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  • Setembro Amarelo: Depressão e Suicídio, há o que fazer? Save The Date - 17/09 às 16h

    Objetivos: Entender o impacto da pandemia sobre a incidência e a severidade de depressão e ansiedade no país. Identificar prioridades e estratégias com resultados concretos para tratamento eficaz de depressão e ansiedade, e prevenção de suicídio. Planejar de forma multissetorial e multistakeholder a implementação de estratégias nos sistemas público e privado para prevenir, diagnosticar e tratar oportunamente alterações de saúde mental. Agenda: 16h00-16h25 – Abertura e Contextualização Mark Barone, FórumDCNTs (Vídeo) Elizabeth Bilevicius, Viatris (Vídeo) Marta Axthelm, ABRATA (Vídeo) 16h30-16h35 – Panorama Global e Local da Depressão e do Suicídio, por que avançamos tão lentamente? (Catarina Dahl, OPAS/OMS) (Vídeo) 16h40-16h45 – Como o Brasil tem se saído no enfrentamento da depressão e na prevenção do suicídio? O que precisamos priorizar agora? (Maria Dilma Teodoro, APBr) (Vídeo) 16h50-16h55 – Como o Sistema Suplementar tem agido e se preparado para o aumento da prevalência de depressão, ansiedade e risco de suicídio? (Priscila Costacurta, SulAmérica) (Vídeo) 17h00-17h05 – Como o Ministério da Saúde tem atuado e firmado parceria com outros setores para melhorar os cuidados com depressão e reduzir os suicídios no Brasil? (Rafael Bernardon, Ministério da Saúde) (Vídeo) 17h10-17h45 – Debate – Com quais ações concretas, de curto-prazo e multissetoriais já devemos nos comprometer pensando em reduzir a prevalência de depressão e suicídios no país? (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Catarina Dahl, OPAS/OMS Elizabeth Bilevicius, Viatris Maria Dilma Teodoro, APBr Marta Axthelm, ABRATA Priscila Costacurta, SulAmérica Rafael Bernardon, Ministério da Saúde Painelistas e Moderador: Catarina Dahl, MSc, PhD (OPAS) Psicóloga, Mestre em Saúde Coletiva (UNICAMP) e Doutora em Saúde Mental (IPUB/UFRJ). Consultora Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas na Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS). Elizabeth Bilevicius, MD, PhD (Viatris) Graduação em medicina pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP (2000). Residência médica também na UNICAMP, com 1 ano em clínica médica (2002), 2 anos em neurologia geral (2005) e um ano adicional em neurofisiologia clínica – EEG (2006). Título de especialista em neurologia pela Associação Médica Brasileira, através de concurso organizado pela Academia Brasileira de Neurologia em 2006. Título de doutora em Fisiopatologia Médica obtido em fevereiro de 2011 com a tese "Análise de fatores relacionados à refratariedade medicamentosa em epilepsia de lobo temporal". Mais de 12 anos de experiência na área médica de empresas da área farmacêutica, incluindo quase 5 anos na Pfizer, onde ocupou por 3 anos o cargo de Country Medical Lead da Upjohn. Atualmente é Country Medical Lead da Viatris. Maria Dilma Alves Teodoro, MD (APBr) Médica psiquiatra, graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Residência Médica em Psiquiatria no Hospital Juliano Moreira da Secretaria de Estado de Saúde da Bahia/SESAB. Especialista em Psiquiatria pela Associação Médica Brasileira e Associação Brasileira de Psiquiatria. Coordenadora do Departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde entre abril de 2019 e dezembro de 2020. Atualmente atua com docente do curso de graduação em Medicina da Escola Superior de Ciências da Saúde/ESCS/Fepecs e membro do Conselho Fiscal da Associação Psiquiátrica de Brasília (APBr). Marta Axthelm (ABRATA) Graduada em odontologia e atual Presidente da Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA). Priscila Costacurta (SulAmérica) Graduada em enfermagem pela Faculdade Santa Marcelina, Pós graduada em Auditoria pelo Centro Universitário São Camilo e em Gestão de Instituição da Atenção Hospitalar e Atenção Básica pela Faculdade Santa Marcelina. Atuou como Coordenadora de Auditoria no Hospital Albert Einstein, Gerente de Ambulatório de Especialidades na APS Santa Marcelina e Coordenadora de Enfermagem no Hospital Santa Virginia. Atualmente atua como Coordenadora de Programas de Saúde e responsável pelas ações de Saúde Mental na SulAmérica. Rafael Bernardon, MD, MSc, PhD (Ministério da Saúde) Graduado em medicina pela Universidade de São Paulo e residência médica em Psiquiatria no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, mestre em psiquiatria clínica forense pelo Institute of Psychiatry do King's College, Doutor em ciências de Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e possui especialização em Gestão de Atenção à Saúde pelo IEP - Hospital Sírio Libanês e Fundação Dom Cabral. Atuou como Professor Instrutor, Coordenou o Serviço de Forense do Centro de Atenção Integrada em Saúde Mental da Santa Casa de São Paulo (PJUR) e como assessor técnico de Gabinete na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo de 2011 a 2017. Atualmente é Coordenador geral de saúde mental, álcool e outras drogas, no Ministério da Saúde. Mark Barone, PhD (FórumDCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, com pós-graduações em Educação em Diabetes e Comunicação e Marketing, e outras formações em Saúde Pública e Global. Desenvolve Programas e Pesquisas de Educação em Saúde, Advocacy e Saúde Coletiva. Foi Fellow do Programa Global Health Leaders do Public Health Institute, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Em 2017 liderou a fundação do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), do qual é Coordenador Geral. Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF) e Membro do Departamento de Educação da SBD e da ADJ Diabetes Brasil, tem ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Parcerias Institucionais: Parceria Corporativa: 10 de Setembro é o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. Mais informações no site da OMS.

  • ACT Promoção da Saúde abre inscrições para financiar projetos de monitorização do tabaco - Até 18/2

    A ACT Promoção da Saúde anuncia a abertura de inscrições para a submissão de propostas para financiamento de projetos que apoiem e fortaleçam temas prioritários em monitorização do tabaco. O InovACT tem como objetivo inspirar, mobilizar e conectar pessoas e incentivar o uso de novas formas de atuação e de interação, inclusive novas tecnologias, em ações voltadas para a transformação social. As inscrições vão até 18/02. Podem participar organizações do terceiro setor (sem fins lucrativos), institutos de pesquisa e instituições de ensino brasileiras e que atuem há pelo menos um ano no controle do tabaco. Cada projeto poderá ser contemplado com até R$ 50 mil, a depender da proposta inscrita. Esses recursos serão repassados por meio de um Termo de Cooperação entre o proponente e a ACT Promoção da Saúde. Os projetos aprovados devem ser executados ainda em 2024. Como justificativas e contexto para a presente oportunidade, a ACT Promoção da Saúde destaca o Brasil como um modelo exitoso mundial da implementação de medidas de controle do tabaco. Segundo país a implementar o MPOWER, estratégia da Organização Mundial da Saúde (OMS) para promover as principais medidas de controle do tabaco, o país se comprometeu a proibir publicidade, propaganda e patrocínio de produtos de tabaco; aumentar os impostos sobre os produtos de tabaco; advertir sobre os perigos do uso de tabaco; oferecer ajuda para as pessoas que querem parar de fumar; proteger a população contra a fumaça do tabaco e monitorar o uso de tabaco e os programas de prevenção. Conheça os temas prioritários As inscrições para financiamento de projetos voltados para produção de evidências, pesquisas, iniciativas de comunicação, monitoramento e avaliação nos seguintes temas prioritários: Política de preços e impostos de produtos de tabaco Publicidade, promoção e patrocínio de produtos de tabaco Controle do tabaco, condições crônicas não transmissíveis (CCNT) e Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) Fatores que influenciam na saúde, causando um forte impacto para toda a sociedade, conhecidos como "Determinantes comerciais da saúde" e a interferência da indústria do tabaco Dispositivos eletrônicos para fumar: cigarros eletrônicos, tabaco aquecido e produtos emergentes Impacto ambiental do tabaco Equidade racial e desigualdade social frente aos danos do tabagismo Inovação intersetorial em controle do tabaco Cronograma Primeira Etapa de Inscrição - 08/01/2024 a 18/02/2024 Avaliação - 19/02/2024 a 23/02/2024 Chamada de projetos classificados - 01/03/2024 Envio da documentação para celebração do Termo de Cooperação / Análise da documentação, solicitação e realização de ajustes / Assinatura dos Termos de Cooperação - 04/03/2024 a 08/03/2024 Acesse o edital aqui. Fonte: ACT Promoção da Saúde

  • Decreto federal incentiva práticas alimentares nas escolas que previnem condições crônicas (CCNTs)

    Assinado em dezembro de 2023 pelo presidente Lula, o documento fornece as bases para o desenvolvimento da cultura da alimentação saudável e a restrição ao comércio e publicidade de alimentos ultraprocessados no ambiente escolar A sociedade civil organizada nacional e internacional comemorou a assinatura, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Decreto nº 11.821, que prescreve ações para a promoção da alimentação adequada e saudável nas escolas das redes pública e privada de educação básica. O documento salienta o impacto prejudicial sobre a saúde de crianças e adolescentes dos alimentos ultraprocessados, cujo consumo eleva o risco de desenvolvimento de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) como obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. No texto, o governo federal manifesta seu posicionamento a favor da redução da disponibilidade desses produtos nas dependências escolares. Anunciado em dezembro, durante a 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, o decreto estabelece diretrizes para a inclusão da educação alimentar e nutricional de forma transversal nos currículos escolares. São enfatizadas atividades educativas que envolvam toda a comunidade escolar, como oficinas culinárias e organização de hortas. O documento também orienta a restrição da doação, comercialização e comunicação mercadológica de alimentos e bebidas ultraprocessados no ambiente escolar. Em contrapartida, as escolas são direcionadas a ofertarem opções saudáveis, como frutas, castanhas e iogurtes naturais, tendo em conta a valorização das culturas alimentares locais. Os princípios, objetivos e diretivas do decreto não são de caráter regulatório, mas equipam governos e órgãos legislativos municipais e estaduais para a formulação e promulgação de leis e políticas públicas. O documento prevê que a implementação das ações nele alicerçadas é de responsabilidade compartilhada entre União, estados e municípios; e fomenta a participação social por meio de conselhos de alimentação escolar, com vistas ao acompanhamento, formação e apoio às escolas. A Global Health Advocacy Incubator (GHAI) considera o decreto o “culminar de esforços incansáveis de uma infinidade de indivíduos e organizações” que trabalham colaborativamente há anos no estímulo ao debate e desenvolvimento de campanhas, materiais educativos e guias para diferentes públicos sobre o tema. A entidade destacou a atuação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) que, em conjunto com o Instituto Desiderata, FIAN Brasil e ACT Promoção da Saúde, lançou em 2023 a campanha Comer Bem na Escola. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil ressalta que o decreto fortalece o trabalho da agência em parceria com estados e municípios para a elaboração de leis que protejam os estudantes contra o consumo de produtos ultraprocessados. Em consonância com essas instituições, O Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) vê a promulgação do decreto federal como um avanço em direção ao aumento do consumo de alimentos saudáveis e ao controle da oferta daqueles prejudiciais às crianças, adolescentes e suas famílias. “Seguiremos firmes em nosso propósito de defender políticas alimentares que proporcionem aos estudantes brasileiros um presente e futuro livres de doenças crônicas”, assegura o Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumCCNTs. “Manteremos, em 2024, o compromisso de articular o diálogo entre governos, empresas e sociedade civil em busca de propostas intersetoriais de estímulo e apoio à implementação das estratégias propostas neste decreto”, atesta. Entre os grupos temáticos do FórumCCNTs, está o de Alimentação Saudável, cujas atividades incluem conferir maior visibilidade à associação entre alimentos ultraprocessados e CCNTs.

  • BNDES e Umane lançam Chamada Pública para submissão de projetos que buscam fortalecer a Atenção Primária à Saúde - Até 10/3

    O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), por meio da Iniciativa Juntos pela Saúde, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e a Associação Umane, tornam público o Edital que vai destinar até R$ 20 milhões para projetos de Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios do Norte e Nordeste do Brasil que apresentem menos de um médico a cada mil habitantes, o que deve beneficiar mais de 1.400 cidades das duas regiões. As inscrições vão até 10/3. A Chamada Pública visa projetos que apresentem soluções baseadas nos fundamentos das Redes de Atenção à Saúde, com capacidade de impactar processos de atenção primária. As iniciativas devem combinar o uso de dados, novas tecnologias, saúde digital e inovação. Devem, ainda, ter conclusão prevista até junho de 2026 e podem solicitar apoio financeiro igual ou maior ao valor mínimo individual de R$ 2 milhões. Entre os itens financiáveis estão investimentos fixos, como obras civis, instalações, aquisição de máquinas; equipamentos nacionais (credenciados na linha BNDES Finame); e capacitação e treinamento. Os projetos com orçamento mínimo de R$ 2 milhões têm como foco: Fortalecimento da APS e interoperabilidade dos sistemas; Aumento da cobertura da APS e do acesso à saúde; Monitoramento de Condições Crônicas e Saúde Materno Infantil. Os proponentes precisam ser órgãos ou instituições prestadoras de serviços de saúde do SUS, pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, sediadas no país, com finalidade institucional compatível com os objetivos da iniciativa. O apoio do BNDES ao Juntos pela Saúde é feito a partir de um investimento de matchfunding: a cada real doado por outras instituições, o Banco aporta outro real. Neste edital, o BNDES aportará R$ 10 milhões, duplicando o valor doado pela Umane. O IDIS ficará responsável pela gestão dos recursos, pela captação e pela seleção de projetos. Como participar? Os interessados em apresentar propostas devem ler as regras e disposições gerais do Edital e submeter seus projetos por meio de formulário disponibilizado na plataforma "Juntos Pela Saúde 2024", até o dia 10 de março de 2024, prazo final da chamada. O resultado será divulgado neste site, em junho de 2024. Os números da APS no Norte e Nordeste Principal porta de entrada do SUS, a APS promove atendimento preventivo de condições e solução de casos médicos de baixa gravidade, assim como faz o direcionamento de pacientes com diagnóstico de maior complexidade para níveis superiores de atendimento. Segundo o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab) do Ministério da Saúde, somente em 2023 foram realizados 69,7 milhões de atendimentos individuais e 101,6 milhões de procedimentos de APS na região Nordeste. Na região Norte, no mesmo período, foram 17,8 milhões de atendimentos e 32,6 milhões de procedimentos. Inscreva seu projeto aqui. Acesse o edital aqui. Fonte: Agência BNDES

  • FórumDCNTs defende investimento em Atenção Primária na Assembleia Geral da ONU

    Durante a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), realizada em setembro em Nova Iorque, o FórumDCNTs apresentou a lideranças globais dos diferentes setores os desafios e propostas do Brasil para o enfrentamento das condições e doenças crônicas não transmissíveis (CCNTs/DCNTs). O coordenador da entidade, Dr. Mark Barone, esteve entre os únicos quatro representantes de organizações da sociedade civil convidados a compartilhar experiências na primeira sessão da Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde. O propósito do encontro internacional foi fazer uma revisão abrangente da situação dos países que se comprometeram com a meta de atingir, até 2030, a cobertura universal de saúde (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3.8). Os debates visaram a identificação de lacunas e recomendações baseadas em evidências com a finalidade de aprovar uma declaração política orientada à ação para o cumprimento dessa agenda. Barone participou do painel que discutiu a importância do desenvolvimento dos cuidados primários para que todos possam usufruir, sem distinção, de uma vida saudável e com bem-estar. Ele se pronunciou sobre a necessidade de equipar e capacitar os profissionais da atenção primária no que tange ao diagnóstico e manejo das CCNTs, com destaque às mais prevalentes, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e câncer. "No Brasil, a atenção primária melhorou tremendamente a saúde materno-infantil, bem como a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças transmissíveis. No entanto, mais de 75% dos brasileiros morrem atualmente em decorrência das doenças crônicas não transmissíveis, muitas vezes de forma prematura", destacou o coordenador do FórumDCNTs. Barone informou que pessoas com diabetes tipo 1 apresentam redução média de 25 anos de expectativa de vida no Brasil por falta de acesso a tecnologias e cuidados de qualidade. "Este cenário inaceitável é ainda pior em outros países de baixa e média renda, conforme revelam dados do T1D Index", completou. Barone afirmou que o Brasil começa a direcionar esforços de atenção primária para as CCNTs, com bons resultados em iniciativas locais. Nesse sentido, ele sublinhou a inclusão do teste Point-of-Care na rotina das equipes em Vitória da Conquista (BA), que levou a 1% de redução da hemoglobina glicada em pessoas com diabetes. O coordenador do FórumDCNTs também mencionou um projeto realizado em São Paulo (SP) que proveu à população acesso precoce a cuidados com a pressão arterial por meio da instrumentação e organização da atenção primária. Durante 15 meses de implementação, a intervenção acarretou o aumento de 300% no diagnóstico e controle da hipertensão, além de diminuição de 13% na ocorrência de acidentes vasculares cerebrais e de 12% de infartos. Mais de um milhão e 300 mil pessoas morreram no Brasil em 2019 por complicações da hipertensão, de acordo com relatório global da Organização Mundial de Saúde (OMS) lançado em Evento Satélite com a presença de Barone, e da Dra. Sheila Martins, parceira do FórumDCNTs e Presidente da World Stroke Organization (WSO) e Rede Brasil AVC, que teve papel fundamental na iniciativa global HEARTS no Brasil, durante a Assembleia Geral da ONU. Em todo o mundo, são mais de 10 milhões de mortes anuais. Um bilhão e 300 mil pessoas vivem com a condição (um em cada três adultos no mundo), quase metade delas sem diagnóstico. "Espero que estratégias brasileiras efetivas, como as que relatei, sejam escaladas para todo o país, com o incentivo contínuo ao engajamento de pessoas com condições crônicas não transmissíveis nos processos decisórios", disse Barone. O coordenador do FórumDCNTs também conclamou os líderes de todo o mundo a investirem na atenção primária para que obtenham resolutividade diante dos desafios das doenças crônicas não transmissíveis e possam garantir a cobertura universal de saúde aos seus cidadãos. Leia, na íntegra, a fala do Dr. Mark Barone durante a Assembleia Geral da ONU. Clique aqui. Destaques das discussões sobre saúde na ONU Debates na Assembleia Geral e em eventos satélites revelaram a preocupação das lideranças em saúde em priorizar com urgência os diagnósticos, lição aprendida com a pandemia de Covid-19. As tecnologias Point-of-Care (testes diagnósticos realizados fora do ambiente laboratorial e próximos ao local de cuidado da população, como Unidades Básicas de Saúde) foram mencionadas pela secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Dra. Ethel Maciel, como importante estratégia para prover o acesso de populações remotas ao diagnóstico e monitoramento de doenças. Maciel enfatizou que os diagnósticos são fundamentais para reduzir as inequidades no Brasil, uma das prioridades do governo federal. Foi lançada a Global Patient Alliance for Kidney Health, com o objetivo de dar voz às pessoas com doença renal crônica e defender políticas que aumentem o acesso ao rastreio e tratamento precoce. A condição afeta cerca de 840 milhões de pessoas no mundo, sendo que 90% delas não foram diagnosticadas. Sem os cuidados adequados, essas pessoas podem desenvolver insuficiência renal, o que exige diálise ou transplantes. O Ministério da Saúde do Egito apresentou sua bem-sucedida campanha de detecção em massa e tratamento de casos de hepatite C. Desde o lançamento da campanha, foram testadas 60 milhões de pessoas. O país, que possuía uma das taxas mais elevadas de hepatite viral do mundo, ultrapassou o índice de 98% de cura. Os resultados levaram o Egito a investir no fortalecimento do diagnóstico de doenças crônicas como câncer, diabetes e hipertensão. Veja todas as falas dessa sessão na íntegra. Clique aqui. Confira todos os vídeos da Assembleia Geral da ONU, disponíveis no canal do FórumDCNTS no YouTube. Clique aqui. Na imprensa Agência O Globo Blog do Anderson Blog do Leo Santos Estadão Jornal Conquista R7 SBD SBH Terra TV Thathi Ribeirão Preto

  • Câncer de intestino e de mama em mulheres com alto risco ganham atenção de gestores e especialistas

    Evento promovido pelo FórumDCNTs abordou o câncer de mama, seus desafios na jornada da pessoa e como potencializar diretrizes para detecção precoce a partir de esforços intersetoriais O câncer de mama é o de maior incidência entre as mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são 73.610 casos no último estudo anual divulgado, seguida pela incidência de câncer de cólon e reto (23.660 casos) e câncer de colo do útero (17.010 casos). Soma-se a esse impactante fato a quantidade de mortes por câncer de mama que seguem em crescimento. Em 1993, o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortes por câncer de mama, enquanto no ano de 2019 esse número já atingia cerca de 20 mil vidas perdidas pela condição, algo que poderia ser diagnosticado precocemente, com o tratamento adequado e ajustado para cada pessoa. O Dr. Mark Barone, Coordenador Geral do FórumDCNTs salientou que "é um tema que deve ser abordado com muita atenção. As mortes por câncer de mama seguem aumentando no país e precisamos buscar formas para melhorar o diagnóstico e tratamento" (Confira todos os vídeos do evento aqui). As estatísticas levantadas pelo Dr. Mark Barone também foram complementadas pela Dra. Mônica de Assis, Tecnologista do INCA/Ministério da Saúde, que destacou os 60 mil novos casos de câncer de mama que surgiram no Brasil no último ano e que 17% deles poderiam ser evitados por meio de hábitos saudáveis de vida. "As mortes por câncer de mama seguem aumentando no país e precisamos buscar formas para melhorar o diagnóstico e tratamento" Muitas questões de extrema importância foram debatidas no mais recente painel do Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis (FórumDCNTs), desta vez com a temática "Câncer de Mama: Diagnóstico e Prevenção em Pessoas com Alto Risco", realizado no dia 18 de agosto. O diagnóstico tardio também é classificado como um grande risco e representa 4 em cada 10 mulheres com sintomas da condição. Ainda não existe uma diretriz para mulheres com alto risco de câncer de mama, mas é recomendado que a detecção precoce se baseie no rastreamento em mulheres assintomáticas e diagnóstico precoce em mulheres com sinais e sintomas suspeitos de câncer, ainda mais para os casos em pessoas com alto risco. Após essa primeira etapa, o rastreamento precisa ser equilibrado para compreender os resultados benéficos como tratamentos menos agressivos e evitar riscos como falso-positivo, seja por ansiedade ou excesso de exames. De acordo com o INCA, as mulheres com risco elevado para câncer de mama são definidas em: Mulheres com forte predisposição hereditária decorrente de mutações genéticas. Mais associadas: genes BRCA 1 e 2 (síndrome de câncer de mama e ovário hereditários), TP53 (síndrome de Li-Fraumeni) e PTEN (síndrome de Cowden). Histórico de radioterapia antes dos 36 anos de idade (tto linfoma de Hodgkin). A representante do INCA também ressaltou que mulheres com idade entre 50 e 69 anos precisam ter um monitoramento ainda mais minucioso, de preferência a cada dois anos, o que não exclui a realização do exame de mamografia em qualquer idade. Portanto, é importante que cada pessoa tenha uma percepção do câncer e de suas vertentes, olhe, palpe e sinta suas as mamas, conheça as alterações suspeitas, principalmente em caso de forte predisposição hereditária com a síndrome de câncer de mama e ovário e histórico de radioterapia antes dos 36 anos de idade, de acordo com estudo do INCA. Mas para que isso aconteça e "independentemente do choque orçamentário da condição, o impacto financeiro para o sistema de saúde jamais será comparado com o impacto nas famílias brasileiras", afirmou a Sra. Priscila Torres, Coordenadora de Advocacy e Responsabilidade Social na Biored Brasil. A jornalista defendeu que o acesso aos recursos de saúde precisam acontecer no tempo certo para gerenciar as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e a participação social é extremamente importante para isso. A Sra. Luciana Holtz, Fundadora e Presidente do Instituto Oncoguia, abordou a Plataforma Radar do Câncer, no qual o Instituto Oncoguia compila dados de plataformas públicas, traduz, organiza e deixa palpável e acessível para apresentar ao público. Entre os dados destacados, 55% das pessoas começam o tratamento nos estágios 3 e 4, ou seja, nos dois últimos níveis para o câncer de mama, além de impactantes dados como 3 em cada 10 pessoas com câncer de mama terem menos de 50 anos. Destaca ainda que em praticamente 44%, quase a metade dos casos, a lei dos 60 dias não é cumprida. Porém, a jornada da pessoa fica ainda mais desafiadora quando 11 em cada 20 pessoas precisam sair de sua cidade para manter seu tratamento, realidade das regiões de maior vulnerabilidade social no Brasil. Mesmo para aqueles que utilizam plano de saúde, 1 a cada 4 pessoas no Brasil, conforme dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enfrentam grandes barreiras para o acesso ao tratamento de câncer de mama e outras CCNTs. A Sra. Katia Audi, Coordenadora de Indução de Qualidade Setorial na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ressaltou que é muito importante fazer o alerta para esses cuidados com o câncer pelo fato do estilo de vida, ações comportamentais, obesidade, sedentarismo, alimentação não saudável influenciarem no aumento dos casos da condição. O Instituto de Governança e Controle do Câncer (IGCC) tem foco no engajamento dos atores locais, coleta e entrada de dados e análise de dados e interpretação dos resultados, com o município no centro da discussão para entender e compreender os gargalos de todo esse ecossistema da oncologia. Para a Sra. Daniely Votto, Diretora Executiva do IGCC, a capacitação dos profissionais de saúde é fundamental em todos os âmbitos da saúde e ainda considera que "é importante pensar global e agir local", frase salientada como fundamental para o Sr. Alessandro Chagas, Membro consultivo do FórumDCNTs e Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). “É importante pensar global e agir local” O especialista lamentou que a fragmentação dos cuidados do câncer de mama impeçam o bom andamento da prevenção e tratamento, e defendeu que a estruturação do processo de regionalização para melhorar o atendimento precisa acontecer pelo trabalho intersetorial, com investimento em rastreamento e no acesso à mamografia, além de aumentar consideravelmente a cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF). De acordo com o IPEA, o Brasil tem apenas 12% de servidores públicos em relação à população, menos do que a média dos países vizinho de 22,5% e dos EUA de 29,5%. “Temos que investir em aumento de cobertura, na Estratégia Saúde da Família. Todo o escopo que podemos colocar nas políticas públicas, no SUS, é por meio da ESF", reforça o Sr. Alessandro. Já o Dr. Gustavo Ribas, Chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (ASCCAN) da Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal, mencionou que apenas 20% das mulheres são rastreadas no Brasil, quando o mínimo precisa ser de 70%. Apenas no Distrito Federal, o especialista destacou que, na capital brasileira, há atualmente 12 mamógrafos digitais funcionantes, capacidade para executar de 8 a 9 mil mamografias ao mês. Complementou citando a Lei 6733 que institui a realização de exames genéticos em mulheres com risco de câncer de mama. Com quais planos precisamos nos comprometer intersetorialmente, durante os próximos quatro anos, para melhorar os resultados de prevenção e tratamento do câncer de mama? O debate do evento online e interativo “Câncer de Mama: Diagnóstico e Prevenção em Pessoas com Alto Risco” reuniu os especialistas participantes para trocarem experiências sobre os planos para que cada um possa se comprometer intersetorialmente, durante os próximos quatro anos, a fim de melhorar os resultados de prevenção e tratamento do câncer de mama. A Dra. Mônica de Assis abriu o debate com ênfase na atenção ao câncer colorretal, que tem atraído a atenção devido ao aumento de sua incidência, levando o INCA a trabalhar atualmente na construção de uma diretriz. Para a representante do INCA, a colonoscopia precisa ser atendida no SUS de maneira abrangente e, mais do que isso, qualificar cada vez mais a pessoa para conhecer a condição e reconhecê-la em seu corpo. "Importância de uma voz articulada na sociedade para ajudar a tornar realidade", concluiu. Um material por ela indicado foi o Curso EAD sobre detecção precoce do câncer para a atenção básica. A qualificação do profissional de saúde e de toda a população é uma bandeira defendida ao longo dos painéis, e a Sra. Katia Audi ressaltou que a qualificação e educação contínua é fundamental. Nesse mesmo pensamento, a Sra. Luciana Holtz destacou que o medo, preconceito, falta de acesso à informação também geram incertezas na atenção ao câncer de mama. Ainda apresentou o Programa de Navegação Oncoguia, no qual os navegadores são leigos, ou seja, não são da área de saúde, mas possuem conhecimento mínimo sobre o câncer e, por isso, “não podemos abrir mão de ter a tecnologia ao nosso lado”. O trabalho intersetorial foi mais uma vez salientado e exaltado pelo Sr. Alessandro Chagas, que priorizou em sua fala final uma união mais eficaz no Brasil para a evolução nos cuidados do câncer. O Dr. Gustavo Ribas também destacou a importância da colonoscopia na atenção da saúde, e detalhou o ETP, o Estudo Técnico Preliminar elaborado pelo departamento de genética de Saúde do DF, para instituir softwares nos cuidados, equipes qualificadas, a fim de cumprir as metas na construção da linha de cuidado, com foco na mamografia. A pré-triagem também teve destaque e importância ímpar na fala da Sra. Daniely Votto, que considerou a estratégia como útil para desafogar em grande escala as filas de pessoas com diversos tipos de câncer. Um sistema eficiente e eficaz passa por teleconsulta para realizar triagem e pré-atendimento. Por fim, a Sra. Priscila Torres afirmou que é necessário haver diretrizes de tratamento para definir a competência, o orçamento e o que priorizar na atenção à pessoa com câncer. A Estratégia Saúde da Família (ESF) poderia ter um olhar mais voltado para as CCNTs, com atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade social, com mais dificuldades de acessar os cuidados da saúde. "Precisamos de pessoas que sejam ativistas de sua condição de saúde", conclui a especialista. Publicações da Revista The Economist sobre o câncer de mama no Brasil e no mundo Abaixo listamos alguns relatórios publicados pela Revista The Economist, um dos principais veículos de comunicação no mundo, que abordam o câncer de mama e complementam a ampla e necessária discussão sobre o tema. Os materiais foram enviados pelo Sr. Alcir Santos Neto, assistente de pesquisa no Urban Health Collaborative no Departamento de Saúde Internacional da Georgetown University, Washington DC. e incluem as melhores práticas encontradas no mundo, com uma uma perspectiva para o Brasil no primeiro relatório e que contou com a colaboração do especialista: 1) Enfrentando o desafio do câncer de mama metastático: respostas políticas atuais e futuras (Rising to the metastatic breast cancer challenge: current and future policy responses). Acesse aqui. 2) Aprimorando as abordagens centradas na pessoa para otimizar o tratamento precoce do câncer de mama: uma revisão da prática atual e oportunidades de melhoria em Cingapura (Singapore: Enhancing patient-centred approaches to optimise early-breast cancer care: A review of current practice and opportunities for improvement). Acesse aqui. 3) Aprimorando as abordagens centradas na pessoa para otimizar o tratamento precoce do câncer de mama: uma revisão da prática atual e oportunidades de melhoria na Coreia do Sul (South Korea: Enhancing patient-centred approaches to optimise early-breast cancer care: A review of current practice and opportunities for improvement). Acesse aqui. 4) Aprimorando as abordagens centradas na pessoa para otimizar o tratamento precoce do câncer de mama: uma revisão da prática atual e oportunidades de melhoria na Tailândia (Thailand: Enhancing patient-centred approaches to optimise early-breast cancer care: A review of current practice and opportunities for improvement). Acesse aqui. 5) Aprimorando as abordagens centradas na pessoa para otimizar o tratamento precoce do câncer de mama: uma revisão da prática atual e oportunidades de melhoria no Japão (Japan: Enhancing patient-centred approaches to optimise early-breast cancer care: A review of current practice and opportunities for improvement). Acesse aqui. 6) Aprimorando as abordagens centradas na pessoa para otimizar o tratamento precoce do câncer de mama: uma revisão da prática atual e oportunidades de melhoria na Nova Zelândia (New Zealand: Enhancing patient-centred approaches to optimise early-breast cancer care: A review of current practice and opportunities for improvement). Acesse aqui. Na imprensa ADJ Comunique-se Estadão Movimento TJCC Oncoguia Terra TV Thathi Ribeirão Preto Valor Econômico Parceiros institucionais Parceiro Corporativo

  • Propostas do FórumDCNTs e parceiros são aprovadas durante 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental

    Recomendações para integração da saúde mental aos cuidados de pessoas com CCNTs farão parte das diretrizes do Ministério da Saúde para definição e aperfeiçoamento de políticas públicas Propostas do Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs) irão subsidiar a construção e aprimoramento de políticas públicas em saúde mental sob a ótica das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Durante a 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental (CNSM), ocorrida entre 11 e 14 de dezembro, foram aprovadas todas as estratégias elencadas pelo FórumDCNTs para a priorização da saúde mental no país e sua integração aos cuidados de pessoas com diabetes, hipertensão, obesidade, problemas respiratórios, quadros oncológicos e outras condições crônicas. As 12 recomendações do FórumDCNTs foram concebidas por profissionais e gestores de saúde, pesquisadores e usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS) no decorrer da I Conferência Livre Nacional de Saúde Mental e Condições Crônicas não Transmissíveis. Realizado em setembro de 2023, em conjunto com a Associação Brasileira de Enfermagem - seção Minas Gerais (ABEn-MG) e a Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o encontro refletiu acerca das relações entre a saúde mental e CCNTs na perspectiva da integralidade e da intersetorialidade. As proposições preconizadas pelo FórumDCNTs e parceiros defendem o rastreamento de transtornos mentais em pessoas com CCNTs; fortalecimento Política Nacional de Saúde Mental, de Atenção Integral aos Usuários de Álcool e Outras Drogas e de Direitos Humanos; inclusão da saúde mental nas linhas de cuidado de CCNTs; e tributação sobre produtos derivados de tabaco e bebidas alcoólicas. “As ações deliberadas validam o cuidado integral, em liberdade e alinhado aos princípios da reforma psiquiátrica”, destaca Elton Sady, delegado eleito para para representar os participantes e as decisões da conferência livre do FórumDCNTs na 5ª CNSM. As sugestões do FórumDCNTs estiveram entre as mais de 900 propostas, elaboradas em conferências municipais, estaduais e livres de todo o país, que foram encaminhadas para apreciação no decurso da 5ª CNSM. Destas, cerca de 600 foram aprovadas e farão parte das diretrizes que visam aperfeiçoar a Política Nacional de Saúde Mental e consolidar programas da RAPS. Segundo o Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs, o período pós-pandêmico impõe desafios emergentes para a atenção psicossocial no Brasil. “Há evidências de que a saúde mental se deteriorou durante a pandemia de Covid-19, ao mesmo tempo em que as CCNTs foram exacerbadas. Transtornos mentais e uso nocivo de substâncias psicoativas se relacionam com o surgimento e agravamento de CCNTs. Este complexo cenário demanda a implementação e o financiamento de ações intersetoriais e políticas públicas integradas", assevera.

  • Diagnóstico tardio transforma a DRC em bomba relógio e uma das principais causas de morte no mundo

    FórumDCNTs convidou especialistas para debater os desafios do contexto brasileiro para a prevenção e identificação precoce da doença A doença renal crônica (DRC) atinge 10% da população mundial. São 850 milhões de pessoas que vivem com lesões renais e perda progressiva e irreversível da capacidade dos rins de filtrar os resíduos metabólicos do sangue. Com prevalência crescente nas últimas décadas, a DRC registrou aumento de 42% em sua taxa de mortalidade em 17 anos e tornou-se um dos motivos predominantes de óbitos em todo o mundo. O Institute for Health Metrics and Evaluation chama a doença de “assassino global escondido em plena vista”, o qual saltou, na lista das maiores causas de mortes mundiais, da 17ª posição, em 1990, para o 12º lugar, em 2017. O aumento da prevalência da DRC está associado ao envelhecimento populacional e a condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), das quais se destacam o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Também são fatores de risco a obesidade, hipercolesterolemia e tabagismo. A DRC evolui de maneira assintomática até que a insuficiência renal se torne severa e, no estágio posterior, crônica, quando as únicas opções terapêuticas são hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal. “Apesar de salvarem vidas, as terapias de substituição de função pioram a qualidade de vida das pessoas com a doença e de seus familiares. Além disso, impactam a sustentabilidade dos sistemas de saúde em decorrência de seus altos custos”, explica o Dr. Roberto Pecoits-Filho, conselheiro e membro do comitê executivo da Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN). Segundo a Dra. Patrícia Abreu, preceptora na Residência Médica em Nefrologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e tesoureira da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), são maiores as chances de a pessoa com DRC avançada morrer em decorrência de um evento cardiovascular do que ser tratada com diálise ou receber um novo rim. “Por isso, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.  Quanto mais cedo a doença for detectada, menor é o risco de morte, pois a velocidade de sua progressão é reduzida com tratamento farmacológico e mudanças de hábitos de vida”, alerta a nefrologista. Abreu e Pecoits-Filho estão entre os especialistas que participaram do evento “Doença Renal Crônica: como desativar essa bomba-relógio?”, promovido pelo Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs), no dia 8 de dezembro. Durante o encontro, foram discutidos protocolos, diretrizes e desafios no contexto brasileiro para prevenir, rastrear, diagnosticar e tratar oportunamente essa frequente e perigosa doença, de forma a diminuir a necessidade de diálises e transplantes e evitar mortes prematuras. O cenário brasileiro A obtenção de um panorama acurado da prevalência da DRC no Brasil depende de maior investimento em estudos com aferição de dados laboratoriais, uma vez que há um subdiagnóstico significativo da doença no país. Isso é perceptível quando sua prevalência é calculada apenas com base no diagnóstico autorreferido encontrado nos inquéritos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 - nesse caso, ela é de 1,4% da população brasileira. Quando são considerados os dados laboratoriais da PNS, o resultado é quatro vezes maior, de 6,7%. Nessa pesquisa, estão disponíveis somente  informações de dosagem de creatinina no sangue.  “A análise de dados constantes em outro estudo, que inclui também a albuminúria, ou seja, a perda de albumina pela urina, eleva a prevalência da DRC para 8,9% da população do país”, informou a Dra. Alexandra Dias, docente da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (EEUFMG). A enfermeira destacou o relevante crescimento da obesidade no Brasil, com  prevalência de 24,3% em 2023”, e o papel dessa CCNT na doença renal crônica. “Pessoas em obesidade possuem risco duas vezes maior de desenvolver doença renal crônica em relação às não obesas”, comparou. Os especialistas presentes no evento do FórumDCNTs sublinharam que os exames para o diagnóstico da DRC -  dosagem de creatinina no sangue e de perda de albumina na urina - são simples, baratos e estão previstos tanto nas diretrizes para tratamento da hipertensão e diabetes quanto na linha de cuidado da pessoa com doença renal crônica. “Sabemos que, muitas vezes, os protocolos de solicitação rotineira desses exames não são cumpridos. Para mudar esse quadro e garantir que o Brasil atinja o objetivo de desenvolvimento sustentável 3.4 no que diz respeito à doença renal crônica, é necessário investir na boa governança do Sistema Único de Saúde, com reorganização dos processos de trabalho para que os modelos estabelecidos saiam do papel”, avaliou a Dra. Alexandra Dias. “Um problema que vejo em todo o mundo, e também no Brasil, é que o médico generalista, no pouco tempo que tem para realizar a consulta, precisa escolher o que vai abordar dentro de uma gama muito ampla de possibilidades. É essencial a organização dessa lista com a priorização de programas que exercem grande impacto na saúde pública, como aqueles relacionados à DRC”, propôs Pecoits-Filho. Alexandra Dias frisou a relevância da educação permanente multiprofissional na atenção primária para o diagnóstico precoce da DRC. “Devemos valorizar o agente comunitário de saúde que, se estiver informado, pode conscientizar as pessoas com diabetes e hipertensão sobre a importância dos exames de sangue e urina, para que cobrem sua realização durante o atendimento nas unidades de saúde”, recomendou. Para a Dra. Frida Plavnik, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), os médicos devem ser orientados desde o curso de graduação sobre a importância da solicitação dos exames diagnósticos de DRC. “Assim, ficará sedimentado em seus conhecimentos de que a função do médico é prevenir complicações, e não tratar o indivíduo com diálise porque não há mais o que fazer”. O papel da equipe multiprofissional de saúde no diagnóstico da DRC e promoção de autocuidados Os especialistas acreditam que a ampliação da detecção precoce da DRC passa, essencialmente, pelo envolvimento da população. “Sem o engajamento das pessoas, especialmente aquelas que fazem parte dos grupos de risco, é impossível levar, em curto prazo, o diagnóstico para todos que têm o problema. É preciso informar a sociedade para que ela faça parte do ecossistema responsável pela identificação da doença”, argumentou Pecoits-Filho. “Temos que implantar ações que fixem nas pessoas o conhecimento de que, para a saúde do rim, é primordial fazer dosagem de creatinina, da mesma forma que elas já têm consolidado o entendimento de que, para prevenção do diabetes, é verificada a glicemia, e para prevenir a dislipidemia, são investigados os níveis de colesterol”, explanou Dias. Nesse sentido, Plavnik defendeu a atuação, na atenção primária, da equipe multidisciplinar, tanto na pré quanto na pós-consulta, para informar, ouvir e incentivar o usuário a aderir ao tratamento. Patrícia de Luca, diretora executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) e membro da Comissão Organizadora do FórumDCNTs, afirmou que, muitas vezes, a pessoa com doença crônica diz ao médico que está tomando o medicamento, embora não seja verdade, para evitar uma bronca. “É na conversa com a equipe de saúde da família que ela realmente se abre e expõe dúvidas e dificuldades. O nutricionista, psicólogo, enfermeiro, educador físico, agente comunitário de saúde são profissionais que vão acolher e fazer o usuário se sentir cuidado, o que o leva a se cuidar também”, constatou. “A equipe multiprofissional é crucial para o autocuidado apoiado”, concordou Dias, ressaltando que o suporte às mudanças de estilo de vida não deve seguir a mesma receita, mas sim considerar os diferentes contextos e suas necessidades, bem como a estratificação de risco. “A estratégia de saúde da família é indispensável para alertar e transmitir conhecimentos àqueles que integram o grupo de risco de pessoas acima de 40 anos com pressão alta, diabetes e obesidade. Muitas delas não entendem a gravidade da doença, sequer sabem o que é hemodiálise”, observou Maria de Lourdes da Silva Alves, da Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais e Transplantados do Brasil (FENAPAR). Iniciativas relevantes para diagnóstico e controle de fatores de risco na atenção primária Os integrantes do evento abordaram a necessidade de se identificar no país ações efetivas de prevenção, diagnóstico e tratamento para que possam ser replicadas. Uma delas foi apresentada pela Dra. Frida Plavnik - o programa “Cuidando de Todos”, instituído em 2018 pela Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo em seis Unidades Básicas de Saúde,  com o apoio da Novartis Foundation. A iniciativa expandiu-se e, em 2022, estava presente em 232 UBSs e havia impactado mais de 3,5 milhões de pessoas. “Criamos um protocolo baseado na Diretriz Brasileira de Hipertensão com o objetivo de otimizar a avaliação de pessoas com essa condição, padronizando a medição da pressão arterial.  Até o momento, fizemos cerca de 50 capacitações para 2721 profissionais de saúde e gestores. Registramos aumento de 17% na proporção de pessoas com hipertensão controlada, e de 20% para 23% de diagnosticadas/tratadas. O número de usuários rastreados subiu de 45% para 81%”, relatou Plavnik. A nefrologista também explicou a importância para a atenção primária dos pacotes técnicos HEARTS e HEARTS-D da Organização Mundial de Saúde (OMS), voltados para a redução da morbimortalidade por doenças cardiovasculares. “Trata-se de simplificações das estratégias terapêuticas para hipertensão e diabetes, uma espécie de ‘siga a seta’ que orienta como abordar, tratar e quando encaminhar para a atenção especializada as pessoas com essas condições. São pacotes que fortalecem a abordagem multidisciplinar”, esclareceu. Plavnik salientou que esses guias oferecem calculadoras de risco cardiovascular e de doença renal crônica. A partir dos tópicos debatidos, os especialistas delinearam os principais desafios para o enfrentamento da doença renal crônica: fortalecimento da atenção primária; redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde; melhoria na gestão e educação permanente para implementação de protocolos e organização da linha de cuidado; financiamento público; e valorização das equipes multiprofissionais. Na Imprensa: Estadão O Globo R7 Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiro Coorporativo

  • Brasil perde R$ 1 bilhão em produtividade com câncer de pulmão, aponta pesquisa do Insper

    O alto custo da doença se deve ao diagnóstico tardio, que eleva as taxas de mortalidade. Em evento do FórumDCNTs, especialistas indicaram necessidade de campanhas de prevenção e políticas de rastreamento e diagnóstico precoce O câncer de pulmão no Brasil gerou custos econômicos de mais de R$1 bilhão em 2019. O cálculo faz parte de pesquisa do Insper divulgada durante o evento Câncer de Pulmão: ações para prevenir e tratar precocemente, evitando óbitos, promovido no dia 24 de novembro pelo Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs). O valor refere-se aos custos indiretos, ou seja, relacionados à redução da produtividade em decorrência da morte de pessoas com idade inferior à de sua aposentadoria (grupo que corresponde a 1/3 das quase 30 mil mortes anuais por câncer de pulmão), ao absenteísmo no trabalho e à aposentadoria precoce. Apesar de ser o quarto tipo mais incidente no Brasil (atrás dos cânceres de próstata, mama e cólon e reto), o câncer de pulmão é o que mais mata. Em 2019, a doença causou 29,3 mil mortes no país, enquanto os tumores de próstata e mama não chegaram a 20 mil cada. Por conta disso, de acordo com o Insper, os custos indiretos do câncer de pulmão se aproximam da perda de R$1 bilhão e 380 milhões provocada pelo câncer de mama, o qual apresenta quase o dobro de casos por ano em relação ao primeiro. A alta morbimortalidade do câncer de pulmão está relacionada ao diagnóstico tardio, realizado, na maioria das vezes, nos estágios III e IV do desenvolvimento do tumor, nos quais as chances de cura são mínimas ou nulas. “Isso reflete também nos custos diretamente associados a ele, menores com cirurgias, quimio e radioterapia, na comparação com os cânceres de próstata e mama, e maiores com diárias de internação em Unidades de Terapia Intensiva”, explica a Dra. Carolina Melo, professora de Políticas Públicas e Economia no Insper. O FórumDCNTs reuniu especialistas para conhecimento e discussão das conclusões desse estudo. O encontro também estimulou o debate sobre as condições necessárias e as diretrizes a serem adotadas para a redução de óbitos por câncer de pulmão, e identificou experiências locais bem-sucedidas com viabilidade para implantação em nível nacional. “Esperamos que as instituições representadas pelos especialistas convidados continuem o diálogo e juntem esforços em busca da priorização do câncer de pulmão nas políticas públicas”, enfatiza o Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs. “Preocupa-nos que a população esteja bem informada sobre quando suspeitar de uma alteração pulmonar e a atenção primária apta a agir em tempo oportuno para rastreio e diagnóstico precoce, o que melhorará drasticamente o cenário atual”, declara. A pesquisa do Insper também mapeou e classificou as principais barreiras para a implementação de uma política nacional de rastreamento de câncer de pulmão, assim como sistematizou propostas de soluções. “Dentre as sugestões, encontram-se melhorias em centros de excelência; aproveitamento da alta capilaridade da atenção primária do SUS, com o engajamento de seus profissionais na triagem, convencimento da população de risco e navegação do usuário no sistema; e criação de protocolos que considerem prevenção, rastreamento, diagnóstico, tratamento e reabilitação”, expôs a Dra Carolina Melo durante sua apresentação no evento do FórumDCNTs. Para o Sr. Rodrigo Lacerda, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), são pertinentes os desafios e propostas levantados pelo estudo. “Devemos trabalhar de forma intersetorial para organizar o cuidado com foco no fortalecimento da atenção básica e criar uma política de atenção especializada ambulatorial”, disse. A importância da prevenção ao uso do tabaco e do suporte para cessação de fumar também foi sublinhada por especialistas. “Estudos mostram que as pessoas que param de fumar aos 50 anos reduzem em, aproximadamente, 90% o risco de câncer de pulmão aos 75 anos. Aquelas que ficaram abstinentes durante sete anos apresentaram uma redução de 20% no risco de mortalidade”, afirmou o Dr. Paulo Corrêa, coordenador da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Já a Dra. Regina Vidal, que integra a equipe da Coordenação-Geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer da Secretaria de Atenção Especializada (SAES) do Ministério da Saúde, salientou a necessidade de campanhas de prevenção, principalmente direcionadas a crianças e adolescentes. Estratégias nesse sentido estão incluídas no Programa Nacional de Controle do Tabagismo, instituído em junho de 2023 no Sistema Único de Saúde. “Realizamos orientações nas escolas com profissionais de saúde capacitados, pois sabemos que os jovens possuem uma fragilidade em relação à sua afirmação diante dos pares, o que os leva ao tabagismo”. Também inspira preocupação com os adolescentes o crescente uso dos cigarros eletrônicos (vapes). “Existe um projeto de lei que regulariza a utilização desses dispositivos, para o qual a sociedade precisa voltar sua atenção, uma vez que sua eventual aprovação significará um retrocesso na prevenção do câncer de pulmão no Brasil”, alertou a Sra. Helena Esteves, coordenadora de advocacy no Instituto Oncoguia. Além de insistir na relevância da prevenção e combate a todas as formas de consumo de tabaco, o Dr. Gustavo Prado, gerente de inovação e educação médica no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), sugeriu ações para efetivar o diagnóstico precoce no país. “Devemos melhorar a jornada da pessoa com sintomas sugestivos de câncer de pulmão dentro do sistema de saúde, que hoje é muito lenta e fragmentada. Também é necessário agilizar o encaminhamento para o diagnóstico daquelas pessoas cujos exames de imagem (realizados por outros motivos, como gripes) revelam achados anormais. E sobretudo, é imprescindível uma política de rastreamento, ou seja, a busca ativa de pessoas assintomáticas por meio de tomografia, à semelhança do que já ocorre com a mamografia para detecção de câncer de mama”, elencou. Experiências locais de rastreamento e melhor gestão do sistema de saúde mostram resultados positivos e podem ser replicadas. Médicos do Hospital Nossa Senhora da Conceição (HNSC), em Porto Alegre (RS), por exemplo, tiveram a iniciativa de fazer o rastreamento por tomografia computadorizada de baixa dose nas pessoas atendidas pelo Serviço de Pneumologia. A atividade envolveu a discussão e padronização de condutas, investigação e manejo de pessoas com anormalidades observadas. Segundo o Dr. Fábio Svartman, pneumologista do HNSC, foram encontrados nódulos suspeitos em 14% das 712 pessoas rastreadas, sendo que 1,5% foram confirmados como câncer de pulmão. Destes casos, ⅔ estavam nos estágios I e II, o que permitiu a realização de tratamentos com intenção curativa. O hospital também instituiu o projeto Relógio do Câncer, com o intuito de diminuir o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento a partir da integração e monitoramento de informações dos prontuários eletrônicos. “Com isso, identificamos gargalos, priorizamos exames e consultas, e fizemos busca ativa de quem faltava. Entre junho de 2021 e fevereiro de 2023, reduzimos a média de dias entre diagnóstico e tratamento de 63 para 43”, informou Svartman. Durante o debate final, os especialistas chamaram a atenção para a falta de visibilidade dessa doença silenciosa. “Temos a campanha Novembro Branco, de conscientização sobre o câncer de pulmão, mas ela é pouco difundida em relação ao Novembro Azul, que trata do câncer de próstata. Precisamos de ações mais robustas e constantes nesse sentido”, defendeu a Sra. Helena Esteves. “Para melhorar a situação atual, não devemos esquecer da educação dos profissionais de saúde, pois muitos deles não possuem informações suficientes sobre os sinais e sintomas do câncer de pulmão”, acrescentou. Na imprensa Estadão O Globo Portal iG R7 Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiro Coorporativo

  • Dia Mundial do Diabetes: necessidade de ferramentas digitais para reduzir complicações

    Em evento promovido pelo FórumDCNTs, em razão do Dia Mundial do Diabetes, especialistas apontaram soluções para gestão dessa condição no Brasil. Entre elas, esteve o uso de dispositivos point-of-care e aplicativo que conecta médicos e pessoas com diabetes A Federação Internacional de Diabetes (IDF) estima que metade dos adultos que vivem com a condição no mundo ainda não foi diagnosticada. São aproximadamente 537 milhões de pessoas, a maioria com diabetes do tipo 2, cujas complicações podem ser evitadas ou retardadas com o diagnóstico precoce, tratamento adequado e adoção de hábitos saudáveis. No Brasil, há cerca de 16 milhões de pessoas com diabetes, 32% das quais não sabem que têm a condição, e, portanto, estão sujeitas à perda de qualidade de vida e morte prematura por complicações como AVC, infarto e doença renal crônica. No Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, o Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs) reafirma a importância do fortalecimento da atenção primária no país para ampliar o acesso da população a prevenção, diagnóstico e tratamento humanizado. Com o objetivo de discutir soluções para o contexto brasileiro, a entidade reuniu especialistas de diferentes campos no evento Diabetes: Prevenir Complicações para Aumentar Expectativa e Qualidade de Vida. Segundo Mark Barone, coordenador do FórumDCNTs, “as apresentações mostraram iniciativas inspiradoras para os gestores públicos de saúde e, também, para o engajamento dos demais setores da sociedade em um movimento coordenado para o gerenciamento do diabetes no Brasil”. “Vimos exemplos de melhorias clínicas por meio da organização das linhas de cuidado, investimento em rastreio e diagnóstico, implementação de tecnologias, capacitação profissional e educação da população”. E, completou, “temos estimulado estados e municípios a conhecerem o pacote HEARTS-D da Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria com a IDF, para organizar os cuidados de qualidade do diabetes na atenção primária”. Hermelinda Pedrosa, vice-presidente da IDF e diretora da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), enfatizou que todos se engajem na campanha deste ano “Saiba o Seu Risco, Saiba o que Fazer” e, na sequência, apresentou uma pesquisa realizada em sete países, inclusive no Brasil. “Dentre as 655 pessoas com diabetes entrevistadas, 72% descobriram que possuíam a condição apenas após manifestarem alguma complicação”, expôs. “A primeira necessidade é a do diagnóstico precoce. Porém, isso não basta - é preciso o suporte de profissionais capacitados que tirem as pessoas diagnosticadas da inércia e promovam o autocuidado, para que não desenvolvam complicações”, afirmou Sheila Vasconcellos, vice-presidente da Associação de Diabetes de Lagoa-RJ (ADILA). Os painelistas reforçaram a importância da atenção à saúde mental. Entre os dados relatados por Pedrosa, está a informação de que 62% dos brasileiros entrevistados reconhecem a depressão como uma das complicações do diabetes. “Os pesquisadores também solicitaram sugestões de palavras relacionadas à condição. As mais citadas pelos brasileiros foram ‘medo’ e ‘ansiedade’”, apontou. Rebecca Barber, enfermeira cientista no Hospital das Crianças de Los Angeles (CHLA), ressaltou que as questões emocionais impactam o cenário clínico e, por isso, as políticas públicas devem incluir o apoio psicossocial para quem possui condições crônicas. “Precisamos desenvolver em nossos profissionais de saúde a habilidade de ver a pessoa como um todo e não se preocupar somente se ela está aplicando insulina”, defendeu. Soluções: intersetorialidade e tecnologias A relevância da cooperação intersetorial foi exposta por Clavdia Kochergin, docente da Universidade Federal da Bahia, instituição que implementou intervenções para o manejo de hipertensão e diabetes no município de Vitória da Conquista (BA). “Nós desenvolvemos uma rede de colaboração com a participação das secretarias municipal e estadual de saúde; Serviço Social da Indústria (SESI); Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia; e os hospitais Sírio Libanês e Albert Einstein. Também contamos com financiamento privado”. Como resultado, o nível de pressão arterial desejado (<140/90 mmHg) foi alcançado em 39% das pessoas com hipertensão; enquanto 38% das pessoas com diabetes apresentaram redução de, pelo menos, 1% da hemoglobina glicada (HbA1c). A tecnologia também esteve em pauta durante o evento promovido pelo FórumDCNTs. Kochergin falou sobre a implantação de dispositivos point-of-care nos em Vitória da Conquista para medição do nível de HbA1c sem a necessidade de deslocamento dos indivíduos para um laboratório. “A inclusão dessa tecnologia na rotina das equipes de atenção primária à saúde aumentou as taxas de diagnósticos e identificação de indivíduos com a glicemia fora da meta glicêmica, e se mostrou custo-efetiva”, assegurou. Resultados positivos também vem sendo obtidos com a utilização do Glic, aplicativo web/mobile para gerenciamento do diabetes com maior número de usuários no Brasil – 256 mil pessoas com diabetes e 2700 médicos. “O usuário insere seus dados diariamente na ferramenta, aos quais o médico tem acesso, o que viabiliza o acompanhamento contínuo, ajustes do tratamento a distância e prescrição eletrônica. O aplicativo também fornece suporte para autocuidados”, explicou Gabriel Moreira, diretor das áreas de Operações e Data Science do Glic. “No último mês, constatamos que a média de hemoglobina glicada das pessoas que usam a plataforma foi de 7,4%, dois pontos percentuais menor que a média nacional. De todos os lançamentos, 73% estiveram dentro do alvo, o que se traduz em estimativas de 60% menos complicações microvasculares, 68% menos amputações, 38% menos mortes relacionadas a diabetes e 26% menos infartos do miocárdio”, detalhou. Para Jéssica Quadros, assessora no Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde na Secretaria de Atenção Primária à Saúde (APS) do Ministério da Saúde (MS), o Glic dialoga com as inovações pensadas no âmbito do Conecte SUS e do e-SUS APS. “O aplicativo é uma estratégia que pode fortalecer e transformar essa rede de serviços ao longo dos anos”, refletiu. Segundo Quadros, o MS assumiu o compromisso de aumentar a cobertura de estratégia saúde da família para que ela alcance 90% ou mais da população com serviços acessíveis qualidade e incorporação de tecnologias. Conclui que “os planos da APS do Futuro, do Ministério da Saúde, levarão a ajustes que otimizarão consideravelmente os cuidados com diabetes e outras condições crônicas não transmissíveis”. VEJA TAMBÉM Gilmara Santos, Coordenadora-geral de Prevenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde na SAPS do Ministério da Saúde, enfatizou carga do diabetes, obesidade, hipertensão e inatividade física durante o evento da OPAS no Dia Mundial do Diabetes. Destacou os planos de aumentar atenção e investimentos do Ministério da Saúde para prevenção e controle das doenças cardiovasculares e seus fatores de risco, promoção da saúde e equipes multiprofissionais. Representante convidou, ainda, para que se conheça o e-SUS, com cobertura de mais de 80% da população. No dia 7 de novembro aconteceu o "Fórum Diabetes em Foco: Compreendendo e Gerenciando a Condição", promovido pelo Instituto Diabetes Brasil (IDB). O Dr. Mark Barone, Coordenador-geral do FórumDCNTs, participou do bloco Cenário do Diabetes com o tema "Dados de Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) no Brasil e Ações do Fórum DCNTS em prol do diabetes", que também contou com a participação da Dra. Karla Melo, Coordenadora do Departamento de Saúde da Sociedade Brasileira de Diabetes, com o tema "Gestão do diabetes em saúde pública e propostas de otimização" e Jaqueline Correia, Presidente Instituto Diabetes Brasil, com a temática "A importância do acesso ao tratamento adequado". O Dr. Mark Barone destacou a importância da linguagem para falar sobre o diabetes, com foco no material Linguagem Importa, fundamental para os cuidados e sensibilização a partir desse tema. O coordenador-geral também comentou sobre a existência de vacinas especiais para pessoas com CCNTs, disponíveis no SUS. A redução da expectativa de vida para pessoas com diabetes, de 52 anos, foi um dos dados impactantes relatados, além da perda de 48 anos saudáveis de vida. Além disso, 1 em cada 3 jovens até 19 anos têm uma ou mais complicações por CCNTs. Na Imprensa: Adila RJ ADJ Diabetes Brasil Agência O Globo Terra Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • FórumDCNTs colabora em Guia sobre a importância da linguagem na saúde

    A FIND lança um importante material intitulado "Language matters", na tradução para o português "Linguagem Importa", um documento que contou com a colaboração do FórumDCNTs para a sua elaboração, sendo um dos 23 representantes de 14 países que uniram esforços. A própria entidade destaca que uma linguagem ponderada pode desafiar estereótipos, ajudar a abordar as percepções de poder e abrir portas à discussão, além de aproximar e envolver as pessoas que vivem com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Assim como o guia "Linguagem Importa!", elaborado pelo FórumDCNTs e outras 26 instituições e lideranças nacionais e internacionais dos setores público, privado e terceiro setor, este material aborda a linguagem mais assertiva para envolver a todos, desde a troca da palavra "paciente" para que não seja reconhecida por sua condição, além do uso do diagnóstico "suspeito". A terminologia relativa aos testes de diagnóstico é essencial para ajudar a remover barreiras e permitir e incentivar o acesso aos cuidados. O intuito do projeto é o de trabalhar com comunidades e pessoas interessadas ​​em criar um guia linguístico, simples e de fácil acesso, para incentivar uma comunicação mais ponderada e precisa em torno dos testes de diagnóstico. Metodologia Este guia de linguagem inclusivo para diagnóstico foi desenvolvido usando um método de pesquisa baseado em consenso conhecido como processo Delphi. Este método envolveu um webinar introdutório seguido pela participação em uma pesquisa que permitiu aos participantes classificar os termos em uma escala Likert e fornecer comentários adicionais. A primeira edição foi publicada em dezembro de 2023, na sequência de uma consulta que decorreu de maio a novembro desse ano. A terminologia ajustada inclui uma lista de termos de uso corrente e sugestões de alternativas mais inclusivas que são preferidas, pois colocam as pessoas no centro. Isto inclui uma lista de termos relevantes para diagnósticos e testes que transmitem o seu significado de uma forma fácil de compreender e que não seja estigmatizante ou desumanizante. Uma versão em PDF para impressão do guia será disponibilizada em breve. Sobre a FIND Somos uma organização global sem fins lucrativos que conecta países e comunidades, financiadores, tomadores de decisão, prestadores de cuidados de saúde e desenvolvedores para estimular a inovação em diagnósticos e tornar os testes uma parte integrante de sistemas de saúde sustentáveis ​​e resilientes. Fonte: FIND

  • Anvisa inicia Consulta Pública sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar - Até 9/2/2024

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) iniciou nesta terça-feira (12) uma consulta pública sobre os dispositivos eletrônicos de fumar (DEFs). A decisão de abrir a CP "Proposta de minuta de Resolução de Diretoria Colegiada - RDC sobre os Dispositivos eletrônicos para fumar" ocorreu durante reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa no dia 1º de dezembro. As contribuições acerca da consulta pública serão recebidas até 9/2/2024. Atualmente, os DEFs são regulados pela Resolução da Anvisa 46, de 2009, que proíbe a comercialização, importação e propaganda de cigarro eletrônico, tabaco aquecido, acessórios, refis ou qualquer outro produto desse tipo. O texto da consulta amplia  as proibições, e seguiu o Relatório de Análise de Impacto Regulatório publicado em julho de 2022. Diversas organizações, como a ACT Promoção da Saúde, e entidades de saúde se manifestaram contra a liberação da comercialização dos DEFs, assim como o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) e a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). Os riscos de liberar novos produtos de tabaco no mercado são muito altos. Entre eles, está o aumento do consumo desses produtos, que causam dependência química e estão relacionados a doenças cardiovasculares e respiratórias. Estudos apontam para a presença de sal de nicotina em diversos modelos, substância que causa dependência mais rapidamente do que a nicotina presente nos cigarros. Esse tipo de dispositivo também concentra outras substâncias tóxicas e aditivos de aroma e sabor, o que pode levar ao interesse de crianças e jovens. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019, detalha que 1 a cada 5 estudantes, de 13 a 17 anos, disseram já ter experimentado cigarro pelo menos uma vez na vida, enquanto 1 a cada 4 já experimentaram narguilé e 1 a cada 6, o cigarro eletrônico. Saiba mais e participe da consulta pública. Clique aqui. Saiba mais sobre os DEFs aqui. Fonte: ACT Promoção da Saúde

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