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- OMS atende recomendações do FórumCCNTs para a Lista de Medicamentos Essenciais
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em 5 de setembro de 2025, a atualização de sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais (EML e EMLc) , incluindo pela primeira vez medicamentos para obesidade e reforçando o arsenal terapêutico para o diabetes com a incorporação de análogos de insulina de ação rápida e de análogos de GLP-1. A incorporação desses medicamentos na EML e EMLc não ocorreu por acaso. Foi resultado de um processo de advocacy científico e político liderado por diversas entidades globais , tendo o FórumCCNTs , a SBD e outras entidades membros do GT Diabetes e GT Obesidade papel central em articulação com instituições nacionais e internacionais. Em 2025, o FórumCCNTs publicou artigo científico sobre insulinas análogas, coassinado pelo Dr. Mark Barone , fundador e presidente do FórumCCNTs, trazendo argumentos sólidos sobre a importância de garantir acesso ampliado a essas terapias. Além disso, o FórumCCNTs submeteu à OMS um relatório detalhado justificando a necessidade de inclusão das insulinas análogas de ação rápida como parte do arsenal terapêutico essencial para o manejo do diabetes. Esse esforço coletivo contou com a colaboração ativa de instituições membro do FórumCCNTs, com destaque para a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), além de parceiros nacionais e organizações internacionais de saúde, que se uniram para tornar possível essa conquista histórica. Entre as novidades, destacam-se os análogos de GLP-1 (semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida) , recomendados como terapia adjuvante para pessoas com diabetes tipo 2 que apresentam comorbidades cardiovasculares, condição renal crônica e/ou obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) com impacto significativo na saúde física e na qualidade de vida. Segundo a OMS, “as novas edições das listas de medicamentos essenciais representam um passo significativo para ampliar o acesso a novos medicamentos com benefícios clínicos comprovados e com alto potencial de impacto na saúde pública global” (Dra. Yukiko Nakatani, Subdiretora-Geral de Sistemas de Saúde, Acesso e Dados). A decisão tem caráter histórico: até então, nenhum medicamento para obesidade havia sido incluído na lista da OMS , apesar da condição já atingir mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e ser considerada uma epidemia em crescimento acelerado, especialmente em países de baixa e média renda. O Comitê destacou que “diabetes e obesidade representam atualmente dois grandes desafios globais de saúde, com ambas as condições atingindo proporções epidêmicas em diferentes populações e regiões”. Outro marco é a incorporação dos análogos de insulina de ação rápida (lispro, asparte e glulisina, além de biossimilares de qualidade assegurada) tanto na EML quanto na EMLc, abrangendo pessoas com diabetes tipo 1, tipo 2 e gestacional. O Comitê de Especialistas justificou a recomendação ao afirmar que, embora a eficácia e segurança sejam comparáveis à insulina humana regular, “alguns estudos fornecem evidências de maiores índices de satisfação das pessoas que utilizam análogos de ação rápida, e outros sugerem que esses análogos podem estar associados a menores taxas de complicações”. Além disso, ressaltou que em alguns países o preço dos análogos já não excede o da insulina humana regular. Dados internacionais apontam que, em sistemas públicos de saúde, um frasco de 10 mL de insulina análoga pode custar cerca de US$ 29,39, enquanto a insulina humana regular fica em torno de US$ 9,50 — diferença considerada cada vez mais administrável em estratégias de aquisição pública. Essas evidências, somadas a exemplos internacionais e a estudos brasileiros submetidos pelo FórumCCNTs e seus parceiros, foram determinantes para embasar a decisão da OMS. Além disso, o Comitê chamou a atenção para o fato de que, em alguns mercados, os fabricantes já vêm retirando gradualmente a insulina humana regular, o que exige uma resposta estruturada: “A razão para recomendar a inclusão dos análogos de insulina de ação rápida é apoiar o acesso, reconhecendo a retirada progressiva da insulina humana regular dos mercados e sinalizar aos países a necessidade de estratégias de política, precificação e aquisição que fortaleçam o acesso acessível”. Imagem: Divulgação Imagem: Divulgação A presença de um medicamento na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS tem implicações diretas e profundas para a saúde pública mundial. Mais de 150 países utilizam a lista como base para políticas de aquisição pública, fornecimento de medicamentos e esquemas de reembolso em sistemas de saúde e seguros. Como a própria OMS explica, as listas são elaboradas para atender às necessidades prioritárias de saúde das populações , tornando-se referência internacional e instrumento de política pública confiável. Em outras palavras, quando um medicamento passa a integrar a EML, aumenta significativamente a sua chance de ser disponibilizado nos sistemas de saúde nacionais, inclusive em países de baixa e média renda, onde o acesso a novas tecnologias é geralmente mais limitado. Para o FórumCCNTs, a inclusão desses medicamentos é fruto de um trabalho coletivo e coordenado, que demonstra a importância da mobilização da sociedade civil, da ciência e das instituições de saúde na formulação de políticas globais. “A atualização da EML é um passo histórico que fortalece a luta global contra a diabetes e a obesidade. O FórumCCNTs continuará mobilizado para que essa conquista se traduza em acesso real e efetivo para todas as pessoas que precisam desses medicamentos” , destacou o FórumCCNTs em nota. A versão completa da nova Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS (EML e EMLc, 2025) está disponível no site oficial da OMS
- FórumCCNTs e parceiros propõem recomendações sobre a atualização do PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
O Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) , criado em 2017, visa promover a colaboração entre o setor público, empresas privadas e orga nizações do terceiro setor. Essa iniciativa está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 17 (ODS 17) e busca enfrentar a principal causa de mortes no país: as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Por meio desta, o Fórum vem participar da Consulta Pública n°11/25, sobre a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PDCT) de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hipertensão Arterial Sistêmica. A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma doença crônica de causa multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (≥ 140 mmHg e/ou ≥ 90 mmHg) geralmente não associada a sintomas . Contudo, frequentemente, está relacionada às alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais 1 . A avaliação diagnóstica da HAS deve ser realizada em consulta clínica, com duas a três medidas de PA, com intervalos de 1 dia a 4 semanas. O número de visitas à unidade de saúde e o intervalo de tempo entre elas varia de acordo com a gravidade da HAS, evidência de Doenças Cardiovasculares (DCV) ou lesão em órgão-alvo. Suspeita-se da HAS grau 1 nos indivíduos com PA entre 140 mmHg /90 mmHg e 160 mmHg /100 mmHg e, portanto, eles devem passar por confirmação diagnóstica, com realização de duas medições com intervalo de 7 a 14 dias. Já os indivíduos que apresentarem PA ≥ 160/100 têm recomendação imediata de passar por consulta médica 1 . De acordo com a Portaria SECTICS/MS nº 22, de 10 de maio de 2023, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a monitorização residencial da pressão arterial para diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica em adultos com suspeita da doença, conforme Protocolo Clínico do Ministério da Saúde 1 . O tratamento da HAS é feito em duas modalidades: o tratamento medicamentoso e o tratamento não medicamentoso . A classe medicamentosa a ser utilizada em monoterapia, ou em associação, deve ser definida conforme avaliação da equipe de saúde e preferência do paciente. Se o Risco Cardiovascular (RCV) for alto ou muito alto, recomenda-se iniciar tratamento com anti-hipertensivo e estatina. Neste caso, a recomendação de iniciar prontamente o tratamento para controle pressórico se justifica por seu efeito protetor, associado a uma redução do risco de eventos cardiovasculares importantes, em especial, para pacientes de RCV alto. Já se o RCV for baixo ou moderado, recomenda-se tratamento não medicamentoso. Em ambos os casos, o RCV e o controle pressórico do paciente devem ser reavaliados em 3 a 6 meses para decisão sobre o tratamento 1 . O tratamento não medicamentoso consiste na atuação nos fatores de riscos modificáveis através de medidas de promoção da saúde por meio da adoção de estilo de vida mais saudável: alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado, ingestão hídrica adequada, moderação no consumo de álcool e controle do estresse 1. Considerando a relevância de estratégias não farmacológicas para o controle da hipertensão arterial, estudos recentes demonstram que a prática regular de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e resistidos, contribui significativamente para a redução da pressão arterial, sendo benéfica tanto para indivíduos com hipertensão estabelecida quanto para aqueles com hipertensão resistente ao tratamento 2 . Além disso, há evidências de que a combinação entre exercício físico e terapia medicamentosa pode potencializar os efeitos hipotensores, reforçando a importância de políticas de incentivo à prática de atividades físicas como parte integrante do manejo da hipertensão 2 . A HAS, por fazer parte do grupo das Doenças Crônicas não Transmissíveis, está relacionada a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que propõe, até 2030, reduzir, em um terço, a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis por meio de prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar. Entretanto, o Brasil enfrenta desafios para alcançar as metas em tempo hábil, haja vista o aumento de diagnósticos . Em 2022 o Ministério da Saúde publicou um relatório apontando que o número de adultos com diagnóstico médico de hipertensão aumentou 3,7% em 15 anos no Brasil. Os índices saíram de 22,6% em 2006 a 26,3% em 20213. Em 2023, dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostraram que a hipertensão arterial atingia cerca de 27,9% da população brasileira 4 . A HAS é uma das maiores causas de morte prematuras no mundo e um desafio para a saúde pública, afetando cerca de 9 a cada 10 adultos no mundo 5 . Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com hipertensão aumentou de 594 milhões em 1975, para cerca de 1,13 bilhões, em 2015, com cerca de um terço dessa população residentes de países de baixa e média renda 6 . Além disso, o estudo do Global Burden of Diseases (GBD), indica um aumento considerável no número de adultos com HAS, passando de 84,481 por 100,000 pessoas em 1990 para 88,971 por 100,000 pessoas em 2019 5 . No Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, cerca de um quarto da população refere hipertensão arterial sistêmica (23,9%, IC95% 23,5–24,4), o que representa um aumento em relação a PNS 2013 cuja prevalência foi de 21,4% (IC95% 20,8–22,0) 6 . O aumento dos casos no Brasil e no mundo está relacionado com o crescimento e envelhecimento da população nas últimas décadas 5 . Segundo a PNS 2019, o diagnóstico de HAS autorreferido foi maior em idosos, indicando a associação com o avançar da idade 6 . Além disso, o estudo também identificou que fatores sociodemográficos comportamentais e presença de comorbidades também apresentaram associação à HAS evidenciando o caráter multifatorial dessa condição de saúde 6 . Dessa forma, foram fatores associados à HAS: ser mulher, cor da pele/ raça preta, parda e outras, baixa escolaridade, consumo elevado de sal, ex-tabagismo, presença de comorbidades e pior autoavaliação de saúde 6 . Isso indica a necessidade de ações de promoção e prevenção à saúde, principalmente nos fatores de risco modificáveis, como os comportamentais. Nesse contexto, as doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte e incapacidade no mundo e a HAS é seu principal fator de risco modificável 6 . Os casos de morte relacionados às DCV dobraram de 1990 para 2019, passando de 257 milhões para 513 milhões de casos. Além disso, a morte atribuída às DCV também apresentou aumento, em 1990 ocorreram 12,1 milhões de mortes e em 2019 18, 6 milhões de mortes 5 . No Brasil, as DCV apresentaram queda de 53,92% na taxa de óbitos, passando de 333,97 por 100000 habitantes em 1990 para 153,74 por 100000 habitantes em 2021, sendo que em 1990 foi a primeira causa de morte e em 2021 a segunda, perdendo somente para a COVID-19 devido a pandemia 7 . Assim, o combate a HAS arterial, principalmente através de ações de promoção e prevenção da saúde, tem potencial de melhorar a qualidade de vida das pessoas e além disso, diminuir o número de mortes e casos atribuídos à DCV. Considerando os dados epidemiológicos e as metas de desenvolvimento sustentável, os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas sobre a HAS, formulados pelo Ministério da Saúde, visam estabelecer os critérios de rastreamento, diagnósticos, terapêuticos e de acompanhamento dos indivíduos no âmbito do SUS. Portanto, seu público-alvo inclui pessoas com suspeita ou diagnóstico da HAS, assim como seus responsáveis, em caso de menores de idade, profissionais da saúde envolvidos no cuidado integral desses indivíduos no âmbito da APS e da Atenção Especializada à Saúde, bem como gestores, com vistas a subsidiar as decisões clínicas e otimizar a qualidade do cuidado ofertado a essas pessoas 1 . Diante do cenário apresentado acima, o ForúmCCNTs sugere algumas recomendações ao PDCT de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Primeiro, vale-se ressaltar a importância de inclusão de um tópico para a população da raça/cor de pele preta na seção "10.3.4. Tratamento em populações específicas" do PCDT. Essa inclusão se justifica pela alta prevalência de HAS na população da raça/cor de pele preta, como evidenciado pela própria Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Negra 8 . Além disso, ser da etnia preta é um fator associado à HAS, como apontado nos parágrafos acima, e apesar de faltar estudos nacionais que investiguem as disparidades raciais relacionado tratamento medicamento 9 , estudos norte-americanos demonstram diferentes graus de eficiência no controle da pressão entre as classes de antihipertensivos nessa população 9 . Ademais, a linha de cuidado de HAS do Ministério da Saúde indica que o uso de IECA/BRA em monoterapia para controle de HAS na população preta tem se mostrado menos eficaz, sendo os diuréticos tiazídicos a primeira escolha quando em monoterapia ou associados a bloqueadores do canal de cálcio quando terapia dupla 10 . Outra recomendação sugerida é a inclusão de estratégias de melhoria do sono na seção "10.2. Tratamento não medicamentoso". Como mencionado pelo PDCT de HAS, os distúrbios do sono, mas especificamente, a apneia obstrutiva do sono (AOS) é um fator de risco para o desenvolvimento de HAS 1 . De acordo com a PNS 2019, no Brasil 18,6% dos adultos relatam problemas no sono 11 . Além disso, a apneia obstrutiva do sono (AOP) é o distúrbio do sono mais comum e acomete cerca de 77% das pessoas com obesidade, de 30 a 83% de quem tem hipertensão, 48% das pessoas com diabetes e é um importante fator de risco para DCV 12,13,14 . Diante desse cenário, o ForumCCNTs reitera o trabalho desenvolvido a favor da necessidade de fomento de ações e políticas públicas de saúde direcionados para os distúrbios do sono 15 , sendo a inclusão desse tópico no PCDT de HAS um passo importante para o comprometimento no combate a esses distúrbios. Além das recomendações acima, o FórumCCNTs está de acordo com inclusões importantes no PCDT de HAS como a inclusão de adolescentes e crianças . Ainda existe uma falta de recomendações do Ministério da Saúde sobre diretrizes e protocolos de HAS para esse público alvo, sendo essa inclusão importante para o fomento de medidas como a criação de uma linha de cuidado de HAS para o público infantojuvenil, ainda inexistente, ou um protocolo específico para essa população. Ademais, o ForumCCNTS também concorda com a inclusão da calculadora de risco cardiovascular da iniciativa HEARTS , criada e difundida pela OMS e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para estratificação do risco cardiovascular (RCV), haja vista a baixa adesão profissional a escala Framingham 16 , por ser um que pode ter boa adaptação ao cenário brasileiro. A ferramenta HEARTS é fácil de ser utilizada e o risco cardiovascular pode ser estratificado a partir de uma calculadora disponibilizada na internet , dessa forma espera-se uma maior adesão por parte dos profissionais. Diante do exposto, o FórumCCNTs entende que a atualização do PCDT de HAS representa um avanço para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com essa condição e, em suma, recomenda a inclusão dos seguintes pontos no Protocolo de Diretrizes Clínicas e Terapêuticas: Tópico específico para a população da raça/cor de pele preta, haja vista a alta prevalência da doença nesse grupo e as especificidades de tratamento. Além disso, considerando que o Brasil é um país com uma população altamente miscigenada e em sua composição a maior parte da população é da raça cor de pele preta e parda. Estratégias para melhoria dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso, tendo em vista a associação dos distúrbios do sono, em especial, a apneia obstrutiva do sono com a HAS Adoção efetiva da calculadora de risco cardiovascular da iniciativa Hearts, com ampla divulgação e aplicabilidade entre os profissionais de saúde em todos os níveis de atenção à saúde. Atualização periódica do PCDT sobre HAS; Manutenção de pesquisas sobre HAS, com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como PNS e Vigitel para monitoramento periódico do perfil epidemiológico da condição de saúde no país. Capacitação dos profissionais de saúde com base nos PCDTs sobre HAS atualizados. Atenciosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Colaboraram também neste posicionamento: Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG www.linkedin.com/in/ana-carolina-micheletti-gomide-nogueira-de-sá-phd-postdoc-551636180 www.enf.ufmg.br Gabriel Soares Damaceno Estudante Bolsista de Iniciação Científica prpq/UFMG/CNPq Escola de Enfermagem da UFMG www.enf.ufmg.br Nívea Maria Vieira Gomes Nutricionista, Especialista em Fitoterápico, Unifoa Volta Redonda RJ Centro Especializado em Reabilitação CER III, Prefeitura Municipal de Volta Redonda RJ. Membro do GT DCV do FórumCCNTs Rosane da Silva Alves Cunha, MSc Fisioterapeuta. PMVR. Mestre em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense, UERJ. Especialização em Gestão de Políticas Informadas por Evidências, HSL/PROADISUS/MS/CONASEMS Co-Facilitadora do GT Infarto e AVC do FórumCCNTs rosane.cunha66rj@gmail.com Sheila Martins, MD, PhD Fundadora e Presidente, Rede Brasil AVC Facilitadora do GT Infarto e AVC, FórumCCNTs www.redebrasilavc.org.br Referências: Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde – SECTICS. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde – DGITS. Coordenação-Geral de Avaliação de Tecnologias em Saúde – CGATS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hipertensão Arterial. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: < https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2025/relatorio-preliminar-pcdt-hipertensao-arterial-sistemica-cp-11 > HAYES, P.; TAYLOR, B.;JONES, M. Physical Activity and Hypertension: A Review of Evidence and Clinical Implications. J Hypertens Res, v. 40, n. 3, p. 215-30, 2022. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11262345/ . Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2006-2021: Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de morbidade referida e autoavaliação de saúde nas capitais dos 26 estados brasileiros e no distrito federal entre 2006 e 2021. Brasília-DF. 2022 Ministério da Saúde. Vigitel Brasil 2006-2023: morbidade referida e autoavaliação de saúde: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico: estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de morbidade referida e autoavaliação de saúde nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal entre 2006 e 2023. Brasília-DF. 2025 Roth GA, Mensah GA, Johnson CO, Addolorato G, Ammirati E, Baddour LM, et al. Global Burden of Cardiovascular Diseases and Risk Factors, 1990-2019: Update From the GBD 2019 Study. 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- FórumCCNTs participa de projeto de lei com potencial de revolucionar os cuidados do diabetes e condições associadas
A Deputada Federal Iza Arruda (MDB-PE) , em parceria com o FórumCCNTs e seus membros, protocola projeto de lei com potencial de revolucionar os cuidados do diabetes e condições associadas no país , através do diagnóstico precoce e do monitoramento da Hemoglobina Glicada , Perfil Lipídico e Função Renal . Imagem: Freepik A PL 4269/25 "Dispõe sobre a realização periódica de exames de hemoglobina glicada, perfil lipídico e função renal para o acompanhamento dos cuidados de pessoas com diabetes e doenças associadas , no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro do território nacional, e dá outras providências". O documento ainda dispõe que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios garantirão a realização dos seguintes exames: I – Hemoglobina glicada (HbA1c); II – Perfil lipídico completo; III – Função renal (creatinina sérica e albuminúria para cálculo da taxa de filtração glomerular estimada – TFGe). Estese exames previstos deverão ser realizados com a seguinte periodicidade mínima, que poderá ser reduzida de acordo com a gravidade do quadro clínico, conforme recomendação médica: I – Pessoas dentro da meta terapêutica: no mínimo uma vez ao ano; II - Pessoas fora da meta terapêutica: a cada 180 (cento e oitenta) dias. Confira os destaques do texto desta PL: "As Condições/Doenças Renais Crônicas (DRC) , o Diabetes Mellitus e as Dislipidemias são causas relevantes de morbimortalidade no Brasil. Pesquisadores apontam que 6,7% dos adultos brasileiros apresentam DRC Diabetes Mellitus também possui alta incidência na população brasileira, estimando-se que mais de 15,7 milhões de pessoas de 20 (vinte) a 79 (setenta e nove) anos convivem com a DM Dislipidemias apresentam alta prevalência de 43% a 60% dentro do território nacional ... Pesquisadores apontam que 18% dos gastos com internação decorrem do Diabetes Mellitus , seguido pelas condições renais crônicas que perfazem 13,6% das despesas. ... A dosagem da hemoglobina é reconhecida, desde 1993, como a medida mais relevante para a avaliação do controle glicêmico em pessoas com DM . A manutenção dos níveis glicêmicos dentro dos parâmetros recomendados pelos organismos de saúde, melhora a qualidade de vida do indivíduo e reduz de forma significativa o risco do desenvolvimento de complicações micro e macrovasculares. Por sua vez, o exame de perfil lipídico é essencial para avaliar o risco de condições cardiovasculares e monitorar os cuidados das pessoas com colesterol acima dos níveis recomendados. O exame de Função Renal possui grande relevância na prática clínica, servindo tanto para o diagnóstico, quanto para o prognóstico e para o monitoramento das condições renais crônicas. A detecção precoce de algum problema nos rins é crucial para evitar complicações mais graves, entre elas, a insuficiência renal crônica. ... Diante disso, a proposta é estratégica, viável e humanitária, capaz de salvar vidas e reduzir custos com tratamentos tardios. Sua aprovação significará um avanço expressivo na garantia do direito à saúde e à vida da população brasileira."
- Recomendação do FórumCCNTs para o PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica é incorporada pela CONITEC
Recomendações do Fórum Intersetorial de Condições Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) , em Consulta Pública para a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) , foram acatadas. Foto: Divulgação Considerando o cenário epidemiológico da HAS no país e a importância da atualização para o diagnóstico, cuidados, acompanhamento, promoção da saúde, redução de riscos e estabelecimento de parâmetros de cuidados para as pessoas com HAS, o FórumCCNTs apresentou sua contribuição para a elaboração do documento em março de 2025. O documento enviado pelo FórumCCNTs propôs as seguintes recomendações: a) Inclusão de tópico específico para a população da raça/cor de pele preta, haja vista a alta prevalência da condição de saúde nesse grupo e as especificidades de tratamento . Além disso, levando em consideração que o Brasil é um país com uma população altamente miscigenada e em sua composição a maior parte da população é da raça cor de pele preta e parda; b) A adoção de estratégias para melhoria dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso , tendo em vista a associação dos distúrbios do sono, em especial, a apneia obstrutiva do sono com a HAS; c) Adoção efetiva da calculadora de risco cardiovascular da iniciativa Hearts , com ampla divulgação e aplicabilidade entre os profissionais de saúde em todos os níveis de atenção à saúde; d) Incorporação de atualização periódica do PCDT sobre HAS ; e) A manutenção de pesquisas sobre HAS , com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como Pesquisa Nacional de Saúde e Vigitel para monitoramento periódico do perfil epidemiológico da condição e saúde no país; f) Capacitação dos profissionais de saúde com base nos PCDTs sobre HAS atualizados . Quanto aos tópicos que foram incluídos na atualização do PCDT de 2025, foi acatada a incorporação de tópico específico para a população da raça/cor de pele preta e parda pela CONITEC, e encontra-se no documento do PCTD dentro do tópico " 10.3.4. Tratamento em populações específicas" . Isso representa um avanço para o tratamento nesta população. Além disso, foi adicionado ao documento, um tópico sobre a qualidade do sono dentre as recomendações para o tratamento não medicamentoso da hipertensão arterial sistêmica no quadro 10 do PCDT , como sugerido pelo FórumCCNTs , o que representa um progresso na abordagem integral do cuidado. Com relação aos demais tópicos sugeridos, a calculadora de risco cardiovascular Hearts já estava inclusa no PCDT , mas reafirmamos que torna-se necessário esforços coletivos para a sua aplicabilidade nos serviços de saúde e capacitação dos profissionais, sobretudo na atenção primária à saúde. Ademais, o FórumCCNTs reforça a importância da manutenção e ampliação dos inquéritos epidemiológicos para monitoramento da HAS e demais condições de saúde no país para conhecimento do cenário pelos pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e sociedade civil, o que possibilita traçar estratégias e ações eficazes para o enfrentamento da condição de saúde. Confira aqui os textos do antigo e do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hipertensão Arterial Sistêmica na íntegra. Gabriel Soares Damaceno Estudante Bolsista de Iniciação Científica prpq/UFMG/CNPq Escola de Enfermagem da UFMG Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG
- Ministério da Saúde aprova novas diretrizes nacionais para o rastreamento do Câncer do Colo do Útero
O Ministério da Saúde publicou, em 29 de julho, a Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13/2025 , que aprova as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero : Parte I – Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. A atualização representa um marco na política de prevenção e manejo do câncer do colo do útero no Brasil. Pela primeira vez, diretrizes nacionais incorporam o uso de testes moleculares de DNA-HPV oncogênico como método de rastreamento, substituindo protocolos vigentes desde 2016 e alinhando o país às melhores práticas internacionais recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) . Relevância epidemiológica O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre mulheres no Brasil , com milhares de novos casos diagnosticados anualmente, e está fortemente associado à infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). Embora prevenível e tratável quando detectado precocemente, ainda constitui um desafio para o SUS devido às desigualdades regionais de acesso ao rastreamento e ao tratamento oportuno. Com a adoção dos testes moleculares, espera-se aumentar a sensibilidade do rastreamento , reduzir resultados falso-negativos e ampliar a efetividade das ações preventivas. Além disso, o novo modelo fortalece a perspectiva de rastreio organizado, com fluxos claros e monitoramento sistemático, substituindo práticas fragmentadas que dificultavam a cobertura homogênea da população-alvo. Convergência com o posicionamento do FórumCCNTs Em dezembro de 2024, durante a Consulta Pública nº 75/24 da CONITEC , o FórumCCNTs posicionou-se favoravelmente à atualização das diretrizes , destacando a importância estratégica da incorporação dos testes moleculares no SUS. O posicionamento do FórumCCNTs esteve alinhado à recomendação preliminar da CONITEC e reforçou o compromisso da rede com a promoção de políticas baseadas em evidências científicas e voltadas à equidade. A publicação oficial da Portaria confirma essa trajetória e materializa o consenso técnico-científico construído nos últimos anos. Para o FórumCCNTs, a medida fortalece a capacidade do SUS em avançar na prevenção de um câncer evitável , mas ainda responsável por elevado número de óbitos, sobretudo em populações mais vulneráveis. Orientações para gestores e profissionais A implementação das diretrizes exigirá esforços coordenados entre União, estados e municípios. As Secretarias de Saúde deverão estruturar redes assistenciais, designar serviços de referência, capacitar equipes e estabelecer fluxos regulatórios em todas as etapas do cuidado, desde o rastreamento até o tratamento. Nesse processo, será fundamental o uso racional de recursos, a padronização de práticas clínicas e a adesão a protocolos atualizados. O sucesso da política dependerá da capacidade dos gestores em integrar tecnologias inovadoras a sistemas de informação robustos e a estratégias de comunicação com a população, garantindo cobertura efetiva e adesão ao rastreamento. Materiais de apoio à implementação Diversos materiais técnicos já estão disponíveis para apoiar a elaboração de planos de ação estaduais e municipais. Entre eles: Telessaúde Pernambuco – conteúdos técnicos sobre a implementação do rastreamento com teste de HPV, citologia em meio líquido e capacitação de profissionais. Acesse aqui Escola de Saúde Pública de Pernambuco – cursos, materiais e capacitações voltados à prevenção e ao cuidado em câncer do colo do útero. Acesse aqui Essas referências, fruto de experiências concretas de implementação em territórios, podem servir como base para outras regiões estruturarem suas próprias estratégias, otimizando recursos e acelerando a incorporação do novo modelo de rastreamento . Avanço para o SUS A adoção das novas diretrizes reforça o compromisso do Brasil com a meta global da OMS de eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até 2030 . Trata-se de um passo estratégico que integra inovação tecnológica, equidade e sustentabilidade do sistema. O FórumCCNTs reafirma o apoio à implementação integral das diretrizes e incentiva gestores, profissionais de saúde e parceiros institucionais a utilizarem os materiais disponíveis, promover capacitações e consolidarem redes assistenciais resolutivas. Ao alinhar ciência, política pública e prática assistencial, o país avança em direção a um futuro em que o câncer do colo do útero deixe de ser uma ameaça à saúde de milhares de mulheres .
- BRICS Young Innovator Prize 2025: Abertas as inscrições, até 25/8, para jovens inovadores representarem o Brasil na oitava edição
Estão abertas as inscrições para o 8º BRICS Young Innovator Prize 2025 . O prêmio para jovens inovadores terá concorrentes dos países membros dos BRICS, sendo 3 (três) deles do Brasil. Assim como nas edições anteriores, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi convidada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) a indicar potenciais candidatas e candidatos para o BRICS YIP 2025 . As inscrições vão até 25/08/2025 . Foto: Divulgação A participação no prêmio oferece destaque internacional, visibilidade e a chance de concorrer a certificados de mérito e prêmios em dinheiro: US$ 25.000 para o 1º lugar US$ 15.000 para o 2º lugar US$ 10.000 para o 3º lugar O tema desta edição do prêmio é " Inteligência Artificial aplicada a soluções de serviço público. Como as tecnologias emergentes podem melhorar a vida dos cidadãos nos países do BRICS?" ( Artificial Intelligence applied to public service solutions. How can emerging technologies improve the lives of citizens in BRICS countries?) O prêmio será entregue durante o 10º BRICS Young Scientist Forum , que acontecerá de 15 a 18 de setembro de 2025, em Brasília (DF) , como parte do Encontro de Cúpula dos BRICS . As inscrições para o 8th BRICS Young Innovator Prize 2025 foram prorrogadas até 23h59 do dia 25 de agosto de 2025 . Manifeste seu interesse aqui . Fonte: Academia Brasileira de Ciências e FEBRACE
- OMS abre chamada, até 13/10, para formar o Grupo Consultivo Técnico sobre Diabetes
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está buscando especialistas para atuar como membros do Grupo Consultivo Técnico sobre Diabetes (TAG-D) . As inscrições vão até 13/10/2025 . Imagem: OMS O TAG-D ( Technical Advisory Group on Diabetes) foi criado em agosto de 2021 para atuar como um órgão consultivo da OMS para promover a liderança e o papel de coordenação da OMS na promoção e no monitoramento de ações globais contra o diabetes . Funções do Grupo Consultivo Técnico sobre Diabetes Na sua qualidade de órgão consultivo da OMS, o TAG-D terá as seguintes funções: Identificar e descrever desafios atuais e futuros; Aconselhar a OMS sobre as direções estratégicas a serem priorizadas; Aconselhar a OMS sobre o desenvolvimento de documentos estratégicos globais; e Propor outras intervenções e atividades estratégicas para implementação pela OMS. Operações do Grupo Consultivo Técnico sobre Diabetes O TAG-D normalmente se reúne duas vezes por ano . No entanto, a OMS pode convocar reuniões adicionais. As reuniões podem ser realizadas presencialmente (na sede da OMS em Genebra ou em outro local, conforme determinado pela OMS) ou virtualmente, por vídeo ou teleconferência. Espera-se a participação ativa de todos os membros do TAG-D , inclusive em teleconferências e interações por e-mail. Os membros podem ser solicitados, antes das reuniões, a revisar a documentação da reunião e a apresentar suas opiniões para consideração pelo TAG-D. As reuniões do TAG-D serão conduzidas em inglês . Toda a documentação, incluindo relatórios e documentos de trabalho, será fornecida em inglês. Quem pode manifestar interesse? O TAG-D será multidisciplinar , com membros com amplo conhecimento técnico, habilidades e experiência relevantes para as áreas importantes mencionadas abaixo. Até 12 membros poderão ser selecionados . A OMS acolhe manifestações de interesse de: Cientistas Especialistas em saúde pública Profissionais de saúde Inovadores e formuladores de políticas que representam uma ampla gama de disciplinas relevantes para o diabetes, incluindo, entre outros, conhecimentos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento precoces e comorbidades. Os membros atuais do TAG-D podem se candidatar novamente para um mandato adicional. As inscrições vão até às 18h59 (horário de Brasília/DF) do dia 13 de outubro de 2025. Inscreva-se aqui . Fonte: OMS
- Diabesidade-Distúrbios do Sono: uma perigosa associação - 15/8 às 15h
Objetivos: Compreender a alta prevalência do círculo vicioso que conecta o diabetes e a obesidade aos distúrbios do sono, especialmente a apneia obstrutiva do sono e a insônia , resultando em agravamento mútuo e desenvolvimento de complicações. Reconhecer a falta de diretrizes para diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono no país e, ao mesmo tempo, conhecer iniciativas de sucesso que estão fazendo a diferença através do SUS. Unir esforços entre as principais instituições dos setores público, privado e terceiro setor para prevenir e tratar distúrbios do sono e, com isso, reduzir os riscos para o desenvolvimento de diabesidade e suas graves complicações . Agenda: 15h00-15h20 – Abertura e Contextualização ( Mark Barone , FórumCCNTs) ( Vídeo ) Bruno Ganem (Deputado Federal – Frente Parlamentar Mista de Saúde do Sono) ( Vídeo ) Claudia Albertini (Biologix) ( Vídeo ) Denilson Amado (Lumiar Healthcare) ( Vídeo ) 15h25-15h30 – O que é Diabesidade? Qual sua prevalência e sua relação com apneia obstrutiva do sono e insônia? ( Carlos Schiavon , BP) ( Vídeo ) 15h35-15h40 – Por que se preocupar com diabesidade e sua associação com os distrúrbios do sono? ( João Salles , SBD | Santa Casa-SP) ( Vídeo ) 15h42-15h50 – Qual a prevalência nacional e a tendência para distúrbios do sono, obesidade e diabetes? ( Letícia Cardoso , SVSA-Ministério da Saúde) ( Vídeo ) 15h52-16h00 – Como os distúrbios do sono entram desapercebidamente na rotina da população e acabam instalando diabetes tipo 2 e obesidade? ( Claudia Moreno , FSP-USP) ( Vídeo ) 16h05-16h10 – Como o município de Araguari está enfrentando a alta prevalência de distúrbios do sono, diabesidade e sua associação? ( Marislene Nunes , SMS-Araguari ) ( Vídeo ) 16h15-16h20 – Como e por que avançar em direção a um PCDT e Linha de Cuidado de Distúrbios do Sono no Brasil? ( Geraldo Lorenzi , InCor-FM-USP) ( Vídeo ) 16h23-16h30 – Quais as ações do Ministério da Saúde para melhorar resultados de tratamento da obesidade, do diabetes e condições associadas? ( Amanda Ferreira Rocha , SAPS-Ministério da Saúde) ( Vídeo ) 1 6h30-17h00 – Debate com todos os painelistas – Como tirar os distúrbios do sono da invisibilidade e agir sobre eles a fim de melhorar prevenção e cuidados de diabetes e obesidade, em direção ao ODS 3.4? (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs) ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Amanda Ferreira Rocha (SAPS-Ministério da Saúde) Enfermeira pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Atenção Básica pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília), com experiência em atenção primária à saúde (APS) nas esferas assistencial e de gestão. Atuação profissional em Unidade Básica de Saúde (UBS), incluindo práticas de saúde e estratégias de cuidado, educação em saúde, promoção da saúde, prevenção de agravos, educação permanente, territorialização, planejamento de ações em saúde, gestão e coordenação de eSF e interprofissionalidade em eSF e entre eSF e equipe multiprofissional (eMulti). Atualmente, compõe a Coordenação-Geral de Prevenção às Condições Crônicas (CGCOC) do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde (DEPPROS), da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde. Bruno Ganem (Deputado Federal por São Paulo) Engenheiro de Produção formado pela Universidade de São Paulo (USP), com trajetória pública voltada à promoção do bem-estar e à defesa de políticas públicas baseadas em evidências. Atuou como vereador em Indaiatuba e deputado estadual (2019–2023), com destaque nas áreas da saúde, proteção animal e segurança pública. No Congresso Nacional, integra a Comissão de Saúde e lidera proposições voltadas à prevenção e ao cuidado das doenças crônicas, saúde mental e distúrbios do sono. É autor do requerimento que institui a Frente Parlamentar Mista em Prol da Saúde do Sono. Atualmente exerce o mandato de Deputado Federal por São Paulo. Carlos Schiavon, MD, PhD, MBA (Beneficência Portuguesa | Obesidade Brasil) Graduação em Medicina e Doutorado em Clinica Cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP). MBA em Gestão e Saúde pelo IbmecSP/Hospital Israelita Albert Einstein. Formação complementar em Cirurgia Vídeo Laparoscópica e Cirurgia Bariátrica. Foi Vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e Diretor médico do Hospital São Camilo - Pompeia. Também desenhou e coordenou um Trial de Pesquisa clínica pioneiro que estudou o impacto da cirurgia bariátrica na hipertensão. Cofundador da ONG Obesidade Brasil, onde ocupa o cargo de Presidente. Atualmente é Coordenador de Ensino e Pesquisa do Centro de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). Claudia Albertini, MSc, PhD (Biologix) Graduada em Fisioterapia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestrado e Doutorado em Fisiopatologia Experimental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atuou como Professora Supervisora de Estágio no Ambulatório de Reabilitação Pulmonar do HCFMUSP. Tem experiência na área de Fisioterapia com ênfase em Defesa Pulmonar, atuando principalmente nos seguintes temas: Fisioterapia cardiorrespiratória, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, apeia obstrutiva do sono. Foi Gerente de Cuidados Respiratórios e Medical Affairs da ResMed na América Latina e Ásia. Atualmente é Consultor Internacional na Biologix. Claudia Moreno, MSc, PhD (FSP-USP) Graduação em Biologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado na Faculdade de Saúde Pública USP (FSP-USP), no Instituto do Sono - UNIFESP, com bolsa de Jovem Pesquisador da Fapesp, e no Stress Research Institute (Suécia). Atuou como Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da FSP-USP e Vice-presidente da Associação Brasileira de Sono. Ampla experiência em Cronobiologia e Saúde Pública, com estudos sobre sono, ritmos biológicos, problemas cardiovasculares, metabolismo e nutrição. Atualmente é Professora Associada e Chefe do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da FSP-USP e Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública. Denilson Amado (Lumiar Healthcare) Engenheiro Eletrônico formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP), com mais de 23 anos de experiência em operações técnicas e manutenção de equipamentos eletromédicos, especialmente no setor de atenção domiciliar à saúde. Atuou no desenvolvimento de produtos eletrônicos, na gestão de equipes técnicas e na liderança de projetos voltados à inovação e à eficiência operacional. Possui ampla vivência em ambientes regulados e de alta complexidade, com foco em soluções para Home Care. Atualmente, é Diretor de Operações para a América Latina na Lumiar Healthcare, onde lidera estratégias técnicas e operacionais voltadas à expansão e à excelência em saúde domiciliar. Geraldo Lorenzi Filho, MD, PhD (InCor-HCFMUSP) Graduado em Medicina e doutorado em Patologia pela Universidade de São Paulo (USP), com Pós-doutorado em Medicina do Sono na Universidade de Toronto e livre-docência em Pneumologia pela USP. Foi presidente da Associação Brasileira do Sono, coordenador da residência em Medicina do Sono (HCFMUSP), proponente do LIM-63, editor da Sleep Science e coordenador brasileiro dos estudos SAVE e ADVENT-HF. É cofundador e diretor científico da startup Biologix, voltada ao diagnóstico da apneia do sono. Membro da American Thoracic Society. Atualmente é Diretor Geral do Laboratório do Sono do InCor-HCFMUSP, que fundou e coordena. João Salles, MD, PhD (Santa Casa de Misericórdia SP | SBD) Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra, com especialização em Endocrinologia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), doutorado em Medicina (Endocrinologia Clínica) pela Universidade Federal de São Paulo e residência médica pela Universidade de Taubaté. Presidente da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Atualmente é Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Professor e Diretor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Letícia Cardoso, MSc, PhD (SVSA - Ministério da Saúde) Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestrado em Saúde Coletiva pela UERJ e Doutorado em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ. Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação de Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP/FIOCRUZ entre 2016 e 2019. É pesquisadora do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), do projeto Saúde Urbana na América Latina (SALURBAL), atua na coordenação do Estudo CAEB (Comercialização de alimentos e bebidas no ambiente escolar de cidades brasileiras). Atualmente é Diretora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis na Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. Marislene Nunes, MD (SMS-Araguari) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Residência em ginecologia e obstetrícia na UFU e é especialista em Saúde da Família pela UFMG e mestre em saúde da família ( UFU ) compondo uma das primeiras equipes a se formar no Triângulo Mineiro (Araguari- MG). Atua como docente do curso de Medicina no Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos de Araguari (IMEPAC) e Coordenadora de integração ensino serviço . Atualmente é Docente Coordenadora do Projeto de Extensão AbertaMente do IMEPAC para atendimento integral à população LGBT e do Coordenadora da Atenção Primária na Prefeitura Municipal de Araguari. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC . Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Diabesidade-Distúrbios do Sono: uma perigosa associação - 15/8 às 15h
Objetivos: Compreender a alta prevalência do círculo vicioso que conecta o diabetes e a obesidade aos distúrbios do sono, especialmente a apneia obstrutiva do sono e a insônia , resultando em agravamento mútuo e desenvolvimento de complicações. Reconhecer a falta de diretrizes para diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono no país e, ao mesmo tempo, conhecer iniciativas de sucesso que estão fazendo a diferença através do SUS. Unir esforços entre as principais instituições dos setores público, privado e terceiro setor para prevenir e tratar distúrbios do sono e, com isso, reduzir os riscos para o desenvolvimento de diabesidade e suas graves complicações . Agenda: 15h00-15h20 – Abertura e Contextualização ( Mark Barone , FórumCCNTs) ( Vídeo ) Bruno Ganem (Deputado Federal – Frente Parlamentar Mista de Saúde do Sono) ( Vídeo ) Claudia Albertini (Biologix) ( Vídeo ) Denilson Amado (Lumiar Healthcare) ( Vídeo ) 15h25-15h30 – O que é Diabesidade? Qual sua prevalência e sua relação com apneia obstrutiva do sono e insônia? ( Carlos Schiavon , BP) ( Vídeo ) 15h35-15h40 – Por que se preocupar com diabesidade e sua associação com os distrúrbios do sono? ( João Salles , SBD | Santa Casa-SP) ( Vídeo ) 15h42-15h50 – Qual a prevalência nacional e a tendência para distúrbios do sono, obesidade e diabetes? ( Letícia Cardoso , SVSA-Ministério da Saúde) ( Vídeo ) 15h52-16h00 – Como os distúrbios do sono entram desapercebidamente na rotina da população e acabam instalando diabetes tipo 2 e obesidade? ( Claudia Moreno , FSP-USP) ( Vídeo ) 16h05-16h10 – Como o município de Araguari está enfrentando a alta prevalência de distúrbios do sono, diabesidade e sua associação? ( Marislene Nunes , SMS-Araguari ) ( Vídeo ) 16h15-16h20 – Como e por que avançar em direção a um PCDT e Linha de Cuidado de Distúrbios do Sono no Brasil? ( Geraldo Lorenzi , InCor-FM-USP) ( Vídeo ) 16h23-16h30 – Quais as ações do Ministério da Saúde para melhorar resultados de tratamento da obesidade, do diabetes e condições associadas? ( Amanda Ferreira Rocha , SAPS-Ministério da Saúde) ( Vídeo ) 1 6h30-17h00 – Debate com todos os painelistas – Como tirar os distúrbios do sono da invisibilidade e agir sobre eles a fim de melhorar prevenção e cuidados de diabetes e obesidade, em direção ao ODS 3.4? (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs) ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Amanda Ferreira Rocha (SAPS-Ministério da Saúde) Enfermeira pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Atenção Básica pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Brasília), com experiência em atenção primária à saúde (APS) nas esferas assistencial e de gestão. Atuação profissional em Unidade Básica de Saúde (UBS), incluindo práticas de saúde e estratégias de cuidado, educação em saúde, promoção da saúde, prevenção de agravos, educação permanente, territorialização, planejamento de ações em saúde, gestão e coordenação de eSF e interprofissionalidade em eSF e entre eSF e equipe multiprofissional (eMulti). Atualmente, compõe a Coordenação-Geral de Prevenção às Condições Crônicas (CGCOC) do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde (DEPPROS), da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde. Bruno Ganem (Deputado Federal por São Paulo) Engenheiro de Produção formado pela Universidade de São Paulo (USP), com trajetória pública voltada à promoção do bem-estar e à defesa de políticas públicas baseadas em evidências. Atuou como vereador em Indaiatuba e deputado estadual (2019–2023), com destaque nas áreas da saúde, proteção animal e segurança pública. No Congresso Nacional, integra a Comissão de Saúde e lidera proposições voltadas à prevenção e ao cuidado das doenças crônicas, saúde mental e distúrbios do sono. É autor do requerimento que institui a Frente Parlamentar Mista em Prol da Saúde do Sono. Atualmente exerce o mandato de Deputado Federal por São Paulo. Carlos Schiavon, MD, PhD, MBA (Beneficência Portuguesa | Obesidade Brasil) Graduação em Medicina e Doutorado em Clinica Cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP). MBA em Gestão e Saúde pelo IbmecSP/Hospital Israelita Albert Einstein. Formação complementar em Cirurgia Vídeo Laparoscópica e Cirurgia Bariátrica. Foi Vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e Diretor médico do Hospital São Camilo - Pompeia. Também desenhou e coordenou um Trial de Pesquisa clínica pioneiro que estudou o impacto da cirurgia bariátrica na hipertensão. Cofundador da ONG Obesidade Brasil, onde ocupa o cargo de Presidente. Atualmente é Coordenador de Ensino e Pesquisa do Centro de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). Claudia Albertini, MSc, PhD (Biologix) Graduada em Fisioterapia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestrado e Doutorado em Fisiopatologia Experimental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atuou como Professora Supervisora de Estágio no Ambulatório de Reabilitação Pulmonar do HCFMUSP. Tem experiência na área de Fisioterapia com ênfase em Defesa Pulmonar, atuando principalmente nos seguintes temas: Fisioterapia cardiorrespiratória, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, apeia obstrutiva do sono. Foi Gerente de Cuidados Respiratórios e Medical Affairs da ResMed na América Latina e Ásia. Atualmente é Consultor Internacional na Biologix. Claudia Moreno, MSc, PhD (FSP-USP) Graduação em Biologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado na Faculdade de Saúde Pública USP (FSP-USP), no Instituto do Sono - UNIFESP, com bolsa de Jovem Pesquisador da Fapesp, e no Stress Research Institute (Suécia). Atuou como Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da FSP-USP e Vice-presidente da Associação Brasileira de Sono. Ampla experiência em Cronobiologia e Saúde Pública, com estudos sobre sono, ritmos biológicos, problemas cardiovasculares, metabolismo e nutrição. Atualmente é Professora Associada e Chefe do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da FSP-USP e Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública. Denilson Amado (Lumiar Healthcare) Engenheiro Eletrônico formado pela Universidade São Judas Tadeu (SP), com mais de 23 anos de experiência em operações técnicas e manutenção de equipamentos eletromédicos, especialmente no setor de atenção domiciliar à saúde. Atuou no desenvolvimento de produtos eletrônicos, na gestão de equipes técnicas e na liderança de projetos voltados à inovação e à eficiência operacional. Possui ampla vivência em ambientes regulados e de alta complexidade, com foco em soluções para Home Care. Atualmente, é Diretor de Operações para a América Latina na Lumiar Healthcare, onde lidera estratégias técnicas e operacionais voltadas à expansão e à excelência em saúde domiciliar. Geraldo Lorenzi Filho, MD, PhD (InCor-HCFMUSP) Graduado em Medicina e doutorado em Patologia pela Universidade de São Paulo (USP), com Pós-doutorado em Medicina do Sono na Universidade de Toronto e livre-docência em Pneumologia pela USP. Foi presidente da Associação Brasileira do Sono, coordenador da residência em Medicina do Sono (HCFMUSP), proponente do LIM-63, editor da Sleep Science e coordenador brasileiro dos estudos SAVE e ADVENT-HF. É cofundador e diretor científico da startup Biologix, voltada ao diagnóstico da apneia do sono. Membro da American Thoracic Society. Atualmente é Diretor Geral do Laboratório do Sono do InCor-HCFMUSP, que fundou e coordena. João Salles, MD, PhD (Santa Casa de Misericórdia SP | SBD) Graduado em Medicina pela Universidade Severino Sombra, com especialização em Endocrinologia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), doutorado em Medicina (Endocrinologia Clínica) pela Universidade Federal de São Paulo e residência médica pela Universidade de Taubaté. Presidente da Comissão Científica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Atualmente é Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Professor e Diretor do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Letícia Cardoso, MSc, PhD (SVSA - Ministério da Saúde) Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestrado em Saúde Coletiva pela UERJ e Doutorado em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ. Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação de Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP/FIOCRUZ entre 2016 e 2019. É pesquisadora do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), do projeto Saúde Urbana na América Latina (SALURBAL), atua na coordenação do Estudo CAEB (Comercialização de alimentos e bebidas no ambiente escolar de cidades brasileiras). Atualmente é Diretora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis na Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. Marislene Nunes, MD (SMS-Araguari) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Residência em ginecologia e obstetrícia na UFU e é especialista em Saúde da Família pela UFMG e mestre em saúde da família ( UFU ) compondo uma das primeiras equipes a se formar no Triângulo Mineiro (Araguari- MG). Atua como docente do curso de Medicina no Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos de Araguari (IMEPAC) e Coordenadora de integração ensino serviço . Atualmente é Docente Coordenadora do Projeto de Extensão AbertaMente do IMEPAC para atendimento integral à população LGBT e do Coordenadora da Atenção Primária na Prefeitura Municipal de Araguari. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC . Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- FórumCCNTs participa de apelo global para a inclusão de metas para o Diabetes na declaração política da HLM4-ONU
Durante o evento Voices in Action: People Living with Diabetes in Global Health , no último sábado (26), FórumCCNTs participou da proposta de uma carta global , endossada por 245 líderes e 78 instituições, incluindo muitos/as dos membros do FórumCCNTs, referente ao Apelo Urgente para a Inclusão do Diabetes Tipo 1, Metas Globais e Participação Social na Declaração Política na Quarta Reunião de Alto Nível (HLM4) da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) e Saúde Mental. Acesse a carta na íntegra aqui: A carta evidenciou nossa profunda preocupação com a ausência de conteúdo relacionado ao diabetes na declaração política que será adotada pelos países durante a HLM4 sobre CCNTs , em setembro, em Nova York. Por isso, esta carta aberta que será publicada nas redes sociais, marcando chefes de Estado e ministros. Gostaríamos muito de contar com o apoio de vocês e de suas organizações assinando o documento . Assunto: Apelo Urgente para a Inclusão do Diabetes Tipo 1, Metas Globais e Participação Social na Declaração Política HLM4 Aos Chefes de Estado, Ministros da Saúde e Missões Permanentes junto às Nações Unidas Vosssas Excelências, Em nome dos cidadãos e organizações que compõem a Voices in Action: Pessoas com Diabetes na Saúde Global, que coletivamente representam centenas de milhões de pessoas que vivem com diabetes em todo o mundo , pedimos respeitosamente que tomem medidas decisivas nas negociações em andamento da Declaração Política para a Quarta Reunião de Alto Nível ( HLM4 ) da Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) sobre Condições Crônicas Não Transmissíveis ( CCNTs ) e Saúde Mental, implementando as três ações detalhadas abaixo: Primeiramente, apesar do número crescente de pessoas que vivem com diabetes tipo 1 , essa condição permanece ausente da versão atual da declaração. Apelamos à inclusão explícita do diabetes tipo 1 na versão final da declaração , reconhecendo os desafios únicos enfrentados pelas pessoas que vivem com diabetes tipo 1, incluindo o acesso à insulina, tecnologias de automonitoramento e continuidade dos cuidados. Em segundo lugar, instamos à incorporação explícita das Metas Globais de Cobertura para Diabetes , conforme endossadas pelos Estados-Membros durante a 75ª Assembleia Mundial da Saúde (WHA) em 2022 e reafirmadas posteriormente por meio de orientações técnicas da OMS. Essas metas são: até 2030: 80% das pessoas com diabetes são diagnosticadas; 80% das pessoas com diabetes diagnosticado têm bom manejo da glicemia; 80% das pessoas com diabetes diagnosticado têm bom manejo da pressão arterial; 60% das pessoas com diabetes com 40 anos ou mais recebem estatinas; e 100% das pessoas com diabetes tipo 1 têm acesso a insulina e automonitoramento da glicemia a preços acessíveis. Em terceiro lugar, apelamos a uma maior ênfase na participação social na declaração política , tal como afirmado na resolução WHA77 sobre participação social para a cobertura universal de saúde, saúde e bem-estar. Isto inclui o envolvimento sistemático e significativo de pessoas que vivem com CCNTs e condições de saúde mental na concepção, implementação e avaliação de todas as políticas e programas que afetam as suas vidas. Outras recomendações que apoiamos foram previamente submetidas por vários grupos globais, publicadas no Portal de Ação do Conhecimento da OMS e podem ser acedidas aqui . Continuamos disponíveis para o diálogo e a colaboração em apoio a estas prioridades. Atenciosamente, Organizações Voices in Action: People Living with Diabetes in Global Health Fórum Intersetorial de CCNTs do Brasil (FórumCCNTs) Rays of Hope Support Initiative (ROHSI), Nigéria Alignia Wellness Foundation, Índia Diahope Africa Abaseen Institute of Medical Sciences, Paquistão Associação Doce Vida, Brasil Diabetes India Youth in Action Brazilian Obesity Panel Diabetes & Limb Salvage Foundation, Nigéria National Association of Diabetes Educators of Pakistan (NADEP) Instituto da Criança com Diabetes, Brasil Asociación para el Cuidado de la Diabetes en Argentina - CUI.D.AR T1International Zimbabwe Diabetes Association Diabetes Fighters' Trust, Índia NGO Santé Diabète Fundación Los Fresnos-Casa de la Diabetes, Cuenca-Equador Federación Mexicana de Diabetes, A.C. Prefeitura Municipal de Volta Redonda.Secretaria Municipal de Saúde. Rio de Janeiro, Brasil Asociacion Puertorriqueña de Educadores en Diabetes (APRADE) Diabetes India Youth In Action (DIYA), Índia Type 1 Diabetes Foundation of India, Índia Tamilnadu Type 1 Diabetes Foundation, Índia Diabloom, Índia Sweet Souls, Índia Udaan, Índia Daniels Hamant Foundation, Bolívia Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, Brasil Asociación Día Vida, Costa Rica Instituto Federal da Paraíba, Brasil Fundación de Diabetes Juvenil del Ecuador Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Minas Gerais, Brasil Secretaria do Estado da Saúde de Santa Catarina, Brasil typeOne.sg , Singapore ADJ Diabetes Brasil, Brasil Tia Bete, Brasil Diabetic Association of Pakistan (DAP), Paquistão Meethi Zindagi, Paquistão Pakistan Endocrine Society, Paquistão Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Blue Circle Diabetes Foundation, Índia SA Diabetes Advocacy, África do Sul International Diabetes Federation (IDF) MSF Access Africa Diabetes Alliance ONG AID Community: communauté aux initiatives pour le diabète Chronic Care Center:NGO & Center for treatment of Type 1 Diabetes (Líbano) Oman Diabetes Association Operação o Risco não compensa, Brasil Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes do Brasil ANAD Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, Brasil Movimento Influencers Diabetes Brasil, Brasil Spatial Awareness, Países Baixos Rainbow Specialist Medical Centre, Lagos, Nigéria Health Compass Initiative NCD Alliance Nigeria Diabetes Association of Nigeria Talabi Diabetes Centre Nigeria Endocrine society (EDES), Emirados Árabes Unidos Con Diabetes Si Se Puede, México Beta Cell Foundation, Estados Unidos IPD Instituto da Pessoa com Diabetes, Brasil Health Proactivists Initiative, Nigéria Health Proactivists Initiative, Nigéria European Diabetes Forum Sociedad Argentina de Diabetes Romanian Association for Podiatry Society for Diabetic Neuropathy, Romênia Union of Diabetes Associations of North Macedoni a Fundación Aprendiendo a Vivir con Diabetes Ecuador Beyond Type 1 FENAD Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes Brasil Parliamentarians for Diabetes Global Network, Reino Unido. Dialeb, Líbano Jordanian society for the care of diabetes, Jordânia D-FOOT International SACA-LATAM Region Diabetes Society of Maldives - Maldivas Pessoas Mark Barone - Brasil James Elliott - Canadá Lucia Feito Allonca - Espanha/Argentina Kaye Peterson - Estados Unidos Benjamin Olorunfem - Nigéria Deeksha Dev - Índia Jamie Kurtzig - Estados Unidos Aime Manzi - Ruanda Iqra Javaid ch - Paquistão Janice Barnes - África do Sul Amin Zayani - Alemanha Belinda Delys - Bélgica Vanshika Aggarwal - Índia Melisa Bhebe - África do Sul Rosemary Richings - Canadá Gabriel Mwangi - Quênia Justa Kajuju Mwenda - Quênia Salih Hendricks - África do Sul Saba Tanveer - Paquistão Michely Arruda Bernardelli - Brasil Glenda Cardoso - Brasil Heather Koga - Zimbábue Jyotsana Rangeen - Índia Sheila Regina de Vasconcellos - Brasil Dr Patrick Ngassa Piotie - África do Sul Dawn Adams - Reino Unido Alex Haggett - Reino Unido Luis Fernando Villaça Meyer - Brasil Joanne West - Canadá Osarenkhoe.E.Chima-Nwogwugwu - Nigéria Linda Smith-Brecheisen - Estados Unidos Dr.Yahya Ur Rehman - Paquistão Zohaib Saeed - Paquistão Anita Sabidi - Indonésia Erum Ghafoor - Paquistão Débora Aligieri - Brasil Dr Yahya Ur Rehman - Paquistão Matheus Chaluppe - Brasil Balduino Tschiedel - Brasil Liliana Tieri - Argentina Estefanía Malassisi - Argentina Pilar Arrossagaray - Argentina Chris Toavs - Estados Unidos Neila Campos - Brasil Marta Axthelm - Brasil Nkiruka Okoro - Nigéria Tinotenda Dzikiti - Zimbábue Kate Pidwerbecki - Estados Unidos Adrian Sanders - Reino Unido Lib Gatti - Estados Unidos Kristine Yakhama - Quênia Mridula Kapil Bhargava - Índia Stéphane Besançon - França/Mali Lysandro Pinto Borges - Brasil Abdirizak Mohamed - Quênia Ana Fernanda Sánchez - Equador Gisela Ayala Téllez - México Rosane da Silva Alves Cunha - Brasil Betsy Rodriguez - Estados Unidos Asra Ahmed - Arábia Saudita Shane O’Donnell - Irlanda Harsh Kohli - Índia Riddhi Modi - Índia Prashanth Mani - Índia Lakshminarayana Varimadugu - Índia Rohan Arora - Índia Staci Golar - Estados Unidos Voltaire Bokota Bangala - República Democrática do Congo Jessica vonGoeler - Estados Unidos Caroline Pudmensky - Alemanha Hanne Ballhausen - Alemanha Valeria Villarroel - Chile Douglas Villarroel - Bolívia Lukas Schuster, Áustria Sophie Anne Blakeman - Reino Unido José Vanilton de Almeida - Brasil Mariana Gómez - México Laura Burlando - Suíça Sabrina Montenegro Cruz - Brasil Douglas Silva - Brasil Nádia Esteves dos Santos - Brasil Síofra Kelleher - Irlanda Vinícius Batista Campos - Brasil Mark Breen - Irlanda Lucía Mantilla - Equador Ana Paula Porto - Brasil Stephanie Harris - Reino Unido Claudia Roberta de Castro Moreno - Brasil Theresa Hastings - Estados Unidos Bruno Miranda - Canadá Fredrik Debong - Áustria Denise Panico - Brasil Sergio Panico - Brasil Giovanna Panico - Brasil Adão Esteves - Brasil Daniele Pereira - Brasil Lucy Joyce - Brasil Douglas Cartolari - Brasil Bruno Cartolari - Brasil Maria Aparecida Cartolari - Brasil Marlene Dos Santos Panico - Brasil Antonio Alberto Panico - Brasil Beatriz Panico - Brasil Henrique Panico - Brasil João Felipe Panico - Brasil Daniel Frederico Panico - Brasil Antonio Alberto Panico Jr - Brasil David Tadeu Panico - Brasil Elton Junio Sady Prates - Brasil Vanessa Araujo Montanari - Brasil Priscila Juceli Romanoski - Brasil Richard Spencer - Reino Unido Ruth Vèlez Braunschweiger - México Renata Cuèllar Vèlez - México Candy Gan - Singapura Monica Sueli Vilela da Mota Silveira - Brasil Ronaldo José Pineda Wieselberg - Brasil Hermelinda C. Pedrosa - Brasil Leonardo Scandolara Junior - Brasil Pedro Augusto dos Anjos Cabral - Brasil Thapi Semenya - África do Sul Catherine Mansen - Peru Leon Tribe - Austrália Abdul Basit - Paquistão Anum Anwar - Paquistão Sana Ajmal - Paquistão Bridget McNulty - África do Sul Aisha Sheikh - Paquistão Nadine Schenk - Suíça Nupur Lalvani - Índia Snehal Nandagawli - Índia Mary Murphy - Irlanda do Norte Lurina Fourie - África do Sul Steyn Fourie - África do Sul Nabakka Hamidah - Uganda Renza Scibilia - Austrália João Valente Nabais, Portugal Sane Mazibuko - África do Sul Ann Venter - África do Sul Martin zehn - Suíça Martin Scivier - Inglaterra Melany Voigt - África do Sul Tamu Mbuya - África do Sul Nathalie Piat - França Katarina Braune - Alemanha Britta Offermanns - Alemanha Meaghan Read - Austrália Wolfgang Offermanns - Alemanha Dan Farrow - Reino Unido Christoph Strobel - Alemanha Domingos Malerbi - Brasil Shiara Pillay - África do Sul Edith Mukantwari - Uganda Jean Langford - Irlanda Brit Hancock - Canadá André Vianna - Brasil Franz Weber - Alemanha Michele Abi Saad - Líbano Moema Bueno El Khouri - Brasil Helga Nefdt - África do Sul Luis Eduardo Calliari - Brasil Johanah Co - Filipinas Dr Noor Al Busaidi - Omã Pablo Arias - Argentina Jennifer Ruthe - Bélgica/Reino Unido Maria Tereza dos Santos Silva - Brasil Sarah Cendofanti Sezerino - Brasil Judith Laufer - Argentina Silvia Lapertosa - Argentina Astrid Libman - Argentina Rodrigo Zanutti Gomes - Brasil Monica Sueli Vilela da Mota Silveira - Brasil Prof Dr Fadlo Fraige Filho - Brasil Nina Tousch - França/Brasil Fabiana Couto, Movimento Divabética - Brasil Lyvia Melo - Brasil Renata de Carvalho Camara - Brasil Kyle Jacques Rose - França/Estados Unidos Dr Fatheya Alawadi - Emirados Árabes Unidos Naumika Khanna - Índia Laurent Ingels - Bélgica Felicia Anumah - Nigéria Regaip Cetin - Alemanha Johannes Schmidt - Alemanha Petra Fürst - Alemanha Jürgen Rack - Alemanha Iryna Vlasenko - Ucrânia Nathália Noschese - Brasil Gina Sanchez - Países Baixos Lenita Zajdenverg - Brasil Muhammad Yusuf Ali - Nigéria John Etietop Ebong - Nigéria Rebecca Barlow-Noone - Bélgica/Reino Unido Olubiyi Adesina - Nigéria Sana Ajmal - Paquistão Rory Noone - Irlanda Pedro Ripoli - Brasil Mauro Scharf - Brasil Mohammed Seyam - Palestina Phil Riley - Bélgica Marietta Imadojiemu - Nigéria Emma Doble - Reino Unido Lisa La Nasa - Estados Unidos Mariela Sosa - Paraguai Hannah Hernandez - Estados Unidos Adrian Gut - Suíça Jackie Kassouf Maalouf - Líbano Bruno Helman - Brasil/Espanha Amy Sherman - Estados Unidos Annemarie Bevers - Países Baixos Shannon McCarthy - Estados Unidos Florencia Grabois - Argentina Angela Claudia Paixão Soares de Magalhães - Brasil Monica A L Gabbay, Brazil Ana Cristina Ravazzani de Almeida Faria - Brasil Marcelo Maia Pinheiro - Brasil Solange Travassos - Brasil Geísa Maria Campos de Macedo - Brasil Luciana Roesch Schreiner - Brasil Norina Alinta Gavan - Romênia Zoe Heineman Khalap - Estados Unidos Cajsa Lindberg - Suécia Sylvia Brunoldi - Argentina Claudia Cerritos - El Salvador Kristinn Ingi Reynisson - Islândia Phyllisa Deroze - Estados Unidos Aracely Basurto Calderon - Equador Joaquim Custodio Jr. - Brasil Pedro Ottoni Salomão - Brasil Shaina Kasper - Estados Unidos Jeffrey V Lazarus - Estados Unidos Boon How Chew - Malásia Alan Kissick, - Estados Unidos /Bélgica Erum Ghafoor - Paquistão Fadlo Fraige Filho Prof. MD PhD - Brasil Ahmad Abu Al-Halaweh, Diabetes Palestina Bernard West - Canadá Asim Rasheed - Paquistão Sobia Aziz Siddiqui - Paquistão Mariyam Nafha - Maldivas Noriko Kodani - Japão Fabíola Satler - Brasil Antonio Alberto Panico Jr - Brasil Areeba Arfan - Paquistão Iza Grasselli - Eslovênia Na imprensa: IDF
- Ministério da Saúde abre as inscrições para a 18ª EXPOEPI, com prêmios de até R$ 50 mil - Até 29/9
A Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde abriu as inscrições para a 18ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças ( Expoepi ) 2026 , que será realizada de 13 a 17 de abril de 2026, em Brasília / DF. As inscrições vão até 29 / 09 / 2025 . O evento contará com a Mostra Competitiva , que tem como objetivo reconhecer e divulgar experiências e pesquisas que contribuam para o fortalecimento das ações de vigilância em saúde, prevenção e controle de condições e agravos de interesse da Saúde Pública no Sistema Único de Saúde (SUS) . Imagem: Divulgação A Mostra Competitiva será composta por quatro modalidades: Modalidade I – Relato de Experiência Para serviços de saúde do SUS (pessoa jurídica) que tenham desenvolvido experiências bem-sucedidas entre 01/01/2023 e a data de submissão. Modalidade II – Trabalho de Pós-Graduação Para trabalhadores(as) do SUS (pessoa física) que tenham defendido monografias, dissertações, teses ou trabalhos de residência em saúde coletiva ou áreas afins, no mesmo período. Modalidade III – Relato de Intervenção Social Para movimentos sociais (pessoa jurídica sem fins lucrativos) com atuação formal na área da saúde, que tenham realizado intervenções relevantes no período estipulado. Modalidade IV – Pesquisas Científicas (Mais Ciência para o SUS) Para pesquisadores(as) vinculados a instituições de ensino ou pesquisa sem fins lucrativos, com artigos publicados em revistas indexadas (Medline, Embase, Scopus, Web of Science ou Scielo), com resultados aplicáveis à vigilância em saúde. Inscrições As inscrições estão abertas desde o dia 1º de agosto e vão até 29 de setembro de 2025 . E os prêmios podem chegar a R$ 50 mil ! Não perca a chance de dar visibilidade à sua contribuição e inspirar outros profissionais e serviços em todo o país! Cronograma 1. Publicação do Edital - 21 de julho de 2025 2. Período para a impugnação do Edital - 21 a 25 de julho de 2025 3. Período de inscrições - 01 de agosto a 29 de setembro de 2025 4. Período de avaliação das experiências - 30 de setembro de 2025 a 9 de janeiro de 2026 Primeira Etapa – Triagem dos trabalhos submetidos (30 setembro a 31 de outubro de 2025) Segunda Etapa – Seleção dos trabalhos finalistas (3 de novembro de 2025 a 9 de janeiro de 2026) 5. Divulgação do resultado preliminar aos finalistas - 13 de janeiro de 2026 6. Confirmação de participação dos finalistas na Mostra Competitiva - 14 de janeiro de 2026 a 20 de janeiro de 2026 7. Realização da 18ª EXPOEPI - 13 a 17 de abril de 2026 8. Divulgação do resultado - 17 de abril de 2026 9. Publicação do resultado - Cinco dias úteis a partir da divulgação do resultado 10. Período de recurso contra o resultado da Mostra Competitiva - Cinco dias úteis a partir da data de publicização do resultado 11. Publicização do resultado final após o período de recurso - Dez dias úteis a partir da data final de interposição do recurso Acesse o edital aqui . Inscreva-se aqui . Fonte: Ministério da Saúde
- OMS lança estrutura global de monitoramento das CCNTs com ênfase em 22 indicadores centrais
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de lançar uma nova publicação técnica que propõe um sistema global padronizado para o monitoramento das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) nos serviços de saúde. A ferramenta busca apoiar os países no fortalecimento da atenção primária e no avanço rumo à meta 3.4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) , que prevê a redução em um terço da mortalidade prematura por CCNTs até 2030. Imagem: Freepik O conjunto proposto é composto por 81 indicadores validados , desenvolvidos a partir de revisão sistemática da literatura e ampla consulta a especialistas internacionais. Desses, 22 são considerados indicadores centrais , ou seja, essenciais para o monitoramento da qualidade e cobertura do cuidado, mesmo em sistemas de saúde com recursos limitados. Os demais 59 indicadores são opcionais e oferecem informações complementares importantes para países e regiões com maior capacidade instalada. Os 22 indicadores centrais Os indicadores centrais foram selecionados com base em sua relevância, viabilidade de coleta e capacidade de representar os três eixos do modelo de Donabedian: estrutura, processo e resultado . Eles estão organizados por grupos de condições de saúde prioritárias, incluindo hipertensão, diabetes, condições respiratórias crônicas, cânceres e indicadores transversais . Hipertensão e condições cardiovasculares (4 indicadores centrais) Disponibilidade de medicamentos essenciais para hipertensão Disponibilidade de medicamentos essenciais para condições cardiovasculares Presença de equipamento funcional para medição da pressão arterial Proporção de pessoas com hipertensão com controle adequado da pressão arterial Diabetes mellitus (4 indicadores centrais) Disponibilidade de medicamentos essenciais para diabetes Disponibilidade de testes laboratoriais de glicemia e hemoglobina glicada (HbA1c) Proporção de pessoas com diabetes com controle glicêmico adequado Condições respiratórias crônicas – asma e DPOC (4 indicadores centrais) Disponibilidade de medicamentos essenciais para asma Disponibilidade de medicamentos essenciais para DPOC Proporção de pessoas com asma com controle clínico Proporção de pessoas com DPOC com controle clínico Câncer de mama (2 indicadores centrais) Avaliação clínica de mama para mulheres de 30 a 49 anos com sinais e/ou sintomas Encaminhamento oportuno para diagnóstico entre essas mulheres com achados suspeitos Câncer do colo do útero (4 indicadores centrais) Disponibilidade de teste de HPV Proporção de mulheres de 30 a 49 anos rastreadas com teste de alto desempenho Positividade dos testes entre mulheres rastreadas Encaminhamento oportuno para diagnóstico entre mulheres com achados suspeitos Cânceres infantis e gerais (4 indicadores centrais) Avaliação clínica precoce de crianças com sinais/sintomas de câncer Encaminhamento oportuno dessas crianças para diagnóstico Avaliação clínica precoce de adultos com sinais/sintomas de câncer Encaminhamento oportuno desses adultos para diagnóstico Os 22 indicadores centrais têm como principal objetivo garantir um núcleo mínimo de monitoramento aplicável a todos os contextos , servindo como ponto de partida para a organização e qualificação dos serviços de atenção às CCNTs. Indicadores opcionais: ampliando a compreensão do cuidado Além dos indicadores centrais, a OMS recomenda outros 59 indicadores opcionais, que aprofundam a análise sobre: Complicações evitáveis (como amputações, cegueira e insuficiência renal) Rastreamento e seguimento de casos Tratamentos farmacológicos coadjuvantes Tempos entre diagnóstico e início do tratamento Abandono do cuidado, completude de registros e supervisões Esses dados adicionais são especialmente úteis em contextos com maior capacidade de registro, informatização e uso de prontuários clínicos estruturados. O modelo de monitoramento proposto pela OMS foi desenhado para ser incorporado diretamente na rotina dos serviços de saúde. A coleta pode ser feita por meio de sistemas digitais ou formulários impressos, com potencial de integração a plataformas nacionais como o DHIS-2 ou prontuários eletrônicos. O sistema permite análise contínua de dados, melhorando a capacidade de resposta local e nacional às CCNTs. Além disso, o conjunto de indicadores é modular e atualizável: poderá incorporar futuramente novos grupos de condições, indicadores financeiros e até medidas de desfechos relatadas pelas próprias pessoas que vivem com CCNTs. A publicação está disponível gratuitamente no site da OMS e representa um passo importante para os países que desejam fortalecer seus sistemas de informação em saúde, com foco em qualidade, equidade e efetividade no enfrentamento das CCNTs. Fonte: OMS











