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- Relatório GT Alimentação Saudável - 8° Encontro do FórumDCNTs 2021
Prioridade(s) identificada(s) para o ano de 2021: I. Ampliar a conscientização sobre os benefícios nutricionais e para a saúde do consumo de frutas e vegetais, promovendo alimentação e estilo de vida diversificados, equilibrados e saudáveis, com potencial pra prevenção de DCNTs e suas complicações. II. Fortalecimento do Guia Alimentar para a População Brasileira através de diferentes frentes. Resumo das propostas e/ou parcerias para enfrentar o(s) problema(s) identificado(s). Como os participantes desta reunião planejam atuar para enfrentar a(s) prioridade(s) identificado(s)? A proposta do GT é utilizar o espaço e as ferramentas do FórumDCNTs para promover a discussão do que é de fato alimentação saudável, o que é o Guia Alimentar para a População Brasileira e como atuar em diferentes frentes para o fortalecimento do Guia que está sob constante ataque. O GT também trará a pauta da doação de alimentos para combate à fome de forma alinhada às recomendações do Guia Alimentar, evitando assim que alimentos ultraprocessados sejam equivocadamente usados. Com isso, o GT pretende, durante o ano de 2021, dar visibilidade ao Ano Internacional das Frutas e Vegetais estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), e atuará em diferentes frentes para que a solução da situação de fome e insegurança alimentar não seja responsável por agravar as DCNTs. Nome das instituições e seus representantes nesta reunião do Grupo Temático: Marilia Albiero – ACT Promoção da Saúde (Facilitadora) Luisa Haddad – Pé de Feijão (Co-Facilitadora) Ana Maria Maya – CGAN/MS Angélica Duarte – Plan International Brasil Bruna Lima – FórumDCNTs Eliane Naomi Del Campo - Pfizer Iracema Moura – CGAN/MS Abaixo, ações que as instituições participantes já estão desenvolvendo ou planejando para 2021: ACT está fazendo rodadas com especialistas para entender melhor o preço dos alimentos e o que está contribuindo para o aumento dos preços e também está acompanhando de perto a desigualdade tributária que beneficia o acesso a alimentos não saudáveis, rotulagem e como levar informações para profissionais da área por meio de cursos. CGAN está com uma agenda bem estruturada de trabalho para atuar na promoção do Ano Internacional das Frutas e Vegetais em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Embrapa, MAPA, Ministério do Meio Ambiente, INCRA e Ministério da Cidadania. Campanha de promoção de FLV, somarão o arroz e feijão; Promoção da pauta de entregar alimentos adequados e saudáveis, gerar renda e incentivar os pequenos produtores; Promoverá um Seminário com gestores estaduais e municipais para incentivar políticas públicas ligadas à alimentação saudável e sustentável. ADJ está promovendo lives e postagens sobre obesidade e alimentação saudável com psicólogos e nutricionistas. Plan International tem projetos com crianças e adolescentes na perspectiva de prevenção e acesso à informação. Pé de Feijão está trabalhando na formação de professores da rede pública para trabalhar a alimentação sustentável nas escolas.
- Relatório GT Saúde Mental e Neurológica - 8° Encontro do FórumDCNTs 2021
Prioridade(s) identificada(s): Redimensionar a questão da saúde mental na atenção básica, ampliando o acesso, visando a universalidade e integralidade do cuidado. Para isso, é preciso informar para desmistificar a visão que temos de saúde mental para a sociedade de forma geral e, também, de forma mais específica para as áreas de saúde, principalmente na formação médica, dando ferramentas para o correto diagnóstico e democratizando o acesso à informação e a tecnologias. Além disso, a criação de mecanismos globais para que o Estado e empresas sejam disseminadores dessa informação, sendo importante para minimizar o preconceito em torno da saúde mental. Resumo das propostas e/ou parcerias para enfrentar o(s) problema(s) identificado(s). Como os participantes desta reunião planejam atuar para enfrentar a(s) prioridade(s) identificado(s)? Desenvolver parcerias entre os setores e orientar o setor público a fim de: I. Capacitar a cadeia de profissionais da Atenção Primária para ações de prevenção, identificação, acompanhamento da saúde mental e neurológica e, quando necessário, encaminhamento para a atenção especializada para diagnóstico e tratamento em tempo adequado. II. Ampliar serviços digitais e públicos, incluindo grupos de psico-educação, para acolhimento, suporte e tratamento integral à Saúde Mental, assim como melhorar o acesso a medicamento de diferentes classes que venham a ser necessários. Assim, somado a uma capacitação integral e informação ampla sobre saúde mental, poderemos ampliar os serviços digitais e públicos para acolhimento e acompanhamento das pessoas com problemas de saúde mental na saúde primária, para todos. Nome das instituições e seus representantes nesta reunião do Grupo Temático: Bruna Rocha - CDD (co-facilitadora) Catarina Dahl - OPAS Daniel Nizzo - UpJohn/Pfizer Isabel Marçal - Instituto Bem Estar Maria Dilma Theodoro - APBr Michele Mille - Roche Soraya Carvalho - NEPS - CIATOX-BA/SESAB (facilitadora) Abaixo, ações que as instituições participantes já estão desenvolvendo ou planejando para 2021: Projeto: Parceiros não-convencionais: finalidade de veiculação de informações científicas sobre as doenças por profissionais ou entidades não-médicas.
- Relatório GT Prevenção de DCNTs - 8° Encontro do FórumDCNTs 2021
Prioridade(s) identificada(s): Necessidade de fortalecimento da atenção primária principalmente com programas de educação e por meio de tecnologias digitais, para, através de iniciativas de promoção, prevenção, além de diagnóstico e tratamento/acompanhamento efetivos das DCNTs, com intervenções comprovadamente custo-efetivas, como os pacotes técnicos OPAS/OMS e projetos em curso dos parceiros, melhores resultados de saúde possam ser atingidos. Incorporar estratégias efetivas de monitoramento e avaliação de impacto e desfecho em todas as iniciativas. Educar desde a infância para comportamentos que favoreçam prevenção de DCNTs, e com repercussão dentro das famílias e comunidades. Estas devem estar engajadas, participando com escolas e unidades de saúde para o aprimoramento dos serviços de prevenção e cuidados com DCNTs. Resumo das propostas e/ou parcerias para enfrentar o(s) problema(s) identificado(s). Como os participantes desta reunião planejam atuar para enfrentar a(s) prioridade(s) identificado(s)? I. Capacitar a Atenção Primária para ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento efetivo de DCNTs e investir nas Equipes de Saúde da Família, com empoderamento dos agentes comunitários de saúde (ACSs), para que façam orientações e acompanhemento focado em hábitos alimentares e prevenções do sedentarismo. II. Incorporar ao programa Saúde na Escola conteúdos de promoção e prevenção de DCNTs, para que, através de aspectos engajadores no currículo escolar e com uso de tecnologia digital, sejam construídas recomendações adequadas à realidade de cada comunidade. Este ajuste para as escolas e comunidades facilitará organização de atividades temáticas alinhadas a datas como o dia nacional e o dia mundial de prevenção de diabetes, hipertensão, tabagismo, além de outros programas, como o Young Health Programme. III. Replicar em todo o território nacional, de forma adaptada às realidades locais, modelos comprovadamente eficientes e efetivos para o combate das DCNTs, incluindo, mas não limitando àqueles dos programas HEARTS e HEARTS-D, HealthRise, Cities Changing Diabetes, Better Hearts Better Cities (Cuidando de Todos), HeartRescue, Resolve, Shake, ACTIVE, Agita-SP, SAFER e MPower. IV. Estabelecer cultura do monitoramento, para que cada um dos pontos anteriores tenha seu impacto/desfecho avaliado com contribuições de todos os stakeholders envolvidos (gestores, população, equipe multidisciplinar e técnicos), e possa ser oportunamente ajustado, otimizado ou ampliado. Nome das instituições e seus representantes nesta reunião do Grupo Temático: Diogo Alves, OPAS/OMS (Facilitador) Enilda Lara, HCor Frida Plavnik, SBH Giulliano Assunção, Novartis Iara Simis, Plan International Isabela Vargas, Sanofi Iseli Reis, FlexiMedical Yara Baxter, Novartis Foundation; (Co-Facilitadora) Abaixo, ações que as instituições participantes já estão desenvolvendo ou planejando para 2021: Young Health Programme Cuidando de Todos Fleximedical OPAS Álcool OPAS Tabaco
- OPAS endossa a Carta de 217 entidades para Ações Emergenciais COVID-19
No dia 23 de março o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), em parceria com o FórumDCNTs e outras 215 entidades, encaminhou carta solicitando ações emergenciais ao governo federal e à OPAS. Poucos dias depois, a OPAS entrou em contato com o FórumDCNTs solicitando reunião com os proponentes da carta. A reunião aconteceu no dia 31 de março, através da plataforma Zoom, e reuniu representantes, além do TJCC, FórumDCNTs e OPAS, das seguintes entidades: Abrale, ANCP, ABHH, SBCO, SBM, SBP, STMO, Mulheres do Brasil, Alianza Latina, Ashoka Brasil e Empreendedores Socioambientais da Rede Folha. Na ocasião, a OPAS expressou seu alinhamento com o conteúdo da carta assinada pelas 217 entidades, solicitando ações imediatas e emergenciais para enfrentamento da COVID-19, com especial foco na proteção do grupo de risco de pessoas com Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNTs). A fim de formalizar o apoio, o Sr. Rafael Dall’Alba, consultor técnico da OPAS/OMS no Brasil e membro da Comissão Consultiva do FórumDCNTs, orientou os próximos passos para o endosso à carta. Nesta semana, recebemos a confirmação de endosso da carta pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), o que enfatiza a relevância de seu conteúdo e necessidade imediata de ações emergenciais. Em relação às medidas a serem tomadas, destacamos aquelas que tornaram o estado da Bahia um exemplo nacional no enfrentamento da pandemia, ao iniciar, já em março, a vacinação do grupo prioritário de pessoas com doença renal crônica em hemodiálise. Grupo este com múltiplas DCNTs e alta exposição e risco de infecção. Esperamos, o quanto antes, resposta do governo federal à carta. Das pessoas que evoluem a óbito por COVID-19, mais de 60% delas - segundo dados dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde - têm diabetes, doença cardiovascular, hipertensão, obesidade, asma, ou outras DCNTs. Portanto, é fundamental que representantes dessas populações participem dos grupos técnicos para enfrentamento da pandemia. O FórumDCNTs enfatiza que, além da priorização para vacinação de pessoas com doenças crônicas (DCNTs), outras medidas para proteção dessas populações de maior risco para agravamento e óbito devem ser adotadas, e se coloca à disposição para auxiliar (leia aqui o posicionamento do FórumDCNTs). Saiba mais: - Inclusão de pessoas com doenças crônicas nos grupos prioritários para a vacinação - Parcerias estratégicas para esse enfrentamento
- FAPESP lança chamada para financiar projetos de gestão da COVID-19 - inscrições até 10/7/2021
A FAPESP lança uma chamada em COVID-19 para financiar projetos em temas relevantes para a gestão e mitigação de impactos da pandemia de COVID-19. Esta chamada priorizará projetos colaborativos, com ênfase em parcerias transnacionais. Os projetos de pesquisa devem ser orientados a produzir conclusões e evidências científicas com potencial para influenciar ou nortear a proposição de políticas públicas (policy-oriented em contraposição a science-driven) em resposta a problemas como os identificados no UN Research Roadmap for the COVID-19 Recovery. Caberá ao Pesquisador Responsável no estado de São Paulo identificar parceiros elegíveis (tanto no caso de projetos independentes, quanto no caso daqueles com vínculo a projetos em andamento) e definir um projeto conjunto. O valor total alocado pela FAPESP para essa chamada é de R$ 18,5 milhões e cada proposta poderá solicitar até R$ 300 mil (R$ 150 mil por ano) e deverá ter a duração de 24 meses. Leia o edital completo.
- Upjohn/Pfizer lança Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia
A pandemia de Covid-19 contribuiu para intensificar problemas psíquicos e emocionais vivenciados pelos brasileiros. Para trazer informações úteis aos profissionais de saúde, principalmente os que não são especialistas nesta área, e também à comunidade em geral, a Upjohn/Pfizer lançou um Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia. Atualmente, o Brasil apresenta a maior prevalência de depressão da América Latina e é o mais ansioso do mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, a solidão é reconhecida pela psiquiatria como um gatilho importante para transtornos de humor em pessoas predispostas. Diante deste cenário e do contexto das muitas incertezas trazidas pelo novo coronavírus, a conscientização, a informação e o diálogo se tornaram ainda mais relevantes no que diz respeito à saúde mental. O guia conta com a participação de 21 renomados especialistas do Brasil, que a convite da Upjohn, divisão da Pfizer focada em doenças crônicas não-transmissíveis, em parceria com o INI (Instituto de Ciências Integradas), responsável pela organização do Congresso Brain, Behavior and Emotions e com o apoio institucional do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), desenvolveram um documento fruto de intenso esforço, pesquisa e dedicação. Veja o Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia aqui. Fonte: https://www.pfizer.com.br/noticias/releases/guia-de-saude-mental-pos-pandemia-traz-orientacoes-e-dicas-para-problemas-psiquicos-e-emocionais
- Pacote da OMS de intervenções em DCNTs para cuidados primários de saúde
O pacote de intervenções de doenças crônicas não transmissíveis essenciais (PEN) para intervenções nos cuidados primários de saúde, em locais de poucos recursos, foi introduzido pela primeira vez em 2010 como um conjunto priorizado de intervenções econômicas capazes de fornecer uma qualidade de atendimento aceitável, mesmo em ambientes com recursos limitados. O risco de uma pessoa de 30 anos morrer de qualquer uma das quatro principais DCNTs (doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias crônicas, e diabetes) antes da idade de 70 anos diminuiu 15% globalmente entre 2000 e 2012. Essa rápida melhora foi em grande parte devido a medidas políticas, legislativas e regulatórias implementadas para fornecer a mais pessoas acesso à triagem; diagnóstico precoce e tratamento para hipertensão e para proteger as pessoas contra o uso do tabaco (por exemplo, por meio da legislação de controle do tabaco). Apesar do importante progresso feito na primeira década do século 21, entre 2000 e 2016, o risco geral de DCNT diminuiu apenas 18% globalmente - com o risco de diabetes apresentar um aumento de 5%. Nas últimas duas décadas, as DCNTs mataram 200 milhões de mulheres e homens com idade entre 30 e 70 anos, a maioria vivendo em países de baixa e média renda. A não ser que seja tomada uma ação imediata a meta do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.4 (reduzir a mortalidade prematura por DCNTs em um terço) até 2030 não será atendida. Portanto, é mais importante do que nunca que a comunidade global se mobilize para uma ação acelerada para cobrir progressivamente os mais de 1 bilhão de pessoas que vivem com DCNTs, dando acesso a serviços de saúde e medicamentos essenciais para a prevenção e manejo das DCNTs. Este pacote de orientações desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) reúne diversas atualizações de DCNTs, como protocolos adaptáveis às configurações locais e capazes de empoderar a atenção primária, médicos e demais profissionais de saúde, para contribuir com o gerenciamento das DCNTs. O PEN não pretende ser prescritivo, mas em vez disso, deve ser um primeiro passo importante para a integração da gestão de DCNTs na atenção primária à saúde. Leia o Pacote de Intervenções de Doenças Crônicas não Transmissíveis Essenciais (PEN).
- Tobacconomics - avaliação comparativa de impostos sobre cigarros
As crises globais de saúde e econômicas causadas pela pandemia da COVID-19 tiveram um impacto devastador nos orçamentos governamentais. Aumentar os impostos sobre o tabaco é um primeiro passo lógico para os governos incrementarem a receita, tão necessária para a recuperação econômica, enquanto promovem a saúde pública. O uso do tabaco - uma pandemia de lenta evolução em si - é responsável por mais de oito milhões de mortes a cada ano e cerca de 13% de todas as mortes, custando às economias mundiais mais de US$ 1,4 trilhão em gastos com saúde e perda de produtividade. A maioria dessas mortes e perdas econômicas ocorre em países de renda baixa e média. A maneira mais eficaz de reduzir a devastação causada pelo uso do tabaco na economia e na saúde é aumentar significativamente os impostos e o preço do tabaco. A melhor forma de fazer isso é por meio de um imposto de consumo específico, uniforme, que represente pelo menos 70% do preço de varejo e seja atualizado automaticamente para ficar à frente da inflação e do crescimento da renda. A Avaliação Comparativa de Impostos sobre Cigarros da Tobacconomics registra, em uma escala de cinco pontos, o desempenho das políticas tributárias sobre o cigarro em mais de 170 países. Ela usa dados do Relatório Bienal da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a Epidemia Global do Tabaco e fornece aos formuladores de políticas uma avaliação acionável das políticas tributárias sobre o cigarro em seu país. A avaliação mostra que, em geral, a maioria dos países não está conseguindo tributar os cigarros de forma eficaz: Quase a metade atingiu menos de dois dos cinco pontos máximos, com poucas melhorias nos últimos seis anos; A pontuação média global aumentou apenas ligeiramente, de 1,85 em 2014 para 2,07 em 2018. Embora as pontuações gerais tenham melhorado em 89 países, elas pioraram em 43 países. Essa falha, no entanto, também representa uma oportunidade: existe um considerável potencial inexplorado para elevar os impostos sobre cigarros, aumentar a receita, tão necessária para a recuperação pós-COVID-19, e, mais importante, para salvar vidas e promover uma força de trabalho saudável e produtiva. Veja o relatório completo da Tobacconomics.
- Os impactos da COVID-19 no engajamento dos ODS
Este documento elaborado pelas Nações Unidas apresenta novos dados sobre os impactos que a COVID-19 teve sobre o engajamento das partes interessadas na implementação, acompanhamento e revisão da política dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nos níveis nacional, regional e subnacional. O documento procurou catalogar efeitos importantes, destacar desafios e apresentar boas práticas e inovação para engajamento das partes interessadas. Baseia-se nas respostas da pesquisa de mais de 500 entrevistados em duas pesquisas - uma para pontos focais do governo que apoiam o Programa Voluntário Nacional 2020/21 Países de revisão (VNR) e outro para todas as partes interessadas. O relatório oferece análise, reflexão e recomendações em uma série de temas, agrupados em torno das principais descobertas. Leia o documento na íntegra aqui.
- Fortalecendo os sistemas de saúde através de ações voltadas ao diabetes e hipertensão
Pessoas que vivem com uma ou mais condições ao mesmo tempo é algo que está se tornando cada vez mais frequente em todo o mundo, e o número de pessoas que vivem com mais de uma doença crônica não transmissível (DCNT) tem aumentado continuamente nos últimos 20 anos. Diabetes e hipertensão, por exemplo, comumente ocorrem juntos, e ambos estão ligados a uma ampla gama de outras DCNTs, devido a complicações ou desencadeados pelos mesmos fatores de risco. O documento "Call for simultaneous: Action on diabetes and hypertension for more resilient health systems" defende a ação simultânea para ambas as condições como uma oportunidade para os tomadores de decisão alcançarem um impacto positivo exponencial no bem-estar, no fortalecimento dos sistemas de saúde e no desenvolvimento sustentável. O documento foi desenvolvido pela NCD Alliance, International Diabetes Federation e World Heart Federation e recebeu contribuições do American College of Cardiology, American Heart Association, FDI World Dental Federation, Federação Internacional de Associações de Psoríase, George Institute for Global Health, Resolve to Save Lives, Union for International Cancer Control e World Obesity Federation, bem como de membros da Rede de Advocacia de Aprendizagem por Pares da NCD Alliance sobre uma Agenda Inclusiva de DCNT. Acesse o documento completo aqui.
- TJCC, FórumDCNTs e 217 entidades enviam carta solicitando ações emergenciais ao governo
Nesta semana o movimento Todos Juntos Contra o Câncer, membro tradicional do FórumDCNTs, em parceria com o Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil, à Ashoka Brasil, à Rede Alianza Latina, à Rede Filantropia, à Unidos pela Vacina - liderado pelo Grupo Mulheres do Brasil - e aos empreendedores sociais da Rede Folha encaminhou ao governo carta assinada por 217 entidades solicitando ações imediatas e emergenciais para enfrentamento da COVID-19 com especial foco na proteção do grupo de risco de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). A carta (abaixo e neste link) foi enviada ao mesmo tempo ao Presidente da República, ao Ministro da Saúde, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ao Ministério Público Federal e à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Destacam-se a demanda por criação de um Grupo de Trabalho de Especialistas na pandemia da COVID-19, com assento para a sociedade civil, assim como 9 ações emergenciais a serem tomadas. Entre elas, estão ações enfatizadas pelo FórumDCNTs em comunicações previas, como a inclusão de pessoas com doenças crônicas nos grupos prioritários para a vacinação, mobilizar dos diferentes setores em parcerias estratégicas para esse enfrentamento, assim como medidas de proteção às pessoas com DCNTs, que constituem grupo de risco para agravamento e óbito quando infectadas pelo novo coronavírus. Esperamos que a carta receba resposta positiva em breve, para que pessoas com DCNTs estejam devidamente protegidas e possam ter esperança, apesar do sofrimento prolongado com a presente pandemia. A carta foi publicada também no jornal Folha de S.Paulo (link). Entre os membros do FórumDCNTs que assinaram a carta estão: Abrale, ACT Promoção da Saúde, ADJ Diabetes Brasil, Alianza Latina, Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), Diabesi Endocrinologia e Diabetes, Instituto Contemplo, Instituto Obesidade Brasil, Instituto Oncoguia, Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS BA), TJCC, Viva com Epilepsia, entre outros. Destacamos também alguns manifestos nacionais publicados nos últimos dias: Brazil, a country collapsing during the covid-19 pandemic (BMJ); Priorização da Vacina de COVID-19 - Posicionamento do FórumDCNTs (link); ADJ Diabetes Brasil envia ofício à Secretaria da Saúde do Estado de SP ressaltando a importância da vacinação contra a Covid-19 para todas as pessoas com diabetes no país, o quanto antes (link); Boletim 02/2021 – Comitê Extraordinário de Monitoramento Covid-19 (CEM COVID_AMB); Expectativa de imunidade coletiva por contágio causa morte de centenas de milhares de brasileiros e ameaça o SUS (FSP-USP); Movimento # Abril pela Vida; O País Exige Respeito; a Vida Necessita da Ciência e do Bom Governo - Carta Aberta à Sociedade Referente a Medidas de Combate à Pandemia (link); Pandemia de COVID-19: é urgente agirmos juntos e já - Manifesto do Colegiado dos Professores Titulares da FMUSP (link); Salvação do SUS requer 30 dias de lockdown rígido (link). Carta Aberta do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer em colaboração com redes de organizações da sociedade civil Recomendações Emergenciais para o Enfrentamento da COVID-19 no Brasil Conscientes da profunda crise na área da saúde no Brasil, por acompanhar de perto os desafios enfrentados pelos pacientes com câncer, doenças crônicas e população em situação de vulnerabilidade social, decidimos nos mobilizar, propondo agilidade nas medidas emergenciais que devem ser tomadas. A sociedade civil organizada, alinhada às deliberações do controle social no SUS, representa importante força para auxiliar com as ações necessárias no enfrentamento da pandemia e de seu impacto, que se alastra nos municípios de todo o país. O panorama é complexo e exige colaboração. A força e habilidades da sociedade trará agilidade na solução da crise, se houver abertura e aceitação do governo. Desde o início da pandemia, várias pesquisas realizadas pelas organizações do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer comprovam grandes alterações no diagnóstico e tratamento oncológico, incluindo o cancelamento de consultas, exames, sessões de quimioterapia, radioterapia, cirurgias oncológicas e outras dificuldades. No que tange os agravamentos pós-pandemia, haverá um aumento exponencial de casos de cânceres e outras doenças que não foram diagnosticadas nesse período, de acordo com especialistas. Transcendendo a nossa agenda na Oncologia, em colaboração com outras redes - Ashoka Brasil, Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil, Rede Alianza Latina, Rede Filantropia, Unidos pela Vacina liderado pelo Grupo Mulheres do Brasil e empreendedores sociais da Rede Folha - oferecemos nosso apoio e contribuição para a redução do sofrimento da população brasileira. Ademais, propomos a criação e instituição urgente do Grupo de Trabalho de Especialistas no tema (pandemia da COVID-19), composto por: médicos, cientistas, pesquisadores, infectologistas, cientistas de dados, executivos do segmento de logística, comunicação, administradores, economistas e sociedade civil organizada. O objetivo é assessorar de perto o plano de medidas do Ministério da Saúde e o Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da COVID-19, formado há um ano por meio do Decreto No 10.277, de 16 de março de 2020. Adicionalmente, propomos ampliar e escalonar as medidas emergenciais: Aumentar investimento financeiro e intelectual no programa de vacinação, acelerando a imunização para todo o povo brasileiro, em especial aos grupos prioritários. Incluir os pacientes oncológicos e de doenças crônicas nos grupos prioritários para a vacinação. Reforçar a importância do isolamento social e do cumprimento da quarentena. Recomendar a adoção de medidas de lockdown inteligente, com estratégias para garantir adesão e eficácia. Estimular e promover uma cultura de prevenção que oriente e estimule as pessoas ao uso de máscara, higiene das mãos e a evitar aglomerações. Levantar e replicar exemplos nacionais e internacionais de medidas para o controle da COVID-19, comprovadas cientificamente. Coibir a divulgação de tratamentos precoces e remédios preventivos para a COVID-19 sem comprovação científica. Oferecer tratamento adequado para o controle de sintomas da COVID-19, com medidas de conforto e dignidade aos pacientes com doença avançada. Assim como, estabelecer um padrão de comunicação com os familiares. Combater às fake news sobre a COVID-19 e divulgar os contatos do Ministério da Saúde - https://saude.gov.br/fakenews e (61) 99333-8597 - para envio de mensagens da população. Esta carta aberta será entregue ao Presidente da República, ao Ministro da Saúde, ao Senado Federal, à Câmara dos Deputados, ao Ministério Público Federal e à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Conforme o Artigo 196, da Constituição Federal, a saúde é um direito de todos e dever do Estado. Este não é um momento para embates políticos. Agora é preciso focar na saúde da população. Entendemos que somente com trabalho conjunto e proposições embasadas é que conseguiremos mudar o cenário atual. Adicionalmente aos trabalhos desenvolvidos como sociedade civil organizada, nos comprometemos a realizar em rede as seguintes ações: A. Divulgar a campanha de conscientização da vacina produzida pelo movimento Unidos pela Vacina. B. Divulgar pesquisa para que os municípios informem sobre as suas necessidades mais iminentes. C. Mobilizar empresários e pessoas que possam ajudar a suprir as necessidades dos municípios e hospitais públicos. Esperamos que Vossa Excelência implemente, com agilidade, a criação do Grupo de Trabalho de Especialistas e as recomendações emergenciais. Cordialmente, Organizações participantes desta mobilização, que assinam esta Carta Aberta: Movimento Todos Juntos Contra o Câncer Ashoka Brasil Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil Frente Parlamentar Mista da Saúde Frente Parlamentar Mista em Prol da Luta Contra o Câncer Rede Alianza Latina Rede Filantropia Unidos pela Vacina - liderado pelo Grupo Mulheres do Brasil ABRENFOH - Associação Brasileira de Enfermagem em Oncologia e Onco- Hematologia ABRATO - Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais ANCP - Academia Nacional de Cuidados Paliativos ABHH - Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular ABRANA - Associação Brasileira de Naturologia ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva SBC - Sociedade Brasileira de Cancerologia SBCO - Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica SBFa - Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia SBM - Sociedade Brasileira de Mastologia SBMF - Associação Brasileira de Medicina Farmacêutica SBOC - Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica SBP - Sociedade Brasileira de Patologia SBRT - Sociedade Brasileira de Radioterapia SBTMO - Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea SOBOPE - Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica ABCC - Associação Bragantina de Combate ao Câncer ABCD - Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn ABENFISIO - Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia ABFB - Aliança Bayeux Franco Brasileira ABL - Articulação Brasileira de Lésbicas ABRACCIA - Associação Brasileira de Combate ao Câncer Infantil e Adulto ABRALE - Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia ABRAPHEM - Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia ABRAPO - Associação Brasileira de Porfiria ABRASBUCO - Associação Brasileira de Saúde Bucal Coletiva ABRASTA - Associação Brasileira de Talassemia Ação Moradia Ação Social Técnica ACBG Brasil - Associação de Câncer de Boca e Garganta ACT Promoção da Saúde ADAPTSURF - Associação Adaptação e Surf ADJ Diabetes Brasil AHPAS - Associação Helena Piccardi de Andrade Silva ALARA - Associação Laço Rosa de Araras ALEMDII - Associação do Leste Mineiro de Doenças Inflamatórias Intestinais AMAVI - Associação MariaVitoria de Doenças Raras e Crônicas AMEAS - Associação Manancial de Evangelismo e Assistência Social Américas Amigas AMO - Associação dos Amigos da Oncologia AMO Criança - Associação de Assistência em Oncopediatria AMUCC - Associação Brasileira de Portadores de Câncer ANAIDS - Articulação Nacional de Luta Contra a Aids ANEPS - Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde APAE Rio Negrinho - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais ARUR - Associação dos Reumáticos de Uberlândia e Região ASID Brasil - Ação Social para Igualdade das Diferenças Associação Akhili Associação Arte Despertar Associação Barbara Cristina Sa Associação Beneficente Educacional Tabernáculo Associação Brasileira da Rede Unida Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar Associação Brasileira SUPERANDO o Lúpus, Doenças Reumáticas e Doenças Raras Associação de Anemia Falciforme do Estado de São Paulo Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé Associação Grupo Rosa e Amor Associação Hospitalar São Roque de Severiano de Almeida Associação HURRA! Associação Laboratório Educacional de Tecnologias Sociais e Energias Renováveis Associação Nacional de Osteogênese Imperfeita Associação Nossa Casa de Apoio a Pessoas com Câncer Associação Pense Pink Associação Pestalozzi de Teresina Associação Pleno Cidadão Associação Semente da Vida - Projeto Semear Associação Viva e Deixe Viver Associação Zona Oeste e Noroeste de Futebol de Várzea Atados Ateliê de Cultura AVCC Porto Velho - Associação Voluntária de Combate ao Câncer de Porto Velho AZN - Associação Zona Norte Assistência Social e Desenvolvimento Cultural a Jovens e Famílias Banco de Alimentos Associação Civil Canto Cidadão Carambola - Diverse Tech Casa da Criança de Taquarituba CEAPS - Centro de Estudos Avançados de Promoção Social e Ambiental CENFI - Centro de Formação Integral Centro Social Luterano Cantinho do Girassol CEPC/MA - Centro Educacional Profissional do Coroadinho CIAM - Centro de Integração Amigas da Mama CMB - Confederação das Mulheres do Brasil COEST ABEn-MG - Comitê Estudantil da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Minas Gerais Coletivo de Mulheres Negras da Vila Francisco Mariano Comissão de Direitos Humanos OAB/SP Comissão do Direito do Terceiro Setor OAB/SP Comitê Chico Mendes Confederação Nacional dos Trabalhadores de Seguridade Social Confraria das Mães Cristãs de Barbacena CONSEG - Conselho Comunitário de Segurança de Brasnorte Conselho de Apoio às Associações de Uberaba COUNI - Clube de Mães Comum União Curumim Associação de Combate ao Câncer Infantil Departamento de Oncogenética do A. C. Camargo Cancer Center Diabesi Endocrinologia e Diabetes Doutores da Alegria Dreminas - Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia do Estado de Minas Gerais Escola de Gente - Comunicação em Inclusão Fasubra Sindical FEBRARARAS - Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras Federação Nacional dos Enfermeiros FEMAMA - Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama FENAFAL - Federação das Associações de Pessoas com Doença Falciforme FENAPSI - Federação Nacional dos Psicólogos FENASPS - Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social Fundação Estrela da Manhã GACC Sergipe - Grupo de Apoio à Criança com Câncer GAMA - Grupo de Amparo Momento de Amar GAPCCI - Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Cachoeiro de Itapemirim/ES GARCE - Grupo de Apoio aos Pacientes Reumáticos do Ceará Gastromotiva GIRAL Desenvolvimento Humano e Local GRUPAR-RP - Grupo de Apoio ao Paciente Reumático de Ribeirão Preto e Região Grupo de Estudos de Voluntariado Empresarial Grupo de Pacientes Reumáticos de São Paulo Grupo Rosa e Amor Hospital do Câncer de Patrocínio HSR Health Pesquisa de Mercado IBRAFH - Instituto Brasileiro Doença Falciforme e Doenças Hematológicas IBVASF - Instituto Beneficente Vale do São Francisco IDAV - Instituto do Deficiente Audiovisual IDHESCA - Instituto de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais Iluminar Psicologia IMAMA RS - Instituto da Mama do Rio Grande do Sul Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia Instituto Amor Rosa Instituto Atuar Instituto Berbigier Instituto Contemplo Instituto Cristiane Camargo Instituto Eluar Instituto Empodera Instituto Entre Rodas Instituto GRUPARJ Petrópolis Instituto Guajará AM - Esporte e Lazer Instituto Irmã Dilce Coelho Instituto Javé Instituto João XXIII Instituto Kairós Instituto Moinho Cultural Sul-Americano Instituto Museu da Pessoa Instituto Noisinho da Silva Instituto Nossa Ilhéus Instituto Nossa Senhora Auxiliadora Instituto Nosso Papo Rosa Instituto Obesidade Brasil Instituto Oncoguia Instituto Projeto Cura Instituto Roda da Vida Instituto Ronald McDonald Instituto Themis Furigo Instituto Usina Social Instituto Vidas Raras IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas IVOC - Instituto Vencer o Câncer Lua Vermelha | Anemia Falciforme Make-A-Wish Brasil Maple Tree Cancer Alliance Brasil MNCP Brasil - Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas MNPR - Movimento Nacional População em Situação de Rua Morada da Floresta - Solução Natural e Ecológica MORHAN - Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase Movimento Negro Unificado de Pernambuco MTC - Movimento dos Trabalhadores do Campo MV Consultoria NCST - Nova Central Sindical dos Trabalhadores NEPS BA - Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio Núcleo Assistencial para Pessoas com Câncer Núcleo de Voluntários de Caratinga no Combate ao Câncer Obras Sociais Nossa Senhora da Penha ONCB - Organização Nacional de Cegos do Brasil Onco Movimento ONG GEMDAC - Gênero Mulher e Ação para a Cidadania ONG Rede Social Vida Nova Organização de Desenvolvimento Educacional Social Pastoral dos Direitos Humanos - Igreja Metodista na 4a. Região Eclesiástica - MG e ES Pequeno Cotolengo Dom Orione Prato Solidário Corrente do Bem PROCOMECE Projeto Aliados Projeto Camaleão: Autoestima contra o Câncer Projeto Cultural Bella Sereia Projeto Quixote PSN/CNBB - Pastoral da Saúde Nacional da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil PSORIERJ - Associação de Amigos e Portadores de Psoríase do Estado do Rio de Janeiro Raízes Desenvolvimento Sustentável Rede Conectados do Terceiro Setor Rede de Economia Criativa Brasil Rede do Câncer de Lençóis Paulista Rede Feminina de Combate ao Câncer de Içara Rede Feminista de Saúde Rede Lai Lai Apejo Resíduo do Bem - Projeto Sócio Ambiental Retalhar - Soluções e Gestão de Resíduos Têxteis RNP + BRASIL - Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS SERTA - Serviço de Tecnologia Alternativa Serviço Social em Promoção da Cidadania Imaculada Conceição Simbiose Social Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Cachoeira do Sul SINDNAPI - Sindicato Nacional dos Aposentados SINPSI-SP - Sindicato dos Psicólogos no Estado de São Paulo SOBRAPH - Sociedade Brasileira de Proteção Humana Teia da Vida - Consultoria e Treinamento Turma do Bem UBM - União Brasileira de Mulheres UNACCAM - União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama UNEGRO - União de Negras e Negros pela Igualdade Viva com Epilepsia Vivenda Cobertura na Imprensa: - Folha de S.Paulo (23/3/2021), matéria. - Revista Brasil EBC (12/4/2021), entrevista.
- Priorização da Vacina de COVID-19 - Posicionamento do FórumDCNTs
Leia abaixo o conteúdo da carta que foi enviada hoje (11/2/2021) ao Ministro da Saúde do Brasil, Sr. Eduardo Pazuello, e ao Secretário da Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Jean Carlo Gorinchteyn, com o posicionamento do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil referente à priorização nos protocolos de imunização contra a COVID-19. O Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), fundado em 2017, reúne as principais instituições não governamentais (ONGs), empresas da área de saúde, universidades e órgãos do governo dedicados ao enfrentamento das DCNTs no país. Dentre os principais temas tratados estão: diabetes, hipertensão, dislipidemia, doenças respiratórias crônicas, neoplasias, obesidade e saúde mental, por serem atualmente as principais causas de morbidade e mortalidade precoces. Neste último ano, o FórumDCNTs esteve acompanhado atentamente e orientando seus membros em relação aos riscos e recomendações relativos às populações com DCNTs durante a pandemia. Conforme destacado nos Boletins Epidemiológicos Coronavírus do Ministério da Saúde, mais de 60% das mortes atribuídas ao novo coronavírus estiveram associadas a comorbidades, em sua maioria pessoas com uma ou mais DCNTs. Sendo assim, o FórumDCNTs parabeniza o governo federal, governos estaduais e municipais pela elaboração de protocolos e planos de vacinação contra a COVID-19. Ao mesmo tempo, observa que os protocolos estadual de imunização do estado de São Paulo (PEI/SP) e nacional de imunização (PNI) apresentam diferenças entre eles e aspectos que podem ser aprimorados, destacando, conforme publicamos recentemente, que a proteção de pessoas com DCNTs no caso desta pandemia deve ser priorizada para a redução significativa dos casos graves, internações e óbitos que tanto impactam a sociedade e a economia, e oneram os sistemas de saúde do Brasil (Barone et al., 2021). Abaixo, pontos relevantes que foram analisados e recomendações. Estado de São Paulo Não figura, em qualquer uma das fases de vacinação divulgadas no PEI/SP, pessoas com doenças crônicas. As fases divulgadas pelo governo estadual de São Paulo apresentam estratificação por idade após a vacinação prioritária de trabalhadores da área da saúde, indígenas e quilombolas. É compreensível que muitos dos indivíduos nas faixas etárias previstas de vacinação apresentem uma ou mais DCNTs, porém, é importante frisar que uma parte importante das pessoas economicamente ativas e com menos de 60 anos têm DCNTs. Nos Boletins Epidemiológicos Coronavírus do Ministério da Saúde, alinhados a relatórios de outros países e estudos no Brasil e exterior, evidenciam-se óbitos de pessoas com menos de 60 anos que apresentam diabetes, doença cardiovascular, obesidade, asma, entre outras DCNTs. Desta forma, alertamos para a necessidade imediata de revisão deste plano de vacinação, de maneira a incluir os indivíduos com DCNTs entre os grupos prioritários, independentemente da idade, seguindo tanto as recomendações do Ministério da Saúde quanto da OMS, em 11 de fevereiro de 2021: “A vacinação é recomendada para pessoas com comorbidades que foram identificadas aumentando o risco de COVID-19 grave, incluindo obesidade, doença cardiovascular, doença respiratória e diabetes.” Plano Nacional Em relação ao PNI, sua terceira edição, datada de 29 de janeiro de 2021, apresenta alterações importantes que passaram a incluir indivíduos com DCNTs. Destacamos a inclusão de pessoas com diabetes de qualquer tipo nesta terceira edição, o que estava ausente na segunda edição do PNI e foi pontuado pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O plano nacional destaca que uma vez que existem doses limitadas, alguns grupos devem ser priorizados. Os grupos priorizados seriam os profissionais de saúde, idosos e pessoas com DCNTs, sendo este terceiro grupo o foco de nosso posicionamento. Existe a previsão de vacinar as pessoas com as principais DCNTs que apresentam maior risco de morte em caso de infecção pelo vírus. As condições abordadas encontram-se de acordo com a maioria das notas publicadas por sociedades científicas nacionais, notoriamente SBD, SBEM, Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Ao mesmo tempo que cumprimentamos o plano nacional por isso, que deveria ter sido incorporado também pelo plano do estado de São Paulo, chama-nos a atenção a ausência de divisão de grupos de priorização e prazos para vacinação desses grupos na documentação do PNI. Portanto, falta um cronograma claro das etapas de vacinação e como os muitos grupos prioritários e faixas etárias serão priorizados. É fundamental que uma campanha de abrangência nacional para combate à pandemia tenha um cronograma bem estabelecido para informar não apenas a população, mas também os gestores, auxiliando-os em suas demandas, a fim de evitarmos que ações desalinhadas não ajudem o país a sair da crise imposta pela pandemia (Ugliara Barone et al., 2020). Não menos importante, há menção no PNI a uma campanha de marketing para informar a população da disponibilidade de vacinas e de suas particularidades, assim como para combater fake news. Porém, na prática, pouco se viu a esse respeito e o portal do Ministério da Saúde mantém links referentes ao tratamento precoce com Hidroxicloroquina/Cloroquina, indicação já contestada inclusive pela OMS e pela Anvisa. Assim, recomendamos que esse trabalho seja aperfeiçoado e ampliado rapidamente, a fim de evitar recusa de vacina pela população, como já se vê em muitos outros países, e informação correta para profissionais de saúde e toda a população, conforme recomendação da ADJ Diabetes Brasil e da Fundação ProAr. Também quanto à transparência, sugerimos que o Ministério da Saúde divulgue em seu site o número de vacinados, assim como as estimativas de porcentagem de vacinados por grupo prioritário. Por fim, o FórumDCNTs acrescenta que é fundamental que um plano de abrangência nacional elencando a prioridade de vacinação e proteção de indivíduos com DCNTs durante a pandemia tenha um grupo de trabalho com membros das sociedades referidas anteriormente, bem como da sociedade civil e de infectologistas e epidemiologistas, para que sua implementação esteja adequadamente calibrada para atingir seus objetivos de forma rápida e efetiva. Concluímos solicitando que o estado de São Paulo, assim como outros estados que não incluíram pessoas com DCNTs em seus planos de priorização, o façam urgentemente, sob risco de continuarmos a ignorar as consequências nefastas de agravamento e óbitos elevados quando esses grupos são infectados por SARS-CoV-2. Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil www.ForumDCNTs.org 11/2/2021 Referências ADJ Diabetes Brasil. OFÍCIO DA ADJ DIABETES BRASIL À SES DE SP RESSALTA A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19 PARA QUEM TEM DIABETES. 18/1/2021. Disponível em https://adj.org.br/2021/01/18/oficio-da-adj-diabetes-brasil-a-ses-de-sp-ressalta-a-importancia-da-vacinacao-contra-a-covid-19-para-quem-tem-diabetes/, último acesso em 5/2/2021. Associação Médica Brasileira. Nota Oficial AMB: Posição da AMB sobre COVID-19 e vacinação. 2021. https://www.endocrino.org.br/media/1610557712804_nota_oficial_amb_covid.pdf, último acesso em 5/2/2021. Barone, M., Ngongo, B., Harnik, S. B., Oliveira, L. X., Végh, D., de Luca, P. V., Pedrosa, H. C., Giraudo, F., Cardona-Hernandez, R., Chaudhury, N., & Menna-Barreto, L. (2021). COVID-19 associated with diabetes and other noncommunicable diseases led to a global health crisis. Diabetes research and clinical practice, 171, 108587. https://doi.org/10.1016/j.diabres.2020.108587 Brasil, Ministério da Saúde. Boletins Epidemiológicos Coronavírus. Disponível em https://coronavirus.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos, último acesso em 5/2/2021. Brasil, Ministério da Saúde. NOTA INFORMATIVA Nº 17/2020- SE/GAB/SE/MS. Brasília, 2020. Disponível em http://antigo.saude.gov.br/images/pdf/2020/August/12/COVID-11ago2020-17h16.pdf, último acesso em 5/2/2021. Brasil, Ministério da Saúde. PLANO NACIONAL DE OPERACIONALIZAÇÃO DA VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19, 3ª Edição. Brasília, 2021. Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2021/janeiro/29/planovacinacaocovid_v2_29jan21_nucom.pdf, último acesso em 5/2/2021. Brasil, Ministério da Saúde. Primeiro Informe Técnico - Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Brasília, 2020. Disponível em https://www.gov.br/saude/pt-br/media/pdf/2020/dezembro/17/primeiro-informe_tecnico-do-plano_19_01_21_miolo-1.pdf, último acesso em 5/2/2021. Fundação ProAR. Fundação ProAR une forças com entidades e lança manifesto em defesa da vida. Disponível em https://www.fundacaoproar.org.br/noticia?post=fundao-proar-une-foras-com-entidades-e-lana-manifesto-em-defesa-da-vida, último acesso em 11/2/2021. Organização Mundial da Saúde (OMS). The Oxford/AstraZeneca COVID-19 vaccine: what you need to know. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/1U-L-s2LhuPjz1RVNBjrlCSDM6RmIGOP1/view?usp=sharing, último acesso em 11/2/2021 Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e Sociedade Brasileira de Diabetes. Nota Técnica SBEM e SBD: Diabetes e Vacinação da COVID-19. 2021. Disponível em https://www.endocrino.org.br/nota-tecnica-sbd-e-sbem-diabetes-e-vacinacao-da-covid-19/, último acesso em 5/2/2021. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Vacinação contra SARS-CoV-2 e Insuficiência Adrenal. 2021. Disponível em https://www.endocrino.org.br/vacinacao-contra-sars-cov-2-e-insuficiencia-adrenal/, último acesso em 5/2/2021. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Doenças da Tireoide e Vacinação da COVID-19. 2021. Disponível em https://www.endocrino.org.br/posicionamento-doencas-da-tireoide-e-vacinacao-covid-19/, último acesso em 5/2/2021. Sociedade Brasileira de Cardiologia. SBC apoia ampla vacinação contra a COVID-19. 2021. Disponível em https://www.portal.cardiol.br/post/sbc-apoia-ampla-vacina%C3%A7%C3%A3o-contra-a-covid-19, último acesso em 5/2/2021. São Paulo, Secretaria de Estado da Saúde. Coletiva de Imprensa sobre o Plano Estadual de Imunização. São Paulo, 2020. Disponível em https://issuu.com/governosp/docs/apresenta__o_pei__2_, último acesso em 5/2/2021. Ugliara Barone, M. T., Harnik, S. B., Chaluppe, M., Vieira de Luca, P., Ngongo, B., Pedrosa, H. C., Pirolo, V., Franco, D. R., Malta, D. C., & Giampaoli, V. (2020). Decentralized COVID-19 measures in Brazil were ineffective to protect people with diabetes. Diabetes & metabolic syndrome, 14(6), 1973–1978. https://doi.org/10.1016/j.dsx.2020.10.005 Cobertura na Imprensa - CBN Campo Grande (8/4/2021), entrevista. - Revista Brasil EBC (12/4/2021), entrevista. - Thathi TV (13/4/2021), entrevista a partir de 1'24"00''' do vídeo.












