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  • NCD Alliance lança o Mapa de Envolvimento, uma ferramenta para transformar as CCNTs com experiências vividas por pessoas com condições de saúde

    A iniciativa Our Views, Our Voices da NCD Alliance lançou o Mapa de Envolvimento , uma plataforma dinâmica que mostra as diversas formas como as pessoas que vivem com Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) estão a fazer a diferença na defesa de direitos, na tomada de decisões e no envolvimento comunitário. Foto: NCD Alliance Se você fez parte de uma iniciativa ou conhece um esforço que exemplifica o envolvimento significativo de pessoas com experiência vivida , envie um Relatório de Envolvimento e adicione-o ao mapa. Assim é possível inspirar outras pessoas e ajudar a tornar o envolvimento significativo uma realidade. Por meio deste mapa interativo, você pode explorar uma coleção crescente de Relatórios de Envolvimento que destacam: Engajamento da comunidade : encontros, conferências e iniciativas que promovam envolvimento significativo relacionado a advocacy. Treinamentos : oportunidades de capacitação para envolvimento significativo. Recursos : Ferramentas e materiais projetados para dar suporte à defesa das CCNTs e ao envolvimento significativo. Tomada de decisão : Processos que incluem pessoas com experiências vividas de CCNTs na formulação de políticas ou estratégias. Compartilhe sua história – Envie um relatório de envolvimento Foto: NCD Alliance Se você fez parte de uma iniciativa ou conhece um esforço que exemplifica o envolvimento significativo de pessoas que vivem com CCNTs , envie um Relatório de Envolvimento e adicione-o ao mapa. Como funciona? Envie seu relatório : preencha o formulário de envio em nosso site. Processo de moderação : para garantir qualidade e relevância, todos os envios são revisados ​​por nossa equipe antes de serem publicados no mapa. Seja destacado : depois de aprovado, seu relatório será exibido no mapa, alcançando um público global. Junte-se a construção de um recurso abrangente que destaca o poder transformador do envolvimento significativo. Envie um relatório com uma das opções abaixo: Envolvimento da comunidade [ clique aqui ] Tomando uma decisão [ clique aqui ] Recurso [ clique aqui ] Treinamento [ clique aqui ] Fonte: NCD Alliance

  • CIT Anuncia Estratégias para Melhoria do Acesso ao Tratamento de Câncer e Ampliação da Cobertura Vacinal

    Reunião tratou de estratégias para otimizar a distribuição de vacinas, reduzir atrasos no tratamento de câncer, fortalecer a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, e ampliar o Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, com foco na equidade e no acesso à saúde pública Na 10ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) , realizada em 8 de novembro de 2024, foram discutidas ações estratégicas voltadas à governança e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) . A CIT, composta por representantes do Ministério da Saúde , do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) , consolidou-se como um espaço essencial para a negociação entre gestores do SUS, promovendo a transparência nas decisões e o acesso universal à saúde. Uma das medidas discutidas foi o monitoramento das vacinas pelo Ministério da Saúde , em resposta ao cenário de desabastecimento e incertezas sobre os percentuais distribuídos. A criação de um painel de monitoramento permitirá o acompanhamento detalhado das vacinas entregues em cada estado e município , proporcionando à população informações claras e acessíveis sobre a distribuição dos imunizantes. Outro ponto crucial discutido foi o atraso no tratamento de câncer , um problema alarmante no Brasil. Estudos revelam que 50% dos pessoas diagnosticadas começam o tratamento com uma espera superior a 60 dias . Esse atraso impacta diretamente a taxa de mortalidade, que aumenta de 6 a 16% dependendo do tempo de espera . Casos específicos, como a radioterapia para câncer de cabeça e pescoço, têm o risco de morte elevado em 9% para cada mês de atraso , reforçando a urgência em otimizar o acesso ao tratamento oncológico. Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) tem avançado com a elaboração de suas diretrizes, que começaram a ser discutidas em agosto pela Secretaria de Atenção Especializada em Saúde (SAES ). O processo envolve diversas Secretarias do Ministério da Saúde, como a de Atenção Primária, Saúde Digital, Ciência e Tecnologia, e Vigilância em Saúde , com o objetivo de integrar esforços para enfrentar o câncer de forma ampla e coordenada . A PNPCC tem como objetivo não apenas reduzir a incidência de câncer, mas também melhorar o acesso ao cuidado integral , promovendo a saúde e a qualidade de vida das pessoas afetadas. Um dos pilares dessa política é a criação da   Rede de Prevenção e Controle do Câncer (RPCC) , uma estratégia fundamental para o SUS. A RPCC visa integrar esforços na vigilância, acompanhamento e tratamento do câncer , reconhecendo a condição como multifatorial e crônica, que exige uma abordagem contínua e organizada. A implementação dessa rede inclui a formação de profissionais e a incorporação de novas tecnologias , com especial foco na inclusão de medicamentos oncológicos no SUS. A política está sendo construída com base em discussões e oficinas que envolvem representantes do CONASS, CONASEMS e outras entidades, visando a implementação de um sistema de saúde que garanta cuidado integral, acesso à informação e qualidade para todos. A proposta de criação da Rede de Prevenção e Controle do Câncer (RPCC) se destaca como uma estratégia fundamental para organizar o SUS na prevenção, monitoramento e atendimento integral de pessoas com câncer. A RPCC visa oferecer cuidados que englobam desde a promoção da saúde e vigilância até os cuidados paliativos , reconhecendo o câncer como uma condição multifatorial que requer uma abordagem completa. A ampliação do Programa Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN)  traz uma série de avanços para a saúde pública no Brasil, com ênfase na universalização do acesso a recursos para todos os 5.569 municípios do país. A nova iniciativa, que inclui o Novo Incentivo de Alimentação e Nutrição , foi desenhada para garantir a distribuição equitativa de recursos, utilizando critérios de vulnerabilidade social (Índice de Vulnerabilidade Social – IVS) e de má nutrição. Um dos destaques do programa é o aumento expressivo no repasse de recursos, que saltou de R$ 54 milhões para R$ 140 milhões, um crescimento de 159,25% . Essa verba será distribuída anualmente para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde (SES e SMS), com 1.140 municípios (20,4%) recebendo repasses maiores por meio do Fundo de Alimentação e Nutrição (FAN) e 4.430 municípios (79,5%) que, pela primeira vez, serão contemplados com o incentivo. No total, o aumento no repasse representa um impressionante crescimento de 288,59%. Essa expansão visa a melhoria da alimentação e nutrição em todo o território nacional, impactando diretamente a saúde de milhões de brasileiros. Essas diretrizes reforçam o compromisso do SUS em estruturar uma saúde pública que prioriza o cuidado integral da população , amplia o acesso a serviços e promove políticas essenciais para o bem-estar coletivo. O FórumCCNTs também tem atuado ativamente em questões relacionadas à baixa cobertura vacinal e ao enfrentamento do câncer , com ações como a Call-to-Action  para aumentar a cobertura vacinal  e uma recomendação formal para a implementação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer . Essas ações complementam os esforços da CIT e contribuem para a construção de um SUS mais eficiente e acessível . Assista à reunião na íntegra clicando aqui .

  • IAPO lança UHC Compass, a nova ferramenta para impulsionar a Cobertura Universal de Saúde

    A International Alliance of Patients' Organizations ( IAPO ) lançou o UHC Compass , uma ferramenta inovadora que marca o Universal Health Coverage Day (UHC Day) 2024 , tornando-a publicamente acessível para organizações de pessoas com condições de saúde em todo o mundo. O UHC Compass é uma ferramenta inovadora criada para capacitar e dar suporte a organizações de pessoas com condições de saúde , impulsionando o progresso em direção à Cobertura Universal de Saúde em seus países. Ela foi desenvolvida em resposta a muitas solicitações de organizações que buscam suporte prático para promover a UHC em suas comunidades . Como um recurso adequado para todos, independentemente do nível de experiência ou especialização, o material fornece conhecimento sobre UHC, mas também oferece recursos de autoavaliação e estudos de caso para que organizações desenvolvam suas capacidades de desempenhar um papel ativo nos processos de tomada de decisão em saúde. O Compass foi cocriado pelo Global Patient Think Tank (GPTT) , um grupo de representantes de pessoas com condições de saúde de todo o mundo convocado pela Roche . Como membro do GPTT , a IAPO está orgulhosamente hospedando o UHC Compass e garantirá que ele alcance a comunidade global mais ampla de organizações.   Por que o UHC Compass é crucial para as organizações? As organizações são vitais para o avanço da UHC . Suas experiências vividas e expertise fornecem insights únicos que as tornam indispensáveis ​​na formação de decisões de políticas de saúde que impactam diretamente as vidas das pessoas . Com um histórico comprovado de obtenção de resultados notáveis ​​para pessoas e sociedades em todo o mundo, seu envolvimento é essencial para tornar a UHC uma realidade. Para maximizar seu impacto, as organizações precisam de ferramentas acionáveis ​​para amplificar suas vozes, defender eficazmente e responsabilizar os governos . O UHC Compass atende a essa necessidade ao oferecer uma estrutura clara e orientada por dados para ajudar as organizações a monitorar e influenciar as políticas de saúde .   Compartilhe seus pensamentos e insights conosco em uhccompass@iapo.org.uk . Fonte: IAPO

  • Prêmio Made With Patients 2025: aberta as indicações para iniciativas que envolvem pessoas com condições de saúde - Até 14/02/2025

    A Patient Engagement Synapse promove o Prêmio Made With Patients 2025 , com o objetivo de destacar os defensores e as iniciativas que transformam o envolvimento das pessoas com condições de saúde nos cuidados , seja no desenvolvimento de medicamentos, na tecnologia médica, na saúde digital ou noutros domínios. Indique uma pessoa ou iniciativa que faça uma diferença significativa no envolvimento da pessoa com condição de saúde até 14/02/2025 . Os Prêmios Made With Patients Award de 2024 foram um testemunho inspirador do poder da colaboração no envolvimento das pessoas com condições de saúde, com nomeações notáveis ​​que refletem a paixão e a dedicação da comunidade. Um júri diversificado e composto por diversas partes interessadas analisará todas as inscrições e homenagearemos os vencedores em uma celebração especial presencial durante o Patient Engagement Open Forum (PEOF) em 11 de junho de 2025 na Itália. Procurando inspiração? Explore as histórias dos vencedores de 2024 e o trabalho incrível que realizaram. Assista às entrevistas deles aqui . Por que este prêmio é importante? O Made With Patients Award não trata apenas de reconhecimento; é um movimento para destacar e compartilhar o trabalho incrível que coloca as pessoas com condições de saúde no centro dos cuidados de saúde . Ao destacar estes esforços, espera-se inspirar um ecossistema de saúde mais inclusivo e impactante em todo o mundo. Os premiados são selecionados por um júri diversificado e composto por diversas partes interessadas e celebrados em uma cerimônia de premiação ao vivo, onde suas conquistas repercutem em toda a comunidade global de envolvimento das pessoas com condições de saúde. Quem pode nomear e ser nomeado? Quer você seja uma pessoa com condição de saúde, profissional de saúde, pesquisador ou líder do setor, você pode nomear uma pessoa ou iniciativa que faça a diferença . Novos projetos, iniciativas de longa data e indivíduos em qualquer fase da sua jornada são elegíveis. Se você indicou alguém ou foi indicado nos últimos anos, mas não ganhou nenhum prêmio, 2025 pode ser o seu ano. Categorias de prêmios Fonte: Patient Engagement Synapse

  • Abertura de Seleção de Grupos Temáticos 2025 - FórumCCNTs

    Abaixo o edital com instruções para proposta de GTs do FórumCCNTs para 2025 Para o ano de 2025, o FórumCCNTs dará continuidade ao formato de Grupos Temáticos (GTs) . Para isso, cada proponente de GT precisará identificar um problema prioritário , assim como as ações que planeja executar colaborativamente durante todo o ano para enfrentá-lo. Entre os dias 20 de dezembro e 24 de janeiro de 2025 , o FórumCCNTs receberá propostas de GTs (através deste formulário ) , seguindo as regras listadas abaixo. Assim como em anos anteriores, o FórumCCNTs organizará um grupo de Whatsapp para cada GT, 4 reuniões e 2 relatórios de progresso, um na metade e outro ao final do ano . Caso haja necessidade e interesse do GT, o FórumCCNTs poderá organizar mais reuniões e trazer convidados especiais. Todas as propostas serão analisadas pelas Comissões Organizadora e Consultiva do FórumCCNTs . O FórumCCNTs reserva-se o direito de aprovar ou não as propostas submetidas, sem necessidade de justificativa.  Regras gerais: A submissão de proposta de GT deve ser feita por facilitador/a com vínculo a uma instituição do terceiro setor ou de universidade (não podendo o/a facilitador/a ser funcionário do setor executivo público ou de empresa privada com fins de lucro);  Serão selecionados, no máximo, 10 Grupos Temáticos;  Cada GT deverá ter no mínimo 4 e no máximo 14 participantes - para a proposta inicial do GT não é necessário já contar com 4-14 participantes (1 facilitador/a, 1 cofacilitador/a, até 10 participantes regulares e 2 participantes sênior), mas é desejável que já haja um participante de setor diferente do setor do/a facilitador/a;  Não será selecionado GT com membros de apenas um setor (público, privado, terceiro setor ou multilateral); A composição do GT deve respeitar a Política de Conflito de Interesses do FórumCCNTs (disponível AQUI) ;  Cada instituição (exceto setor privado, vide regra abaixo) poderá participar de, no máximo, dois GTs, mas não poderá ocupar a posição de facilitador/a ou cofacilitador/a em mais de um GT;  Instituições do setor privado poderão participar de, no máximo, um GT (exceto as instituições que são parceiras anuais do FórumCCNTs, que poderão participar de, no máximo, dois GTs);  Cada pessoa, independente da instituição, só poderá participar de um único GT (instituições que participam de mais de um GT, seguindo as regras acima, deverão designar pessoas diferentes para participar de cada GT);  Em caso de propostas semelhantes, o FórumCCNTs poderá propor juntá-las em um único GT.  Resultados Após avaliação pela Comissão Organizadora e Consultiva do FórumCCNTs , entraremos em contato caso haja alguma dúvida e marcaremos a apresentação de pitch pelos facilitadores dos GTs selecionados, para a rede do FórumCCNTs. Com isso, instituições interessadas poderão se candidatar a participar dos GTs aprovados . Dúvidas Dúvidas serão sanadas através do e-mail: ForumCCNTs@gmail.com .

  • Candidate-se para participar de Grupo Temático do FórumCCNTs em 2024 - Até 26/2

    Estão previstos 10 GTs do FórumCCNTs para 2024, com os temas: Alimentação Saudável; Atividade Física; Condições Respirat órias Crônicas; Diabetes; Doenças Cardiovasculares; Dor Crônica; Obesidade; Oncologia; Saúde Digital para CCNTs; e Saúde Mental e Neurológica.  Representantes de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil podem candidatar-se a integrar um dos Grupos Temáticos (GTs) do FórumCCNTs. As candidaturas poderão ser submetidas aqui , até o dia 26/02.  Os GTs consistem em espaços neutros nos quais os membros colaboram entre si para identificar problemas prioritários relacionados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e seus fatores de risco no Brasil. Estes stakeholders delineiam ações estratégicas multi e intersetoriais com vistas a reverter ameaças à saúde pública e avançar em termos de prevenção, assim como ampliar e melhorar o acesso e os cuidados para pessoas com CCNTs.  No próximo dia 20 de fevereiro, às 19h, o FórumCCNTs realizará uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube , por meio da qual os interessados irão conhecer os objetivos e planejamento de cada GT para 2024.    REGRAS GERAIS PARA CANDIDATURA:    Respeitar a Política de Conflito de Interesses do FórumCCNTs (disponível AQUI ); Cada instituição (exceto setor privado - vide regra abaixo) poderá participar de, no máximo, dois GTs, mas seus representantes não poderão ocupar a posição de facilitação ou co-facilitação em mais de um GT; Instituições do setor privado poderão participar de, no máximo, um GT (exceto as instituições que são parceiras anuais do FórumCCNTs , que poderão integrar, no máximo, dois GTs); Cada pessoa, independentemente da instituição que representa, poderá participar de apenas um GT. Abertura e Contextualização das Apresentações dos Grupos Temáticos 2024 GRUPOS TEMÁTICOS DE 2024   GT  Alimentação Saudável Facilitadora Marília Sobral Albiero (ACT Promoção da Saúde) Co-facilitadora Luiza Haddad (ONG Pé de Feijão) Problema prioritário Baixo entendimento pela população dos malefícios à saúde causados pelos alimentos ultraprocessados somado à dificuldade de acesso à alimentação saudável Ações intersetoriais de enfrentamento 1. Tendo em vista os 10 anos do Guia Alimentar para a População Brasileira, organizar um evento sobre ultraprocessados com a presença de pesquisadores que apresentem as últimas evidências científicas, a fim de aumentar a interlocução e a compreensão dos outros GTs sobre a importância do tema e sua relação com CCNTs. Esta ação está totalmente ligada ao problema prioritário, pois irá trabalhar com um recorte da população, os profissionais de saúde, que influenciam os usuários do sistema de saúde e o debate público. Muitos deles desconhecem tanto o Guia quanto os efeitos dos ultraprocessados. 2. Fazer campanha de mídia de massa com o objetivo de alertar a população sobre os malefícios dos ultraprocessados e solicitar apoio dos membros do FórumCCNTs para engajamento e divulgação. 3. Realizar incidência política no Legislativo e no Executivo para que a Reforma Tributária contemple as premissas do Guia Alimentar para a tributação dos alimentos, analisando a possibilidade de ações em parceria com os membros do FórumCCNTs. Mudanças esperadas até o final de 2024   1. Que as leis complementares da Reforma Tributária, as quais serão debatidas neste ano, ofereçam isenção apenas os alimentos saudáveis e aumentem ainda mais a tributação dos ultraprocessados  2. Matérias em veículos de imprensa de credibilidade que tratem das evidências científicas dos malefícios dos ultraprocessados e orientem a população sobre alternativas saudáveis e acessíveis. GT Atividade Física Facilitadora Catia Martins Oliveira (Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz) Co-facilitadora Bianca Ramos Marins (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - Unirio) Problema prioritário Insuficiência de interlocução e de ações intersetoriais com vistas a diminuir a prevalência do sedentarismo na população brasileira, o qual impacta negativamente na qualidade de vida das pessoas, principalmente aquelas com condições crônicas não transmissíveis ou em risco de desenvolvê-las.   Ações intersetoriais de enfrentamento  1.     Dar visibilidade através de divulgação de resultados em redes sociais e eventos com gestores, favorecendo a escala e a integração  entre os programas “Academia da Saúde” (Ministério da Saúde) e “Bicicleta Brasil” (Ministério dos Esportes e Ministério das Cidades).  2.     Mapear outros principais projetos e resultados disponíveis desenvolvidos pelas áreas técnicas dos Ministérios para discutir estratégias que permitam potencializar e expandir os que se mostrarem mais exitosos.  3.     Organização de dois eventos por entidades participantes deste GT, sendo um em cada semestre. ·      1° evento: Objetivo  - apresentar os programas exitosos no campo de práticas promotoras de atividade física e instituir o GT Promoção de Atividade Física como um espaço de fomento à interlocução entre os atores envolvidos nos projetos de âmbito ministerial, pesquisadores acadêmicos e de outros setores, como sociedade civil, instituições não governamentais e setor privado. ·        2° evento: Objetivo  - aprofundar a discussão sobre ações estratégicas intersetoriais visando promover educação e mudança comportamental a fim de elevar o bem-estar da população e as condições urbanas (espaços e equipamentos adequados) para a prática de atividade física (interlocução com as áreas de segurança, meio ambiente, saúde e educação). Esse debate deverá estar alinhado com o cumprimento, no Brasil, da agenda 2030 da ONU, em relação aos ODSs – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, principalmente o (3) Saúde e Bem-estar e (11) - Cidades e Comunidades Sustentáveis Mudanças esperadas até o final de 2024 Redigir uma carta aberta (call-to-action) sobre a necessidade de um engajamento intersetorial para prevenção e manejo das CCNTs por meio da prática de atividades físicas, orientadas por especialistas da saúde de forma interdisciplinar, com ênfase no aproveitamento dos espaços públicos urbanos, favorecendo a visibilidade para escala das iniciativas exitosas já implementadas em alguma região. GT Condições Respiratórias Crônicas Facilitadora Zuleid Dantas Linhares Mattar (ABRA – Associação Brasileira de Asmáticos Co-facilitadora Flavia Lima (ABRAF- Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas) Problema prioritário Falta de capacitação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde sobre sinais/sintomas, diagnóstico e cuidados com a asma e a DPOC.   Ações intersetoriais de enfrentamento 1.  Identificação de lacunas, prioridades e modelos exitosos. 2. Publicar resultados em carta aberta a ser enviada às sociedades médicas e entidades envolvidas. 3.  Colaboração com o FórumCCNTs em eventos já planejados para 2024 sobre o tema, com o objetivo também de estimular o Ministério da Saúde a levar os medicamentos hoje presentes na farmácia de alto custo para acesso através da APS. 4. Buscar apoio tanto de atores e personalidades da mídia quanto de políticos de todas as esferas (deputados, vereadores e senadores) para dar visibilidade à pauta.  Mudanças esperadas até o final de 2024 Maior capacitação dos profissionais da APS de municípios que se engajem nesse movimento, somada ao acesso aos medicamentos através da APS, resultando em aumento do diagnóstico oportuno, melhores cuidados e desfechos mais favoráveis. GT Diabetes Facilitador Elton Junio Sady Prates (Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais) Co-facilitadora Michelly Arruda (Associação Doce Vida) Problema prioritário Falta ênfase à atuação multiprofissional e interprofissional na Atenção Primária à Saúde para o cuidado e o manejo do diabetes no Brasil Ações intersetoriais de enfrentamento 1.Realizar a  I Conferência Livre Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde no contexto das CCNTs , em maio de 2024, em parceria com a ABEn-MG, o COEST-MG e a UFMG, como atividade preparatória para a 4ª Conferência Nacional de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde (CNGTES), que ocorrerá de 19 a 22 de novembro. O objetivo desta atividade é dar destaque para a relevância do trabalho multi e interprofissional no cuidado integral ao diabetes e às demais CCNTs, com a discussão do cenário atual e a proposição de soluções. Convidaremos os demais GTs do FórumCCNTs para elaborarem e submeterem propostas que serão apreciadas durante o evento, com vistas a uma construção coletiva de diretrizes e propostas. Essa atividade também objetiva eleger delegados para participação na 4ª CNGTES. 2. Apresentar os resultados da Conferência Livre, em formato de resumo/pôster, no 19° Seminário Nacional de Diretrizes para a Educação em Enfermagem, 16° Simpósio Nacional de Diagnósticos de Enfermagem e 4° Colóquio Brasileiro de Enfermagem em Saúde Mental ( https://eventosaben.org.br/19senaden ), promovido pela Associação Brasileira de Enfermagem. 3. Propor e participar da tradução da diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre o manejo das doenças cardiovasculares em pessoas com diabetes ( https://bit.ly/DCVDiabetes ). Esse guideline destaca o trabalho multiprofissional no contexto da prevenção de DCV em pessoas com DM. Solicitaremos autorização para a tradução e convidaremos para integrar o projeto representantes da SBC, SBD, ESC, ABEn, entre outras entidades. Nossa proposta é que o documento traduzido seja publicado e amplamente compartilhado pelo FórumCCNTs em formato digital, com o aval dos demais participantes. O público-alvo do material são profissionais de saúde, pessoas que vivem com diabetes e gestores. 4. Ações de divulgação do material traduzido sobre DCV e diabetes: - Organização de live de lançamento entre julho e agosto - Distribuição do documento impresso durante o 79° congresso da SBC (buscaremos apoio de representantes da indústria para custear esta ação). - Lançamento e distribuição do material impresso no 11° Encontro de Enfermagem da Região Sudeste da Associação Brasileira de Enfermagem e na 4ª CNGTES.  Outras atividades poderão ser promovidas por membros do GT ao longo de 2024, visando ampliar a discussão sobre o problema prioritário nos seus diferentes espaços de atuação. Mudanças esperadas até o final de 2024 1. Ampliação da discussão e o conhecimento sobre a importância do trabalho multi e interprofissional na Atenção Primária à Saúde (APS) para o cuidado e manejo do diabetes, envolvendo neste debate pessoas com diabetes, gestores de saúde públicos e privados, indústria farmacêutica e outros stakeholders do setor privado, associações da sociedade civil, sociedades de especialidades e poder público. 2. Aprovação na 4ª CNGTES de propostas que abordem o fortalecimento do trabalho interprofissional, especialmente dos programas multiprofissionais da APS, a fim de contribuir com subsídios para o Plano Nacional de Saúde e para apoiar a tomada de decisão em torno da Educação e do Trabalho em saúde. GT Doenças Cardiovasculares Facilitadora Patrícia Vieira de Luca (AHF - Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar)  Co-facilitadora Ana Carolina Micheletti (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG) Problema prioritário  Falta de diagnóstico e monitoramento de doenças cardiovasculares na atenção primária. Ações intersetoriais de enfrentamento 1.  Audiência pública em Brasília sobre pacote mínimo para diagnóstico e monitoramento de CCNTs na APS (com ênfase em hemoglobina glicada, lípides, creatinina e albuminúria), com a participação do Ministério da Saúde, pesquisadores, representantes das sociedades civil e médica, e de cidade que já implementou com sucesso a estratégia.  2.  Apresentação, em evento para gestores, de modelos exitosos com a incorporação de point-of-care na atenção primária. Mudanças esperadas até o final de 2024 Sensibilização do MS, gestores estaduais e municipais para ações exitosas escaláveis voltadas à resolução do problema prioritário identificado pelo GT DCV: subdiagnóstico e subtratamento de CCNTs no Brasil por falta de rastreio, diagnóstico e monitoramento na APS.  GT Dor Crônica Facilitador Carlos Tucci (Sociedade Brasileira de Coluna) Co-facilitadora Rosane da Silva Alves Cunha (SMS de Valença/RJ) Problema prioritário Necessidade de capacitar agentes comunitários de saúde sobre dor nas costas (causas, efeitos, detecção precoce de incapacidade e doenças graves, manejo). Ações intersetoriais de enfrentamento 1. Elaboração de material educativo baseado nas diretrizes da OMS 2. Realização de evento online para agentes comunitários de saúde para divulgação desse material 3. Integração e trabalho conjunto com outros GTs do FórumCCNTs cujos objetivos incluem promoção de atividade física, autocuidado físico e mental e acesso à estrutura de Atenção Primária à Saúde brasileira. Mudanças esperadas até o final de 2024 1. Interesse de agentes comunitários da saúde e gestores pelo tema. 2. Inserção do conteúdo do material educativo nas práticas diárias dos agentes comunitários em municípios que demonstrem mais interesse. GT Obesidade Facilitadora Andrea Levy (ONG Obesidade Brasil) Co-facilitadora Doralice Ramos (Painel Brasileiro da Obesidade)   Problema prioritário Dificuldades de acesso aos cuidados básicos para a pessoa com obesidade na atenção primária   Ações intersetoriais de enfrentamento 1. Discutir e planejar ações de educação da pessoa com obesidade e profissionais da atenção primária sobre a condição e o seu tratamento 2. Reunir organizações da sociedade civil, sociedades médicas e hospitalares, profissionais de saúde, gestores, pessoas com obesidade e secretarias estaduais, com o intuito de debater sobre as dificuldades encontradas para o acesso e como levar essas demandas para o Ministério da Saúde 3. Participar de audiências públicas, sessões solenes e seminários em ambientes abertos para o acompanhamento dos indicadores e ações do poder público 4. Alinhar estratégias com os GTs de Alimentação Saudável, Atividade Física e Diabetes  Mudanças esperadas até o final de 2024   1. Elaborar e divulgar amplamente, com a participação das pessoas com obesidade , documento com o objetivo de engajar os atores sociais na preconização, desenvolvimento e implementação de políticas relacionadas à prevenção e cuidados de pessoas com obesidade (exemplos: regulação de alimentos em escolas, gordofobia, presença de profissional de educação física na Atenção Primária à Saúde) . 2. Iniciar movimento dentro do Ministério da Saúde para o desenvolvimento de ações que melhorem o acesso aos cuidados da obesidade na atenção primária. GT Oncologia Facilitadora Helena Esteves (Oncoguia) Co-facilitadoras Luana Ferreira (Abrale) Celina Martins (Instituto Vencer o Câncer) Problema prioritário Distanciamento das agendas municipais de ações de prevenção e diagnóstico do câncer Ações intersetoriais de enfrentamento  1. Dar visibilidade à nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, aproveitando os eventos do FórumCCNTs dedicados a essa temática e outras oportunidades para sensibilizar e mobilizar uma ampla rede intra e intersetorial. 2. Elencar 10 prioridades relativas ao enfrentamento do câncer, com destaque às ações de responsabilidade dos municípios. 3. Com base nessas prioridades, entregar aos candidatos às eleições dos municípios com mais de 200 mil habitantes, ou pelo menos aos candidatos da capital de cada um dos estados e Distrito Federal, uma lista mínima de compromissos com o cuidado oncológico que devem ser assumidos pela nova gestão. 4. Entregar essa carta, também, ao CONASEMS e solicitar o apoio da instituição. Mudanças esperadas até o final de 2024 Através da mobilização e engajamento intra e intersetorial, conseguir o compromisso expresso e documento de pelo menos 20-30% dos candidatos que receberem a proposta. GT Saúde Digital para CCNTs Facilitadora Juliana Nabarrete (SAS Brasil) Co-facilitadora Iseli Reis (Fleximedical) Problema prioritário Ausência de políticas públicas de padronização, orientação e incentivo voltadas às jornadas digitais por linhas de cuidado de CCNTs. Ações intersetoriais de enfrentamento 1. Dar continuidade à identificação e catalogação de casos de sucesso por linha de cuidado de CCNTs, iniciada em 2023. 2. Organizar e realizar um webinar no primeiro semestre de 2024 para discussão das experiências exitosas identificadas pelo GT, com a participação de especialistas em saúde digital e CCNTs, bem como de tomadores de decisão. Mudanças esperadas até o final de 2024 Redigir documento com propostas para implantação em maior escala de experiências de sucesso, além da proposição de protocolos para jornadas digitais. Definir estratégias de divulgação deste documento e interlocução para desenvolvimento de políticas públicas nele baseadas. GT Saúde Mental e Neurológica Facilitadora Maria Odete Pereira (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG) Problema prioritário   Os profissionais de saúde da atenção básica não estão suficientemente capacitados para acolher e ofertar o cuidado integral aos usuários do SUS, que vivenciam condições de sofrimento/adoecimento mental e uso abusivo de álcool e outras drogas. Ações intersetoriais de enfrentamento 1.  Triagem de três experiências com potencial para serem replicadas, que serão apresentadas em evento online, a ser potencialmente organizado no âmbito do FórumCCNTs (item 2). As experiências serão apresentadas por gestor, trabalhador e usuário. 2.  Realizar um evento nacional online com a participação de coordenadores de saúde mental de todos os estados brasileiros e Distrito Federal, bem como de representantes da Coordenação Nacional de Saúde Mental e Secretaria Nacional de Atenção Primária (ambos do Ministério da Saúde), Conselho Nacional de Saúde, CONASEMS, ANS, Departamento Nacional de Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental da Associação Brasileira de Enfermagem, usuários e familiares do SUS e parceiros da iniciativa privada e terceiro setor. 3.  Elaborar carta de recomendações com detalhamento das experiências exitosas mapeadas e entregar às coordenações de saúde mental dos estados, com a proposta de que usem algumas das  metodologias descritas para a capacitação de trabalhadores da Atenção Primária.  Mudanças esperadas até o final de 2024 1.     Validação da carta de recomendações com mapeamento de experiências exitosas, pelas instituições que participarem do evento online, e apoio para sua divulgação e replicação de modelos. 2.     Devolutiva dos estados acerca da carta compartilhada, com resposta formal a respeito de interesse e planos para replicar casos de sucesso, conforme as características de seu território.

  • Saúde: A Responsabilidade é do Governo! é o tema do Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde (UHC) - 12 de dezembro

    A Universal Health Coverage Day (UHC2030) relembra o Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde (UHC) , no 12 de dezembro. Com o tema " Saúde: Está no Governo! " Investir na Cobertura Universal de Saúde aumenta a equidade, fortalece as comunidades e impulsiona o crescimento econômico, melhorando a saúde, a produtividade e a resiliência . Apesar dos compromissos globais para com a UHC através da Agenda de Desenvolvimento Sustentável e das Reuniões de Alto Nível , 4.5 bilhões de pessoas ainda carecem de serviços de saúde essenciais e 2 bilhões enfrentam dificuldades financeiras devido aos custos dos cuidados de saúde . Neste UHC Day, junte-se ao apelo aos governos para que priorizem a saúde para todos e acabem com o ciclo de empobrecimento das despesas com saúde. Investir na Cobertura Universal de Saúde (UHC) aumenta a equidade e a coesão social, ao mesmo tempo que beneficia a economia nacional, melhorando a saúde e o bem-estar, aumentando a participação e a produtividade da força de trabalho e criando resiliência nos indivíduos, famílias e comunidades. Ao adotar a Agenda de Desenvolvimento Sustentável em 2015, os Chefes de Estado e de Governo de todos os países comprometeram-se a garantir vidas saudáveis ​​e a promover o bem-estar para todos. Reafirmaram estes compromissos nas declarações políticas adotadas durante as Reuniões de Alto Nível de 2019 e 2023 sobre a UHC. Nos últimos 20 anos, a proteção financeira piorou e 1.3 bilhão de pessoas empurradas para a pobreza devido a despesas de saúde. Isso deve mudar! Neste UHC Day, o apelo aos governos é essencial para que invistam na saúde para todos e protejam as pessoas – especialmente as mais vulneráveis ​– do empobrecimento das despesas com a saúde. Fonte: UHC2030

  • Aumento da Prevalência da Doença Renal Crônica desafia saúde pública no Brasil

    Alta prevalência e diagnóstico tardio aumentam complicações associadas à condição, enquanto novas estratégias buscam melhorar a prevenção e o tratamento No dia 6 de dezembro de 2024, o FórumCCNTs realizou o evento interativo online " Doença Renal Crônica: uma pandemia silenciosa - cuidemo-nos!" . Reunindo especialistas de diversas áreas, o encontro teve como principal objetivo debater a complexa relação entre a Doença Renal Crônica (DRC) e as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) mais prevalentes, como diabetes e hipertensão . Além disso, buscou-se identificar barreiras à detecção precoce da condição, discutir estratégias para reduzir a dependência de tratamentos de alto custo, como hemodiálise e transplantes, e promover a colaboração entre setores públicos e privados para salvar vidas e reduzir gastos no manejo da DRC. Durante o evento, especialistas apresentaram dados alarmantes sobre a prevalência e impacto da DRC. A Frida Plavnik , da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), destacou que  a condição afeta entre 10,5% e 14%  da população geral, alcançando índices ainda mais altos em grupos de risco, como pessoas com diabetes e hipertensão . Com uma mortalidade global crescente –  41% de aumento entre 1990 e 2017 –, a DRC está projetada para se tornar a 5ª principal causa de morte até 2040 . Condições associadas, como hipertensão, diabetes e obesidade, potencializam a gravidade do cenário , evidenciando a necessidade de ações integradas e imediatas. Como afirmou Frida Plavnik: "A Doença Renal Crônica é uma 'assassina silenciosa', muitas vezes detectada tardiamente, quando o impacto na saúde cardiovascular já é irreversível." Frida Plavnik (SBH) Além de dados epidemiológicos, os painelistas discutiram a importância de ampliar o acesso a protocolos clínicos atualizados, como os novos PCDTs , e de engajar diferentes setores em iniciativas preventivas. Patricia Vieira de Luca , da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar ( AHF), ressaltou o papel fundamental de parcerias estratégicas para abordar a DRC como uma prioridade em saúde pública . A união de esforços entre setores público, privado e terceiro setor, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.4 e 17 da ONU , é crucial para reverter tendências preocupantes e garantir melhor qualidade de vida para as pessoas em risco ou já diagnosticadas com a condição. Roberto Pecoits-Filho (ISN) Roberto Pecoits-Filho , da ISN, complementou a discussão ao destacar que a DRC é uma condição tratável e prevenível, mas a falta de diagnóstico precoce ainda é um grande obstáculo . Ele mencionou que, apesar dos avanços no Brasil, como a incorporação de novos medicamentos ao SUS, a implementação eficaz dessas inovações depende de um esforço contínuo para envolver todos os níveis de saúde, especialmente os profissionais da atenção primária. Um exemplo claro desse avanço é a  introdução dos inibidores de SGLT2 , uma nova classe de medicamentos que representa uma verdadeira revolução no tratamento da DRC . Disponível no Brasil há alguns anos, esses medicamentos foram recentemente incorporados ao SUS e têm um papel crucial na prevenção da progressão da condição. Pecoits-Filho também ressaltou que, além dos inibidores de SGLT2, o Brasil avançou na oferta de medicações como os inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e os bloqueadores de receptores da angiotensina (BRA), que já estavam disponíveis no SUS, mas que ainda precisam ser usados de maneira mais otimizada para alcançar melhores resultados no controle da DRC. Lucas Campos (Iana Saúde) A telemedicina tem sido uma ferramenta essencial para a gestão de pessoas que vivem com Doença Renal Crônica (DRC), especialmente em um país como o Brasil, com sua grande extensão territorial. Lucas Ferreira Campos , da Iana Saúde, destacou a importância da telessaúde para conectar pessoas com especialistas, garantindo que aqueles em regiões mais distantes ou com escassez de nefrologistas possam receber a orientação necessária. Além disso, a telemedicina tem facilitado a educação da pessoa , fornecendo informações contínuas e materiais educativos através de plataformas digitais como o WhatsApp, o que ajuda no engajamento e adesão ao tratamento. A possibilidade de acompanhamento remoto também contribui para melhorar a adesão ao tratamento, reduzindo barreiras como o deslocamento e a perda de tempo , fatores que frequentemente dificultam o comparecimento às consultas presenciais. Patrícia Abreu (SBN) Patrícia Abreu , da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e nefrologista com 30 anos de experiência, compartilhou dados relevantes sobre a doença renal crônica, destacando a importância do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para atenuar a progressão da condição e sua implementação na atenção primária . Ela mencionou que, atualmente, cerca de 9% a 10% da população brasileira possui alguma forma de doença renal crônica , o que representa aproximadamente 20 milhões de pessoas . Desses, cerca de 2% (aproximadamente meio milhão) necessitam de acompanhamento especializado com nefrologista . Patrícia também trouxe à tona os dados preocupantes da mortalidade de pessoas em diálise, que chega a 16% ao ano, com 50 mil novos casos de diálise anualmente e 27 mil óbitos registrados em 2023.  Ela também destacou que a doença renal crônica é predominantemente causada por hipertensão e diabetes, e que, à medida que a função renal piora, aumenta significativamente o risco de morte por condições cardiovasculares . Em relação ao tratamento, a médica ressaltou a recente incorporação da dapagliflozina no protocolo do SUS para pessoas com doença renal crônica. A dapagliflozina, um medicamento que melhora o funcionamento do rim, foi incluída no protocolo para pessoas com taxa de filtração glomerular entre 25 e 75, sendo indicada para pessoas com diabetes independentemente da albuminúria e para pessoas sem diabetes com albuminúria/creatinina maior que 300 mg/g. "Esse medicamento melhora o funcionamento do rim e prolonga sua vida útil, diminuindo hospitalizações e mortalidade", afirmou Patrícia. Para a prevenção e diagnóstico precoce, ela enfatizou a necessidade de uniformizar o uso de exames como creatinina e a fórmula CKD-EPI para calcular a taxa de filtração glomerular nas unidades de saúde do Brasil. Ela também abordou o desafio da falta de nefrologistas no país, com apenas 4.000 especialistas para atender a milhões de pessoas afetadas pela condição . Vinícius Lima (SMS-Niterói) Vinícius Lima , da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói, apresentou um panorama positivo da saúde no município, com 56% de cobertura pela Estratégia de Saúde da Família e avanços na regionalização das policlínicas . Destacou a redução de filas para terapia renal substitutiva e a atenção a condições crônicas como hipertensão, diabetes e obesidade , o que resultou em menor mortalidade. Mencionou ainda iniciativas como a criação de centros diagnósticos nas policlínicas, fortalecimento da imunização e a necessidade de um censo populacional para mapear fatores de risco e aprimorar as políticas públicas de saúde . Carmen Moura (SAES-Ministério da Saúde) Carmen Moura , do Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde, destacou os desafios enfrentados pelo Brasil no combate à doença renal crônica (DRC), uma condição caracterizada por alta carga e múltiplos fatores de risco, como hipertensão, diabetes, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Ela ressaltou que, apesar da existência de políticas de atenção básica, ainda há lacunas significativas na atenção especializada, especialmente em regiões como Norte e Centro-Oeste , que enfrentam escassez de serviços. " Em 2023, foram repassados R$ 4 bilhões para terapia renal substitutiva ", destacou, evidenciando o grande investimento necessário. Carmen também enfatizou que a criação da Política Nacional de Atenção Especializada foi um marco importante, sendo a primeira vez que o Brasil possui uma política direcionada à atenção especializada, com foco na qualificação do cuidado e na ampliação da oferta de serviços. Ela mencionou ainda a previsão de R$ 2,4 bilhões para 2025, que será direcionado ao Programa Nacional de Expansão e Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada (PMAE),  visando a redução de filas e aumento do acesso aos especialistas. Além disso, foi ressaltada a importância da telessaúde e do uso de tecnologias para garantir um diagnóstico precoce e tratamento eficaz , incluindo a implementação de novas funcionalidades no prontuário eletrônico do SUS para rastrear a DRC, como a calculadora da taxa de filtração glomerular. O debate sobre a implementação das mais atuais recomendações e Proto colos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para a doença renal crônica no Brasil foi conduzido com foco nas barreiras e soluções possíveis em um país de grandes dimensões. Patrícia Abreu destacou que, apesar dos desafios logísticos, existem soluções simples e eficazes para diagnóstico, como o exame de creatinina e o cálculo da taxa de filtração glomerular (TFG), que são amplamente acessíveis e essenciais para o diagnóstico precoce e estratificação de risco. "Esses dois exames são simples, eficazes e compreendidos por qualquer profissional clínico", afirmou a especialista. Ela também ressaltou que, no Brasil, 70% das pessoas com doença renal crônica são pessoas com hipertensão e diabetes, condições tratadas com protocolos já consolidados no Sistema Único de Saúde (SUS) . Além disso, a introdução de medicamentos como a empagliflozina, que já está disponível para pessoas com doença renal crônica para pessoas sem diabetes em 12 estados, pode gerar um impacto econômico significativo, reduzindo hospitalizações e retardando a necessidade de diálise. Roberto Pecoits-Filho enfatizou a importância da atenção primária no manejo da doença renal crônica , especialmente considerando a capilaridade dessa estrutura no Brasil. Ele sugeriu que, embora a atenção especializada seja necessária, a doença renal crônica deve ser tratada como um problema de saúde pública que depende da integração com a atenção primária. " A doença renal crônica não é um problema de especialista, é um problema de saúde pública ", afirmou, destacando que a atenção primária tem a capilaridade necessária para alcançar todas as pessoas, incluindo os que vivem em municípios menores, sem acesso a nefrologistas. Frida Plavnik completou a discussão mencionando a importância da abordagem multidisciplinar no tratamento da doença renal crônica , considerando que muitas pessoas necessitam de acompanhamento nutricional e de outras áreas além da nefrologia. "A abordagem multidisciplinar no tratamento de pessoas com condições crônicas é fundamental", concluiu, destacando a necessidade de um acompanhamento mais amplo e integrado para retardar complicações e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Juzinha Barbiebética (Influencer) O evento proporcionou uma rica troca de experiências e reflexões sobre a abordagem da doença renal crônica no Brasil , destacando a importância de ações integradas entre os diversos níveis de atenção à saúde. A partir das discussões, ficou claro que, apesar dos desafios impostos pela vastidão territorial do país, é possível implementar soluções eficazes, como o uso de exames simples e o incentivo ao diagnóstico precoce, que podem transformar o cenário atual da doença renal. A participação ativa da atenção primária, a capacitação dos profissionais de saúde e a integração das equipes multidisciplinares surgiram como pilares fundamentais para o sucesso no enfrentamento da condição. Além disso, a adoção de medicamentos inovadores e o fortalecimento das políticas públicas de acesso a tratamentos são essenciais para retardar a progressão da condição e melhorar os desfechos para as pessoas. O evento destacou a necessidade urgente de um esforço coletivo e coordenado para a implementação de novas estratégias que garantam um cuidado contínuo e eficaz à população brasileira. Especialmente para aqueles em risco de desenvolver a doença renal crônica, a colaboração entre os diversos níveis de atenção à saúde, a capacitação dos profissionais de saúde e a adoção de tratamentos inovadores são essenciais para melhorar os desfechos clínicos e evitar a progressão para estágios mais avançados da condição. A integração entre a atenção primária e especializada, junto com políticas públicas que promovam o diagnóstico precoce e o acesso a medicamentos de baixo custo, foi ressaltada como a chave para transformar o panorama da saúde renal no Brasil e garantir um futuro mais saudável para os cidadãos em todo o território nacional. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Inovação no cuidado às CCNTs tem o Brasil como líder emergente em saúde digital

    Tecnologias como telemedicina e IA transformam o tratamento das CCNTs, mas desafios de integração e colaboração persistem No dia 29 de novembro, o FórumCCNTs realizou o evento híbrido interativo  " Saúde Digital: Revisão Crítica para Acelerar em CCNTs ", reunindo especialistas para discutir avanços, desafios e soluções tecnológicas voltadas às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . O evento contou com a participação de líderes de instituições renomadas, como UFG, Hospital Israelita Albert Einstein, FIND, Boehringer Ingelheim , entre outros nomes importantes e renomados. Foto: Arquivo pessoal A mesa de abertura contou com Beatrice Vetter , da FIND, destacando que " mais de 50% das pessoas com diabetes e hipertensão permanecem sem diagnóstico ". Ela enfatizou que ferramentas como dispositivos de monitoramento contínuo de glicose podem transformar a gestão dessas condições  ao fornecer dados em tempo real para pessoas com diabetes e profissionais de saúde, mas alertou que "integrar tecnologias digitais em todos os níveis de cuidado ainda é um desafio significativo" . Yara Baxter , da Novartis Foundation, complementou que "a tecnologia está pronta, mas sua implementação ainda está distante da realidade", citando boas práticas observadas em Aracaju e no sertão da Paraíba , onde o uso do digital tem sido mais eficiente em comparação aos grandes centros urbanos, como São Paulo. Michelle Mello , da Roche, destacou que a interoperabilidade de dados é essencial para o cuidado eficiente , sendo possível apenas com a colaboração de médicos, enfermeiros, diretores de TI e gestores de saúde. Ela enfatizou a importância de identificar os gaps no fluxo de dados entre o SUS e o setor privado para melhorar o atendimento à população , citando um projeto recente em Curitiba sobre integração de dados para câncer de mama. Claudia Albertini , da Biologix , apresentou dados sobre a apneia do sono, mostrando que, enquanto o SUS realizou 12.000 polissonografias em 2023 , a Biologix executou 14.000 exames mensais na rede privada . Ela ressaltou que a inovação tecnológica deve ser acompanhada de educação, oferecendo suporte a profissionais e a população, e destacou a relevância de incluir fisioterapeutas e nutricionistas no acompanhamento, tornando o cuidado mais integrado. João Bordallo , da Boehringer Ingelheim, apresentou iniciativas da empresa que têm impacto direto no SUS, como o programa Abraçar , responsável por 20% dos exames de espirometria realizados no SUS nos últimos dois anos , com foco em DPOC. Outro exemplo é a iniciativa Angels , que estrutura redes hospitalares para o cuidado ao AVC e utiliza inteligência artificial e telessaúde para melhorar o atendimento. "Também estamos investindo em computação quântica, que, em parceria com o Google, está acelerando a descoberta de novas moléculas viáveis para tratamentos", explicou. Durante o evento, a contribuição intersetorial e multistakeholder para aprimorar a Saúde Digital foi amplamente discutida, destacando dados e cases de impacto. Iseli Reis , do GT Saúde Digital do FórumCCNTs, mencionou que " 40% das internações hospitalares por insuficiência cardíaca foram reduzidas com o uso de telemedicina e monitoramento remoto, de acordo com estudos de Harvard ". Ela também citou a melhoria de 1,5% nos níveis de hemoglobina com o uso de aplicativos , destacando que "isso representa uma mudança considerável na qualidade de vida" e apontou que a inteligência artificial pode alcançar " 90% de acuracidade " em análises preditivas, auxiliando na precisão diagnóstica, sem substituir profissionais de saúde. Andrew Pattison , da OMS, trouxe exemplos globais, como o aumento de 11% nas taxas de vacinação em Recife com o uso de um chatbot ,  e a necessidade de parcerias público-privadas, mencionando plataformas como WhatsApp, TikTok e Google para expandir as mensagens de saúde . Ele também enfatizou a importância de publicar evidências, dizendo: "Precisamos incluir elementos de pesquisa em cada ferramenta digital que desenvolvemos, criar estudos de caso e publicar nossas descobertas". Ambos os painelistas destacaram o Brasil como um líder emergente em saúde digital , com Pattison afirmando: "Vocês estão em uma posição única para liderar iniciativas globais", e reforçando que "a transformação digital na saúde depende de evidências sólidas, cooperação e uma visão clara de impacto em larga escala." Moderado por Ricardo Lauricella , o primeiro painel discutiu a saúde digital no Brasil com foco na interoperabilidade do SUS. Lauricella destacou que 99% do país já conta com o SUS digital , com iniciativas como o teleatendimento em Cubatão, e ressaltou que tecnologias como a telemedicina têm ajudado no acompanhamento de condições crônicas. Marizélia Leão Moreira , do CONASEMS, mencionou a implementação premiada de telemedicina no Amazonas , mas destacou os desafios de infraestrutura para expandir essas soluções a todo o Brasil. Ela também enfatizou o objetivo de reduzir custos e melhorar a eficiência, liberando tempo para os profissionais de saúde. Edson Amaro , do Hospital Israelita Albert Einstein, trouxe exemplos de Big Data e Inteligência Artificial  no enfrentamento da pandemia e como a teledermatologia ajudou a reduzir uma fila de 60.000 consultas . Ele alertou sobre a necessidade de continuidade e regulamentação adequada para o sucesso da tecnologia. Marianne Pinotti , do Ministério da Saúde, detalhou iniciativas governamentais como o prontuário eletrônico unificado , com a adesão de 100% dos estados e municípios ao índice de maturidade em saúde digital. Ela destacou que o SUS realiza 2,8 bilhões de atendimentos anuais  e que o governo investirá R$ 464 milhões até 2025   para ampliar o uso de tecnologias, como a telessaúde, que já evitou 256 mil quilômetros de deslocamentos no Ceará . Ricardo Baptista Leite , CEO da HealthAI, falou sobre o crescimento do mercado global de IA em saúde, projetado para alcançar US$ 427,5 bilhões até 2032. Ele mencionou como a IA, big data e chatbots estão transformando o cuidado de pessoas com condições crônicas, mas alertou sobre desafios regulatórios e a necessidade de regulamentações robustas para garantir privacidade e segurança . A Subcomissão Especial de Saúde Digital, coordenada pela Deputada Federal Flávia Morais , também destacou o potencial da saúde digital, mas apontou obstáculos como o acesso à internet e a qualificação dos profissionais de saúde. Foto: Arquivo pessoal O segundo painel do evento abordou o avanço da saúde digital no Brasil, com ênfase na colaboração entre diferentes atores do setor. Eduardo Macário  (SES-SC) alertou para a necessidade de cautela com inovações tecnológicas no SUS , como telemedicina e inteligência artificial, destacando que o uso de dados deve ser cuidadosamente regulado. Yara Baxter , da Fundação Novartis, falou sobre as parcerias intersetoriais, mencionando o uso de simuladores em Aracaju desde 2017 para otimizar o diagnóstico e manejo de condições crônicas, como hipertensão. Já Guilherme Sakajiri , da ABSS, ressaltou que " três em cada quatro mortes no Brasil são causadas por CCNTs ", e enfatizou a importância das startups, citando a Amparo Saúde, que atendeu mais de 1 milhão de vidas , e a Huna , que usa hemogramas para detectar precocemente o câncer de mama . O painel também discutiu o potencial do telediagnóstico integrado à Atenção Primária à Saúde (APS) para transformar o manejo de CCNTs no Brasil . Alexandre Taleb , da UFG, destacou que a APS é o ponto de entrada no SUS, com grande potencial para integrar tecnologias de telecomunicação. Ele citou o exemplo de Cristalina (GO), onde uma UBS foi equipada com tecnologias de telediagnóstico , gerando resultados positivos, como exames de sangue e consultas remotas. Além disso, o uso de tecnologias como retinografia, dermatologia e telecardiologia  têm potencial para diagnosticar condições como diabetes, câncer e cardiorrespiratórias. Foto: Arquivo pessoal Geraldo Lorenzi Filho , discutiu a apneia do sono, uma condição comum e subdiagnosticada que afeta 33% da população adulta no Brasil , e alertou para os impactos econômicos, com perdas de US$ 149,6 bilhões anuais devido ao subdiagnóstico . Ele destacou que o uso de tecnologias de baixo custo, como oxímetros de alta resolução, está tornando o diagnóstico mais acessível, citando a Biologix, que realiza mais de 13.000 exames mensais. Márcio Galvão , da UFBA, discutiu o impacto de tecnologias como point-of-care e telessaúde, com exemplos de sucesso, como o uso de aparelhos para medir hemoglobina glicada em Vitória da Conquista , que melhoraram significativamente os resultados em pessoas com hipertensão e diabetes. Foto: Arquivo pessoal Esses avanços mostram o grande potencial da integração de tecnologias no diagnóstico remoto para transformar a gestão das condições crônicas no Brasil. Iniciativas como o envio de mensagens educativas  e o monitoramento domiciliar da pressão arterial também têm contribuído para a melhoria do manejo das condições de saúde, com resultados positivos no aumento da adesão ao tratamento e na redução de complicações. Em paralelo, uma Carta de Recomendações  foi elaborada pelo FórumCCNTs e 63 líderes e especialistas , abordando a importância da aceleração da saúde digital nas condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . A carta destaca a necessidade de expandir o acesso à saúde digital de forma equânime, especialmente para populações vulneráveis, e de garantir a segurança e privacidade dos dados médicos, conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O evento reforçou a importância da inovação tecnológica como ferramenta essencial na transformação da saúde no Brasil , especialmente no contexto das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs). A integração de tecnologias como point-of-care, telessaúde e soluções digitais  oferece um imenso potencial para melhorar o acesso, a qualidade e a eficiência dos cuidados de saúde, especialmente em áreas remotas e populações vulneráveis. No entanto, para que esses avanços sejam realmente eficazes, é crucial que sejam implementados com sensibilidade ao contexto local, com foco na inclusão digital e no empoderamento dos profissionais e usuários do SUS. O caminho para uma saúde digital equitativa passa pela capacitação contínua, pela garantia de segurança dos dados e pela criação de políticas públicas que incentivem o uso responsável e sustentável dessas tecnologias. Estamos diante de um momento decisivo, onde a colaboração entre diferentes atores e o compromisso com a equidade poderão, de fato, moldar o futuro da saúde no Brasil . Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • Saúde Digital: Revisão Crítica para Acelerar em CCNTs - 29/11 às 7h30

    Agenda: 7h30 – Chegada e conexão híbrida 8h10 - 8h50 – Mesa de Abertura ( Mark Barone , FórumCCNTs ( Vídeo ) , Beatrice Vetter , FIND, Claudia Albertini , Biologix, João Bordallo , Boehringer Ingelheim, Michelle Mello , Roche, Yara Baxter , Novartis Foundation )  ( Vídeo ) Como o GT Saúde Digital do FórumCCNTs planeja contribuir de forma intersetorial e multistakeholder para aprimorar a Saúde Digital e melhorar os cenários das CCNTs no Brasil? – Iseli Reis (FlexiMedical)  ( Vídeo ) 8h40-8h50   – Quais são as recomendações da OMS para melhorar os serviços na Atenção Primária para CCNTs usando tecnologias de saúde digital? (em inglês) – Andrew Pattison (OMS)  ( Vídeo ) 9h00-10h30  – Painel 1 - Fraquezas e fortalezas da Saúde Digital no Brasil, principalmente pensando em CCNTs – (moderação: Ricardo Lauricella , SBCD )  ( Vídeo ) 9h05-9h15 – Quais experiências de Saúde Digital têm mais potencial para melhorar o cenário das CCNTs/DCNTs no Brasil e quais devem ser aposentados? – Edson Amaro ( Hospital Israelita Albert Einstein )  ( Vídeo ) 9h20-9h30 – Como a Inteligência Artificial permitirá avançar nos cuidados das CCNTs? – Ricardo Baptista Leite (I-DAIR)  ( Vídeo ) 9h35-9h45 – Quais desafios precisarão ser superados para a real interoperabilidade, permitindo uma Saúde Digital mais resolutiva no Brasil? – Marizelia Moreira (CONASEMS)  ( Vídeo ) 9h50-10h00 – Quais as principais novidades em Saúde Digital que o Ministério da Saúde planeja implementar para avançar no enfrentamento das CCNTs/DCNTs? – Marianne Pinotti  (SEIDIGI-Ministério da Saúde)  ( Vídeo ) 10h00-10h25 – P&R  ( Vídeo ) 10h35-11h00  – Intervalo 11h05-11h10   – Como a Subcomissão Especial de Saúde Digital pode ser acessada para apoiar avanços na Saúde Digital para CCNTs no país? – Flávia Morais  (Deputada Federal)  ( Vídeo ) 11h10-12h40  – Painel 2 - Estabelecendo parcerias para avançar em Saúde Digital no Brasil: o que cada um pode aportar? – ( moderação: Eduardo Macário , SES-SC)  ( Vídeo ) 11h15-11h25 – Qual o papel de fundações globais e parcerias intersetoriais para o desenvolvimento de ferramentas digitais que melhoram a tomada de decisão em sistemas de saúde, refletindo-se em desfechos de CCNTs? – Yara Baxter (Novartis Foundation)  ( Vídeo ) 11h25-11h35 – Qu al o papel de startups no avanço de soluções digitais que melhoram desfechos de CCNTs na Atenção Primária? – Guilherme Sakajiri (ABSS)  ( Vídeo ) 11h40-11h50  – Qual o potencial do telediagnóstico integrado à APS para mudar o cenário das CCNTs/DCNTs no Brasil? – Alexandre Taleb (UFG)  ( Vídeo ) 11h50-12h00  – Qual a importância e como incluir e integrar inovações para distúrbios do sono entre as prioridades de saúde digital? – Geraldo Lorenzi (InCor-FM-USP)  ( Vídeo ) 12h05-12h15  – Como o uso de Point-of-Care e Telemedicina na Atenção Primária já melhoraram desfechos de diabetes e DCV em algumas regiões do país? – ( Marcio Galvão ,  UFBA )  ( Vídeo ) 12h15-12h40 – P&R  ( Vídeo ) 12h45-13h20   – Mesa de Encerramento, com leitura e endosso da Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde e Autoridades  ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Andrew Pattison (OMS) Graduado pela University of Reading (Reino Unido) e pela University of Sunderland. Possui ampla experiência em liderança e inovação digital. Atuou como chefe em organizações como Union of European Football Associations (UEFA), Credit Suisse Private Banking International e World Wildlife Fund (WWF International). Durante a emergência da COVID-19, liderou o setor digital e a Tech Task Force, uma colaboração com mais de 40 empresas, focada no combate à desinformação, promoção de conteúdo de qualidade e desenvolvimento de novos canais digitais. Com vasta experiência em gestão de crises, foi líder web em mais de 35 emergências globais, incluindo destacamentos para a Região Africana em surtos de Ébola e Cólera. Atualmente, é líder da equipe de canais digitais no departamento de saúde e inovação digital da OMS. Alexandre Taleb, MD, PhD (UFG) Graduado em Medicina pela UFG, com doutorado em Ciências pela USP (ênfase em Telemedicina). É membro de conselhos de destaque, como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo e a American Academy of Ophthalmology. Atua como investigador e diretor técnico no Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia/GO. Atualmente é professor da Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás, coordenador do NUTTs (Núcleo de Telemedicina e Telessaúde da FMUFG), médico oftalmologista e coordenador do setor de neuro-oftalmologia do Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos e chefe do serviço de neuro-oftalmologia do Centro de Referência em Oftalmologia do Hospital das Clínicas UFG. Beatrice Vetter, PhD (FIND) Graduada em Farmacologia na Heidelberg University (Alemanha). Doutorado em pesquisa médica pela University College London (Inglaterra) e pós-doutorado no Departamento de Doenças Infecciosas da King's College London (Inglaterra). Atuou 15 anos na área médica acadêmica e industrial, trabalhando para o Centro de Diabetes do Imperial College London nos Emirados Árabes Unidos como Oficial Sênior de Pesquisa e Qualidade, no Centro Nacional de Referência Suíço para Retrovírus como pesquisadora clínica e como Gerente Internacional de Produtos Doenças Infecciosas na Roche Diagnostics. Atualmente é Diretora do Programa de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) na FIND. Claudia Albertini, MSc, PhD (Biologix) Graduada em Fisioterapia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Mestrado e Doutorado em Fisiopatologia Experimental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atuou como Professora Supervisora de Estágio no Ambulatório de Reabilitação Pulmonar do HCFMUSP. Tem experiência na área de Fisioterapia com ênfase em Defesa Pulmonar, atuando principalmente nos seguintes temas: Fisioterapia cardiorrespiratória, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, apeia obstrutiva do sono. Foi Gerente de Cuidados Respiratórios e Medical Affairs da ResMed na América Latina e Asia. Atualmente é Consultor Internacional na Biologix. Edson Amaro, MD, PhD (Hospital Israelita Albert Einstein) Graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP). Livre-Docente e Doutor pela mesma instituição, e Pós-Doutor pelo Institute of Psychiatry, King's College London. Foi responsável pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein de 2008 a 2012. Vasta experiência em Ressonância Magnética Funcional e Análise de Dados, com mais de 180 artigos publicados em periódicos especializados. Atua como Professor Doutor MS-5 do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Médico Neurorradiologista do Departamento de Imagem do Hospital Israelita Albert Einstein e responsável pela área de Big Data da instituição. Atualmente é Head Global Advanced Technologies for Equity no H.I. Albert Einstein, com forte atuação em Ressonância Magnética Funcional e Análise de Dados na Medicina. Geraldo Lorenzi Filho, MD, PhD (InCor) Graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), doutorado na área de Defesa Pulmonar pela USP, pós-doutorado em Medicina do Sono na Universidade de Toronto e Livre Docência na área de Pneumologia/Medicina do Sono pela USP. Atuou como Médico assistente da Disciplina de Pneumologia, Professor Associado da disciplina de pneumologia, Diretor Cientifico e sócio da startup Biologix, Presidente da Associação Brasileira do Sono, Coordenador da Residência de Medicina do Sono no complexo HC-FMUSP, Proponente e coordenador do Laboratório de Investigação Médica (LIM) 63 na FMUSP, fez parte do corpo editorial da revista CHEST, editor associado da revista Sleep Science, coordenador brasileiro do estudo SAVE, coordenador brasileiro do estudo multicêntrico ADVENT-HF e membro da American Thoracic Society. Atualmente é Fundador e Diretor Geral do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor-USP). Guilherme Sakajiri, MBA (ABSS) Graduado em Engenharia Naval pela Poli/USP e MBA pela INSEAD. Fundador da startup Comsentimento. Tem ampla experiência como executivo em Saúde Digital, tendo sido responsável pelas áreas de Produtos de Dados na Optum e Semantix. Foi Cofundador da TagFit, especializada em terapias digitais para diabetes e da consultoria Syligo Health. Especialista em saúde digital, com foco no uso de inteligência artificial para criação de valor através de Dados e Evidências de Mundo Real (RWD e RWE). Membro das comunidades HL7, OHDSI/OMOP e SBIS. Atualmente ocupa o cargo de Diretor Executivo na Associação Brasileira de Startups de Saúde e Healthtechs (ABSS). Iseli Reis (FlexiMedical) Graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Fez extensão universitária em Arquitetura Hospitalar e em acessibilidade para pessoas com deficiência física pela FUPAM (USP), Certificada em acessibilidade pela Prefeitura de São Paulo e atuou por 18 anos na RPR Arquitetura, assim como no Planejamento de áreas hospitalares, além de ter fundado e trabalhado na Fleximedical como Arquiteta Hospitalar e Diretora de Operações. Atualmente é CEO da Fleximedical. Marianne Pinotti, MD, MSc, PhD (SEIDIGI-Ministério da Saúde) Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de São Francisco. Mestrado e Doutorado em Obstetricia e Ginecologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi diretora do departamento de mastologia do Hospital Pérola Byington, Secretária da Saúde do Município de Ferraz de Vasconcelos , Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida do Município de São Paulo - SMPED/PMSP . Atualmente é membro relatora - Comitê de Ética em Pesquisa INVITARE, Médica e Diretora da Clínica Pinotti, Cirurgiã do Grupo de cirurgia oncológica da Beneficência Portuguesa de São Paulo , Conselheira da Fundação Arnaldo Vieira de Carvalho - Santa Casa de São Paulo e consultora na Secretaria de Informação e Saúde Digital - SEIDIGI. Marizelia Leão Moreira, MSc, PhD ( CONASEMS ) Graduada em Ciências Sociais pela UNESP, Mestrado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública e Doutorado em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo - USP. Atuou na coordenação de áreas de sistemas de informação de saúde na Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo e na Agência Nacional de Saúde Suplementar. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, atuando principalmente nos temas: governança da informação de saúde e tecnologias da informação de saúde, direcionadas à qualidade da atenção à saúde e à gestão de serviços de saúde. Atualmente é consultora Técnica em Governança da Informação em Saúde no Conselho Nacional de Secretários Municipais CONASEMS. Michele Mello, MBA (Roche) Graduada em Farmácia pela Universidade de São Paulo (USP). Especialização em análises clínicas pela Universidade de São Paulo e MBA em Gestão Estratégica . Tem habilidades em Contract Research Organization (CRO), pesquisa clínica e biotecnologia. Há mais de 10 anos no setor privado com vasta experiência, atuou como monitora de pesquisa clínica e analista de projetos clínicos, coordenadora de operações clínicas, Gerente Regulatório e Start-up. líder de suporte à Pesquisa Clínica na Roche, Líder de Suporte Comercial e Gerente de Assuntos Regulatórios Latam. Atualmente é Gerente de Assuntos Governamentais na Roche Diagnostics. Ricardo Baptista Leite, MD (I-DAIR) Graduado em Medicina pela Universidade Nova de Lisboa. Atuou como médico no Hospital Amadora-Sintra (Portugal), docente na Nova Medical School da Universidade Nova de Lisboa e Chair do Center for Global Health na Nova Information Management School (NOVA IMS). Na política, foi Deputado à Assembleia da República , vice-presidente e vereador da Câmara Municipal de Cascais e vereador da oposição na Câmara Municipal de Sintra. É Presidente e Fundador da UNITE, rede internacional de parlamentares dedicada à Saúde Global, que reúne mais de 300 membros de quase 100 países. Atualmente, desempenha papéis de destaque como Vice-chair da rede de parlamentares do Banco Mundial, integrante do Council do World Health Summit e CEO da International Digital Health and AI Research Collaborative (I-DAIR). Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC . Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • Doença Renal Crônica: uma pandemia silenciosa - cuidemo-nos! - 6/12 às 16h

    Objetivos: Entender a conexão entre a Doença Renal Crônica (DRC) e as mais prevalentes CCNTs , como diabetes e hipertensão e, com isso, a oportunidade de preveni-la e tratá-la. Identificar os fatores que têm impedido a detecção e o tratamento precoce e oportuno dessa condição, reduzindo a necessidade de tratamentos de alto custo, como hemodiálise e transplantes. Conhecer recomendações, novos PCDTs e programas efetivos para prevenir, rastrear, diagnosticar a DRC. Engajar os diferentes níveis do setor público, assim como o privado e terceiro setor, em colaborações que reduzam os custos e preservem vidas de pessoas com DRC ou em risco de desenvolvê-la. Agenda: 16h00-16h15 – Abertura e Contextualização ( Patrícia de Luca , FórumCCNTs) ( Vídeo ) • Juzinha Barbiebética , Influencer  ( Vídeo )   16h20-16h25 – Há mudança nos últimos anos em relação à prevalência de doença renal crônica (DRC) e incidência em pessoas com outras CCNTs? - Frida Plavnik (SBH)  ( Vídeo ) 16h30-16h35 – Por que a preocupação internacional com a DRC, com lançamento de um novo policy-brief do Global Patient Alliance for Kidney Health há poucas semanas? O que o Brasil deveria priorizar? - Roberto Pecoits-Filho (ISN)  ( Vídeo )   16h40-16h45 – Como a telemedicina melhora a jornada de pessoas com Doença Renal Crônica e seus desfechos? - Lucas Campos (Iana Saúde)  ( Vídeo ) 16h50-16h55 – Como a implementação do PDCT atualizado para DRC nos diferentes níveis de atenção melhora a prevenção e o desfechos da DRC? Como acelerar sua implementação - Patrícia Abreu (SBN)  ( Vídeo ) 17h00-17h05 – Qual a estratégia do município para implementar o novo PCDT de doença renal crônica e melhorar desfechos? - Vinícius Lima (SMS-Niterói)  ( Vídeo ) 17h10-17h15  – Como o Ministério da Saúde (ou Estados ou Municípios) tem se organizado para aumentar diagnósticos e melhorar cuidado da DRC? - Carmen Moura (SAES-Ministério da Saúde)  ( Vídeo ) 17h20-18h00 – Debate: Como implementar as mais atuais recomendações e PCDTs em um país continental como o Brasil e, com isso, melhorar desfecho da doença renal crônica no país? - (Moderação: Patrícia de Luca , FórumCCNTs)  ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Carmen Moura (SAES-Ministério da Saúde) Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), especialização em Gestão da Clínica pelo IEP Sírio Libanês. Ocupou vários cargos na administração pública, como Diretora da 1ª Regional de Saúde de Saúde do Paraná (SESA-PR), Secretária Municipal de Saúde de Pontal do Paraná-PR, Coordenadora da Rede de Atenção à Saúde do Paraná (SESA-PR). Foi Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem seção Paraná, Assessora especial no Coren PR e Membro da Comissão Mista ABEn/COREN de Sistematização da Pratica de Enfermagem e membro da Comissão Permanente de Sistematização da Pratica de Enfermagem da ABEn Nacional. Atualmente é Coordenadora Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde. Frida Plavnik, MD, MSc, PhD (SBH) Graduada em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Especialista em Nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Mestrado e Doutorado em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atuou como Professora na Universidade Nove de Julho (UNINOVE) e Professora Afiliada na UNIFESP. Vasta experiência na condução de estudos clínicos e elaboração de materiais educacionais para o setor privado. Atualmente é Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Juzinha Barbiebética (Influencer) Graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e em Auxiliar e Técnico de Enfermagem pela Universidade São Camilo, convive com Diabetes Tipo 1 há 26 anos e doença renal crônica há 9 anos. Atua como embaixadora do Movimento Divabética e do Piquenique Azul, iniciativas de conscientização sobre diabetes, e integra o Comitê de Bioética da clínica Nefrostar. Criadora de conteúdo digital, administra a página @juzinhabarbiebética, onde compartilha informações sobre os desafios de viver com diabetes e doenças renais crônicas, além de esclarecer direitos e promover a conscientização sobre a importância do cuidado e da empatia. Lucas Campos, MBA (Iana Saúde) Graduado em Engenharia de Produção pela Escola Politécnica da USP, com duplo diploma pela Politecnico di Milano e MBA pela Kellogg School of Management. Experiência de mais de 10 anos em saúde em empresas como Bain&Company e Nilo Saúde (empresa de APS digital e Software para Cuidado e Engajamento de pacientes). Membro do Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde (CBEXS). Atualmente é diretor executivo e Fundador da Iana Saúde, uma healthtech de cuidados baseado em valor para condições crônicas complexas, começando pela a doença renal. Patrícia Abreu, MD, MSc, PhD (SBN) Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá, residência médica em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Título de Especialista pela Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Mestre e Doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo. Contribuiu para diversas publicações científicas na área. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Centros de diálise e transplante. Atua como Consultora na Clínica de Medicina Interna e Nefrologia KIDNEY DISEASE | IMPROVING GLOBAL OUTCOMES, além de ser Preceptora na Residência Médica em Nefrologia da Unifesp. Atualmente é Diretora Financeira da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Roberto Pecoits-Filho, MD, PhD (ISN) Médico Nefrologista pela Universidade do Missouri. Doutor em Nefrologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com Pós-doutorado pelo Instituto Karolinska (Suécia). Atuou como Diretor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde e Coordenador do Internato em Nefrologia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Foi Vice-presidente da Sociedade Latino Americana de Nefrologia e Hipertensão e Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). É membro do Comitê Executivo da SONG, uma iniciativa para a padronização de desfechos clínico em Nefrologia. Atualmente é Professor Titular da Escola de Medicina da PUC-PR e Conselheiro da Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) e Membro do Comitê Executivo da ISN. Vinícius Lima, MSc (SMS-Niterói) Graduado em Enfermagem pelo Universidade Federal Fluminense. Especialista em Gestão de Políticas de Saúde Informadas por Evidências pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, Gestão de Redes de Atenção em Saúde e Estratégia da Saúde da Família pelo programa de Residência Multiprofissional pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/ Fiocruz). Mestre em Saúde Coletiva com área de concentração em Epidemiologia, pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ UERJ. Atualmente é Diretor de Atenção Coletiva, Ambulatorial e da Família - Coordenação da APS de Niterói na Secretaria Municipal de Saúde de Niterói. Patricia Vieira de Luca, MSc (AHF) Graduada em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, Bacharel, Licenciatura e Mestrado. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase em Obesidade, Diabetes e Metabolismo. No momento, atua principalmente em Educação e Advocacy em Saúde. Profissional voluntária em diferentes programas da ADJ Diabetes Brasil por mais de 10 anos. Ex-presidente e atual Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF). Cofundadora do Grupo de Advocacy Cardiovascular (GAC). Cofundadora e parte da Comissão Organizadora do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • FórumCCNTs e 62 instituições enviam Carta de Recomendações, sobre Revisão para Acelerar em Saúde Digital para CCNTs, ao Ministério da Saúde e Autoridades

    O texto a seguir, também publicado em nosso site , desenvolvido durante o evento  realizado no dia 29 de novembro de 2024, e encaminhado ao Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, e demais instituições, tomadores de decisões e autoridades, apresenta  as prioridades identificadas pelo Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) , especialmente por suas comissões, membros de seu GT Saúde Digital para CCNTs e parceiros, com destaque àqueles que o co-assinam, sobre a necessidade de uma Revisão Crítica para Aceleração da Saúde Digital em Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs). Foto: Arquivo pessoal As CCNTs, entre elas as altamente prevalentes — como hipertensão, dislipidemia, diabetes, asma, DPOC, câncer, apneia obstrutiva do sono e condições mentais e neurológicas — sempre dependeram de tecnologias para seu diagnóstico, monitoramento e cuidados. A Saúde Digital tem se tornado uma realidade cada vez mais presente no Brasil e possibilitando o avanço e a integração dessas diferentes tecnologias em telessaúde, análise de dados e educação profissional. Essa transformação oferece uma série de vantagens,  mas também traz à tona desafios  que precisam ser cuidadosamente considerados durante o desenvolvimento das soluções digitais e na implementação efetiva desses sistemas. Um dos principais benefícios da Saúde Digital é a ampliação do acesso e a melhoria na qualidade dos serviços de saúde.  No entanto, a expansão do acesso, por si só, não garante equidade. Para que a Saúde Digital seja efetiva e equânime, é fundamental que as inovações tecnológicas alcancem as populações vulneráveis, promovendo um acesso justo e inclusivo, bem como um maior engajamento das pessoas com seus cuidados de saúde. A telemedicina e a telefarmácia , por exemplo, desempenham um papel importante na ampliação do acesso à saúde. Elas permitem que pessoas com CCNTs, especialmente aquelas em áreas remotas ou com dificuldades de locomoção, tenham acesso contínuo e monitorado a medicamentos e serviços de saúde, sem a necessidade de deslocamento. Isso não apenas melhora a experiência da pessoa, mas também reduz a pressão sobre os serviços de saúde presenciais, reduzindo filas e tempos de espera. Além disso, o fluxo de atendimento se torna mais eficiente com a digitalização de prontuários e sistemas de agendamento, facilitando a gestão e o acompanhamento das pessoas.  Por meio de informações precisas, gestores podem tomar decisões fundamentadas em evidências , o que é especialmente útil para o monitoramento das condições mais prevalentes, como as CCNTs, e de interesse para a vigilância em saúde, como epidemias e endemias. A coleta e análise de dados de saúde em níveis nacional e local proporcionam uma visão mais clara das necessidades e tendências da população, identificando e informando, inclusive a necessidade de construir ou aprimorar políticas públicas e intervenções em saúde.  No entanto, a transição dos serviços de saúde atuais para um modelo em grande parte digital não está isenta de riscos.  A privacidade e a segurança dos dados das pessoas são preocupações centrais nesse contexto, sendo, inclusive, objeto de atuação e ações de advocacy por parte de diversas organizações do setor da saúde. É fundamental que as pessoas tenham total acesso aos seus dados médicos, incluindo resultados de exames, laudos, e prontuários de consultas e hospitais, idealmente interoperáveis em um único registro.  Por outro lado, vazamentos ou acessos não autorizados podem comprometer a confiança no sistema de saúde,  levando as pessoas a hesitar em compartilhar informações sensíveis. Além disso, é essencial que todos aqueles com acesso a essas informações cumpram com os dispositivos legais previstos na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).  A LGPD foi promulgada com o propósito de proteger os direitos fundamentais de liberdade e privacidade, além de garantir a livre formação da personalidade de cada indivíduo, estabelecendo diretrizes rigorosas para o tratamento de dados pessoais. Dessa forma, o cumprimento da LGPD é indispensável para que a digitalização dos serviços de saúde ocorra de maneira segura e ética, assegurando a privacidade dos usuários e a transparência no uso das informações coletadas. Esse compromisso é fundamental para a construção de um ambiente de confiança entre usuários, gestores e todo o ecossistema de saúde, garantindo que os benefícios da transformação digital sejam amplamente acessíveis sem comprometer a segurança e os direitos dos cidadãos. É crucial que cada cidadão tenha ciência e clareza sobre a destinação de seus dados, além de autonomia para gerenciar e decidir o acesso aos seus dados de saúde. Vale ainda destacar as dificuldades atuais para alcançar a interoperabilidade entre os diferentes sistemas que coletam dados de usuários e consumidores de serviços de saúde.   Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio da fragmentação,  com mais de 600 sistemas de informação que não são integrados nem interoperáveis .   Essa falta de integração e governança entre os entes federativos dificulta o compartilhamento e a associação de dados, comprometendo a eficiência do atendimento e a capacidade de gestão do sistema de saúde como um todo. A unificação e a interoperabilidade desses sistemas são fundamentais para melhorar a comunicação e garantir a continuidade do atendimento ao cidadão. Sendo assim, a interoperabilidade se torna um tema essencial em Saúde Digital , pois é um avanço significativo que, se bem implementado, permitirá acelerar e aprimorar a tomada de decisões, desde terapêutica até as políticas, garantindo mais acesso, economia, equidade e sustentabilidade ao sistema de saúde.  A interoperabilidade facilita a coordenação de cuidados para pessoas com condições crônicas, melhora a resposta a emergências de saúde pública, apoia a gestão pública na identificação de necessidades e duplicidades de consultas e exames, e possibilita a implementação de programas de saúde preventivos mais eficazes. A construção de uma base sólida de dados interoperáveis permitirá o avanço em contratos de compartilhamento de risco ( Risking Share ), Saúde Baseada em Valor ( VBHC)  e outras inovações, promovendo um sistema de saúde mais eficiente e integrado.  Existem lacunas na produção de informação a partir dos dados gerados pelos diferentes sistemas, dificultando a análise mais aprofundada e abrangente das condições de saúde da população e, consequentemente, a tomada de decisão. Por exemplo, há ausência de informações indispensáveis para a Linha de Cuidado das CCNTs nos sistemas hoje disponíveis, como no caso do câncer do colo do útero, que utiliza o Sistema de Informação do Câncer (SISCAN). Além disso, a indisponibilidade desses dados para a tomada de decisões impede que o Estado tenha acesso às informações dos municípios, dificultando o monitoramento e a avaliação adequada. Outro desafio significativo que deve ser enfrentado quando se fala em Saúde Digital é a desigualdade no acesso às tecnologias.  Embora a Saúde Digital tenha o potencial de democratizar o acesso aos serviços, é fundamental garantir que populações socioeconomicamente mais vulneráveis e de regiões remotas tenham  acesso a infraestrutura adequada  — como internet e dispositivos digitais — além de garantir ações educativas que promovam o uso acessível e seguro desses recursos, para que o impacto da digitalização na saúde seja verdadeiramente inclusivo e equitativo, permitindo que todos usufruam desses recursos. Investir na capacitação dos gestores e dos profissionais da saúde é imprescindível, a fim de garantir que todos os envolvidos no processo saibam utilizar essas novas tecnologias adequadamente, incluindo formação em segurança da informação. Sem políticas inclusivas que contemplem esses aspectos, corre-se o risco de a Saúde Digital acentuar as disparidades já existentes no sistema de saúde. Vazios assistenciais  podem se ampliar, criando bolsões de excluídos em saúde digital.  A dependência excessiva da tecnologia é outro ponto que também merece atenção.  Deve-se sempre ter cautela para que a tecnologia e as estratégias de saúde digital sejam implementadas a favor e não contra os cuidados centrados nas pessoas e com participação ativa das pessoas com CCNTs  e outras condições de saúde , prevenindo o risco de cuidados tecnológico-biomédico-cêntricos. Embora as ferramentas digitais possam melhorar o atendimento, elas não devem substituir por completo o contato humano essencial na prática médica. A relação entre as pessoas e suas equipes de saúde é fundamental para uma abordagem integral e um cuidado de qualidade. Mesmo nesse aspecto, a Saúde Digital pode ser uma grande aliada, trazendo a orientação de especialistas para regiões remotas através de teleconsultoria. Com acesso a consultores endocrinologistas, neurologistas, nefrologistas e cardiologistas, por exemplo, as equipes locais conseguem acompanhar ou decidir pelo referenciamento adequado, casos de diabetes tipo 1, suspeita de AVC ou infarto, ou condição renal.  Devemos ainda lembrar que a Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS)  é uma etapa essencial para a incorporação de medicamentos, produtos e procedimentos no SUS, especialmente para garantir que os dispositivos sejam seguros, eficazes, custo-efetivos e acessíveis. Neste sentido, enfatizamos que, atualmente, a Conitec não conta com diretrizes de ATS e critérios de incorporação de tecnologias em Saúde Digital no Brasil,  enquanto outros países já contam com essas diretrizes. Vale citar nesta oportunidade, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o relatório "A digitalização das condições crônicas não transmissíveis: o caso para ação” , que destaca a importância das intervenções de Saúde Digital (telessaúde, saúde móvel e chatbots ) para a prevenção e gerenciamento das CCNTs , enfatizando seu impacto positivo para a saúde global. Um dos principais achados neste relatório é que investir US$0,24 por pessoa em tecnologias digitais para CCNTs pode, em 10 anos, salvar mais de 2 milhões de vidas, reverter cerca de 7 milhões de eventos agudos e ganhar aproximadamente 5 milhões de anos de vida. Além disso, pode gerar US$199 bilhões em benefícios econômicos, com um retorno de US$19 para cada US$1 investido.  No Brasil, a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028  visa melhorar a gestão e o uso de tecnologias digitais no Sistema Único de Saúde (SUS), promovendo a integração, inovação e a melhoria contínua dos serviços de saúde. Ela abrange diversas áreas, como a Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS), a Estratégia e-Saúde para o Brasil e o Plano de Ação, Monitoramento e Avaliação de Saúde Digital para o Brasil. Isso inclui a digitalização do histórico de saúde dos cidadãos, a telessaúde, e o uso de inteligência artificial e internet das coisas (IoT) para melhorar a saúde pública . Na atual gestão, a centralização desses esforços na recém-inaugurada Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI) tem sido celebrada por todos. No entanto, ainda há dúvidas sobre o impacto dessa coordenação centralizada no cenário da principal causa de mortes no país: as CCNTs.  Com esse objetivo, o FórumCCNTs e seus parceiros vêm trabalhando para fortalecer programas e políticas em Saúde Digital para as CCNTs, a fim de dar visibilidade, sustentabilidade e escala a práticas exitosas  e, consequentemente, potencializar desfechos positivos na saúde da população.  O Grupo Temático Saúde Digital para CCNTs do FórumCCNTs, que lidera esta discussão, identificou como problema prioritário  deste tema “ a ausência de políticas públicas de padronização, orientação e incentivo voltadas às jornadas digitais por linhas de cuidado de CCNTs ”. Ou seja, não localizou diretrizes claras e uniformes para integrar e gerenciar as diferentes tecnologias e sistemas de saúde.  Sem essas políticas, a implementação de soluções digitais pode ser fragmentada e ineficaz, dificultando o acompanhamento e os cuidados contínuos das pessoas com CCNTs. Em essência, isso limita a capacidade do sistema de saúde de fornecer cuidados consistentes para pessoas com CCNTs, por linhas de cuidado de qualidade, aproveitando adequadamente as tecnologias disponíveis. Neste sentido, o FórumCCNTs, seus membros e parceiros identificaram três objetivos principais para alcançar melhores práticas e resultados no setor . Primeiramente, julgamos necessário reconhecer os gargalos para a interoperabilidade de sistemas que perpassam os diferentes níveis de atenção à saúde, o que permite aprimorar a gestão da pessoa com CCNTs e facilitar sua jornada de cuidado. Segundo, é necessária a identificação dos programas de saúde digital que têm trazido qualidade de cuidados para condições e crônicas não transmissíveis, mesmo em regiões mais remotas do Brasil. Por fim, é essencial compreender os planos para avanços na área que beneficiarão pessoas com CCNTs e promover o engajamento dos diferentes setores para dar escala e agilidade a esses planos, garantindo a equidade. Entre as prioridades, para as quais gostaríamos de contar com o engajamento dos diferentes setores e níveis de atenção, estão as estratégias de interoperabilidade digital dentro das linhas de cuidado CCNTs . As linhas de cuidado asseguram que cada etapa do tratamento esteja bem definida e integrada, desde a promoção de atividades físicas e combate ao tabagismo, até o atendimento especializado via telediagnóstico, teleconsulta ou teleconsultoria, e acompanhamento hospitalar. No contexto da Saúde Digital, as tecnologias permitem monitorar continuamente as pessoas ao longo de seu ciclo de vida e podem ser extremamente relevantes quando utilizadas em linhas de cuidado e para os autocuidados. Contudo, isso pode se tornar um grande desafio quando cada equipamento e sistema de informação funciona de forma isolada, sem comunicação, conectividade e interoperabilidade, desde a agregação de dados para uma visão integral e coesa da saúde do indivíduo, até o retrato da saúde populacional. A interoperabilidade não será completa, levando à otimização da implementação de todas as linhas de cuidados de CCNTs, fatores de risco e outras condições, sem que haja um compromisso por parte do Ministério da Saúde, das Secretarias Municipais, das Secretarias Estaduais, empresas e startups que desenvolvem os equipamentos e sistemas, e a vital participação da sociedade civil e profissional organizada. Dessa forma, com padrões de informação mais robustos e modelos claros , desenvolvidos de forma participativa, os dados poderão ser coletados de maneira eficiente em diversas regiões do país. Isso permitirá gerar as estratificações necessárias para a gestão pública e garantir que as informações sejam acessíveis às pessoas em qualquer lugar, facilitando a transição de dados entre diferentes estágios de cuidado. Em relação ao segundo item do debate proposto , identificamos que a Saúde Digital tem avançado pelo país com projetos exitosos. O objetivo principal do FórumCCNTs é dar visibilidade a essas iniciativas, algumas delas elencadas ao final deste documento  para que, com a parceria de gestores municipais, estaduais, federais, universidades, setor público, privado, sociedade médica e civil organizada, esses programas tenham sustentabilidade e ganhem escala, beneficiando mais pessoas com CCNTs. Entre essas iniciativas, estão aquelas lideradas por universidades federais em parceria com o Ministério da Saúde, em teleoftalmologia/telerretinografia, tele-espirometria e telecardiologia.  O ideal seria que essas iniciativas estivessem implementadas em muito mais municípios do país. Por essa razão, entendemos que tanto o Ministério da Saúde quanto o CONASEMS e o CONASS têm papel fundamental no fortalecimento dessas redes , desde a disseminação de informações e facilitação do engajamento dos municípios até a capacitação de seus profissionais de saúde  e o fornecimento de equipamentos em suas unidades de saúde, para que possam operacionalizar e oferecer esses serviços de saúde digital já disponíveis no SUS. Além disso, enfatizamos que o processo de letramento e educação em saúde digital – tanto para profissionais de saúde quanto para pessoas com condições de saúde e o público em geral – deve ser um pilar fundamental para garantir a eficiência no uso das tecnologias em saúde. Quando os profissionais desconhecem a existência dessas ferramentas ou não têm habilidade para utilizá-las, perde-se uma enorme oportunidade de melhorar o manejo de condições de saúde com instrumentos digitais.  Vale ainda destacar o potencial do uso de análise preditiva em saúde, que possui grande habilidade para otimizar operações, prever tendências e aprimorar a experiência dos usuários, antecipando riscos para o desenvolvimento de uma CCNT e agindo prontamente para mitigar esses riscos. No campo da saúde digital para cuidados com CCNTs, o uso de algoritmos pode melhorar a predição e a tomada de decisões, analisando grandes volumes de dados, identificando padrões, prevendo surtos de condições e personalizando tratamentos. Alguns estudos apontam a superioridade de ferramentas de inteligência artificial e chatbots, seja no laudo de exames, na triagem de pessoas buscando assistência ou na empatia percebida por quem passa por uma consulta. Entendemos que essas ferramentas dependem necessariamente de programação por especialistas humanos e apresentam melhores resultados quando utilizadas em conjunto com especialistas em CCNTs devidamente preparados. Os aplicativos, com suas múltiplas e centrais funcionalidades, wearables , gadgets  e outras inovações, também trazem importantes contribuições para a redução de custos, ampliação de diagnósticos, melhoria dos autocuidados e monitoramento, entre outros aspectos. Alguns exemplos dessas iniciativas também foram listados ao final deste documento.   Um ponto essencial é conectar a saúde digital às tecnologias diagnósticas, indo além dos modelos de telediagnóstico descritos acima. Nesse contexto, o GT Condições Cardiovasculares do FórumCCNTs  propôs um pacote mínimo para diagnóstico e monitoramento de CCNTs na Atenção Primária (APS). Considerando que diversas CCNTs estão subdiagnosticadas no país – incluindo diabetes, condição renal crônica, hipertensão, retinopatia, neuropatia, diferentes tipos de câncer, DPOC, asma, apneia obstrutiva do sono – e que diagnósticos tardios resultam em prognósticos piores e custos mais altos ( 29 vezes maior quando o diabetes já está acompanhado por complicações , por exemplo), a necessidade de equipar a APS com equipamentos simples de Point of Care  (PoC)  mostra-se fundamental.  Para pessoas já diagnosticadas, o acesso a exames simples, mas fundamentais na APS, possibilita ajustes terapêuticos oportunos, melhorando significativamente os prognósticos. Exemplos de projetos que apresentam resultados consistentes também foram incluídos ao final deste documento.  Com isso, incentivamos outros municípios e estados  a conhecerem experiências exitosas  e planejarem estratégias que promovam o diagnóstico precoce e monitoramento contínuo das pessoas com CCNTs. Essas iniciativas visam reduzir o subdiagnóstico, prevenir complicações evitáveis e mortes prematuras. Paralelamente,  encorajamos o Ministério da Saúde a avaliar a incorporação de tecnologias que aprimorem e tornem mais resolutiva a Atenção Primária à Saúde (APS).  Equipar a APS com esses recursos é fundamental para alimentar o e-SUS, possibilitar a tomada de decisões estratégicas pelos profissionais de saúde e gestores, e fortalecer iniciativas de saúde digital, como teleconsultoria com especialistas. Além disso, aos fabricantes desses equipamentos que não pratiquem preços exorbitantes e colaborem com o setor público na promoção da conectividade e da interoperabilidade entre os sistemas de informação do SUS e seus dispositivos . Em relação ao terceiro objetivo proposto  — compreender os planos para avanços na área que beneficiarão pessoas com CCNTs e promover o engajamento dos diferentes setores para dar escala e agilidade a esses planos, garantindo a equidade — felicitamos o Ministério da Saúde pelos planos da pasta para fortalecer a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) , promovendo a troca segura de informações. Apesar do progresso contínuo da RNDS em direção aos municípios, ainda identificamos desafios importantes. É crucial que os dados coletados não se percam e que haja uma promoção contínua e integrada de seu uso tanto por gestores quanto pelas próprias pessoas com CCNTs, e dentro das linhas de cuidado. Enfatizamos a relevância do Cadastro de Usuários do Sistema Único de Saúde (CADSUS) como um elemento estruturante para garantir a interoperabilidade dos dados em saúde. A consolidação do CADSUS representa um passo fundamental para impulsionar a Saúde Digital no Brasil, viabilizando a integração das informações de maneira segura e eficiente, beneficiando toda a população. A governança de dados em saúde é um pilar essencial  para o avanço das políticas públicas e da Saúde Digital no Brasil. Enfatizamos a necessidade de um compromisso claro, que deve ser firmado e seguido pelos setores público, privado e terceiro setor, abrangendo todos os níveis de atenção e contando com a participação ativa dos cidadãos . O fluxo e compartilhamento dos valiosos dados de saúde, tanto para decisões clínicas quanto políticas, demandam uma coordenação rigorosa que assegure a integração, proteção e acessibilidade desses dados. Assim, será possível maximizar os benefícios dessas informações para aprimorar a qualidade das medidas preventivas e de atenção à saúde. O desenvolvimento de soluções tecnológicas deve aproximar gestores de outros atores relevantes para identificar desafios e problemas prioritários, promovendo o enfrentamento conjunto por meio de inovação e parcerias. A participação da sociedade, por meio de Inovação Aberta — respaldada por uma legislação específica e mais flexível que permite parcerias ágeis — precisa ser induzida e amplamente aplicada em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS). É fundamental abordar o tema de forma transversal e intersetorial, engajando outros setores e ministérios , como MCTI e MDIC, além de empresas, e sociedade civil. Em relação à continuidade do cuidado, destacamos a importância de ampliar a infraestrutura digital no país, exemplificada pelo cabeamento de Santarém a Manaus, bem como iniciativas que promovam o autocuidado e a autonomia dos cidadãos. Soluções digitais, como o aplicativo Meu SUS Digital  (antigo ConecteSUS), têm papel central nesse cenário. Sugerimos que o aplicativo pudesse incorporar funções descritas acima em outros aplicativos, como receber inputs do usuário sobre sua saúde - como peso, glicemia, entre outros -, permitisse acesso a laudos de exames laboratoriais e prontuários médicos, assim como à carteira vacinal. Na área de vacinação, há importantes progressos , e recomendamos a inclusão de alertas personalizados, como notificações automáticas, para quando o cidadão atingir a idade de receber dose de reforço de vacina específica, ou mesmo vacinas a serem recomendadas a partir de um novo diagnóstico recebido. Além disso, reforçamos a necessidade de integrar essas informações com estados e municípios, possibilitando o uso estratégico dos dados na tomada de decisões locais e no acompanhamento eficaz das CCNTs pelas equipes de saúde.  Destacamos o papel da Atenção Primária à Saúde (APS)  como porta de entrada do SUS com sua capilaridade nacional, na coleta e atualização dos dados de saúde dos cidadãos. Entretanto, alertamos para os riscos associados à terceirização da gestão desses dados,  seja por meio de sistemas de informação próprios, seja por sistemas desenvolvidos por empresas contratadas que, muitas vezes, não se integram ou não possuem interoperabilidade com os sistemas do SUS. Ante o exposto, reiteramos que a  digitalização da saúde é um processo contínuo que exige coordenação, planejamento e capacitação.  A implementação de estratégias digitais e, especialmente, da interoperabilidade, são essenciais para aprimorar os cuidados com as CCNTs e tornar o sistema de saúde mais eficiente, acessível e racional. As CCNTs, como diabetes mellitus (DM), cânceres, condições cardiovasculares (DCV), condições respiratórias e renais crônicas (DRC), representam uma ameaça significativa à saúde global e ao desenvolvimento socioeconômico. Essas condições foram responsáveis por 17 milhões de mortes apenas em 2022. No Brasil, mais de 75% dos óbitos estão relacionados a essas condições, que também representam 47,9% dos custos de hospitalização. Muitos casos ainda permanecem subdiagnosticados e tratados tardiamente, especialmente em regiões remotas de nosso vasto território. Assim como em outros países, a saúde digital oferece a oportunidade de potencializar o alcance e a resolutividade do sistema de saúde, permitindo o acompanhamento contínuo de CCNTs, com impacto positivo na qualidade de vida e melhor desfecho. O futuro da Saúde Digital dependerá da colaboração entre todos os setores e atores envolvidos, bem como de um compromisso para superar os desafios atuais e promover uma transformação significativa, impactante, e duradoura no cuidado à saúde. É essencial a formação de uma comunidade prática e colaborativa para a promoção de uma governança eficaz em níveis local, nacional e global. Nesse sentido, destacamos a importância da participação ativa e significativa das pessoas que vivem com CCNTs para a co-criação de estratégias . Isso garantirá que as soluções sejam desenhadas para atender efetivamente às necessidades reais dessas populações, evitando desperdício de recursos e promovendo resultados sustentáveis. Reiteramos estarmos à disposição para colaborar e trabalharmos juntos nesse processo para otimização das políticas e programas de Saúde Digital, para que com isso, consigamos avançar nos desafios elencados acima, melhorando a saúde e a qualidade de vida da população em risco ou vivendo com uma ou mais CCNTs.  Atenciosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com   www.ForumDCNTs.org Alberto J. N. Ogata, MD, MSc, PhD Pesquisador Associado FGV EAESP www.fgv.br Alexandre Chater Taleb, MD, PhD Docente Núcleo de Telemedicina e Telessaúde - Faculdade de Medicina Universidade Federal de Goiás (UFG) https://tele.medicina.ufg.br   Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Docente e Pesquisadora Departamento Materno Infantil e Saúde Pública, Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) www.enf.ufmg.b/ Ana Maria Drummond, MBA Diretora Institucional Instituto Vencer o Câncer www.vencerocancer.org.br   Andre Bressan, MBA, MD Health Advisor SeniorTech Ventures https://seniortechventures.com Átila Alexandre Trapé, MD, PhD Professor Associado da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP-USP) Membro do GT Atividade Física do FórumCCNT www.eeferp.usp.br   Bárbara Shibuya Alves, MSc Enfermeira e Educadora em Diabetes Beatrice Vetter, PhD Director, Non-communicable diseases FIND, Diagnosis for All www.finddx.org   Bruna Paola Murino Rafacho, PhD Docente Universidade Federal de Mato Grosso do Sul www.ufms.br   Bruno Borghi, MBA Presidente Associação Brasileira de Startups de Saúde (ABSS) www.abss.com.br   Carine de Cássia Souza de Assis Ribeiro Rodrigues, MSc Diretora de Estratégia de Saúde da Família Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal www.saude.df.gov.br   Carlos Tucci, MD, MSc Coordenador Comissão de Políticas em Saúde  Sociedade Brasileira de Coluna www.coluna.com.br   Celina Rosa Martins, MBA Consultora Instituto Vencer o Câncer www.vencerocancer.org.br   Claudia Simeire Albertini, MSc, PhD Fisioterapeuta Gerente Educacional e de Relações Internacionais  Biologix Sistemas SA www.biologix.com.br   Cláudio Roberto Tucunduva Coelho, MBA Vice-Presidente Associação Brasileira de Startups de Saúde (ABSS) www.abss.com.br   Douglas Graciano da Silva Gerente Institucional ResMed Brasil www.resmed.com.br   Eduardo Marques Macário, PhD Sanitarista Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina www.cieges.saude.sc.gov.br   Elton Junio Sady Prates, RN, MSc Secretário Geral Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais (ABEn-MG) https://abenmg.com.br Emerson Cestari Marino, MD   Médico Endocrinologista  Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia  Membro do conselho de administração do Instituto da Pessoa com Diabetes (IPD) Fabiana Magnabosco de Vargas Nutricionista Vice-presidente Região Sul Federação das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA)  Fabio da Silva Moraes, PhD Pesquisador em Saúde e Regulação de Dispositivos em Saúde  ICT FIT Instituto de Tecnologia Membro do GT Saúde Digital do FórumCCNTs Membro do GTT de Farmácia Clínica CRFSP https://fit-tecnologia.org.br/home Felipe Azevedo Moretti, MBA, MSc, PhD Pesquisador e Psicólogo Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR)  https://saudemental.idor.org Fernando Valente, MD, MSc Médico Endocrinologista, RQE: 73300  Membro da Diretoria da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 2024-2025 www.diabetes.org.br Guilherme Joo Sakajiri, MBA CEO Comsentimento www.comsentimento.com.br   Helena Oliveira Salomão  Pesquisadora - Doutoranda Universidade Federal da Bahia (UFBA) www.ufba.br   Hermelinda Pedrosa, MD Assessora de Relações Exteriores e Vice-Presidente Sociedade Brasileira de Diabetes e D-FOOT International www.diabetes.org.br  e www.d-foot.org   Iseli Yoshimoto Reis  Arquiteta e Urbanista - Arquitetura Hospitalar   Fleximedical Soluções em Saúde Ltda  Co-Facilitadora do GT Saúde Digital do FórumCCNTs Membro da Rede Schwab Foundation de empreendedorismo social  https://fleximedical.com.br Jaqueline de Jesus Correia Presidente Instituto Diabetes Brasil www.institutodiabetesbrasil.com.br Johannes Boch, MSc Diretor de Saúde Populacional  Fundação Novartis www.novartisfoundation.org   José Cristiano Soster Sanitarista, Especialista em Micropolítica Coordenador da Assessoria e Consultoria COSEMS-Bahia www.cosemsba.org.br   José Vanilton de Almeida, MSc Coordenador do Comitê de Condições Crônicas Não Transmissíveis  Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo  www.crfsp.org.br   Julia Cestari Santos, MPP Coordenadora Comitê de Healthtechs Movimento Inovação Digital (MID) https://movimentoinova.org.br Juliana Fleury, MBA Presidente - CEO Voluntária ASEc+ Associação pela Saúde Emocional https://asecbrasil.org.br Juliana Nabarrete Coordenadora de Assistência SAS Brasil www.sasbrasil.org.br Laís Caroline Werdemberg dos Santos, PhD  Pesquisadora Universidade Federal da Bahia (UFBA) www.ufba.br   Laisa Liane Paineiras Domingos, PhD  Docente Universidade Federal da Bahia (UFBA) www.ufba.br   Luana Ferreira Lima Gerente de Políticas Públicas e Advocacy Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) www.abrale.org.br   Lucia Helena Modesto Xavier, MBA Advocacy ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br   Luiz Roberto Carvalho, MBA, MSc CEO Soulbeegood  www.soulbeegood.com.br Marcio Galvão Oliveira, PhD Docente e Pesquisador Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia (UFBA) www.ims.ufba.br Maria Aparecida Turci, PhD Docente e Pesquisadora Universidade Professor Edson Antônio Velano e Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais www.unifenas.br  e https://telessaude.hc.ufmg.br   Maria Joana Silva Cabral Barcellos  Assessora Parlamentar Câmara dos Deputados  www.camara.leg.br Maria José Martins de Souza, MSc Farmacêutica  Coordenadora do Grupo Técnico de Saúde Pública Conselho Regional de Farmácia (CRFSP)  www.crfsp.org.br   Maria Odete Pereira, PhD Professora adjunto da UFMG Diretora de enfermagem e coordenadora do Departamento de Saúde Mental da ABEn-MG Facilitadora do GT Saúde Mental e Neurológica do FórumCCNTs www.enf.ufmg.br  e https://abenmg.com.br    Maria Paula de Albuquerque, MD, PhD Gerente Geral Clínica CREN www.cren.org.br    Matheus Chaluppe de Oliveira   Membro do GT Obesidade do FórumCCNTs  Acadêmico de Medicina da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Melissa do Amaral Ribeiro de Medeiros Especialista na vivência Fundadora e Presidente Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) www.acbgbrasil.org   Michele Aline de Mello Gerente de Relações Governamentais em Saúde Digital https://www.roche.com.br/ Michely Arruda Bernardelli   Enfermeira, Educadora em Diabetes, Co-facilitadora do GT de Diabetes do FórumCCNTs Conselheira Municipal de Saúde Presidente da Associação Doce Vida - Unidos pelo Diabetes de Lages/SC docevidaassociacao@gmail.com Monica Soares Amaral Lenzi Diretora de Educação Movimento Influencers Diabetes Brasil (MIDB) https://midb.com.br/cartilha-direitos-do-paciente-com-diabetes   Neila Campos Presidente Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtorno Afetivos www.abrata.org.br   Patricia Vieira de Luca, MSc Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) Co-fundadora do Grupo de Advocacy Cardiovascular (GAC) Co-Fundadora do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil www.ahfcolesterol.org   Paulo Cesar Correa, MD, MPH Médico Pneumologista Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) www.sbpt.org.br   Priscila Juceli Romanoski, MSc, PhD  Enfermeira, docente e pesquisadora   Responsável técnica na Gerência de Atenção, Promoção e Prevenção à Saúde Diretoria de Atenção Primária à Saúde / Secretaria do Estado de Santa Catarina www.saude.sc.gov.br   Ricardo Moraes, MD Diretor Médico Afya www.afya.com.br   Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD, MPH Médico Endocrinologista, RQE: 127917 Presidente - ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br Rosane da Silva Alves-Cunha, MSc Pesquisadora, Especialista em Gestão de Políticas Informadas por Evidências HSL/PROADISUS/MS  Co-Facilitadora do GT de Dor Crônica do FórumCCNTs Membro da Organização Mundial do AVC (WSO) Associada à Rede Brasil AVC Voluntária na Associação Ação AVC de Maceió www.voltaredonda.rj.gov.br   Sheila Cristina Ouriques Martins, MD, PhD Presidente e Immediate Past-President Rede Brasil AVC, World Stroke Organization www.redebrasilavc.org.br   Sonia Maria Martins, MD Médica de Família e Comunidade Professora Assistente no Centro Universitário FMABC Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa Respiratória na APS - GEPRAPS www.gepraps.com.br Valeria Pastor Alexandre de Araújo Coordenadora de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco https://portal.saude.pe.gov.br   Vanessa Araujo Montanari, MD, MSc Médica Endocrinologista, RQE: 26377  Membro do Departamento de Tecnologia e Inovação em Diabetes Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 2023-2024 www.diabetes.org.br   Yara Carnevalli Baxter, PhD Executiva de Projetos Fundação Novartis www.novartisfoundation.org   Abaixo as sugestões, por membros do GT Saúde Digital para CCNTs do FórumCCNTs e painelistas do evento , de iniciativas, ferramentas e estratégias de Saúde Digital com potencial para melhorar o cenário das CCNTs no país. No Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG , por exemplo, diversos programas são conduzidos para melhorar os desfechos clínicos das pessoas com condições cardiovasculares e respiratórias, com foco em telediagnóstico, teleconsultoria e tele-educação. O Projeto Minas Telecardio , iniciado em 2005, exemplifica essa atuação ao implementar a telecardiologia em várias cidades mineiras. Posteriormente, a oferta de telediagnóstico, no caso telecardiografia, foi ampliada para além do Estado de Minas Gerais, com mais de 7 milhões de laudos de eletrocardiograma emitidos. Liderado pela mesma instituição, Telessaúde do HC-UFMG, em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolveu o programa de Tele-Espirometria  na atenção primária, com o objetivo levar a espirometria, um exame essencial para o diagnóstico e acompanhamento de condições respiratórias, para municípios brasileiros que não têm acesso a esse serviço.  Os laudos emitidos por um especialista à distância, em 147 municípios de 23 estados do país, têm reduzido filas para o exame que chegavam a mais de três anos.  Outro serviço semelhante, que beneficiará muito mais pessoas ao ser escalado para mais regiões do país, é o de   teleoftalmologia ou telerretinografia . Implementado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), que atua como centro laudatório nacional de imagens de fundo de olho para o Ministério da Saúde, essa iniciativa utiliza a tecnologia de retinografia para o diagnóstico precoce das principais causas de cegueira, como catarata, glaucoma, degeneração macular relacionada à idade e retinopatia em pessoas com diabetes. A teleoftalmologia permite que especialistas realizem diagnósticos precisos à distância, proporcionando acesso a cuidados oftalmológicos de qualidade para pessoas em diversas regiões, através da orientação de equipes locais. Ainda sobre avanços de saúde digital para diagnóstico e tratamento de CCNTs com potencial de escala, melhores desfechos e redução de mortes prematuras, destacamos o projeto Abraçar  e a Linha de Cuidado da Apneia Obstrutiva do Sono .  Enquanto o primeiro guarda diversas semelhanças com o programa Tele-espirometria, otimizando diagnóstico e cuidados de condições respiratórias crônicas na Atenção Primária, o segundo, implementado inicialmente na cidade de Araguari , foi reconhecido pela OMS  como um modelo global de ação multissetorial para CCNTs. Em ambos os casos, a parceria entre setores, a simplificação de processos e a adoção de tecnologias têm sido fundamentais para os resultados e expansão dos modelos. Ainda sobre distúrbios do sono, a startup Biologix  desenvolveu um equipamento portátil validado de baixo custo que permite dar escala ao diagnóstico de apneia do sono (AOS) . Assim como outros gadgets , wearables  e aplicativos desenvolvidos por startups, o potencial de integração dessas ferramentas com o objetivo de superar gargalos como o subdiagnóstico deve ser avaliado. No caso da AOS, seu impacto sobre a saúde é amplamente reconhecid o , incluindo como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento das CCNTs mais prevalentes, além de ser altamente prevalente - de mais de 30% da população. Os aplicativos  têm se mostrado grandes aliados para melhorar o cenário das CCNTs no país. Em Pouso Alegre, por exemplo, o Programa de Saúde Digital  visa melhorar o atendimento a pessoas com CCNTs, especialmente o atendimento de mulheres com câncer de mama. O projeto surgiu da necessidade de ampliar o acesso à saúde da população, após um estudo que revelou que as pessoas diagnosticadas com câncer de mama levavam mais de 100 dias para iniciar o tratamento. O aplicativo desenvolvido para melhorar essa atenção permite monitorar as mulheres que realizaram ou não exames de mamografia e os encaminhamentos a partir dos resultados, agilizando inclusive o retorno de quem apresentou resultados alterados, melhorando e agilizando as conexões entre os níveis de atenção. Em paralelo, a startup  Huna utiliza hemogramas para identificar sinais indicativos de risco de câncer de mama em mulheres. Com o objetivo de otimizar o rastreamento e o diagnóstico precoce, a Huna ajuda gestores de saúde a organizar melhor as filas para exames de mamografia, com capacidade de antecipar diagnósticos desse tipo de câncer em até 16 semanas, proporcionando uma oportunidade para tratamento precoce e aumentando significativamente as chances de cura. Entre os muitos aplicativos disponíveis, outro aplicativo de potencial interesse é o MPI Brasil  - desenvolvido em parceria com o Instituto SocialTech para auxiliar profissionais de saúde na prescrição de medicamentos apropriados para idosos. O aplicativo fornece uma busca rápida sobre medicamentos potencialmente inapropriados (MPI) para idosos, com base no Consenso Brasileiro de Medicamentos Potencialmente Inapropriados para Idosos. Para o manejo do diabetes, uma série de municípios já adotam aplicativos com muitas funções, incluindo alertas para a hora da tomada de medicamentos e cálculo de doses de insulina de acordo com a glicemia e carboidratos da refeição. Esses aplicativos permitem o monitoramento dos usuários à distância pelas equipes que os acompanham e acesso por gestores a plataformas detalhadas para acesso aos dados de grupos populacionais. A adoção desse tipo de ferramenta permite a identificação de indivíduos ou grupos que precisam de atenção mais imediata. Ao mesmo tempo, o uso desses aplicativos se mostrou tão benéfico para a manutenção da glicemia dentro do alvo  quanto o uso de bomba de infusão de insulina, com custos econômicos muito inferiores.  Através do uso de estratégias com equipamentos Point-of-Care (PoC)Com esse tipo de estratégia, em São Paulo , calculou-se a redução de 9,9% dos casos de AVCs e 7,9% das mortes  e, em Vitória da Conquista, a significativa redução da hemoglobina glicada em 0,9 pontos percentuais e de 10,5% da pressão arterial  se mostrou custo-efetiva  e com custo-paridade , levando o município a incorporar os testes de PoC para hemoglobina glicada em sua APS. Incentivamos municípios e estados  a conhecer experiências exitosas  e planejar estratégias para o diagnóstico precoce e monitoramento contínuo dessas pessoas, a fim de reduzir subdiagnóstico, complicações evitáveis e mortes prematuras.  Entre programas já em andamento, citamos dois que têm reduzido mortes de forma expressiva. Ambos resultados de parceria entre setores, com liderança acadêmica e adoção por municípios. O primeiro deles é o Programa "Cidade Angels" , que foca na prevenção e tratamento em tempo adequado do AVC. Em Ribeirão Preto, primeira cidade de implementação, participam do projeto desde as escolas primárias, SAMU e hospitais, levando o tratamento do AVC com trombolíticos a mais de cinco vezes mais pessoas que outros municípios do Brasil. Atualmente outros dois municípios, Sapucaia do Sul e Joinville já adotam o projeto, que só é possível com uma série de componentes de saúde digital e, idealmente, poderia estar em todo o país. O outro projeto, desenvolvido pelo Triângulo Health Institute , para telediagnóstico de infarto, permite diagnósticos e tratamentos rápidos, como trombólise e angioplastia, reduzindo a mortalidade de 25% para 4%. Esse projeto fez uso de algoritmos com inteligência artificial para identificar infartos e recomendar tratamento, assim como o hospital mais próximo com estrutura adequada. Voltado à estratégia de Aracajú, o  simulador dinâmico CARDIOAJU  visa o uso dessa ferramenta digital para transformar a saúde cardiovascular da população através do fortalecimento da Atenção Primária à Saúde na capital e é baseado em quatro pilares estratégicos: gestão do processo de cuidado, busca ativa, cuidado integrado e plano de autocuidado. Além disso, o projeto inclui a implementação do Cantinho CardioAju, uma estrutura portátil e adaptável para busca ativa de pessoas com condições de saúde com fatores de risco, tanto dentro das unidades de saúde quanto em eventos externos. Quanto ao impacto significativo na redução da distância de deslocamento com a adoção de estratégias de saúde digital, podemos citar o exemplo do Ceará. Entre janeiro e julho de 2024, foram realizados 918 teleatendimentos no estado - integrados ao complexo regulador. O uso coordenado da telessaúde evitou um total de 256 mil quilômetros em deslocamentos , demonstrando a eficiência e os benefícios da saúde digital em reduzir a necessidade de viagens para atendimento médico. Reiteramos que estamos à disposição como FórumCCNTs e instituições parceiras a apoiar o progresso em saúde digital para melhorar o cenário das CCNTs no Brasil. Respeitosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com   www.ForumDCNTs.org

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