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  • Padrão da mortalidade por câncer nas regiões brasileiras

    Segundo o Observatório de Oncologia, se daqui a uma década, em 2029, as políticas nacionais de prevenção não forem aprimoradas e devidamente implementadas, o câncer passará a ser a primeira causa de morte em nosso país. Sabemos que o aumento dos casos é diretamente proporcional ao envelhecimento da população e a uma melhor condição socioeconômica. No caso do Brasil, a nossa população mudou nas últimas décadas e a sociedade marcada pela economia rural cedeu lugar a um país urbano. Sabemos que o aumento dos casos é diretamente proporcional ao envelhecimento da população e a uma melhor condição socioeconômica. No caso do Brasil, a nossa população mudou nas últimas décadas e a sociedade marcada pela economia rural cedeu lugar a um país urbano, com a maioria da população residindo nas cidades de maior infraestrutura. Taxas de mortalidade por câncer entre homens Segundo o INCA, o câncer de próstata é o tipo mais incidente no Brasil, excluindo o câncer de pele não melanoma. Porém, a taxa de mortalidade por este tipo de tumor tem diferenças significativas entre as regiões. A região Nordeste é a única onde o câncer de próstata é o campeão isolado em termos de taxa de mortalidade por câncer. Já na região Norte, três tipos de tumores se destacam: estômago, próstata e os cânceres do aparelho respiratório. O câncer de estômago foi o que mais matou até 2007, com pequenas variações até 2011, quando foi superado pelo câncer de próstata e, atualmente, aparece em segundo lugar. No Centro-Oeste destacam-se os cânceres de próstata e aparelho respiratório com taxas de mortalidade semelhantes desde 2012. Nas regiões Sul e Sudeste, os campeões são os cânceres do aparelho respiratório, com destaque para a região Sul que apresenta uma alta mortalidade por este tipo de doença em relação ao resto do país. Taxas de mortalidade por câncer entre mulheres De uma maneira geral, dentre os cânceres, o de mama é o que mais mata as mulheres em todas as regiões, com exceção da região Norte, onde a primeira causa de morte por câncer no público feminino foi o de colo de útero e apresenta taxa de mortalidade crescente desde 2010. O Estado do Amazonas apresentou o maior índice da região (e do país) em 2014, onde cerca de 15 a cada 100.000 mulheres morreram em decorrência de neoplasia maligna, enquanto que em São Paulo (estado com a menor mortalidade), a taxa foi de cerca de 3 mulheres a cada 100.000 (2). Na região Nordeste, o câncer de colo de útero era o segundo que mais matava as mulheres, sendo ultrapassado, em 2010, pelos cânceres do sistema respiratório (pulmão, traqueia e brônquios), que apresentam taxa crescente significativa. Já na região Sudeste, o câncer de mama é isoladamente o câncer que mais mata. Porém, outros dois tipos praticamente empatam na segunda posição, são eles: câncer de cólon e reto e os cânceres do aparelho respiratório. Até 2005, a segunda causa de morte por câncer era o de cólon e reto, sendo superado pelo câncer respiratório, voltando à segunda posição em 2009 e, a partir de então, superado novamente pelos do aparelho respiratório. Na região Sul, semelhante ao Sudeste, o câncer que mais mata mulheres é o câncer de mama, porém, as mortes pelos cânceres do aparelho respiratório apresentam forte tendência de crescimento e se aproximam cada vez mais da mortalidade por mama. Nas regiões mais desenvolvidas como Sul e Sudeste, o câncer de colo de útero (doença que pode ser prevenida se detectada ainda em fase de lesão anterior a malignidade) apresenta taxa de mortalidade bem abaixo das demais regiões, o que pode indicar o melhor acesso das mulheres ao exame Papanicolau (que detecta lesões precoces do câncer), pois, em média, mais de 80% da população alvo desses estados realizaram esse exame nos últimos 3 anos. Nas regiões mais desenvolvidas como Sul e Sudeste, o câncer de colo de útero (doença que pode ser prevenida se detectada ainda em fase de lesão anterior a malignidade) apresenta taxa de mortalidade bem abaixo das demais regiões, o que pode indicar o melhor acesso das mulheres ao exame Papanicolau (que detecta lesões precoces do câncer), pois, em média, mais de 80% da população alvo desses estados realizaram esse exame nos últimos 3 anos (2). Conclusões Apesar das diversas campanhas de conscientização para o diagnóstico precoce do câncer de mama, a mortalidade ainda mostra tendência de crescimento em todas as regiões. As campanhas contra o tabagismo só têm tido impacto no público masculino, pois a mortalidade dos cânceres do sistema respiratório (em especial pulmão) nas mulheres está aumentando em um número bem maior do que nos homens. No público masculino, no entanto, a mortalidade não diminuiu, mas o aumento não foi tão acelerado. O câncer de próstata ainda causa grande impacto na mortalidade entre homens, apesar de ser um câncer com bom prognóstico se detectado precocemente. Esse fato pode estar associado à falta de cuidado que o homem tem com a sua saúde, preconceito com os exames preventivos e falta de informação. Por fim, este estudo possibilita analisar as particularidades da mortalidade por câncer nas diferentes regiões, evidenciando que cada uma delas tem as suas próprias características e que precisam ser levadas em consideração para possíveis aplicações de políticas públicas de saúde regionais. Em linhas gerais, o risco de morrer por câncer é maior no Sul e Sudeste, regiões mais desenvolvidas economicamente. Porém, encontrar fundamentos para as diferenças regionais para os tipos específicos de câncer não é uma tarefa simples, há que se fazer um levantamento minucioso de fatores de risco associados a questões culturais e, até mesmo, sociais. Fonte: Observatório de Oncologia

  • CSEM - Buscando Vozes da Sociedade Civil: dê a sua opinião sobre Cobertura Universal da Saúde

    O HLM da ONU sobre Cobertura Universal da Saúde (UHC) oferece uma oportunidade para todos os defensores da UHC defender e ajudar a mobilizar a atenção política de alto nível global e nacional para a importância de alcançar a cobertura universal de saúde. O Civil Society Engagement Mechanism (CSEM) criou uma pesquisa para informar as iniciativas globais de saúde em 2019 e reunir insumos da sociedade civil e das comunidades para ajudar a moldar as principais solicitações do HLM. Como tal, esta pesquisa oferece uma oportunidade para a sociedade civil e as comunidades influenciarem o resultado do HLM. Precisamos de uma contribuição diversificada e ampla para a pesquisa, pois as respostas ajudarão o CSEM a defender um HLM eficaz. Para contribuir com a pesquisa do CSEM, por favor clique aqui. Igualmente importante, o UHC2030 desenvolveu uma pesquisa de consulta para apresentar o rascunho do “Pedagogia” da UHC2030 para o HLM da ONU e buscar contribuições dos parceiros. Para contribuir com esta pesquisa, por favor clique aqui. Por favor, note que os inquéritos UHC2030 e CSEM não são duplicativos, mas complementares. Encorajamos vivamente toda a sociedade civil a completar ambos os inquéritos e a maximizar as vozes da sociedade civil e da comunidade na preparação para o HLM. Fonte: Civil Society Engagement Mechanism for UHC2030

  • Jogo Educativo de manejo do diabetes é lançado com o apoio da ADJ Diabetes Brasil

    O aplicativo de educação em diabetes promove manejo da glicemia de forma desfiadora, veja  a descrição do jogo: Você acha que sabe tudo sobre diabetes? Bem vindo ao desafio. Em Batalha Glicêmica, o objetivo é manejar não apenas a sua glicemia, mas também alterar a glicemia do seu adversário. Use as insulinas para causar hipoglicemias e para manter a sua glicemia no alvo; use correções para causar hiperglicemias e se salvar de hipoglicemias fatais e use os eventos para interferir na glicemia para vencer! Quanto mais você conhece sobre diabetes, melhor. E se ainda não conhece tudo... Agora é a hora de conhecer mais. Baseado no jogo de cartas de mesmo nome, que foi premiado e publicado no Brasil e no exterior, com apoio da ADJ Diabetes Brasil, aprenda sobre diabetes de forma desafiadora e inovadora. Você nunca achou que entender sobre diabetes fosse tão divertido! Neste jogo, o objetivo é manter a sua glicemia longe de níveis extremos usando todos os tipos de artifício disponíveis. A cada turno, novas cartas são jogadas, causando variações glicêmicas que são imprevisíveis... ou será que não são tão imprevisíveis assim? O jogo possibilita partidas contra o computador ou contra adversários ao redor de todo o mundo, mas ainda está em fase de aprimoramento e implementação. O uso todos os tipos de insulina disponíveis, ajuda a entender o  seu funcionamento a partir de seu tempo de duração! ALERTA: ESTE JOGO NÃO SUBSTITUI UMA CONSULTA MÉDICA, E SEUS EFEITOS SÃO ILUSTRATIVOS. EM CASO DE DÚVIDA, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Referência científica: PINEDA WIESELBERG, RJ; Barone, MTU ; Galastri, LL ; Baptista, J ; ALMEIDA, M. C. S. . Learning through the card game: Keeping Blood Glucose under Control. World Diabetes Congress, Vancouver, Canada. 2015.

  • ACT e Aliança pela Alimentação Saudável contra extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar

    Logo após a sua posse, no dia 1º de janeiro de 2019, o presidente Jair Bolsonaro editou a Medida Provisória nº 870. Com isso, entre outras decisões, foi revogada a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), aprovada pelo Congresso Nacional em 2006. A lei tinha como objetivo fundamental estruturar um sistema nacional de políticas públicas para a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada. A revogação da Losan extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), causando um grande impacto na sociedade. Ao longo de sua história, o Consea tem sido um exemplo de representação dos mais diferentes setores da sociedade brasileira, principalmente aqueles que mais sofrem as consequências da insegurança alimentar. Desde a edição da medida, a Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, participante do #FórumDCNTS e vários outros movimentos e organizações da sociedade civil vêm se mobilizando com cartas e manifestos contra a extinção do conselho. Entre essas ações, a FIAN Internacional – Organização pelo Direito Humano à Alimentação e à Nutrição Adequadas  criou uma petição online para a coleta de assinaturas disponível nos idiomas espanhol e inglês. Veja aqui a petição em português. A Aliança afirma que não poderá ser permitir que a população perca este importante espaço institucional de interlocução da sociedade e governo! O Consea tem um papel fundamental na promoção do controle social e na participação da sociedade na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de segurança alimentar. Assine a petição que se mobilzia contra a extinção do CONSEA #FICACONSEA, clicando aqui. Escrito por: Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável

  • 3o Encontro do #FórumDCNTs é destaque no Newsletter YLD da IDF

    No Newsletter de Dezembro de 2018 da mais importante entidade de Diabetes no mundo, a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o 3o Encontro do #FórumDCNTs foi um dos destaques de eventos que aconteceram no mundo todo. O Young Leader in Diabetes (YLD) Newsletter compila as iniciativas que os membros dos YLD desenvolvem em seus respectivos países, bem como notícias da IDF e atividades conjuntas entre os membros da YLD e a IDF. O #FórumDCNTS conta com a partipação do YLD Brasileiro e Representante Eleito da Região SACA (América do Sul e América Central), Lucas Xavier, na organização dos encontros e plataformas do #FórumDCNTs. O programa de YLD da IDF tem o intuito que jovens participem de iniciativas para criar uma voz para pessoas com diabetes, e tornarem-se defensores eficientes de si mesmos e de outras pessoas que vivem com diabetes em todo o mundo.

  • Reduzindo Fatores de Risco de DNT's em Adolescentes: Um Caso de Investimento para a Indonésia

    As DCNTs, como doenças cardiovasculares, diabetes, câncer, distúrbios respiratórios e distúrbios mentais e neurológicos são a causa de 71% das mortes na Indonésia. Adolescentes - jovens entre 11 e 19 anos - compõem 20% da população da Indonésia. Seu contínuo desenvolvimento neural, psicossocial e físico os torna especialmente vulneráveis ​​aos quatro principais fatores de risco para as DCNTs: alimentação não saudável, falta de atividade física, uso de álcool e uso de tabaco. Neste resumo, examinam os benefícios e os custos de um conjunto de intervenções eficazes para reduzir os fatores de risco para DCNTs em adolescentes na Indonésia. Quando as pessoas iniciam esses (e outros) comportamentos não saudáveis na adolescência, muitas vezes adotam esses comportamentos para a vida, o que aumenta o risco de DCNTs à medida que envelhecem. Os três fatores de risco das DCNTs dominantes que afetam os adolescentes são: o álcool, o uso do tabaco e a inatividade física. O que você precisa saber: • Adolescentes compõem 20% da população da Indonésia. • Eles estão constantemente expostos a fatores de risco para DNTs, colocando-os em alto risco de doenças na vida morte precoce. • A implementação de intervenções baseadas em evidências que visam adolescentes poderia evitar entre 70.000 e 2.5 milhões de mortes prematuras por DCNT de 2020 a 2070. • Evitar essas mortes proporcionaria benefícios econômicos que variam de US $ 800 milhões a US $ 27 bilhões. • Uma maneira de reduzir o uso de tabaco e o consumo de bebidas açucaradas (SSBs) entre adolescentes na Indonésia é com impostos de consumo bem eleborados. Leia o estudo na integra clicando aqui.

  • Parcerias Público-Privadas permitem ampliar acesso e baratear produção de medicamentos

    Estudo sobre Parcerias Público-Privadas (PDPs) no Brasil, de Emad Mushled e Mario Saggia, foi apresentado na ISPOR Barcelona, em 13 de novembro de 2018.

  • #FórumDCNTs, Desiderata apresenta no Congresso Mundial de Câncer e integra Iniciativa Global da OMS

    O Instituto Desiderata apresentou, entre os dias 01 e 04 de outubro, no Congresso Mundial de Câncer, organizado pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), em Kuala Lumpur, na Malásia, algumas de suas principais ações desenvolvidas no combate ao câncer infantojuvenil no Rio de Janeiro. Logo no primeiro dia do evento, nossa diretora executiva, Roberta Costa Marques, participou da Cúpula Mundial de Líderes contra o Câncer, evento que reuniu CEOs e líderes de Estado e de organizações internacionais. Membro do Programa de Jovens Líderes da UICC, Roberta expôs, em uma sessão destinada aos jovens líderes mundiais no controle do câncer, o Unidos Pela Cura (UPC), iniciativa do Desiderata que se transformou em política pública de diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil no Rio de Janeiro e que foi considerado referência por outros países durante o evento. O Fórum e o Panorama de Oncologia Pediátrica, também desenvolvidos pelo Instituto Desiderata, foram temas de outras duas apresentações. “O Congresso foi uma excelente oportunidade para apresentar nosso trabalho lá fora e compartilhar melhores práticas com as maiores instituições ligadas ao câncer do mundo”, afirma Roberta. “Foi um momento importante para pensar novas ações e estreitar parcerias para 2019”, diz. O Desiderata foi convidado ainda a participar da primeira reunião de trabalho da Iniciativa Global da ONU para o Câncer Infantil, que pretende garantir, até 2030, que pelo menos 60% das crianças com câncer consigam sobreviver à doença no mundo. Para isso, a aposta da organização mundial é pela ampliação do tratamento e diagnóstico precoce da doença, unindo organizações de todas as regiões do mundo em torno de um objetivo comum. O Congresso Mundial de Câncer é bianual e representa o principal evento do mundo  na área para a troca de experiências e desenvolvimento conjunto de respostas aos principais desafios trazidos pela doença. Em 2018 o evento reuniu mais de 2.500 representantes de 120 países na primeira edição realizada no Sudeste Asiático. A próxima edição da Cúpula Mundial e do Congresso está prevista para 2020 em Muscat, capital de Omã.  Sobre o Desiderata O Instituto Desiderata é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), fundada há 15 anos no Rio de Janeiro, que sonha em ver crianças e adolescentes brasileiros entre os mais saudáveis do mundo. Realiza ações de mobilização e articulação entre o setor público e a sociedade civil, capacitação de profissionais de saúde para o diagnóstico precoce, humanização do tratamento e produção e disseminação de conhecimento na área.

  • #FórumDCNTs foi apresentado no APHA's 2018, maior congresso de Saúde Pública do mundo!

    O FórumDCNTs foi apresentado no APHA's 2018 Annual Meeting & Expo. O congresso aconteceu de 10 a 14 de Novembro, em San Diego, CA. Próxima parada: Chicago, onde já foi confirmado o convite para apresentar modelo e resultados autializados do FórumDCNTs durante a Conferência do Consortium of Universities in Global Health(CUGH), em março de 2019.

  • Homenagem ao Roberto Kikawa, um mestre inspirador

    Os organizadores, conselheiros e participantes do ForumDCNTs expressam sua perplexidade com o assassinato de nosso membro do conselho consultivo, Roberto Kikawa. Dr. Roberto Kikawa, no 1o Encontro do #FórumDCNTs Roberto esteve graciosamente envolvido com o ForumDCNTs desde seu início. Sua palestra já no primeiro encontro, em 25 de outubro de 2017, foi uma das mais aplaudidas. No aniversário de um ano de ForumDCNTs esteve de volta e, no dia 23 de outubro de 2018, ministrou uma verdadeira aula sobre como a aliança como o sistema público de saúde tem alto potencial de sucesso. Falou sobre como o CIES Global passou a identificar oportunidades de transformar o atendimento de forma mais efetiva, enfatizando valor/qualidade. Reforçou a ideia de que para se trabalhar com o sistema público, é preciso antes entender suas características. Deixa, com isso, uma organização que tem transformado a saúde em São Paulo e outras cidades no Brasil, usando a tabela SUS, e no mundo. Dr. Roberto Kikawa, no 3o Encontro do #FórumDCNTs Gostaríamos de poder continuar contando com sua inteligência e empreendedorismo fazendo sempre a diferença para quem mais precisa. Deixamos aqui nossa eterna homenagem e admiração por Roberto Kikawa, morto no dia 10 de novembro de 2018, aos 48 anos, em São Paulo. Mais detalhes: Folha de S. Paulo G1 CIES Global

  • #FórumDCNTs: Encontro de líderes e autoridades, setores Pub. e Priv. traçam planos de ação as DCNTs

    Planos de ação para ampliar o combate às doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) no Brasil foram elaborados por mais de 40 autoridades e representantes dos setores público e privado, que passaram a última terça-feira (23/10) reunidos no terceiro encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil. O evento contou com a presença ativa de diretores do Ministério e de secretarias da Saúde, de bancos, de indústrias e de organizações sem fins lucrativos nacionais e internacionais que apoiam pesquisas e desenvolvimento de projetos na área da saúde. Os especialistas dedicaram o dia para traçar planos conjuntos, com metas e prazos claros, para melhorar a prevenção e o tratamento ao grupo de doenças que engloba diversos tipos de câncer, diabetes e problemas pulmonares e cardíacos. Os focos principais são a prevenção, que envolve alimentação mais saudável e mudança de hábitos sedentários, e o acesso ao tratamento de qualidade para quem já apresenta uma DCNT. A interdisciplinaridade é ressaltada por Mark Barone, diretor do Public Health Institute no Brasil e organizador do fórum. Ele faz questão de frisar a importância de que o compromisso por reduzir a incidência de DCNTs seja assumido pelo poder público como um todo, não só pelo Ministério da Saúde, como costuma ser. “Todas as outras áreas do governo são responsáveis pela prevenção dessas doenças. É preciso entender também que o setor público não é o único responsável. A sociedade civil e a iniciativa privada têm que assumir o seu papel”, diz. Por ter ocorrido menos de um mês depois da Reunião de Alto Nível sobre DCNTs da ONU, que ocorreu no dia 27 setembro, o encontro serviu também como uma forma de fazer um balanço das atividades desenvolvidas no Brasil em relação ao resto do mundo. Representantes do governo e do Fórum que participaram da Reunião de Alto Nível trouxeram suas análises. A diretora de Doenças Crônicas Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Maria de Fátima Marinho, afirma que as diretrizes da reunião da ONU poderiam ter sido mais específicas, mas comemora que, pelo menos, não houve nenhum recuo na política de combate às doenças. O Brasil, lembra ela, se mostra na direção certa, ao ser um dos poucos no caminho de atingir a meta de reduzir em 1/3 a mortalidade prematura - de pessoas com menos de 70 anos de idade - por doenças crônicas não transmissíveis até 2030. Marinho acredita que é hora de olhar globalmente para as mulheres e focar no combate ao uso abusivo de álcool. “Enquanto homens estão fumando menos e mantendo o mesmo nível de uso abusivo de bebida alcoólica, ambos os comportamentos têm aumentado entre mulheres”, explicou, com base em estudo do Ministério da Saúde. Laura Cury, da ACT Promoção da Saúde, e Júlia Santos, da Alianza Latina e Abrale, concordaram que a impressão geral é de que a Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre as DCNTs trouxe metas pouco ambiciosas. “Falta uma linguagem forte ao tratar da redução de consumo de produtos nocivos. Essa omissão reflete a influência da indústria desses produtos: tabaco, álcool, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas”, diz Laura. A tributação de produtos não saudáveis deveria ser reforçada como uma forma de ter subsídios para saúde pública, complementa Júlia. Mudança de hábitos Doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por mais de 72% das causas de morte no Brasil. As doenças cardiovasculares e AVC, o diabetes, os diferentes tipos de câncer, e as doenças respiratórias crônicas são as que apresentam maior prevalência no país. A redução de sua incidência passa também pela mudança de hábitos. Marinho, do Ministério da Saúde, lembra que, no Brasil, atividade física reduz em 12% mortalidade por câncer de mama. E coube também aos presentes no encontro do FórumDCNTs discutir boas práticas na área. Os programas que buscam cidades mais saudáveis, como o uso compartilhado de bicicletas e incentivo a ciclovias, foram abordados por Pedro de Paula e Hannah Machado, da Vital Strategies; Roberto Kikawa, do CIES Global; e Simone Gallo Azevedo, diretora do Itaú. O banco, afirmou Simone, investe R$ 60 milhões por ano no compartilhamento de bikes e usa o projeto “como um gerador de demanda por políticas públicas para melhorar a integração do cidadão com a cidade e gerar impacto na saúde”. “São Paulo vem avançando no auxílio à busca por um modo de vida saudável, na mudança de paradigma para colocar a pessoa a pé e de bicicleta acima dos transportes individuais motorizados”, complementa Hannah Machado. Parcerias essenciais A importância da união de setores nestes avanços foi bastante ressaltada pelo professor Antonio Luiz Pinho Ribeiro, da UFMG. O potencial das parcerias público-privadas (PPPs) é enorme, diz Ribeiro, pois é possível incorporar “a inteligência e a capilaridade do setor público à eficiência do setor privado”. Ele falou sobre o Programa HealthRise, desenvolvido em parceria e com financiamento da Medtronic Foundation, que intensificou a detecção e o controle de hipertensão arterial e diabetes em regiões pobres do Brasil. As PPPs são também o forte do médico Roberto Kikawa, que participou do evento. Ele é reconhecido pelo êxito dos programas do CIES Global (Centro de Integração de Educação e Saúde), que passou a oferecer, por meio de parcerias público-privadas, atendimento médico por exames, consultas e cirurgias de baixa e média complexidade a comunidades desassistidas. Mas parcerias não precisam - nem devem - ser apenas entre o poder público e o setor privado. A colaboração também entre diferentes organizações do mesmo setor e incluindo a participação da sociedade civil e as ONGs que a representa é tida como essencial para o sucesso dos projetos de saúde, concordam os especialistas que se reuniram no terceiro encontro do Fórum Intersetorial para combate às DCNTs. As melhores formas de atrair bons parceiros é mergulhar fundo para entender as necessidades locais, com foco nas pessoas que serão atingidas por ele, pontua Johannes Boch, da Novartis Foundation. Ele é responsável pelo projeto Better Hearts Better Cities, traduzido para Cuidando do Seu Coração, que busca melhorar o combate a doenças cardiovasculares na Zona Leste de São Paulo. Envolvida no projeto, a responsável pela Supervisão Técnica de Saúde de Itaquera, Márcia Maria de Cerqueira Lima, concorda. Para ela, ter embaixadores locais, que ajudem a estruturar o projeto de acordo com as necessidades da população, é muito relevante, pois faz a comunidade “realmente vestir a camisa” no combate e prevenção às DCNTs. O terceiro encontro do Fórum Intersetorial de Combate às DCNTs no Brasil aconteceu no Instituto do Legislativo Paulista, da Assembleia Legislativa de São Paulo (ILP - Alesp).

  • HLM da ONU sobre DCNTs: reflexões e conclusões (NCD Alliance)

    Por Lucas Xavier O balanço da Reunião de Alto Nível sobre DCNTs durante a Assembléia Geral da ONU, no dia 27 setembro, foi, em geral positivo. Apesar disso, vale a pena identificar o que ficou faltando ou aquém do esperado. Pontos Positivos: Um total de 23 Chefes de Estado e de Governo falaram durante as sessões plenárias da Reunião de Alto Nível sobre DCNTs (HLM). Embora seja decepcionante, dado que 59 indicaram que iriam comparecer, muitos desistiram depois de terem sido informados de que não poderiam falar, pois não havia tempo suficiente nos segmentos plenários para acomodar todos os oradores interessados. 55 Ministros da Saúde também compareceram e falaram no plenário (assista à fala do ministro do Brasil). Muitos Estados Membros frequentemente se referiram à necessidade de ouvir as vozes e envolver as pessoas que vivem com DCNTs em suas respostas nacionais às DCNTs. A iniciativa NCD Countdown 2030 foi referenciada por vários oradores de alto nível, incluindo a Princesa Dina Mired da Jordânia e Saia Ma'u Piukala, Ministro da Saúde de Tonga e Sania Nishtar. A sociedade civil das DCNTs foi mobilizada, responsiva e envolvida. A energia era palpável e certamente continuará em 2019, à frente na HLM da ONU, que terá como tema a cobertura universal à saúde (UHC). A campanha #ENOUGHncds, da NCDA, alcançou mais de 4,5 milhões de pessoas, com 7.000 tweets.

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