Relatório Reunião de 24/04/26 - GT DCV, Infarto e AVC
- FórumCCNTs

- 30 de abr.
- 3 min de leitura
Facilitadora
Sheila Martins (Rede AVC Brasil)
Co-facilitadora
Ana Carolina Micheletti (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG)

Justificativa para existência do GT
A persistência de tempos elevados de espera na Atenção Primária compromete o rastreio e o monitoramento das CCNTs, em especial das condições/doenças cardiovasculares, reduzindo a capacidade de reduzir riscos de eventos agudos e impactando diretamente os desfechos em saúde. Em 2026, permanecem as desigualdades regionais no acesso a estratégias eficazes de redução de risco, cuidado e reabilitação de infarto e AVC, associadas ao baixo letramento da população sobre fatores de risco e sinais de alerta, sobretudo em territórios vulnerabilizados. Esse cenário impõe a necessidade de dar celeridade aos fluxos da APS para evitar a ocorrência de eventos cardiovasculares, assim como qualificar profissionais de saúde e a população para detecção precoce, manejo oportuno e redução de sequelas. A complexidade do problema requer articulação interinstitucional e multistakeholder para integrar evidências científicas, educação em saúde e organização das redes assistenciais.
Atividade prevista para 2026
Ao longo de 2026, o GT realizará uma campanha integrada e contínua de conscientização sobre condições/doenças cardiovasculares, com ênfase em infarto e AVC, conduzida por seus membros e direcionada à população e a profissionais de saúde, com foco em sinais e sintomas de alerta e nos fluxos de cuidado. A iniciativa visa ampliar a redução de risco, reduzir fatores de risco, qualificar o reconhecimento precoce e difundir modelos de atenção e reabilitação já desenvolvidos pelas instituições do GT. A operacionalização compreende: produção e disseminação de conteúdos educativos baseados em evidências científicas, em formatos digitais acessíveis; mobilização coordenada das redes sociais institucionais e pessoais dos membros; promoção de evento online para ampliar o debate e a disseminação de conhecimento; acompanhamento da pauta junto ao Ministério da Saúde, visando ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre o tema; e articulação com datas estratégicas do calendário da saúde, com ênfase no Dia Mundial do AVC e Dia Mundial do Coração.
Planejamento do GT para realizar a atividade proposta
Estruturar e implementar a campanha “Maio Vermelho”;
Organizar ações para o Setembro Vermelho e para o Dia Mundial do AVC, com destaque para as mobilizações de 29/09 e 29/10;
Realizar webinário temático em data a ser definida após nova reunião do GT;
Fortalecer ações junto aos Conselhos de Saúde;
Fortalecer estratégias com centralidade na pessoa gestora;
Intensificar articulação com influenciadores e atores estratégicos para efetivação das ações previstas;
Consolidar o trabalho em rede e transformar diretrizes já existentes em ações concretas;
Fortalecer a rede integrada via “Tele-AVC”, com potencial de expansão para hospitais estaduais por meio do PROADI-SUS;
Utilizar experiências de referência em Joinville, Volta Redonda e Porto Alegre para compartilhamento de boas práticas;
Produzir e divulgar evidências sobre custo-efetividade voltadas a consultores e gestores de saúde;
Ampliar a capilaridade das ações desenvolvidas no eixo Sul-Sudeste para outras regiões do país, especialmente no fortalecimento do autocuidado;
Realizar mapeamento de indicadores de saúde relacionados ao AVC.
Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida
Como desdobramentos da atividade proposta para 2026, espera-se ampliar a visibilidade institucional do problema, fortalecer a base técnico-científica sobre a organização do cuidado cardiovascular na APS e consolidar o GT como espaço qualificado de produção de conhecimento e acompanhamento crítico do diálogo institucional com o Ministério da Saúde, resultando em ampliação mensurável do conhecimento da população e de profissionais de saúde sobre sinais de alerta e resposta adequada ao infarto e ao AVC, especialmente em contextos vulneráveis, fortalecimento e maior visibilidade de propostas exitosas de reabilitação já implementadas no Brasil e em experiências internacionais pelas instituições do GT, favorecendo sua disseminação e adaptação a diferentes realidades, e contribuição para a redução do tempo entre o início dos sintomas e a busca por atendimento, com impacto potencial na mitigação das desigualdades regionais e na melhoria dos desfechos clínicos.
Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs

Laís Guimarães (Boehringer Ingelheim)
Cristina Simões (Avcista)
Cátia Oliveira (Fiocruz)
Rosane da Silva Alves Cunha (CER III SMS-Volta Redonda/RJ)
Patrícia de Luca (AHF)
Ana Carolina Micheletti Gomide (UFMG)
Renata Cunha Carvalho (APS - São Paulo)
Ana Paula Fontana (UFRJ)
Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs
Patrícia de Luca (AHF)
Cristina Simões (Avcista)
Renata Cunha Carvalho (APS - São Paulo)
Yara Baxter (Fundação Novartis)
Rosane da Silva Alves Cunha (CER III SMS-Volta Redonda/RJ)
Especialistas que fizeram Recomendações ao GT
Maria José de Oliveira Evangelista (CONASS)
Thaís Gomes de Melo (Boehringer Ingelheim)
Tatiana Porto (Sanofi)
Assista aqui ao vídeo de Apresentação




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