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  • Novo relatório da ACT - Papel da Tributação - Desnutrição e Obesidade

    A ACT Promoção da Saúde acaba de lançar o relatório O papel da tributação como propulsora da desnutrição, obesidade e mudanças climáticas no Brasil, de autoria do economista Arnoldo de Campos e da engenheira de alimentos Edna Carmélio. O novo relatório faz parte da série Por que a Comida Saudável está Longe da Mesa dos Brasileiros? e avalia a carga tributária de alimentos saudáveis, ou seja, in natura e minimamente processados, em comparação a dos produtos ultraprocessados. A pesquisa mostra que o sistema tributário atual favorece o ultraprocessamento de alimentos, ao invés de privilegiar a produção e consumo de frutas, verduras, legumes e grãos. Clique aqui para fazer o download

  • Painel Brasileiro da Obesidade lança Portal de Informação sobre Obesidade no Brasil

    No dia 9 de agosto, FórumDCNTs participou do Evento de Lançamento do 1º Portal de Informação sobre Obesidade no Brasil, organizado pelo Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), iniciativa do Instituto Cordial. Estiveram presentes no evento o coordenador geral do FórumDCNTs, Dr. Mark Barone, Simone Tcherniakovsky (Novo Nordisk), membro do Conselho Consultivo, facilitadores dos Grupos Temáticos, como Nayara Landim (TJCC), Gustavo San Martin (AME/CDD) e Marília Albiero (ACT Promoção da Saúde), além de presidentes de instituições que participam ativamente do FórumDCNTs, como Luciana Holtz (Oncoguia) e Dra. Cintia Cercato (ABESO). O evento também reuniu especialistas para debater os desafios da obesidade. O Dr. Mark Barone esteve entre os painelistas, abordando acerca da Intersetorialidade da Obesidade. Durante sua fala, Dr. Barone apresentou as ações realizadas pelo FórumDCNTs no combate à obesidade, trazendo a reflexão sobre a dificuldade de praticar a intersetorialidade, uma vez que os setores não estão acostumados a caminharem juntos. Ele destaca que, por se tratar de uma condição complexa e multifatorial, a obesidade necessita de ações conjuntas. Reforçando a importância de deter o crescimento dessa doença/condição crônica não transmissível (DCNT/CCNT), Dr. Mark apresenta que, em relação aos fatores de risco para mortalidade, o índice de massa corporal (IMC) foi de 4º lugar em 1990, para 2º em 2019. Por fim foram mostradas as ações desenvolvidas pelos diferentes setores, incluindo os Eventos Interativos e publicações, como o guia "Linguagem Importa!", promovidos pelo FórumDCNTs. Dando destaque à linguagem, a Profª Dra. Fernanda Scagliusi, membro do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS) da FSP-USP, abordou a importância da linguagem para obesidade. Foi apresentado o conceito de estigma, sendo este um processo social, pelo qual se atribui uma característica de um determinado grupo como diferente daquilo que seria "normal". O estigma relacionado ao peso corporal é caracterizado como uma "morte social" que as pessoas acima do peso sofrem devido aos significados atribuídos a esse peso e ao corpo, como falta de força de vontade e de disciplina, despreocupação, desmotivação, entre outros. Esse estigma marginaliza a pessoa com obesidade, movendo-as para fora da sociedade. Parte do estigma imposto à essa pessoa vem pela linguagem, como por exemplo, através da fala com julgamentos morais. Contudo, existem diferentes formas de linguagens. Dra. Fernanda apresenta a linguagem em forma de representação (como a pessoa é identificada/representada em materiais, redes sociais, etc), denominação (como a pessoa é nomeada/chamada) e tratamento (como a pessoa é tratada na sociedade). CONHEÇA O PORTAL DE INFORMAÇÕES O Portal do PBO apresenta Biblioteca de Referências, com materiais exclusivos do Instituto Cordial, artigos científicos, livros e etc. Também é possível acessar os indicadores sobre obesidade no Brasil, com dashboards para auxiliar a busca e coleta de dados, separados por unidade federativa, idade, ano, faixa etária e sexo. Além disso, é possível acessar eventos e notícias do PBO e parceiros. Acesse o portal aqui.

  • Tratamento Integral do Câncer: Dor Oncológica e Saúde Mental - 05/08

    Objetivos: Entender a importância de aspectos físicos, psicológicos e sociais para o sucesso do tratamento do câncer. Conhecer modelos de cuidado integral da pessoa com câncer, incluído atenção à dor oncológica e aos aspectos psicossociais, como potencial de escala para todo o país. Firmar compromisso entre os setores público, privado e terceiro setor para a implementação colaborativa de programas e políticas de saúde que humanizem e melhorem resultados do diagnóstico ao tratamento e cura do câncer no país. Agenda: 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Marco Silva, Viatris (Vídeo) Flávia Sayegh, Abrale (Vídeo) 16h25-16h30 – O que é dor oncológica e qual sua importância no tratamento? (Luciana Holtz, Oncoguia) (Vídeo) 16h35-16h40 – Quais são os impactos do diagnóstico e tratamento do câncer sobre a saúde mental? Há como integrar esse elemento ao tratamento? (Isabel Marçal, Instituto Bem do Estar) (Vídeo) 16h45-16h50 – Qual a importância da APS no cuidado integral da pessoa com câncer (Vânia Soares, Hospital de Amor de Barretos) (Vídeo) 16h55-17h00 – Como a APS de São Paulo se organiza para o acompanhamento de quem recebe o diagnóstico de câncer, pensando no cuidado integral, físicos e psicossocial, dessas pessoas? (Karina Mauro Dib, SMS-SP) (Vídeo) 17h05-17h10 – Como a Saúde Privada se organiza para o acompanhamento de quem recebe o diagnóstico de câncer, pensando no cuidado integral, físicos e psicossocial, dessas pessoas? (Francis Fujii, Amil | SAMU) (Vídeo) 17h15-17h45 – Debate – Como alinhar os diferentes níveis de atenção em uma resposta que valorize e trate adequadamente as dores físicas e psicológicas do câncer, melhorando desfecho? (Vídeo) Isabel Marçal, Instituto Bem do Estar Flávia Sayegh, Abrale Francis Fujii, Amil | SAMU Karina Mauro Dib, SMS-SP Luciana Holtz, Oncoguia Marco Silva, Viatris Vânia Soares, Hospital de Amor de Barretos Painelistas e Moderador Isabel Marçal (Instituto Bem do Estar) Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo, Gestão de Projetos Sociais para Organização do Terceiro setor pela PUC-SP e Especialista em nutrição e educação alimentar. Atuou como Gerente na ONG Banco de Alimentos, International Myeloma Foundation Latin America e no Instituto Espaço da Vida. Cofundadora do Instituto Bem do Estar, onde atualmente é Diretora. Flávia Sayegh (Abrale) Graduada em Psicologia pela PUC-Campinas, especialista em Psico-oncologia pelo Hospital do Câncer A.C.Camargo e especialista em Psicologia Hospitalar pelo Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Atuou em diferentes hospitais e instituições atendendo e acompanhando pessoas com câncer e seus familiares. Atualmente é Coordenadora do Comitê de Saúde Mental da Abrale. Francis Fujii, MD, MBA, MSc (Amil | SAMU) Graduado em Medicina pela FAMEMA, MBA em Administração Hospitalar e Sistemas de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas e em Marketing de Serviços pela Fundação Instituto de Administração e Mestre em Saúde pública pela The University of Manchester. Atuou como Gerente Nacional de Anatomia Patológica, Gerente Médico de Novos Projetos, Gerente Médico Affordability, Vice Diretor Clínico do SAMU de São Paulo e Gerente de Economia da Saúde. Atualmente é Diretor Clínico no SAMU de São Paulo e Diretor Médico de Gestão em Saúde na Amil. Karina Mauro Dib (Secretaria Municipal de Saúde - SP) Graduada em Enfermagem pela Universidade Cidade de São Paulo (UNICID), com Aprimoramento em Psicooncologia pelo A.C. Camargo Câncer. Especialista em Atenção Domiciliar e Linhas de Cuidado em Enfermagem, incluindo: Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Enfermagem Oncológica. Atuou como Supervisora Técnica em Saúde e atualmente é Assessora Técnica na Coordenação de Atenção Básica e representante da Área de Cuidado às DCNTs na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, onde compõe a equipe da Área Técnica do Programa Melhor em Casa. Luciana Holtz (Oncoguia) Graduada em Psicologia pela PUC-SP, Especialista em Bioética pela Faculdade de Saúde Pública da FMUSP e Especialista em Psicologia Hospitalar pelo Hospital Emílio Ribas. Atuou como psico-oncologista instituições públicas e privadas, Conselheira Suplente do Conselho Nacional de Saúde, Coordenou a Iniciativa Global para a Conscientização do câncer de mama no Brasil. Fundadora do Instituto Oncoguia onde atualmente é Presidente. Marco Antonio da Silva, MBA (Viatris) Graduado em Odontologia, com especialização em Gestão de Planos e Seguros de Saúde pelo SENAC e MBA em Gestão estratégica de Negócios pela USP. Amplo conhecimento em saúde suplementar, economia de saúde e farmacoeconomia. Atua há mais de 15 anos empresas nacionais e multinacionais nas áreas de estratégia, relacionamento e negócios, onde liderou projetos diversos nos segmentos de Seguro Saúde, Seguro Odontológico, Hospitais, Diagnóstico por Imagem e Laboratorial. Atualmente ocupa a posição de Medical Outcomes Manager na Upjohn/Viatris. Vânia Soares, MD MSc (Hospital de Amor de Barretos) Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Rio Preto - FAMERP, Especialista em Medicina de Família e Comunidade pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto-USP e Especializou-em Homeopatia pelo Instituto François Lamasson. Mes em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da UFVJM. Foi docente da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP) e do Centro Universitário Barão de Mauá, ambos no curso de Medicina, preceptora da residência de Medicina de Família e Comunidade do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto - USP, Coordenou o Programa de Educação Permanente para Médicos de Família (PEP) em Minas Gerais, na Macrorregião de Teófilo Otoni ( 2012 a 2014). Foi tutora do Programa Mais Médicos para o Brasil (2014 a 2019) e membro do Comitê Gestor do Projeto "Healthrise" - Brasil. Atualmente é vinculada à Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos ", onde é docente e coordenadora do internato médico. Mark Barone, PhD (FórumDCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Atualmente é Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Membro do Advisory, Scientific, Education ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo SBD, ADJ Diabetes Brasil, IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Meta 80-80-80 para pressão arterial pode salvar entre 76 e 130 milhões de pessoas até 2050

    Embora a hipertensão possa ser gerenciada com medicamentos seguros, de baixo custo e eficazes, ela continua sendo a principal causa de morte no mundo, e menos de uma em cada cinco pessoas com hipertensão, em todo o mundo, tem um bom manejo da pressão arterial. Mas e se isso fosse diferente? Um novo estudo publicado na Nature Medicine explorou o potencial de uma meta “80-80-80” para o manejo da hipertensão – ou seja, se 80% das pessoas fossem testadas para hipertensão, 80% das pessoas com hipertensão receberiam tratamento e 80% das pessoas em tratamento alcançariam o gerenciamento da pressão arterial. Descobriu-se que atingir a meta 80-80-80 globalmente poderia salvar entre 76 e 130 milhões de vidas até 2050. Alcançar a meta 80-80-80 teria o maior benefício em países de renda média e baixa, onde a cobertura do tratamento da pressão arterial é baixa e a maioria das mortes ocorre por doenças cardíacas. Embora a meta seja ambiciosa, os autores do estudo – que incluíram membros da equipe Resolve to Save Lives Cardiovascular Health – concluem que a maioria dos países poderia alcançá-la até 2040. Leia o estudo completo aqui. Fonte: Resolve to Save Lives Cardiovascular Health

  • Anvisa mantém proibição de venda de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF)

    Por decisão unanime, na última quarta-feira (06/jul), foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o relatório técnico que recomenda a manutenção da proibição de dispositivos eletrônicos para fumar (DEF) no Brasil, contando com ampliação de campanhas e medidas de fiscalização. Destacamos a ampla participação de entidades membro do FórumDCNTs nesta decisão. Ressaltamos também que o FórumDCNTs se manifestou, divulgou e incentivou seus membros a contribuírem na Tomada Pública - etapa importante no processo de Análise de Impacto Regulatório (AIR). Segundo o Relatório Técnico, nenhum modelo de DEFs ajuda fumantes a parar de fumar e ainda causa dependência e diversos riscos à saúde. Mariana Pinho e Mônica Andreis, da ACT Promoção da Saúde, comemoram a decisão da ANVISA e comentam no vídeo abaixo:

  • AME e CDD publicam Relatório sobre Consulta Pública nº 41: Limiar de Custo-Efetividade

    O FórumDCNTs esteve com representantes de instituições dos diferentes setores na reunião sobre a Consulta Pública nº 41 (CP 41), lançada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), no dia 20 de julho, promovida pelas ONGs Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) e Crônicos do Dia a Dia (CDD), instituições parceiras do FórumDCNTs. Organizado sob a bandeira do movimento A Regra é Clara e com apoio da Origin Health e da MIT Technology Review Brasil, o encontro abordou temas de extrema relevância e auxiliou no direcionamento da contribuição para a consulta pública Uso de Limiares de Custo-Efetividade nas Decisões em Saúde. Confira um resumo dos pontos apontados pela Conitec e debatidos durante o evento: Pontos propostos pela Conitec na CP 41 Definição do QALY como principal desfecho; Definição de um limiar pré-definido que não ultrapasse o valor de 1 PIB per capita como referência de custo-efetividade no contexto do Brasil para doenças em geral; Definição de doenças passíveis de limiares alternativos de custo- efetividade por promoverem a inovação e equidade em saúde para o SUS (limiar pré-definido que não ultrapasse o valor de 3 PIB per capita como referência de custo-efetividade); Definição de tecnologias cuja análise será pautada por critérios específicos de limiares de custo-efetividade, a serem definidos posteriormente pela Conitec. Percepções da AME/CDD A partir do debate trazido no evento do último dia 20, a CDD se posiciona sobre os pontos principais: A respeito da adoção do Qaly como desfecho principal, sugerimos o uso de dados internacionais de qualidade de vida, caso não haja dados nacionais disponíveis, bem como a utilização de desfechos alternativos, além da definição de uma lista de desfechos aceitáveis para serem considerados. Sugerimos também a participação da sociedade civil na escolha das métricas de qualidade de vida que serão utilizadas nas análises de custo-utilidade, a fim de legitimar as escolhas, envolver pacientes e suas perspectivas e agregar aspectos relevantes de equidade às análises de custo-utilidade, humanizando assim o processo de avaliação de tecnologias em saúde. Sobre os limiares pré-definidos, a sugestão é de que a razão de custo-efetividade incremental seja estabelecida com base na análise histórica das últimas incorporações realizadas pela Conitec, de maneira detalhada, segmentando a análise em doenças prevalentes e doenças raras. Propusemos também a adoção de modelos alternativos de incorporação e sugerimos que a definição da razão de custo-efetividade incremental seja feita a partir de evidências válidas de disposição a pagar e de um consenso social mais amplo. Sugerimos, ainda, dividir o processo em duas etapas, uma para análise de eficácia e segurança e outra, análise econômica, e propusemos a reavaliação dos limiares estabelecidos em intervalos pré-definidos. Para saber mais sobre os assuntos pontuados e a contribuição da AME/CDD, confira o relatório completo da Consulta Pública nº 41, clicando aqui.

  • CONASS- Covitel: um retrato dos impactos da pandemia nos fatores de risco para DCNTs

    Esta publicação apresenta, a partir de recortes por cada macrorregião do Brasil, os resultados do Covitel, Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas não Transmissíveis em Tempos de Pandemia. Realizado pela Vital Strategies e pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a partir de articulação e financiamento da Umane, a iniciativa contou ainda com cofinanciamento do Instituto Ibirapitanga e apoio da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O Covitel é um inquérito de âmbito nacional, com representatividade para o Brasil e para as cinco grandes regiões do país: Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul. Seus achados compõem um retrato da magnitude do impacto dos principais fatores de risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) na população adulta, com 18 anos ou mais. Foram coletadas informações sobre atividade física, alimentação, saúde mental, estado de saúde, hipertensão arterial e diabetes, além de outras relacionadas com o consumo de álcool e de tabaco, comparando o período pré-pandemia com o primeiro trimestre de 2022, quando as entrevistas foram realizadas e as vacinas contra a covid-19 já estavam amplamente disponibilizadas para a população. Desenvolvido em um contexto de pandemia, este inquérito traz resultados relevantes para a construção de conhecimento sobre a influência da covid-19 nos fatores de risco para as DCNT no Brasil. O Covitel apresenta informações robustas e atualizadas, acrescentando insumos oportunos para a análise da situação de saúde da população em um momento ímpar que, muito provavelmente, trará implicações para a saúde das pessoas nos próximos anos e até mesmo nas próximas décadas. O grande objetivo do projeto Covitel e desta publicação é contribuir para o fortalecimento da capacidade analítica de gestores de maneira intersetorial, a fim de orientar as prioridades e as ações para a redução da morbimortalidade por DCNT no Brasil. A divisão por capítulos que trazem os dados de cada região individualmente visa refletir as particularidades de um país com dimensões continentais, trazendo insumos para análises mais fidedignas da situação de saúde da população e tendo em vista as disparidades no território brasileiro. Ainda com esse olhar, este material traz um capítulo focado em desigualdades, com análises por sexo e por escolaridade. Entender as diferenças regionais e demográficas é fundamental para a formulação e a avaliação de políticas e ações de saúde pública que possam endereçar as diversas necessidades da população. Dados confiáveis e atualizados são essenciais para a vigilância em saúde, permitindo o planejamento, a organização e a avaliação de políticas públicas com foco em saúde, desenvolvimento social, entre outros, que permitam a melhor racionalização dos recursos. Com base em evidências, é possível direcionar com mais eficiência as ações, visando, sobretudo, à promoção da saúde e à prevenção das doenças. Esta publicação chega como mais um recurso para divulgar os dados do Covitel de forma ampla, completa e transparente. Além das informações presentes neste material, pesquisadores, gestores públicos, profissionais da saúde e sociedade civil também podem acessar os dados de forma direta, ágil e intuitiva na plataforma Observatório da Atenção Primária à Saúde, desenvolvida pela Umane. Acesse o documento aqui. Fonte: https://www.conass.org.br/biblioteca/cd-42-covitel-um-retrato-dos-impactos-da-pandemia-nos-fatores-de-risco-para-doencas-cronicas-nao-transmissiveis/

  • IDF lança Guia de Prática Clínica de Educação em Diabetes

    A Federação Internacional de Diabetes (IDF) lançou em julho de 2022 o Guia de Prática Clínica de Educação em Diabetes, resultado do trabalho articulado de profissionais especializados em diabetes da Região da América do Sul, América Central e Caribe (SACA), entre eles Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs, e Dr. Ronaldo Wieselberg, membro do Conselho Consultivo, representando o Brasil. Dirigido a profissionais da saúde, o guia reúne práticas educativas baseadas em evidência para promover, preservar e recuperar a saúde das pessoas com diabetes com o propósito de minimizar complicações agudas e crônicas. Além de estabelecer conteúdos básicos a serem incluídos em programas de educação para o público com essa condição crônica, o Guia propõe um modelo aplicável no ambiente latino-americano, para reforçar aspectos como apoio ao autocuidado e à tomada de decisão do profissional de saúde em unidades de atenção primária. Fornece ainda ferramentas que facilitarão o processo de implementação do modelo de atenção integral às pessoas com diabetes mellitus tipo 2, além de uma abordagem educacional simples, levando em consideração a participação ativa dessas pessoas e de profissionais de saúde. O guia apresenta orientações gerais que podem ser trabalhadas em todos os tipos de diabetes (pré-diabetes, diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional, etc) e, quando for o caso, há a identificação de aspectos relativos a um determinado tipo de diabetes. Autores brasileiros Dr. Mark Barone e Dr. Ronaldo Wieselberg contribuíram com o Guia publicando o artigo sobre Problema Geral da Educação em Pessoas com Diabetes e Evidências Disponíveis, no qual demonstram que a educação terapêutica em diabetes favorece o manejo adequado dessa condição. No entanto, para que atinja seus objetivos, os programas devem ser organizados, padronizados e colocados à disposição de todas as famílias que têm um membro com diabetes ou em risco de desenvolver esta condição. Clique aqui para baixar o PDF do Guia. Fonte: Biblioteca Eletrônica da IDF

  • Riscos da Baixa Cobertura Vacinal no Brasil – Novos Dados e Carta Aberta

    Call-to-Action: Baixíssima Cobertura Vacinal Ameaça Saúde Coletiva e Pessoas com CCNTs Objetivos: Lançar carta aberta às autoridades com dados atuais sobre a queda da cobertura vacinal no Brasil e seus riscos, assim como ações que devem ser tomadas a curto prazo, a fim de reverter esse perigoso cenário. Entender como pessoas com CCNTs/DCNTs estão ainda mais vulneráveis e em risco, dentro de um ambiente com baixa cobertura vacinal. Engajar instituições dos diferentes setores para ações imediatas, que retornem a patamares seguros a cobertura vacinal no país. Agenda: 16h30-16h50 – Abertura e Contextualização (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Mauricio Mendonça, Sanofi (Vídeo) Zuleid Mattar, ABRA (Vídeo) 16h55-17h00 – Dimensão da queda de cobertura vacinal no Brasil – dados inéditos sobre diferentes vacinas e regiões (Tercia Moreira Ribeiro, UFMG) (Vídeo) 17h05-17h10 – Riscos desse cenário para grupos com DCNTs (Mario Hirschheimer, SPSP) (Vídeo) 17h15-17h20 – Ações e recomendações da SBIm e da SBP para reverter essa tendência (Renato Kfouri, SBP | SBIm) (Vídeo) 17h25-17h30 – Ações e recomendações da OPAS/OMS para reverter essa tendência (Lely Guzmán, OPAS) (Vídeo) 17h35-17h40 – Quais estratégias e recomendações do CONASS para reverter a tendência da baixa cobertura vacinal no Brasil? (Nereu Mansano, CONASS) (Vídeo) 17h45-18h20 – Lançamento da Carta Aberta às Autoridades e Debate (Vídeo) – Ações a serem priorizada pelas instituições aqui presentes, a fim de revertermos a queda na cobertura vacinal no país e seus riscos? (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) Debate: (Vídeo) Tercia Moreira Ribeiro, UFMG Lely Guzmán, OPAS Mario Hirschheimer, SPSP Mauricio Mendonça, Sanofi Nereu Mansano, CONASS Renato Kfouri, SBP | SBIm Zuleid Mattar, ABRA Painelistas e Moderador Lely Guzmán, MSc (OPAS/OMS) Graduada em Optometria, Epidemiologista, Sanitarista, Bioeticista e Mestre em Bioética. Coordenadora da Unidade Técnica de Família Gênero e Curso de vida e Especialista em Imunização da Organização Pan-Americana da Saúde OPAS/OMS no Brasil. Renato Kfouri, MD (SBP | SBIm) Graduado em medicina, especialista em pediatria e neonatologia no Hospital do Servidor Público Estadual e em infectologia pediátrica na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Vasta experiência como membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, presidente do Departamento de Imunizações da SBP, membro da Diretoria de Cursos e Eventos da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), membro da European Society of Pediatric Infectious Diseases (ESPID) e membro da Sociedad Latinoamericana de Infectologia Pediatrica (SLIPE). Atualmente é o Primeiro Secretário da SBIm. Nereu Mansano, MD, MsC (CONASS) Graduado em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina com Mestrado em Saúde Coletiva pela Universidade de Brasília. Tem experiência na área da Saúde Coletiva, com ênfase nas áreas de Gestão e Epidemiologia. Atualmente é Assessor Técnico e Gerente do Núcleo de Epidemiologia do CONASS. Mauricio Mendonça, MSc, PhD (Sanofi) Graduado em Economia, Mestre em Economia pela Unicamp e Doutor em Economia pela Universidade de Paris. Atuou no Ministério da Ciência e Tecnologia, foi diretor no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), gerente executivo na Confederação Nacional da Indústria. Atualmente é Diretor de Public Affairs da Sanofi para o Brasil. Mário Hirschheimer, MD, PhD (SPSP) Graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, pós-graduação em Saúde Pública pela Universidade Gama Filho e possui Título de Especialista em Pediatria e em Terapia Intensiva, com certificado na área de atuação de Endocrinologia e Metabologia Pediátrica e na área de Terapia Intensiva Pediátrica. Foi Presidente da Associação de Pediatria de São Paulo - SPSP; Coordenador do Serviço de Pediatria do Hospital Geral do Grajaú/UNISA; Membro da Câmara Técnica de Pediatra do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo; Membro do Conselho Editorial da Revista Bioética do Conselho Federal de Medicina. Atualmente é membro da Diretoria Executiva da SPSP. Tercia Moreira Ribeiro, MsC, PhD (UFMG) Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mestrado e Doutorado em Ciência Animal pela UFMG. Atua como professora da Escola de Enfermagem da UFMG e no Departamento Materno Infantil e Saúde Pública com ênfase em: Imunizações, Saúde Coletiva, Enfermagem Pediátrica e Assistência Integral à Saúde da Criança. Atualmente é Vice-Líder do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Vacinação e membro da Câmara Técnica Assessora em Imunizações do Estado de Minas Gerais (CTAI-MG). Zuleid Mattar, MD (ABRA) Graduada em medicina pela Universidade Federal de Uberlândia. Foi Presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA), é médica pediatra e atualmente é a Diretora de Politicas Governamentais e Relações Internacionais. Mark Barone, PhD (FórumDCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Atualmente é Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Membro do Advisory, Scientific, Education ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo SBD, ADJ Diabetes Brasil, IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI e LFAC. Na imprensa Jornal Tribuna Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) Terra Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Instituto Desiderata lança portal com Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes

    O Instituto Desiderata é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), fundada em 2003, com uma história inovadora de atuação conjunta com gestores públicos e organizações no desenvolvimento e implementação de soluções para a prevenção, diagnóstico e cuidado para a saúde de crianças e adolescentes. ​ Em sua origem, o Desiderata trabalha para mudar a realidade do câncer infantojuvenil no Rio de Janeiro. Em 2019, ampliou seu compromisso e atuação para outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e fatores de risco, como obesidade infantojuvenil. ​ PANORAMA OBESIDADE EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES O Desiderata dá um passo importante para ampliar sua atuação para outros estados e municípios do Brasil, com o lançamento do portal Obesidade Infantil em Foco e da plataforma Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes, com dados nacionais. Acesse o recurso aqui. Fonte: https://www.obesidadeinfantil.org.br/

  • Call-to-Action: Baixíssima Cobertura Vacinal Ameaça Saúde Coletiva e Pessoas com CCNTs

    Este call-to-action, ou carta aberta, tem como objetivo mobilizar diferentes stakeholders dos setores público, privado e terceiro setor para revertermos a perigosa situação atual de baixa cobertura vacinal no Brasil. Se no passado este fenômeno despertava preocupação devido ao risco de retorno de algumas doenças imunopreveníveis eliminadas ou controladas em nosso país, conforme estudos apresentados abaixo e durante o evento no dia 22 de julho às 16 horas, este quadro se agravou durante a pandemia da COVID-19. Por essa razão, o FórumDCNTs e seus parceiros, muito preocupados com a queda nas coberturas vacinais e com a severidade das doenças infecciosas nas pessoas com condições crônicas de saúde (CCNTs/DCNTs), endossam esta carta e se colocam à disposição para agirmos prontamente em rede e junto a toda a sociedade. Contextualização O Programa Nacional de Imunizações (PNI) brasileiro, criado em 1973, foi responsável pela redução progressiva dos óbitos por sarampo, poliomielite e coqueluche no Brasil. Em 1994, o Brasil conquistou a certificação de área livre de circulação do Poliovírus selvagem e, em 2016, a certificação de território livre do sarampo, título que foi perdido devido à circulação sustentada do vírus do sarampo em território nacional a partir de 2018. De acordo com dados apresentados pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a queda da cobertura vacinal no Brasil vem se intensificando de forma heterogênea desde 2013. Esta redução foi agravada durante a pandemia da COVID-19, contribuindo com o aumento do contingente de indivíduos suscetíveis às diferentes doenças imunopreveníveis em todo o território nacional. Durante a pandemia da COVID-19 as agências de saúde nacionais e internacionais recomendaram a continuidade das ações de imunização, especialmente por se tratar de uma estratégia de saúde essencial. Contudo, de acordo com estudos de diferentes grupos, incluindo os liderados pela Professora Tércia Moreira Ribeiro da Silva, na Escola de Enfermagem da UFMG, a redução na vacinação de crianças, adolescentes e pessoas de grupos de risco, que já vinha sendo relatada, exacerbou-se ainda mais durante a pandemia. Tal situação representa um grave problema de Saúde Pública à medida que compromete a imunidade coletiva, favorece a formação de bolsões de indivíduos susceptíveis, bem como a transmissão de infecções de indivíduos doentes para indivíduos que não foram imunizados adequadamente. Destaca-se ainda, que indivíduos com doenças crônicas, como asplenia, câncer, transplantes, doenças inflamatórias crônicas, infecção por HIV e outras, são mais vulneráveis às infecções que a população geral, uma vez que a imunodepressão, frequentemente presente nesta população, compromete a resposta imune desses indivíduos frente às infecções. Neste sentido, a literatura reforça a importância da imunização para esses grupos populacionais, na tentativa de fortalecer a resposta imune e reduzir as internações e a morbimortalidade por doenças infecciosas imunopreviníveis. Dentre as doenças infecciosas imunopreviníveis, a redução da vacinação contra o HPV é de especial preocupação, visto que poderá resultar no aumento, a médio e longo prazo, do contingente de indivíduos desenvolvendo câncer de colo de útero. Em 2020, portanto durante a pandemia, a primeira dose dessa vacina foi aplicada em cerca de 70% das meninas de 9 a 15 anos e em pouco mais de 40% dos meninos de 11 a 14 anos (SBIm, 2020). Já para a segunda dose, os índices foram ainda mais baixos, de aproximadamente 40% e 30%, respectivamente. Durante a pandemia, observou-se também a redução na vacinação contra a Febre Amarela (FA) no país como um todo e, especialmente, nas regiões Norte (-34,71%), Centro-Oeste (-21,72%), Sul (-63,50%) e Sudeste (-34,42%). A imunização com a vacina FA foi introduzida no Brasil pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 1937 e, desde então, é oferecida gratuitamente pelos serviços de Atenção Básica para a população de 9 meses de vida aos 59 anos de idade. A vacinação contra a FA permitiu a eliminação da FA urbana do país, configurando como a principal forma de controle da doença no país (CHEN; WILSON, 2020; Ministério da Saúde, 2020). Contudo, em 2016, uma epidemia iniciada na Região Centro-Oeste do Brasil registrou 2.114 casos e mais de 700 óbitos. A maioria deles, em regiões que, até então, eram livres da Febre Amarela, configurando o maior surto da história no país (MELO et al., 2020; Ministério da Saúde, 2020). Desde então, a cobertura vacinal contra FA tem sofrido ainda mais reduções, configurando uma grave ameaça para o ressurgimento de casos de FA urbana no país. Além da vacina contra a FA, no período de abril de 2019 a setembro de 2020, a redução da vacinação com a Tríplice Viral (TV), que previne o sarampo, a caxumba e a rubéola foi identificada nas cinco regiões do país. Na região Nordeste esta redução chegou a 43,49%, enquanto no estado do Rio de Janeiro a redução foi de 59,31% (SILVA et al., 2022). Destacam-se aqui os riscos desta redução associados à gravidade dessas doenças e ao fato de que o sarampo é uma das doenças mais transmissíveis que se tem conhecimento. Sua taxa de transmissão é de 1 para 18, ou seja, uma pessoa com sarampo pode transmitir para outras 18 pessoas suscetíveis, enquanto a de COVID-19 é de 1 para 2. Pensando nisso, o Ministério da Saúde associou a vacinação contra o sarampo à campanha anual de vacinação contra a influenza. Contudo, surpreendentemente, a campanha originalmente dirigida a determinados grupos de maior risco não tem atingido a cobertura vacinal esperada - muitas vezes sequer metade da população alvo -, obrigando o Ministério da Saúde e as Secretarias de Saúde a ampliar a duração e a população alvo dessa campanha. O avanço da vacinação contra a COVID-19, e a melhoria nos indicadores de morbimortalidade, foram responsáveis pelo fim do estado de emergência em Saúde Pública pela COVID-19 no Brasil. Contudo, a transição da pandemia pela COVID-19 para uma situação endêmica merece cuidados. Além do risco de novos surtos favorecidos pelo relaxamento da população em tomar doses de reforço, no período de sazonalidade, há risco de infecções concomitantes com outros vírus causadores de infecções respiratórias, como Influenza, Adenovírus e Parainfluenza. Essas infecções concomitantes, mais graves em pessoas com CCNTs, e mais prováveis em populações que não receberam ou a dose de reforço da vacina contra SARS-CoV-2 - agente etiológico da COVID-19 - ou a vacina anual contra Influenza, resulta na sobrecarga dos serviços de saúde (FONTAL et al., 2021). Em nota técnica publicada pela SBIm, esta instituição alerta que “pessoas de todas as idades são suscetíveis ao vírus Influenza, porém alguns grupos são mais propensos a desenvolver formas graves da enfermidade. Nesse sentido, destacam-se as gestantes, puérperas, adultos com mais de 60 anos, crianças com menos de cinco anos e indivíduos que apresentam doenças crônicas, especialmente cardiorrespiratórias, obesidade (IMC ≥ 40), diabetes e imunossupressão. Nos grupos de maior risco, a doença pode evoluir para complicações respiratórias — a exemplo da pneumonia viral ou bacteriana —, levar à descompensação da doença de base, no caso de pessoas com condições crônicas, e até mesmo ao óbito. Além da saúde individual e coletiva, estudos realizados nos Estados Unidos demonstram que a gripe causa prejuízos econômicos na casa dos bilhões de dólares anuais, não apenas pelos custos com hospitalização, mas pela perda de vidas e a queda de produtividade devido à falta ao trabalho.” Estudos recentes corroboram taxas de hospitalização mais elevadas em pessoas com CCNTs - como insuficiência cardíaca congestiva (ICC), doença arterial coronariana (DAC), acidente vascular cerebral (AVC), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma, diabetes mellitus (DM) e doença renal terminal (ESRD) -, quando comparadas àquelas em pessoas sem CCNTs. Na cardiopatia, a vacinação é medida eficaz na prevenção secundária, pois reduz internações hospitalares por IC, AVC e Síndrome Coronariana Aguda, além de reduzir mortalidade geral de modo mais expressivo que muitos medicamentos ou intervenções. Também na psiquiatria, a interação de fatores imunobiológicos e sociais fazem das pessoas com transtornos mentais muito mais vulneráveis a doenças infectocontagiosas que a população geral, com piores desfechos quando acometidas. Cabe destacar, que o aumento no número de postos e centros de saúde nos últimos 30 anos, acompanhado do aumento da cobertura populacional pela Estratégia Saúde da Família e equipes de Atenção Primária, ampliou o acesso da população aos serviços, mas ainda perduram desigualdades regionais da estrutura dos serviços de saúde. (VIACAVA et al., 2018; SOARES et al., 2016). Neste sentido, a investigação e o monitoramento das áreas com baixas coberturas vacinais é um eixo estratégico das boas práticas de gestão de programas de imunização, conforme recomendações da OMS. Concluímos, assim, que os dados apresentados acima evidenciam a necessidade urgente de ações estratégicas para que a tendência histórica atual de queda na cobertura vacinal no país seja prontamente revertida. Considerando que a imunização é fundamental para o alcance da equidade em saúde no Brasil, políticas públicas e estratégias de saúde prioritárias devem ser direcionadas às localidades com piores indicadores de imunizações e populações de maior risco. Entendemos que devido às dimensões desse desafio, nenhum setor ou instituição poderá trabalhar de forma isolada para sua resolução efetiva. Ademais, melhorar os indicadores de imunização é uma meta incluída na Agenda 2030 das Nações Unidas para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Por essa razão, abaixo convocamos as instituições de cada um dos setores a agir estratégica e colaborativamente, confiando que dessa forma avançaremos preservando muitas vidas em nosso país. Ministério da Saúde O papel central do Ministério da Saúde nesse esforço vai muito além do fornecimento contínuo e ininterrupto de vacinas. Entre as ações que solicitamos que este Ministério priorize estão: Investir em maior qualificação das Equipes de Saúde da Família para abordagem da importância da vacinação dos grupos populacionais, conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunização (PNI); Estabelecer parceria com o Ministério da Educação para ampla orientação das famílias através das escolas e faculdades de todo o país; Ampliar a faixa etária para a imunização de meninas e meninos contra o HPV, assim como autorizar a vacinação contra o HPV mesmo findado o prazo estabelecido para a faixa-etária; e Investir em campanhas informativas sobre imunização através da imprensa e dos sistemas de saúde e educação, priorizando a atualização da situação vacinal das crianças e adolescentes e dos grupos de maior risco - com destaque a pessoas com condições crônicas de saúde (CCNTs/DCNTs) -, que perderam a oportunidade de se vacinar durante a pandemia ou não se atentaram para as campanhas de influenza, sarampo e mesmo das doses de reforço de COVID-19. Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, CONASS e CONASEMS O papel das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde é primordial para que as vacinas distribuídas pelo Ministério da Saúde estejam efetivamente disponíveis, sejam prescritas e administradas a toda a população, de acordo com o PNI. Entre as ações que solicitamos que essas Secretarias priorizem estão: Implementar estratégias de vacinação que contemplem a população em situação de vulnerabilidade social, incluindo as pessoas em situação de rua e privadas de liberdade; Fortalecer as estratégias interinstitucionais e parcerias intersetoriais a fim de promover campanhas de imunização extra-muros, em horários ampliados e em espaços estratégicos que alcancem o grande público, a exemplo das campanhas de vacinação contra a COVID-19; Atualizar a capacitação de profissionais e trabalhadores da saúde na Atenção Primária (APS) e nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), com destaque aos profissionais de Equipes de Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde (ACS), para que verifiquem ativamente o estado vacinal da população de suas áreas de cobertura, orientem e encaminhem aqueles com vacinas em atraso aos postos de vacinação; e Desenvolver estratégias que assegurem a verificação da situação vacinal das pessoas com condições/doenças crônicas não-transmissíveis (CCNTs/DCNTs) e transtornos de saúde mental em todas as oportunidades, mesmo quando a vacinação não for o motivo de procura do usuário pelo serviço de saúde. Sociedades Médicas, Conselhos de Classe na Área da Saúde, Hospitais e Clínicas As Sociedades Médicas, os Conselhos de Classe na Área da Saúde, os Hospitais e as Clínicas têm papel determinante no engajamento de seus membros e funcionários neste call to action, com consequente ação adequadamente informada de toda a sociedade. Entre as ações que solicitamos prioridade dessas entidades estão: Sensibilizar os profissionais de saúde afiliados ou colaboradores quanto à importância de orientar, indicar e/ou prescrever de forma adequada a vacinação para cada grupo populacional: crianças, adolescentes, adultos, idosos, pessoas com CCNTs/DCNTs, transtornos de saúde mental, ou outras comorbidades, entre outros grupos; Indicar fontes de informação confiáveis e referências para que possam tanto utilizar em suas orientações quanto compartilhar com seus pacientes (entre elas indicamos: https://sbim.org.br/calendarios-de-vacinacao, https://familia.sbim.org.br/ , e https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_centros_imunobiologicos_especiais_5ed.pdf); e Identificar a necessidade de imunização das pessoas com CCNTs/DCNTs e transtornos de saúde mental como uma estratégia de saúde prioritária, estabelecendo canais de comunicação profícuos e favoráveis ao compartilhamento de informações sobre a vacinação desses grupos, e prescrevendo vacinas específicas sempre que indicado (manual CRIE, Posicionamento SBD, Guia SBOC). Associações, Grupos e Movimentos de Pessoas com Condições Crônicas de Saúde Entidades - incluindo grupos e movimentos de/ou que assistem pessoas com uma ou mais CCNT/DCNT, ou transtornos de saúde mental - têm a proximidade, os meios de comunicação direta e a linguagem adequada para engajar eficientemente esses grupos. Entre as ações que solicitamos prioridade dessas entidades estão: Fazer uso de todos os seus canais de comunicação a fim de alertar e informar seus colaboradores, membros, associados, frequentadores e suas famílias sobre a importância de estar com todas as vacinas atualizadas; Convidar especialistas no tema para palestrar e tirar dúvidas em suas entidades ou através de suas redes sociais; Promover campanhas em parcerias com UBS de sua região para imunização de seus colaboradores, membros, associados, frequentadores e suas famílias; e Compartilhar amplamente materiais de qualidade e, ao mesmo tempo, combater fake news sobre vacinas (indicamos: https://familia.sbim.org.br/ e https://drive.google.com/drive/folders/1kTS9-UASq2WWiP4zKNVE6XkLmCvsj98z). Influenciadores/as e Comunicadores/as Através de profissionais como vocês as pessoas terão muito mais facilidade de compreender a mensagem e, no caso, a importância e urgência do tema. Entre as ações que gostaríamos de contar com a parceria e mobilização de vocês estão: Informar seu público sobre a importância da vacinação e a responsabilidade compartilhada por toda a população, com evidências científicas sólidas, para a manutenção da erradicação de algumas e erradicação definitiva de outras doenças imunopreveníveis, como sarampo, poliomielite, HPV e febre amarela; Enfatizar a importância das campanhas vacinais e servir de exemplo tanto na atualização da sua carteira de vacinação quanto reportando sua ida até a UBS para doses de reforço contra COVID-19 e vacina 2022 contra Influenza; e Compartilhar amplamente materiais de qualidade e, ao mesmo tempo, combater fake news sobre vacinas (indicamos:https://familia.sbim.org.br/ e https://drive.google.com/drive/folders/1kTS9-UASq2WWiP4zKNVE6XkLmCvsj98z), além de produzir seus próprios materiais, com linguagem que engaje seu público. Escolas, Universidades e Empresas Não há espaço mais apropriado e com potencial para engajar crianças e jovens, que levam os ensinamentos às suas famílias, que escolas e universidades. Ao mesmo tempo, é nas empresas que grande parte da população passa boa parte de seu tempo. Entre as ações que solicitamos prioridade das escolas, universidades e empresas estão: Estimulando a produção de trabalhos ou projetos sobre o tema, e ensinar a todas as crianças e jovens a importância da vacinação e a responsabilidade compartilhada por toda a população, com evidências científicas sólidas, para a manutenção da erradicação de algumas e erradicação definitiva de outras doenças imunopreveníveis, como sarampo, poliomielite, HPV e febre amarela; Estimular que compartilhem esse conhecimento com toda a família e que sejam agentes de mudança, revisando em suas casas, com seus familiares, as carteiras de vacinação de todos; Promover amplas campanhas na instituição de ensino ou empresa, com o convite de especialistas e compartilhamento de materiais informativos de qualidade (indicamos: https://familia.sbim.org.br/); Contatar amigavelmente, com uso de informativos, pais, mães e responsáveis por crianças e adolescentes ao atingirem idade para uma determinada vacina, a fim de lembrá-los e incentivá-los; e Às universidades cabe, ainda, conduzir pesquisas, monitorar a cobertura vacinal da população, propor ações para prontamente reduzir riscos identificados e manter relação colaborativa com os meios de comunicação de massa, divulgando informações de interesse público com linguagem acessível. Por meio de parcerias e colaborações, estamos certos de que será possível reverter essa preocupante baixa de cobertura vacinal e, como consequência, melhorar a saúde e qualidade de vida da população como um todo, reduzindo custos múltiplos para toda a sociedade. Aproveitamos, ainda, para declarar nosso apoio à Campanha Vacina Mais. Respeitosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) www.ForumDCNTs.org Tércia Moreira Ribeiro da Silva, MSc, PhD Professora Adjunta e Pesquisadora Núcleo de Estudos e Pesquisa em Vacinação Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Câmara Técnica Assessora em Imunizações do Estado de Minas Gerais (CTAI-MG) www.somos.ufmg.br/professor/tercia-moreira-ribeiro-da-silva Patrícia de Luca, MSc Diretora Executiva Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) www.ahfcolesterol.org Andrea Levy, MSc Co-fundadora e Presidente Instituto Obesidade Brasil www.obesidadebrasil.com.br Balduino Tschiedel, MD, MSc Presidente Instituto da Criança com Diabetes (ICD) www.icdrs.org.br Bruno Helman Fundador e Presidente Instituto Correndo pelo Diabetes (CPD) www.correndopelodiabetes.com Cintia Cercato, MD, PhD Presidente Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) www.abeso.org.br Clovis Francisco Constantino, MD, PhD Presidente Renato Kfouri, MD, MSc Presidente do Departamento de Imunizações Mário Roberto Hirschheimer, MD Membro do Departamento de Bioética Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) www.sbp.com.br Cynthia Betti, MBA Diretora Nacional Plan International Brasil www.plan.org.br Elisangela Tolosa, MBA Diretora Executiva Camila Sartorato Gerente de Projetos Sociais e Saúde Horas da Vida www.horasdavida.org.br Emanuel Sarinho, MD, PhD Presidente Lorena de Castro Diniz, MD Coordenadora do Departamento de Imunizações Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) www.asbai.org.br Fadlo Fraige Filho, MD, PhD Presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) www.anad.org.br Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) www.fenad.org.br Guilherme Nafalski, MSc, PhD Coordenador Painel Brasileiro da Obesidade www.institutocordial.com.br/painelobesidade Gustavo San Martin Fundador e Diretor Executivo Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) www.amigosmultiplos.org.br Crônicos do Dia a Dia www.cdd.org.br Irma de Godoy, MD, PhD Presidente Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) www.sbpt.org.br Juarez Cunha, MD Presidente Renato Kfouri, MD, MSc Primeiro Secretário Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) www.sbim.org.br Levimar Rocha Araújo, MD Presidente Hermelinda Cordeiro Pedrosa, MD Diretora Científica Regional DF Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) www.diabetes.org.br Lucas Leme Galastri Presidente ADJ Diabetes Brasil www.adj.org.br Luis Fernando Meyer, MSc Presidente Instituto Cordial www.institutocordial.com.br Luiz Bortolotto, MD, PhD Presidente Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) www.sbh.org.br Maria Paula de Albuquerque, MD, PhD Gerente Geral Clínica Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) www.cren.org.br Marta Axthelm Presidente Volnei Costa, MD Presidente do Conselho Científico Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) www.abrata.org.br Merula Steagall Presidente da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) Idealizadora do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) Membro do Comitê Diretivo da Rede Alianza Latina www.abrale.org.br Mônica Andreis, MSc Diretora Executiva ACT Promoção da Saúde www.actbr.org.br Monica Mota Silveira, MD, PhD Fundadora e Presidente Instituto de Saúde Mental e Diabetes www.facebook.com/saudementalediabetes Paulo M. Hoff, MD, PhD Presidente Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) www.sboc.org.br Pedro Baumgratz de Paula, MSc Diretor Executivo Brasil Vital Strategies www.vitalstrategies.org Rafael Stelmach, MD, PhD Presidente Fundação ProAR www.fundacaoproar.org.br Rita de Cássia Domingues Gestora Instituto Contemplo www.contemplo.ong.br Rita Passos Presidente Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) www.abqv.org.br Sandra Silva Marques Coordenadora de Advocacy Grupo de Estudo e Pesquisa Respiratória na Atenção Primária da Saúde (GEPRAPS) www.gepraps.com.br Sheila Martins, MD, PhD Presidente Rede Brasil AVC www.redebrasilavc.org.br Wilson Chediek Presidente Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD) www.apcd.org.br Zuleid Mattar, MD Diretora de Políticas Governamentais Associação Brasileira de Asmáticos www.abrasaopaulo.org

  • ONU - Guia para Implementação de Ciência do Comportamento

    Muitas vezes, a missão e os objetivos da ONU estão criticamente ligados à mudança do comportamento humano. A ciência comportamental nos permite diagnosticar as barreiras que impedem as pessoas de se envolverem em um determinado comportamento, identificar facilitadores que ajudam as pessoas a alcançar seus objetivos e projetar e medir o impacto das intervenções com base nesses entendimentos. Em reconhecimento desse potencial para catalisar a mudança, o Secretário-Geral da ONU identificou a ciência comportamental como uma capacidade central para promover uma transformação mais ampla da ONU e a incluiu no Quinteto da Mudança. A ciência comportamental, juntamente com dados, inovação e transformação digital, previsão estratégica e orientação para desempenho e resultados, fortalecerá a capacidade da ONU de cumprir seus mandatos, incluindo a Agenda 2030. Para incentivar todos os colegas da ONU a explorar e aplicar a ciência comportamental em áreas programáticas e administrativas, o Secretário-Geral, com o apoio do Grupo de Ciência Comportamental da ONU da Rede de Inovação da ONU, publicou uma Nota de Orientação sobre Ciência Comportamental em 2021. A Nota de Orientação foi complementada pelo Relatório de Ciência Comportamental da ONU, que descreve abordagens e experiências de 25 Entidades da ONU e compartilha etapas práticas para criar um ambiente propício para a aplicação da ciência comportamental. Com base nisso, o “Guia para Implementação de Ciência do Comportamento” visa fornecer uma introdução mais detalhada à aplicação da ciência comportamental e orientação sobre como aplicá-la às políticas, programas e administração de uma Entidade da ONU. Este documento destina-se a profissionais da ONU com uma compreensão introdutória da ciência comportamental que estejam interessados em aplicá-la em seu trabalho. O Guia baseia-se em orientações e kits de ferramentas de ciência comportamental existentes, ao mesmo tempo em que leva em consideração as lições aprendidas com as experiências das Entidades da ONU com a aplicação da ciência comportamental. As seções são organizadas em torno das etapas cronológicas mais comumente envolvidas em projetos de ciência comportamental, incluindo considerações específicas da ONU. Acesse o recurso aqui. Texto traduzido e adaptado de Practitioner’s Guide to Getting Started with Behavioural Science.

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