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  • Prêmio Pacto Contra a Fome tem inscrições abertas para iniciativas transformadoras - Até 10/07

    O Pacto Contra a Fome abre as inscrições para o “Prêmio Pacto Contra a Fome”, idealizado em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com premiações de até R$ 600 mil. As inscrições vão até 10/07. O Prêmio Pacto Contra a Fome tem como objetivo reconhecer, premiar iniciativas e dar visibilidade para que a transformação socioambiental trabalhe em prol do combate à fome e o desperdício de alimentos no Brasil. Ao todo serão seis iniciativas premiadas no valor de R$ 100 mil cada uma, totalizando R$ 600 mil em premiações. Para realizar a inscrição é necessário ler e conferir o edital do prêmio; acessar o HUB Pacto Contra a Fome; cadastrar sua organização seguindo as orientações indicadas; e preencher o formulário complementar. Cada organização pode inscrever mais de uma iniciativa para concorrer ao prêmio. Quem pode participar? Organizações da sociedade civil nacionais (fundações, associações sem fins lucrativos, sindicatos, cooperativas, entre outras); Organizações da sociedade civil internacionais que atuam no Brasil; Movimentos, redes e coletivos. Serão premiadas iniciativas que demonstrem relevância e impacto; capacidade ou potencial de replicação e escalabilidade e boas práticas de colaboração. Para garantir a diversidade e representatividade em todas as fases do Prêmio, serão priorizadas iniciativas: lideradas por pessoas pretas, pardas ou indígenas. realizadas em comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas. realizadas ou promovidas nas regiões Norte e Nordeste. Conheça as categorias São três categorias no Prêmio Pacto Contra a Fome, sendo uma iniciativa emergencial/assistencial e uma estrutural/permanente. Combate à fome; Redução ou reversão do desperdício de alimentos em favor do combate à fome; Promoção da segurança alimentar. Cronograma 23/5 a 10/7/2023 - Período de inscrições 27/7 a 17/8/2023 - Avaliação técnica das propostas 23/8 a 06/9/2023 - Convocação de semifinalistas para preenchimento do questionário complementar 11/9 a 25/9/2023 - Avaliação técnica das iniciativas semifinalistas 06/10 a 16/10/2023 - Seleção final do júri e auditoria Outubro de 2023 - Premiação das iniciativas vencedoras O que é o Pacto Contra a Fome? O Pacto Contra a Fome é um movimento suprapartidário e multissetorial que tem como propósito contribuir no combate à fome e na redução do desperdício de alimentos no Brasil. Temos como visão chegar em 2030 sem nenhuma pessoa com fome no país e, em 2040, com toda a nossa população bem alimentada. Afinal, o acesso à alimentação é um direito constitucional. Hoje, nos unimos por um sentimento comum: estamos inconformados com a fome em nosso país. Ainda mais porque produzimos muito e desperdiçamos todos os dias, em toda a cadeia de alimentos. Reconhecemos o tamanho e a complexidade do problema e, ao mesmo tempo, o quanto já vem sendo feito para enfrentá-lo. Considerando isso, queremos somar. Devemos entender que todos somos parte do problema e que, só juntos, poderemos encontrar a solução. Empresas, governo, sociedade civil organizada e cidadãos. Todos nós temos um papel no enfrentamento da fome e do desperdício. E precisamos agir de forma coordenada. Por isso, somos um Pacto Contra a Fome. Atuamos por meio da articulação e da inteligência, construindo sinergias entre o governo, o setor privado e a sociedade civil para realizar uma mudança estrutural e permanente. Com fome não dá! Acesse o regulamento aqui. Fonte: Pacto Contra a Fome

  • Asma: Unir esforços para melhorar cuidados! - Cobertura do Evento 19/05

    Evento Interativo do FórumDCNTs debate sobre as barreiras e dificuldades no avanço em diagnóstico e tratamento da asma, políticas e programas de saúde para avançar no enfrentamento e o engajamento de diferentes setores e stakeholders no Brasil O FórumDCNTs realizou na última sexta-feira, dia 19 de maio, o Evento Interativo “Asma: Unir esforços para melhorar cuidados!”, mediado pela Coordenadora do Grupo de Estudo e Pesquisa Respiratória na Atenção Primária à Saúde (GEPRAPS), Dra. Sônia Martins. O encontro de especialistas aconteceu no mês mundial da asma, que desde 1998 tem a primeira terça-feira de maio como dia oficial, portanto em 2023 esse marco aconteceu no dia 2 de maio. O debate também enfatizou o alarmante número de que seis pessoas morrem por dia no Brasil, devido à complicações da asma. (Confira todos os vídeos do Evento aqui). A Dra. Sônia Martins abriu o evento interativo com as boas-vindas aos painelistas e aos espectadores, e externou situações que envolvem a condição respiratória crônica não transmissível (CCNT). Em seguida o Dr. Rafael Miranda, Gerente Médico Sênior na AstraZeneca, destacou as atualizações recentes no tratamento da asma e pelo fato de ela por ser negligenciada pelas pessoas quanto à sua atenção. Na sequência, a Dra. Angela Honda, Líder de Programas Educacionais da Fundação ProAR, enfatizou a asma como uma condição comum e trouxe provocações pelo grande número de sub-diagnósticos, principalmente por não reconhecer a asma como uma CCNT, mas sim pelo nome de “bronquite”. Segundo dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), do Ministério da Saúde, seis pessoas morrem por dia no Brasil por complicações da asma, mas no atestado de óbito não aparece o “CID J45” para identificar a condição. A Dra. Angela ainda ressaltou que há tratamento disponível no SUS, mas tanto as pessoas com asma, quanto os profissionais de saúde, precisam da informação adequada para o seu tratamento com qualidade, já que a asma não tem cura, mesmo que os sintomas possam ser aliviados com o passar dos anos. Na primeira apresentação do evento, a Dra. Sandra Marques, Coordenadora e Consultora de Projetos Científicos da Associação Crônicos do Dia a Dia (CDD) e Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), comentou sobre a importância de monitorar fatores de risco para doenças respiratórias e implementar leis regulatórias, e destacou que para evitar o crescimento epidêmico das doenças é preciso tomar algumas medidas pelo lado econômico e reconhecer as doenças respiratórias crônicas na população. O meio e a forma como as pessoas vivem afetam sua saúde, em todas as fases da vida, portanto a elaboração e fortalecimento de políticas públicas, abordagens intersetoriais, assim como os protocolos existentes, citados pela Dra. Angela Honda, têm suma importância nesse enfrentamento à asma para a população. Para a Dra. Sandra, a mudança do modelo assistencial é fundamental, sempre baseada em evidência e na mobilização da sociedade, bem como a inovação da gestão. A falta de indicadores, porém, faz com que a saúde não seja planejada como um todo, portanto coletar e divulgar dados podem ditar o ritmo e cria a possibilidade de abordar a condição de forma melhorada. E os dados são alarmantes. O Dr. Eduardo Macário, representante da equipe de apoio institucional e participativo do Ministério da Saúde para Santa Catarina, destacou ações e recomendações para aumentar o diagnóstico e melhorar cuidados da asma e outras condições respiratórias, com ênfase nos números divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) ao apontar que 23 em cada 100 pessoas apresentaram sintomas de asma ao longo de 2022. Com 23% da população brasileira apresentando sintomas de asma, o Dr. Eduardo enfatizou que o Sistema Único de Saúde (SUS) poderia estar mais preparado para atender prontamente esse agravo, bem como reconhecer os sintomas e agir em momentos de crise. Ainda ressaltou que a asma carece do diagnóstico correto, já no primeiro atendimento, e do fluxo de atendimento adequado, para motivar que a maior parte das pessoas com asma possam ser atendidas, e a telemedicina é uma grande aliada da saúde para com a população. O próximo especialista foi o Sr. Alessandro Chagas, Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), responsável por comentar as principais dificuldades para o diagnóstico e acompanhamento da asma e outras doenças respiratórias crônicas no setor público. Como destaque inicial, o Sr. Alessandro defendeu a ampliação na Estratégia Saúde da Família (ESF), que tem como objetivo reorganizar a atenção básica no Brasil. Também foi ressaltada a necessidade de aumentar a sensibilidade do diagnóstico e tratar a asma como uma doença crônica, além de alavancar o movimento educacional de qualificação dos profissionais da saúde. Por fim, a Sra. Karina Mauro Dib, Diretora da Divisão de Doenças Crônicas na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, destacou o trabalho da ESF no SUS, e ressaltou que atualmente são 470 Unidades Básicas de Saúde (UBS) na cidade de São Paulo, e há UBS com aproximadamente 30 mil habitantes em uma única unidade. O Plano Municipal de Saúde de São Paulo, baseada na Agenda 2030, tem como foco diminuir a mortalidade precoce, e para isso passa por ações de gestão como os indicadores de monitoramento para diminuir a mortalidade por DCNTs, e na parte estrutural há as mudanças no processo de linhas de cuidados para serem acessíveis a todos os profissionais, bem como os projetos em conjunto pelo trabalho de intersetorialidade. Debate – Como podemos nos comprometer com ações intersetoriais para acelerar a otimização de diagnósticos e tratamento da asma no Brasil? Para iniciar o debate, que teve como tema o comprometimento de todas as partes com ações intersetoriais para acelerar a otimização de diagnósticos e tratamento da asma no Brasil, o Dr. Rafael Miranda enfatizou que o principal ponto para acelerar e otimizar o diagnóstico e tratamento da asma é a educação continuada, seja para profissionais de saúde, seja para as pessoas que precisam desse atendimento, assim como os mecanismos para adesão das pessoas com asma. Assim como a saúde pública precisa atender a população, a pessoa que utiliza esse serviço também precisa reconhecer sua condição e entender todos os procedimentos para que possa ser atendido com qualidade e efetividade, além de desmistificar o uso do dispositivo inalatório, essencial para o acompanhamento médico. A Dra. Sônia Martins complementa que o atendimento mais abrangente demanda tempo, e essa necessidade esbarra nas necessidades do sistema de saúde, que precisa otimizar esse número para entregar cuidados de qualidade. Corroborando a essa fala, o Sr. Alessandro Chagas reforçou a importância do atendimento ser mais humanizado, principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS), sendo este o fator fundamental para que a pessoa com a condição respiratória esteja no centro das atenções, e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) pode auxiliar. Ainda complementou que o Brasil tem apenas 2% de servidores públicos entre os países da OCDE, sendo que a média é de 22,5%. Em complemento, o Dr. Eduardo Macário deu destaque para a telemedicina e seus benefícios a fim de atender a alta demanda que o Brasil tem para com a asma. Para ele existe um arsenal terapêutico de terapias disponíveis, mas a saúde digital aparece com força, porque a APS precisa atender de forma ampla, bem como os investimentos na rede de atenção e o acompanhamento integral da pessoa com a condição para que seja parte do processo. A Dra. Sandra Marques corrobora com a atenção para a pessoa com a CCNT para que exista a comunicação em saúde a fim de que tanto a condição quanto o indivíduo, no singular, tenham a atenção adequada no atendimento. O Dr. Eduardo ainda frisou mais uma vez: asma é uma doença crônica, e com tratamentos disponíveis na APS. Apenas 5% dos casos de asma são considerados graves, sendo necessário o acompanhamento através da Atenção Especializada. A importância de observar a pessoa para saber se tem as condições necessárias na adesão ao tratamento é essencial e para ampliar esse escopo é necessário ter a telemedicina em pleno funcionamento. Já a Sra. Karina Mauro Dib fomentou a necessidade de cada vez mais parcerias intersetoriais acontecerem para melhorar o diagnóstico, como na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), e comentou sobre a espirometria em seis pontos focais na cidade de São Paulo, com atendimentos que aumentaram em larga escala com a pandemia de Covid-19. Por fim, a Dra. Angela Honda mencionou que é preciso ter conhecimento no que faz, seja pela pessoa, seja pelo profissional de saúde, a fim de que nenhum processo seja perdido. Para ela, assim como na atenção à hipertensão e ao diabetes anos atrás, o itinerário com a asma precisa ser conduzido de maneira adequada no acompanhamento médico. Ainda, ela reforça a necessidade da equipe multiprofissional nas condições respiratórias, com destaque para nutricionistas e fisioterapeutas, principalmente pela grande perda muscular nesse processo. Em Minas Gerais, por exemplo, o Hospital das Clínicas ofereceu tele-espirometria para mais de 100 municípios em 2022, um ponto positivo nesse quesito. Em resumo, a asma é e precisa ser tratada como uma condição crônica não transmissível e que na maioria dos casos pode ser acompanhada e gerenciada com tecnologias disponíveis na APS. Tantos os profissionais de saúde, quanto as pessoas com essa condição, devem ser engajadas a aprenderem cada vez mais e fazer parte do processo, portanto, envolver todos os atores para que a saúde de qualidade, a partir da intersetorialidade, seja promovida. Na Imprensa: Mundo Marketing Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • OMS faz alerta sobre progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança a edição de 2023 do relatório anual de Estatísticas Mundiais de Saúde com os dados atualizados referentes aos impactos da pandemia de Covid-19, além dos números alarmantes sobre o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável relacionados à saúde (ODS). O estudo tem como base o ano de 2022 e preocupa a sociedade pela estagnação do progresso da saúde nos principais indicadores em comparação com o intervalo entre 2000 e 2015. A pandemia também teve participação direta no crescente número de casos de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). As mortes causadas por DCNTs cresceram consideravelmente e agora são responsáveis por 75% de todas as vidas perdidas anualmente. E o cenário tende a piorar. Estima-se que as complicações dessas condições sejam responsáveis por cerca de 86% das 90 milhões de mortes anuais até 2050, ou seja, 77 milhões de óbitos até meados do século XXI serão causadas por DCNTs, um aumento de 90% em comparação aos números de 2019, antes da pandemia. Com o relatório apresentado, a OMS apresenta mudanças necessárias em diversos indicadores de saúde. Um deles seria reduzir em 11,6% ao ano, até 2030, a taxa de mortalidade materna para atingir a meta dos ODS. Mesmo que a redução de alguns fatores de risco como consumo de álcool, tabagismo, e violência, a OMS afirma que o progresso foi inadequado e a poluição do ar, por exemplo, continua alta, assim como a obesidade, fator que não há previsão de redução imediata desses dados. No Brasil, a probabilidade de mortes por qualquer DCNT, como doença cardiovascular, câncer e diabetes, é de 15,5%. Entre os fatores de risco, o consumo de álcool por pessoa no Brasil a partir dos 15 anos de idade é de 7,7 litros anuais, enquanto a prevalência do uso de tabaco desse mesmo público é de 12,8%. Já o excesso de peso em crianças a partir dos cinco anos de idade é de 10,3%. A Dra. Samira Asma, diretora-geral adjunta da OMS, ressalta a importância de engajar todos os setores para cumprir a agenda ODS 2030 e que a exigência é por encontrar caminhos para isso. “A pandemia do COVID-19 é um lembrete importante de que o progresso não é linear nem garantido. Para nos mantermos no rumo da agenda ODS 2030, devemos agir de forma decisiva e coletiva para gerar um impacto mensurável em todos os países”, explica. Acesse o documento na íntegra aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Conferência Livre de Vigilância, Prevenção e Atenção à Saúde das Pessoas com CCNTs - 29/05 às 13h30

    O QUE SÃO CONFERÊNCIAS LIVRES? As Conferências Livres do Conselho Nacional de Saúde são espaços democráticos para fortalecer o processo de participação da sociedade na formulação e implementação de políticas de saúde no país. Nelas, os participantes têm a oportunidade de debater questões que são relevantes para a saúde pública, tais como: acesso aos serviços de saúde, qualidade do atendimento, atenção básica, prevenção e controle de condições, entre outras. O QUE ESPERAR DESSA CONFERÊNCIA? A Conferência Livre de Vigilância, Prevenção e Atenção à Saúde das Pessoas com Condições/Doenças Crônicas não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs) e Promoção da Saúde, organizada pelo FórumDCNTs, visa debater e aprovar ações efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências nas áreas de prevenção e tratamento da obesidade, câncer e interoperabilidade de sistemas, doenças cardiovasculares e diabetes. O FórumDCNTs identifica e compila anualmente as prioridades sobre as diferentes CCNTs e seus fatores de risco, com o objetivo de facilitar a implementação de estratégias para a prevenção, rastreio, diagnóstico, controle e tratamento das CCNTs no Brasil, resultando na Carta de Prioridades. O material é o compilado de mais de 200 instituições que se dedicam aos cuidados das DCNTs. A proposta da Conferência Livre é validar essas prioridades e alçá-las como propostas para a 17ª Conferência Nacional de Saúde. POR QUE PARTICIPAR? Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano as Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) matam mais de 41 milhões de pessoas no mundo, o que equivale a 74% do total de mortes anuais. Deste total, 17 milhões são consideradas mortes prematuras, por afetarem pessoas antes dos 70 anos de idade, sendo que 86% dessas ocorrem em países de baixa e média renda. As doenças cardiovasculares são responsáveis pela maioria das mortes por CCNTs, seguidas por cânceres, doenças respiratórias crônicas e diabetes. O uso de tabaco, sedentarismo, uso prejudicial de álcool e dietas pouco saudáveis estão entre os principais fatores de risco para mortalidade por CCNTs. No Brasil, as CCNTs são responsáveis por mais de 75% do total de mortes anuais: em 2019 foram responsáveis por mais de 730 mil óbitos registrados, sendo 41,8% (308.511) deles prematuramente. Por tudo isso, podemos considerar que vivemos uma verdadeira epidemia de CCNTs que, além de apresentarem uma alta taxa de mortalidade, têm a capacidade de apresentar consequências devastadoras para a saúde de indivíduos, famílias e comunidades, além de sobrecarregar os sistemas de saúde. Os custos socioeconômicos associados às CCNTs tornam a prevenção e o controle dessas doenças um grande imperativo de desenvolvimento para o século XXI. Um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU é assegurar uma vida saudável; a meta 3.4 em específico objetiva até 2030 a redução em 1/3 da mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento. Portanto, para que o Brasil consiga cumprir o objetivo mencionado e a meta 3.4 em particular, é necessário priorizar de imediato ações de promoção da saúde, implementando políticas públicas intra e intersetoriais e parcerias entre todas as entidades públicas e privadas, visando fortalecer a vigilância, a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das CCNTs. Nesse ponto, é fundamental identificar e favorecer a implementação no SUS de estratégias integradas, sustentáveis, custo-efetivas e baseadas em evidências para a prevenção, rastreio, diagnóstico, controle e tratamento das Condições e Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs) no Brasil, garantindo o direito dos cidadãos de acesso à saúde, além de políticas efetivas de prevenção e promoção da saúde. O objetivo desta conferência livre se relaciona diretamente com o tema “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã Vai Ser Outro Dia” e com os eixos temáticos “O Brasil que temos. O Brasil que queremos” e “Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia”, uma vez que a defesa do SUS e a garantia de direitos a todas as pessoas que vivem com CCNTs serão capazes de garantir a vida e que o amanhã será, de fato, outro dia para todos os brasileiros, independentemente da condição de saúde de cada um. É essencial que os órgãos competentes tenham um olhar de entendimento sobre as CCNTs na lógica de uma vigilância eficaz, um diagnóstico precoce e um tratamento efetivo para todos, além de políticas de prevenção e promoção da saúde efetivas e sustentáveis.

  • Modelo da OMS apresenta caminhos para o gerenciamento da obesidade no Brasil e no mundo

    A obesidade é uma condição em evidente crescimento no Brasil e no mundo, basta verificar os dados do Atlas Mundial da Obesidade 2023, que destaca o predomínio de 41% da população adulta com obesidade em 2035. Todos os esforços intersetoriais direcionados no gerenciamento dessa condição crônica não transmissível é pauta da Organização Mundial da Saúde (OMS), com o "Modelo de prestação de serviços de saúde para prevenção e gestão da obesidade”. Os esforços de diferentes setores para promover a alimentação saudável e a prática de exercícios físicos ainda não surtiram o efeito desejado na redução da obesidade. O novo modelo da OMS visa ser a base sólida na promoção da saúde em diferentes países, e que pode ser adequada aos sistemas de saúde de acordo com cada realidade pelo planeta, com oportunidades na integração e ativação de cuidados que já existem, ou seja, melhorar o que já existe ao contrário de criar novas soluções. O documento é divulgado em meio a 76ª Assembleia Mundial da Saúde (World Health Assembly - WHA), que acontece entre os dias 21 e 30 de maio em Genebra, na Suíça. O Brasil é um dos 28 países que receberá apoio da OMS para acelerar o enfrentamento da obesidade. O Plano de Aceleração da OMS chamado “STOP Obesity” também tem participação na estrutura com intervenções adicionais desse pacote prioritário, com o objetivo de promover o acesso aos serviços para os cuidados com a obesidade em todas as faixas etárias. Acesse o documento aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • OMS pede o fim de subsídios dos governos para plantações de tabaco

    Pedido da Organização Mundial da Saúde acontece pouco antes do Dia Mundial sem Tabaco em 31 de maio; OMS também apoia os cultivos mais sustentáveis ​​e que podem alimentar milhões de pessoas O Dia Mundial sem Tabaco acontece no dia 31 de maio e a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz o apelo para que os governos pelo mundo parem de subsidiar plantações de tabaco e busquem apoiar aos cultivos sustentáveis de alimentos. A partir desse fato, a ACT Promoção da Saúde elabora a “Carta sobre a urgência da retomada do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco”, endossada pelo FórumDCNTs. Criado em 1987 pela OMS, o Dia Mundial sem Tabaco é o momento que busca alertar sobre as consequências negativas que seu consumo traz, principalmente com relação às doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). O Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS, destaca que a troca do tabaco por alimentos é o que há de mais necessário na sociedade atual. “O tabaco é responsável por 8 milhões de mortes por ano, mas os governos de todo o mundo gastam milhões apoiando as plantações de tabaco. Ao escolher cultivar alimentos em vez de tabaco, priorizamos a saúde, preservamos os ecossistemas e fortalecemos a segurança alimentar para todos”, completa. Atualmente são mais de 300 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar aguda no planeta, sendo que 3 milhões de hectares de terra, em mais de 120 países, cultivam o tabaco. Estima-se que aproximadamente 1 milhão de crianças trabalhem em fazendas de tabaco e o Dr. Ruediger Krech, Diretor de Promoção da Saúde da OMS, alerta para esses riscos de quem trabalha no plantio. “O tabaco não é apenas uma grande ameaça à insegurança alimentar, mas também à saúde em geral, incluindo a saúde dos produtores de tabaco. Os agricultores estão expostos a pesticidas químicos, fumaça de tabaco e tanta nicotina quanto encontrada em 50 cigarros – levando a doenças como doenças pulmonares crônicas e envenenamento por nicotina". Com o pensamento de fazer a diferença e apoiar a OMS, a ACT Promoção da Saúde elabora a “Carta sobre a urgência da retomada do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco”, que vai de encontro ao tema do Dia Mundial Sem Tabaco de 2023 “Precisamos de alimentos, não de tabaco”. Endossada pelo FórumDCNTs, a carta tem a intenção de conscientizar sobre o controle do tabaco, e fomentar a promoção da alimentação saudável e adequada, bem como a proteção do meio ambiente e das próprias pessoas que cultivam tabaco. Esse documento será entregue ao Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Luiz Paulo Teixeira Ferreira, convidado para o Congresso Nacional na próxima segunda-feira (29) para a Solenidade em virtude do Dia Mundial Sem Tabaco. A ACT Promoção da Saúde coleta adesões institucionais à carta. Caso a Instituição, representada formalmente por você deseja aderir, por favor preencha o formulário até dia 30 de maio de 2023, às 14h. Acesse a carta da ACT Promoção da Saúde aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde e ACT Promoção da Saúde Veja também: Niterói proíbe venda de alimentos ultraprocessados nas escolas após Projeto de Lei ACT publica Nota Técnica sobre Reforma Tributária para produtos nocivos à saúde Ofício da ACT ao MS, sobre Controle do Tabaco, é endossado pelo FórumDCNTs e outras 87 entidades

  • Orientações FórumDCNTs: Consulta CONITEC sobre Liraglutida para tratamento de obesidade - Até 31/05

    Através da presente recomendação, o FórumDCNTs pretende mobilizar os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 31/05, com a Consulta Pública CONITEC nº 17/2023 - Liraglutida 3mg para o tratamento de pessoas com obesidade e IMC acima de 35kg/m², pré-diabetes e alto risco de doença cardiovascular através do seguinte link: Consultas Públicas. A recomendação preliminar da CONITEC é desfavorável à incorporação da Liraglutida 3mg para o tratamento de pessoas com obesidade e IMC acima de 35kg/m², pré-diabetes e alto risco de doença cardiovascular. O FórumDCNTs discorda da recomendação preliminar da CONITEC porque considera que a incorporação de liraglutida será um passo importante para melhorarmos os resultados muito preocupantes da obesidade no país, condição com um impacto econômico estimado em 2019 de 2% do PIB e uma prevalência crescente estimada em 20,3% (dados do Global Obesity Observatory, 2022). Múltiplos estudos apontam que a Liraglutida 3mg é eficaz para pessoas com obesidade, conduzindo a perdas de peso clinicamente significativas; no estudo SCALE, por exemplo, que envolveu pessoas com obesidade sem DM2 que receberam liraglutida 3,0 mg ou placebo, a liraglutida mostrou-se mais eficaz em termos de perda de peso, com maior proporção de pessoas que perderam >5%, >10% e >15% do peso em 1 ano. O tratamento com liraglutida foi também associado a reduções nos fatores de risco cardiometabólicos (incluindo circunferência da cintura, pressão arterial e marcadores inflamatórios), maiores reduções nas variáveis glicêmicas em jejum e pós-prandial e melhorias na sensibilidade à insulina. Outro estudo demonstrou que a adição de liraglutida 3mg/dia à terapia quase dobrou a perda de peso média produzida apenas pelo aconselhamento comportamental em 1 ano. Essas evidências sugerem ser altamente provável gerar benefícios substanciais para a saúde e economia de custos a longo prazo, especialmente se a perda de peso puder ser mantida, conforme demonstrado nos resultados de 3 anos do estudo SCALE. A liraglutida 3 mg é uma das alternativas terapêuticas citadas pela Diretriz Brasileira de Obesidade (2016) para o tratamento farmacológico da obesidade. A Diretriz Brasileira de Obesidade recomenda que o tratamento farmacológico seja indicado quando o indivíduo apresenta IMC maior ou igual a 30 kg/m², quando apresenta IMC maior ou igual a 25 kg/m² na presença de alguma comorbidade, ou ainda, quando falha em perder peso com o tratamento não farmacológico; no entanto, atualmente o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Obesidade e Sobrepeso em Adultos publicado em novembro de 2020 não inclui nenhum tratamento farmacológico para a obesidade, o que consideramos uma limitação neste PCDT, uma vez que a disponibilização de fármacos como a liraglutida poderia reduzir o grande impacto desta grave condição no nosso país, e auxiliar a atingirmos a meta do plano de DANT (2021-2030), de frear o aumento da obesidade no país. Recentemente a própria OMS colocou em seu documento Health service delivery framework for prevention and management of obesity que os serviços de saúde devem entregar tratamento, reabilitação e gestão a longo prazo de obesidade, complicações e comorbidades para melhorar os resultados de saúde, a qualidade e expectativa de vida, o que inclui, entre outros aspetos, a farmacoterapia. A inclusão da Liraglutida na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial de Saúde (OMS) está em análise. Segundo a OMS, os medicamentos essenciais adicionados à Lista devem estar disponíveis em sistemas de saúde em todos os momentos, em formas de dosagem apropriadas, de qualidade garantida e a preços que os indivíduos e os sistemas de saúde possam pagar. Pelas razões apresentadas, o FórumDCNTs reafirma que a incorporação Liraglutida 3mg para o tratamento de pessoas com obesidade e IMC acima de 35kg/m², pré-diabetes e alto risco de doença cardiovascular é de grande importância e esperamos que o parecer final seja favorável. Reiteramos que o FórumDCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, através dos links abaixo. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para contribuir com as suas opiniões e experiências sobre Liraglutida 3mg para o tratamento de pessoas com obesidade e IMC acima de 35kg/m², pré-diabetes e alto risco de doença cardiovascular, é necessário acessar o formulário de experiência e opinião: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-17-2023-opiniao-liraglutida-3mg-para-o-tratamento-de-pacientes-com-obesidade-e-imc-acima-de-35kg-m-pre-diabetes-e-alto-risco-de-doenca-cardiovascular Para apresentar uma contribuição técnica (evidências científicas e/ou clínicas, impacto econômico, outras contribuições), é necessário acessar o formulário técnico-científico: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-17-2023-tecnico-cientifico-liraglutida-3mg-para-o-tratamento-de-pacientes-com-obesidade-e-imc-acima-de-35kg-m-pre-diabetes-e-alto-risco-de-doenca-cardiovascul Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e insumos estratégicos; Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas de Sobrepeso e Obesidade em Adultos. Brasília; 2020. Diretrizes brasileiras de obesidade 2016. ABESO - Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. 4.ed..São Paulo, SP. Global Obesity Observatory, 2022, World Obesity Federation. [Internet]. Disponível em: https://data.worldobesity.org/country/brazil-27. [Acesso em: 21/09/2022]. Le Roux, C.W., Astrup, A., Fujioka, K., Greenway, F., Lau, D.C.W., Van Gaal, L., et al.. 3 years of liraglutide versus placebo for type 2 diabetes risk reduction and weight management in individuals with prediabetes: a randomised, double-blind trial.The Lancet. VOLUME 389, ISSUE 10077, P1399-1409, 2017. doi:https://doi.org/10.1016/S0140-6736(17)30069-7 Pi-Sunyer, X., Astrup, A., Fujioka, K., Greenway, F., Halpern, A., Krempf, M., Lau, D.C.W., Le Roux, C.W., Ortiz, R.V., Jensen, C.B., Wilding, J.P.H. for the SCALE Obesity and Prediabetes NN8022-1839 Study Group. A Randomized, Controlled Trial of 3.0 mg of Liraglutide in Weight Management. N Engl J Med 2015; 373:11-22. doi: 10.1056/NEJMoa1411892 Wadden, T.A., Walsh, O.A., Berkowitz, R.I., Chao, A.M., Alamuddin, N., Gruber, K., Leonard, S., Mugler, K., Bakizada, Z., Tronieri, J.S.. Intensive Behavioral Therapy for Obesity Combined with Liraglutide 3.0 mg: A Randomized Controlled Trial. Obesity (Silver Spring). 2019 Jan;27(1):75-86. doi: 10.1002/oby.22359. WHO. Health service delivery framework for prevention and management of obesity. Geneva: World Health Organization; 2023. [Internet]. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240073234. [Acesso em: 22/05/2023].

  • Fiotec abre Chamada Pública para Soluções Tecnológicas em Saúde - Até 18/11

    A Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), está com inscrições abertas para Chamada Pública sobre “Desenvolvimento de Soluções Tecnológicas na Saúde”. As inscrições vão até o dia 18/11. O edital tem por objetivo selecionar projetos inovadores, de diversos segmentos, relacionados ao Programa de Inovação da Educação em Saúde (PIES) que objetivam prospectar e desenvolver ideias de soluções tecnológicas para serem desenvolvidas por startups. Podem participar startups e empreendimentos inovadores por todo o Brasil, sendo que o valor para cada projeto pode variar de R$ 20 mil a R$ 30 mil. Para realizar a inscrição, que é gratuita, é necessário acessar o edital com todas as informações acerca da chamada pública. O que é o PIES? O Pies foi criado para orientar, desenvolver e implementar projetos de inovação que estejam alinhados às rápidas transformações tecnológicas provenientes da indústria 4.0, voltados para o fomento da formação de profissionais em áreas da saúde que sejam capazes de se adaptar às necessidades globais, o que impactaria de forma positiva as políticas públicas educacionais em saúde. O Programa se divide em eixos estratégicos, sendo cada um deles responsável pela realização de um projeto. Em 2021, no Eixo 1: Inovação Organizacional, o Pies desenvolveu o projeto “Eu Inovo, Tu Inovas”, que capacitou 50 colaboradores do MEC na temática da inovação. Atualmente, encontra-se em desenvolvimento o Eixo Estratégico 2: Soluções Tecnológicas 4.0. Inscreva o seu projeto aqui. Fonte: Ministério da Educação

  • Projeto finalista de concurso do FórumDCNTs é listado como iniciativa modelo pela OMS

    Linha de Cuidado da Apneia do Sono em Araguari (MG) foi um dos cinco projetos selecionados no Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às DCNTs/CCNTs em 2022. O FórumDCNTs anuncia que o projeto “Linha de Cuidado da Apneia do Sono em Araguari (MG)” foi listado na Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma iniciativa modelo do “Repositório de ações multissetoriais sobre DCNTs e condições de saúde mental”. O projeto foi um dos cinco selecionados e premiados no Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às DCNTs/CCNTs 2022. O Concurso de Melhores Projetos FórumDCNTs 2022, que teve os resultados apresentados durante o 11º Encontro do FórumDCNTs, em outubro do ano passado, teve como finalista o projeto “Diretriz municipal para diagnosticar rapidamente e gerenciar remotamente o tratamento da síndrome da apneia/hipopneia obstrutiva do sono na atenção primária à saúde”. Após o rigoroso processo de avaliação, a OMS listou três projetos brasileiros, e um deles foi submetido à oportunidade divulgada amplamente pelo FórumDCNTs. Essa divulgação acontece após solicitação dos Estados Membros da OMS para documentar e analisar iniciativas nacionais bem-sucedidas em ações governamentais multissetoriais para a prevenção e controle de DCNTs e condições de saúde mental. Ao todo são 95 projetos mapeados que podem ser acompanhados pela plataforma online da OMS. Conheça o projeto O projeto “Linha de Cuidado da Apneia do Sono em Araguari (MG)” tem como responsável a Dra. Marislene Nunes, que representa a Secretaria Municipal de Saúde de Araguari (MG). A iniciativa tem como objetivos: implantar e viabilizar a Linha de Cuidado da Apneia do Sono (SAOS); orquestrar e implementar estratégias de ampliação de acesso; promover ações de educação permanente para a construção de habilidades, competências e cuidado interdisciplinar para os profissionais na prevenção e tratamento das DCNTs; ampliar a informação sobre a saúde à comunidade e sobre as consequências dos transtornos do sono. O FórumDCNTs e seus parceiros parabenizam e cumprimentam a equipe implementadora por mais essa conquista de muita importância e relevância para a continuidade de projetos que fazem a diferença, por meio de parcerias intersetoriais para o enfrentamento às CCNTs/DCNTs no Brasil. Acesse o resumo do projeto aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Vacinas: Atualizações, Avanços e Perspectivas - Cobertura do Evento 24/04

    Evento Interativo do FórumDCNTs debate sobre o status da cobertura vacinal no Brasil, a otimização do acesso a vacinas nos CRIEs para pessoas com CCNTs e quais ações podem ser tomadas para esses avanços O FórumDCNTs realizou na última segunda-feira, dia 24 de abril, o Evento Interativo “Vacinas: Atualizações, Avanços e Perspectivas - Grupos Prioritários, CCNTs/DCNTs e Toda a População”, mediado pelo Coordenador Geral do FórumDCNTs, Dr. Mark Barone. O encontro de especialistas na Semana Mundial de Vacinação debateu sobre diversos pontos acerca da baixa cobertura vacinal no país, além do alarmante dado que 88,9% das mortes por Influenza aconteceram em pessoas com fatores de risco, como doenças cardiovasculares e diabetes. (Confira todos os vídeos do Evento aqui). O Dr. Mark Barone abriu o evento interativo com as boas-vindas aos painelistas e aos espectadores, contextualizou a temática da live e engajou a todas as pessoas, com CCNTs/DCNTs ou não, a se vacinarem. Uma nova publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que ¾ (75%) das crianças perderam vacinas em 20 países durante o ano de 2021, e o Brasil é uma das nações que está entre os elencados pelo estudo, fato que causa preocupação durante e no pós-pandemia. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), juntamente com os países e territórios da Região das Américas e seus parceiros, promovem a 21ª Semana de Vacinação nas Américas (SVA) e a 12ª Semana Mundial de Imunização (SMI), que acontecem entre os dias 22 e 29 de abril de 2023. A partir dessa campanha, a Sra. Lely Guzmán, Especialista em Imunização da OPAS no Brasil, ressaltou a força do Brasil em seu programa de vacinação há 50 anos, com a erradicação da poliomielite, por exemplo, além de bons trabalhos contra o tétano neonatal e sarampo. O combate às fake news sobre as vacinas também precisa ser constante e de todos os setores, assim como a capacitação e renovação dos profissionais de saúde. A Sra. Lely também demonstrou preocupação pela confirmação de um caso de poliomielite aguda no Peru, país que faz fronteira com o Brasil nos estados do Acre e Amazonas. Outro caso também aconteceu em Nova York, nos Estados Unidos, em agosto de 2022, quando um jovem com contato direto com água de esgoto foi contaminado. O Dr. Eder Gatti, Diretor do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, também confirmou que faltam as doses orais contra a poliomielite. Ainda sobre as vacinas, há estoque de imunizantes como Monovalentes e Meningite B, enquanto vacinas contra Tríplice viral e Hepatite B estão em estado limítrofe. Na sequência a Dra. Margareth Dalcolmo, Presidenta da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e Embaixadora do Movimento Nacional pela Vacinação, afirmou o compromisso da SBPT para a cobertura vacinal da população adulta ao informar que 13% da população brasileira tem asma, DPOC, enfizemas pulmonares e doenças respiratórias, as quais são agravadas sem as imunizações necessárias. Para a Dra. Margareth é fundamental aumentar a cobertura de vacinas para o vírus da Influenza e a incorporação de novos imunizantes também para a população adulta, por exemplo com relação ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e vacinas antipneumocócicas, assim como recuperar a vacina BCG, que protege contra formas graves de tuberculose em recém-nascidos, até 2025 e recomendar a vacina em duas doses contra Herpes Zóster, principalmente para pessoas com condições respiratórias, assunto que ganhou desdobramentos com o Dr. Renato Kfouri. O Primeiro Secretário da Sociedade Brasileira Imunizações (SBIm) explicou que o Herpes Zóster seria uma reativação da catapora que se apresenta na infância e que a sua incidência é maior em pessoas imunocomprometidas comparado a população em geral, sendo cerca de nove vezes maior. Outra condição citada pelo Dr. Renato foi a pneumonia pneumocócica, em que a taxa de hospitalização por 100 mil habitantes é 22 vezes maior a partir dos 65 anos, na comparação dos adultos entre 18 e 44 anos de idade (12,1 para 274,1). Um alento são as possíveis chegadas das vacinas penumo - 15 e pneumo – 20, já licenciadas em outros países. Em complemento, o Dr. Eder Gatti demonstrou preocupação com a queda da cobertura vacinal no Brasil que acontece desde 2015 e como os movimentos antivacinas desafiaram ainda mais o Programa Nacional de Imunização. Para ele, organizar os sistemas de informação é fundamental, já que o sistema nominal precisa continuar e reunir os documentos de cada pessoa, como o CPF e a carteira de vacinação. A articulação envolve a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), por conta do e-SUS e DataSUS. Também anunciou uma ação nacional de multivacinação em municípios prioritários pelo Brasil, com os menores indicadores, no segundo semestre, inclusive com ações nos estados do Acre e Amazonas pelo caso de poliomielite no Peru, confirmado no fim de março deste ano, como mencionou a Sra. Lely Guzmán. E não apenas a questão da poliomielite ganhou destaque, como a baixa cobertura vacinal contra o HPV também. A Profª Tércia Moreira, Professora e Pesquisadora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou o status atual da cobertura vacinal no país com dados iniciais do ano de 2020, quando a cobertura da vacina contra o sarampo foi de 73%, enquanto 83% das crianças com menos de um ano foram vacinadas contra a poliomielite. O estudo apresentado pela Profª Tércia teve como tema central a vacinação contra o HPV, um dos imunizantes afetados pela pandemia de COVID-19 e que não atingiu a meta de vacinar 80% dos meninos e meninas entre 9 e 13 anos. Em 2014, porém, houve o primeiro “golpe” com a divulgação midiática em Bertioga-SP, que ocasionou a interrupção das campanhas de vacinação nas escolas por supostas reações da vacina, quando na verdade eram reações de ansiedade pós-vacina. A seguir foi apresentado um estudo com base da Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE) de 2019, com uma amostra composta por 160.721 estudantes de escolas públicas e privadas, com idade entre 13 e 17 anos. No Brasil, 62,9% dos escolares que participaram da PeNSE referiram que foram vacinados contra o HPV, mas com diferenças quanto ao sexo, dependência administrativa da escola e regiões, sendo 76,1% entre as meninas e 49,1% entre os meninos. Grande parte dos não vacinados afirmaram que o principal motivo era não saber que precisava ser imunizado, sendo Alagoas o estado mais afetado com 65,12%, e Santa Catarina o estado menos afetado com 32,03%. Nas escolas públicas, o principal motivo entre os não vacinados foi a distância e/ou dificuldade para ir até a unidade de serviço, enquanto nas escolas privadas a mãe, o pai ou responsável “proibiu” seus filhos de serem vacinados. A Dra. Helena Sato, Diretora Técnica na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), complementou a situação da vacinação contra o HPV, e salientou que desde 2016 o Estado de São Paulo não atinge suas metas nas coberturas vacinais. A imunização contra o HPV, que em 2014 vacinava apenas as meninas entre 11 e 13 anos de idade, com o intuito principal de prevenir o câncer de colo de útero, atualmente atende meninos e meninas entre 9 e 14 anos, assim como homens e mulheres até 45 anos vivendo com HIV/Aids, e pessoas com câncer. A Dra. Lorena Diniz, Médica do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE-GO) e que atende as pessoas em situação de vulnerabilidade, como aquelas com CCNTs, destacou que caso uma cidade e/ou estado não tenha um CRIE presencial, é possível acessar o CRIE virtual para que essa vacinação aconteça in loco, de acordo com a necessidade da pessoa, tudo de forma gratuita. Em Goiás, por exemplo, são mais de 2 mil pessoas atendidas por mês e que esse número pode ser aumentado, mas apesar desse fato, a Dra. Lorena Diniz lamentou o desconhecimento da maioria da população com relação aos CRIE, que funcionam como um centro ampliado para vacinação, principalmente para aqueles que estão dentro dos requisitos para serem atendidos. Na sequência o Sr. Alessandro Chagas, Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), destacou o trabalho com o ImunizaSUS, financiado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, que funciona a partir de três eixos: educacional, comunicação e pesquisa, além de promover oficinas regionais e interiorizar esses resultados. O Sr. Alessandro Chagas também ressaltou que o Brasil precisa avançar nas Estratégias Saúde da Família para qualificar a Atenção Básica no Brasil. Ainda, ele salienta que a incorporação das vacinas deve ser acompanhada do financiamento adequado, para que assim os municípios implementem as políticas de vacinação. E para qualificar ainda mais a discussão, o Dr. Renato Kfouri adicionou outro assunto relevante para a discussão e que completa o tema, a importância da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é causa de doenças em todas as idades, principalmente em pessoas com doenças respiratórias. Apenas nos Estados Unidos foram 137 mortes em crianças com menos de 5 anos e aproximadamente 17 mil mortes em adultos a partir dos 65 anos. A vacina contra a Influenza também foi enfatizada, onde dados apresentados do “SRAG – óbitos por influenza 2019” ressaltam que 88,9% das mortes aconteceram em pessoas com fatores de risco, sendo a maior parte em pessoas com doenças cardiovasculares (25%), diabetes (23,9%) e pneumopatias crônicas (9,1%). Calendários de vacinação - pacientes especiais – SBIM Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais Também, o Dr. Nésio Fernandes, Secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, apresentou o cenário da vacinação no âmbito do SUS, com a definição do Calendário Nacional de Vacinação, e afirmou que os imunizantes precisam chegar em todas as crianças e jovens. Portanto, a importância de atingir as metas de vacinação está baseada em três eixos: a Atenção Especializada à Saúde; Atenção Primária à Saúde e; Saúde Indígena. As dificuldades em atingir números satisfatórios na cobertura vacinal passam por problemas como: Complexidade do calendário de vacinação; Baixo alcance das campanhas; Burocratização no acesso; Fragilidade nos sistemas de informação; Profissionais desmotivados; Teses antivacinas. Para melhorar o cenário atual, o Dr. Nésio Fernandes levantou algumas considerações como: Registrar de forma simplificada; Integrar os sistemas de informação com a rede privada; Estimular o uso de plataformas de agendamento online; Expandir e qualificar 70 mil equipes pelo Brasil na Estratégia Saúde da Família (ESF). Encerrando as apresentações, o Dr. Mauricio Mendonça, Diretor de Public Affairs da Sanofi para o Brasil, fomentou a importância de construir parcerias intersetoriais como parte do processo de solução para a cobertura vacinal. Os três pilares para serem aprofundados seriam a gestão com maior participação do setor privado; investimentos estruturais na parte público-privada para dar sustentação; e a inovação em novas tecnologias que propiciam a evolução no abastecimento de vacinas no futuro. Debate - Engajamento dos diferentes setores para ampliar cobertura vacinal, conhecimento sobre e busca por CRIE Dando início ao debate, o Dr. Renato Kfouri reforçou sobre a importância da entrada das novas vacinas nos CRIE, e a necessidade da incorporação mais breve possível das vacinas contra Herpes Zóster, HPV e novos imunizantes. Corroborando a essa fala, a Dra. Lorena Diniz citou o exemplo nos CRIE do órgão que faz dispensação de medicamentos de alto custo e foi pedido que, como parte dos documentos, o cartão de vacinação esteja presente para encaminhar e orientar adequadamente o público quanto a imunização. Na sequência, a Dra. Helena Sato destacou o calendário de vacinação do Brasil como um dos melhores do mundo e a importância da gestão técnica na cobertura vacinal, participação em eventos, assim como a melhoria multifatorial nas novas tecnologias e inovações para aumentar as imunizações. Já o Sr. Alessandro Chagas mostrou preocupação pela falta de vacinas e que as campanhas mostram que a cobertura atenção básica não está funcionando, assim como menos de 30% da Estratégia Saúde da Família funciona no país. Ele ainda defendeu que a saúde não deveria estar no teto de gastos. Na sequência, Dra. Lely Guzmán destacou o combate contra a poliomielite, a qual deve ser uma luta de todos, assim como a promoção de um calendário de vacinas que seja viabilizado para toda a família. Por fim, a Profª Tércia Moreira exaltou que todos os resultados com relação aos estudos precisam ser simplificados e chegar ao grande público para ser acessível e combater a desinformação, o que pode alavancar mudanças intrínsecas pelo país a fim de aumentar a cobertura vacinal. A parceria intersetorial entre diferentes atores propicia melhorias na cobertura vacinal no Brasil, além de engajar e fomentar o combate às CCNTs existentes. Enfrentar as fake news e movimentos antivacina, e sobretudo melhorar a comunicação com profissionais de saúde e com todas as pessoas, para que as vacinas sejam aliadas desde os primeiros anos de vida, até entre as pessoas com idade mais avançada, com comorbidades ou não. O desafio é de todos! Na Imprensa: Entrevista para o Grupo Thathi Ribeirão, "Programa Thathi Cidade" (a partir de 52'30'') Agência GBC Comunique-se Jornal da Cidade Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • OMS lança relatório inicial de rastreamento do câncer no Brasil e no mundo

    A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), divulga o relatório inicial sobre o projeto Cancer Screening in Five Continents, o CanScreen5, que objetiva o rastreio do câncer nos cinco continentes e destacar o desempenho no rastreamento e as melhores práticas para que ele aconteça. O projeto tem o objetivo de colher informações sobre as características, análises e números sobre como está o rastreio de diferentes cânceres, nesse caso os cânceres de mama, colo do útero e colorretal, em todo o mundo de forma homogênea, com documentos que fomentem a melhor gestão de programas e políticas nos avanços da detecção da condição. Dessa forma, o CanScreen5 visa engajar todos os países a juntarem-se na causa e compartilharem melhorias quanto ao rastreio para que mais nações estejam unidas no combate ao câncer. Na divulgação do Globocan de 2020, o Brasil aparece com o número total de 592.212 casos de câncer, sendo os três mais incidentes câncer de próstata com 97.278 casos, câncer de mama com 88.492 casos, e câncer colorretal 55.102 casos, que juntos correspondem a 40,6% de todos os casos rastreados pelo país. Na variação entre os sexos, os homens apresentam mais casos de câncer no geral (300.114 entre homens e 292.098 entre mulheres), de próstata, colorretal e pulmão, enquanto as mulheres apresentam maior incidência no câncer de mama, colorretal e tireoide, além do câncer de colo de útero. E apesar dos cânceres de próstata e mama serem os mais comuns, a maior porcentagem na taxa de mortes é do câncer de pulmão com 13,5% dos óbitos constatados. Acesse os dados sobre o Brasil aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Orientações FórumDCNTs: Consulta CONITEC sobre Rituximabe para tratamento oncológico - Até 22/05

    Através da presente recomendação, o FórumDCNTs pretende mobilizar os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 22/05, com a Consulta Pública CONITEC nº 15/2023 - Rituximabe associado à quimioterapia com fludarabina e ciclofosfamida para o tratamento de primeira linha da leucemia linfocítica crônica através do seguinte link: Consultas Públicas. A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à incorporação do Rituximabe associado à quimioterapia com fludarabina e ciclofosfamida para o tratamento de primeira linha da leucemia linfocítica crônica. O FórumDCNTs concorda com a recomendação preliminar da CONITEC, uma vez que se trata de uma tecnologia mais eficaz e custo-efetiva comparativamente ao atual tratamento com fludarabina e ciclofosfamida e que é utilizada há vários anos fora do Brasil para o tratamento de primeira linha da leucemia linfocítica crônica (LLC). Segundo guidelines internacionais, a quimioimunoterapia com fludarabina, ciclofosfamida (FC) e rituximabe (R) é uma terapia de primeira linha para pessoas com LLC não tratada. O uso do rituximabe associado à fludarabina e ciclofosfamida (FCR) apresentou redução de 41% no risco de óbito ou progressão da doença, quando comparado ao grupo que recebeu fludarabina e ciclofosfamida (FC) (1). Em outro estudo, pessoas que receberam FCR tiveram risco 32% menor de óbito em relação aos que receberam FC (2) Salientamos, no entanto, que é extremamente necessário considerar a incorporação de outros medicamentos como a associação de ibrutinibe e rituximabe, uma vez que estudos mais recentes mostram os benefícios desta combinação em comparação com a quimioimunoterapia com FCR, tanto na sobrevida livre de progressão da condição quanto na sobrevida global (3, 4). Também a associação de venetoclax e rituximabe no caso de LCC refratária e também idelalisibe e ibrutinibe em monoterapia (5, 6) são promissoras opções terapêuticas cuja incorporação deve ser considerada. É ainda fundamental o desenvolvimento de um Protocolo Clínico e Diretriz Diagnóstica e Terapêutica (PCDT) para LLC em nosso país, para conseguirmos progredir na padronização do diagnóstico e tratamento desta condição. O FórumDCNTs reafirma que a incorporação do Rituximabe associado à quimioterapia com fludarabina e ciclofosfamida para o tratamento de primeira linha da leucemia linfocítica crônica é muito importante para melhorar o tratamento das pessoas com LLC e esperamos que o parecer final seja favorável. Esperamos ainda que seja considerada a incorporação de outros medicamentos para o tratamento desta doença, conforme descrito acima. Reiteramos que o FórumDCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, através dos links abaixo. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para contribuir com as suas opiniões e experiências sobre Rituximabe associado à quimioterapia com fludarabina e ciclofosfamida para o tratamento de primeira linha da leucemia linfocítica crônica, é necessário acessar o formulário de experiência e opinião: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-15-2023-opiniao-rituximabe Para apresentar uma contribuição técnica (evidências científicas e/ou clínicas, impacto econômico, outras contribuições), é necessário acessar o formulário técnico-científico: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-15-2023-tecnico-cientifico-rituximabe Referências Fischer K, Bahlo J, Fink AM, Goede V, Herling CD, Cramer P, et al. Long-term remissions after FCR chemoimmunotherapy in previously untreated patients with CLL: Updated results of the CLL8 trial. Blood. 2016;127(2):208–15. Hallek M, Fischer K, Fingerle-Rowson G, Fink AM, Busch R, Mayer J, et al. Addition of rituximab to fludarabine and cyclophosphamide in patients with chronic lymphocytic leukaemia: A randomised, open-label, phase 3 trial. The Lancet. 2010;376(9747):1164–74. Shanafelt TD, Wang XV, Kay NE, Hanson CA, O'Brien S, Barrientos J, Jelinek DF, Braggio E, et al.. Ibrutinib-Rituximab or Chemoimmunotherapy for Chronic Lymphocytic Leukemia. N Engl J Med. 2019 Aug 1;381(5):432-443. doi: 10.1056/NEJMoa1817073. PMID: 31365801; PMCID: PMC6908306. Shanafelt TD, Wang XV, Hanson CA, Paietta EM, O'Brien S, Barrientos J, Jelinek DF, Braggio E, et al.. Long-term outcomes for ibrutinib-rituximab and chemoimmunotherapy in CLL: updated results of the E1912 trial. Blood. 2022 Jul 14;140(2):112-120. doi: 10.1182/blood.2021014960. Kater AP, Wu JQ, Kipps T, Eichhorst B, Hillmen P, D'Rozario J, Assouline S, Owen C, et al.. Venetoclax Plus Rituximab in Relapsed Chronic Lymphocytic Leukemia: 4-Year Results and Evaluation of Impact of Genomic Complexity and Gene Mutations From the MURANO Phase III Study. J Clin Oncol. 2020 Dec 1;38(34):4042-4054. doi: 10.1200/JCO.20.00948. Epub 2020 Sep 28. Bravaccini S, Martinelli G, Cerchione C. What Influences the Choice of Ibrutinib-Rituximab vs Classic Chemoimmunotherapy for Chronic Lymphocytic Leukemia? Cell Transplant. 2020 Jan-Dec;29:963689720950209. doi: 10.1177/0963689720950209.

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