Resultados da busca
Buscar neste site
1641 resultados encontrados com uma busca vazia
- FórumDCNTs na mídia: entrevista sobre Câncer de Mama para a TV Ribeirão Preto
O Dr. Ronaldo Wieselberg, Membro da Comissão Consultiva do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), Professor na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Vice-Presidente da ADJ Diabetes Brasil, concedeu entrevista para o Programa Thathi Cidade, da TV Thathi Ribeirão Preto, importante veículo de imprensa paulista. A temática foi o câncer de mama, como identificar, diagnosticar e tratar oportunamente as pessoas com alto risco para desenvolvê-lo. A entrevista abordou o câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são 73.610 casos no último estudo anual divulgado, seguida pela incidência de câncer de cólon e reto (23.660 casos) e câncer de colo do útero (17.010 casos). Soma-se a esse impactante fato a quantidade de mortes por câncer de mama que seguem em crescimento. Em 1993, o Brasil ultrapassou a marca de 10 mil mortes por câncer de mama, enquanto no ano de 2019 esse número já atingia cerca de 20 mil vidas perdidas pela condição, algo que poderia ser diagnosticado precocemente, com o tratamento adequado e ajustado para cada pessoa. Durante a conversa, foram abordados temas como a iniciativa do INCA em elaborar um documento técnico orientador, não como uma diretriz, mas uma ideia inicial para avançar nos cuidados para qualificar a atenção às mulheres com alto risco de câncer de mama; a importância do diagnóstico precoce, como fazer o rastreio e o autoexame; e como fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) para aumentar ainda mais os cuidados para com a condição. O FórumDCNTs fez esse alerta sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama? Dr. Ronaldo Wieselberg Sim, em agosto tivemos um evento para falar da importância do rastreio para alguns tipos de cânceres, principalmente o câncer de mama. Sabemos que mulheres entre 50 e 69 anos têm que ser rastreada com mamografia a cada dois anos, ou até menos a depender dos achados do exame. Um dado alarmante é que apenas 20% das mulheres do Brasil são rastreadas, quando o ideal deveria ser 70%, isso faz com que, infelizmente, descubrirmos boa parte dos casos em estágio avançado e nesse caso a chance de cura diminui bastante. Inclusive o assunto é amplamente debatido pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA)... Dr. Ronaldo Wieselberg Sim, neste momento o INCA faz uma sequência de diretrizes para o rastreio de câncer de mama para facilitar o rastreio e melhorar a saúde da população. Por que o diagnóstico precoce é muito importante para esta condição? Dr. Ronaldo Wieselberg Sabemos que o câncer de mama muitas vezes começa com um nódulo isolado na mama da mulher e, caso não seja tratado, esse câncer pode crescer, pode ter a necessidade de uma cirurgia maior, ele pode ter a metástase com linfonodos, os nódulos linfáticos, passar para o fígado, sistema nervoso central, cérebro. Quanto mais tempo perdemos sem o diagnóstico e tratamento, maiores as chances de mortalidade. No SUS, a rede pública de saúde do Brasil, ainda há uma grande demora para sair o diagnóstico completo do câncer, não é mesmo? Dr. Ronaldo Wieselberg Infelizmente temos um número reduzido de mamógrafos e as filas das pessoas que aguardam a mamografia acaba sendo grande, então o autoexame é importante, as mulheres tem que fazer, apalpar a mama para perceber algum nódulo. Muitas vezes esse nódulo pode não ser um câncer, mas nesse caso é muito mais interessante pecar pelo acesso do que ficar aguardando. Há meios de a gente acelerar esse diagnóstico precoce? Dr. Ronaldo Wieselberg Temos que fazer o rastreio, pegar as populações com algum risco, como mulheres que já tiveram radioterapia cervical ou na região do peito; mulheres entre 50 e 69 anos, que teoricamente não desenvolveram um câncer, mas estão na idade de desenvolver, são aquelas que têm que passar pelo rastreio, para pegarmos antes disso. Qualquer coisa feita depois já estamos perdendo tempo. De acordo com algumas informações, apenas em 2023 mais de 73 mil novos casos podem ser diagnosticados no Brasil, um número muito alto... Dr. Ronaldo Wieselberg Sim, ele é o câncer mais frequente na população feminina. E desses casos, dos 60 mil casos que surgiram em 2022, 17% poderiam ser evitados por hábitos de vida saudáveis com a pratica de atividade física, redução de peso, na diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados, diminuição do consumo de carboidratos, porque o aumento da gordura aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Os exames preventivos devem ser feitos a partir de que idade nas mulheres? Dr. Ronaldo Wieselberg A partir dos 50 anos, mas vamos pensar antes disso a depender de alguns fatores, como se a pessoa já passou por radioterapia antes dos 36 anos, se ela tem histórico familiar positivo para câncer de mama, algumas mutações genéticas bastante específicas, aí sim é importante saber o histórico familiar. Vale a pena ressaltar, como na hora do banho, que as mulheres possam apalpar suas mamas, e se sentir algo diferente, procurar rapidamente um médico... Dr. Ronaldo Wieselberg Não apenas o toque abaixo da mama, mas quando passa a mão a partir do mamilo, em espiral, saindo até a parte mais externa da mama, isso evita qualquer tipo de problema de não ter apalpado em algum lugar. Além de detectar algum "caroço" na mama, qual outro diagnóstico que a mulher pode fazer para prevenir e procurar um especialista? Dr. Ronaldo Wieselberg Vale pensarmos nos fatores de risco que podem ser prevenidos como a obesidade, por exemplo, um dos maiores fatores de risco para o câncer de mama. É fundamental que o Ministério da Saúde agilize um trabalho nacional de prevenção, até porque a maioria da população depende do SUS... Dr. Ronaldo Wieselberg Com certeza, é importante lutar pelos direitos no SUS e que fortaleça o sistema, porque muita gente não terá acesso ao sistema saúde suplementar e, nesse caso, o SUS conta om o tratamento oncológico bem feito e é necessário fortalecer essa parte do nosso sistema de saúde. Trecho retirado do Programa Thathi Cidade, edição 14/09/2023. Assista na íntegra. Confira a cobertura completa do evento: Câncer de Mama: Diagnóstico e Prevenção em Pessoas com Alto Risco
- FórumDCNTs na mídia: entrevista sobre saúde digital e interoperabilidade para a TV Ribeirão Preto
O Sr. Cristiano Soster, Membro da Comissão Consultiva do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) e Assessor técnico do COSEMS da Bahia, concedeu entrevista para o Programa Thathi Cidade, da TV Thathi Ribeirão Preto, importante veículo de imprensa paulista. O tema da entrevista foi a interoperabilidade e saúde digital, fatores essenciais para a melhor gestão das condições crônicas não transmissíveis no Brasil. A tecnologia está cada vez mais ligada à saúde e a ferramenta é imprescindível para o presente e futuro do manejo de CCNTs nos sistemas de saúde pelo país. Mais do que isso, é importante educar em saúde digital, tanto os profissionais de saúde, quanto às pessoas com a condição, para que esteja no foco do atendimento adequado. Sr. Cristiano Soster É importante que a pessoa possa conhecer os seus direitos, o quanto a saúde está avançando quando discutimos sobre saúde digital. O FórumDCNTs tem mais de 100 instituições envolvidas e que debate problemas da saúde pública com vários atores. A forma de atuar do FórumDCNTs é diferente, pois atua com a iniciativa privada, pública e discute incorporação de conhecimentos em tecnologia no setor público, o que é de extrema importância para ampliar e universalizar os direitos da saúde Este é um espaço que a gente trouxe para falar da incorporação de tecnologias, a necessidade de os trabalhadores do setor público estarem preparados para lidarem com essas tecnologias. Estamos falando de tecnologias que chegam até o usuário com a telessaúde, que também será debatido no próximo encontro que teremos dentro de um congresso que envolve o Norte e o Nordeste do Brasil (9ª edição do Congresso Norte/Nordeste de Secretarias Municipais de Saúde). São muitas oportunidades que fazem com que o usuário seja o maior beneficiado. Quando se discute no Fórum as dificuldades no acesso, a gente busca soluções com especialistas, com universidade, indústrias, conselhos de secretários de saúde, como o COSEMS/BA e faz com que levemos para a política pública, um espaço importante que temos e que consegue porpor soluções, seja para o Ministério da Saúde, OPAS ou OMS, devido a potência desse Fórum. Você acredita que a telemedicina tenha avançado muito após a parte mais crítica da pandemia de COVID-19? Sr. Cristiano Soster Ela é uma grande solução, a telemedicina teve maior apelo pelas dificuldades de acesso das pessoas à telessaúde. Houve uma mudança na legislação com um bloco na área da saúde que fez com que a telessaúde, teleconsultas ter telediagnóstico e fazer exames à distância, muito impulsionado pela necessidade das pessoas de ficarem em casa ou por ter uma limitação para acessar ao serviço presencial. Pesquisas mostram que essa situação que a humanidade viveu mostrou que a gente precisa se reinventar e a tecnologia teve que ser adaptada a isso. A grande questão é como os profissionais serão capacitados para utilizar a tecnologia, porque ela não veio para substituir os trabalhadores, mas sim para qualificar a sua atuação. Hoje temos inteligência artificial para ter diagnóstico com maior precisão, mas para isso precisa do exame físico adequado, perguntas qualificadas e isso faz com que haja uma necessidade de as universidades pensarem nesse profissional para o presente e para o futuro. Já temos exames de fundo de olho sem dilatação da pupila, só para trazer que a pandemia trouxe essa problemática, mas também apontou a necessidade da formação da sociedade e dos profissionais da saúde. Você acredita que a saúde digital pode ser a saída para algumas localidades com deficiências em seu sistema de saúde? Sr. Cristiano Soster Com certeza. Se pensarmos na saúde digital de forma ampliada como a OMS pensa a proposta, estamos falando de prontuários eletrônicos para compartilhar informação, interoperabilidade de informações, o que auxilia muito quando uma pessoa em área remota acessa uma área central, o profissional de saúde terá as informações detalhadas sobre a pessoa. Mas também há a possibilidade de fazer tele interconsulta ou teleconsulta, ou seja, uma pessoa que mora em uma área remota pode ser atendida a partir de sistemas que possibilitem que os médicos dialoguem com um especialista pela teleinterconsulta e a partir disso tomar decisões especializadas. Se tiver a necessidade de fazer um exame a distância, existe a possibilidade de você ter exames laboratoriais e laudados a distância, o que já acontece e que precisa de investimento para que a gente consiga universalizar esse tipo de ação dentro do sistema de saúde, para que as pessoas tenham qualidade na atenção. Tudo isso já existe, mas ainda não para todos, e precisamos de recursos e tecnologias para isso. Quais os próximos passos para o uso da saúde digital? Sr. Cristiano Soster Acredito que temos alguns desafios como uma melhor regulamentação no que se refere ao telediagnóstico, eletrocardiograma, fundo de olho, tudo isso laudado de vários tipos. Mas temos que ter a reponsabilidade de que estes exames sejam uma evidência científica, para que o profissional de saúde tome a melhor decisão. Mas existe agora um acréscimo maior da inteligência artificial, o que possibilita as melhores decisões dos profissionais, mas necessita melhor qualificação profissional, de nada adianta a IA sem a formação adequada. São desafios postos, e a tendência é usar cada vez mais para monitoramento de exames e interoperabilidade em qualquer sistema de saúde. Trecho retirado do Programa Thathi Cidade, edição 14/08/2023. Assista na íntegra. Confira a cobertura completa do evento: Interoperabilidade da saúde digital é essencial para melhor gestão das CCNTs/DCNTs no Brasil
- Propostas aprovadas na I Conferência Livre de Saúde Mental e CCNTs
O FórumDCNTs, o Departamento de Enfermagem Psiquiátrica e Saúde Mental da Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais (ABEn-MG), com o apoio da área de saúde mental do Departamento de Enfermagem Aplicada da Escola de Enfermagem da UFMG, realizaram no dia 22 de setembro de 2023 a I Conferência Livre Nacional de Saúde Mental e Condições Crônicas não Transmissíveis: Caminhos para a integridade da atenção psicossocial. A Conferência Livre ocorreu no Auditório Maria Sinno, na Escola de Enfermagem da UFMG, e em formato híbrido. O evento teve como objetivo refletir acerca das relações entre a saúde mental e as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), na perspectiva da integralidade e da intersetorialidade, além de debater e aprovar ações efetivas para conduzir à 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental (CNSM), que acontecerá entre os dias 11 e 14 de dezembro deste ano em Brasília/DF. O presente material é o compilado de 130 participantes, reunindo usuários, trabalhadores, gestores, pesquisadores de onze estados e das cinco regiões geográficas do Brasil, que aprovaram 12 propostas abordando a interseção entre saúde mental e as CCNTs, como diabetes, condições respiratórias, hipertensão, condições oncológicas e obesidade, bem como o enfrentamento dos fatores de risco para as CCNTs. Os delegados eleitos para representar a Conferência Livre na 5ª CNSM foram a Professora Maria Odete Pereira (Departamento de Enfermagem Aplicada) e Elton Junio Sady Prates (mestrando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem) Propostas aprovadas da I Conferência Livre Nacional de Saúde Mental e Condições Crônicas não Transmissíveis Eixo I - Cuidado em Liberdade como garantia de direito à cidadania 1. Assegurar o rastreamento de transtornos mentais entre pessoas com Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), tendo em vista o maior risco de agravamento da sua condição de saúde, por meio da estratificação de risco de saúde mental, capacitando os profissionais de saúde, em especial da Atenção Primária à Saúde (APS), no rastreio e cuidado em Saúde Mental voltados para pessoas com CCNTs, fortalecendo a integralidade do cuidado. O rastreamento dos transtornos mentais entre pessoas com CCNTs pode ser realizado por meio do uso de instrumentos padronizados e adaptados culturalmente para a população brasileira. Essa estratégia é custo-efetiva, utilizada em diversos países e pode ser implementada na assistência, ensino e pesquisa. 2. Fortalecer a implementação da Política Nacional de Saúde Mental, de Atenção Integral aos Usuários de Álcool e Outras Drogas (PAIUAD) e de Direitos Humanos, especialmente no cuidados às populações vulnerabilizadas, tais como indígenas, ribeirinhos, quilombolas, LGBTQIAPN+, profissionais do sexo, população do campo e florestas, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade e pessoas em situação de violência, bem como ampliar a aplicação do acesso aos cuidados especializados em Saúde Mental, por meio de telessaúde, em áreas remotas e com vazios assistenciais. Além disso, deve-se monitorar o processo de desinstitucionalização dos usuários da saúde mental internos de manicômios judiciários e acompanhar as ações governamentais e jurídicas, tais como revisão das penas, que garantam acesso aos serviços de saúde e outras formas de atenção e cuidado a essa população. 3. Revogar as portarias, instrutivos e políticas que considerem as comunidades terapêuticas como pontos de cuidados da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), assegurando o cuidado em liberdade e com garantia dos direitos humanos fundamentais. Além disso, deve-se empoderar usuários e familiares para avaliação da qualidade e da garantia dos direitos humanos nos serviços de atenção à Saúde Mental. 4. Promover o acesso aos cuidados em Saúde Mental para profissionais e estagiários/estudantes da área de saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde, por meio de ações institucionais nos serviços de saúde visando contribuir para o rastreamento, prevenção, tratamento e reabilitação das condições de adoecimento psíquico e do uso nocivo de substâncias psicoativas, tendo em vista o maior risco de adoecimento psíquico nesta parcela da população e, sobretudo, pela elevada prevalência do consumo abusivo de álcool, tabaco e outras drogas. Eixo II - Gestão, financiamento, formação e participação social na garantia de serviços de saúde mental 5. Ampliar o financiamento, a inclusão e estímulo de projetos artísticos e culturais, oficinas geradoras de renda e artístico culturais, grupos de mútua ajuda, projetos de economia solidária, que buscam a efetivação da reabilitação psicossocial de usuários e familiares, no âmbito dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e centros de convivência. 6. Assegurar o financiamento do Ministério da Saúde e dos demais órgãos públicos de fomento à pesquisa para investigações a respeito da relação entre saúde mental e CCNTs, tendo em vista que a epidemiologia da saúde mental no Brasil ainda é incipiente, especialmente entre populações vulnerabilizadas, bem como o incentivo aos estudos sobre ações de inovação no cuidado em Saúde Mental. 7. Ampliar os investimentos em Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos em todo o território nacional, considerando a centralidade das ações comunitárias da atenção à saúde mental, por meio de ações na perspectiva da integralidade e intersetorialidade. 8. Assegurar a inclusão da Saúde Mental nas linhas de cuidado de CCNTs, visando a prevenção, redução de riscos, rastreio, acolhimento e tratamentos oportunos nas perspectivas das redes de atenção à saúde. Deve-se ampliar a integração entre as linhas de cuidado de CCNTs e de Saúde Mental e, também, incluir esse tema nas diretrizes curriculares, projetos pedagógicos e ementas de disciplinas de cursos de graduação da área da saúde, visando fortalecer a integralidade do cuidado. 9. Após a implementação da Saúde Mental nas linhas de cuidado de CCNTs, nos serviços de saúde e universidades, de forma abrangente e nas diversas regiões. Garantir um processo contínuo de educação permanente e continuada (capacitação dos profissionais envolvidos), avaliação das medidas implementadas, garantindo que as soluções possam ser aplicadas nos níveis de atenção primária, secundária e terciária, de forma estruturada, organizada e interligada pelos diversos setores envolvidos. Eixo IV - Impactos na saúde mental da população e desafios para o cuidado psicossocial durante e pós-pandemia 10. Assegurar e fiscalizar a implementação do Imposto Seletivo que incidirá sobre produtos que causam danos à saúde, em especial os produtos derivados de tabaco, bebidas alcoólicas e ultraprocessados, tendo em vista os impactos na atenção à saúde mental e sua relação com as CCNTs e o aumento do consumo dessas substâncias durante a pandemia de COVID-19, bem como pelo elevado ônus do uso nocivo de álcool, tabaco e outras drogas para o sistema de saúde brasileiro. Recomenda-se que essa arrecadação seja utilizada para ampliar o financiamento da RAPS, em especial para ampliar a rede de CAPS e Unidades de Acolhimento Transitório (UAT), sendo priorizados os municípios com maior prevalência de adoecimento psíquico, decorrente do uso nocivo destas substâncias psicoativas. 11. Ampliar a divulgação de campanhas a nível nacional a respeito dos malefícios do consumo de álcool, tabaco e outras drogas, que tiveram piora dos indicadores no contexto da pandemia de COVID-19, especialmente entre a população jovem, reforçando a importância da cessação do consumo destas substâncias e de que não existe nível seguro de consumo de álcool, com incentivo à política de redução de danos. Deve-se, ainda, ampliar a vigilância e fiscalização do comércio ilegal de bebidas álcoolicas para menores de idade e da comercialização de novos produtos do tabaco, em especial do cigarro eletrônico e do narguilé, com a implementação de legislação mais rígida aos financiadores do mercado ilegal de tabaco no país. 12. Implementar medidas regulatórias que restrinjam a veiculação de propaganda de bebidas alcoólicas e outras substâncias psicoativas em redes de televisão aberta, rádio e mídias sociais, tendo em vista a sua intrínseca relação com as CCNTs e os custos elevados da morbimortalidade atribuída ao consumo de bebidas alcoólicas e outras substâncias psicoativas ao sistema de saúde. A legislação brasileira ainda é falha e deficitária, pois proíbe apenas a propaganda de bebidas com teor alcoólico acima de 13 graus Gay Lussac, permitindo que as propagandas de cervejas possam ser veiculadas livremente na TV aberta. Na imprensa Saúde Mental e Condições Crônicas Não Transmissíveis em debate (Prefeitura Municipal de Governador Valadares/MG )
- CISM lança primeiro desafio sobre a Saúde Mental de Jovens - Até 6/10
O Centro de Inovação em Saúde Mental (CISM) lança a 1ª edição do Grand Open Innovation Challenge (GOIC) 2023, uma oportunidade para fazer parte da jornada de inovação e criatividade. O objetivo é propor soluções inovadoras para sensibilizar e enfrentar os desafios da saúde mental da juventude com propostas tecnológicas revolucionárias. As inscrições vão até 6/10. O que é o Desafio? O desafio Grand Open Innovation Challenge (GOIC) 2023 tem como objetivo desenvolver novas soluções para a saúde mental de jovens de 14 a 24 anos. O Centro de Inovação em Saúde Mental selecionará as quatro melhores soluções que respondam aos desafios para sensibilização da condição, para premiação de até R$ 55 mil. As soluções escolhidas serão desenvolvidas em conjunto com o CISM para avançar no roadmap de inovação em Saúde Mental. Temas sugeridos O desafio busca soluções inovadoras para saúde mental de Jovens de 14 a 24 anos a partir de três temas: Tratamento e Acompanhamento para Sintomas Depressivos em Jovens Programas de Prevenção ao Bullying e Problemas Emocionais em Jovens Estratégias de Prevenção e Intervenção no Uso de Substâncias (álcool e drogas) Cronograma Lançamento do edital: 28/08/2023 Prazo para inscrições: 28/08/2023 a 06/10/2023 Divulgação dos semifinalistas: 10/10/2023 Mentoria para finalistas: 11/10/2023 a 22/10/2023 EVENTO GOIC 2023 - Apresentação dos semifinalistas e anúncio dos vencedores: 27/10/2023 e 28/10/2023 Apresentação do projeto completo dos vencedores para definição de Plano de Trabalho: 30/11/2023 Início do projeto: 01/2024 Sobre o CISM "O GOIC é uma iniciativa que faz parte do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM). A criação do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM) nasce com a missão de avançar, nos próximos 10 anos, no conhecimento sobre as condições de saúde mental no Estado de São Paulo. A partir de aporte financeiro dos setores público e privado, o projeto de pesquisa abordará áreas onde existem atualmente lacunas no campo de conhecimento em saúde mental. O CISM conta com uma área focada em aumentar a relevância da pesquisa como motor para novas ideias emergentes em Saúde Mental Digital, inovação e empreendedorismo, criando um ambiente para o desenvolvimento de soluções digitais em saúde mental que possam ser expandidas e aplicadas no Brasil e em outros cenários com recursos limitados, testando a eficácia dessas intervenções em ensaios pragmáticos." Acesse o edital para Pessoa Física aqui. Acesse o edital para Pessoa Jurídica aqui. Inscreva-se aqui. Fonte: Centro de Inovação em Saúde Mental (CISM)
- OMS lança relatório sobre o cenário da Hipertensão no Brasil e no mundo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nessa terça-feira (19) o "Relatório Global sobre Hipertensão: a corrida contra um assassino silencioso", com dados globais sobre a condição e que, apenas no Brasil, vitimou mais de 1 milhão de pessoas, de acordo com o documento recém-divulgado. O Dr. Mark Barone, Coordenador Geral do FórumDCNTs, e a Dra. Sheila Martins, presidente da WSO (World Stroke Organization) e Rede Brasil AVC e participante do FórumDCNTs, estiveram presentes no evento de lançamento. As informações refletem uma condição que está nas metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e que ainda sim é um grande desafio de saúde global. O presente relatório compila dados inéditos sobre as consequências de longo prazo da hipertensão sem o acompanhamento adequado, o que inclui ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e morte prematura, juntamente com perdas econômicas substanciais para comunidades e países. Além deste dado, o documento também reúne dados globais, nacionais e regionais acerca da hipertensão e o progresso dos esforços de manejo. O relatório mostra que 4 em cada 5 pessoas com hipertensão não são tratadas adequadamente, mas se os países aumentarem a cobertura, 76 milhões de mortes poderiam ser evitadas entre 2023 e 2050, de acordo com a estimativa da organização. A hipertensão afeta 1 em cada 3 adultos em todo o mundo. O número de pessoas vivendo com hipertensão (pressão arterial de 140/90 mmHg ou mais; ou tomando medicação para hipertensão) dobrou entre 1990 e 2019, passando de 650 milhões para 1.3 bilhão. Quase metade das pessoas com hipertensão em todo o mundo desconhece atualmente sua condição e mais de três quartos dos adultos com hipertensão vivem em países de baixa e média renda. Entre os especialistas que contribuíram com a elaboração do material, está o Dr. Flávio Danni Fuchs (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Dra. Sheila Martins (Hospital de Clínicas de Porto Alegre). Vídeo: Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor Geral da OMS, ressalta que 1 em cada 3 adultos no mundo tem hipertensão e que inclusive está nesta impactante estatística. O pacote técnico HEARTS está implementado em quase 40 Estados-Membros, o Brasil é um deles. São aproximadamente 35 mil instalações que implementam o HEARTS. Os programas regionais facilitam a disseminação das melhores práticas entre os países da região. Além disso, três programas regionais, a iniciativa HEARTS nas Américas (Organização Pan-Americana de Saúde/OMS), a iniciativa SEAHEARTS (região do Sudeste Asiático da OMS) e a Iniciativa Signature (região europeia da OMS), demonstram os compromissos e movimentos acelerados para expandir o HEARTS. Mais de 17,4 milhões de pessoas estão agora inscritas em um programa contextualizado de gestão da hipertensão HEARTS e estão a ser tratados de acordo com a forma adequada e padronizada. Nos dados referentes ao Brasil, o estudo do ano de 2019 dá conta de que mais de 1 milhão de pessoas morreram por complicações da hipertensão, ao todo, 1.372 mi de vidas foram perdidas. A prevalência de hipertensão padronizada por idade, entre adultos de 30 a 79 anos, era de 48% dos homens e 42% das mulheres. Outro dado que chama a atenção no Brasil é que, para atingir uma taxa de gerenciamento da hipertensão de 50%, seria necessário tratar de forma eficaz mais 8,4 milhões de pessoas com hipertensão. Aproximadamente 365 mil mortes seriam evitadas até 2040 caso o cenário de progresso do Brasil fosse alcançado, de acordo com atual cenário de gerenciamento da hipertensão no país. O relatório também aponta para as metas que o Brasil conseguiu atingir com relação à hipertensão, bem como as situações em que o país não atingiu as expectativas: ✔ Expectativas atendidas Meta nacional de consumo de sal Condução de pesquisa nacional recente medindo pressão arterial/hipertensão elevada Condução de pesquisa nacional recente sobre a ingestão de sal/sódio Sistema funcional para gerar rotineiramente dados confiáveis de mortalidade por causas específicas ✖ Expectativas não atendidas Meta nacional para pressão arterial Diretrizes para o manejo da hipertensão Acesse o relatório completo aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- OMS reforça o papel das OSC em nova Comissão da Sociedade Civil para avançar na saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anuncia a nova Comissão da Sociedade Civil da OMS, com a reunião inaugural ocorrida no mês de agosto deste ano, composta por 22 organizações da sociedade civil da Comissão, no Comitê Diretor, em Genebra. Mais de 350 organizações candidataram-se até o momento para fazer parte da Comissão. O processo de candidatura permanecerá aberto e as organizações que pretendam candidatar-se para aderir à Comissão são incentivadas a fazê-la. Não há data limite para inscrições. O objetivo da Comissão é proporcionar a capacidade de canalizar conselhos e recomendações de uma forma mais estruturada e sistemática da sociedade civil para a OMS sobre prioridades de saúde e questões conexas. Embora a OMS tenha uma longa tradição de trabalho com OSC, a criação da Comissão leva a colaboração a um novo nível. O mandato da Comissão consiste em reforçar o diálogo e promover a colaboração com a OMS e entre si. Fornecerá também recomendações para apoiar a OMS neste envolvimento a todos os níveis (global, regional e nacional) no sentido da consecução da cobertura universal de saúde (saúde para todos), bem como dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS, enfatiza mais uma vez que né preciso escutar as diferentes ideias e dar voz às pessoas para enfrentar quaisquer desafios que a saúde possa impor. "Sabemos, pela nossa experiência em tantas áreas, que ouvir e responder às vozes das comunidades que servimos é essencial para enfrentar adequadamente os desafios de saúde que enfrentam". Ainda completa com a garantia de que o trabalho intersetorial é fundamental para resultados efetivos. "Criamos a Comissão da Sociedade Civil da OMS para reunir a sociedade civil de diferentes origens para nos aconselhar e trabalhar conosco para que possamos aprender convosco e ser guiados pelas vossas ideias." Conheça o papel do Comitê Diretor O Comitê Diretor fornecerá uma orientação estratégica global para toda a Comissão e liderará o desenvolvimento dos seus principais resultados. Também transmitirá conselhos e recomendações da sociedade civil através de um envolvimento regular com o Diretor-Geral e os líderes da OMS. O Diretor-Geral da OMS ainda incentiva o Comitê Diretor a consultar todos os membros da Comissão e a definir prioridades com base no que aprenderam. Além disso, pede orientação no desenvolvimento de uma estratégia de envolvimento da sociedade civil da OMS e em prioridades organizacionais chave como o próximo plano trienal da OMS: o 14º Programa Geral de Trabalho será aprovado pelos Estados-Membros em maio de 2024 e orientará o trabalho da organização de 2025-2028. Processo de candidatura Mais de 350 organizações confirmaram a candidatura até o momento para fazer parte da Comissão, mas o processo de candidatura permanecerá aberto para que as organizações que pretendam adentrar à Comissão sejam ainda mais incentivadas a fazê-la. Para Lisa Hilmi (grupo CORE) e Ravi Ram (Medwise Solutions), Co-presidentes da sociedade civil do Comitê Diretor, "esta é uma oportunidade histórica para uma colaboração estreita entre a OMS e as OSC em todo o mundo e estamos entusiasmados com o fato de muitas organizações terem um papel ativo". As organizações que cumpram os critérios dos Termos de Referência da Comissão da Sociedade Civil podem candidatar-se para aderir à Comissão da Sociedade Civil da OMS. O requerimento pode ser acessado no site da Comissão e não há data limite para inscrições. Acesse o requerimento aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- OMS divulga relatório de Monitoramento Global da Cobertura Universal de Saúde 2023
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Banco Mundial divulgaram o "Relatório de Monitoramento Global da Cobertura Universal de Saúde (UHC) de 2023" na última segunda-feira (18), na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (Estados Unidos). O documento fornece as atualizações mais recentes sobre o progresso global no sentido da cobertura dos serviços de saúde (ODS 3.8.1) e da proteção financeira (ODS 3.8.2). O relatório oferece dados sobre a cobertura dos serviços de saúde até 2021 e sobre a proteção financeira até 2019, tudo antes da Reunião de Alto Nível sobre a Cobertura Universal de Saúde, que acontecerá nessa quinta-feira (21), na 78ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Mas a dura realidade não deixa de ser evidente: mais de metade da população mundial ainda não está coberta por serviços de saúde essenciais. Além disso, 2 bilhões de pessoas enfrentam graves dificuldades financeiras quando pagam do próprio bolso pelos serviços e produtos de que necessitam. "A pandemia de COVID-19 foi um lembrete de que sociedades e economias saudáveis dependem de pessoas saudáveis”, afirmou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS. "O fato de tantas pessoas não poderem se beneficiar de serviços de saúde essenciais, acessíveis e de qualidade não só coloca em risco a sua própria saúde, mas também coloca em risco a estabilidade das comunidades, sociedades e economias. Precisamos urgentemente de uma vontade política mais forte, de investimentos mais agressivos na saúde e uma mudança decisiva para transformar os sistemas de saúde baseados nos cuidados primários." Outro dado impactante no documento se dá pelo fato de, nas últimas duas décadas, menos de um terço dos países melhoraram a cobertura dos serviços de saúde e reduziram despesas catastróficas. Além disso, a maioria dos países dos quais existem dados disponíveis sobre ambas as dimensões da cobertura universal de saúde (96 de 138 nações), estão sem o devido direcionamento em termos de cobertura de serviços, de proteção financeira ou de ambos. "Sabemos que alcançar a Cobertura Universal de Saúde é um passo crítico para ajudar as pessoas a escapar e a permanecer fora da pobreza, mas continua a haver dificuldades financeiras crescentes, especialmente para as pessoas mais pobres e vulneráveis", disse Mamta Murthi, Vice-Presidente para o Desenvolvimento Humano do Banco Mundial. "Este relatório pinta um quadro terrível, mas também oferece evidências sobre formas de dar prioridade à saúde nos orçamentos governamentais e de reforçar os sistemas de saúde para uma maior equidade tanto na prestação de serviços de saúde essenciais de qualidade como na proteção financeira." O Brasil é mencionado no relatório e aparece com uma cobertura maior ou igual que 80% nos métodos de planejamento familiar, sendo que 4 a cada 5 mulheres passam por ao menos quatro consultas de pré-natal. A imunização infantil, porém, atinge apenas 2 a cada 3 crianças (68%). Para o tratamento da tuberculose, 3 a cada 4 brasileiros conseguem os cuidados adequados, situação semelhante à Terapia anti-retroviral para HIV. Entre os anos de 2000 e 2021, o Brasil apresenta constante evolução em Cobertura Universal de Saúde, que começou com 68% no fim do século XX, e que desde 2015 apresenta número igual ou superior a 80%. Mas o país passa por severos problemas de pessoas na linha da pobreza e que representam 1 a cada 5 brasileiros que não possuem acesso adequado à saúde, principalmente aqueles que vivem com, no máximo, 60% do consumo ou rendimento médio. Em resumo, o mundo ainda não está no caminho certo para realizar progressos significativos rumo à Cobertura Universal de Saúde até 2030, vide a estagnação dos números presentes no relatório desde 2015, e a proporção da população que enfrentou níveis catastróficos a partir dos gastos com saúde. Sobre a Organização Mundial da Saúde Dedicada ao bem-estar de todas as pessoas e guiada pela ciência, a Organização Mundial da Saúde lidera e defende esforços globais para dar a todos, em todos os lugares, oportunidades iguais de uma vida segura e saudável. Somos a agência das Nações Unidas para a saúde que liga nações, parceiros e pessoas na linha da frente em mais de 150 locais – liderando a resposta mundial a emergências de saúde, prevenindo doenças, abordando as causas profundas dos problemas de saúde e expandindo o acesso a medicamentos e cuidados de saúde. Nossa missão é promover a saúde, manter o mundo seguro e servir os vulneráveis. Sobre o Banco Mundial O Banco Mundial fornece financiamento, conhecimento global e compromisso a longo prazo para ajudar os países de baixo e médio rendimento a acabar com a pobreza, alcançar o crescimento sustentável e investir em oportunidades para todos. Formamos o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), o maior banco de desenvolvimento do mundo, e a Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), uma das maiores fontes de financiamento para os países mais pobres do mundo. Com as outras instituições do Banco Mundial, bem como com parceiros dos sectores público e privado, estamos a ajudar a construir soluções para os desafios globais do século XXI em todos os principais setores de desenvolvimento. Um mundo onde ninguém viva na pobreza e todos tenham a oportunidade de uma vida melhor está ao nosso alcance. Acesse o relatório completo aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde e Banco Mundial
- Orientações FórumDCNTs: Chamada Pública para Incorporação de Liraglutida (Diabetes) - Até 25/9
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC) abriu a Chamada Pública n.º 33/2023 para a Perspectiva da Pessoa com Condição de Saúde Diabetes Tipo 2 sobre Liraglutida para tratamento de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), associada a doenças cardiovasculares e doença renal, em uso de hipoglicemiantes até o dia 25/09/2023. A Perspectiva da Pessoa com Condição de Saúde é um espaço na reunião da CONITEC para que usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) relatem sua experiência sobre as tecnologias em avaliação, no caso sobre o uso do medicamento Liraglutida. Nesta chamada, serão priorizadas as inscrições de pessoas com diabetes tipo 2 e que utilizem ou já tenham utilizado a Liraglutida. A participação ocorrerá na reunião de apreciação inicial da tecnologia em avaliação, que antecede a consulta pública. Também é a ocasião em que o Plenário da CONITEC faz a recomendação preliminar para aceite ou recusa da demanda por incorporação do medicamento ao SUS. Abaixo o FórumDCNTs traz pontos relevantes para auxiliar o posicionamento daqueles interessados no tema, a fim de poderem se manifestar nesta chamada até o dia 25/09, assim como na Consulta Pública que deverá ser aberta em sequência. Além do efeito sobre a redução da glicemia em pessoas com DM2, diversos estudos mostram que os agonistas de GLP-1, como a liraglutida, reduzem tanto a mortalidade cardiovascular quanto a mortalidade total, além de reduzirem a incidência de infarto agudo do miocárdio não fatal, de insuficiência renal e de acidentes vasculares cerebrais não fatais (1-4). Em subgrupos de pessoas com DM2, alto risco cardiovascular e doença renal crônica, incluindo aqueles com baixa taxa de filtração glomerular e/ou albuminúria elevada, a liraglutida reduziu o risco de eventos adversos cardiovasculares graves pelo menos tão eficazmente como em subgrupos sem esses riscos. Também não houve indicações de que a ocorrência de eventos adversos graves tenha sido maior com a liraglutida do que com o placebo em qualquer subgrupo com doença renal (5). Diversos autores relatam que, com base no benefício cardiovascular e renal comprovado, os medicamentos anti-hiperglicêmicos como a liraglutida e a semaglutida devem ser preferencialmente utilizados como tratamentos de segunda linha em pessoas com DM2 que têm ou apresentam alto risco de doença cardiovascular aterosclerótica (5-6). A própria American Diabetes Association (ADA) recomenda que em pessoas com DM2 e doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, a terapia anti-hiperglicêmica deve começar com o manejo do estilo de vida e metformina e, subsequentemente, incorporar um agente comprovado para reduzir eventos cardiovasculares adversos importantes e mortalidade cardiovascular, como a liraglutida (7). Com isso, o FórumDCNTs entende como importante a incorporação da liraglutida no SUS para melhorar os resultados de tratamento do diabetes tipo 2, especialmente quando associado a doença cardiovascular e/ou renal. O FórumDCNTs estimula que todas as pessoas interessadas no tema façam sua inscrição nesta Chamada Pública, uma vez que a participação social no processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) é um importante fator para a incorporação das tecnologias no SUS, neste caso particularmente da Liraglutida nas condições apresentadas acima. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso e fazer o login ou o cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para registrar a sua opinião e fazer a sua inscrição na chamada pública n.º 33/2023 - Liraglutida 3mg para tratamento de pessoas com DM2, associada a doenças cardiovasculares e doença renal, em uso de hipoglicemiantes, é necessário acessar o seguinte link e preencher o formulário: https://www.gov.br/participamaisbrasil/chamada-publica-33-2023-liraglutida Referências 1. SGLT-2 inhibitors or GLP-1 receptor agonists for adults with type 2 diabetes: a clinical practice guideline. (2021). BMJ;373:n1091. doi: 10.1136/bmj.n1091 2. Inibidores do SGLT-2 e agonistas do receptor do GLP-1 reduzem mortes e eventos cardiovasculares em pessoas com diabetes mellitus tipo 2. (2021). [Internet]. Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/pearl/inibidores-do-sglt-2-e-agonistas-do-receptor-do-glp-1-reduzemmortes-e-eventos-cardiovasculares-em-pessoas-com-diabetes-mellitus-tipo-2/. 3. Marso SP, Daniels GH, Brown-Frandsen K, Kristensen P, Mann JF, Nauck MA, Nissen SE, Pocock S, Poulter NR, Ravn LS, Steinberg WM, Stockner M, Zinman B, Bergenstal RM, Buse JB; LEADER Steering Committee; LEADER Trial Investigators. Liraglutide and Cardiovascular Outcomes in Type 2 Diabetes. N Engl J Med. 2016 Jul 28;375(4):311-22. doi: 10.1056/NEJMoa1603827. Epub 2016 Jun 13. PMID: 27295427; PMCID: PMC4985288. 4. Verma S, Bhatt DL, Bain SC, Buse JB, Mann JFE, Marso SP, Nauck MA, Poulter NR, Pratley RE, Zinman B. Effect of Liraglutide on Cardiovascular Events in Patients With Type 2 Diabetes Mellitus and Polyvascular Disease. Results of the LEADER Trial. Circulation. 2018;137:2179–2183 18 Jun 2018.doi: https://doi.org/10.1161/CIRCULATIONAHA.118.033898. 5. Mann JFE, Fonseca V, Mosenzon O, Raz I, Goldman B, Idorn T, von Scholten BJ, Poulter NR. Effects of Liraglutide Versus Placebo on Cardiovascular Events in Patients With Type 2 Diabetes Mellitus and Chronic Kidney Disease. Circulation. 2018 Dec 18;138(25):2908-2918. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.118.036418. 6. Standl E, Schnell O, McGuire DK, Ceriello A, Rydén L. Integration of recent evidence into management of patients with atherosclerotic cardiovascular disease and type 2 diabetes. Lancet Diabetes Endocrinol. 2017 May;5(5):391-402. doi: 10.1016/S2213-8587(17)30033-5. Epub 2017 Jan 26. Erratum in: Lancet Diabetes Endocrinol. 2017 May;5(5):e3. 7. American Diabetes Association; 9. Cardiovascular Disease and Risk Management: Standards of Medical Care in Diabetes—2018. Diabetes Care 1 January 2018; 41 (Supplement_1): S86–S104. https://doi.org/10.2337/dc18-S009
- OMS divulga relatório de ações multissetoriais direcionadas para CCNTs e Saúde Mental
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança o mais recente relatório referente ao “Mapeamento global sobre ações multissetoriais para fortalecer a prevenção e o manejo de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e condições de saúde mental”, com destaque para as experiências de cada país como o Brasil. Em 2019, os Estados-Membros da OMS solicitaram ao Diretor-Geral da OMS que fornecesse uma análise entre países sobre abordagens bem-sucedidas para a prevenção e manejo das CCNTs que utilizassem ações multissetoriais. A ideia surge diante da compreensão crescente e um endosso de alto nível da importância de abordagens multissetoriais, colaborativas e fortes, para abordar uma vasta gama de questões sociais, econômicas e de políticas públicas a fim de prevenir e gerenciar as CCNTs e condições de saúde mental. Este relatório descreve as experiências de diferentes países, áreas e territórios na implementação de ações multissetoriais para combater as CCNTs e é o primeiro passo para responder ao seu pedido de uma análise de tais esforços. O Brasil submeteu três experiências para a elaboração do relatório pela OMS, atrás apenas de Colômbia, Arábia Saudita, Filipinas e Quênia. A maioria das submissões relata iniciativas que abordam mais de um fator de risco para CCNTs. O consumo do tabaco foi o tema mais citado no enfrentamento de uma substância extremamente preocupante por ser fator de risco para condições crônicas não transmissíveis. O Brasil é um dos países que se destacam pela ação multissetorial e iniciativas para diminuir o uso do tabaco como ações nacionais de comissões ou mecanismos multissetoriais; políticas fiscais sobre o tabaco; proibição de venda de tabaco a menores; abordagens para uma gravidez sem fumo, entre outros fatores. Além do tabaco, a alimentação pouco saudável foi pautada pelo país, que está diretamente relacionado à obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Citada como exemplo, a Estratégia de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil (PROTEJA) 2021 consolida ações para prevenir a obesidade infantil e promover cidades mais saudáveis. A abordagem multissetorial da estratégia inclui ações dos setores governamentais (por exemplo, educação, bem-estar social, agricultura, justiça, segurança, comércio, indústria, planejamento urbano e recreação e prática esportiva) e do conselho municipal para planejar e implementar iniciativas que permitam um ambiente favorável para as crianças e suas famílias fazerem escolhas mais saudáveis. Conheça as experiências submetidas pelo Brasil. Experiências submetidas pelo Brasil Diretriz municipal para diagnosticar rapidamente e gerenciar remotamente o tratamento da síndrome da apneia/hipopneia obstrutiva do sono na atenção primária à saúde Instituição remetente: Departamento de Atenção Primária à Saúde, Secretaria Municipal de Saúde de Araguari Escopo: Regional/subnacional Ano de início: 2021 Intervenções utilizadas: Campanhas de defesa e comunicação | Conhecimento da força de trabalho em saúde e habilidades | Infraestruturas de saúde e sistemas de informação | Detecção precoce de CCNTs e condições de saúde mental | Acesso, acessibilidade e qualidade do atendimento Condições em foco: Doenças cardiovasculares, Diabetes e Doenças Respiratórias Crônicas Veja também: Projeto finalista de concurso do FórumDCNTs é listado como iniciativa modelo pela OMS Comissão Nacional para implementar a Convenção-Quadro da OMS sobre Controle do Tabaco no Brasil Instituição remetente: Ministério da Saúde Escopo: Nacional Ano de início: 1999 Intervenções utilizadas: Campanhas de defesa e comunicação | Políticas, legislação e economia medidas | Ambientes e configurações saudáveis | Conhecimento da força de trabalho em saúde e habilidades | Capacidade nacional de vigilância e investigação Condições em foco: Câncer e Doenças Respiratórias Crônicas Fatores de risco em foco: Uso de Tabaco Estratégia nacional para prevenir a obesidade infantil e promover cidades mais saudáveis (PROTEJA) Instituição remetente: Ministério da Saúde Escopo: Local Ano de início: 2021 Intervenções utilizadas: Campanhas de defesa e comunicação | Políticas, legislação e medidas econômicas | Ambientes e configurações saudáveis | Conhecimento da força de trabalho em saúde e habilidades | Infraestruturas de saúde e sistemas de informação | Detecção precoce de CCNTs e condições de saúde mental | Acesso, acessibilidade e qualidade dos cuidados | Reabilitação, cuidados paliativos e de fim de vida | Capacidade nacional de vigilância e investigação Fatores de risco em foco: Alimentação não saudável, Inatividade física e Obesidade Acesse o relatório completo aqui. As experiências do Brasil e de outros países também pode ser acessada neste link. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- 12º Encontro do FórumDCNTs - 05/05
Vídeo Resumo 8h00 - Chegada de todos e acomodação 8h20 - Abertura – Boas-vindas – (Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Mesa de abertura (Alessandro Chagas, CONASEMS; Arthur Moraes, Roche; Cristiano Soster, COSEMS-BA; Eduardo Figueiredo, Boehringer Ingelheim; Eduardo Macário, SES-SC; Marco Silva, Viatris; Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil; Vanessa Pontirolli, Novo Nordisk) (Vídeo) 8h50-10h15 - Contextualização – Cenário das DCNTs no Brasil – (Moderação: Eduardo Macário, SES-SC) (Vídeo) 8h55-9h10 - O que é preciso para agilizar a incorporação e dispensação de tecnologia médicas, e adoção de programas custo-efetivos no Brasil, que permitam melhores resultados em CCNTs? – Gonzalo Vecina, FSP-USP (Vídeo) 9h15-9h30 - O que é preciso para agilizar a incorporação e dispensação de tecnologia médicas, e adoção de programas custo-efetivos no Brasil, que permitam melhores resultados em CCNTs? – Maurício Nunes, ANS (Vídeo) 9h35-9h50 - Quais políticas públicas deveriam ser priorizadas para em menor tempo melhorarmos prevenção primária e secundária de CCNTs no país? – Eduardo Nilson, Fiocruz (Vídeo) 9h50-10h15 - P&R (Vídeo) 10h15-10h35 – Café Interativo 10h40-11h50 - Como as parcerias inter e intrasetoriais têm permitido melhorar diagnóstico e tratamento de CCNTs no país? – (Moderação: Douglas Silva, Resmed) (Vídeo) 10h50-11h05 - Qual o papel de cada setor (público, privado, multilateral e terceiro setor) em parcerias como o HEARTS-PA? – Aline Palmeira, Hospital Moinhos de Vento (Vídeo) 11h10-11h25 - Como acontecem as contribuições de diferentes setores e a formalização de parcerias intersetoriais? – Cristiano Soster, COSEMS-BA (Vídeo) 11h25-11h50 - P&R 12h00-13h00 – Almoço 13h05-14h45 - Reunião dos GTs com líderes e especialistas – (Moderação: Yara Baxter, Novartis Foundation) 13h10-13h30 - Reunião de alinhamento dos Grupos Temáticos 13h35-13h55 - 1ª rodada de especialistas 14h00-14h20 - 2ª rodada de especialistas 14h25-14h45 - Fechamentos e consulta livre aos especialistas e interação entre GTs Alessandro Chagas, CONASEMS Ana Paula Cavalcante, ANS Cristiano Soster, COSEMS-BA Eduardo Macário, SES-SC Eduardo Nilson, Fiocruz Francis Fujii, Amil Frida Plavnik, SBH Gilmara Santos, SAPS - Ministério da Saúde Gisele Bortolini, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Kátia Audi, ANS Kelly Alves, CGAN/SAPS - Ministério da Saúde Leticia Cardoso, SVSA - Ministério da Saúde Maria José Evangelista, CONASS Ricardo Batista, GIFE Tacyra Valois, CBEXs 14h50-15h25 - Apresentação dos 5 projetos selecionados no Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2023 e premiação dos 3 melhores (Patrícia de Luca, FórumDCNTs e AHF; Vanessa Pontirolli, Novo Nordisk; Marco Silva, Viatris; Arthur Moraes, Roche; Eduardo Figueiredo, Boehringer Ingelheim; Tatiana Porto, Sanofi) (Vídeo) Projeto MOTIVE (Mobilidade Ativa entre Escolares)(Vídeo) Cigarro Eletrônico: o perigo está no ar (Vídeo) Grupos de Apoio Online - Construindo diálogos (Vídeo) Otimização do Tratamento da Hipertensão Arterial (Vídeo) Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos (Vídeo) Considerações e Premiação (Vídeo) 15h30-16h00 - Café interativo com apresentação de painéis do Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2023 16h05-17h10 - Compromisso de instituições-chave dos diferentes setores para avanços em CCNTs no ano de 2023 e durante os próximos 4 anos – (Moderação: Tacyra Valois, CBEXs) (Vídeo) Evangelina Vormittag, Instituto Saúde e Sustentabilidade (Vídeo) Gilmara Santos, SAPS - Ministério da Saúde (Vídeo) Giovanni Cerri, ICOS | HCFMUSP | InovaHC (Vídeo) Ricardo Batista, GIFE (Vídeo) Tatiana Porto, Sanofi (Vídeo) Fotos Painelistas e Moderadores Aline Palmeira, MD (Hospital Moinhos de Vento) Graduada em Medicina pela Universidade Católica de Brasília, Residência Médica em Neurologia Clínica no Instituto Hospital de Base do Distrito Federal, Fellowship em Neurologia Hospitalar pelo Hospital Moinhos de Vento, Pós-Graduanda em Neurologia Vascular pelo Hospital Moinhos de Vento e Mestranda pelo PPG de Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente é Médica do corpo clínico do Hospital Moinhos de Vento, onde atua como Neurologista Hospitalar e Pesquisadora no Proadi-SUS do Hospital Moinhos de Vento, trabalhando no Projeto Polipílula e Riscômetro para prevenir Acidente Vascular Cerebral e Comprometimento Cognitivo na Atenção Primária em Saúde. Ana Paula Cavalcante, MD, MSc (ANS) Graduada em Medicina pela Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública - Fundação Bahiana para o Desenvolvimento da Ciência, Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social (IMS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Mestre em Gestão de Tecnologias em Saúde pelo IMS da UERJ. Especialista em Psiquiatria conferido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Especialista em Regulação em Saúde Suplementar da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Foi Coordenadora-geral de Atenção Hospitalar da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde entre 2011 e 2014. Atualmente é Gerente de Estímulo à Inovação e à Qualidade da Atenção na ANS. Eduardo Nilson, DSc (Fiocruz | NUPENS-USP) Graduado e Pós-Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília, Especialista em Políticas Públicas pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como Inspetor de Saúde no DF e Consultor Técnico no Ministério da Saúde. Atualmente é Pesquisador na Fiocruz e associado ao Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens-USP). Evangelina Vormittag, MD, PhD (Instituto Saúde e Sustentabilidade) Graduada em Medicina pela Universidade Santo Amaro (UNISA), Residência Médica, Especialização em Microbiologia e Doutorado em Patologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Especialização em Gestão de Sustentabilidade pela Fundação Getúlio Vargas e em Gestão de Políticas em Saúde Informadas por Evidências pelo Ministério da Saúde. Atualmente é a Diretora Executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade. Francis Fujii, MD, MBA, MSc (Amil) Graduado em Medicina pela FAMEMA, MBA em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas e em Marketing de Serviços pela Fundação Instituto de Administração e Mestre em Saúde pública pela The University of Manchester. Atuou como Gerente Nacional de Anatomia Patológica, Gerente Médico de Novos Projetos, Gerente Médico Affordability, Vice Diretor Clínico do SAMU de São Paulo e Gerente de Economia da Saúde. Atualmente é Diretor Clínico no SAMU de São Paulo e Diretor Médico de Gestão em Saúde na Amil. Frida Plavnik, MD, MSc, PhD (SBH) Graduada em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Especialista em Nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Mestrado e Doutorado em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atuou como Professora na Universidade Nove de Julho (UNINOVE) e Professora Afiliada na UNIFESP. Vasta experiência na condução de estudos clínicos e elaboração de materiais educacionais para o setor privado. Atualmente é Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Gilmara Santos, MSc (SAPS-Ministério da Saúde) Graduada em Enfermagem pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Mestrado em Saúde Pública pela Escola Nacional Sérgio Arouca/FIOCRUZ, Especialista em Saúde Pública pela Universidade Federal de Pernambuco e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência em gestão de serviços em saúde, na atenção primária em saúde/estratégia de saúde da família e no monitoramento e avaliação de projetos em saúde. Membro da Comissão de Práticas Avançadas em Enfermagem do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Atualmente é Coordenadora-geral de Prevenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde na SAPS do Ministério da Saúde. Gisele Bortolini, MSc, PhD (Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome) Graduada em Nutrição pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Mestre em Ciências Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Doutorado em Nutrição pela Universidade de Brasília. Especialização em Gestão de Políticas de Alimentação e Nutrição pela Fiocruz e Gestão Pública na Saúde pela Universidade de Brasília. Experiência na área de Saúde Pública e Nutrição, atuando principalmente nos temas: Gestão de Políticas Públicas de Saúde e de Alimentação e Nutrição, Atenção Primária e Promoção da Saúde. Atualmente é Coordenadora-Geral de Promoção da Alimentação Saudável no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Giovanni Cerri, MD, PhD (ICOS | HCFMUSP | InovaHC) Graduado em Medicina, Doutorado em Radiologia e Livre Docência pela Universidade de São Paulo. Presidiu a Sociedade Paulista de Radiologia, o Colégio Brasileiro de Radiologia e o World Federation of Ultrasound in Medicine and Biology. Foi Diretor Científico da Associação Médica Brasileira, Presidente do Conselho e Diretor Geral do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), e presidiu os Conselhos do Hospital das Clínicas da FMUSP e da Fundação Faculdade de Medicina. Também atuou como Diretor da FMUSP por dois mandatos e Secretário de Estado da Saúde de São Paulo. Atualmente é Presidente dos Conselhos dos Institutos de Radiologia (InRad) e de Inovação (InovaHC), do Hospital das Clínicas da FMUSP e Vice-Presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS). Gonzalo Vecina, MD, MSc (FSP-USP) Graduado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, Residência Médica em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde, e Mestre em Administração, Concentração de Saúde, pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV). Fundador e ex-Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), além de ter atuado como Secretário Municipal de Saúde de São Paulo, Secretário Nacional da Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde e Superintendente do Hospital Sírio Libanês. Atualmente é Professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. Karina Mauro Dib (Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo) Graduada em Enfermagem pela Universidade Cidade de São Paulo, Especialista em Enfermagem Oncológica e Aprimoramento em Psicooncologia pelo A.C. Camargo Câncer. Especialista em Atenção Domiciliar e Linhas de Cuidado em Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Mestranda em Inovação do Ensino em Saúde na temática de Cuidados Paliativos. Atuou como Supervisora Técnica em Saúde e atualmente é Diretora da Divisão de Doenças Crônicas que representa a Área de Cuidado às DCNTs e Área Técnica do Programa Melhor em Casa na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Kátia Audi, MBA (ANS) Graduada em Saúde e Educação Físcia pela Universidade Gama Filho, Especialista em Gestão Hospitalar e Psiquiatria Social pela Fundação Oswaldo Cruz e MBA em Gestão de Serviços de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mais de 20 anos na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualmente sendo a Coordenadora de Indução de Qualidade Setorial/COIME/GEEIQ/DIDES/ANS. Kelly Alves, MSc, PhD (Ministério da Saúde - CGAN/SAPS) Graduada em Nutrição Pela Universidade Federal de Alagoas, Especialista em Saúde da Família (EFSFVS/UVA), Mestre em Alimentação, Nutrição e Saúde (PPGANS-UERJ) e Doutora em Saúde Coletiva (PPGSC-UERJ). Atuou nas áreas de: Atenção Básica/Estratégia Saúde da Família; consultoria para gestão da Política Nacional de Alimentação e Nutrição - PNAN; e em organização da sociedade civil no advocacy por políticas públicas para promoção da alimentação adequada e saudável a partir de ações de incidência política, mobilização social e articulação de redes. Atualmente é Coordenadora-Geral de Alimentação e Nutrição no CGAN/SAPS do Ministério da Saúde. Leticia Cardoso, MSc, PhD (SVSA-Ministério da Saúde) Graduada em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Doutorado em Saúde Pública na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP) da FIOCRUZ. Foi Coordenadora do Programa de Pós-Graduação de Epidemiologia em Saúde Pública da ENSP/FIOCRUZ entre 2016 e 2019. É pesquisadora do Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), do projeto Saúde Urbana na América Latina (SALURBAL), atua na coordenação do Estudo CAEB (Comercialização de alimentos e bebidas no ambiente escolar de cidades brasileiras). Atualmente é Coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis na Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. Maria José Evangelista, MSc (CONASS) Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe, especialização em Administração Hospitalar pelo Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, especialização em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva - UFBA, especialização em Saúde Publica pelo Fundação Oswaldo Cruz, especialização em Evidence Based Chronic Illness Care pela University of Miami Miller School of Medicine e Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília. Atualmente é Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Maurício Nunes, MSc (ANS) Graduação em Administração pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Especialização em Finanças Públicas pela Universidade Cândido Mendes e Mestrado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ). Servidor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) desde 2005, ocupando os cargos de Diretor-Adjunto da Diretoria de Fiscalização, Diretor-Adjunto da Diretoria de Normas e Habilitação dos Produtos, Gerente-Geral de Administração e Finanças, Coordenador de Avaliação de Riscos Institucionais, Coordenador de Monitoramento da Contratualização. Atualmente é Diretor de Desenvolvimento Setorial da ANS. Ricardo Batista, MSc (GIFE) Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos e Mestrando em Sociologia pela Universidade São Paulo. Ocupou diversas funções de assessoramento em políticas públicas e advocacy e coordenação, foi Secretário Parlamentar na Câmara dos Deputados do Brasil, gestão e planejamento de projetos na Frente Nacional de Prefeitos entre 2013 e 2019 e coordenador do Projeto de Fortalecimento da Estratégia ODS na Fundação Abrinq em 2019. Atualmente é Coordenador de Políticas Públicas no Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE). Instituições Participantes Agapem Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) ADJ Diabetes Brasil Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) Amil Afya Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) Associação Crônicos do Dia a Dia (CDD) Associação Peter Pan Associação pela Saúde Emocional (ASEc+) AstraZeneca Boehringer Ingelheim CBEXs CONASEMS CONASS Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região COSEMS-BA Cities Changing Diabetes Campinas CREN Doctomatic Embecta Epharma PBM phygital do Brasil Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Fleximedical Fiocruz Fundação Banco de Olhos de Goiás Fundação Getulio Vargas (FGV) Fundação Novartis Fundação ProAR GEPRAPS GIFE Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Cachoeiro de Itapemirim (GAPCCI) HIHUB.TECH Hospital Moinhos de Vento - Proadi IBTED - Tecnologia e Educação em Diabetes Instituto Bem do Estar Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Instituto do Coração (InCor HC-FMUSP) Inovatix Mulher Instituto Bem do Estar Instituto Cordial Instituto Correndo pelo Diabetes Instituto de Saúde Mental e Diabetes Instituto Desiderata Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Instituto Horas da Vida Instituto Obesidade Brasil Instituto Oncoguia Instituto Opy de Saúde Instituto Saúde e Sustentabilidade Instituto Tellus Instituto Vencer o Câncer Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio International Diabetes Federation (IDF) Laboratório de Vida Ativa (LaVA-UERJ) LiveLab Merck Mevo Saude Ministério da Saúde (MS) Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome Novartis Foundation Novo Nordisk Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/USP) Pé de Feijão Plan International Brasil Plataformas Saúde com Ciência Prefeitura Municipal de Campinas Prefeitura Municipal de São Paulo ResMed Latam Roche Sanofi SAS Brasil Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMS-BH) Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista (SMS-VC) Siemens Healthineers Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Universidade de São Paulo (USP) Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) Viatris Vital Strategies Brasil Parceiros Corporativos
- Propostas do FórumDCNTs e seus parceiros aprovadas na 17ª Conferência Nacional de Saúde
O Conselho Nacional de Saúde (CNS) divulgou em agosto as diretrizes, propostas e moções aprovadas na 17ª Conferência Nacional de Saúde, e que farão parte do Plano Nacional de Saúde de 2024-2027. O FórumDCNTs celebra o fato de propostas submetidas em parceria com seus membros terem sido amplamente aprovadas, compondo esta resolução. Veja aqui as diretrizes e propostas votadas na Conferência Livre organizada pelo FórumDCNTs, em 29 de maio de 2023, e levadas. As diretrizes e propostas aprovadas na Conferência Livre de Vigilância, Prevenção e Atenção à Saúde das Pessoas com Condições/Doenças Crônicas não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs) e Promoção da Saúde teve como objetivo debater e aprovar ações efetivas para conduzir à 17ª Conferência Nacional de Saúde. O material foi elaborado e compilado por 130 participantes, incluindo usuários do SUS, profissionais de saúde e gestores que dedicam esforços aos cuidados das CCNTs. Os delegado eleitos que levaram as propostas a Brasília foram Eduardo Macário (SES-SC e membro da Comissão Consultiva do FórumDCNTs) e Letícia Lima Mota. Foram eleitos como suplentes Mark Barone (FórumDCNTs) e Roseanne Montargil (UESC). A resolução foi elaborada com base no relatório final que expressa o resultado dos debates nas diferentes etapas da 17ª Conferência Nacional de Saúde. Portanto, tratam-se das diretrizes e propostas aprovadas na Plenária Final. Esse resultado (aqui publicado) servirá como guia no planejamento de atividades e estratégias do Sistema Único de Saúde (SUS) para o Plano Nacional de Saúde e Plano Plurianual de Saúde 2024-2027, do Ministério da Saúde (§ 1º, Art. 36, Lei nº 8.080/1990). Na lista abaixo estão os trechos aprovados a partir das propostas do FórumDCNTs em parceria com seus membros. Tema da Conferência: GARANTIR DIREITOS, DEFENDER O SUS, A VIDA E A DEMOCRACIA - AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA! EIXO 1: O BRASIL QUE TEMOS. O BRASIL QUE QUEREMOS Diretriz 50 - Fortalecer e incentivar a implementação, de forma efetiva e eficaz, das políticas públicas relacionadas à nutrição, à alimentação, à comensalidade e às estratégias para a prevenção e tratamento da obesidade como problema de saúde pública, de natureza complexa, resultante da interação de diversos fatores, por meio de ações regulatórias e estímulo à adoção de hábitos saudáveis, incluindo o acolhimento das pessoas com obesidade com cuidado contínuo e integral, em todas as fases da vida, com alimentação saudável, redução de comportamentos sedentários e uma adequada quantidade e qualidade do sono. Propostas 25 - Fomentar a criação de residências multiprofissionais em saúde na área das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). 125 - Capacitar profissionais de saúde de todos os níveis de atenção para o reconhecimento de distúrbios do sono, em virtude de estarem associados ao conjunto das condições crônicas não transmissíveis, de forma a melhorar a prevenção, o diagnóstico, superar os estigmas, garantir o acesso ao tratamento e elaboração de uma linha de cuidados dos distúrbios do sono. 144 - Aumentar as estratégias de informação, sensibilização e suporte relacionadas à obesidade, à saúde mental e distúrbios do sono por meio da identificação dos aspectos que necessitam de melhorias e que facilitem a busca por prevenção e tratamento, prevenir o desenvolvimento e o agravamento destas condições; considerar que a obesidade, saúde mental e os distúrbios do sono são condições coletivas e não individuais, muito complexas e fatores de risco para outras condições de saúde. 147 - Assegurar medidas fiscais para estimular a alimentação saudável e tributar alimentos ultraprocessados, como as bebidas adoçadas com açúcar, aprimoramento e fiscalização da rotulagem frontal e da publicidade destes, como um componente importante de prevenção de obesidade. 149 - Garantir os direitos das pessoas que vivem com obesidade para que não sofram desrespeito, negligência, discriminação ou violência, utilizando estratégias para prevenção da obesidade como forma de conscientização das pessoas. EIXO 3: GARANTIR DIREITOS E DEFENDER O SUS, A VIDA E A DEMOCRACIA Diretriz 72 - Garantir que todas as pessoas tenham acesso à prevenção, rastreamento, diagnóstico precoce, reabilitação, tratamento mais adequado e em tempo hábil ao câncer, e sejam acompanhadas através de cuidados integrais, abrangentes e eficientes. Propostas 137 - Garantir que as tecnologias para tratamento do câncer incorporadas pelo Ministério da Saúde estejam disponíveis para todos as pessoas usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), otimizando rastreio, diagnóstico e tratamento de câncer, através da discussão responsável durante e após o processo de incorporação, inclusive com regras bem definidas para o processo de pactuação sobre o financiamento e disponibilização dessas tecnologias, de forma a dar acesso equitativo a todos que delas necessitam. 145 - Ampliar e otimizar rastreio, diagnóstico e tratamento de câncer nos diferentes níveis de atenção e regiões do país, implementando e fortalecendo as linhas de cuidado para o câncer, bem como as medidas de prevenção de câncer com tributação de alimentos ultraprocessados, agrotóxicos, bebidas alcoólicas, tabaco e ampliando a cobertura vacinal contra o papilomavírus humano (HPV). 160 - Entender a jornada da pessoa com câncer e outras condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e desenvolver planos de cuidados e acolhimento integrais, abrangentes e eficientes em todos os níveis de atenção à saúde, garantindo o número de vagas para o tratamento de pessoas com câncer, de forma a tratar e monitorar essas pessoas, a exemplo da Lei 14.450 - Programa Nacional de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna de Mama; facilitando o engajamento nos cuidados. 168 - Garantir nutricionista como integrante obrigatório na Estratégia de Saúde da Família, mediante o dimensionamento profissional com base na população, nas necessidades do território e no perfil epidemiológico e nutricional, tendo em vista o aumento da insegurança alimentar e das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). EIXO 4: AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA PARA TODAS AS PESSOAS Diretriz 4 - Fortalecer as políticas e programas intra e intersetoriais baseados em evidências e as parcerias entre o Ministério da Saúde, Secretarias estaduais e Secretarias Municipais, para aumentar o rastreio, prevenção e a educação permanente da população e profissionais de saúde para o desenvolvimento e implementação de modelos de cuidado integral da pessoa com diabetes e doenças cardiovasculares, garantindo o manejo adequado e o acesso à linha de cuidados, a fim de reduzir a morbimortalidade por essas duas condições. Propostas 8 - Ampliar e otimizar o rastreio, diagnóstico e monitoramento das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), equipando a Atenção Básica, fazendo uso de marcadores metabólicos, dados antropométricos e sinais vitais que permitam o cálculo do risco cardiovascular de acordo com Diretrizes Nacionais, desenvolvendo e implementando programas e políticas de saúde, educação, esporte e planejamento urbano que melhorem a prevenção primária e secundária, ampliem a efetividades dos tratamentos e promovam a equidade da atenção 39 - Garantir o fornecimento contínuo dos medicamentos que fazem parte da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), revisando os processos administrativos e facilitando o acesso ao tratamento para diabetes, doenças cardiovasculares (DCV) e outras condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil; mudança da dispensação dos análogos de insulina, da atorvastatina , por exemplo, das Farmácias de nível especializado para a Atenção Básica permitiriam o ganho de capilaridade necessário para garantir que esses tratamentos cheguem a todos àquelas que deles necessitam. 40 - Desenvolver, implementar e atualizar periodicamente programas nacionais de educação para a prevenção e autocuidado de pessoas com diabetes, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), inclusive no ambiente escolar. 43 - Promover políticas regulatórias e fiscais mais rígidas para reduzir o consumo de produtos não saudáveis, álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados. Desde 1988, a Constituição Federal estabelece a “saúde como direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Confira essas e todas as diretrizes, propostas e moções aprovadas na 17ª Conferência Nacional de Saúde aqui. Fonte: Conselho Nacional de Saúde
- Capacitação de Organizações de CCNTs/DCNTs 2023
O FórumDCNTs anuncia a abertura das inscrições de 27/06/2023 a 14/08/2023, do processo seletivo para a 5ª Capacitação de Organizações, um evento online e gratuito para entidades selecionadas que se dedicam ao enfrentamento das Condições/Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (CCNTs/DCNTs) no Brasil. O objetivo desta atividade é capacitar entidades que trabalham para a melhoria da prevenção, promoção e/ou do tratamento das CCNTs/DCNTs. As vivências e construções durante os workshops servem como base para que as entidades possam se aprimorar, se tornando mais eficientes e efetivas. A capacitação é constituída por workshops práticos voltados à qualidade das ações de gestão, captação, sustentabilidade, advocacy, comunicação, formação de parcerias e desenvolvimento de projetos. A capacitação é 100% Online e Gratuita. Em 2023, a capacitação terá como focos principais: Cenário político: onde, quando e como fazer advocacy e propor leis e políticas públicas? Localizando a entidade dentro do ecossistema das CCNTs: das parcerias intra e intersetoriais à gestão de mídias e projetos. As vagas são limitadas e apenas um representante de cada organização que se inscrever dentro do prazo, e for selecionado, será convidado a participar. Data do evento: 19 de setembro de 2023, das 8h00 às 16h30. Edital: Inscreva-se aqui. Agenda 8h00 - Entrada na Plataforma 8h15 - Abertura: Boas-vindas e Contextualização Rodada de apresentações Manhã: Cenário político: onde, quando e como fazer advocacy e propor leis e políticas públicas? 8h45-10h15 - Workshop 1 - Este é um bom momento para ter seus pleitos atendidos/advocacy? Quais estratégias são recomendadas? - Felipe Poyares (Diretor Executivo e Sócio Fundador do Eixo Estratégia Política) 10h15-10h30 - Coffee-break 10h30-12h00 - Workshop 2 – Quais as oportunidades de participação popular no Brasil? Como maximizar as chances do pleito de sua entidade ser atendido? - Andrea Bento (Cofundadora, Colabore com o Futuro) 12h00-12h50 - Almoço Tarde: Localizando a entidade dentro do ecossistema das CCNTs: das parcerias intra e intersetoriais à gestão de mídias e projetos. 13h00-14h30 - Workshop 3 - Quais são os segredos para ganhar visibilidade, engajar parceiros em pleitos e mantê-los interessados e apoiando? - Anna Monteiro (Diretora de Comunicação, ACT Promoção da Saúde) 14h35-16h05 - Workshop 4 - Como conquistar e administrar estrategicamente parceiros e apoiadores do mesmo e de outros setores - Cynthia Betti (Presidente, Plan International Brasil) 16h00-16h30 - Atividade de Encerramento e Emissão de Certificados. Facilitadores Andrea Bento (Colabore com o Futuro) Bacharel em Direito, com profundo conhecimento nos atores e caminhos necessários para a melhoria e construção de Políticas Públicas de Saúde no Brasil. Participou como membro efetivo da Comissão de 3ª setor da OAB/SP, 1º suplente no Conselho Nacional de Saúde, membro titular do CAMSS e COSAÚDE da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), membro no PRONON – Programa Nacional de Oncologia. Cofundadora da Colabore com o Futuro, um negócio social que apoia e orienta ONGs com estratégias de Advocacy, comunicação e gestão para melhorar o acesso ao tratamento e qualidade de vida de pessoas com condições de saúde em todo o Brasil. Anna Monteiro (ACT Promoção da Saúde) Graduada em Jornalismo formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com Especialização em Negócios de Cinema e TV pela ESPM. Fellow no Global Tobacco Control Leadership Program/Johns Hopkins University of Public Health. Atua há mais de 20 anos no segmento da comunicação, tendo se dedicado ao longo dos anos à assessoria na área em diversas organizações, como Organização Mundial da Saúde (OMS), Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Merck SA. Foi uma das fundadoras da Aliança de Controle do Tabagismo - ACT, sendo atualmente Diretora de Comunicação, desenvolvendo projetos na comunicação e marketing, planos de comunicação, Advocacy e divulgação de ações. Cynthia Betti, MBA (Plan Internacional Brasil) Graduada em Pedagogia pela Universidade de São Paulo (USP), MBA em Gestão Empresarial, depois de 30 anos de uma vasta experiência de atuação no setor privado, em 2018, fez uma transição de carreira para o terceiro setor. Atualmente, é Diretora Executiva na Plan Internacional Brasil, onde trabalha pela promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes, com um foco especial na igualdade para meninas, por meio de projetos de profunda transformação por meio da educação, conscientização e sensibilização de toda a sociedade. Felipe Poyares (Eixo Estratégia Política) Graduado em Relações Internacionais pela ESPM, com Especialização em Políticas Públicas pelo INSPER. Foi Assessor Especial de Planejamento e Ações Estratégicas no Governo do Maranhão, e Assessor Parlamentar na Câmara dos Deputados. Além disso, atuou na área de Relações Governamentais no Todos Pela Educação, sendo responsável pela articulação com o Congresso Nacional e Frente Parlamentar Mista da Educação. Atualmente, é Diretor Executivo e Sócio Fundador do Eixo Estratégia Política sendo uma Consultoria de Relações Governamentais que atua com monitoramento, incidência política e desenvolvimento e implementação de estratégias de Advocacy, com o intuito de qualificar e potencializar a atuação de organizações junto ao poder público. Parceiros Corporativos Instituições Participantes ABRA ABRAF - Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas. Abrale/Movimento TJCC ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos ACELBRA-DF Adim ADJ Diabetes Brasil Agapem - Associação Gaúcha de Pessoas com Esclerose Múltipla Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável/Núcleo Pernambuco ASBAG Associação Brasileira de Alzheimer Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) Associação de Celíacos - ACELBRA RS Associação de Celíacos - Riosemgluten Associação de Diabetes Sempre Amigos Associação Doce Vida Associação dos Deficientes Físicos de Pilar Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá - ADIFAT Associação Rio Grandense de Apoio ao Diabético Centro de Apoio às Pessoas com Doenças Neuroimunológicas - CADNI Cities Changing diabetes Campinas COCELPE - Coletivo de Celíacos de Pernambuco FENACELBRA FENAPAR Fundação ProAR GAPCCI - Grupo de Apoio a Pacientes com Câncer de Cachoeiro de Itapemirim/Espírito Santo Grupo de Amigos Diabéticos em Ação Grupos de Celíacos de Goiás Instituto Diabetes Brasil Instituto Heleninha Instituto Opy de Saúde ONG Carlos Daniel Organização Regional de Combate ao Câncer - ORCCA PBO - Painel Brasileiro da Obesidade Rede Nacional de Associações de Pais e Pessoas com Fissura Labiopalatina SAS Brasil Umane












