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- Insuficiência Cardíaca: um risco para Diabetes, Hipertensão, DPOC e outras CCNTs - 10/6, às 15h
Objetivos Entender como reduzir riscos e tratar adequadamente insuficiência cardíaca, especialmente em populações de risco, como pessoas com diabetes, hipertensão, DCV, DPOC, entre outras CCNTs. Identificar necessidades ainda não previstas em diretrizes e protocolos para prevenção e cuidados de qualidade da insuficiência cardíaca nos sistemas público e privado de saúde. Reunir as principais lideranças em insuficiência cardíaca dos setores público, privado e terceiro setor para avançarmos em planos com potencial para melhorar sensivelmente a atenção a essa condição no país Agenda: 15h00-15h15 – Abertura e Contextualização (Patrícia de Luca, FórumCCNTs e AHF) (Vídeo) Ana Petry (Viatris) (Vídeo) Ricardo Moraes (Funcional Health) (Vídeo) 15h20-15h25 – Por que se preocupar com a insuficiência cardíaca? Qual sua prevalência e quais grupos devem ficar mais atentos? (Ana Carolina Micheletti, UFMG) (Vídeo) 15h30-15h35 – Por que se preocupar com a insuficiência cardíaca? Há como reduzir o risco de desenvolvê-la? Quem deve se preocupar mais? (Silvia Moreira Ayub, HC-FMUSP) (Vídeo) 15h40-15h45 – As pessoas precisam se preocupar mais cedo com a insuficiência cardíaca? Quais estratégias facilitam essa consciência para engajamento em ações de prevenção e cuidado precoce? (Débora Lima, ABRAF) (Vídeo) 15h50-16h00 – Quais inovações têm permitido melhorar os cuidados da insuficiência cardíaca? Essas inovações já fazem parte do PCDT e rol da ANS? (Múcio Tavares, InCor/FMUSP) (Vídeo) 16h00-16h05 – Como a Atenção Primária participa dos cuidados da insuficiência cardíaca? (Denicesar Coelho, SMS-Uberlândia) (Vídeo) 16h10-16h15 – Como o programa Agora Tem Especialistas tem permitido avançar nos cuidados da insuficiência cardíaca? (Carmen Moura, SAES-Ministério da Saúde) (Vídeo) 16h20-17h00 – Debate com todos os painelistas – Como podemos juntos melhorar os desfechos da insuficiência cardíaca no Brasil? (Moderação: Patrícia de Luca, FórumCCNTs e AHF) (Vídeo) Painelistas e Moderador Ana Carolina Micheletti, MSc, PhD (UFMG) Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix. Doutora em Enfermagem na linha de pesquisa Promoção da Saúde, Prevenção e Controle de Agravos pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Mestrado em Ciências da Saúde área de concentração Infectologia e Medicina Tropical pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisadora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais e bolsista de Pós-doutorado Júnior do CNPq. Atuação como enfermeira nas áreas assistências e de gestão em urgência, emergência, trauma, terapia intensiva e educação permanente. Atuação como docente de cursos de graduação e pós-graduação na área da enfermagem e saúde. Ana Petry (Viatris) Jornalista graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com especialização em Tradução Português-Inglês pela Universidade Gama Filho e pós-graduação em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui mais de 20 anos de experiência nas áreas de comunicação corporativa, assuntos institucionais, acesso ao mercado e advocacy na indústria farmacêutica. Ao longo de sua trajetória, atuou na liderança de estratégias de relacionamento com stakeholders, posicionamento institucional e gestão de projetos voltados à saúde e ao fortalecimento do acesso das pessoas com condições de saúde. Atualmente, atua na liderança das áreas de Assuntos Corporativos e Acesso ao Mercado na Viatris Brasil. Carmen Moura (SAES - Ministério da Saúde) Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), especialização em Gestão da Clínica pelo IEP Sírio Libanês. Ocupou vários cargos na administração pública, como Diretora da 1ª Regional de Saúde de Saúde do Paraná (SESA-PR), Secretária Municipal de Saúde de Pontal do Paraná-PR, Coordenadora da Rede de Atenção à Saúde do Paraná (SESA-PR). Foi Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem seção Paraná, Assessora especial no Coren PR e Membro da Comissão Mista ABEn/COREN de Sistematização da Pratica de Enfermagem e membro da Comissão Permanente de Sistematização da Pratica de Enfermagem da ABEn Nacional. Atualmente é Coordenadora Geral de Atenção Especializada do Ministério da Saúde. Débora Lima (ABRAF) Administradora com trajetória profissional voltada à gestão de processos e transformação organizacional. Após o diagnóstico de Hipertensão Arterial Pulmonar, passou a direcionar sua experiência em estratégia e gestão para o fortalecimento da jornada de pessoas com condições/doenças cardiopulmonares. Atua no desenvolvimento de comunidades de pessoas com condições de saúde, na articulação institucional e na defesa de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso, do cuidado integral e da promoção da qualidade de vida. Atualmente, atua como Vice-Presidente da Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF). Denicesar Coelho, MD, MBA (SMS - Uberlândia) Médico cardiologista e intensivista, com pós-graduação em Medicina Funcional e MBA em Saúde Executiva pelo Hospital Israelita Albert Einstein. É sócio-fundador e pesquisador da Verus Pesquisa Clínica, com atuação voltada à integração entre cardiologia, fisiologia humana, sistema nervoso e regulação emocional. Possui experiência nas áreas de saúde integral, desenvolvimento humano e saúde emocional, atuando também como palestrante e escritor em temas relacionados às neurociências, trauma e comportamento humano. Atualmente, atua como diretor médico e clínico do Instituto Amo Cuidar e integra o programa de Autocuidado Apoiado da Atenção Básica de Uberlândia. Múcio Tavares, MD, PhD (InCor / FMUSP) Médico cardiologista graduado pela Universidade de Santo Amaro, com doutorado em Cardiologia e livre-docência pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Possui ampla experiência nas áreas de cardiologia, insuficiência cardíaca e medicina de emergência, tendo atuado em posições de liderança no Instituto do Coração (InCor) e na Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Foi presidente do Departamento de Insuficiência Cardíaca da SBC e fundador do programa SAVIC. Atualmente é chefe da unidade hospital dia do InCor da Universidade de São Paulo, diretor da Unidade Clínica de Emergência da Universidade de São Paulo. Ricardo Moraes, MD, MBA (Funcional Health) Médico cardiologista, especialista em coronariopatias agudas pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor/HCFMUSP), com MBA em Transformação Digital e Metaverso. Possui experiência nas áreas de saúde digital, inteligência artificial e inovação aplicada à medicina, atuando também como professor da pós-graduação em Inteligência Artificial e Ciência de Dados da Faculdade Sírio-Libanês. Foi Diretor Médico da Afya e palestrante TEDx, com trajetória voltada à transformação tecnológica no setor da saúde. Atualmente, atua como Diretor Médico da Funcional Health. Silvia Moreira Ayub, MSc, PhD (HC-FMUSP) Médica graduada pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com doutorado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP) e livre-docência pela Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Possui experiência na área de Cardiologia, com atuação em insuficiência cardíaca, transplante cardíaco, cardiotoxicidade relacionada a quimioterápicos e condições associadas à insuficiência cardíaca. Atualmente, atua como médica assistente da Unidade de Insuficiência Cardíaca e Transplante do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor/HCFMUSP). Patricia Vieira de Luca, MSc (AHF | FórumCCNTs) Graduada em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, Bacharel, Licenciatura e Mestrado. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase em Obesidade, Diabetes e Metabolismo. No momento, atua principalmente em Educação e Advocacy em Saúde. Profissional voluntária em diferentes programas da ADJ Diabetes Brasil por mais de 10 anos. Ex-presidente e atual Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF). Cofundadora do Grupo de Advocacy Cardiovascular (GAC). Cofundadora e membro da Comissão Organizadora do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Uma década de luta pela rotulagem frontal no Brasil é tema de livro
Novo livro organizado por pesquisadoras da USP e do Idec detalha o processo regulatório entre 2014 e 2024 e a defesa do direito à informação sobre a composição dos alimentos Uma das conquistas mais importantes para a saúde pública e para a conscientização alimentar no Brasil ganhou um registro histórico detalhado. O livro “Você tem o direito de saber o que come: um registro da história da rotulagem nutricional frontal sob a ótica da sociedade civil” já está disponível para acesso e download gratuito. Imagem: Divulgação A obra foi organizada por Ana Paula Bortoletto Martins (FSP-USP), ao lado de Laís Amaral Mais (Idec) e Mariana Ribeiro (Idec). Publicado pela Editora Eletrônica da FSP, o livro resgata a trajetória de discussões, pressões e avanços regulatórios que moldaram as novas normas de rotulagem de alimentos no país. Uma década de mobilização e desafios O livro apresenta de forma cronológica e aprofundada os principais acontecimentos relacionados ao processo regulatório da rotulagem nutricional frontal no Brasil entre os anos de 2014 e 2024. Esse período foi marcado por intensos debates técnicos, consultas públicas e forte embate de interesses entre defensores da saúde pública e o setor regulado. O grande destaque da publicação é a documentação da atuação da sociedade civil organizada. O texto evidencia como coalizões e entidades técnicas foram fundamentais na defesa do direito do consumidor à informação clara, essencial para a promoção de uma alimentação adequada, saudável e consciente. Informação acessível e direito à saúde A implementação dos alertas na parte frontal das embalagens — indicando o alto teor de açúcares adicionados, gorduras saturadas e sódio — transformou a maneira como os brasileiros se relacionam com os produtos nas prateleiras. Registrar os bastidores dessa transição regulatória é vital para compreender os rumos das políticas de combate às Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) associadas à má alimentação, obesidade, diabetes e as condições cardiovasculares. Como acessar a obra? Como parte do compromisso com a democratização do conhecimento técnico e científico, o livro é totalmente gratuito. Ele pode ser acessado na íntegra por profissionais de saúde, pesquisadores, gestores públicos e cidadãos interessados no tema. Para ler a nota de lançamento oficial e mais detalhes sobre a publicação, acesse o portal da Faculdade de Saúde Pública da USP. A obra completa está disponível para leitura online e download no Portal de Livros Abertos da USP. Fonte: FSP-USP
- Ministério da Saúde abre financiamento para Conselhos de Saúde Locais - Até 2/7
O Ministério da Saúde lançou oficialmente um edital de seleção pública com orçamento total de R$ 15 milhões voltado ao fortalecimento institucional e operacional dos Conselhos Locais de Saúde em todo o território nacional. Os entes federativos interessados em garantir esse apoio financeiro — estabelecido pela Portaria GM/MS nº 11.485/2026 — devem ficar atentos ao prazo regulamentar, já que as inscrições começaram no dia 03 de junho e se encerram em 2 de julho de 2026. Imagem: Divulgação O repasse, gerenciado pela Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde em parceria com o Conselho Nacional de Saúde (CNS), será realizado na modalidade fundo a fundo. Isso significa que os recursos serão transferidos diretamente do Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os Fundos Estaduais, Municipais e Distrital de Saúde das propostas habilitadas. Cada projeto selecionado poderá contar com um aporte financeiro máximo de até R$ 100 mil, com a previsão de contemplar até 150 conselhos diferentes pelo país. Podem participar da chamada os Estados, Municípios e o Distrito Federal que comprovem a existência e o funcionamento regular de seus respectivos Conselhos Locais de Saúde, em estrita conformidade com as diretrizes de composição paritária e democrática reguladas pela Lei nº 8.142/1990. Para submeter a candidatura, as gestões públicas devem preencher o formulário oficial contendo um Plano de Trabalho detalhado, o qual necessita obrigatoriamente da aprovação prévia dos membros do conselho antes do envio. Esse documento técnico deve listar metas, cronogramas e estimativas de custos focados em eixos temáticos essenciais, como articulação institucional, processos eleitorais democráticos, transparência e, principalmente, programas de formação e educação permanente de conselheiros e gestores. Uma vez aprovados, os planos terão um prazo de execução de até 36 meses, exigindo a entrega de relatórios semestrais de monitoramento. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? O fortalecimento dos Conselhos Locais de Saúde possui impacto direto e estrutural na linha de cuidado das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), como diabetes, hipertensão, neoplasias e doenças respiratórias crônicas. Como esses conselhos são espaços oficiais de diálogo paritário entre usuários, trabalhadores e gestores públicos, é no nível local que as demandas por medicamentos de alto custo, exames diagnósticos ágeis e programas de atenção primária preventiva ganham voz e fiscalização. Investir na capacitação desses conselheiros e na transparência institucional potencializa o controle social sobre o orçamento do SUS. Isso garante que as políticas públicas locais de saúde atendam de forma contínua, humanizada e descentralizada a imensa parcela da população brasileira que convive diariamente com as CCNTs. Inscrições: de 03 de junho a 02 de julho de 2026. Quem pode se candidatar: Entes federativos (municípios, estados e DF) com conselhos regulares. Recurso: até R$ 100 mil por proposta habilitada. Para ler a matéria completa, conferir as diretrizes dos eixos obrigatórios e acessar o formulário de inscrição, visite a página oficial do Ministério da Saúde. Fonte: Ministério da Saúde
- CBEXs abre as inscrições para a 3ª Edição do Atlas CBEXs 2026: O Perfil dos Executivos de Saúde no Brasil
O Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXs) abriu as inscrições para a 3ª Edição do Atlas CBEXs 2026: O Perfil dos Executivos de Saúde no Brasil. O estudo nacional mapeia o perfil, comportamento, desafios e prioridades das lideranças que comandam o ecossistema de saúde no país. Imagem: Divulgação A pesquisa serve como um termômetro estratégico para identificar as competências essenciais e as grandes tendências de mercado, tecnologia e governança. O objetivo é guiar a sustentabilidade e a transformação dos setores público, privado e do terceiro setor nos próximos anos. A importância do engajamento massivo reside no fato de que, quanto maior for o volume e a diversidade geográfica de participantes na captação de dados, mais fidedigno, robusto e estatisticamente representativo será o panorama final apresentado à sociedade. O preenchimento do formulário online constitui uma contribuição direta para o fortalecimento da gestão assistencial e corporativa de saúde no país, permitindo que as lideranças compartilhem suas realidades regionais e recebam, posteriormente, o relatório executivo refinado e consolidado em primeira mão para embasar suas próprias estratégias organizacionais. 🎯 Objetivo do Mapeamento O Atlas CBEXs 2026 tem como meta coletar dados estratégicos para identificar: Os principais desafios e prioridades dos gestores na atualidade. As competências essenciais exigidas para a liderança em saúde. As tendências tecnológicas, de mercado e de gestão que estão moldando o futuro do setor no país. 👥 Quem Pode Participar? Executivos, diretores, gerentes, coordenadores, supervisores e líderes que atuam na gestão do setor de saúde (hospitais, operadoras, laboratórios, indústrias farmacêuticas, órgãos governamentais ou entidades associativas) no Brasil. ⏳ Como Participar e Prazos O período de captação e levantamento de dados já está ativo e ocorre de forma totalmente digital. Prazo limite para respostas: A instituição não estipulou uma data fixa de encerramento nos canais oficiais, porém as respostas devem ser submetidas o quanto antes, pois o período de captação de dados para esta edição já está em andamento e pode ser finalizado assim que a amostragem necessária para a análise e refinamento do relatório for atingida. Onde responder: Acesse o formulário de participação através do Link de Inscrição do Atlas CBEXs 2026. Chamada para Ação: Não fique de fora desse mapeamento histórico. Contribua para o fortalecimento da gestão de saúde no Brasil! Clique aqui e responda à pesquisa. Fonte: CBEXs
- Rede ColaboraAPS seleciona inovações no SUS; inscrições até 09/06
Estão abertas as inscrições para a nova chamada pública da Rede ColaboraAPS, uma iniciativa de grande relevância voltada a gestores, trabalhadores e equipes de saúde de todo o Brasil. O edital busca identificar, valorizar e disseminar experiências inovadoras desenvolvidas no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo as práticas municipais e regionais de cuidado. As inscrições vão até 9 de junho de 2026. Imagem: Divulgação A iniciativa consolida-se como um espaço estratégico para dar visibilidade a soluções locais que enfrentam desafios complexos na gestão e na assistência à saúde. Ao promover a troca de saberes e metodologias, a chamada pública estimula o aprimoramento das políticas públicas de saúde e impulsiona a consolidação de modelos de atenção integral que respondem de forma eficiente às necessidades epidemiológicas da população. Nesta edição, o foco está concentrado em mapear e apoiar iniciativas estruturadas que gerem impactos reais no sistema público, contribuindo diretamente para: Ampliação do acesso: Estratégias que facilitem e qualifiquem a entrada dos usuários na APS. Integração de serviços: Fortalecimento da articulação e do fluxo de atendimento entre a Atenção Primária e a Atenção Especializada. Continuidade do cuidado: Promoção de redes integradas e acompanhamento humanizado e contínuo nos territórios de saúde. As experiências selecionadas integrarão um ciclo colaborativo de aprendizagem e apoio institucional com duração de até seis meses. Esse ciclo inclui a participação em encontros presenciais e virtuais, atividades formativas específicas, visitas técnicas locais e a inserção em espaços dinâmicos de intercâmbio de conhecimento entre diferentes regiões do país. O acompanhamento técnico oferecido visa não apenas o fortalecimento das práticas vigentes, mas também a construção de subsídios para que essas inovações possam ser replicadas em outros municípios brasileiros. Através do trabalho em rede, a proposta fomenta uma cultura de cooperação e inovação contínua dentro da Atenção Primária, consolidando o SUS como uma estrutura dinâmica, integrada e resiliente. Informações essenciais: Público-alvo: Gestores de saúde, trabalhadores da rede pública e equipes multidisciplinares da APS. Prazo de inscrição: As propostas devem ser submetidas eletronicamente no período de 11 de maio a 09 de junho de 2026. Para ler o edital completo, consultar os critérios de elegibilidade e realizar a inscrição da sua equipe, acesse o portal oficial. Clique aqui para acessar o edital completo e inscrever sua experiência Fonte: Fiocruz
- Atualização do PCDT de Asma traz avanços e lacunas no SUS
No mês de outubro de 2025, o Fórum Intersetorial de Condições Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) enviou recomendações à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para a consulta pública para a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Asma que teve sua versão final aprovada e publicada em 24 de março de 2026, por meio da PORTARIA CONJUNTA SAES/SCTIE Nº 43. As recomendações feitas pelo FórumCCNTs foram parcialmente acatadas. Viorel Kurnosov/EyeEm/Getty Images O documento enviado pelo FórumCCNTS incluiu as seguintes recomendações: Abordar de forma específica os fatores de risco associados à asma, haja vista a importância de identificação desses fatores pelos profissionais de saúde para a implementação de medidas de promoção principalmente na atenção primária à saúde. Incorporar estratégias para identificação e cuidados dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso, tendo em vista o papel da baixa qualidade e duração insuficiente do sono no desenvolvimento e agravamento de Asma e a associação dos distúrbios do sono, como a apneia obstrutiva do sono, com asma grave. Concomitante à atualização do PCDT, levar os medicamentos de primeira escolha para asma, da farmácia de alto custo/componente especializado, para acesso através da Atenção Primária e Programa Farmácia Popular, a fim de garantir acesso equitativo da população, é fazer esse ajuste no PCDT. Manter pesquisas sobre Asma, com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como PNS, haja vista a escassez de estudos sobre a prevalência de Asma no país. Detalhar estratégias de exames diagnósticos e programas de reabilitação respiratória e, de forma concomitante, introduzindo onde não há ou ampliando programas como o Tele-Espirometria e o AbraçAr. Enfatizar recomendações de vacinação para pessoas com asma, especialmente asma grave. Entre os médicos especialistas para referência de casos grave de asma ou precisando de suporte adicional, incluir os otorrinos. Capacitar os profissionais de saúde com base no PCDT atualizado. Quanto aos tópicos que foram incluídos na atualização do PCDT: o tópico “Incorporar estratégias para melhoria dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso” foi acatado por meio da inclusão da apneia obstrutiva do sono como uma das comorbidade mais prevalentes em pessoas com asma grave na seção “3.1.5. Avaliação do controle da asma”. A inclusão pode ser considerada um avanço na visibilidade dos distúrbios do sono. Apesar disso, reitera-se a importância de abordar os distúrbios de sono como fatores de risco para a asma visando medidas de promoção à saúde. Verificou-se recentemente a associação entre menor duração do sono com a asma1. O tópico “Abordar de forma específica os fatores de risco associados à asma” não foi incorporado ao novo PCDT. O documento, na seção introdução e diagnóstico, aborda a importância de se identificar precocemente os fatores de risco relacionados à Asma, porém não os define de forma clara. Nessa perspectiva, acreditamos que a definição clara desses fatores de risco poderia auxiliar os profissionais da saúde no seu reconhecimento. Dentre os fatores de risco para o desenvolvimento da asma vale citar: fatores ambientais (exposição ao tabaco, poluição, infecções respiratórias), fatores genéticos, fatores ocupacionais, obesidade2 e distúrbio do sono1. Com relação ao tópico “Capacitar os profissionais de saúde com base nos PCDTs sobre asma atualizados”, a versão preliminar do PCDT já inclui na seção “abordagem terapêutica” a necessidade de profissionais de saúde capacitados para o tratamento da asma, o que foi mantido na versão publicada. Nessa perspectiva, reafirma-se a importância de esforços coletivos para a capacitação dos profissionais, sobretudo da Atenção Primária à Saúde. Ademais, o FórumCCNTs reitera a importância da manutenção e ampliação dos inquéritos epidemiológicos para monitoramento da asma, tendo em vista a falta de dados de acesso público que possibilitem monitorar o cenário no país. Além disso, o FórumCCNTs reforça a necessidade de atualizações periódicas no PCDT para a incorporação de novas tecnologias na prática clínicas. Em abril de 2025, o FórumCCNTs enviou um documento endereçado ao Ministro da Saúde sobre a importância de atualização do PCDT de asma para a otimizar o acesso a novos medicamentos já incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS), considerados essenciais para o tratamento de pessoas com essa condição crônica, como: mepolizumabe, benralizumabe, dupilumabe e omalizumabe. A versão preliminar e atual do PCDT consta a inclusão desses medicamentos e as orientações aos profissionais de saúde, o que representa um avanço no tratamento de asma para os usuários do SUS. Considerando a recomendação de levar os medicamentos de primeira escolha da Asma para a Atenção primária à Saúde, a versão preliminar e atual do PCDT de asma consideram a dupla terapia (LABA + CI) como regime terapêutico de preferência às pessoas com essa condição e reconhece a Atenção Primária à Saúde (APS) como nível de atenção prioritária e espaço privilegiado para tratamento e manejo da Asma. Apesar disso, o PCDT de asma aborda pouco sobre o acesso desses medicamentos na APS e verifica-se atualmente acesso limitado e desigual no país3. Diante disso, é necessário ampliar a oferta de medicamentos considerados de regime preferencial para o tratamento da Asma na APS, medida que o ForumCCNTs vem defendendo em documentos encaminhados ao Ministério da Saúde como carta de recomendações enviado em outubro de 2025 e ofício enviado em fevereiro de 2026, ambos abordando as condições respiratórias crônicas. Diante do exposto, o FórumCCNTs e instituições participantes, cumprimentam o Ministério da Saúde pelos avanços incorporados na atualização do PCDT de asma, especialmente no que se refere à inclusão de novas opções terapêuticas e ao reconhecimento de condições crônicas relevantes como a AOS. Entretanto, permanecem lacunas importantes, sobretudo quanto à explicitação dos fatores de risco e à incorporação mais abrangente de estratégias de promoção da saúde, como aquelas relacionadas à qualidade do sono, e o acesso a medicamentos de primeira escolha para o tratamento da asma na Atenção Primária. Nesse sentido, reforça-se a importância do contínuo aprimoramento do PCDT e sua regulamentação e implementação, aliado ao fortalecimento da capacitação dos profissionais de saúde e da produção de evidências científicas, de modo a qualificar o cuidado às pessoas com asma no âmbito do Sistema Único de Saúde. Referências BAKOUR, C. et al. Sleep duration patterns from adolescence to young adulthood and the risk of asthma. Annals of Epidemiology, v. 49, p. 20–26, 1 set. 2020. WANG, Z. et al. Global, regional, and national burden of asthma and its attributable risk factors from 1990 to 2019: a systematic analysis for the Global Burden of Disease Study 2019. Respiratory Research, v. 24, n. 1, 23 jun. 2023. Leal, L.F; Bertoldi, A.D; Menezes, A.M.B. et al. Indicação, acesso e utilização de medicamentos para doenças respiratórias crônicas no Brasil: resultados da Pesquisa Nacional sobre Acesso, Utilização e Promoção do Uso Racional de Medicamentos no Brasil (PNAUM), 2014. Cad. Saúde Pública, v. 34, n. 10, 11 out. 2018.
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT CCNTs no Ambiente de Trabalho
Facilitador Alberto José Niituma Ogata (FGV EAESP) GT CCNTs no Ambiente de Trabalho durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT Há evidências de que o ambiente de trabalho é um espaço privilegiado para a promoção da saúde e o enfrentamento das CCNTs. Em geral, as empresas realizam algum tipo de atividade ou investimento nestas ações. No entanto, elas são frequentemente descoordenadas e pouco efetivas. As CCNTs trazem grande impacto na qualidade de vida e na produtividade dos trabalhadores. Incluir este "setting" na agenda do Fórum pode agregar novos stakeholders e potencializar a participação dos atuais membros. Atividade prevista para 2026 Elaborar uma linha de cuidado, baseada em evidências, no contexto das CCNTs no ambiente de trabalho. O documento poderá ser utilizado para webinares, seminários e apresentações em eventos de diferentes stakeholders. O documento poderá ser enviado a entidades ligadas a saúde do trabalhador, como FUNDACENTRO, Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Comércio (SESC). O documento poderá ser enviado ao Poder Executivo, não se limitando à saúde, mas também ao Ministério do Trabalho, da Previdência Social e Economia. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Criação de um repositório de evidências (PCDT, diretrizes); Criação de uma linha de cuidado para CCNTs no Ambiente de Trabalho; Criação de material de comunicação para as empresas, estimulando o acesso ao repositório de evidências; Parceria com canais de divulgação (ANAMT, ABRH, SESI, ABQV, APMT, ANS, FUNDACENTRO) através do FórumCCNTs; Utilizar como métrica de acompanhamento o número de acessos ao repositório. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Estimular a adoção da linha de cuidado em organizações públicas e privadas, de diferentes portes e atividades econômicas. Que o ambiente de trabalho seja considerado nas políticas públicas de enfrentamento das CCNTs. Estimular políticas intersetoriais, que contemplem os determinantes sociais de saúde e que não se restrinjam aos serviços de saúde. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT CCNTs no Ambiente de Trabalho durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs Alberto José Niituma Ogata (FGV EAESP) Kátia Audi Curci (ANS) Patrícia Ferreira Abreu (SBN) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Alberto José Niituma Ogata (FGV EAESP) Katia Audi (ANS) Patrícia Ferreira Abreu (SBN) Daniel Nizzo (Viatris) Clarice Nunes de Jesus (INAPE) Angela Honda de Souza (Fundação ProAR) Rubens Henrique dos Santos (Aché) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- C/Can abre vagas para Conselho Administrativo - até 26/06
A Fundação City Cancer Challenge (C/Can) está com um processo seletivo aberto para atrair líderes seniores globais, gestores e especialistas em saúde de alta performance para integrar o seu órgão máximo de governança. Esta chamada internacional é direcionada a profissionais altamente qualificados que desejam contribuir estrategicamente para a transformação dos cuidados oncológicos em regiões vulneráveis, ajudando a moldar o futuro da saúde global. O prazo final para o envio das candidaturas encerra-se no dia 26 de junho de 2026. Imagem: Divulgação A City Cancer Challenge (C/Can), organização internacional que apoia cidades ao redor do mundo no desenvolvimento de soluções locais e sustentáveis para o tratamento e cuidado do câncer, está com processo seletivo aberto para novos membros de seu Conselho de Administração (Board of Directors). Os conselheiros têm papel fundamental na governança da instituição, apoiando diretamente o CEO no avanço da missão global da C/Can. Trata-se de uma oportunidade de voluntariado (não remunerada, com custos de viagem cobertos) voltada a profissionais que desejam impactar diretamente a oncologia e os sistemas de saúde em países de média e baixa renda. Perfil Buscado e Áreas de Especialidade: A C/Can busca candidatos seniores que possuam experiência prévia em conselhos e forte capacidade de governança. Para garantir um conselho equilibrado e diversificado, são valorizados perfis com conhecimento em: Desempenho de Sistemas de Saúde: Políticas de saúde, pesquisa, sustentabilidade e melhoria de serviços. Estratégia Digital e Inovação: Governança de dados e adoção de novas tecnologias em saúde. Financiamento em Saúde: Experiência com parcerias público-privadas e instituições financeiras bilaterais/multilaterais. Mobilização de Recursos: Atuação direta no desenvolvimento de parcerias estratégicas, captação de recursos e engajamento com doadores. Gestão e Oncologia: Experiência prática na infraestrutura de tratamento do câncer, oncologia clínica e gestão financeira no terceiro setor. Nota importante: A instituição adota uma política de tolerância zero para candidatos que possuam vínculos atuais ou passados com as indústrias de tabaco, álcool e armas. Informações sobre o mandato: Regime: Atuação voluntária em caráter estritamente individual (o profissional não atua como representante de sua respectiva empresa/ONG). Duração: Mandato inicial de 3 anos, com possibilidade de recondução por igual período. Prazos: As inscrições devem ser submetidas até o dia 26 de junho de 2026. Os candidatos pré-selecionados deverão apresentar posteriormente uma carta de apoio institucional de sua atual organização. Fonte: C/Can
- Saúde global está sob ameaça de retrocesso, alerta OMS
Relatório divulgado pela entidade revela que nenhuma meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à saúde está no caminho certo para 2030 A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou no dia 13 de maio o Relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde 2026. No documento, trouxe um alerta severo: o mundo está falhando em alcançar as metas globais de saúde. Embora a última década tenha registrado avanços significativos no combate ao HIV e no acesso ao saneamento básico, o ritmo de progresso estagnou ou retrocedeu em áreas críticas. No documento fica claro que nenhum dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à saúde será atingido até 2030 se o cenário atual persistir. E um dos grandes responsáveis foi o impacto da pandemia de COVID-19, causando um excesso de 22,1 milhões de mortes entre 2020 e 2023, número três vezes maior do que as mortes oficialmente notificadas. Imagem: OMS Mortes por condições crônicas não transmissíveis Desde 2000, os esforços para reduzir a mortalidade prematura por condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) levaram a mudanças notáveis, refletindo tanto o progresso na prevenção quanto os desafios persistentes impostos pelas quatro condições que mais causam mortes: condições cardiovasculares, câncer, condições respiratórias crônicas e diabetes. Assim, historicamente, a Região das Américas apresenta o menor risco de mortalidade prematura por CCNTs do mundo. Entre 2000 e 2019, o risco global de morte prematura por condições crônicas (ODS 3.4.1) caiu de 22,5% para 18,0% (queda de 20%), evidenciando forte desigualdade regional: o Mediterrâneo Oriental manteve índices altos (22,7% em 2019), enquanto a Região das Américas registrou a menor taxa do mundo, recuando de 18,0% para 13,9% (redução de 22%). Apesar do bom desempenho comparativo das Américas, o ritmo anual de declínio desacelerou drasticamente após 2015, deixando a região e o mundo fora do caminho para atingir a meta dos ODS de reduzir essas mortes em um terço até 2030. Imagem: Divulgação O próprio relatório também esclarece o motivo de não haver porcentagens mais recentes para os indicadores de mortalidade prematura por condições crônicas: a pandemia de COVID-19 gerou um impacto severo no monitoramento de dados epidemiológicos globais. Assim, os sistemas de saúde sofreram com a falta de testes e sobrecarga. E muitas mortes causadas por complicações de condições crônicas foram registradas puramente como COVID-19, e vice-versa. Mortalidade atribuída à poluição do ar A poluição por material particulado doméstico e ambiental é um gatilho crítico para CCNTs. E juntamente com a Europa, as cidades da Região das Américas registraram as menores médias de poluição do ar em 2023, com uma concentração média de 14 μg/m³ de (PM 2.5). Devido à menor exposição média, a região mantém taxas de mortalidade padronizadas por idade atribuídas à poluição do ar substancialmente inferiores às de regiões como o Sudeste Asiático e o Mediterrâneo Oriental. Tabagismo e álcool O relatório também traz dados fundamentais para a análise de fatores de risco globais, destacando cenários complexos no combate ao tabagismo e ao consumo de álcool em populações de 15 anos ou mais. Ambos são dois dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e o agravamento das CCNTs, como condições cardiovasculares, cânceres, diabetes e condições respiratórias crônicas. Assim, no panorama do tabagismo, observa-se um recuo consistente na prevalência global, que encolheu de 26,2% em 2010 para 19,5% em 2024, trazendo uma estimativa de queda contínua para 19,2% em 2025. Apesar de desenhar uma redução relativa de 27% ao longo desse período, o avanço ainda vai ficar 3 pontos percentuais aquém da meta de 30% estipulada pelo Plano de Ação Global. As mulheres lideram globalmente a redução e o ritmo de queda no consumo de tabaco, superando a meta de 30% de redução de forma antecipada em todo o mundo, exceto na Europa. Entre os homens, essa meta antecipada foi atingida nas regiões das Américas e do Sudeste Asiático. Imagem: Divulgação Já no que diz respeito ao consumo de álcool, um dos grandes agentes no surgimento de condições crônicas e de saúde, o cenário mundial dá sinais de melhora ao reverter uma tendência de alta que se arrastava desde o início dos anos 2000. O consumo médio per capita recuou 13%, passando de 5,6 litros de álcool puro por ano em 2010 para 4,9 litros em 2024. Progresso dos ODS até o momento A menos de cinco anos para 2030, o progresso rumo aos ODS de saúde é lento, desigual e insuficiente globalmente. Dos 52 indicadores avaliados, nenhum está no caminho certo para atingir suas metas numéricas, um cenário agravado pela falta de dados para análises robustas. O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que, embora avanços passados demonstrem que "a ação coordenada em larga escala produz resultados mensuráveis", o panorama atual ainda é preocupante. "O progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à saúde é insuficiente, desigual entre regiões e populações, e cada vez mais vulnerável a choques sistêmicos", sintetizando os dados como uma "história de progresso e desigualdade persistente". O "Apagão" de Dados e Cobertura Universal No relatório, a OMS alerta também que a falta de dados confiáveis sabota as políticas públicas de saúde: apenas 18% dos países notificam a mortalidade no prazo e só um terço das 61 milhões de mortes de 2023 teve a causa registrada. Esse cenário, somado à crise de financiamento e aos riscos ambientais (como a poluição, que causou 6,6 milhões de mortes em 2021), afasta o mundo da Cobertura Universal de Saúde e empurrou 1,6 bilhão de pessoas para a pobreza por gastos médicos em 2022, exigindo investimentos urgentes na atenção primária. Além disso, a pandemia de COVID-19 provocou um retrocesso histórico nos indicadores de saúde da região, afetando indiretamente a gestão e o tratamento das CCNTs devido à severa sobrecarga dos sistemas de saúde. A Região das Américas foi a mais severamente impactada em todo o mundo no que diz respeito à perda de expectativa de vida. Entre 2019 e 2021, tanto a Expectativa de Vida ao Nascer quanto a Expectativa de Vida Saudável (HALE) nas Américas despencaram cerca de 3 anos. Relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde O relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde é a compilação anual de indicadores de saúde e relacionados à saúde, publicada pela Organização Mundial da Saúde desde 2005. A edição de 2026 consolida dados de indicadores de saúde provenientes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O documento avalia o progresso em direção às metas acordadas globalmente, descreve os principais desafios para os próximos anos e inclui revisões sobre temas de saúde global, tais como a expectativa de vida saudável e mortalidade prematura, as metas dos 'Três Bilhões' e as desigualdades na imunização. Para acessar o material completo, clique aqui. Fonte: OMS
- FórumCCNTs é finalista em prêmio global de engajamento das pessoas condições de saúde
O Made with Patients Awards 2026 reconhece a transformação da saúde centrada nas pessoas FórumCCNTs é destaque! O Dr. Mark Barone, Coordenador-geral e Fundador do FórumCCNTs, foi anunciado como finalista do Made with Patients Awards 2026. A premiação, organizada pela Patient Focused Medicines Development (PFMD), é o primeiro reconhecimento global dedicado exclusivamente a celebrar pessoas e projetos que integram, de forma prática e estratégica, a voz de pessoas com condições de saúde nesse ecossistema, desde o desenvolvimento de medicamentos e tecnologias médicas até a saúde digital. Foto: Divulgação Em sua terceira edição, o prêmio recebeu 470 indicações de todo o mundo. Os vencedores serão anunciados ao vivo no dia 3 de junho de 2026, durante uma cerimônia em Sevilha, na Espanha, como parte do Patient Engagement Open Forum (PEOF). Para acompanhar a premiação basta se registrar neste link. Referência em Engajamento O FórumCCNTs é uma plataforma que engaja pessoas com experiência de vida com as condições crônicas não transmissíveis para que participem das decisões que vão afetá-las. Ou seja, trata-se de uma plataforma multistakeholder que promove o protagonismo desses indivíduos na formulação de políticas públicas, no desenho de programas e na condução de debates essenciais para o setor. Assim, a indicação destaca o papel da plataforma na liderança de sistemas mais inclusivos e na redefinição do que significa excelência em saúde. Mark durante o End Diabetes Stigma Summit na Índia, evento que reuniu as maiores lideranças globais no assunto Esse reconhecimento global reflete a contribuição ativa do FórumCCNTs, representado pelo Dr. Mark Barone, no desenvolvimento de materiais e artigos científicos de referência internacional voltados ao engajamento significativo de pessoas que convivem com condições crônicas. Como por exemplo, a participação do FórumCCNTs na criação do framework para o Envolvimento Significativo de Pessoas que Vivem com CCNTs, Saúde Mental e Condições Neurológicas, lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, outras contribuições também fundamentam este reconhecimento: Protagonismo Global com a OMS - A participação do FórumCCNTs na cocriação de diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para colocar as pessoas que vivem com CCNTs no centro das decisões de saúde. Co-criação da Carta de Direitos da IAPO - O alinhamento e engajamento com a International Alliance of Patients' Organizations (IAPO) na promoção de cuidados de saúde centrados em pessoas com condições de saúde, em escala global. Identificação de Oportunidades para Pessoas com CCNTs - A publicação de estudos que mapeiam e estruturam oportunidades reais para que pessoas com condições de saúde atuem de forma qualificada em fóruns de debate e governança. Mark durante o End Diabetes Stigma Summit na Índia, evento que reuniu as maiores lideranças globais no assunto Sobre o Prêmio Foto: Divulgação O Made with Patients Awards evoluiu a partir do "Livro de Boas Práticas" da PFMD, tornando-se a principal vitrine mundial para o engajamento de alta qualidade. Além de pessoas finalistas, há também iniciativas que foram selecionadas por um júri multissetorial, que avaliou estes esforços exemplares em colocar as necessidades e perspectivas das pessoas com condições de saúde no centro das soluções. Ao reunir uma comunidade global de diversos stakeholders, a cerimônia em Sevilha busca fomentar uma rede crescente de especialistas dedicados a tornar o engajamento eficaz uma norma em todo o setor de saúde, incentivando a adoção de padrões mais elevados em escala global.
- Relatório de Progresso de 1 ano: Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao diabetes - Finalista Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2025
Nome do Projeto: Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao diabetes Responsável pelo projeto: Daniel Nogueira Cortez Instituição: Universidade Federal de São João del-Rei Contato: danielcortez@ufsj.edu.br Projeto finalista original de 2025: https://www.forumccnts.org/post/avaliacao-pe-diabetes Resultados alcançados: Foto: Divulgação Durante o último ano após apresentação no 16º Encontro do FórumCCNTs no Concurso Melhores Projetos de CCNTs 2025, o projeto Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao diabetes ampliou sua atuação por meio de novas parcerias institucionais e internacionais, incluindo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, na região Oeste, envolvendo 53 municípios, e a parceria acadêmica com o Prof. Kevin Woo e a Queen’s University de Kingston, no Canadá, consolidada durante estágio de pós-doutorado. As articulações fortaleceram a produção científica, as ações de capacitação e a expansão territorial da iniciativa. O projeto também iniciou uma intervenção voltada à prevenção do diabetes, em parceria com a Beneficência Portuguesa de São Paulo e a Policlínica da Prefeitura de Divinópolis. A ação acompanha pacientes com hemoglobina glicada entre 5,7% e 6,4%, priorizando estratégias de mudança de comportamento para prevenção da evolução do quadro para diabetes mellitus. Atualmente, 57 participantes integram o acompanhamento, realizado com uma população de difícil identificação e captação nos serviços de saúde. Houve ampliação das atividades para municípios da região Oeste de Minas Gerais, por meio da realização de diagnósticos situacionais e ações de qualificação profissional. Como desdobramento dessa expansão, está prevista para setembro a realização de um simpósio regional e capacitação voltada aos 53 municípios parceiros, com expectativa de participação de aproximadamente 70% dos municípios envolvidos. Além do mais, o projeto vem fortalecendo sua produção técnico-científica, com elaboração de artigos que apresentam os resultados das ações desenvolvidas. Parte dos estudos já foi publicada (Artigo 1, Artigo 2, Artigo 3), enquanto outros trabalhos encontram-se aceitos ou em processo de submissão para periódicos científicos. A participação entre os finalistas do FórumCCNTs contribuiu para ampliar o reconhecimento institucional, fortalecer a divulgação de uma experiência com potencial de replicabilidade e favorecer trocas entre grupos de pesquisa e serviços de saúde. O recurso recebido possibilitou apoiar análises, produção científica, elaboração de materiais técnicos e deslocamentos necessários para execução das atividades. Como perspectivas futuras, o grupo pretende fortalecer a continuidade do cuidado dos pacientes acompanhados e avançar no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial para predição de doença renal, utilizando testes inflamatórios por método ELISA. A proposta depende de novos financiamentos devido ao elevado custo operacional da pesquisa. Paralelamente, seguem as ações de capacitação em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde, incluindo atividades voltadas à Atenção Primária à Saúde, como a formação de profissionais para avaliação do pé diabético e manejo de feridas crônicas. Materiais e registros do projeto: Foto 1 Foto 2 Foto 3 Foto 4 Foto 5 Instagram do projeto: @cicatrizaufsj Conheça os demais projetos do Concurso: https://www.forumccnts.org/post/resultado-melhores-projetos-2025
- Relatório de Progresso de 1 ano: Navegação que salva: câncer de mama em foco - Finalista Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2025
Nome do Projeto: Navegação que salva: câncer de mama em foco Responsável pelo projeto: Sandra Marques Silva Gioia Instituição: Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro Contato: sandra.gioia@gmail.com Projeto finalista original de 2025: https://www.forumccnts.org/post/navegacao-cancer-mama Resultados alcançados: Foto: Divulgação O projeto Navegação que salva: câncer de mama em foco apresentou expansão expressiva de cobertura durante este ano após apresentação no 16º Encontro do FórumCCNTs. Anteriormente, eram impactadas aproximadamente 300 pessoas com câncer de mama por ano, em uma única unidade, o Hospital da Mulher, em São João de Meriti. Atualmente, cerca de 1.500 pessoas são acompanhadas anualmente em três serviços: Hospital da Mulher, em São João de Meriti; Rio Imagem Centro; e Rio Imagem Baixada. Além do mais, o reconhecimento nacional proporcionado pelo FórumCCNTs a partir da seleção como projeto finalista e a conquista do primeiro lugar no Concurso Melhores Projetos de CCNTs 2025 contribuíram para o processo de institucionalização da iniciativa junto à Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, consolidando o programa como política oficial do Governo do Estado sob a denominação “NavegaRJ”. Uma nova parceria institucional também foi celebrada junto a Fundação Saúde. Desde sua oficialização, em outubro de 2025, o programa permanece empenhado em ampliar o cumprimento da “Lei dos 60 dias”. A taxa de cumprimento observada para câncer de mama foi de 21%, resultado impactado pelo período de férias e datas festivas, além de déficits de recursos humanos e insumos médicos, especialmente em unidades da capital fluminense. Ainda assim, os indicadores superam os registros históricos do integrador RHC referentes a biópsias extra-hospitalares no estado do Rio de Janeiro, cuja média de cumprimento foi de aproximadamente 10% nos últimos dez anos. Os recursos obtidos possibilitaram a manutenção do navegador de pacientes e favoreceram a participação da equipe em eventos científicos estratégicos para difusão e fortalecimento institucional do programa. Está prevista a expansão para duas novas unidades estaduais em fase de inauguração, acompanhada da produção contínua de relatórios voltados ao aprimoramento de fluxos assistenciais e processos de trabalho. Materiais e registros do projeto: Notícia 1: Programa de acompanhamento de mulheres com câncer de mama é ampliado no RJ Notícia 2: Fisweek: Secretaria de Estado de Saúde apresenta o Navega RJ, programa para pacientes com câncer de mama Vídeo 1: Navega RJ: Conheça o programa que acelera o início o tratamento do câncer Vídeo 2: Como o Navega RJ está mudando a jornada de mulheres com câncer no SUS Vídeo 3: Navega RJ: Programa estadual acelera tratamento e devolve esperança às pacientes Conheça os demais projetos do Concurso: https://www.forumccnts.org/post/resultado-melhores-projetos-2025












