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  • Instituto Vita Alere abre as inscrições para a 1ª Edição do Prêmio VitaTec de Transformação Digital e Saúde Mental - Até 15/4

    O Instituto Vita Alere anuncia a abertura das inscrições para a 1ª Edição do Prêmio VitaTec de Transformação Digital e Saúde Mental . A premiação busca conscientizar e apoiar em soluções para desafios emergentes, um marco na promoção de um futuro digital mais humano e saudável. As inscrições vão até 15/04/2025 . O Prêmio Vitatec é uma premiação nacional que busca identificar projetos de impacto, que demonstrem resultados significativos na promoção de saúde mental e na utilização responsável da tecnologia para esses fins , bem como, iniciativas que trabalhem com a prevenção de problemáticas originadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Ao impulsionar iniciativas que promovem o uso ético e responsável das TICs, o prêmio fomenta a conscientização e a criação de soluções para desafios emergentes , estabelecendo-se como um marco na promoção de um futuro digital mais humano e saudável. Objetivos da Premiação Identificar inovações tecnológicas digitais e destacar as contribuições significativas no campo da saúde mental e tecnologia que demonstrem ética, responsabilidade e relevância social. Promover parcerias e colaborações entre pesquisadores , institutos e organizações interessadas em saúde mental e tecnologia, incentivando a troca de conhecimentos e recursos para impulsionar o progresso nessa área. Estimular o desenvolvimento da produção científica e a realização de pesquisas avançadas que explorem as interações entre inovações tecnológicas digitais e saúde mental. Reconhecer projetos que demonstrem impacto significativo na promoção de saúde mental e na utilização responsável da tecnologia para esses fins, como também iniciativas que trabalhem com a prevenção de problemáticas originadas pelas tecnologias de informação e comunicação. Categorias Aplicativos, Plataformas e Comunicação Publicação Científica e Extensão Premiações R$ 5.000 em dinheiro (primeiro colocado em cada categoria) Consultoria Vita Alere (para melhorias) Publicação nas páginas do Vita Espaço para apresentarem seus projetos em eventos As inscrições começam no dia 11 de fevereiro de 2025 até o dia 15 de abril às 21h. Baixe o regulamento aqui . Inscreva-se aqui . Fonte: Instituto Vita Alere

  • Reforma Tributária: A Luta por um Futuro Mais Saudável

    Após mais de um ano de dedicação e mobilização, o FórumCCNTs celebra com sua ampla rede de parceiros conquistas significativas na reforma tributária , destacando tanto os avanços quanto os desafios que ainda precisam ser enfrentados. Desde o início da tramitação no Senado até a aprovação na Câmara dos Deputados, acompanhamos de perto cada etapa para garantir um sistema tributário mais justo e saudável, priorizando a saúde da população brasileira. Foto: Freepik Avanços no Senado: Primeiros Passos da Reforma Na primeira etapa da tramitação, concentramos nossos esforços no Senado, onde avanços importantes foram alcançados, como: Inclusão de Tabaco e Álcool no Imposto Seletivo:  A manutenção de uma tributação mais alta para esses produtos é essencial para reduzir o consumo de bens nocivos à saúde e ao meio ambiente. Reajuste Anual pelo IPCA:  Produtos incluídos no imposto seletivo terão reajustes anuais atrelados ao índice oficial de inflação, uma medida que garante a manutenção de seu impacto financeiro ao longo do tempo. Cesta Básica Saudável e Sustentável:  A alíquota reduzida em 60% para produtos hortícolas, minimamente processados, castanhas, óleos, farinhas e itens da sociobiodiversidade brasileira representa um passo significativo para o acesso à alimentação nutritiva. Apesar desse avanço, ainda há grande expectativa sobre a implementação da alíquota zero para alimentos saudáveis . Segundo Marília Albiero , Coordenadora do Projeto de Alimentação Saudável da ACT Promoção da Saúde , essa mudança faz parte de um processo estrutural da reforma tributária e não terá efeito imediato. A previsão é que, em 2026, o governo realize testes de alíquotas antes de aplicar as transições definitivas . Ela destaca que a tributação é apenas um dos fatores que influenciam o preço dos alimentos e que outras medidas, como políticas de produção local e apoio a cozinhas solidárias , também são essenciais para garantir o acesso da população a uma alimentação mais nutritiva e acessível no longo prazo. Entretanto, lamentamos a exclusão dos refrigerantes do imposto seletivo , considerando que as bebidas adoçadas são amplamente reconhecidas como prejudiciais à saúde, causando milhares de mortes por ano . Dados recentes do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI) revelam que 50,3% das crianças entre 2 e 5 anos consomem bebidas adoçadas  contribuindo para o aumento das doenças crônicas associadas a esses produtos. Além disso, uma das principais preocupações foi a inclusão do artigo 437, que previa um desconto de até 25% no imposto seletivo para indústrias que adotassem ações de mitigação de impactos à saúde e ao meio ambiente. Tal medida foi considerada uma ameaça à eficiência do imposto seletivo, ao criar brechas para desidratar seu papel regulatório. Uma Virada na Câmara: Saúde Pública em Foco Foto: Freepik Com a aprovação da reforma no Senado, o cenário se transferiu para a Câmara dos Deputados, onde novos desafios surgiram, mas também importantes conquistas foram alcançadas. Durante essa fase, intensificamos nossa mobilização, realizando movimentações estratégicas e ações coordenadas nas redes sociais para sensibilizar tanto os parlamentares quanto a sociedade. O esforço coletivo gerou resultados positivos, permitindo avanços significativos que reforçam o compromisso com a saúde pública. Entre essas vitórias, destacam-se: Inclusão dos Refrigerantes no Imposto Seletivo:  Bebidas adoçadas foram finalmente reintegradas ao texto, reafirmando o compromisso com a saúde pública. Estudos apontam que o consumo excessivo dessas bebidas está diretamente associado a diversas condições adversas, como obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e aumento do risco de câncer.  Além disso, dados recentes indicam que as bebidas adoçadas contribuem para aproximadamente 184 mil mortes anuais em todo o mundo . Derrubada do Artigo 437:  Conseguimos garantir que a tributação seletiva não fosse comprometida por benefícios que favorecessem o setor industrial. A exclusão do artigo 437 foi uma conquista significativa, pois protegeu o caráter regulatório do imposto seletivo, evitando que o setor industrial fosse favorecido de maneira desproporcional em detrimento da saúde pública. Essa decisão reforça a eficácia do imposto em desincentivar o consumo de produtos nocivos à saúde, preservando seu papel central na promoção de bem-estar e sustentabilidade. Durante o evento CCNTs em Foco: Estratégias e Prioridades para 2025 , Marília Albiero destacou o impacto da reforma tributária na promoção da saúde pública , especialmente com a criação do imposto seletivo para produtos nocivos. "Pela primeira vez, a tributação brasileira reconhece que certos produtos não só fazem mal à saúde, mas também geram custos altíssimos para o sistema público. O imposto seletivo é um avanço histórico , uma ferramenta poderosa para reduzir o consumo de ultraprocessados, bebidas adoçadas, álcool e tabaco, protegendo a população e salvando vidas." Ela reforçou que a implementação da reforma será um processo longo, com mudanças graduais até 2033, mas que 2025 será um ano decisivo, quando as alíquotas do imposto seletivo serão definidas. Segundo Marília, a alíquota de referência do novo sistema pode chegar a 28%, um dos patamares mais altos do mundo, justamente pela necessidade de compensar isenções concedidas a setores específicos. Além disso, destacou um ponto crítico: produtos comprovadamente prejudiciais, como armas, munições e agrotóxicos, ficaram de fora do imposto seletivo, enquanto setores econômicos influentes tentaram enfraquecer a tributação sobre itens como tabaco e bebidas alcoólicas. Marília finalizou sua fala reforçando que a tributação deve ser vista como uma ferramenta de justiça social e de saúde pública. " Não se trata apenas de arrecadar impostos, mas de salvar vidas e reduzir o impacto das condições crônicas não transmissíveis no país . Cada decisão tributária reflete uma escolha sobre qual sociedade queremos construir." Apesar dos avanços, permanecem pontos que demandam atenção. Criticamos a inclusão da fórmula infantil na cesta básica e a concessão de alíquotas reduzidas para pequenos produtores de bebidas alcoólicas , medidas que podem enfraquecer os objetivos de promoção da saúde. Estudos indicam que as bebidas alcoólicas causam 12 mortes por hora e custam ao país R$18,8 bilhões anualmente . Além disso, os recursos perdidos com ultraprocessados chegam a R$10,4 bilhões, resultando em 57 mil mortes por ano. Também lamentamos a exclusão de armas, munições e agrotóxicos do escopo do imposto seletivo. Com a aprovação da reforma, celebramos um marco importante na luta por um Brasil mais saudável. Contudo, o trabalho está longe de terminar. A etapa crucial de definição das alíquotas do imposto seletivo requer atenção redobrada para garantir que sua aplicação maximize os benefícios para a saúde da população. Reafirmamos nosso compromisso de atuar ativamente nesse processo, assegurando que a implementação seja transparente e eficaz . A vitória alcançada é fruto do esforço coletivo de especialistas, organizações da sociedade civil e parlamentares comprometidos com a saúde pública. Este momento simboliza não apenas um avanço nas políticas de saúde e justiça social, mas também um lembrete do impacto que ações colaborativas podem gerar. A exclusão de brechas como a do artigo 437 e a inclusão de refrigerantes no imposto seletivo são vitórias que reafirmam a prioridade da saúde pública. Continuaremos vigilantes e atuantes, sempre almejando um futuro em que as escolhas tributárias do Brasil priorizem a vida, o bem-estar e a sustentabilidade das próximas gerações.

  • OPAS abre as inscrições para reconhecer boas práticas na prevenção, manejo e vigilância das CCNTs nas Américas - Até 28/2

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) , por meio do Departamento de Condições Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental , convida as autoridades nacionais governamentais e as organizações intergovernamentais a participar da Convocatória de Boas Práticas na Prevenção, Manejo e Vigilância das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) . Participe até 28/02/2025 . Foto: Divulgação O objetivo é reconhecer, documentar e disseminar boas práticas na prevenção, manejo e vigilância das CCNTs nas Américas . Busca-se fomentar a cooperação entre os países, promover a replicação de experiências bem-sucedidas e contribuir para o avanço em direção a sistemas de saúde mais equitativos e sustentáveis, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) , com destaque para o ODS 3 : Saúde e Bem-estar, ODS 10 : Redução das Desigualdades e ODS 17 : Parcerias e Meios de Implementação. Antecedentes As CCNTs são a principal causa de morte e incapacidade nas Américas , representando aproximadamente 80% dos óbitos totais na região . Essas condições de saúde incluem hipertensão arterial, diabetes, condições/doenças cardiovasculares, câncer e condições/doenças respiratórias crônicas . A maioria delas é prevenível, pois está associada a fatores de risco modificáveis, como o tabagismo, alimentações não saudáveis, sedentarismo e consumo nocivo de álcool . O impacto das CCNTs não se limita à saúde; elas também representam uma enorme carga econômica e social , afetando especialmente as populações vulneráveis, que enfrentam barreiras no acesso a serviços de saúde adequados. Além disso, a pandemia de COVID-19 agravou os desafios existentes, evidenciando a importância de fortalecer os sistemas de saúde para garantir uma atenção primária integral e resiliente. Informações gerais sobre a Convocatória A OPAS busca destacar e difundir experiências replicáveis que contribuam para reduzir a carga das CCNTs na Região, promovendo a saúde e o bem-estar das populações. Esta convocatória é altamente relevante ao abordar três eixos fundamentais na resposta às CCNTs nas Américas: Prevenção dos fatores de risco : como o tabagismo, alimentações não saudáveis, sedentarismo e consumo nocivo de álcool. Essas ações são essenciais para reduzir a carga de condições de saúde que afetam desproporcionalmente as populações mais vulneráveis. Fortalecimento da gestão e manejo das CCNTs : por meio de intervenções que melhorem o diagnóstico precoce, o tratamento integral e a atenção primária, garantindo acesso equitativo a serviços de qualidade e reduzindo efetivamente a mortalidade prematura. Vigilância e monitoramento : ferramentas indispensáveis para avaliar a eficácia das políticas e intervenções, promovendo decisões baseadas em evidências que impulsionem mudanças sustentáveis. Encerramento da Chamada As inscrições vão até o dia 28 de fevereiro de 2025. Apresentação de propostas Crie uma conta clicando em " Envie sua Boa Prática " no menu superior. Documente e apresente sua proposta seguindo as instruções descritas no Guia para a apresentação de propostas e nos termos de referência da Convocatória . Cada autor poderá submeter no máximo duas propostas dentro desta chamada . Somente serão aceitas propostas enviadas por meio do Portal de Boas Práticas em Saúde Pública da OPAS. Propostas enviadas por outros meios não serão consideradas. Durante a etapa de "Análise Institucional", as instituições que apresentaram propostas poderão estar sujeitas ao fornecimento de documentação adicional, se necessário. Todas as informações apresentadas serão confidenciais e só serão disponibilizadas ao Escritório do Consultor Jurídico da OPAS para revisão. Divulgação dos resultados A divulgação das boas práticas aprovadas está prevista para março/abril de 2025 neste Portal e na página web da OPAS. Material de apoio Guia para apresentação de propostas  (Inglês) Fonte: OPAS

  • OMS tem proposta de Resolução sobre redução de CCNTs por meio da promoção da saúde renal

    País da América Central lidera iniciativa que pretende estabelecer a conscientização sobre a saúde renal, mitigar os fatores ambientais e priorizar a DRC em agendas de saúde O Governo da Guatemala elaborou uma proposta de Resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a " Redução da Carga de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) por meio da Promoção da Saúde Renal e Fortalecimento da Prevenção e Manejo de Condições/Doenças Renais ", com um rascunho de texto ( leia aqui ) submetido em outubro de 2024. Esta iniciativa exige ação para: Abordar as disparidades globais no acesso aos cuidados renais; Aumentar a conscientização sobre a saúde renal; Mitigar os fatores ambientais que afetam a saúde renal; Priorizar as condições renais em uma agenda mais ampla de condições crônicas não transmissíveis para fortalecer as estratégias de prevenção e cuidados holísticos. De acordo com a Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) , que apoia a iniciativa, a ideia de integrar a saúde renal às estratégias nacionais de saúde pública não apenas reduzirá as complicações de saúde circulatória, mas também melhorará os resultados de saúde , assim como fortalecerá os sistemas de saúde, aumentando a resiliência e diminuindo os custos com assistência médica. Todos os anos, entre 5 e 11 milhões de pessoas morrem de condição/doença renal crônica , que afeta cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo . A maioria das pessoas afetadas vive em países de baixa renda , o que significa que esta condição afeta desproporcionalmente as populações pobres, vulneráveis ​​e marginalizadas. A situação está piorando: tendências demográficas, como o envelhecimento da população, estão levando ao aumento de vidas perdidas a cada ano . A ISN apresentará uma declaração formal de apoio na 156ª Reunião do Conselho Executivo da OMS , de 3 a 11 de fevereiro de 2025. Você também pode apoiar a Resolução da OMS assinando a Petição Global da ISN , publicada, assinada e apoiada pelo FórumCCNTs em novembro de 2024. Fonte: ISN

  • OPAS lança material com recomendações sobre as melhores opções para as CCNTs e seus fatores de risco

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lança o material " Melhores Opções para as DCNTs ", um folheto que está disponível para download e conta com intervenções na relação custo-benefício para reduzir as quatro condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) causadas por quatro fatores de risco comportamentais . Foto: Divulgação As quatro CCNTS listadas são: Câncer Condições/Doenças Cardiovasculares Condições/Doenças Respiratórias Crônicas Diabetes Os quatro fatores de risco comportamentais listados são: Alimentação pouco saudável Inatividade física Uso de tabaco Uso nocivo de álcool Completo e intuitivo, o material da OPAS detalha cada um das CCNTs priorizadas e seus fatores de risco com medidas necessárias para o bom manejo das condições de saúde , assim como métodos para reduzir o consumo de produtos nocivos à saúde e promover a atividade física e alimentação saudável . Entre as principais recomendações estão o aumento dos impostos sobre o consumo e os preços dos produtos de tabaco e bebidas alcoólicas ; promulgar e aplicar restrições sobre a disponibilidade física do álcool vendido no varejo (redução do horário de venda); rotulagem frontal de embalagens como parte de políticas abrangentes de rotulagem nutricional para facilitar a compreensão dos consumidores e a escolha de alimentos que favoreçam a alimentação saudável; e oferecer exames de aptidão física , aconselhamento e apoio para a mudança de comportamento como parte dos serviços de rotina da atenção primária à saúde por meio de uma intervenção breve. Já entre as CCNTs os destaques vão para: Câncer Câncer de mama: diagnóstico precoce associado a exames complementares oportunos e tratamento integral do câncer; nos casos em que o rastreamento mamográfico for viável, rastreamento com mamograma a cada dois anos para mulheres com idade entre 50 e 69 anos) associado a exames diagnósticos oportunos e tratamento integral do câncer de mama. Condições/Doenças Cardiovasculares Tratamento medicamentoso (com um anti-hipertensivo e estatina) para manejar o risco de DCV com uma abordagem de risco total e aconselhamento para indivíduos que tenham sofrido infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC) e pessoas com alto risco (≥ 20%) de evento cardiovascular fatal e não fatal nos próximos 10 anos, com base nos gráficos de risco de DCV atualizados da OMS. Condições/Doenças Respiratórias Crônicas. Tratamento agudo das exacerbações da asma com broncodilatadores inalatórios e esteroides orais. Diabetes Controle glicêmico para portadores de diabetes, com monitoramento domiciliar regular da glicemia para pessoas tratadas com insulina a fim de reduzir as complicações do diabetes. Baixe o novo material da OPAS aqui . Fonte: OPAS

  • CCNTs em Foco: Estratégias e Prioridades para 2025 - 27/01 às 16h

    Objetivo: Identificar as prioridades relacionadas às CCNTs em 2025 , ano da Reunião de Alto Nível da ONU e da COP 30 sobre o tema, o evento irá discutir como diferentes setores podem formar parcerias e contribuir de maneira efetiva para melhorar o cenário das CCNTs . Confira as falas de cada um dos painelistas Mark Barone (FórumCCNTs) - Abertura e Contextualização ( Vídeo ) Leticia Cardoso (Ministério da Saúde) - CCNTs e mudanças climáticas em 2025, principais contribuições para COP 30, promovendo uma conexão estratégica entre saúde e clima  ( Vídeo ) Katia Campos (OMS ) - Oportunidades e contribuições no debate e decisões globais sobre CCNTs no ano da HLM - NCDs da ONU  ( Vídeo ) Marília Albiero ( ACT Promoção da Saúde) - Efeitos das mudanças tributárias na promoção da saúde pública no Brasil  ( Vídeo ) Conclusão e Encerramento ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Kátia de Pinho Campos, MHSc, MBA, PhD (OMS) Doutorado em Saúde Pública e Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Toronto (Canadá), e Mestrado em Administração de Empresas (MBA), com sólida carreira em Saúde Pública, trabalhou no Brasil, Canadá, Chile, México, Tanzânia, Moçambique, Filipinas, China, Mongólia, Vietnã, Laos, em Promoção da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Saúde Urbana, Prevenção de HIV/AIDS, entre outras áreas. Liderou a unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Não Transmissíveis (DCNTs) e Saúde Mental na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil até julho de 2020. Atualmente lidera o Mecanismo de Coordena ç ão Global (GCM) sobre Condi ç ões crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) na OMS. Leticia Cardoso, MSc, PhD (SVSA - Ministério da Saúde) Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Doutorado em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) da FIOCRUZ. Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação de Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP/FIOCRUZ entre 2016 e 2019. É pesquisadora do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), do projeto Saúde Urbana na América Latina (SALURBAL), atua na coordenação do Estudo CAEB (Comercialização de alimentos e bebidas no ambiente escolar de cidades brasileiras). Atualmente é Diretora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis na Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. Marília Albiero, MSc, MBA (ACT Promoção da Saúde) Graduada em engenheira Química pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) com pós-graduação em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), MBA em Comércio Internacional pela FIA e Especialização em Advocacy e Políticas Públicas pela FGV. Possui experiência na área de inovação, inteligência de mercado e estratégia tendo atuado em empresas privadas e como consultora de negócios de impacto social. Atualmente é Coordenadora de inovação e Estratégia na ACT Promoção da Saúde, onde tem coordenado o planejamento de advocacy para a promoção de medidas fiscais que estimulem o acesso à alimentação saudável e restrinjam os ultraprocessados. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Parceiros Institucionais

  • AVC no Brasil: Soluções Inovadoras e Ações Conjuntas para um Atendimento Integral

    A capacitação de hospitais, o uso de tecnologias e a abordagem integrada são passos importantes para salvar vidas e reduzir sequelas do AVC O evento " AVC: soluções concretas para garantir acesso integral à saúde " destacou avanços e desafios no cuidado ao AVC no Brasil , reunindo especialistas para discutir estratégias e apresentar modelos de sucesso que podem transformar a realidade do atendimento. O encontro contou com a participação de Aristides de Oliveira Neto e Felipe Reque, ambos do Ministério da Saúde; Francis Fujii, do SAMU-SP; Kathiaja Souza, da Boehringer Ingelheim; Octávio Pontes, da FMRP-USP; Pablo Maciel Moreira, da Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista; e Sheila Martins, da Rede Brasil AVC/WSO . A moderação ficou a cargo de Mark Barone, Coordenador-geral do FórumCCNTs . O principal objetivo do debate foi discutir o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e a linha de cuidados para o AVC no Brasil , identificar barreiras à sua implementação e apresentar modelos bem-sucedidos que poderiam ser escalados para atender populações subassistidas. Também foram abordadas estratégias de colaboração intersetorial para assegurar um fluxo completo e de qualidade no atendimento ao AVC , desde a prevenção até a reabilitação. Octávio Pontes, FMRP-USP Durante o evento, Mark Barone , Fundador do FórumCCNTs, destacou a relevância do tema, lembrando que o AVC é uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo . Ele enfatizou que o risco pode ser significativamente reduzido com prevenção, cuidados rápidos e um sistema de saúde organizado para tratar essa emergência médica. "Precisamos fortalecer a linha de cuidado, com atenção desde a prevenção até a reabilitação, garantindo acesso integral e equitativo a todos os brasileiros", afirmou. Além disso, abordou a relação entre condições crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade, com o aumento do risco de AVC , reforçando a importância de estratégias integradas, incluindo a vacinação, para proteger esses grupos vulneráveis. Kathiaja Souza, Boehringer Ingelheim As iniciativas da Boehringer Ingelheim no cuidado ao AVC foram apresentadas por Kathiaja Souza , com destaque para os avanços proporcionados pelos medicamentos trombolíticos e o impacto de projetos como o Telestroke , que conecta especialistas remotamente para atender pessoas com condições de saúde em áreas sem neurologistas, e o programa Cidade Angels , que capacita hospitais para um atendimento mais eficiente ao AVC. "O programa Angels já alcançou mais de 100 hospitais no Brasil, levando capacitação e melhores práticas para garantir diagnósticos e tratamentos mais rápidos", afirmou. A importância de gerar evidências científicas e de apoiar políticas públicas que assegurem acesso a diagnósticos e tratamentos de qualidade também foi enfatizada. Sheila Martins, Rede Brasil AVC | WSO As portarias 664  e 665 , lançadas em abril de 2012, marcaram um avanço significativo no tratamento do AVC no Brasil, possibilitando o custeio do tratamento trombolítico com a alteplase e, em breve, a incorporação da tenecteplase . A portaria 665  criou três tipos de centros de AVC : Tipo 1 , com estrutura básica para trombólise; Tipo 2 , com unidade específica de AVC e equipe multidisciplinar mínima; e Tipo 3 , oferecendo tratamento completo e reabilitação. Atualmente, o Brasil conta com 119 centros habilitados, sendo a maioria do Tipo 3 . Sheila Martins destacou a importância da telemedicina, como o projeto Telestroke , para superar a falta de especialistas em regiões distantes, garantindo consultoria em tempo real. Em 2020, foi consolidada a linha de cuidado para o AVC, desde a prevenção até a reabilitação, e, em 2023, a trombectomia mecânica foi incorporada ao SUS , com base nos resultados do estudo Resilient . O registro Rescue, com mais de 200 hospitais brasileiros, monitora indicadores de qualidade e ajuda a identificar lacunas assistenciais, contribuindo para a melhoria contínua do acesso ao tratamento. Pablo Maciel Moreira, SMS-Vitoria da Conquista Pablo Maciel Moreira , representando a atenção primária, apresentou as ações realizadas em Vitória da Conquista , que têm como foco a prevenção e a gestão integrada das condições crônicas, fundamentais para a redução do AVC. "A atenção primária é a porta de entrada para um cuidado mais integral e preventivo. Investir nessa base é garantir que menos pessoas cheguem ao hospital com um AVC", afirmou. Em Vitória da Conquista, a cidade tem utilizado tecnologias como monitoramento remoto da pressão arterial e testagem rápida para diabetes e dislipidemia, o que tem permitido a detecção precoce de condições de risco. "Essas ações não só ajudam na gestão das condições crônicas, mas também têm impactado positivamente na redução de complicações", explicou. Francis Fujii, SAMU-SP Francis Fujii , do SAMU-SP, abordou os desafios enfrentados na maior cidade do país, com uma população de 12 milhões de habitantes que chega a 20 milhões em horários de pico, onde enfrentam o grande desafio de equilibrar recursos escassos com demandas ilimitadas. Com 120 ambulâncias divididas entre três tipos de suporte — Avançado, Intermediário e Básico —, o SAMU adota um sistema de triagem estruturado para priorizar os casos mais graves. Francis Fujii destacou a importância da educação da população sobre sinais de alerta e o acionamento correto do serviço , afirmando que "a utilização otimizada dos recursos pode salvar vidas e melhorar a qualidade do atendimento". Felipe Reque, Ministério da Saúde Felipe Reque , do Ministério da Saúde , apresentou iniciativas de expansão da rede de urgência, como o uso de motolâncias e serviços aeromédicos em regiões remotas. Ele mencionou que o SAMU já cobre 88% da população brasileira e que há planos para universalizar o serviço até o final do governo. Aristides de Oliveira Neto, Ministério da Saúde A iniciativa " Cidade Angels ", pioneira no mundo, foi destacada por Octávio Pontes como um modelo de sucesso. Ribeirão Preto foi reconhecida pela organização exemplar do atendimento ao AVC , integrando educação, protocolos regionais e uso de telemedicina. Ao final, os painelistas participaram de um debate interativo, mediado por Mark Barone, onde discutiram possíveis ações conjuntas para fortalecer a linha de cuidados ao AVC no Brasil . O debate encerrou com um consenso entre os painelistas: é necessário unir esforços para superar as barreiras existentes, ampliar o acesso a tratamentos modernos e capacitar equipes de saúde para oferecer um cuidado integral e equitativo. O evento deixou um chamado à ação, reforçando o compromisso com a melhoria contínua do atendimento ao AVC e com a saúde pública no Brasil . Assista ao debate aqui: Na imprensa Comunique-se Portal Dino Mundo do Marketing Terra Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Mudanças climáticas e Reforma tributária impactam desafios em CCNTs para 2025

    Reunião de Alto Nível da ONU sobre CCNTs e a COP 30 guiam primeira live do FórumCCNTs em 2025 O evento " CCNTs em Foco: Estratégias e Prioridades para 2025 ", realizado em 27 de janeiro de 2025, reuniu especialistas de diversas áreas em um encontro que marcou as discussões sobre condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil . Este foi um momento estratégico para refletir sobre as ações necessárias neste ano, que será especialmente significativo devido a dois eventos globais: a Reunião de Alto Nível da ONU sobre CCNTs e a COP 30 , que acontecerá no Brasil. Confira os vídeos do evento aqui . A abertura foi conduzida por Mark Barone , Fundador e Coordenador Geral do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil. Em seu discurso, ele enfatizou que 2025 é um ano crucial para o fortalecimento de políticas públicas, o avanço de campanhas de conscientização e o estímulo à colaboração intersetorial entre governo, iniciativa privada e terceiro setor. Segundo ele, o principal objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas que convivem com CCNTs, integrando os avanços globais ao contexto nacional . Mark também destacou a necessidade de alinhamento em relação às mudanças climáticas e seus impactos na saúde, especialmente em países em desenvolvimento. "Precisamos de mais união e pragmatismo, porque o enfrentamento das CCNTs vai além da saúde, abrangendo questões econômicas, ambientais e sociais", afirmou. Durante o evento, Letícia Cardoso , representante do Ministério da Saúde , trouxe uma perspectiva nacional sobre como as mudanças climáticas impactam diretamente o manejo das CCNTs. Ela mencionou tragédias recentes no Rio Grande do Sul como exemplo do efeito de eventos climáticos extremos, que dificultam o acesso da população a medicamentos, tratamentos e serviços de saúde . "Quando falamos em mudanças climáticas, precisamos entender que estamos lidando com uma crise que afeta os mais vulneráveis. Quem vive com CCNTs sente os impactos de forma ainda mais severa ", alertou Letícia. Além disso, ela mencionou a inclusão da saúde no Plano Clima como uma conquista importante para o Brasil, permitindo que o país lidere discussões globais sobre a interseção entre saúde e meio ambiente. Na sequência, Katia Campos , da Organização Mundial da Saúde (OMS) , ampliou a discussão com uma visão global. Em sua apresentação, Katia destacou as iniciativas estratégicas da OMS para o ano, como os diálogos temáticos em parceria com a Fundação das Nações Unidas . Essas ações buscam fortalecer tanto a prevenção quanto a reabilitação das CCNTs, além de ampliar o alcance das políticas públicas de saúde mental. "O Multistakeholder Hearing será um momento crucial para que a sociedade civil seja ouvida", afirmou Katia, reforçando a importância de construir uma declaração política robusta na Reunião de Alto Nível da ONU. Ela também abordou a necessidade de traduzir as mensagens globais em ações locais , garantindo impacto direto nas comunidades: "A comunicação é nossa melhor ferramenta para conscientizar e envolver as pessoas". Katia Campos, OMS Outro ponto alto do evento foi a participação de Marília Albiero , da ACT Promoção da Saúd e, que trouxe atualizações sobre os avanços em políticas tributárias no Brasil. Marília destacou as conquistas de 2024, especialmente na tributação de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados , e explicou como essas políticas são essenciais para reduzir fatores de risco associados às CCNTs. "O impacto dessas políticas vai muito além de números; trata-se de salvar vidas e promover uma cultura de saúde no Brasil ", ressaltou. Ela também apontou os desafios para 2025, como garantir a implementação eficaz dessas medidas e evitar retrocessos legislativos. Marília Albiero, ACT Promoção da Saúde A discussão sobre a alíquota zero para produtos saudáveis e a sua implantação foi tema de um debate detalhado, trazendo à tona questões estruturais e conjunturais que impactam a saúde e a alimentação no Brasil. Durante o evento, Mark Barone questionou sobre a ansiedade da população em relação a essa medida e sobre a previsão para que ela se torne realidade. Marilia Albiero explicou que a mudança no sistema tributário está prevista para avançar a partir de 2026, com um período de transição e testes de alíquota antes da sua implementação completa. Ela destacou que a população tem razão em esperar mudanças, principalmente devido à pressão dos preços dos alimentos , que afeta mais os produtos saudáveis devido às suas características naturais e maior vulnerabilidade às flutuações econômicas. Entretanto, reforçou que essa é uma medida estruturante, planejada para o longo prazo, e que não trará impacto imediato nos preços . Ela mencionou também outras iniciativas em andamento, como as cozinhas solidárias e políticas de incentivo à produção local, promovidas por diferentes ministérios, para lidar com a conjuntura e preparar o Brasil para um sistema alimentar mais resiliente. Posteriormente, Mark questionou sobre a relevância da participação nas discussões de alto nível promovidas pelas Nações Unidas . Kátia Campos esclareceu que essas reuniões são cruciais porque elevam as discussões sobre saúde para um patamar presidencial e governamental, envolvendo chefes de Estado e tomando decisões que transcendem o âmbito do Ministério da Saúde. Essas discussões, segundo ela, são essenciais para que as políticas necessárias ao enfrentamento das condições crônicas sejam efetivamente implementadas . Além disso, destacou a importância do apoio da sociedade civil e da academia nesse movimento de advocacy . Leticia Cardoso, Ministério da Saúde Letícia Cardoso apontou a complexidade de traduzir conceitos como sindemia e divisão sistêmica para a alta gestão , mas enfatizou que há abertura para essas discussões no Ministério da Saúde. Ela ressaltou o impacto das mudanças climáticas na ocorrência e tratamento de condições crônicas, bem como a necessidade de integração entre setores para enfrentar os desafios. Apontou também a importância de dados para sustentar negociações e de ações locais para implementar estratégias nacionais, como o plano de saúde para a Amazônia Legal . Segundo ela, essas iniciativas precisam ser traduzidas em políticas implementáveis nos estados e municípios, onde de fato ocorrem os atendimentos e as ações que impactam a vida da população. O debate concluiu com uma reflexão sobre a importância de unir esforços para articular políticas estruturantes que melhorem o acesso à alimentação saudável e enfrentem condições crônicas , além de reforçar a necessidade de engajamento em discussões de alto nível para promover mudanças significativas no sistema de saúde. Com discussões dinâmicas e uma troca rica de perspectivas, o evento deixou clara a importância da colaboração entre diferentes setores para enfrentar os desafios impostos pelas CCNTs no Brasil e no mundo . Ao final, os participantes reafirmaram a necessidade de ações coordenadas e ambiciosas para fazer de 2025 um ano transformador. Eventos como a COP 30 e a Reunião de Alto Nível da ONU sobre CCNTs foram citados como oportunidades únicas para que o Brasil reforce seu papel de liderança global, promovendo políticas que aliam saúde, equidade e sustentabilidade . Na imprensa Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais

  • Baixa adesão à vacinação em adultos com CCNTs evidencia um problema nacional; apenas 1 em cada 4 pessoas receberam vacina contra influenza em 2024

    Menos de 30% das pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) receberam a vacina contra influenza em 2024, ressaltando a urgência de ampliar a imunização entre essa população vulnerável O evento interativo online " Cobertura Vacinal de Adultos: Proteção Indispensável para Diabetes, Outras DCNTs/CCNTs e Toda a População ", realizado em 30 de setembro de 2024 pelo FórumCCNTs , reuniu especialistas para discutir a importância da vacinação em adultos, especialmente para aqueles com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). O objetivo central foi promover a conscientização sobre a vacinação nessa população, com foco nas condições como Herpes Zoster e Vírus Sincicial Respiratório (VSR) , que afetam principalmente pessoas com diabetes, asma, obesidade e outras condições crônicas . Marcelo Freitas, GSK Os painelistas trouxeram perspectivas diversas sobre o impacto dessas condições e as barreiras que dificultam a adesão à vacinação. Marcelo Freitas , representante da GSK, destacou a relação entre imunização e longevidade: " Quando discutimos longevidade, queremos falar sobre uma longevidade com qualidade , uma longevidade saudável. Por isso, precisamos realmente entender que a imunização é uma parte fundamental da saúde dos adultos." Lucas Xavier, YLD-IDF De acordo com  Lucas Xavier , representante dos Young Leaders da Federação Internacional de Diabetes  (YLD-IDF), iniciou a discussão enfatizando a jornada das pessoas que vivem com diabetes. Ele questionou se o Brasil realmente dá a devida importância a essa condição crônica e às vacinas. Lucas observou que, ao longo dos anos, a quantidade de adultos vacinados vem diminuindo, o que é alarmante, especialmente considerando o impacto do diabetes na saúde geral da população. Ele abordou duas situações críticas relacionadas ao diabetes: Diabetes Tipo 1 : Lucas destacou a transição difícil enfrentada por jovens adultos que foram diagnosticados com diabetes tipo 1 na infância . Este período é muitas vezes marcado por uma diminuição no cuidado e acompanhamento médico, resultando em uma falta de orientação sobre como lidar com a condição. Esse desafio é agravado pela ausência de conversas sobre vacinação durante essa transição, deixando os jovens sem as informações necessárias para manter sua saúde. Diabetes Tipo 2 : A situação se complica ainda mais para os adultos com diabetes tipo 2, muitos dos quais nem sabem que têm a condição. Lucas ressaltou que, entre aqueles que estão cientes de seu diagnóstico, muitos não têm conhecimento suficiente sobre medicações e tempo de tratamento. Ele também mencionou a falta de acesso a centros especializados de vacinação , que poderiam ajudar a aumentar a conscientização e a proteção desse grupo vulnerável. Mark Barone, Coordenador-geral do FórumCCNTs , enfatiza o grave risco que a falta de atualização vacinal representa para pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). "Pessoas com CCNTs, que são o foco do FórumCCNTs, enfrentam um risco aumentado quando acometidas por condições imunopreveníveis. Por isso, é essencial manter as vacinas em dia", afirma Barone. Ele ainda ressalta que, diante da baixa cobertura vacinal nesse grupo, o FórumCCNTs lançou uma campanha para conscientizar a população e tentar reverter essa situação alarmante. Barone também destaca que, assim como a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) ,  a vacina contra a influenza tem o potencial de reduzir condições cardiovasculares e mortes , especialmente em pessoas com diabetes, hipertensão, outras CCNTs e maiores de 65 anos. Isabella Ballalai, SBIm Isabella Ballalai , da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), apresentou dados alarmantes sobre a cobertura vacinal entre a população adulta. Ela afirmou que , em 2020, apenas 9.631.786 pessoas entre 50 e 59 anos foram vacinadas, enquanto 13.845.645 não receberam a vacina , segundo a Estimativa de Vacinados, Não Vacinados e Coberturas Vacinais por Grupo Etário com Primeiras Doses Acumuladas de Vacinas com Componentes de Sarampo, Brasil 2020 - PNI. Isabella se aprofundou nas razões que contribuem para essa baixa adesão, destacando: Falta de Informação : Muitas pessoas simplesmente não estão cientes da importância da vacinação e das vacinas disponíveis para adultos. Baixa Percepção de Risco : A falta de conscientização sobre os riscos associados a condições infecciosas pode levar à desmotivação para se vacinar. Falta de Prescrição Médica : A ausência de orientações claras dos profissionais de saúde sobre a necessidade de vacinação em adultos também é um fator preocupante. Acesso Limitado : O acesso a serviços de saúde e vacinação ainda é um desafio para muitas comunidades. Isabella também menciona um estudo sobre a imunização contra a COVID-19 em países da América Latina, que revelou que a confiança nas vacinas é um fator crítico para a adesão . As redes sociais foram identificadas como uma fonte significativa de informação, com aproximadamente 13% dos vacinados e 40% dos não vacinados relatando que suas principais fontes de informação vieram dessas plataformas . Ela alertou que a desconfiança em relação às vacinas e a disseminação de informações errôneas nas redes sociais podem influenciar negativamente a intenção de vacinação, exacerbando a aceitação desigual das vacinas entre diferentes grupos demográficos. Nancy Bellei, UNIFESP A discussão também abordou as condições específicas que afetam os adultos, como o Herpes Zoster. Nancy Bellei , da UNIFESP, explicou que a imunossenescência torna os adultos mais suscetíveis à reativação do vírus varicela-zoster, o que pode levar a complicações graves, como acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e infartos. " A incidência de herpes zoster aumenta significativamente a partir dos 50 anos ", alertou. Renato Kfouri, SBIm Renato Kfouri , também da SBIm, reforçou a relevância da vacinação em idosos e pessoas com comorbidades, apontando que essas populações são especialmente vulneráveis a infecções imunopreveníveis, como influenza e pneumonia. Segundo ele, "o diabetes aumenta o risco em 6 vezes, as DPOCs em 7,1 vezes, e a cardiopatia crônica em 10,6 vezes " para complicações por infecções. Lorena Diniz, CRIE Goiás As vacinas disponíveis no Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE)  e aquelas que ainda não estão disponíveis, assim como os motivos para isso, são importantes de serem discutidas. Primeiramente, o CRIE foi instituído para proporcionar equidade a essa população que vive em situação de maior vulnerabilidade . O Programa Nacional de Imunização busca garantir a igualdade, oferecendo a todos as mesmas oportunidades de vacinação por faixa etária. O calendário vacinal já instituído, juntamente com a criação do CRIE pelo Ministério da Saúde , visa adaptar as oportunidades e assegurar a justiça para essa população vulnerável. Lorena Diniz , do CRIE Goiás, reforça a importância de entender quais vacinas ainda não estão disponíveis no CRIE e por que isso ocorre, destacando que as vacinas disponíveis incluem as necessárias para garantir proteção de forma equitativa para todos. Ela também enfatiza que o CRIE tem o objetivo de atender de forma diferenciada pessoas com condições especiais , oferecendo vacinas que, muitas vezes, só estão disponíveis em redes privadas. O Ministério da Saúde considera tanto as comorbidades quanto a vulnerabilidade de cada uma delas, analisando o que está disponível e o que os laboratórios podem entregar para alcançar o público-alvo. O ministério calcula quantas pessoas com diabetes, pessoas com câncer, pessoas com nefropatia, entre outros, existem e, a partir disso, estabelece a indicação e o acesso. Existe um catálogo extenso de vacinas no CRIE, e a cada dia ampliamos mais as possibilidades, quase atingindo as vacinas disponíveis no setor privado. Eder Gatti, Ministério da Saúde No debate sobre a inclusão da vacina contra herpes zóster no calendário vacinal  do Ministério da Saúde para pessoas acima de 50 anos, Eder Gatti , do Ministério da Saúde, explicou que a decisão é pautada pela necessidade de priorização dentro do Programa Nacional de Imunizações (PNI) . Ele destacou que o país enfrenta desafios epidemiológicos mais urgentes, como o vírus sincicial respiratório (VSR) , responsável pela morte de mais de 100 bebês por ano  no Brasil, e as arboviroses , como dengue, que provocou uma grave crise de saúde pública nos últimos anos. Além disso, o Ministério busca a incorporação de vacinas contra a meningite B e chikungunya, com uma vacina para esta última já em fase de licenciamento. Gatti esclareceu que, embora a vacina contra herpes zóster seja desejada, o foco atual são essas prioridades críticas. Quando o debate se volta à questão da sensibilização da população e à capacitação dos profissionais de saúde, Nancy Bellei, da UNIFESP, ressaltou que apenas um terço das pessoas com cardiopatias ouve falar sobre a vacina contra a gripe em consultas . Ela também apontou que a vacinação de adultos é pouco abordada no currículo médico, o que prejudica o entendimento dos riscos de infecções em pessoas com condições crônicas. O treinamento dos profissionais precisa ser revisto, especialmente em relação às vacinas voltadas para essas populações de risco. Isabella Ballalai, da SBIm, reforçou a necessidade de maior articulação entre as sociedades médicas . Ela destacou avanços recentes, como a parceria da SBIm com sociedades de cardiologia, oncologia e infectologia, o que está gerando um movimento positivo em favor da vacinação de adultos. Ballalai também chamou atenção para o papel das fake news , alertando que é inadmissível que médicos não saibam identificar informações falsas, o que compromete o aumento da cobertura vacinal. Lucas Xavier, da YLD-IDF, abordou a dificuldade no acesso à vacinação para pessoas com condições crônicas . Ele defendeu que os profissionais de saúde precisam introduzir o tema durante as consultas regulares e utilizar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIEs), que estão distribuídos nas principais capitais do país, facilitando o acesso para esses grupos de risco. Sobre o desabastecimento de vacinas, Gatti afirmou que o país enfrenta problemas na cadeia de suprimento, com a vacina de varicela, por exemplo, em falta devido a um processo regulatório que se arrasta desde o ano passado. Ele também mencionou a substituição da vacina de meningite C pela ACWY, garantindo a cobertura de antígenos necessários para proteger as crianças. A normalização do abastecimento dessas vacinas está prevista para o final do ano . Esses dados refletem os desafios que o Brasil enfrenta para garantir uma cobertura vacinal mais ampla e equilibrada, priorizando as maiores ameaças epidemiológicas enquanto trabalha na ampliação da disponibilidade de outras vacinas. O evento " Cobertura Vacinal de Adultos: Proteção Indispensável para Diabetes, Outras DCNTs/CCNTs e Toda a População " ressaltou a necessidade de ampliar a conscientização e a adesão à vacinação, especialmente entre adultos com condições crônicas . A discussão evidenciou as complexidades do cenário vacinal no Brasil, destacando barreiras que vão desde a falta de informação até o acesso limitado a serviços de saúde. É fundamental que haja uma colaboração eficaz entre profissionais de saúde, instituições e a população para garantir que a vacinação se torne uma prioridade na saúde pública. Promover a conscientização sobre a importância da imunização e superar a desconfiança relacionada às vacinas são passos essenciais para aumentar a adesão à vacinação . Assim, a imunização deve ser encarada não como uma opção, mas como uma necessidade vital, assegurando a saúde e o bem-estar de todos e contribuindo para uma sociedade mais saudável e protegida . Para mais informações e discussões detalhadas sobre o tema, é possível assistir ao conteúdo completo disponível no YouTube, clique aqui . Na imprensa iG O Globo Portal Comunique-se Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • CNS aprova diretrizes e propostas do FórumCCNTS e ABEn-MG durante a 4ª CNGTES

    Foram aprovadas propostas, diretrizes e moções, voltadas à democracia, ao trabalho e a educação na saúde para o desenvolvimento. FórumCCNTs e ABEn-MG realizaram I Conferência Livre Nacional em julho de 2024 Um momento para celebrar o ótimo ano de 2024. Em dezembro do ano passado aconteceu a etapa nacional da 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde , promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e realizada no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) , em Brasília, que se propôs a discutir propostas e diretrizes que vieram dos 27 estados e do Distrito Federal no âmbito do trabalho e da educação na saúde. Foto: Elton Sady Representado por Elton Junio Sady Prates (ABEn-MG | FórumCCNTs ), Livia Angeli Silva (ABEn Nacional e IFBA) Maria Odete Pereira  (UFMG, ABEn-MG, FórumCCNTs ), Thalisson Carlos Campos Santos (ABEn-MG) e Samuel Lopes dos Santos  (Assistente social) , todas as propostas e diretrizes enviadas a partir da I Conferência Livre Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no Contexto das Condições Crônicas Não Transmissíveis foram aprovadas e seguirão para o relatório final da 4ª CNGTES . A 4ª CNGTES recebeu 2.391 pessoas participantes, sendo 1.575 pessoas delegadas (cinco eleitas em Conferência Livre realizada pelo FórumCCNTs em julho de 2024) que vieram de seus territórios para defender o fortalecimento da democracia participativa e a valorização dos trabalhadores da saúde como fundamentais para consolidar o sistema como um instrumento de justiça social. Ao final, foram aprovadas 84 diretrizes, 291 propostas e 64 moções , voltadas à democracia, ao trabalho e a educação na saúde para o desenvolvimento. As três diretrizes e nove propostas ( disponíveis aqui ) formuladas durante a I Conferência Livre Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no Contexto das Condições Crônicas Não Transmissíveis , organizada pela ABEn-MG e pelo  Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil , foram aprovadas. Essas contribuições seguem agora para o  Ministério da Saúde , com o objetivo de nortear as políticas públicas da gestão do trabalho e da educação na saúde nos próximos anos. FórumCCNTs e ABEn-MG elencaram três eixos para enfatizar em 2024 com o desafio da equidade na gestão participativa do trabalho e da educação em saúde , uma agenda estratégica no âmbito do SUS para o futuro do Brasil e o desenvolvimento do trabalho na produção da saúde e do cuidado das pessoas que fazem o SUS acontecer . Confira abaixo as Diretrizes e Propostas Aprovadas da I Conferência Livre Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no Contexto das CCNTs Eixo I - Democracia, controle social e o desafio da equidade na gestão participativa do trabalho e da educação em saúde Diretriz:   Garantir a inclusão das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) como uma prioridade na agenda das ações de gestão do trabalho e da educação na saúde, promovendo a participação das pessoas que vivem com CCNTs nos espaços de gestão participativa e controle social do Sistema Único de Saúde. Propostas: 1) Incorporar, de forma regulamentada nos diferentes níveis de gestão do Sistema Único de Saúde, pessoas que vivem com Condições Crônicas Não Transmissíveis na construção, condução e avaliação de políticas de gestão do trabalho e da educação em saúde, alinhado à resolução Social participation for universal health coverage, health and well-being , proposta pelo Brasil e outros países, e amplamente apoiada e aprovada durante a 77ª Assembleia Mundial da Saúde, em 2024. Esta medida visa ampliar a participação social e identificar lacunas no sistema de saúde, permitindo decisões mais democráticas e equitativas. 2) Assegurar a realização de conferências nacionais, estaduais, municipais e livres com periodicidade definida, especialmente a cada quatro anos. Essas conferências permitirão revisar políticas e desafios da gestão do trabalho e da educação após mudanças políticas e de prioridades do sistema de saúde. 3) Estabelecer, no âmbito do Ministério da Saúde, uma comissão nacional de avaliação, revisão e ampliação das políticas de promoção da equidade em saúde do Sistema Único de Saúde, com representação de gestores, usuários, trabalhadores e pesquisadores. O objetivo é assegurar a plena implementação dessas políticas em todo território nacional e enfrentar as iniquidades em saúde, especialmente no contexto das pessoas que vivem com Condições Crônicas Não Transmissíveis. Eixo II - Trabalho digno, decente, seguro, humanizado, equânime e democrático no SUS: uma agenda estratégica para o futuro do Brasil Foto: Arquivo pessoal Diretriz: Assegurar a efetiva implementação de uma política de valorização dos trabalhadores do SUS, visando estabelecer um plano nacional de carreira digno e com carga horária adequada, visando a fixação de servidores em todo território nacional de forma a enfrentar os vazios assistenciais e o trabalho com vínculos precários, especialmente na APS. Propostas: 1) Garantir uma jornada máxima de 30 horas para os profissionais de saúde, conforme preconizado pela Organização Internacional do Trabalho e a Organização Mundial da Saúde. Deve-se, por meio de normativas, estabelecer uma carga horária adequada e condições de trabalho seguras e dignas para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de reduzir a precariedade dos vínculos trabalhistas e melhorar a qualidade da assistência. 2) Desenvolver programas específicos de incentivo para a fixação de profissionais de saúde em áreas de difícil acesso e regiões vulneráveis, incluindo remunerações adicionais, apoio logístico e oportunidades de formação e desenvolvimento profissional contínuo, bem como suporte de saúde mental. Esse programa deve incluir benefícios por tempo de permanência dos profissionais, especialmente na Atenção Primária à Saúde, visando garantir o vínculo, integralidade e a longitudinalidade do cuidado. 3) Oferecer ações com periodicidade definida para ações de educação continuada e permanente em saúde com ênfase na promoção da equidade, direitos humanos e atendimento humanizado, capacitando os profissionais de saúde a oferecer um cuidado humanizado, integral e inclusivo voltado para pessoas que vivem com Condições Crônicas Não Transmissíveis. Além disso, deve-se estimular o uso de linguagem adequada e inclusiva, sem qualquer discriminação, baseadas nas diretrizes e recomendações do "Linguaguem Importa". Eixo III - Educação para o desenvolvimento do trabalho na produção da saúde e do cuidado das pessoas que fazem o SUS acontecer: a saúde da democracia para a democracia da saúde. Diretriz:   Garantir a efetiva implementação da política nacional de educação permanente em saúde, visando à qualificação contínua da força de trabalho do SUS para garantir uma atenção à saúde interprofissional, segura, humanizada e integral, conforme preconizado pelo SUS, promovendo a produção da saúde e do cuidado de forma ampliada. Propostas: 1)  A partir da política nacional de educação permanente, desenvolver e implementar estratégias de educação permanente em saúde que englobem todos os níveis de atenção, com foco na formação interprofissional e na humanização do cuidado. Essas estratégias devem assegurar a atualização contínua dos profissionais do SUS na prevenção, identificação de sinais e sintomas, diagnóstico, cuidado e referenciamento de pessoas com CCNTs, incluindo câncer, obesidade, saúde mental e neurológica. Além disso, é fundamental garantir que as ações estejam alinhadas com as diretrizes do SUS, bem como estejam em consonância com as ações de matriciamento na APS. 2) Ampliar a oferta das ações de formação para o trabalho em saúde, na modalidade de residências multiprofissionais e do Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET-Saúde), além de assegurar a inclusão das linhas de cuidados das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) nas ementas e disciplinas, tendo em vista a demanda crescente por profissionais qualificados para atender de forma integral pessoas com CCNTs, especialmente na Atenção Primária à Saúde. 3) Assegurar a ampliação de investimentos do nível federal, estadual e municipal nas ações do Programa Saúde na Escola (PSE), garantindo a inclusão de ações educativas sobre prevenção de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) no contexto escolar. As ações do PSE devem estar integradas com condutas clínicas das equipes multiprofissionais da Estratégia de Saúde da Família, visando a prevenção e o tratamento das CCNTs ainda na infância ou adolescência, além da inclusão da família neste processo. A educação como alicerce para a construção de um sistema de saúde público e democrático, a consolidação de uma carreira e um fundo de financiamento para sustentar as ações voltadas à valorização profissional no Sistema Único de Saúde. O processo de conferência é contínuo, e a partir do relatório com todas essa propostas e diretrizes, o controle social do SUS oferece à sociedade caminhos para garantir a saúde que é Direito de todas, todos e todes. Fonte: Conselho Nacional de Saúde

  • Relatório Reunião de 01/10/2024 - GT Condições Respiratórias

    Participantes reunião II: Daniele Archanjo - GEPRAPS Participantes reunião I: Zuleid Mattar, ABRA (Facilitadora) Angela Honda, Unifesp Juliana Franceschini, Fundação ProAR Especialistas que fizeram recomendações ao GT: Marcello Baird , ACT - PROBLEMA PRIORITÁRIO : Falta de capacitação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre sinais/sintomas, diagnóstico e cuidados com a asma e a DPOC. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2024: Maior capacitação dos profissionais da APS de municípios que se engajem nesse movimento, somada ao acesso aos medicamentos através da APS, resultando em aumento do diagnóstico oportuno, melhores cuidados e desfechos mais favoráveis. - AÇÕES: 1. Identificação de lacunas, prioridades e modelos exitosos.  Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Mais ações em capacitação da APS em mais municípios, presencial e online. Sociedade paulista de pneumologia está com atividades em municípios do estado de SP. ABRA movimento com Barretos, Aula de DPOC no CONASEM lançado. Curso de atualização pela ASBAG 2.Publicar resultados em carta aberta a ser enviada às sociedades médicas e entidades envolvidas. - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária.  3.Colaboração com o FórumCCNTs em eventos já planejados para 2024 sobre o tema, com o objetivo também de estimular o Ministério da Saúde a levar os medicamentos hoje presentes na farmácia de alto custo para acesso através da APS. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Webinar de Asma, Câncer de pulmão e DPOC, vacinação 4.   Buscar apoio tanto de atores e personalidades da mídia quanto de políticos de todas as esferas (deputados, vereadores e senadores) para dar visibilidade à pauta. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Ato solene na câmara dos deputados para asma grave e câncer de pulmão. Além da abertura solene na câmara do congresso brasileiro de câncer de pulmão. 5. Aproveitar a campanha nacional de vacinação contra influenza 2024 para a importância tanto dessa vacinação para as pessoas com CCNTs, quanto a atenção às condições respiratórias crônicas.  - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. - ATIVIDADES PLANEJADAS PELO GT: Até o final de 2024 não haverá conclusão das mudanças esperadas pelo tempo hábil, e contaremos com os especialistas para maior abrangência e disseminação dos projetos locais. Captar experiências e dicas de como atingir essa meta no Ministério da Saúde  Compartilhar aquisições de novos medicamentos na ANS e CONITEC para que sejam disponibilizados através da atualização dos PCDTs. (termos dicas e orientações de como atingir o objetivo)  Compartilhar novos medicamentos e imunizantes que foram aprovados para uso no Brasil para que sejam incorporados na CONITEC e ANS. (termos dicas e orientações de como atingir o objetivo)

  • Relatório Reunião de 01/10/2024 - GT Obesidade

    Participantes reunião II: Doralice Ramos, PBO (Co-facilitadora) Participantes reunião I: Doralice Ramos, PBO (Co-facilitadora) Camila Mazzeti, OCCA UFMS Patricia Nelly, Secretária de Saúde de Recife-PE. Especialistas que fizeram recomendações ao GT: Gleyce Bezerra , CGAN-SAPS-Ministério da Saúde - PROBLEMA PRIORITÁRIO : Dificuldades de acesso aos cuidados básicos para a pessoa com obesidade na atenção primária - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2024: Elaborar e divulgar amplamente, com a participação das pessoas com obesidade, documento com o objetivo de engajar os atores sociais na preconização, desenvolvimento e implementação de políticas relacionadas à prevenção e cuidados de pessoas com obesidade (exemplos: regulação de alimentos em escolas, gordofobia, presença de profissional de educação física na Atenção Primária à Saúde). Iniciar movimento dentro do Ministério da Saúde para o desenvolvimento de ações que melhorem o acesso aos cuidados da obesidade na atenção primária. - AÇÕES: 1. Discutir e planejar ações de educação da pessoa com obesidade e profissionais da atenção primária sobre a condição e o seu tratamento, e equipar escolas para atuarem proativa e educativamente no tema. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. O GT conseguiu propor mudanças em alguns Projetos de Lei, como o Estatuto da pessoa com obesidade, com intuito de garantir a melhoria do cuidado à pessoa com obesidade. Além disso, tivemos o lançamento da agenda legislativa de obesidade na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. 2. Reunir organizações da sociedade civil, sociedades médicas e hospitalares, profissionais de saúde, gestores, pessoas com obesidade e secretarias estaduais, com o intuito de debater sobre as dificuldades encontradas para o acesso e como levar essas demandas para o Ministério da Saúde. - Houve avanços e esta ação foi superada. A carta sobre obesidade foi enviada para o Ministério da Saúde. 3. Participar de audiências públicas, sessões solenes e seminários em ambientes abertos para o acompanhamento dos indicadores e ações do poder público. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Houve alteração de projetos de lei sobre obesidade, com intuito de melhorar a abordagem da doença e promover o cuidado integral à pessoa com obesidade através de uma abordagem multiprofissional. Além disso, houve uma audiência pública na comissão de saúde, em agosto, para lançar a agenda legislativa sobre obesidade do PBO. 4. Alinhar estratégias com os GTs de Alimentação Saudável, Atividade Física e Diabetes. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Houve uma articulação muito boa com o GT diabetes na escrita da carta para o Ministério da Saúde. 5. Buscar evidências científicas que permitam debate sobre o papel das novas alternativas terapêuticas (ex: ozempic) no controle da obesidade no país. - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária. Haverá alteração da redação à ponto de deixá-lo mais específico NOVA ATIVIDADE COLETIVA que este GT prevê implementar para atingir as mudanças esperadas: Incidir para que a carta sobre obesidade, enviada para o Ministério da saúde, seja respondida e assim possamos articular mais ações e estratégias para o cuidado integral da obesidade.

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