilitadora
Jaqueline de Jesus Correia
Instituto Diabetes Brasil
Cofacilitadora
Luane Miziara
Instituto Afya
Justificativa para existência do GT
O Diabetes Mellitus é uma das principais condições crônicas de saúde pública no Brasil e no mundo. Seu impacto vai além do manejo glicêmico, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas, a organização dos serviços de saúde e os custos sociais e econômicos relacionados às complicações evitáveis da condição de saúde. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, ainda persistem lacunas importantes na formação continuada dos profissionais da saúde, especialmente no diagnóstico precoce, no manejo adequado, na educação em saúde e no acolhimento humanizado das pessoas que vivem com diabetes.
Atividade prevista para 2026
A atividade proposta consiste no desenvolvimento de materiais educativos referente à Capacitação em Diabetes para Profissionais da Saúde, que será disseminada de forma online a partir de publicações nas redes dos membros do GT.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Pretende-se qualificar práticas assistenciais por meio de atualização técnico-científica, harmonização de condutas clínicas e educativas, fortalecimento da educação em saúde, aprimoramento da comunicação e incorporação de dimensões psicossociais no cuidado, com vistas a uma atuação ética, humanizada, multiprofissional e centrada nas necessidades das pessoas com diabetes, repercutindo na melhoria do manejo clínico, na redução de falhas assistenciais, na consolidação da educação permanente em saúde e no incremento dos desfechos em saúde, da dignidade e da qualidade de vida dessa população.
GT Obesidade
Facilitadora
Aline Marcadenti de Oliveira
Hospital do Coração (HCor)
Cofacilitadora
Doralice Ramos
Instituto Cordial
Justificativa para existência do GT
A obesidade é uma condição crônica, multifatorial e em crescimento no Brasil, com impactos relevantes na saúde pública, nos custos do sistema de saúde e nas desigualdades sociais. Em 2026, o manejo adequado da obesidade é estratégico diante do avanço das CCNTs e do envelhecimento populacional. Trata-se de um tema que exige coordenação interinstitucional e multistakeholder, envolvendo políticas de saúde, alimentação, educação e proteção social. Um GT dedicado é essencial para alinhar prioridades e apoiar ações baseadas em evidências.
Atividade prevista para 2026
A atividade entregável do GT no ciclo de 2026 consistirá na elaboração de dois documentos de conteúdo convergente, diferenciados por público e linguagem, sendo um texto técnico dirigido ao Ministério da Saúde, focalizado na obesidade enquanto enfermidade crônica e na necessidade de oferta terapêutica adequada no SUS, e outro material de incidência pública, destinado às candidaturas à Presidência da República via ofício institucional, com ênfase na incorporação da agenda da vigilância da obesidade nas plataformas eleitorais.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Fortalecimento da cooperação entre instituições, qualificação do debate público e disponibilização de um referencial técnico para orientar políticas, programas e ações intersetoriais no enfrentamento da obesidade.
GT Oncologia
Facilitadora
Gabriele Luise Neves Alves
Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA)
Cofacilitadora
Heloisa Quaggio
Amigos da Oncologia e Hematologia (AmigoH)
Justificativa para existência do GT
A manutenção de um Grupo de Trabalho em Oncologia no FórumCCNTs em 2026 é estratégica, em um cenário de aumento da incidência de câncer e de profundas desigualdades regionais no acesso à redução de risco, ao diagnóstico e ao cuidado oncológico. A efetividade das ações de advocacy em oncologia depende de articulação interinstitucional e multistakeholder, envolvendo sociedade civil, gestores públicos, comunidade científica e setor privado, para alinhar mensagens, políticas e práticas baseadas em evidências. O GT permitirá coordenar esforços, evitar sobreposições e ampliar o alcance das iniciativas, contribuindo para ações integradas de redução de risco e manejo do câncer no país.
Atividade prevista para 2026
O GT atuará na divulgação do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer (IARC/OPAS/OMS), para ampliar o conhecimento e a adoção de recomendações baseadas em evidências para a redução de risco do câncer, em um contexto de aumento da carga da condição e de persistentes desigualdades no Brasil. A complexidade dos fatores de risco e a necessidade de alinhar comunicação, políticas públicas e práticas em saúde exigem uma abordagem articulada e multistakeholder. Por meio da atuação conjunta de organizações da sociedade civil, especialistas, gestores e outros atores estratégicos, o GT possibilita uma disseminação coordenada, contextualizada e de maior alcance do Código, potencializando seu impacto na saúde da população. Para esse fim, os membros do GT definiram inicialmente a elaboração de material digital contendo as logomarcas das instituições integrantes, com divulgação nas redes sociais institucionais e nos perfis dos integrantes do GT, com previsão de produção de versão impressa para distribuição, condicionada à obtenção de recursos.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Esperamos ampliar o conhecimento qualificado sobre o Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer no Brasil, promovendo sua incorporação em ações de comunicação, educação em saúde e advocacy. O GT pretende fortalecer a articulação entre diferentes atores para alinhar narrativas, prioridades e estratégias de redução de risco do câncer baseadas em evidências. Como desdobramento, busca-se contribuir para a sensibilização de gestores e tomadores de decisão, estimulando a integração das recomendações do Código em políticas públicas, programas e iniciativas voltadas à redução da carga do câncer no país.
GT Periodontite
Facilitadora
Mariana Fampa Fogacci
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Cofacilitador
Davi da Silva Barbirato
Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP)
Justificativa para existência do GT
A periodontite é reconhecida como Condição Crônica Não Transmissível (CCNT) inflamatória, multifatorial e associada a biofilme disbiótico, com alta prevalência e subdiagnóstico no Brasil e globalmente, gerando impacto relevante na carga de condições de saúde, inclusive elevada morbidade associada à perda dentária evitável quando não tratada, além de associação consistente, nas três últimas décadas, a maior risco relativo, prevalência, incidência e piores desfechos de outras CCNTs, especialmente diabetes mellitus e condições cardiovasculares ateroscleróticas, conforme evidências epidemiológicas consolidadas e relatórios da Organização Mundial da Saúde e da Federação Europeia de Periodontologia, que recentemente reforçaram o reconhecimento da saúde bucal como componente indissociável das estratégias globais de enfrentamento das CCNTs. A insuficiente conscientização da população e de profissionais de saúde sobre seus impactos sistêmicos resulta na subvalorização de sinais iniciais, como o sangramento gengival, com atraso no diagnóstico, progressão da condição, agravamento de CCNTs associadas e maior utilização de serviços de saúde, evidenciando a necessidade de estratégias estruturadas de comunicação em saúde e de rastreio precoce no âmbito da Atenção Primária. No contexto de 2026, marcado pela intensificação da carga das CCNTs e pelo fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como eixo organizador do cuidado, torna-se prioritário ampliar estratégias estruturadas de comunicação em saúde que reforcem a necessidade do rastreio precoce da condição periodontal, com vistas à redução do risco populacional e à melhoria de desfechos em saúde. Diante desse cenário epidemiológico e institucional, da magnitude do impacto e da necessidade de mudança de práticas, considerando a natureza multifatorial da periodontite, a criação do Grupo Temático "Periodontite" no âmbito do Fórum CCNTs se justifica como estratégia necessária para articular atores públicos, privados, acadêmicos e da sociedade civil na formulação de agendas cooperativas alinhadas à promoção da saúde, ao rastreio precoce e à qualificação da Atenção Primária no enfrentamento das CCNTs.
Atividade prevista para 2026
Em 2026, a atuação do GT será orientada à construção cooperativa de uma iniciativa institucional alinhada às prioridades do SUS, conforme o escopo definido para o ciclo anual. Atividade Única do GT em 2026: Elaboração e submissão cooperativa de proposta técnica para a inclusão do “Dia Mundial da Saúde Gengival – 12 de maio” no calendário oficial do Ministério da Saúde. A escolha da data de 12 de maio fundamenta-se em seu reconhecimento prévio como Dia Mundial da Saúde Gengival por sociedades científicas nacionais e internacionais, incluindo a Sociedade Brasileira de Periodontia e Implantodontia (SOBRAPI) e a Federação Europeia de Periodontologia, favorecendo alinhamento técnico, cooperação internacional e padronização de mensagens em saúde.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Espera-se fortalecer o reconhecimento institucional da periodontite como CCNT de impacto sistêmico e elevada morbidade evitável, além da ampliação da conscientização de gestores, profissionais de saúde e da sociedade sobre a relevância da saúde gengival para o enfrentamento das CCNTs, criando condições favoráveis para o estímulo a ações de comunicação em saúde e ao rastreio precoce da condição periodontal no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Adicionalmente, a iniciativa tende a contribuir para a qualificação do cuidado integral às CCNTs, ao favorecer maior integração da saúde periodontal às agendas de promoção da saúde e organização do cuidado no SUS. Como resultado transversal, espera-se o fortalecimento da articulação interinstitucional e multistakeholder entre os participantes do GT, consolidando bases técnicas para agendas cooperativas futuras.
GT Saúde Digital para CCNTs
Facilitadora
Iseli Yoshimoto Reis
Instituto Colabora Saúde
Cofacilitadora
Lyvia Raphaela Rodrigues de Melo
Movimento Influencers Diabetes Brasil
Justificativa para existência do GT
A ascensão das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil — responsáveis por aproximadamente 72% dos óbitos nacionais, segundo o Ministério da Saúde — evidencia a urgência de estratégias intersetoriais e colaborativas que integrem inovação, tecnologia e cuidado. Nesse contexto, a saúde digital desponta como vetor estratégico para ampliar acesso, qualificar o acompanhamento clínico e otimizar custos assistenciais, podendo reduzir despesas em até 20–30%, conforme estimativas da McKinsey, enquanto relatório da Deloitte aponta que 80% das pessoas com CCNTs reconhecem o valor das tecnologias digitais no manejo de suas condições. Paralelamente, o avanço da saúde digital e o uso massivo das redes sociais como fonte de informação em saúde vêm impactando diretamente o cuidado, a adesão ao tratamento e a percepção das pessoas que convivem com CCNTs, especialmente o diabetes. A experiência prática do Movimento Influencers Diabetes Brasil demonstra que o ambiente digital carece de maior educação continuada e de diretrizes claras para uma comunicação responsável em saúde. A disseminação de desinformação, conteúdos não baseados em evidências e mensagens potencialmente prejudiciais tem efeitos diretos sobre decisões terapêuticas e comportamentos de autocuidado. Diante dessa realidade, torna-se prioritária a articulação interinstitucional e multistakeholder para qualificar a comunicação em saúde no ambiente digital, fortalecer práticas éticas e baseadas em evidências e promover o uso responsável das redes sociais como aliadas do cuidado. A complexidade desse ecossistema demanda cooperação estruturada entre organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, academia, setor privado, comunicadores e influenciadores digitais.
Atividade prevista para 2026
A justificativa apresentada orienta a atuação do GT para o fortalecimento da responsabilidade informacional em saúde digital, reconhecendo o papel estratégico das redes sociais e dos influenciadores na formação de opiniões, comportamentos e decisões relacionadas ao cuidado de condições crônicas. Como atividade central ao longo de 2026, o grupo desenvolverá a elaboração coletiva de um documento de referência sobre Comunicação Responsável em Saúde Digital para CCNTs, com foco na produção e disseminação de conteúdos em redes sociais e na atuação de influenciadores e comunicadores em saúde. O material reunirá princípios éticos, diretrizes gerais, recomendações práticas e exemplos de boas práticas para apoiar a qualificação da informação em temas como diabetes e outras condições crônicas. O documento será construído a partir de workshops presenciais (se houver patrocínio) ou virtuais, promovendo a circulação de experiências, a sistematização de aprendizados e a consolidação de práticas qualificadas na interface entre saúde digital, comunicação e cuidado.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Pretendemos produzir um relatório anual consolidando descobertas, tendências e aprendizados oriundos dos workshops, a ser disponibilizado. Além disso, a disponibilização de material de referência para qualificar a comunicação em saúde digital voltada às CCNTs, fortalecendo atuação responsável de influenciadores, organizações da sociedade civil e comunicadores, contribuindo para o enfrentamento da desinformação e das fake news relacionadas às CCNTs no ambiente digital.
GT Saúde Mental e Neurológica
Facilitadora
Marina Nolli Bittencourt
Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT)
Cofacilitadora
Maria Odete Pereira
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Justificativa para existência do GT
A saúde mental e neurológica dos trabalhadores apresenta-se como tema prioritário em 2026, diante do aumento das condições de adoecimento relacionadas ao trabalho, das transformações nos processos laborais mediadas por tecnologias digitais e da inclusão da saúde mental no escopo da NR-1, que amplia a atenção aos riscos psicossociais no ambiente laboral. Esse cenário demanda a articulação interinstitucional e multistakeholder para qualificar o debate, integrar diferentes perspectivas e fortalecer a compreensão coletiva acerca dos desafios contemporâneos da saúde mental e neurológica no trabalho. O GT se justifica como espaço necessário de reflexão e diálogo a respeito deste tema estratégico, no contexto atual.
Atividade prevista para 2026
O GT propõe a realização de um Fórum Online temático, voltado à discussão ampla e multissetorial acerca da saúde mental e neurológica de trabalhadores, considerando a inclusão da saúde mental na NR-1 e os desafios contemporâneos dos riscos psicossociais no trabalho. O Fórum constituir-se-á como um espaço virtual de diálogo, organizado e conduzido pelas instituições integrantes do GT, aberto à participação de diferentes setores e instituições, no qual o uso de tecnologias será abordado como elemento de apoio à reflexão, ao debate qualificado e à compreensão das possibilidades e limites no cuidado, avaliação e promoção da saúde mental no contexto laboral. O GT apresentará projetos e programas em andamento, que serão compartilhados com as coordenações dos Centro de Referência em saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras (CERESTs) dos estados brasileiros, no âmbito do SUS. A concepção, coordenação e condução da atividade serão de responsabilidade exclusiva dos membros do GT, sob a coordenação geral do FórumCCNTs.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Espera-se que a realização do Fórum Online temático contribua para o aprofundamento do debate interinstitucional e multissetorial acerca da saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente no contexto da inclusão da saúde mental na NR-1 e dos riscos psicossociais no trabalho. Como desdobramento, busca-se ampliar a compreensão coletiva a respeito do papel das tecnologias no apoio à promoção, cuidado em saúde mental e avaliação no ambiente laboral, considerando seus potenciais e limites. Adicionalmente, o FórumCCNT deverá favorecer a aproximação entre diferentes atores, fortalecendo o reconhecimento da complexidade do tema e a necessidade de articulação contínua entre setores.




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