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- Estudo mostra estado atual dos países para atingir o objetivo de reduzir em 1/3 mortalidade precoce
Lançado nas vésperas da Reunião de Alto Nível da ONU sobre DCNTs, estudo mostra estado atual dos países para atingir o objetivo de reduzir em 1/3 mortalidade precoce por DCNTs e outros objetivos associados: http://ncdcountdown.org. Surprendentemente, na opinião de muitas autoridades, Brasil aparece bem posicionado. A Contagem Regressiva NCD 2030 é uma colaboração independente para informar políticas que visam reduzir o ônus mundial das DCNTs e garantir a responsabilidade em relação a esse objetivo. A Contagem Regressiva NCD 2030 é uma colaboração entre a OMS, The Lancet, NCD Alliance, o Centro Colaborador da OMS sobre Vigilância e Epidemiologia de DCNTs no Imperial College London, e pesquisadores e profissionais de todas as regiões. O resumo do estudo aponta que o principal objetivo é monitorar o progresso em direção à meta dos ODS 3.4. Contagem Regressiva NCD 2030 informará regularmente sobre o progresso em direção à meta dos ODS 3.4.
- ODSs se confirmam guiando esforços internacionais em encontro promovido pelo #FórumDCNTs
No dia 13 de setembro, foi realizado no Auditório do CIES Global, uma sessão interativa facilitada pela Diretora de Saúde Global da Fundação Medtronic, Jessica Daly. O evento abordou prioridades em Saúde Global, com o objetivo de identificar convergências entre os setores, seus papeies, e o novo foco de ação das fundações internacionais. A sessão, que contou com a presença de organizações como: Abrale, ADJ Diabetes Brasil, CIES Global, Novartis Foundation, Public Health Institute, entre outras, desenvolveu-se em formato de diálogo e troca de experiências entre a Sr. Daly e os participantes. Na palestrante foram destacados os objetivos da Fundação Medtronic, enquanto um instituição criada há 40 anos para dar suporte a problemas de saúde espalhados pelo mundo, com foco em populações carentes, buscando, atualmente, colaborar para que os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU sejam atingidos, principalmente do ODS 3. Para isso, a fundação propôs diversos programas pelo mundo, com destaque para os implementados nas regiões de Vitória da Conquista e Teófilo Otoni, no Brasil, o HealthRise e o HeartRescue. Os países que recebem os projetos são, em sua maioria, países em desenvolvimento, incluindo África do Sul, China, Índia, Tanzânia, Uganda e regiões específicas dos EUA. Entre as condições contempladas pelos diferentes programas estão: diabetes, hipertensão, AVC, infarto e doença reumática cardíaca. Segundo a Sra. Daly, a Fundação valoriza a participação ativa de toda a comunidade onde os programas são implementados, com destaque os profissionais de saúde de atenção primária, os agentes comunitários de saúde e os usuários do sistema de saúde e suas famílias. Em relação à evolução do papel das fundações, revelou que de uma posição de patrocinadoras, fundações, como a Fundação Medtronic, hoje buscam parcerias estruturadas com os diferentes setores, para que as necessidades globais e locais sejam identificadas e endereçadas, e que os programas possam ter impacto efetivo, devidamente avaliado. No Brasil, ficou claro que os projetos, desenvolvidos em parceria e dentro do SUS, dizem respeito ao tratamento e prevenção secundária e terciária em doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs). Outras de suas características são: de âmbito de saúde coletiva; envolvem, ao menos, uma DCNT; são implementados por universidades públicas instaladas na região dos projetos; e contam com parceiros nacionais e internacionais. Enquanto alguns dos projetos, como o HeartRescue, estão em seu início, outros, como o HealthRise, estão em encerramento de ciclo. O bate-papo que fechou a sessão teve com o intuito identificar novas ideias e estratégias eficazes para os principais desafios de saúde pública. A ideia de unir esforços inter- e intra-setor ganhou especial destaque, a fim de garantir sustentabilidade e escalabilidade das melhores estratégias desenvolvidas, ao invés de se apostar em esforços pulverizados.
- Grupo de Advocacy e Evento organizados por membros do Fórum
Por Patríicia Vieira de Luca O evento “Desafios do colesterol no Brasil”, realizado no dia 9 de agosto, na Assembleia Legislativa de São Paulo, apresentou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para tratamento da Hipercolesterolemia Familiar do estado de São Paulo. O Protocolo já foi encaminhado e está sendo analisado pela Secretaria de Saúde para que possa ser enviado ao secretário para aprovação e assinatura e, posteriormente, para implementação como Programa de Governo. Estiveram presentes e participaram do evento a Profª. Dra. Maria Cristina Izar, responsável pelo Protocolo, e a Profª Dra. Tania Martinez, ambas membros do Conselho Científico da Associação Brasileira de Hipercoolesterolemia Familiar (AHF), a Dra. Ana Paula Chacra, do ambulatório de Lípides do InCor e o Prof. Dr. Denizar Vianna, da UERJ, especialista na relação custo-benefício no tratamento das doenças crônicas no Brasil. O evento foi proposto e liderado pelo Grupo de Advocacy em Cardiovascular - GAC, formado pelas entidades: AHF, ADJ Diabetes Brasil, Instituto Vidas Raras e ACTC Casa do Coração, que trabalham direta ou indiretamente com doenças relacionadas ao coração.
- Parcerias de Sucesso entre os Setores Organizam Atenção à Saúde e Reduzem Mortalidade Drasticamente
Por Denilson Oliveira O segundo encontro do Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) no Brasil, organizado em São Paulo, pelo Public Health Institute (PHI), com apoio da Medtronic Foundation, em 15 de maio, inspirou seus mais de 50 líderes e autoridades participantes com exemplos de grande sucesso. Entre eles, Dr. Mark Barone, diretor do Instituto de Saúde Pública do Brasil, citou duas parcerias entre os setores público,privado e ONGs. Uma delas é o trabalho feito pela CIES Global, que oferece consultas, exames e cirurgias por meio de unidades modulares e um sistema de gestão inovador. Hoje, são 27 locais de atendimento nos estados de São Paulo e Santa Catarina, além de dois nos Estados Unidos. O outro exemplo é o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), que levou à elevação da taxa de cura dessa população de 40% para 73%. A entidade realiza 90% de seus atendimentos pelo SUS e mantem parcerias com a iniciativa privada e organizações não governamentais. Prof. Dr. Sérgio Petrilli, Membro Fundador e Superintendente Geral do GRAACC e integrante do Fórum, complementou: “o governo é nosso parceiro e graças a isso conseguimos atrair a atenção do setor privado. Hoje, o SUS cobre 40% dos nossos gastos. Os demais recursos são provenientes de programas de renúncia fiscal de empresas, campanhas filantrópicas e doações de pessoas físicas”, disse. Segundo ele, cerca de 100 mil pessoas colaboram mensamente com uma média de R$ 20. Outra iniciativa apresentada, o programa global HealthRise, criado pela Medtronic Foundation, prevê expandir o acesso e a qualidade do tratamento às doenças cardiovasculares e diabetes entre as populações carentes de diversos países. Dra. Maria Angela Bourskela, coordenadora de implementação e monitoramento no país, através do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês (IEP-HSL), expôs um panorama do HealthRise Brazil. “O papel do setor privado é organizar as agendas, mas nada funcionaria se não tivéssemos a parceria do SUS”, disse. As regiões de Teófilo Otoni (MG) e Vitória da Conquista (BA) foram identificadas para receber o programa no Brasil. Para isso, as universidades federais de Minas Gerais (UFMG), dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) e da Bahia (UFBA) foram selecionadas como parceiras. “Esses dois estados foram escolhidos por conta da alta prevalência de hipertensão arterial e diabetes. Além disso, possuem microrregiões com organização comunitária e baixo PIB per capita”. Prof. Dr. Márcio Galvão, Professor de Farmácia Clínica da UFBA e coordenador HealthRise em Vitória da Conquista, e Ceres Almeida, secretária de Saúde do município, falaram sobre como o projeto tem contribuído para melhorar o acesso à atenção primaria entre os moradores da cidade. “Criamos três tipos de entradas de pacientes no programa: através da atuação otimizada dos agentes comunitários, colaboradores e dos próprios familiares dos pacientes, com feiras de saúdes em 23 unidades da região, além de parcerias com rádios comunitárias. Com isso, conseguimos otimizar o rastreio dessas pessoas”, disse Galvão. De acordo com o professor, o processo ajudou a cadastrar 20 mil pacientes com diabetes e pressão alta e, desse total, cerca de 4 mil foram encaminhados para algum tipo de intervenção. “Mudar a forma como a atenção primária era feita no município valorizou a forma de assistir esses pacientes. Percebemos que, antes disso, o trabalho de motivação com a população não era realizado. Com essas ações, houve um maior engajamento das pessoas atendidas nas feiras e por parte dos profissionais de saúde. Quando um paciente é atendido num evento assim, ele se sente mais motivado e há uma maior adesão”, completou a secretária de Saúde de Vitória da Conquista. Ainda segundo ela, o projeto aproximou o meio acadêmico e os profissionais do órgão público. “Muitos trabalhos feitos na universidade são feitos e ficam por lá. Conseguimos trazer tudo isso para a prática”, completou. Para o Dr. Reynaldo Mapelli Júnior, promotor de Justiça e assessor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional da CEAF-ESMP, as parcerias com o setor privado trazem mais agilidade para a saúde pública. “Minha experiência tem sido defender essas parcerias porque sempre foram importantes para o serviço de saúde. Há uma espécie de demonização desse modelo de gestão”. Há 15 anos, Dr. Mapelli dedica seu trabalho à saúde pública. Acompanha o processo de introdução das organizações sociais de saúde (OSS) no Estado de São Paulo, foi chefe de gabinete do Secretário de Estado da Saúde Giovanni Guido Cerri e coordenador do Núcleo de Assuntos Jurídicos (NAJ) da pasta. Já o Dr. Pedro do Carmo Baumgratz de Paula, Diretor Interino da Vital Strategies no Brasil e Coordenador-executivo da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito em São Paulo, lembrou que “é preciso sempre pensar em parcerias adequadas e como isso pode ser inserido na saúde pública e urbana das cidades”. Ele ainda frisou que não se resolve o problema das DCNTs no Brasil se não houver uma mudança nas políticas de transporte, emprego e renda das grandes cidades. “As parcerias também precisam focar nesse sentido e ajudar a reduzir esses índices”, completou. Portanto, durante o evento ficou claro que os diferentes setores além de estarem abertos às parcerias, já as reconhecem como forma ímpar de atingir resultados em saúde. Exemplos de sucesso estão disponíveis, o desafio agora é ampliá-los de forma sustentável para que possam dar conta do aumento exponencial na prevalência das DCNTs, sem deixar desassistidas populações frequentemente alijadas. Saiba mais…
- Encontro discute importância das parcerias entre diferentes setores no combate às DCNTs no Brasil
Por Denilson Oliveira Pela segunda vez, os participantes do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs, se reuniram para compartilhar conhecimento, recursos e encontrar respostas para o cenário das doenças crônicas não transmissíveis no Brasil. O encontro aconteceu no Espaço França, em São Paulo, no último dia 15 de maio, e reuniu representantes dos setores público e privado, além de organizações não governamentais. A abertura do evento ficou a cargo de Mark Barone, diretor do Instituto de Saúde Pública do Brasil. "O objetivo do fórum é formar parcerias entre os diferentes setores e que são vistas como única forma de solucionar questões de saúde pública relacionadas às DCNTs no Brasil", disse Barone Durante sua apresentação, Barone lembrou do conjunto de “17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, criados pela Organização das Nações Unidas e que devem ser atingidos por todos os países do mundo até 2030. Segundo ele, dois pontos do documento internacional servem para pautar os trabalhos do Fórum de DCNTs. São eles: - Até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar (meta 3.4 do ODS 3); e - Incentivar e promover parcerias públicas, público-privadas e com a sociedade civil eficazes, a partir da experiência das estratégias de mobilização de recursos dessas parcerias (meta 17.7 do ODS 17). Barone também apresentou um panorama das doenças crônicas não transmissíveis em nosso país. Hoje, as DCNTs são responsáveis por 75,8% dos óbitos no Brasil. Para se ter ideia, em 1990, esse índice era de 59,6%. “Os principais fatores de risco que estão levando à morte prematura relacionada às doenças crônicas no Brasil são modificáveis, com destaque à alimentação não saudável, o sedentarismo e o uso abusivo de álcool, tabaco e outras drogas” Ao longo do dia, outros palestrantes também reforçaram a importância dessas parcerias para a saúde pública e o combate às DCNTs. “É possível melhorar o sistema de saúde brasileiro com a participação cada vez mais decisiva dos três setores, afirmou Sandro José Martins, coordenador geral de atenção especializada do Ministério da Saúde. Como exemplo, ele citou o programa Farmácia Popular, que distribui gratuitamente medicamentos em parceria com redes de farmácias de todo o Brasil. “Esse projeto foi desenvolvido para capilarizar o acesso aos remédios em nosso país e hoje chega a 80% dos municípios brasileiros”. Richard Blumel, gerente de Relações Governamentais do CIES Global, falou sobre a parceria realizada com a Prefeitura de São Paulo, durante o programa Doutor Saúde. “O município de São Paulo tinha uma fila de espera de 417 mil exames, quando a gestão do prefeito João Dória Júnior assumiu a prefeitura, nosso desafio era zerar esse número. Conseguimos alcançar nosso objetivo com a utilização de carretas de saúde itinerantes, onde encaminhávamos os pacientes para o serviço Hora Certa ou hospitais modulares, feitos com uma estrutura de containers. Do total encaminhado, 75% era resolvido nesses espaços. O restante, era encaminhado para a alta complexidade”. Entre as instituições parceiras, a Abrale, o Plan International, a ADJ Diabetes Brasil, a Universidade Federal da Bahia, a Novartis Foundation, a Alianza Latina, a Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), a Medtronic e a ITMS apresentaram iniciativas inter- e multi-setoriais que têm transformado a saúde no país. Esta última apresentou um programa que demonstra claramente como as parcerias podem impactar de forma decisiva os resultados em saúde. O LATIN (Latin America Telemedicine Infact Network), presente também na Colômbia e no México, conecta mais de 200 centros e já tratou mais de 3.180 infartos desde abril de 2014. Além das secretarias de saúde, hospitais e unidades de saúde, o programa conta com a parceria entre o ITMS a Lumen Foundation e a Medtronic. Na cidade de Guarulhos, por exemplo, após apenas dois meses de implementação do projeto, a mortalidade por infarto despencou de 25% para 7,2%.
- O que podemos aprender com as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) no Brasil?
No dia 25 de outubro de 2017, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ILP-ALESP), aconteceu o primeiro encontro do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs, patrocinado pela Medtronic Foundation e organizado pelo Global Health Leaders, um programa do Public Health Institute. Participaram deste, autoridades dos diferentes setores, líderes da iniciativa privada, representantes do Ministério da Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde, e diretores de organizações não-governamentais ligadas às diferentes doenças crônicas não-transmissíveis. O tema não poderia ser mais corrente, visto que as DCNT são um dos maiores problemas da saúde pública. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as DCNTs são responsáveis por 68% das mortes ocorridas no mundo, com destaque para doenças cardiovasculares, cânceres, doenças respiratórias e diabetes mellitus. No Brasil, a transição epidemiológica levou a preponderância de mortes das doenças infectocontagiosas para as DCNTs (responsável por mais de 72% das mortes) e violência, nos últimos anos Estas doenças têm como características em comum o fato de precisarem de acompanhamento de rotina para seu tratamento. Não se pode considerar que após um infarto do miocárdio a pessoa continuará sua vida da mesma maneira, muito menos que ela pode abandonar o acompanhamento – e o mesmo pensamento se estende às outras DCNTs. Além disso, não são transmitidas pessoa a pessoa, diferentemente de doenças bacterianas ou virais. Tão importante quanto o tratamento das DCNTs é a sua prevenção. Destaca-se o fato de a maioria dos fatores de risco serem modificáveis – ou seja, comportamentos que favorecem o aparecimento das doenças – que podem ser alterados, a fim de preveni-las. Alguns dos principais fatores de risco comuns para o desenvolvimento da maioria das DCNTs incluem o sedentarismo, os maus hábitos alimentares e o uso de álcool e tabaco. Especialmente pensando nisso, o Ministério da Saúde desenvolve estratégias para modificar fatores de risco para as DCNTs. A doutora Maria de Fátima Marinho, Coordenadora do Ministério da Saúde, explicou que essas estratégias se baseiam na promoção à saúde, no cuidado integral da saúde das pessoas e na constante vigilância, informação, avaliação e monitoramento dos fatores de risco pré-existentes. Isso é feito por meio de programas tais como o Programa Saúde nas Escolas e o Programa Academia da Saúde, além da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) e a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) – voltada para o monitoramento de fatores de risco em crianças e adolescentes – e o sistema de vigilância de fatores de risco e proteção de doenças crônicas por inquérito telefônico (VIGITEL). De acordo com o Dra. Marinho, com esses programas e estratégias de monitoramento, ocorreu uma redução significativa nas mortes causadas por doenças cardiovasculares no Brasil, no entanto, ainda há muito a ser feito. Buscando superar os obstáculos para prevenção e controle das DCNTs, o Fórum facilita o desenvolvimento de parcerias público-privadas, que unam a inovação do setor privado com o apoio e alcance do poder público. No Brasil, devido a várias barreiras legais, normativas, culturais e fiscais, projetos implementados por organizações da sociedade civil e universidades públicas - especificamente federais - tornam-se uma solução reais. Entre eles destacam-se o Agita São Paulo, o Nutrição em Ação, o HealthRise Brazil, além de programas diversos do CIES Global. Quanto ao Health Rise Brazil, apresentado durante o Fórum por seu coordenador de implementação do Brasil, o Prof. Dr. Davi Rumel, trata-se de uma iniciativa inovadora, contando com apoio de municípios, estados e Ministério da Saúde, o programa tem, ainda, entre seus parceiros nacionais o IEP do Hospital Sírio-Libanês, as universidades UFVJM, UFMG e UFBA, e entre os internacionais o IHME, a Associações Abt e a Medtronic Foundation. O objetivo principal é fortalecer o acesso a cuidados de saúde de qualidade em diabetes e hipertensão para as populações em Vitória da Conquista, BA, e Teófilo Otoni, MG. De acordo com Esther Tahrir, diretora do Public Health Institute, os programas de liderança, como o Global Health Leaders, também são fundamentais para fornecer conhecimentos que os profissionais de saúde pública precisam para fazer a diferença nas comunidades locais e globais, ao mesmo tempo em que provocam mudanças nas políticas públicas e estimulam o desenvolvimento de parcerias público-privado (PPP). O lançamento do Fórum Intersetorial para Combater DCNTs no Brasil foi o primeiro passo de uma nova iniciativa multifacetada que trabalhará para reunir os setores público e privado no Brasil, a fim de compartilhar conhecimento e recursos, e encontrar soluções para mudar o cenário assustador das DCNTs no Brasil. Por Ronaldo J. Pineda Wieselberg, Médico da Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e membro do Programa de Jovens Líderes em Diabetes da IDF.
- Sense-Lab: Guia sobre Inovação em Modelos de Negócios de Impacto
Fonte: Sense-Lab "Nas últimas décadas observamos o surgimento dos Negócios de Impacto como uma alternativa para a forma tradicional de fazer negócios. Este novo olhar para as organizações propõe a resolução de questões de interesse coletivo, sejam elas sociais ou ambientais, através de modelos de negócio que se sustentem pela venda de produtos ou serviços. Ainda que o campo dos Negócios de Impacto tenha crescido, atraído diversos atores e se estruturado de uma forma muito consistente, ainda permanecem diversos desafios a serem vencidos, tanto pelos empreendedores que buscam criar negócios com impacto positivo para a sociedade quanto pelas chamadas organizações intermediárias, que fomentam e dão suporte ao campo. Uma questão crítica a ser equalizada é como trabalhar a sustentabilidade financeira dos Negócios de Impacto. Quais são os mecanismos que de fato possibilitam que um negócio consiga propositalmente gerar um impacto social ou ambiental positivo relevante de forma financeiramente sustentável?" Deste questionamento surge a proposta deste guia. Para mais informações sobre o guia, acesse.
- Avaliação do alcance das metas do plano de enfrentamento das DCNTs no Brasil, 2011-2022
Autores: Deborah Carvalho Malta, Alanna Gomes da Silva, Renato Azeredo Teixeira, Isís Eloah Machado, Marta Roberta Santana Coelho e Zulmira M. A. Hartz Para ler o artigo, acesse.
- VIGITEL BRASIL 2018
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as DCNT são responsáveis por 71% de um total de 57 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2016 (WHO, 2018a, 2018b). No Brasil, as DCNT são igualmente relevantes, tendo sido responsáveis, em 2016, por 74% do total de mortes, com destaque para doenças cardiovasculares (28%), as neoplasias (18%), as doenças respiratórias (6%) e o diabetes (5%) (WHO, 2018c). Na publicação são apresentados resultados referentes ao décimo terceiro ano de operação do Vigitel (2018). Esses resultados, somados àqueles divulgados nos anos anteriores (Brasil, 2007; 2008; 2009; 2010; 2011b; 2012; 2013; 2014; 2015, 2016b, 2017 e 2018), dotam todas as capitais dos estados brasileiros e o Distrito Federal de informações atualizadas sobre a frequência, distribuição e evolução dos principais fatores que determinam as doenças crônicas em nosso meio. Para ler na integra, acesse.
- NCD Child lança Atualização Global sobre DCNTs em Crianças
A prevalência de DCNTs em crianças impressiona e os autores alertam “setenta por cento das mortes preveníveis em adultos causadas por DCNTs estão associadas a fatores de risco que começam na adolescência, momento no qual podem ser prevenidas.” Leia o documento completo em: http://www.ncdchild.org/media/1526/ncdchild_global_final_light_final_2309.pdf
- Brasil é o quinto país com mais crianças com obesidade (Atlas Global Lançado em Outubro de 2019)
A Organização World Obesity Federation acaba de lançar o Atlas Global sobre Obesidade Infantil alertando que 80% dos países têm menos de 10% de chances de chegar à meta de redução da obesidade infantil com a qual se comprometeram através da OMS (o Brasil tem apenas 2% de chance). Acesse o Atlas em: https://www.worldobesity.org/nlsegmentation/global-atlas-on-childhood-obesity
- Liste4Good - FEEDBACK do beneficiário: fundamental para medir IMPACTO
Liste4Good propõe ferramenta simples e útil para medir valor e impacto diretamente dos beneficiários finais (feedback). Os tradicionais modelos de avaliação e monitoramento (M&E) geralmente não conseguem capturar o impacto dos investimentos. O que este artigo procura fazer é precisamente defina um dos principais termos usados no campo—feedback perceptivo. O feedback perceptivo é um termo usado regularmente pelo Fund for Shared Insight, juntamente com outras organizações, mas não foi claramente definido até agora. No artigo é abordado: • O que é feedback perceptivo e como ele difere do feedback geralmente • Os vários tipos de perspectivas que compreendem feedback perceptivo e como eles pode ser efetivamente solicitado • Como a coleta de feedback perceptivo pode apoiar o aprendizado organizacional. Para ter acesso as informações, acesse. Para o site da L4G, acesse.










