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- FEBRACE-FórumDCNTs 2023: Robô Afonso: Um Auxílio para Pessoas com Alzheimer
Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2023 e selecionado por seu potencial na categoria FEBRACE-FórumDCNTs 2023 Robô Afonso: Um Auxílio Para Pessoas Com Alzheimer O Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo progressivo que se caracteriza pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento das atividades diárias e uma variedade enorme de sintomas neuropsiquiátricos e de mudanças de comportamento. Essa condição pode causar uma grande dependência exigindo cuidados constantes, que acabam por tirar toda a autonomia do pessoa diagnosticada com a condição; são, assim, necessárias alternativas que auxiliem no tratamento e cuidado da pessoa diagnosticada com Alzheimer. Recursos de tecnologia assistiva podem ser uma opção para o cuidado dessas pessoas, sendo eles quaisquer dispositivos que ajudem na execução de tarefas da vida diária, podendo oferecer ferramentas que promovam a independência, respeitando a integridade da pessoa e melhorando sua qualidade de vida. Pensando em todos estes fatos, o presente projeto teve como objetivo desenvolver um robô com o intuito de ajudar a reduzir a sobrecarga criada tanto nos cuidadores quanto nas pessoas com Alzheimer, tendo a função de auxiliar a pessoa em suas atividades diárias. Para tanto, foi criado o robô Afonso utilizando microcontrolador Arduino, que possui diversas funções como, andar, acenar e cumprimentar a pessoa para entretê-la, responder perguntas de rotina para lembrá-la de suas atividades diárias que seriam programadas anteriormente pelos cuidadores e, entregar e controlar o horário dos medicamentos. Foram feitos diversos testes para verificar o funcionamento do robô e ao fim todas as funções alcançaram êxito. Dessa forma, esperamos que um dia o robô Afonso possa ser útil para pessoas diagnosticadas com Alzheimer na fase inicial, auxiliando no dia a dia e trazendo mais autonomia para essas pessoas. Autores: Bianca Antunes Schmidt (Estudante), Gustavo Henrique Furtado Laurindo (Estudante), Rafael Amaro Fernandes (Orientador) e Silvia Monteiro Bonancéa (Coorientadora) Instituição: Colégio Estadual Marechal Castelo Branco - Primeiro de Maio/PR Palavras-chave: Alzheimer; Cuidado; Tecnologia; Robô; Arduino.
- Distúrbios do Sono, Fator de Risco para CCNTs: Políticas e Programas para Prevenir e Tratar - 29/05
Objetivos Identificar distúrbios dos sono que devam ser classificados como doença/condição crônica não transmissível (DCNTs/CCNTs) e seus impactos sobre a saúde individual e coletiva. Conhecer os mecanismos pelos quais os distúrbios do sono levam ao desenvolvimento e agravamento das CCNTs mais prevalentes, como diabetes, obesidade, doença cardiovascular, dor crônica e alterações de saúde mental. Engajar os setores público, privado e terceiro setor na proposição de programas e políticas de rastreio, diagnóstico e tratamento dessas condições de alta prevalência, com potencial para melhorar o controle da maioria das principais CCNTs. Agenda Vídeo Resumo 7h50 – Chegada de todos e acomodação 8h10 - Abertura – Boas-vindas (Mark Barone, FórumDCNTs; Douglas Silva, ResMed; Eduardo Macário, SES-SC; Márcio Galvão, UFBA; Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil) (Vídeo) 8h20-8h55 - Contextualização (moderação e introdução ao tema sobre prevalência de distúrbios do sono e quais deles são CCNTs/DCNTs: Claudia Albertini, Resmed) (Vídeo) 8h25-8h35 - Quais os custos atrelados aos distúrbios do sono? Custa mais tratá-los ou não tratá-los? (Alan Eckeli, FMRP-USP) (Vídeo) 8h40-8h55 - Comentários breves (moderação: Claudia Albertini, Resmed) (Vídeo) 9h00-9h55 - Painel 1 - Associações entre Distúrbios do Sono e Doenças Crônicas, o que já sabemos e fazemos? (Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil) (Vídeo) 9h05-9h15 – Associações entre distúrbios do sono, obesidade, diabetes e DCV (Sonia Togeiro, UNIFESP) (Vídeo) 9h20-9h30 – Associação de mão dupla entre distúrbios do sono, transtornos de saúde mental e dor (Almir Tavares, UFMG) (Vídeo) 9h35-9h45 – Como as políticas públicas endereçam os desafios dos distúrbios do sono e sua associação com outras CCNTs no Brasil? (Miguel Medeiros) (Vídeo) 9h50-10h00 - Comentários breves (Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil) (Vídeo) 10h05-10h20 – Café 10h25-11h25 – Painel 2 - Agravamento de Condições Crônicas e Tratamento (Claudia Moreno, FSP-USP) (Vídeo) 10h30-10h40 - Como distúrbios do sono contribuem para o agravamento de doenças crônicas e desenvolvimento de complicações, e como essas complicações impactam o sono? (Luciano Drager, ABS) (Vídeo) 10h45-10h55 - Alternativas custo-efetivas para diagnóstico e tratamento de distúrbios do sono com potencial para prevenir outras CCNTs e/ou seu agravamento (Geraldo Lorenzi, InCor-FMUSP) (Vídeo) 11h00-11h10 - Resultados de linha de cuidado de distúrbio do sono implementada (Soraya Moura, SMS-Araguari) (Vídeo) 11h15-11h25 - Comentários breves (Claudia Moreno, FSP-USP) (Vídeo) 11h30-12h15 – Consenso e Próximos Passos (Mark Barone, FórumDCNTs; Alessandro Chagas, CONASEMS; Douglas Silva, ResMed; Eduardo Macário, SES-SC; Luciano Drager, ABS; Márcio Galvão, UFBA; Soraya Moura, SMS-Araguari) (Vídeo) Painelistas e Moderadores Alan Eckeli, MD, PhD (FMRP-USP) Graduação em Medicina e Residência em Neurologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Residência em Neurofisiologia e Doutorado em Neurologia pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP). Especialista em Medicina do Sono pela Sociedade Brasileira de Sono e Título de Neurologista pela Academia Brasileira de Neurologia. Atuou como Médico Assistente e Professor na Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (FAPEPA) do Hospital das Clínicas da FMRP (HCFMRP-USP). Revisor de periódicos nacionais e internacionais nas áreas de psiquiatria, neurociências e medicina do sono. Ampla experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurologia, atuando em Medicina do Sono. Atualmente é Professor de Neurologia e Medicina do Sono na FMRP-USP. Almir Tavares, MD, PhD (UFMG) Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Residência Médica em Psiquiatria pelo Instituto Raul Soares - Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e Doutorado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Pós-Doutorados: National Institute on Aging, NIH, Bethesda; e Johns Hopkins, Baltimore. Membro titular da Associação Brasileira de Psiquiatria, com atuação em Psicogeriatria, Psicoterapia e Medicina do Sono. Atualmente é Professor Associado IV do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da UFMG e Orientador do Programa de Pós-Graduação em Neurociências da UFMG. Claudia Albertini, MSc, PhD (ResMed) Graduação em Fisioterapia pela Universidade Estadual de Londrina, Mestrado e Doutorado em Fisiopatologia Experimental pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Atuou como Professora Supervisora de Estágio no Ambulatório de Reabilitação Pulmonar do HCFMUSP. Tem experiência na área de Fisioterapia com ênfase em Defesa Pulmonar, atuando principalmente nos seguintes temas: Fisioterapia cardiorrespiratória, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, apeia obstrutiva do sono. Há mais de 15 anos atuando na indústria farmacêutica, ocupando as posições de Gerente de Cuidados Respiratórios e Medical Affairs da ResMed na América Latina e Asia. Atualmente é Gerente de Operações Clínicas da ResMed na América Latina. Claudia Moreno, MSc, PhD (FSP-USP) Graduação em Biologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestrado Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado na Faculdade de Saúde Pública USP (FSP-USP), no Instituto do Sono - UNIFESP, com bolsa de Jovem Pesquisador da Fapesp, e no Stress Research Institute (Suécia). Atuou como Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da FSP-USP e Vice-presidente da Associação Brasileira de Sono. Ampla experiência em Cronobiologia e Saúde Pública, com estudos sobre sono, ritmos biológicos, problemas cardiovasculares, metabolismo e nutrição. Atualmente é Professora Associada e Chefe do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da FSP-USP e Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública. Geraldo Lorenzi Filho, MD, PhD (InCor - HCFMUSP) Graduação em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), Doutorado em Defesa Pulmonar pela USP, Pós-doutorado em Medicina do Sono na Universidade de Toronto e Livre Docência na área de Pneumologia/Medicina do Sono pela USP. Atuou como Médico assistente da Disciplina de Pneumologia, Diretor Cientifico e sócio da startup Biologix, Presidente da Associação Brasileira do Sono (ABSono), Coordenador da Residência de Medicina do Sono no complexo HC-FMUSP, Proponente e Coordenador do Laboratório de Investigação Médica (LIM) 63 na FMUSP, editor associado da revista Sleep Science, coordenador brasileiro do Estudo SAVE, coordenador brasileiro do Estudo multicêntrico ADVENT-HF e membro da American Thoracic Society. Atualmente é Diretor Geral do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor - HCFMUSP), fundado por ele. Luciano Drager, MD, PhD (ABSono) Graduação em Medicina, Doutorado em Ciências pela FMUSP, Livre-Docência pelo Departamento de Cardiopneumologia e Pós-Doutorado pela Johns Hopkins University. Atuou como Orientador permanente da Pós-graduação da Cardiologia e da Nefrologia da FMUSP, Médico Assistente da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração (InCor), membro do Programa Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina, do Corpo Editorial dos Periódicos Científicos Current Hypertension Reports e Sleep Science e do Corpo Editorial do periódico CHEST. Atualmente é Diretor da Unidade de Hipertensão da Disciplina de Nefrologia da FMUSP e Presidente da Associação Brasileira do Sono (ABSono). Miguel Medeiros, MBA Graduado em Fisioterapia, Especialização em Doenças Neuromusculares pela UNIFESP, Aprimoramento Profissional em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde - SES/SP, Especialização em Gestão de Serviços de Saúde pelo SENAC, e MBA em Acesso à Mercado Público e Privado de Saúde e Farmaeconomia pelo Centro Universitário São Camilo Mais de 15 anos de experiência nos segmentos de Medical Devices, Farmacêuticas e Hospitalar. Atuou como Fisioterapeuta Sr. no Hospital Israelita Albert Einstein e Key Account Manager para Acesso, Consultor de Acesso Estratégico na ResMed, trabalhando nas Área de Device para Apneia do Sono, Consultoria de Saúde Para Indústria Farmacêutica/Medical Devices e Atenção Primária à Saúde. Sonia Togeiro, MD, MSc, PhD (UNIFESP) Graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Especialista em Pneumologia e Medicina do Sono pela Associação Médica Brasileira (AMB), Mestre e Doutora, modalidade sanduiche (Universidade de Boston), em Pneumologia pela UNIFESP. Atuação no ensino e pesquisa na graduação e pós-graduação nas áreas de Pneumologia e Medicina do Sono, com foco principal nos Distúrbios Respiratórios do Sono. Revisora de periódicos nacionais e internacionais nas áreas de pneumologia e distúrbios respiratórios do sono. Atualmente é Pesquisadora do Instituto do Sono e Professora Afiliada da Disciplina de Biologia e Medicina do Sono, do Departamento Psicobiologia da UNIFESP. Soraya Moura (SMS-Araguari) Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Uberlândia, com Pós-Graduação em Administração dos Serviços de Saúde e em Metodologia do Ensino Superior. É referência Técnica da Atenção Primária à Saúde no município de Araguari - MG. Foi enfermeira no Pronto Socorro Municipal de Araguari, atuando a frente da Urgência e Emergência. Foi Coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretária Municipal de Saúde de Araguari. Foi docente na Universidade Federal de Uberlândia e na Universidade Presidente Antônio Carlos, no curso de graduação de Enfermagem. Atualmente é Secretária de Saúde do município de Araguari. Na Imprensa Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos
- Estudo da OPAS aponta crescimento da incapacidade no Brasil, devido ao Diabetes
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) divulga um importante relatório acerca do diabetes, uma das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) mais prevalentes no Brasil e no mundo. O estudo mostra os perfis nacionais nas Américas, referentes a carga de outras condições causadas pelo diabetes, assim como a doença renal crônica (DRC), o que favorece no monitoramento das estratégias implementadas para enfrentar o diabetes. Os perfis dos países revelam que, nos últimos 20 anos, a incapacidade devido ao diabetes aumentou em todos os países da região, tanto em homens como em mulheres. Esta primeira versão dos perfis, que abrange o período entre 2000 e 2019, mostra a tendência da mortalidade, anos de vida perdidos por morte prematura, anos vividos com incapacidade e anos de vida ajustados por incapacidade para ambas as condições. Foram preparados com os dados mais recentes disponíveis das estimativas de saúde global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e pretendem se tornar uma ferramenta útil para monitorizar estratégias relacionadas. O Brasil, um país com mais de 203 milhões de habitantes (atualização do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2023) teve 70.780 mortes por diabetes, relacionadas à doença renal crônica, no ano de 2019, época do estudo deste relatório, e 2 a cada 5 óbitos acontecerão de forma prematura, em pessoas entre 30 e 69 anos (28.515 mortes). Os dados amostrados apenas sobre diabetes mostram um número um pouco menor, 59.608 mortes, a maioria de mulheres, que têm menos mortes que homens entre os 30 e 69 anos (10.809 contra 12.858), porém mais óbitos após os 70 anos (21.152 contra 14.141). Outro número impactante no relatório sobre o Brasil se dá na "Tendência da taxa padronizada de anos de vida perdidos por morte prematura (YLL) por diabetes (DM)". Com dados coletados entre 2000 e 2019, a redução dos anos perdidos é considerável, mas a quantidade de anos perdidos de vida ainda é preocupante. No fim do século XX, as mulheres tinham 701,7 anos perdidos por DM, enquanto os homens 633 anos perdidos. Já em 2019 os números foram reduzidos e invertidos, com os homens a perderem 588 anos, enquanto as mulheres ficaram perdem 479,4 anos. Já no gráfico sobre a "Tendência da taxa padronizada de anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) devido ao diabetes, por sexo, 2000-2019", na divisão por gêneros, os homens aumentaram os anos de vida perdidos neste intervalo de 20 anos, passaram de 1.054 em 2000 para 1.112,9 em 2019, enquanto no retrato entre as mulheres teve uma queda considerável, de 1.122,7 para 965,2 no mesmo período. Acesse o relatório completo sobre o Brasil aqui. Acesse também o relatório sobre os outros 30 países das Américas aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde
- Relatório da OPAS foca na prevenção de CCNTs em crianças, jovens e adolescentes
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou durante ao 60º Conselho Diretor da 75ª Sessão do Comitê Regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para as Américas o relatório "Política de Prevenção e Manejo de Condições Crônicas Não Transmissíveis em Crianças, Adolescentes e Jovens Adultos". As condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) continuam a ser as principais causas de problemas de saúde, incapacidade e morte na Região das Américas, responsáveis por 5.8 milhões de mortes (81% do total de mortes) todos os anos. Os óbitos incluem doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas, e partilham fatores de risco como o consumo de tabaco, o uso nocivo do álcool, a alimentação pouco saudável e a inatividade física. Embora crianças, adolescentes e jovens adultos (até 24 anos de idade) tenham CCNTs, especialmente diabetes tipo 1, asma e certos tipos de câncer, os esforços para abordar as CCNTs concentraram-se na população adulta, sendo as crianças e os jovens largamente ignorados. Vários fatores podem explicar esta situação, incluindo o fato de que as CCNTs serem frequentemente consideradas "condições exclusiva de idosos", enquanto a população jovem é geralmente considerada saudável. Nas Américas, pouco mais de 14% da população infantil e adolescente era obesa em 2016 (últimos dados disponíveis), enquanto 80,7% dos adolescentes não praticavam atividade física suficiente. Em 2019, 11,3% dos jovens dos 13 aos 15 anos na Região (5,2 milhões) consumiam tabaco, enquanto 18,5% dos adolescentes praticavam consumo excessivo de álcool em 2016. Ainda estima-se que 314 mil pessoas com menos de 20 anos tenham diabetes tipo 1 (30% a mais que em 1990) e todos os anos 45 mil crianças e adolescentes com menos de 20 anos são diagnosticados com algum tipo de câncer. As taxas de sobrevivência variam amplamente entre os países, dependendo do acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento de qualidade. Conheça as linhas de estratégias estipuladas pela OPAS: Integrar estratégias de prevenção e manejo de CCNTs em programas de saúde para crianças, adolescentes e adultos jovens Desenvolver ações e políticas multissetoriais para melhorar a promoção da saúde, a prevenção das CCNTs e a redução dos fatores de risco das CCNTs entre crianças, adolescentes e adultos jovens Fortalecer os serviços de atenção primária à saúde que incorporem soluções digitais de saúde para diagnóstico e tratamento de CCNTs entre crianças, adolescentes e adultos jovens Fortalecer a capacidade de vigilância das CCNTs e dos fatores de risco para fornecer informações mais oportunas e completas sobre a situação das CCNTs, os fatores de risco e seus determinantes entre crianças, adolescentes e adultos jovens Outras intervenções custo-efetivas e baseadas em evidências recomendadas na nova política para abordar as CCNTs em crianças, adolescentes e adultos jovens incluem: Vacinar contra o papilomavírus humano (HPV) para prevenir o câncer cervical na idade adulta Oferecer triagem para anemia, asma e diabetes em programas de saúde materno-infantil Fornecer informações e apoio sobre prevenção e cessação do tabagismo, uso de álcool e substâncias psicoativas, atividade física e nutrição Fornecer educação em saúde por meio de escolas, acampamentos e atividades comunitárias Estabelecer ambientes escolares livres de fumo que ofereçam alimentos com baixo teor de gordura, açúcar e sal; e incentivar a atividade física Implementar regulamentos municipais que criem ambientes alimentares saudáveis, espaços verdes e meios de transporte que facilitem caminhadas e ciclismo Estabelecer serviços de saúde apropriados para garantir diagnóstico, tratamento e acompanhamento oportunos das CCNTs na população-alvo A nova política observa que a prevenção das CCNTs requer políticas públicas multissetoriais, bem como intervenções como a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida (que apenas um em cada três bebês na Região recebe atualmente), seguida de uma nutrição adequada na infância e adolescência. Acesse o relatório completo aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde
- OPAS destaca a Saúde Mental e como a comunicação pode ajudar em sua melhoria
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lança dois importantes materiais sobre saúde mental. O primeiro é o "CD60/9 - Estratégia para melhorar a saúde mental e a prevenção do suicídio na região das Américas", referente aos cuidados com essa condição no Brasil e nos países vizinhos, enquanto o segundo trata-se do "Prevenindo o suicídio: um recurso para profissionais de mídia - Atualização 2023", um documento que guia as tratativas para com o assunto aos profissionais da comunicação. O primeiro relatório apresenta a elevada quantidade das condições a partir da saúde mental, a baixa cobertura de tratamento e o aumento das taxas de suicídio que tornam a saúde mental um grave problema de saúde pública na Região das Américas. A pandemia de COVID-19 agravou a situação, aumentando a prevalência de problemas de saúde mental e perturbando os serviços essenciais de saúde mental. Outras emergências humanitárias, incluindo a migração, agravadas pela crise climática global, também representam uma ameaça significativa para a saúde mental. É necessária uma resposta intersectorial para dar prioridade à saúde mental e à prevenção do suicídio e mobilizar recursos para satisfazer a crescente procura de cuidados. O objetivo desta estratégia é orientar e apoiar os Estados Membros da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para melhorar a saúde mental e a prevenção do suicídio, a fim de promover a saúde e o desenvolvimento na Região no contexto da recuperação da pandemia de COVID-19 e do potencial emergências futuras. Este documento descreve seis linhas estratégicas de ação a serem implementadas num período de sete anos (2024–2030). São elas: Construir liderança, governação e parcerias multissetoriais em saúde mental, e integrá-la em todas as políticas Melhorar a disponibilidade, acessibilidade e qualidade dos serviços comunitários para problemas de saúde mental e apoiar o avanço da desinstitucionalização Promover estratégias e atividades de promoção e prevenção da saúde mental ao longo da vida Reforçar a integração da saúde mental e do apoio psicossocial em contextos de emergência Fortalecer dados, evidências e pesquisas Tornar a prevenção do suicídio uma prioridade nacional de todo o governo e desenvolver capacidade multissetorial para responder às pessoas afetadas por comportamentos suicidas Já a atualização para os profissionais de mídia acerca da prevenção do suicídio mostra evidências de que as reportagens da mídia sobre o suicídio podem aumentar ou enfraquecer os esforços de prevenção do suicídio. Histórias amplamente divulgadas de mortes por suicídio são frequentemente seguidas por mais suicídios na população, enquanto histórias de superação de uma crise suicida podem levar a menos suicídios. Os profissionais da mídia são incentivados a se concentrar na apresentação de histórias de pessoas que superam dificuldades após uma crise suicida, ao mesmo tempo que seguem o que fazer e o que não fazer neste recurso ao reportar sobre suicídio. Versões anteriores foram atualizadas neste recurso, em particular nas áreas de reportagem proativa sobre histórias de sobrevivência e prevenção do suicídio, impactos positivos da reportagem na prevenção do suicídio, esperança e recuperação, e considerações específicas para mídias online, digitais e sociais. O público-alvo deste recurso compreende profissionais que trabalham diretamente na mídia, como jornalistas, diretores de notícias, editores, revisores, fotógrafos e cinegrafistas, bem como escolas de jornalismo. De forma mais ampla, é dirigido a todas as outras partes interessadas que comunicam, enviam mensagens ou falam publicamente sobre suicídio e prevenção do suicídio. Um dos revisores do material foi José Manoel Bertolote, da Faculdade de Medicina de Botucatu, São Paulo. Acesse CD60/9 - Estratégia para melhorar a saúde mental e a prevenção do suicídio na região das Américas aqui. Acesse Prevenindo o suicídio: um recurso para profissionais de mídia - Atualização 2023 aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde
- Programa Nacional de Equidade selecionará projetos de Organizações da Sociedade Civil - Até 17/10
O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), lança o edital do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de selecionar projetos de Organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, que executem ações de equidade na saúde como na comunicação em saúde. As inscrições vão até 17/10. Organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, poderão se candidatar com projetos de até R$ 500 mil que fomentem a equidade no âmbito do SUS. As propostas devem seguir os eixos: Formação e qualificação Estratégias de enfrentamento das diversas formas de violências, preconceito e discriminação no âmbito do trabalho em saúde Comunicação em saúde Pesquisa em saúde, que devem ter como foco a equidade de gênero, identidade de gênero, sexualidade, raça, etnia e valorização das trabalhadoras no SUS. Apenas um projeto por CNPJ poderá participar e ele deverá ser executado em até 24 meses. O edital compõe as linhas de ação do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS, instituído pela Portaria GM/MS Nº 230, de 07 de março de 2023. Fazem parte dos objetivos gerais: A promoção da equidade de gênero e raça no SUS, buscando modificar as estruturas machista e racista que operam na divisão do trabalho na saúde; O enfrentamento das diversas formas de violências relacionadas ao trabalho na saúde; O acolhimento das trabalhadoras da saúde no processo de maternagem; A promoção do acolhimento das mulheres considerando seu ciclo de vida no âmbito do trabalho na saúde; A garantia de ações de promoção e de reabilitação da saúde mental, considerando as especificidades de gênero e raça; A promoção da formação e educação permanente na saúde, considerando as interseccionalidades no trabalho na saúde. Inscrições As inscrições tiveram início no dia 8 de setembro e serão encerradas às 23h59 (horário de Brasília/DF) do dia 17 de outubro. Para este edital, o investimento total é de R$ 5 milhões. Sobre o Programa O Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no Sistema Único de Saúde - SUS é uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS) e que faz parte do compromisso assumido pelo governo federal de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça, reconhecendo o papel do Estado como promotor e articulador de estratégias e políticas públicas que buscam combater as desigualdades sociais ainda presentes no País. A estimativa é que as ações previstas impactem, direta e indiretamente, 2 milhões e 120 mil mulheres trabalhadoras da saúde em exercício no Brasil, bem como nos processos formativos de estudantes de todos os cursos da saúde. O Programa é alicerçado em seis diretrizes: Promover a política de equidade de gênero e raça no SUS, buscando modificar as estruturas machista e racista que operam na divisão do trabalho na saúde; Enfrentamento às diversas formas de violências relacionadas ao trabalho na saúde; Acolhimento às trabalhadoras da saúde no processo de maternagem; Promover o acolhimento às mulheres considerando seu ciclo de vida no âmbito do trabalho na saúde; Saúde Mental e Gênero; Formação e educação permanente na saúde considerando as interseccionalidades no trabalho na saúde. Acesse o edital aqui. Acesse o formulário de inscrição aqui. Fonte: Ministério da Saúde
- OPAS lança chamada para experiências com ações intersetoriais de equidade em saúde - Até 16/10
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lança chamada para identificar e compilar experiências nacionais, subnacionais e locais de trabalho intersetorial que tenham contribuído direta ou indiretamente para a equidade em saúde. O prazo para submissão de propostas estará aberto até 16/10. A partir desta chamada, a OPAS busca gerar aprendizagem e reduzir as lacunas sobre experiências de ação intersetorial que contribuem para a equidade em saúde no Brasil e na região das Américas. O trabalho intersetorial é uma das cinco linhas de ação definidas pela Política aprovada no final de 2022 para recuperar o progresso em direção ao alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável com equidade no âmbito da Agenda 2030. O fortalecimento da ação intersetorial como estratégia-chave para abordar os determinantes sociais da saúde e promover níveis mais elevados de equidade na saúde e bem-estar da população também tem sido adotado como tema central do trabalho promovido pela Iniciativa Especial sobre Determinantes Sociais para a Equidade em Saúde, que é coordenado globalmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e apoiado pela Agência Suíça para o Desenvolvimento e Cooperação. O Diretor Geral da OPAS, Jarbas Barbosa da Silva Jr., relatou suas expectativas com a nova chamada da organização em suas redes sociais. "Precisamos documentar e divulgar boas experiências e lições aprendidas com ações intersetoriais para equidade em saúde. Em uma Região que é a mais inequitativa do mundo, essas iniciativas podem servir de exemplo para incentivar mais ações direcionadas a alcançar as populações mais vulneráveis e caminharmos para uma sociedade mais justa e mais saudável". Conheça os requisitos da chamada Podem participar experiências de trabalho intersetorial desenvolvidas a nível nacional, regional e/ou local. As iniciativas podem ter sido lideradas por qualquer setor de políticas públicas e/ou nível de governo e a proposta pode se referir a uma experiência surgida como iniciativa do setor saúde ou de outros setores. Podem ser experiências atualmente em desenvolvimento ou que tenham sido desenvolvidas nos últimos 5 anos. Não há restrição quanto aos temas ou problemas abordados pela própria experiência intersetorial, mas é importante que, em sua análise, sejam abordadas em profundidade as aprendizagens geradas em no mínimo dois e no máximo três das seguintes áreas: O papel do setor saúde no trabalho intersetorial para abordar os determinantes sociais e promover a equidade em saúde; O papel de outros setores, além da saúde, na abordagem dos determinantes sociais para promover a equidade e sua relação com a saúde. Condições que impulsionam ou facilitam o trabalho intersetorial para promover a equidade em saúde; Concepções predominantes de saúde e equidade em saúde na experiência de trabalho intersetorial; Aprendizagens e desafios relacionados à institucionalidade para o trabalho intersetorial; Facilitadores da sustentabilidade do trabalho intersetorial; O papel e as características da participação social nas diferentes etapas do trabalho intersetorial; Desafios do monitoramento e avaliação do trabalho intersetorial; Outra área considerada relevante pelos autores/narradores da experiência intersetorial. Quem pode participar? Podem participar desta chamada: Instituições acadêmicas; ONGs; Organizações comunitárias ou da sociedade civil; Equipes de ministérios; Prefeituras e outros níveis de governo, tanto do setor de saúde quanto de outros setores. As propostas podem ser apresentadas por mais de uma instituição de forma conjunta. Os autores das experiências selecionadas na chamada serão contatados para sistematizar e aprofundar o relato do trabalho intersetorial. As experiências selecionadas serão apresentadas no âmbito da Reunião Regional de Ação Intersetorial e Equidade em Saúde, a ser realizada em novembro de 2023 em Havana, Cuba. Cronograma Publicação da chamada: 08/09/2023 a 16/10/2023 Data limite para submissão de propostas: 16/10/2023 (inscrições prorrogadas) Seleção de experiências: 09/10/2023 a 16/10/2023 Publicação dos resultados: 18/10/2023 Apresentação em reunião regional: 21/11/2023 a 21/11/2023 Acesse os termos da chamada aqui. Acesse o formulário aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde
- Folha de S. Paulo: Brasil gastou R$ 1,3 bi com câncer de pulmão em 2019
Cigarro é principal fator associado à condição no Brasil, mesmo com o país na rota de redução do tabagismo; maior parte dos gastos acontece em mortes precoces Em matérias publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo e o Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, o Brasil gastou R$ 1,3 bilhão com custos diretos e indiretos relacionados ao câncer de pulmão, no ano de 2019. Os dados são do Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que atestaram 80% dos gastos ligados a mortes precoces na amostra entre 2015 e 2019, o que causa alta perda de produtividade. A quarta forma de neoplasia mais frequente no país (não considerando o câncer de pele não melanoma), a condição se mostra como a mais letal entre os cânceres, em boa medida por ser diagnosticada tardiamente. Um a cada três mortes acontece ainda em idade de trabalho, por isso são mais expressivos os seus custos de produtividade. O estudo foi realizado por Vanessa Boarati, Carolina Melo, Felippe Bispo, Mariana Rocha, Maria Penha e Giulia Rodrigues, do Núcleo de Saúde e Políticas Públicas do Insper. O mais prevalente do país, o câncer de próstata registrou em 2019 mais que o dobro de casos, mas, além de ser menos letal que o de pulmão, provoca mortes geralmente em idades mais avançadas, após a aposentadoria. Isso reduz os seus custos de produtividade, também chamados de custos indiretos, embora aumente os custos diretos, os de tratamento. Já custos relativamente altos de tratamento e de produtividade caracterizam o câncer de mama, o segundo mais comum. Ele teve incidência equivalente a pouco menos do dobro da do câncer pulmonar em 2019, mas ostenta índices mais elevados de cura e sobrevida. Isso faz com que seu custo para a produtividade seja próximo do estimado para o câncer de pulmão. Avaliados conjuntamente, os custos anuais diretos e indiretos das 29,3 mil mortes em 2019 por câncer de pulmão no Brasil foram da ordem de R$ 1,3 bilhão, com quase 80% desse valor atribuído ao tempo que a pessoa deixou de receber salário por ter morrido antes de aposentar-se e às faltas no trabalho causadas pela condição. Entre as barreiras encontradas para o diagnóstico precoce de câncer pulmão estão problemas no sistema de saúde, que está saturado; de regulação e acesso a novas tecnologias terapêuticas; na promoção de campanhas; e de maior mobilização política e social para alcançar mudanças no cenário nacional. Esses desafios também resultam em um aumento do número de casos. Segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são esperados 32 mil novos casos por ano de câncer de pulmão para o triênio 2023 a 2025. O Dr. Carlos Gil Ferreira, Presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), confirmou na matéria que o câncer de pulmão tem interferência direta na parte econômica do país, devido a elevada taxa de mortes. Além disso, destacou uma abordagem mais eficaz para incrementar as perspectivas de cura para, assim, ajudar na identificação precoce do diagnóstico. "Nesse sentido, as estratégias de rastreamento no Brasil ainda são muito limitadas. O estudo é importante ao tentar levantar os custos desse tipo de câncer no país, com foco no potencial impacto das estratégias de rastreio", destacou. Fonte: Folha de S. Paulo e Insper
- Guia da OMS orienta escolas, pais e estudantes no enfrentamento ao tabaco entre os jovens
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança duas publicações para ajudar a proteger a saúde das crianças bem a tempo da época de regresso às aulas em muitos países. "Liberdade do tabaco e da nicotina: guia para as escolas" e "Kit de ferramentas escolares livres de nicotina e tabaco" são os novos materiais para guiar e orientar sobre como apoiar os alunos a abandonar o hábito, campanhas educativas, implementação de políticas e como aplicá-las dentro e fora do Brasil. O tabaco tem implicações negativas para o ambiente, a economia e a saúde de todas as pessoas. Todos os anos, 8 milhões de pessoas morrem por consequências do tabaco, ou seja, uma vida é perdida a cada quatro segundos. Todos têm o direito fundamental de respirar ar puro e ambientes livres de tabaco são essenciais para garantir esse direito. "Quer estejam sentados na aula, praticando atividades físicas ou esperando o transporte escolar, os jovens devem ser protegidos do fumo passivo e dos emissões de cigarros eletrônicos", afirma o Dr. Ruediger Krech, Diretor de Promoção da Saúde da OMS. O guia destina-se a fornecer às escolas e aos seus alunos o conhecimento e as ferramentas necessárias para adotarem, com sucesso, uma política livre de nicotina e livre de tabaco. Este guia sugere atividades envolventes, oferece exemplos de materiais de comunicação e fornece exemplos práticos de escolas em todo o mundo que implementaram políticas contra a nicotina e tabaco. O guia destaca quatro formas de promover um ambiente livre de nicotina e tabaco para os jovens: Proibir produtos de nicotina e tabaco nos campi escolares; Proibir a venda de produtos de nicotina e tabaco perto das escolas; Proibir anúncios diretos e indiretos e promoção de produtos de nicotina e tabaco perto das escolas; Recursar patrocínio ou envolvimento com indústrias de tabaco e nicotina. Para proteger a saúde das pessoas, a OMS incentiva todos os países a tornarem todos os locais de uso coletivo, públicos ou privados, completamente livres de fumo, em conformidade com o Artigo 8 da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco. A OMS também divulga o 9º relatório sobre a epidemia global do tabaco, que acompanha os progressos dos países no gerenciamento do tabaco desde 2008, que em 2023 faz 15 anos desde a introdução do pacote técnico MPOWER. Atualmente, o Brasil é um dos 74 países com políticas antifumo que abrangem todos os locais fechados, o que inclui todas as dez nações sul-americanas. Ao lado das Ilhas Maurício, Países Baixos e Turquia, o país busca estabelecer novos padrões globais para essa estratégia, adotando todas as seis medidas MPOWER aos níveis mais elevados possíveis. Muitos estudos, realizados em estados, províncias e cidades de países onde as leis antifumo não foram promulgadas nacionalmente, conseguiram demonstrar o impacto positivo de tais leis na saúde da população. Um estudo recente examinou a implementação gradual de ambientes livres de fumo e o impacto que essas ações tiveram na mortalidade infantil no Brasil. O estudo demonstrou que 15 mil crianças foram salvas durante entre os anos de 2000 e 2016 como resultado desta política. O estudo também estimou que mais 10 mil vidas poderiam ter sido salvas se a intervenção tivesse sido implementada de forma abrangente, em todos os estados simultaneamente, desde 2000. Apenas 11 países atingiram o nível de tributação mais elevado desde 2008 (Argentina, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Montenegro, Marrocos, Nicarágua, Macedónia do Norte, Palestina, Sérvia, Tailândia, Turquia e Vanuatu). Outro importante dado do relatório é o fato de o Brasil ter proibido a importação, venda e publicidade de cigarros eletrônicos desde 2009, mas os fãs de F1 e Drive to Survive ainda estão expostos à publicidade de cigarros eletrônicos devido à cobertura de corridas em outros países, em plataforma de streaming e ao conteúdo de mídia social relacionado à F1. Em resumo, a OMS define que estabelecer todas as medidas MPOWER ao nível das melhores práticas significa que o impacto combinado destas medidas será maior do que as suas partes, e é a melhor forma de proteger a população de um país e dar-lhe a melhor oportunidade de reduzir o consumo de tabaco e melhorar a saúde das próximas gerações. Acesse o guia completo aqui. Acesse o relatório da OMS sobre a epidemia global do tabaco aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- Primeira edição do Prêmio CriAção SUS reconhecerá cases no Sistema Único de Saúde - Até 16/10
O Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com o Instituto Ética Saúde, anuncia o “Prêmio CriAção SUS 2023”, uma premiação inédita que tem como objetivo reconhecer cases de sucesso que foram implantados no Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o Brasil. As inscrições vão até 16/10. O Prêmio CriAção SUS 2023 reconhecerá as experiências exitosas no SUS e premiará as iniciativas em destaque nos serviços de atenção primária, especializada, pré-hospitalar e hospitalar desenvolvidos por instituições (pessoas jurídicas de direito público ou privado) na rede pública de saúde, com um certificado e o valor de R$ 10 mil. Objetivos e Temáticas O Prêmio CriAção SUS tem o objetivo de incentivar a sistematização de tecnologia e práticas inovadoras, que contribuam com o fortalecimento e desenvolvimento do SUS. São seis temáticas, compostas por: Tecnologia Responsabilidade Social e Sustentabilidade Processos Organizacionais Gestão Financeira Assistência à Saúde Ética e Compliance Quais são as categorias do Prêmio CriAção SUS 2023 O Prêmio CriAção SUS está dividido em cinco categorias, o que considera as iniciativas exitosas em toda a jornada da pessoa atendida no serviço público de saúde: Atenção Primária: iniciativas realizadas em APS – Atenção Primária da Saúde, incluindo ações em: UBS – Unidade Básica de Saúde; ESF – Estratégia de Saúde da Família; Centro de Saúde; Unidade de Referência à Saúde do Idoso, da Criança, da Gestante; Centros de Vigilância Epidemiológica; Centro de Vigilância em Saúde; entre outros. Atenção Especializada: iniciativas realizadas em Ambulatório Médico de Especialidade; CAPS – Centro de Atenção Psicossocial; Centro de Referência em Assistência Farmacêutica; SADT - Serviços de Apoio Diagnóstico Terapêutico entre outros. Pré-hospitalar: iniciativas realizadas em SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência; UPA – Unidade de Pronto Atendimento; PS – Pronto Socorro; AMA – Assistência Médica Ambulatorial; entre outros. Atenção Hospitalar exclusivo SUS: iniciativas realizadas em Hospitais Gerais e Especializados de baixa, média ou alta complexidade com atendimento 100% SUS. Atenção Hospitalar não exclusivo SUS: iniciativas realizadas em Hospitais Gerais e Especializados de baixa, média ou alta complexidade com atendimento parcialmente SUS. A Comissão Organizadora poderá, a qualquer momento da premiação, reclassificar a iniciativa de categoria, caso julgue que ela foi inscrita numa categoria errada. Premiação Serão até três finalistas contemplados, com Publicação do resumo do Relato no site do Prêmio CriAção SUS; Certificação de Finalista do Prêmio CriAção SUS; Convite para participar do evento de Premiação. Os relatos vencedores, até um por categoria, serão contemplados da seguinte forma: 1º Lugar A pessoa física responsável pela inscrição receberá voucher nominal no valor de R$ 10 mil. Os recursos recebidos são a título de premiação e reconhecimento, de tal modo que não demanda prestação de contas do uso de recurso. A partilha da premiação financeira com os demais integrantes da equipe é uma deliberação do representante da inscrição. Despesas de translado, hospedagem e custos envolvidos são por conta dos inscritos e/ou das instituições que eles representam. Todos os integrantes da equipe receberão certificado nominal de vencedor de premiação; A instituição de saúde (pessoa jurídica) premiada receberá uma placa de reconhecimento. Os recursos oriundos da premiação não se destinarão a instituição em que o relato inovador premiado aconteceu, e sim ao responsável pela inscrição. 2º Lugar Todos os integrantes da equipe receberão certificado de premiação; A Instituição de saúde (pessoa jurídica) premiada receberá uma placa de reconhecimento. 3º Lugar Todos os integrantes da equipe receberão certificado de premiação; A Instituição de saúde (pessoa jurídica) premiada receberá uma placa de reconhecimento. Menção Honrosa Por ocasião do evento de premiação poderão ser atribuídas, a critério da Comissão Organizadora, menções honrosas de reconhecimento. Cronograma 14/8 - Lançamento do Prêmio CriAção SUS 2023 14/8 a 16/10 - Inscrições Outubro e Novembro - Avaliação das inscrições Novembro - Divulgação dos Finalistas Primeira quinzena de dezembro - Cerimônia de divulgação dos Premiados As inscrições para o Prêmio CriAção SUS são gratuitas e podem ser efetuadas até às 23h59 do dia 16 de outubro de 2023. Inscreva-se aqui. Fonte: Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross)
- The T1D Community Fund anuncia financiamento de iniciativas para Diabetes tipo 1 - Até 30/10
A Panorama Global, com apoio da The Helmsley Charitable Trust, anuncia a parceria para estabelecer um fundo colaborativo que investe em um futuro onde as pessoas que vivem com diabetes tipo 1 possam levar uma vida melhor e mais saudável. A nova oportunidade de financiamento do The Type 1 Diabetes Community Fund (Fundo Comunitário para Diabetes Tipo 1) tem inscrições abertas até 30/10. As condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) oferecem um grande desafio de saúde global e que precisa dessa atenção com as bilhões de pessoas ligadas diretamente por elas. O Fundo Comunitário para Diabetes Tipo 1 procura apoiar organizações que trabalhem para melhorar a vida das pessoas que vivem com diabetes tipo 1 (DM1) em países de baixa e média renda. Através dela será possível verificar o impacto das organizações comunitárias que trabalham para melhorar a vida das pessoas que vivem com diabetes tipo 1, oportunidades de colaboração entre organizações comunitárias, e o aprendizado sobre necessidades, desafios e oportunidades para melhor apoiar a comunidade de diabetes tipo 1. Nesta oportunidade, serão concedidas subvenções a um portfólio diversificado de organizações comunitárias que apoiam pessoas que vivem com diabetes tipo 1 para obter acesso a tratamento de alta qualidade ou outras formas de cuidados médicos, sociais, económicos ou emocionais. O Fundo Comunitário fornecerá: Apoio central para organizações de serviços diretos com foco programático primário em diabetes tipo 1 ou; Apoio específico do programa para iniciativas de diabetes tipo 1 implementadas por organizações com múltiplos focos programáticos ou uma estratégia mais ampla para CCNTs. Requisitos A solicitação de propostas está aberta a organizações que atendam a todos os seguintes requisitos: Reconhecida como uma organização não governamental ou entidade de caridade com confirmação de status relevante em seu país ou que tenha um patrocinador fiscal 501 (c) (3) com sede nos EUA Baseia-se e atende comunidades em um país de renda baixa ou média que se qualifica para financiamento como o Brasil Conduz programação específica para diabetes tipo 1 de uma das seguintes maneiras: como uma organização comunitária dedicada ao diabetes tipo 1, ou como uma organização com uma iniciativa comunitária focada especificamente no diabetes tipo 1 Capaz de aceitar financiamento através de um sistema bancário tradicional (definido como uma instituição financeira regulamentada a nível nacional ou regional, dependendo do país em que está localizada). Capaz de enviar o pedido de subsídio, relatórios (se concedido) e qualquer correspondência relacionada em inglês. Prêmios e condições Os prêmios variam entre US$ 10 mil (aproximadamente R$ 48,5 mil na cotação atual) a US$ 40 mil (aproximadamente R$ 194,2 mil na cotação atual) por ano, enquanto os prazos da concessão têm a variação de 1 a 2 anos. A organização candidata não é obrigada a priorizar o diabetes tipo 1 como foco principal. No entanto, o financiamento do Fundo Comunitário T1D deve ser direcionado especificamente para a programação da diabetes tipo 1. Os programas que abordam o diabetes tipo 1 como parte de uma iniciativa mais ampla sobre a condição devem demonstrar uma programação específica para que seja apoiada por esta subvenção. As propostas devem centrar-se em demonstrar a capacidade dos candidatos para utilizar o financiamento de subvenções para promover o impacto a nível comunitário no diabetes tipo 1. Inscrições As inscrições, incluindo materiais de apoio, podem ser enviadas até 20h59 (horário de Brasília) do dia 30 de outubro de 2023. Todas as inscrições elegíveis serão avaliadas após esta data. Em caso de dúvidas é necessário enviar a solicitação neste e-mail: T1DCommunityFund@panoramaglobal.org. As perguntas serão compiladas e publicadas em nosso blog até 4 de outubro de 2023. Acesse o formulário aqui. Fonte: Panorama Global
- OPAS lança iniciativa com ações na APS para melhorar os cuidados com as CCNTs
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lança uma iniciativa chamada “Melhores cuidados para as CCNTs: Acelerando ações na Atenção Primária à Saúde”. O objetivo da organização é expandir o acesso equitativo a serviços integrados e abrangentes para condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) na Atenção Primária à Saúde (APS) na região das Américas. As CCNTs são as principais causas de morte na Região das Américas, 4 a cada 5 pessoas perdem suas vidas por complicações dessas condições e um terço ocorre prematuramente (entre 30 e 70 anos). As estimativas atuais são de que 240 milhões de adultos nas Américas vivem com pelo menos uma CCNT e necessitam de acesso a cuidados de saúde primários contínuos. Globalmente, espera-se apenas que 14 países alcancem a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) de redução de um terço da mortalidade prematura por CCNT (em relação aos níveis de 2015) até 2030. Persistem lacunas significativas na disponibilidade de serviços de saúde de qualidade nas Américas. Apenas 20 dos 35 países relatam ter diretrizes/protocolos para o tratamento das CCNTs mais comuns através de uma abordagem de cuidados primários, e apenas 9 dos 35 países relatam ter terapia medicamentosa, incluindo manejo glicêmico, e aconselhamento para pessoas elegíveis em alto risco, para prevenir ataques cardíacos e derrames. Os Objetivos da iniciativa da OPAS são: Reforçar a capacidade das autoridades de saúde para planejar e implementar serviços abrangentes para as CCNTs nos cuidados de saúde primários. Aumentar a capacidade dos serviços de cuidados de saúde primários para fornecer rastreio, diagnóstico, tratamento e cuidados de acompanhamento contínuos de CCNTs de qualidade abrangente, incluindo serviços de referência e contrarreferência. Fortalecer a recolha de dados e a monitorização do diagnóstico, tratamento e resultados dos cuidados de CCNTs para pessoas com a(s) condição(ões). A iniciativa divulga dados alarmantes como as mortes por CCNTs no ano de 2019, em todos os países da região das Américas. Os dados se baseiam na quantidade de óbitos por 100 mil habitantes e o Brasil ocupa a 23ª posição entre 33 países com 425.2 mortes. A lista tem Haiti (838.7 mortes por 100 mil habitantes), Guiana e Suriname com os piores índices, enquanto Canadá (301.5 mortes por 100 mil habitantes), Peru e Costa Rica apresentaram as menores taxas nas Américas. Conheça as ações da OPAS para as Áreas Estratégicas Planos operacionais nacionais para ampliação e expansão de serviços abrangentes para CCNTs na APS Alcance comunitário e participação em serviços para CCNTs Orientação normativa e melhoria da qualidade do cuidado Desenvolvimento da força de trabalho nos cuidados de saúde primários para as CCNTs Expansão do essencial de medicamentos e tecnologias para CCNTs Melhoria da informação e monitorização das CCNTs Como resultado das ações, espera-se que a iniciativa conduza a melhorias globais na qualidade dos cuidados prestados às pessoas com CCNTs e, em última análise, nos resultados de saúde para as pessoas que vivem com alguma condição. Os resultados esperados incluem: Melhorar as decisões individuais relacionadas com estilo de vida saudável e autogestão Melhorar as taxas de manejo para hipertensão, diabetes e asma Reduzir as taxas de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral Reduzir as taxas de complicações do diabetes Maior cobertura para rastreio do cancro do colo do útero e tratamento ablativo de doenças pré-cancerosas lesões Aumentar as taxas de detecção precoce do câncer de mama A OPAS incentiva os países a adotarem esta iniciativa para ampliar e acelerar a integração de serviços abrangentes de CCNTs na APS como uma das ações necessárias para promover a recuperação na era pós-pandemia, entre os anos de 2023 e 2030. Acesse o relatório completo aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde












