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- Estudo global destaca superioridade das Insulinas Análogas para o Diabetes Tipo 1
O artigo recém-publicado no PLOS Global Public Health traz um importante comentário sobre o estudo intitulado Marked improvement in HbA1c following introduction of biosimilar insulin to treatment regimen of children and youth with type 1 diabetes in Mali: A randomised controlled trial (Melhora significativa na HbA1c após a introdução da insulina biossimilar no regime de tratamento de crianças e jovens com diabetes tipo 1 no Mali: Um ensaio clínico randomizado). O comentário, coautoria de Mark Barone , Fundador do FórumCCNTs, James Elliott e Sana Ajmal , revela resultados significativos sobre a superioridade das insulinas análogas , especialmente em regimes de basal-bolus, que demonstraram reduzir a hemoglobina glicada, hipoglicemias e a cetoacidose em pessoas com diabetes . Foto: Freepik Outro estudo mencionado, de autoria brasileira, Melo et al ., embasou a decisão do Ministério da Saúde de incorporar insulinas análogas ao SUS . Neste, fica clara a redução de hipoglicemia grave, noturna e glicemia pós-prandial com o uso de insulina análoga de curta duração. Com isso, um dos destaques do comentário é a experiência do Brasil, na qual o Ministério da Saúde optou por adquirir insulinas análogas para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 . Assim, tornou-se um exemplo global, visto que a crítica às insulinas análogas é seu elevado custo, que, graças ao grande volume e negociações no Brasil, se equiparou ao custo das insulinas humanas, garantindo acesso gratuito a esses tratamentos . Esse movimento contribui para uma melhoria no manejo do diabetes , garantindo uma abordagem mais eficaz e acessível para milhares de pessoas que dependem desse recurso. Mark Barone e os demais autores reforçam a urgência de revisar as políticas globais de acesso às tecnologias para diabetes , incentivando organizações internacionais a repensarem suas escolhas em favor de tecnologias mais eficazes, preservando vidas, também em países de recursos limitados. O artigo sugere que, ao reduzir os custos de insulinas análogas e aumentar sua produção local, é possível garantir melhores resultados de saúde e qualidade de vida para pessoas com DM1 em todo o mundo . O objetivo final é que a OMS reconheça oficialmente a superioridade dos análogos de insulina em relação à insulina humana , incentivando mais países de baixa e média renda a adotarem estratégias para reduzir os custos dessas insulinas e incorporá-las em substituição às insulinas humanas, em respeito à saúde das pessoas com diabetes. Leia o artigo completo clicando aqui.
- Hepato-Diabesidade, quais os riscos dessas associações ignoradas? - 17/3 às 16h
Objetivos: Compreender a associação muito prevalente, frequentemente ignorada e perigosa entre doença hepática, obesidade e diabetes , assim como conhecer estratégias exitosas de prevenção e tratamento. Unir esforços para reverter a tendência de aumento acentuado da prevalência de diabesidade, tratando quem precisa, a fim de, entre muitas razões, evitar o agravamento de doenças hepáticas MASLD e MASH , preservando a saúde da população. Entender as necessidades reais de pessoas com diabetes, obesidade e condições associadas – como as condições hepáticas MASLD e MASH, engajando os setores público, privado e terceiro setor em ações custo- efetivas que levem a melhores desfechos. Agenda: 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs ) ( Vídeo ) Vanessa Pontirolli (Novo Nordisk) ( Vídeo ) Guilherme Nafalski (Painel Brasileiro de Obesidade | Instituto Cordial) ( Vídeo ) Inara Silva (ABESO) ( Vídeo ) 16h25-16h30 – O que é Diabesidade? Há alguma possibilidade de frearmos o aumento contínuo da prevalência dessa condição dupla? ( Carlos Schiavon , Beneficência Portuguesa | Obesidade Brasil ) ( Vídeo ) 16h35-16h40 – Por que a doença hepática (MASLD/MASH) passou a fazer parte da preocupação com a Diabesidade? ( Mário Pessoa , SBH | HC-FMUSP ) ( Vídeo ) 16h45-16h50 – Por que e como tratar Hepato-Diabesidade? É possível e custo-efetivo? ( Cristiane Villela Nogueira , UFRJ) ( Vídeo ) 16h55-17h00 – Como e por que implementar uma linha de cuidados para hepato-diabesidade? ( Márcia Iasi , SMS - Ilhabela-SP | SBH ) ( Vídeo ) 17h05-17h10 – Qual o potencial do Novo Programa de Cofinanciamento da APS do MS, para contribuir no controle do aumento da prevalência de diabetes e obesidade e melhorar os cuidados e desfechos para pessoas que vivem com essas condições crônicas? ( José Cristiano Soster, COSEMS - Bahia) ( Vídeo ) 17h15-17h45 – Debate com todos os painelistas – Como frear o aumento da prevalência dessas condições e garantir que nenhuma das três condições seja ignorada e receba tratamento adequado? (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs ) ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Carlos Schiavon, MD, PhD, MBA ( Beneficência Portuguesa | Obesidade Brasil) Graduação em Medicina e Doutorado em Clinica Cirúrgica pela Universidade de São Paulo (USP). MBA em Gestão e Saúde pelo IbmecSP/Hospital Israelita Albert Einstein. Formação complementar em Cirurgia Vídeo Laparoscópica e Cirurgia Bariátrica. Foi Vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e Diretor médico do Hospital São Camilo - Pompeia. Também desenhou e coordenou um Trial de Pesquisa clínica pioneiro que estudou o impacto da cirurgia bariátrica na hipertensão. Cofundador da ONG Obesidade Brasil, onde ocupa o cargo de Presidente. Atualmente é Coordenador de Ensino e Pesquisa do Centro de Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). Cristiane Villela-Nogueira, MD, MSc, PhD (UFRJ) Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestrado em Clínica Médica pela UFRJ, Doutorado em Medicina (Doenças Infecciosas e Parasitárias) pela UFRJ. Foi Professora Pesquisadora Visitante CAPES-Fulbright no Liver Center do Beth Israel Deaconess Medical Center/Universidade de Harvard, Boston. Tem experiência em Gastroenterologia, atuando principalmente na área de Hepatologia com os seguintes temas: Hepatite Virais, Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica: biomarcadores, marcadores não invasivos de fibrose, polimorfismos genéticos e prognóstico da DHGNA. Marcadores não invasivos de fibrose hepática nas doenças hepáticas crônicas. Atualmente é Professora do Departamento de Clínica Médica de Hepatologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Guilherme Nafalski, MSc, PhD (Painel Brasileiro de Obesidade | Instituto Cordial) Bacharel e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em Sociologia pela mesma instituição e doutorado em Ciência Política pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Pesquisa instituições políticas, processos democráticos e ativismo político. Atua nas áreas de planejamento, elaboração, desenvolvimento, monitoramento e avaliação de políticas públicas, além de lecionar Sociologia, Ciência Política e disciplinas correlatas. Desde a graduação, construiu uma trajetória consolidada nessas frentes, com experiência reconhecida. Desde 2005, trabalha com desenvolvimento e monitoramento de políticas públicas, atuando em organizações da sociedade civil, parlamentos e governos. Atualmente, é Coordenador de Projetos de Saúde no Instituto Cordial e responsável pelo Painel Brasileiro da Obesidade. Inara Silva (ABESO) Ativista comprometida com a promoção de políticas públicas para o tratamento da obesidade, é fundadora do Projeto Fênix Beleza Plus. Participou de audiências em diversos estados e de fóruns relevantes, contribuindo para a discussão sobre a obesidade como questão de saúde pública. É embaixadora da Saúde pela CDD Crônicos (AME) e coordenadora do Departamento de Voz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Além disso, atua como embaixadora da Saúde nas Associações Amigos Múltiplos pela Esclerose e Crônicos do Dia a Dia, sendo membro representante no ciclo de debates "Obesidade é Doença: o Desafio é de Todos" na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. José Cristiano Soster (COSEMS - Bahia) Graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Pós-graduado em Saúde Coletiva pela Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul na modalidade de Residência Multidisciplinar Integrada com Ênfase em Saúde Coletiva. Atuou na Atenção e Gestão na Saúde Pública, Coordenação da Estratégia de Saúde da Família, Coordenador do Núcleo de Atenção Integral e posteriormente Diretor da Atenção Básica do Município de Santa Maria. Trabalhou na Gestão Estadual como Coordenador de Políticas de Saúde e Diretor da Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SESAB). Atualmente é Assessor técnico do COSEMS da Bahia. Márcia Iasi, MD, MSc ( SMS - Ilhabela-SP | SBH) Graduada em Medicina pela Fundação Educacional do Estado do Pará, formação em Gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG). Com especialização em Clinica Médica pela Santa Casa de São Paulo e Medicina Intensiva pela Associação Médica Brasileira de Medicina Intensiva (AMIB). Mestre em Hepatologia pela Santa Casa de São Paulo. É membro titular da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Associação Paulista para Estudo do Fígado (APEF), onde atua na Diretoria desde 2021. Também faz parte da Comissão Nacional de Hepatite C da SBH. Atualmente, é médica responsável pelo Ambulatório de Hepatologia de Ilhabela e Coordenadora Médica da Atenção Primária e Secundária na Secretaria de Saúde de Ilhabela. Mário Pessoa, MD, PhD (SBH | HC-FMUSP) Graduado em Medicina pela Universidade Federal da Bahia, com Residência Médica em Gastroenterologia Clínica pela Faculdade de Medicina da USP, doutorado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, e "Pós-Doctoral Fellowship" pela Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF). É Vice Presidente da Associação Latino-americana para o Estudo do Fígado (ALEH). Faz parte do comitê do Global NASH Council e da coalizão Healthy Livers, Healthy Lives, formada por AASLD, ALEH, APASL e EASL. Atualmente é professor da Divisão de Gastroenterologia e Hepatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Vanessa Pontirolli (Novo Nordisk) Graduada em Relações Internacionais pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), com especialização em Relações Governamentais e pós-graduação em Ciência Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). Possui mais de oito anos de experiência em relações governamentais, políticas públicas e acesso ao mercado, com passagem em empresas multinacionais e consultoria. Atualmente ocupa o cargo de Gerente de Políticas Públicas na Novo Nordisk. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC . Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da OMS celebra 20 anos de avanços na saúde pública
A Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da Organização Mundial da Saúde (OMS) celebra 20 anos de sua entrada em vigor em 2025, marcando um importante avanço global na luta contra o tabagismo. Este tratado internacional de saúde pública, adotado em 2003 e em vigor desde 2005, conta com a adesão de 183 países , representando cerca de 90% da população mundial . Imagem: Reprodução Ao longo dessas duas décadas, o consumo global de tabaco caiu em aproximadamente um terço , o que significa 118 milhões de fumantes a menos no mundo . Esse avanço é resultado de políticas públicas rigorosas baseadas nas diretrizes do tratado, como a implementação de advertências sanitárias gráficas em embalagens , a proibição de publicidade e promoção de produtos de tabaco , a criação de ambientes livres de fumo e o aumento de impostos sobre esses produtos . O Brasil, um dos signatários da CQCT , se destaca internacionalmente pelas ações implementadas para o controle do tabagismo. Desde a adesão ao tratado, o país reduziu significativamente o número de fumantes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) , o Brasil tem apresentado uma significativa redução no número de fumantes ao longo das últimas décadas. A prevalência de fumantes adultos caiu de 35% em 1989 para 18,5% em 2008 , o que representa uma queda de aproximadamente 47%. Entre 2008 e 2013, o percentual de fumantes atuais de tabaco diminuiu de 18,2% para 14,7% . Já em 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) indicou que 12,6% da população adulta brasileira ainda faz uso de produtos derivados do tabaco . Essas reduções refletem o impacto positivo das políticas públicas adotadas em consonância com as diretrizes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco da OMS . Com base no Instituto de Efetividade Clínica e Sanitária (2024) , o tabagismo causa 477 mortes diárias no Brasil, totalizando 145.077 óbitos anuais evitáveis . Os custos relacionados aos danos provocados pelo cigarro ao sistema de saúde e à economia alcançam R$ 153,5 bilhões. Entre as mortes anuais atribuíveis ao tabaco, 40.567 são causadas por Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) , 30.871 por condições/doenças cardíacas , 29.352 por outros cânceres, 26.583 por câncer de pulmão , 20.010 pelo tabagismo passivo , 1 1.745 por pneumonia e outras causas, 9.513 por acidente vascular cerebral (AVC) e 5.294 por diabetes tipo II . Esses números destacam a necessidade de manter e fortalecer políticas públicas voltadas ao controle do tabaco e à promoção da saúde. Apesar dos avanços alcançados, a luta contra o tabagismo ainda enfrenta desafios. A indústria do tabaco continua investindo em estratégias para atrair novos consumidores, especialmente com a introdução de produtos alternativos, como os cigarros eletrônicos , cujos efeitos de longo prazo ainda estão sendo estudados, mas que já apresentam riscos conhecidos para a saúde. Além do impacto direto na saúde, o tabagismo também afeta o meio ambiente. Estima-se que a produção de tabaco gere 80 milhões de toneladas de dióxido de carbono por ano, contribuindo para a crise climática. Para a OMS , a plena implementação das diretrizes da CQCT é fundamental para reduzir o consumo de tabaco, proteger a saúde pública e mitigar os impactos ambientais . No Brasil, a continuidade das políticas de manejo e a adaptação a novas ameaças, como os dispositivos eletrônicos para fumar, serão cruciais para garantir que os avanços alcançados nas últimas duas décadas sejam mantidos e ampliados. Para enfrentar esses desafios, é essencial que o Brasil continue implementando e fortalecendo as medidas previstas na CQCT , visando à redução contínua do consumo de tabaco e à mitigação dos impactos ambientais associados à sua produção e consumo.
- Ministério da Saúde abre Chamadas Públicas para contribuições de pessoas com condições de saúde sobre tratamentos e sua jornada com Obesidade - Até 19/3
O Ministério da Saúde , a partir da Coordenação de Incorporação de Tecnologias , anuncia duas novas Chamadas Públicas, nº 17/2025 e 18/2025 , para a incorporação de Semaglutida para obesidade grau II/III (IMC = 35 kg/m²) em pessoas com condições de saúde = 45 anos, sem diabetes, com condição/doença cardiovascular estabelecida (infarto, AVC prévio, DAP sintomática) e Liraglutida para o tratamento de pessoas com obesidade e diabetes mellitus tipo 2 . As inscrições vão até 19/03/2025 . Foto: Freepik Em ambas as chamadas o resumo define que a perspectiva da pessoa com condição de saúde é um espaço na reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) relatem sua experiência sobre o tema em avaliação. Nesta chamada, serão priorizadas as inscrições de pessoas com a condição de saúde e que utilizam ou já tenham utilizado o medicamento em avaliação. Ambos os processos sobre semaglutida e liraglutida estão com chamamento para inscrições de pessoas com condições de saúde até o dia 19/03/2025 . Fonte: Ministério da Saúde ( Chamada Pública nº 17/2025 ) e ( Chamada Pública nº 18/2025 )
- Atlas Mundial da Obesidade 2025: dados reforçam urgência de ações contra a epidemia no Brasil
A obesidade no Brasil tem apresentado um crescimento alarmante nas últimas décadas , refletindo uma tendência global preocupante. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025 , lançado recentemente pela Federação Mundial da Obesidade , atualmente 68% da população brasileira apresenta excesso de peso, sendo que 31% vivem com obesidade e 37% com sobrepeso . Imagem: Divulgação Evolução Histórica da Obesidade no Brasil: 2003 : 12,2% da população adulta com obesidade. 2019 : 26,8% da população adulta com obesidade. 2025: 31% da população adulta com obesidade. As projeções para o futuro são igualmente preocupantes. Estima-se que até 2030, o número de homens com obesidade no Brasil possa aumentar em 33,4% , enquanto entre as mulheres o crescimento pode atingir 46,2% . Além disso, estudos indicam que, mantidas as tendências atuais, quase metade dos adultos brasileiros (48%) terão obesidade até 2044 , com outros 27% vivendo com sobrepeso, totalizando três quartos da população adulta afetada pelo excesso de peso. Este cenário reforça a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e de uma mobilização coletiva para enfrentar a crise da obesidade no país. É fundamental promover ambientes que incentivem hábitos saudáveis, garantindo acesso a alimentos nutritivos e oportunidades para a prática regular de atividades físicas . Para mais informações e acesso ao relatório completo, visite o site oficial da Federação Mundial da Obesidade e/ou confira a versão traduzida pelo Painel Brasileiro da Obesidade . Esta iniciativa visa ampliar o acesso às informações e conscientizar a população brasileira sobre os desafios relacionados à obesidade. Fonte: World Obesity Atlas 2025
- ONU lança chamada para indicações do UN NCD Task Force Award 2025, a fim de prevenir e gerenciar a obesidade - Até 30/4
A Força-Tarefa Interinstitucional das Nações Unidas para a Prevenção e Manejo de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) compartilha uma chamada para indicações para os Prêmios da Força-Tarefa de 2025 ( UN NCD Task Force Award 2025) . Este ano, a Força-Tarefa está reconhecendo organizações que trabalham para prevenir e gerenciar a obesidade . As inscrições vão até 30/04/2025 . Desde 2018, esses prêmios reconhecem conquistas em ações multissetoriais na prevenção e manejo de CCNTs, saúde mental e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) mais amplos relacionados às CCNTs. Serão concedidos prêmios em três categorias: Ministérios da saúde e agências governamentais de saúde. Ministérios e agências governamentais fora da área da saúde. Organizações não governamentais, academia e fundações. As organizações que estão sendo nomeadas devem demonstrar uma contribuição excepcional para resultados comprovados no design, desenvolvimento e/ou promoção de intervenções para prevenir e gerenciar a obesidade . A nomeação deve descrever como a instituição, agência ou organização que está sendo nomeada demonstrou a capacidade de: Criar abordagens e atividades novas e inovadoras. Liderar a agenda e trabalhe com parceiros. Mobilizar recursos, conhecimento e experiência. Enfrentar desafios e supere obstáculos significativos. Ser um exemplo para os outros. As indicações não podem vir de uma pessoa que trabalha na instituição indicada ou de um membro do conselho da instituição indicada. Como enviar uma nomeação O formulário de indicação pode ser acessado aqui e deve ser preenchido em inglês pela pessoa que faz a indicação. Este formulário deve ser devolvido para unncdtaskforce@who.int . Anúncio de prêmios Os vencedores serão selecionados por um painel composto pelo Secretariado e membros da Força-Tarefa e o s prêmios serão anunciados durante a semana de alto nível da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU , em setembro de 2025. Fonte: ONU
- ACT Promoção da Saúde abre inscrições para o InovACT 2025, a fim de financiar projetos inovadores no controle do tabaco - Até 16/3
A ACT Promoção da Saúde anuncia a abertura das inscrições para o InovACT 2025 , a fim de receber a submissão de propostas de financiamento de projetos que tenham como objetivo apoiar e fortalecer temas prioritários no controle do tabaco . As inscrições estão abertas até 16/03/2025 . Imagem: Divulgação O Brasil é uma referência mundial no controle do tabagismo e foi o segundo país do mundo a adotar as diretrizes do MPOWER da OMS . Essa iniciativa contribuiu para a redução da prevalência do tabagismo de 34% em 1989 para 12% em 2019 . Medidas como a proibição do fumo em locais fechados, advertências sanitárias impactantes e restrições à publicidade ajudaram a proteger a população. Além disso, políticas fiscais e o tratamento gratuito oferecido pelo SUS reforçam o compromisso do país na luta contra o tabaco, servindo de exemplo global. Essas propostas devem estar em conformidade com as normas e princípios da organização , alinhando-se à Convenção Quadro para o Controle do Tabaco da Organização Mundial da Saúde e à Política Nacional de Controle do Tabaco . A organização que desejar submeter o projeto deve atender os requisitos descritos no Edital e encaminhar sua proposta exclusivamente através deste formulário dentro do período de inscrições. Recomenda-se que antes de prosseguir, conheça previamente o Espelho do Formulário de inscrição do projeto , clicando aqui . Cronograma Primeira Etapa de Inscrição - 10/02/2025 a 16/03/2025 Avaliação/Análise documental e Chamada dos projetos classificados - 17/03/2025 a 21/03/2025 Entrevista/Envio de documentação complementar e Celebração do Termo de Cooperação - 24/03/2025 a 31/03/2025 Início da execução (final de 12 meses: 31/03/2026) - 07/04/2025 Para esclarecimento de dúvidas, acesse INOVACT ou escreva para o e-mail inovact@actbr.org.br . O InovACT 2024 promoveu financiamento de projetos voltados para produção de evidências, pesquisas, iniciativas de comunicação, monitoramento e avaliação em temas prioritários de controle do tabaco. Projetos financiados ABEAD GEMDAC GRES Império Serrano PUC RS ACBG Universidade de Maringá Unicamp Projeto Recomeçando Dr. Bartô Acesse o edital completo para ver todas as informações necessárias aqui . Acesse o formulário de inscrição aqui . Fonte: ACT Promoção da Saúde
- Vacinas em Pesquisa: Novas Vacinas para Prevenir Condições Crônicas Não Transmissíveis
As vacinas têm sido amplamente reconhecidas por sua eficácia na prevenção de condições infecciosas, mas novas pesquisas apontam que elas também podem desempenhar um papel fundamental na redução do impacto das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) . Estudos recentes indicam que infecções virais crônicas podem estar diretamente associadas ao desenvolvimento de algumas CCNTs, e a ciência vem avançando no desenvolvimento de imunizantes capazes de atuar na prevenção desses quadros. Entre os principais fatores que levam ao aumento da preocupação com as CCNTs destacam-se: Foto: Freepik Envelhecimento da população: o aumento da expectativa de vida leva ao crescimento de condições associadas à idade, como demência, diabetes, DPOC (Condição/Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), depressão e câncer. Mudanças climáticas: afetam a qualidade do ar, suprimentos de água e alimentos, além de alterar a distribuição geográfica de condições infecciosas. Resistência antimicrobiana: o uso excessivo e inadequado de antimicrobianos em humanos, animais e plantas contribui para o surgimento de patógenos resistentes a medicamentos. Capacidade dos sistemas de saúde: muitos sistemas enfrentam desafios relacionados à infraestrutura, força de trabalho e acesso a produtos médicos para prevenção e tratamento. Essa dinâmica reforça a necessidade de inovação em estratégias preventivas , como as vacinas, que podem reduzir a incidência de condições crônicas e infecciosas. Atualmente, duas vacinas disponíveis gratuitamente na rede pública de saúde, contra o HPV e a hepatite B, se destacam na prevenção de cânceres. A vacina contra o HPV, que previne tumores no colo do útero, orofaringe e outras áreas, é aplicada em meninas e meninos entre 9 e 14 anos . Já a vacina contra a hepatite B , administrada ainda nas primeiras horas de vida, previne câncer de fígado. Ambas as vacinas têm um grande potencial de reduzir a incidência de cânceres relacionados a esses vírus . De acordo com a Revisão do Pipeline 2024 – Inovação para necessidades não atendidas , publicada pela Federação Europeia da Indústria Farmacêutica (EFPIA) , há um crescente investimento em vacinas direcionadas a agentes infecciosos que contribuem para o surgimento de CCNTs. A publicação destaca desafios emergentes na saúde pública e possíveis soluções inovadoras. O crescimento da população idosa, que deve dobrar até 2050, impulsiona a prevalência de condições como demência, diabetes, câncer e condições cardiovasculares, gerando impactos econômicos e sociais significativos . Entre os avanços promissores, destaca-se o desenvolvimento de vacinas contra o vírus Epstein-Barr (EBV), associado a condições como esclerose múltipla e certos tipos de câncer . Atualmente, três vacinas profiláticas para o EBV estão em estágio inicial de desenvolvimento e podem representar um avanço na prevenção dessas condições. Outro desafio crítico abordado é a resistência antimicrobiana (AMR), responsável por cerca de 4,95 milhões de mortes anuais. Diante dessa ameaça global, o relatório enfatiza a necessidade de novas estratégias, como o desenvolvimento de vacinas e antibacterianos inovadores, para conter sua propagação. Outro destaque do relatório da EFPIA são as vacinas de mRNA para o câncer , que utilizam tecnologia inovadora para estimular o sistema imunológico a reconhecer e combater células tumorais. Desde 2022, dezenas de ensaios clínicos foram iniciados para avaliar a eficácia dessas vacinas, com foco em tipos de câncer agressivos e de difícil tratamento. No caso do câncer colorretal , por exemplo, há estudos avançados que podem resultar em novas estratégias terapêuticas já na próxima década. Além disso, o relatório aponta que vacinas voltadas para a resistência antimicrobiana (RAM) também podem ter um impacto significativo na prevenção de CCNTs. Ao reduzir infecções bacterianas recorrentes e a necessidade de tratamentos prolongados com antibióticos, esses imunizantes podem diminuir o risco de complicações crônicas e contribuir para a saúde pública de forma ampla. "As descobertas ressaltam a importância de investimentos contínuos na pesquisa de novas vacinas e reforçam o potencial da imunização como estratégia de saúde preventiva para além das condições infecciosas. O avanço da ciência nessa área pode transformar o futuro da saúde pública, trazendo benefícios tanto para as pessoas quanto para os sistemas de saúde", aparece no relatório. O Brasil tem se destacado na pesquisa e desenvolvimento de vacinas inovadoras, com instituições como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan liderando estudos promissores. A Fiocruz , por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), possui um portfólio de 12 vacinas , incluindo imunizantes contra COVID-19, febre amarela, poliomielite e a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), entregando em média 120 milhões de doses anualmente ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) . O Instituto Butantan, vinculado à Secretaria de Saúde do Governo do Estado de São Paulo, é responsável pela produção de vacinas para o PNI , incluindo imunizantes contra hepatite B, raiva, influenza e outras condições. Além dos avanços em imunizantes contra condições infecciosas, pesquisas estão sendo conduzidas para explorar vacinas que possam atuar na prevenção de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), como câncer e condições metabólicas, com a biotecnologia promovendo avanços significativos nesse campo . O crescente envolvimento do Brasil na biotecnologia aplicada à imunização reforça sua posição como um ator global na saúde pública, com a colaboração entre o Ministério da Saúde , o Instituto Butantan e a Fiocruz sendo essencial para ampliar a produção nacional de vacinas e fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde , promovendo a saúde da população brasileira.
- CONASEMS disponibiliza painéis que apoiam gestores na tomada de decisões em saúde pública
O Conselho Nacional de Secretarias Municipais (CONASEMS) disponibiliza o Painéis CONASEMS , uma plataforma inovadora que facilita o monitoramento das ações em saúde pública para todos os Gestores Municipais e demais interessados. A plataforma apresenta, por meio de painéis interativos e recursos avançados de análise de dados estratégicos, uma ferramenta que apoia gestores e profissionais na tomada de decisões mais assertivas , contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população. Como estratégia para o fortalecimento da gestão municipal e o processo de regionalização da saúde, o Conasems desenvolveu o Painel de Apoio à Gestão . A iniciativa faz parte de um conjunto articulado de ações desenvolvidas pelo Conasems que visa um processo permanente de auxílio ao gestor municipal na tomada de decisão. O Painel é uma ferramenta que servirá como subsídio na elaboração e execução do planejamento local e regional, a fim de fortalecer os debates nos processos de governança, organização e integração da Rede de Atenção à Saúde . O presidente do Conasems, Hisham Hamida , convida todos os secretários e secretárias municipais de saúde para conhecer o software. "É uma ferramenta inovadora que vai auxiliar no fortalecimento e qualificação dos instrumentos gestão. É um compilado que contempla um conjunto de painéis com informações referentes aos municípios, totalmente gratuito, pensado e disponibilizado para você, gestor e gestora municipal de saúde", afirmou. Fontes dos dados compilados pelos Painéis Conasems: Ministério da Saúde - MS Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS Fundo Nacional de Saúde - FNS Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único - SAGICAD Instituto Nacional do Câncer - INCA eGestor AB - MS TABNET/ DATASUS - MS Levantamento Instituto Água e Saneamento - IAS Pesquisa Nacional de Saúde PNS - IBGE Sistema de Informações de Orçamento Público em Saúde - SIOPS Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde CNES - MS SISAB- MS DEMAS - MS SISAGUA - MS Fonte: CONASEMS
- Membro do GT do FórumCCNTs lança abaixo-assinado a fim de criar uma política no SUS que valorize a atividade física
Atividades físicas promovem muitos benefícios à saúde além de estarem totalmente relacionadas a prevenção de condições crônicas não transmissíveis como diabetes, câncer, condições cardiovasculares e outras CCNTs . A partir deste pressuposto, o Sr. Fabio Carvalho , representante do Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde (INCA | MS) e membro do Grupo Temático (GT) de Atividade Física do FórumCCNTs iniciou o abaixo-assinado referente a criação de uma política no SUS que valorize especificamente a atividade física . Imagem: Divulgação Iniciada no dia 31 de janeiro de 2025, a petição para o órgão de saúde já acumula mais de 4.500 assinaturas e tem como próxima meta atingir as 5.000 assinaturas até esta sexta-feira (14) , afim de se destacar o movimento como forma de cuidado em saúde e um direito da população brasileira . O objetivo é fortalecer as inciativas existentes, com mais recursos, mais profissionais de saúde, entre outros, para que o acesso à atividade física seja ampliado de forma sustentável . O pleito pela criação de uma política específica no Sistema Único de Saúde (SUS) conta com apoio do Conselho Nacional de Saúde e de parlamentares que compreendem a importância das práticas corporais e atividades físicas para o bem-estar e saúde da população brasileira. Segundo o texto do abaixo-as sinado, aproximadamente 1 em cada 3 adultos são suficientemente ativos no lazer . Além dos benefícios diretos à saúde, há altos custos para o SUS . Em 2017, pesquisadores estimaram que mais de R$ 480 milhões (valores convertidos) de gastos com condições de saúde crônicas no SUS foram atribuídos à atividade física insuficiente no lazer. Portanto, existe a necessidade de uma Política Nacional específica para facilitar a criação de iniciativas e de forma equitativa em todo o Brasil. Além de gerar uma economia com recursos gastos com cuidados, e não com prevenção , essa mudança beneficiaria o desenvolvimento de cidades mais saudáveis e sustentáveis e atenção com outros tema pertinentes e relacionados, como a reforma tributária . Assine o abaixo-assinado aqui . Fonte: Change.org
- Grupo Temático do FórumCCNTs em 2025 - Candidate-se para participar até 14/2
Estão previstos 10 GTs do FórumCCNTs para 2025, com os temas: Alimentação Saudável Atividade Física CCNTs sem estigma Condições Respiratórias Crônicas Diabetes Doenças Cardiovasculares Infarto e AVC Obesidade Oncologia Saúde Mental e Neurológica Representantes de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil podem candidatar-se a integrar um dos Grupos Temáticos (GTs) do FórumCCNTs. As candidaturas poderão ser submetidas aqui , até o dia 14/02. Os GTs consistem em espaços neutros nos quais os membros de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil colaboram entre si para identificar problemas prioritários relacionados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e seus fatores de risco no Brasil. Estes stakeholders delineiam ações estratégicas multi e intersetoriais com vistas a reverter ameaças à saúde pública e avançar em termos de prevenção, assim como ampliar e melhorar o acesso e os cuidados para pessoas com CCNTs. No próximo dia 31 de janeiro, às 16h, o FórumCCNTs realizará uma transmissão ao vivo em seu canal no Youtube , por meio da qual os interessados irão conhecer os objetivos e planejamento de cada GT para 2025. REGRAS GERAIS PARA CANDIDATURA: Respeitar a Política de Conflito de Interesses do FórumCCNTs (disponível AQUI ); Cada instituição (exceto setor privado - vide regra abaixo) poderá participar de, no máximo, dois GTs, mas seus representantes não poderão ocupar a posição de facilitação ou co-facilitação em mais de um GT; Instituições do setor privado poderão participar de, no máximo, um GT (exceto as instituições que são parceiras anuais do FórumCCNTs , que poderão integrar, no máximo, dois GTs); Cada pessoa, independentemente da instituição que representa, poderá participar de apenas um GT. Abertura e Contextualização das Apresentações dos Grupos Temáticos 2025 GRUPOS TEMÁTICOS DE 2025 GT Alimentação Saudável Facilitadora Marília Sobral Albiero ACT Promoção da Saúde Co-facilitadora Angélica Marques de Pina Freitas Associação Paulista de Nutrição (APAN) Problema prioritário Políticas públicas de alimentação e nutrição não endereçam ao mesmo tempo a obesidade, insegurança alimentar e as mudanças climáticas. Ao mesmo tempo, consumo de água potável não é lembrado como direito humano básico. Ações intersetoriais de enfrentamento Diante de importantes eventos internacionais que acontecerão em 2025, como a Reunião de alto nível da ONU sobre CCNTs e a COP-30 e que dialogarão com o problema proposto por este GT, propomos participação nas consultas e contribuições técnicas nacionais e internacionais nos documentos que subsidiarão tais eventos. Mudanças esperadas até o final de 2025 Conseguir que os documentos oficiais destes eventos reflitam propostas que endurecem esta pandemia global - obesidade, insegurança alimentar e as mudanças climáticas - e apoiem o acesso à água potável a toda a população. GT Atividade Física Facilitador Átila Alexandre Trapé Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP) Co-facilitador Fábio Lopes da Silva Centro Multidisciplicar em Saúde no Esporte (CEMUSE) Problema prioritário Baixo nível de atividade física, com destaque para grupos mais vulneráveis, dentre eles mulheres, população negra, pessoas idosas, comunidade LGBTQIAPN+, os moradores das comunidades rurais, contribuindo para o aumento de incidência de condições crônicas não transmissíveis. Destacamos que o acesso à atividade física no Brasil é um privilégio, ou seja, está fortemente associado com as condições socioeconômicas. Ações intersetoriais de enfrentamento Promover debate em torno da criação da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS (PNPCAF) e call-to-action a esse respeito. E, por meio da PNPCAF, poderemos propor maior articulação intersetorial, dialogando com as iniciativas existentes no SUS e em outros setores, como o Esporte e Lazer e integrando esforços para propor ações objetivando a ampliação do acesso à atividade física. Além disso, promover campanhas e ações que possam auxiliar na promoção e acesso às práticas corporais e atividades físicas, que façam sentido para as comunidades rurais e outros grupos vulneráveis, utilizando diferentes meios como as redes sociais, rádios, suporte às lideranças comunitárias, articulação com Unidades de Saúde, entre outros. Mudanças esperadas até o final de 2025 Estabelecimento de canal formal de debates e pactuações com o Ministério da Saúde para a criação da PNPCAF. Nesses debates, os demais setores e atores institucionais participarão com vistas a propor uma política que dialogue com as diferentes necessidades e possibilidades Brasil afora, além de melhorar o engajamento de comunidades rurais e outros grupos vulneráveis nas práticas corporais e atividades físicas. GT CCNTs sem Estigma Facilitadora Selma de Britto Goncalves Conselho Regional de N utrição - 3 ª Região (CRN - 3) Co-facilitadora Monica Lenzi Movimento Influencers Diabetes Brasil Problema prioritário Linguagem e orientações imprecisas, não empáticas e não baseadas em evidência utilizadas por profissionais de saúde, de comunicação e influenciadores muitas vezes geram estereótipos, ansiedade e dificultam o engajamento nos cuidados e autocuidados adequados. Ações intersetoriais de enfrentamento Campanhas e ações com uso das redes sociais para disseminação de linguagem e orientações com base científica. Proposta de dispositivos legais para coibir desinformação e preconceitos. Mudanças esperadas até o final de 2025 Sensibilização da sociedade para uso de linguagem e orientações empáticas e baseadas e evidência, reduzindo estereótipos e favorecendo autocuidados adequados. GT Condições Respiratórias Crônicas Facilitadora Juliana Franceschini Pereira Fundação ProAR Co-facilitador Valter Costa Conselho Federal de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Problema prioritário Falta de conhecimento e capacitação dos profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS) sobre sinais/sintomas, diagnóstico e cuidados com pessoas que vivem com doenças respiratórias crônicas, como asma ou DPOC. Ações intersetoriais de enfrentamento Aumentar a capacitação dos profissionais da APS, estimular o engajamento de gestores municipais no melhor cuidado das doenças respiratórias e aumentar o acesso aos medicamentos por meio da APS, resultando em aumento do diagnóstico oportuno, melhores cuidados e diminuição das hospitalizações e mortalidade. Mudanças esperadas até o final de 2025 Maior número de municípios aderindo capacitações na APS; Atualização dos PCDT de asma e DPOC; Conseguir apoio de influenciadores, personalidades e políticos de todas as esferas para dar visibilidade à pauta. GT Diabetes Facilitadora Michely Arruda Bernardelli Associação Doce Vida Co-facilitadora Lucia Xavier ADJ Diabetes Brasil Problema prioritário Alta taxa de diagnóstico tardio de diabetes tipo 2 em adultos acima de 40 anos, devido à falta de conhecimento sobre sintomas iniciais e fatores de risco. Ações intersetoriais de enfrentamento Elaborar e distribuir materiais educativos nas plataformas digitais, com o objetivo de sensibilizar a população adulta sobre os fatores de risco e sinais iniciais do diabetes tipo 2. Contribuir com ações das instituições participantes do GT para amplificar ações de: conscientização regionais, entre os meses de junho e novembro, sobre sintomas iniciais, fatores de risco e realização de teste de glicemia capilar, rastreio de complicações crônicas com possibilidade de aplicação de questionário para rastreio (risco de desenvolver diabetes dentro de 10 anos) online e/ou presencialmente e palestra online sobre saúde mental nos DM2. Mudanças esperadas até o final de 2025 Aumentar o número de diagnósticos de DM2 através das campanhas, levando a conscientização sobre sinais, sintomas, rastreio das complicações nos dm2 e levar conhecimento para esta população sobre a saúde mental. GT Doenças Cardiovasculares Facilitadora Patrícia Vieira de Luca Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar - CEO Co-facilitadora Ana Carolina Micheletti Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Problema prioritário Lentidão no atendimento nas UBS para rastreio e monitoramento das CCNTs. Ações intersetoriais de enfrentamento Produzir carta de recomendação para colocação de ante salas para rastreio e monitoramento, com enfermeiro clínico, a fim de facilitar a propedêutica da pessoa com a CCNT, fluxo de atendimento, bem como o monitoramento da sua condição independentemente do nível de atenção em que está inserido. Utilizando-se de ferramentas adequadas para uma maior resolutividade. (exemplos: POCT, Telessaúde, pequenos laboratórios) Mudanças esperadas até o final de 2025 Entrega de carta de recomendação às secretarias de saúde e Ministério da Saúde. GT Infarto e AVC Facilitador/a Sheila Martins Rede Brasil AVC Co-facilitadora Rosane Cunha Prefeitura Municipal de Volta Redonda - RJ Problema prioritário Programas exitosos estão limitados a poucas regiões do país, e o conhecimento da população sobre os fatores de risco e sinais de alerta de infarto e AVC é baixo, especialmente em comunidades vulneráveis, resultando no atraso no reconhecimento dos sintomas e na busca por atendimento emergencial adequado. Ações intersetoriais de enfrentamento Realizar campanhas para aumentar a conscientização da população e profissionais de saúde sobre sinais, sintomas e linha de cuidado do infarto e do AVC e expandir modelos exitosos de atenção e reabilitação para infarto e AVC pelo Brasil. Mudanças esperadas até o final de 2025 Ampliação do conhecimento da população e profissionais de saúde, resultado em atendimento de infarto e AVC em menor tempo e melhor prognóstico. Escala de modelos exitosos para tratamento e reabilitação para infarto e AVC. GT Obesidade Facilitadora Aline Marcadenti de Oliveira HCor Co-facilitadora Doralice Ramos Painel Brasileiro da Obesidade Problema prioritário Aumento contínuo da prevalência da obesidade no país, associado à falta de conhecimento dos profissionais de saúde e da sociedade sobre suas implicações. Ações intersetoriais de enfrentamento Proposição de audiência pública, com o engajamento significativo de pessoas com obesidade, a fim de debater e planejar ações intersetoriais e multistaskeholders para melhorar o cenário da prevenção, cuidados e estigma da obesidade no país. Mudanças esperadas até o final de 2025 Mais investimento nas políticas públicas de saúde voltadas ao cuidado integral da obesidade, mais participação de pessoas com obesidade nas políticas públicas, atualização das linhas de cuidado para a obesidade e políticas mais efetivas para o manejo da obesidade. GT Oncologia Facilitador William de Lima Selles UNICID Co-facilitadora Flávia Martins Roche Problema prioritário Inequidade/desigualdade no acesso ao tratamento do câncer no Brasil para populações negras, pardas e em vulnerabilidade social. Ações intersetoriais de enfrentamento Desenvolver e implementar estratégias para reduzir as disparidades raciais no tratamento do câncer no Brasil, com foco na melhoria do acesso à saúde, diagnóstico precoce e tratamentos adequados para a população negra, parda e em vulnerabilidade social. O grupo buscará promover políticas públicas inclusivas, aumentar a representatividade de profissionais negros na saúde e identificar soluções para superar barreiras socioeconômicas, visando garantir igualdade no enfrentamento da doença e a redução das taxas de mortalidade entre essas populações Mudanças esperadas até o final de 2025 Ampliação do debate sobre as desigualdades sociais e raciais na saúde: Espera-se que as campanhas de conscientização e os eventos educativos promovam uma maior visibilidade para as disparidades sociais e raciais no tratamento do câncer, criando um movimento de maior pressão social para mudanças nas práticas de saúde. GT Saúde Mental e Neurológica Facilitador Luiz Roberto (Beto) Carvalho Vertentes Ecossistema de Saúde Mental Co-facilitadora Maria Odete Pereira Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Problema prioritário Fragilidade de uma abordagem estruturada, intersetorial e integrada que posicione a saúde mental como um direito fundamental de crianças, adolescentes e jovens assim como a participação efetiva e protagonismo das juventudes em contextos políticos, alinhada às diretrizes da Convenção sobre os Direitos da Criança (CRC). Ações intersetoriais de enfrentamento Este processo envolverá atores diversos, incluindo sociedade civil, juventudes, entidades governamentais e acadêmicas, para consolidação de um relatório complementar que será submetido à ONU em maio em decorrência do processo de revisão dos direitos das crianças (CRC). Com base nesse relatório buscaremos no segundo semestre referências de ações concretas de planos e políticas municipais e estaduais que integram a participação e protagonismo de juventudes junto às secretarias de saúde e educação, abordando questões como saúde mental em contextos escolares, planos de adaptação climática e resiliência, assim como casos de implementação do Plano Decenal e da Política dos Direitos Humanos das Crianças e dos Adolescentes. Na instauração, legitimação e regulamentação de iniciativas essenciais como a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde de Adolescentes e Jovens (PNAISAJ), Política Nacional de Atenção Psicossocial nas Comunidades Escolares (Lei 14.819/2024) e incidência do PL 1883/2024 que institui a Política Nacional de Resiliência Psicossocial. Assim como destacando a temática da saúde mental e participação de juventudes na COP30. Mudanças esperadas até o final de 2025 Construção de um relatório complementar destacando a Saúde Mental como direito fundamental no processo de revisão dos direitos das crianças da ONU. Maior destaque para a proteção dos direitos das crianças e adolescentes, com levantamento de cases locais, bem como de seu protagonismo na construção de Políticas Públicas priorizando a saúde mental em políticas de saúde, educação e de enfrentamento de questões climáticas. Fortalecimento de uma rede de jovens protagonistas em saúde mental comunitária e em estratégias de enfrentamento de questões climáticas
- OMS promove Call To Action sobre a poluição do ar e seus riscos irreversíveis para as CCNTs
A Organização Mundial da Saúde (OMS) promove um Call To Action para a comunidade de saúde a fim de alertar sobre a qualidade do ar que respiramos e a sua influência negativa em condições de saúde , visando a prevenção e preservação da vida. Imagem: OMS A poluição do ar está afetando a saúde de bilhões de pessoas em todo o mundo . Ela é responsável pela morte de pelo menos 7 milhões de pessoas globalmente a cada ano , com a grande maioria devido a condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , como condições/doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer de pulmão . A próxima Segunda Conferência Global da OMS sobre poluição do ar e saúde , que acontecerá em Cartagena, Colômbia, em março de 2025, representa uma oportunidade única para governos, líderes e outros tomadores de decisão se comprometerem com ações ousadas e decisivas em prol da limpeza do ar para salvar vidas. Ar puro não é um luxo; é um direito humano e vital para a saúde e o bem-estar de todos, especialmente dos mais vulneráveis. O uso de combustíveis fósseis – respondendo por 80% da matriz energética mundial em 2023 – está impulsionando a poluição do ar e as mudanças climáticas . Esse número exige dramaticamente uma transição para uma energia mais limpa em escala global. O mundo está pagando US$ 8,1 trilhões (aproximadamente R$ 46,4 trilhões na cotação atual) como preço anualmente pelos impactos da poluição do ar na saúde . No entanto, menos de 1% da ajuda global ao desenvolvimento é investida para melhorar a qualidade do ar em países de baixa e média renda, lar das pessoas em maior risco. Os benefícios econômicos da redução da poluição do ar superam em muito os custos. Respirar ar poluído danifica todos os órgãos do nosso corpo – não apenas os pulmões, mas o coração, a circulação, os rins, o fígado, os olhos, os ossos e muitos mais. A poluição do ar prejudica o pensamento, o desenvolvimento comportamental em crianças e contribui para a demência em pessoas mais velhas. Mulheres grávidas enfrentam maiores riscos de complicações como natimorto e aborto espontâneo . Bebês têm mais probabilidade de nascer prematuros ou pequenos, aumentando suas chances de ficarem doentes mais tarde na vida. Baixe o texto completo aqui . Assine o Call To Action aqui . Fonte: OMS












