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- Evento Interativo - Colesterol: Esquecido mas Indispensável na Atenção Cardiovascular - 30/09
Objetivos: Entender a relevância da prevenção e controle da dislipidemia para a saúde cardiovascular. Identificar modelos sustentáveis e escaláveis que incluem atenção ao colesterol na Atenção Primária . Firmar compromisso entre os setores público, privado e terceiro setor para a implementação colaborativa de programas e políticas de saúde para melhorar a prevenção primária e secundária de condições cardiovasculares. 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização (Moderação: Patrícia de Luca , AHF) ( Vídeo ) Fernanda Oliveira , Novartis ( Vídeo ) Gustavo San Martin , CDD ( Vídeo ) 16h25-16h30 – Qual a contribuição da dislipidemia para a morbimortalidade precoce? ( Glaucia Moraes , UFRJ) ( Vídeo ) 16h35-16h40 – Como as novas politicas públicas podem beneficiar o controle das condições cardiovasculares? ( Eduardo Nilson , Fiocruz | NUPENS-USP) ( Vídeo ) 16h45-16h50 – Quais estratégias fundamentais para o enfrentamento da dislipidemia na Atenção Primária? ( Alessandro Chagas , CONASEMS) ( Vídeo ) 16h55-17h00 – Quais as ações o estado de Santa Catarina está tomando para melhorar a saúde cardiovascular da população? ( Eduardo Macário , SES-SC) ( Vídeo ) 17h05-17h10 – Quais as melhores práticas para prevenção e cuidados de dislipidemia através da Atenção Primária no setor privado? ( Kátia Audi , ANS) ( Vídeo ) 17h15-17h45 – Debate ( Vídeo ) Painelistas e Moderador Alessandro Chagas (CONASEMS) Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, com ênfase em Análises Clínicas. Experiência em Gestão Pública, Políticas Públicas, Assessoria, Auditoria, Análises Clínicas, com ênfase em Bioquímica, Epidemiologia e Farmácia Hospitalar,. Consultor da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e atualmente é Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). Eduardo Nilson, DSc (Fiocruz | NUPENS-USP) Graduado e Pós Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília, Especialista em Políticas Públicas pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e Doutorado em Saúde Global e Sustentabilidade pela Universidade de São Paulo (USP). Atuou como Inspetor de Saúde no DF e Consultor Técnico no Ministério da Saúde. Atualmente é Pesquisador na Fiocruz e associado ao Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde - Nupens/USP. Eduardo Macário, MSc, PhD (SES-SC) Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Pernambuco (1996), Mestrado em Saúde Pública pela FIOCRUZ/PE (2001) e Doutorado em Epidemiologia pela UFRGS (2013). Consultor técnico do Ministério da Saúde (de 2001-/2009), na gerência técnica do SINAN e na coordenação geral de doenças e agravos não transmissíveis. Desde 2010, atuou em saúde indígena da FUNASA e como coordenador do programa EPISUS na SVS/MS (2011-2012). Gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização e Diretor de Vigilância Epidemiológica para o estado de Santa Catarina (2013-2018) e Gerente de Vigilância de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da SES/SC. Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis (2019-2020). Atualmente é Superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de SC. Fernanda Oliveira, MBA (Novartis) Enfermeira, pós-graduada em Administração dos Serviços de Enfermagem, MBA em Marketing. Atualmente Gerente de Doença Aterosclerótica na Novartis, atuando na implementação de parcerias e colaboração com o ecossistema da saúde. Glaucia Moraes, MD, MSc, PhD (UFRJ) Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Valença, Residência em Clinica Médica e Cardiologia no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Mestrado em Clínica Médica e Doutorado em Cardiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia concedidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pela Associação Medica Brasileira (AMB), e Especialista em Medicina Intensiva concedido pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira e AMB. Foi Presidente da Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa, Presidente do Departamento de Cardiologia Clinica da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro, Presidente da SOCERJ, Presidente do Departamento de Doença Coronariana da SOCERJ, Diretora de Publicações da SOCERJ e Editora da Revista da SOCERJ. Atualmente é Professora permanente da Pós-Graduação de Cardiologia da UFRJ e Professora Associada de Cardiologia do Departamento de Clínica Médica da UFRJ. Gustavo San Martin (AME/CDD) Graduado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado. Consultor especializado em Empreendedorismo e Desenvolvimento de Instituições do Terceiro Setor. Atuante na formatação, estruturação e execução de projetos institucionais e operacionais. Fundou a Associação Crônicos do Dia a Dia (CDD) e a Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), onde atualmente é Diretor Executivo. Patricia Vieira de Luca , MSc (Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar) Bacharel, Licenciada e Mestre em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da USP. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase em Obesidade, Diabetes e Metabolismo, atuando principalmente em Educação e Advocacy em Saúde. Profissional voluntária em diferentes programas da ADJ Diabetes Brasil durante os últimos 10 anos. Foi presidente e atualmente é Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF). Kátia Audi, MBA (ANS) Graduada em Saúde e Educação Físcia pela Universidade Gama Filho, especialista em Gestão Hospitalar e Psiquiatria Social pela Fundação Oswaldo Cruz e MBA em Gestão de Serviços de Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Mais de 20 anos na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) atualmente sendo a Coordenadora de Indução de Qualidade Setorial/COIME/GEEIQ/DIDES/ANS. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Diabetes (DMD): Acesso e Educação para Aumentar Qualidade e Expectativa de Vida - 4/11 às 16h
Objetivos: Promover debate, reflexão e propostas sobre a atual situação do diabetes no Brasil , com especial atenção aos dados revelados pelo T1D index. Enfatizar a necessidade urgente de os diferentes setores compreenderem e se engajarem nos temas do Dia Mundial do Diabetes para revertermos o panorama do diabetes no país: “Educação em Diabetes para Proteger o Amanhã” e “Acesso aos cuidados do diabetes: se não agora, quando?” Engajar stakeholders dos diferentes setores no compromisso de avançarmos com as propostas feitas aos candidatos à presidência, a fim de implementar em definitivo ou otimizar ações, políticas e incorporações já aprovadas . Agenda: 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização Mark Barone , FórumDCNTs ( Vídeo ) Conrado Carrasco , Novo Nordisk ( Vídeo ) Débora Aligieri , SBD ( Vídeo ) 16h25-16h30 – O que mais chamou a atenção nos dados do T1D index? Onde podemos - e devemos – agir de imediato para melhorar? ( Karla Melo , SBD) ( Vídeo ) 16h35-16h40 – Como os programas de alimentação saudável e adequada contribuem na prevenção primária e secundária do diabetes? ( Ana Maria Maya , Ministério da Saúde) ( Vídeo ) 16h45-16h50 – Em relação aos demais tipos de diabetes, quais os principais desafios atuais no Brasil? ( Fadlo Fraige Filho , ANAD/FENAD e IDF-SACA) ( Vídeo ) 16h55-17h00 – Como e por que a educação em diabetes deve ser priorizada em programa nacionais para melhorar o atual cenário? ( Nancy Chang , CHLA) ( Vídeo ) 17h05-17h10 – Quais ações do SUS deverão ser priorizadas para melhorar o cenário do diabetes no Brasil ( Alexandre Lopes , SMS-SP) ( Vídeo ) 17h15-17h45 – Debate – Quais ajustes priorizaremos para atingir as metas de diagnóstico, tratamento e controle globalmente propostas? (Moderação: Mark Barone , FórumDCNTs) ( Vídeo ) Ana Maria Maya , Ministério da Saúde Conrado Carrasco , Novo Nordisk Débora Aligieri , SBD Fadlo Fraige Filho , ANAD/FENAD e IDF-SACA Karla Melo , SBD Nancy Chang , CHLA Alexandre Lopes , SMS-SP Painelistas e Moderador Ana Maria Maya, MSc (Ministério da Saúde) Graduada em Nutrição pela Universidade de Brasília, Especialista em Saúde Coletiva pela Escola de Governo da Fundação Oswaldo Cruz e Mestre em Políticas Públicas em Saúde ela Escola de Governo da Fundação Oswaldo Cruz (2020). Tem experiência na área de Saúde Coletiva e Nutrição, principalmente nos temas de Políticas Públicas de Alimentação e Nutrição, Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável, Segurança Alimentar e Nutricional e Educação Alimentar e Nutricional. Atualmente é consultora técnica do Ministério da Saúde na Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN). Débora Aligieri, MSc (SBD) Graduada em Direito, Mestra em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da USP, tem DM1, advogada e ativista em saúde. Atua como Conselheira Municipal de Saúde em São Paulo pelo segmento dos usuários, administradora do blog Diabetes e Democracia, e atualmente é a Coordenadora de advocacy da SBD. Fadlo Fraige Filho, MD, PhD (ANAD/FENAD e IDF-SACA) Presidente da ANAD – Associação Nacional de Atenção ao Diabetes e da FENAD - Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes, Chair-Elect da Federação Internacional de Diabetes (IDF) para a Região da América do Sul e América Central (SACA), Professor titular da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. Médico endocrinologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e doutorado em Endocrinologia pela USP. Karla Melo, MD, PhD (SBD) Graduada em Medicina, endocrinologista e PhD em Endocrinologia pela FMUSP. Ampla experiência em cargos executivos nos setores público, privado, terceiro setor e médica colaboradora da clínica de endocrinologia e diabetes do HC-FMUSP. Idealizadora e Cofundadora do Glic, maior aplicativo brasileiro de monitoramento e manejo da glicemia. Atualmente é Coordenadora do Departamento de Saúde Pública da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Nancy Chang, MSc, PhD (CHLA) Graduada em Enfermagem, Mestra em Enfermagem com Especialidade como Enfermeira de Família e Doutorado pela UCLA School of Nursing de Los Angeles. É a principal pesquisadora clínica e Coordenadora do estudo TODAY2 (Opções de Tratamento para Diabetes Tipo 2 em Adolescentes e Jovens), se concentra na compreensão das barreiras no autogerenciamento de adolescentes e adultos jovens com diabetes tipo 2. Atualmente é Diretora de Pesquisa em Diabetes Tipo 2 no Hospital Infantil de Los Angeles (CHLA). Sandra Sabino (Secretaria Municipal de Saúde - SP) Graduada em Nutrição e Especialização em Saúde Pública pela Universidade São Camilo, Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo, Especialização em Saúde Pública pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e especialista em regulação, controle, avaliação e auditoria do SUS pelo Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores da Saúde. Atuou como Coordenadora das unidades de saúde na região sul da cidade de São Paulo e atualmente é Secretária Executiva de Atenção Básica, Especialidades e Vigilância Sanitária na Prefeitura de São Paulo. Mark Barone, PhD (FórumDCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Atualmente é Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Membro do Advisory, Scientific, Education ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo SBD, ADJ Diabetes Brasil, IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- Reunião de Líderes de Advocacy das Principais Entidades de CCNTS do Brasil - 26/07
8h00 - Chegada de todos, café interativo e acomodação 8h20 - Abertura: Boas-vindas & Apresentações ( Eduardo Macário , SES-SC; Patrícia de Luca , AHF: Tatiana Toporcov , FSP-USP; Mark Barone , FórumCCNTs) 8h50 - Início dos trabalhos colaborativos ( Mark Barone , FórumCCNTs) 9h20-10h50 - Ações prioritárias e efetivas para melhorar cenário de CCNTs no Brasil (Moderação: Tatiana Toporcov , FSP-USP) 9h30-9h45 - Quais CCNTs e fatores de risco devem ser prioridade para alcançarmos o ODS 3.4? ( Eduardo Macário , SES-SC) ( Vídeo ) 9h50-10h05 - Por que crianças e adolescentes ganharam destaque quando se fala em CCNTs? O que todas as entidades e os ativistas de CCNTs devem priorizar? ( Bruna Pitassi , MDS) 10h10-10h25 - Como tornar as ações da sociedade civil mais efetivas para a construção de um cenário de políticas de saúde que verdadeiramente atenda às suas necessidades? (Priscila Torres , Biored) ( Vídeo ) 10h25-10h50 - P&R 10h55-11h20 – Café Interativo 11h25-12h25 - Aquecimento de Advocacy Workshop com o Guia Atualizado de Advocacy GHAI ( Vanessa Rodrigues , GHAI ) ( Vídeo ) 12h35-13h35 – Almoço 13h40-14h00 - Continuação dos trabalhos colaborativos ( Mark Barone , FórumCCNTs) 14h05-15h15 - Quando propor uma audiência pública, uma carta de recomendações, um programa de saúde ou uma lei? (Moderação: Ricardo Lauricella , Sociedade Brasileira Caminho de Damasco | FórumCCNTs) Felipe Poyares (Eixo Estratégia Política) ( Vídeo ) Joana Barcellos (Assessora Parlamentar) ( Vídeo ) Tacyra Valois (CBEXS) ( Vídeo ) Vinícius Lima (SMS - Niterói) ( Vídeo ) 15h20-15h45 – Café interativo 15h50-16h40 - Apresentação das propostas dos trabalhos colaborativos ( Mark Barone , FórumCCNTs) Grupo 1 ( Vídeo ) Grupo 2 ( Vídeo ) Grupo 3 ( Vídeo ) Grupo 4 ( Vídeo ) 16h45 – Encerramento e Avaliação Fotos da Reunião de Líderes de Advocacy das Principais Entidades de CCNTS do Brasil Painelistas e Moderadores Bruna Pitassi, MSc (MDS) Graduada em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Concluiu a Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva na UFRJ. Mestre em Saúde Coletiva, com foco em Política, Planejamento e Administração em Saúde, pela UERJ. De 2013 a 2017 compôs a equipe da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde. De 2018 a 2019 trabalhou na Seção de Apoio Institucional e Articulação Interfederativa do Núcleo Estadual do Rio de Janeiro e de 2019 a 2023 na na Área Técnica de Alimentação, Nutrição e Atividade Física da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional de Câncer - INCA/MS. Atualmente está atuando no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), na Coordenação Geral de Promoção da Alimentação Saudável com as agendas de Segurança Alimentar e Nutricional. Eduardo Macário, MSc, PhD (SES-SC) Graduado em Farmácia pela UFPE, Especialista e Mestre em Saúde Pública pela FIOCRUZ/PE, e Doutor em Epidemiologia pela UFRGS. Atuou no Ministério da Saúde, como Consultor técnico do GT-SINAN, na Coordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, na área de Saúde Indígena, coordenação do programa EPISUS e Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde, quando exerceu a função de secretário de vigilância. Na SES-SC foi Gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização, Diretor de Vigilância Epidemiológica e Gerente de Vigilância de IST, HIV/Aids, Hepatites Virais e Superintendente de Vigilância em Saúde. Atualmente faz parte da equipe de apoio institucional e participativo do Ministério da Saúde para Santa Catarina. Felipe Poyares (Eixo Estratégia Política) Graduado em Relações Internacionais pela ESPM, com Especialização em Políticas Públicas pelo INSPER. Foi Assessor Especial de Planejamento e Ações Estratégicas no Governo do Maranhão, e Assessor Parlamentar na Câmara dos Deputados. Além disso, atuou na área de Relações Governamentais no Todos Pela Educação, sendo responsável pela articulação com o Congresso Nacional e Frente Parlamentar Mista da Educação. Atualmente, é Diretor Executivo e Sócio Fundador do Eixo Estratégia Política sendo uma Consultoria de Relações Governamentais que atua com monitoramento, incidência política e desenvolvimento e implementação de estratégias de Advocacy, com o intuito de qualificar e potencializar a atuação de organizações junto ao poder público. Joana Barcellos (Assessora Parlamentar) Conta com 5 anos de experiência como assessora parlamentar legislativa, atuando em diversas comissões temáticas no legislativo federal. Atualmente, foca em temas de Saúde, assessorando a Deputada Flávia Morais na Frente Parlamentar do Diabetes, na Comissão de Saúde, Subcomissão de Doenças Raras, Autismo e outras Neurodiversidades, Subcomissão de Saúde Digital, e na Subcomissão para acompanhar e fiscalizar a implementação da Política Nacional de Câncer. Sua atuação é marcada por um profundo compromisso com a saúde pública e a melhoria das políticas de atendimento e tratamento dessas condições no Brasil. Priscila Torres (Biored Brasil) Mestranda em Assistência Farmacêutica na Universidade de Brasilia pelo programa de Pós-Graduação em Assistência Farmacêutica (PPGASFAR). Graduada em Jornalismo pela Faculdades Metropolitana Unidas. É autora do Livro EncontrAR e do Blog Artrite Reumatoide - a vida após a artrite reumatoide. Além disso, colabora com diversos grupos de trabalho de escopo de diretrizes clínicas terapêuticas do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADIS-SUS). Atualmente é Coordenadora de Advocacy e Responsabilidade Social na Biored Brasil, participa como Conselheira Nacional de Saúde, do Conselho Nacional de Saúde na Câmara de Saúde Suplementar no Comitê Permanente de Atenção à Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e no Comitê de Protocolos Clínicos da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia (CONITEC). Tatiana Toporcov, PhD (FSP-USP) Graduada em Odontologia, com Doutorado direto em Ciências Odontológicas (concentração em Odontologia Social) pela Faculdade de Odontologia da USP. Pós Doutorado em Epidemiologia pela Faculdade de Saúde Pública da USP. Tem experiência na área de Epidemiologia das Doenças e Agravos Não Transmissíveis, com ênfase em Epidemiologia do Câncer, atuando principalmente em estudos descritivos e pesquisas sobre fatores de risco e fatores prognósticos. Atualmente é Professora Doutora do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP. Vanessa Mello Rodrigues, MSc, PhD (GHAI) Nutricionista, Mestre e Doutora em Nutrição (PPGN/UFSC). Especialista em Saúde Pública (PPGSP/UFSC). Membro do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições. Doutorado na Univeristy of Oxford, Reino Unido; Pós-Doutorado Marie Sklodowska-Curie na Bournemouth University, Reino Unido; Pós-Doutorado Newton Fund - Institutional Links no PPGN/UFSC. Tem experiência em pesquisas relacionadas à rotulagem nutricional em produtos embalados, modelos de avaliação de perfil nutricional de alimentos, implantação de rotulagem em restaurantes , fatores associados à cadeia de produção de vegetais e frutas, e estratégias para melhoria da qualidade de vegetais oferecidos em restaurantes institucionais. Recebeu menção honrosa no Prêmio Capes. Atualmente é coordenadora local do Food Policy Program Brazil da Global Health Advocacy Incubator (GHAI). Vinícius Lima, MSc (SMS -Niterói) Graduado em Enfermagem pelo Universidade Federal Fluminense. Especialista em Gestão de Políticas de Saúde Informadas por Evidências pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa , Gestão de Redes de Atenção em Saúde e Estratégia da Saúde da Família pelo programa de Residência Multiprofissional pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/ Fiocruz). Mestre em Saúde Coletiva com área de concentração em Epidemiologia, pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ UERJ. Atualmente é Diretor de Atenção Coletiva, Ambulatorial e da Família - Coordenação ds APS de Niterói na Secretaria Municipal de Saúde de Niterói Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Instituições Confirmadas ADJ Diabetes Brasil AME/CDD Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) Associação Brasileira de Asma Grave (ASBAG) Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA) Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil) Associação Brasileira de Enfermagem, Minas Gerais (ABEn-MG) Associação Brasileira de Epilepsia (ABE) Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) ACT Promoção da Saúde Associação Doce Vida Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde (CBEXS) Conselho Regional de Nutricionistas da 3° Região (CRN-3) Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA) Fundação ProAR Global Health Advocacy Incubator (GHAI) Grupo de Estudo e Pesquisa Respiratória na Atenção Primária à Saúde (GEPRAPS) Instituto Bem do Estar Instituto Cordial Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) Instituto Desiderata Instituto Diabetes Brasil Instituto Obesidade Brasil Instituto Vencer o Câncer Movimento Influencers Diabetes Brasil (MIDB) Plan International Brasil Sociedade Brasileira Caminho de Damasco (SBCD) Vital Strategies Parceiros Corporativos
- Membros de GT do FórumCCNTs participam do Seminário Nacional de Saúde Mental e Trabalho
Por Profa. Maria Odete Pereira Na última semana, os membros do GT Saúde Mental e Neurológica do FórumCCNTs participaram do Seminário Nacional de Saúde Mental e Trabalho . Entre eles participaram a Sra. Marta Axthelm (ABRATA) , Dr. Alberto Ogata (FGV) e Maria Odete Pereira (UFMG) , que debateram importantes temáticas acerca do tema, com resoluções como a ascensão do trabalho em formato home office. O Dr. Alberto Ogata realizou a abertura do evento, agradecendo a presença de todos e o patrocínio do laboratório Viatris . Em seguida, convidou Ana Luiza Petry para uma breve fala sobre os investimentos do laboratório na área de saúde mental . Dr. Alberto Ogata (FGV) durante a abertura do evento. Foto: Arquivo pessoal Após isso, chamou os membros da mesa de abertura para ocuparem seus lugares. O presidente da FUNDACENTRO, José Clóvis da Silva falou em nome da Fundação e a professora Ana Maria Malik como representante da Escola de Administração da FGV. O Prof. Dr. Marcelo Kimati , diretor do Departamento de Saúde Mental e Álcool e outras Drogas – DESMAD, do Ministério da Saúde, que também compôs a mesa, participou de forma remota, abordando o estado da arte da saúde mental e trabalho no Brasil. Em sua fala, Dr. Kimati apresentou o panorama da saúde mental no país nos últimos 25 anos , enfatizando o cuidado produzido no território, centrado no sujeito e não apenas no diagnóstico. Ressaltou os desafios da era tecnológica e das desigualdades estruturais , incluindo o trabalho por meio de plataformas digitais, em contraste com situações de trabalho análogo à escravidão, além de discutir a saúde mental dos povos originários. O diretor do DESMAD destacou que o departamento realizará 150 entregas em um ano e meio de gestão, enfrentando muitos desafios. Informou ainda que, até o final deste ano, será lançado um edital de economia solidária , em parceria com a FUNDACENTRO, para financiar de 60 a 80 projetos no âmbito do Programa Paul Singer . Seminário Nacional de Saúde Mental e Trabalho . Foto: Arquivo pessoal A primeira palestrante, Profa. Dra. Laura Helena Silveira Guerra de Andrade (FMUSP), apresentou dados sobre a epidemiologia do adoecimento psíquico relacionado ao trabalho, baseados em pesquisa realizada entre 2017 e 2019 no município de São Paulo. Entre os resultados, destacou que: trabalhadores com menor escolaridade e que executavam atividades laborais mais simples apresentaram maior prevalência de bem-estar no trabalho; mulheres relataram menor bem-estar que homens , possivelmente devido ao acúmulo de responsabilidades domésticas e de cuidado de crianças e/ou idosos; homens com maior escolaridade tiveram melhor percepção de bem-estar; o trabalho presencial foi a modalidade associada a maior bem-estar. O segundo palestrante, Prof. Dr. João Silvestre da Silva Júnior (FMUSP), abordou a saúde mental e o trabalho a partir do modelo de espectro de resposta biológica de René Mendes. Apresentou os riscos e determinantes sociais do adoecimento psíquico , bem como resultados do Global Burden of Disease de 2021 sobre prevalência mundial — destacando os dados brasileiros, com predomínio de quadros de ansiedade, depressão e dependência de álcool e outras drogas. Também tratou da Política Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador (2012) e das Normas Regulamentadoras (NRs), com ênfase na NR 1, que dispõe sobre o gerenciamento de riscos ocupacionais, vigente desde 26 de maio de 2025. Ressaltou ainda os riscos psicossociais que mais impactam a dinâmica do trabalho, a performance, a satisfação e a saúde do trabalhador. Sra. Marta Axthelm (ABRATA) , Dr. Alberto Ogata (FGV) e Sra. Maria Odete Pereira (UFMG) . Foto: Arquivo pessoal A terceira palestra foi proferida pelo psiquiatra Luís Gustavo Vala Zoldan , do Hospital Israelita Albert Einstein, que abordou o acesso e a coordenação do cuidado em saúde nos sistemas público e privado. Apresentou os componentes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde e a gestão do cuidado em saúde mental na saúde populacional , no contexto da medicina diagnóstica e ambulatorial do Einstein. Encerrando as apresentações, a psicóloga e Profa. Dra. Liliana Guimarães falou sobre saúde mental e bem-estar, destacando o conceito de " salutogênese ". Defendeu que o bem-estar no trabalho é um investimento estratégico que beneficia tanto trabalhadores quanto empregadores. Ressaltou que a saúde mental dos trabalhadores está diretamente relacionada a ambientes laborais que favoreçam ações criativas capazes de transformar o sofrimento em experiências construtivas, contribuindo para a estruturação positiva do indivíduo. Finalizou afirmando que o trabalho é elemento central na vida humana, com papel fundamental na construção da identidade, na organização da sociedade e na promoção da saúde e qualidade de vida.
- FórumCCNTs fortalece presença em Brasília com participação em eventos, audiências públicas e articulação com líderes da saúde
Em agosto de 2025, Brasília se tornou palco de uma série de encontros estratégicos que reuniram especialistas, gestores, parlamentares e organizações da sociedade civil para discutir avanços e desafios na prevenção e no cuidado das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . O tema cardiovascular esteve no centro das discussões, com especial atenção ao acidente vascular cerebral (AVC) , uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Entre os destaques da semana, ocorreu o V Encontro Nacional de Unidades de AVC e o II Encontro da Linha de Cuidado do AVC , que reuniu profissionais da saúde, pesquisadores e representantes de diferentes esferas do SUS em debates sobre prevenção, atendimento na fase aguda e reabilitação. O evento contou ainda com cursos de capacitação voltados para equipes multiprofissionais, gestores e especialistas, além da apresentação de experiências exitosas de diversas regiões do país, demonstrando avanços concretos e desafios persistentes na implementação da linha de cuidado do AVC. Já o XVIII Seminário Alianças Estratégicas para a Promoção da Saúde , organizado pela ACT Promoção da Saúde , ampliou o debate sobre os fatores de risco para as CCNTs, como tabagismo, consumo nocivo de álcool e má alimentação. Foram discutidas ainda as políticas regulatórias e intersetoriais necessárias para a criação de ambientes mais saudáveis e o fortalecimento da prevenção em escala populacional. A Audiência Pública em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Colesterol , promovida pela Frente Parlamentar Mista da Saúde , trouxe ao Congresso Nacional a urgência de avançar em medidas de prevenção, diagnóstico precoce e acesso a tratamento, reforçando a necessidade de integrar esforços entre gestores, parlamentares e sociedade civil. Complementando esse movimento, o Ato Solene “Um Coração” na Câmara dos Deputados, realizado no mesmo período, reuniu parlamentares, gestores públicos, profissionais da saúde e representantes da sociedade civil para reforçar a importância da conscientização sobre o colesterol e o cuidado contínuo com a saúde cardiovascular. Sra. Patrícia de Luca (AHF | FórumCCNTs) durante o Ato Solene “Um Coração” na Câmara dos Deputados. Foto: Arquivo pessoal Em todos esses espaços, a participação ativa do FórumCCNTs reforçou sua atuação como articulador entre ciência, políticas públicas e sociedade civil, defendendo medidas de prevenção, acesso ao tratamento e fortalecimento do SUS. Ao acompanhar de perto a mobilização em Brasília, o FórumCCNTs reafirma seu compromisso de articular conhecimento técnico e incidência política, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas que ampliem o acesso à prevenção, ao tratamento e à reabilitação da população brasileira. Dr. Mark Barone (à esquerda) e Sra. Patrícia de Luca (segunda à esquerda) durante o Ato Solene “Um Coração” na Câmara dos Deputados. Foto: Arquivo pessoal Em ambos os espaços, a participação ativa do FórumCCNTs reforçou sua atuação como articulador entre ciência, políticas públicas e sociedade civil, defendendo medidas de prevenção, acesso ao tratamento e fortalecimento do SUS. Acompanhando de perto toda essa movimentação em Brasília, o FórumCCNTs reafirma seu compromisso de articular conhecimento técnico e incidência política, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas que ampliem o acesso à prevenção, ao tratamento e à reabilitação da população brasileira. Audiência Pública sobre colesterol e saúde cardiovascular No dia 20 de agosto de 2025, o FórumCCNTs esteve presente na Audiência Pública em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Colesterol , realizada pela Frente Parlamentar Mista da Saúde (FPMS) na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados . O encontro reuniu parlamentares, gestores públicos, especialistas e representantes da sociedade civil para debater estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento das dislipidemias. O Dr. Mark Barone, idealizador e presidente do FórumCCNTs , participou como debatedor , trazendo contribuições sobre a importância do rastreamento oportunístico e por risco na Atenção Primária, a ampliação do acesso a exames e tratamentos, a adoção de indicadores para monitorar o cuidado e a necessidade de campanhas públicas contínuas sobre hábitos saudáveis. O FórumCCNTs também reafirmou sua disposição em colaborar tecnicamente com parlamentares e gestores, articulando conhecimento científico e incidência política para fortalecer as políticas públicas de saúde cardiovascular no Brasil. XVIII Seminário Alianças Estratégicas para a Promoção da Saúde O 18º Seminário Alianças Estratégicas para a Promoção da Saúde , realizado pela ACT Promoção da Saúde . O evento reuniu cerca de 150 representantes de organizações governamentais, não governamentais e grupos de pesquisa de todas as regiões do Brasil, em debates sobre o tema “Prevenção CCNTs 360º – Garantir o direito à saúde por meio de ambientes saudáveis. Sra. Patrícia de Luca (à esquerda) e Sra. Mônica Andreis (ao centro) durante o 18º Seminário Alianças Estratégicas para a Promoção da Saúde. Foto: Arquivo pessoal Além da programação de palestras e debates, o FórumCCNTs foi representado por Patrícia de Luca , que participou de reuniões no Congresso Nacional em defesa da tributação adequada de produtos nocivos à saúde. Além da programação de palestras e debates, foram realizadas reuniões no Congresso Nacional, em defesa da tributação adequada de produtos nocivos à saúde. A delegação do FórumCCNTs visitou parlamentares como Zacharias Calil, Pedro Westphalen, Iza Arruda e Flávia Morais. Essas visitas foram realizadas pela equipe do FórumCCNTs com o objetivo de discutir prioridades legislativas, propor novas audiências públicas e articular projetos de lei relacionados à prevenção e ao enfrentamento das CCNTs. V Encontro Nacional de Unidades de AVC e II Encontro da Linha de Cuidado do AVC Nos dias 27 e 28 de agosto, o FórumCCNTs esteve presente no V Encontro Nacional de Unidades de AVC e II Encontro da Linha de Cuidado do AVC , realizado em parceria com a Rede AVC Brasil, Ministério da Saúde e OPAS . O encontro reuniu especialistas, gestores, profissionais de saúde e representantes de órgãos governamentais para debater avanços e desafios na prevenção, atendimento agudo e reabilitação do AVC. Dr. Mark Barone e Dra. Sheila Martins durante o V Encontro Nacional de Unidades de AVC e II Encontro da Linha de Cuidado do AVC. Foto: Arquivo pessoal A programação contou com cursos de capacitação voltados a equipes multiprofissionais, discussões sobre financiamento, protocolos clínicos e implementação de políticas públicas, além da apresentação de experiências exitosas em diferentes estados brasileiros. Destaque para o painel de apresentação desses modelos, moderado pelo Dr. Mark Barone e pela Dra. Sheila Martins , facilitadora do GT Infarto e AVC do FórumCCNTs e fundadora da Rede Brasil AVC. O FórumCCNTs participou ativamente dos debates, reforçando sua missão de articular conhecimento, evidências científicas e práticas de gestão para o fortalecimento do SUS. Com essa agenda, o FórumCCNTs reafirma seu papel como espaço de diálogo intersetorial e colaborativo para a promoção da saúde e enfrentamento das CCNTs. A atuação em Brasília fortalece a defesa de políticas públicas baseadas em evidências, que garantam prevenção, tratamento adequado e cuidado integral à população brasileira.
- FórumCCNTs apoia manifesto em defesa da saúde na Reforma Tributária
O FórumCCNTs , em parceria com diversas organizações da sociedade civil, acadêmicos e especialistas, apoia o Manifesto em Defesa da Saúde na Reforma Tributária , liderado pela ACT Promoção da Saúde . Imagem: Freepik O documento defende a implementação de um imposto seletivo robusto sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente — como tabaco, álcool, bebidas açucaradas e apostas eletrônicas . Essa é uma medida já adotada por diversos países e considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS ) a política mais efetiva para reduzir o consumo desses produtos, prevenir condições crônicas e salvar vidas . O Brasil chega em 2025 à etapa decisiva da reforma tributária: a definição das alíquotas do imposto seletivo. Se forem estabelecidas em níveis adequados, os benefícios serão imensos: redução de condições crônicas não transmissíveis, menos pressão sobre o SUS, economia de recursos públicos e maior sustentabilidade ambiental. As condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) são responsáveis por 75% das mortes no Brasil ( OMS, 2024 ). Brasil gasta R$ 153 bilhões todos os anos com condições relacionadas ao tabagismo ( INCA, 2025 ). O consumo de álcool custa R$ 18 bi por ano ao país e causa 12 mortes por hora ( Fiocruz, 2024 ) 94% da população brasileira apoia uma tributação mais alta sobre produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente ( Datafolha, 2023 ). Por ano, quase 13 mil pessoas morrem no Brasil pelo consumo de bebidas açucaradas , e a indústria de refrigerantes é uma das maiores poluidoras do mundo, com prejuízos ambientais causados por plásticos que ultrapassam US$ 9 bilhões por ano ( ACT e IDEC, 2022) . Ao lado de entidades nacionais e internacionais, o FórumCCNTs reafirma que a saúde da população deve estar acima das pressões da indústria. O imposto seletivo, se corretamente aplicado, será uma ferramenta histórica de promoção da saúde, sustentabilidade e justiça social. O manifesto exemplifica os benefícios de uma alíquota de 50% , que já demonstrou potencial de reduzir o consumo de produtos nocivos, evitar milhares de mortes e ainda gerar receita significativa para políticas públicas. Entre as figuras públicas que endossam o manifesto estão Drauzio Varella (médico e escritor), Bela Gil (chef e apresentadora), Marcos Palmeira (ator e ativista), Arthur Chioro (ex-ministro da Saúde) e José Graziano da Silva (ex-diretor-geral da FAO) . Também assinam instituições de grande relevância, como o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor ( IDEC ), a Sociedade Brasileira de Pediatria ( SBP ), a Sociedade Brasileira de Diabetes ( SBD ), o Greenpeace Brasil e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva ( ABRASCO ). A íntegra do manifesto, assim como a lista de especialistas e organizações signatárias, pode ser acessada neste link.
- OMS atende recomendações do FórumCCNTs para a Lista de Medicamentos Essenciais
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, em 5 de setembro de 2025, a atualização de sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais (EML e EMLc) , incluindo pela primeira vez medicamentos para obesidade e reforçando o arsenal terapêutico para o diabetes com a incorporação de análogos de insulina de ação rápida e de análogos de GLP-1. A incorporação desses medicamentos na EML e EMLc não ocorreu por acaso. Foi resultado de um processo de advocacy científico e político liderado por diversas entidades globais , tendo o FórumCCNTs , a SBD e outras entidades membros do GT Diabetes e GT Obesidade papel central em articulação com instituições nacionais e internacionais. Em 2025, o FórumCCNTs publicou artigo científico sobre insulinas análogas, coassinado pelo Dr. Mark Barone , fundador e presidente do FórumCCNTs, trazendo argumentos sólidos sobre a importância de garantir acesso ampliado a essas terapias. Além disso, o FórumCCNTs submeteu à OMS um relatório detalhado justificando a necessidade de inclusão das insulinas análogas de ação rápida como parte do arsenal terapêutico essencial para o manejo do diabetes. Esse esforço coletivo contou com a colaboração ativa de instituições membro do FórumCCNTs, com destaque para a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), além de parceiros nacionais e organizações internacionais de saúde, que se uniram para tornar possível essa conquista histórica. Entre as novidades, destacam-se os análogos de GLP-1 (semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida) , recomendados como terapia adjuvante para pessoas com diabetes tipo 2 que apresentam comorbidades cardiovasculares, condição renal crônica e/ou obesidade (IMC ≥ 30 kg/m²) com impacto significativo na saúde física e na qualidade de vida. Segundo a OMS, “as novas edições das listas de medicamentos essenciais representam um passo significativo para ampliar o acesso a novos medicamentos com benefícios clínicos comprovados e com alto potencial de impacto na saúde pública global” (Dra. Yukiko Nakatani, Subdiretora-Geral de Sistemas de Saúde, Acesso e Dados). A decisão tem caráter histórico: até então, nenhum medicamento para obesidade havia sido incluído na lista da OMS , apesar da condição já atingir mais de 1 bilhão de pessoas no mundo e ser considerada uma epidemia em crescimento acelerado, especialmente em países de baixa e média renda. O Comitê destacou que “diabetes e obesidade representam atualmente dois grandes desafios globais de saúde, com ambas as condições atingindo proporções epidêmicas em diferentes populações e regiões”. Outro marco é a incorporação dos análogos de insulina de ação rápida (lispro, asparte e glulisina, além de biossimilares de qualidade assegurada) tanto na EML quanto na EMLc, abrangendo pessoas com diabetes tipo 1, tipo 2 e gestacional. O Comitê de Especialistas justificou a recomendação ao afirmar que, embora a eficácia e segurança sejam comparáveis à insulina humana regular, “alguns estudos fornecem evidências de maiores índices de satisfação das pessoas que utilizam análogos de ação rápida, e outros sugerem que esses análogos podem estar associados a menores taxas de complicações”. Além disso, ressaltou que em alguns países o preço dos análogos já não excede o da insulina humana regular. Dados internacionais apontam que, em sistemas públicos de saúde, um frasco de 10 mL de insulina análoga pode custar cerca de US$ 29,39, enquanto a insulina humana regular fica em torno de US$ 9,50 — diferença considerada cada vez mais administrável em estratégias de aquisição pública. Essas evidências, somadas a exemplos internacionais e a estudos brasileiros submetidos pelo FórumCCNTs e seus parceiros, foram determinantes para embasar a decisão da OMS. Além disso, o Comitê chamou a atenção para o fato de que, em alguns mercados, os fabricantes já vêm retirando gradualmente a insulina humana regular, o que exige uma resposta estruturada: “A razão para recomendar a inclusão dos análogos de insulina de ação rápida é apoiar o acesso, reconhecendo a retirada progressiva da insulina humana regular dos mercados e sinalizar aos países a necessidade de estratégias de política, precificação e aquisição que fortaleçam o acesso acessível”. Imagem: Divulgação Imagem: Divulgação A presença de um medicamento na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS tem implicações diretas e profundas para a saúde pública mundial. Mais de 150 países utilizam a lista como base para políticas de aquisição pública, fornecimento de medicamentos e esquemas de reembolso em sistemas de saúde e seguros. Como a própria OMS explica, as listas são elaboradas para atender às necessidades prioritárias de saúde das populações , tornando-se referência internacional e instrumento de política pública confiável. Em outras palavras, quando um medicamento passa a integrar a EML, aumenta significativamente a sua chance de ser disponibilizado nos sistemas de saúde nacionais, inclusive em países de baixa e média renda, onde o acesso a novas tecnologias é geralmente mais limitado. Para o FórumCCNTs, a inclusão desses medicamentos é fruto de um trabalho coletivo e coordenado, que demonstra a importância da mobilização da sociedade civil, da ciência e das instituições de saúde na formulação de políticas globais. “A atualização da EML é um passo histórico que fortalece a luta global contra a diabetes e a obesidade. O FórumCCNTs continuará mobilizado para que essa conquista se traduza em acesso real e efetivo para todas as pessoas que precisam desses medicamentos” , destacou o FórumCCNTs em nota. A versão completa da nova Lista Modelo de Medicamentos Essenciais da OMS (EML e EMLc, 2025) está disponível no site oficial da OMS
- FórumCCNTs e parceiros propõem recomendações sobre a atualização do PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)
O Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) , criado em 2017, visa promover a colaboração entre o setor público, empresas privadas e orga nizações do terceiro setor. Essa iniciativa está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 17 (ODS 17) e busca enfrentar a principal causa de mortes no país: as condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Por meio desta, o Fórum vem participar da Consulta Pública n°11/25, sobre a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PDCT) de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hipertensão Arterial Sistêmica. A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma doença crônica de causa multifatorial, caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (≥ 140 mmHg e/ou ≥ 90 mmHg) geralmente não associada a sintomas . Contudo, frequentemente, está relacionada às alterações funcionais ou estruturais de órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais 1 . A avaliação diagnóstica da HAS deve ser realizada em consulta clínica, com duas a três medidas de PA, com intervalos de 1 dia a 4 semanas. O número de visitas à unidade de saúde e o intervalo de tempo entre elas varia de acordo com a gravidade da HAS, evidência de Doenças Cardiovasculares (DCV) ou lesão em órgão-alvo. Suspeita-se da HAS grau 1 nos indivíduos com PA entre 140 mmHg /90 mmHg e 160 mmHg /100 mmHg e, portanto, eles devem passar por confirmação diagnóstica, com realização de duas medições com intervalo de 7 a 14 dias. Já os indivíduos que apresentarem PA ≥ 160/100 têm recomendação imediata de passar por consulta médica 1 . De acordo com a Portaria SECTICS/MS nº 22, de 10 de maio de 2023, torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a monitorização residencial da pressão arterial para diagnóstico de hipertensão arterial sistêmica em adultos com suspeita da doença, conforme Protocolo Clínico do Ministério da Saúde 1 . O tratamento da HAS é feito em duas modalidades: o tratamento medicamentoso e o tratamento não medicamentoso . A classe medicamentosa a ser utilizada em monoterapia, ou em associação, deve ser definida conforme avaliação da equipe de saúde e preferência do paciente. Se o Risco Cardiovascular (RCV) for alto ou muito alto, recomenda-se iniciar tratamento com anti-hipertensivo e estatina. Neste caso, a recomendação de iniciar prontamente o tratamento para controle pressórico se justifica por seu efeito protetor, associado a uma redução do risco de eventos cardiovasculares importantes, em especial, para pacientes de RCV alto. Já se o RCV for baixo ou moderado, recomenda-se tratamento não medicamentoso. Em ambos os casos, o RCV e o controle pressórico do paciente devem ser reavaliados em 3 a 6 meses para decisão sobre o tratamento 1 . O tratamento não medicamentoso consiste na atuação nos fatores de riscos modificáveis através de medidas de promoção da saúde por meio da adoção de estilo de vida mais saudável: alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado, ingestão hídrica adequada, moderação no consumo de álcool e controle do estresse 1. Considerando a relevância de estratégias não farmacológicas para o controle da hipertensão arterial, estudos recentes demonstram que a prática regular de atividade física, incluindo exercícios aeróbicos e resistidos, contribui significativamente para a redução da pressão arterial, sendo benéfica tanto para indivíduos com hipertensão estabelecida quanto para aqueles com hipertensão resistente ao tratamento 2 . Além disso, há evidências de que a combinação entre exercício físico e terapia medicamentosa pode potencializar os efeitos hipotensores, reforçando a importância de políticas de incentivo à prática de atividades físicas como parte integrante do manejo da hipertensão 2 . A HAS, por fazer parte do grupo das Doenças Crônicas não Transmissíveis, está relacionada a meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que propõe, até 2030, reduzir, em um terço, a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis por meio de prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar. Entretanto, o Brasil enfrenta desafios para alcançar as metas em tempo hábil, haja vista o aumento de diagnósticos . Em 2022 o Ministério da Saúde publicou um relatório apontando que o número de adultos com diagnóstico médico de hipertensão aumentou 3,7% em 15 anos no Brasil. Os índices saíram de 22,6% em 2006 a 26,3% em 20213. Em 2023, dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostraram que a hipertensão arterial atingia cerca de 27,9% da população brasileira 4 . A HAS é uma das maiores causas de morte prematuras no mundo e um desafio para a saúde pública, afetando cerca de 9 a cada 10 adultos no mundo 5 . Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com hipertensão aumentou de 594 milhões em 1975, para cerca de 1,13 bilhões, em 2015, com cerca de um terço dessa população residentes de países de baixa e média renda 6 . Além disso, o estudo do Global Burden of Diseases (GBD), indica um aumento considerável no número de adultos com HAS, passando de 84,481 por 100,000 pessoas em 1990 para 88,971 por 100,000 pessoas em 2019 5 . No Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019, cerca de um quarto da população refere hipertensão arterial sistêmica (23,9%, IC95% 23,5–24,4), o que representa um aumento em relação a PNS 2013 cuja prevalência foi de 21,4% (IC95% 20,8–22,0) 6 . O aumento dos casos no Brasil e no mundo está relacionado com o crescimento e envelhecimento da população nas últimas décadas 5 . Segundo a PNS 2019, o diagnóstico de HAS autorreferido foi maior em idosos, indicando a associação com o avançar da idade 6 . Além disso, o estudo também identificou que fatores sociodemográficos comportamentais e presença de comorbidades também apresentaram associação à HAS evidenciando o caráter multifatorial dessa condição de saúde 6 . Dessa forma, foram fatores associados à HAS: ser mulher, cor da pele/ raça preta, parda e outras, baixa escolaridade, consumo elevado de sal, ex-tabagismo, presença de comorbidades e pior autoavaliação de saúde 6 . Isso indica a necessidade de ações de promoção e prevenção à saúde, principalmente nos fatores de risco modificáveis, como os comportamentais. Nesse contexto, as doenças cardiovasculares (DCV) são as principais causas de morte e incapacidade no mundo e a HAS é seu principal fator de risco modificável 6 . Os casos de morte relacionados às DCV dobraram de 1990 para 2019, passando de 257 milhões para 513 milhões de casos. Além disso, a morte atribuída às DCV também apresentou aumento, em 1990 ocorreram 12,1 milhões de mortes e em 2019 18, 6 milhões de mortes 5 . No Brasil, as DCV apresentaram queda de 53,92% na taxa de óbitos, passando de 333,97 por 100000 habitantes em 1990 para 153,74 por 100000 habitantes em 2021, sendo que em 1990 foi a primeira causa de morte e em 2021 a segunda, perdendo somente para a COVID-19 devido a pandemia 7 . Assim, o combate a HAS arterial, principalmente através de ações de promoção e prevenção da saúde, tem potencial de melhorar a qualidade de vida das pessoas e além disso, diminuir o número de mortes e casos atribuídos à DCV. Considerando os dados epidemiológicos e as metas de desenvolvimento sustentável, os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas sobre a HAS, formulados pelo Ministério da Saúde, visam estabelecer os critérios de rastreamento, diagnósticos, terapêuticos e de acompanhamento dos indivíduos no âmbito do SUS. Portanto, seu público-alvo inclui pessoas com suspeita ou diagnóstico da HAS, assim como seus responsáveis, em caso de menores de idade, profissionais da saúde envolvidos no cuidado integral desses indivíduos no âmbito da APS e da Atenção Especializada à Saúde, bem como gestores, com vistas a subsidiar as decisões clínicas e otimizar a qualidade do cuidado ofertado a essas pessoas 1 . Diante do cenário apresentado acima, o ForúmCCNTs sugere algumas recomendações ao PDCT de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). Primeiro, vale-se ressaltar a importância de inclusão de um tópico para a população da raça/cor de pele preta na seção "10.3.4. Tratamento em populações específicas" do PCDT. Essa inclusão se justifica pela alta prevalência de HAS na população da raça/cor de pele preta, como evidenciado pela própria Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Negra 8 . Além disso, ser da etnia preta é um fator associado à HAS, como apontado nos parágrafos acima, e apesar de faltar estudos nacionais que investiguem as disparidades raciais relacionado tratamento medicamento 9 , estudos norte-americanos demonstram diferentes graus de eficiência no controle da pressão entre as classes de antihipertensivos nessa população 9 . Ademais, a linha de cuidado de HAS do Ministério da Saúde indica que o uso de IECA/BRA em monoterapia para controle de HAS na população preta tem se mostrado menos eficaz, sendo os diuréticos tiazídicos a primeira escolha quando em monoterapia ou associados a bloqueadores do canal de cálcio quando terapia dupla 10 . Outra recomendação sugerida é a inclusão de estratégias de melhoria do sono na seção "10.2. Tratamento não medicamentoso". Como mencionado pelo PDCT de HAS, os distúrbios do sono, mas especificamente, a apneia obstrutiva do sono (AOS) é um fator de risco para o desenvolvimento de HAS 1 . De acordo com a PNS 2019, no Brasil 18,6% dos adultos relatam problemas no sono 11 . Além disso, a apneia obstrutiva do sono (AOP) é o distúrbio do sono mais comum e acomete cerca de 77% das pessoas com obesidade, de 30 a 83% de quem tem hipertensão, 48% das pessoas com diabetes e é um importante fator de risco para DCV 12,13,14 . Diante desse cenário, o ForumCCNTs reitera o trabalho desenvolvido a favor da necessidade de fomento de ações e políticas públicas de saúde direcionados para os distúrbios do sono 15 , sendo a inclusão desse tópico no PCDT de HAS um passo importante para o comprometimento no combate a esses distúrbios. Além das recomendações acima, o FórumCCNTs está de acordo com inclusões importantes no PCDT de HAS como a inclusão de adolescentes e crianças . Ainda existe uma falta de recomendações do Ministério da Saúde sobre diretrizes e protocolos de HAS para esse público alvo, sendo essa inclusão importante para o fomento de medidas como a criação de uma linha de cuidado de HAS para o público infantojuvenil, ainda inexistente, ou um protocolo específico para essa população. Ademais, o ForumCCNTS também concorda com a inclusão da calculadora de risco cardiovascular da iniciativa HEARTS , criada e difundida pela OMS e Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para estratificação do risco cardiovascular (RCV), haja vista a baixa adesão profissional a escala Framingham 16 , por ser um que pode ter boa adaptação ao cenário brasileiro. A ferramenta HEARTS é fácil de ser utilizada e o risco cardiovascular pode ser estratificado a partir de uma calculadora disponibilizada na internet , dessa forma espera-se uma maior adesão por parte dos profissionais. Diante do exposto, o FórumCCNTs entende que a atualização do PCDT de HAS representa um avanço para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com essa condição e, em suma, recomenda a inclusão dos seguintes pontos no Protocolo de Diretrizes Clínicas e Terapêuticas: Tópico específico para a população da raça/cor de pele preta, haja vista a alta prevalência da doença nesse grupo e as especificidades de tratamento. Além disso, considerando que o Brasil é um país com uma população altamente miscigenada e em sua composição a maior parte da população é da raça cor de pele preta e parda. Estratégias para melhoria dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso, tendo em vista a associação dos distúrbios do sono, em especial, a apneia obstrutiva do sono com a HAS Adoção efetiva da calculadora de risco cardiovascular da iniciativa Hearts, com ampla divulgação e aplicabilidade entre os profissionais de saúde em todos os níveis de atenção à saúde. Atualização periódica do PCDT sobre HAS; Manutenção de pesquisas sobre HAS, com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como PNS e Vigitel para monitoramento periódico do perfil epidemiológico da condição de saúde no país. Capacitação dos profissionais de saúde com base nos PCDTs sobre HAS atualizados. Atenciosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Colaboraram também neste posicionamento: Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG www.linkedin.com/in/ana-carolina-micheletti-gomide-nogueira-de-sá-phd-postdoc-551636180 www.enf.ufmg.br Gabriel Soares Damaceno Estudante Bolsista de Iniciação Científica prpq/UFMG/CNPq Escola de Enfermagem da UFMG www.enf.ufmg.br Nívea Maria Vieira Gomes Nutricionista, Especialista em Fitoterápico, Unifoa Volta Redonda RJ Centro Especializado em Reabilitação CER III, Prefeitura Municipal de Volta Redonda RJ. Membro do GT DCV do FórumCCNTs Rosane da Silva Alves Cunha, MSc Fisioterapeuta. PMVR. Mestre em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense, UERJ. Especialização em Gestão de Políticas Informadas por Evidências, HSL/PROADISUS/MS/CONASEMS Co-Facilitadora do GT Infarto e AVC do FórumCCNTs rosane.cunha66rj@gmail.com Sheila Martins, MD, PhD Fundadora e Presidente, Rede Brasil AVC Facilitadora do GT Infarto e AVC, FórumCCNTs www.redebrasilavc.org.br Referências: Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde – SECTICS. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde – DGITS. Coordenação-Geral de Avaliação de Tecnologias em Saúde – CGATS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hipertensão Arterial. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: < https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2025/relatorio-preliminar-pcdt-hipertensao-arterial-sistemica-cp-11 > HAYES, P.; TAYLOR, B.;JONES, M. Physical Activity and Hypertension: A Review of Evidence and Clinical Implications. J Hypertens Res, v. 40, n. 3, p. 215-30, 2022. 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Call-to-Action: Tratar Distúrbios do Sono é Reduzir Mortes por Condições Crônicas Não Transmissíveis [Internet]. FórumCCNTs. FórumCCNTs; 2023. Available from: https://www.forumdcnts.org/post/call-to-action-disturbios-sono-ccnts Rodrigues C.F, Bothrel G.B, Turci M.A. Análise comparativa das diferentes ferramentas de estratificação de risco cardiovascular: revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde. 2021 Sep 17;13(9):e8733–3.
- FórumCCNTs participa de projeto de lei com potencial de revolucionar os cuidados do diabetes e condições associadas
A Deputada Federal Iza Arruda (MDB-PE) , em parceria com o FórumCCNTs e seus membros, protocola projeto de lei com potencial de revolucionar os cuidados do diabetes e condições associadas no país , através do diagnóstico precoce e do monitoramento da Hemoglobina Glicada , Perfil Lipídico e Função Renal . Imagem: Freepik A PL 4269/25 "Dispõe sobre a realização periódica de exames de hemoglobina glicada, perfil lipídico e função renal para o acompanhamento dos cuidados de pessoas com diabetes e doenças associadas , no Sistema Único de Saúde (SUS) dentro do território nacional, e dá outras providências". O documento ainda dispõe que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios garantirão a realização dos seguintes exames: I – Hemoglobina glicada (HbA1c); II – Perfil lipídico completo; III – Função renal (creatinina sérica e albuminúria para cálculo da taxa de filtração glomerular estimada – TFGe). Estese exames previstos deverão ser realizados com a seguinte periodicidade mínima, que poderá ser reduzida de acordo com a gravidade do quadro clínico, conforme recomendação médica: I – Pessoas dentro da meta terapêutica: no mínimo uma vez ao ano; II - Pessoas fora da meta terapêutica: a cada 180 (cento e oitenta) dias. Confira os destaques do texto desta PL: "As Condições/Doenças Renais Crônicas (DRC) , o Diabetes Mellitus e as Dislipidemias são causas relevantes de morbimortalidade no Brasil. Pesquisadores apontam que 6,7% dos adultos brasileiros apresentam DRC Diabetes Mellitus também possui alta incidência na população brasileira, estimando-se que mais de 15,7 milhões de pessoas de 20 (vinte) a 79 (setenta e nove) anos convivem com a DM Dislipidemias apresentam alta prevalência de 43% a 60% dentro do território nacional ... Pesquisadores apontam que 18% dos gastos com internação decorrem do Diabetes Mellitus , seguido pelas condições renais crônicas que perfazem 13,6% das despesas. ... A dosagem da hemoglobina é reconhecida, desde 1993, como a medida mais relevante para a avaliação do controle glicêmico em pessoas com DM . A manutenção dos níveis glicêmicos dentro dos parâmetros recomendados pelos organismos de saúde, melhora a qualidade de vida do indivíduo e reduz de forma significativa o risco do desenvolvimento de complicações micro e macrovasculares. Por sua vez, o exame de perfil lipídico é essencial para avaliar o risco de condições cardiovasculares e monitorar os cuidados das pessoas com colesterol acima dos níveis recomendados. O exame de Função Renal possui grande relevância na prática clínica, servindo tanto para o diagnóstico, quanto para o prognóstico e para o monitoramento das condições renais crônicas. A detecção precoce de algum problema nos rins é crucial para evitar complicações mais graves, entre elas, a insuficiência renal crônica. ... Diante disso, a proposta é estratégica, viável e humanitária, capaz de salvar vidas e reduzir custos com tratamentos tardios. Sua aprovação significará um avanço expressivo na garantia do direito à saúde e à vida da população brasileira."
- Recomendação do FórumCCNTs para o PCDT de Hipertensão Arterial Sistêmica é incorporada pela CONITEC
Recomendações do Fórum Intersetorial de Condições Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) , em Consulta Pública para a atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) , foram acatadas. Foto: Divulgação Considerando o cenário epidemiológico da HAS no país e a importância da atualização para o diagnóstico, cuidados, acompanhamento, promoção da saúde, redução de riscos e estabelecimento de parâmetros de cuidados para as pessoas com HAS, o FórumCCNTs apresentou sua contribuição para a elaboração do documento em março de 2025. O documento enviado pelo FórumCCNTs propôs as seguintes recomendações: a) Inclusão de tópico específico para a população da raça/cor de pele preta, haja vista a alta prevalência da condição de saúde nesse grupo e as especificidades de tratamento . Além disso, levando em consideração que o Brasil é um país com uma população altamente miscigenada e em sua composição a maior parte da população é da raça cor de pele preta e parda; b) A adoção de estratégias para melhoria dos distúrbios do sono na seção do tratamento não medicamentoso , tendo em vista a associação dos distúrbios do sono, em especial, a apneia obstrutiva do sono com a HAS; c) Adoção efetiva da calculadora de risco cardiovascular da iniciativa Hearts , com ampla divulgação e aplicabilidade entre os profissionais de saúde em todos os níveis de atenção à saúde; d) Incorporação de atualização periódica do PCDT sobre HAS ; e) A manutenção de pesquisas sobre HAS , com dados de acessos públicos e grandes inquéritos, como Pesquisa Nacional de Saúde e Vigitel para monitoramento periódico do perfil epidemiológico da condição e saúde no país; f) Capacitação dos profissionais de saúde com base nos PCDTs sobre HAS atualizados . Quanto aos tópicos que foram incluídos na atualização do PCDT de 2025, foi acatada a incorporação de tópico específico para a população da raça/cor de pele preta e parda pela CONITEC, e encontra-se no documento do PCTD dentro do tópico " 10.3.4. Tratamento em populações específicas" . Isso representa um avanço para o tratamento nesta população. Além disso, foi adicionado ao documento, um tópico sobre a qualidade do sono dentre as recomendações para o tratamento não medicamentoso da hipertensão arterial sistêmica no quadro 10 do PCDT , como sugerido pelo FórumCCNTs , o que representa um progresso na abordagem integral do cuidado. Com relação aos demais tópicos sugeridos, a calculadora de risco cardiovascular Hearts já estava inclusa no PCDT , mas reafirmamos que torna-se necessário esforços coletivos para a sua aplicabilidade nos serviços de saúde e capacitação dos profissionais, sobretudo na atenção primária à saúde. Ademais, o FórumCCNTs reforça a importância da manutenção e ampliação dos inquéritos epidemiológicos para monitoramento da HAS e demais condições de saúde no país para conhecimento do cenário pelos pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e sociedade civil, o que possibilita traçar estratégias e ações eficazes para o enfrentamento da condição de saúde. Confira aqui os textos do antigo e do novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Hipertensão Arterial Sistêmica na íntegra. Gabriel Soares Damaceno Estudante Bolsista de Iniciação Científica prpq/UFMG/CNPq Escola de Enfermagem da UFMG Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG
- Ministério da Saúde aprova novas diretrizes nacionais para o rastreamento do Câncer do Colo do Útero
O Ministério da Saúde publicou, em 29 de julho, a Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13/2025 , que aprova as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer de Colo do Útero : Parte I – Rastreamento organizado utilizando testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico. A atualização representa um marco na política de prevenção e manejo do câncer do colo do útero no Brasil. Pela primeira vez, diretrizes nacionais incorporam o uso de testes moleculares de DNA-HPV oncogênico como método de rastreamento, substituindo protocolos vigentes desde 2016 e alinhando o país às melhores práticas internacionais recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) . Relevância epidemiológica O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre mulheres no Brasil , com milhares de novos casos diagnosticados anualmente, e está fortemente associado à infecção persistente por tipos oncogênicos do papilomavírus humano (HPV). Embora prevenível e tratável quando detectado precocemente, ainda constitui um desafio para o SUS devido às desigualdades regionais de acesso ao rastreamento e ao tratamento oportuno. Com a adoção dos testes moleculares, espera-se aumentar a sensibilidade do rastreamento , reduzir resultados falso-negativos e ampliar a efetividade das ações preventivas. Além disso, o novo modelo fortalece a perspectiva de rastreio organizado, com fluxos claros e monitoramento sistemático, substituindo práticas fragmentadas que dificultavam a cobertura homogênea da população-alvo. Convergência com o posicionamento do FórumCCNTs Em dezembro de 2024, durante a Consulta Pública nº 75/24 da CONITEC , o FórumCCNTs posicionou-se favoravelmente à atualização das diretrizes , destacando a importância estratégica da incorporação dos testes moleculares no SUS. O posicionamento do FórumCCNTs esteve alinhado à recomendação preliminar da CONITEC e reforçou o compromisso da rede com a promoção de políticas baseadas em evidências científicas e voltadas à equidade. A publicação oficial da Portaria confirma essa trajetória e materializa o consenso técnico-científico construído nos últimos anos. Para o FórumCCNTs, a medida fortalece a capacidade do SUS em avançar na prevenção de um câncer evitável , mas ainda responsável por elevado número de óbitos, sobretudo em populações mais vulneráveis. Orientações para gestores e profissionais A implementação das diretrizes exigirá esforços coordenados entre União, estados e municípios. As Secretarias de Saúde deverão estruturar redes assistenciais, designar serviços de referência, capacitar equipes e estabelecer fluxos regulatórios em todas as etapas do cuidado, desde o rastreamento até o tratamento. Nesse processo, será fundamental o uso racional de recursos, a padronização de práticas clínicas e a adesão a protocolos atualizados. O sucesso da política dependerá da capacidade dos gestores em integrar tecnologias inovadoras a sistemas de informação robustos e a estratégias de comunicação com a população, garantindo cobertura efetiva e adesão ao rastreamento. Materiais de apoio à implementação Diversos materiais técnicos já estão disponíveis para apoiar a elaboração de planos de ação estaduais e municipais. Entre eles: Telessaúde Pernambuco – conteúdos técnicos sobre a implementação do rastreamento com teste de HPV, citologia em meio líquido e capacitação de profissionais. Acesse aqui Escola de Saúde Pública de Pernambuco – cursos, materiais e capacitações voltados à prevenção e ao cuidado em câncer do colo do útero. Acesse aqui Essas referências, fruto de experiências concretas de implementação em territórios, podem servir como base para outras regiões estruturarem suas próprias estratégias, otimizando recursos e acelerando a incorporação do novo modelo de rastreamento . Avanço para o SUS A adoção das novas diretrizes reforça o compromisso do Brasil com a meta global da OMS de eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública até 2030 . Trata-se de um passo estratégico que integra inovação tecnológica, equidade e sustentabilidade do sistema. O FórumCCNTs reafirma o apoio à implementação integral das diretrizes e incentiva gestores, profissionais de saúde e parceiros institucionais a utilizarem os materiais disponíveis, promover capacitações e consolidarem redes assistenciais resolutivas. Ao alinhar ciência, política pública e prática assistencial, o país avança em direção a um futuro em que o câncer do colo do útero deixe de ser uma ameaça à saúde de milhares de mulheres .
- BRICS Young Innovator Prize 2025: Abertas as inscrições, até 25/8, para jovens inovadores representarem o Brasil na oitava edição
Estão abertas as inscrições para o 8º BRICS Young Innovator Prize 2025 . O prêmio para jovens inovadores terá concorrentes dos países membros dos BRICS, sendo 3 (três) deles do Brasil. Assim como nas edições anteriores, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) foi convidada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) a indicar potenciais candidatas e candidatos para o BRICS YIP 2025 . As inscrições vão até 25/08/2025 . Foto: Divulgação A participação no prêmio oferece destaque internacional, visibilidade e a chance de concorrer a certificados de mérito e prêmios em dinheiro: US$ 25.000 para o 1º lugar US$ 15.000 para o 2º lugar US$ 10.000 para o 3º lugar O tema desta edição do prêmio é " Inteligência Artificial aplicada a soluções de serviço público. Como as tecnologias emergentes podem melhorar a vida dos cidadãos nos países do BRICS?" ( Artificial Intelligence applied to public service solutions. How can emerging technologies improve the lives of citizens in BRICS countries?) O prêmio será entregue durante o 10º BRICS Young Scientist Forum , que acontecerá de 15 a 18 de setembro de 2025, em Brasília (DF) , como parte do Encontro de Cúpula dos BRICS . As inscrições para o 8th BRICS Young Innovator Prize 2025 foram prorrogadas até 23h59 do dia 25 de agosto de 2025 . Manifeste seu interesse aqui . Fonte: Academia Brasileira de Ciências e FEBRACE












