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Agir cedo em CCNTs: um marco para sistemas de saúde

  • Foto do escritor: FórumCCNTs
    FórumCCNTs
  • 29 de jan.
  • 2 min de leitura

O World Economic Forum (WEF) lançou, em janeiro de 2026, o white paper Acting Early on Non-Communicable Diseases: A Framework for Health System Transformation, que apresenta um marco estratégico para transformar sistemas de saúde diante do crescimento das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). O documento reúne evidências e análises de oito países e destaca que agir de forma antecipada, integrada e equitativa é decisivo para melhorar a qualidade de vida das pessoas, fortalecer a sustentabilidade dos sistemas de saúde e reduzir desigualdades.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O relatório parte do reconhecimento de que as CCNTs já respondem por cerca de 75% das mortes globais e exercem pressão crescente sobre sistemas de saúde, mesmo em contextos com cobertura universal. Apesar da ampla evidência sobre intervenções custo-efetivas, o documento aponta que muitos sistemas seguem orientados para respostas tardias, fragmentadas e centradas no cuidado agudo, deixando de capturar os benefícios da redução de risco, do diagnóstico oportuno e do cuidado integrado ao longo da vida.


A publicação propõe um enquadramento analítico baseado em seis domínios interconectados: prevenção e cuidado, governança, financiamento, força de trabalho, medicamentos e tecnologias, e sustentabilidade ambiental. Ao longo do texto, o WEF demonstra que ações isoladas tendem a ter impacto limitado e que resultados consistentes dependem da articulação entre políticas públicas, organização dos serviços e implementação efetiva baseada em evidências.


Um dos principais destaques do relatório é a necessidade de reorganizar os sistemas de saúde para lidar com fatores de risco comuns e com a multimorbidade, rompendo abordagens centradas em condições específicas. O documento enfatiza que estratégias integradas de redução de risco, rastreamento, cuidado contínuo e apoio ao autocuidado podem gerar benefícios em cascata, tanto para as pessoas quanto para os sistemas, além de contribuir para a equidade em saúde.


O recurso também chama atenção para desigualdades persistentes, mostrando que populações em maior vulnerabilidade social enfrentam maior exposição a riscos, menor acesso a cuidados oportunos e piores desfechos. Nesse sentido, o relatório reforça que políticas universais só produzem resultados equitativos quando são desenhadas de forma explícita para alcançar quem mais precisa, com financiamento sustentável, monitoramento contínuo e participação social significativa.


Voltado a formuladores de políticas, gestores, profissionais de saúde, pesquisadoras(es) e organizações da sociedade civil, o white paper do WEF oferece subsídios relevantes para o fortalecimento da agenda das CCNTs. Ao evidenciar que os principais obstáculos para agir cedo são institucionais e políticos — e não técnicos —, o documento convida à ação coordenada e ao compromisso de longo prazo com sistemas de saúde mais justos, resilientes e centrados nas pessoas.


Baixe o material completo aqui:


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