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- Intersetorialidade e Intrassetorialidade no Enfrentamento à Obesidade
A obesidade ganhou destaque na agenda pública internacional nas três últimas décadas, caracterizando-se como uma condição crônica de proporções globais e de prevalência crescente. No Brasil, o sobrepeso e a obesidade vêm aumentando em todas as faixas etárias e em ambos os sexos, em todos os níveis de renda, sendo a velocidade de crescimento mais expressiva na população com menor rendimento familiar. Em adultos, o excesso de peso e a obesidade atingiram 56,9% e 20,8% da população em 2013, respectivamente. No entanto, existem mais pessoas com obesidade que precisam do acompanhamento adequado na rede pública do que ela é capaz de ofertar, de acordo com a Ex-Coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Dra. Michele Lessa de Oliveira. No artigo "Obesidade e políticas públicas: concepções e estratégias adotadas pelo governo brasileiro", os autores analisam estratégias nacionais de enfrentamento da obesidade no Brasil, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). Com base na análise documental, eles examinaram documentos governamentais produzidos nos últimos 15 anos, nas seguintes dimensões: concepções de obesidade, ações propostas e estratégias de articulação entre setores. As propostas do SUS apontam para uma abordagem integrada e intrassetorial da obesidade, enquanto as do SISAN reforçam a intersetorialidade em uma perspectiva ampliada que desafia as estruturas institucionais setoriais vigentes. Clique aqui para ler o artigo. Já no vídeo abaixo, a Ex-Coordenadora Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Dra. Michele Lessa de Oliveira, fala sobre os desafios para a implantação da Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade, que é um conjunto de ações e serviços da rede de atenção básica à saúde para ter orientações corretas tanto para prevenir quanto para tratar a obesidade. Se após dois anos de acompanhamento, orientação e apoio psicológico a pessoa não reagir positivamente aos cuidados, e apesentar Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 kg/m², ela precisa ser acompanhada por uma equipe de saúde e encaminhada à cirurgia bariátrica. "É importante que exista planejamento, discussão e trabalho de pactuação sobre quais sãos os munícipios que vão ofertar a atenção especializada, o que cabe a outros municípios, o que a cada um irá oferecer, entre outros", disse. Acesse o artigo aqui.
- FórumDCNTs apoia Global Chart de Envolvimento Significativo da NCD Alliance
A "Carta Global sobre o Envolvimento Significativo de Pessoas que Vivem com DCNTs", baseia-se no princípio de que as pessoas que vivem com doenças crônicas não transmissíveis (DNTs) - incluindo cuidadores ou prestadores de cuidados - devem ser significativamente envolvidos em cada etapa do tomada de decisão que afeta suas vidas. O objetivo da Carta Global é ter o envolvimento significativo das pessoas que vivem com DCNTs nas práticas organizacionais e mobilizar todos os atores, como governos, parceiros internacionais, setor privado e organizações da sociedade civil. A Carta Global apela às organizações e instituições para endossar publicamente a Carta - e se comprometer com os princípios fundamentais e as dez estratégias centrais. Essas estratégias permitirão o envolvimento significativo de pessoas que vivem com DCNTs na tomada de decisões em todos os níveis - desde os primeiros estágios de planejamento, implementação, até monitoramento e avaliação, ampliação de políticas, programas e serviços de DCNTs. O FórumDCNTs foi uma das primeiras organizações a assinar o documento, e participou de sua elaboração através da participação de seu coordenador geral, Dr. Mark Barone, e dos tradicionais participantes e membros do GT de Diabetes Bruno Helman e Lucas Xavier. Saiba mais sobre a Carta Global da NCD Alliance. Conheça também: o "The Handbook on Social Participation for UHC"; o The Patients’ Charter on Patient Empowerment aqui; e o Relatório da OMS "Nothing for us, Without us".
- Ministério da Saúde lança suplemento da Revista do SUS com resultados da PNS 2019 sobre CCNTs
A Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS-MS) lançou um suplemento especial da Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde (RESS), conhecida também como Revista do SUS, dedicado aos resultados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, com 15 artigos analisando diferentes condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e fatores de risco. Um dos artigos, por exemplo, descreve a proporção de adultos com hipertensão e diabetes que obtiveram medicamentos no Programa Farmácia Popular e identificam desigualdades regionais e socioeconômicas na obtenção desses medicamentos. Acesse aqui. Outro estudo estima a prevalência de diagnóstico de colesterol alto e analisa os fatores associados à prevalência na população adulta brasileira. Confira aqui. A RESS é um periódico científico eletrônico de acesso aberto, publicado trimestralmente, gratuito e de fluxo contínuo, editado pela Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, do Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde da SVS/MS. Confira a lista dos artigos aqui.
- NCD Child disponibiliza painel interativo com dados globais sobre CCNTs em crianças e adolescentes
A NCD Child, coalizão global que defende os direitos e as necessidades de crianças, adolescentes e jovens que vivem com ou correm o risco de desenvolver condições/doenças crônicas não transmissíveis (CCNTs/DCNTs), criou o Painel de Carga Global de DCNTs, um site interativo que fornece dados detalhados sobre as CCNTs separados por país e região. O objetivo da ferramenta online é apoiar os esforços de instituições, empresas e governo em iniciativas que visem a mudanças positivas na saúde de crianças e adolescentes. Os dados são do Institute for Health Metrics and Evaluation. O NCD GBD Dashboard fornece visualizações desses dados para as principais CCNTs que afetam jovens de 0 a 19 anos em todo o mundo, incluindo câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, diabetes, lesões e transtornos mentais. O painel também descreve os principais fatores de risco, incluindo abuso sexual infantil e bullying, uso de álcool, tabaco e alto índice de massa corporal (IMC). Acesse o painel interativo aqui. Fonte: NCD Child
- Previne Brasil: Entenda e Saiba como Participar e Otimizar o Engajamento de Seu Município
Um programa que vem apresentando resultados positivos no enfrentamento às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) é o Previne Brasil, criado em 2019 pelo Ministério da Saúde para tornar a atenção primária da saúde (APS) mais resolutiva através de sete indicadores: 1) Proporção de gestantes com pelo menos seis consultas pré-natal realizadas, sendo a primeira até a 12ª semana de gestação; 2) Proporção de gestantes com realização de exames para sífilis e HIV; 3) Proporção de gestantes com atendimento odontológico realizado; 4) Proporção de mulheres com coleta de citopatológico na APS; 5) Proporção de crianças de um ano de idade vacinadas na APS contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Hepatite B, infecções causadas por haemophilus influenzae tipo b e Poliomielite inativada; 6) Proporção de pessoas com hipertensão, com consulta e pressão arterial aferida no semestre; e f7) Proporção de pessoas com diabetes, com consulta e hemoglobina glicada solicitada no semestre. Em evento realizado pelo FórumDCNTs em novembro, especialistas destacaram os resultados positivos que o Previne Brasil alcançou desde sua implementação, entre eles a evolução do número de pessoas cadastradas e acompanhadas em consultas médicas. “O Brasil tinha uma grande dificuldade de cadastrar a população. Com o programa Previne Brasil, os municípios estão se acostumando a cadastrar as pessoas com condições crônicas e prestar uma assistência de qualidade a elas”, descreve Sr. Fernando Freitas, Analista Técnico da Secretaria de Atenção Primária da Saúde do Ministério da Saúde. Em 2019, foram menos de 500 mil pessoas, enquanto no segundo quadrimestre de 2022 foram mais de 2,5 milhões. Já o número de pessoas com hipertensão arterial que foram atendidas em consulta e tiveram a pressão arterial aferida na APS saltou de menos de 1 milhão para quase 10 milhões. O Sr. Cristiano Soster, Assessor Técnico do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA), acrescenta que o programa visa estabelecer vínculo e envolver os profissionais de saúde no atendimento a essa população. “O Previne Brasil estabelece uma nova cultura no processo de pagamento tanto dos gestores quanto dos trabalhadores da APS", declara. Mas tendo em vista que todos os municípios que possuem APS aderem ao programa automaticamente, Sr. Cristiano observa que o percentual de pessoas avaliadas “ainda é muito baixo” em relação à quantidade de pessoas com CCNTs. “Menos de ¼ das pessoas com hipertensão são atendidas em consulta e têm a pressão arterial aferida." Nesse sentido, ele acredita que a iniciativa HEARTS poderá ajudar ainda mais a qualificar o atendimento considerando o acesso e estratificando o risco dessas pessoas para que tenham um acompanhamento mais qualificado. Observa, também, que “a proporção de pessoas com diabetes acompanhadas em consultas e que são avaliadas a partir do exame de hemoglobina glicada também é muito pequeno: menos de 1/5”. Em sua apresentação, Sr. Cristiano Soster explicou que o financiamento da APS é calculado com base em três modalidades: Capitação ponderada; Pagamento por desempenho baseado nos indicadores e Incentivos para ações estratégicas. Cada uma dessas modalidades foi pensada para ampliar o acesso das pessoas aos serviços da APS e promover o vínculo entre população e equipe, com base em mecanismos que induzem à responsabilização dos gestores e dos profissionais pelas pessoas assistidas. Para saber mais sobre o Previne Brasil, clique aqui.
- Plataforma de Inovação Aberta em APS seleciona Healthtechs de Impacto - Inscrições até 30/11
A chamada busca negócios de impacto voltados à atenção primária da saúde. Os empreendedores podem se inscrever até 30 de novembro e os 5 projetos finalistas receberão até R$ 100 mil cada para implementar a ideia. A Artemisia e a Umane criaram uma iniciativa inédita no Brasil: a Plataforma de Inovação Aberta em Atenção Primária à Saúde, focada em implementar soluções de negócios com potencial de ampliar o acesso, complementar e/ou qualificar a oferta de saúde à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa está com as inscrições abertas até 30 de novembro para uma nova chamada de negócios. Inscreva-se aqui. Para participar, são elegíveis negócios de impacto no setor de saúde de todo o país, que estejam em estágio de tração e que tenham soluções ou tecnologias próprias prontas a serem testadas no mercado, além de real intencionalidade de gerar impacto positivo, nas seguintes áreas: Promoção da saúde, prevenção de doenças e engajamento do cidadão; Coleta de dados populacionais para tomadas de decisão; Rastreamento, diagnóstico e estratificação de risco; Telessaúde para ampliação de acesso à atenção primária; Gestão de dados com foco no paciente e eficiência na rotina dos profissionais da saúde; Linhas de treinamento para profissionais da saúde; Suporte à saúde, monitoramento e engajamento de indivíduos com condições de saúde. Serão selecionados até 10 negócios na primeira etapa do programa que irão receber suporte – para formatar um plano de trabalho para um projeto-piloto – e contarão com mentorias de especialistas para refinar e adequar as soluções. A iniciativa selecionará até cinco negócios-destaque na etapa final, que receberão até R$ 100 mil cada para implementar os projetos-piloto em territórios predeterminados pela iniciativa. Os empreendedores também contarão com apoio individualizado para o fortalecimento dos negócios e suporte para validações em campo. Na primeira edição, as healthtechs epHealth, Impulso Gov e UpFlux foram destaques e cada uma recebeu R$ 100 mil para investir no aprimoramento de uma solução voltada a melhorar a qualidade do atendimento de saúde prestado em municípios. Cronograma: Inscrições: até 30/11/2022 Anúncio dos pré-finalistas: 28/12/2022 Definição da proposta do projeto piloto: 06/02/2023 Aviso aos finalistas: 14/02/2023 Implantação dos pilotos: fevereiro a novembro de 2023 Inscrições aqui. Fonte: Artemisia
- Consumo de ultraprocessados provoca 57 mil mortes por ano no Brasil, segundo especialistas
Ultraprocessados estão associados ao aumento de casos de condições crônicas não transmissíveis, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer. Cerca de 57 mil pessoas com idade entre 30 e 69 anos morrem por ano no Brasil devido ao consumo de alimentos ultraprocessados, segundo estudo realizado por pesquisadores de quatro instituições: Universidade São Paulo (USP), Fiocruz, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e Universidad de Santiago de Chile. Isso porque alimentos ultraprocessados têm sido associados a um risco aumentado de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), como diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e outras causas. Eles são formulações industriais feitas com partes de alimentos, e que geralmente contêm aditivos sintetizados em laboratório, como corantes, conservantes e aromatizantes, além de conter altas concentrações de sódio, gordura saturada e açúcar. Os números impressionam principalmente pelo fato de serem mortes evitáveis e prematuras. Nem a violência matou tanto no Brasil. Em 2019, foram 45,5 mil homicídios, segundo o Atlas da Violência. Os autores do estudo, publicado no American Journal of Preventive Medicine, utilizaram informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE — que englobou os anos de 2017 e 2018 — e dados demográficos e de mortalidade para 2019, e criaram um modelo que calcula as mortes, acrescentando a essa análise os riscos relativos a cada faixa de consumo de ultraprocessados. Esses riscos, por sua vez, foram calculados com base em uma recente metanálise— uma pesquisa extensa que revisou sistematicamente vários estudos sobre a relação entre o consumo de ultraprocessados e o estado de saúde. Íntegra do estudo aqui. Fonte: Uol
- Novo Nordisk abre Edital para Associações de Apoio à Pessoas com CCNTs - Inscrições até 09/01/2023
As inscrições ficam abertas até o dia 09 de janeiro de 2023 e serão selecionados projetos com valor total de até R$ 150 mil. A Novo Nordisk abriu inscrições para selecionar projetos que serão patrocinados pela companhia em 2023. Podem se inscrever somente instituições sem fins lucrativos e associações de apoio a pessoas com alzheimer, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, hemofilia, NASH, distúrbios do crescimento, políticas públicas e advocacy em saúde. O prazo para submissão de projetos vai até dia 09/01/2023. Para o "Edital de Projetos e Parcerias com Associações de Pacientes - Novo Nordisk 2023" serão considerados projetos com valor total de até R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais). "Os desafios de saúde pública são complexos, e são uma responsabilidade coletiva. As associações de pacientes cumprem um papel de extrema relevância na sociedade, e construir parcerias de impacto ao lado dessas organizações é fundamental para melhorarmos os sistemas de saúde e a vida das pessoas", afirma explica Simone Tcherniakovsky, Diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da Novo Nordisk e membro da Comissão Consultiva do FórumDCNTs. O edital será constituído por um processo seletivo, cujas inscrições serão realizadas por meio de formulário eletrônico e envio de e-mail. Para participar os interessados devem acessar o formulário eletrônico por meio deste link e fazer o download do edital completo para obter todas as informações necessárias. Fonte: Novo Nordisk
- IDF e OMS lançam materiais e alertas no Dia Mundial do Diabetes
No Dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro, toda a sociedade se uniu para aumentar a conscientização sobre o peso crescente dessa condição de saúde e as estratégias para preveni-la e tratá-la. O tema deste ano, e até 2023, é “Acesso aos cuidados do diabetes” porque muitas pessoas ainda não têm acesso a diagnósticos, medicamentos e dispositivos de monitoramento que são fundamentais para o manejo do diabetes. A fim de incentivar o compromisso dos governos, a Federação Internacional de Diabetes criou uma petição global, que pode e deve ser assinada por todos (https://worlddiabetesday.org/ifnotnowwhen/) e criou a tag #SeNãoAgoraQuando? e #IfNotNowWhen? Sabendo que este ano também marca o centenário da descoberta da insulina em 1921, uma conquista científica que mudou a vida de quem vive com diabetes, a IDF também disponibilizou preliminarmente dados da 10ª edição de seu Atlas, que será lançado no dia 6 de dezembro, sobre o diabetes no mundo e em cada país (resumo disponível abaixo). A OMS alerta que “mesmo cem anos depois dessa descoberta extremamente importante, a morte prematura entre pessoas com diabetes ainda é elevada em muitos países, devido ao diagnóstico tardio e à falta de acesso à insulina". Dados Preliminares do 10º Atlas de Diabetes da IDF Dados que acabaram de ser compartilhados pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) indicam aumento de 16% na prevalência de diabetes no mundo, há apenas 2 anos (em 2019). Já são mais de meio bilhão de pessoas com diabetes (537 milhões). No Brasil, se somarmos o número de pessoas com diabetes (15,7 milhões) ao de pessoas com pré-diabetes (17,8 milhões, 5ª posição no mundo), chegaremos a uma prevalência maior que soma de toda a população dos estados do Rio de Janeiro e Bahia! Os especialistas são unânimes se avançou muito na cobertura aos cuidados de quem tem diabetes no país, nas últimas duas décadas, com incorporações de medicamentos (destacam-se recentemente as insulinas análogas e uma das moléculas da classe de inibidores de SGLT2) e tecnologia médicas, através de leis, políticas e programas. Contudo, ainda há muitos obstáculos a serem superados. Segundo a IDF, 31,9% das pessoas com diabetes tipo 2 no Brasil ainda não estão diagnosticadas. Gomes et al. (2021) encontraram complicações em 31% dos jovens (13-19 anos) com diabetes tipo 1, e Borges et al. (2014) indicaram complicações crônicas em 77% das pessoas com diabetes tipo 2 acompanhadas em serviço de referência, no país. O Brasil aparece no Atlas como o 3° país que mais gasta com diabetes e o 29° que mais gasta anualmente por pessoa com diabetes (US$ 2.728,50) no mundo. Enquanto o país é o 6° no número de pessoas com diabetes (15,733 milhões), quando se fala em crianças e adolescentes com diabetes tipo 1, o país aparece em 3° lugar no mundo (92,4 mil jovens de 0 a 19 anos). Confira abaixo os novos materiais que foram lançados para marcar este dia: World Diabetes Day - IDF Novembro Diabetes Azul - SBD IDF Diabetes Atlas – 10th edition World Diabetes Day - OMS OPAS Country Snapshot of Diabetes Prevention and Control in the Americas Updated WHO Fact Sheet on Diabetes WHO report maps barriers to insulin availability and suggests actions to promote universal access Report - Keeping the 100-year-old promise: making insulin access universal Lancet Editorial - 100 years of insulin: a technical success but an access failure Stigma faced by women with diabetes is focus of winning submission in first cycle of the WHO Noncommunicable Disease Lab Saiba mais aqui! Na imprensa: ADJ Diabetes Brasil Blog da Lúcia Helena CBN Goiânia Construir Resistência Diabetes Research and Clinical Practice Dr. Alberto Dias Filho Jovem Pan AM Momento Diabetes SP2 - TV Globo TV Gazeta
- Carta Aberta solicita investimento prioritário para a Atenção Primária à Saúde - até 12/12
FórumDCNTs endossa carta aberta que reivindica a líderes mundiais que priorizem a atenção primária à saúde como investimento em: cobertura universal de saúde, segurança de saúde e melhor saúde e bem-estar. Até o dia 12 de dezembro, todas as organizações e pessoas físicas engajadas com a redução dos casos de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) podem assinar a Carta Aberta dos Aliados para Tornar este Tempo Diferente, reivindicando a líderes mundiais que priorizem a atenção primária à saúde como investimento 3 por 1, isto é, 1) cobertura universal de saúde, 2) segurança de saúde e 3) melhor saúde e bem-estar. O FórumDCNTs foi uma das primeiras instituições a endossar a carta, organizada pela Allies Improving PHC e que será entregue aos líderes e tomadores de decisão antes das principais reuniões de alto nível da ONU. Outras 150 organizações de mais de 50 países também assinaram a carta, que agora também pode ser endossada por pessoas físicas. O objetivo da Allies Improving PHC é coletar o maior número possível de assinaturas até 12 de dezembro, Dia da Cobertura Universal de Saúde, quando o documento final será entregue aos principais líderes e tomadores de decisão a fim de influenciá-los nas Reuniões de Alto Nível da ONU de 2023 sobre Cobertura Universal de Saúde e Prevenção, Preparação e Resposta a Pandemias, e o ponto médio de 2023 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Todos esses momentos representam grandes oportunidades para parar de repetir a história e iniciar um novo capítulo de ação sustentada, reconhecendo a atenção primária à saúde como elo crucial entre essas metas urgentes de saúde. Na carta, os signatários defendem que a atenção primária à saúde seja tratada como um investimento, não um custo, para construir resiliência na base do sistema de saúde e melhorar os resultados de saúde para todos. Também solicitam que os Estados Membros definam metas mensuráveis, relatem dados desagregados de forma transparente sobre a qualidade em todos os pilares da atenção primária à saúde (por exemplo, capacidade, desempenho e impacto), entre outros pontos. Além de assinar a carta aberta, a Allies Improving convida a todos para divulgar a campanha em suas redes sociais e canais de comunicação, a fim de que mais pessoas e instituições possam se juntar a esta causa. O kit de imagens de divulgação está disponível aqui. Para assinar a carta aberta, clique aqui se você for pessoa física, ou aqui se for organização. Fonte: Allies Improving PHC
- OPAS lança em português Orientações sobre Serviços Comunitários de Saúde Mental
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), lançou no dia 03 de novembro a versão em português do Guia de Orientações sobre Serviços Comunitários de Saúde Mental: Promoção de Abordagens Centradas na Pessoa e Baseadas em Direitos, além de sete materiais técnicos distribuídos em categorias específicas de serviços de saúde mental e orientação para a criação de novos serviços. Os materiais fornecem uma descrição detalhada do que é necessário em áreas como legislação, políticas e estratégias na saúde mental, prestação de serviços, financiamento, desenvolvimento da força de trabalho e participação da sociedade civil. Clique aqui para acessar as orientações. As publicações destacam os serviços de saúde mental de base comunitária, centrados na pessoa, em diversos locais no mundo, e são direcionadas para os governos, legisladores, profissionais da saúde e da assistência social, organizações não-governamentais, organizações de pessoas com condições de saúde mental e deficiências psicossociais, e outras partes interessadas, para implementar e ampliar os serviços comunitários de saúde mental que protejam e promovam os direitos humanos e melhorem a vida das pessoas. Os materiais também incluem exemplos de países como Brasil (CAPS III Brasilândia e Rede de Atenção Psicossocial de Campinas), Índia, Quênia, Mianmar, Nova Zelândia, Noruega e Reino Unido, os quais possuem serviços de saúde mental baseados na comunidade, e que demonstraram boas práticas em relação a práticas não coercitivas, inclusão da comunidade e respeito à capacidade jurídica das pessoas (ou seja, o direito de tomar decisões sobre seu tratamento e vida). Fonte: OPAS
- WHF divulga atualização do Road Map do Colesterol e das Ferramentas de Advocacy
As doenças cardiovasculares ateroscleróticas, incluindo infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica, são as principais causas de morte prematura, incapacidade e gastos com saúde em todo o mundo. Prevenir o acúmulo de lipoproteínas contendo colesterol na parede do vaso é fundamental para qualquer estratégia que vise à prevenção e redução dessas condições crônicas de saúde. Nesse sentido, a World Heart Federation (WHF) divulgou uma atualização sobre os avanços dos conceitos e novas políticas para prevenir melhor as doenças cardiovasculares ateroscleróticas. A WHF alerta para o aumento da prevalência dessas condições tanto em em países de baixa e média renda, onde reside a grande maioria da população global, mas também em países de renda mais alta, atingindo inclusive os adultos jovens. De acordo com a WHF, o surgimento precoce dessa condição crônica não transmissível (CCNT) traz consequências graves para a pessoa afetada, mas invariavelmente afeta o crescimento econômico dos países por acirrar a baixa produtividade do trabalhador que, muitas vezes, acaba sendo afastado das suas atividades. A atualização do Road Map do Colesterol fornece uma estrutura conceitual para o desenvolvimento de políticas nacionais e abordagens de sistemas de saúde, de modo que os potenciais obstáculos ao controle do colesterol e à prevenção de doenças cardiovasculares possam ser superados. O documento foi atualizado a partir de uma revisão de diretrizes e artigos de pesquisa publicados desde 2017, e consulta a um comitê composto por especialistas em tratamento clínico de dislipidemias e pesquisa de sistemas de saúde em países de baixa e média renda. Além disso, para apoiar a defesa do controle do colesterol e de uma melhor saúde cardiovascular, a WHF está lançando uma versão atualizada do Toolkit de Advocacy do Colesterol. O kit de ferramentas inclui as informações mais recentes extraídas do Road Map do Colesterol, bem como ferramentas práticas para apoiar os esforços de defesa do colesterol nos níveis local e regional. O material pode ajudar indivíduos e organizações de várias maneiras – desde o desenvolvimento de uma estratégia de advocacy do colesterol até a formação de parcerias de defesa, chegando à mídia e/ou agendando reuniões com os principais tomadores de decisão locais e nacionais. Acesse o Road Map do Colesterol aqui. Acesse o Toolkit de Advocacy do Colesterol aqui. Fonte: World Heart Federation












