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  • Série Desvendando o SUS explica a estrutura de gestão por ente federativo

    A diretora de Relações Institucionais do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios (SindHosp), Tacyra Valois, lançou a série Desvendando o SUS, com textos esclarecedores sobre a importância e o funcionamento do Sistema Único de Saúde brasileiro. Confira abaixo, a íntegra do conteúdo. Os entes federativos contam com estruturas executivas semelhantes, mas com campos de atuação diferentes e delimitadas em seu território. O comando é único, cada esfera do governo tem um gestor sem hierarquia entre eles. Cada prestador de serviço deve se submeter ao comando de apenas um gestor do SUS Ministério (MS) ou Secretaria Estadual (SES) ou Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Toda a operacionalização destas responsabilidades é definida de forma pactuada por meio das Comissões Inter gestoras. Órgãos executivos: são responsáveis pela organização, elaboração do planejamento orientados para a promoção, a prevenção e a assistência à saúde delimitada em seus territórios. São o Ministério da Saúde a nível federal e as Secretarias de Saúde a nível estadual e municipal. Conselhos administrativos: conselho consultivo e orientador da gestão pública de saúde, composto por secretários de saúde designados, que deliberam e pactuam as ações da política local de saúde. CONASS: Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde CONASEMS: Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde COSEMS: Conselhos dos Secretários Municipais de Saúde Órgãos deliberativos: constituem-se como foros permanentes de negociação, articulação e decisão entre os gestores nos aspectos operacionais e na construção de pactos nacionais, estaduais e regionais no SUS. CIT (Comissão Intergestora Tripartite): Instância que atua na gestão nacional do SUS integrada por gestores das três esferas de governo: União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Formado por 15 membros indicados pelo Ministério da Saúde, CONASS e CONASEMS. Nesse espaço, as decisões são tomadas por consenso e não por meio de voto. O CIT está vinculado à gestão nacional do SUS. CIB (Comissão Intergestora Bipartite): Salas estaduais de articulação e acordos políticos que visam orientar, regulamentar e avaliar os aspectos operacionais do processo de descentralização das ações de saúde. CIR (Comissão Intergestora Regional): Instância de cogestão regional que visa estabelecer um canal permanente e contínuo de negociação e tomada de decisões entre os gestores municipais e o Estado para a construção de uma rede regionalizada de serviços integrados de saúde Órgãos Controle Social: são os Conselhos de Saúde, órgãos permanentes, deliberativos e colegiados composto por representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, atua na formulação de estratégias e no controle da execução da política de saúde na instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder legalmente constituído em cada esfera do governo e regulamentado pela Lei n° 8.142/1990. Fonte: Tacyra Valois - Série Desvendando o SUS

  • Participe da Semana Global de Ação em DCNTs

    As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) são atualmente a causa número 1 de morte no mundo, e a carga é desproporcionalmente grave em países de baixa e média renda, onde vivem quatro em cada cinco pessoas com DCNTs. A Semana Global de Ação sobre DCNTs, que acontece do dia 05 a 11 de setembro, visa unir o movimento de DCNTs a cada ano sob um tema específico. As ações podem ser grandes ou pequenas - o poder da Semana Global para Ação vem da colaboração entre países e setores em direção a um objetivo comum: reduzir mortes e doenças evitáveis ​​e aumentar a saúde e a equidade em todo o mundo. Começando em 2020 e continuando até a quarta Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre as DCNTs em 2025, a campanha da Semana Global para Ação sobre as DCNTs se concentrará em preencher as maiores lacunas para o progresso das DCNTs: Responsabilidade, Investimento, Liderança, Envolvimento Comunitário e Cuidado. Cada ano será dedicado a um deles, e em 2022 o tema é o investimento. A falta de recursos e investimento na prevenção e atenção às DCNTs está custando ao mundo milhões de vidas e de dólares a cada ano. Porém, existem ações poderosas e rentáveis que podem realizar para frear a onda das DCNTs. Com um investimento de US$ 1,27 por pessoa por ano, os países de baixa e média renda poderiam salvar 8,2 milhões de vidas, prevenir várias DCNTs e gerar US$ 350 bilhões até 2030. Durante décadas, as DCNTs tem sido um dos problemas de saúde mundial com menos financiamento em relação às bilhões de pessoas que afetam, com um mísero 1-2% da assistência total para o desenvolvimento da saúde dedicada às DCNTs nos últimos 20 anos. A Semana Mundial de Ação desse ano destaca cinco mensagens principais: O número de mortes por DCNTs é inaceitável, desigual e crescente. As DCNTs são um importante problema de direitos humanos e equidade, e o problema de saúde global mais subfinanciado. As economias globais não podem se dar ao luxo de negligenciar as DCNTs. As DCNTs ameaçam a resiliência, a preparação para futuras pandemias e os sistemas de saúde. Os governos podem obter benefícios econômicos substanciais por meio de ousadas ações. Para auxiliar a participação da sociedade durante a Semana de Ação, foram desenvolvidos recursos de divulgação, infográficos e materiais para as redes sociais. O download de todos os materiais pode ser feito gratuitamente através do site da campanha. Ao utilizar qualquer recurso, recomenda-se fornecer os direitos autorais. Clique nas caixas abaixo para baixar os materiais da NCD Alliance traduzidos para o português por Bruna Lima, Bruna Patrício e Henrique Alves. Saiba mais e participe da campanha aqui. Fonte: Act on NCDs

  • Life for a Child lança cartilha sobre direitos à saúde de pessoas com diabetes

    O direito à saúde de quem tem diabetes tipo 1 é o tema da cartilha organizada pela Life for a Child, em parceria com a CLAN Child Health e Insulin for Life, e divulgado hoje (05/09) no workshop de advocacy. O material foi desenvolvimento para introduzir o conceito de direitos humanos e facilitar a compreensão sobre conteúdos voltados a esse tema que, muitas vezes, é abordado com linguagem técnica, dificultando o entendimento de quem não é da área. Assim, o objetivo dos autores do documento “Nuestros derechos a la salud” é ajudar a aumentar o acesso aos cuidados do diabetes. Destinado a pessoas com a condição, familiares, profissionais de saúde, legisladores, representantes de instituições e demais interessados, o documento traz uma série de dados sobre diabetes no mundo, informações sobre acesso à insulina, gráficos, links para sites úteis, além de estudos de casos de vários países. O material contou com a colaboração do Dr. Mark Barone, coordenador do FórumDCNTs, e da ADJ Diabetes Brasil, e está disponível no site da Life for a Child nas versões inglês, espanhol e francês. Clique aqui e faça o download.

  • Brasil é o primeiro país do mundo a acompanhar o desenvolvimento sustentável de suas cidades

    O Instituto Cidades Sustentáveis ​​e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN) divulgaram uma ferramenta on-line muito útil e interativa para ajudar a acompanhar o engajamento de todas as 5.570 cidades brasileiras nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Trata-se do Índice de Desenvolvimento de Cidades Sustentáveis ​​– Brasil (IDSC-BR), que reúne dados de mais de 100 indicadores e mede o progresso no desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras com base no nível de cumprimento da Agenda 2030 em cada indicador. De acordo com o comunicado de imprensa SDSN, o Brasil é “o primeiro país do mundo a monitorar e avaliar o nível de progresso da sustentabilidade de todas as suas cidades para alcançar os ODS”. O IDSC-BR revela uma lacuna entre os municípios e regiões do Brasil nas dimensões social, econômica e ambiental da Agenda 2030, evidenciando disparidades entre os municípios das regiões Sudeste e Norte. O comunicado da SDSN observa que dez cidades com melhor desempenho estão localizadas no estado de São Paulo, enquanto 43 das 100 cidades com a pior classificação estão concentradas no estado do Pará. Um desses índices (3.4) identifica se a cidade está caminhando na direção de reduzir em um terço o número de mortes precoces por doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) até 2030 por meio da prevenção e do tratamento adequado, promovendo a saúde mental e o bem-estar da população. As cidades estão classificadas pela pontuação geral, que mede o progresso total para o cumprimento de todos os 17 ODS. A pontuação varia de zero a 100, sendo que 100 é o limite máximo e indica um desempenho ótimo no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Pelo mapa interativo, é possível acompanhar a sua cidade em cada um dos indicadores. Os painéis fornecem uma representação visual do desempenho das cidades no ODS, informando se o ODS foi atingido, se há desafios significativos ou grandes. Clique aqui para acessar a ferramenta. Fonte: SDG Knowledge Hub

  • OMS publica posicionamento sobre importância de otimizar a saúde do cérebro ao longo da vida

    Em 9 de agosto, a OMS lançou um novo documento de posicionamento sobre a saúde do cérebro/neurológica. O artigo fornece uma estrutura para otimizar a saúde do cérebro/neurológica ao longo da vida, representando um complemento técnico ao plano de ação global intersetorial recentemente adotado sobre epilepsia e outros distúrbios neurológicos 2022-2031. Muitos fatores são conhecidos por terem um impacto na saúde neurológica em diferentes fases da vida. Esses determinantes da saúde cerebral estão interconectados, podem atuar no nível individual e social e podem ser agrupados em cinco categorias maiores: Saúde física; Ambientes saudáveis; Segurança e proteção; Aprendizagem ao longo da vida e conexão social; e Acesso à serviços de qualidade. Em contrapartida, o cérebro desempenha um papel importante, por exemplo, na regulação da saúde cardiovascular, endocrinológica e imunológica. Portanto, a saúde do cérebro é um determinante importante para outros resultados sociais e de saúde, e otimizar a saúde do cérebro deve ser uma prioridade política global muito além do setor de saúde. O posicionamento demonstra a relevância de otimizar a saúde neurológica no contexto mais amplo da saúde pública e da sociedade, além de oferecer soluções políticas práticas e direções futuras para o campo, incluindo ações específicas para abordar os determinantes da saúde do cérebro/neurológica. Acesse o documento aqui. Fonte: Notícias da Organização Mundial da Saúde

  • Agenda Brasil +Saudável reúne propostas de políticas públicas para prevenção de DCNTs

    As eleições estão chegando e o momento é ideal para apresentar aos candidatos e futuros governantes propostas que visem à qualidade de vida da população e assim evitar que o número de casos de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) continuem aumentando no país. Foi com este mote que a ACT Promoção da Saúde apresentou no dia 17 de agosto a Agenda Brasil +Saudável, documento que reúne propostas e recomendações de políticas públicas que contribuam para prevenção de DCNTs. O objetivo desta agenda é subsidiar candidaturas ao governo federal nas eleições de 2022, para que o Estado brasileiro promova ambientes saudáveis para todos e todas, e qualificar o debate público, para que o eleitorado possa escolher candidatos e candidatas comprometidos com a saúde da população. Além disso, a ACT Promoção da Saúde recomenda que o documento seja enviado aos candidatos em quem se pretende votar. O lançamento da Agenda Brasil +Saudável foi realizado em Brasília (DF) e contou com um painel crítico de leitura composto por 10 renomados especialistas em saúde, que revisaram e aperfeiçoaram este material. São eles: Ana Paula Bortoletto - Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP; Angela Barbarulo – Coordenadora de Justiça Climática do Instituto Alana; Carlos Monteiro - Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP; Ilana Pinsky - Consultora da OPAS e pesquisadora visitante na Cuny e na Rutgers University; Inês Rugani - Professora do Instituto de Nutrição da UERJ; José Gomes Temporão - Ex-ministro da Saúde e pesquisador da Fiocruz; Luciana Sardinha - Ex-Coordenadora Geral de Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde e assessora da Vital Strategies; Paulo Guerra - Professor adjunto da Universidade Federal da Fronteira Sul e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Atividade Física e Saúde (2020-2022); Pedro de Paula - Diretor-executivo Vital Strategies Brasil; Tânia Cavalcante - Ex-secretária Executiva da CONICQ. Além dos especialistas, iniciativas como o FórumDCNTs, Todos Juntos Contra o Câncer e Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável endossaram a Agenda Brasil +Saudável. Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs, esteve presente no evento, prestigiando o lançamento do material. Clique aqui e confira a live de abertura do evento realizada pelo FórumDCNTs. Esteve presente no evento o Senador Humberto Costa, representando o candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva. Sobre a Agenda Brasil +Saudável As propostas e recomendações da Agenda Brasil + Saudável estão divididas em 5 eixos, de acordo com os principais fatores de risco evitáveis para as DCNTs: Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, Controle do Tabaco, Controle do Álcool, Promoção da Atividade Física e Controle da Poluição do Ar. Clique aqui e faça o download da Agenda Fonte: ACT Promoção da Saúde

  • 63% dos brasileiros elegem o câncer como doença que deve ser prioridade para o Governo

    Pesquisa mostrou como a população enxerga a doença e o quão próxima ela já chegou na vida de milhares de pessoas direta ou indiretamente 63% dos brasileiros escolheram o câncer como a doença que deve ser tratada como prioridade pelos Governos. Os dados foram revelados na pesquisa “Percepções da População Brasileira sobre o Câncer”, encomendada pelo Instituto Oncoguia e realizada em parceria com o DataFolha. O estudo tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais (para mais ou para menos). Foram realizadas 2.099 entrevistas em 151 municípios brasileiros. A pesquisa foi desenvolvida sob três pilares: as percepções dos brasileiros diante da palavra câncer, a proximidade da condição com os brasileiros e a relevância do câncer como questão de saúde no Brasil. Quando questionados sobre o que vem à mente diante da palavra câncer, 42% dos entrevistados trouxeram sentimentos negativos, com muitas menções às palavras morte e morrer. Palavras como doença, dor, medo, tristeza e sofrimento são outras que aparecem com maior frequência. Menções a tratamento e cura foram feitas por apenas 14% e 9% dos entrevistados, respectivamente. “Esse dado nos mostra o quanto precisamos seguir conscientizando a população sobre prevenção, diagnóstico precoce e tantas novidades no mundo do câncer. Ter câncer não é igual a morrer e isso dependerá de acesso à informação, mas também de acesso a cuidados com a saúde. Essa percepção negativa do câncer pode ser paralisante e impedir que as pessoas se cuidem adequadamente, procurem ajuda diante de sintomas e até se afastem de pessoas enfrentando a doença e precisando de ajuda", destacou a presidente do Instituto, Luciana Holtz, durante a apresentação oficial da pesquisa na abertura do 12º Fórum Nacional Oncoguia, que aconteceu em abril de 2022. Conforme esperado, o câncer está cada vez mais próximo da população, segundo o estudo, 8 em cada 10 brasileiros já tiveram algum conhecido com câncer, e 4 em cada 10 já tiveram ou têm algum familiar com a doença. 5% declararam ser o próprio paciente. De forma pioneira e inédita, a pesquisa perguntou aos brasileiros, dentre as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), quais devem ser "as" doenças priorizadas pelo governo. 63% da população escolheu o câncer em primeiro lugar e diante da somatória dos 3 primeiros indicados, esse número sobe para 84%. Em segundo lugar, com 8%, figura a preocupação da sociedade com o consumo abusivo de álcool e doenças cardiovasculares. "Estamos diante de uma população tocada e impactada negativamente pelo câncer, mas que compreende a sua relevância e pede aos governos que a priorize. Que este contexto pertinente, urgente e de enorme relevância social de fato ganhe a priorização que a população e todos os que defendem a causa pedem. Precisamos e podemos salvar vidas", concluiu. Clique aqui e confira a apresentação completa da pesquisa. Fonte: Oncoguia

  • Diabetes tipo 1 reduz em 33 anos a expectativa de vida no Brasil

    Estudo inédito reforça a importância de programas de saúde e políticas públicas voltadas para a capacitação de pessoas com diabetes e profissionais de saúde Uma das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) mais incidentes no mundo, o diabetes reduz em média 33 anos de vida de uma pessoa diagnosticada com o tipo 1 aos 10 anos de idade. Os dados são do estudo T1D Index, liderado pela Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF) e divulgado na tarde desta segunda-feira, 22/08, durante evento on-line promovido pela ADJ Diabetes Brasil. O estudo T1D Index traz dados globais sobre o diabetes tipo 1 que serão lançados oficialmente no dia 14 de setembro junto com a publicação completa do estudo na The Lancet. Em parceria com a ADJ, a JDRF conseguiu uma exceção para antecipar os achados referentes ao Brasil, especialmente por serem resultados que chamam a atenção. De acordo com o cientista de dados sênior da JDRF, Dr. Fei Wang, que apresentou o estudo durante o evento, mais de 200 mil pessoas com diabetes tipo 1 estariam vivas hoje se o cenário fosse outro, sem a redução da expectativa de vida dessa população. Ele completa, “esperamos que esses dados ajudem o Brasil na conscientização sobre diabetes tipo 1, para a condução de ações que previnam complicações e mortes prematuras nessa população”. Ainda na abertura, o Sr. Lucas Galastri, presidente da ADJ Diabetes Brasil, destacou que o Brasil é o 3º país com maior número de pessoas com diabetes tipo 1 e disse: “é importante que neste momento todos tenham noção da gravidade da condição”. Enfatizou que há pessoas que ainda não têm acesso aos medicamentos, outras que, mesmo com acesso, não têm o manejo adequado, e existem pessoas que nem sabem que têm a condição. “A união das instituições dos diferentes setores e das pessoas é fundamental para avançarmos na pauta de políticas públicas de atenção à pessoa com diabetes no país”, declarou. Outro estudo, liderado pela Dra. Marília Brito Gomes, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), foi citado durante o evento, indicando que mesmo entre jovens de 13 a 19 anos de idade, 31% já apresentam pelo menos uma complicação associada ao diabetes tipo 1, como retinopatia ou nefropatia. Segundo a pesquisadora, mais de 30% desses indivíduos estão com hemoglobina acima de 9%, o que aumenta o risco de complicações e reduz a qualidade de vida. Para ela, “uma vez que o sistema de saúde brasileiro já oferece tratamento integral de saúde, então, a falha pode estar no processo educacional. Muitas vezes, a pessoa com diabetes recebe uma prescrição médica e não entende por que tem que fazer tudo o que é orientado”. Empoderar as pessoas com diabetes desde o diagnóstico para que aprendam a cuidar da própria saúde é um dos caminhos para mudar o prognóstico atual. No entanto, “implantar o processo educacional em diabetes e avaliar se ele está sendo adequado é um trabalho a longo prazo que requer a conjunção de todos os serviços especializados que trabalham com diabetes tipo 1”, declarou Dra. Gomes. O presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Dr. Levimar Rocha Araújo, concordou sobre a importância da educação em diabetes e acrescentou que “a maior prioridade é reduzir a burocracia para acesso aos medicamentos, e educar o profissional de saúde que está na linha de frente para que entenda que a pessoa com diabetes tipo 1 não pode voltar para a casa sem o básico, que é a insulina e a monitorização”. Ainda sobre os desafios no tratamento do diabetes tipo 1, o Sr. Elton Chaves, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), confirmou que são diversos e citou a falta de um prontuário eletrônico, que permita acompanhar o histórico dos indivíduos em todos os serviços de saúde por onde passa. Apresentou, ainda, algumas iniciativas desenvolvidas para melhorar a atenção às pessoas com diabetes nas 5.570 secretarias municipais de saúde do país, entre elas cursos para preparar os gestores, gerentes, equipes de saúde, agentes comunitários e multidisciplinares e ferramentas online de educação, como o Mais Conasems e o Glica Melito. Este último, com módulos específicos para capacitar profissionais de saúde, e outros para pessoas com diabetes e familiares, sobre diabetes tipo 1. “O desafio é enorme, por isso não dá para fazer sozinho, precisamos de parcerias com as instituições, sociedade civil organizada e indústria farmacêutica para engajar pessoas com diabetes e profissionais de saúde”, disse Chaves. Por sua vez, o presidente do Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul (ICD-RS), Dr. Balduino Tschiedel, defendeu que, além de educar pessoas com diabetes e profissionais de saúde, é preciso “investir em centros especializados de atenção secundária e terciária em diabetes tipo 1. Cada estado deveria ter pelo menos um”. Ele citou o exemplo do próprio ICD-RS, que recebe subsídios do SUS e atende cerca de 4.300 pessoas prioritariamente com diabetes tipo 1, “um terço da demanda do estado do RS. Com a atenção especial dentro do Instituto, ajudamos a diminuir em 94% a internação hospitalar plena”. Além dos pontos apresentados na primeira metade do evento, Dr. Mark Barone, coordenador do FórumDCNTs e vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF), destacou que, apesar de o Brasil possuir um sistema público de saúde referência no mundo inteiro e ter recentemente incorporado novos medicamentos, como os análogos de insulina de ação rápida, em 2017, e análogos de ação prolongada, em 2019, “infelizmente eles não chegam à grande parte das pessoas que precisam, o que seria muito importante para melhorar o cenário do diabetes tipo 1 no país”. Os motivos destacados foram a não distribuição ampla dos análogos de ação rápida através das UBSs, estando disponíveis apenas em farmácias de alto custo, consequentemente vencem e são descartados, e a não aquisição pelo Ministério da Saúde até hoje dos análogos de ação prolongada. Para a deputada federal Carmen Zanotto, é urgente a implementação da Lei nº 13.895, que institui a Política Nacional de Prevenção do Diabetes e de Assistência Integral à Pessoa com Diabetes. Aprovada em 30 de outubro de 2019, a lei prevê a realização de campanhas de divulgação e conscientização sobre o diabetes e suas complicações, além de destacar a importância da monitorização e controle da glicemia. “No entanto, a pandemia atrasou a implementação dessa lei, e agora ela se tornou emergencial”, disse a deputada Zanotto, que é enfermeira e preside atualmente a Frente Parlamentar Mista da Saúde. Segundo a deputada, “os serviços de saúde precisam priorizar o cuidado integral da pessoa com diabetes”. Outros dois pontos de atenção citados pela parlamentar são a falta de médicos especializados em diabetes em diversas cidades brasileiras, e de ações direcionadas a jovens com diabetes tipo 1 e seus familiares durante uma fase desafiadora da vida, a adolescência. No fechamento do evento, a coordenadora de Políticas Públicas e Advocacy da SBD, Dra. Karla Melo, alertou que a educação em diabetes deve ser prioritariamente dirigida às pessoas com diabetes e familiares, visto que a maior parte do tempo o tratamento do diabetes tipo 1 é autocuidado ou autogerenciamento. Ao concluir, o Dr. Barone expressou que “existem recursos atualizados à disposição para avançarmos na educação em diabetes no país, como o como o Glica Melito apresentado pelo CONASEMS, e o programa KIDs para famílias e escolas com crianças com diabetes”. E finalizou dizendo que “a grande pergunta é como fazer para que essas capacitações e materiais de qualidade sejam definitivamente incorporados à rotina de formação e atualização dos trabalhadores da saúde, famílias e escolas de todo o Brasil”. Mais informações em www.forumdcnts.org/post/evento-ADJ-JDRF-2022

  • Consulta Pública Global da OMS para Atualização dos "Best Buys" - Contribua até 28/08

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou recentemente o 2º rascunho do Apêndice 3 atualizado do Plano de Ação Global para Prevenção e Controle de DCNTs 2013–2030, também conhecido como “Best Buys” de DCNTs, e está aceitando recomendações da sociedade civil. A atualização mais recente deste plano de ação global aconteceu em dezembro de 2017, com o endosso da Assembleia Mundial da Saúde à decisão WHA70.11. Agora, com a atualização do Apêndice 3, recomenda-se, entre outras intervenções, a redução dos fatores de risco para DCNTs, entre eles tabagismo, uso nocivo de álcool, alimentação não saudável e sedentarismo. Além disso, espera-se incluir no Apêndice 3 a permissão para que os sistemas de saúde respondam às necessidades de cuidados de saúde das pessoas que vivem com ou em risco de desenvolver as principais DCNTs (doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes, doenças respiratórias crônicas). O objetivo da atual atualização do Apêndice 3 é contribuir com a meta da OMS de reduzir em 30%, até 2030, o número de mortes prematuras por DCNTs. Portanto, Estados Membros, países signatários da Organização das Nações Unidas (ONU) e atores não estatais estão convidados para enviar seus comentários sobre o segundo esboço do documento de discussão da OMS para o e-mail NCDappendix3@who.int. As contribuições devem ser enviadas até 28 de agosto de 2022. Todos os comentários recebidos serão levados em consideração no processo de desenvolvimento da versão final do documento de discussão. A resposta pode ser fornecida em qualquer um dos seis idiomas oficiais da OMS: árabe, chinês, inglês, francês, russo ou espanhol. Envie seus comentários aqui.

  • ADJ/JDRF – Evento Reúne Gestores e Líderes para Melhorar Cuidados com Diabetes Tipo 1 no Brasil

    Estudo conduzido pela Juvenile Diabetes Research Foundation revelará dados inéditos e preocupantes sobre diabetes tipo 1 no país O diabetes tipo 1 (DM1) é uma condição crônica não transmissível (CCNT) que afeta mais de 92 mil jovens, com idades entre 0 e 19 anos. Estudos epidemiológicos apontam que o Brasil ocupa o 3º lugar no mundo em número de pessoas com diabetes tipo 1. Mesmo com os avanços tecnológicos e legais do país, pesquisadores têm alertado que a situação é muito preocupante, com 31% da população na faixa etária de 13 a 19 anos apresentando uma ou mais complicações – como doenças renais e oculares - e, por esse motivo, os custos do tratamento se elevam, superando em até 29 vezes os custos de quando não há complicações. Em estudo publicado nesta semana, autores verificaram que a maioria das pessoas com diabetes não alcançaram as metas de glicemia e não houve melhora em dois anos de acompanhamento. O DM1 é uma das principais CCNTs diagnosticadas durante a infância ou adolescência, e tem como característica ser autoimune, isto é, resultado da destruição das células produtoras de insulina do indivíduo pelo próprio sistema imune. Por esse motivo, essas pessoas necessitam da aplicação de insulina e monitoramento da glicose sanguínea diversas vezes ao dia, acompanhamento médico especializado e educação para autocuidados em saúde durante toda a vida. No dia 22 de agosto, a ADJ Diabetes Brasil, em parceria com a entidade global Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF), e o apoio de pesquisadores, entidades filiadas à Federação Internacional de Diabetes (IDF), e o Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), revelará antecipadamente resultados para o Brasil do estudo global T1D Index. Os dados serão parte da programação do evento “Diabetes Tipo 1 no Brasil: lições e planos urgentes”, que acontecerá on-line, às 16h, de forma gratuita, na plataforma zoom e aberto ao público. Com lançamento oficial programado apenas para setembro, a apresentação de dados do Brasil será antecipada porque os responsáveis pela pesquisa estão preocupados com dificuldades para acesso ao tratamento de qualidade e à educação em diabetes no país. A fim de identificar os principais desafios e engajar todos os setores e tomadores de decisão para que o país avance nos cuidados com DM1, participarão do evento também o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Sr. Wilames Freire, a Deputada Federal, Sra. Carmen Zanotto, além de representantes do Conselho Nacional de Secretarias Estaduais de Saúde (CONASS) e do Ministério da Saúde. “Esse será um encontro singular e fundamental, reunindo líderes de instituições com potencial para prontamente agir em aspectos prioritários, permitindo avanços em curto e médio prazo que aumentem a qualidade e a expectativa de vida desses indivíduos”, comenta Dr. Mark Barone, vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF) e coordenador geral do FórumDCNTs. “Para isso, na ocasião, além da apresentação de dados inéditos, serão compartilhadas recomendações da ciência e políticas públicas já aprovadas no Brasil, mas que ainda carecem de implementação completa”, conclui o especialista. Autoridades e líderes de saúde dos diferentes setores são bem-vindos e terão a oportunidade de se engajar nesse movimento pela saúde e qualidade de vida das pessoas com DM1, suas famílias e comunidades. Mais informações em https://www.forumdcnts.org/post/evento-adj-jdrf-2022

  • T1D Community Fund: Financiamento de Projetos voltados para Diabetes Tipo 1 - até 23/09

    O T1D Community Fund busca apoiar organizações não governamentais que trabalham para melhorar a vida de pessoas com diabetes tipo 1 (T1D) em países de baixa e média renda. Os subsídios serão concedidos a um portfólio diversificado de organizações comunitárias que apoiam pessoas com diabetes tipo 1 para obter acesso a tratamento de alta qualidade ou outras formas de cuidados médicos, sociais, econômicos ou emocionais. O T1D Community Fund fornecerá: Suporte básico para organizações de serviço direto com foco programático primário em diabetes tipo 1 ou Apoio específico do programa para atividades de diabetes tipo 1 implementadas por organizações com vários focos programáticos ou uma estratégia mais ampla de condições crônicas não transmissíveis. O diabetes tipo 1 não precisa ser o foco principal da organização candidata, desde que haja um trabalho específico sobre a condição, sendo esta o foco do apoio financeiro. Os programas que tratam do diabetes tipo 1 como parte de uma iniciativa maior de diabetes devem demonstrar programação específica para T1D que será apoiada por esta doação. Os projetos selecionados ganharão subsídios que variam de US$ 25.000 a 40.000, por ano, por até 2 anos. Elegibilidade Esta solicitação de propostas está aberta a organizações que atendam a todos os seguintes requisitos: Reconhecida como organização não governamental ou entidade beneficente com confirmação de status relevante em seu país. Com sede e que atenda comunidades em um país de baixa ou média renda. Veja a lista completa aqui. Apoia as pessoas que vivem com diabetes tipo 1 para obter acesso a tratamento de alta qualidade ou outras formas de cuidados médicos, sociais, econômicos ou emocionais como: uma organização baseada na comunidade focada em diabetes tipo 1 ou uma organização com uma iniciativa baseada na comunidade focada especificamente no diabetes tipo 1 Capaz de aceitar financiamento através de um sistema bancário tradicional. Capaz de enviar o pedido de subsídio, relatórios (se for concedido um subsídio) e qualquer correspondência relacionada em inglês. Documentação Todos os candidatos serão solicitados a fornecer a seguinte documentação como parte de seu pacote de inscrição: Prova de status/fins de caridade Orçamento anual da organização para o ano fiscal atual Demonstrativos financeiros (despesas no ano atual) e/ou relatório de auditoria do ano fiscal concluído mais recentemente As inscrições podem ser realizadas através de formulário eletrônico ou envio dos documentos por e-mail, até às 20h59 de 23 de setembro de 2022 (Horário de Brasília). Todas as inscrições serão avaliadas após essa data. Inscreva o seu projeto aqui.

  • Campanha Vape Vicia alerta para os riscos dos cigarros eletrônicos e outros dispositivos para fumar

    Confira 05 verdades que a indústria do tabaco não quer que a população saiba. Uma delas é que os cigarros eletrônicos podem matar. "Novos cigarros, velhos problemas" é o conceito da nova fase da campanha Vape Vicia, que a ACT Promoção da Saúde está realizando no mês de agosto a fim de alertar sobre os riscos causados à saúde pelos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs), conhecidos como vaporizadores ou vapes, que englobam cigarro eletrônico e tabaco aquecido. A campanha rebate diversos argumentos de fabricantes destes produtos, que, muitas vezes, adicionam sabores e adoçantes para melhorar o gosto e aumentar o consumo. No entanto, a maior parte dos vapes tem nicotina, que é altamente viciante. De acordo com a campanha, os DEFs também são responsáveis pelo aparecimento de uma nova condição que provoca lesões no pulmão e pode levar à morte. Essa síndrome já tem um nome: Lesão Pulmonar Associada a Produto de Vaping ou Cigarro Eletrônico, conhecida como Evali (E-cigarette or Vaping product use-Associated Lung Injury). Além de divulgação nas redes sociais, site e vídeos, no Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08) haverá estandes em algumas estações de metrô em São Paulo e representantes das instituições parceiras farão ações com os usuários. A campanha tem apoio da Organização Pan-Americana de Saúde, do Centro de Referência de Atendimento a Tabaco, Álcool e Outras Drogas, da Federação Internacional de Associações de Estudantes de Medicina, da Liga de Tratamento do Tabagismo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, do Instituto Dante Pazzanese e da Vital Strategies. 5 Verdades sobre os Cigarros Eletrônicos Para conseguir comercializar os produtos no Brasil, a indústria do cigarro e fabricantes de DEFs querem convencer a opinião pública, os pais e as autoridades brasileiras que os vaporizadores fazem menos mal que o cigarro convencional. A verdade é que o cigarro eletrônico ou de tabaco aquecido não afasta os fumantes do fumo. Ao contrário, pode ser usado para atrair novos consumidores. Nas peças de divulgação, a ACT Promoção da Saúde busca combater 05 dos principais mitos sobre vapes, propagando as verdades sobre eles. Confira: 1. Cigarros eletrônicos causam dependência Não é fácil deixar de usar cigarros eletrônicos porque, assim como os cigarros convencionais, eles contêm nicotina, substância que causa dependência. Algumas das versões eletrônicas têm sal de nicotina, que é ainda mais potente e viciante. 2. Cigarros eletrônicos causam doenças e prejudicam os pulmões Usar cigarros eletrônicos faz mal para os pulmões. Esses dispositivos podem causar lesões graves e já levou um usuário a fazer um transplante pulmonar duplo, mesmo sendo jovem e com relativamente pouco tempo de uso. 3. Não é vapor e é tóxico para você e para os outros O que chamam de vapor não tem nada de vapor de água. É um aerossol com muitas substâncias tóxicas, fazendo mal tanto para quem usa quanto para quem está do lado. 4. A venda de cigarros eletrônicos é ilegal A Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa não permite a venda, importação e propaganda de cigarros eletrônicos no Brasil. Todos os dispositivos no mercado são ilegais e frutos de contrabando. 5. Usar cigarros eletrônicos aumenta as chances de infarto A nicotina presente nos cigarros eletrônicos faz mal para o coração, eleva a pressão arterial e aumenta a chance dos usuários sofrerem infarto. Não existe cigarro seguro. Acesse aqui o material da Campanha Vape Vicia e divulgue. Fonte: Campanha Vape Vicia

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