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- GACD abre as inscrições para bolsas de pesquisa em ciência de implementação, com foco em prevenção e gestão de CCNTs
O Global Alliance for Chronic Diseases (GACD) concede bolsas de pesquisa em ciência de implementação com foco na melhoria da equidade em saúde na prevenção e gestão de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) globalmente. Ao financiar pesquisas de nível internacional, o GACD visa contribuir para a base de evidências que ajuda formuladores de políticas e profissionais a tomar decisões informadas sobre o enfrentamento das CCNTs em áreas do mundo onde a necessidade é maior. Caso tenha interesse, assine a lista de e-mails para receber atualizações sobre chamadas de financiamento atuais e futuras. Chamadas abertas A Nona Chamada do GACD: Pesquisa de implementação para o manejo de múltiplas condições de longo prazo no contexto de condições crônicas não transmissíveis permanece aberta através do NIH dos EUA Imagem: GACD 💡 Para se inscrever por meio do processo do NIH, visite as páginas de oportunidades de financiamento do NIH: Prêmios exploratórios em fases : Pesquisa de implementação para gerenciamento de multimorbidade no contexto de condições crônicas não transmissíveis em países de baixa e média renda Subvenções para projetos : Pesquisa de implementação para o gerenciamento de multimorbidade no contexto de condições crônicas não transmissíveis em países de baixa e média renda 💡 O segundo prazo para a Chamada do NIH encerra em 5 de novembro de 2025. 💡 A nona chamada para candidaturas sob a égide da GACD concentra-se em propostas de pesquisa de implementação para abordar o manejo de múltiplas condições de longo prazo, no contexto de CCNTs. As propostas devem ter como objetivo melhorar a disponibilidade de cuidados eficazes, equitativos, eficientes, integrados, centrados na pessoa, seguros e oportunos para pessoas que vivem com múltiplas condições de longo prazo, em países de baixa e média renda ou entre populações desfavorecidas em países de alta renda. Para saber mais sobre a área de atuação e como se inscrever, consulte a página da chamada do MLTC . A décima chamada do GACD: Fortalecimento dos sistemas de saúde será aberta no início de 2025 Imagem: GACD Estão abertas as inscrições para a décima chamada de financiamento focada no fortalecimento dos sistemas de saúde e no enfrentamento das desigualdades em saúde no combate às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). O que você precisa saber: 💡 Público-alvo : Países de baixa e média renda e populações carentes, incluindo populações indígenas em países de alta renda 💡 Os financiadores confirmaram até agora : European Commission, National Institutes of Health e o National Health and Medical Research Council (NHMRC). Financiadores adicionais se juntarão de forma contínua 💡 As inscrições abrem em 4 de fevereiro de 2025, com o prazo final da etapa 1 em 16 de junho de 2025 Para saber mais sobre o escopo e como se inscrever, consulte a página da chamada de sistemas . Fonte: GACD
- 70 Líderes e Autoridades pedem a criação de uma Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS
Abaixo o texto da carta enviada ao Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS. ________________________________________________________________________ Proposta de política pública para práticas corporais, atividades físicas e esportivas com foco na prevenção, promoção de saúde e componente dos cuidados das pessoas com ou em risco de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) A recomendação abaixo - também publicada em nosso site - apresenta as prioridades identificadas pelos especialistas integrantes do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), especialmente pelos membros de seu GT Atividade Física, suas comissões e parceiros, com destaque àqueles que o endossam, sobre a necessidade de uma política específica e, ao mesmo tempo, ampla, dada a importância das práticas corporais, atividades físicas e esportivas como forma de promoção da saúde, prevenção e cuidados de pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), podendo proporcionar economia nos gastos de recursos públicos em saúde. Vale destacar também a proposta de ações para ampliar a promoção das práticas corporais, atividades físicas e esportivas no cotidiano da população brasileira. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reafirmou a saúde como um direito social, inerente à condição de cidadania, que deve ser assegurado sem distinção de raça/cor, religião, ideologia política ou condição socioeconômica. Saúde é assim apresentada como um valor coletivo, um bem de todos (WHO, 2025). No contexto brasileiro, a Constituição de 1988 considera a saúde um direito de todos e dever do Estado. Para garantir esse direito, o Sistema Único de Saúde (SUS) se baseia em três pilares: universalidade, igualdade de acesso e integralidade do cuidado. Anualmente, milhões de brasileiros são acometidos por CCNTs, incluindo as condições cardiovasculares, diabetes, diferentes tipos de câncer, obesidade, adoecimento psíquico e musculoesquelético, este último com especial destaque para a dor nas costas e dor crônica (Brasil, 202X; Abeso, 2022; INCA, 2022a; Lopes et al., 2022; WOF, 2023; Oliveira et al., 2024; NCD-RisC; 2024, Malta et al., 2019). As práticas corporais, atividades físicas e esportivas — como jogos, danças, ginástica, ciclismo, brincadeiras e lutas — podem promover uma melhor percepção da qualidade de vida, além de contribuírem para a prevenção e o tratamento de CCNTs, ajudando a reduzir sua incidência, complicações e mortalidade. Além dos benefícios diretos à saúde, essas práticas também geram impactos positivos em outras dimensões, incluindo os aspectos sociais, emocionais, ambientais e econômicos (WHO, 2018; 2020; Brasil, 2021). Por exemplo, a promoção das práticas corporais, atividades físicas e esportivas podem impactar, de forma relevante, a saúde mental com redução de sintomas de ansiedade e depressão, melhor a qualidade do sono e favorecer a resiliência psicológica, atuando como fator protetor contra transtornos mentais comuns (WHO, 2018; Schuch et al., 2019; APA, 2022). Além disso, estratégias que integram o movimento ao cotidiano da população reduzem o risco de isolamento social, aumentam a sensação de bem-estar e promovem a inclusão social, com impacto positivo na percepção da qualidade de vida e na produtividade (NIMH, 2023; GBD, 2024). Nas pessoas com mais de 60 anos, tais práticas são uma estratégia essencial para reduzir a vulnerabilidade associada ao envelhecimento e melhorar a percepção da qualidade de vida. Fatores como condições de saúde preexistentes, barreiras ambientais, falta de suporte social e desmotivação dificultam a adesão dessas pessoas às práticas corporais, atividades físicas e esportivas. Assim, políticas, programas e ações relacionados a essas práticas são uma ferramenta eficaz na promoção da saúde e prevenção de condições de saúde entre pessoas desse grupo populacional (Meredith et al., 2023). Outro ponto relevante são as condições crônicas músculo-esqueléticas e condições associadas, que também podem ser diretamente impactadas pelas práticas corporais, atividades físicas e esportivas, com diminuição da perda de produtividade, melhora do status psicoemocional, redução da dor, de internações, do consumo de medicação e de requisição de exames (WHO, 2023). Cabe destacar, ainda, o importante papel do urbanismo e da mobilidade ativa na promoção dessas práticas e, portanto, da Saúde Pública. O acesso a espaços verdes urbanos está relacionado ao bem-estar mental e coesão social, sendo crucial a distribuição equitativa desses espaços nas cidades, para a Saúde Pública (WHO, 2016). Assim, a promoção das práticas corporais, atividades físicas e esportivas ganha destaque no contexto dos custos em saúde. Estima-se que a redução em apenas 10% da prevalência de inatividade física no lazer poderia gerar uma economia de R$ 20,3 milhões em recursos federais na atenção oncológica do SUS (INCA, 2022b; Silva et al., 2023). Esse montante seria certamente muito maior se fossem consideradas outras CCNTs e se a redução da inatividade fosse mais expressiva (Prodel et al., 2023). Ressalta-se que, além do impacto econômico, tais condições crônicas também promovem um importante impacto social, já que afetam, não somente a pessoa acometida, mas também os familiares, amigos e comunidade. No Brasil, as práticas corporais, atividades físicas e esportivas são reconhecidas como direito social e dever do Estado (Brasil, 1988; Brasil, 2023a), sendo consideradas como ações prioritárias na Política Nacional de Promoção da Saúde - PNPS (Brasil, 2014). É importante ressaltar sua importância como determinante da saúde (Brasil, 2013), além de promover a percepção da qualidade de vida, a inclusão social e a redução de desigualdades sociais (Brasil, 2023a). Contudo, apesar deste relevante arcabouço normativo e científico, ainda é expressiva a prevalência de inatividade física na população, variando entre 40% e 50% (Brasil, 2015; 2020; 2024). Assim sendo, é preciso avançar no sentido de garantir oportunidades e recursos para a promoção das práticas corporais, atividades físicas e esportivas, que beneficiem toda a população brasileira. No contexto atual percebe-se que esse cenário precisa ser enfrentado de maneira mais ampla e urgente, o que inclui a garantia do acesso às referidas práticas, pois, conforme exposto, a alta prevalência de inatividade física significa que um direito social e de saúde da população brasileira não está sendo assegurado, acarretando consequências para a saúde individual e coletiva, além de significativo impacto econômico e social. Atualmente há diferentes iniciativas de promoção das práticas corporais, atividades físicas e esportivas. No âmbito do SUS, destacam-se o Programa Academia da Saúde (Brasil, 2017), o Incentivo Federal de custeio para ações de atividade física na Atenção Primária à Saúde (IAF) (Brasil, 2022), a existência das equipes multiprofissionais (e-Multi) (Brasil, 2023b) e o Programa Saúde na Escola (PSE) (Brasil, 2007). Em conjunto, essas iniciativas se propõem a ofertar tais práticas em estabelecimentos de saúde ou outros do território, de acordo com as necessidades das pessoas e coletividades atendidas. Análises sobre o Programa Academia da Saúde e o IAF evidenciam haver importantes desafios para que eles possam efetivar seus objetivos (Carvalho et al., 2025a; b); assim como, após 17 anos de ciclos de adesão do PSE, pela primeira vez essas práticas deixaram de ser consideradas como prioritárias (Brasil, 2024), o que potencialmente irá impactar na redução dessas importantes ações. No âmbito do Esporte e Lazer, a Lei Geral do Esporte (Brasil, 2023c) reforça o direito de todas as pessoas à prática esportiva para toda a vida sob a ótica da equidade, destacando as oportunidades para mulheres, pessoas com deficiência, pessoas de diferentes raça/cor, etnias e em vulnerabilidade social. Ainda, o Programa Esporte e Lazer da Cidade - PELC (Brasil, 2023d), de caráter intergeracional, e o Programa Vida Saudável (Brasil, 2023e), voltado às pessoas com mais de 60 anos, visam oportunizar, além das práticas já citadas, atividades culturais e de lazer, estimulando a convivência social, a formação de gestores e lideranças comunitárias, a pesquisa e a socialização do conhecimento, contribuindo para que o esporte e o lazer sejam tratados como políticas públicas e direitos de todos. Ainda no Esporte e Lazer, o decreto da Rede de Esportes aponta para o desenvolvimento de um mecanismo de governança intersetorial e intergovernamental para o fomento das práticas corporais, atividades físicas e esportivas no país, no âmbito do Sistema Nacional do Esporte (Brasil, 2023a). A integração dessas práticas às ações nas áreas da Saúde, Educação, a Assistência Social, Cultura e Segurança Pública, tem potencial de gerar benefícios significativos para a população brasileira. Portanto, a sinergia de programas e ações apontadas nos documentos citados acima requer esforços para ser efetivada. Por exemplo, as práticas corporais, atividades físicas e esportivas, no lazer, baseadas em preferências e oportunidades, como os jogos, são uma das possibilidades de atividades na Atenção Primária à Saúde (Andrella et al., 2024). Para que essas medidas sejam efetivas, é fundamental garantir investimentos públicos e diretrizes concretas que promovam a criação e manutenção de espaços seguros e acessíveis para as referidas práticas, incentivo a ações nas escolas e campanhas informacionais acerca da importância do movimento no dia a dia. Considerando que as comunidades em situação de vulnerabilidade social, como as mulheres, pessoas negras, com mais de 60 anos, e pessoas com menor renda e escolaridade, têm menos acesso às práticas corporais, atividades físicas e esportivas (Brasil, 2015; 2020; 2024), são necessárias estratégias e políticas públicas que tenham como objetivo superar essas desigualdades e promover a equidade de acesso aos grupos sociais que sabidamente são menos ativos fisicamente (Brasil, 2020). A proposta do FórumCCNTS: criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS - PNPCAF Sendo assim, considerando: 1) todo o conhecimento sobre as práticas corporais, atividades físicas e esportivas, para a promoção da saúde e como componentes essenciais para a prevenção e tratamento das CCNTs; 2) a normatização por leis e políticas que garantem este direito constitucional; e ao mesmo tempo 3) a alta prevalência de inatividade física na população de todas as faixas etárias no Brasil, urge agregar distintas lideranças e estratégias, a fim de potencializar a promoção de diversas formas de práticas corporais, atividades físicas e esportivas, de forma a ampliar o acesso das pessoas a oportunidades seguras e agradáveis, tornando factível que se engajem em atividades sistematizadas e em opções mais fisicamente ativas no cotidiano. Para isso, estamos reivindicando criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS - PNPCAF (CNS, 2024; CBCE, 2024). O diferencial da PNPCAF é o estabelecimento, por meio de pactuação tripartite, com participação social de diferentes atores relacionados ao tema, de conceitos, objetivos, princípios, diretrizes, montantes e fontes de recursos financeiros, responsabilidades dos entes federativos, metas, processos de monitoramento e avaliação, estratégias de comunicação, de participação social e advocacy , com vistas a fortalecer as iniciativas existentes no SUS e em outros espaços que possam promover a prática. Desta forma, haverá mais acesso e maior participação, proporcionando proteção à saúde da população. Em síntese, destaca-se que a PNPCAF oportunizará: - Princípios e diretrizes, a partir de pactuação tripartite, com participação social; - Financiamento adequado; - Integração intersetorial; - Incorporação de diretrizes nos PCDTs e Linhas de Cuidado das CCNTs; - Acesso prioritário a grupos vulneráveis, efetivando a equidade. Destarte, a criação de uma Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS - PNPCAF posiciona as práticas corporais, atividades físicas e esportivas como prioridade na promoção da saúde e inclusão social para pessoas com CCNTs. Nesse sentido, o FórumCCNTs, especialmente seu GT Atividade Física e parceiros que assinam abaixo, vêm a Vossa Excelência propor a aprovação, com efetiva regulamentação e implementação da PNPCAF no SUS, liderando, a partir do Ministério da Saúde a articulação do diálogo com outros Ministérios essenciais para que a lei possa atingir a plenitude de seus objetivos. Entre os demais Ministérios e Setores destacamos: Esporte, Educação, Cidades, além de lideranças das áreas de pesquisa, clínica, e sociedade civil. Com isso, vislumbramos também o amplo referenciamento da PNPCAF, para as práticas corporais, atividades físicas e esportivas, em recomendações concretas e factíveis, PCDTs e Linhas de Cuidados das diferentes CCNTs. Enfatizamos que tal proposta já tem sido apresentada em diferentes oportunidades e conta com amplo apoio popular e de especialistas . Colocamo-nos à disposição de V. Exa. para dialogar e contribuir na aprovação da PNPCAF e para a construção de estratégias eficazes para o fortalecimento dessa agenda tão essencial para a saúde da população brasileira. 26/03/2025 Atenciosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) www.ForumDCNTs.org Fábio Carvalho, MD, PhD Professor de Educação Física, com pós-graduação em Saúde Pública, membro do GT Atividade Física do FórumCCNTs Tecnologista em CT do Ministério da Saúde, no Instituto Nacional de Câncer (INCA) – RJ https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/atividade-fisica Átila Alexandre Trapé, MD, PhD Professor Associado da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP-USP) Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física e Saúde Coletiva (GEPEFSC) Facilitador do GT Atividade Física do FórumCCNTs www.eeferp.usp.br Ana Elenara Pintos, MD, PhD Coordenadora Geral de Políticas de Esporte Amador, Lazer e Inclusão Social Ministério do Esporte www.gov.br/esporte/pt-br Adriana Mazzuco, PT, PhD Professora supervisora Clínica da Saúde, área Saúde Coletiva e Geriatria, Universidade Paulista Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG www.linkedin.com/in/ana-carolina-micheletti-gomide-nogueira-de-sá-phd-postdoc-551636180 www.enf.ufmg.br Ana Paula Fontana, PT, PhD Professora Associada da Faculdade de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Coordenadora do Laboratório de Recuperação Funcional após Acidente Vascular Cerebral (Lab.AVC.UFRJ) www.fisioterapia.ufrj.br Balduino Tschiedel, MD, MS c Presidente Instituto da Criança com Diabetes (ICD) www.icdrs.org.br Bárbara Quintela Zanette Reis Fisioterapeuta, Especialista em Geriatria e Gerontologia (UFMG). Referência Técnica Estadual de Promoção à Atividade Física e Programa Academia da Saúde (SES-MG). Bruno de Freitas Camilo, MD, PhD Professor do Departamento de Corpo e Movimento Humano (UEMG/Passos) bruno.camilo@uemg.br www.uemg.br Bruna Paola Murino Rafacho, MD, PhD Nutricionista Professora Adjunta da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN/UFMS) Coordenadora do Observatório de Condições Crônicas (OCCA/UFMS) www.occa.ufms.br Cátia Martins Oliveira, MD, PhD Pesquisadora/Tecnologista do Centro de Desenvolvimento de Tecnologias em Saúde(CDTS) /Fiocruz www.ensp.fiocruz.br Camila Medeiros da Silva Mazzeti, MD, PhD Professora Adjunta da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN/UFMS) Coordenadora do Observatório de Condições Crônicas (OCCA/UFMS) Presidente do Conselho de Segurança de Alimentar e Nutrição de Campo Grande - MS www.occa.ufms.br Carlos Tucci, MD, MSc Médico Ortopedista, cirurgião de coluna Pesquisador do Centro de Estudos e Promoção de Políticas em Saúde (CEPPS) do Hospital Israelita Albert Einstein Daniel Umpierre Professor do Departamento de Saúde Coletiva Universidade Federal do Rio Grande do Sul Hospital de Clínicas do Rio Grande do Sul Danilo Rodrigues Pereira da Silva Professor Adjunto da Universidade Federal de Sergipe Departamento de Educação Física Débora Rios Garcia, MD Professora na Universidade do Vale do Sinos - Unisinos Vereadora de Porto Alegre Ex- Conselheira Federal de Educação Física Ex- Secretária de Esportes de Porto Alegre Denise Reis Franco, MD, MSc Médica endocrinologista e do esporte Pesquisadora CPCLIN/Dasa Co-fundadora G7med Diretora ADJ Diabetes Brasil Membro do Departamento de DM1 da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Doralice Batista das Neves Ramos, MSc, PhD Analista de saúde Painel Brasileiro da Obesidade Co-facilitadora do GT Obesidade https://painelobesidade.com.br/ Edina Maria de Camargo, PhD CREF 8347-G/PR Doutora em Educação Física Professora da Universidade Estadual do Centro Oeste - Campus Irati Membro da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde Eduardo Augusto Fernandes Nilson, DSc Pesquisador e Professor Fiocruz Brasília Eduardo Caldas Costa, PhD Professor do Departamento de Educação Física Universidade Federal do Rio Grande do Norte Coordenador do GT “Atividade Física e Populações Clínicas”, SBAFS Eduardo Lusa Cadore, PhD Professor do Departamento de Educação Física, Fisioterapia e Dança Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano Universidade Federal do Rio Grande do Sul Elidiel Henrique Nogueira Antunes Profissional de Educação Física, Especialista em Saúde da Família FMB/UNESP - Botucatu-SP Docente do curso de educação física na Faculdades Integradas Regional de Avaré (FREA/FIRA) Emerson Cestari Marino, MD Médico Endocrinologista e Metabologista Centro de Diabetes Curitiba Fábio Lopes, Esp. Professor de Educação Física, Especialista em Medicina Esportiva e da Atividade Física Fundador do Centro Multidisciplinar em Saúde no Esporte (CEMUSE) e Coordenador de Projetos de Treinamento Funcional em 16 Comunidades Rurais e Atuante nas áreas de Saúde, Esporte, Educação e Inclusão Social Co-facilitador GT Atividade Física Fadlo Fraige Filho, MD, PhD Presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) Região das Américas do Sul e Central da Federação Internacional de Diabetes (IDF-SACA) www.anad.org.br www.fenad.org.br https://idfsaca.com/ Fernanda Rodrigues Junqueira Fisioterapeuta, servidora pública Mestranda em Atenção Primária à Saúde-UFRJ. Especialista em traumato- ortopedia e gestão de pessoas. Docente no curso de graduação em fisioterapia da Universidade Estácio e Pós graduação do IRCT. Fernando Valente, MD Professor de Endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC Membro da Diretoria e do Comitê das Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Editor dos Podcasts da SBD Francisco Lemos Pereira Professor de Educação Física Mestre em Ciências do Desporto Docente aposentado - Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Gabriel Soares Damaceno Acadêmico de enfermagem da Escola de Enfermagem da UFMG Bolsista de iniciação científica PRPq/UFMG/CNPq Gabriel Peinado Costa, MSc Profissional de Educação Física Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo (EEFERP - USP) Gabrielle de Andrade Quaglioni Discente de graduação em Nutrição da Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO - RJ) Membro do GT Obesidade do FórumCCNTs Gustavo Aires de Arruda, PhD Docente na Escola Superior de Educação Física (ESEF) da Universidade de Pernambuco (UPE). Líder do Grupo de Pesquisa em Estilos de Vida e Saúde (GPES) da UPE. Gustavo de Araújo Barros Coordenador do grupo de trabalho de incidência política da Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo) www.ameciclo.org Ícaro do Carmo Carvalho, MSc Profissional de Educação Física Diretor-Tesoureiro da Associação dos Profissionais de Educação Física de Pernambuco (APEF-PE) Iseli Yoshimoto Reis Co fundadora e CEO Fleximedical Soluções em Saúde Ltda www.fleximedical.com.br Jean Lucas Rosa, MSc. Profissional de Educação Física Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP) José Vanilton de Almeida Coordenador do Comitê de CCNTs Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Júlia Cunha Santos Oliveira Profissional de Educação Física - Especialista em Saúde do Adulto - Profissional na Atenção Primária à Saúde de Ribeirão Preto (SP) Mestranda na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP) Leandro F. M. Rezende Epidemiologista Professor do Departamento de Medicina Preventiva, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (EPM/UNIFESP) Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da EPM/UNIFESP Leidiane Mendes Brito Cacciola, PhD Pesquisadora - Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas Analista de Gestão de projetos - INCA (Bolsista de Desenvolvimento Institucional) Doutora em Saúde Pública - ENSP/FIOCRUZ Leonardo Araújo Vieira Profissional de Educação Física e Fisioterapeuta Serviço de Orientação ao Exercício (SOE). Prefeitura Municipal de Vitória/ES. Leonardo Gomes de Oliveira Luz Professor Associado do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) - campus de Arapiraca Coordenador do Laboratório de Cineantropometria, Atividade Física e Promoção da Saúde (LACAPS) Luis Carlos de Oliveira, MS Professor de Educação Física Diretor do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul - CELAFISCS Assessor técnico-científico do Programa Agita São Paulo Luiz Roberto Carvalho Co-fundador, Vertentes Ecossistema de Saúde Mental Facilitador do GT de Saúde Mental e Neurológica Luís Fernando Villaça Meyer Diretor de Operações Instituto Cordial www.institutocordial.com.br Marco Antonio Vivolo, MD Médico Endocrinologista Coordenador Geral do Acampamento para Jovens com DM1 da ADJ-UNIFESP Diretor Presidente NR Acampamentos Marcio Galvão Guimarães de Oliveira, PhD Professor Associado Instituto Multidisciplinar em Saúde, Universidade Federal da Bahia Maria Odete Pereira, PhD Professora Associada da Escola de Enfermagem da UFMG Diretora de Educação e Coordenadora do Departamento de Saúde Mental da ABEn-MG Co-faciltadora do GT Saúde Mental e Neurológica do FórumCCNTs Mário Guimarães Pessoa, MD, PhD Assistente-Doutor do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - HCFMUSP Grupo de Doença Esteatótica do Fígado associada a disfunção metabólica - MASLD Matheus Chaluppe de Oliveira Acadêmico de Medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Membro do GT Doenças Cardiovasculares do FórumCCNTs Matheus Lopes Cortes, PhD Professor Adjunto Instituto Multidisciplinar em Saúde, Universidade Federal da Bahia Mathias Roberto Loch, PhD Licenciado e Mestre em Educação Física (UFSC) Doutor em Saúde Coletiva (UEL) Professor do Departamento de Educação Física e do Programa de Pós Graduação em Saúde Coletiva (UEL) Michely Arruda Bernardelli Enfermeira Presidente da Associação Doce Vida Facilitadora GT Diabetes do ForumCCNTs Mônica de Assis, PhD Sanitarista, doutora em Saúde Pública Tecnologista da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA/Ministério da Saúde Professora do Curso de Especialização em Geriatria e Gerontologia da UnATI/UERJ Mônica Andreis ACT Promoção da Saúde Diretora Geral www.actbr.org.br Patrícia de Luca, MSc Diretora Executiva Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) www.ahfcolesterol.org Patrícia Nelly Alves Meira Menezes Professora de Educação Física Programa Academia da Cidade/Recife(PE) Professora substituta na Escola Superior de Educação Física- Universidade de Pernambuco Pedro Saddi Rosa, MD, PhD Endocrinologista e patologista clínico Doutor em ciências pela Universidade Federal de São Paulo Diretor científico da SBD-SP Presidente da regional SP-capital da SBPCML Diretor da ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br Priscila Juceli Romanoski, Dra. Enfermeira Pesquisadora no Laboratório de Pesquisa em Enfermagem e Promoção da Saúde, Universidade Federal de Santa Catarina Raissa Mourão Marques da Silva Acadêmica de Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Voluntária de Iniciação Científica Ricardo Brandão de Oliveira, PhD Professor associado da UERJ Coordenador do Laboratório de Vida Ativa Coordenador do Programa Agenda 2030 na UERJ Pró Cientista da UERJ Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ Rômulo de Souza Ribeiro Profissional de Educação Física - CREF001707-G/ES Especialista em Acupuntura Membro da Academia Brasileira de Acupuntura - ABA/ES 10.089 Conselheiro do CREF22/ES Presidente do Conselho Municipal de Saúde do município de Iconha/ES Docente do curso Aperfeiçoamento em Interprofissionalidade na Atenção Primária à Saúde - ICEPI (Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde) www.romulodesouza.com.br Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD, MPH Médico Endocrinologista Mestre em Saúde Pública pelo Imperial College London Membro do Comitê Consultivo do FórumCCNTs Presidente da ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br - @adjdiabetesbrasil Rosane da Silva Alves Cunha, MSc Fisioterapeuta. PMVR. Mestre em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense. UERJ. Especialização em Gestão de Políticas Informadas por Evidências. HSL/PROADISUS/MS/CONASEMS/ Co-Facilitadora do GT de Infarto e AVC do FórumCCNTs Thainá Alves Malhão, PhD Nutricionista, doutora em Saúde Coletiva Tecnologista da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA/Ministério da Saúde Professora do Curso de Especialização em Geriatria e Gerontologia da UnATI/UERJ Thaliane Mayara Pessôa dos Prazeres Coordenadora do curso de Educação Física da Faculdade Alpha-Recife/PE Professora substituta do Instituto Federal de Pernambuco Veridiana Mota Moreira Lima, PhD Professora de Educação Física. Doutorado em Educação Física. Professora substituta na ESEFFEGO, Goiânia - GO (a partir de abril de 2025) Victor Felipe de Assis Especialista em Saúde da Família (Residência Multiprofissional - UFSC) Equipes Multiprofissionais de Atenção Primária à Saúde. Prefeitura Municipal de Betim/MG. Vilma Maria Pereira Ramos Nutricionista Sanitarista, coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, GT estadual da implementação da LCSO. Referências Alghannam AF, Malkin JD, Al-Hazzaa HM, AlAhmed R, Evenson KR, Rakic S, Alsukait R, Herbst CH, Alqahtani SA, Finkelstein EA. Public policies to increase physical activity and reduce sedentary behavior: a narrative synthesis of "reviews of reviews". Glob Health Action. 2023 Dec 31;16(1):2194715. doi: 10.1080/16549716.2023.2194715. PMID: 37021717; PMCID: PMC10081086. American Psychological Association (APA). Exercise and mental health: How moving benefits the mind. Washington, DC: APA; 2022. Andrella JL et al. Sport as a possibility to encourage bodily practices and physical activities in primary health care. In.: Graeff B. Org. Routledge Handbook of the Global South in Sport for Development and Peace. 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- Poluição do ar e Saúde mental devem ser priorizadas na Reunião de Alto Nível da ONU
A Reunião de Alto Nível da ONU sobre Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) e Saúde Mental , marcada para 25 de setembro de 2025 , em Nova York, representa uma oportunidade histórica para reposicionar essas agendas no centro das prioridades globais de saúde e desenvolvimento sustentável . Pela primeira vez, a saúde mental ocupará um espaço central no encontro, ao lado de fatores críticos como a poluição do ar – principal risco ambiental relacionado ao desenvolvimento e agravamento das CCNTs. Imagem: Freepik Duas publicações recentes — uma da United for Global Mental Health e outra da NCD Alliance — reforçam a importância de compromissos políticos urgentes para frear o impacto dessas condições na vida de milhões de pessoas, especialmente em países de baixa e média renda. O novo guia de advocacy da NCD Alliance destaca a poluição do ar como um dos principais determinantes ambientais para condições crônicas e transtornos mentais . O material tem como objetivo apoiar organizações da sociedade civil em seus esforços de mobilização e incidência política, especialmente em preparação para a reunião da ONU. Os dados são alarmantes: a poluição do ar causa cerca de 8,1 milhões de mortes por ano — quase 90% delas atribuídas a CCNTs como condições cardíacas, AVC, DPOC, câncer de pulmão e diabetes tipo 2 . Só no caso da DPOC, quase metade das mortes está diretamente relacionada à poluição . Esses números desafiam diretamente o cumprimento das metas 3.4 e 3.9 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) , voltadas à redução da mortalidade por CCNTs e à melhoria da qualidade ambiental. Já o documento lançado pela United for Global Mental Health , endossado por organizações como Save the Children , World Federation for Mental Health , PATH e MHPSS Collaborative , traz recomendações para garantir serviços de saúde mental integrados, equitativos e baseados em direitos humanos. O texto chama atenção para o impacto desproporcional das condições mentais entre crianças e adolescentes: 1 em cada 7 jovens vive com alguma condição de saúde mental , e o suicídio é hoje a principal causa de morte entre meninos de 10 a 19 anos. Apesar disso, apenas 6% das crianças com essas condições recebem tratamento em países de baixa e média renda , e poucos governos contam com políticas nacionais específicas para saúde mental infantil e juvenil. Além da baixa cobertura, a negligência em ações de prevenção e promoção do bem-estar contribui para limitar o desenvolvimento e o potencial econômico e social de toda uma geração. Ambas as publicações reforçam a necessidade de ações coordenadas, financiamento sustentável e escuta ativa da sociedade civil — incluindo os próprios jovens — na formulação de políticas públicas . Tanto a crise ambiental quanto os desafios em saúde mental exigem respostas urgentes, integradas e centradas em equidade. Acesse os materiais completos: • Poluição do ar e CCNTs – NCD Alliance • Saúde mental e juventude – United for Global Mental Health
- Avanço na Luta Contra o Câncer: Projeto de Acompanhamento no SUS é Aprovado na Câmara
A Câmara dos Deputados deu um passo histórico na luta contra o câncer no Brasil ao aprovar, por unanimidade, o Projeto de Lei 4272/21 , que cria o Sistema Nacional de Acompanhamento da Pessoa com Suspeita ou Diagnóstico de Câncer . A iniciativa visa garantir um monitoramento contínuo das pessoas com condições de saúde durante todas as fases do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) , promovendo mais eficiência e ampliando as chances de cura. Imagem: Freepik A proposta também prevê a busca ativa de pessoas com suspeita ou diagnóstico de câncer , permitindo que o diagnóstico seja feito de forma mais ágil e que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível. A medida responde a uma demanda de especialistas e profissionais da saúde, que apontam a necessidade de maior integração e capacitação para otimizar o atendimento . De autoria da ex-deputada Tereza Nelma , o projeto teve como relatora a Deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) , que destacou a relevância da capacitação dos profissionais de saúde para um atendimento mais humanizado e eficaz. "A importância de ter todos os profissionais de enfermagem capacitados, assim como as universidades integradas nessa formação, é fundamental para garantir um tratamento especial a pessoa com condição de saúde com suspeita ou diagnóstico de câncer", afirmou a parlamentar. O projeto foi colocado em votação a pedido da bancada feminina da Câmara e recebeu amplo apoio. O Deputado federal Reimont (PT-RJ) ressaltou que a proposta promove um olhar integral sobre a saúde das pessoas com condições de saúde, indo além do combate à condição de saúde e abrangendo aspectos emocionais e psicológicos . A aprovação desse projeto representa um avanço significativo no enfrentamento do câncer no Brasil, reforçando o compromisso do poder público com a saúde da população . Agora, a proposta segue para análise no Senado, onde se espera que receba a mesma atenção e compromisso para que se torne lei o quanto antes. Vale destacar que, em 15 de maio de 2024, o FórumCCNTs encaminhou à Ministra da Saúde do Brasil, Dra. Nísia Trindade , e ao Secretário da Secretaria de Atenção Especializada (SAES), Dr. Adriano Massuda, o documento ' Recomendações para Regulamentação e Implementação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (Lei nº 14.758/2023) '. O documento foi assinado por 25 líderes e especialistas em câncer , seus fatores de risco e/ou condições crônicas não transmissíveis, apresentando uma ampla recomendação para a regulamentação e implementação da nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer .
- Recomendações do FórumCCNTs e instituições parceiras sobre a submissão para incorporação de análogos de insulina de ação rápida
Recomendações da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), subscritos pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM), Fórum Intersetorial de DCNT/DCNT do Brasil (FórumCCNT), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD), ADJ Diabetes Brasil, Instituto da Criança com Diabetes (ICD-RS) e Instituto Brasileiro de Diabetes (BID); sobre a submissão para incorporação de análogos de insulina de ação rápida (insulina lispro, insulina asparte e insulina glulisina) na lista modelo de medicamentos essenciais da OMS para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 e para diabetes gestacional e na lista de medicamentos essenciais (EML) para crianças para o tratamento da diabetes tipo 1 e tipo 2. Estas sociedades técnico-científicas de profissionais de saúde e entidades representativas de pessoas com diabetes gostariam de aproveitar esta oportunidade para contribuir para o avanço da insulinoterapia por meio da inclusão de análogos de insulina de ação rápida na lista de medicamentos essenciais da OMS. Em relação às indicações para subgrupos de pessoas com diabetes, recomendamos este tipo de insulina para todas as pessoas com diabetes tipo 1, todas as gestantes com diabetes em uso de insulina em bolus e, dependendo dos custos de aquisição dos análogos de insulina de ação rápida, todas as pessoas com diabetes tipo 2 em uso de insulina em bolus ou com base nos critérios de identificação descritos na subseção relacionada ao diabetes tipo 2. O avanço da insulinoterapia para pessoas com diabetes tipo 1 no Brasil é descrito abaixo e demonstra como as dificuldades em atingir o controle adequado do diabetes e as metas glicêmicas estão sendo minimizadas ou resolvidas. O Brasil é um país vasto, com uma população de 203.080.756 habitantes e significativas disparidades regionais e de classe social no acesso à saúde (1), tornando necessária a adoção de estratégias nacionais para tratar as pessoas com diabetes tipo 2 de forma mais equitativa em todo o país. A inclusão de análogos de insulina de ação rápida foi o primeiro passo em direção a esse objetivo. Nossas recomendações serão organizados nos seguintes tópicos: • Inclusão de análogos de insulina de ação rápida para pessoas com diabetes tipo 1 no SUS (Sistema Único de Saúde) • Benefícios dos análogos de insulina de ação rápida para pessoas com diabetes tipo 2 • Benefícios dos análogos de insulina para gestantes com diabetes mellitus gestacional (DMG, DM tipo 1 e DM tipo 2) Inclusão de análogos de insulina de ação rápida para pessoas com DM1 na lista de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) (2): Em maio de 2016, a SBD apresentou um dossiê à CONITEC (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde) solicitando a inclusão de análogos de insulina de ação rápida no tratamento de pessoas com diabetes mellitus tipo 1 (PcD1). Essa solicitação foi endossada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) e ADJ Diabetes Brasil. Em fevereiro de 2017, os análogos de insulina de ação rápida foram incluídos na lista de medicamentos do SUS para PcD1 que já utilizavam insulina humana regular, mas apresentavam hipoglicemia grave, hipoglicemia noturna e controle glicêmico inadequado. Os seguintes documentos foram incluídos neste pedido de incorporação (2): Eficácia e segurança de análogos de insulina de ação rápida no tratamento de PcT1D. Análise Econômica: a. Estudo multicêntrico sobre qualidade de vida e utilidades relacionadas à hipoglicemia em PcT1D no Sistema Único de Saúde (SUS); b. Modelo de Custo-Utilidade avaliando o uso de análogos de insulina de ação rápida para PcT1D; c. Análise de Impacto Orçamentário de análogos de insulina de ação rápida para PcT1D no Sistema Único de Saúde do Brasil. Os pontos-chave desses extensos documentos serão resumidos a seguir. 1) Eficácia e segurança de análogos de insulina de ação rápida no tratamento de pessoas com diabetes tipo 1 (PcT1) Realizamos uma revisão sistemática e meta-análise de ensaios clínicos randomizados (ECRs) para avaliar os efeitos de análogos de insulina de ação rápida em comparação com a insulina humana regular na hipoglicemia e na glicemia pós-prandial em pessoas com diabetes tipo 1 (PcT1). Buscas foram realizadas nas bases de dados eletrônicas MEDLINE, Cochrane-CENTRAL, EMBASE, ClinicalTrials.gov, LILACS e DARE para ECRs publicados até agosto de 2017. Para serem incluídos no estudo, os ECRs deveriam abranger um período mínimo de 4 semanas e avaliar os efeitos de análogos de insulina de ação rápida em comparação com a insulina humana regular na hipoglicemia e nos níveis de glicemia pós-prandial em pessoas com diabetes tipo 1 (PcT1). Nesta revisão sistemática e meta-análise, relatamos inicialmente evidências clínicas sobre o uso terapêutico de análogos de insulina de ação rápida em comparação com a insulina regular, com foco nos principais possíveis benefícios desses análogos, a saber, a redução da hipoglicemia e dos níveis de glicemia pós-prandial. Vinte e dois artigos atenderam aos critérios de inclusão. Oito ECRs analisaram os efeitos da Aspart em comparação com a insulina humana regular, um analisou os efeitos da Glulisina em comparação com a insulina humana regular e 13 analisaram os efeitos da Lispro em comparação com a insulina humana regular. Os estudos selecionados contribuíram para uma amostra combinada de 6.235 pessoas com diabetes tipo 1 (PwT1D) para a meta-análise (3). A análise de eficácia foi baseada nos níveis de glicemia pós-prandial, considerando que o principal objetivo da prescrição de insulina em bolus é controlar a glicemia pós-prandial. Os análogos de insulina de ação rápida (Aspart, Glulisina e Lispro) foram associados a menores níveis de glicemia pós-prandial quando comparados à insulina humana regular (diferença média/DM − 19,44 mg/dL; IC 95% − 21,49 a − 17,39; 5031 PcDs, I2 = 69%). Além disso, eles foram associados a menores níveis de glicemia pós-prandial após todas as refeições: café da manhã (DM − 22,35 mg/dL; IC 95% − 23,52 a − 21,17; 4623 PcDs; I2 = 50%); almoço (MD − 10,86 mg/dL, IC 95% − 13,41 a − 8,31; 3675 PcDs; I2 = 54%) e jantar (MD − 19,52 mg/dL, IC 95% − 21,73 a − 17,31; 4530 PcDs; I2 = 90%) (3). Picos de glicose pós-prandiais, bem como eventos hipoglicêmicos, são responsáveis pelo aumento de eventos cardiovasculares em PcD - e a variabilidade glicêmica inclui ambos os eventos. Minimizar a variabilidade glicêmica pode prevenir eventos cardiovasculares futuros e ajustá-la surge como uma meta a ser perseguida na prática clínica para reduzir, além da glicemia média, e seus efeitos diretos nas complicações vasculares relacionadas ao DM (4,5). A análise de segurança foi baseada no risco de eventos hipoglicêmicos (total, noturno e grave), uma das principais barreiras para alcançar um bom controle glicêmico. Os análogos de insulina de ação rápida foram associados a uma redução no total de episódios hipoglicêmicos (taxa de risco 0,93, IC 95% 0,87-0,99; 6235 pessoas com diabetes; I² = 81%), hipoglicemia noturna (taxa de risco 0,55, IC 95% 0,40-0,76, 1995 pessoas com diabetes, I² = 84%) e hipoglicemia grave (taxa de risco 0,68, IC 95% 0,60-0,77; 5945 pessoas com diabetes, I² = 0%) (3). O estudo Hypoglycemia Assessment Tool (HAT) no Brasil demonstrou que a frequência e a incidência de eventos hipoglicêmicos foram maiores em pessoas vivendo com diabetes sob terapia com insulina no Brasil do que aquelas observadas no estudo Global HAT e no grupo de estudo latino-americano. (6,7). Além disso, a incidência de hipoglicemia grave e hipoglicemia noturna foi maior em pessoas brasileiras com diabetes tratadas com insulina, em comparação com as pessoas do Global HAT (6,7). Portanto, havia a necessidade de estratégias para reduzir o risco de eventos hipoglicêmicos entre PcD brasileiras que estavam usando insulina. A introdução de análogos de insulina de ação rápida, na lista de medicamentos disponíveis para DM1, poderia ajudar a atingir esse objetivo, como demonstrado por nós na revisão sistemática (3). Nosso estudo mostrou que análogos de insulina de ação rápida foram associados a níveis mais baixos de HbA1c quando comparados à insulina humana regular (DM − 0,13, IC 95% − 0,16 a − 0,10; 5204 PcDs; I2 = 73%) (3). Flutuações de glicose pós-prandiais contribuem com aproximadamente 50% do total de episódios de hiperglicemia em PcD em doses múltiplas de insulina (8). Portanto, esperava-se que análogos de insulina de ação rápida estivessem associados a níveis mais baixos de HbA1c. No entanto, as reduções foram clinicamente irrelevantes, embora os análogos de insulina de ação rápida estivessem de fato associados a níveis mais baixos de HbA1c. Isso pode ser explicado pela redução nos episódios de hipoglicemia, principalmente os eventos noturnos que são mais longos, em comparação com os diurnos, levando a uma redução de HbA1c. Evidências limitadas analisadas em nossa revisão sistemática sugerem que, para PcT1D, o tratamento com análogos de insulina de ação rápida é mais conveniente do que com insulina humana regular. Os maiores níveis de satisfação e a maior flexibilidade associados aos análogos de insulina de ação rápida podem ser explicados pelo fato de que eles podem ser administrados imediatamente antes das refeições, em oposição aos 30 a 45 minutos previstos ao administrar insulina humana regular (3). Em um estudo envolvendo 1184 PcT1D, a adesão ao horário correto da insulina humana regular foi de 7% para aqueles que a tomaram 30 minutos ou mais antes das refeições, 60% para aqueles que a tomaram 15-30 minutos antes das refeições e 33% para aqueles que a tomaram 15 minutos antes das refeições. Em relação à administração de insulina Lispro, 98% das PcD seguiram a orientação (0 a 15 minutos antes das refeições) (9). Outro motivo para administrar análogos de insulina de ação rápida é quando o prato está pronto ou imediatamente após a refeição, pois nem sempre é possível prever a quantidade de comida (carboidratos) que a PcD terá ingerido. Os benefícios mencionados acima são provavelmente determinados pelas propriedades farmacocinéticas específicas desses análogos, que apresentam atividade de ação muito rápida, limitando o risco de quedas tardias nos níveis glicêmicos (10). A associação entre análogos de insulina de ação rápida e uma redução de 7% nos episódios hipoglicêmicos totais, 32% na hipoglicemia grave e 45% nos níveis de hipoglicemia noturna é um achado importante, visto que esses episódios estão particularmente associados à menor qualidade de vida e à não adesão ao tratamento (11). É importante destacar que a qualidade de vida e a adesão ao tratamento de brasileiros com DM1 estão comprometidas, conforme evidenciado por estudos anteriores (12,13). 2) Análise Econômica A hipoglicemia é um fator crítico e limitante para o controle metabólico e pode afetar negativamente a qualidade de vida de PcD. Um estudo multicêntrico, transversal e observacional com PcD1 foi conduzido para avaliar a qualidade de vida relacionada à saúde e calcular os valores de utilidade associados à hipoglicemia em PcD1 brasileiras. Dados demográficos e clínicos foram coletados, além de detalhes sobre a frequência e a gravidade da hipoglicemia. A qualidade de vida relacionada à saúde foi avaliada usando o instrumento EQ-5D e os valores de utilidade foram gerados (14). O estudo incluiu 221 PcD e a maioria delas (96,8%) relatou pelo menos uma hipoglicemia sintomática nos últimos três meses, 68% (n = 150) relataram episódios noturnos e 34,8% (n = 77) relataram episódios graves. Alta frequência (diária ou semanal) foi observada em 38,6% e 26% daqueles que relataram hipoglicemia noturna ou grave, respectivamente. A mediana da escala visual analógica foi de 70 [60–85] para todas as PcDs, com diferenças entre aquelas com e sem hipoglicemia grave (70 [60–80] vs 80 [61–90]; p = 0,006) e aquelas com alta e baixa frequência (62,5 [50–72,25] vs 70 [60–80]; p = 0,007). O valor mediano da utilidade foi de 0,801 [0,756–1,000] para todas as PcDs, com diferença entre aquelas com alta e baixa frequência de episódios graves (0,737 [0,628–1,000] vs 0,801 [0,756–1,000]; p = 0,02). Este estudo demonstra a alta frequência de hipoglicemia em uma amostra de pessoas com diabetes tipo 1 atendidos em três centros de referência do sistema público de saúde brasileiro e o impacto de episódios graves de hipoglicemia na qualidade de vida relacionada à saúde. Os valores de utilidade gerados foram utilizados para a análise econômica associada a tratamentos que pudessem diminuir a hipoglicemia e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida (14). A próxima etapa na preparação do dossiê para a inclusão de análogos de insulina de ação rápida na lista de medicamentos do SUS para pessoas com diabetes tipo 1 (DM1) envolveu o desenvolvimento de um modelo simplificado de custo-utilidade para avaliar o uso de análogos de insulina de ação rápida para diabetes tipo 1 (DM1) em comparação com a insulina humana regular. Uma árvore de decisão foi construída para comparar o uso de insulina humana regular com análogos de insulina de ação rápida. O modelo foi baseado em diferentes incidências de episódios de hipoglicemia para estimar a utilidade incremental entre as opções terapêuticas. Para a precificação de medicamentos, foi consultado o Banco de Preços em Saúde (BPS) do Ministério da Saúde (2016). A eficácia da intervenção foi derivada de uma revisão sistemática descrita anteriormente (3). As estimativas de utilidade foram obtidas de um estudo envolvendo 221 pessoas com diabetes tipo 1, detalhado anteriormente (14). Os resultados demonstram que a RCEI (razão custo-efetividade incremental) é altamente sensível a pequenas variações nas estratégias de preço e dosagem. A tomada de decisão depende principalmente da diferença de custo por unidade (UI) entre análogos de insulina de ação rápida e insulina humana regular. Consequentemente, a estratégia que favorece análogos de insulina de ação rápida é prejudicada pela presença de opções de alto custo no mercado, o que aumenta o custo médio por unidade. Análises considerando apenas as opções disponíveis mais baratas resultam em avaliações de RCEI e de impacto orçamentário mais favoráveis. Um leilão eletrônico por classe terapêutica resolveria essa questão, garantindo que o análogo de insulina de ação rápida mais econômico seja adquirido centralmente pelo Ministério da Saúde. 3) Tratamento atual para diabetes tipo 1 no Brasil, conforme oferecido pelo SUS (PCDT T1D) O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece os seguintes tratamentos para indivíduos com diagnóstico de diabetes tipo 1 (DM1) (15): Insulina humana regular; Insulina humana NPH; Análogos de insulina de ação rápida; Análogos de insulina de ação prolongada; Glicosímetros, tiras reagentes e lancetas para punção digital para facilitar o automonitoramento da glicemia capilar; Seringas e agulhas para administração de insulina por meio de canetas de insulina. De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para DM1, estabelecido pelo Ministério da Saúde do Brasil (PCDT DM1), os critérios para inclusão no tratamento com análogos de insulina de ação rápida são os seguintes (15): • Uso prévio de insulina NPH e insulina regular por um período mínimo de três meses. • Evidência apresentada nos últimos seis meses de pelo menos um dos critérios descritos abaixo, condicionado à exclusão de fatores causais para hipoglicemia (por exemplo, ingestão alimentar reduzida sem ajuste da dose de insulina, atividade física sem ajuste da insulina, revisão dos locais de injeção de insulina, doses excessivas de insulina ou consumo excessivo de álcool): o Hipoglicemia grave, definida pela necessidade de assistência médica de emergência ou intervenção de terceiros para resolução, comprovada por relatórios de atendimento de emergência, registros em sistemas de software, diários ou dados do glicosímetro, quando disponíveis; o Hipoglicemia recorrente não grave (≥ 2 episódios por semana), caracterizada por níveis de glicose capilar < 54 mg/dL com ou sem sintomas, ou < 70 mg/dL acompanhados de sintomas como tremores, suor frio, palpitações ou sensações de desmaio; o Hipoglicemia noturna recorrente (> 1 episódio por semana); o Resultados glicêmicos baixos persistentes, demonstrados por meio de análise laboratorial dos critérios de HbA1c nos últimos 12 meses; o Automonitoramento da glicemia capilar (SMBG), realizado no mínimo três vezes ao dia; o Acompanhamento médico regular (pelo menos semestral) com médicos e equipes multidisciplinares, idealmente incluindo especialistas em endocrinologia. Os critérios de inclusão para tratamento com análogos de insulina de ação prolongada, conforme o PCDT T1D, são (15): • Administração prévia de insulina NPH combinada com análogos de insulina de ação rápida por um período mínimo de três meses; • Evidência apresentada nos últimos seis meses de pelo menos um dos critérios descritos anteriormente, respeitando exclusões semelhantes de fatores causais para hipoglicemia. Em relação ao custo associado à aquisição de análogos de insulina de ação rápida no Brasil, vale ressaltar que os leilões eletrônicos reduziram significativamente os preços desses análogos em comparação com a insulina humana regular no âmbito das compras governamentais. Compras governamentais recentes revelaram que as canetas descartáveis contendo os três análogos de insulina de ação rápida (Aspart, Lispro e Glulisina) custavam R$ 16,47 (US$ 2,80) (16), o mesmo custo das canetas descartáveis para insulina humana regular. Diante desses desenvolvimentos, é evidente que a manutenção de critérios de inclusão restritivos para a utilização de análogos de insulina de ação rápida para PwT1D não se justifica mais. Uma atualização do PCDT T1D é esperada para redefinir os critérios de elegibilidade para análogos de insulina de ação rápida e de ação prolongada. Benefícios dos Análogos de Insulina de Ação Rápida para Indivíduos com Diabetes Tipo 2 Em 2024, o Departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde apresentou um pedido de inclusão de análogos de insulina de ação rápida (AIRs) para indivíduos com diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Este pedido surgiu devido às dificuldades na aquisição de insulina NPH e insulina humana regular (IRH) (17), que representam as classes de insulina basal e em bolus, respectivamente, conforme recomendado no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Diabetes Mellitus Tipo 2 (PCDT DM2) (18). A incorporação dos AIRs teve como objetivo mitigar o risco de desabastecimento de insulina em bolus para indivíduos com DM2 no estoque do SUS. Portanto, o pedido de incorporação necessita apenas de comprovação de equivalência de eficácia e segurança entre os AIRs e a insulina humana regular (IRH), atualmente fornecida pelo SUS. Durante a avaliação realizada pela CONITEC, órgão do Ministério da Saúde responsável pela incorporação de tecnologias no SUS, revisões sistemáticas com metanálise publicadas em 2018 e 2021 (19,20) foram incluídas para avaliar a eficácia e a segurança dos AIAs (asparte, lispro e glulisina) para indivíduos com DM2 em comparação com o RHI. Essas avaliações não revelaram diferenças entre os AIAs e o RHI quanto a alterações nos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) ou ocorrências de hipoglicemia total, grave ou noturna durante os estudos (17,19,20). No entanto, apesar do controle glicêmico pós-prandial ser o objetivo principal da prescrição de insulina em bolus, revisões sistemáticas que avaliam a eficácia dessas insulinas normalmente não empregam o controle glicêmico pós-prandial como um desfecho primário ou secundário. Apenas uma revisão sistemática, envolvendo indivíduos com DM1 e DM2, incluiu a glicemia pós-prandial como um desfecho secundário. Para o subgrupo DM2 desta revisão, foi demonstrado que os indivíduos tratados com IAsp alcançaram melhor controle glicêmico em comparação com seus equivalentes nos braços RHI (WMD, –0,22%; IC 95%, –0,39 a –0,05). Um ECR demonstrou que o nível médio de glicemia pós-prandial em indivíduos tratados com IAsp foi 0,96 mmol/L menor em comparação ao grupo RHI (p < 0,05). Dois estudos adicionais relataram níveis mais baixos de glicemia pós-prandial no braço IAsp (0,44 mmol/L e 3,40 mmol/L nos respectivos estudos) (21). Portanto, os RAIAs demonstraram eficácia superior aos RHI em relação ao objetivo pretendido da prescrição: controle glicêmico pós-prandial. Hipoglicemia frequente, particularmente episódios noturnos e graves, representa uma barreira importante para o controle glicêmico adequado. Um estudo de coorte retrospectivo, utilizando os prontuários eletrônicos do Cleveland Clinic Health System (CCHS), envolvendo 50.439 indivíduos com diabetes tipo 2, avaliou a relação entre eventos de hipoglicemia grave e características das PcD. A análise de regressão logística confirmou uma maior probabilidade de hipoglicemia grave com o uso de insulina, sulfonilureias, maior número de medicamentos para diabetes, histórico de hipoglicemia não grave, HbA1c < 6%, raça negra e escores mais elevados no índice de comorbidade de Charlson. Em comparação com indivíduos sem episódios graves de hipoglicemia, aqueles que apresentaram hipoglicemia grave incluíram uma proporção maior de indivíduos mais velhos (71,9 vs. 64,1 anos, p < 0,001) e aqueles com IMC mais baixo (29,2 vs. 31,7 kg/m², p < 0,001), embora os níveis medianos de HbA1c tenham sido semelhantes (6,8% vs. 6,7%, p = 0,925) (22). Notavelmente, estudos publicados sobre terapia com insulina em indivíduos com diabetes tipo 2 envolvem predominantemente indivíduos obesos que não conseguem atingir o controle glicêmico adequado. No entanto, a prática clínica indica que indivíduos com IMC mais baixo são mais sensíveis à insulina, apresentando, portanto, um risco aumentado de eventos hipoglicêmicos. Considerando o custo equivalente de aquisição da insulina humana regular e dos análogos de insulina de ação rápida, é razoável que todos os indivíduos com DM2 em terapia com insulina basal-bolus utilizem AIAs. No entanto, os desafios práticos em torno das atualizações de prescrição e das orientações para os profissionais de dispensação exigem uma estratégia de implementação menos agressiva. Diante dessa situação, a SBD recomenda: Selecionar inicialmente as populações com maior probabilidade de se beneficiarem do uso de AIAs até que 100% dos indivíduos com DM2 façam a transição para AIAs: o a. Indivíduos com pior controle glicêmico pós-prandial; o b. Indivíduos com alta variabilidade glicêmica; o c. Indivíduos com hipoglicemia noturna e grave; o d. Indivíduos com IMC < 30 kg/m²; o e. Indivíduos mais velhos com maior tempo de diagnóstico; o f. Gestantes com DM2 (asparte, categoria de risco A), discutidas no item a seguir; o g. Indivíduos com função renal e hepática comprometidas; h. Indivíduos incapazes de antecipar a administração do RHI. Benefícios dos Análogos de Insulina de Ação Rápida para Gestantes com Diabetes Mulheres com diabetes tipo 2, incluindo aquelas previamente controladas glicêmicas com agentes orais, precisarão de insulina durante a gravidez devido à sua segurança e eficácia. Gestantes com diabetes tipo 2 devem interromper tratamentos sem insulina antes ou imediatamente após o início da gravidez, garantindo uma transição imediata para a terapia com insulina. Durante a gravidez, os níveis glicêmicos, particularmente os níveis pós-prandiais, tendem a aumentar, tornando o uso de insulina regular ou análogos de insulina de ação rápida (AIRs) recomendado durante esta fase. Um ensaio clínico randomizado comparando insulina Lispro com insulina regular em 33 gestantes com DM1 não encontrou evidências de diferenças entre essas insulinas quanto ao risco de episódios de hiperglicemia e hipoglicemia materna (RR 0,21, IC 95% 0,01 a 4,10) (23). Outro estudo randomizado comparando insulina Aspart com RHI em 322 mulheres com DM1 usando insulina NPH relatou menores excursões glicêmicas pós-prandiais no final do primeiro e terceiro trimestres entre usuárias de Aspart (p = 0,003 e p = 0,044, respectivamente), bem como menores níveis médios de glicose 90 minutos após o café da manhã (p = 0,044 e p = 0,001, respectivamente) (24). Nenhum efeito adverso materno, fetal ou neonatal foi relatado com o uso de RAIAs durante a gravidez. Embora faltem estudos específicos em gestantes com DM2, os achados de eficácia e segurança observados em mulheres com DM1 podem ser extrapolados para essa população. A SBD considera que a recomendação para o uso de análogos de insulina de ação rápida durante a gravidez é apoiada por seu potencial para melhorar o perfil do metabolismo da glicose durante esta fase da vida da mulher. No Brasil, a insulina Aspart é classificada como categoria A de risco durante a gravidez, a insulina Lispro como categoria B e a insulina Glulisina como categoria C. Conclusão A superioridade demonstrada dos análogos de insulina de ação rápida no controle glicêmico pós-prandial, na redução de eventos hipoglicêmicos (particularmente episódios graves e noturnos), em reduções modestas na hemoglobina glicada, na flexibilidade no horário de administração em relação às refeições, na qualidade de vida e na melhora da adesão ao tratamento reforça seu valor. Instamos a OMS a reconsiderar a inclusão desta classe de insulinas em sua lista de medicamentos essenciais (WHO-EML). O custo dos análogos de insulina de ação rápida pode ser reduzido por meio da aquisição baseada em classes terapêuticas, como foi implementado no Brasil, resultando em preços equivalentes aos da insulina humana regular. Karla F. S. Melo, MD, PhD Coordinator of the Department of Public Health Brazilian Diabetes Society (SBD) karlamelo@diabetes.org.br www.diabetes.org.br Luciana Bahia, MD, PhD Coordinator of the Department of Health Economy Brazilian Diabetes Society (SBD) lucianabahia@gmail.com www.diabetes.org.br Ruy Lyra, MD, PhD President Brazilian Diabetes Society (SBD) presidente@diabetes.org.br www.diabetes.org.br Mark Barone, PhD Founder and General Manager Intersectoral Forum of NCCs/NCDs in Brazil (ForumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Neuton Dornelas, MD, MBA President Brazilian Society of Endocrinology and Metabology (SBEM) neuton@endocrino.org.br www.endocrino.org.br Hermelinda Pedrosa, MD Vice-president D-Foot International pedrosa.hc2022@gmail.com https://d-foot.org/ Fadlo Fraige Filho, MD, PhD President Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) anad@anad.org.br www.anad.org.br www.fenad.org.br Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD, MPH President ADJ Diabetes Brasil presidente@adj.org.br www.adj.org.br Jaqueline Correia President Instituto Diabetes Brasil (IDB) institutodiabetesbrasil@gmail.com www.institutodiabetesbrasil.com Balduino Tschiedel, MD, MSc President Instituto da Criança com Diabetes (ICD-RS) badutsch@gmail.com www.icdrs.org.br Referências 1. Cobas RA et al. Brazilian Type 1 Diabetes Study Group (BrazDiab1SG). Heterogeneity in the costs of type 1 diabetes in a developing country: what are the determining factors? Diabetol Metab Syndr. 2013 Dec 27;5(1):83. doi: 10.1186/1758-5996-5-83. PMID: 24373627; PMCID: PMC3879422. 2. https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2017/relatorio_insulinas_diabetestipo1_final.pdf 3. Melo KFS et al. Rapid-acting insulin analogues versus regular human insulin on postprandial glucose and hypoglycemia in type 1 diabetes mellitus: a systematic review and meta-analysis. Diabetol Metab Syndr. 2019 Jan 3;11:2. doi: 10.1186/s13098-018-0397-3. PMID: 30622653; PMCID: PMC6317184. 4. Bonora E. Postprandial peaks as a risk factor for cardiovascular disease: epidemiological perspectives. Int J Clin Pract Suppl. 2002 Jul:(129):5-11 7. 5. Suh S, Kim JH. Glycemic Variability: How Do We Measure It and Why Is It Important? Diabetes Metab J 2015;39:273-282. 6. Lamounier et al. 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- Relatório de Progresso: Otimização do Tratamento da Hipertensão Arterial - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: Otimização do Tratamento da Hipertensão Arterial Instituição: Universidade Federal da Bahia (UFBA) Responsável pelo projeto: Márcio Galvão Guimarães de Oliveira Contato: mgalvao@ufba.br ; pablomaciel.farmacia@gmail.com Resultados Alcançados: O projeto de Otimização do Tratamento da Hipertensão Arterial foi expandido para mais localidades na Bahia. Originalmente implementado em Vitória da Conquista, o projeto agora também abrange as cidades de Cordeiros e Dom Basílio. Denominado "Uso da Monitorização Residencial da Pressão Arterial como Auxílio na de Prescrição de Medicamentos Anti-hipertensivos para Idosos da Comunidade: Estudo Pressure", o projeto visa melhorar o manejo da hipertensão arterial em idosos, reduzindo a dependência de medicamentos por meio da monitorização contínua da pressão arterial. A expansão foi viabilizada pelo prêmio do FórumCCNTs e o projeto foi aprovado, como parte de um pós-doutorado sênior pelo CNPq, em colaboração com o Professor Antônio Ribeiro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Saiba mais: Otimização do Tratamento da Hipertensão Arterial - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023 Resultado do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às DCNTs/CCNTs 2023 - FórumDCNTs
- Relatório de Progresso: Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos Instituição: Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Cachoeiro de Itapemirim - ES Responsável pelo projeto: Ana Paula Castelo Fonseca Contato: sbaleixo@yahoo.com.br Resultados Alcançados: O projeto "Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos" foi realizado pelo Grupo de Apoio de Cachoeiro de Itapemirim - ES, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, a Superintendência Regional de Saúde e o Hospital Evangélico de Cachoeiro de Itapemirim - ES. A iniciativa teve como objetivo imunizar pacientes em tratamento oncológico, reforçando a proteção contra diversas doenças. A última edição da Semana D aconteceu de 27 de novembro a 1º de dezembro de 2023, durante a qual foram administradas aproximadamente 300 doses de vacinas. O 12º Encontro do FórumCCNTs foi um espaço importante para divulgar as ações da instituição e o projeto selecionado, além de alcançar um número maior de pessoas necessitadas de imunização. A Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos não apenas proporcionou proteção crucial para pacientes vulneráveis, mas também serviu para fortalecer a rede de apoio e ampliar a conscientização sobre a importância da imunização no contexto do tratamento oncológico. Saiba mais: Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023
- Relatório de Progresso: Inovatix Mulher: Inclusão com Acolhimento - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: Inovatix Mulher. Inclusão com Acolhimento Responsável pelo projeto: Alice Dantas de Medeiros Instituição: Inovatix Contato: alicedantas.adm@gmail.com Resultados Alcançados: O objetivo do projeto é apoiar profissionalmente mulheres diagnosticadas com câncer de mama, por meio da sensibilização, conscientização, educação e cuidados no diagnóstico precoce, cuidados durante o tratamento e no retorno ao trabalho. Nos últimos 12 meses, o projeto “Inovatix Mulher”firmou parcerias com instituições de diversos setores, ampliando sua rede de apoio e impacto. As novas parcerias incluem o Centro Universitário UNA, Conselho Regional de Administração do RN, a Junta Comercial do Rio Grande do Norte e a Faculdade Estácio Natal. Essas colaborações têm sido fundamentais para a expansão do projeto. A experiência de ter sido selecionado como finalista no Concurso Melhores Projetos FórumCCNTs 2023 ampliou a visibilidade e credibilidade do Inovatix Mulher. Saiba mais: Inovatix Mulher: Inclusão com Acolhimento - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023 Resultado do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às DCNTs/CCNTs 2023 - FórumDCNTs Empreendedora cria startup focada na reintegração ao mercado de trabalho de mulheres diagnosticadas com câncer de mama Empreendedorismo feminino é destaque no Enbra Projeto capacita mulheres com câncer de mama para o empreendedorismo SEBRAE
- Relatório de Progresso: MOTIVE (Mobilidade Ativa entre Escolares) - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: MOTIVE (Mobilidade Ativa entre Escolares) Instituição: Laboratório de Vida Ativa - LaVA/UERJ Responsável pelo projeto: Ricardo Brandão de Oliveira Contato: ricardobrandaorj@gmail.com Resultados Alcançados: O projeto “MOTIVE” visa promover a mobilidade ativa entre estudantes, incentivando o uso de meios de transporte sustentáveis e a prática de atividades físicas no deslocamento para as escolas. O projeto já conta com parcerias consolidadas com organizações da sociedade civil, outras universidades e secretarias municipais. O 12º Encontro do FórumCCNTs no qual o Projeto “MOTIVE” foi destacado ampliou significativamente a visibilidade do Laboratório de Vida Ativa (LaVA-UERJ) e, consequentemente, do próprio projeto "MOTIVE". Isso resultou em diversos convites para participação em eventos e redes de pesquisa, embora seja difícil atribuir diretamente esses desdobramentos à seleção do projeto como finalista sem análises mais sistemáticas. Atualmente, o projeto "MOTIVE" está na fase de produção científica, com a preparação de várias publicações para jornais especializados. A expectativa é que essas publicações resultem na elaboração de guias de mobilidade ativa e sustentável para municípios brasileiros. O trabalho e as atualizações sobre o projeto podem ser acompanhados pelo Instagram do LaVA UERJ. O projeto "MOTIVE" tem demonstrado um impacto positivo na promoção da mobilidade ativa entre escolares. Com o apoio de suas parcerias e a visibilidade ampliada pelo FórumCCNTs, o projeto continua a crescer, contribuindo para um futuro mais sustentável e saudável para os estudantes e suas comunidades. Saiba mais: Projeto MOTIVE (Mobilidade Ativa entre Escolares) - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023
- Relatório de Progresso: Gincana da Jornada X - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: Gincana da Jornada X Instituição: LiveLab Responsável pelo projeto: Paulo Roberto Pereira Resultados Alcançados: A “Gincana da Jornada X” é uma iniciativa da LiveLab que visa engajar jovens em atividades práticas e colaborativas para enfrentar desafios sociais, com ênfase na prevenção das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Nos últimos meses, o projeto firmou uma parceria com o Instituto Reciclar, uma ONG focada na preparação e empregabilidade de jovens, visando a continuidade do projeto em 2024. Em 2023, a LiveLab estabeleceu uma parceria com a Cedesp Cebasp, uma ONG de ensino técnico profissionalizante localizada no bairro Jaguaré, em São Paulo. Essa colaboração envolve trabalhar com jovens de 15 a 25 anos, desenvolvendo missões práticas para resolver desafios institucionais, mantendo o protagonismo jovem e o processo colaborativo. Após o reconhecimento da Gincana como um dos 15 finalistas do prêmio do FórumCCNTs, o projeto ganhou maior credibilidade junto à Roche, que renovou o investimento na metodologia. O projeto Jornada X DCNT foi reconhecido no edital do Prêmio do FórumCCNTs de 2024, alcançando a 4ª colocação. Além disso, ficou entre os três primeiros lugares no 3º Prêmio Autocuidado em Saúde ACESSA. Devido aos reconhecimentos obtidos, a LiveLab estabeleceu uma nova parceria em 2024 com o Instituto Reciclar, além de obter um maior aporte financeiro para o projeto. Isso permitirá um trabalho inicial com cerca de 100 jovens de 15 anos, focado na formação integral em qualidade de vida, bem-estar e prevenção às DCNTs. A iniciativa acompanhará esses jovens até completarem a formação acadêmica básica (Ensino Médio) e ingressarem no mercado de trabalho. Além disso, a LiveLab oferecerá formação para aprofundamento da metodologia aos colaboradores da Roche, visando fortalecer o voluntariado corporativo e sua atuação em projetos sociais na comunidade localizada no entorno da empresa, no bairro Jaguaré. A Gincana da Jornada X tem mostrado um impacto significativo na formação de jovens e na promoção da saúde, graças às parcerias estratégicas e ao reconhecimento de importantes prêmios. O projeto continua a crescer e a se expandir, contribuindo para um futuro mais saudável e sustentável para a juventude. Saiba mais: Gincana da Jornada X - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023
- Relatório de Progresso: Cuidado Integral da Pessoa com Diabetes - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: Cuidado Integral da Pessoa com Diabetes Instituição: SAS Brasil Responsável pelo projeto: Juliana Nabarrete Contato: juliana.nabarrete@sasbrasil.org.br Resultados Alcançados: O projeto "Cuidado Integral da Pessoa com Diabetes" é uma iniciativa da SAS Brasil que visa oferecer um cuidado abrangente e de qualidade para pessoas com diabetes. Em parceria com a Abbott, a tecnologia point of care é utilizada para facilitar a coleta de exames e melhorar o monitoramento dos pacientes. O projeto se expandiu para mais localidades, aumentando seu alcance e beneficiando um maior número de pessoas com diabetes. A participação no Concurso Melhores Projetos FórumCCNTs 2023 foi fundamental para abrir portas com possíveis parceiros comerciais e apoiadores, fortalecendo a rede de apoio e os recursos disponíveis para a continuidade e ampliação das ações. O "Cuidado Integral da Pessoa com Diabetes" tem se mostrado uma iniciativa vital para melhorar a qualidade de vida das pessoas com diabetes. A parceria com a Abbott e a expansão para novas localidades reforçam o compromisso da SAS Brasil em oferecer cuidados de saúde acessíveis e eficientes, enquanto a abertura para novos parceiros comerciais garante a sustentabilidade e o crescimento do projeto. Saiba mais: Cuidado Integral da Pessoa com Diabetes - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023
- Relatório de Progresso: Cigarro eletrônico: o perigo está no ar - Finalista Melhores Projetos 2023
Nome do Projeto: Cigarro eletrônico: o perigo está no ar Responsáveis pelo projeto: Tatiane Caetano, Juliana do Carmo Reis, Ellen C. D. Lage Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de BH Contato: tatiane.caetano@pbh.gov.br ; abagismo@pbh.gov.br Resultados Alcançados: O objetivo do projeto é informar sobre os malefícios para a saúde dos dispositivos eletrônicos para fumar, sensibilizar adolescentes e jovens sobre os riscos da iniciação ao tabagismo, desmistificando a ideia de que o cigarro eletrônico é inofensivo à saúde, além de alertar sobre a ilegalidade desse produto. O projeto foi implementado por meio de parcerias intersetoriais com a Secretaria Municipal de Saúde de BH (SMSA), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e 80 acadêmicos de medicina. Nos últimos 12 meses, o projeto consolidou uma nova parceria estratégica com a PUC Minas - Instituto de Ciências Biológicas e Saúde. A realização de parcerias com instituições de nível superior para atividades de extensão focadas na discussão dos malefícios do cigarro eletrônico tem promovido uma maior aproximação com o público prioritário da intervenção, composto por jovens de 16 a 30 anos. Essas parcerias têm melhorado significativamente a comunicação com o público-alvo e ampliado o alcance das ações. A experiência de ter sido selecionado finalista no Concurso Melhores Projetos FórumCCNTs e ter recebido o recurso foi enriquecedora para o projeto, que segue em andamento. Saiba mais: Cigarro Eletrônico: o perigo está no ar - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023












