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- UNICEF - O desafio da infância saudável
Envie suas ideias para o Healthy Childhood Challenge (O desafio da infância saudável). As ideia revolucionária para construir ambientes onde as crianças possam comer bem, ser ativas e manter um peso saudável estão sendo requisitado no desafio lançado juntamente com o UNICEF com Novo Nordisk, com a oportunidade de financiar 3 projetos vencedores receberem US$ 100.000,00 para projetos piloto. O Desafio está buscando grandes ideias que irão melhorar as chances das crianças de serem bem nutridas, ativas e mentalmente bem nos ambientes em que vivem. Esta iniciativa é focada no financiamento e apoio de ideias que promovam ambientes saudáveis para o desenvolvimento de crianças no mundo inteiro. O projeto The Healthy Childhood Challenge propõe que comunidades, ONGs (organizações sem fins lucrativos), instituições de ensino e saúde, e organismos públicos, apresentem ideias que promovam ambientes de crescimento e desenvolvimento saudáveis para todas as crianças, ajudando a reduzir as desigualdades a nível da saúde. Para a 2ª edição, o foco é a infância e prevenção de doenças crônicas. A organização do desafio defende que uma saúde deficiente numa idade mais jovem, aumenta o risco de desenvolvimento de condições não transmissíveis, como é o caso da obesidade. As inscrições já estão abertas, então inscreva-se aqui.
- NCD Alliance - Financiamento em CCNTs como base para sociedades e economias saudáveis
As CCNTs (condições crônicas não transmissíveis) – as condições mais prevalentes e mortais do mundo – representam uma pandemia por si só, mas quando misturadas com um surto de uma doença infecciosa, o resultado tem sido devastador para os sistemas de saúde e as comunidades que atendem em todos os lugares. A pandemia da COVID-19 revelou que a prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento de CCNTs são indispensáveis à preparação dos sistemas de saúde e à resiliência da população. O mundo não estará preparado para futuras ameaças à saúde nem cumprirá os compromissos globais com a Cobertura Universal de Saúde (UHC) enquanto as pessoas em maior risco continuarem sendo deixadas para trás. Quem paga pelas CCNTs na atenção primária, em comparação com doenças infecciosas e saúde reprodutiva? Parcela dos gastos com cuidados de saúde primários, por fonte de financiamento e função de saúde 2019 (%) A NCD Alliance publicou a política que defende o aumento do investimento na prevenção e cuidados de CCNT, como parte da prestação de UHC e não deixando ninguém para trás. O fracasso de longa data dos governos e da comunidade global de saúde em mobilizar financiamento adequado para prevenção e cuidados de CCNTs ampliou o custo humano e econômico da pandemia e continua sendo a principal barreira em todo o mundo para melhorar os resultados de saúde e garantir a resiliência e a sustentabilidade do sistema de saúde. Especialmente em países de baixa e média renda, que são o foco principal da política publicada. O investimento em CCNTs não deve mais ser uma reflexão tardia para doenças infecciosas ou negligenciado nos serviços de saúde. Os governos e a comunidade global de saúde devem fazer mudanças substanciais para alcançar uma abordagem mais direcionada e estratégica ao investimento na resposta às CCNTs que renderá dividendos a longo prazo. A publicação examina a lacuna de investimento e apresenta uma visão geral do estado atual do financiamento de CCNTs, em relação à carga global de doenças e em comparação com outras prioridades globais de saúde. Eles descrevem as diferentes fontes e caminhos para o financiamento de CCNTs: mobilização de recursos internos, apoio bilateral e multilateral, filantropia e financiamento inovador, incluindo o setor privado. As CCNTs recebem o menor financiamento em relação à carga global por uma margem enorme, com US $0,64/Dia. Todas as outras condições receberam um investimento muito maior em relação à carga global de cada doença. Destinado principalmente aos defensores da saúde e do desenvolvimento, a publicação vem para apoiar o envolvimento com tomadores de decisões financeiras e investidores, incluindo Ministérios das Finanças, agências de desenvolvimento, agências multilaterais e filantropias. Defende a ampliação dos investimentos atualmente insuficientes em CCNTs, descreve o custo da inação, destaca caminhos viáveis para aumentar o financiamento e propõe um apelo à ação para o Segundo Diálogo de Financiamento Global sobre CCNTs previsto para ocorrer em 2023 e nas próximas Nações Unidas Reuniões de alto nível da Assembleia Geral sobre UHC e em 2023 e CCNTs em 2025. O material está complementado por uma publicação adicional de estudos de caso de melhores práticas, destinados a tomadores de decisão e doadores de saúde e finanças, ilustrando as soluções e a viabilidade de fechar a lacuna de investimento em CCNTs. Acesse o recurso na íntegra aqui.
- Maioria dos países pode reduzir as mortes por CCNTs em um terço até 2030
Quase todos os países do mundo podem reduzir as mortes prematuras por condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), como câncer, doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral, doenças respiratórias crônicas e diabetes em um terço até 2030, mostra um artigo sobre política de saúde lançado em 26 de março como parte do Lancet NCD Countdown 2030. Para conseguir isso, o documento descreve uma estratégia de investimento de 21 intervenções custo-efetivas que podem formar a espinha dorsal das estratégias nacionais de CCNTs, especialmente em países de baixa e média renda (LMICs). Todos os Estados Membros da ONU se comprometeram com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em 2015, comprometendo-se a oferecer saúde e bem-estar para todos, alcançar cobertura universal de saúde e construir um mundo mais próspero, equitativo e sustentável. Mas a partir de 2019, poucos países estavam no caminho certo para cumprir a meta 3.4 do ODS, que prevê a redução da mortalidade prematura por CCNTs em um terço de 2015 a 2030. A pandemia de COVID-19 desde 2020 colocou o mundo ainda mais atrasado devido a graves interrupções nos serviços e cuidados essenciais de CCNTs. No entanto, se a estratégia fosse implementada, todos os países ainda poderiam atingir ou quase atingir a meta. As 21 intervenções estão alinhadas com as NCD Best Buys da OMS. Embora as vias de intervenção clínica específicas variem entre os países e regiões, as políticas para reduzir os riscos comportamentais, como tabagismo, uso de álcool e ingestão excessiva de sódio, seriam relevantes em quase todos os países, representando quase dois terços dos ganhos em saúde de qualquer pacote NCD adaptado localmente. “Existe uma crença generalizada na comunidade global de saúde e desenvolvimento de que combater as CCNTs é muito caro e que não é viável em países com recursos muito limitados. Nosso relatório desmascara completamente essa ideia”, disse David Watkins, principal autor do artigo. "Mostramos que há uma gama de opções altamente econômicas para prevenir e tratar CCNTs, a maioria das quais pode ser fornecida por meio de sistemas de saúde primários. Argumentamos que os governos ignoram as CCNTs por sua conta e risco. Em última análise, os investimentos em CCNTs são investimentos nos sistemas de saúde de amanhã e podem gerar altos retornos – desde que sejam feitos com sabedoria.” A implementação do pacote mais eficiente de intervenções em cada região do mundo exigiria, em média, US $18 bilhões adicionais anualmente ao longo de 2023-30. Os retornos desse investimento para os governos são altos em termos de vidas salvas e ganhos econômicos: evitaria 39 milhões de mortes e geraria um benefício econômico líquido médio de US $2,7 trilhões, ou US $390 per capita. Proteger os investimentos atuais em CNTs e intensificar as ações é particularmente importante no contexto da COVID-19 e um pré-requisito para a resiliência, preparação para pandemias e segurança da saúde, uma vez que as pessoas que vivem com CNTs experimentaram um aumento nas taxas de hospitalização, complicações e mortalidade devido à COVID-19. 19. “Este artigo da Lancet reforça o que já sabíamos ser a verdadeira pré-pandemia e mais ainda hoje: que com investimentos relativamente baixos, a maioria dos países poderia fazer grandes incursões em suas cargas de condições crônicas e simultaneamente atingir as metas da ONU até 2030”, disse Katie Dain, CEO da NCD Alliance. “O fortalecimento da resposta às DCNTs é um pré-requisito para a resiliência, preparação para pandemias e segurança da saúde”. As oportunidades perdidas de prevenir CCNTs aumentaram a suscetibilidade da população à mortalidade relacionada ao COVID-19, um padrão que pode se repetir em futuras pandemias. A preparação para a pandemia e a segurança global da saúde não podem ser separadas dos esforços para prevenir as DCNTs e fortalecer os serviços básicos para cuidados crônicos e complicações agudas. O documento está bem alinhado com o próximo Roteiro de Implementação de CNTs da OMS, que visa fornecer apoio semelhante aos governos de LMIC, sinalizando e contribuindo para uma resposta global mais unida às DCNTs e preparação para pandemias. Texto traduzido e adaptado por Lucas Xavier de: Most countries can reduce NCD deaths by one third by 2030, study shows Leia também: Investimentos com boa relação custo-benefício, ou por que a redução da mortalidade por DNTs até 2030 ainda é realista para todos os países - NCD Alliance
- OMS publica relatório do Grupo Técnico Assessor em Diabetes (TAG-D)
OMS acaba de publicar relatório referente à primeira reunião do WHO Technical Advisory Group on Diabetes (TAG-D). Neste, fica evidente que muitas das recomendações submetidas pelo FórumDCNTs e seus membros, em 2021, foram acolhidas. O objetivo da reunião foi dar continuidade ao desenvolvimento de planos e metas do Global Diabetes Compact, após a adoção da Resolução do Diabetes - cujo envolvimento do Brasil contou com o acompanhamento do FórumDCNTs e seus membros - durante a Assembleia Geral da Saúde de 2021 (WHA). Estiveram também entre os objetivos da reunião discutir: Um conjunto de recomendações para fortalecer e monitorar as respostas ao diabetes em âmbito nacional, nos programas de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Isso incluiu a identificação de populações em risco e metas relacionadas ao cuidados do diabetes. Como ampliar o apoio a países de baixa e média renda (LMIC) para melhorar as respostas ao diabetes dentro dos programas nacionais de DCNTs. Como melhorar o monitoramento e a avaliação das respostas nacionais ao diabetes. Abaixo alguns do principais pontos discutidos pelos membros do TAG-D durante os dois dias de reunião (documento na integra aqui). Este debate, suas ênfases e conclusões indicam boa parte do caminho que será seguido nos avanços do Global Diabetes Compact. De acordo com o documento, os participantes saudaram fortemente o desenvolvimento de metas globais, mas destacaram também que as metas propostas atualmente omitem complicações comuns e evitáveis do diabetes, como pé diabético ou doença ocular. O grupo discutiu oportunidades e desafios relacionados à implementação das recomendações e metas propostas em nível nacional. Os membros do TAG-D destacaram a utilidade da abordagem STEPwise da OMS para Vigilância de Fatores de Risco para DCNTs (STEPS) e sugeriram a integração da saúde ocular, dos pés e mental em um próximo módulo de diabetes do STEPS. Enfatizaram, também, a necessidade de: Garantir às pessoas que vivem com diabetes espaço para co-criar soluções conforme sua experiência vivida com o diabetes, o que as torna especialistas em sua condição. Sem considerar totalmente a experiência da pessoa que vive com diabetes em um determinado contexto socioeconômico e cultural, os formuladores de políticas e os profissionais de saúde não podem projetar e implementar soluções eficazes. Apesar dos esforços de advocacy estarem em andamento há anos, ainda há muito a ser feito para envolver as pessoas que vivem com diabetes. Tornar o acesso à insulina 100 anos após sua descoberta uma prioridade. Acesso ao essencial medicamentos para diabetes e produtos de saúde é a pedra angular nos cuidados de qualidade. Os governos nacionais e os parceiros internacionais nos países também devem abordar e priorizar o acesso desigual das pessoas à insulina. A OMS tem um papel crucial a desempenhar na ampliando o acesso em LMICs. Endereçar a falha na implementação em intervenções clínicas e econômicas em diabetes, a “lacuna de implementação”, deve ser um foco para o Global Diabetes Compact. Soluções, muitas vezes “low-tech”, que se mostraram eficazes em um contexto, podem ser adaptadas para outro. Considerar a saúde mental das pessoas com diabetes pode ajudar os profissionais de saúde a oferecer cuidados de qualidade. A saúde mental e o apoio psicossocial influenciam a adesão ao tratamento. Depressão é uma importante comorbidade em pessoas com diabetes. O TAG-D convidou o departamento da OMS de Saúde Mental e Abuso de Substâncias para discutir saúde mental e diabetes no futuro TAG-D. Garantir acesso contínuo a medicamentos essenciais e insumos de saúde para diabetes na atenção primária. Capacitar a força de trabalho da saúde para cuidar de pessoas com diabetes: o número de diabetologistas é limitado em LMIC e a competência em diabetes de outros profissionais é muitas vezes limitada. A educação médica continuada ajuda a garantir que os médicos e outros trabalhadores da saúde, especialmente em áreas carentes, tenham treinamento necessário para detectar, diagnosticar e cuidar de pessoas com diabetes. Investir em cuidados integrados e educação estruturada para ajudar as pessoas a gerenciar seus diabetes. As pessoas têm de estar equipadas com os recursos para gerir seu diabetes adequadamente, viver bem e prevenir ou retardar complicações. [educação em diabetes] Fortalecer o uso de tecnologia e da telemedicina. A pandemia de COVID-19 impactou desproporcionalmente os pessoas com diabetes, mas também mudou a relação médico-paciente, introduzindo consultas online e clínicas virtuais. Telemedicina e tecnologias adaptadas para ambientes de baixa renda podem melhorar o acesso aos cuidados em todas as áreas, especialmente em regiões remotas. Entre as próximas etapas, algumas se mostram bastante alinhadas à experiência do FórumDCNTs, como a 4: Propor outras intervenções e atividades estratégicas para implementação pela OMS, composta por: Liderança: Que oportunidades e desafios a OMS deve abordar ao trabalhar em parceria com pessoas com diabetes, organizações não governamentais (ONGs), fundações filantrópicas, instituições acadêmicas, associações empresariais e o setor privado para apoiar os países na implementação de respostas nacionais ao diabetes (e alcançar a meta 3.4.1 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável até 2030)? Apoio ao país (assistência técnica): Como a OMS pode desenvolver melhor o Diabetes Compact em uma parceria inovadora antes de sua conclusão em 2030? Como a OMS pode operacionalizar o Pacto Global de Diabetes da OMS em nível nacional? Como pode ser financiado? Para a reunião seguinte, os membros do TAG-D ficaram de identificar e compartilhar soluções de baixa tecnologia que tenham provado para ser eficazes, e que pode ser adaptadas a outros contextos. Fonte: https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/352890/9789240044159-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y (acesso em 3/5/2022)
- OMS - Lançamento para Submissões de Ação Multissetorial sobre Prevenção e Controle em DCNTs
A Chamada de Submissões é para que os Estados Membros e outros governos nacionais, particularmente de países de baixa e média renda, apresentem suas experiências no uso de ações multissetoriais (MSA) para fortalecer a colaboração entre os setores governamentais. O objetivo desta Chamada para Submissões é mapear experiências em nível de país e desenvolver estudos de caso que apresentem abordagens bem-sucedidas na implementação de MSA e divulgar casos selecionados para maior colaboração de conhecimento e desenvolvimento de capacidade. A Chamada de Submissões está aberta a todos os países até 30 de Junho de 2022. O processo de submissão de candidaturas é feito através de uma plataforma online, respondendo a um questionário checklist. É muito simples! Estão sendo solicitadas submissões de todos os países; entretanto, exemplos de países de baixa e média renda são particularmente encorajados. Agências governamentais, ministérios ou equivalentes, tanto do setor da saúde como de outros setores, são bem-vindos para enviar suas solicitações. Todas as submissões concluídas e aceitas serão apresentadas em um relatório, acessível on-line e amplamente divulgado por meio de canais e redes da OMS. Outras atividades de colaboração e intercâmbio de conhecimento ocorrerão para mostrar essas experiências bem-sucedidas antes da preparação para a quarta Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre DCNTs em 2025. Saiba mais aqui e acesse o questionário online aqui!
- 2° Edição Prêmio Marcos Moraes de Oncologia - inscrições abertas até 22/05
Fundação do Câncer abre inscrições para a segunda edição do Prêmio Marcos Moraes, que reconhece ações de prevenção e cuidados na área de Oncologia Estão abertas até 22 de maio as inscrições para o Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer. Os interessados devem submeter seus trabalhos totalmente on-line, via site oficial. Realizado pela Fundação do Câncer, a premiação visa reconhecer o trabalho de pessoas, instituições científicas, hospitalares ou do Terceiro Setor que desenvolvem ações de prevenção, promoção da saúde ou para a melhoria da experiência da pessoa com câncer e do cuidado integral em Oncologia. São três categorias contempladas: Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer; Cuidados Paliativos; e Iniciativas para o Controle do Câncer. Os três finalistas de cada uma delas receberão certificados de participação e medalha e os melhores colocados ganham prêmios em dinheiro para estimular ainda mais seus trabalhos. O Prêmio homenageia o médico alagoano Marcos Moraes, cirurgião oncológico de renome nacional e internacional que criou a Fundação do Câncer, e conta com o apoio do Instituto Oncoclínicas. Acesse www.premiomarcosmoraes.com.br, conheça o regulamento e participe.
- Abertas inscrições para 2° Edição do Prêmio de Comunicação Fundação José Luiz Egydio Setúbal
Estão abertas as inscrições para o Prêmio de Comunicação Fundação José Luiz Egydio Setúbal, que chega a sua segunda edição. O objetivo é valorizar a produção de conteúdos que tratem da saúde de crianças e adolescentes. Podem ser inscritos reportagens e materiais produzidos de junho do ano passado a junho próximo, quando se encerram as inscrições. O resultado será divulgado em setembro, com premiação de R$ 70 mil reais divididos entre as categorias. Dentre as novidades deste ano está o aumento da premiação em dinheiro – os profissionais passam a ganhar R$ 10 mil reais por trabalho vencedor, e R$ 5 mil para os estudantes – um aumento de 40% em relação ao ano passado. E, a categoria Campanha de Comunicação, vai permitir a participação de órgãos públicos dos Estados e municípios. Na primeira edição do prêmio, quase 200 trabalhos foram inscritos, e a expectativa agora é aumentar a abrangência. “A qualidade das reportagens e materiais que recebemos em 2021 foi altíssima, e neste ano queremos chegar a um maior número de jornalistas e criadores de conteúdo, para ampliar a visibilidade em torno das importantes histórias que contam”, afirma José Luiz Egydio Setúbal, presidente da fundação que leva seu nome. A Fundação José Luiz Egydio Setúbal é hoje um dos principais agentes de fomento à saúde infantil no país atuando por meio da assistência direta às crianças no Hospital Sabará (SP) e promovendo pesquisa e ensino no Instituto Pensi. Também faz advocacy, desenvolve estudos relacionados à filantropia e dissemina informação em várias plataformas como o canal do Youtube Saúde da Infância. Quem pode participar do prêmio: Jornalistas, comunicadores e produtores de conteúdo (“creators”); Profissionais da área de saúde que produzam conteúdo focado no tema do prêmio; Sociedades médicas, organizações da sociedade civil, coletivos de comunicação, órgãos estaduais e municipais que tenham iniciativas na área; Estudantes universitários de graduação (que concorrerão separadamente dos profissionais e comunicadores já formados). Quais as categorias: Texto: reportagens ou séries de reportagens em meio impresso ou digital; Áudio: reportagens ou séries de reportagens produzidas para rádio ou no formato podcast; Vídeo: reportagens ou séries de reportagens para a TV em geral ou em plataformas de vídeos como o YouTube ou Vimeo; Iniciativas digitais: conteúdos para sites/plataformas ou mídias sociais como Facebook, Instagram, Tik Tok, Twitter, dentre outras; Campanhas de comunicação: iniciativas produzidas por entidades de classe de saúde, ONGs, coletivos de comunicação, órgãos estaduais e municipais sobre temas relacionados à causa da saúde. As inscrições vão até o dia 30 de junho. O júri irá divulgar os nomes dos três finalistas de cada categoria no mês de agosto. Em setembro será anunciado o nome do “grande vencedor” para cada uma destas cinco categorias, tanto profissionais formados quanto estudantes, totalizando nove vencedores. Inscrições aqui
- Unidos Pela Cura - Resultados do 18º Boletim
A estratégia de promoção do diagnóstico precoce do câncer infantil Unidos Pela Cura (UPC) registrou, entre 2008 e 2020, 2.146 encaminhamentos de casos com suspeita de câncer em crianças e adolescentes, realizados por 230 unidades da Atenção Primária à Saúde (APS) do Rio de Janeiro. Entre os casos encaminhados pelo fluxo do UPC, 91% tiveram a consulta agendada nos hospitais especializados em até 3 dias úteis e 8% dos casos tiveram o diagnóstico de câncer confirmado. O resultado é um dos destaques da 18ª edição do Boletim Unidos Pela Cura, informativo sobre a metodologia desenvolvida pelo Instituto Desiderata em parceria com gestores públicos das secretarias municipal e estadual, hospitais especializados e outras instituições da sociedade civil. A estratégia busca o aprimoramento do diagnóstico precoce do câncer infantil a partir de três eixos: a organização de um fluxo de encaminhamento para os centros de referência, a criação de um sistema de monitoramento de casos e a capacitação de profissionais da saúde para identificação dos sintomas. Os dados do boletim apontam um aumento anual do número de encaminhamentos de casos suspeitos. Entre 2008 e 2020, 1.551 usuários de 0 a 19 anos iniciaram a investigação nos Hospitais Polo e a maioria, 81%, teve a avaliação clínica concluída. O câncer é a primeira causa de morte entre crianças e adolescentes no Brasil e o diagnóstico precoce é a principal forma de aumentar as chances de cura e melhorar a qualidade de vida dos sobreviventes. Os resultados reafirmam a importância da continuidade e consolidação da política pública, mesmo com a alternância de gestões do poder público. “Após 17 anos de atuação, os resultados nos mostram que, se assumirmos um compromisso conjunto entre gestores públicos, profissionais e sociedade civil e atuarmos fortalecendo uma rede de atenção à saúde integrada e comprometida com o cuidado, conseguimos aumentar os índices de diagnóstico precoce. É fundamental que a experiência do Rio de Janeiro sirva de referência para que outras regiões possam também consolidar sua própria rede, garantindo que todas as crianças e adolescentes brasileiros possam ter as mesmas chances de cura”, analisa Carolina Motta, gestora de projetos na área de Oncologia do Instituto Desiderata. Capacitação de profissionais da saúde é fundamental para atingir bons resultados A Atenção Primária à Saúde é a porta de entrada preferencial do SUS e a capacitação de profissionais de saúde pelo eixo da educação do Unidos Pela Cura também foi fundamental para a expansão do diagnóstico precoce do câncer infantil. De 2008 a 2020, foram 4378 profissionais da Atenção Primária à Saúde qualificados para suspeita e identificação dos sinais e sintomas do câncer infantil nos modelos presencial e EAD. Como resultado, 97% das unidades da Atenção Primária encaminharam casos suspeitos no período. Acesse também: Confira as instituições que fazem parte dessa iniciativa. Saiba como levar a estratégia UPC em cada município.
- WHO - Terceiro Ciclo do NCD LAB até 15/05
O NCD Lab está aceitando propostas para o Terceiro Ciclo do Laboratório de CCNTs da OMS. O foco do terceiro ciclo do NCD Lab é a obesidade: combater a obesidade por meio da inovação e da ação global. As propostas podem ser enviadas de 4 de abril a 15 de maio de 2022. As tendências recentes mostram um aumento global no número de pessoas que vivem com obesidade. As últimas descobertas destacam que os países não apenas perderão as metas da OMS de 2025 para interromper o aumento da obesidade nos níveis de 2010, mas que o número de pessoas com obesidade deverá dobrar em todo o mundo até 2030. Como parte do Plano de Aceleração da OMS para combater e reverter a obesidade, o NCD Lab está pedindo abordagens inovadoras que abordem os complexos determinantes da obesidade e tenham o potencial de impactar positivamente as decisões das pessoas em relação à ingestão de alimentos e atividade física. As submissões devem abordar um dos três temas do NCD Lab: Mulheres e meninas: Em 2030, 1 em cada 5 mulheres viverá com obesidade, em comparação com 1 em cada 7 homens. Desigualdades de gênero e outras que se cruzam em áreas como educação, economia do cuidado, sistemas de saúde, mobilidade e normas culturais restringem as escolhas que meninas e mulheres de todas as idades podem fazer em relação à ingestão de alimentos e atividade física. CCNTs e a próxima geração: Crianças e adolescentes são mais vulneráveis ao marketing comercial de alimentos não saudáveis, bem como à nutrição inadequada em países de renda baixa e média. Crianças e adolescentes com obesidade também são mais propensos a sofrer estigma, bullying e problemas de saúde mental, incluindo depressão, ansiedade e baixa autoestima. Envolvimento Significativo de PLWNCDs e Condições de Saúde Mental: A obesidade é uma DCNT e um fator de risco significativo para DCNTs, particularmente hipertensão, diabetes tipo 2, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer. A relação entre obesidade e condições de saúde mental também é bidirecional – as pessoas que vivem com obesidade são mais propensas a experimentar condições de saúde mental, como depressão e vice-versa. As pessoas que vivem com DCNT e condições de saúde mental devem, portanto, estar no centro das políticas, programas e serviços voltados à prevenção, manejo e tratamento das DCNTs, incluindo a obesidade. Saiba mais e inscreva-se clicando aqui.
- OMS lança o Pacto Global pelas CCNTs
A OMS celebra o estabelecimento de um novo Grupo de Chefes de Estado e de Governo para acelerar o progresso em direção à meta dos ODS para condições não transmissíveis ̶ uma redução de um terço das mortes prematuras por condições como diabetes, câncer, doenças cardíacas e pulmonares e a promoção de doenças mentais saúde e bem-estar. A decisão foi tomada no Diálogo Estratégico Internacional Inaugural sobre condições não transmissíveis (CCNTs) e os objetivos de desenvolvimento sustentável, realizada em Accra (Gana), onde foi lançado um novo Pacto Global em NCDs. O diálogo foi co-hospedado pela OMS, juntamente com os governos de Gana e Noruega. Chefes de Estado destacaram a urgência da pandemia de CCNTs, que mata 7 de 10 pessoas globalmente de fatores de risco como tabaco, álcool, dieta insalubre, inatividade física e poluição do ar. As CCNTs são amplamente evitáveis e tratáveis, quase 7 milhões de vidas podem ser salvas por apenas US $0,84 por pessoa por ano a partir de agora até 2030. Esse investimento poderia gerar mais de US $230 bilhões em benefícios econômicos e sociais, e evitaria quase 10 milhões de ataques cardíacos e acidentes vasculares globalmente até 2030. Os chefes de estados e governos do Grupo anunciaram que reunirá os países defendendo a Agenda de CCNTs e se convocará anualmente na Assembléia Geral da ONU. Espera-se que a primeira reunião seja realizada em setembro de 2022. O Pacto do CCNTs se concentrará em cinco áreas-chave de compromisso: ´prevenindo, até 2030, a vida de 50 milhões de pessoas que morreriam prematuramente de CCNTs, implementando as medidas mais econômicas para prevenir e controlar os CCNTs; Proteger 1,7 bilhão de pessoas que vivem com os CCNTs, garantindo que eles tenham acesso aos medicamentos e cuidados que precisam durante emergências humanitárias; integrando as CCNTs dentro da atenção primária à saúde e da cobertura universal de saúde; vigilância e monitoramento abrangentes das CCNTs; e engajando-se de 1,7 bilhão de pessoas que vivem com as condições CCNTs e da saúde mental na formulação de políticas e programação. Os benefícios econômicos, assim como a saúde, o investimento em CCNTs foi um tema claro no diálogo. A Noruega tem sido um FrontRunner em investimento na luta contra o CCNTs, investindo internacionalmente, tornando-se o primeiro país do doador a incluir o CCNTs em sua estratégia de desenvolvimento internacional. Nana Addo Dankwa Afuko-Addo, presidente do Gana, delineou os sucessos de Gana na implementação de medidas de redução de demanda de tabaco e introduzindo diretrizes para a gestão de CCNTs, mas também destacou os desafios para os países de baixa renda em desenvolvimento. A Presidente do Gana, disse: "A aderência ao fenômeno das CCNTs requer liderança para fornecer visibilidade aos problemas às CCNTs. Peço aos meus chefes de colegas estaduais para se juntarem a mim como estabelecemos um grupo presidencial (não vinculativo) e, à medida que encontramos soluções para as CCNTs com um roteiro de cobertura universal de saúde e os objetivos de desenvolvimento sustentável. Em nosso tempo, este será nosso legado ". Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, afirmou: "Além das vidas que eles tomam, as CCNTs levam um pesado em economias, cortando as pessoas em seus anos mais produtivos. Superar este desafio requer compromisso técnico, financeiro e, acima de tudo, político. Agradeço aos governos da Noruega e do Gana por estabelecer os primeiros chefes globais de Grupo Estadual e Governo sobre CCNTs e lançar o Pacto Global pelas CCNTs 2020-2030 ". Ainda, Jonas Gahr Støre, primeiro-ministro da Noruega, pronunciou: "Investir em sistemas de saúde mais fortes, a prestação de serviços e a prevenção dos NCDs farão populações vulneráveis mais resilientes para a COVID-19 e os futuros pandemias. Isso também é vital para promover a Universal Cobertura de saúde. Prevenção das CCNTs, e o acesso ao tratamento e ao medicamento deve ser um componente central nos esforços para aumentar a preparação e a resposta da pandemia, e na construção de volta na recuperação pós-pandemia". Acesse este recurso clicando aqui. Texto adaptado e traduzido por Lucas Xavier de: WHO, Ghana and Norway agree to accelerate actions to save lives in first International Strategic Dialogue on Noncommunicable Diseases and the Sustainable Development Goals
- Obesidade sem estigma, da prevenção ao direito ao cuidado” - Cobertura Completa do Evento 25/04
Na abertura do evento “Obesidade sem estigma, da prevenção ao direito ao cuidado” que tem como objetivo de aprofundar a compreensão sobre os determinantes sociais, culturais e clínicos da obesidade, identificar pontos de fragilidade na prevenção e tratamento da condição, engajar os setores público, privado e terceiro setor em esforços conjuntos para a elaboração de políticas e escala de programas holísticos de prevenção e cuidado integral, o Dr. Ronaldo Wieselberg evidenciou os estigmas que pessoas com obesidade enfrentam. Ele alerta sobre a importância da linguagem e relembra o documento “Linguagem Importa” lançado pelo FórumDCNTs com sugestões de palavras a serem escolhidas, trazendo valiosas recomendações, alicerçadas em referências globalmente estabelecidas. A Sra. Simone Tchernialovsky (Novo Nordisk) passou um panorama geral sobre os estigmas já citados, as políticas públicas implantadas e a necessidade de novas políticas em torno de um tema tão complexo e delicado. Ela fala sobre os recursos disponíveis da Novo Nordisk como o “Saúde Não Se Pesa”, campanha em parceria com a ABESO, explica o papel da instituição no investimento de pesquisas e desenvolvimento de tratamentos e tecnologias de saúde e cita algumas parcerias, incluindo o Painel Brasileiro da Obesidade, as quais ela usa para destacar a importância da comunicação entre setores para lidar com essa condição e que auxiliam a Novo Nordisk para que esse trabalho possa alcançar o maior número de pessoas. Ela finaliza sua fala inicial lembrando da importância de um tratamento acessível e atualizado para manter a saúde como prioridade. A Sra. Andrea Levy (Obesidade Brasil) destaca a importância de falar e entender melhor sobre a condição que atinge mais de 40 milhões de pessoas. Ela alertou sobre os obstáculos que ainda devem ser ultrapassados para fazer com que as pessoas, com e sem a condição, entendam que a obesidade é um quadro crônico e não puramente estético. Ela também alerta sobre os estigmas, a falta de empatia da população em relação a condição, a necessidade de abranger o assunto para melhor entendimento e a dificuldade causada pela falta de acessibilidade para essas pessoas. Para ilustrar, a Sra. Levy contou alguns casos de preconceito que ela presenciou durante seus anos de experiência e destaca que o preconceito mata, pois a pessoa com obesidade se isola da sociedade, para de estudar, têm menores salários ou dificuldades no mercado de trabalho, além de conviver com profissionais de saúde despreparados que os estigmatizam. O Dr. Wieselberg complementou as falas anteriores relembrando que obesidade por si só além de ser um quadro crônico, agrava mais de 190 outras questões de saúde. O Dr. Guilherme Nafalski (Instituto Cordial) dá início a sua participação dando um panorama da prevenção a obesidade nos últimos anos. Ele destaca, a partir do trabalho realizado pelo PBO, a complexidade e multifatoriedade da obesidade. O Dr. apresentou um mapeamento da rede de organizações envolvidas trabalhando nesse âmbito. Ele ainda aponta condições que agravam ou levam a essa condição e aponta que a obesidade é sempre tida como responsabilidade do setor da saúde, quando na verdade uma multiplicidade de setores deveriam estar atentos e engajados nessa questão. A Sra. Carolina Rocha, Analista de Saúde do Instituto Desiderata, fala sobre o cenário de prevenção, principalmente entre crianças e adolescentes. Ela traz dados do Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes que foram retirados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) que mostram o índice de obesidade nessas faixas etárias no Brasil e aborda como esses dados são importantes para a implementação de novas políticas públicas. A Sra. Rocha aborda pontos estratégicos para conseguir reduzir os indicadores de obesidade no Brasil como: capacitação de profissionais da saúde, ações regulatórias, levantamento de dados, disseminação de conhecimento e a comunicação, e destaca as ações regulatórias do Instituto Desiderata para esse fim, que são: restrição da oferta de bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados em escolas do Município do Rio de Janeiro, regularização e exposição de alimentos ultraprocessados em estabelecimentos comerciais e a implementação de salas de amamentação em empresas sediadas no Município do Rio de Janeiro. A Dra. Cintia Cercato (ABESO) traz dados de uma pesquisa feita pela instituição que está disponível em abeso.org.br sobre o atual cenário da obesidade. Ela aborda o despreparo de profissionais de saúde ilustrando com situações nas quais as pessoas sofreram constrangimento em consultas médicas. A Dra. apresentou dados que mostram que, apesar disso, o maior índice de constrangimento parte dos familiares e alerta para a urgência da necessidade de abordar essa temática e respeitar essas pessoas desconstruindo todos os estigmas. A Dra. ainda apontou dados sobre o tratamento e que cerca de 32% das pessoas com essa CCNT/DCNT não procuram ajuda profissional para fazer um tratamento adequado, isso muito em recorrência a falta de acolhimento, empatia e conforto por parte dos profissionais da saúde e que isso acontece com uma decorrência muito maior no setor público. Ela ainda alerta sobre os perigos de tratamentos “alternativos”, como chás e emagrecedores naturais não recomendados por profissionais da saúde, e a bandeira de alerta que essa situação evidencia em relação a necessidade de implantar tratamentos acessíveis, com acolhimento e profissionais qualificados. A Sra. Marília Albiero (ACTbr) aborda o tema das políticas públicas e regularização em combate a obesidade e desnutrição. A Sra. Albiero falou sobre a regularização do ambiente, que envolve o tabagismo, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas e alcoólicas que são agravantes e fatores de risco para DCNTs. Abordando também a prevenção em crianças e adolescentes, falou sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) que implementa regulamentações para ajudar nesse cenário, como a regularização da rotulagem de alimentos ultraprocessados e as mudanças publicitárias que já começaram a ser implantadas pelo resto do mundo. Para finalizar, ela reitera sua fala sobre a importância da tributação de alimentos com excesso de açúcar e gordura e como o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. A Sra. Gabriella Carrilho do Ministério da Saúde traz para debate o papel do SUS na prevenção e cuidado da obesidade no Brasil. A Sra. Carrilho discorre sobre a necessidade da comunicação entre setores, e como a obesidade é uma DCNT multifacetada e não individual. Ela ainda aborda recursos para conseguir fomentar a Atenção à Saúde Primária e expõe materiais lançados para auxiliar nos cuidados e informação sobre a condição. A Sra. Carrilho também trouxe ao webinar as estratégias traçadas pelo Ministério da Saúde para que os municípios possam melhorar a Atenção Primária à Saúde (APS), como: vigilância alimentar e nutricional, formação de educação permanente, promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável, cuidado de pessoas com sobrepeso e obesidade, comunicação direta, monitoramento, pesquisa e avaliação, e financiamento. Ela também aborda a Estratégia Nacional de Prevenção e Atenção à Obesidade Infantil lançada pelo Ministério da Saúde, para garantir um futuro mais saudável, destaca recursos disponíveis no aplicativo e-saúde como o ‘Peso Saudável’ que auxilia pessoas com obesidade e apresentou o Curso de Especialização Atenção à Saúde de Pessoas com Sobrepeso e Obesidade em parceria com a UFSC. Em debate aberto, os painelistas falam sobre o amadurecimento em relação ao tratamento perante a obesidade e o caminho que já percorreram. Eles expõe o risco dos mitos que circulam e como os documentos lançados podem, e tem, ajudado com isso e que o tratamento farmacológico não exclui a necessidade da mudança de estilo de vida. Quando questionados sobre o papel da sociedade em relação aos 40 milhões de pessoas acometidas pela obesidade, o Dr. Guilherme Nafalski traz de volta a debate a questão do acolhimento e como os estigmas não podem e não devem ser normalizados. A Sra. Andrea Levy complementa abordando que: a dificuldade no tratamento muitas vezes vem por meio do estigma de muitas pessoas não considerarem a obesidade como uma doença e como isso precisa ser falado e trazido a debate em âmbito social. A Sra. Tchernialovsky encerra a resposta evidenciando a necessidade da informação, o combate aos mitos e a disseminação de materiais de estudo que servem de auxílio para essa questão. Quando questionada sobre as estratégias para diminuir a curva de obesidade no Brasil, a Dra. Marília Albiero abordou os componentes e estratégias que têm auxiliado na redução da ascendência da DCNT no Brasil já abordados anteriormente, falou sobre a Agenda Regulatória e alertou que o ponto inicial mais importante não é o declínio da curva e sim a estabilização para evitar o ascendência constante da condição. Para encerrar, Sra. Albiero ainda destaca que, segundo a constituição, é um direito humano à alimentação adequada e saudável. Para encerrar, o Dr. Nafalski voltou a falar sobre a invisibilidade e negligência que a obesidade sofre e como o Painel da Obesidade tem se mobilizado para combater essa questão. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- ACT e IDEC alertam para a necessidade de controle e os riscos associados aos refrigerantes
A ACT, em parceria com o Idec, lançou a campanha “Não Engula Essa”, que mostra como essa indústria interfere em políticas públicas para continuar gerando impactos na saúde, meio ambiente e economia brasileira. O consumo excessivo de refrigerante está associado a doenças como diabetes, obesidade e hipertensão. Por ano, quase 13 mil pessoas morrem no Brasil pelo consumo de bebidas açucaradas. A indústria de refrigerantes é uma das maiores poluidoras do mundo. O prejuízo ambiental causado por plásticos ultrapassa os 9 bilhões de dólares por ano. Além de fazer mal à saúde, o plástico produzido pela indústria de refrigerante polui rios, mares e impacta a fauna. E não é só isso! Existem outros prejuízos que não querem que você saiba como incentivos fiscais bilionários, que são pagos por todos nós. A indústria de refrigerantes recebe incentivos fiscais de bilhões. Em 2016, segundo a Receita Federal, foram R$ 3,8 BI de isenção em impostos para o setor. A indústria cria obstáculos para a elaboração ou implementação de políticas regulatórias, financia estudos para gerar posicionamentos favoráveis a seus produtos e pressiona diferentes atores sociais para que a apoie com o objetivo de aumentar as vendas e lucros, enquanto a saúde de quem consome e o meio ambiente são deixados de lado. Conheça mais sobre a atuação dessas empresas e entenda à interferência da indústria! Sabia mais sobre a campanha clicando aqui.












