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  • CBEXs realiza 2ª Pesquisa Atlas para construir o perfil de liderança na saúde brasileira

    Quem cuida da saúde, cuida de pessoas, mas como reconhecer e construir o perfil de quem faz isso acontecer? Com esse intuito, o Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs) realiza a “2ª Pesquisa Atlas CBEXS" de âmbito nacional, que visa construir o retrato do perfil dos profissionais de gestão da cadeia de saúde. Dessa forma é possível identificar e reconhecer onde estão os profissionais de saúde e como atuam para que o resultado auxilie nas lideranças, a fim de construir e moldar esse espírito de líder nos próximos anos e de forma individualizada, com o desafio particular de cada um. O primeiro “Atlas CBEXs – Perfil de Liderança da Saúde Brasileira” foi publicado em 2021 e reuniu dados de todo os cantos do Brasil com 1.532 respondentes entre maio e agosto daquele ano. A pesquisa mostrou, por exemplo, que 56% dos líderes são homens, 44% mulheres, com o maior contingente concentrado na faixa etária entre 36 e 46 anos com 39%. Os resultados ainda apontaram que 37% desses líderes em saúde atuam em hospitais e que 45% dos respondentes afirmaram ter mais de 21 anos de experiência na saúde. Quanto a parte salarial, 49% estavam insatisfeitos com a remuneração de momento. A Saúde Digital também teve grande destaque na pioneira pesquisa. Com o avanço da telemedicina pela pandemia de COVID-19, as organizações identificaram que esse modelo de atendimento é sustentável e que a relação médico-pessoa pode prosperar. Em contrapartida, no ano de 2020, 527 organizações de saúde relataram que mais de 21 milhões de pessoas foram afetadas por violações de dados. Esse número aumenta em 2021, levando as organizações a investirem mais em seus recursos de segurança de dados. Esses e outros dados estão disponíveis na pesquisa que pode ser acessada aqui. O que é o CBEXs? O CBEXS – Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde é uma associação civil sem fins lucrativos, dedicada à promoção da excelência na gestão da saúde por meio de educação, capacitação técnico-científica e certificação de executivos dos setores público e privado. Acesse a carta de compromisso que explica a ação com mais detalhes: Acesse a pesquisa aqui. Fonte: Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde

  • OPAS destaca saúde mental no topo da agenda política

    A saúde mental precisa estar no topo da agenda política. Essa é a recomendação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em novo relatório que o índice de casos e mortalidade foi acentuado pela pandemia de COVID-19. O Dr. Jarbas Barbosa, Diretor da OPAS, destaca a saúde mental em evento na última sexta-feira (9) e a importância que o tema precisa ter nas pautas políticas. Atualmente, a saúde mental representa quase um terço de todos os anos vividos sem qualidade e a pandemia de COVID-19 aumentou ainda mais os fatores de risco para a saúde mental, incluindo desemprego e insegurança financeira. O Dr. Jarbas Barbosa ressalta a importância do tema durante evento da OPAS para lançamento do novo relatório. “A saúde mental da população das Américas foi severamente afetada pela pandemia do COVID-19 e seus efeitos em nossas vidas, economias e sociedades”, completa. O relatório da Comissão, “Uma Nova Agenda para a Saúde Mental na Região das Américas”, fornece à OPAS dez recomendações para os países sobre como melhorar a atenção à saúde mental: Elevar a saúde mental nos níveis nacional e supranacional. Integrar a saúde mental em todas as políticas. Aumentar a quantidade e melhorar a qualidade do financiamento para a saúde mental. Garantir os direitos humanos das pessoas que vivem com problemas de saúde mental. Promover e proteger a saúde mental ao longo da vida. Melhorar e expandir os serviços e cuidados de saúde mental baseados na comunidade. Fortalecer a prevenção do suicídio. Adotar uma abordagem transformadora de gênero para a saúde mental. Abordar o racismo e a discriminação racial como um fator determinante da saúde mental. Melhore os dados e pesquisas sobre saúde mental. O diretor da OPAS destacou que a falta de cuidados se deve a fatores pré-pandemia, como o baixo investimento: apenas 3% dos orçamentos de saúde serem destinados para a saúde mental. A escassez de profissionais da saúde nesta área e o acesso reduzido a serviços, principalmente para pessoas em situação de vulnerabilidade, são outros fatores que alertam a sociedade. A Dra. Epsy Campbell Barr, presidente da Comissão e ex-vice-presidente da Costa Rica, destaca que se deve “investir em saúde mental para promover o desenvolvimento humano equitativo e sustentável para que todos vivam com bem-estar e dignidade. Devemos lembrar que o fardo da saúde mental não é uma luta privada, mas uma crise de saúde pública que merece ação urgente e imediata, ressalta. As informações sobre Saúde Mental nas Américas e que são destacados pelas OPAS: Quase um terço de todos os anos vividos com incapacidade (YLDs) e um quinto dos anos de vida ajustados por incapacidade (DALYs) são devidos a condições mentais, neurológicas e de uso de substâncias e suicídio. Os transtornos depressivos e de ansiedade são a terceira e quarta principais causas de incapacidade. O álcool é responsável por 5,5% de todas as mortes nas Américas. As Américas têm o segundo maior nível de consumo de álcool do mundo. O suicídio tira a vida de quase 100 mil pessoas a cada ano. A taxa regional de suicídio ajustada por idade aumentou 17% entre 2000 e 2019. 8 de cada 10 indivíduos com uma condição grave de saúde mental não recebem tratamento. Em 2020, durante a pandemia de COVID-19, os transtornos depressivos maiores aumentaram 35% e os transtornos de ansiedade 32%. 65% dos países relataram interrupções nos serviços essenciais de saúde mental e uso de substâncias em 2020. Esse número caiu para 14% no início de 2023. Acesse o documento aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

  • Programa Nacional de Controle do Tabagismo é instituído no SUS

    O dia 13 de junho de 2023 marcou a instituição do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A publicação aconteceu no Diário Oficial da União, a PORTARIA GM/MS Nº 502, DE 1º DE JUNHO DE 2023, em documento assinado pela Ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima. Criado em 1986 como Programa Nacional de Combate ao Fumo, a instituição do PNCT no SUS oficializa o programa e reforça o papel do Instituto Nacional de Câncer (INCA) no gerenciamento das ações de controle do tabaco no país. O uso do tabaco reflete em uma série de riscos para diversas condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e desde 1970 surgiram movimentos liderados por profissionais de saúde e sociedades médicas na sensibilização sobre as consequências para os usuários e pessoas de seu convívio. O Programa tem como objetivo reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de produtos derivados do tabaco no Brasil. Ele ainda articula a rede de tratamento do tabagismo no SUS, o Programa Saber Saúde, as campanhas e outras ações educativas e a promoção de ambientes livres de fumo. Conheça as diretrizes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT): I - cuidado integral ao usuário de produtos de tabaco e dependente de nicotina por meio de ações articuladas entre os três entes; II - organização de ações com base nas melhores evidências científicas disponíveis de acordo com as medidas da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco - CQCT, suas diretrizes e protocolos e considerando as recomendações da Comissão Nacional para Implementação da CQCT e de seus Protocolos; III - atuação intrasetorial, intersetorial e interinstitucional para promover o cumprimento e implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), suas diretrizes e protocolos em todo território nacional; e IV - garantia do acesso e do acolhimento em todos os níveis de atenção à saúde do SUS. Conheça os eixos estruturantes do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT): I - Gestão; II - Cuidado Integral, incluindo ações de prevenção e promoção da saúde; III - Educação em Saúde; IV - Vigilância em Saúde. Confira a portaria que instituiu o PNCT aqui. Fonte: Ministério da Saúde

  • Planos municipais de prevenção e enfrentamento de DCNTs - Concurso Melhores Projetos FórumDCNTs 2023

    Nome do Projeto: Planos municipais de prevenção e enfrentamento de DCNTs Responsáveis pelo projeto: Adriana Bouças Ribeiro, Marilda Godinho, Maria Lia S. Zerbini e Marco Antonio de Moraes. Instituição: DDCNT/CVE/CCD/SES-SP Contato: aribeiro@saude.sp.gov.br Instituições Parceiras Os municípios participantes em todas as fases do projeto procuraram parcerias com o setor público como: Secretária de Educação, Desenvolvimento Social, Esportes, Agricultura, entre outros. No setor privado: empresas, usinas, entre outros. Outras parcerias como ONGs, alcoólicos anônimos e igrejas. Sobre o Projeto O projeto está sendo desenvolvido no estado de São Paulo, em 183 municípios de 42 Regiões de Saúde, abrangendo 66,7% até o momento. As instituições envolvidas foram Secretarias e Departamentos Municipais de Saúde. O projeto é dividido em fases com duração de 3 meses e, em média, 12 reuniões semanais virtuais e são oferecidas ações educativas para o diagnóstico local e cálculo das taxas para escolha do agravo a ser priorizado. O acompanhamento e apoio técnico é feito por whatsapp e e-mail. Finalizado o plano, ele é cadastrado no Observatório de Promoção de Saúde. O objetivo do projeto é sensibilizar gestores de municípios mais vulneráveis quanto à necessidade de priorização das CCNTs/DCNTs devido à sua alta morbimortalidade, em especial em indivíduos jovens e a importância da elaboração de um plano de prevenção e enfrentamento das CCNTs/DCNTs com ações estratégicas, realistas e viáveis. Uma avaliação é realizada ao final de cada fase e após 6 meses do cadastro no observatório é realizado o monitoramento. Os resultados da avaliação qualitativa e quantitativa, com indicadores de gestão e processo são os seguintes: 79% de adesão ao projeto; 100% de municípios com planos completos e cadastrados no observatório; 117% de encontros virtuais realizados; 93,4% de participação em pelo menos 70% dos encontros; Média de 5,4 revisões dos planos por fase. Os indicadores do projeto acima citados foram atingidos e até além do esperado de acordo com as avaliações, porém ainda não podemos avaliar os efeitos a longo prazo. Com relação ao monitoramento, 70,6% dos municípios já iniciaram o plano, 33% já apresentaram no Conselho Municipal de Saúde e 51% já inseriram no Plano Municipal de Saúde. Alguns municípios apresentaram e pactuaram o plano de ações estratégicas em conselhos municipais de saúde e outras instâncias colegiadas de gestão. Indiretamente, as pessoas com condições crônicas de saúde foram beneficiadas com a melhoria da organização do serviço e processo de trabalho, qualificação de profissionais, estruturação da rede, resgate de ações/grupos de promoção da saúde que haviam sido interrompidas, assim como estímulo a novas ações e intersetorialidade. O projeto sensibiliza gestores, qualifica profissionais e incentiva a implantação de ações municipais que podem ser implementadas mesmo com a descontinuidade do atual projeto. De acordo com o monitoramento até o momento foi verificado que 51% já inseriram o plano de DCNT no Plano Municipal de Saúde, o que nos sinaliza a sustentabilidade e nos mostra a sensibilização dos gestores quanto à necessidade de priorização das CCNTs/DCNTs.

  • Saúde na Medida - Concurso Melhores Projetos FórumDCNTs 2023

    Nome do Projeto: Saúde na Medida Responsável pelo projeto: Tiago Almeida Alves Instituição: UBS Severina Jacome de Oliveira - São Braz, Zona Rural de Cajazeirinhas - PB Instituições Parceiras Nasf, Academia da Saúde e UBS. Sobre o Projeto O objetivo do projeto é combater as CCNTs/DCNTs da região e incentivar cada vez mais a prática de atividade física assim como a alimentação saudável e adequada a cada um, envolvendo nutricionista, psicóloga e a academia da saúde. De início é feita uma avaliação física para o cadastramento dos participantes; após essa avaliação todos são encaminhados para nutricionista, onde são orientados sobre alimentação saudável e um cardápio individual. Também se incentiva a prática de atividade física, usando a academia da saúde com treinos funcionais duas vezes por semana, sendo feita uma reavaliação a cada quadrimestre. As práticas corporais/atividade física com a comunidade, idosos e crianças foram realizadas todas as segundas e quintas-feiras, sendo desenvolvidas levando em consideração as especificidades de cada grupo. Uma das estratégias de trabalho que vem sendo abordada é o treinamento funcional, tendo em vista sua aplicabilidade, pois contribui na melhoria da capacidade física e na promoção da saúde coletiva. Ao final de cada semestre são realizadas avaliações antropométricas com todos os usuários cadastrados e ativos no pólo, que em articulação com a equipe multidisciplinar oferecem suporte em outras esferas visando aprimorar o atendimento. Destaca-se também, que são desenvolvidas ações de Educação em Saúde, como Mês da Mulher, Setembro Amarelo dedicado à conscientização e prevenção ao suicídio, Outubro Rosa, entre outros, propiciando assim uma forma criativa de fazer promoção em saúde. O projeto nasceu através da observação da população acima do peso por meio das visitas à unidade e também consultando os agentes comunitários de saúde (ACS), sendo um projeto para combater diretamente essa condição/doença crônica. Existem fichas de avaliação para controle para cada participante ter noção de sua evolução e saber junto com cada profissional onde precisa melhorar ou continuar com sua rotina. Percebe-se também, diminuição de complicações de doenças crônicas, fortalecimento do vínculo da comunidade com a equipe de saúde, e também a evolução satisfatória nas avaliações antropométricas, onde usuários passaram do nível de sobrepeso para o peso ideal. Com a crescente procura de usuários pelas atividades, houve a necessidade de aumentar os horários de atendimento à comunidade. O feedback satisfatório tem motivado o trabalho que vem sendo realizado, observando-se a transformação de uma comunidade que antes era caracterizada como sedentária e agora está cheia de vida. É importante ressaltar o privilégio de ter uma academia de saúde no campo, próxima à realidade da comunidade, com estrutura e profissional capacitado para a oferta de serviços, formando assim, pessoas mais ativas e com melhor qualidade de vida. Saiba Mais Processo de avaliação física Exemplo da Academia de Saúde Dia de reavaliação Academia da Saúde Maria Idalina de Almeida Avaliação física na Academia de Saúde

  • Call-to-Action: Tratar Distúrbios do Sono é Reduzir Mortes por Condições Crônicas Não Transmissíveis

    O texto abaixo, desenvolvido durante evento realizado no dia 29 de maio de 2023, apresenta as prioridades identificadas pelo FórumDCNTs e seus parceiros, especialmente aqueles que a co-assinam, sobre a importância da prevenção, diagnóstico, monitoramento e cuidado dos distúrbios do sono, principalmente em pessoas com ou em risco de desenvolver Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs). Esses distúrbios afetam o funcionamento físico, ocupacional, cognitivo, psíquico e social, impactam negativamente a qualidade de vida e representam uma ameaça à saúde e à vida. Nesse sentido, assegurar o sono de qualidade é essencial para a reestruturação física e mental, sendo um estado vital para o bem-estar (1). Os problemas com sono são considerados uma epidemia global pela Organização Mundial da Saúde, com prevalência entre 1,6% a 56,0% (2). No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, 18,6% brasileiros enfrentam problemas relacionados ao sono e esses distúrbios são mais prevalentes em pessoas com hipertensão, obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares (DCV), e de maior magnitude na depressão, problemas de coluna e doenças pulmonares. Nos brasileiros com duas ou mais CCNTs, a prevalência de distúrbios do sono é ainda cinco vezes maior (1). Os distúrbios do sono estão relacionados a alterações metabólicas, hormonais e inflamatórias que provocam e agravam a obesidade, hipertensão, diabetes, dor, transtornos mentais, doenças cardiovasculares e outras CCNTs. Cabe destacar que as CCNTs sem manejo ou tratamento adequado também contribuem para o desenvolvimento e agravamento dos distúrbios do sono. Entre os principais distúrbios do sono encontram-se a apneia obstrutiva do sono (AOS), insônia, síndrome do sono insuficiente, narcolepsia e síndrome das pernas inquietas (1). A AOS e a insônia, junto do sono insuficiente, são os distúrbios mais prevalentes (3,4). A AOS afeta 1 bilhão de pessoas mundialmente e, no Brasil, 27 milhões de pessoas apresentem esse distúrbio. Em CCNTs, a AOS se encontra presente em 77% das pessoas com obesidade, de 30 a 83% de quem tem hipertensão, 48% das pessoas com diabetes, e 30% daquelas com doença arterial coronariana (3,5,6). A insônia, presente entre 7 a 19% da população adulta mundial, atinge até 33% dos brasileiros (3,4). Ambas as condições estão associadas à diminuição da funcionalidade, redução da imunidade, aumento dos riscos de acidentes e do risco cardiovascular. Ao mesmo tempo, quando oportunamente diagnosticadas e adequadamente tratadas, além dos benefícios em múltiplas esferas para a saúde e bem-estar do indivíduo e sociedade onde está inserido, contribuem para a prevenção primária, secundária e terciária de CCNTs (7). Atualmente, os distúrbios do sono representam um desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS), sendo geralmente subdiagnosticados e subtratados. Além disso, existe uma escassez de políticas públicas direcionadas à prevenção e manejo dos distúrbios do sono. Seria prioridade, também, que os profissionais de saúde em todos os níveis de atenção estivessem aptos a avaliar a qualidade e duração do sono, por meio de perguntas sobre o padrão de sono, dificuldade para dormir, sonolência diurna excessiva, duração e horário do sono, e presença de alterações do sono. A orientação de práticas de higiene do sono, que incluem a manutenção de uma rotina regular de sono, criação de ambiente propício ao descanso, limitação à exposição de estímulos antes de dormir (assistir TV, cafeína e tabaco) e promoção da prática de atividade física e alimentação saudável, deve ser de amplo conhecimento e utilização por esses profissionais. Portanto, os investimentos em educação para saúde para profissionais de saúde e população, assim como o amplo acesso a diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono, devem ser priorizados. A incorporação do CPAP, ênfase em terapia cognitiva comportamental, aparelho de avanço mandibular e ampliar o arsenal terapêutico para tratamento adequado destes distúrbios precisam ser avaliados. Com esse objetivo, destacamos a necessidade de planos integrais para o cuidado dos distúrbios do sono que perpassam os diferentes níveis de atenção, e que essas orientações estejam nas diretrizes práticas de tratamento das CCNTs mais prevalentes. Concluímos, assim, que existe a necessidade de ações estratégicas para a prevenção, manejo e monitoramento dos distúrbios do sono em crianças, adolescentes, adultos e idosos. As parcerias intersetoriais, com participação dos setores público, privado e terceiro setor, serão fundamentais para mobilizar esforços conjuntos e dar visibilidade a essas estratégias de grande potencial. A implementação de políticas públicas e o fortalecimento dos serviços especializados no SUS são cruciais para garantir cuidado aos distúrbios do sono. A introdução de uma linha de cuidados dos distúrbios do sono a nível nacional pode ser benéfica para o país. Ademais, diante dos impactos negativos destes distúrbios nos desfechos das CCNTs, a atenção integral com abordagem do sono está alinhada e auxiliará de forma importante no cumprimento da meta 3.4 dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, de redução em 1/3 das mortes prematuras por CCNTs até 2030. Reiteramos estarmos à disposição para colaborar nesse processo para otimização das políticas e programas para prevenção, diagnóstico oportuno e cuidados de qualidade dos distúrbios do sono e, com isso, consigamos avançar nos custosos desafios elencados acima, melhorando a saúde e qualidade da população. Mark Barone, PhD Coordenador Geral Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs (FórumDCNTs) ForumDCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Alan Eckeli, MD, PhD Professor e Pesquisador do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) pgneuro.fmrp.usp.br/pb Almir Ribeiro Tavares Júnior, MD, PhD Professor e Pesquisador do Departamento de Saúde Mental Faculdade de Medicina de Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) neural.cpdee.ufmg.br Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, MSc, PhD Pesquisadora Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) www.enf.ufmg.br/pos/posdout.php Ana Paula Castelo Advogada Representante Grupo de Apoio a Paciente com Câncer (GAPCCI - Cachoeira do Itapemirim) www.casadeapoiocancer.org.br Andrea Daidone Conselho de Administração ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br André Gustavo Daher Vianna, MD, PhD Endocrinologista - Doutor em Ciências da Saúde - PUC-Pr Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes - Regional Paraná Coordenador de Educação da Sociedade Brasileira de Diabetes diabetes.org.br Bruno da Silva Brandão Gonçalves, PhD Cientista residente BiomarkerAI www.biomarkerai.com Claudia Moreno, MSc, PhD Professora, Pesquisadora e Chefe do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da Faculdade de Saúde Pública Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) www.fsp.usp.br Douglas Graciano da Silva Gerente de Acesso ao Mercado e Relações Governamentais Resmed Latam www.resmed.com.br Coordenador Geral do Projeto Hermes Brasil www.projetohermesbrasil.com.br Elton Junio Sady Prates Coordenador Geral Comitê Estudantil da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Minas Gerais abenmg.com.br Emerson Cestari Marino, MD Médico Endocrinologista e Pesquisador Clínico Centro de Diabetes Curitiba centrodediabetescuritiba.com.br Geraldo Lorenzi Filho, MD, PhD Professor Associado da disciplina de pneumologia. Linha de pesquisa: distúrbios respiratórios do sono com ênfase na relação entre sono e doença cardiovascular. Universidade de São Paulo (USP) pgpneumologia.incor.usp.br/index.php/programa-de-pneumologia Guilherme Nafalski, PhD Coordenador de Projetos de Saúde Instituto Cordial institutocordial.com.br Júlia Silveira, PwD Médica Veterinária www.linkedin.com/in/juliaemsilveira Luciane Bresciani Salaroli, MSc, PhD Professora Associada e Pesquisadora Universidade Federal do Espírito Santo www.saudecoletiva.ufes.br nutricaoesaude.ufes.br Luiz Menna-Barreto, MSc, PhD Professor Titular e Pesquisador nas áreas de Neurociências e Comportamento e Cronobiologia Escola de Artes, Ciências e Humanidades Universidade de São Paulo (EACH-USP) www5.each.usp.br/web/prof/menna Luiz Clemente Rolim, MD, MSc Professor do setor de Neuropatia em pessoas com Diabetes do Centro de Diabetes do Departamento de Endocrinologia Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Professor do Departamento de Atenção Primária em Saúde Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. santamemoria.org.br/prof-l-clemente-rolim Marco Antonio Silva Moreira Matos, MBA Gerente de Assuntos Médicos Viatris www.viatris.com/en Maria Odete Pereira, MSc, PhD Professora da área de Saúde Mental Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Diretora de Educação Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN-MG) abenmg.com.br Michely Arruda Bernardelli Presidente da Associação Doce Vida - Lages/SC www.instagram.com/docevidalages Miguel Medeiros, MBA Fisioterapeuta e Consultor de Saúde Autônomo www.linkedin.com/in/miguel-medeiros Patrícia de Luca, MSc Diretora Executiva Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) www.ahfcolesterol.org Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD Vice-Presidente ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br Sonia Maria Guimaraes Pereira Togeiro Moura, MD, MSc, PhD Professora afiliada da Disciplina de Biologia e Medicina do Sono Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) psicobiologia.unifesp.br Pesquisadora do Instituto do Sono institutodosono.com Soraya Ribeiro de Moura Secretária de Saúde Prefeitura Municipal de Araguari - Minas Gerais araguari.mg.gov.br/secretarias/secretaria-de-saude Vinícius Batista Campos, PhD Professor e Diretor de Educação Profissional Instituto Federal da Paraíba www.ifpb.edu.br Referências 1. Lima MG, Barros MBA, Malta DC, Medina LPB, Szwarcwald CL. Association of self-reported sleep problems with morbidities and multimorbidities according to sex: National Health Survey 2019. Epidemiol Serv Saude. 2022;31(spe 1):e2021386. doi: 10.1590/SS2237-9622202200007.especial. 2. Stickley A, Leinsalu M, DeVylder JE, Inoue Y, Koyanagi A. Sleep problems and depression among 237 023 community-dwelling adults in 46 low- and middle-income countries. Sci Rep. 2019 Aug 19;9(1):12011. doi: 10.1038/s41598-019-48334-7. 3. Bittencourt LR, Santos-Silva R, Taddei JA, Andersen ML, de Mello MT, Tufik S. Sleep complaints in the adult Brazilian population: a national survey based on screening questions. J Clin Sleep Med. 2009 Oct 15;5(5):459-63. 4. Duarte RLM, Togeiro SMGP, Palombini LO, Rizzatti FPG, Fagondes SC, Magalhães-da-Silveira FJ, et al. Brazilian Thoracic Association Consensus on Sleep-disordered Breathing. J Bras Pneumol. 2022;48(4):e20220106 5. Sharma N, Lee J, Youssef I, Salifu MO, McFarlane SI. Obesity, Cardiovascular Disease and Sleep Disorders: Insights into the Rising Epidemic. J Sleep Disord Ther. 2017 Mar;6(1):260. doi: 10.4172/2167-0277.1000260. 6.Surani SR. Diabetes, sleep apnea, obesity and cardiovascular disease: Why not address them together? World J Diabetes. 2014 Jun 15;5(3):381-4. doi: 10.4239/wjd.v5.i3.381. 7.Medic G, Wille M, Hemels ME. Short- and long-term health consequences of sleep disruption. Nat Sci Sleep. 2017 May 19;9:151-161. doi: 10.2147/NSS.S134864.

  • Cobertura do 12º Encontro do FórumDCNTs

    12º Encontro do FórumDCNTs teve como pontos centrais o cenário das DCNTs no Brasil, os planos de melhorias em diagnóstico e tratamento de CCNTs no país para os próximos 4 anos, especialmente através de parcerias inter e intrasetoriais O dia 5 de maio de 2023 marcou mais uma importante data para o FórumDCNTs. O já tradicional Encontro do FórumDCNTs teve sua 12ª edição, que reuniu líderes e especialistas de mais de 90 instituições públicas, privadas e do terceiro setor, a fim de debater sobre o cenário das condições/doenças crônicas não transmissíveis (CCNTs/DCNTs) no Brasil. Como resultado, houve importantes avanços no planejamento e compromisso para ações em programas e políticas de saúde para 2023 e os próximos 4 anos. Entre elas, diferentes estratégias de parcerias para prevenção e tratamento de CCNTs como câncer, obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares, respiratórias e neurológicas, e tantas outras importantes condições. Coincidentemente, no mesmo dia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência em saúde de importância internacional da COVID-19, anunciado durante o evento pelo membro da Comissão Consultiva do FórumDCNTs e assessor técnico do CONASEMS, Alessandro Chagas. Para iniciar o evento o Dr. Mark Barone, Coordenador Geral do FórumDCNTs, exaltou a realização de um dos principais acontecimentos do FórumDCNTs desde sua primeira edição em 2017. “Quero agradecer a todos os presentes, com destaque aos moderadores e painelistas, membros dos GTs e das Comissões do FórumDCNTs pela presença e parceria contínua”, e completou sua apresentação com destaque para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3.4, que visa até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar. Destacou que, "é preciso reunir esforços para que todos as metas sejam atingidas. O intuito é reunir as principais instituições e stakeholders, dos diferentes setores, para que possam seguir com discussões saudáveis e, através de colaborações e parcerias, alcançar os objetivos em comum". Em seguida foi convocada a mesa de abertura com representantes da Comissão Consultiva, como Alessandro Chagas, CONASEMS; Arthur Moraes, Roche; Cristiano Soster, COSEMS-BA; Eduardo Figueiredo, Boehringer Ingelheim; Eduardo Macário, SES-SC; Marco Silva, Viatris; Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil; Vanessa Pontirolli, Novo Nordisk. Nesse momento, todos os participantes presentes no 12º Encontro do FórumDCNTs também se apresentaram. Cenário das DCNTs no Brasil No primeiro painel do dia, a contextualização do cenário das DCNTs/CCNTs no Brasil foi o tema mediado pelo Dr. Eduardo Macário, Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de SC. Ele ressaltou que lidar com condições muito prevalentes e com altas taxas de mortalidade prematura deve ser sempre priorizado nas agendas, e que os dados atuais indicam que as metas estão longe de serem atingidas. “Estamos próximos de 2030 e é muito provável que não atingiremos as metas". Segundo o especialista, "não é momento para esmorecer, mas sim acreditar nas novas tecnologias de saúde, e novas oportunidades para discussão de planejamento e de atividades regulatórias e metodologias”. Ainda defendeu que a medicalização precisa estar unida com a terapêutica para que possa provocar a mudança de fato. A seguir, o Prof. Dr. Gonzalo Vecina, Fundador da ANVISA e Professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, destacou que no multiverso em que vivemos e com interesses pessoais de cada um, a meta é unir esforços e estratégias em conjunto, "todos precisam jogar juntos". A questão da incorporação e dispensação de tecnologias é crítica, principalmente pela desigualdade social. “O papel da incorporação de tecnologias é fundamental para que as pessoas possam viver mais e melhor. A tecnologia, portanto, será responsável diretamente por salvar vidas, mas seu custo é elevado, então precisaríamos discutir quanto vale uma vida?”, completou. Ainda sobre o acesso aos medicamentos, Dr. Gonzalo Vecina citou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) tem uma série de responsabilidades, como garantir a segurança, eficácia e qualidade, mas a política de assistência farmacêutica para esse acesso está relacionado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e é fundamental estabelece-la plenamente. Como exemplo citou o modelo inglês NICE com um instituto autônomo, vinculado ao Ministério da Saúde daquele país, que toma decisões sobre as incorporações de tecnologias de forma transparente, com especialistas independentes e livres de conflitos de interesse, a participação assídua da sociedade. Sugeriu, ainda, a fusão entre agências brasileiras, para que não sejam independentes as avaliações de incorporação na saúde pública e na suplementar. Em seguida o Sr. Maurício Nunes, Diretor de Desenvolvimento Setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), apresentou as ações necessárias para incorporação ser agilizada, e ressaltou que desde 2018 a ANS fez a resolução normativa 437 para a rápida incorporação. “Temos uma série de atores, como o poder judiciário e legislativo, para incorporações de tecnologias que variam entre 120 e 180 dias. Os contratantes também são muito importantes, já que atualmente são 50 milhões beneficiários nos planos de saúde, cerca de 35 milhões são vinculados coletivamente e 11 milhões apenas pelas indústrias”. Colocou que houve recentemente alterações importantes, a primeira na Lei nº 14.307, que reduziu prazos de incorporação e trouxe alterações importantes a partir de recomendações positivas da Conitec, como na atualização do rol de medicamentos e novos prazos, nas quais a ANS precisaria incorporar em 60 dias. A segunda alteração foi a Lei nº 14.454, que manteve o processo de incorporação para a amplitude das coberturas no âmbito da saúde suplementar. O fim do primeiro painel contou com a presença do Dr. Eduardo Nilson, Pesquisador na Fiocruz e associado ao Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens-USP). Dr. Eduardo apresentou informações sobre os fatores de risco para CCNTs como o tabaco, o álcool e a falta de atividade física, e destacou que o foco precisa estar nas ações da Atenção Primária a Saúde. Outro ponto relevado foi o aumento de mortes pelo consumo de alimentos ultraprocessados, principalmente pela previsão apresentada: caso seja somado 50% a mais do consumo desses alimentos, o número de mortes no Brasil pode chegar a 200 mil/ano. O Dr. Eduardo Nilson ainda destacou e convidou a todos para participarem do NutriNet Brasil, estudo que tem como meta acompanhar mais de 200 mil pessoas de todas as regiões do país para identificar características da alimentação brasileira que aumentam ou diminuem o risco de CCNTs muito frequentes como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer. Como as parcerias inter e intrasetoriais têm permitido melhorar diagnóstico e tratamento de CCNTs no país? A Dra. Aline Palmeira, Médica e Pesquisadora no Hospital Moinhos de Vento, apresentou o procedimento da implementação da Iniciativa HEARTS em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. “O olhar da comunidade e as suas necessidades precisam chegar para o serviço público”. Além disso, revelou que a Calculadora de Risco Cardiovascular tem se mostrado efetiva para esse gerenciamento da doença cardiovascular. Atualmente são 18 países na América Latina que adotam o HEARTS. Descreveu em sua apresentação como os setores público, privado, multilateral e terceiro setor colaboram e co-criam ao aderir a iniciativa e, com isso, fortalecem todo o ecossistema de assistência, vigilância e monitoramento, potencializando o programa e seus resultados. Outro importante ponto citado pela Dra. Aline Palmeira foi a relevância do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, PROADI-SUS, apoiando programas como o HEARTS, com o objetivo de aprimorar o SUS. Em complemento, o Sr. Cristiano Soster, assessor técnico do COSEMS da Bahia, ressaltou que a incorporação do HEARTS deve ser estratégica e tem total relevância na Atenção Primária à Saúde (APS). Segundo ele, "a APS precisa ser qualificada e a iniciativa privada pode ser inserida nesse aspecto", como acontece em parcerias público-privadas ao citar exemplos na Bahia. Outro exemplo foi a parceria público-privada entre a Fundação Medtronic e o Governo do Estado da Bahia, que tornou-se o projeto HealthRise de UFBA na cidade de Vitória da Conquista, e o diferencial foi a incorporação de tecnologia com conhecimento e o crescimento foi mútuo e forneceu uma assistência melhor para a população. “Isso faz com que outros nichos de atuação da iniciativa privada possam unir-se ao setor público", completa o Sr. Cristiano Soster. O moderador do segundo painel, Sr. Douglas Silva, líder da área de Acesso ao Mercado e Relações Governamentais na ResMed, destacou a importância de criar soluções para problemas já existentes e a necessidade de valorizarmos como a pessoa passou sua noite a fim de termos sucesso em prevenção primária e secundária de CCNTs. A Dra. Aline Palmeira concluiu sua participação enfatizando que é preciso engajar os profissionais da saúde desde a faculdade no entendimento da importância de ações para prevenção primária secundária e terciária, assim como as consequências de ignorar ou postergar essas ações. Já para o Sr. Cristiano Soster, a "atenção individualizada passa por conhecer o seu território". Para ele, cada município tem a sua particularidade e a sua necessidade. Reunião dos GTs com líderes e especialistas Na parte da tarde, os Grupos Temáticos do FórumDCNTs se reuniram com líderes e especialistas para aprofundar ainda mais seus debates desde março, quando os nove novos GTs foram instaurados: Alimentação Saudável, Diabetes, Doenças Cardiovasculares, Doenças Respiratórias, Obesidade, Oncologia, Prevenção de CCNTs em Adolescentes, Saúde Mental e Neurológica e Saúde digital em CCNTs. Moderado pela Dra. Yara Baxter, representante da Novartis Fundation e membro da Comissão Organizadora, a inédita reunião dos GTs foi dividida em três partes. No intervalo de uma hora e meia, todos tiveram a oportunidade de conversarem com especialistas a fim de compartilhar seus conhecimentos e orientações. As duas primeiras rodadas contaram com os especialistas pré-definidos para os Grupos Temáticos, enquanto na terceira parte cada GT pôde convidar aleatoriamente especialistas para interagir, o que ampliou a possibilidade de recomendações valiosas para cada GT. Concurso Melhores Projetos de CCNTs 2023 E um dos momentos mais aguardados do 12º Encontro do FórumDCNTs aconteceu na reta final do evento, com a apresentação dos cinco projetos selecionados no Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2023 e premiação dos três melhores. Moderado pela Sra. Patrícia de Luca, da Comissão Organizadora do FórumDCNTs e Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), a mesa ainda contou com Vanessa Pontirolli, Novo Nordisk; Marco Silva, Viatris; Arthur Moraes, Roche; Eduardo Figueiredo, Boehringer Ingelheim; e Tatiana Porto, Sanofi. O Concurso valorizou projetos inovadores com resultados compartilháveis, mesmo que preliminares, nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico e tratamento de uma ou mais CCNTs/DCNTs ou fatores de risco para elas. Era desejável, mas não obrigatório, que os projetos tivessem a participação ativa da comunidade para a qual se destinam em seu desenvolvimento, e que beneficiassem populações vulneráveis. Todos os cinco projetos selecionados apresentaram um pitch sobre suas características, e após a premiação ocorreu o Café interativo, onde foi apresentado os outros dez projetos finalistas selecionados para painéis do Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2023. Classificação final do Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2023 1º Lugar (R$ 15 mil reais) Otimização do Tratamento da Hipertensão Arterial Apresentado por Pablo Maciel Brasil Moreira, da Universidade Federal da Bahia e Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista 2º Lugar (R$ 10 mil reais) Grupos de Apoio Online - Construindo diálogos Apresentado por Neila Campos, da ABRATA 3º Lugar (R$ 5 mil reais) Cigarro Eletrônico: o perigo está no ar Apresentado por Juliana Reis, da Secretaria Municipal de Saúde de BH 4º Lugar Projeto MOTIVE (Mobilidade Ativa entre Escolares) Apresentado por Ricardo Brandão De Oliveira, do Laboratório de Vida Ativa - LaVA/UERJ 5º Lugar Semana D de Imunização dos Pacientes Oncológicos Apresentado por Ana Paula Castelo, do Grupo de Apoio aos Portadores de Câncer de Cachoeiro de Itapemirim Compromisso de instituições-chave dos diferentes setores para avanços em CCNTs no ano de 2023 e durante os próximos 4 anos Por fim, o último painel do dia sobre o compromisso de instituições-chave dos diferentes setores para avanços em CCNTs no ano de 2023 e durante os próximos quatro anos teve a mediação da Sra. Tacyra Valois, CEO do Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs). Ela enfatizou que a realidade da cidade de São Paulo é muito diferente do restante do Brasil, como em seu estado natal, a Bahia. “Levar os projetos adiante para que as iniciativas de hoje sejam a solução de hoje, o futuro é agora”. A Dra. Evangelina Vormittag, Diretora Executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade, ressaltou a pauta da qualidade do ar ser um fator de risco para CCNTs e o terceiro maior agravante, atrás apenas da alimentação não saudável e do tabagismo, de acordo com a OMS sobre os números da qualidade do ar. O Dr. Giovanni Cerri, Presidente do Instituto de Inovação (InovaHC) do Hospital das Clínicas da FMUSP, deu continuidade ao assunto para afirmar o quão contraditório é o dado de que os hospitais são responsáveis pela emissão de 5% de gás carbônico, ou seja, o lugar em que a saúde e os cuidados são promovidos, também são responsáveis pelos agravamentos das condições respiratórias. Outra pauta levantada pelos especialistas foi o compromisso com a saúde digital para melhorar o acesso, reduzir a desigualdade e impactar os custos na saúde, como o projeto de transformação do InovaHC, em parceria com o governo britânico. Mas para o Dr. Giovanni Cerri, a saúde digital precisa ser complementar ao atendimento das pessoas com CCNTs, já que apenas a telessaúde não é suficiente. A Atenção Primaria à Saúde também ganhou destaque nas palavras do Sr. Ricardo Batista, Coordenador de Políticas Públicas no Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), que necessita nesses próximos quatro anos ser fortalecida e inovada como uma extensão na área da saúde. Também destacou que durante a pandemia, a percepção da importância do SUS foi sentida principalmente pela filantropia. Mas para ele, os investimentos precisam ser feitos no SUS, pois o financiamento faz a diferença na frente, no acesso à saúde pelas pessoas. Já a Dra. Tatiana Porto, Diretora de Public Affairs na Sanofi, defendeu o diálogo com stakeholders, que não pode ser ignorado, a fim de construir soluções e parcerias no enfrentamento às DCNTs. “A todo o momento temos um novo lançamento para melhorar a saúde das pessoas, mas como ter acesso, desenhar a jornada dessa novidade e como isso pode estar no sistema público?”, declarou no destaque nas dificuldades na acessibilidade da saúde de qualidade. Por fim, a Dra. Gilmara Santos, Coordenadora-geral de Prevenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde na SAPS do Ministério da Saúde, ressaltou a necessidade de ampliar o diálogo para garantir o direito à saúde, além de reforçar e propor aos usuários do SUS essas melhorias na APS. “Um dos insucessos no SUS foi a perda do diálogo e a meta é ampliar a comunicação com o CONASS e CONASEMS”, afirmou. A intersetorialidade é fundamental para promover essas parcerias e fazer acontecer, como destacou nos Grupos Temáticos do FórumDCNTs. Um dos compromissos por parte do Ministério da Saúde é providenciar mais de 50 mil serviços na APS que estavam represados até o ano passado e que agora podem dar continuidade. Portanto, é de extrema importância qualificar e ampliar equipes de profissionais para a cobertura e qualidade, de forma organizada. Na Imprensa: Atraso de incorporações na saúde afeta mais vulneráveis Mundo Marketing Terra Valor Econômico Reforma tributária pode favorecer prevenção de doenças Portal Comunique-se Terra Valor Econômico Parceiros corporativos

  • ACT lança manifesto para promover a alimentação saudável a partir da reforma tributária

    A ACT Promoção da Saúde lança o manifesto “Por uma reforma tributária que previna doenças promovendo a alimentação adequada e saudável”, já assinado pelo FórumDCNTs, com o objetivo de promover melhorias em saúde sem incentivos a ultraprocessados e tendo o Guia Alimentar para População Brasileira como diretriz. A assinatura do manifesto já está disponível. O manifesto conta com assinaturas do FórumDCNTs e outras 445 pessoas e/ou organizações que acreditam que a reforma tributária possa fazer a diferença significativa na promoção da alimentação saudável para todos. As discussões acerca da reforma no Congresso Nacional propõem o debate sobre a tributação de alimentos no Brasil, com divergências entre o interesse da saúde pública e interesses privados e com base no Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. A sensibilização acerca dos produtos ultraprocessados é de fundamental importância, visto que sua relação é direta no desenvolvimento de doenças e que podem levar a morte. Uma pesquisa recente calculou que 57 mil mortes por ano no Brasil, entre pessoas na faixa etária dos 30 aos 69 anos, estão ligadas ao consumo de ultraprocessados. Esses dados apenas exemplificam que além de impactar na vida das famílias e no ambiente profissional, os custos para o sistema de saúde apenas crescem, sobretudo nas classes sociais mais vulneráveis. Por fim, a ACT Promoção da Saúde declara que a reforma tributária vai impactar a saúde no presente e no futuro, portanto o momento é de unir governo e congressistas a unirem forças no combate à fome e promoção da saúde, através da garantia do acesso à alimentação adequada e saudável. Acesse o manifesto aqui. Fonte: ACT Promoção da Saúde

  • 11º Encontro do FórumDCNTs – 21/10

    5 Anos Fomentando Parcerias Intersetoriais Investir em CCNTs para proteger Agenda 8h00 – Chegada de todos e acomodação 8h20 – Abertura: Boas-vindas (Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Mesa de abertura (Cristiano Soster, COSEMS-BA; Douglas Silva, ResMed; Jéssica Salgado, Novartis; Lucia Xavier, ADJ Diabetes Brasil; Marco Antônio da Silva, Viatris; Tatiana Schmeing, Boehringer Ingelheim; Douglas Villarroel, IDF-SACA;) (Vídeo) 9h00-10h00 – Contextualização: Cenário das DCNTs no Brasil (Moderação: Ricardo Lauricella, SBCD) 9h05-9h15 - Quais as principais fraquezas, fortalezas e prioridades atuais em DCNTs no Brasil? - Laís Amaral, IDEC (Vídeo) 9h20-9h30 - Epidemiologia das DCNTs e fatores de risco, o que mudou com a pandemia no Brasil? - Luciana Sardinha, Vital Strategies (Vídeo) 9h35-9h45 - Status da Estratégia de Saúde Cardiovascular na APS, com a Implementação da Iniciativa HEARTS e o Previne Brasil - Patricia Izetti, SAPS-MS (Vídeo) 9h45-10h00 - P&R 10h05-10h30 – Café Interativo 10h35-11h55 – Resposta Intersetorial ao desafio das DCNTs no Brasil: como, por que e riscos – (Moderação: Andrea Levy, Instituto Obesidade Brasil) 10h45-11h00 - Como e por que trabalhar DCNTs de forma intersetorial? Como superar resistências? - Marco Akerman, FSP-USP (Vídeo) 11h05-11h15 - Riscos e estratégias para lidar com conflitos de interesses em parcerias intersetoriais - Mônica Andreis, ACT Promoção da Saúde (Vídeo) 11h20-11h30 - A experiência de uma nação com cultura intersetorial: estratégias e resultados para os desafios em Saúde Mental - Danilo Santos, Consulado Geral da Dinamarca (Vídeo) 12h00-13h00 – Almoço 13h05-14h35 – Relato dos Grupos Temáticos com Análise de Potencial de Enfrentamento e Parcerias por Stakeholders de Diferentes Setores (Moderação: Yara Baxter, FórumDCNTs | Novartis Foundation) GT Respiratórias (Vídeo) Comentários Karina Mauro Dib (SMS-SP) (Vídeo) Comentários Márcio Galvão (UFBA) (Vídeo) GT Obesidade (Vídeo) Comentários Márcio Galvão (UFBA) (Vídeo) Comentários Karina Mauro Dib (SMS-SP) (Vídeo) GT Saúde Mental e Neurológica (Vídeo) Comentários Cláudia Marina Fló (SES-SP) (Vídeo) Comentários Enilda Lara (HCor) (Vídeo) GT Diabetes (Vídeo) Comentários Cláudia Marina Fló (SES-SP) (Vídeo) Comentários Enilda Lara (HCor) (Vídeo) GT Doenças Cardiovasculares (Vídeo) Comentários Cláudia Marina Fló (SES-SP) (Vídeo) Comentários Maria José Evangelista (CONASS) (Vídeo) GT Alimentação Saudável (Vídeo) Comentários Maria José Evangelista (CONASS) (Vídeo) Comentários Tatiana Toporcov (FSP-USP) (Vídeo) GT Oncologia (Vídeo) Comentários Karina Mauro Dib (SMS-SP) (Vídeo) Comentários Tatiana Toporcov (FSP-USP) (Vídeo) GT Prevenção de DCNTs (Vídeo) Comentários Enilda Lara (HCor) (Vídeo) Comentários Márcio Galvão (UFBA) (Vídeo) 14h40-15h10 – Apresentação dos 5 melhores projetos e premiação dos dois melhores - (Patrícia de Luca, FórumDCNTs | AHF; Conrado Carrasco, Novo Nordisk; Tatiana Porto, Sanofi; Michelle Mello, Roche) Abertura (Vídeo) Resultados (Vídeo) 5 finalistas do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs/DCNTs 2022 Busca ativa: Modelo Estruturado Cuidando de Todos (Vídeo) Instituição: Secretaria Executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância em Saúde. EAD – Salvando Vidas I (Vídeo) Instituição: Associação de Combate ao Câncer Infanto-juvenil. Gestão de Cuidado de Dor Musculoesquelética (Vídeo) Instituição: Tato Fisioterapia Inteligente. Linha de Cuidado da Apnéia do Sono em Araguari-MG (Vídeo) Instituição: Secretaria Municipal de Saúde / IMEPAC- Araguari. Prevenção de Lesão por Pressão na UTI (Vídeo) Instituição: Hospital Sírio Libanês e EEUSP. 15h15-15h45 – Café interativo 15h50-16h50 - Debate DCNTs e fatores de risco “ignorados” e “difíceis”: papel do setor público, privado, sociedade civil e intersetorialidade. Como avançar? (Moderação: Hermelinda Pedrosa, D-Foot | SBD) (Vídeo) Simone Tcherniakovsky, Novo Nordisk Luciano Drager, ABS | InCor Catherine Moura, Abrale Maria Paula de Albuquerque, CREN | IEA-USP 16h55 - Agradecimentos e Encerramento Resumo do 11º Encontro do FórumDCNTs (Vídeo) 17h00-18h00 - Reunião Opcional entre GTs para troca e identificação de 7 prioridades que não podem faltar na Carta Anual de Prioridades Painelistas e Moderadores Andrea Levy (Obesidade Brasil) Graduada em Psicologia, Especialista em Obesidade e Transtornos Alimentares pelo HC-FMUSP. Atuou durante 15 anos em clínicas de cirurgia bariátrica e atualmente atua em consultório particular. Tendo sofrido com a obesidade na infância e adolescência, submeteu-se à cirurgia bariátrica aos 24 anos e desde então mantém menos 60kg e o entusiasmo em ajudar pessoas que passam por histórias parecidas. Autora do livro Cirurgia Bariátrica - Manual de instruções para pacientes e familiares e co-fundadora e atual presidenta do Instituto Obesidade Brasil. Catherine Moura, MD, MSc (Abrale) Graduada em Medicina pela UNIFESO, Mestre em Saúde Pública (Saúde da Família) pela Universidade Estácio de Sá, Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela Faculdade de Medicina do ABC, especialista em Gestão hospitalar e Medicina do Trabalho pela Faculdade de Medicina do ABC (São Paulo). Experiência na área de Saúde Coletiva e Epidemiologia atuando principalmente nos seguintes temas: gestão em saúde, informação em saúde, política de saúde, qualidade hospitalar, vigilância hospitalar, epidemiologia aplicada aos serviços de saúde. Atualmente é CEO da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Cláudia Marina Fló, MSc, PhD (SES-SP) Graduada em Ciências Biológicas e Fisioterapia, Mestre em Reabilitação pela Universidade Federal de São Paulo, Doutora em Ciências - Faculdade de Medicina da USP e Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Foi Presidente do Depto de Gerontologia da SBGG-SP, Presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG e Presidente do Conselho Estadual do Idoso de São Paulo. Atualmente é Coordenadora da Área Técnica da Saúde do Idoso da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Danilo Santos (Consulado Geral da Dinamarca) Graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP e Pós Graduado em Assuntos regulatórios. Atuou como Consulto de Saúde do Reino Unido UK Trade & Investment) e Gerente de Desenvolvimento de Negócios - Saúde e Ciências da Vida (Department For International Trade). Atualmente é Assessor de Relações Comerciais e Governamentais no Conselho de Comércio da Dinamarca na América Latina. Enilda Lara, MSc, PhD (HCor-PROADI) Graduada em Nutrição, Mestre em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-Graduação em Pediatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Doutora em Ciências da Saúde pelo Programa de Gerenciamento em Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP). Membro do COMPASSO - Programa Alimentar para Proteger o Coração e Membro do Comitê Diretivo do Programa Alimentar Brasileiro Cardioprotetor. Atua, ainda, como Coordenadora do Laboratório de Implementação de Conhecimento em Saúde (LICS) e de Projetos no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do PROADI-SUS do HCor. Hermelinda Pedrosa, MD (D-Foot | SBD) Graduada pela Universidade Federal da Paraíba, Fellowship em Diabetes na Radcliffe Infirmary, Oxford-UK e Título de especialista em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Atuou como docente da ESCS-DF (Escola Superior em Ciências da Saúde, Coordena o Polo de Pesquisa da Unidade de Endocrinologia da FEPECS (Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde), Hospital Regional de Taguatinga e Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal-SES-DF. Membro da Sociedades Brasileiras de Diabetes (SBD), onde foi presidente, da Associação Latino-Americana de Diabetes (ALAD), da American Diabetes Association (ADA), da SBEM. Coordena o Diabetic Foot Programme da International Diabetes Federation (IDF) para a região SACA. Atualmente é Diretora de Assuntos Governamentais da SBD e Vice-presidente D-Foot Internacional. Karina Mauro Dib (Secretaria Municipal de Saúde - SP) Graduada em Enfermagem pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), com Aprimoramento em Psicooncologia pelo A.C. Camargo Câncer. Especialista em Atenção Domiciliar e Linhas de Cuidado em Enfermagem, incluindo: Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Enfermagem Oncológica. Atuou como Supervisora Técnica em Saúde e atualmente é Assessora Técnica na Coordenação de Atenção Básica e representante da Área de Cuidado às DCNTs na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, onde compõe a equipe da Área Técnica do Programa Melhor em Casa. Laís Amaral, MSc, PhD (IDEC) Graduada em Nutrição pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP), Mestre e Doutora em Ciências pelo Departamento de Pediatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com um ano de Doutorado Sanduíche na Johns Hopkins Institute of Medicine. Membro da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável e faz parte do comitê coordenador da Comunidade de Prática América Latina e Caribe Nutrição e Saúde (Colansa). Atualmente é supervisora técnica do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Luciana Sardinha, MSc, PhD (Vital Strategies) Graduada em Nutrição pela Universidade de Brasília, Especialização em Epidemiologia e em Gestão Governamental pela UPIS, Mestre em Saúde Pública pela Universidade de Brasília, e Doutora pela Universidade de Brasília em Epidemiologia. Foi Consultora Nacional para doenças crônicas não transmissíveis da Organização PanAmericana de Saúde/Organização Mundial de Saúde, Coordenadora Geral de Doenças e Agravos não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Atualmente é Techinical Advisor of Epidimiology and Public Health da Vital Strategies. Luciano Drager, MD, PhD (ABSono) Graduado em Medicina, Doutor em Ciências pela FMUSP, Livre-Docência pelo Departamento de Cardiopneumologia e Pós-Doutorado pela Johns Hopkins University. Atuou como Orientador permanente da Pós-graduação da Cardiologia e da Nefrologia da FMUSP, Médico Assistente da Unidade de Hipertensão do Instituto do Coração (InCor), membro do Programa Jovens Lideranças Médicas da Academia Nacional de Medicina, do Corpo Editorial dos Periódicos Científicos Current Hypertension Reports e Sleep Science e do Corpo Editorial do periódico CHEST, além de atuar como investigador principal do estudo epidemiológico que está avaliando distúrbios de sono na Coorte do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Atualmente é Diretor da Unidade de Hipertensão da Disciplina de Nefrologia da FMUSP e Presidente da Associação Brasileira do Sono (ABSono). Marco Akerman, MD, MsC, PhD (FSP-USP) Graduado em Medicina, Especialista em Saúde Pública e Medicina Social pela Universidade Federal de Minas Gerais; Especialista em Gestão Hospitalar para o Setor Público - Fundação Getúlio Vargas; Mestrado em Planejamento e Financiamento do Setor de Saúde e PhD em Epidemiologia e Saúde Pública - Universidade de Londres; Especialista em Ativação de Mudanças na Graduação de Profissionais de Saúde - FIOCRUZ; Livre-Docente - FSP/USP. Foi Presidente da Associação Paulista de Saúde Pública e Vice-Presidente Regional para América Latina da União Internacional de Promoção e Educação na Saúde, fez consultorias para OPAS, FUNDAP-SP, Ministério da Saúde, ANS e Prefeituras/Secretarias Municipais. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Política, Gestão e Saúde / Faculdade de Saúde Pública-USP. Maria José Evangelista, MSc (CONASS) Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe, especialização em Administração Hospitalar pelo Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, especialização em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva - UFBA, especialização em Saúde Publica pelo Fundação Oswaldo Cruz, especialização em Evidence Based Chronic Illness Care pela University of Miami Miller School of Medicine e Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília. Atualmente é Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Maria Paula de Albuquerque, PhD (CREN | IEA-USP) Graduada em Medicina na Escola Paulista de Medicina, residência em Nutrologia e Metabologia Pediátrica pela UNIFESP/EPM, Doutorado em Ciências pelo departamento de Endocrinologia clinica da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (2015) e Título de atuação em Nutrologia Pediátrica pela ABRAN/SBP. Membro do Departamento científico de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (gestão 2005/2007 e 2007/2009) e do Departamento de Fisiologia da EPM/UNIFESP. Diretora Clínica do Centro de Recuperação e Educação Nutricional CREN/UNIFESP. Atualmente é Gerente Geral Clínica do CREN e Vice-Coordenadora do grupo de pesquisa Nutrição e Pobreza-IEA/USP Patrícia Izetti, MD, PhD (Ministério da Saúde) Graduada em Medicina e Doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Durante o doutorado, realizou investigação de biomarcadores e novos tratamentos para o câncer, tendo desenvolvido parte do seu projeto na França, no instituto IARC (International Agency for Research on Cancer), agência de pesquisa em câncer da Organização Mundial de Saúde (OMS), sediada em Lyon. Residência Médica em Radioterapia no Instituto Nacional de Câncer, experiência nos campos de radio-oncologia, oncologia molecular e oncogenética, com ênfase em estudos de radiobiologia e tratamentos radioterápicos, desenvolvimento de novas drogas anticâncer, identificação de biomarcadores diagnósticos e de resposta terapêutica e análises de predisposição hereditária ao câncer. Atualmente é Coordenadora da Coordenação-Geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo, da Secretaria de Atenção Primária a Saúde do Ministério da Saúde do Brasil (SAPS-MS). Tatiana Toporcov, PhD (FSP-USP) Graduada em Odontologia, Doutorado direto em Ciências odontológicas (concentração em odontologia social) pela Faculdade de Odontologia da USP, Pós Doutora em Epidemiologia pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Atualmente é Professora Doutora do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Tem experiência na área de Epidemiologia das Doenças e Agravos Não Transmissíveis, com ênfase em Epidemiologia do Câncer, atuando principalmente em estudos descritivos e pesquisas sobre fatores de risco e fatores prognósticos. Instituições participantes Abbott Abrale ACT Promoção da Saúde ADJ Diabetes Brasil Associação Brasileira de Hiercolesterolemia Familiar (AHF) Associação Brasileira do Sono (ABS) Associação Peter Pan Beneficência Portuguesa Boehringer Ingelheim Centro Universitário São Camilo CONASS COSEMS-BA Conselho Regional de Nutricionistas - 3ª Região (CRN-3) D-FOOT International Escola de Enfermagem da USP (EE-USP) Execution Health Faculdade de Saúde Pública da USP Fleximedical Fundação Novartis Fundação ProAr GEPRAPS Glic Governo da Dinamarca GT Agenda 2030 Health Innova HUB Hospital do Coração (HCor) Hospital Sírio-Libanês IFMSA Brazil Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Instituto Cordial Instituto CPD Instituto de Estudos Avançados (IEA-USP) Instituto de Saúde Mental e Diabetes Instituto do Coração (InCor-FM-USP) Instituto Obesidade Brasil Instituto Opy de Saúde Instituto Tellus Lar Amigos de Jesus Logicalis Ministério da Saúde Momento Saúde Editora Movimento TJCC Novartis Novartis Foudation Novo Nordisk Painel Brasileiro da Obesidade Pé de Feijão ResMed Roche Sanofi Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Secretaria Municipal de Saúde de Araguari Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo Sociedade Beneficente Caminho de Damasco (SBCD) Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) Tato Fisioterapia Inteligente Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Universidade Municipal São Caetano do Sul (USCS) Viatris Vital Strategies Parceiros Corporativos

  • Gincana da Jornada X - Finalista Melhores Projetos FórumDCNTs 2023

    Nome do Projeto: Gincana da Jornada X Responsáveis pelo projeto: Adriana Oliveira Lima, Adriana Odoni Fabri, Nayara Coury de Rezende e Paulo Roberto Pereira Instituição: LiveLab Instituições parceiras Roche e Escola Estadual Deputado Augusto Amaral. Sobre o Projeto O principal objetivo foi fazer os próprios jovens da Escola Estadual Deputado Augusto Amaral, localizada no bairro Vila Lageado, São Paulo (SP), engajarem sua comunidade escolar para organizarem uma Gincana temática e, assim, promover o aprendizado com a mão na massa, propondo soluções para prevenir os principais fatores de risco das CCNTs: tabagismo, consumo de álcool, sedentarismo e alimentação inadequada. Assim, como consequência, estimula-se a conscientização e o estímulo para bons hábitos, provocando adolescentes e jovens a serem mais vocais no assunto. Como metodologia de implementação do projeto, utilizou-se a Gincana da Jornada X, desenvolvida pela LiveLab no ano de 2021, que tem a inovação social como base, para engajar e mobilizar a comunidade escolar a partir da pedagogia ativa e lúdica. Já para a avaliação de resultados foram medidos: o desenvolvimento de competências sócio emocionais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) relacionados ao processo de aprendizagem; com invasão de cenário, grupo focal, roda de conversas e entrevistas; aplicação de questionários. A partir das mais de 300 respostas obtidas, quali e quantitativamente, com relação ao objetivo principal, 77% dos jovens afirmaram terem aprendido sobre os temas, sendo os 23% restantes majoritariamente estudantes que não participaram do projeto. Ressalta-se que a metodologia foi desenvolvida para estimular o protagonismo juvenil com princípios no aprendizado ativo e experiência do indivíduo, já que por meio de desafios lúdicos, estimula-se o desenvolvimento interpessoal, trabalho em grupo, capacidade de mobilização e criação de soluções com os recursos disponíveis ao redor. A Gincana já impactou 35 mil jovens de escolas públicas e, em parceria com o setor privado, foi tematizada para conscientizar e incentivar a atuação de adolescentes também sobre CCNTs e seus fatores de risco, a fim de exercerem a proatividade em relação a temas que usualmente se apresentam nesta faixa etária. Reunindo ONG, setor privado e público, a parceria buscou incentivar uma educação integral de qualidade e oportunidade de aprendizagem a todos, a fim de prevenir doenças, promover a saúde e gerar bem-estar em adolescentes e jovens e demais participantes voluntários da empresa, escola e familiares. Saiba Mais Relatório Gincana da Jornada X - Customizada para DCNTs Sobre a LiveLab - Inovação Social

  • Brasil é destaque em relatório revisado da OPAS sobre o combate ao tabagismo nas Américas

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) publica a edição revisada do “Relatório sobre o Controle do Tabaco para a Região das Américas 2022”, já com o progresso da implementação do pacote técnico MPOWER durante os anos de 2018 e 2021. O Brasil aparece em destaque em ações e políticas antitabagismo. O novo relatório aponta para o progresso significativo no controle do tabaco, mas apresenta lacunas que impedem a aceleração da agenda em nível global, com 26 dos 35 Estados Membros das Américas que implementam ao menos uma medida do pacote técnico MPOWER, o que representa 96% da população da região. Entre os países citados, 5,4% dos jovens entre 13 e 15 anos no Brasil fumam cigarros, sendo que 0,2% consomem o cigarro eletrônico. Entre os adultos acima de 18 anos, 12,6% das pessoas fumam tabaco, com prevalência de homens (15,9%) na comparação com as mulheres (9,6%). O país segue como destaque no pacote MPOWER com ações antitabagistas no transporte público, em escolas, hospitais, restaurantes, publicidade veiculada na televisão, rádio e internet, além de taxar os produtos de tabaco com crescimento de 57,15% para 81,55% nos impostos de cigarros entre os anos de 2008 e 2020. Mesmo com a região das Américas em destaque como segunda menor prevalência de consumo de tabaco no mundo, mais uma vez a pandemia de COVID-19 se apresenta como grande ameaça desses avanços na agenda. O crescente desenvolvimento de novos produtos com tabaco e nicotina surgem como grandes desafios para todas as políticas globais. Acesse o documento aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

  • Conheça a Estratégia de Saúde Digital para o Brasil até 2028

    Com o intuito de sistematizar e consolidar o trabalho realizado ao longo da última década, o Ministério da Saúde disponibiliza o documento “Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028”, a fim de apresentar as perspectivas das ações nessa área até 2028. A Estratégia de Saúde Digital (ESD) funciona como um guia para que as atividades e projetos, públicos e privados, potencializem ainda mais, com ideias alinhadas, para a transformação da saúde digital no Brasil. São três grandes eixos de ação a serem executados durante esse períodos, a fim de que o Plano de Ação da ESD seja alcançado com os recursos necessários para a implementação da Visão de Saúde Digital. Eixo 1 – Ações do MS para o SUS – Este eixo reconhece e valoriza o Programa Conecte SUS e suas iniciativas como ações essenciais para que a Visão de Saúde Digital seja alcançada. Eixo 2 – Definição de Diretrizes para Colaboração e Inovação em Saúde Digital – Este eixo reconhece e valoriza a necessidade de expansão e consolidação da governança e dos recursos organizacionais que sustentarão a Estratégia de Saúde Digital. Eixo 3 – Estabelecer e Catalisar a Colaboração – Este eixo visa à implantação do Espaço de Colaboração da Estratégia de Saúde Digital, como um espaço conceitual, virtual, distribuído, lógico e físico que viabilize a colaboração entre todos os atores em Saúde Digital, com claras definições de expectativas, papéis e responsabilidades O Plano de Ação para a Saúde Digital 2020-2028 também apresenta sete prioridades: Prioridade 1: Governança e liderança para a ESD Prioridade 2: Informatização dos três níveis de atenção Prioridade 3: Suporte à melhoria da atenção à saúde Prioridade 4: O usuário da Saúde Digital como protagonista Prioridade 5: Formação e capacitação de recursos humanos para a Saúde Digital Prioridade 6: Ambiente de interconectividade Prioridade 7: Ecossistema de inovação Acesse o documento aqui. Fonte: Ministério da Saúde

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