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- Vital Strategies abre edital para projetos relacionados ao governo - inscrições até 15/1/21
O Global Grants Program (GGP) é direcionado aos ministérios da saúde, agências estatísticas e outras agências de saúde nacional, subnacional ou municipal em países de baixa e média renda que não receberam financiamento da Iniciativa Data for Health (D4H) e possuem projetos para inovar em qualquer setor da área da saúde. Em certos casos, as candidaturas de ONGs que têm fortes relações com o governo também serão consideradas. A solicitação de propostas abre em 15 de novembro de 2020 e fecha em 15 de janeiro de 2021. As inscrições não serão analisadas até que o período de inscrição termine. Serão investidos até $ 150.000 para projetos a serem concluídos em 18 meses. Projetos de curto prazo, altamente focados e com orçamentos mais baixos são incentivados. Leia o edital completo aqui.
- Podcast do FórumDCNTs sobre Políticas de Prevenção e Tratamento do Câncer de Colo de Útero com OPAS
Ouça o Podcast aqui. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo de útero deve afetar quase 17 mil mulheres apenas em 2020. Esse é o terceiro tipo entre as neoplasias que mais afetam pessoas do sexo feminino no país, o que demanda uma atenção especial de instituições de saúde nacional e internacional. No 7º Encontro do FórumDCNTs, o Sr. Rafael Dall’Alba (OPAS) comentou sobre a construção da rede nacional de prevenção, rastreio e tratamento do câncer de colo de útero. "Representada pela estratégia de saúde da família, a atenção primária possui uma característica multiprofissional fundamental para enfrentar os desafios da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de colo de útero e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)", explica o Sr. Dall'Alba. No Brasil existem alguns exemplos de enfrentamento dessa neoplasia como, por exemplo, no Estado de Pernambuco. Em parceria com a OPAS, a Secretaria Estadual de Saúde desenvolve um programa de formação de profissionais de saúde, com foco na linha de cuidados do câncer de colo de útero. O desafio é criar tecnologias, especialmente para as ações de vacinação do HPV. "Esse projeto visa fortalecer não só o ramo das tecnologias convencionais mas, também, fortalecer as tecnologias leves que são os processos de trabalho e fortalecimento da rede de atenção à saúde, desde a atenção primária em saúde até o nível hospitalar. Esse projeto formou uma rede de atores estratégicos, como a Agência Nacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e experiências nacionais como o hospital de Barretos e valorização das experiências do território de Pernambuco em imunização", completou o Sr. Dall'Alba. O debate para a criação da campanha nacional de prevenção, rastreio e tratamento de câncer de colo de útero, precisa estar alinhado as politicas de saúde pública, dentre elas o plano de ações estratégicas para o enfrentamento das DCNTs de 2011 a 2022. Que conforme alerta o especialista, tem como desafio, no que diz respeito ao câncer, a necessidade de incorporar a linha de cuidados de novas tecnologias disponíveis para os testes de HPV que possuem, segundo ele, custo-efetividade para implementação. No âmbito da América Latina, segundo o consultor da OPAS, o Brasil possui um excelente programa nacional para imunização do HPV, a vacina é segura, eficaz e gratuita no sistema único de saúde (SUS), sendo voltada para crianças a partir dos nove anos. Em relação a outros países da região, há alguns aprendizados que podem ser aproveitados no contexto brasileiro. "Temos que avançar muito na área de rastreamento e seguir bons exemplos como a Argentina que possui experiências como auto coleta, que é uma ótima estratégia para as AMAS de nível assistencial." Pesquisador sobre os determinantes sociais da saúde no tema do câncer de colo de útero,o Sr. Dall'Alba ainda chama a atenção para as desigualdades sociais econômicas do país e como elas se refletem na incidência da doença. "Apesar do contágio ser democrático, a mortalidade por essa doença é focada na população pobre, negra e marginalizada. Por isso é difícil encontrarmos essa pauta tanto nas agendas de governo ou como pautas em associações, ONGs e organizações da sociedade civil. Combater o câncer de colo de útero, é uma ação de equidade e de justiça social", explica o Sr. Dall'Alba. Fomentar espaços de debates intersetoriais, com órgãos internacionais como a OPAS, é fundamental para o fortalecimento do SUS e das políticas de saúde em nosso país. Escute o podcast na íntegra.
- The Lancet publica novo relatório pedindo ações para melhorar a prevenção e tratamento do diabetes
Antes do Dia Mundial da Diabetes em 14 de novembro, o The Lancet publicou um novo relatório pedindo ações para melhorar a prevenção e cuidados com o diabetes. Em todo o mundo, 463 milhões de pessoas têm diabetes, sendo 80% em países de baixa e média renda (LMICs). Em 2019, 4,2 milhões de pessoas morreram em decorrência dessa condição e de suas complicações. Em média, o diabetes reduz a expectativa de vida em pessoas de meia-idade em 4-10 anos e aumenta independentemente o risco de morte por doença cardiovascular, doença renal e câncer em 1,3-3 vezes. O diabetes está entre as principais causas de amputações não traumáticas de pernas e pés e de cegueira, especialmente entre pessoas em idade produtiva. A pandemia do COVID-19 destacou a vulnerabilidade das pessoas com diabetes. Pessoas com diabetes têm pelo menos duas vezes mais probabilidade de desenvolver doença grave ou morte pelo vírus, especialmente em indivíduos com grande variação glicêmica ou que apresentam complicações relacionadas ao diabetes. O risco também é agravado pelas condições sociais em comunidades desfavorecidas, que levam a um menor acesso aos cuidados e a taxas mais altas de comorbidades. Embora existam tratamentos e estratégias de prevenção eficazes, as barreiras à oferta e ao acesso significam que, na maioria dos locais de atendimento, seu uso é escasso. The Lancet Commission on Diabetes reúne 44 especialistas líderes que colaboraram por quatro anos para desenvolver uma estratégia integrada e multicomponente envolvendo o redesenho de fluxos de trabalho clínicos e treinamento de pessoal não médico para formar equipes de diabetes para apoiar o tratamento do diabetes com coleta contínua de dados para informar as práticas e políticas. Com base em uma análise abrangente dos dados disponíveis sobre o tratamento do diabetes, a Comissão resume as melhores evidências para o gerenciamento eficaz do diabetes, que se baseia em seis componentes: A redução de peso sustentada em pessoas com obesidade em 15 kg ou mais pode induzir a remissão do diabetes tipo 2 por até 2 anos Reduzir os níveis de açúcar no sangue (HbA1c) em 0,9% (10 mmol / mol), pressão arterial sistólica em 10 mm Hg, concentração de colesterol LDL em 1 mmol / L (39 mg / dL) ou uma combinação dos três pode reduzir independentemente o risco de doença cardiovascular, morte por todas as causas, ou ambos, em 10–20% em pessoas com diabetes tipo 2 A redução de múltiplos fatores de risco, incluindo o uso de estatinas e inibidores do sistema renina-angiotensina (RAS), pode prevenir eventos cardiovasculares renais em 20-40% em indivíduos com ou em risco de diabetes O uso de inibidores de SGLT2 e agonistas do receptor de GLP-1 pode reduzir eventos cardiovasculares renais e taxas de mortalidade em até 40%, independentemente de seu efeito na redução da concentração de glicose no sangue O uso de cuidados integrados baseados em equipe e orientados por dados através da reorganização da prestação de cuidados de saúde pode reduzir a morte cardiovascular e por todas as causas em pessoas com diabetes tipo 2 em 20-60% A implementação de uma intervenção estruturada no estilo de vida e o uso de metformina podem prevenir ou retardar o diabetes tipo 2 em indivíduos com tolerância à glicose diminuída em 30-50% A autora principal, Professora Juliana Chan, da Universidade Chinesa de Hong Kong, afirmou: “Ao proteger nosso meio ambiente, mudando nossa prática e capacitando nossas comunidades, podemos reduzir o fardo do diabetes como a causa raiz de muitas doenças crônicas não transmissíveis. A epidemia de diabetes é um chamado que diz respeito a todos nós, já que todos contribuíram com o ecossistema de uma forma ou de outra para alimentar a epidemia. Como tal, todos temos a responsabilidade coletiva de enfrentar o desafio de sustentar nosso meio ambiente e de usar nossos recursos finitos com sabedoria para preservar a humanidade. O desafio global do diabetes transcende os domínios político, econômico, social e tecnológico. " Acesse o relatório completo aqui.
- Fundação Interamericana abre Edital com Foco em Populações Vulneráveis
A Fundação Interamericana (IAF) faz um convite á apresentação de propostas ao seu programa de doações. A IAF financia iniciativas de autoajuda de grupos de base na América Latina e no Caribe para melhorar as condições de vida dos desfavorecidos e excluídos, aumentar a capacidade de tomada de decisão e auto governança e desenvolver parcerias com o setor público, as empresas e a sociedade civil. A IAF não identifica problemas nem sugere projetos. Ao contrário, responde a iniciativas apresentadas. Os projetos são selecionados para financiamento baseado no mérito e não setor. Não há prazo nenhum para a apresentação de propostas. As propostas podem ser apresentadas durante todo o ano e serão analisadas por ordem de entrada. Todas as apresentações devem atender às diretrizes publicadas na página da IAF. É importante ressaltar que a IAF somente apoia projetos na América Latina e no Caribe. A IAF aceita pedidos de doação em espanhol, português, inglês, francês ou crioulo haitiano durante todo o ano. A IAF notificará os proponentes se não forem mais considerados para financiamento. A avaliação das propostas ganhadoras pode durar até 12 meses, dependendo da complexidade do projeto e do número de visitas que se façam necessárias. Saiba mais sobre a proposta.
- Segundo a OMS, DCNTs avançam como principal causa de mortes no mundo
As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) agora constituem 7 das 10 principais causas de morte no mundo, de acordo com as Estimativas Globais de Saúde de 2019 da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicadas no dia 9/12. Os novos dados cobrem o período de 2000 a 2019. Essas sete causas foram responsáveis por 44% de todas as mortes ou 80% das 10. No entanto, todas as DCNTs juntas foram responsáveis por 74% das mortes em todo o mundo em 2019. As principais causas globais de mortes, na ordem do número total de vidas perdidas, estão divididas em três grandes tópicos: cardiovascular (doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral), respiratória (doença pulmonar obstrutiva crônica, infecções respiratórias inferiores) e condições neonatais - que incluem nascimento com asfixia e trauma de nascimento, sepse neonatal, infecções e complicações de parto prematuro. As doenças cardiovasculares permaneceram como a principal causa de morte em nível global nos últimos 20 anos. No entanto, agora está matando mais pessoas do que nunca. O número de mortes por doenças cardíacas aumentou em mais de 2 milhões desde 2000, para quase 9 milhões em 2019. As doenças cardíacas agora representam 16% do total de mortes. A doença de Alzheimer e outras formas de demência estão agora entre as 10 principais causas de morte em todo o mundo, ocupando o terceiro lugar nas Américas e na Europa em 2019. As mulheres são afetadas de forma desproporcional: globalmente, 65% das mortes por Alzheimer e outras formas de demência são de mulheres. Mortes por diabetes aumentaram 70% globalmente entre 2000 e 2019, com um aumento de 80% nas mortes entre homens. No Mediterrâneo Oriental, as mortes por diabetes mais do que dobraram e representam o maior aumento percentual de todas as regiões. Saiba mais sobre o relatório da OMS.
- Carta de Prioridades às Autoridades 2020 - FórumDCNTs
Carta Aberta de Prioridades 2020 do Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNTs) no Brasil às Autoridades O Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), iniciativa inter e multi setorial e multi stakeholder, fundada em 2017, através da parceria entre as principais organizações não governamentais, empresas da área da saúde, universidades e órgãos do governo, se reuniu pelo terceiro ano, e em 23 de outubro de 2020, durante seu 7° encontro, quando finalizou a presente carta de prioridades identificadas por seus participantes. Os representantes das instituições participantes deste encontro, listadas abaixo, esperam contar com o engajamento dos principais tomadores de decisão do país para que os aspectos aqui abordados sejam, desde já, priorizados nos planos e nas ações de enfrentamento das DCNTs no Brasil, em nível federal, estadual e municipal, tanto na saúde pública quanto suplementar. Destacamos que a pandemia do novo coronavírus evidenciou a necessidade de cuidados urgentes para o chamado grupo de risco. São as pessoas com DCNTs, afetadas por pior desfecho e maior risco de morte quando infectadas. Sete em cada dez pessoas que morrem por COVID-19 têm pelo menos um fator de risco ou condição crônica. Pessoas com diabetes, por exemplo, têm de duas a três vezes mais chances de ter doença grave ou de morrer devido à COVID-19; 28% das pessoas com câncer que contraíram o novo coronavírus vieram a óbito em comparação com 2% do total de pessoas com COVID-19, como apontado pela Organização Pan Americana de Saúde (OPAS). Além das prioridades associadas a potencializar a proteção às pessoas com DCNTs neste momento e retomar prontamente os cuidados e tratamentos daqueles que ficaram total ou parcialmente desassistidos durante a pandemia, outras medidas precisam ser tomadas para que o Brasil volte possa alcançar a meta 3.4 da ODS 3, de reduzir em ⅓ as mortes prematuras causadas por DCNTs e possa melhorar seus indicadores de prevenção e controle das diferentes DCNTs. Dessa forma, dentre as prioridades identificadas pelos membros do FórumDCNTs, solicitamos e nos colocamos à disposição para auxiliar em ações imediatas das autoridades e lideranças nas seguintes frentes: Capacitar a Atenção Primária para ações de prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento efetivos de DCNTs, especialmente em relação às DCNTs de maior prevalência (doenças cardiovasculares, hipertensão, dislipidemia, câncer, diabetes, asma, DPOC e doenças mentais e neurológicas). Investir nas Equipes de Saúde da Família e empoderamento dos agentes comunitários de saúde (ACSs), para que façam medição da pressão arterial e glicemia capilar (os equipamentos disponíveis são para uso pessoal, portanto, não são restritos para uso de pessoal técnico especializado) e tenham noções de educação em saúde, no lugar de transmissão de mitos. Destacam-se pontos a serem endereçados na alimentação das famílias, bem como ações para prevenir o sedentarismo. Melhorar o acesso a exames para diagnóstico e tratamento em tempo adequado e acompanhamento para ajustes terapêuticos oportunos de DCNTs na Atenção Primária, incluindo Point-of-Care de hemoglobina glicada, perfil lipídico e alguns tipos de câncer, e MRPA para pressão arterial. Acesso menos burocrático e através da Atenção Primária a medicamentos e tecnologias fundamentais para os cuidados contínuos de pessoas com DCNTs, evitando o erro observado na disponibilização dos análogos de insulina. Replicar de forma adaptada às realidades locais modelos comprovadamente eficientes e efetivos no Brasil para o combate às DCNTs, incluindo, mas não limitado àqueles dos programas HEARTS e HEARTS-D, HealthRise, Cities Changing Diabetes, Better Hearts Better Cities (Cuidando de Todos), HeartRescue, Resolve, ACTIVE, Agita-SP, SAFER e MPower. A implementação destes e o desenvolvimento de outros projetos devem ser multidisciplinares e multistakeholder, com participação de indústria, sociedades médicas, associação de pacientes, profissionais de saúde, Conass e Conasems. Melhorar integração dos sistemas entre a Atenção Primária, Secundária e Terciária de modo a reduzir tempo entre suspeita, diagnóstico e tratamento de câncer e outras DCNTs, e otimizar acompanhamento da Atenção Primária no retorno de procedimentos na Atenção Secundária ou Terciária. Implementar prontamente políticas de rotulagem, tributação e controle de propagandas para bebidas alcoólicas e para outros alimentos que favoreçam a redução do consumo de álcool, sal e alimentos ultraprocessados e obesogênicos, à semelhança das políticas antifumo. Incluir e ampliar a participação de pessoas com DCNTs nas mesas de debate a decisão sobre incorporação e tecnologias, PCDTs, programas e políticas de saúde, segundo o já tradicional lema de sistemas de saúde internacionais “nada sobre mim sem a minha participação”. Garantir que aspectos orçamentários não sejam priorizados na análise de novas tecnologias no SUS. Portanto, que as incorporações sejam balizadas prioritariamente por critérios técnicos, científicos e respeitando a opinião das pessoas com DCNTs. Tornar a telemedicina de qualidade uma realidade permanente no SUS, uma alternativa tanto para populações urbanas quanto uma das estratégias para garantir assistência e acesso às populações rurais de áreas remotas. Obesidade e Hipertensão precisam ser reconhecidos como doenças crônicas, ao invés de encaradas apenas como fator de risco modificável (inclusive no Plano de Enfrentamento às DCNTs 2021-2030). Em relação à obesidade, sua não inclusão nos currículos médicos e de outros profissionais de saúde contribui para uma abordagem inadequada e não individualizada junto ao paciente, aumentando o estigma e preconceito da doença e fazendo com que o paciente não tenha acesso aos tratamentos disponíveis e ainda se sinta culpado pela sua condição. Elaborar programas e políticas para prevenir e tratar obesidade desde a infância e adolescência. Lei dos 30 dias da Oncologia precisa ser cumprida, além de definição de critérios objetivos para diferentes tipos de tratamento. E, sabendo que as neoplasias já são a principal causa de mortes de mulheres, garantir a visibilidade e a soma de esforços com vistas a potencializar as ações de prevenção, rastreio, diagnóstico precoce e tratamento de câncer de colo de útero e outros que acometem este gênero. Ampliar serviços públicos para acolhimento, suporte e tratamento integral à Saúde Mental é fundamental, especialmente neste momento, assim como o acesso a medicamentos de diferentes classes que venham a ser necessários. Desta forma, reiteramos contar com vossos esforços e compromisso para superar os novos desafios impostos pela pandemia de COVID-19, situação grave, e nos colocamos à disposição para colaborar para reconstruir um sistema de saúde às necessidades das DCNTs, conforme prega a OMS, “Build Back Better". Acreditamos que, por meio de ações, programas e políticas de prevenção e acesso aos tratamentos desenvolvidos em parceria e com a participação dos setores público, privado e terceiro setor, conseguiremos atingir a meta de reduzir em 1/3 as mortes precoces causadas por DCNTs (ODS 3.4, agenda 2030 da ONU). Com isso, estamos certos que será possível melhorar a saúde e qualidade de vida da população, reduzindo custos e impactos à toda a sociedade. Colocamo-nos à disposição para contribuir nesta missão. Atenciosamente, Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil www.ForumDCNTs.org *Esta carta foi enviada no dia 4/12, às 8h, ao Exmo. Sr. Ministro da Saúde do Brasil, assim como para Secretários Estaduais e Municipais de Saúde e demais autoridades. Instituições participantes: ACT Promoção da Saúde, ADJ Diabetes Brasil, Alianza Latina, Associação Brasileira de Estudo e Prevenção do Suicídio (ABEPS), Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Abbott, Boehringer Ingelheim, Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN), Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DASNT/SVS/MS), Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (FENAD), FlexiMedical Soluções em Saúde, Grupo de Advocacy em Cardiovascular (GAD), IBTED tecnologia e educação em diabetes, Interfarma, Instituto Tellus, International Agency for Research on Cancer (IARC-OMS), International Diabetes Federation (IDF), Liga de Enfermagem na Atenção ao Diabetes (LEAD/EE/USP), Novartis Foundation, Novo Nordisk, Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS/CIATOX/SESAB), Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/FSP/USP), Medtronic Foundation, Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Pé de Feijão, Plan International Brasil, Resmed, Sanofi, Secretaria da Atenção Primária a Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS), Secretaria de Estado da Saúde da Bahia (SESAB), Secretaria de Estado da Saúde de Pernambuco, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, Siemens Healthineers, Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), Vital Strategies, Viva com Epilepsia, Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Leia também: Carta Aberta do FórumDCNTs às Autoridades 2019 Recomendações do FórumDCNTs para o Plano Nacional de Enfrentamento às DCNTs 2021-2030
- Ação sobre a obesidade infantil em meio ao COVID-19: maiores desafios e novas oportunidades
É cada vez mais reconhecido que a pandemia COVD-19 e as estratégias de resposta, como o fechamento de escolas, bloqueios de países e restrições comerciais, estão exacerbando os desafios existentes para a nutrição infantil e o bem-estar em todo o mundo, com potencial para um impacto negativo sem precedentes. Cerca de 370 milhões de crianças foram privadas de refeições escolares essenciais como resultado do fechamento das escolas. Esta é uma ameaça não apenas para a quantidade, mas também para a qualidade nutricional dos alimentos que as crianças recebem, com efeitos que persistirão muito depois de a pandemia ter passado. O aumento da perda de peso, ou baixo peso para a altura, como resultado de uma escassez aguda de alimentos, pode ser o impacto mais agudo da interrupção do sistema alimentar e de saúde e do aumento da pobreza familiar. Os relatórios do UNICEF dos primeiros meses da pandemia COVID-19 sugerem uma redução de 30% na cobertura de serviços essenciais de nutrição em países de baixa e média renda (LMICs) e declínios de 75-100% em contextos de bloqueio. Sem uma ação oportuna, a prevalência global de definhamento infantil poderia aumentar em 14% e o número de crianças definhadas poderia aumentar em 6 a 7 milhões. No entanto, o desperdício não é o único desafio da desnutrição que corre o risco de ser exacerbado pelo COVID-19. O sobrepeso e a obesidade - fatores de risco para resultados adversos da doença - também podem aumentar mais rapidamente se as condições atuais persistirem. Devido ao COVID-19, muitas comunidades estão enfrentando barreiras financeiras e físicas para ter acesso a alimentos nutritivos e dietas saudáveis. Ações críticas para promover uma nutrição melhor para as crianças, acesso à refeições escolares saudáveis e esforços de rotulagem na frente da embalagem, estão sendo interrompidas ou adiadas indefinidamente. Além disso, durante o COVID-19, houve relatos de marketing oportunista e distribuição inadequada de substitutos do leite materno e alimentos não saudáveis que vão contra as metas de nutrição da saúde pública. Há um consenso político crescente de que os sistemas alimentares futuros devem fornecer alimentos saudáveis e sustentáveis para todos. A justificativa para isso é clara: quando os governos investem em sistemas que protegem as crianças contra a desnutrição - em todas as suas formas - a nutrição infantil melhora dramaticamente. Para que isso aconteça, é necessário um compromisso dos governos para reduzir o custo e aumentar o acesso das famílias a alimentos nutritivos, seguros, acessíveis e sustentáveis. Chegar lá exigirá transformações críticas, incluindo um compromisso renovado para gerar e compartilhar dados e evidências relevantes para as políticas, testar abordagens inovadoras e ampliar a implementação de intervenções baseadas em evidências em países e cidades. Saiba mais aqui!
- Rede ACT lança o site "Evidências Tributo Saudável"
O site conta com um simulador interativo de impactos da tributação na economia e no consumo, com base nos dados da pesquisa da Fipe. Nele, cada internauta pode escolher uma alíquota de imposto e um sistema de uso do recurso advindo desse tributo (padrão atual do governo, ou destinado exclusivamente para a saúde). A partir disso é só observar as mudanças provocadas no consumo das bebidas, como os impactos no PIB, empregos, arrecadação e os setores da economia mais beneficiados. A pesquisa da Fipe mostra que a adoção de um imposto levaria a uma queda no consumo das bebidas adoçadas e aumento no consumo de outras bebidas mais saudáveis, como o leite, café e água. Ou seja: estimula-se o consumo de bebidas que, além de trazerem mais benefícios para a saúde, geram mais empregos já que empregam maior mão-de-obra em sua produção. O site também conta com: um infográfico interativo com os principais dados sobre o tema; a vídeo animação “O lado amargo das bebidas adoçadas”; o relatório ilustrado para download, e biblioteca com outras publicações de referência. Além dos recursos interativos e didáticos, o evidencias.tributosaudavel.org.br vai reunir outros relatórios, pesquisas e publicações sobre o assunto, servindo como acervo virtual para gestores e gestoras públicos, pesquisadoras, pesquisadores, profissionais e estudantes das áreas de nutrição, economia e saúde pública, ou outras pessoas interessadas no tema.
- Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Sobrepeso e Obesidade em Adultos (MS)
O Ministério da Saúde publicou, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Sobrepeso e Obesidade em Adultos. O documento reúne informações sobre o diagnóstico e rastreamento dessa condição, além de orientar sobre mudanças de hábitos alimentares, práticas de exercícios físicos e outras medidas para redução de peso e acompanhamento dessas pessoas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade afeta hoje 2 bilhões de adultos no mundo. No Brasil, dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde, mostram que a condição tem alcançado os maiores índices dos últimos 13 anos, saindo de 11,8% da população em 2006 para 19,8% em 2018. Esse crescimento e maior prevalência dessa condição são alarmantes, já que traz importantes consequências para a saúde, entre elas maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como doenças cardíacas, diabetes, alguns tipos de câncer, além de estar associada a maiores índices de mortalidade. O diagnóstico da obesidade é clínico e baseado no Índice de Massa Corporal (IMC). Por meio dele, é possível classificar um indivíduo em relação ao seu próprio peso, bem como saber de complicações metabólicas e outros riscos para a saúde. A partir dele, o profissional de saúde pode solicitar exames complementares. O tratamento envolve equipe multidisciplinar, para implementação da prática de exercícios físicos, alimentação adequada e acompanhamento psicológico. O PCDT destaca as iniciativas do Ministério da Saúde para controle e prevenção dessa condição. Entre elas, a elaboração do Guia Alimentar para a População Brasileira para orientação e promoção da alimentação adequada e saudável no país. Também faz referência ao Programa Academia da Saúde, que desenvolve ações focadas na prática de atividade física e da alimentação saudável, e do Programa Saúde na Escola, que promove a saúde e a educação de maneira integral. Leia o documento na íntegra. Fonte: http://conitec.gov.br/ultimas-noticias-3/ministerio-da-saude-publica-protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt-para-sobrepeso-e-obesidade-em-adultos
- Guia de Atividade Física e Comportamento Sedentário da Organização Mundial da Saúde (OMS)
Até 5 milhões de mortes por ano poderiam ser evitadas se a população em todo o mundo fosse mais ativa. Em um momento em que muitas pessoas encontram-se em casa devido à COVID-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou novas diretrizes sobre atividade física e comportamento sedentário, que enfatizam que todas as pessoas, de todas as idades e habilidades, podem ser fisicamente ativas e que todo tipo de movimento conta. As novas diretrizes recomendam pelo menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos, incluindo quem vive com doenças crônicas ou incapacidade, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. Estatísticas da OMS mostram que um em cada quatro adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física suficiente. Globalmente, estima-se que isso custe US$ 54 bilhões em assistência médica direta e outros US$ 14 bilhões em perda de produtividade. A atividade física regular é fundamental para prevenir e controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer, bem como para reduzir os sintomas de depressão e ansiedade, reduzir o declínio cognitivo, melhorar a memória e exercitar a saúde do cérebro. As diretrizes incentivam mulheres a manter atividades físicas regulares durante a gravidez e após o parto. Também destacam os valiosos benefícios à saúde da atividade física para pessoas que vivem com incapacidades. Pessoas idosas (com 65 anos ou mais) são aconselhadas a adicionar atividades que foquem no equilíbrio e coordenação, bem como no fortalecimento muscular para ajudar a prevenir quedas e melhorar a saúde. O The Lancet fez uma publicação, "Diretrizes de atividade física para 2020: recomendações abrangentes e inclusivas para ativar as populações", comparando o guia de 2010 com o guia lançado agora. As diretrizes da OMS para 2020 são construídas em uma base de evidências muito maior do que as diretrizes de 2010, e incluem alguns desenvolvimentos importantes. Em primeiro lugar, são relatadas evidências de benefícios adicionais à saúde, como melhoria da saúde cognitiva, qualidade de vida relacionada à saúde, saúde mental e sono, além do que foi incluído nas diretrizes da OMS de 2010, ou seja, câncer, cardiorrespiratório, metabólico, saúde musculoesquelética e funcional. Esse desenvolvimento reflete o amadurecimento da pesquisa sobre atividade física e a crescente incorporação da definição da OMS de saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Em segundo lugar, as diretrizes de 2020 da OMS, pela primeira vez, em nível global, fornecem recomendações específicas para mulheres grávidas e puérperas e para pessoas que vivem com doenças crônicas ou deficiências, mostrando a crescente especificidade e relevância das diretrizes de atividade física para diferentes populações. Terceiro, essas diretrizes modificaram as recomendações sobre como a atividade física aeróbica deve ser acumulada - por exemplo, o requisito anterior de duração mínima de 10 minutos de atividade contínua foi retirado e "alguma atividade física é melhor do que nenhuma". Finalmente, as diretrizes da OMS de 2020 fornecem recomendações gerais para reduzir o tempo sentado, o que está de acordo com o crescente interesse nos efeitos do comportamento sedentário para a saúde. Acesse o guia completo aqui.
- ADA Publica Documento sobre Determinantes Sociais da Saúde e Diabetes Tipo 2
Décadas de pesquisa demonstraram que o diabetes afeta minorias raciais e étnicas e populações de adultos de baixa renda nos EUA de forma desproporcional, com padrões intratáveis vistos no maior risco de diabetes dessas populações e nas taxas de complicações do diabetes e mortalidade. A Associação Americana de Diabetes (ADA) reuniu, em uma publicação, recomendações para alcançar a equidade na saúde para a população, baseado nos determinantes sociais da saúde. Além da desigualdade já vivida, a pandemia da COVID-19 destacou desigualdades e vulnerabilidades suportadas por grupos raciais e étnicos minoritários e por grupos desfavorecidos em diversas comunidades. Na sequência de eventos simultâneos de pandemia e de injustiça racial no EUA, a American College of Physicians, American Academy of Pediatrics, Society of Medicina Interna Geral, Academia Nacional de Medicina e outros profissionais de outras organizações, publicaram declarações sobre determinantes sociais da saúde, e essas publicações focam na melhoria desses determinantes nos níveis individual, organizacional e político. No diabetes, compreender e mitigar o impacto dos determinantes sociais da saúde são prioridades devido a prevalência da condição, custos econômicos e carga populacional desproporcional. O artigo começa com uma visão geral das principais definições e frameworks dos determinantes da saúde. A revisão da literatura se concentra principalmente em estudos com adultos americanos, que têm diabetes, e em cinco fatores determinantes da saúde: status socioeconômico (educação, renda, ocupação); vizinhança e ambiente físico (habitação, ambiente construído, exposições ambientais tóxicas); ambiente alimentar (insegurança alimentar, acesso aos alimentos); cuidados de saúde (acesso, acessibilidade, qualidade); contexto social (coesão social, social capital, apoio social). A revisão conclui que é necessário investir mais em pesquisas relacionadas ao diabetes e que as intervenções devem ser feitas de maneira individual, suprindo a necessidade de cada comunidade. Acesse à publicação completa aqui.
- Fundação Laerdal abre edital para projetos de até US$ 30.000
A Fundação Laerdal procura projetos que busquem uma melhor compreensão dos fatores que contribuem para a eficiência educacional e o processo de implementação de evidências científicas na prática, para causar impacto nas chances de sobrevivência. Os interessados podem submeter projetos de 1 de abril a 1 de outubro de cada ano e os beneficiários de subsídios da Fundação devem apresentar um breve relatório por escrito ao Conselho sobre o progresso, resultados, despesas totais e uso específico do subsídio da Fundação no prazo de um ano após o recebimento do subsídio. A fim de poder apoiar o maior número possível das muitas aplicações qualificadas, o Conselho decidiu que, como regra, nenhum projeto sozinho receberá mais de US$ 30.000. Se as despesas totais de um projeto excederem esse montante, o Conselho também incluirá em sua consideração outras possíveis fontes de apoio financeiro. As despesas com equipamento e serviços de secretariado não serão custeadas pela Fundação na medida em que se considere que tais recursos estão disponíveis na instituição onde o candidato pretende realizar o projeto. Saiba mais sobre o edital.












