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  • 6° FórumDCNTs: Obesidade, Álcool, Ultraprocessados e COVID-19 são Principais Ameaças ao ODS 3.4

    COBERTURA do 6º encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil Brasil surpreende OMS e OPAS e assume liderança entre os países que mais atingem indicadores no enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis No relatório divulgado pela OMS e pela OPAS, Brasil, Chile e Costa Rica são os únicos países das Américas que atingiram por completo 12 dos 19 indicadores prioritários para o enfrentamento das DCNTs, responsáveis por 71% das mortes precoces no mundo. Na sequência aparecem Canadá, com 11 indicadores, e EUA, com 9. As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) são responsáveis por 71% das mortes precoces no mundo, e 74% de mortes no Brasil, e estão dentro dos desafios do Ministério da Saúde para atingir a meta 3.4 do ODS3 da ONU. Durante a 6ª edição do FórumDCNTS, o fundador e coordenador geral do evento, Dr. Mark Barone, apresentou o recente relatório publicado pela OPAS (Organização Pan Americana da Saúde) e a OMS (Organização Mundial de Saúde), que apontou o Brasil como um dos países que mais atinge indicadores no enfrentamento da DCNTs, totalizando 12. Dr. Guy Fones, OMS, compartilha a preocupação em relação às mortes precoces causadas por DCNTs que poderiam ser prevenidas “Além de 74% de mortes no Brasil serem por Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como hipertensão e diabetes, 17% delas são prematuras, ou melhor, em pessoas com menos de 70 anos de idade. Estas últimas são o foco do ODS 3.4 da ONU: ‘reduzir em um terço a mortalidade prematura por DCNTs até 2030, via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar’. Apesar de isso indicar que o Brasil tem programas e políticas consistentes, com planos e metas nacionais para enfrentar essa situação e conquistas a celebrar, como o sucesso das políticas anti-tabaco, ainda existem importantes desafios. Esses 12 indicadores atingidos nos colocam à frente de outros países com a certeza de que estamos trilhando por um bom caminho, porém com o consumo de álcool, a obesidade, os alimentos ultraprocessados e, agora, a pandemia COVID-19, a serem enfrentados”, analisa Dr. Barone. Desafios e medidas Apesar das conquistas obtidas, o Brasil ainda precisa travar uma luta em diversos sentidos para atingir a meta da ONU. O consumo excessivo de álcool ainda é um problema diante das campanhas publicitárias e a carência de tributação específica sobre os produtos comercializados. Obesidade e alimentação não saudável são também pontos críticos. “De um lado a obesidade, uma doença ainda não levada a sério, de outro a negligência em implementar rapidamente políticas que regulem a adição de sal nos alimentos e obriguem a substituição da gordura trans nas preparações. A disponibilidade de medicamentos e orientações sobre as doenças cardiovasculares, principalmente na atenção primária, ainda estão a desejar no Brasil. Esses são alguns dos fatores mais preocupantes no enfrentamento das DCNTS. O Brasil, por exemplo, é o segundo país que mais tem perdas de Produto Interno Bruto (PIB) devido a obesidade. É alarmante, pois é um dos fatores de risco para diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, câncer, entre outras”, alerta o coordenador do evento. Para o Dr. Edson Araújo, do The World Bank e palestrante do FórumDCNTs, “um dos principais desafios do SUS é expandir e coordenar acesso aos serviços de saúde - o que poderia ser resolvido com APS mais eficiente”. Ele também complementou a questão sob o aspecto de seis desafios que o setor de saúde tem para atingir a ODS 3.4: 1) Financiamento: o gasto total com saúde é alto, mas o gasto público é relativamente baixo; 2) Espaço fiscal: projeções (BM) indicam que na ausência de reformas, a trajetória fiscal do Brasil será insustentável (déficit primário = 5% do PIB 2030, dívida pública = 150% do PIB); 3) Qualidade: três em cada quatro brasileiros avaliam o sistema público de saúde como ruim ou péssimo (CNI/ IBOPE, 2018); 4) Fragmentação: a maior parte dos municípios brasileiros tem menos de 20 mil habitantes; 5) Mercado de trabalho: a oferta de médicos é relativamente baixa e concentrada nos centros urbanos; 6) Gestão: evidências apontam para melhor desempenho, produtividade e qualidade das unidades de saúde administradas por OSS. Na visão de Sheila Vasconcellos, ADILA, a propagação da informação é o grande desafio que levará ao desfecho sobre as DCNTs. “É preciso engajar o paciente para ter uma aderência maior ao tratamento, adotar medidas preventivas e mobilizar o seu entorno, atuando eficientemente com o sistema de saúde local.” Para Lívia Faller, SAPS-MS, é preciso falar em cuidado da organização. “Desde maio de 2019, o ministério vem se organizando com enfoque no cuidado do paciente por meio de diversos programas efetivos vinculados a uma equipe de saúde da família”. José Otávio Corrêa, Abbott, complementa com o fator integração do público com o privado, aliado a organização, como ponto primordial para colaborar com as soluções para o enfrentamento das DCNTs, “trazendo mais agilidade para o governo identificar as necessidades não atendidas em relação às doenças.” Saúde digital é o caminho apontado por Dra. Ann Aerts, da Novartis Foundation, e Cauê Bueno, da HackMed. Dra. Aerts destacou em sua apresentação as oportunidades de integração da tecnologia em todas as esferas da saúde “vindo a ser tão essencial quanto os leitos hospitalares, uma vez que seja usada como ferramenta de empoderamento para equipes médicas e pacientes”. Já Bueno deu exemplos de como a tecnologia pode atuar em prol da saúde utilizando a inteligência artificial, big data, automação, aplicativos, wearables e telemedicina a favor do rastreamento do quadro clínico de cada indivíduo promovendo, assim, a cobertura universal do setor. COVID-19: mais um grande desafio Dr. Barone não podia deixar de destacar o ‘grande elefante branco’ atualmente. “Se já vínhamos nessa batalha que não era fácil em relação às DCNTs, a COVID-19 é mais um desafio, afinal desde o começo da pandemia na China, e logo após na Itália, verificou-se que a taxa de letalidade chega a ser quase dez vezes maior em pessoas com DCNTs: doenças cardiovasculares 13,2%, diabetes 9,2%, hipertensão 8,4%, doença respiratória crônica 8,0%, e câncer 7,6%, em comparação com 1,4% em pessoas sem DCNTs.” Marília Albiero, ACT, alerta para os riscos da pandemia sobre DCNTs que já não conseguíamos reduzir a prevalência Neste sentido, Dr. Barone citou a frase da Primeira Ministra da Noruega e do Presidente de Gana: "Essa pandemia expôs a crise nos sistemas globais de saúde. E, embora esteja minando severamente as perspectivas de alcançar o ODS 3 até 2030, também está tendo efeitos de longo prazo em todos os outros ODSs.” Outro agravante com a pandemia é a questão do aumento acentuado de eventos cardiovasculares e a piora da saúde mental da população, de acordo com a apresentação do Dr. Barone durante o 6º encontro do FórumDCNTs. “A pandemia pode servir como gatilho, em casos de predisposição, ou levar à recaída de pessoas com depressão e ansiedade diante da solidão, insegurança e o medo.” Segundo a Dra. Fatima Marinho, Vital Strategies, "é preciso já se preparar, visto que pico de eventos cardiovasculares, com aumento do número de mortes, apresenta-se um mês após pico de síndrome respiratória, como o que estamos vivendo". Dra. Luciana Sardinha, SVS-MS, apresenta eixos e linhas de ação do novo Plano Nacional de Enfrentamento às DCNTs Dr. Eduardo Marques Macário, SVS-MS, e Marília Sobral Albiero, ACT Promoção da Saúde, concordam com a questão do agravamento dos casos de obesidade e diabetes em tempo de pandemia. “As geladeiras estão à disposição das pessoas que estão em estado de atenção com suas preocupações e o atual cenário econômico brasileiro”, disse o Dr. Macário. “É importante cuidar do sistema imunológico nesta época em que os alimentos ultraprocessados estão ainda mais disponíveis para uma sociedade ansiosa com este cenário”, acrescentou Marília. Para o Dr. Bruno Halpern, da ABESO, já estamos em uma pandemia da obesidade há tempos, que se iniciou na década de 70. “E ainda não encontramos uma solução eficiente para freá-la. A COVID nos faz pagar pelo preço por negligenciar esta doença crônica." Tiago Lobo, TJCC, expõe o desafio da falta de dados sobre os casos de câncer no Brasil No caso do diabetes, uma pesquisa coordenada por Dr. Barone com 1.500 pessoas, ainda em andamento, apontou que 40% dos entrevistados estão adiando suas consultas médicas para depois da pandemia. “A falta de cuidados é extremamente preocupante e, certamente, trará consequências. Desde o início da pandemia, houve o compromisso de entrega de insumos e medicação pelo governo para três meses. Porém, com essa pesquisa, verificamos que apenas 13,1% receberam nessa quantidade para três meses, quase 50% continua tendo que retirar mensalmente o material para seus autocuidados. Isso significa que as pessoas com pior prognóstico, caso infectadas, são obrigadas a sair do isolamento e irem retirar seus medicamentos em locais onde infectados com o coronavírus estão se apresentando. Como consequência, há aquelas que deixaram de retirar seus medicamentos com medo do contágio”. Pesquisas mostraram, também, que a COVID-19 pode levar ao desenvolvimento de diabetes e induzir alterações metabólicas de longo prazo, sendo, portanto, o monitoramento cardiometabólico criterioso necessário daqui para frente”, finalizou Dr. Barone, afirmando que é preciso agir hoje, além de otimizar as parcerias (ODS 17). FórumDCNTs Idealizado em 2016, o FórumDCNTs, fundado e coordenado por Dr. Mark Barone, tem como objetivo reunir lideranças dos setores público, privado e terceiro setor para o combate à principal causa de mortes precoces no País: as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis. As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) são responsáveis por aproximadamente 71% das mortes no mundo e, de acordo com o Vigitel de 2018, 74% das mortes no Brasil. As DCNTs com maior impacto sobre a população brasileira são as doenças cardiovasculares (28%), as neoplasias (18%), as doenças respiratórias (6%) e o diabetes (5%). Sabe-se que grande porcentagem dessas doenças e suas complicações podem ser prevenidas. www.ForumDCNTs.org/post/6encontro Mais informações para a imprensa: Publicar Comunics Thais Martins – redacao@publicarcomunics.com.br WhatsApp: (11) 99365-8545 Cobertura: https://portalhospitaisbrasil.com.br/brasil-assume-lideranca-entre-os-paises-que-mais-atingem-indicadores-no-enfrentamento-das-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/ http://gehosp.com.br/2020/05/06/brasil-surpreende-oms-opas/ https://www.youtube.com/watch?v=h40BPzzFbFc http://www.agenciaoglobo.com.br/dinonews/Default.aspx?idnot=79845&tit=Impacto+Covid-19%3a+F%c3%b3rum+alerta+sobre+os+riscos+das+Doen%c3%a7as+Cr%c3%b4nicas+N%c3%a3o+Transmiss%c3%adveis%2c+respons%c3%a1veis+por+71%25+das+mortes+precoces+no+mundo https://www.linkedin.com/posts/associacaointerfarma_interfarma-saaeqde-dcnts-activity-6659539456170737664-uVCn https://87news.com.br/noticia/3727/impacto-covid-19-forum-alerta-sobre-os-riscos-das-doencas-cronicas-nao-transmissiveis-responsaveis-por-71-das-mortes-precoces-no-mundo http://app.dino.com.br/releases/impacto-covid-19-forum-alerta-sobre-os-riscos-das-doencas-cronicas-nao-transmissiveis-responsaveis-por-71-das-mortes-precoces-no-mundo-dino890235840131

  • COVID-19: Orientações para Pessoas com DCNTs - Ministério da Saúde

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que pessoas com condições crônicas pré-existentes, como diabetes e hipertensão, tiveram infecções mais graves pela COVID-19. No mesmo sentido, o Center for Disease Control and Prevention (CDC), órgão de vigilância do governo dos Estados Unidos, listou os grupos de maior risco e os cuidados a serem tomados no contexto da COVID-19. Em todos os casos, é essencial que as pessoas com condições crônicas tenham seu calendário vacinal atualizado, principalmente as vacinas Influenza e Pneumocócica 23 - valente (para idosos), dado o aumento do risco de infecção bacteriana secundária pela COVID-19. Considerando o risco aumentado para esses grupos, é importante adotar medidas que reduzam a presença desnecessária desses usuários no serviço de saúde. Os atendimentos individuais devem ser programados conforme estratificação de risco e avaliação da condição clínica do paciente. Desse modo, deve-se evitar agendamento de retornos presenciais na unidade para pacientes que estão com condição crônica controlada, por exemplo, pessoas com diabetes mellitus ou hipertensão arterial dentro das metas terapêuticas e sem sintomas de síndrome gripal. Para isso, vale lembrar que a telemedicina foi aprovada para o período de emergência em saúde pública decorrente de COVID-19 pela Portaria nº 467, de 20 de março de 2020 e é um importante recurso para a manutenção da atenção a pessoas com condições crônicas. É importante ressaltar a importância de intensificar os cuidados das pessoas com doenças crônicas com a finalidade de manter o manejo da condição, bem como intensificar medidas de manejo clínico da COVID-19, visto que até o momento não existe vacina contra o novo coronavírus. Acesse o guia completo de orientações aqui. Saiba quais são as orientações referente à alimentação e atividade física aqui.

  • Coronavírus e Tabaco - 22/5/2020

    No Dia Mundial Sem Tabaco da OPAS/OMS e parceiros, será divulgado atualizações sobre o corona vírus e o uso do tabaco, demais assuntos relacionados ao tabaco e será divulgado o ganhador do Prêmio do Dia Mundial sem Tabaco que é escolhido pela relevância do seu trabalho para a melhoria da saúde e controle do tabagismo. 1. Información Pública La OMS mantiene una sección sobre preguntas y respuestas sobre el tabaco y la COVID-19. La Jefa de la Secretaría del CMCT emitió una declaración el 4 de mayo de 2020 ("Control del tabaco durante la pandemia COVID-19: cómo podemos ayudar"), destaca la importancia del CMCT para entornos más saludables y cubre el tema de la interferencia de la industria tabacalera durante la pandemia. Algunos gobiernos han publicado sus propias declaraciones, por ejemplo: MEX: https://www.gob.mx Costa Rica: https://saludmovil.go.cr/ 2. Fumar y Covid-19 La información disponible sugiere que los consumidores de tabaco son probablemente más vulnerables al COVID-19 dado que: a. El acto de fumar significa que los dedos (y posiblemente los cigarrillos y dispositivos contaminados) están en contacto con los labios, lo que aumenta la posibilidad de transmisión del virus de la mano a la boca. Además, algunos productos, como las pipas de agua, a menudo implican compartir boquillas y mangueras, lo que podría facilitar la transmisión de COVID-19. b. Varios estudios sugieren que las personas fumadoras son más propensas a casos graves de COVID-19. Los consumidores de tabaco tienen más probabilidades de tener una enfermedad pulmonar o una capacidad pulmonar reducida, lo que a su vez aumentaría en gran medida su riesgo para enfermedades graves. c. Por otro lado, los medios de comunicación internacionales continúan difundiendo la afirmación no respaldada de un efecto protector de la nicotina para COVID -19, según un estudio francés, e independientemente de que no hay evidencia científica sólida de dicho efecto protector de la nicotina para COVID-19. Las debilidades del estudio y los posibles vínculos con la industria tabacalera de algunos de los investigadores involucrados en ellos han sido señaladas por organizaciones internacionales de control del tabaco (Ver FIC Argentina, Advertencia ante la difusión de un estudio sobre efectos protectores de la nicotina en el nuevo coronavirus, 24 de abril de 2020, https://www.ficargentina.org/advertencia-ante-la-difusion-de-un-estudio-sobre-efectos-protectores-de-la-nicotina-en-el-nuevo-coronavirus/ ; y la declaración de ACT, http://bit.ly/NicotinaCovid19). 3. Interferencia de la industria del tabaco (TI): se han recibido informes de contribuciones de parte de la industria tabacalera para actividades ligadas al abordaje de la pandemia a nivel mundial. Tenemos informaciones de tales situaciones en Costa Rica, Guatemala y Honduras. Si tal situación surge en sus países, favor informarnos; estamos disponibles para discutir opciones para abordarla. 4. Fortalecimiento del control del tabaco, incluyendo los servicios de cesación: no hay mejor momento que ahora para dejar el tabaco. El COVID19 destaca la intersección entre enfermedades infecciosas y no transmisibles y la urgencia de abordar los factores de riesgo de ENT como el consumo de tabaco. Es importante alentar a los Estados Miembros (EM) a que tomen las medidas necesarias para ayudar a las personas fumadoras a dejar de fumar y evitar la iniciación, especialmente entre jóvenes. En ese sentido, expandir las prohibiciones de fumar (donde dicha prohibición aún no es obligatoria por ley en todo el país) o fortalecer los servicios para dejar de fumar son políticas que varios países han estado buscando promover, dados los claros beneficios para la salud pulmonar y el impacto positivo esperado en la salud de la población. Si bien es probable que aumente el número de personas dispuestas a dejar de fumar, el acceso a los servicios para dejar de fumar dentro de los servicios de salud podría reducirse durante la pandemia. La mejor manera de abordar esta situación es mantener, adaptar y ampliar los servicios para dejar de fumar, lo que también podría contribuir a abordar la pandemia. Seguimos prestando apoyo técnico en todos los asuntos relacionadas con el control del tabaco, incluidos las revisiones técnicas de leyes y reglamentos propuestos. Se han recibido solicitudes adicionales relativas a los servicios de cesación, incluido el tema de las líneas de abandono (quit lines). El 12 de mayo (9:30 a 12:30/hora WDC) se llevará a cabo un seminario web de 3 horas de duración en inglés sobre los conceptos básicos de las Quitlines, dirigido a SUR y TTO. Todos los/as puntos focales son bienvenidos/as a unirse: https://paho.webex.com/paho/j.php?MTID=m1c2f96275d257dcf92072bb0421b9385

  • CRN-9 Mapeia Ações de Segurança Alimentar e Nutricional

    Devido à pandemia de Covid-19, umas das preocupações dos governos e órgãos de saúde é garantir o acesso da população à uma alimentação adequada e saudável. Pensando nisso o CRN-9 decidiu realizar um mapeamento inédito sobre as estratégias realizadas pelos municípios mineiros. O levantamento, feito na terceira semana de abril, destaca que 202 municípios de Minas Gerais estão realizando ações voltadas para a alimentação da população, representando 23,6% de todo o estado. Os dados foram obtidos a partir de consultas aos portais de notícias das cidades mineiras, e-mails e ligações para Nutricionistas Responsáveis Técnicos. Além das ações do Poder Público e da sociedade civil, que tem desempenhado um papel fundamental para promover boas práticas focadas no acesso à alimentação, o CRN-9 avaliará a possibilidade e os mecanismos legais para contribuir ou viabilizar ações exitosas que possam garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada à população. Saiba mais.

  • Prêmio Elevate - Inscrições até 29/6/20

    O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) esta à procura de líderes, inovadores, ativistas e tomadores de risco que impactam sua comunidade todos os dias! O Prêmio Elevate oferece US$ 5 milhões em financiamento, serviços de desenvolvimento profissional e conexões com uma poderosa rede de influenciadores, líderes do setor e especialistas no assunto. O Prêmio Elevate está procurando encontrar, apoiar e destacar os Heróis Globais, criando um efeito multiplicador que lhes permitirá dimensionar seu trabalho com mais facilidade, impactar mais vidas e inspirar outras pessoas a lidar com questões em suas próprias comunidades - acendendo uma reação em cadeia de bondade em todo o mundo. Saiba mais!

  • Oportunidades para Prevenção Primária e Secundária de Câncer

    A chamada do financiamento da Aliança Global para Doenças Crônicas (GACD) se concentrará nas propostas de pesquisa de implementação para a prevenção primária e / ou secundária do câncer nos países de baixa e média renda e / ou nas populações que enfrentam condições de vulnerabilidade nos países de alta renda. Pesquisadores de todos os países de baixa e média renda são incentivados a enviar solicitações e a maioria das solicitações de subsídios de países de alta renda exige que os projetos de pesquisa sejam co-liderados com os pesquisadores dos países de baixa renda. O orçamento total do projeto é de 900.000 reais e as inscrições devem ser feitas até 30/07/2020. Para receber atualizações sobre esta e futuras chamadas de financiamentos da GACD, envie um e-mail para funding@gacd.org com a palavra "Subscribe" na linha de assunto. Saiba mais aqui.

  • Prioridades em Obesidade segundo GT do FórumDCNTs

    Durante o 6° encontro do FórumDCNTs, em 29 de abril de 2020, o Grupo Temático de Obesidade se reuniu com o objetivo de identificar desafios e estratégias para enfrentá-los. A Ata da reunião com suas conclusões encontrá-se logo abaixo, assim como a identificação de seus participantes. Problema prioritário identificado Obesidade não é reconhecida como doença crônica e multifatorial. Adicionalmente a não inclusão da obesidade nos currículos médicos e de outros profissionais de saúde contribuem para uma abordagem inadequada junto ao paciente, aumentando o estigma e preconceito da doença e fazendo com que a pessoa com obesidade se sinta culpada pela sua condição. portanto, há necessidade de fortalecimento e aperfeiçoamento de linha de cuidados, agregando ações multiprofissionais e intersetoriais. "Não se pode tratar uma condição crônica de forma aguda", segundo Bruno Halpern. Resumo das propostas e/ou parcerias para enfrentar o problema identificado A Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição da SAPS/Ministério da Saúde vem trabalhando em diferentes ações para prevenção e controle do sobrepeso e obesidade. Em 2013 foram publicadas portarias sobre desenvolvimento de linha de cuidados para sobrepeso e obesidade e atualmente está em elaboração proposta de ações para Atenção Primária à Saúde, contemplando as abordagens transversal, individual e coletiva, além de estratégias de formação. Três cursos de capacitação à distância sobre sobrepeso e obesidade já foram desenvolvidos, assim como parceria com a UFSC para o desenvolvimento de conteúdos diversos para abordagem de sobrepeso e obesidade na APS. Ao longo de 2020, tem como meta desenvolver o conteúdo de linhas de cuidados na perspectiva da clínica, uma vez que já desenvolveu na perspectiva da gestão. O grupo entendeu que há necessidade premente de se ampliar o olhar para a obesidade e desenvolver não apenas estratégias de prevenção e a curto prazo, mas também de médio e longo prazos. Algumas frentes de trabalho seriam: incluir a obesidade nos currículos médicos e de outros profissionais de saúde; fomentar a capacitação (treinamento e atualização) de médicos, profissionais da saúde do SUS e Agentes Comunitários de Saúde (perspectiva de atenção primaria); formar grupos de trabalho multidisciplinares (sociedades médicas, indústria, 3° setor) para apoiar as discussões e estratégias do MS; organizar campanhas de conscientização sobre obesidade como uma doença crônica e correlata a outras doenças, usando como pilares de sustentação: sua base cientifica, responsabilidade compartilhada no cuidado à saúde do indivíduo, minimizando o sentimento de “culpa” pela sua condição, e relação com a pandemia de COVID-19; organizar as políticas públicas relacionadas à obesidade, deixando claro o papel da atenção primária e demais níveis de complexidade, pensando nas barreiras de acesso ao diagnóstico e tratamento. Nome das instituições participantes do Grupo Temático de Obesidade: 1. Bruno Halpern - ABESO e FLASO (pitcher) 2. Luiza Amorim - Vital Strategies (moderadora) 3. Simone Tcherniakovsky – Novo Nordisk (redatora) 4. Rita Domingues, Instituto Contemplo- Educação, Saúde e Longevidade e Instituto Obesidade Brasil 5. Alanna Gomes da Silva - Universidade Federal de Minas Gerais 6. Thais Veloso de Oliveira - Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/SAPS/Ministerio da Saude 7. Glauciene Leister - Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição/SAPS/Ministerio da Saude

  • PAHO - Implementação do pacote técnico HEARTS na atenção primária à saúde

    INTRODUÇÃO: A iniciativa Global HEARTS da Organização Mundial da Saúde (OMS) visa aprimorar as práticas de controle de doenças cardiovasculares nos cuidados primários, por meio do uso de quatro pacotes técnicos: MPOWER para controle do tabaco, SHAKE para redução do consumo de sal, REPLACE a eliminação da gordura trans e o HEARTS para o manejo clínico da hipertensão, diabetes e dislipidemia, com ênfase na modificação do estilo de vida. O HEARTS prioriza o tratamento sistemático da hipertensão por meio de intervenções diagnósticas e terapêuticas eficazes e de baixo custo. O curso é composto por 12 módulos, do módulo III ao XI, cada um será composto de 5 partes: 1) Introdução do módulo e principais conceitos, com base na apresentação de um palestrante qualificado com experiência com a iniciativa HEARTS; 2) Cápsulas de aprendizado que consistem em vídeos curtos de aprendizado denominadas "cápsulas" e outro material didático já realizado nos cursos anteriores sobre Prevenção secundária de doenças cardiovasculares no nível da APS e Diagnóstico e manejo da hipertensão para prestadores de atenção primária à saúde, ambos os cursos já lançados no VCPH, 3) Exercício clínico, 4) Leitura recomendada: inclua as referências mais importantes que devem ser lidas para complementar o processo de aprendizagem do módulo e 5) Avaliação, composta por 5 a 10 perguntas de múltipla escolha, que abrangem tudo relacionado a material teórico, prático e de leitura. Para saber mais, acesse.

  • Webinar: Riscos da Covid-19 para Pessoas com Doenças Crônicas (DCNTs)

    GRAVAÇÃO ABAIXO Durante a pandemia do COVID-19 os cuidados específicos para populações com DCNTs (diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias, câncer, obesidade) nem sempre são apresentados de forma clara. Este webinar que ocorreu no dia 13/4/2020, das 15h00 às 16h30, teve como objetivo tirar as dúvidas de pessoas com DCNTs e profissionais da área da saúde. Sobre o evento Objetivos principais deste webinar: apresentar de forma clara e atualizada os riscos, orientações e o que se deve esperar em relação ao impacto da COVID-19 sobre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)* responder às dúvidas de pessoas com DCNTs, estudantes e profissionais de saúde *Especialmente diabetes, hipertensão, câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, obesidade e seus fatores de risco. Abertura / Facilitador: Dr. Mark Barone, PhD (apresentação gravada) (FórumDCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve projetos nacionais e internacionais de Pesquisa e Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (Im)pacientes, e Divulgação Científica. Fellow do Programa Global Health Leaders do PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Membro da Diretoria da ADJ Diabetes Brasil, do Departamento de Educação da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Vice-Presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF), tem ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Apresentações dos Especialistas: Dra. Maria de Fatima Marinho, MD, PhD (apresentação gravada) (Vital Strategies) Graduada em Medicina pela UFRJ, Mestre e Doutora em Medicina Preventiva/Epidemiologia pela USP. Foi Coordenadora Geral de Informações e Análise do Ministério da Saúde/Secretaria de Vigilância em Saúde (2005-2007), Coordenadora de Informações e Análise em Saúde da OPAS (2008-Set.2012) e Assessora responsável pelo Observatório Regional de Saúde da OPAS (Set.2012-Jan.2014). Foi Diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde até o início de 2019. Professora convidada do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina da UFMG e do Instituto de Estudos Avançados da USP. Atualmente desenvolve trabalho internacional como Senior Technical Officer em Saúde Pública na Vital Strategies. Dra. Nise Yamaguchi, MD, PhD (apresentação gravada) (Instituto Avanços em Medicina) Medica com Especialização e Mestrado em Imunologia e Doutorado em Pneumologia pela USP. Tem o título de Médica Cancerologista com área de atuação em Oncologia Clínica pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), tendo sido Diretora Científica da SBC (1997-2000), quando participou da idealização e organização dos Centros de Alta Complexidade no Brasil. É diretora do Instituto Avanços em Medicina e é médica voluntária do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É médica do Hospital Israelita Albert Einstein, diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Mulheres Médicas do Estado de São Paulo e do Brasil e professora no Curso de Pesquisa Clínica da Harvard Medical School. Dr. Freddy Goldberg Eliaschewitz, MD, MSc (apresentação gravada) (CPCLIN e SBEM) Médico Especialista e Mestre em Endocrinologia pela USP. Atualmente é Diretor Clinico e Investigador Principal do CPCLIN, e Presidente da Comissão de Pesquisa da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Membro titular do Comitê de Ciência e Tecnologia do Conselho Nacional de Saúde e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, tem ampla experiência em pesquisa sobre agentes terapêuticos, diabetes, risco cardiovascular, dislipidemia, transplante de ilhotas e terapia celular. Gravação das Perguntas aos Especialistas e Respostas aqui Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos PARA ASSISTIR NO FACEBOOK AQUI

  • Obesidade: Relatório 2020 da WOF

    Neste relatório, foi examinado o progresso no cumprimento das metas para combater a obesidade adulta acordada pelos Estados membros da Organização Mundial da Saúde em 2013. Os objetivos incluem uma redução de 25% das mortes prematuras de várias doenças crônicas não transmissíveis até 2025, e nenhum aumento na prevalência de obesidade e diabetes em adultos entre 2010 e 2025. As estimativas sugerem que a maioria dos países tem menos de 10% de chance de conseguir atingir a meta. O não cumprimento da meta de obesidade coloca em risco as outras metas de DCNTs, já que a obesidade é um fator de risco importante para: doenças cardiovasculares, diabetes e câncer. Além dos altos custos médicos, não alcançar as metas tem impactos sociais e econômicos importantes, pois significa aumento da necessidade de assistência social, perda de emprego, causando um menor nível nacional de produtividade e perda de idosos ativos dentro de famílias e comunidades. O investimento na prevenção e tratamento da obesidade também é um essencial componente do compromisso das Nações Unidas com a Cobertura da Saúde Universal. Estes custos diretos e indiretos contribuem de forma negativa com o produto interno bruto (PIB) do país. Quando os indivíduos morrem prematuramente devido a uma doença atribuível à obesidade, a economia perde anos de produtividade em que esses trabalhadores teriam contribuído. Enquanto eles ainda fazem parte da força de trabalho, trabalhadores afetados pela obesidade são mais propensos a perder dias adicionais de trabalho (absenteísmo) e ser menos produtivo enquanto estão no trabalho (presenteísmo). Eles também são mais propensos a estar desempregados e a aposentar mais cedo. A tabela abaixo mostra como a prevalência de obesidade tem prejudicado o crescimento econômico. No Brasil a prevalência de obesidade cresce de forma exponencial, gerando preocupação em relação a economia e saúde pública. No gráfico abaixo fica claro que o Brasil não atingirá a meta firmada com a OMS, que é de não aumentar a prevalência de obesidade em adultos entre os anos de 2010 e 2025. Saiba mais aqui!

  • COVID-19 e DCNTs, preocupações e orientações específicas

    Por Mark Barone, PhD A pandemia do novo coronavírus, COVID-19, pegou todo o mundo de surpresa e está testando a capacidade dos sistemas de saúde e organização dos governos para agir com medidas eficazes a tempo. No Brasil não é diferente. Quanto às orientações gerais, que são as mesmas para populações com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), ninguém mais tem dúvida: lavar bem as mãos e usar álcool gel 70° frequentemente, manter distância física de outras pessoas, cobrir boca e nariz com o braço ou lenço ao espirrar ou tossir e se manter em casa. Acompanhe aqui evolução de casos globais em tempo real Ao mesmo tempo, cuidados específicos para populações com DCNTs nem sempre são apresentados de forma clara. Apesar de muito estar se aprendendo durante a pandemia e, por isso, de novas informações e orientações surgirem a cada dia, já é possível tirar algumas conclusões. Em relação às DCNTs há dois aspectos principais. O primeiro deles diz respeito ao maior risco de contágio ou infecção dessas populações, pelo fato de algumas delas estarem mais imunodeprimidas, especialmente quando em uso de determinados medicamentos ou quando em estado metabólico fora dos limites preconizados (hiperglicemia, hipertensão, dislipidemia, etc.). O segundo, observado nos países onde a pandemia já atingiu seu pico, é um prognóstico pior ou maior severidade da COVID-19 em pessoas com DCNTs. Entende-se que a razão para isso seja tanto o mesmo motivo descrito acima, maior imunodepressão nessas populações, que, por isso, combatem com mais dificuldade a infecção pelo coronavírus, quanto pelo fato de o COVID-19 exacerbar e dificultar o controle metabólico e manejo adequado de condições crônicas preexistentes, como doença cardiovascular, câncer, doenças do trato respiratório, diabetes, e suas complicações. "Em um relatório da OMS sobre surto da China, a taxa de letalidade em pessoas sem comorbidades foi de 1,4%, mas em grande parte aumentou nos grupos com estas condições: Doenças cardiovasculares: 13,2% Diabetes: 9,2% Hipertensão: 8,4% Doença respiratória crônica: 8,0% Câncer: 7,6%"* Fonte do gráfico: www.bbc.com/portuguese/brasil-51673933 É importante verificar, contudo, que a maioria dos casos mais graves, e que levaram a óbito, estiveram associados também à faixa etária maior que 60 anos. Portanto, efeitos somados da idade mais avançada com presença de condições crônicas (especialmente quando mal gerenciadas e fora dos parâmetros preconizados), parecem ser o principal fator para aumentar a severidade da infecção. Por esse motivo, a Associação Americana de Diabetes (ADA), por exemplo, admite que "em geral, as pessoas com diabetes têm mais probabilidade de apresentar sintomas e complicações graves quando infectadas com um vírus", contudo, pondera que "se o diabetes for bem gerenciado, o risco de ficar gravemente doente com o COVID-19 é quase o mesmo que da população em geral". ORIENTAÇÕES E CUIDADOS ESPECÍFICOS PARA GRUPOS COM DCNTs Os cuidados a serem tomados devem ser os mesmos já orientados para toda a população. A diferença é, por se tratarem de grupos de risco, as medidas devem ser levadas "ao pé da letra". Incluindo, em especial, as difíceis medidas de distanciamento físico de outras pessoas, manter-se em casa todo o tempo durante a pandemia e priorizar o uso de serviços delivery ou favor de conhecidos e vizinhos para compras no mercado, farmácia e padaria. Assista aqui vídeo com orientações em relação a pessoas com diabetes durante pandemia COVID-19, úteis para outras DCNTs (em inglês) Outra orientação fundamental é não deixar os cuidados da condição crônica de lado, muito pelo contrário. Conforme alertado pela ADA, o manejo adequado da DCNT reduz os riscos a níveis próximos ao de quem não tem a condição, com: uso de medicamentos conforme prescrito; alimentação saudável e hidratação; exercício físico adaptado ao espaço disponível em casa; e especialmente para casos de diabetes e hipertensão, aumento da frequência de monitorização. Durante a pandemia é importante também que as pessoas entrem em contato com os profissionais de saúde que a acompanham caso precisem de alguma orientação, seja para ajuste de doses e horário de medicação, devido à rotina alterada, seja para orientações caso desconfiem que possam estar infectadas pelo coronavírus. Este último ponto é especialmente importante, visto que a ida ao pronto-atendimento, pronto-socorro ou UPA deve ser priorizada para casos de real necessidade; e os profissionais de saúde que acompanham cada um são aliados para identificar quando é o caso. Por último, mas não menos importante, pessoas com DCNTs têm maior risco de apresentar depressão e ansiedade. Especialmente durante a pandemia, o isolamento social, as notícias negativas, o impacto sobre as finanças pessoais e incertezas sobre o futuro aumentam os riscos para desenvolvimento ou agravamento dessas condições em toda a população e, ainda mais nas pessoas com DCNTs. Portanto, é recomendável tanto medidas preventivas com a prática de atividades físicas, jogos com familiares que habitam a mesma casa, ligação com vídeo para amigos e parentes, relaxamento e meditação guiada, assim como eventuais intervenções psicológicas ou psicofarmacológicas por profissionais de saúde especializados. IMPORTANTES MEDIDAS JÁ ANUNCIADAS PELO GOVERNO BRASILEIRO A fim de reduzir o trânsito de pessoas, especialmente aquelas que têm alguma doença crônica, pelas ruas, farmácias e unidades de saúde, o governo federal e governos estaduais já estabeleceram que os medicamentos e insumos para tratamento e gerenciamento das DCNTs serão entregues na quantidade suficiente para 3 meses. É importante destacar que essa medida preventiva vai ao encontro do que há muitos anos especialistas em saúde pública recomendam ao governo brasileiro, que por exigir retirada mensal de medicamentos para doenças crônicas favorece a não adesão ao tratamento, além de um mecanismo burocrático que ocupa seus médicos, especialmente do setor público, em reservar períodos semanais sem atendimento, "renovando receitas", para que pessoas com doenças crônicas retirem mensalmente essas receitas nos postos de saúde e, então, possam receber seus remédios e insumos. Portanto, esperamos que após a pandemia o governo mantenha essa rotina mais inteligente de retirada a cada 3 meses. Referências Adicionais *Resumo pela World Heart Federation do que já em conhecido sobre COVID-19 em pessoas com DCNTs (disponível também em portugues): www.world-heart-federation.org/covid-19-and-cvd/ - Thienemann F, Pinto F, Grobbee DE, Boehm M, Bazargani N, Ge J, et al.. World Heart Federation Briefing on Prevention: Coronavirus Disease 2019 (COVID-19) in low-income countries. Global Heart. 2020;15(1):23. DOI: http://doi.org/10.5334/gh.778

  • OMS Divulga Guia de Cuidados para a Saúde Mental Durante o COVID-19

    As consequências da pandemia do novo Coronavírus estão causando pressão psicológica e estresse em grande parte da população e, Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as incertezas provocadas pelo Covid-19, os riscos de contaminação e o isolamento social podem agravar ou gerar novos problemas mentais. Para ajudar no enfrentamento à essa fase, foi compilado com o Departamento de Saúde Mental da OMS, um guia direcionado a diferentes grupos. Como: a população geral; agentes de saúde; idosos, cuidadores e pessoas com doenças crônicas e pessoas em isolamento. Cuide do corpo (alimentação saudável, sono regular e atividades físicas, na medida do possível); Desenvolva um novo hobby ou busque momentos culturais (ouvir boa música, fazer um curso online, ler aquele livro esquecido ou assistir aquela série da sua lista); Pratique a resiliência e a meditação (tente tirar o melhor aprendizado das situações, busque desenvolver um olhar realista das coisas e lembre-se de que nada durará para sempre). Essas são algumas dicas disponíveis no guia e para acessar o documento na íntegra, clique aqui. Para o material completo aqui.

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