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  • RD Saúde abre as inscrições para projetos no Ciclo de Incentivos Fiscais Federais - 1º e 2º Trimestres de 2025 - Até 31/10

    A RD Saúde , por meio de sua área de Investimento Social, está recebendo projetos para o Ciclo de Incentivos Fiscais Federais - 1º e 2º Trimestres de 2025 - aprovados nas leis de incentivos fiscais federais, já publicados no Diário Oficial da União (DOU) ou no Fundo/Conselho Municipal e aptos para captação, até 30/06/2025. As inscrições vão até 31/10/2024 . Os projetos aprovados nas leis de incentivos fiscais federais precisam estar enquadrados em uma das leis como Lei da Cultura, Lei do Audiovisual (Artigo 1ª), Lei do Esporte, Fundo da Infância e Adolescência, Fundo do Idoso, * Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) e Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD)   Após avaliação, os projetos selecionados receberão aportes financeiros no primeiro semestre de 2025 , nos meses de março e/ou junho, e deverão estar alinhados aos Pilares Estratégicos de Impacto Social da RD Saúde: Promover Hábitos Saudáveis e Acesso à Saúde Contribuir para Saúde Ambiental Fortalecer Políticas Públicas e o Ecossistema da Saúde As inscrições vão até as 23h59 do dia 31 de outubro de 2024. Cronograma Inscrições : 01/10/2024 a 31/10/2024 Análise : 01/11/2024 a 15/12/2024 Resultado : 16/12/2024 a 20/12/2024 Envio de documentação : 16/12/2024 a 26/06/2025 Aportes : 27/03/2025 a 26/06/2025 Acompanhamento dos projetos : 27/03/2025 a 26/06/2026 Inscreva seu projeto aqui . OBS: Para conhecimento prévio das questões do formulário, antes de acessá-las no link acima, segue PDF com as perguntas do questionário aqui . Em caso de dúvidas, entrar em contato com a Agir ESG , consultoria que está apoiando a área de Investimento Social da RD Saúde neste Ciclo, pelo e-mail: rdsaude.agiresg@agiresg.com . * Projetos do Pronas/PCD e Pronon inscritos no Edital de 2024, caso o chamamento público ocorra até a data limite de inscrição do Ciclo da RD, em 31/10/2024. Fonte: RD Saúde

  • Secretaria da Saúde de São Paulo responde ao Call-to-Action pelo Fortalecimento da Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde

    A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) respondeu ao Call-to-Action para Fortalecer Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde , endossado por 71 líderes   acerca da preocupação em relação ao atraso na publicação de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas (DDTs) e da Atualizações de PCDTs e DDTs . A saúde mental se caracteriza como um estado de bem-estar que é vivido pelo indivíduo, que favorece o desenvolvimento das habilidades pessoais e das capacidades de resposta, em face aos desafios da vida e de integração/contribuição para a comunidade. A saúde mental é imprescindível para a promoção do desenvolvimento humano equitativo e sustentável . Nesse sentido, assegurar a saúde mental das pessoas é essencial para garantir a elas uma vida com bem-estar e dignidade . Destaca-se que tal bem-estar não se relaciona somente aos aspectos psicológico e emocional, mas também demanda aspectos favoráveis sociais, ambientais e econômicos, uma vez que a saúde mental tem características biopsicossociais. Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP) Sr. Mark Barone, boa tarde. Sabemos do aumento de casos de saúde mental na cidade de São Paulo e no mundo. Diante desse cenário, nesta gestão ampliamos nossa rede de atenção psico social entregando mais 20 CAPS, Implantando a telemedicina em psiquiatria em territórios vulneráveis e ampliando os quadros de profissionais capacitados em terapia comunitária. Nossa rede toda é monitorada e matriciada, e temos uma articulação muito estreita com várias secretarias, sobretudo com a de assistência social e educação. Gostaria de convidá-lo a conhecer nosso trabalho e podermos ampliar a discussão sobre o tão caro tema. Att SANDRA SABINO FONSECA Secretaria-Executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde

  • Cobertura Vacinal de Adultos: Proteção Indispensável para Diabetes, Outras DCNTs/CCNTs e Toda a População - 30/09 às 16h

    Objetivos: Conhecer o calendário vacinal de adultos - com ênfase em pessoas com CCNTs -, entendendo o papel primordial das vacinas nessa faixa etária, e não apenas para crianças, adolescentes e maiores de 60 anos. Entender o impacto do Herpes Zoster e do Vírus Sincicial Respiratório na população adulta , especialmente em pessoas com diabetes, asma, obesidade e outras CCNTs, compreendendo a razão da recomendação dessas vacinas. Unir esforços entre os diferentes setores para ampliar a informação da população adulta sobre a importância da vacinação, revertendo, assim, a atual baixa cobertura vacinal que ameaça a todos, e ainda mais pessoas com CCNTs. Agenda: 16h00-16h15 – Abertura e Contextualização (Mark Barone, FórumCCNTs) – Abertura e Contextualização (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs) Marcelo Freitas (GSK) Lucas Xavier (YLD-IDF) 16h20-16h25 – Quão baixa é a cobertura vacinal em adultos, especialmente a partir dos 50 anos de idade? ( Isabella Ballalai , SBIm) 16h30-16h35 – Por que adultos com asma, DPOC, diabetes, obesidade e outras CCNTs precisam se preocupar com vacinas, incluindo a de herpes zoster e a do vírus sincicial respiratório? ( Nancy Bellei , UNIFESP) 16h40-16h45 – Quem e com que idade adultos e adultos com CCNTs precisam atualizar suas vacinas? ( Renato Kfouri , SBIm) 16h50-16h55 – Quais vacinas importantes para adultos com CCNTs já estão disponíveis nos CRIE e quais estão apenas nas Clínicas Privadas? ( Lorena Diniz , CRIE Goiás) 17h00-17h05 – Quais ações o Ministério da Saúde tem implementado para aumentar a cobertura vacinal de adultos, especialmente grupos prioritários como aqueles com doenças crônicas e maiores de 50 anos? ( Eder Gatti , Ministério da Saúde) 17h10-17h50  – Debate com todos os painelistas – Quais estratégias podemos empregar juntos para ampliar o conhecimento da população, levando ao aumento da cobertura vacinal de adultos? (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs) Painelistas e Moderador Eder Gatti, MD, MSc, PhD (Ministério da Saúde) Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Residência Médica em Infectologia no Instituto de Infectologia Emílio Ribas - São Paulo, Especialização em Epidemiologia de Campo pelo Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde do Estado de São Paulo - EPISUS-SP, Mestre em Saúde Coletiva pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Doutor em Saúde Coletiva pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atualmente é Diretor do Departamento de Imunização e Doenças Imunopreviníveis no Ministério da Saúde. Isabella Ballalai, MD (SBIm) Graduada em Pediatria e Doutora em Medicina de Petrópolis-RJ. Fundadora, Presidente e Diretora Médica da RedeVaccini, Clínicas de Vacinação e do Serviço de Medicina Escolar URMES. Também atua como Segunda-secretária da Sociedade Brasileira de Imunizações, com ampla experiência na elaboração de campanhas de comunicação e educação em saúde. É Membro da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações do Programa Nacional de Imunizações (CTAI-PNI), Membro do Comitê Técnico Assessor em Imunizações do Estado do Rio de Janeiro, Presidente do Grupo de Trabalho em Imunizações do CREMERJ, do Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e do Departamento Científico Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Lorena Diniz, MD (CRIE Goiás) Graduada em medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria no HICF-SP, especialista em Alergia e Imunologia na USP- SP. Vasta experiência como Membro da Comissão Nacional de Imunização da ASBAI, medica na SES-GO, Preceptora da Residência Médica de Pediatria no H.M.I. da Secretaria do Estado de Goiás e medica do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais CRIE-GO. Membro da Comissão de imunização da ASBAI. Atualmente Conselheira de Administração na Unimed Goiânia. Lucas Xavier  (YLD-IDF) Graduado em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP), Educador em Diabetes pela International Diabetes Federation (IDF). Fundador e ex-coordenador acadêmico da Liga de Enfermagem na Atenção ao Diabetes (LEAD) na Escola de Enfermagem da USP, Atua como representante da América Latina em programas de liderança internacional, engajando-se em iniciativas intersetoriais com ONGs, setores público e privado. Lidera iniciativas intersetoriais com ONGs, setores público e privado. Possui ampla experiência em projetos voltados às Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, representa a América do Sul e Central no programa Young Leader in Diabetes da IDF. Marcelo Freitas, MD, MsC (GSK) Graduado em Medicina pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM. Mestrado em Doenças Infecciosas e Doutorado pela Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. MBA em saúde pública pela universidade Castelo Branco. Tem vasta experiência em intervenções de saúde de alto impacto, atuando em diversos temas: educação médica, revisão de evidências científicas, promoção da saúde, revisão de diretrizes nacionais, coordenação de projetos de implementação, entre outros. Foi Coordenador Nacional de HIV/Aids no Ministério da Saúde, Diretor Técnico Sênior na ICAP na Universidade de Columbia. Atuou como Ponto Focal Nacional da OPAS/OMS - HIV/AIDS, IST e Hepatites Virais. Atualmente é gerente médico de vacinas na GSK. Nancy Bellei, MD, MSc, PhD (UNIFESP) Graduada em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Mestrado em Infectologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Doutorado em Infectologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Tem experiência na área de Medicina, atuando principalmente nos seguintes temas: viroses respiratórias, influenza, gripe, doenças respiratórias agudas e metapneumovírus. Consultora ad-hoc Ministério da Saúde-SVS para pandemia de Coronavírus, Influenza. Consultora científica OPAS/Covid-19, Influenza. WHO-Influenza.  Atualmente é Consultora Voluntária do Ministério da Saúde, Voluntária da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, Professora afiliada da Universidade Federal de São Paulo e Médica da Universidade Federal de São Paulo. Renato Kfouri, MD (SBIm) Graduado em medicina, especialista em pediatria e neonatologia no Hospital do Servidor Público Estadual e em infectologia pediátrica na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Vasta experiência como membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, presidente do Departamento de Imunizações da SBP, membro da Diretoria de Cursos e Eventos da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), membro da European Society of Pediatric Infectious Diseases (ESPID) e membro da Sociedad Latinoamericana de Infectologia Pediatrica (SLIPE). Atualmente é o Primeiro Secretário da SBIm. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC . Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Call-to-Action para Fortalecer Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde, endossado por 71 líderes

    Call-to-Action: Saúde Mental na APS, Um Direito de Todas e Todos!  O texto abaixo (também publicado em nosso site ), desenvolvido durante   evento  realizado no dia 30 de agosto de 2024, apresenta as prioridades identificadas pelo Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), especialmente por suas comissões, membros de seu GT Saúde Mental e Neurológica e parceiros, com destaque àqueles que o co-assinam, sobre a importância de integrar efetivamente a promoção, prevenção e os cuidados da Saúde Mental à Atenção Primária à Saúde (APS) .  A saúde mental se caracteriza como um estado de bem-estar que é vivido pelo indivíduo, que favorece o desenvolvimento das habilidades pessoais e das capacidades de resposta, em face aos desafios da vida e de integração/contribuição para a comunidade (1). A saúde mental é imprescindível para a promoção do desenvolvimento humano equitativo e sustentável . Nesse sentido, assegurar a saúde mental das pessoas é essencial para garantir a elas uma vida com bem-estar e dignidade (2). Destaca-se que tal bem-estar não se relaciona somente aos aspectos psicológico e emocional, mas também demanda aspectos favoráveis sociais, ambientais e econômicos, uma vez que a saúde mental tem características biopsicossociais (1). Os problemas com saúde mental são considerados pela Organização Mundial de Saúde como uma emergência global  (3).  Estima-se que, no ano de 2019, quase um bilhão de pessoas em todo mundo conviviam com algum transtorno mental , sendo que desse total aproximadamente 14% (quatorze por cento) são adolescentes (4). É dizer que 50% dos transtornos mentais surgem até os 14 anos, e 75% até os 24 anos, tornando esses anos iniciais cruciais como janela de oportunidade para o desenvolvimento humano, econômico e planetário (5). O suícidio é responsável por quase 100 mil óbitos por ano e quase 58% (cinquenta e oito por cento) de sua ocorrência se dá antes dos 50 (cinquenta) anos de idade (2,4). Também neste quesito, o cenário é crítico na infância e adolescência, com índices crescentes de vidas perdidas em todo mundo (5). Os transtornos mentais são ainda a principal causa de incapacidade , que impacta quase ⅓ de todos os anos vividos sem qualidade (2,4). Indivíduos com condições graves de saúde mental falecem, em média, 10 a 20 anos antes  que a população em geral (2,4). Pessoas com outras condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), como diabetes, obesidade, câncer, insônia, apneia do sono, dor crônica, entre outras, apresentam risco muito aumentado de desenvolver alterações de saúde mental, como depressão e ansiedade, em relação a pessoas sem essas condições.  O quadro de adoecimento psíquico na população se agravou após a pandemia de COVID-19, especialmente nas Américas, se tornando a principal responsável pela morbimortalidade na região (6). Segundo a OMS, no primeiro ano da pandemia de COVID-19, a prevalência global de ansiedade e depressão aumentou em 25%. A pandemia também impactou a disponibilidade de serviços de saúde mental, levando 90% dos países a incluir apoio psicossocial em seus planos de resposta. No entanto, ainda existem lacunas significativas nos cuidados oferecidos. A OMS alerta para a necessidade de mais atenção e melhoria no apoio à saúde mental das populações (17). Esse cenário é ainda mais agravado no enfrentamento de questões climáticas. Os recentes eventos em todas as regiões do Brasil escancaram a necessidade de integração de uma rede para amparar condições de saúde mental em cenários de crise humanitária causados por eventos climáticos. Para isso, o fortalecimento da APS como estrutura âncora para promoção de saúde mental e resiliência climática é ainda mais urgente. Nesse sentido, urge a necessidade de estruturação de políticas públicas, como a aprovação de planos de adaptação e a Política Nacional de Resiliência Climática, para integrar considerações de saúde mental nos planos de preparação e resposta a emergências e, com isso, mitigar o impacto das crises na saúde mental da população (7). Entre as ações essenciais estão: regulamentar e financiar programas de forma sustentável e abrangente, fortalecer estruturas comunitárias de resposta, integrar diferentes setores com a participação de organizações da sociedade civil, universidades, pessoas com experiência de vida e toda sociedade para o engajamento em contextos humanitários e de crise, como estabelecidos nas resoluções WHA A77/A/CONF./11 e  WHA A77/A/CONF./7 . Apesar do seu alto impacto de saúde, social e econômico, as condições de saúde mental são historicamente negligenciadas e os sistemas de saúde se mostram precariamente equipados para lidar com elas, com a oferta de serviços de baixa qualidade e cobertura (6). Antes da pandemia, somente 3% do orçamento da saúde era destinado à saúde mental (6). Desse percentual, quase metade dos recursos eram remetidos aos hospitais psiquiátricos, que são associados ao pior desfecho do tratamento e violações sistemáticas aos Direitos Humanos (6). Estima-se que 8 de cada 10 pessoas com alterações graves de saúde mental não recebam tratamento (2). Ao mesmo tempo, pesquisadores apontam que 20% dos antidepressivos usados no Brasil são por pessoas de 30 a 49 anos, ou seja, na fase mais produtiva. Além disso, indicam que quase 10% (dez por cento) dos trabalhadores apresentam depressão, ansiedade e estresse grave ou extremamente grave, e que a maioria dessas pessoas sequer sabe que tem a condição. Diante da gravidade da situação, a Organização Pan-Americana de Saúde ( OPAS ) lançou o relatório “Uma Nova Agenda para a Saúde Mental na Região das Américas” , no qual destacou que a saúde mental deve ser priorizada na agenda política dos países (2,6).   Um dos pontos ressaltados pela OPAS, para o devido cuidado da saúde mental, consiste em sua integração à Atenção Primária de Saúde (APS), que se mostra crucial para a melhoria do acesso aos serviços de saúde mental e reduzir as lacunas de tratamento (8,9). A APS tem como essência não apenas o tratamento da doença ou condição específica, mas acima de tudo, o cuidado da pessoa de forma global, tratando-se, via de regra, do primeiro contato do indivíduo com a rede de saúde (10). A APS possui as melhores condições de identificar precocemente os transtornos mentais, bem como promover o seu acompanhamento e tratamento (11). Além disso, é a APS que detém melhor capacidade de monitorar as pessoas que apresentem a estabilização do quadro, e consequentemente, identificar e referenciar quem necessita de outros níveis de atenção (11).   Somado a isso, não se pode perder de vista que as equipes de saúde da APS atuam no cotidiano das comunidades e portanto, têm conhecimento sobre a população daquele território, o que facilita o desenvolvimento de ações em saúde mental humanizadas e que estejam em consonância com os princípios do SUS e da Reforma Psiquiátrica (12). Da mesma forma, os profissionais da APS, por terem conhecimento da realidade concreta dos determinantes e condicionantes sociais, podem estabelecer melhores vínculos com o usuário do serviço, o que se mostra favorável na promoção da saúde de pessoas com condições mentais (12). Além disso, o fortalecimento da saúde mental na APS irá acolher tanto as pessoas que apresentem algum quadro de saúde mental como condição primária, como também as condições secundárias, ou seja, as alterações comumente desenvolvidas por pessoas com CCNTs, como diabetes, obesidade, câncer, entre outras. Portanto, o investimento na APS é estratégico para estruturação e implementação de políticas de saúde pública em saúde mental, especialmente em contextos de poucos recursos.  Importante, ainda, a atuação das Secretarias Estaduais de Saúde (SES) e Secretarias Municipais de Saúde (SMS) , a fim de avaliar as prevalências e fatores de risco locais, especialmente com a avaliação da vida nas cidades, onde a maior parte da população reside atualmente, especialmente devido aos indícios de que nas áreas urbanas a incidência de alterações de saúde mental é mais elevada. Da mesma forma, é importante identificar  as barreiras que obstam os indivíduos a buscar tratamento . Sempre ter em conta a íntima relação entre depressão, ansiedade e dependência de substâncias psíquicas e prevalência suicidio. A municipalidade deve ainda integrar as pessoas com condições de saúde mental para que participem desde o momento do diagnóstico até o desenho do tratamento. Intervenções psicossociais, baseadas em evidências, com formação de profissionais em terapia comunitária e psicanálise , incluindo a valorização e capacitação de profissionais de nível médio, enfermeiros, psicólogos e agentes comunitários de saúde para que não se limitem  somente a intervenções farmacológicas, devem ser encorajadas, como parte do plano de suporte e supervisão durante todo o processo de cuidado e integração. Além disso, é imprescindível que o Ministério da Saúde ( MS) , e as  SES  e  SMS   monitorem os resultados , uma vez que somente é possível avançar se forem verificados os efeitos dos programas e intervenções, para que melhorias e ajustes possam ser feitos.  Outra medida relevante, recomendada pela OMS, e que já está em fase de implementação e testes em alguns países, trata-se do modelo de cuidado colaborativo, com a figura do gerenciador de caso, que pode ser um profissional de saúde não especializado, com uma formação básica em saúde mental ou, sempre que possível um profissional de saúde mental. Essa figura é a responsável pela coordenação do cuidado, transitando a comunicação e integração  entre os diferentes componentes da equipe de cuidado. A pessoa que recebe o cuidado, os suportes e serviços comunitários, e as equipes de profissionais não especialistas e serviços de saúde em geral, quais sejam médicos, enfermeiros, agentes de saúde, agentes comunitário, apoiados por um profissional de saúde mental de retaguarda, que faz parte de todo o suporte e orientação da equipe.  Alinhado a isso, a ampliação do Apoio Matricial (AM) no país também se mostra como uma ação necessária. O AM é um modelo de cuidados colaborativos que tem sido aplicado na APS, no Brasil e que reorganiza a saúde ao integrar diferentes equipes e especialidades, promovendo a corresponsabilização dos casos. O modelo proporciona suporte especializado às equipes de APS para melhorar o cuidado ofertado aos usuários, por meio de ações terapêuticas e atividades pedagógicas conjuntas. Essa abordagem tem um caráter técnico-pedagógico e visa uma melhor qualidade no atendimento. Quando desenvolvido de forma adequada e contínua, os resultados são muito resolutivos, no entanto, o modelo não é amplamente aplicado no APS brasileira (14).  Mais uma ação que se mostra relevante é a atuação do Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, a fim de aumentar a quantidade de psiquiatras no país, profissional indispensável para os cuidados das pessoas com as condições de saúde mental de forma adequada.  O Brasil conta apenas com 13.888 profissionais de tal especialidade, o que se mostra insuficiente para atender a demanda, na atualidade. Além disso, a maioria desses profissionais está concentrada nas regiões Sudeste e Sul, 60% delas nas capitais, e vêm gradativamente migrando para clínicas privadas, o que evidencia a necessidade de adoção de medidas para suprir essa lacuna, especialmente em regiões mais remotas do país. Ao lado de tais medidas, é importante que o MS inclua o plano de cuidados das condições de saúde mental nos PCDTs e Linhas de Cuidados das demais condições crônicas não transmissíveis (CCNTs),  visto que estão intimamente relacionadas. Com isso, promover a melhoria do cuidado e da qualidade de vida das pessoas que apresentem tais condições. Da mesma forma, se mostra indispensável que o MS, as SES, SMS e operadoras de saúde suplementar reduzam o subfinanciamento da saúde mental.   Outro ponto que merece atenção pelo MS e pelas SES e SMS, é o desenvolvimento de programas de cuidados voltados ao consumo de álcool. O consumo de álcool é um importante fator de risco para a saúde mental e física, associado a várias doenças crônicas, como transtornos psíquicos, câncer, doenças cardiovasculares, hepáticas e suicídio. Pesquisas evidenciam o impacto negativo do uso abusivo de álcool na mortalidade e saúde geral das populações (15). Em 2017, cerca de 6,2% das mortes no Brasil foram atribuídas ao consumo de álcool (16). Portanto, a introdução de uma linha de cuidados da saúde mental, integrada à APS, a nível nacional, capitaneada pelo Ministério da Saúde e implementada em parceria com estados e municípios, será muito benéfica para todo o país. Ao mesmo tempo, o protagonismo dos estados e, especialmente, municípios, será fundamental para que a APS esteja devidamente capacitada e equipada para exercer seu papel frente às condições que acometem a saúde mental. Para isso, este grupo levantou algumas práticas exitosas , que podem inspirar outros municípios a organizar uma APS mais resolutiva. Esperamos, com esse debate, fomentar a estruturação de coletivos e ecossistemas de impacto no compartilhamento de melhores práticas, construção de conhecimento, geração de evidências e indicadores, e avaliação de caminhos de financiamento. Com isso, seja possível orientar o desenvolvimento de conhecimentos e evidências, com conexão multisetorial e alocação de recursos, para a prestação de serviços e a escala de práticas exitosas, garantindo que as intervenções sejam baseadas em evidências e que os resultados sejam mensuráveis, atingido os objetivos para os quais foram planejados. Enfatizamos que, diante dos impactos negativos das condições de saúde mental nos desfechos das CCNTs, a atenção integral com abordagem da saúde mental está alinhada e auxiliará de forma importante no cumprimento da meta 3.4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, de redução em 1/3 das mortes prematuras por CCNTs até 2030 . Clique na caixa abaixo para baixar o Relatório com as Experiências Exitosas em Saúde Mental - FórumCCNTs - Setembro/2024 Ante o exposto, concluímos que existe a necessidade de ações estratégicas intersetoriais , com integração da saúde mental em todas as políticas e práticas, em interlocução com pastas além da Saúde, incluindo Educação, Assistência Social, Justiça, Meio Ambiente entre outras.   Portanto, essas ações devem perfazer tanto o setor público - incluindo o Ministério da Educação, com ênfase ao Ministério da Saúde e as Secretarias Estaduais e Municipais,  quanto o setor privado - com ênfase às operadoras reguladas pela Agência Nacional de Saúde -, para a promoção, prevenção, manejo e monitoramento das condições de saúde mental em crianças, adolescentes, adultos e pessoas com mais idade , especialmente com sua integração na Atenção Primária de Saúde (APS), qualificando continuamente os profissionais, para a construção de uma APS, centrada no sujeito e na comunidade, no matriciamento e no desenvolvimento de programas de prevenção e promoção dentro das próprias comunidades.  Além das ações das instituições mencionadas acima, as parcerias intersetoriais , com participação de pessoas que vivenciam condições de adoecimento psíquico, seus familiares e representantes, pesquisadores e profissionais da área, ONGs e indústria dos setores público, privado e terceiro setor, serão fundamentais para dar visibilidade e melhorar a articulação e a comunicação sobre os desafios nessa área, assim como mobilizar esforços conjuntos, permitindo escala e sustentabilidade de  estratégias de grande potencial .  Reiteramos estarmos à disposição para colaborar e trabalharmos juntos nesse processo para otimização das políticas e programas de promoção, prevenção, diagnóstico oportuno e cuidados de qualidade com saúde mental e, com isso, consigamos avançar nos custosos desafios elencados acima, melhorando a saúde e qualidade de vida da população.  Atenciosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com   www.ForumDCNTs.org Amanda Lorenzi Rampinelli, MD Médica Psiquiatra - HRSM draamandapsiquiatra@gmail.com https://igesdf.org.br/unidades/hospital-de-santa-maria/ Ana Lídia Nézio e Silva Estudante de Enfermagem - EEUFMG analidiaehelena@gmail.com https://www.enf.ufmg.br/ Ana Regina da Silva Losso, MSc Professora - Universidade do Extremo Sul de Santa Catarina analosso@unesc.net www.unesc.net Andrea Levy Instituto Obesidade Brasil andlevy@gmail.com www.obesidadebrasil.com.br Ângela Maria Lima Santos, MD Docente e Supervisora - Universidade Nove de Julho/SP mecenaslima@yahoo.com.br https://www.uninove.br Angélica Horst Assistente Social - Prefeitura Municipal de Quinze de Novembro (RS) chelihorst@hotmail.com https://quinzedenovembro.rs.gov.br/ Bárbara Camila da Silva Psicóloga - Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel do Oeste/SC barbaramila_@hotmail.com saomiguel.sc.gov.br Bruna Elisa Jost, MD Médica - CAPS I dra.brunaelisajost@gmail.com Cátia Cristina Alves de Novais  Fonoaudióloga - AMA/UBS PARI  knovais2023@gmail.com nasf.pari@gmail.com Célia Carvalho, MD Médica especialista em Medicina de Família e Comunidade e mestranda em Psicologia pela UFTM - Secretaria Municipal de Uberaba/ UFTM celiamoc17@outlook.com https://www.uftm.edu.br/ Daniel Joaquim de Andrade   ACS - Prefeitura da Cidade do Recife (PE) danielshimael@gmail.com Daniel Rodor Marinho Médico ESF  - Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba  danielrodor@icloud.com https://portal.uberaba.mg.gov.br/secretarias/saude Daniela Cavalcanti e Silva Novais Carvalho, MD Coordenadora  de educação permanente, ensino, pesquisa, programa saúde na escola e assessoria de projetos - Secretaria de Saúde de Barbalha - CE danielanovaiscarvalho@gmail.com Douglas Graciano da Silva Gerente Institucional ResMed Brasil douglas.silva@resmed.com   www.resmed.com.br Eliane Gomes Monteiro Enfermeira - SPDM PAIS (SP) ubs.marasca.enfermagem@gmail.com https://www.spdmpais.org.br/ Elton Junio Sady Prates, BSN Secretário-Geral Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais aben-mg@abennacional.org.br https://abenmg.com.br/ Erika Gisseth León Ramírez Docente Escola de Enfermagem da UFMG egleonr@ufmg.br Francianny Bezerra Costa  Psicóloga - DSEI Xavante  franciannybezerra@yahoo.com.br www.sesai.com.br Franciele Volpato, MSc Enfermeira - CAPS AD ILHA franparteira@gmail.com Fernanda Blume Ponne Professora e Coordenadora do PSE Prefeitura Municipal de Dois Irmãos fearte@hotmail.com psedi@doisirmaos.rs.gov.br Gabriéla Pereira Melo, MBA Terapeuta ocupacional - Caps AD III RR / CAPS II RR to.gabi@outlook.com Gabriely Raposo de Jesus  Estudante  - Unifoa gabrielyvr.r@gmail.com unifoa.edu.br   Gisele Ferreira de Freitas  Coordenação de Saúde Mental Secretaria Municipal de Saúde de Marabá (PA) gseleffreitas@yahoo.com.br sm@maraba.pa.gov.br Jane Mara Murtilo Dantas Assistente em Saúde/Técnica em Segurança do Trabalho - Secretaria Municipal de Saúde/ Centro De Referência em Saúde do Trabalhador (Cuiabá - MT)  janemara.dantas@gmail.com cerest.saude@cuiaba.mt.gov.br Jaqueline Correia Presidente, Instituto Diabetes Brasil www.institutodiabetesbrasil.com.br institutodiabetesbrasil@gmail.com @institutodiabetesbrasil Jaqueline Lemos de Oliveira, PhD Docente - Escola de Enfermagem da USP jaquelemos@usp.br ee.usp.br Joceia Dias dos Santos, MPH Psicóloga - CAPS I capsquedas@gmail.com José Duanne Benevides de Lima  Assistente Técnico  - Coads/Tauá dutaua@hotmail.com José Luís da Cunha Pena, PhD Chefia de CAPS/CESM - SESA (AP)  pena@unifap.br https://saude.portal.ap.gov.br/coordenacaodesaudemental@saude.ap.gov.br Juliana Fleury Presidente e CEO Voluntária  Associação pela Saúde Emocional_ASEc+ jufleury@asecbrasil.org.br https://asecbrasil.org.br/   Juliana Monteiro Gomes de Oliveira Ferreira Psicóloga - Prefeitura Municipal de Aracruz - SEmsa (ES) julianamgof@hotmail.com www.aracruz.es.gov.br Kamila Quadros Trautmann Bonissoni, MBA, MD Discente de Graduação - Unidade Básica de Saúde Prefeitura de Tapejara (RS) katpsico@yahoo.com.br Kamille Nivea Dantas Lira Psicóloga - Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná - Cisop kamillenivea@hotmail.com https://cisop.com.br/ Karla Melo, MD, PhD   Coordenadora de Saúde Pública, Epidemiologia, Economia da Saúde e Advocacy Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)  secretaria@diabetes.org.br    www.diabetes.org.br Keila Roberta Frares   Nutricionista - Unidade Básica de Saúde  keilafrares@yahoo.com.br Kely Vanessa Leite Gomes da Silva, PhD Professora - Universidade Regional do Cariri  kely.silva@urca.br http://www.urca.br/portal2/ Lara Nelice Magalhães Luna, PhD Estudante de enfermagem - Universidade Regional do Cariri  laranelice03@gmail.com laranelice03@gmail.com Larissa Silveira da Silveira Psicóloga - Prefeitura de Balneário Pinhal- Rio Grande do Sul psicologa.larissasilveira@gmail.com https://www.balneariopinhal.rs.gov.br/ Laurelena Corá Martins  ATSP - CAISM Água Funda (SP) lalena01@gmail.com Lisandra Manchado Rodrigues  Enfermeira  - Organização Mundial de Saúde (OMS ) enfermeiralisandra@bol.com.br   Luiz Roberto Carvalho CEO & Ecosystem Builder Soulbeegood / Vertentes Ecossistema de Saúde Mental beto@soulbeegood.com.br    www.soulbeegood.com.br  / www.vertentes.org    Márcio de Freitas Nunes Psicólogo - SPDM marcio.freitasnunes@gmail.com Maria Conceição de Oliveira, PhD Professora do magistério superior - Universidade Federal de Santa Catarina mcoliveira14@gmail.com https://ufsc.br Maria das Neves Barros, PhD Enfermeira - Secretaria de Saúde do Estado do Maranhão  snow.neves@yahoo.com.br https://www.saude.ma.gov.br/ Maria Luana Fideles dos Santos  Estudante - Universidade Regional do Cariri  luana.faustino@urca.br Maria Odete Pereira Docente e pesquisadora na área de saúde mental da Escola de Enfermagem da UFMG Coordenadora do Departamento de Saúde Mental e Enfermagem Psiquiátrica da Associação Brasileira de Enfermagem - seção MG Facilitadora GT Saúde Mental e Neurológica, FórumCCNTs https://www.enf.ufmg.br/ mariaodt@ufmg.br https://abenmg.com.br/   Mariana Rossi Avelar, MSc Coordenação de saúde mental/Depto de Saúde-SMS - Prefeitura Municipal de Campinas/SMS mariana.avelar@campinas.sp.gov.br https://saude.campinas.sp.gov.br/index2.htm Marília Gabriela Sales Carneiro Residente - COADS TAUÁ (CE) mariliafarma97@hotmail.com Marisa Cavalcante Rosendo Profissional de Educação Física - Ótima  marisarainha1@gmail.com Marta Axthelm Vice-presidente Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) vicepresidente@abrata.org.br www.abrata.org.br   Matheus Chaluppe Estudante de Medicina Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) mchalup96@gmail.com Michely Arruda Bernardelli  Presidente, Associação Doce Vida Enfermeira  Co-Facilitadora do GT Diabetes, FórumCCNTs @docevidalages docevidaassociacao@gmail.com   Murilo Slomka Presidente - Projeto Florescer murilofslomka@gmail.com https://www.instagram.com/projetoflorescer_/ Nátalye Wagner de Souza Coordenadora - RAPS Primavera do Leste MT natalye_ws@hotmail.com https://primaveradoleste.mt.gov.br/ Niely Sousa Santos  Bolsista - UEPA Projeto PET nielysousasantos@gmail.com Paula Fernanda Savaris   Psicóloga - UBS naab paulasavaris@yahoo.com.br Paula Marcantonio Scaim  Psicóloga - Prefeitura Municipal de Florianópolis scaimpaula@gmail.com Paulo Roberto Arantes Biólogo - Professor - Secretaria Municipal de Educação de Cachoeiro de Itapemirim (ES) paulo.arantes@edu.cachoeiro.es.gov.br Renata Dalbosco  Psicóloga  - Unidade Básica de Saúde  psicologia.renatadalbosco@gmail.com www.pmf.sc.gov.br Ricardo da Silva Especialista em Gestão regulação vigilância em Saúde/Psicólogo - Superintendência Regional de Saúde de Colatina (ES)  ricardodasilva@saude.es.gov.br saude.es.gov.br Roberta Mercadante Santos, MSc Consultoria - Centro de Promoção da Saúde  robmercadante@gmail.com https://cedaps.org.br/ Rodrigo Nunes Corrêa Mendes, MEd Médico -  Secretária de saúde de Santa Rosa do Sul (SC) rodrigojknc@gmail.com https://santarosadosul.atende.net/cidadao/pagina/secretaria-de-saude Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD, MPH Médico Endocrinologista Presidente - ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br adj@adj.org.br   @adjdiabetesbrasil Rosane da Silva Alves Cunha  Discente do Programa de Mestrado Profissional (MPSMLTF UERJ) Especialista em Gestão de Políticas de Saúde Informadas por Evidências.HSL Co-Facilitadora do GT Dor Crônica, FórumCCNTs rosane66rj@hotmail.com   Sergio Moura  Psicólogo Clínico  - Prefeitura Municipal de Ilhabela SP  sergiomourapsi@gmail.com ilhabela.sp.gov.br Tacyra Valois CEO Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde (CBEXS) contato@cbexs.com.br www.cbexs.org.br Taiane Almeida do Nascimento, MSc Comunicação  - Movimento Popular de Saúde de Sergipe - Mops-SE  taiane.a@hotmail.com @mops.sergipe  Thaís da Silveira Correa Assistente Social - Unidade de Pronto Atendimento UPA thaiscorrea863@gmail.com Vera Lucia Ludwig, MEd Psicóloga  - USNSA - Gerencia Atenção Primária à Saúde - GHC veralludwig@gmail.com www.ghc.com.br Vitor Nunes Gerente Ecossistemas de Saúde - Boehringer Ingelheim vitor.nunes@boehringer-ingelheim.com www.boehringer-ingelheim.com.br Referências: 1. Saúde mental [Internet]. Ministério da Saúde. Available from: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-mental . 2. FórumDCNTs. OPAS destaca saúde mental no topo da agenda política [Internet]. FórumCCNTs. FórumCCNTs; 2023 [cited 2024 Aug 12]. Available from: https://www.forumdcnts.org/post/saude-mental-opas . 3. OMS destaca necessidade de transformar relação com a saúde mental [Internet]. Brasil. 2022. Available from: https://brasil.un.org/pt-br/187134-oms-destaca-necessidade-de-transformar-rela%C3%A7%C3%A3o-com-sa%C3%BAde-mental .  4. World Health Organization. Transforming mental health for all [Internet]. World Health Organization. 2022. Available from: https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/356119/9789240049338-eng.pdf?sequence=1 . 5. Global trends in youth suicide from 1990 to 2020: an analysis of data from the WHO mortality database Bertuccio, Paola et al. eClinicalMedicine, Volume 70, 102506. 6. Nova Agenda de Saúde Mental para as Américas: Relatório da Comissão de Alto Nível sobre Saúde Mental e COVID-19 da Organização Pan-Americana da Saúde – Resumo executivo. 2023 Jan 1.  7. Mitchell A, Booth A, Morgan S, Walker I, Chapman C, Barlow-Pay M, Cochrane A, Filby E, Fleming J, Hewitt C, Raftery J, Torgerson D, Weir L, Parkes J. Examining the effectiveness of the Gateway conditional caution on health and well-being of young adults committing low-level offences: a randomised controlled trial. BMJ Open. 2024 Apr 25;14(4):e081179. doi: 10.1136/bmjopen-2023-081179. PMID: 38670611; PMCID: PMC11057255. 8. OMS destaca necessidade urgente de transformar saúde mental e atenção - OPAS/OMS | Organização Pan-Americana da Saúde [Internet]. www.paho.org . 2022. Available from: https://www.paho.org/pt/noticias/17-6-2022-oms-destaca-necessidade-urgente-transformar-saude-mental-e-atencao .  9. 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  • Saúde Mental: Aumenta a necessidade de integração na Atenção Primária no Brasil

    Com um aumento de 17% nas taxas de suicídio e milhões de brasileiros enfrentando transtornos mentais graves, "Call to Action" destaca a necessidade urgente de integrar a saúde mental na Atenção Primária para enfrentar a crise No dia 30 de agosto de 2024, o FórumCCNTs organizou o evento online " Saúde Mental na APS: Um Direito de Todas e Todos! ", reunindo especialistas de diversas áreas para discutir a importância da integração da saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil . O evento contou com a participação de painelistas de renome, incluindo representantes de instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) , a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) , a Fundação Getúlio Vargas (FGV) , o Ministério da Saúde , entre outras. O objetivo central do evento foi criar um espaço de debate e reflexão sobre como fortalecer a APS para que ela possa lidar de forma mais eficaz com as demandas de saúde mental, que são cada vez mais prevalentes na sociedade. Mark Barone , moderador do evento e Coordenador-geral do FórumCCNTs, abriu as discussões destacando a urgência da valorização da saúde mental no contexto da APS. Segundo ele, " a organização da Saúde Mental na Atenção Primária é um tema prioritário , e este evento busca iniciar um movimento coletivo para fortalecer essa integração." A fala de Barone refletiu a motivação central do evento: gerar um " Call to Action " (Chamado à Ação) que pudesse ser encaminhado ao Ministério da Saúde e às secretarias estaduais e municipais como um guia para ações concretas e imediatas na área de saúde mental . O evento trouxe à tona dados preocupantes sobre a saúde mental no Brasil. Um dos estudos apresentados, a pesquisa São Paulo Megacity , revelou que 80% dos brasileiros vivem em centros urbanos, e na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), e quase 30% dos casos de transtornos mentais em 12 meses são considerados graves . Isso representa aproximadamente 1 milhão de habitantes com 18 anos ou mais com transtornos mentais graves , incluindo depressão , ansiedade e abuso de substâncias. Renato Oliveira , Diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para Saúde Mental, destacou a crescente importância de priorizar a saúde mental nas políticas públicas dos países da região das Américas , onde tanto a mortalidade quanto a carga de enfermidades relacionadas à saúde mental aumentaram significativamente entre 2000 e 2019. Segundo Oliveira, " a proporção de mortes por enfermidades psiquiátricas subiu de 4,3% para 9,1% nesse período ". Além disso, as taxas de suicídio na região cresceram 17% nos últimos 20 anos, sendo a única área coberta pela OMS a registrar tal aumento. Com apenas 44% dos países da região possuindo estratégias de prevenção ao suicídio, ele enfatizou a urgência de integrar a saúde mental na atenção primária, considerada o método mais eficaz para enfrentar a lacuna de tratamento, onde apenas uma em cada cinco pessoas com psicose recebe cuidados adequados. A OPAS propôs uma nova agenda com 10 recomendações , incluindo a expansão dos serviços comunitários e a integração na atenção primária, sustentada por princípios de cobertura universal e intervenções baseadas em evidências científicas. A integração da saúde mental na atenção primária foi destacada como essencial por Catarina Dahl , da OMS, que afirmou que é crucial "construir essa integração gradualmente, adicionando os 'tijolos' necessários". O projeto de teste de campo do Guia da OMS para a Integração da Saúde Mental visa enfrentar a crescente carga global de condições mentais e crônicas. Ela apresentou que entre 75% e 90% das pessoas em países de baixo e médio poder econômico não têm acesso ao tratamento , reforçando a saúde como um direito universal. O modelo mhGAP está sendo expandido para incluir um gerenciador de cuidados e está sendo testado em Gana e na República Dominicana. Andrea Levy , do Instituto Obesidade Brasil, ressaltou a interdependência entre obesidade e saúde mental, destacando que " quanto maior o grau de obesidade, maior é a chance de desenvolver transtornos mentais ", com a obesidade intensificando comorbidades e problemas de saúde mental. A discussão também abordou o impacto da saúde mental no ambiente corporativo e na sociedade em geral. Maria Izabel Toro , da RDSaúde, trouxe à tona os desafios enfrentados pelas empresas em tempos de incerteza econômica e mudanças climáticas, que têm exacerbado o estresse e os transtornos mentais entre os trabalhadores. "Investir em saúde mental é investir na sociedade", afirmou Maria Izabel, destacando a necessidade de ações preventivas e de suporte contínuo. A saúde suplementar no Brasil atende 51 milhões de pessoas , destacando-se pela ampla utilização de antidepressivos, com 20% desses medicamentos consumidos por pessoas entre 39 e 43 anos. Um estudo com 2.000 trabalhadores revelou que quase 10% tem depressão, ansiedade ou estresse graves, e muitos desconhecem sua condição . Entre 2019 e 2023, o número de sessões de psicoterapia cobertas por planos de saúde dobrou, mas ainda não está claro se essa expansão resultou em melhorias significativas na saúde mental. Com 13.888 psiquiatras no país, ou 6,51 por 100 mil habitantes , a maioria concentrada em capitais e com renovação lenta, o recrutamento desses profissionais para a saúde suplementar tem se tornado cada vez mais difícil. Alberto Ogata , da FGV, sublinhou a necessidade de integrar a saúde mental no cuidado de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), reduzir o subfinanciamento e adotar uma abordagem multissetorial e integrada. A atenção primária à saúde é crucial para o sistema público brasileiro, sendo a porta de entrada para os cuidados no SUS e orientada pelos princípios de acessibilidade e integralidade. Marcos Pedrosa , da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde, destacou que a Estratégia Saúde da Família pode atender de 80% a 90% das necessidades de saúde ao longo da vida das pessoas . Essa estratégia, que completa 30 anos em 2024, cresceu de 300 para 52.500 equipes, com foco em áreas vulneráveis. A Portaria GM/MS nº 3493/2024 amplia o financiamento da Atenção Primária, uniformiza componentes financeiros e promove o trabalho interprofissional. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) coordena atendimentos complexos, enquanto o apoio matricial fortalece a atuação interprofissional. A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, reconhecida pela OMS , também contribui para a saúde mental. O plano plurianual do Ministério da Saúde visa expandir para mais de 6.700 equipes na atenção primária e 70.000 equipes de saúde da família até 2027 . Enfrentar desafios na saúde mental é uma realidade tanto para profissionais quanto para pessoas com condição, como exemplificado por Grazielle Soares em Belo Horizonte e Claus Janke em Joinville. Grazielle, ao trabalhar em uma unidade de saúde sem psicólogo, implementou uma abordagem de acolhimento que transformou o atendimento, criando vínculos e reduzindo encaminhamentos ao CAPS. Por outro lado, Claus, diagnosticado com esquizofrenia na juventude, encontrou no SUS o suporte necessário para se manter saudável ao longo dos anos , com uma gestão eficaz de sua condição. Ambos os relatos ressaltam a importância da escuta ativa e do envolvimento contínuo no cuidado com a saúde mental . Um dos momentos mais significativos do evento foi a elaboração do Call to Action , um documento estratégico desenvolvido com base nas discussões e recomendações de especialistas. Este documento visa orientar políticas e ações para melhorar a atenção à saúde mental na APS em todo o país . Entre os principais pontos abordados no Call to Action, destacam-se: Integração da Saúde Mental na APS : O documento reforça a necessidade de integrar a saúde mental de forma efetiva na Atenção Primária, considerando-a como parte essencial do cuidado integral do indivíduo. Isso inclui a capacitação contínua dos profissionais de saúde, a criação de protocolos claros para o manejo de casos de saúde mental, referenciamento, quando necessário, e o fortalecimento das equipes multiprofissionais. Expansão e Qualificação dos Serviços : A expansão dos serviços de saúde mental na APS é vista como crucial, come a melhoria da infraestrutura existente. Além disso, destaca a importância de garantir que esses serviços estejam disponíveis em áreas rurais e comunidades vulneráveis. Fortalecimento do Matriciamento : O documento enfatiza a necessidade de fortalecer o matriciamento, que é uma estratégia de apoio técnico e clínico às equipes da APS, realizada por profissionais com capacitação em saúde mental. Isso inclui o acompanhamento de casos complexos e a promoção de ações preventivas e de promoção da saúde mental dentro das próprias comunidades. Ações Intersetoriais : O Call to Action destaca a importância da colaboração entre diferentes setores, como saúde, educação, assistência social e justiça, tanto no setor público quanto no privado e terceiro setor, para enfrentar de maneira holística os desafios da saúde mental. A integração de políticas públicas nessas áreas é vista como fundamental para a criação de uma rede de suporte eficaz e abrangente. Financiamento Adequado : O documento aponta para a necessidade urgente de aumentar o financiamento destinado à saúde mental, tanto no sistema público quanto no privado. A proposta é reduzir o subfinanciamento crônico da área e garantir que os recursos sejam utilizados de forma eficaz para ampliar o acesso e a qualidade dos serviços de saúde mental. Participação Comunitária : Um aspecto inovador do Call to Action é a ênfase na participação ativa das comunidades no planejamento e implementação das políticas de saúde mental. O documento sugere a criação de conselhos comunitários e a inclusão de pessoas com experiência vivida em problemas de saúde mental nas discussões sobre o desenvolvimento e a implementação das políticas. O evento " Saúde Mental na APS: Um Direito de Todas e Todos! " representou um marco importante na discussão sobre a integração da saúde mental na Atenção Primária à Saúde no Brasil. O Call to Action gerado a partir das discussões destaca uma série de recomendações práticas e urgentes para fortalecer a saúde mental no país , com ênfase na ampliação e qualificação dos serviços, no fortalecimento do matriciamento e na necessidade de ações intersetoriais. O documento também sublinha a importância de um financiamento adequado e da participação ativa das comunidades no processo de implementação dessas políticas. Mark Barone, em sua fala de encerramento, reforçou que este Call to Action deve ser visto como um ponto de partida, um compromisso coletivo para transformar a realidade da saúde mental no Brasil . Ele destacou a importância de manter o foco na implementação dessas recomendações e no engajamento contínuo de todas as partes envolvidas, para que as ações propostas se traduzam em melhorias concretas e duradouras no cuidado à saúde mental no país. O evento não apenas reuniu especialistas e apresentou dados alarmantes, mas também lançou as bases para um movimento que pode transformar a maneira como a saúde mental é tratada na APS, com impacto positivo direto na vida de milhões de brasileiros. A implementação efetiva das recomendações do Call to Action será fundamental para promover um sistema de saúde mais inclusivo , acessível e capaz de responder aos desafios crescentes da saúde mental. Para mais informações e discussões detalhadas sobre o tema, é possível assistir ao conteúdo completo disponível no YouTube, clique aqui . Na imprensa iG Portal Times Brasília R7 Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • "Faça certo, torne seguro" é o tema do Dia Mundial da Segurança da Pessoa com Condição de Saúde 2024

    O dia 17 de setembro marca o Dia Mundial da Segurança da Pessoa com Condição de Saúde (WPSD) . Esta é uma campanha oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) para que todas as partes interessadas no sistema de saúde se unam para melhorar a segurança da pessoa com condição de saúde . Por meio do slogan " Faça certo, torne seguro ", o tema do WPSD 2024 é " melhorar o diagnóstico para a segurança da pessoa com condição de saúde ", já que os erros de diagnóstico são responsáveis ​​por 16% dos danos evitáveis ​​à pessoa e podem acontecer em qualquer lugar do ambiente de saúde. Os erros mais comuns de diagnóstico podem ser amplamente divididos em três categorias: 1. Diagnóstico tardio – O dano ocorre quando uma condição de saúde não é identificada em um estágio anterior. Isso pode resultar da falha em usar os testes corretos, dependência de métodos de avaliação desatualizados ou falha em agir sobre os resultados do monitoramento ou teste. 2. Diagnóstico incorreto – O diagnóstico errado é feito e a verdadeira causa é descoberta mais tarde. Isso pode levar as pessoas com condição de saúde a receberem tratamentos incorretos, o que pode ser prejudicial, enquanto eles também perdem o tratamento apropriado para sua condição. 3. Diagnóstico perdido – A condição de saúde de uma pessoa não é reconhecida, resultando em uma em piora do quadro clínico aumento de chance de danos evitáveis ​​devido à falta de tratamento apropriado. A IAPO afirma que o envolvimento da pessoa com condição de saúde é a medida número um que é possível tomar para melhorar a segurança do diagnóstico. Uma cultura de segurança para dar suporte a diagnósticos precisos, oportunos, eficientes e centrados na pessoa com condição de saúde só pode ser alcançada por meio de trabalho multidisciplinar . Conheça algumas maneiras pelas quais as pessoas com condição de saúde e representantes familiares podem contribuir para a segurança do diagnóstico enquanto interagem e criam confiança com seus provedores de cuidados: Fornecer informações completas , claras e precisas, seguindo uma lista de verificação de perguntas a serem feitas e acompanhando ativamente os resultados; Confirmar a compreensão das instruções e o progresso esperado da condição de saúde; Seguir os planos de diagnóstico , incluindo testes e exames recomendados para garantir que o diagnóstico seja baseado nos dados mais completos e atuais; Solicitar acesso e revisar seus registros médicos , resultados de laboratório e interpretações de testes para quaisquer discrepâncias ou informações ausentes, também relatando quaisquer alterações nos sintomas; Advogar por si mesmo – expressar suas preocupações e solicitar testes adicionais ou até mesmo uma segunda opinião se sentir que seu diagnóstico não é claro ou satisfatório. As pessoas com condição de saúde podem fornecer insights críticos sobre suas experiências vividas , permitindo que os provedores de saúde adaptem o atendimento às necessidades e preferências individuais, reduzindo o risco de erros e melhorando os resultados gerais. Por fim, ao defender os direitos das pessoas com condição de saúde e colaborar com profissionais de saúde, pesquisadores e formuladores de políticas, as organizações de pessoas com condição de saúde podem educar, conscientizar e cocriar políticas para o monitoramento e avaliação de protocolos de saúde. Essa colaboração ajuda a implementar medidas de responsabilização que reduzem a ocorrência de diagnósticos incorretos , garantindo que a segurança do diagnóstico continue sendo uma prioridade para todas as partes interessadas. De olho na agenda No dia 25 de setembro, às 11h30 (horário de Brasília), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizam o evento online sobre o Dia Mundial da Segurança da Pessoa com Condição de Saúde 2024 . O evento tem como objetivo Promover a importância da segurança diagnóstica em todos os níveis de assistência médica. Promover a colaboração entre formuladores de políticas , líderes de saúde, profissionais de saúde, organizações de pessoas com condições de saúde e outras partes interessadas para promover diagnósticos precisos, oportunos e seguros. Envolver pessoas com condições de saúde e familiares para colaborar ativamente com profissionais de saúde e líderes para melhorar os processos de diagnóstico. Saiba mais e inscreva-se aqui . Fonte: International Alliance of Patients' Organizations (IAPO)

  • CDD e AME abrem as inscrições para Seleção de Projetos ESG com ações em CCNTs - Até 30/9

    Crônicos do Dia a Dia (CDD) e Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) anunciam a abertura das inscrições para Seleção de Projetos ESG - Fórum Atores da Saúde . O edital tem como finalidade selecionar e premiar projetos de associações de pessoas com condições que participaram do Fórum Atores da Saúde (FAS) 2023/2024 . As inscrições vão até 30/09/2024 . Os projetos devem promover ações que incentivem o potencial de pessoas que convivem com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , seus cuidadores e/ou que gerem conscientização para a sociedade. Tudo isso com a perspectiva em práticas de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) , contribuindo para a conscientização, melhoria na qualidade e/ou políticas públicas . Poderão submeter projetos neste edital as associações de pessoas com condições que participaram do Fórum Atores da Saúde (FAS) 2024 . Essas associações devem ser dedicadas ao apoio de pessoas que convivem com condições crônicas e/ou raras, atuando na conscientização e na defesa de melhorias nos tratamentos e na qualidade de vida dessas pessoas e suas famílias. Inscrições As associações interessadas deverão enviar para o e-mail karina@amigosmultiplos.org.br os seguintes documentos: Última ata de eleição, Estatuto Social e Cartão de CNPJ. As associações interessadas deverão inscrever seus projetos por meio de um formulário padrão disponibilizado via Google Forms: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdjQ3426KUKCVerSg0JGr-3okvqpjjVaac6NfMkRE0oWSIq-A/viewform . O prazo para submissão dos projetos das associações para a CDD é até 30 de setembro de 2024 às 17h (horário de Brasília) . Será aceita a inscrição de mais de um projeto por associação, contudo, apenas um projeto por associação poderá ser selecionado. Serão aceitos os seguintes tipos de projeto: Campanha de conscientização (awareness) Policy (Políticas Públicas) / Advocacy Pesquisa Educacional Os projetos poderão ter sido executados, estar em andamento ou em fase de planejamento. A associação deve demonstrar como as práticas de ESG estão ou serão integradas nas suas operações, conforme o aprendizado adquirido durante o workshop do FAS 2024. Critérios de Avaliação Os projetos serão avaliados por um comitê composto por membros da AME e CDD e convidados externos sem vínculo direto com os apoiadores do FAS 2024 até 30/10/2024 às 17h (horário de Brasília). Os principais critérios de avaliação incluirão: Impacto potencial ou real do projeto nas práticas de ESG da organização. Relevância e clareza dos objetivos do projeto. Inovação e criatividade na abordagem do projeto. Viabilidade e sustentabilidade das ações propostas. Premiação Serão premiados 3 projetos, cada um recebendo o valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) . O valor da doação deverá ser utilizado exclusivamente para a execução do projeto selecionado, salvo no caso de projetos que já tenham sido executados. Neste caso, serão considerados apenas os projetos que já tenham sido executados e seu valor não tenha ultrapassado o valor total de R$10.000,00. A associação premiada deverá prestar contas do uso do valor recebido, conforme orientações que serão fornecidas após a seleção. Acesse o edital aqui . Fonte: Crônicos do Dia a Dia (CDD) e Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME)

  • FórumCCNTs no EASD 2024: lições sobre acesso, estigma e novas tecnologias

    Na semana passada, o FórumCCNTs acompanhou in loco o maior congresso de diabetes do mundo, promovido pela European Association for the Study of Diabetes  (EASD) . Em Madrid e com mais de 10 mil participantes, o Dr. Mark Barone , Coordenador-geral do FórumCCNTs, participou como membro do grupo com 25 ativistas de diabetes de diferentes países, o #dedoc° voices . Além do compartilhamento das experiências do FórumCCNTs e do Brasil em diabetes , Dr. Barone teve a oportunidade de interagir com especialistas internacionais que citamos regularmente, e aprender muito com a experiência de ativistas e cientistas de outros países. A evolução tecnológica apresentada na própria feira de exibição de produtos impressionava. Eram incontáveis os estandes de diferentes marcas de sensores de glicose . Alguns que contaram, chegaram ao número 15, mas talvez não tenham contabilizado algum. Ao conversarmos com os expositores, ficamos sabendo que algumas marcas ainda desconhecidas já estão em processo de cadastro na ANVISA. Não raro, membros da comunidade com diabetes testavam mais de um sensor simultaneamente durante o evento. Salih Hendricks , da África do Sul, estava com um dos sensores de marca tradicional em um dos braços, e outro sensor recém-chegado ao seu país no outro. O relato dele era: "os resultados são muito próximos". A maioria das apresentações sobre tecnologias trazia bons resultados dos sistemas híbridos de pâncreas artificial , com diferentes bombas e algoritmos, mas sempre com alguns dos sensores das empresas mais conhecidas, Abbott , Dexcom e Medtronic . Entre as apresentações, uma do Dr. Tadej Batelino , apresentando bons resultados do sistema 780 em uso com crianças bem pequenas (faixa etária para a qual ainda não há aprovação). Apresentações também pelo Dr. Batelino e outros palestrantes trouxeram evidências tanto clínicas quanto econômicas para a adoção de monitoramento contínuo de glicose com sensor para pessoas com diabetes tipo 2 . Dois destaques, ainda sobre tecnologia, foram o lançamento do sensor de glicose da empresa Roche , de nome Accu-Chek SmartGuide , e o estudo dos equipamentos Point-of-Care pela entidade FIND . Surpreendentemente, neste estudo apenas com equipamentos validados e certificados por entidades internacionais, de dez, apenas três apresentaram resultados aceitáveis . Em relação ao acesso aos cuidados a desigualdade entre os países continua imensa . Enquanto em países europeus, como Alemanha, França, Suécia e outros o acesso é pleno ao que há de mais moderno, incluindo sistemas híbridos, com bomba e sensor, insulinas e outros medicamentos, em países como Paquistão o acesso é limitado e rotineiramente morrem crianças sem acesso ao básico para seus autocuidados . Para completar esse cenário, Dr. Thomas Danne , da Breakthough T1D, apresentou dados globais de que menos de 10% das pessoas com diabetes tipo 1 (DM1), no mundo, têm acesso às últimas tecnologias , 30% têm acesso ao mínimo – insulina humana e 1 a 2 testes ao dia , e 10-15% das pessoas com DM1 não tem acesso a nada . Por último, um dos temas mais discutidos no congresso e pelos participantes do #dedoc° voices , saúde mental e estigma em pessoas com diabetes . Entre os palestrantes, os renomados Profa. Jane Speight e Matthew Garza . Enquanto a Profa. Speight, a maior especialista global em pesquisas sobre " Linguagem Importa " em diabetes, trouxe uma profunda reflexão sobre não esquecer do que é relevante para a pessoa com diabetes além da saúde. Segundo ela, mesmo o potencial das tecnologias mais atuais acaba não se evidenciando, quando questões que refletem na qualidade de vida da pessoa são deixadas de lado. Matthew apresentou os alarmantes resultados de que 4 em cada 5 pessoas com diabetes já sofreram estigma , e que 35% das pessoas com DM1 nos EUA não gostam de ter algo preso ao corpo (bomba e/ou sensor). Ainda sobre estigma, apendemos com participantes do #dedoc° voices  que têm diabetes o impacto do estigma sobre a saúde mental deles. Em um momento muito emocionante, ao final da sessão da Profa. Speight e do Matthew, Mark Tiller , um #dedoc° voice com diabetes tipo 2 do Reino Unido, relatou seu sofrimento com o estigma e preconceito sofrido através da fala de pessoas com diabetes tipo 1, dando a entender que o diabetes tipo 1 é inevitável e, portanto, culpabilizando pessoas com o tipo 2. Ele revelou, ainda, que tanto profissionais de saúde quanto autoridade de saúde prejulgam que pessoas com tipo 2 não se beneficiariam com o acesso a novas tecnologias , enquanto não só vimos apresentações opostas a isso no congresso, como ele mesmo revelou queda de 2,4% em sua hemoglobina glicada ao começar a usar sensor de glicose . Para concluir, não podemos deixar de mencionar que o Dr. Mark Barone foi agraciado na ocasião , pelas entidades Children with Diabetes  e Insulin For Life ,  com uma medalha por sua jornada com CCNTs e de 25 anos trabalhando com diabetes .

  • Ministério da Saúde abre Chamada Pública para Perspectiva do Usuário do SUS sobre Nirsevimabe na prevenção de infecção associada ao Vírus Sincicial Respiratório em bebês - Até 23/9

    O Ministério da Saúde , a partir da Coordenação de Incorporação de Tecnologias , anuncia sua nova Chamada Pública, nº 67/2024 , para a incorporação de Nirsevimabe para prevenção de infecção associada ao Vírus Sincicial Respiratório para bebês prematuros e/ou portadores de comorbidades . As inscrições vão até 23/09/2024 . A perspectiva da pessoa com condição é um espaço na reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) relatem sua experiência sobre o tema em avaliação. O VSR causa condições/doenças respiratórias , principalmente em bebês, enquanto a herpes zoster, conhecida também como cobreiro, é uma infecção na pele que acomete com mais facilidade pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Em entrevista ao FórumCCNTs em abril 2023, o Dr. Renato Kfouri apresentou as novidades na parte de vacinas para pessoas com CCNTs e que poderiam ser incorporadas a curto e médio prazo. "Há também vacinas novas para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) , que é uma infecção viral que acomete muito as pessoas com condições crônicas, além da vacina contra Herpes Zoster", completou o especialista. Acompanhei a matéria aqui . Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/participamaisbrasil/chamada-publica-67-2024-nirsevimabe e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. FórumCCNTs convida para o evento interativo online " Cobertura Vacinal de Adultos: Proteção Indispensável para Diabetes, Outras DCNTs/CCNTs e Toda a População " , que acontecerá no dia 30 de setembro, às 16 horas. Um dos temas principais será sobre o impacto do Herpes Zoster e do Vírus Sincicial Respiratório na população adulta , especialmente em pessoas com diabetes, asma, obesidade e outras CCNTs, compreendendo a razão da recomendação dessas vacinas. Fonte: Ministério da Saúde

  • WSO-Philips divulgam material com dados do Brasil e do mundo sobre melhorias no tratamento do AVC

    A World Stroke Organization (WSO) e a Philips compartilham o resumo " É hora de uma revolução no tratamento do AVC ". O documento baseia-se nas questões abordadas durante o evento satélite da Assembleia Mundial da Saúde do WSO Philips , para o qual o FórumCCNTs contribuiu para sua construção. A principal mensagem deste dia e deste documento é que, com um investimento sério para otimizar a gestão do AVC , os decisores políticos podem trazer benefícios econômicos significativos, ao mesmo tempo que fazem uma diferença significativa na vida de milhões de pessoas. O material define intervenções-chave para os decisores políticos que, se realizadas , melhorarão o acesso aos cuidados de AVC baseados em evidências que podem transformar os resultados e impulsionar a concretização dos objetivos de saúde e desenvolvimento. No documento são apresentados quatro estudos de casos encorajadores sobre como as melhores políticas podem causar um impacto no sentido de melhorar os cuidados com o AVC. Um deles no Brasil e que teve sucesso em gerenciar o progresso duradouro com uma combinação de políticas e evidências científicas específicas de cada país sobre melhores cuidados com o AVC. O Brasil oferece um exemplo impressionante de sucesso no enfrentamento das CCNTs e fez progressos significativos no tratamento do AVC. Em 1996, o acidente vascular cerebral foi a causa número um de morte no país . Embora a primeira unidade de AVC do país tenha sido inaugurada nesse ano, só em 2008 é que o Ministério da Saúde criou um programa nacional de AVC com base na experiência de 35 centros de AVC que realizam trombólise intravenosa . A Lei Nacional do AVC foi publicada em 2012. Em 2023, mais de 300 hospitais públicos e privados estão preparados para o tratamento do AVC agudo , sendo 100 licenciados e apoiados pelo Ministério da Saúde. A trombectomia mecânica foi recentemente aprovada como tratamento de AVC no sistema público de saúde do Brasil , após os resultados bem-sucedidos do ensaio RESILIENT , o primeiro ensaio realizado em um país de renda média e patrocinado pelo Ministério da Saúde, que comprovou a eficiência e a relação custo-benefício deste tratamento. Confira uma agenda política colaborativa para melhores cuidados de AVC, proposta no material: Definir metas e indicadores de qualidade , avaliar as lacunas atuais e priorizar os cuidados de AVC nos planos de saúde globais, nacionais e regionais (Organizações internacionais, Ministérios da Saúde e outras autoridades, sociedades profissionais) Expandir e investir em infraestruturas para serviços essenciais de AVC , incluindo unidades de AVC e trombólise intravenosa - 90% ou mais de todos as pessoas com condições com AVC isquêmico devem ser tratados em uma unidade de AVC (Ministérios da Saúde e outras autoridades, agências de planeamento e reembolso, investidores, unidades de cuidados secundários) Expandir e investir em infraestruturas (de capital) para serviços avançados de AVC: trombectomia mecânica - Unidades de AVC com capacidade para realizar trombectomia mecânica devem estar acessíveis a todos os pacientes num raio de 45 minutos de carro (Ministérios da Saúde e outras autoridades, agências de planejamento e reembolso, investidores, instalações de cuidados terciários) Aumentar as competências necessárias na força de trabalho da saúde (Universidades e escolas profissionais, sociedades profissionais) Certifique-se de que os modelos de pagamento proporcionem o reembolso adequado de cuidados essenciais e avançados de AVC (Ministérios da Saúde e outras autoridades, agências de investidores e reembolso, pagadores) Construir uma estratégia para concretizar as poupanças potenciais dos cuidados essenciais e avançados de AVC agudo (Ministérios da Saúde e outras autoridades, agências de pagamento e reembolso, investidores) Essa iniciativa vai de encontro com o forte compromisso da WSO em trabalhar em parcerias com governos e partes interessadas nas CCNTs para acelerar o progresso no tratamento do AVC . Acesse o material aqui . Fonte: WSO

  • OPAS e ADI lançam campanha "Time to Act on Dementia" para acabar com o estigma em torno da demência

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Alzheimer's Disease International (ADI) lançam a campanha Time to Act on Dementia , uma iniciativa conjunta para aumentar a conscientização sobre a demência e abordar o estigma que envolve a condição nas Américas . O Alzheimer e distúrbios relacionados afetam cerca de 10,3 milhões de pessoas nas Américas e estão entre as principais causas de morte em indivíduos com 60 anos ou mais. Pessoas que vivem com essas condições são frequentemente sujeitas a estigma e discriminação, e com o número de pessoas vivendo com demência definido para quase triplicar até 2050 , agora é o momento de promover uma melhor compreensão dessa condição. Esta campanha conjunta tem como objetivo aumentar a conscientização abrindo discussões sobre demência na televisão, nas redes sociais, nos jornais e no rádio, e abordar as percepções e atitudes atuais sobre essa condição. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu o Plano de Ação Global sobre a resposta da saúde pública à demência 2017-2025 , que foi formalmente adotado por todos os Estados-Membros em 2017 na 70ª Assembleia Mundial da Saúde . O Plano descreve sete áreas de ação para reduzir o fardo da demência, incluindo o aumento do apoio para aqueles que cuidam de pessoas com demência e abordando os fatores de risco relacionados à demência, incluindo inatividade física , obesidade e alimentação não saudável . A campanha Time to Act on Dementia começa em 4 de setembro e será realizada durante setembro e outubro, com o Dia do Alzheimer em 21 de setembro . A OPAS e a ADI incentivam governos, ministérios da saúde, associações que trabalham com demência e a sociedade civil a participar desta campanha e compartilhar suas mensagens. A demência não faz parte do envelhecimento normal, e há maneiras de reduzir o risco de desenvolver essa condição . Visite o site da campanha . Acesse os materiais de campanha aqui . Mês Mundial do Alzheimer O Mês Mundial do Alzheimer é uma iniciativa que a ADI promove todo mês de setembro para aumentar a conscientização sobre a demência e fornecer informações e recursos para pessoas que vivem com demência e suas carreiras. Setembro de 2024 marca o 13º aniversário do Mês Mundial do Alzheimer. Sobre a Alzheimer´s Disease International Alzheimer's Disease International (ADI) é a federação internacional de 105 associações de demência e Alzheimer de todo o mundo e tem relações oficiais com a Organização Mundial da Saúde. A visão da ADI é prevenção, cuidado e inclusão hoje, e cura amanhã.  A ADI acredita que a chave para vencer a luta contra a demência está em uma combinação única de soluções globais e conhecimento local. Como tal, a ADI trabalha localmente capacitando associações de Alzheimer e demência para promover e oferecer cuidados e suporte para pessoas com demência e seus parceiros de cuidados, enquanto trabalha globalmente para focar a atenção na demência e faz campanha por mudanças de políticas dos governos.  Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

  • Fundação do Câncer lança o sexto volume do info.oncollect sobre tabagismo e câncer de pulmão

    A Fundação do Câncer apresenta a mais nova publicação do info.oncollect , um boletim periódico sobre o câncer no Brasil . Através de dados, análises e discussões é apresentado um retrato epidemiológico da condição no Brasil. Na edição seis o tema é " Tabagismo e câncer de pulmão: Um alerta para o Brasil ", que traz um diagnóstico sobre o atual cenário do tabagismo no Brasil e revela tendências preocupantes que exigem atenção e ação imediata. Esta publicação vem se juntar a outros esforços da Fundação do Câncer para alertar a sociedade e orientar profissionais sobre a importância da prevenção e do combate ao câncer no país . Um dos principais destaques da publicação é o uso de cigarros eletrônicos , especialmente entre os jovens. Mesmo com a proibição da Anvisa desde 2009 , o uso de vapes é uma preocupação no país, impulsionado pelo contrabando e pela falsa sensação de que esses dispositivos são menos prejudiciais do que os cigarros tradicionais. Este cenário ameaça os progressos que o Brasil alcançou na redução do tabagismo ao longo das últimas décadas . Além disso, o boletim revela um dado alarmante: o aumento da mortalidade por câncer de pulmão entre as mulheres . Nos últimos anos, essa taxa tem crescido significativamente, especialmente nas regiões Norte e Nordeste do país .  A cada edição, um novo tema será abordado para que todos tenham acesso a informações relevantes, com potencial para subsidiar políticas para o enfrentamento do problema. Confira os temas anteriores: Volume Nº 6 – Tabagismo e câncer de pulmão : Um alerta para o Brasil Volume Nº 5 – Câncer de pulmão no Brasil : Por dentro dos números Volume Nº 4 – O impacto do HPV em diferentes tipos de câncer no Brasil Volume N° 3 – Um olhar sobre o diagnóstico do câncer do colo do útero no Brasil Volume N° 2 – Um panorama da vacinação contra o HPV no Brasil Volume N° 1 – Um retrato do câncer de colo do útero no Brasil Acesse o material aqui . Fonte: Fundação do Câncer

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