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- Relatórios dos Grupos Temáticos - 10º Encontro do FórumDCNTs
Foto 5º Encontro do FórumDCNTs Os Grupos Temáticos (GTs) se reúnem durante os Encontros semestrais do FórumDCNTs, o mais recente e 10º Encontro aconteceu em 18 de abril de 2022. Essas reuniões são espaços neutros que convidam à participação dos setores público, privado e terceiro setor. Nelas são identificadas as principais ameaças (desafios/problemas) para que se avance em termos de prevenção e melhoria dos cuidados e dos indicadores de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) e de seus fatores de risco. Também são levantadas as ações prioritárias com potencial para reverter as ameaças ou acelerar as melhorias nas áreas, de forma multi- e inter-setorial e multistakeholder. Durante as reuniões, cada GT revisita e revisa as prioridades e ações propostas no semestre anterior, e produz um relatório atualizado com a avaliação de avanços e retrocessos. Durante o encontro, os facilitadores de cada GT apresentam um resumo desses relatório a uma banca de especialistas, que faz recomendações a fim de contribuir para avanços nessas áreas. Abaixo estão tanto os vídeos de apresentação de cada um dos GTs, como seus relatório produzidos durante o 10º Encontro do FórumDCNTs. Relatório do GT Alimentação Saudável Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-alimentacao-saudavel-10encontro Relatório do GT Condições Respiratórias Crônicas Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-respiratorio-10encontro Relatório do GT Diabetes Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-diabetes-10encontro Relatório do GT Doenças Cardiovasculares Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-dcv-10encontro Relatório do GT Obesidade Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-obesidade-10encontro Relatório do GT Oncologia Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-oncologia-10encontro Relatório do GT Prevenção de DCNTs Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-prevencao-10encontro Relatório do GT Saúde Mental e Neurológica Leia o relatório completo: www.forumdcnts.org/post/gt-saude-mental-10encontro
- Relatório Reunião de 05/05/2023 - GT Diabetes 2023 2023
- PROBLEMA PRIORITÁRIO: Ausência de ações de educação permanente em saúde com ênfase na linha de cuidado do diabetes envolvendo gestores, profissionais de saúde e pessoas com diabetes. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Ampliação das ações estruturadas e coordenadas de educação em diabetes, resultando na melhoria das práticas de prevenção, diagnóstico, cuidados e autocuidados do diabetes no país. - AÇÕES: Apoiar e desenvolver ações de educação permanente, incluindo gestores, profissionais e entidades científicas, para ampliar o conhecimento científico sobre a temática por meio de lives, materiais educativos, encontros e outras atividades de educação em diabetes. Parceria com CONASS, CONASEMS e Ministério da Saúde para disseminar a linha de cuidado, através de aulas, webconferências e materiais. Implementar a avaliação do risco cardiovascular na APS, em parceria com Ministério da Saúde e OPAS - aproveitando o potencial da iniciativa HEARTS. Atividades planejadas pelo GT: Os participantes pretendem realizar uma ação conjunta para discutir o tema de saúde mental e o diabetes no mês de junho ou julho. Campanha para usuários dos sistemas de saúde para difundir a importância de adotar hábitos saudáveis. Construção de diretrizes para educação em diabetes voltadas às crianças e adolescentes, a partir dos resultados do Projeto KiDS (em parceria com Ministério da Saúde e da Educação). Ação para ampliar o acesso aos cuidados dos pés e saúde ocular no segundo semestre. Participantes desta reunião: Elton Prates, UFMG (Co-facilitador) Heloisa Valio, ICPD Luciana Carneiro, Fundação banco de olhos de Goiás Mariana Buss, Embecta Ricardo Moraes, Afya Tatiana Porto, Sanofi Vanessa Pontirolli, Novo Nordisk Vinícius Campos, IFPB Especialistas que estiveram em parte da última reunião e fizeram recomendações ao GT: Cristiano Soster (COSEMS-BA) Frida Plavnik (SBH) Kátia Audi (ANS) Maria José Evangelista (CONASS)
- Prevenção e manejo das DCNTs devem integrar as discussões sobre a Cobertura Universal de Saúde
No Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde - 12 de dezembro, o FórumDCNTs destaca a importância do acesso das pessoas com condições e doenças crônicas a todos os níveis de cuidado com a saúde Estratégias de prevenção e tratamento integral de pessoas com condições e doenças crônicas não transmissíveis (CCNTs/DCNTs) são primordiais para o avanço de todos os países em direção à cobertura universal de saúde (CUS ou, na sigla em inglês, UHC - universal health coverage). Este entendimento foi defendido, ao longo de 2023, pelo Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs) e seus parceiros em eventos da Organização Mundial de Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas (ONU). No Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde - 12 de dezembro - o FórumDCNTs insiste na urgência de os países investirem no diagnóstico precoce e acesso de todas as pessoas com CCNTs/DCNTs aos diferentes níveis de cuidado com a saúde, com ênfase no fortalecimento da atenção primária. Medidas nesse sentido contribuirão não apenas para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.4 da agenda 2030 da ONU (de reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, bem como promover a saúde mental e o bem-estar), como também o ODS 3.8, segundo o qual os Estados Membros da ONU devem atingir a cobertura universal de saúde - que consiste em prover, a preços acessíveis para todos, serviços essenciais de saúde e acesso a medicamentos e vacinas seguros, eficazes e de qualidade. Também faz parte do ODS 3.8 a proteção contra danos financeiros para todos os usuários do sistema de saúde de cada país, especialmente os mais pobres e vulneráveis. Em outras palavras, devem ser adotadas medidas para evitar o empobrecimento de qualquer classe ou grupo social em decorrência do pagamento por serviços de saúde. Além disso, o fator financeiro não pode ser um impeditivo para o acesso a cuidados integrais. Em 2023, o tema da campanha que marca o Dia Internacional da Cobertura Universal de Saúde é “Saúde para todos: hora de agir”, com o intuito de instigar os líderes mundiais a adotarem medidas imediatas e tangíveis que garantam o acesso equitativo a serviços essenciais de saúde. O movimento global UHC2030 aproveitou a data para conclamar a comunidade internacional a defender o acesso ininterrupto à assistência médica e humanitária nas zonas de conflito ativas em todo o mundo, principalmente na faixa de Gaza. Posicionamento do FórumDCNTs em eventos internacionais Em maio deste ano, o coordenador geral do FórumDCNTs, Dr. Mark Barone, participou de discussões sobre saúde pública de relevância global na 76ª Assembleia Mundial da Saúde da OMS. Barone apresentou a experiência do Fórum na articulação e incentivo a parcerias multissetoriais e multistakeholder para a prevenção e gerenciamento de CCNTs e saúde mental. Ele também integrou debates sobre a cobertura universal de saúde, durante os quais delegações dos Estados Membros, representantes da sociedade civil, especialistas da OMS e agências parceiras acordaram os compromissos necessários para que os países caminhem em direção à concretização do ODS 3.8. Entre as medidas sublinhadas, estiveram o fortalecimento dos cuidados primários, assim como da força de trabalho e da governança de dados na área da saúde; o estabelecimento de políticas de financiamento da saúde que alcancem as comunidades marginalizadas; e a institucionalização e financiamento de mecanismos de participação social, especialmente para a sociedade civil, em ações que se concentrem nas necessidades das populações vulneráveis. Em setembro, o FórumDCNTs esteve entre as quatro organizações da sociedade civil convidadas a compartilhar experiências na Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde da 78ª Assembleia Geral da ONU. O coordenador geral da entidade, Dr. Mark Barone, se pronunciou sobre a necessidade de equipar e capacitar os profissionais da atenção primária no que tange ao diagnóstico e manejo das CCNTs, com destaque às mais prevalentes, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e câncer. "No Brasil, a atenção primária melhorou tremendamente a saúde materno-infantil, bem como a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças transmissíveis. No entanto, mais de 75% dos brasileiros morrem atualmente em decorrência das doenças crônicas não transmissíveis, muitas vezes de forma prematura", declarou. Dados alarmantes sobre o cenário mundial O propósito da Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde foi a revisão abrangente da situação dos países que se comprometeram com o ODS 3.8. No evento, foram discutidos dados da OMS e Banco Mundial, os quais demonstram que, nas últimas duas décadas, menos de um terço dos países apresentaram melhora em relação à garantia da saúde integral às suas populações. Conforme o Relatório de Monitoramento Global da Cobertura Universal de Saúde, entre 2019 e 2021, o cenário foi de estagnação: não houve progressos significativos no sentido de “fornecer às pessoas em todos os lugares assistência médica de qualidade, acessível e econômica”. Quanto à cobertura dos serviços para doenças não transmissíveis, houve pouca ou nenhuma evolução. O documento também revela que, em 2021, cerca de 4,5 bilhões de pessoas, mais da metade da população global, não estavam totalmente cobertas por serviços essenciais de saúde. E destaca o aumento dos gastos diretos com saúde, que causou graves dificuldades financeiras para 2 bilhões de pessoas. A necessidade de inclusão de custos com serviços e produtos de saúde no orçamento familiar empurrou cerca de 1,3 bilhão de pessoas para a pobreza ou extrema pobreza. A Reunião de Alto Nível deu origem a declarações políticas orientadas à ação sobre três temas: combate à tuberculose, preparação para eventuais pandemias e cobertura universal da saúde. As instituições NCD Alliance e Global Health Council divulgaram avaliações sobre esses textos. A primeira considerou positivo o fato de Estados Membros de quatro continentes admitirem a importância da prevenção e tratamento das CCNTs. Em contraponto, frisou que não houve reconhecimento das pessoas que vivem com condições crônicas como um grupo vulnerável. Entre os pontos positivos ressaltados pela Global Health Council, estão a inserção nas declarações de apelos para o fortalecimento, financiamento e alinhamento dos sistemas de saúde com os cuidados primários. Entre os fatores negativos levantados pela organização, está a definição inconsistente dos grupos populacionais que enfrentam mais iniquidades em saúde. Os governos e outros setores podem e devem continuar a lutar por progressos para além das medidas acordadas durante a 78ª Assembleia Geral da ONU. O FórumDCNTs continuará a estimular o debate sobre a cobertura universal da saúde, bem como o diálogo entre representantes das esferas públicas, privadas e da sociedade civil no sentido de somar esforços para o planejamento de ações que priorizem a prevenção e manejo das CCNTs/DCNTs nesse contexto.
- Novo Nordisk abre inscrições para o Edital de Projetos 2024 - Até 31/1/2024
A Novo Nordisk abriu as inscrições para o Edital de Projetos 2024, a fim de impulsionar mudanças na saúde brasileira. A empresa está em busca de parcerias com associações de pessoas que vivem com condições, e que possam trazer inovações significativas e melhorias na qualidade de vida de pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). As inscrições vão até 31/1/2024. O edital, que chega em sua terceira edição, destina-se exclusivamente às inscrições de propostas para apoio e patrocínio de projetos de associações de pessoas que vivem com condições, sem fins lucrativos, que atuam em todo o território nacional e que representam e/ou apoiam as necessidades de pessoas, seus familiares e/ou cuidadores, ou que se dediquem ao endereçamento de questões de saúde pública e qualidade de vida. Serão considerados projetos com valor total de até R$ 180 mil, mas vale destacar que pode haver, no entanto, negociação de preço entre as partes, considerando parâmetros e condições específicas. Quais projetos podem se inscrever? Propostas de associações de pessoas que vivem com condições, como instituição sem fins lucrativos, que apoia as necessidades dessas pessoas e sua rede de apoio Iniciativas que tenham como foco questões de saúde pública e qualidade de vida Quais são os temas de interesse? Alzheimer Diabetes tipo 1 e 2 Distúrbio do crescimento Doenças cardiovasculares Esteatose-Hepatite Metabólica (MASH/NASH) Hemofilia Obesidade Políticas públicas e advocacy em saúde As propostas devem estar relacionadas aos seguintes eixos Capacitação, formação continuada e educação em saúde Conscientização a respeito das patologias e temas de interesse Incidência política, advocacy e aprimoramento e/ou implementação de políticas públicas (relacionado às áreas terapêuticas descritas ou em caráter transversal ao sistema de saúde) Projetos estratégicos (projetos que abarcam diversos eixos e/ou possuem um período de duração acima de um ano e que podem ou não contemplar patologias, condições de saúde ou áreas terapêuticas específicas). Inscrições A seleção dos projetos é realizada por meio de processo seletivo periódico, com inscrições via formulário eletrônico nas datas disponíveis em cada edital. As inscrições para a edição de 2024 foram abertas às 00h01 de 01/12/2023 e vão até às 23h59 do dia 31/01/2024. Cada organização poderá enviar até três propostas/projetos relacionados a patologias e/ou causas em que atuam, considerando as áreas terapêuticas, os temas de interesse e os eixos propostos no edital. As propostas devem ser inovadoras e ter consistência, considerando resultados mensuráveis. Acesse o edital aqui. Fonte: Novo Nordisk
- FórumDCNTs na mídia: entrevista sobre a participação do FórumDCNTs na Assembleia Geral da ONU
O Dr. Mark Barone, Coordenador Geral do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), concedeu entrevista para o Programa Thathi Cidade, da TV Thathi Ribeirão Preto, importante veículo de imprensa paulista. A temática foi a participação na Assembleia Geral da ONU, em que o FórumDCNTs esteve entre os únicos quatro representantes brasileiros de organizações da sociedade civil convidados a compartilhar experiências na primeira sessão da Reunião de Alto Nível sobre Cobertura Universal de Saúde. O propósito do encontro internacional foi fazer uma revisão abrangente da situação dos países que se comprometeram com a meta de atingir, até 2030, a cobertura universal de saúde (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3.8). Os debates visaram a identificação de lacunas e recomendações baseadas em evidências com a finalidade de aprovar uma declaração política orientada à ação para o cumprimento dessa agenda. Na participação como Sociedade Civil, Barone ampliou o debate sobre a necessidade de equipar e capacitar os profissionais da atenção primária no que tange ao diagnóstico e manejo das CCNTs, com destaque às mais prevalentes, como diabetes, hipertensão, dislipidemia, obesidade e câncer. Durante a conversa, foram abordados temas como a importância de levar o debate sobre as condições crônicas não transmissíveis para um evento de alto nível, com relação à saúde no Brasil, destacar os cuidados na prevenção e tratamento para as pessoas que possam ter uma ou mais condições, porém ressaltar o desconhecimento de boa parcela da população acerca da real situação por serem condições silenciosas; e o que esperar para o futuro dos cuidados em saúde direcionados para CCNTs, seja pela cobertura vacinal, saúde digital e uma das partes mais fundamentais, a participação ativa da pessoa com CCNT nas discussões sobre políticas públicas. Participar de um debate como esse na ONU é muito importante para a saúde do nosso país? Dr. Mark Barone Sem dúvidas, para o Brasil e todo o mundo. A Assembleia Geral da ONU, que acontece anualmente na sede em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em que chefes de Estado marcam presença como o Presidente Lula, a Ministra da Saúde Nísia Trindade, assim como outros ministros e secretários do governo para discutir estratégias e alinhar de forma global. Durante essas reuniões que acontecem na Assembleia Geral da ONU, a Sociedade Civil também tem voz, a oportunidade de participar e nós representamos a sociedade civil na questão das condições crônicas não transmissíveis como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, câncer, doenças respiratórias, que são tão prevalentes e preocupantes. O que gostaria de destacar na Assembleia Geral da ONU em 2023 foi que ela se dedicou a três temas diferentes na saúde, o combate à tuberculose, preparação a pandemias e a Cobertura Universal da Saúde. Participar dessa reunião de alto nível sobre a UHC foi de extrema importância, visto que o Brasil é um país com muita experiência no assunto através do SUS, um modelo de cobertura que é referência global, e levar a perspectiva das CCNTs. Então dentro dessa temática teve uma reunião especial sobre a atenção primária à saúde, feita pelas UBS e que é tão importante, cobre a maior parte dos municípios e que a maior parte dos cidadãos tem acesso. Nós vimos durante a pandemia de COVID-19 a importância na vacinação da população. A nossa atenção nesse sentido foi sobre a APS estar bem preparada e capacitada para lidar com as CCNTs, as doenças que mais matam no país. Mais de 75% das mortes no Brasil são por CCNTs como diabetes, hipertensão, dislipidemia, AVC e infartos câncer, doenças respiratórias como a asma e outras condições. O brasileiro é um ser humano que cuida e está preocupado com as CCNTs e seus efeitos? Dr. Mark Barone Na realidade o desafio que existe para com as CCNTs se dá pelo fato de serem silenciosas, portanto, o indivíduo não percebe que ele pode estar com alguma dessas condições. Exemplos disso são o diabetes tipo 2, em que muitas vezes passa anos e anos sem perceber, e hipertensão tem situação semelhante quando a pessoa busca ajuda médica quando tem uma dor de cabeça mais agravada, ou tontura, mas durante muito tempo ela já teve a hipertensão instaurada em que ela deveria fazer o acompanhamento e tratando. Então por isso é importante que todos sejam acompanhados pelo sistema de saúde para que possam prevenir as CCNTs por meio de hábitos saudáveis, ou elementos simples como dormir de forma adequada, buscar alimentos minimamente processados/ultraprocessados e priorizar os in natura, evitar bebida alcoólica, o tabaco, portanto são elementos que auxiliam muito na prevenção da grande maioria das CCNTs. Chamamos a atenção nessa reunião como um dos poucos com a oportunidade de fala e compartilhamos resultados do Brasil que estão dando muito certo através da APS e UBS quando se capacitam e tem equipamentos para melhorar a tenção ao diabetes reduzindo a hemoglobina glicada para diabetes tipo 2, um importante exame para essas pessoas, reduzindo a pressão arterial de pessoas com hipertensão. Sabemos que atualmente existem 51 milhões de adultos acima de 30 anos de idade com hipertensão no Brasil, e um terço delas não sabe que tem a condição e se encontram em um risco elevado. Portanto n~]ao estão tratando, e a hipertensão é o principal fator de risco para AVC, infartos e doença renal. Por isso é importante procurar o serviço de saúde e fazer esse acompanhamento adequado com o monitoramento da pressão arterial, glicose, lípides, glicose, para tomar ações preventivas. Diante do que foi debatido na ONU, o que podemos esperar para o futuro das CCNTs? Dr. Mark Barone O que nós chamamos muito a atenção e que deve ser o foco é a capacitar e equipar a atenção primária para que ela tenha recursos tecnológicos, conhecimentos e medicamentos para que ela possa ser resolutiva. Muitas vezes temos muitas expectativas, mas não temos os recursos necessários. Outro ponto importante que enfatizamos é que pessoas com CCNTs sejam chamadas para fazer parte do planejamento das ações e políticas públicas, porque muitas vezes os gestores tem as melhores das intenções, mas não conhecem a realidade na ponta, portanto é importante que elas sejam convidadas para participar desses diálogos e processos decisórios para que um programa quando é implementado, uma política, tenha as características que aquela população precisa para resolver os seus problemas. Eu chamo a atenção também para as vacinas, que são importantes para todos, principalmente pessoas com CCNTs, que quando pegam uma doença infecciosa pode agravar os casos delas. Inclusive existem centro especializados para pessoas com necessidades especiais de vacinas que chamamos de CRIE, portanto procure saber onde fica o CRIE mais próximo de você para que possa receber vacinas extras. Outra situação é a vacina do HPV, importantíssima para prevenir um tipo de câncer, então as vacinas inclusive auxiliam a prevenção de CCNTs, o que não imaginávamos antigamente e infelizmente não estamos atingindo a cobertura universal adequada. A vacina de HPV é fornecida para jovens, adolescentes que devem ser vacinados para que a gente consiga atingir a meta global da ONU de erradicar o câncer de colo do útero através da vacina de HPV. Trecho retirado do Programa Thathi Cidade, edição 09/10/2023. Assista na íntegra. Confira a matéria completa sobre a participação do FórumDCNTs: FórumDCNTs defende investimento em Atenção Primária na Assembleia Geral da ONU
- ANS abre inscrições para TPS com foco em Linhas de Cuidado para a saúde suplementar - Até 29/2/2024
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abre uma Tomada Pública de Subsídios (TPS) com o objetivo de receber propostas de linhas de cuidado prioritárias na saúde suplementar em diferentes condições como cardiovasculares, metabólicas, cardiorrespiratórias, renais, mentais, oncológicas, osteomusculares e bucais. As inscrições vão até 29/02/2024. A TPS das linhas de cuidado prioritárias na saúde suplementar tem o objetivo de contribuir para a reorganização do cuidado em saúde com vistas à melhoria da qualidade assistencial no setor. As propostas devem conter fluxos, protocolos clínicos, diretrizes terapêuticas e indicadores de saúde, tendo seus desenhos orientados de acordo com os diferentes níveis de atenção: primária, especializada, hospitalar e domiciliar. Quais são os objetivos das Linhas de Cuidado (LC)? As linhas de cuidado devem estabelecer o "percurso assistencial" ideal das pessoas nos diferentes níveis de atenção de acordo com suas necessidades. Devem ser desenvolvidas por meio dos serviços de saúde de referência, centradas nas necessidades do cuidado do paciente. No desenho das linhas de cuidado, devem constar os fluxos assistenciais nos diferentes níveis de atenção. (Brasil, 2023). Como enviar uma proposta? As entidades interessadas deverão preencher o formulário de inscrição e o envio de proposta disponível no E-protocolo, contendo a identificação do proponente e da linha de cuidado sugerida de acordo com os critérios estabelecidos na Nota técnica nº 4/2023/DIRAD-DIDES/DIDES. As inscrições deverão ser realizadas, exclusivamente, por meio do E-protocolo. As inscrições deverão ser realizadas, exclusivamente, por meio do link e os anexos deverão ser encaminhados para o e-mail qualidade.dides@ans.gov.br colocando no assunto "TPS Linhas de Cuidado - identificação da instituição". As inscrições estão abertas entre 01/12/2023 a 29/02/2024. As propostas serão analisadas pela Comissão de Seleção, composta pelas equipes responsáveis pelos Programas de Indução da Qualidade da DIDES, com a participação de, pelo menos, um representante de cada gerência da DIDES, e um representante de cada Diretoria da ANS e da Presidência, e especialistas nas áreas prioritárias, convidados pela ANS junto à Associação Médica Brasileira. As propostas enviadas aprovadas servirão de subsídios técnicos para o desenvolvimento da estruturação das linhas de cuidado prioritárias para o setor de saúde suplementar pela ANS. Acesse a página oficial e inscreva-se aqui. Fonte: Ministério da Saúde
- OMS, IDF e ACT Promoção da Saúde alertam para os impactos do tabaco para o diabetes e o ambiente
O consumo de tabaco se apresenta como um agravante e determinante fator de risco para diversas condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias. Neste contexto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a ACT Promoção da Saúde lançam importantes materiais sobre a relação do tabaco com o diabetes e os impactos ambientais que bitucas de cigarro podem provocar em cidades altamente urbanizadas. O mais recente documento da OMS, preparado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e a Universidade de Newcastle, na Austrália, já é o sétimo material de uma série de Resumos de Conhecimento sobre Tabaco. Ele foi elaborado com o objetivo de resumir as evidências atuais sobre a associação entre uso de tabaco e diabetes. Pretende-se também que seja uma ferramenta de advocacy para incluir amplamente os profissionais de saúde na luta pelo gerenciamento do tabaco e pela prevenção dos efeitos adversos para a saúde relacionados com o produto. Entre os temas abordados está a explicação inicial sobre o que é diabetes, as definições de tabaco e os impactos na saúde da pessoa com diabetes tipo 2 na relação com o tabagismo. O material também faz uma lista sobre as principais informações da relação perigosa do tabaco com o diabetes. Confira: O diabetes tipo 2 é um importante causa para condições graves de saúde como cegueira, insuficiência renal, ataques cardíacos, acidente vascular cerebral e amputação de membros inferiores. Parar de fumar é um passo crucial para reduzir o risco de sofrer estas complicações de saúde. Parar de fumar reduz o risco de desenvolver diabetes tipo 2 em 30–40% e melhora o manejo desta condição crônica. Mais de 95% dos casos de diabetes são deste tipo. O uso do tabaco aumenta substancialmente os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, que são uma complicação crítica para pessoas com diabetes tipo 2. Fumar piora a neuropatia em pessoas com diabetes e as úlceras nos pés, além de retardar a cicatrização de feridas. Parar de fumar diminui o risco de tais complicações, levando a melhores resultados de saúde a longo prazo. Fumar danifica os vasos sanguíneos da retina, aumentando o risco de retinopatia em pessoas com diabetes e perda de visão em pessoas com DM2. Parar de fumar ajuda a proteger a visão e reduz o risco dessas complicações. O uso do tabaco e a exposição ao fumo passivo podem provocar o aparecimento de diabetes tipo 2 em idades mais precoces. Os governos devem proteger as suas populações tornando todos os locais públicos interiores livres de fumo. O Prof. Akhtar Hussain, Presidente da IDF, demonstrou o forte incentivo da Federação Internacional de Diabetes na luta contra o tabaco. "Fumar contribui para o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e aumenta o risco de desenvolver complicações potencialmente fatais associadas à condição. A Federação Internacional de Diabetes incentiva fortemente as pessoas a pararem de fumar para reduzir o risco de diabetes e, se tiverem diabetes, ajudar a evitar complicações. Apelamos aos governos para que introduzam medidas políticas que desencorajem as pessoas de fumar e removam o fumo do tabaco de todos os espaços públicos". Ruediger Krech, Diretor de Promoção da Saúde da OMS, complementou que a mobilização dos governos e o papel dos profissionais de saúde como vitais nessa sensibilização. "Os profissionais de saúde desempenham um papel vital na motivação e orientação das pessoas com diabetes tipo 2 para deixarem de fumar, enquanto os governos devem tomar a medida crucial de garantir que todos os locais públicos sejam livres de fumo. Estas intervenções são salvaguardas essenciais contra o desafio generalizado e formidável desta condição". Já a ACT Promoção da Saúde divulgou um relatório elaborado por pesquisadores Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que contou com o apoio da própria ACT Promoção da Saúde, do Instituto para o Controle Global do Tabaco (IGTC), da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health e do Instituto Nacional do Câncer (INCA). O material apresenta o impacto ambiental do descarte inadequado dos filtros de cigarro e calcula uma estimativa do mercado ilegal com base em um estudo realizado em áreas urbanas do município do Guarujá, no estado de São Paulo. Entre as medidas sugeridas pela ACT Promoção da Saúde estão: Bitucas de cigarro devem ser consideradas resíduos tóxicos e receber tratamento adequado e separado do lixo comum. Tal categorização deve ser contemplada na Política Nacional de Resíduos Sólidos. O fumo em áreas ambientalmente sensíveis deve ser regulado, a exemplo do que já vem sendo adotado em praias de alguns países europeus, nos Estados Unidos e México, assim como no interior de áreas protegidas. O tratamento e a destinação adequada dos resíduos tóxicos derivados do cigarro devem ser custeados pelas empresas que fabricam, distribuem e comercializam implementando instrumentos de logística reversa, já previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos em vigor, não sendo permitido que façam publicidade ou promoção desta obrigação, por meio de ações conhecidas como “greenwashing”. Mecanismos de compensação ambiental devem ser considerados por autoridades competentes visando o reparo dos impactos causados por bitucas, tais como a criação de fundo de proteção ambiental, taxa relativa a impacto ambiental, entre outros. O banimento total dos filtros em cigarros deve ser considerado pelas autoridades governamentais. Monitoramentos específicos para este tipo de resíduo devem ser implementados nas cidades brasileiras, visto que os índices que avaliam a limpeza pública não foram eficientes para demonstrar o problema. O importante material também apresenta alarmantes dados como a quantidade de compostos, são 7 mil misturados, podendo contaminar cerca de mil litros de água pela liberação de substâncias perigosas, já reconhecidas como prejudiciais à saúde humana. Além disso, "índices utilizados para estimar o potencial de contaminação do solo por bitucas indicaram poluição severa, podendo levar à contaminação de lençóis freáticos por resíduos químicos perigosos". Acesse o novo material da OMS aqui. Acesse o resumo do material da IDF aqui. Acesse o novo estudo da ACT Promoção da Saúde aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) e ACT Promoção da Saúde
- OMS lança Guia sobre a Educação Terapêutica para pessoas com condições de saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança seu mais novo guia introdutório dedicado à educação terapêutica para pessoas que vivem com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). O material está disponível em sua página e foca em todo o processo que é necessário ser construído para melhorar a qualidade de vida de pessoas que vivem com essas condições ao redor do mundo. A educação terapêutica da pessoa que vive com a condição é um processo estruturado de aprendizagem centrado na pessoa que apoia os indivíduos a gerenciar a sua própria saúde recorrendo aos seus próprios recursos, apoiados pelos seus cuidadores e familiares. É realizado por profissionais de saúde treinados e é adaptado à pessoa e à sua condição como é parte integrante do tratamento de CCNTs, e pode levar a melhores resultados de saúde e a uma melhor qualidade de vida, ao mesmo tempo que permite uma melhor utilização dos serviços de saúde e de outros recursos. O objetivo deste guia é capacitar os decisores políticos e os profissionais de saúde para proporcionar um melhor acesso à educação terapêutica eficaz das pessoas que vivem com essas condições. Especificamente, o guia destina-se aos responsáveis pela concepção, prestação ou encomenda de serviços de educação terapêutica de pessoas que vivem com CCNTs, bem como em programas de formação para profissionais de saúde que fornecem educação terapêutica. O material busca compreender a educação terapêutica da pessoa com CCNTs, exemplificar as intervenções terapêuticas de educação da pessoa com CCNTs, treinar profissionais de saúde para realizar intervenções terapêuticas de educação da pessoa com CCNTs, sintetizar as barreiras e oportunidades do sistema de saúde, assim como sua entrega operacional. Durante o guia, as informações específicas foram enquadradas e agrupadas em cinco nichos diferentes: uma caixa de mensagem principal é fornecida no início de cada capítulo; a terminologia ou ideias importantes são apresentadas em caixas verdes; as evidências que apoiam as abordagens propostas são apresentadas em caixas vermelhas; os estudos de caso de países da Região Europeia da OMS são apresentados em caixas douradas; e as etapas da história de uma pessoa que vive com a condição são apresentadas em caixas azuis. Confira as etapas no estabelecimento de metas, planejamento de ações e implementação: Descubra mais sobre as circunstâncias e perspectiva da pessoa que vive com a condição Apoie a pessoa que vive com a condição a identificar seus objetivos Apoie a pessoa que vive com a condição na elaboração de um plano Apoie a pessoa que vive com a condição na implementação do seu plano Revise o progresso e adapte-se às novas circunstâncias Um dos principais tópicos é o de transformar os serviços para que a educação terapêutica das pessoas que vivem com CCNTs faça parte dos cuidados de rotina, um objetivo complexo e de longo prazo para o sistema de saúde. Um componente importante desta mudança é a formação dos profissionais de saúde nos princípios e práticas da educação terapêutica da pessoa. O guia ainda fornece conselhos práticos aos decisores políticos e profissionais de saúde sobre como incorporar esta abordagem na sua força de trabalho através do desenvolvimento e implementação de programas de formação para profissionais de saúde em apoio à autogestão e educação terapêutica de pessoas com CCNTs. Acesse o guia completo aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS)
- Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs/DCNTs 2023 - Inscrições até 3 de março
O FórumDCNTs anuncia a abertura das inscrições do processo seletivo para o Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder para Enfrentamento às CCNTs/DCNTs no Brasil 2023. O período de inscrições se encerra em 03/03/2023. O FórumDCNTs receberá inscrição de projetos implementados no território brasileiro, em andamento ou encerrados há menos de um ano, de acordo com critérios de elegibilidade (vide edital abaixo). Entre os projetos inscritos, os 15 melhores serão agraciados com a oportunidade de apresentação durante o 12º Encontro do FórumDCNTs, sendo 5 com apresentação oral e 10 com pôster, em maio de 2023; os 15 terão o contato de seus líderes compartilhados com as instituições dos diferentes setores que estarão participando deste encontro, a fim de facilitar potenciais parcerias. Na ocasião, serão anunciados pela Comissão Avaliadora o primeiro, o segundo e o terceiro lugares, entre os 5 projetos selecionados para apresentação oral, que receberão 15, 10 e 5 mil reais, respectivamente, com o objetivo de impulsionar o ganho de escala desses projetos. O Concurso valoriza projetos inovadores com resultados compartilháveis, mesmo que preliminares, nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico e tratamento de uma ou mais CCNTs/DCNTs ou fatores de risco para elas. É desejável, mas não obrigatório, que os projetos contenham a participação ativa da comunidade para a qual se destinam em seu desenvolvimento, e que beneficiem populações vulneráveis. Edital: Formulário de inscrições (até 3 de março): Parceiros Institucionais: Parceiros Corporativos:
- Confira os conteúdos do FórumDCNTs no Dia Nacional de Combate ao Câncer - 27/11
Dia 27 de novembro marca o Dia Nacional de Combate ao Câncer, que foi instituído pela Portaria MS/GM nº 707/1988, com a meta de ampliar a sensibilização e conhecimento da população brasileira sobre o câncer, o que é, suas causas, fatores de risco e formas de tratamento e prevenção, amplamente abordados pelo FórumDCNTs e seus parceiros ao longo de toda a sua jornada. De acordo com o Ministério da Saúde, o "Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 condições que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo". O câncer de pulmão é o mais comum e letal, apresentando aumento de 2% ao ano na sua incidência mundial. E em 9 a cada 10 casos diagnosticados, essa condição está associada ao consumo de derivados de tabaco. Confira as notícias, recursos recomendados e os eventos realizados pelo FórumDCNTs em 2023: Notícias Folha de S. Paulo: Brasil gastou R$ 1,3 bi com câncer de pulmão em 2019 (acesse a matéria) FórumDCNTs na mídia: entrevista sobre Câncer de Mama para a TV Ribeirão Preto (acesse a matéria) Câncer de intestino e de mama em mulheres com alto risco ganham atenção de gestores e especialistas (acesse a matéria) Inteligência artificial e mortalidade por câncer - Concurso Melhores Projetos FórumDCNTs 2023 (acesse a matéria) Câncer: como melhorar diagnóstico e tratamento agora? - Cobertura do Evento 24/02 (acesse a matéria) +Recursos FórumDCNTs participa de lançamento do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer (acesse o recurso) OMS lança relatório inicial de rastreamento do câncer no Brasil e no mundo (acesse o recurso) Novo material sobre Iniciativa Global de Câncer de Mama é lançado pela OMS (acesse o recurso) Nova Iniciativa Global do Câncer de Mama é lançada pela OMS (acesse o recurso) Eventos do FórumDCNTs 24/11 - FórumDCNTs - Câncer de Pulmão: Ações Para Prevenir e Tratar Precocemente Evitando Óbitos (acesse o hotsite) 18/08 - FórumDCNTs - Câncer de Mama: Diagnóstico e Prevenção em Pessoas com Alto Risco (acesse o hotsite) 24/02 - FórumDCNTs - Câncer: como melhorar diagnóstico e tratamento agora (acesse o hotsite) Fonte: Ministério da Saúde
- FórumDCNTs cria e-books gratuitos sobre vacinas e distúrbios do sono
Materiais orientam profissionais de saúde e população sobre a relação entre sono e doenças crônicas não transmissíveis, bem como acerca do calendário especial de vacinação para pessoas com essas condições O Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs) disponibiliza materiais educativos sobre distúrbios do sono e vacinas para profissionais de saúde e população em geral. Os guias trazem, em linguagem adequada para cada público, informações científicas e orientações práticas essenciais para a prevenção e o controle da maioria das doenças e condições crônicas não transmissíveis (DCNTs/CCNTs), como câncer, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e respiratórias. A imunização salva milhões de vidas anualmente em todo o planeta, aumenta a expectativa de vida e melhora sua qualidade. Ela foi responsável pelo feito inédito de erradicação de uma doença infecciosa, a varíola humana, em 1980. Entretanto, testemunhamos o declínio das coberturas vacinais na maioria dos países na última década. Doenças imunopreveníveis, cuja incidência foi controlada pelas vacinas, como sarampo e poliomielite, passaram a crescer em número de casos e mortes no mundo. Em 2022, o Brasil foi classificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como um dos quatro países das Américas com risco muito alto de retorno da paralisia infantil. Notícias falsas, desinformação e movimentos antivacinas confundem a população e levam à hesitação vacinal, a qual foi incluída pela Organização Mundial de Saúde, em 2019, na lista das dez ameaças globais à saúde. Apesar desse cenário prejudicar todos os indivíduos e faixas etárias, ele é mais crítico para populações com maior vulnerabilidade à infecção e/ou complicações por doenças preveníveis com vacinas, entre elas as pessoas com CCNTs. Existe um calendário de vacinas adicionais para esses grupos populacionais, que podem receber grande parte desses imunizantes gratuitamente nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais. Porém, a maioria das pessoas com CCNTs e muitos profissionais de saúde não sabem disso. Devido ao determinante papel desses profissionais para diminuir a relutância das pessoas quanto à vacinação, especialistas do FórumDCNTs desenvolveram o e-book "Com vacinas protejo vidas!". "Quando se trata de imunização, os conselheiros e influenciadores mais confiáveis para as pessoas ainda são os profissionais de saúde, particularmente os que atuam em comunidades específicas", lembra Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. Para a população em geral, o FórumDCNTs preparou o livro digital "Com vacinas escolho saúde!", que contém informações úteis para todas as pessoas, com ênfase àquelas que apresentam CCNTs. "Nosso objetivo é contribuir para que o país alcance suas metas de cobertura vacinal, bem como para a redução, entre as pessoas com CCNTs, das internações e da morbimortalidade por doenças infecciosas evitáveis", expõe Mark Barone, coordenador do FórumDCNTs. A correlação entre sono e doenças crônicas não transmissíveis Outro material educativo lançado pelo FórumDCNTs é o guia "Impacto dos distúrbios do sono sobre diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e outras CCNTS", o qual fornece conhecimentos fundamentais sobre o tema aos profissionais e gestores da área da saúde. Embora estejam entre as queixas clínicas mais comuns quando investigados, os sintomas dos distúrbios do sono não são espontaneamente referidos pelas pessoas durante consultas. Portanto, é crucial que os profissionais de saúde sejam proativos e incluam perguntas sobre o sono durante anamneses e check-ups. Porém, isso raramente acontece. "Como resultado, os distúrbios do sono permanecem invisíveis enquanto interferem cumulativamente no funcionamento físico, mental, social e emocional de milhões de pessoas não diagnosticadas ou tratadas", constata Geraldo Lorenzi Filho, fundador e diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Com os maiores índices de ansiedade do mundo, de acordo com a literatura científica nacional e internacional, o Brasil está incluído, não por acaso, entre aqueles em que menos se dorme. Cerca de 15% da população adulta brasileira sofre de insônia que, por sua vez, é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de transtorno de ansiedade generalizada, depressão e outras CCNTs/DCNTs como hipertensão, cardiopatias, diabetes e obesidade. A síndrome de apneia obstrutiva, distúrbio do sono mais prevalente no país, afeta 27 milhões de brasileiros, pouco mais de um terço da população. Da mesma forma que a insônia, a apneia aumenta o risco de desenvolvimento e agrava DCNTs/CCNTs pré-existentes. No Brasil, há uma associação importante entre apneia e doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, fibrilação atrial e acidente vascular cerebral (AVC). "O profissional de saúde deve ter em mente que esta é uma via de mão dupla, ou seja, as condições e doenças crônicas, quando não estão bem administradas, aumentam os riscos de aparecimento ou exacerbação de distúrbios do sono. São exemplos a ocorrência de despertares noturnos para micção em indivíduos com hiperglicemia e o agravamento da apneia com o ganho de peso", explica Luciano Ferreira Drager, presidente da Associação Brasileira do Sono. "Nosso compromisso, com a produção e divulgação desse material, é promover a valorização do sono como uma fase de extrema relevância para a saúde e bem-estar de todos. Muitos distúrbios do sono são, em si, CCNTs que devem ser adequadamente gerenciadas pelas equipes de saúde", alerta. Mais informações em: https://www.forumdcnts.org/
- Material Educativo sobre Distúrbios do Sono e DCNTs para profissionais de saúde e gestores é lançado
O material lançado no dia 31 de outubro de 2023, pelo FórumDCNTs e outras mais de 40 entidades, revela o efeito desses distúrbios na desenvolvimento e agravamento das condições crônicas não transmissíveis e oferece orientações para a sua prevenção, rastreio e tratamento. Clique na caixa abaixo para fazer o download do guia Impacto dos distúrbios do sono sobre diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e outras CCNTS Os distúrbios do sono apresentam alta prevalência no mundo e estão relacionados a percentuais significativos de morbidade e mortalidade. São mais de 70 os transtornos listados pela Classificação Internacional de Distúrbios do Sono, os quais afetam a saúde e qualidade de vida de cerca de 40 a 45% da população mundial, conforme a World Sleep Society e a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, a situação não é diferente. Com os maiores índices de ansiedade do mundo, de acordo com a literatura científica nacional e internacional, o país também está incluído, não por acaso, entre aqueles em que menos se dorme. Cerca de 15% da população adulta brasileira sofre de insônia que, por sua vez, é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de transtorno de ansiedade generalizada, depressão e outras doenças e condições crônicas não transmissíveis (DCNTs/CCNTs) como hipertensão, cardiopatias, diabetes e obesidade. A síndrome de apneia obstrutiva, distúrbio do sono mais prevalente no país, afeta 27 milhões de brasileiros, pouco mais de um terço da população. Da mesma forma que a insônia, a apneia aumenta o risco de desenvolvimento e agrava DCNTs/CCNTs pré-existentes. No Brasil, há uma associação importante entre apneia e doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, doença arterial coronariana, fibrilação atrial e acidente vascular cerebral (AVC). Diante das implicações negativas dos transtornos do sono na saúde nacional, tanto individual quanto coletiva, o Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) elaborou o material Impacto dos distúrbios do sono sobre diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e outras CCNTS, direcionado a profissionais de saúde e gestores. Nos formatos digital e impresso, e disponibilizado gratuitamente. O material foi lançado no 13º Encontro do FórumDCNTs, em 31 de outubro de 2023. Com esse material, o FórumDCNTs visa aumentar a conscientização e fornecer conhecimentos fundamentais aos profissionais de saúde e gestores acerca da relevância do sono de qualidade para a prevenção e o controle da maioria das condições crônicas não transmissíveis, assim como incentivar a abordagem do assunto durante o atendimento e acompanhamento ambulatorial nos sistemas público e privado de saúde. “Estamos certos de que o maior engajamento dos profissionais de saúde na identificação, diagnóstico e tratamento de distúrbios do sono irá repercutir positivamente no controle e desfechos das CCNTs. O uso de nosso material seguramente ajudará o país a atingir o Objetivo de Desenvolvimento Social 3.4 das Nações Unidas para o Brasil, de redução em 1/3 das mortes prematuras por condições crônicas não transmissíveis até 2030”, prevê Dr. Mark Barone, coordenador do FórumDCNTs e coautor do guia. Embora estejam entre as queixas clínicas mais comuns quando investigados, os sintomas dos distúrbios do sono não são espontaneamente referidos pelas pessoas durante consultas. Portanto, é crucial que os profissionais de saúde sejam proativos e incluam perguntas sobre o sono durante anamneses e check-ups. Porém, isso raramente acontece. “Como resultado, os distúrbios do sono permanecem invisíveis enquanto interferem cumulativamente no funcionamento físico, mental, social e emocional de milhões de pessoas não diagnosticadas ou tratadas”, constata Dr. Geraldo Lorenzi Filho, fundador e diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e coautor do material do FórumDCNTs. Júlia Silveira, jovem líder em diabetes pela Internacional Diabetes Federation (IDF), também coautora do livreto do FórumDCNTs, ressalta a importância da intervenção educacional dos profissionais de saúde durante o gerenciamento das CCNTs, por meio de orientações sobre higiene do sono. “Muitas pessoas com diabetes experimentam dificuldades em gerenciar a glicemia depois de uma noite mal dormida, da mesma forma que pessoas com obesidade sofrem com despertares noturnos múltiplos”, expõe. “O profissional de saúde deve ter em mente que esta é uma via de mão dupla, ou seja, as condições e doenças crônicas, quando não estão bem administradas, aumentam os riscos de aparecimento ou exacerbação de distúrbios do sono. São exemplos a ocorrência de despertares noturnos para micção em indivíduos com hiperglicemia e o agravamento da apneia com o ganho de peso”, explica Dr. Luciano Ferreira Drager, presidente da Associação Brasileira do Sono e coautor do material do FórumDCNTs. “Nosso compromisso, com a produção e divulgação desse material, é promover a valorização do sono como uma fase de extrema relevância para a saúde e bem-estar de todos. Muitos distúrbios do sono são, em si, CCNTs que devem ser adequadamente gerenciadas pelas equipes de saúde”, alerta. Na Imprensa: Fundação ProAr Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo












