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Atlas Mundial da Obesidade 2026 alerta para avanço global da condição de saúde

  • Foto do escritor: FórumCCNTs
    FórumCCNTs
  • 6 de mar.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 9 de mar.

O Atlas Mundial da Obesidade 2026, publicado pela Federação Mundial da Obesidade (WOF), apresenta novas estimativas globais sobre o avanço do excesso de peso e da obesidade entre crianças e adolescentes. A publicação reúne dados de quase todos os países e traz projeções até 2040, além de indicadores relacionados a fatores de risco, sinais precoces de agravos associados e políticas públicas voltadas à promoção de ambientes mais saudáveis. O material foi traduzido para o português pelo Instituto Cordial.


Imagem: Divulgação WOF
Imagem: Divulgação WOF

Segundo o relatório, o número de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos vivendo com excesso de peso ou obesidade continua crescendo em diversas regiões do mundo. O Atlas também alerta para o aumento de sinais precoces de condições associadas ao alto índice de massa corporal (IMC), como alterações metabólicas, doenças cardiovasculares e problemas hepáticos, reforçando a necessidade de estratégias integradas de cuidado e de promoção da saúde.


O documento destaca que esses cenários estão associados a múltiplos fatores sociais, ambientais e econômicos, incluindo padrões alimentares, acesso a alimentos ultraprocessados, redução da atividade física e condições estruturais que influenciam o cotidiano das famílias. Nesse contexto, políticas públicas e ações intersetoriais são apontadas como fundamentais para reduzir riscos e promover ambientes mais saudáveis para crianças e adolescentes.


O Atlas também analisa o desempenho dos países em sete indicadores relacionados à exposição de crianças a fatores de risco e em sete políticas voltadas à proteção contra a obesidade infantil. Esses indicadores ajudam a compreender como diferentes contextos nacionais influenciam a saúde das populações e quais iniciativas podem contribuir para fortalecer estratégias de redução de risco associadas às CCNTs.


Brasil não apresenta bons resultados


No caso do Brasil, o relatório apresenta estimativas preocupantes para os próximos anos. Entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, milhões já vivem com sobrepeso ou obesidade, e a tendência aponta crescimento contínuo até 2040 caso não haja avanços significativos nas políticas de promoção da saúde e na criação de ambientes mais favoráveis a hábitos saudáveis.


Imagem: Divulgação WOF
Imagem: Divulgação WOF

O Atlas também estima impactos associados ao alto IMC entre crianças brasileiras. Para 2025, por exemplo, cerca de 1,39 milhão de crianças podem apresentar hipertensão atribuída ao excesso de peso, número que pode chegar a 1,6 milhão em 2040. O relatório também projeta centenas de milhares de casos de hiperglicemia e milhões de ocorrências de triglicerídeos elevados e condição hepática associadas ao alto IMC nesse grupo etário.


Outro dado relevante apontado no documento é o nível de inatividade física entre adolescentes no Brasil. Aproximadamente 84% dos jovens entre 11 e 17 anos não atingem as recomendações de atividade física, evidenciando um importante fator de risco para o desenvolvimento de condições relacionadas ao peso corporal e outras CCNTs ao longo da vida.


O relatório também apresenta indicadores sobre fatores que influenciam o risco desde os primeiros anos de vida. Entre eles estão questões relacionadas ao pré-natal, à alimentação infantil e ao ambiente alimentar das crianças. No Brasil, o Atlas aponta, por exemplo, níveis significativos de exposição a fatores como aleitamento materno inadequado na primeira infância e consumo de bebidas açucaradas entre crianças.


Na América do Sul, o estudo indica desafios semelhantes. Diversos países da região apresentam crescimento nas taxas de sobrepeso e obesidade infantil e enfrentam limitações na implementação de políticas voltadas à promoção da atividade física em ambientes como creches e pré-escolas. Em muitos casos, essas estratégias ainda são menos frequentes quando comparadas a países de renda mais alta.


Diante desse cenário, o Atlas Mundial da Obesidade 2026 reforça a importância de fortalecer políticas públicas, ampliar ambientes que favoreçam hábitos saudáveis e integrar ações entre diferentes setores da sociedade. O documento se soma a evidências globais que apontam para a necessidade de estratégias estruturadas de redução de risco e cuidado integral relacionadas às CCNTs, especialmente entre crianças e adolescentes.


Acesse o material na íntegra aqui.


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