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- Atualização da Listas de Medicamentos Essenciais da OMS - até 16/12/2022
A próxima reunião do Comitê de Especialistas da OMS sobre a Seleção e Uso de Medicamentos Essenciais está programada para ser realizada na sede da OMS, Genebra, de 24 a 28 de abril de 2023 para revisar e atualizar as Listas Modelo da OMS de Medicamentos Essenciais e Medicamentos Essenciais para Crianças. O período de inscrição já está aberto e será encerrado dia 16 de dezembro de 2022. Durante o período de inscrição, os candidatos são incentivados a se envolver com a Secretaria de Medicamentos Essenciais (EML) para garantir que as inscrições atendam aos requisitos de conteúdo e qualidade e atendam adequadamente aos critérios para medicamentos essenciais seleção. As Listas Modelo da OMS de EML e Medicamentos Essenciais para Crianças (EMLc) são revisadas e atualizadas a cada dois anos pelo Comitê de Especialistas da OMS sobre Seleção e Uso de Medicamentos Essenciais. O processo é transparente e se baseia em uma avaliação baseada em evidências de eficácia e segurança, bem como em fatores adicionais, como a carga de doenças, uso de recursos e viabilidade. As Listas Modelo da OMS fornecem um modelo baseado em evidências sobre o qual os países podem basear suas próprias listas nacionais de medicamentos essenciais – medicamentos considerados necessários para todos os sistemas de saúde, independentemente do nível de desenvolvimento. É uma ferramenta fundamental para alcançar a cobertura universal de saúde porque fornece orientação aos governos, unidades de saúde e compradores sobre quais medicamentos são o melhor valor em termos de benefícios para indivíduos e comunidades. Mais de 130 países usam a Lista Modelo da OMS para desenvolver suas listas nacionais de medicamentos essenciais e orientar suas decisões de compra Informações para candidatos que preparam uma submissão. Mais informações, clique aqui.
- PHI - Três passos para uma comunidade de coração saudável
Hipertensão é a CCNT mais prevalente e que mais causa mortes por condições cardiovasculares no país. Um novo kit de ferramentas do Laboratório de Inovação em Saúde da População do PHI e do Escritório do Diretor Associado de Política e Estratégia do CDC. Com foco na construção de parcerias eficazes em todos os setores, incluindo negócios, saúde pública, saúde e organizações locais. O Toolkit for Change irá guiar o leitor através de três fases que podem ser usadas no desenvolvimento de uma ação comunitária eficaz colaborativa. Ele fornece recursos e orientações sobre como selecionar as melhores práticas para o manejo da hipertensão e fazer o “caso de negócios” para sua adoção. Step UP abrange as etapas fundamentais do estabelecimento de uma ação comunitária colaborativa e inclui ferramentas e recursos, bem como exemplos de estudos de caso. À medida que a colaboração muda para “fazer o trabalho”, o Step IN abrange tópicos que incluem coleta de dados, estabelecimento de sua visão e propósito, desenvolvimento de metas e resultados e escolha de intervenções. Quando uma colaboração focada na saúde do coração estiver pronta para Step Out, cobrimos os planos de avaliação e implementação, financiando e realizando o trabalho para as principais estratégias ao longo do tempo, bem como revisitando as principais práticas colaborativas. Há também uma seção separada sobre Entendendo a Economia e o Valor do Controle da Hipertensão, que se concentra na linguagem da avaliação econômica dos investimentos em saúde da comunidade. Acesse o recurso clicando aqui. Também acesse o material no site do PHI.
- HEARTS nas Américas: Guia e fundamentos para implementação
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a Iniciativa Global Hearts e seu Pacote Técnico HEARTS em 2016. Seu objetivo é melhorar os serviços clínicos preventivos na atenção primária à saúde (APS) usando intervenções altamente eficazes, escaláveis, sustentáveis e comprovadas. Como Escritório Regional da OMS para as Américas, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) está desenvolvendo e coordenando a Iniciativa HEARTS nas Américas com uma visão clara: até 2025, HEARTS será o modelo institucionalizado para gerenciamento de risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão, diabetes , e dislipidemia na atenção primária à saúde nas Américas. A Iniciativa HEARTS nas Américas está entrando em seu sexto ano de implementação, tendo se expandido da coorte original de 4 países para 22 países atuais que implementam o modelo HEARTS. O acúmulo de conhecimento, práticas e experiências de campo e de diferentes níveis de implementação foi compilado neste novo Guia e Fundamentos para Implementação. Este manual complementa o Guia de Implementação do pacote técnico WHO HEARTS. Ampliar as lições específicas aprendidas com a implementação sistemática do HEARTS nas Américas, uma vez que abrange vários papéis e requer coordenação entre departamentos do Ministério da Saúde (MS), partes interessadas, agências parceiras, sociedades científicas e instituições acadêmicas. Documentar as experiências de implementação e ampliação de países nas Américas é oportuno para impulsionar a institucionalização do modelo HEARTS para gerenciamento de risco de doenças cardiovasculares (DCV), incluindo hipertensão, diabetes e dislipidemia na APS nas Américas até 2025. Este manual foi projetado para ser prático e fácil de usar. O objetivo é orientar os implementadores nos níveis nacional e subnacional para navegar pelos diferentes estágios de implementação e garantir a sustentabilidade de longo prazo. O manual foi escrito para pontos focais nacionais, gestores e coordenadores a nível sub-regional, provincial, distrital, municipal e unidades de saúde que implementam HEARTS. Destina-se a responder a perguntas frequentes sobre as premissas, objetivos, componentes e etapas para a implementação da Iniciativa HEARTS nas Américas. Acesse o recurso clicando aqui.
- Evento Interativo - Como Otimizar Imunização para Reduzir Mortes Prematuras em DCNTs - 11/03
Objetivos: Compreender a relevância da priorização de imunização para grupos com CCNTs/DCNTs, a fim de prevenir os riscos de doenças infecciosas em pessoas com diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, asma, DPOC, câncer, entre outras DCNTs. Identificar onde avançamos e principais ameaças atuais ao PNI, assim como ajustes necessários, para proteger pessoas com condições crônicas de saúde ou em risco de desenvolvê-las. Engajar diferentes stakeholders e setores a fim de otimizar o planejamento da imunização, especialmente pensando em grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com CCNTs/DCNTs. Agenda 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização Mark Barone (FórumDCNTs) (Vídeo) Mauricio Mendonça (Sanofi) (Vídeo) Camila Sartorato (Horas da Vida) (Vídeo) 16h25-16h30 – Últimos avanços, principais ameaças e necessidade de atualização do PNI (Renato Kfouri, SBP | SBIm) (Vídeo) 16h35-16h40 – Principais ações globais e nacionais da OPAS/OMS para imunização em relação a DCNTs e grupos prioritários (Lely Guzmán, OPAS) (Vídeo) 16h45-16h50 – Riscos de não vacinar grupos prioritários (crianças, idosos e pessoas com DCNTs) (Lorena Diniz, CRIE Goiás | Unimed | ASBAI) (Vídeo) 16h55-17h00 – Como os estados coordenam com municípios e federação a priorização de grupos para a imunização? Há espaço para melhorias? (Vânia Broucke, SESAB) (Vídeo) 17h05-17h10 - Como o legislativo tem atuado para garantir o acesso às vacinas de grupos que precisam de vacinas específicas? (Zacharias Calil, Deputado Federal) (Vídeo) 17h15-17h45 – Debate – Como os setores e níveis de atenção podemos colaborar para melhorar a cobertura vacinal e, com isso, prevenir os riscos de doenças infecciosas em pessoas com DCNTs? (moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Camila Sartorato (Horas da Vida) Lely Guzmán (OPAS) Lorena Diniz (CRIE Goiás | ASBAI) Mauricio Mendonça (Sanofi) Renato Kfouri (SBP) Vânia Broucke (SESAB) Zacharias Calil (Deputado Federal) Moderador e Painelista: Lely Guzmán, MSc (OPAS/OMS) Graduada em Optometria, Epidemiologista, Sanitarista, Bioeticista e Mestre em Bioética. Coordenadora da Unidade Técnica de Família Gênero e Curso de vida e Especialista em Imunização da Organização Pan-Americana da Saúde OPAS/OMS no Brasil. Mauricio Mendonça, MSc, PhD (Sanofi) Graduado em Economia, Mestre em Economia pela Unicamp e Doutor em Economia pela Universidade de Paris. Atuou no Ministério da Ciência e Tecnologia, foi diretor no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), gerente executivo na Confederação Nacional da Indústria. Atualmente é Diretor de Public Affairs da Sanofi para o Brasil. Camila Sartorato (Horas da Vida) Graduada em Enfermagem pela UNINOVE, pós-graduação em Epidemiologia pela Faculdade Metropolitana e mestranda em Saúde Pública pela Universidad Europea del Atlántico. Atuou como gerente de projetos especialista em saúde, enfermeira técnica e auditora, fundou a Essence | Promoção de Saúde. Atualmente é gerente de Projetos Sociais e Saúde na Horas da Vida. Renato Kfouri, MD (SBP | SBIm) Graduado em medicina, especialista em pediatria e neonatologia no Hospital do Servidor Público Estadual e em infectologia pediátrica na Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Vasta experiência como membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, presidente do Departamento de Imunizações da SBP, membro da Diretoria de Cursos e Eventos da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), membro da European Society of Pediatric Infectious Diseases (ESPID) e membro da Sociedad Latinoamericana de Infectologia Pediatrica (SLIPE). Atualmente é o Primeiro Secretário da SBIm. Lorena Diniz , MD (CRIE Goiás | ASBAI) Graduada em medicina pela Faculdade de Medicina de Valença. Residência médica em Pediatria no HICF-SP, especialista em Alergia e Imunologia na USP- SP. Vasta experiência como Membro da Comissão Nacional de Imunização da ASBAI, medica na SES-GO, Preceptora da Residência Médica de Pediatria no H.M.I. da Secretaria do Estado de Goiás e medica do Centro de Referência de Imunobiologicos Especiais CRIE-GO. Membro da Comissão de imunização da ASBAI. Atualmente Conselheira de Administração na Unimed Goiânia. Zacharias Calil, MD (Deputado Federal) Graduado em medicina pela Universidade Federal de Goiás. Atuou como Médico, Cirurgião Pediátrico da SES/GO, Chefe do Serviço de Má Formações Vasculares do HMI Goiânia e referência na separação de Gêmeos Siameses. Atualmente é Deputado Federal. Mark Barone, PhD Coordenador Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Atualmente é Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Membro do Advisory, Scientific, Education ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo SBD, ADJ Diabetes Brasil, IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Cobertura do Evento Otimizar Imunização para Reduzir Mortes Prematuras em CCNTs/DCNTs - 11/03/22
No dia 11/03 o FórumDCNTs realizou o webinar com o tema “Como Otimizar Imunização para Reduzir Mortes Prematuras em DCNTs” com o objetivo de compreender a relevância da priorização de imunização para grupos com CCNTs/DCNTs, a fim de prevenir os riscos de doenças infecciosas; identificar onde avançamos e principais ameaças atuais ao PNI, assim como ajustes necessários, para proteger pessoas com condições crônicas de saúde ou em risco de desenvolvê-las; engajar diferentes stakeholders e setores a fim de otimizar o planejamento da imunização, especialmente pensando em grupos de maior risco, como crianças, idosos e pessoas com CCNTs/DCNTs. Estiveram presentes a Sra. Camila Sartorato (Horas da Vida), a Dra. Lely Guzmán (OPAS), Dra. Lorena Diniz (CRIE Goiás | ASBAI), o Dr. Mauricio Mendonça (Sanofi), Dr. Renato Kfouri (SBP) a Dra. Vânia Broucke (SESAB) e o Deputado Federal Dr. Zacharias Calil. Durante a abertura do evento, o fundador e coordenador geral do FórumDCNTs, Dr. Mark Barone abordou o papel fundamental da imunização, tanto na prevenção primária de algumas doenças crônicas, quanto no agravamento de condições crônicas já existentes por doenças infecciosas. Ele reitera o papel do FórumDCNTs perante a imunização e relembra o posicionamento da iniciativa no início da pandemia da COVID-19, quando, em parceria com diversas instituições participantes do FórumDCNTs, escreveram ao governo demandando que fosse prioridade nacional a imunização de pessoas com condições crônicas (link para a cartas 1, 2 e 3). O Dr. Barone também relembrou a Carta Aberta de Prioridades 2021-2022, enviada ao ministro da saúde, na qual aparece a necessidade de expansão da faixa etária para imunização contra HPV. Ao final de sua fala de abertura, o representante do FórumDCNTs apresentou um gráfico que evidencia a redução da cobertura vacinal das diferentes vacinas nos últimos 10 anos, assim como a tendência de continuidade da queda. Na sequência, o Dr. Mauricio Mendonça (SANOFI), iniciou sua participação lembrando da importância de ter claras e definidas as prioridades em relação à imunização. Enquanto a Sra. Camila Sartorato (Horas da Vida) expôs a importância do 3º setor no engajamento da população para a imunização e todo o trabalho que o Instituto Horas da Vida tem feito durante a pandemia. Foi dada a palavra, então, ao Dr. Renato Kfouri (SBIm e SBP), que abriu sua participação falando dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) criados pelo Ministério da Saúde, onde indivíduos com DCNTs têm prioridade e acesso gratuito às vacinas especiais, e sobre o desconhecimento e baixa procura da população por esse recurso. A Dra. Lonera Diniz, representante do CRIE de Goiás, deu seguimento reiterando a importância das unidades que garantem o acesso às vacinas para os grupos de pessoas com DCNTs. Em nível global, a Dra. Lely Guzmán (OPAS/OMS), compartilhou que a OPAS vem trabalhando no contexto do programa de imunização associado e uma série de ações através de políticas para fomentar e melhorar a capacidade da prevenção e da promoção da saúde. A representante da OPAS enfatizou, ainda, o planejamento de ações para a eliminação do câncer do colo de útero até 2030, visto que essa eliminação tem como componente essencial a vacinação contra o HPV. Contamos, ainda, com a apresentação da Sra. Vânia Broucke, coordenadora estadual de imunização da Bahia. Segundo ela, a SESAB tem feito parceria com as secretarias municipais de saúde para levar as vacinas a um maior número de pessoas. Mencionou que o estado da Bahia conta com três CRIEs, mas que as secretarias municipais são estimuladas a colher informações sobre a população, a fim de receberem imunobiológicos especiais para aqueles que os necessitem. Mais adiante, em sua intervenção, o Deputado Zacharias Calil destacou o papel essencial que a vacinação da COVID-19 teve para a queda do número de internações e mortes durante a pandemia, especialmente de grupos de pessoas com mais idade e com condições crônicas de saúde. Durante o debate, que se estendeu por quase uma hora, e perguntas foram endereçados aos painelistas. A primeira a responder foi a Dra. Lorena Diniz (CRIEs), a respeito da dificuldade de divulgação dos CRIEs e da falta de conhecimento geral da população e dos profissionais de saúde sobre esses centros. Ela também expressou preocupação em relação à capacidade dos CRIEs em dar conta da demanda, caso sejam adequadamente divulgados e utilizados. Compartilhou que, mesmo reconhecendo que poucos profissionais de saúde conhecem o serviço, o volume de pessoas que chegam ao CRIE onde trabalha já é maior que a sua capacidade. A Dra. Diniz, fez uso de seu espaço de fala para explicar sobre como fazer o encaminhamento para os CRIEs. Disse que o usuário precisa apenas levar um relatório ou receita de seu/ua médico/a solicitando o imunobiológico específico e identificando a condição de saúde (CCNT/DCNTs) para o qual é indicado o imunobiológico. Para concluir, ela disse que são poucos os CRIEs que contam com médicos, e alertou que os endocrinologistas são os especialistas que menos encaminham pessoas aos CRIEs. Em complemento, a Sra. Vânia Broucke ratificou a fala da Dra. Lorena Diniz, sobre a necessidade de mais unidades. A fim de responder a uma questão sobre como engajar líderes da sociedade para reverter a baixa da cobertura vacinal, a Sra. Camila Sartorato compartilhou a experiência do Instituto Horas da Vida de firmar parceria com influenciadores. Revelou, também, que o uso das redes sociais, com mensagens engajadoras e adequadas à linguagem do público que se pretende atingir, é uma poderosa estratégia de comunicação para divulgar e expandir a adesão às vacinas. Complementado, o deputado Zacharias Calil frisou a importância das campanhas de informação e conscientização - e a falta de campanhas nacionais que mobilizavam toda a população no passado. Portanto, a necessidade da publicização das campanhas vacinais. Ele falou também sobre a popularização do negacionismo e o dever de combater as fake-news para manter a qualidade de vida e o aumento da adesão às vacinas. Em relação às vacinas disponíveis para a população, a Dra. Lorena Diniz conta um pouco sobre o Manual do CRIE e dos esforços do Ministério da Saúde para incorporar novas vacinas e aumentar a cobertura e o acesso aos imunobiológicos disponíveis nas unidades do CRIE. Ao mesmo tempo, o Dr. Kfouri alerta que vacinas como a quadrivalente para influenza já são padrão em muitos países, enquanto no Brasil ainda se usa a trivalente. O Dr. Mendonça dá continuidade a fala sobre o atraso na implementação de vacinas atualizadas no Brasil. Ele chama a atenção para o fato de que isso não ocorre por causa de recursos, levando em consideração que o orçamento de vacinas no Brasil triplicou nos últimos 2 anos. Logo após, a Dra. Lely Guzmán reforça a importância de fazer uso das políticas públicas relacionadas às coberturas de vacinação, a fim de não permitirmos a existência de bolsões de baixa cobertura. Revela, ainda, que o Brasil é referência global em imunização, mas que poderia ter uma papel de liderança regional, produzindo vacinas também para suprir as necessidades dos países vizinhos. Aproximando-nos do fim, o Dr. Mark Barone levantou o questionamento sobre qual seria o momento ideal para se dirigir aos postos de saúde para a imunização contra a influenza neste ano, e se seria pertinente levar a carteirinha para colocar em dia as demais vacinas atrasadas. Em resposta, o Dr. Renato Kfouri aponta que, de acordo com o PNI, a previsão para essa campanha de vacinação contra influenza é a segunda semana de abril, e que será iniciada priorizando idosos e profissionais da saúde, mas que até o final de abril pessoas com CCNTs/DCNTs também deverão ser vacinadas. Complementa dizendo que sim, todos/as devem levar sua carteira de vacinação para, junto com a vacina de influenza, atualizar outras vacinas, incluindo a de COVID-19. Para encerrar, o Dr. Kfouri recomenda um recurso interessante da SBIm contendo informações pertinentes sobre os imunobiológicos, onde todos podem se informar sobre as vacinas (https://familia.sbim.org.br) e relembra a importância da parceria intersetorial para uma mudança do cenário geral, assim como a necessidade de aprender a se comunicar com uma nova geração que não tem ampla adesão e, muitas vezes, não percebe o valor das vacinas. Segundo ele, no passado as pessoas conheciam alguém que vivia com complicações por ter contraído alguma das doenças hoje preveníveis através da vacina, e não queriam correr riscos. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Curso de Especialização em Atenção às Pessoas com DCNTS - UFSC
As inscrições estão abertas o curso para Especialização em Atenção às Pessoas com Doenças Crônicas Não-Transmissíveis até o dia 20 de março. As vagas são para profissionais de saúde atuantes na rede integrada do SUS de Santa Catarina - não são aceitos profissionais atuantes em outros estados. O Curso promovido pelo Departamento Enfermagem da UFSC oferece 600 vagas distribuídas em 6 polos: Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joinville, Florianópolis e Lages. O curso é financiado pelo CNPq conta com o apoio da Secretaria do Estado da Saúde de Santa Catarina e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Santa Catarina, além do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e o Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (COREN-SC). Acesse o edital e se inscreva já! Edital - https://dcnt.paginas.ufsc.br/ Inscrições - https://capg.sistemas.ufsc.br/inscricao/home.xhtml
- Mortalidade por Suicídios na Região das Américas (2015-2019) - OPAS
O suicídio é um problema de saúde pública global: com cerca de 700.000 pessoas perdendo a vida por suicídio a cada ano. É uma das principais causas de morte prematura em todo o mundo. Especificamente, a morte por suicídio foi responsável por mais de uma em cada 100 mortes (1,3%) em 2019. Iniciativas internacionais foram lançadas para reduzir a mortalidade por suicídio. Em 2015, as Nações Unidas estabeleceram a meta de reduzir a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis em todo o mundo em um terço até 2030 como um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (meta 3.4), e a mortalidade por suicídio é um dos dois indicadores usados para medir o progresso em direção a essa meta. Para ajudar os países a conseguir isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a meta de reduzir a taxa anual de mortalidade por suicídio nos países em 10% em seu Plano de Ação de Saúde Mental 2013-2020, que foi estendido até 2030. No Brasil entre 2015 e 2019, os seguintes dados foram observados: Na proporção por sexo das taxas totais de mortalidade por suicídio ajustadas por idade na Região das Américas por país, 78,9% da mortes por homens e 21,1% para mulheres. Taxa de mortalidade por suicídio ajustada por idade por 100.000 habitantes, ambos os sexos, teve a mudança de 5,60 (2015) para 6,41 (2019). Já nos anos de vida perdidos por 100.000 habitantes, ambos os sexos, houve a variação de 255,35 anos de vida perdidos (2015) para 305,29 anos (2019). Acesse o documento na integra clicando aqui.
- OMS - Valorizando a saúde para todos: repensando e construindo uma abordagem de toda a sociedade
Muitas vezes, é preciso uma crise ou uma catástrofe para expor o que realmente valorizamos como sociedade e expor nosso fracasso em construir uma economia em torno de tais valores. Se em tempos normais deixarmos de valorizar o que nos equipa para enfrentar os maiores desafios que a humanidade enfrenta – das mudanças climáticas à Saúde para Todos – quando os desafios surgirem, nenhum dinheiro jogado neles no último minuto corrigirá suas causas. Este resumo, o terceiro de uma série publicada pelo Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS, considera duas questões-chave em torno da questão do valor e da economia: Se a saúde e o bem-estar estão ao alcance de todas as pessoas neste planeta e Saúde para Todos é o objetivo, então o que as sociedades precisam valorizar para alcançá-lo? Como criar métricas para orientar e avaliar a reformulação e redirecionamento que a economia deve passar para alcançar a Saúde para Todos? Abordar essas questões requer uma abordagem de todo o governo e toda a sociedade, indo além da atual abordagem em isolada da Saúde para Todos. Não podemos esperar que um foco estreito em condições individuais, em vez de pessoas e sistemas, que possa levar ao progresso em direção à Saúde para Todos na prática. O mesmo acontece se mantivermos a dependência da ajuda externa, em vez de criar financiamento sustentável e investimento de longo prazo. Significaria adotar uma abordagem mais colaborativa, holística, dinâmica, multissetorial e multissetorial para o gerenciamento de desafios complexos. Acesse aqui o 3° Resumo do Conselho da OMS sobre Economia da Saúde para Todos. Ainda, assista o evento de lançamento do Resumo:
- Metas Regionais de Redução de Sódio da OPAS atualizadas
As metas de redução de sódio harmonizadas atualizadas são uma ferramenta para os governos impulsionarem o progresso para alcançar uma redução na carga de DCNTs. Destinam-se a complementar os esforços e iniciativas nacionais existentes e em curso. Destinam-se a servir como referência regional e para o monitoramento do teor de sódio em produtos alimentícios. Mais da metade das mortes por doenças cardiovasculares na Região das Américas podem ser atribuídas à hipertensão. Há evidências claras de que a ingestão excessiva de sal ou sódio tem efeitos adversos sobre a pressão arterial. A OMS recomenda uma ingestão diária na população de menos de 5 g de sal (menos de 2 g de sódio) por adulto de todas as fontes como meta para reduzir a ingestão de sal ou sódio na dieta. No entanto, o consumo de sal ou sódio na Região está bem acima do nível recomendado: o consumo diário de sal situa-se entre 8,5 g e 15 g por pessoa. Em muitos países, grande parte do sódio da dieta vem de alimentos processados, como pão, cereais e grãos, carnes processadas e laticínios. Uma forma eficaz de reduzir a ingestão de sódio da população é reduzir o teor de sódio dos alimentos consumidos com frequência. O documento apresenta as metas atualizadas da OPAS para alimentos processados e ultraprocessados na Região das Américas. Os métodos utilizados para estabelecer essas metas são descritos e é incluída uma tabela com as metas para 2022 e 2025 correspondentes às diferentes categorias e subcategorias de alimentos. Este trabalho baseia-se nas metas estabelecidas em 2015 e fornece uma ferramenta importante para ajudar os países a estabelecer metas nacionais de redução de sódio. Acesse o documento na integra clicando aqui.
- Lançamentos sobre Alimentação e Nutrição na Atenção Primária à Saúde
A Organização Mundial da Saúde tem apontado a necessidade dos sistemas de saúde serem reorganizados prioritariamente a partir da Atenção Primária à Saúde (APS), reconhecendo seu papel na garantia do cuidado integral. O Plano de Trabalho da Década de Ação das Nações Unidas para Nutrição discorre sobre a importância da cobertura universal de ações em nutrição nos sistemas de saúde. Dentro deste contexto, o II Seminário Internacional de Alimentação e Nutrição na APS tem o objetivo de disseminar informações técnico-científicas e promover trocas de experiências, a partir de espaços de discussão e proposição de ações em conjunto com coordenadores estaduais e municipais de alimentação e nutrição, gestores e profissionais envolvidos no desenvolvimento destas ações nos territórios, além de pesquisadores e estudantes e demais interessados no tema. Os debates e discussões ao longo do evento auxiliam na construção de um modelo integrador das ações de alimentação e nutrição no processo de trabalho e organização da APS em âmbito nacional e internacional. Durante o evento diversos materiais foram lançados de forma preliminar, dentre eles: Recomendações para o Fortalecimento da Atenção Nutricional na Atenção Primária à Saúde no Brasil Matriz para Organização dos Cuidados em Alimentação e Nutrição na Atenção Primária à Saúde Vitrine do Conhecimento - Alimentação e Nutrição em Saúde Pública
- Consulta da OPAS/OMS para o envolvimento de quem vive com DCNTs e condições de saúde mental
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está desenvolvendo uma Estrutura para o Envolvimento Significativo de Pessoas que Vivem com DCNTs (PLWNCDs) e Condições de Saúde Mental (MHCs) que orientará a OMS e os Estados Membros no envolvimento significativo de PLWNCDs e MHCs na concepção de políticas e programas. Co-organizada pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria com o Mecanismo de Coordenação Global da OMS para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (GCM/ NCD), esta consulta informal ocorrerá nos dias 06 e 07 de abril de 2022, (15h-18h30, horário de Brasília) em português, espanhol e inglês. A consulta apoiará os processos de co-criação e desenvolvimento participativo da estrutura e explorará a importância e quão significativo o envolvimento de PLWNCDs e MHCs é e/ou pode ser implementado em nível regional e nacional. As discussões durante a Consulta Regional se basearão nas recentes Consultas Informais da OMS sobre PLWNCDs (2020) e Pessoas Vivendo com Diabetes (2021), com contribuições para a co-criação e o desenvolvimento da estrutura. Esta reunião colaborativa procura conectar PLWNCDs e MHCs (incluindo indivíduos com deficiências psicossociais) na América Latina e aplicar os conhecimentos adquiridos até o momento e envolver significativamente PLWNCDs e MHCs no desenvolvimento da Estrutura. A consulta incluirá uma mistura de apresentações, discussões e sessões de discussão que serão co-lideradas e facilitadas por aqueles com experiência vivida. Participe da consulta!
- Ebook Obesidade e a Gordofobia - Percepções 2022
“Conhecimento, cuidado e respeito”: este é o mote da campanha do Dia Mundial da Obesidade, dia 4 de março, para o ano de 2022. O foco é a ampliação do conhecimento sobre a obesidade, o caminho para a redução do preconceito e a melhoria no cuidado às pessoas. A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) têm agido há mais de 30 anos no combate à obesidade. E combater a obesidade não é combater a pessoa com obesidade. E sim tratar a condição e respeitar quem convive com ela, acolhendo, ouvindo, estudando, andando junto. Foi o que levou as instituições a lançarem pesquisa “Obesidade e a Gordofobia 2022 - Percepções”. O levantamento feito por meio digital chega ao cerne da questão: o cuidado dispensado a pessoas acima do peso precisa ser revisto. Os sistemas de saúde, tanto público quanto privado, precisam se atentar para o impacto que o acolhimento dessas pessoas pode ter no resultado do tratamento. A pesquisa abriu espaço para escuta e para entender como agir em busca de uma mudança que possa refletir em resultados concretos. Acesse o e-book abaixo: Ou acesse clicando aqui!












