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- ISN convida a assinar petição, a fim de tornar a Doença Renal Crônica prioridade política - Até 31/12
A Sociedade Internacional de Nefrologia (International Society of Nephrology - ISN) convida a todos para assinarem a petição , já assinada e apoiada pelo FórumCCNTs, a fim de mudar o foco e exigir que os formuladores de políticas deem à Condição/Doença Renal Crônica (DRC) a atenção urgente de que ela precisa. A partir deste documento será possível instar os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) a apelar à Organização Mundial da Saúde (OMS) para reconhecer a DRC como prioridade máxima, potencialmente salvando milhões de vidas. A meta é garantir 1 milhão de assinaturas até 31/12/2024 . A doença renal é a terceira causa de morte que mais cresce no mundo e com uma taxa de mortalidade crescente. Agora é a 7 ª principal causa de morte no mundo — em apenas alguns anos, se tornará a 5ª. A DRC é uma das principais causas de morte no mundo , mas a conscientização pública é baixa, portanto, é de extrema importância tornar o tema em prioridade política. A situação Todos os anos, entre 5 e 11 milhões de pessoas morrem de condição/doença renal crônica , que afeta cerca de 850 milhões de pessoas em todo o mundo . A maioria das pessoas afetadas vive em países de baixa renda , o que significa que esta condição afeta desproporcionalmente as populações pobres, vulneráveis e marginalizadas. A situação está piorando: tendências demográficas, como o envelhecimento da população, estão levando ao aumento de vidas perdidas a cada ano . O peso financeiro só aumenta A condição impõe custos significativos aos indivíduos, à sociedade e aos sistemas de saúde e as famílias que já enfrentam dificuldades financeiras são muitas vezes empurradas para uma situação de pobreza ainda maior devido ao elevado custo do tratamento e gestão da condição. Os sistemas de saúde estão mal equipados para lidar com as essas condições renais, resultando em taxas de mortalidade mais elevadas nos países que mais necessitam de intervenção eficaz A interação entre condição/doença renal e condições de saúde relacionadas Aproximadamente 1 em cada 5 pessoas com hipertensão tem condição/doença renal crônica (DRC) , e a DRC contribui para 10% das mortes atribuídas à hipertensão . A condição renal afeta 40% das pessoas com diabetes e contribui significativamente para a morbidade e mortalidade relacionadas ao diabetes A DRC e a saúde cardiovascular estão intimamente ligadas, com as condições cardiovasculares causando e resultando da DRC, levando a cerca de 2,1 milhões de mortes cardiovasculares anualmente . Apesar da alta prevalência, a conscientização pública sobre a condição renal é baixa. Ela é negligenciada, subtratada e com poucos recursos em políticas de saúde pública , o que a torna uma assassina perigosa e frequentemente silenciosa. Em 2015, as Nações Unidas estabeleceram uma meta para reduzir as taxas de mortalidade prematura por Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) em um terço até 2030 . Essa é uma meta admirável, mas alcançá-la requer uma ação ousada e iminente dos formuladores de políticas. A OMS reconheceu o câncer, a condição cardíaca, o derrame, a doença pulmonar crônica e o diabetes como as principais causas de mortalidade prematura . No entanto, a condição renal, apesar de seu impacto significativo, está ausente desta lista. Isso não é apenas uma lacuna na política, é uma grande omissão. Assine a petição e faça a diferença aqui . Fonte: Sociedade Internacional de Nefrologia (International Society of Nephrology - ISN)
- Ministério da Saúde confirma compromisso com atualização de PCDTs em resposta a ofício do FórumCCNTs e parceiros
O Ministério da Saúde respondeu ao Ofício sobre a Atualização de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para Condições/Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs) . Assinado por José Barreto C. Carvalheira , Coordenador-Geral da Política Nacional para Prevenção e Controle do Câncer (CGCAN/SAES/MS), o posicionamento também responde, em parte, outra recomendação sobre a Regulamentação da Política Nacional do Câncer , publicada pelo FórumCCNTs em maio deste ano. Elaborado pelo FórumCCNTs, e endossado por 41 líderes e especialistas , o documento representa dezenas de especialistas e instituições, especialmente aqueles que assinam este documento, representando milhões de pessoas com CCNTs no país, expressar a necessidade de atualização de 5 PCDTs, sendo que 4 deles não foram revisitados pelo Ministério da Saúde nos últimos anos . Cumpre destacar que a atualização periódica desses documentos é essencial para garantir a melhor prática clínica no SUS e para assegurar que as diretrizes reflitam as evidências científicas mais recentes. Confira abaixo a resposta do Ministério da Saúde: Ministério da Saúde Secretaria de Atenção Especializada à Saúde Coordenação-Geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer OFÍCIO Nº 383/2024/CGCAN/SAES/MS Brasília, 25 de outubro de 2024. Ao Senhor MARK BARONE Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (Fórum CCNTs) Endereço de e-mail: forumccnts@gmail.com Assunto: Atualização de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para Condições/Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs). Observação: Em caso de resposta, fazer referência expressa ao processo nº 25000.149428/2024-66. Prezado Senhor, Em atenção ao Ofício nº 011/2024 - FórumCCNTs (0043608993) do dia 04 de outubro de 2024 e oriunda do Fórum Intersetorial de Condições Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs), por meio do qual Vossa Senhoria e outros subscreventes solicitam atualização de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para Condições/Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs), esta Coordenação-Geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (CGCAN/SAES), considerando determinação recente do Secretário, o qual estabeleceu esta área como a responsável por centralizar, no âmbito da SAES, a gestão da discussão técnica acerca da elaboração e revisão de protocolos e diretrizes clínico-assistenciais, ratifica Nota Técnica nº 7/2024-CGPCDT/DGITS/SECTICS/MS (0043688588), informa-se também que é definido, no âmbito da Coordenação-Geral de Gestão de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (CGPCDT), a priorização de atualização de protocolos e diretrizes no âmbito deste Ministério para o ano subsequente, agradecemos ao FórumCCNTs o contato e atenção aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs) para Condições/Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Sem mais, a CGCAN/SAES coloca-se à disposição para eventuais esclarecimentos e diligências que se fizerem necessários, bem como reafirma o compromisso da Secretaria de atuar em conformidade com suas competências regimentais para prover acesso equitativo da população aos recursos, tecnologias, práticas e serviços que se demonstrarem eficazes e custo-efetivos, considerando a disponibilidade orçamentária da Pasta. Atenciosamente, JOSÉ BARRETO C. CARVALHEIRA Coordenador-Geral Coordenação-Geral da Política Nacional para Prevenção e Controle do Câncer CGCAN/SAES/MS
- Alunos com diabetes tipo 1 poderão usar celular nas escolas, conforme MEC acatou solicitação do IDB, FórumCCNTs e parceiros
Resposta do Ministério da Educação é favorável a Inclusão de exceção para alunos com diabetes Tipo 1 no Projeto de Lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, porém o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos é responsável pela medida em concursos públicos O Ministério da Educação (MEC) respondeu ao Ofício sobre a Inclusão de Exceção para Alunos com Diabetes Tipo 1 no Projeto de Lei que Proíbe o uso de Celulares nas Escolas. Assinado por Kátia Helena Serafina Cruz Schweickardt , Secretária da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, o MEC dá o parecer favorável a Inclusão de exceção para alunos com diabetes Tipo 1 no Projeto de Lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. O documento assinado por FórumCCNTs, Instituto Diabetes Brasil (IDB), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), ADJ Diabetes Brasil, Associação Doce Vida e Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) também fez a sugestão de extensão dessa exceção para candidatos em provas de concursos públicos , cujas avaliações costumam ter duração superior a 3 ou 4 horas. Pessoas com diabetes tipo 1 não podem ficar longos períodos sem monitorar suas taxas de glicose, sendo fundamental que tenham acesso a esses dispositivos para realizar ajustes, evitando riscos à saúde . A situação em concursos públicos, porém, ainda é incerta e tem a necessidade de avaliação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Ministério da Educação Secretária da Secretaria de Educação Básica (SEB) Ofício Circular Nº 95/2024/CHEFIA/GAB/SEB/SEB-MEC Brasília, 11 de novembro de 2024 Aos (Às) Senhores(as) Jaqueline Correia - Instituto Diabetes Brasil Ruy Lira e Solange Travassos - Sociedade Brasileira de Diabetes Ronaldo José Pineda Wieselberg - ADJ - Diabetes Brasil Michely Arruda - Associação Doce Vida Mark Barone - Fórum Intersetorial de CCNTS no Brasil Fadlo Fraige - Associação Nacional de Atenção ao Diabetes Setor Comercial Sul Quadra 06 Edifício Carioca, Sala 508 - Brasília, DF - 70325-900 Assunto: Inclusão de exceção para alunos com diabetes Tipo 1 no Projeto de Lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. Prezados(as) Senhores(as), Cumprimentando-os(as) cordialmente, faço referência ao Ofício (5277483), que trata de demanda relativa à inclusão de exceção para alunos com diabetes tipo 1 no Projeto de Lei que proíbe o uso de celulares nas escolas, bem como de extensão da mesma durante a realização de provas de concursos públicos. Em resposta à solicitação, é necessário inicialmente pontuar que, conforme indicado pelas instituições no ofício enviado, o MEC iniciou a elaboração de uma proposta de iniciativa do Poder Executivo para dispor sobre o uso de dispositivos digitais portáteis de uso pessoal pelos estudantes nos estabelecimentos públicos e privados de ensino da educação básica. A minuta do Projeto de Lei, com a respectiva Exposição de Motivos ao Congresso Nacional - ainda em trâmites internos - disporia sobre a vedação do uso pessoal de dispositivos digitais portáteis sem finalidade pedagógica, pelos estudantes, sem orientação do educador ou da gestão da escola. Todavia, o MEC também acompanha o andamento de proposições em tramitação no Congresso Nacional sobre o mesmo tema - como o Projeto de Lei nº 104/2015 na Câmara dos Deputados. Após a análise das alterações recentes do parecer do relator Diego Garcia na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados (CE/CD) ao referido projeto de lei - cuja última versão conhecida no momento é a Complementação de Voto nº 3/CE[1] , aprovada na CE/CD em 30 de outubro de 2024 - o Poder Executivo federal não apresentou projeto de lei próprio até o momento, optando por acompanhar a continuidade do trâmite da proposta em deliberação na Câmara dos Deputados em uma perspectiva de diálogo institucional, com o objetivo de alinhar os posicionamentos entre o Executivo e do Congresso Nacional. Nesse sentido, é importante salientar que um dos objetivos da proposta de restrição ao uso não pedagógico de celulares nas escolas é promover a saúde física e mental dos estudantes, visto que diversos estudos apontam que o uso excessivo e problemático de telas pode acarretar problemas de sedentarismo, distúrbios do sono, fadiga ocular e impacto no desenvolvimento motor[2][3] das crianças e adolescentes. O tempo prolongado em frente a telas pode ser fator de risco para sintomas de ansiedade, depressão e isolamento social[4][5] , além de afetar o desenvolvimento emocional e cognitivo dos jovens[6][7]. Ainda, é fundamental destacar que o texto atualmente em discussão na Câmara dos Deputados contempla a demanda expressa pelo Instituto Diabetes Brasil e demais instituições em seu art. 4º, o qual estabelece que "Para fins de acessibilidade, inclusão e condições de saúde, é permitido o porte e uso dos aparelhos eletrônicos portáteis pessoais, independentemente da etapa de ensino do aluno e de o uso ocorrer dentro ou fora de sala de aula". Avalia-se que o dispositivo mencionado não apenas contempla a demanda de monitoramento contínuo da glicose em pessoas acometidas com diabetes tipo 1, como também permite a adaptação da medida para outras situações de saúde em que o uso de dispositivos digitais portáteis no ambiente escolar é oportuno. Por fim, pontuamos que, no que tange à demanda relativa ao uso de dispositivos móveis para candidatos em provas de concursos públicos, a análise do tema no âmbito do Poder Executivo federal compete ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que tem entre suas atribuições a proposição de políticas, diretrizes e normas para concursos públicos (art. 31, I, c do Decreto nº 12.102/2024) e analisa questões afins à regulamentação da Lei nº 14.965/2024 (Lei dos Concursos). Deste modo, o tema está fora das competências do Ministério da Educação. Esta Secretaria permanece à disposição para o diálogo e eventuais novos esclarecimentos. Atenciosamente, KÁTIA HELENA SERAFINA CRUZ SCHWEICKARDT Secretária da Secretaria de Educação Básica (SEB) Ministério da Educação (MEC)
- OMS lança plataforma GIFNA com políticas e ações de alimentação e nutrição; Brasil é destaque no "Score Card" sobre ingestão de açúcares no mundo
Você conhece o Global database on the Implementation of Food and Nutrition Action (GIFNA) ? A plataforma lançada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é interativa e útil para compartilhar informações padronizadas sobre políticas e ações de alimentação e nutrição , ou seja, quais são os compromissos assumidos e quem está fazendo o quê, onde, quando, por que e como, sendo a terceira geração do banco de dados de políticas de nutrição da OMS . Há também um recorte do Sugars Country Score Card , em que o Brasil é destaque no "cartão de pontuação" sobre ingestão de açúcares no mundo . O GIFNA fornece um repositório de políticas, programas e ações, mecanismos e compromissos de países relacionados à melhoria da nutrição . É uma plataforma interativa que apresenta informações padronizadas sobre políticas e ações de nutrição, para permitir maior acesso a dados, avaliar, monitorar e aprender lições para melhorar políticas, apoiar alimentações saudáveis e reduzir a carga de condições de saúde relacionadas à alimentação . O GIFNA permite que o usuário tenha recursos para: Mapear políticas e ações de nutrição Vincular políticas e ações aos indicadores de status nutricional Monitorar a implementação de ações-chave de nutrição Identificar sobreposições e lacunas Compartilhe experiências sobre práticas de implementação Brasil é destaque no "Score Card" sobre ingestão de açúcares no mundo A OMS recomenda que adultos e crianças reduzam a ingestão diária de açúcares para menos de 10% de sua ingestão total de energia e uma redução adicional para menos de 5% por dia proporcionaria benefícios adicionais à saúde. As políticas de ' Best Buys' como ações práticas devem ser tomadas imediatamente para prevenir condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) relacionadas à alimentação e custos associados. Isso inclui reduzir o teor de açúcar em produtos alimentícios; implementar rotulagem frontal para ajudar os consumidores a selecionar produtos alimentícios com menor teor de açúcar ; implementar políticas públicas de aquisição e serviço de alimentos para reduzir o serviço e as vendas de bebidas adoçadas com açúcar ( SSBs ) e tributação sobre SSBs . O Sugars Country Score Card foi criado para monitorar o progresso do país em direção à adoção e implementação de políticas para reduzir a ingestão de açúcares, o que é exigido pelo plano de aceleração da OMS para acabar com a obesidade e pela Estratégia Global sobre Saúde Oral , ambos endossados pela 75ª Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2022. Ele mostra os países com abordagens obrigatórias e voluntárias que incluem açúcares em um modelo de perfil nutricional subjacente, bem como compromissos políticos expressos em relação à tomada de tais medidas. Em países sem tais medidas, o score card mostra eventuais outras medidas obrigatórias e/ou voluntárias tomadas visando SSBs ou açúcar. Mais de um quinto da população mundial (21,7%) vive em países com medidas obrigatórias de redução de açúcares , incluindo a declaração obrigatória de açúcares. O Brasil é um dos países que têm múltiplas medidas obrigatórias adotadas para a redução de açúcares : Múltiplas medidas obrigatórias para reduzir os açúcares no fornecimento de alimentos ou incentivar os consumidores a fazer escolhas alimentares mais saudáveis, incluindo a declaração obrigatória de açúcares em todos os alimentos pré-embalados. Acesse o site aqui . Fonte: GIFNA
- 15º Encontro do FórumCCNTs - 25/10
Agenda: 7h30 - Entrada na Plataforma 8h00-8h30 - Abertura – Boas-vindas ( Mark Barone , FórumCCNTs ( Vídeo ) e Comissão Consultiva : Camila Souza, Viatriz; Danilo Campos, Ministério da Saúde; Douglas Silva, ResMed; João Bordallo, Boehringer Ingelheim; Leonardo Bia, Roche; Marcio Galvão, UFBA; Cristiano Soster, COSEMS-Bahia; Lucia Xavier , ADJ; Marília Albiero , ACT ( Vídeo ) ) 8h35-10h10 - Painel Internacional ( em inglês ) – Aceleradores e Políticas Efetivas de CCNTs no Brasil e no mundo (moderação: Guy Fones , OMS ) ( Vídeo ) 8h40-8h55 - 10 anos do Guia Alimentar para a População Brasileira: quais políticas públicas principais relacionadas às CCNTs o guia motivou? - Kamila Gabe (NUPENS-FSP-USP) ( Vídeo ) 9h00-9h15 - Após os movimentos globais, ações da OMS e aprovação da resolução para participação social, como o engajamento significativo de PWLE será definitivamente incorporado aos processos decisórios em saúde e qual será seu impacto? - Kira Koch (OMS) ( Vídeo ) 9h20-9h35 - É certo dizer que a falta de diagnóstico precoce e oportuno, e monitoramento frequente estão entre as principais barreiras para se atingir o ODS 3.4? O que precisa mudar? - Beatrice Vetter (FIND) ( Vídeo ) 9h40-10h10 - P&R ( Vídeo ) 10h15-10h30 – Intervalo 10h35-12h00 - Painel 2: Gargalos que precisaremos encarar para avançar nas CCNTs - ( moderação: Átila Trapé , USP) ( Vídeo ) 10h40-10h50 - Ativistas brasileiras e brasileiros têm encontrado espaço para garantir atenção ao pleito das pessoas que vivem com CCNTs? - Melissa Medeiros (ACBG Brasil) ( Vídeo ) 10h55-11h05 - Se a obesidade é responsável por grande parte dos custos associados às CCNTs e não estamos conseguindo freá-la, o que precisamos fazer antes que a conta não feche? - Leandro Rezende (Unifesp) ( Vídeo ) 11h10-11h20 - Por que a Saúde Mental deve estar sempre nos planos, políticas e cuidados de todas as CCNTs - de hipertensão a oncologia, passando por asma, diabetes e obesidade - se quisermos efetivamente melhorar desfechos? - Alberto Ogata (FGV) ( Vídeo ) 11h25-11h35 - É possível, administrando os conflitos de interesse em parcerias entre setores, compartilhar accountability e avançar no ODS 3.4? - Marco Akerman (FSP-USP) ( Vídeo ) 11h35-12h00 - P&R ( Vídeo ) 12h00-13h00 – Almoço 13h00-14h45 - Reunião dos GTs com especialistas e pitch ( moderação: Mark Barone , FórumCCNTs ) 13h05-13h15 - Reunião de alinhamento GTs 13h20-13h35 - 1ª rodada de especialistas 13h40-13h55 - 2ª rodada de especialistas Especialistas Ana Morato , Instituto Desiderata Danilo Campos , Ministério da Saúde Fernando Alves , SAPS-Ministério da Saúde Gleyce Bezerra , CGAN-SAPS-Ministério da Saúde Marcello Baird , ACT Promoção da Saúde Maria Turci , UFMG Marina de Miranda , Fiocruz Michael Diana , CONASEMS Priscilla Viegas , FENTAS Stephen Stefani , ISPOR 13h55-14h05 - Fechamentos e preparação para o pitch 14h05-14h45 - Pitch dos GTs GT Alimentação Saudável ( Vídeo ) GT Atividade Física ( Vídeo ) GT Condições Cardiovasculares ( Vídeo ) GT Condições Respiratórias ( Vídeo ) GT Diabetes ( Vídeo ) GT Obesidade ( Vídeo ) GT Saúde Digital em CCNTs ( Vídeo ) GT Saúde Mental e Neurológica ( Vídeo ) 14h50-15h15 - Apresentação dos 6 projetos selecionados FEBRACE 2024 - ( apresentação: Patrícia de Luca , AHF ) ( Vídeo ) Mapeamento estatístico referente ao consumo exagerado de sais de sódio (Na+) e potássio (K+) e a ligação entre a hipertensão no Bairro Santa Terezinha da cidade de Pedra Branca/CE: uma abordagem matemática, epidemiológica e nutricional – Projeto Chap ( Saiba mais ) ( Vídeo ) AID Health Diabetics: sistema portátil para refrigeração de insulina ( Saiba mais ) ( Vídeo ) Estudo fitoquímico e toxicológico da chaya (Cnidoscolus aconitifolius): habilitando o seu potencial nutricional no combate à insegurança alimentar etapa III ( Saiba mais ) ( Vídeo ) Tudo bem não estar bem: promovendo saúde mental nas escolas ( Saiba mais ) ( Vídeo ) Primeira investigação da presença de microplásticos em bebidas industrializadas no Brasil ( Saiba mais ) ( Vídeo ) A Popularização do cigarro eletrônico e suas consequências à saúde do usuário ( Saiba mais ) ( Vídeo ) 15h20-15h40 – Café interativo temático (escolha sua sala) Projetos FEBRACE ( Patrícia de Luca , AHF, Danilo Campos , Ministério da Saúde ) Poluição atmosférica, novo principal fator de risco para CCNTs ( Elton Prates , ABEn-MG; Yara Baxter , FórumCCNTs ; Evangelina Araújo , Instituto Ar; e Mariana Matera Veras , LIM05-USP) CCNTs/DCNTs são um problema laboral? ( Alberto Ogata , FGV; Eduardo Bahia , ABQV; e Priscilla Viegas , FENTAS) CCNTs, uma questão de cor e gênero? ( Laurenice Pires , Fiocruz; e Raphael Barreto , ENSP/Fiocruz) 15h45-17h15 - Painel 3: É possível melhorar o cenário das CCNTs? ( moderação: Flavia Martins , Roche) ( Vídeo ) 15h50-16h00 - Mudanças climáticas e ambientais têm a ver com CCNTs? Há como se adaptar e mitigar os riscos, ou é preciso contra-atacar? - Mariana Matera Veras ( LIM05-USP) ( Vídeo ) 16h05-16h15 - Há dados provando que Startups têm impacto efetivo para melhorar prevenção e cuidados com CCNTs ou apenas adicionam opções ao mercado? - Marco Bego (InovaHC) ( Vídeo ) 16h20-16h30 - Com mais de mil condições de saúde para se preocupar, há como esperar que a APS seja mais resolutiva em relação às CCNTs? - Fabiano Gonçalves Guimarães (SBMFC) ( Vídeo ) 16h35-16h45 - Como o novo modelo da Atenção Especializada do Ministério da Saúde reduzirá filas e otimizará os cuidados de câncer, DCV, condições respiratórias e outras CCNTs? - Carmen Mou ra (SAES - Ministério da Saúde) ( Vídeo ) 16h50-17h15 - P&R ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Ana Morato, MSc (Instituto Desiderata) Graduada em Enfermagem pela Universidade Veiga de Almeida e em Gestão em Saúde Pública pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), possui Mestrado em Saúde Coletiva e está cursando Doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com vasta experiência na área da saúde, atuou como Gerente de Serviços de Saúde na Prefeitura do Rio de Janeiro, enfermeira de família na Amil e Líder de Projetos na Eco Sistemas. Como gestora, destaca-se por seu foco na capacitação e no desenvolvimento contínuo dos agentes comunitários de saúde, promovendo a educação permanente. Atualmente, é diretora programática do Instituto Desiderata. Átila Trapé, MSc, PhD (USP) Graduado em Educação Física em duas modalidades: Bacharelado pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e Licenciatura em Educação Física pelo Centro Universitário Ítalo-Brasileiro. Cursou especialização na UNIFESP-SP. Mestre e Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Foi docente na Universidade Paulista (UNIP-Ribeirão Preto), no Centro Universitário Moura Lacerda e na Universidad Montrer (México). Está como editor-chefe da Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde (RBAFS) e coordenador do PET-Saúde Ribeirão Preto. Atualmente é docente na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP), onde lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física e Saúde Coletiva e orienta no Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) em Educação Física. Beatrice Vetter, PhD (FIND) Graduada em Farmacologia na Heidelberg University (Alemanha). Doutorado em pesquisa médica pela University College London (Inglaterra) e pós-doutorado no Departamento de Doenças Infecciosas da King's College London (Inglaterra). Atuou 15 anos na área médica acadêmica e industrial, trabalhando para o Centro de Diabetes do Imperial College London nos Emirados Árabes Unidos como Oficial Sênior de Pesquisa e Qualidade, no Centro Nacional de Referência Suíço para Retrovírus como pesquisadora clínica e como Gerente Internacional de Produtos Doenças Infecciosas na Roche Diagnostics. Atualmente é Diretora do Programa de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) na FIND. Carmen Moura (SAES-Ministério da Saúde) Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), especialização em Gestão da Clinica pelo IEP Sirio Libanês. Ocupou vários cargos na administração pública, como Diretora da 1a Regional de Saúde de Saúde do Paraná (SESA-PR), Secretária Municipal de Saúde de Pontal do Paraná-PR, Coordenadora da Rede de Atenção à Saúde do Paraná (SESA-PR). Foi Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem seção Paraná , Assessora especial no Coren PR e Membro da Comissão Mista ABEn/COREN de Sistematização da Pratica de Enfermagem e membro da Comissão Permanente de Sistematização da Pratica de Enfermagem da ABEn Nacional. Atualmente é Coordenadora Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde. Danilo Campos, MSc (Ministério da Saúde) Graduado em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco, título de Sanitarista pela Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fundação Oswaldo Cruz e Mestrado Acadêmico pelo programa Strictu Sensu de Saúde Pública do CPqAM/Fiocruz. Foi Servidor Público Federal com atuação no Ministério da Saúde de 2013 a 2022, trabalhando atualmente no GNova Lab - Laboratório de Inovação em Governo, da Escola. Teve experiência na Coordenação na implementação de Políticas de Saúde, com Monitoramento e Avaliação de Políticas e Programas de Atenção Especializada à Saúde. Atualmente é Coordenador-geral de Programas de Desenvolvimento em Saúde, no Departamento de Cooperação Técnica e Desenvolvimento em Saúde, na Secretaria Executiva/MS." Eduardo Bahia, MD, MBA (ABQV) Médico graduado pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro - UNIRIO, especializado em Cardiologia pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro e Medicina do Trabalho pela Universidade Gama Filho. Especialização em Gestão de Serviços Públicos de Saúde pela ENSP – Fiocruz e MBA em Saúde, com extensão na John Hopkins University, e em Marketing pela COPPEAD - UFRJ. Membro da International Association for Worksite Health Promotion (IAWHP), da Employee Assistance for Professional Association (EAPA), da Associação Brasileira de Medicina do Trabalho e da National Wellness Institute (NWI), onde obteve a certificação CWP (Certified Wellness Practionner). Consultor em Saúde Ocupacional e Qualidade de Vida, atualmente é vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV). Elton Sady (ABEn-MG | GT Diabetes FórumCCNTs) Graduado em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestrando em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFMG, na linha de Saúde Coletiva. Integra os grupos de pesquisa: Observatório de Doenças e Agravos não Transmissíveis, Rede GBD Brasil e o Global Burden of Disease Collaborative Network. Foi coordenador e fundador do Comitê Estudantil da ABEn-MG e integrou o Comitê Estudantil da ABEn Nacional. Atua em pesquisas com ênfase nas Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANT) utilizando bases nacionais de inquéritos populacionais em saúde. Atualmente é Secretário Geral da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Minas Gerais e facilitador do Grupo de Trabalho de Diabetes do FórumCCNTs. Evangelina Araujo, MD, PhD (Instituto Ar) Graduada em Medicina pela Universidade Santo Amaro (UNISA), Residência Médica, Especialização em Microbiologia e Doutorado em Patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Especialização em Gestão de Sustentabilidade pela Fundação Getúlio Vargas e em Gestão de Políticas em Saúde Informadas por Evidências pelo Ministério da Saúde. Importante atuação em Relações Institucionais com órgãos do governo, associações de classe, organizações da sociedade civil, universidades, empresas do setor saúde e entidades privadas. Diretora de Responsabilidade Social da Associação Paulista de Medicina. Idealizadora, fundadora e atual diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade. Fabiano Gonçalves Guimarães, MSc (SBMF) Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora-MG, Pós-graduação em Medicina de Família e Comunidade pela Universidade Federal de Minas Gerais e Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE) pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Atuou como Gerente de Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. É Médico em Equipe de Saúde da Família em Belo Horizonte, preceptor da residência em Medicina de Família e Comunidade do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e professor da graduação em medicina da Universidade José do Rosário Vellano. Atualmente é presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Fernando Alves (Ministério da Saúde) Graduado em Enfermagem pelo UNIFATEA - CENTRO UNIVERSITÁRIO TERESA D'ÁVILA. Atuou na Atenção Hospitalar dentro da Atenção Primária à Saúde, como coordenador de Unidade Básica de Saúde. P rofessor convidado pelo Hospital Israelita Albert Einstein na turma de pós graduação em Enfermagem em Atenção Primária à Saúde com Ênfase na Prática. Responsável pelo Proadi-SUS da coordenação, executando projetos na área de ensino, pesquisa e capacitação, projetos esses com envolvimento dos seis hospitais de excelência. Clínica. Atualmente também faz parte da equipe da Coordenação-Geral de Prevenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde. Flávia Martins (Roche) Graduada em Fisioterapia pela UNIPLAC e Direito pela UDF Centro Universitário. Especialização em Fisioterapia Pneumonofuncional pela Universidade de Brasília (UnB) e especialização em Direito Administrativo e Gestão Pública pelo Instituto dos Magistrados do DF, (IMDF). Foi Gerente/Chefe de Gabinete no Ministério da Defesa, Chefe da Assessoria Especial na Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Atuou como Coordenadora-geral de Economia da Saúde, Departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento da Secretaria-Executiva, dos Programas e Projetos de Cooperação Técnica; e no departamento de Economia da Saúde, Investimentos e Desenvolvimento da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Chefe de Gabinete Ministério da Cultura. Atualmente é Gerente de Assuntos Governamentais na Roche. Gleyce Bezerra, MSc (CGAN-SAPS-Ministério da Saúde) Graduada em nutrição pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), doutoranda em Nutrição pelo Programa de Pós Graduação em Nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Mestre pelo mesmo programa . Pós graduada em Nutrição Clínica pelo programa de Residência em Nutrição do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE) . Pós graduada em Nutrição Aplicada à Prática Esportiva pela Faculdade IDE. Professora de pós graduação na área de Nutrição. Principais áreas de interesse: Nutrição em Saúde Pública, agravos renais e metabólicos, doenças crônicas não transmissíveis e consumo alimentar de populações. Atualmente é Consultora técnica na Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição Ministério da Saúde (CGAN) Guy Fones, MD, MBA (OMS) Graduado em Medicina pela Universidade de Medicina do Chile (1991), Especialização em nariz, orelha e garganta pela Universidade de Buenos Aires (2000) e Especialização em Gestão e Administração da Saúde pela Universidade do Chile (2006). Médico no Chile com 25 anos de experiência e realizações nos setores público, privado e global da saúde. Após liderar por 9 anos (de 2015 a 2024) o Mecanismo de Coordenação Global sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis (GCM/NCD) da Organização Mundial da Saúde (OMS), em julho deste ano assumiu como Cross-Cutting Lead a liderança da Estratégia de Condições Crônicas Não Transmissíveis (NCD Strategy), e ocupa atualmente a posição de Diretor Geral de CCNTs/DCNTs (Acting Director on NCDs), na OMS. Kamila Gabe, MSc, PhD (NUPENS-FSP-USP) Graduada em Nutrição pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre -UFCSPA. Mestrado e Doutora em Nutrição em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP). Tem experiência em pesquisa nas áreas de políticas públicas de alimentação e nutrição, estudos observacionais transversais e de coorte, ensaios clínicos e metodologias de avaliação do consumo alimentar. Atualmente, atua como pesquisadora no Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (NUPENS-USP), integrando a equipe do estudo de coorte NutriNet Brasil, e realiza pós-doutorado com projeto de delineamento e teste de uma intervenção de saúde digital baseada no Guia Alimentar para a População Brasileira por meio de um ensaio clínico randomizado. Kira Koch, MSc (OMS) Bacharel em Bacharel em Ciências, Economia da Saúde na Universidade de Bayreuth - Alemanha. Mestrado em Economia da Saúde na Universidade de Bayreuth - Alemanha. Fellow da Organização Mundial da Saúde. Foi Estagiária de Economia da Saúde no Ministério Federal da Saúde da Renânia do Norte-Vestfália (Alemanha). Atualmente é diretora técnica do Departamento de Governança e Financiamento de Sistemas de Saúde na Organização Mundial da Saúde (OMS). Laurenice Pires, MSc, PhD (Fiocruz) Assistente Social pela PUC-RJ, com Especialização em Gestão da Atenção à Saúde pela Fundação Dom Cabral. Mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Doutorado pela Escola Nacional de Saúde Pública ENSP/Fiocruz. Ampla experiência em gestão, políticas públicas e advocacy em saúde, no terceiro setor. Atuou como Analista de Projetos e Gerente de Saúde no Instituto Desiderata. Mentora no Columbia Women's Leadership Network Program. Membro do Observatório de Saúde Global e Diplomacia da Saúde, do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fiocruz. Coordenadora adjunta da Especialização em Direitos Humanos e Relações Étnico-raciais no DIHS/ENSP/Fiocruz. Leandro Rezende, MSc, PhD (Unifesp) Graduado em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André. Mestrado em Medicina Preventiva e Doutorado em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foi pesquisador visitante no Departamento de Nutrição da Harvard T.H. Chan School of Public Health. Orientador permanente no Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da EPM/UNIFESP. Pesquisador Colaborador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (NUPENS/USP). Atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Marcello Baird, MSc, PhD (ACT Promoção da Saúde) Doutor e Mestre em Ciência Política pela USP. Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e em Ciências Sociais pela USP. Foi pesquisador visitante na Columbia University (NY). Foi coordenador de advocacy no Instituto Sou da Paz e gerente de advocacy na Endeavor. Atualmente é Professor de Ciência Política na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), além de Coordenador de Advocacy na ACT Promoção da Saúde. Marco Akerman, MSc, PhD (FSP-USP) Graduado em Medicina, Especialista em Saúde Pública e Medicina Social pela Universidade Federal de Minas Gerais; Especialista em Gestão Hospitalar para o Setor Público - Fundação Getúlio Vargas; Mestrado em Planejamento e Financiamento do Setor de Saúde e PhD em Epidemiologia e Saúde Pública - Universidade de Londres; Especialista em Ativação de Mudanças na Graduação de Profissionais de Saúde - FIOCRUZ; Livre-Docente - FSP/USP. Foi Presidente da Associação Paulista de Saúde Pública e Vice-Presidente Regional para América Latina da União Internacional de Promoção e Educação na Saúde, fez consultorias para OPAS, FUNDAP-SP, Ministério da Saúde, ANS e Prefeituras/Secretarias Municipais. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Política, Gestão e Saúde / Faculdade de Saúde Pública-USP. Marco Bego, MSc (InovaHC) Graduado em Engenharia Elétrica e Pós graduado em Engenharia Clínica na Universidade de São Paulo (USP). Mestre em Engenharia na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Possui ampla experiência na gestão de suprimentos, logística e infraestrutura no complexo HC-FMUSP, atuando também como pesquisador na área de automação de processos na Escola Politécnica da USP, com foco em gestão hospitalar. Além disso, liderou as operações de cadeia de suprimentos e manutenção no Hospital São Luiz, parte da Rede D'Or São Luiz. Atualmente é Diretor Executivo no Instituto de Radiologia INRAD -HCFMUSPINRAD e Chefe de Inovação na InovaHC. Maria Turci, MSc, PhD (UFMG) Possui graduação em Odontologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (1992) e mestrado (2010) e doutorado (2015) em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Atenção Primaria, atuando principalmente nos seguintes temas: atenção básica, saúde pública, saúde da família, equidade, planejamento, qualidade da assistência e programas nacionais de saúde. Atualmente é professora assistente de medicina na Unifenas - Universidade Prof. Edson Antônio Velano e Superintendente de Atenção Primaria à Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Mariana Matera Veras, MSc, PhD (LIM05-USP) Bacharel e Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Braz Cubas, Mestre em Anatomia comparada pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo e Doutora em Fisiopatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Áreas de interesse em pesquisa: patologia ambiental e experimental, toxicidade de contaminantes ambientais, biomonitoramento, poluição do ar e saúde humana, políticas públicas de saúde e meio ambiente. Experiência didática em: patologia geral, anatomia, histologia, biologia do desenvolvimento, poluição do ar e saúde humana. Pesquisadora Científica do Estado de São Paulo (PqC VI) e Chefe responsável pelo LIM05 - Laboratório de Patologia Ambiental e Experimental - Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Marina de Miranda, MSc, PhD (Fiocruz) Licenciatura e Bacharela em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas e Mestra em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas, Doutora em Geografia Física pela Universidade de São Paulo. Em 2012, colaborou como pesquisadora visitante no Gabinete de Investigação em Geografia da Saúde da Universidade de Coimbra (UC), Portugal. Concluiu o pós-doutorado em Saúde Pública pela USP. Também é pesquisadora colaboradora do Laboratório de Geografia, Ambiente e Saúde da Universidade de Brasília. Atualmente é Pesquisadora na FIOCRUZ - Brasília/DF. Melissa Medeiros (ACBG Brasil) Graduada em Administração, Negócios e Marketing pela Universidade do Sul de Santa Catarina. Empreendedora desde os 18 anos, atuando em gestão de micro empresa e de equipe na área de marketing, gerência nacional de equipe de vendas e de marketing de indústria alimentícia, executiva de contas da indústria gráfica, organização de eventos e congressos nacionais, assessoria de imprensa, produção gráfica em vários tipos de mídia. É Conselheira Nacional de Saúde no Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fundadora e Presidente da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço - ACBG Brasil, organização social que vai completar 10 anos na área de saúde, focada em oncologia. Michael Diana, MBA, MSc (CONASEMS) Graduado em Enfermagem, MBA pela Faculdade Getúlio Vargas - FGV, Mestrando em Avaliação e Monitoramento de Políticas Públicas pela Escola Nacional de Administração Pública - Enap, curso de análise comparada de sistemas de saúde pela Universidade de Copenhague/Dinamarca, especialista em Gestão do SUS, Avaliação em Saúde, Informática em Saúde e Gestão Orçamentária e Financeira do SUS Municipal. Possui 14 anos de experiência na gestão do SUS nas esferas municipal, estadual e federal e experiência pregressa na assistência à saúde. Liderou equipes de projetos importantes para a Saúde Digital do Brasil. Atualmente é assessor técnico do CONASEMS. Priscilla Viégas, MSc, PhD (Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Área de Saúde - FENTAS) Formada como Técnica de Enfermagem na Escola Almirante Soares Dutra e Terapia Ocupacional na Universidade Federal de Pernambuco - UPE, Especialização na modalidade Residência Multiprofissional em Saúde Mental, na Universidade de Pernambuco. Mestre em Direitos Humanos pelo PPGDH - UFPE. Doutoranda em Inovação Terapêutica pelo PPGIT-UFPE. Foi Diretora Financeira da Associação Brasileira dos Terapeutas Ocupacionais (ABRATO), Conselheira Nacional de Saúde e membro da Mesa Diretora, Conselheira Suplente no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região - CREFITO 1 onde atualmente é Delegada. Atualmente é Coordenadora no Fórum das Entidades Nacionais de Trabalhadoras(es) da Área de Saúde (FENTAS) e Tutora da Residência Multiprofissional em Saúde da Família de Jaboatão dos Guararapes - PE. Raphael Barreto, MSc, PhD ( ENSP/ Fiocruz) Graduado em Enfermagem pela Faculdade Estácio e Graduando em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ). Mestre e Doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca - (ENSP/FIOCRUZ). Na Organização Social de Saúde (OS) Viva Rio atuou como Gerente de operações e serviço, Compliance e Gerente Administrativo. Foi Supervisor Técnico no Programa de Telemonitoramento de Gestantes de Alto Risco junto à SMS/RJ e Gerente da área de Obesidade infantojuvenil no Instituto Desiderata. Atualmente é docente na faculdade Estácio e pesquisador na Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Stephen Stefani, MD, MBA (ISPOR | Fundação Unimed) Médico Oncologista pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), com MBA em Gestão de Saúde. Ex-fellow da University of California/Stanford. Atuou como Coordenador da Unidade de Oncologia da UNIMED, Presidente do Comitê de Formuladores de Políticas e Pagadores de Saúde da ISPOR América Latina e Professor do curso de pós-graduação da Fundação Universidade UNIMED. Vasta experiência como autor e coautor de periódicos nacionais e internacionais sobre oncologia, auditoria médica e farmacoeconomia. Atualmente é Coordenador do Programa de Benefícios de Medicamentos Oncológicos da CAPESESP e Presidente da ISPOR. Instituições Confirmadas ACT Promoção da Saúde ADJ Diabetes Brasil Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) Associação Brasileira de Enfermagem, Minas Gerais (ABEn-MG) Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF Colesterol) Associação Doce Vida Associação dos Celíacos do Brasil (ACELBRA) Associação pela Saúde Emocional (ASEc+) Associação Rede Unida AstraZeneca Boehringer Ingelheim Conselho Federal de Psicologia (CFP) Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição Ministério da Saúde (CGAN) Cosems Bahia EEEP Antonio Rodrigues de Oliveira Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto - USP Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra Escola Educação Criativa Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) Escola São Domingos Faculdade de Medicina - USP Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) FIND Fiocruz Fleximedical Soluções em Saúde Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Área de Saúde (FENTAS) Fundação Novartis Girl Up Brasil Grupo de Estudo e Pesquisa Respiratória na Atenção Primária (GEPRAPS) Hospital das Clínicas FMUSP InovaHC Instituto Ar Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Instituto Desiderata Instituto nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde Instituto Opy de Saúde Instituto Saúde e Sustentabilidade ISPOR Laboratório de Patologia Ambiental e Experimental do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (LIM05) LiveLab Ministério da Saúde Movimento Influencers Diabetes Brasil (MIDB) Novo Nordisk Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (NUPENS-USP) Organização Mundial da Saúde (OMS) Painel Brasileiro da Obesidade (PBO) Pé de Feijão Prefeitura Municipal de Valença-RJ Prefeitura Municipal de Volta Redonda-RJ ResMed Brasil Roche Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA-MS) Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ) Serviço Social da Indústria (SESI) Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD) Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) SoulBeeGood Unifenas Universidade Universidade de São Paulo (USP) Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Vertentes Ecossistema de Saúde Mental Viatris Parceiros Corporativos
- OMS e ITU lançam questionário sobre o futuro da saúde digital para CCNTs, pela iniciativa Be He@lthy Be Mobile
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a União Internacional de Telecomunicações (ITU) lançam um questionário sobre o futuro da saúde digital para condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) a partir da iniciativa conjunta Be He@lthy Be Mobile . Passando por atualização, as organizações lançaram um questionário para quem quiser contribuir acerca de melhorias em apoiar os Estados Membros no alcance de suas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) . As CCNTs causam 3 a cada 4 mortes (75%) não pandêmicas no mundo. As CCNTs incluem condições cardiovasculares (condições cardíacas e acidentes vasculares cerebrais), câncer , diabetes , condições respiratórias crônicas , bem como problemas de saúde mental . Todos os países comprometeram-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) , que incluem a meta de reduzir em um terço a morte prematura causada por CCNTs até 2030 . Isto poderia salvar milhões de vidas, mas poucos países estão no caminho para atingir a meta. À medida que os planos futuros são definidos, cada contribuição será valiosa para definir a melhor forma de apoiar os países na utilização de ferramentas digitais para a prevenção e gestão das CCNTs . A breve pesquisa leva aproximadamente 2 minutos para ser respondida. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- OMS e The Lancet divulgam estudos inéditos no dia Mundial do Diabetes; Brasil segue como 6º país com mais casos no mundo
O Dia 14 de novembro marca a data do Dia Mundial do Diabetes . Em todo o mundo, diversas organizações promovem campanhas e desenvolvem materiais sobre essa condição crônica não transmissível (CCNT), como divulgaram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o portal The Lancet . E nesta publicação você terá acesso a duas importantes publicações sobre uma das condições que mais silenciosas que existem. Em 2024, o tema do Dia Mundial do Diabetes , definido pela Federação Internacional de Diabetes ( IDF ) é " Diabetes e bem-estar ". A OMS divulgou o " Quadro de monitoramento global para prevenção e manejo do diabetes ", um material que fornece uma estrutura abrangente para dar suporte aos países no rastreamento e gerenciamento da prevenção, tratamento e resultados do diabetes . Este documento descreve indicadores em 4 domínios: determinantes do sistema de saúde; prestação de serviços; fatores de risco; e resultados/impactos . A orientação ajuda os países a alinhar seus esforços de monitoramento com as metas globais de diabetes da OMS, o Pacto Global do Diabetes e as metas globais relevantes de CCNTs. O material ainda enfatiza a importância de coletar, analisar e utilizar dados para informar políticas e alocação de recursos . Indicadores específicos medem aspectos como acesso a medicamentos essenciais, prevalência de fatores de risco-chave e manejo de glicemia e pressão arterial. Cada indicador inclui metadados detalhados, que descrevem definições, fontes de dados e métodos de estimativa, garantindo coleta de dados padronizada e comparações confiáveis entre países . Por meio de monitoramento estruturado, a estrutura auxilia os países a avaliar suas intervenções para o diabetes, identificar lacunas e priorizar recursos. Além disso, a orientação apoia os países a atingir as metas de desenvolvimento sustentável relacionadas à redução de CCNTs e à melhoria da Cobertura Universal de Saúde . A orientação incentiva a adaptação aos contextos nacionais, enfatizando a integração de métodos inovadores de coleta de dados e tecnologias digitais para melhorar a qualidade e a acessibilidade dos dados. O material contou com a contribuição do pesquisador brasileiro Bruce Bartholow Duncan, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) . Faça o download gratuito aqui . O portal The Lancet também divulga um importante material nesta data. Intitulado " Tendências mundiais na prevalência e tratamento do diabetes de 1990 a 2022: uma análise conjunta de 1108 estudos representativos da população com 141 milhões de participantes ", o abrangente estudo traz números impactantes do diabetes no Brasil e no mundo. O diabetes pode ser detectado no nível de assistência médica primária, e tratamentos eficazes reduzem o risco de complicações. Não há dados suficientes sobre a cobertura do tratamento para diabetes e como ele mudou, mas The Lancet estima as tendências de 1990 a 2022 na prevalência e tratamento do diabetes para 200 países e territórios . Ao todo são dados de 1108 estudos representativos da população com 141 milhões de participantes com 18 anos ou mais com medições de glicemia de jejum e hemoglobina glicada (HbA 1c) e informações sobre tratamento de diabetes. Em 2022, a prevalência de diabetes padronizada por idade no mundo era de 13,9% (12,3–15,8) para mulheres e 14,3% (12,5–16,4) para homens. Estima-se que 828 milhões de adultos tinham diabetes , um aumento substancial de 630 milhões desde 1990 . Destes, 420 milhões eram mulheres e 408 milhões eram homens. A Índia (212 milhões) e a China (148 milhões) representaram a maior proporção deste número, seguidas pelos EUA (42 milhões), Paquistão (36 milhões), Indonésia (25 milhões) e Brasil (22 milhões, sendo 10 milhões sem o conhecimento da condição de saúde e/ou tratamento adequado) . Em 1990, a cobertura do tratamento da diabetes padronizada por idade era inferior a 50% em todos os países , exceto 11 países para as mulheres e um para os homens. A cobertura do tratamento padronizado por idade aumentou em 118 países (59%) para mulheres e 98 (49%) para homens, com uma probabilidade posterior de mais de 0,80 de 1990 a 2022. Algumas das maiores melhorias (25–37%) foram observados em países da América Latina (México, Colômbia, Chile, Costa Rica e Brasil ), Europa Central e Ocidental (por exemplo Países Baixos, Finlândia e Croácia), Canadá, Coreia do Sul, Rússia, Seychelles e Jordânia para um ou ambos os sexos. Faça o download gratuito aqui . Fonte: Organização Mundial da Saúde e The Lancet
- "Quanto o álcool custa ao Brasil?": estudo inédito da ACT Promoção da Saúde e Vital Strategies revela as perdas financeiras no país
" Estimação dos custos diretos e indiretos atribuíveis ao consumo de álcool no Brasil ". O pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz, em parceria com a Vital Strategies e a ACT Promoção da Saúde , divulgaram um estudo inédito como parte da iniciativa RESET Álcool . A apresentação dos resultados ocorreu durante o webinar " Quanto o álcool custa ao Brasil? ", e os dados do estudo foram usados para embasar a segunda onda da campanha " Dose de Realidade ". Esse estudo pioneiro fornece dados essenciais para a formulação de políticas públicas mais eficazes nas áreas de saúde e economia , além de contribuir significativamente para o debate sobre a necessidade de políticas fiscais mais justas, como a implementação de um imposto seletivo elevado sobre produtos prejudiciais à saúde, prevista na Reforma Tributária . Entre os principais achados, destaca-se que o consumo de álcool causa 12 mortes por hora no Brasil e gera um custo de R$ 18,8 bilhões ao ano . Apenas em 2019, quase 105 mil mortes foram atribuídas ao consumo de álcool no país , de acordo com estudo da Fiocruz. Quase 9 em cada 10 mortes (86%) são de homens e as principais causas são condições cardiovasculares , acidentes e violências. Entre as mulheres, o número representa 1 em cada 7 (14%) das mortes causadas pelo consumo de álcool , mais de 60% dos registros fatais estão relacionados também a condições cardiovasculares e vários tipos de câncer. Entre os custos diretos, o Sistema Único de Saúde (SUS) desembolsou R$ 1,1 bilhão em hospitalizações e procedimentos ambulatoriais relacionados ao consumo de álcool . Já os custos indiretos somaram R$ 17,7 bilhões, resultado de perdas de produtividade (absenteísmo e mortes prematuras) e gastos previdenciários com licenças médicas e aposentadorias precoces. "O consumo de álcool tem um impacto devastador na saúde pública e nos cofres públicos. Medidas como o imposto seletivo sobre bebidas alcoólicas, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, são essenciais para reduzir o consumo e salvar vidas, além de poupar bilhões de reais anualmente." Veja a campanha aqui . Assista ao webinar completo aqui . Fonte: Dose de Realidade (ACT Promoção da Saúde e Vital Strategies)
- Projeto de lei inclui a permissão do uso de celulares em salas de aula para monitorização de glicose em pessoas com diabetes
O projeto agora está na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e foi endossado pelo FórumCCNTs; Confira o Ofício enviado para o Ministério da Educação O Instituto Diabetes Brasil (IDB) , por meio de sua Fundadora Jaqueline Correia , submeteu um documento que foi endossado pelo FórumCCNTs para a alteração de uma lei e o resultado foi positivo ao incluiu no parecer da proposta a permissão de uso de celulares em salas de aula para monitorização de glicose . O projeto agora está na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados . O projeto de lei Nº 104, de 2015 proíbe o uso de aparelhos eletrônicos portáteis nas salas de aula dos estabelecimentos de educação básica e superior , e tem autoria de autoria do Deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS) e relatoria do Deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR). Agora o texto também se adequou ao uso de recursos de acessibilidade como a medição de glicemia por pessoas com diabetes e o uso destes aparelhos por pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , que foram publicadas no dia 22 de outubro de 2024. "Trata-se de permitir o uso dos recursos de acessibilidade cada vez mais frequentes na forma de aplicativos e de novos aparelhos para promover a inclusão e derrubar as diferentes barreiras que esses alunos enfrentam. Incluímos também os casos de condições de saúde, como a medição de glicemia por pessoas com diabetes" Deputado federal Diego Garcia (Republicanos-PR) O documento submetido pelo IDB e endossado pelo FórumCCNTs trata justamente da permissão do uso dos recursos de acessibilidade cada vez mais frequentes na forma de aplicativos e de novos aparelhos para promover a inclusão e derrubar as diferentes barreiras que os alunos enfrentam. Outro ponto que ganhou destaque foi a saúde menta l, o cuidado especial com a saúde das crianças e adolescentes, com objetivo de prevenir futuros problemas tanto de ordem individual quanto social. O FórumCCNTs , ao lado do Instituto Diabetes Brasil (IDB) , Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) , ADJ Diabetes Brasil , Associação Doce Vida e Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) , e todos seus parceiros e comunidade ficam extremamente contentes em fazer parte desta conquista e, acima de tudo, exercer seus objetivos e propagar qualidade de vida para pessoas com CCNTs no Brasil para que possam viver com dignidade em todos os períodos de sua vida. Confira o Ofício assinado por FórumCCNTs, Instituto Diabetes Brasil (IDB), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), ADJ Diabetes Brasil, Associação Doce Vida e Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) e enviado ao Ministério da Educação (MEC) : Instituto Diabetes Brasil- IDB Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD ADJ- Diabetes Brasil Associação Doce Vida Fórum Intersetorial de CCNTS no Brasil Associação Nacional de Atenção ao Diabetes Brasília, 04 de outubro de 2024 À Ministério da Educação Assunto: Inclusão de Exceção para Alunos com Diabetes Tipo 1 no Projeto de Lei que Proíbe o uso de Celulares nas Escolas. Além disso, sugerimos a extensão dessa exceção para candidatos em provas de concursos públicos, cujas avaliações costumam ter duração superior a 3 ou 4 horas. Pessoas com diabetes tipo 1 não podem ficar longos períodos sem monitorar suas taxas de glicose, sendo fundamental que tenham acesso a esses dispositivos para realizar ajustes, evitando riscos à saúde. Prezado(a) Nós, do Instituto Diabetes Brasil, em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), ADJ- Diabetes Brasil, Associação Doce Vida, Fórum Intersetorial de CCNTS no Brasil e Associação Nacional de Atenção ao Diabetes, por meio deste ofício, apresentar nossa preocupação com o impacto que o projeto de lei em elaboração, que visa proibir o uso de celulares nas escolas, poderá ter sobre a saúde e o bem-estar de estudantes com diabetes tipo 1. Reconhecemos a relevância de promover um ambiente educacional mais focado e livre de distrações, mas gostaríamos de solicitar a inclusão de uma exceção no referido projeto para permitir o uso de dispositivos móveis por estudantes com diabetes tipo 1, desde que munidos de laudo médico que ateste a necessidade do uso dessas tecnologias para o controle de sua condição de saúde. Justificativa O diabetes tipo 1 é uma condição crônica que exige monitoramento contínuo da glicose para garantir que os níveis permaneçam dentro de uma faixa segura. A falta de controle adequado pode resultar em hipoglicemia ou hiperglicemia, situações que, se não tratadas de imediato, podem levar a consequências graves, como perda de consciência e, em casos extremos, coma e óbitos. Nos últimos anos, houve um avanço significativo no tratamento do diabetes tipo 1 por meio de tecnologias que monitoram a glicemia em tempo real, como os sistemas de monitoramento contínuo de glicose (CGM) e as bombas de insulina inteligentes. Modelos mais novos desses dispositivos, que possuem alarmes de glicose e permitem o acesso aos dados em tempo real por familiares e pela equipe médica, utilizam tecnologias NFC e/ou Bluetooth. No Brasil, esses modelos não dispõem de aparelhos leitores, como os equipamentos mais antigos, e só funcionam com o aparelho celular próximo da pessoa com diabetes, tornando o uso do celular uma necessidade prática para o controle glicêmico. Infelizmente, já existem relatos de crianças com diabetes que enfrentam dificuldades para conseguir matrícula em escolas, com a justificativa de que a instituição não estaria preparada para receber estudantes que necessitam de monitoramento glicêmico constante e administração de insulina. A adoção dessa tecnologia não apenas facilitaria a integração desses pacientes nas escolas, como também aumentaria sua segurança e melhoraria o controle glicêmico. Como exemplo de avanço nessa área, destacamos que no estado do Espírito Santo existe uma lei que garante o fornecimento de sensores para monitoramento de glicose para estudantes da rede pública, contribuindo para um ambiente educacional mais inclusivo e seguro. A proibição irrestrita do uso de celulares em sala de aula colocaria esses estudantes em desvantagem, além de representar um risco à sua saúde, ao impedir que tenham acesso imediato às informações necessárias para gerenciar sua condição de maneira segura. Atualmente, não há uma legislação específica que ampare estudantes com diabetes no ambiente escolar quanto ao uso de tecnologias para esse fim. Portanto, é essencial que esse aspecto seja considerado na elaboração do projeto de lei, de modo a garantir a segurança e o bem-estar de alunos que necessitam dessas ferramentas para o controle da glicose, assegurando que possam participar plenamente das atividades escolares sem restrições que comprometam sua saúde. Diante disso, solicitamos que seja incluída no texto da lei uma cláusula que permita o uso de dispositivos móveis por estudantes com diabetes tipo 1, e a extensão dessa exceção para candidatos em provas de concursos públicos desde que justificado por laudo médico, para monitoramento e controle da glicose. Colocamo-nos à disposição para mais esclarecimentos e para contribuir com informações técnicas que possam auxiliar no desenvolvimento de uma legislação mais inclusiva e segura para todos. Atenciosamente, Jaqueline Correia Fundadora e Presidente- IDB Dr. Ruy Lyra Médico Endocrinologista Presidente -SBD Nacional Dra. Solange Travassos Médica Vice-Presidente- SBD Dr. Ronaldo José Pineda Wieselberg Médico Endocrinologista Presidente- ADJ- Diabetes Brasil Michely Arruda Presidente Associação Doce Vida Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Fórum Intersetorial de CCNTS no Brasil Dra. Fadlo Fraige Presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes Fonte: Instituto Diabetes Brasil
- WHF realiza pesquisa sobre implementação clínica da prevenção secundária em locais com recursos limitados
A Federação Mundial do Coração (World Heart Federation - WHF) convoca a todos os interessados a participarem de uma pesquisa sobre as necessidades de recursos para a implementação da prevenção secundária entre os médicos de atenção primária para informar o desenvolvimento do kit de ferramentas. A ideia é trabalhar no desenvolvimento de um conjunto de ferramentas para orientar a implementação clínica de intervenções de prevenção secundária em locais com poucos recursos . O kit de ferramentas destina-se principalmente a médicos de cuidados primários que trabalham em ambientes com poucos recursos. As condições/doenças cardiovasculares , que se desenvolvem ao longo da vida, são uma das principais causas de morte prematura , incapacidade e despesas com saúde em todo o mundo. Existem evidências substanciais para orientar a prevenção secundária e o tratamento para reduzir a probabilidade de recorrência de eventos cardiovasculares em pessoas com condições de saúde. No entanto, continuam a existir grandes lacunas na implementação clínica de medidas de prevenção secundária em todo o mundo . Esta pesquisa destina-se principalmente a médicos de cuidados primários, num esforço para compreender algumas das barreiras e facilitadores para a implementação clínica da prevenção secundária de DCV. Todas as perguntas são anônimas e opcionais , portanto, os entrevistados têm a opção de responder apenas às perguntas que puderem. A pesquisa está disponível nos seguintes idiomas: Espanhol Francês Inglês Fonte: World Heart Federation
- Ações integradas avançam no combate às CCNTs durante o 15º Encontro do FórumCCNTs
Avanços e desafios na prevenção e no tratamento de CCNTs são discutidos por especialistas internacionais, destacando a importância da ação integrada para reduzir a mortalidade global durante o 15º Encontro do FórumCCNTs No dia 25 de outubro, aconteceu o 15º Encontro do FórumCCNTs , reunindo especialistas, autoridades e ativistas para debater políticas e estratégias de enfrentamento das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) no Brasil e no mundo. Com uma programação abrangente, o evento abordou temas como políticas públicas impulsionadas pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, o impacto das mudanças climáticas nas CCNTs e o papel de startups na prevenção e no tratamento dessas condições . A agenda incluiu painéis, discussões com especialistas e uma apresentação dos projetos finalistas da FEBRACE 2024 , promovendo um espaço colaborativo para inovações e reflexões em saúde pública . ( Confira a playlist completa do 15º Encontro do FórumCCNTs ). Iniciando o encontro, o primeiro painel destacou aceleradores e políticas efetivas para as Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) tanto no Brasil quanto globalmente. Moderado por Guy Fones , da Organização Mundial da Saúde (OMS), o painel contou com a participação de Beatrice Vetter (FIND), Kamila Gabe (NUPENS-FSP-USP) e Kira Koch (OMS). A discussão foi introduzida com um dado alarmante: a s CCNTs são responsáveis por aproximadamente 74% das mortes em todo o mundo , com 15 milhões de pessoas entre 30 e 69 anos falecendo prematuramente devido a essas condições, sendo 85% dessas mortes em países de baixa e média renda . Essas estatísticas reforçam a necessidade urgente de políticas públicas que priorizem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. Kamila Gabe trouxe uma perspectiva nacional ao painel, destacando o impacto dos dez anos do Guia Alimentar para a População Brasileira . Lançado em 2014, o guia é um documento fundamental que orienta as políticas públicas voltadas à alimentação saudável no Brasil. Ele promove o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados e recomenda evitar os ultraprocessados , relacionados a 32 desfechos negativos para a saúde, como o aumento do risco de obesidade e condições cardiovasculares. Kamila também mencionou avanços recentes, como a atualização da cesta básica nacional e políticas de incentivo à alimentação saudável em escolas , reforçando como a política alimentar está cada vez mais integrada com a promoção da saúde e prevenção de CCNTs no país. Beatrice Vetter, representante da FIND, destacou a necessidade urgente de ampliar o diagnóstico e monitoramento de CCNTs , especialmente para diabetes e hipertensão. Hoje, menos de 50% das pessoas com essas condições são diagnosticadas e apenas um 1 em cada 4 recebe tratamento eficaz, evidenciando uma grande lacuna no acesso à saúde . Beatrice sugeriu uma abordagem mais próxima das comunidades, com o uso de tecnologias de ponto de atendimento e a integração do diagnóstico de CCNTs a outras iniciativas de saúde, como campanhas de vacinação. Esse esforço para melhorar a detecção precoce e ampliar o acesso ao tratamento foi exemplificado pelo impacto positivo no Peru, onde a implementação de dispositivos de ponto de atendimento dobrou a taxa de novos diagnósticos de diabetes em regiões rurais. Essa estratégia demonstra o potencial transformador da inovação em saúde pública. No segundo painel do encontro, intitulado " Gargalos que Precisaremos Encarar para Avançar nas CCNTs " e moderado por Átila Trapé da USP, Melissa Medeiros , da ACBG Brasil, trouxe uma análise profunda sobre o papel crucial dos ativistas na luta por políticas de saúde que respondam às necessidades das pessoas que vivem com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Ela enfatizou que, embora haja canais abertos para diálogo com o governo, a participação social ainda enfrenta barreiras complexas. Melissa relatou que o processo de submissão de propostas pode ser burocrático e moroso, limitando a eficácia da sociedade civil em promover mudanças nas diretrizes de tratamento, como a atualização dos protocolos para o câncer de cabeça e pescoço , um avanço essencial na luta contra essa condição. Para além das propostas formais, Melissa destacou a importância de abrir debates internos e fortalecer a cooperação para superar os desafios , promovendo uma atuação mais coesa da sociedade civil. Na sequência, Leandro Rezende , da Unifesp, apresentou dados alarmantes sobre os custos crescentes da obesidade para o Sistema Único de Saúde (SUS) e seus impactos nos gastos com CCNTs. Ele compartilhou que, entre as mais de 30 condições associadas à obesidade, os custos ultrapassam R$ 6,8 bilhões , com a obesidade isoladamente consumindo R$ 1,5 bilhão. Esse panorama financeiro inclui altos percentuais de despesas relacionadas a condições cardiovasculares (29,7%) e respiratórias (27%) . Caso não sejam adotadas medidas efetivas, projeta-se que, em 2030, sete em cada dez adultos estarão com sobrepeso , somando 5,3 milhões de novos casos de CCNTs e 800 mil mortes. Leandro propôs que as políticas públicas se concentrem na regulamentação de alimentos ultraprocessados e no incentivo a produtos in natura, além de um controle social mais presente nas decisões de saúde, buscando reverter a trajetória crescente dos gastos com obesidade. Abordando a relação essencial entre saúde mental e CCNTs, Alberto Ogata , da FGV, trouxe dados que destacam a relevância das condições mentais para o cenário das CCNTs, revelando que 30% dos anos de vida com incapacidades estão associados a transtornos mentais, e 19,3% do indicador DALY (Anos de Vida Ajustados por Incapacidade) no Brasil está relacionado à saúde mental. Ogata defendeu que a saúde mental deve ser incluída como uma prioridade de saúde pública , como já ocorre em outros países, e sugeriu a redução do subfinanciamento dos serviços de saúde mental no Brasil. Ele destacou ainda a importância de abordagens integradas e multissetoriais, que poderiam melhorar o acesso e a qualidade do atendimento psicológico, além de estimular a criação de leis como a Lei nº 14.831 , que certifica empresas promotoras de saúde mental. Finalizando o painel, Marco Akerman , da FSP-USP, discutiu a complexidade de administrar conflitos de interesse entre setores , especialmente no contexto de parcerias para alcançar o ODS 3.4 , que visa reduzir as CCNTs. Ele apontou o papel de grandes corporações e do lobby econômico na formulação de políticas e destacou o impacto do sistema capitalista na saúde pública. Akerman propôs uma revisão da governança dessas parcerias, com recomendações que envolvem a criação de uma visão comum e metodologias planejadas para aumentar a participação de todos os envolvidos. Além disso, ele enfatizou a necessidade de garantir recursos para sustentar colaborações e defender políticas de consumo e produção responsáveis como pilares para avanços nas CCNTs e na saúde pública em geral. Já no início da tarde, teve início a reunião dos Grupos Temáticos (GTs) e especialistas, sob a moderação de Mark Barone . O evento começou com um momento de alinhamento dos GTs, seguido por duas rodadas de apresentações com especialistas em saúde e políticas públicas. Entre os especialistas convidados estavam: Ana Morato (Instituto Desiderata), Danilo Campos (Ministério da Saúde), Fernando Alves (SAPS-Ministério da Saúde), Gleyce Bezerra (CGAN-SAPS-Ministério da Saúde), Marcello Baird (ACT Promoção da Saúde), Maria Turci (UFMG), Marina de Miranda (Fiocruz), Michael Diana (CONASEMS), Priscilla Viegas (FENTAS) e Stephen Stefani (ISPOR). Cada um contribuiu com uma visão única sobre as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil, abordando temas que vão desde a saúde pública até a importância de parcerias entre setores para fortalecer políticas de prevenção. Pitch dos Grupos Temáticos: Após as rodadas com especialistas, cada GT apresentou suas principais prioridades para 2024: GT Alimentação Saudável : Apontou a coexistência de desnutrição, insegurança alimentar e obesidade no país. O grupo propôs o alinhamento do Guia Alimentar com a reforma tributária, defendendo a isenção de impostos para alimentos in natura e a tributação de ultraprocessados e bebidas açucaradas, devido aos impactos negativos para a saúde. ( Vídeo ) GT Atividade Física : Propôs uma Política Nacional de Atividades Corporais no SUS, buscando posicionar a atividade física como uma ferramenta essencial para a proteção e promoção da saúde. ( Vídeo ) GT Condições Cardiovasculares : Trabalhou no fortalecimento do rastreamento de riscos cardiovasculares e incluiu agentes comunitários para contribuir na triagem e na avaliação nutricional. ( Vídeo ) GT Condições Respiratórias : Abordou os impactos da poluição urbana e das mudanças climáticas na saúde respiratória, discutindo a importância de políticas urbanas voltadas para a saúde. ( Vídeo ) GT Diabetes : Defendeu a necessidade de fortalecer o trabalho interprofissional e multiprofissional na atenção primária para o manejo do diabetes, destacando a realização da primeira Conferência Livre Nacional de Gestão em Saúde voltada para CCNTs. ( Vídeo ) GT Obesidade : Relatou a importância de colocar a obesidade na agenda pública e destacou o envio de um ofício protocolado em junho, além de uma articulação significativa em audiências públicas para a prevenção da obesidade. ( Vídeo ) GT Saúde Digital : Com o objetivo de contribuir para a digitalização segura e eficiente do setor, o grupo elaborou uma coletânea de boas práticas e organizou o primeiro Fórum de Saúde Digital, realizado no dia 29, visando uma transição para uma geração digital na saúde. ( Vídeo ) GT Saúde Mental e Neurológica : Identificou a necessidade urgente de capacitar profissionais da atenção primária para atender à saúde mental, com foco em transtornos psíquicos e abuso de álcool e outras drogas, planejando mapear práticas exitosas. ( Vídeo ) O encontro foi um momento essencial para a troca de experiências, discussão de estratégias e construção de um futuro melhor para o enfrentamento das CCNTs. As discussões e a participação ativa de todos os envolvidos reafirmaram o compromisso com a melhoria da saúde pública e o fortalecimento das políticas de prevenção e tratamento das CCNTs no Brasil. O terceiro painel do 15º Encontro do FórumCCNTs , moderado por Flavia Martins , da Roche, explorou o cenário das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) no Brasil e discutiu possibilidades para melhorar o acesso a cuidados e promover o bem-estar populacional. A primeira exposição, feita por Mariana Matera Veras , abordou a conexão entre mudanças climáticas e o aumento das CCNTs . Mariana explicou como características urbanas afetam diretamente a vulnerabilidade da população a eventos climáticos extremos, como as ondas de calor, influenciando diretamente na saúde respiratória e cardiovascular de quem vive em áreas urbanas densas e com escassez de áreas verdes . A pesquisadora sugeriu que estratégias de mitigação e adaptação, como políticas de mobilidade urbana sustentável e acesso ampliado à saúde, são fundamentais para reduzir o impacto das mudanças climáticas sobre a saúde da população, especialmente em relação às CCNTs. Em seguida, Marco Bego , da InovaHC, discutiu o papel das startups no cuidado e prevenção das CCNTs, questionando se o impacto dessas inovações é realmente eficaz ou se elas apenas adicionam mais opções ao mercado. Com base em dados, Marco revelou que, das 536 startups de saúde em atividade no Brasil, apenas 4% têm foco específico em CCNTs , enquanto a maioria trabalha para ampliar o acesso à saúde, com ações como diagnósticos precoces e monitoramento preventivo. Embora essas startups tenham potencial para atuar com eficácia, sobretudo em parcerias e na gestão de grupos de pessoas com condições de saúde, a falta de interoperabilidade de dados limita sua capacidade de gerar um impacto ainda maior . Marco enfatizou que, para as startups alcançarem um nível de transformação mais significativo, é essencial que a troca de dados entre os sistemas seja organizada em torno de objetivos comuns, favorecendo um cuidado mais acessível e focado no bem-estar das pessoas com condições de saúde . Fabiano Gonçalves Guimarães , da SBMFC, trouxe à discussão a importância de fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) para lidar de maneira mais resolutiva com as CCNTs . Ele abordou o desafio das equipes de APS frente a mais de mil condições de saúde, especialmente crônicas . Guimarães argumentou que equipes capacitadas e com formação médica voltada para o manejo de condições crônicas são essenciais para que a APS se torne mais resolutiva. No entanto, ele ressaltou que melhorar a infraestrutura e garantir capacitação contínua dos profissionais são passos fundamentais para ampliar a capacidade de resposta da APS a uma variedade de casos, assegurando um cuidado de qualidade e acessível. A última apresentação foi de Carmen Moura , do Ministério da Saúde, que detalhou o novo modelo de Atenção Especializada do SUS . A Política Nacional de Atenção Especializada, implementada pela Portaria GM/MS nº 1.604 , propõe uma integração entre a Atenção Primária e a Atenção Especializada para otimizar o acesso a serviços de saúde especializados. Carmen destacou como o programa busca enfrentar desafios como a fragmentação dos cuidados, as desigualdades regionais e o tempo de espera para atendimento especializado. Uma das principais inovações é o modelo de financiamento, que passa a ser baseado em um valor global por pessoa com condição de saúde , incentivando um cuidado integrado. Esse novo modelo também proporciona maior transparência no tempo de espera, simplificando o acesso ao atendimento especializado, além de fomentar a parceria público-privada, com remuneração adequada para os prestadores de serviços. As apresentações e debates mediados por Flavia Martins reforçaram a importância de inovações e de um sistema de saúde mais integrado e eficiente. Para melhorar o cenário das CCNTs no Brasil, as discussões destacaram a necessidade de adaptação às mudanças ambientais , incentivo a startups de impacto social, fortalecimento da APS e, principalmente, a criação de um modelo de Atenção Especializada mais alinhado às reais necessidades da população. Em 2024 celebramos 7 anos do FórumCCNTs com o 15º Encontro, um evento repleto de discussões ricas e produtivas sobre as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil e no mundo. Agradecemos a todos os organizadores, painelistas e participantes que contribuíram para tornar este dia tão significativo. As conversas abordaram os principais desafios enfrentados na luta contra as CCNTs, destacando a importância da colaboração entre diversos setores e a necessidade de integrar a saúde mental nas políticas de saúde. A participação ativa de todos os envolvidos foi fundamental para fortalecer nosso compromisso em promover mudanças efetivas e melhorar o cuidado com aqueles que vivem com essas condições . Estamos animados com as ideias compartilhadas e as conexões feitas durante o evento, que nos impulsionam a continuar nossa jornada em busca de uma saúde melhor e mais acessível a todos. Agradecemos a todos por fazer parte desta trajetória e esperamos continuar trabalhando juntos por um futuro mais saudável . Parceiros Corporativos
- GloPAKH lança resumo político sobre o rastreio para DRC, uma ameaça crescente e global
A Global Patient Alliance for Kidney Health ( Aliança Global de Pessoas com Condição de Saúde para Saúde Renal) divulga um resumo político detalhando os impactos financeiros e devastadores da doença/condição renal crônica (DRC) , incentivando os legisladores a priorizar os exames e o tratamento para uma população mais vulnerável. Escrito por um painel global de nefrologistas com décadas de experiência, este resumo reflete o conhecimento em primeira mão e as percepções de especialistas na área. A ameaça crescente da DRC tem ramificações globais para a saúde, no ambiente de trabalho e na economia. E a sua prevalência – e as mortes que provoca – estão a aumentar, devido ao envelhecimento da população e ao aumento dos fatores de risco . Atualmente a DRC afeta 1 a cada 10 pessoas no mundo (10%) e o Conselho Consultivo Médico descreve soluções políticas para combater a DRC e reduzir o seu peso nas condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . As principais conclusões do briefing incluem: A DRC representa uma ameaça crescente , com consequências terríveis para pessoas com condição de saúde e cuidadores individuais, para a economia, para a saúde global e para o ambiente. Existem tratamentos disponíveis , mas são mais eficazes na redução ou prevenção das consequências devastadoras e dispendiosas se iniciados antes de a condição de saúde atingir uma fase avançada . A maioria das pessoas com condição de saúde não sabe que tem DRC , fator pelo qual as estratégias de rastreio são essenciais. Os decisores políticos em todo o mundo têm a oportunidade de reduzir o fardo da DRC , garantindo um maior acesso a rastreios e tratamento precoce. O material também aborda as estratégias para melhorar a triagem e a triagem direcionada . Essas estratégias visam melhorar o rastreio da DRC e que são urgentemente necessárias em todo o mundo: Aproveitando os programas de triagem existentes; Aproveitando laboratórios clínicos; Iniciando a triagem baseada no empregador; Modelo de hub e raio; Fornecendo programas de alcance comunitário; Integração em uma abordagem holística para a saúde cardiovascular-rim-metabólica. O Dr. Roberto Pecoits-Filho , Cientista pesquisador ilustre da Arbor Research Collaborative for Health nos EUA; Professor Emérito de Nefrologia da Universidade Católica do Paraná (PUCPR) é um dos membros do Global Patient Alliance for Kidney Health’s Medical Advisory Council e participou da confecção deste documento. Brasil terá mais casos de prevalência de DRC não diagnosticada O site Inside CKD , destinado a profissionais de saúde e tomadores de decisão que desempenham um papel no desenvolvimento de políticas, divulgou os casos de Prevalência de DRC diagnosticada e não diagnosticada no Brasil e em diversos países do mundo. Em um levantamento que comparou os anos de 2022 e a projeção para 2027, o Brasil deve aumentar de 2.963 casos por 100.000 pessoas em 2022 para 3.193 casos por 100.000 pessoas em 2027 . No entanto, os casos de DRC não diagnosticada foram projetados para serem aproximadamente o dobro (6.763 por 100.000 em 2022 aumentando para 7.459 por 100.000 em 2027). A menos que os caminhos clínicos para o diagnóstico mudem, a maioria das pessoas com DRC permanecerá sem diagnóstico e sem tratamento em 2027 . A maioria desses casos não diagnosticados de DRC ocorrerá em pessoas com formas leves a moderadas da condição (estágios 1–3a da DRC), porém a estimativa é de que uma parcela substancial da população brasileira tenha DRC (diagnosticada ou não diagnosticada): 9,7% da população geral em 2022 e 10,7% em 2027 . Acesse o estudo na íntegra aqui . Fonte: Global Patient Alliance for Kidney Health












