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  • Recomendações do FórumDCNTs para o Plano Nacional de Enfrentamento às DCNTs 2021-2030

    O FórumDCNTs recomenda que todas as instituições, movimentos e pessoas físicas conheçam o Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas e agravos não transmissíveis no Brasil 2021-2030 (link aqui) e se manifestem na Consulta Pública (link aqui) até 30/11/2020, visto que este plano entrará em vigor já no próximo ano e ficará em vigor até 2030. Abaixo aspectos identificados pela Comissão Organizadora do FórumDCNTs que merecem especial atenção (veja nestes links também o posicionamento da Sociedade Brasileira de Cardiologia e o da SOCESP). Consulta Pública Plano de Nacional de Enfrentamento às DCNTs 2021-2030 Recomendações FórumDCNTs O Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), iniciativa proposta em 2017 pelo Public Health Institute (PHI), reúne as principais organizações não governamentais (ONGs), empresas da área de saúde, universidades e órgãos do governo para que através de parcerias possam combater a principal causa de mortes no Brasil, as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Muitas das instituições participantes do FórumDCNTs participaram das reuniões para elaboração do Plano de Açõs Estratégicas para o Enfrentamento das DCNTs no Brasil 2011-2022 (https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_acoes_enfrent_dcnt_2011.pdf). Durante sua implementação o FórumDCNTs acompanhou de perto iniciativas de monitoramento e avaliação dos indicadores e metas definidos (alguns deles a seguir: www.forumdcnts.org/post/cenario-atual-e-plano-nacional-dcnts , https://actbr.org.br/uploads/arquivos/Relato%CC%81rio-sombra-DCNT.pdf , www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2019000100428). Neste momento, felicitamos o Ministério da Saúde pela iniciativa de rever e produzir um novo Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas e agravos não transmissíveis no Brasil, que coincide em termos de período de implementação e de metas com a agenda 2030 da ONU e Best Buys e estratégias Build Back Better da OMS. E cumprimentamos também a Secretaria de Vigilância em Saúde por ter nos convidado e possibilitado contribuir para a elaboração deste importante documento durante o Fórum realizado em Brasília, em dezembro de 2019. Visto a importância deste plano, reunimo-nos e recebemos contribuições de muitos dos participantes do FórumDCNTs, a fim de nos manifestarmos nesta consulta pública para que ajustes possam ser feitos e o documento que nos guiará até 2030 atenda às necessidades e expectativas de saúde da população brasileira. O documento é bastante amplo, bem escrito e embasado. Abaixo chamamos a atenção para alguns aspectos que faltam ser contemplados ou necessitam de ajustes. Grupo de indicadores e metas para monitoramento as Doenças Crônicas não Transmissíveis Neste grupo aparecem apenas indicadores e metas para DCNTs em geral e três tipos de câncer. Sabendo que, segundo a OMS, há 5 DCNTs prioritárias (que causam mais mortes também no Brasil), e que câncer é uma delas, faltam indicadores para monitoramento e meta para enfrentamento das outras quatro, que são: doença cardiovascular, diabetes, doença respiratória crônica e doenças mentais/neurológicas; Sugerimos que, seguindo recomendações da OMS, o Plano estabeleça como indicadores o diagnóstico, o tratamento e o controle dessas doenças; e como meta, 90% das pessoas com diagnóstico, 90% das pessoas diagnosticadas em tratamento e 70% das pessoas tratadas dentro da meta de controle; Enfatizamos, ainda, que, em relação à doença cardiovascular, esses indicadores e metas devem se referir à hipertensão e à dislipidemia. Grupo de Indicadores e metas para monitoramento dos fatores de risco para as DCNT Em relação a este grupo, sugerimos que seja revista a presença dos indicadores e metas de Obesidade aqui. Conforme recentes consensos globais, a Obesidade deve ser considerada uma DCNT por si só. Portanto, os indicadores e metas relativos à Obesidade devem ser levados para o Grupo de indicadores e metas para monitoramento das Doenças Crônicas não Transmissíveis, e não permanecer neste grupo. Neste grupo já estão os principais fatores de risco modificáveis para obesidade (alimentação, atividade física, entre outros). Aproveitamos para mencionar que esta revisão no sentido de identificar obesidade como uma DCNT deve ser feita no documento como um todo; Parece-nos que enquanto algumas metas foram bastante agressivas, outras, especialmente a de redução de consumo excessivo de álcool, foi muito tímida (apenas 10% de redução); dessa forma, sugerimos que a meta para a redução do consumo excessivo de álcool, fator de risco para a maioria das DCNTs, violência e suicídios, seja de, no mínimo 20%. Macro Ações - Eixo Atenção Integral à Saúde Na linha sobre “Fomentar a qualificação e ampliação da atuação clínico-assistencial dos profissionais de saúde”, sugerimos que o termo “profissionais de saúde” seja substituído por “trabalhadores da saúde” e que agentes comunitários também estejam previstos nessa qualificação e ampliação da atuação. Nesse sentido vemos a necessidade de os agentes comunitários estarem capacitados a anotar resultado de glicemia e pressão arterial das pessoas que visitam (e eventualmente efetuarem as aferições); Ainda neste trecho do Plano de Enfrentamento, solicitamos a fundamental inclusão dislipidemia e DPOC, além de Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus, obesidade, Câncer de colo do útero e Câncer de mama para elaboração, implantação e implementação de linhas de cuidado, diretrizes e protocolos clínicos; Entendemos fundamental, ainda, que tecnologias custo-efetivas, como MRPA para pressão arterial e Point-of-Care de hemoglobina glicada, lípides e outros marcadores para diagnóstico e monitoramento de DCNTs estejam previstas para implementação na APS[1,2,3,4]; Continuidade e ampliação dos serviços públicos de telemedicina (teleconsulta, telerrastreio e telediagnóstico), permitindo que pessoas que não conseguem comparecer à UBS ou ao laboratório devido ao horário de funcionamento e os que moram em regiões mais isoladas possam continuar tendo acesso aos cuidados crônicos que necessitam. Macro Ações - Eixo Vigilância em Saúde Determinar frequência de publicação dos “boletins epidemiológicos sobre temáticas do plano de DANT” (recomendamos monitoramento e publicação anual); Fortalecer, ampliar e integrar o eSUS de modo que o monitoramento de muitos indicadores possa ser feito com facilidade através de consulta desse sistema nacional. Macro Ações - Eixo prevenção de Doenças e Agravos à Saúde Incluir elaboração de plano para proteger pessoas com Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) em situações de epidemia ou pandemia, com implementação de medidas de prevenção de contágio em paralelo à garantia de acesso aos cuidados e medicamentos. Álcool É de suma importância que a cerveja passe a ser considerada bebida alcoólica também em relação à politica de restrição de propaganda, como as demais bebidas de maior teor alcoólico; Deve-se adotar lei que obrigue bebidas alcoólicas a conter mais informações no rótulo, incluindo tabela nutricional e alerta sobre os riscos de seu consumo. Doenças Cardiovasculares Incluir “dislipidemia” (responsável por 51% dos infartos) nos seguintes trechos: “Aumentar a cobertura na APS de serviços de identificação, manejo e acompanhamento da pessoa com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), DISLIPIDEMIA e com dificuldade na acuidade visual”, “Aumentar a cobertura na APS de serviços de detecção, acompanhamento e controle de HAS e DISLIPIDEMIA em CRIANÇAS E adultos assintomáticos” e “Monitoramento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) E DA DISLIPIDEMIA nos diferentes níveis de atenção do SUS.” Outros aspectos: Faltam referências sobre poluição do ar na página 33; Na página 69 o parágrafo sobre Educação em Saúde não foi concluído; Na página 122 há previsão de “Articular com a saúde suplementar para apoio às ações e metas do Plano de DANT”, como ampla e globalmente recomendado, parece-nos fundamental que se inclua “Articular com a SOCIEDADE CIVIL, SOCIEDADES MÉDICAS, ACADEMIA, REPRESENTANTES DE USUÁRIOS E saúde suplementar para apoio às ações e metas do Plano de DANT” Acreditamos que o conteúdo das Cartas Abertas de Prioridades publicadas pelo FórumDCNTs em 2019 e 2020 trazem importantes contribuições para a revisão deste plano (www.forumdcnts.org/post/carta-aberta-forumdcnts-2019 e www.forumdcnts.org/post/carta-aberta-forumdcnts-2020). Colocamo-nos à disposição para auxiliar na implementação de medidas tão fundamentais para melhorar a saúde da população brasileira e prevenir óbitos prematuros por DCNTs. Atenciosamente, Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) 25 de novembro de 2020. Referências 1 - Barroso WKS, Feitosa ADM, Barbosa ECD, et al. Prevalence of Masked and White-Coat Hypertension in Pre-Hypertensive and Stage 1 Hypertensive patients with the use of TeleMRPA. Arq Bras Cardiol. 2019;113(5):970-975. doi:10.5935/abc.20190147 2 - Moreno, J.N, Kochergin, C.N, Silva, K.O, Oliveira, M.G, Amorim, W.W, Mistro, S, Medeiros, D.M, Cortes, M.L, Alves, D.A.S, Louzado, J.A, Bezerra, V.M.. Evaluation of Blood Pressure through Home Monitoring in Brazilian Primary Care: A Feasibility Study.. Cien Saude Colet [periódico na internet] (2020/Jul). [Citado em 24/11/2020]. Está disponível em: http://www.cienciaesaudecoletiva.com.br/artigos/evaluation-of-blood-pressure-through-home-monitoring-in-brazilian-primary-care-a-feasibility-study/17655?id=17655 3 - Medeiros et al. 1306-P: Cost Effectiveness of Point-of-Care HbA1c in Primary Care Setting in Brazil. Diabetes 2019 Jun; 68(Supplement 1). https://doi.org/10.2337/db19-1306-P 4 - Rosa et al. COST-EFFECTIVENESS OF POINT-OF-CARE A1C TESTS IN A PRIMARY CARE SETTING. Front. Pharmacol. | doi: 10.3389/fphar.2020.588309

  • Instituto Desiderata lança uma cartilha para cuidadores de crianças e adolescentes com câncer

    O Instituto Desiderata lançou, no Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil, a segunda edição da Cartilha para cuidadores de Crianças e Adolescentes com Câncer. Voltada para as famílias dos pequenos pacientes que estão enfrentando o tratamento, a publicação foi construída por um time multiprofissional que inclui, além da equipe Desiderata, médicos, enfermeiras, dentistas, assistentes sociais e psicólogas do INCA, IPPMG, HFSE e HEMORIO. “O ponto forte dessa cartilha é que ela foi elaborada por uma equipe multiprofissional, com grande experiência no tratamento de crianças com câncer. Contamos com o olhar de todos esses especialistas, considerando a saúde de uma forma integral. Assim, o olhar sobre o tratamento é ampliado, levando em conta os vários fatores que devem ser considerados para que ele seja o mais adequado possível”, destaca Carolina Motta, analista de saúde do Instituto Desiderata. O acesso a um tratamento de qualidade é um dos principais fatores para garantir a essas crianças um bom índice de cura. Mas, para além dos hospitais, toda uma rede de cuidado deve ser formada, incluindo, principalmente, os familiares. E a cartilha foi elaborada levando em consideração as dúvidas e anseios que podem surgir ao longo desta delicada jornada. Publicada pela primeira vez há cinco anos, a publicação é distribuída nos hospitais que participam de sua elaboração. Esta nova edição traz orientações sobre a saúde bucal e reforça a importância dos cuidados, como o uso de máscaras e a higienização das mãos. Outro tema que ganha destaque nesta cartilha são as atividades diárias e a relevância do brincar e da escola no cotidiano de crianças e adolescentes. Sabemos que o tratamento do câncer é um período de muitas dúvidas e, com este material, o Instituto espera que as famílias possam se sentir um pouco mais seguras e acolhidas nessa jornada. Acesse a cartilha completa aqui.

  • Webinar Prevenção e Tratamento das Doenças Respiratórias Durante e Após COVID-19 (20/11)

    Objetivos: Conhecer o impacto da pandemia sobre as Condições Respiratórias Crônicas no Brasil. Entender os planos nacionais de enfrentamento e o atual cenário para prevenção e tratamento da DPOC, Asma e outras Condições Respiratórias Crônicas na Saúde Pública e Suplementar. Facilitar ajustes na Gestão das Condições Respiratórias Crônicas nos Sistemas de Saúde Público e Suplementar. Agenda: 16h00-16h15 – Abertura e Contextualização (Vídeo) - Qual o significado do Dia Mundial da DPOC? - Quais os principais desafios atuais da DPOC e outras Doenças Respiratórias Crônicas no Brasil na perspectiva do usuário? - Como a Pandemia Impactou ou Agravou as Doenças Respiratórias Crônicas? Zuleid Mattar, Associação Brasileira de Asmáticos Marília Gusmão, Boehringer Ingelheim Mark Barone, FórumDCNTs 16h20-16h30 – Panorama Global e Nacional das Doenças Respiratórias Crônicas: Orientações da OPAS/OMS (Rafael Dall’Alba, OPAS) (Vídeo) 16h40-16h50 – Preocupações vindas do monitoramento das Doenças Respiratórias Crônicas e seus fatores de risco no Brasil (Tania Cavalcante, INCA) (Vídeo) 16h50-17h00 – Ajustes prioritários atuais para cuidados com Saúde Respiratória nos setores Público e Privado (Rafael Stelmach, Fundação PróAr) (Vídeo) 17h00-17h10 – Doenças Respiratórias Crônicas no Plano Nacional de Enfrentamento às DCNTs (Eduardo Marques Macário, FórumDCNTs) (Vídeo) 17h10-17h40 – Qual o papel do legislativo para otimizar os planos de cuidados com Doenças Respiratórias neste momento? (Pedro Westphalen, Deputado Federal) (Vídeo) 17h20-17h50 – Debate “Onde e como podemos melhorar, já pensando no PCDT de DPOC?” (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Eduardo Macário, FórumDCNTs Marília Gusmão, Boehringer Ingelheim Rafael Dall’Alba, OPAS Rafael Stelmach, Fundação PróAr Tania Cavalcante, INCA Zuleid Mattar, Associação Brasileira de Asmáticos Pedro Westphalen, Deputado Federal Painelistas e Moderador: Eduardo Marques Macário, MSc, PhD Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Pernambuco (1996), Mestrado em Saúde Pública pela FIOCRUZ/PE (2001) e Doutorado em Epidemiologia pela UFRGS (2013). Consultor técnico do Ministério da Saúde (de 2001-2009), na gerência técnica do SINAN e na coordenação geral de doenças e agravos não transmissíveis. Desde 2010, atuou em saúde indígena da FUNASA e como coordenador do programa EPISUS na SVS/MS (2011-2012). Gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização e Diretor de Vigilância Epidemiológica para o estado de Santa Catarina (2013-2018) e Gerente de Vigilância de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da SES/SC. Foi diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis (2019-2020). Marília Gusmão, MBA Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco; MBA em Relações Institucionais pela Universidade de Pernambuco; Cursos em Políticas Públicas de Saúde pela Harvard University e Relações Governamentais & Advocacy pela The George Washington University. Atua há 15 anos em empresas (nacionais e multinacionais) dos setores de saúde, energia, comunicação, telecomunicações e infraestrutura. Atualmente, é Gerente de Relações Governamentais da Boehringer Ingelheim. Pedro Westphalen, MD Graduado em medicina, iniciou sua carreira política como deputado estadual em 2002. Westphalen foi presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, ajudou na reconstrução do IPE Saúde. Foi secretário Estadual da Ciência e Tecnologia e secretário dos Transportes do Rio Grande do Sul. Após 4 mandatos como deputado estadual, hoje exerce seu 1º mandato na Câmara Federal. É também vice-presidente da Confederação Nacional de Saúde, presidente da Frente Parlamentar de Imunização da Câmara dos Deputados e membro titular da Comissão Externa de Ações para o Combate ao Coronavírus. Rafael Dall Alba, MSc Graduado em Ciências Biológicas, Análise de Políticas e Sistemas de Saúde, em Ciências da Saúde Cardiologia & Ciências Cardiovasculares pela UFRGS. Pesquisador de projetos em parceria entre a UFRGS e Ministério da Saúde do Brasil no campo da Saúde Coletiva inserido em projetos de gestão, qualificação do cuidado e sistemas de informação em saúde. Atuou na esfera da gestão da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Departamento de Atenção Hospitalar e Urgências do Ministério da Saúde e na Coordenação Geral da Política de Humanização do Ministério da Saúde. Atualmente é Consultor Técnico da OPAS/OMS da Unidade Técnica de Determinantes da Saúde, DCNT e Saúde Mental. Rafael Stelmach, MD Graduado em Medicina pela Fundação Universitária do ABC (1985), doutorado em Medicina-Pneumologia pela Universidade de São Paulo (1999) e obteve titulo de Livre-Docente pelo Departamento de Cardiopneumologia da Universidade de São em 2012. Professor doutor colaborador da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) nos cursos de graduação e pós graduação dos Departamentos de Cardio-Pneumologia e Fisiopatologia Experimental. Exerce a função de médico assistente na Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do HC-FMUSP e atualmente Presidente da Fundação PróAR. Tania Cavalcante, MD, MSc, PhD Graduada em medicina, mestra em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz e Doutora em Oncologia. Entre 2001 e 2010 chefiou a Divisão de Controle do Tabagismo e de outros Fatores de Risco de Câncer do INCA e nessa posição também assumiu a coordenação do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Atualmente atua como Secretária Executiva da Comissão Nacional da Comissão (Interministerial) para Implementação da Convenção Quadro da OMS para Controle do Tabaco (CONICQ). Zuleid Mattar, MD Graduada em medicina pela Universidade Federal de Uberlândia. Atualmente é Presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA) e médica pediatra. Mark Barone, PhD Doutor em Fisiologia Humana pela USP, com pós-graduações em Educação em Diabetes e Comunicação e Marketing, e outras formações em Saúde Pública e Global. Desenvolve Programas e Pesquisas de Educação em Saúde, Advocacy e Saúde Coletiva. Foi Fellow do Programa Global Health Leaders do Public Health Institute, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Em 2017 liderou a fundação do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), do qual é Coordenador Geral. Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF) e Membro do Departamento de Educação da SBD e da ADJ Diabetes Brasil, tem ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Pacote técnico Hearts - novo módulo discutirá sobre o diagnóstico e manejo do diabetes tipo 2

    O novo módulo HEARTS-D, sobre diagnóstico e manejo do diabetes tipo 2, complementa e expande a seção de diabetes do Pacote Técnico HEARTS desenvolvido para uso em unidades de cuidados primários de saúde para melhorar a saúde cardiovascular. Este módulo reúne as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Federação Internacional de Diabetes (IDF) sobre diagnóstico, classificação e tratamento do diabetes tipo 2 em um único documento. Está alinhado com o Pacote de Intervenções Essenciais em Doenças Não Transmissíveis na Atenção Primária à Saúde (WHO-PEN) da OMS e pode ser usado independentemente ou em conjunto com os outros módulos do pacote técnico HEARTS. O módulo será útil para formuladores de políticas que planejam a prestação de serviços de tratamento do diabetes, gerentes de programas nacionais responsáveis ​​pelo treinamento, planejamento e monitoramento da prestação de serviços, e gerentes de instalações e equipe de atenção primária envolvida em processos clínicos e de monitoramento e resultados do tratamento do diabetes. O pacote técnico HEARTS fornece uma abordagem estratégica para melhorar a saúde cardiovascular nos países e é composto por seis módulos e um guia de implementação. Este pacote apóia os Ministérios da Saúde para fortalecer a gestão de DCV em ambientes de atenção primária à saúde. Os módulos práticos passo a passo são apoiados por um documento técnico abrangente que fornece uma base lógica e uma estrutura para esta abordagem integrada para o gerenciamento de DNTs. O pacote técnico HEARTS faz parte da Iniciativa Global Hearts mais ampla, que inclui dois outros pacotes que abordam a prevenção de DCVs. Os módulos HEARTS foram desenvolvidos sob os auspícios da Global Hearts Initiative, liderada pela OMS e pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Acesse o documento completo aqui.

  • IBGE Liberou Hoje os Resultados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019 - DCNTs afetam 52% da População

    Veja abaixo alguns dos principais resultados da PNS 2019 liberados hoje pelo IBGE. No evento de lançamento os responsáveis disseram que a publicação final formatada ainda não está pronta e destacaram dados referentes ao aumento da prevalência de hipertensão, diabetes e depressão, assim como da redução do tabagismo e aumento da prática de atividades físicas em comparação à PNS de 2013. Release IBGE: O tabagismo está em declínio no Brasil, mas o consumo de álcool vem crescendo, sobretudo entre as mulheres. É o que revela a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 em seu 4º volume, sobre a Percepção do estado de saúde, estilos de vida, doenças crônicas e saúde bucal. O levantamento também inclui dados sobre hábitos alimentares, atividade física, diabetes e depressão, e foi realizado em convênio com o Ministério da Saúde. Em 2019, entre a população com 18 anos ou mais de idade, a prevalência de usuários de produtos derivados de tabaco, fumado ou não fumado, de uso diário ou ocasional foi de 12,8% (20,4 milhões de pessoas), contra 14,9% em 2013. Em 2019, 26,4% da população com 18 anos ou mais costumavam consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana, o que representa aumento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2013, quando esse percentual foi de 23,9%. Em 2019, a proporção de homens que tinham o hábito de consumir bebida alcoólica ao menos uma vez por semana era de 37,1%, superior ao observado entre as mulheres (17,0%). A proporção de mulheres que consumiam bebida alcoólica uma vez ou mais por semana cresceu 4,1 pontos percentuais frente a 2013 (12,9%), enquanto o percentual dos homens ficou praticamente estável (36,3%). 7,2 milhões de pessoas dirigiram depois de beber, em 2019 Entre as pessoas que dirigiam carro ou motocicleta, a PNS estimou a proporção de indivíduos que dirigiram após o consumo de bebida alcoólica. Este percentual, para o Brasil, foi de 17,0%, o equivalente a 7,2 milhões de pessoas. Essas taxas foram maiores entre homens (20,5%) do que entre as mulheres (7,8%). Regionalmente, a proporção variou de 14,8% no Sul e no Sudeste a 23,4% no Norte. O ato de dirigir carro ou motocicleta após ingerir bebidas alcoólicas foi mais frequente na área rural (22,5%) do que na urbana (16,2%). Entre os grupos etários, esse hábito foi mais prevalente entre os condutores com entre 25 e 39 anos de idade (21,2%), e a menor proporção foi a dos idosos (60 anos ou mais de idade, 11,0%). Área urbana consome duas vezes mais alimentos ultraprocessados do que a rural Como novidade, em consonância com as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira de 2014, a PNS 2019 investigou o consumo de alimentos ultraprocessados, além daqueles indicadores marcadores da alimentação saudável e não saudável já monitorados. A proporção de pessoas que consumiram cinco ou mais grupos de alimentos ultraprocessados foi de 14,3%. As pessoas residentes em áreas rurais registraram percentual menor (7,4%) em relação aos residentes das áreas urbanas (15,4%). Já o percentual de pessoas de 18 anos ou mais de idade que tiveram o consumo recomendado de frutas e hortaliças foi de 13,0% – variando de 9,0%, na Região Nordeste, a 16,0% na Sudeste. As mulheres (15,4%), em média, consumiam mais estes alimentos que os homens (10,2%). De uma formal geral, o consumo de frutas e hortaliças mostrou aumento com a idade e com o grau de escolaridade. Em 2019, 46,6% da população consumia peixe pelo menos uma vez por semana. Na Região Norte o hábito de consumo deste alimento é maior, 74,1%, seguido pela Nordeste, 56,3%. Na Região Sul foi registrado o menor percentual de pessoas com o consumo médio de uma vez por semana de peixe, 34,3%. Na avaliação de 12,7% das pessoas, o próprio consumo de sal era elevado, ou seja, foi respondido alto ou muito alto. Na área rural, o percentual foi menor (9,0%) que na área urbana (13,3%). E o percentual de mulheres (11,2%) que consideraram seu consumo alto ou muito alto foi menor do que entre os homens (14,5%). Homens praticam atividade física no lazer e as mulheres, em atividades domésticas Na PNS 2019, 34,2% dos homens com 18 anos ou mais praticaram o nível recomendado de atividade física no lazer, enquanto para as mulheres este percentual foi de 26,4%. No mesmo período, a média brasileira foi de 30,1%. Em 2013, esta média foi de 22,7%, enquanto os percentuais de homens e mulheres foram de 27,3% e 18,6%, respectivamente. Da população de adultos, 40,3% foram classificados como insuficientemente ativos – ou seja, pessoas que não praticaram atividade física ou praticaram por menos do que 150 minutos por semana considerando os três domínios: lazer; trabalho e deslocamento para o trabalho. No país, 42,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade eram fisicamente ativas no trabalho. Dentre os adultos que moravam na área urbana, 40,1% praticavam 150 minutos de atividade no trabalho e dentre os que viviam em área rural, eram 60,0%. A frequência dos homens para este domínio foi de 49,2%, enquanto das mulheres foi de 34,4%. Dentre as pessoas de cor ou raça branca, 28,6% praticavam 30 minutos diários de atividade física no deslocamento. Entre as pessoas pretas, esta frequência foi de 38,9% e entre os pardos 32,8%. No domínio das atividades domésticas, estimou-se que 15,8% das pessoas de 18 anos ou mais de idade praticavam atividade física por no mínimo 150 minutos semanais, tais como faxina pesada ou atividades que requerem esforço físico intenso. Este indicador mostrou-se fortemente concentrado no público feminino, no qual 21,8% praticavam 150 minutos de atividade física nas tarefas domésticas, enquanto no público masculino foi de 9,1%. 23,9% dos adultos do país estavam com hipertensão A PNS 2019 estimou que pouco mais da metade (52,0%) da população com 18 anos ou mais de idade havia recebido diagnóstico de pelo menos uma das doenças crônicas investigadas por essa edição da pesquisa. Cerca de 23,9% da população nesse grupo etário (ou 38,1 milhões de pessoas) receberam diagnóstico de hipertensão arterial, prevalência um pouco mais alta do que a encontrada pela PNS 2013 (21,4%). Em 2019, entre os hipertensos, 72,2% afirmaram ter recebido assistência médica para a doença nos 12 meses anteriores à entrevista. A incidência deste diagnóstico aumentava com a idade: no grupo etário dos 18 a 29 anos, apenas 2,8% estavam com hipertesnão, mas essa proporção sobe para 62,1% entre a população com 75 anos ou mais de idade. Diabetes já atinge 7,7% da população adulta A PNS 2019 estimou que 7,7% da população de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de diabetes, o equivalente a 12,3 milhões de pessoas. A prevalência encontrada em 2013 foi de 6,2%. As mulheres (8,4%) apresentaram maior proporção de diagnóstico de diabetes que os homens (6,9%). A Unidade Básica de Saúde foi o principal local onde as pessoas receberam assistência médica para diabetes mencionado (49,6%), seguido por consultórios particulares ou clínicas privadas (30,0%). De acordo com o estudo, 14,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade (23,2 milhões) tiveram diagnóstico médico de colesterol alto (em 2013, foram 12,5%). Na área urbana a proporção estimada foi de 15,0%, e na área rural de 12,1%. As mulheres apresentaram proporção maior de diagnóstico médico de colesterol alto (17,6%) do que os homens (11,1%). 8,4 milhões de adultos receberam diagnóstico de doença cardíaca Cerca de 8,4 milhões de pessoas de 18 anos ou mais de idade (ou 5,3% desse grupo etário) receberam diagnóstico médico de alguma doença do coração. Na área urbana, essa proporção foi maior (5,4%) do que na área rural (4,4%). Observou-se que 29,1% dessas pessoas com diagnóstico de alguma doença do coração já haviam se submetido a alguma cirurgia de ponte de safena, colocação de stent ou angioplastia. A PNS apurou que 5,3% das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico médico de asma (ou bronquite asmática) no Brasil (8,4 milhões de pessoas). Na área urbana este indicador foi de 5,5%, enquanto na área rural foi de 3,8%. Os resultados regionais foram semelhantes ao nacional: 4,5% no Norte, 5,9% no Sudeste, 6,2% no Sul, 5,0% no Centro-Oeste e 4,0% no Nordeste. Entre a população adulta, 2,0% referiram diagnóstico de AVC ou derrame, representando aproximadamente 3,1 milhões de pessoas de 18 anos ou mais de idade. Os resultados não apontaram diferenças significativas por Grandes Regiões, variando de 1,8% no Sul a 2,1% no Nordeste – tampouco segundo situação de domicílio. A proporção de pessoas com diagnóstico médico de AVC aumentou conforme a idade avançava: variando de 0,3% entre as pessoas de 18 anos a 29 anos até 9,5% entre as com 75 anos ou mais de idade. Um em cada cinco adultos tem problemas de coluna Em 2019, aproximadamente 21,6% de pessoas de 18 anos ou mais de idade (34,3 milhões) que referiram problema crônico de coluna no Brasil (em 2013, 18,5%). Ao contrário das demais doenças crônicas investigadas pela pesquisa, na área urbana este indicador foi menor do que na área rural, com percentuais de 21,2% e 23,7%, respectivamente. No Brasil, 2,5% dos adultos receberam diagnóstico médico de Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT). Na área urbana a proporção foi de 2,7%, enquanto na área rural o percentual foi de 1,2%. As maiores proporções foram no Sudeste (3,6%) e no Sul (2,4%). A prevalência das mulheres (3,2%) foi maior que a dos homens (1,7%). Brasil tem 16,3 milhões de pessoas diagnosticadas com depressão Em 2019, foi estimado que 10,2% da população com 18 anos ou mais de idade tinham recebido diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Esse percentual foi maior do que o encontrado pela PNS 2013 (7,6%) e representa 16,3 milhões de pessoas. A prevalência urbana (10,7%) foi maior do que a rural (7,6%). As Regiões Sul e Sudeste apresentaram os maiores percentuais de pessoas com depressão diagnosticada, acima do percentual nacional, 15,2% e 11,5%, respectivamente. Entre as pessoas com diagnóstico de depressão, 18,9% faziam psicoterapia e 48,0% usaram medicamentos para a doença nas duas últimas semanas anteriores à pesquisa. Verificou-se que havia uma maior prevalência desta doença sobre pessoas do sexo feminino, 14,7%, contra 5,1% dos homens. A faixa etária com maior proporção foi a de 60 a 64 anos de idade (13,2%), enquanto o menor percentual foi obtido na de 18 a 29 anos de idade (5,9%). Observou-se, também, maior prevalência em pessoas nos extremos de nível de instrução, ou seja, pessoas com ensino superior completo (12,2%) e pessoas sem instrução e com fundamental incompleto (10,9%). Havia uma maior proporção de pessoas brancas diagnosticadas com depressão, 12,5%. Para as pessoas de cor parda, a proporção foi de 8,6% e 8,2% dentre as pretas. Menos da metade dos homens (43,8%) e mulheres (49,3%) que referiram diagnóstico de depressão usavam medicamentos para depressão. A proporção média do Brasil foi de 48,0%. Mais de 4 milhões de adultos receberam diagnóstico de câncer Em 2019, a Pesquisa Nacional de Saúde estimou que 2,6% das pessoas de 18 anos ou mais de idade (4,1 milhões de adultos), referiram diagnóstico médico de câncer no Brasil (em 2013, 1,8%). A proporção na área urbana foi significativamente maior do que na área rural: 2,7% e 1,7%, respectivamente. A Região Sul mostrou o maior percentual de diagnóstico médico de câncer, 3,5%, seguida das Regiões Sudeste (3,0%) e Centro-Oeste (2,4%). As Regiões Norte e Nordeste, por sua vez, apresentaram as menores prevalências, correspondentes a 1,3% e 1,8%, respectivamente. Estimou-se que, dentre as pessoas de 18 anos ou mais de idade, 1,5% referiu diagnóstico médico de insuficiência renal crônica. As pessoas da faixa etária de 18 a 29 anos apresentaram menor prevalência da doença (0,7%) e da faixa de 75 anos ou mais de idade apresentaram a maior proporção (3,1%). Em relação ao tratamento em casos mais intensivos, 7,3% das pessoas de 18 anos ou mais de idade que referiram diagnóstico de insuficiência renal crônica faziam hemodiálise/ diálise. Fonte: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/29471-pns-2019-cai-o-consumo-de-tabaco-mas-aumenta-o-de-bebida-alcoolica

  • Live Dia Mundial do Diabetes

    Em preparação ao Dia Mundial do Diabetes, dia 14/11, o FórumDCNTs convidou os presidentes das principais instituições de diabetes afiliadas à Federação Internacional de Diabetes (IDF) e o Ministério da Saúde para debater sobre o assunto. Além da importância da campanha deste ano, que reconhece o papel central da equipe de enfermagem nos cuidados com o diabetes, entenderemos quais são os principais desafios atuais desta que é uma das 4 condições crônicas que mais matam no Brasil e no mundo. Os painelistas apresentarão também os planos para mudar o cenário, melhorando estratégias de prevenção e tratamento de diabetes no país, e interagirão com quem estiver assistindo respondendo a perguntas e comentários. Não perca a oportunidade de participar! Assista à Gravação do Webinar Aqui! Assuntos Principais: - Campanha do Dia Mundial do Diabetes 2020 - Prioridades e Desafios Atuais do Diabetes no Brasil - O que esperamos conseguir até o Dia Mundial do Diabetes 2021? Debatedores: Domingos Malerbi, MD, PhD (SBD) Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), gestão 2020-2021. Médico endocrinologista membro do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Formado pela Universidade de São Paulo (USP), onde fez também sua especialização, seu mestrado e doutorado em Endocrinologia. Fadlo Fraige Filho, MD, PhD (ANAD/FENAD e IDF-SACA) Presidente da ANAD – Associação Nacional de Atenção ao Diabetes e da FENAD - Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes, Chair-Elect da Federação Internacional de Diabetes (IDF) para a Região da América do Sul e América Central (SACA), Professor titular da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC. Médico endocrinologista formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e doutorado em Endocrinologia pela USP. Gilberto Casanova (ADJ Diabetes Brasil) Presidente da ADJ Diabetes Brasil e filho de um dos casais fundadores de entidade. Cirurgião Dentista e Educador em Diabetes. Lucas Xavier (LEAD-EEUSP e YLD-IDF) Estudante de enfermagem, fundador da Liga de Enfermagem na Atenção ao Diabetes da (LEAD) EEUSP. Atua como representante do Brasil e da América Latina em programas de liderança nacionais e internacionais, como o programa de Young Leaders in Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (YLD-IDF), do qual é representante da Região da América do Sul e América Central (SACA). Olivia Medeiros, MSc (SAPS-MS) Coordenadora-Geral de Prevenção de Doenças Crônicas e Controle do Tabagismo do Ministério da Saúde (MS). Graduada em Nutrição (UNESP), mestre em Saúde Coletiva (UnB) na linha de Economia da Saúde e cursou, Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade (UFSCar). Atua na Atenção Primária há mais 12 anos, reunindo experiência em atenção à saúde, gestão federal e gestão municipal na coordenação de atenção básica da região metropolitana de SP (SAPS). Moderador: Mark Barone, PhD (FórumDCNTs e IDF) Fundador e Coordenador Geral do FórumDCNTs e Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Membro do Departamento de Educação da SBD, da ADJ Diabetes Brasil e do Comitê Consultivo de diversas Organizações Internacionais. Doutor em Fisiologia Humana pela USP, com pós-graduação em Educação em Diabetes e em Comunicação e Marketing. Assista à Gravação do Webinar Aqui!

  • Consulta Pública - Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das DCNTs no Brasil - até 30/11

    A Secretaria de Vigilância em Saúde torna pública a consulta para o Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil, 2021-2030. O Plano é um compromisso do Ministério da Saúde compartilhado com estados, o Distrito Federal, municípios e sociedade civil para fortalecer a agenda da vigilância das doenças crônicas não transmissíveis e agravos (violências e acidentes) no país, com o objetivo de alcançar metas que refletirão a melhoria do cuidado em saúde, a prevenção dos fatores de risco para as DANT e a promoção da saúde da população. As contribuições podem ser coletivas (associações, sociedade científica, instituições, ONG, setores da gestão pública, agências, empresa, etc.) e individuais, com a utilização de apenas um formulário para cada situação. As manifestações poderão ser encaminhadas, no período de 1/10 a 30/11 do corrente ano, por meio de formulário eletrônico. As contribuições serão analisadas pelo Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis/SVS/MS. Acesse aqui o Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis. E confira o cenário atual do plano apresentado no 7º Encontro do FórumDCNTs.

  • Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Diabetes Mellitus Tipo 2 (MS)

    Pela primeira vez o Ministério da Saúde publicou, no último dia 11/11, o PCDT para diabetes mellitus tipo 2 (DM2) que têm como objetivo orientar o tratamento, diagnóstico e acompanhamento de pessoas com essa condição no sistema público. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial de diabetes contando com mais de 16,8 milhões de pessoas convivendo com essa condição. No Brasil, o diabetes, juntamente com o câncer, DCV e doenças respiratórias, é responsável por 80% da mortalidade por doenças crônicas. A alta prevalência dessa condição, o envelhecimento populacional, a urbanização rápida e o elevado número de indivíduos obesos no país fazem com que a condição se torne muito cara ao sistema público de saúde. O PCDT trás orientações de tratamento tanto para casos iniciais, como para aqueles em que se faz necessária uma intensificação para o manejo da glicemia. O documento também estabelece critérios para o diagnóstico, disponibilizando um fluxograma para rastreamento e identificação de casos assintomáticos. Além dos medicamentos, o PCDT inclui tratamentos não farmacológicos, com orientações para um estilo de vida mais saudável, com práticas de exercícios físicos, alimentação equilibrada e o aconselhamento para que a pessoa procure uma equipe multiprofissional. Leia o PCDT para diabetes mellitus tipo na íntegra. Fonte: http://conitec.gov.br/consulta-publica-avalia-protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-diabetes-mellitus-do-tipo-2

  • 7° Encontro FórumDCNTs - 23/10

    "Como 'build back better' levando o Brasil de volta aos trilhos para atingir a meta 3.4?" Objetivos - Identificar prioridades atuais no combate das DCNTs e ajustes necessários para o enfrentamento eficaz; - Aprender através de modelos de sucesso e planos dos diferentes setores a nível nacional e internacional; - Desenvolver estratégias colaborativas para garantir sustentabilidade e escala de programas e políticas que serão especialmente fundamentais neste momento para que o país não regrida na meta 3.4 do ODS 3. Agenda 7h30 – Entrada na Plataforma 8h00-8h40 – Abertura identificando preocupações e prioridades para ações inter e multisetoriais no enfrentamento às DCNTs neste momento (Eduardo Marques Macário, MS; José Cristiano Soster, SESAB; José Otávio Corrêa, Abbott; Maria de Fatima Marinho, Vital Strategies; Marília Gusmão, Boehringer; Mark Barone, FórumDCNTs; Mônica Andreis, ACT; Ronaldo Wieselberg, ADJ; Simone Tcherniakovsky, Novo Nordisk; Yara Baxter, Novartis Foundation) (Vídeo) 8h50-9h10 – Atualização sobre Enfrentamento das DCNTs no Atual Contexto (Eduardo Macário, SVS-MS) (Vídeo) 9h15-10h45 - Painel 1 (painel em inglês) – International perspectives on the current NCD priorities to achieve SDG 3.4 (moderado por Katia de Pinho Campos, OMS) (Vídeo) 9h20-9h35 - How global philanthropies support NCDs during and after the pandemic - Paurvi Bhatt (Medtronic Foundation) (Vídeo) 9h40-9h55 - NCDs prevention programs and policies to be prioritized – global and local challenges - Ch'uya H. Lane (Consultant in Public Health Policy Advocacy) (Vídeo) 10h00-10h15 - Type 2 diabetes: the 21st Century global epidemic - Andrew Boulton (International Diabetes Federation) (Vídeo) 10h15-10h40 - Debate (Vídeo) 10h40-11h00 - Café 11h10-12h30 - Apresentação e Reunião Grupos Temáticos - Patrícia de Luca (FórumDCNTs e AHF) Alimentação Saudável (Marilia Albiero, ACT Promoção da Saúde; Bruna Lima, FórumDCNTs; Luisa Haddad, Pé de Feijão; Luisete Bandeira, OPAS) Diabetes (Marília Gusmão, Boehringer Ingelheim; Balduino Tchiedel, ICD; Eduardo Vieira, Sanofi; Elton Junio Sady, UFMG; Fadlo Fraige Filho, ANAD/FENAD; Gabriela Cavicchioli, IBTED; Hermelinda Pedrosa, SBD/SBEM; Lucas Xavier, LEAD-EEUSP; Regina Bernal, NUPENS; Ronaldo Wieselberg, ADJ) Doenças Cardiovasculares (Patrícia de Luca, AHF/FórumDCNTs; Alberto Ogata, FGV; Márcio Galvão, UFBA; Mariana Silveira, Tellus; Rafael Dall'Alba, OPAS) Obesidade (Simone Tcherniakovsky, Novo Nordisk; Glauciene Leister, MS; Thais Veloso de Oliveira, MS) Prevenção de DCNTs (Yara Baxter, Novartis Foundation; Alanna Gomes da Silva, UFMG; Deise Hajpek; Alianza Latina; Diogo Alves, OPAS/OMS; Frida Plavnik, SBH; Luiz Bortolotto, InCor; Victor Matsudo, CELAFISCS) Saúde Mental (Ricardo Lauricella, FórumDCNTs; Bruna Rocha Silveira, AME; Catarina Dahl, OPAS; Eduardo Caminada Jr, Viva com Epilepsia; Soraya Carvalho, NEPS-CIATOX-SESAB) Todos Juntos Contra o Câncer (Tiago Cepas, Abrale/TJCC; Cássia Borges, Instituto Oncoguia) 12h30-13h20 - Almoço 13h30-14h30 - Painel 2 – Construção da Rede Nacional de Prevenção, Rastreio e Tratamento de Câncer de Colo do Útero (moderado por Rafael Dall’Alba, OPAS) (Vídeo) Andre Carvalho, IARC-OMS (Vídeo) Antônio Braga Neto e Yara Furtado, SAPS-MS (Vídeo) Letícia Katz, SES-Pernambuco (Vídeo) Debate (Vídeo) 14h40-14h50 – Café 15h00-16h30 - Painel 3 – Alinhamento Multisetorial para Enfrentamento de Prioridades em DCNTs (moderado por Marília Gusmão, Boehringer Ingelheim) (Vídeo) 15h00-15h10 - Apresentação do Rascunho da Carta Aberta de Prioridades 2020 (Ricardo Lauricella, FórumDCNTs) (Vídeo) 15h10-15h20 - O papel das parcerias com o 3° setor e setor privado nas prioridades de DCNTs (Álvaro Avezum, SOCESP) (Vídeo) 15h25-15h35 - Engajamento da SES-SP para enfrentar prioridades no combate das DCNTs (Marco Antonio de Moraes, SES-SP) (Vídeo) 15h40-15h50 - Como e com quais parceiros a Atenção Primária está atuando sobre prioridades de enfrentamento às DCNTs? (Graziela Tavares, SAPS-MS) (Vídeo) 15h55-16h05 - O papel do legislativo nas parcerias para o enfrentamento às doenças crônicas (Carlos Bezerra Jr.) (Vídeo) 16h10-16h30 - Perguntas e Respostas (Vídeo) Agradecimentos e Encerramento PALESTRANTES e FACILITADORES Álvaro Avezum, MD, PhD, FESC, FACC (SOCESP) Graduado em Medicina e com Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Residência em Cardiologia Clínica, Emergências e Terapia Intensiva pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Título de Especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Entre 1989 e 2011 participou de 70 projetos de pesquisa, é Membro do Comitê Diretivo Internacional de 48 estudos clínicos e epidemiológicos. Professor Livre Docente e Doutor em Cardiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e Professor responsável pela Disciplina de Pesquisa e Medicina Cardiovascular. Membros da diretoria da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). Andrew Boulton, MBBS, MD, FRCP, DSc, FICP, FACP (International Diabetes Federation - IDF) Graduado em medicina pela Newcastle-upon-Tyne University. Médico consultor da Manchester Royal Infirmary e professor de medicina na Manchester University e professor convidado na Miami University, com especial interesse em diabetes e suas complicações. Foi Presidente da Associação Europeia para o Estudo do Diabetes (EASD), onde fundou o Grupo de Estudo de Pé-Diabético. Atualmente é Editor-Associado do periódico Diabetes Care, Presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF) e da Worldwide Initiative for Diabetes Education. Andre Carvalho, MD, MPH, PhD (IARC-OMS) Graduado em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCamp), Residência Médica em Cirurgia Oncológica (Especialização em Cirurgia de Cabeça e Pescoço) pela Fundação, Doutorado em Oncologia pela Universidade de São Paulo (FMUSP - 2002), Mestrado em Saúde Pública pela University of Washington, Seattle-EUA, Pós-doutorado na Johns Hopkins University, Baltimore-EUA, e Livre Docência em Oncologia pela Universidade de São Paulo (USP). Pesquisador do Grupo de Rastreio do Câncer da IARC (OMS), onde lidera capacitação, treinamento e desenvolvimento de ferramentas para ajudar os países a coletar e comparar dados de rastreamento do câncer em todo o mundo, com foco particular em países de baixa e média renda. Antônio Braga Neto, MD, MSc, PhD (DAPES-SAPS-MS) Graduou-se em Medicina, especializou-se em Ginecologia e Obstetrícia com título de especialista conferido pela FEBRASGO/AMB, Mestrado e Doutorado em Obstetrícia, dois Pós-Doutorados o primeiro pelo Departamento de Ginecologia e Obstetrícia e o segundo pelo Programa de Pós-Graduação em Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, e Livre Docência em Obstetrícia. É Professor de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordena a Linha de Cuidado da Mulher com Doença Trofoblástica Gestacional na Maternidade Escola da UFRJ (membro titular do Conselho Diretor). Atualmente é Diretor da DAPES-SAPS no Ministério da Saúde. Carlos Bezerra Jr., MD (Deputado) Formado em Medicina, com especialização em Ginecologia e Obstetrícia, Carlos Bezerra Jr. foi secretário de Esportes e Lazer da Cidade de São Paulo, tendo iniciado a vida pública como o mais jovem vereador eleito de São Paulo em 2000. Foi presidente da Comissão de Direitos Humanos, e é autor da lei estadual de combate ao trabalho escravo, conhecida como “Lei Bezerra”, que é considerada referência mundial sobre o tema pela Organização das Nações Unidas. É também o autor da Lei que criou o programa Mãe Paulistana, responsável pela redução da mortalidade materna e infantil nos hospitais públicos da cidade de São Paulo . Foi preletor em eventos da ONU em Nova York e Genebra. Ch'uya H. Lane, MPH (Consultant in Public Health Policy Advocacy) Graduada em Ciência Politica e Relações Internacionais pelo Swarthmore College e M.P.H em Saúde Internacional pela Emory University. Ampla experiência com advocacy e como diretora de programas para a promoção e implementação de políticas públicas. Entre as organizações nas quais trabalhou destacam-se a Campaign for Tobacco-Free Kids e a Bloomberg Philanthropies. Diretora de Prevenção à Obesidade no Global Health Advocacy Incubator até julho de 2020. Atualmente trabalha como Consultora de Advocacy em Políticas de Saúde Pública. Eduardo Marques Macário, MSc, PhD (Ministério da Saúde) Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Pernambuco (1996), Mestrado em Saúde Pública pela FIOCRUZ/PE (2001) e Doutorado em Epidemiologia pela UFRGS (2013). Consultor técnico do Ministério da Saúde (de 2001-/2009), na gerência técnica do SINAN e na coordenação geral de doenças e agravos não transmissíveis. Desde 2010, atuou em saúde indígena da FUNASA e como coordenador do programa EPISUS na SVS/MS (2011-2012). Gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização e Diretor de Vigilância Epidemiológica para o estado de Santa Catarina (2013-2018) e Gerente de Vigilância de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais da SES/SC. É atualmente Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis. Graziela Tavares (DEPROS - Ministério da Saúde) Graduada em Enfermagem de Família, com especialização em Redes de Atenção e Mestranda em Políticas Públicas de Saúde/Fiocruz. Atualmente é assessora no Gabinete do Departamento de Promoção da Saúde (DEPROS) do Ministério da Saúde desde novembro de 2010, com a Política de Atenção Primária. José Cristiano Soster (SESAB - Secretaria da Saúde do Estado da Bahia) Graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2001) e pós-graduado pela Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul na modalidade de Residência Multidisciplinar Integrada com Ênfase em Saúde Coletiva. Atuou na Atenção e Gestão na Saúde Pública, Coordenação da Estratégia de Saúde da Família, Coordenador do Núcleo de Atenção Integral e posteriormente Diretor da Atenção Básica do Município de Santa Maria. Trabalhou na Gestão Estadual como Coordenador de Políticas de Saúde e atualmente é Diretor da Diretoria de Atenção Básica da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia. Kátia de Pinho Campos, MHSc, MBA, PhD (OMS) Doutorado em Saúde Pública e Mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Toronto (Canadá), e Mestrado em Administração de Empresas (MBA), com sólida carreira em Saúde Pública, trabalhou no Brasil, Canadá, Chile, México, Tanzânia, Moçambique, Filipinas, China, Mongólia, Vietnã, Laos, em Promoção da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Saúde Urbana, Prevenção de HIV/AIDS, entre outras áreas. Liderou a unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Não Transmissíveis (DCNTs) e Saúde Mental na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil até julho de 2020. Atualmente trabalha no Departamento de DCNTs da Organização Mundial Saúde em Genebra. Leticia Katz, MD (SES-Pernambuco) Graduada em Medicina pela FMUFP, Residência em Ginecologia/ Obstetrícia e Especialização em Citopatologia pela Sociedade Brasileira de Citopatologia. Exerceu o cargo de Gestora do Laboratório da Secretaria Municipal de Saúde de Recife, liderando as áreas de Citopatologia e da Histopatologia do Laboratório da Mulher do Laboratório Central de Saúde Pública da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Citopatologia, onde atualmente é Presidente do Conselho Consultivo. Ocupa o cargo de Gerente de Atenção à Saúde da Mulher na Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco. Marco Antônio de Moraes, MSc, PhD (SES-São Paulo) Graduado em Enfermagem pela PUC, com Especialização em Saúde Pública pela UNICAMP e Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela USP. Atualmente é professor da UNIFESP e do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição da PUC, e Diretor Técnico de Saúde da Divisão de Doenças Crônicas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), sendo responsável pela área de Promoção da Saúde na Vigilância Epidemiológica da SES/SP. Marília Gusmão, MBA (Boehringer Ingelheim) Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco; MBA em Relações Institucionais pela Universidade de Pernambuco; Cursos em Políticas Públicas de Saúde pela Harvard University e Relações Governamentais & Advocacy pela The George Washington University. Atua há 15 anos em empresas (nacionais e multinacionais) dos setores de saúde, energia, comunicação, telecomunicações e infraestrutura. Atualmente, é Gerente de Relações Governamentais da Boehringer Ingelheim. Paurvi Bhatt, MPH (Medtronic Foundation) Graduada em Neurociências pela Universidade Northwestern e MPH em Sistemas de Saúde e Economia pela Universidade de Yale. Profunda experiência com organizações sem fins lucrativos locais, sistemas de saúde públicos e privados e organizações de defesa de base com foco na prestação de cuidados de saúde, DCNTs, HIV/AIDS, saúde da mulher e equidade, diversidade e inclusão. Liderou programas globais em várias empresas privadas, incluindo Levi Strauss and Co. e Abbott. Sra. Bhatt também administrou portfólios técnicos de saúde global na Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e na CARE USA. Atualmente é Presidente da Medtronic Foundation. Rafael Dall Alba, MSc (OPAS) Graduado em Ciências Biológicas, Análise de Políticas e Sistemas de Saúde, em Ciências da Saúde Cardiologia & Ciências Cardiovasculares pela UFRGS. Pesquisador de projetos em parceria entre a UFRGS e Ministério da Saúde do Brasil no campo da Saúde Coletiva inserido em projetos de gestão, qualificação do cuidado e sistemas de informação em saúde. Atuou na esfera da gestão da Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Departamento de Atenção Hospitalar e Urgências do Ministério da Saúde e na Coordenação Geral da Política de Humanização do Ministério da Saúde. Atualmente é Consultor Técnico da OPAS/OMS da Unidade Técnica de Determinantes da Saúde, DCNT e Saúde Mental. Yara Furtado, MD, MSc, PhD (SAPS-MS) Graduada em Medicina, Mestrado em Cirurgia Geral (área de concentração ginecologia) e Doutorado em Ciências Cirúrgicas pela UFRJ. Coordenadora da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da UFRJ. Líder do Ambulatório de Patologia Cervical do Instituto de Ginecologia da UFRJ e dos Ambulatórios de Patologia Cervical e Patologia Vulvar do Hospital Universitário Gaffree e Guinle. Atualmente é Consultora da Coordenação de Saúde das Mulheres do DAPES do Ministério da Saúde e Presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia. Instituições participantes Abbott ACT Promoção da Saúde ADJ Diabetes Brasil Alianza Latina Associação Brasileira de Estudo e Prevenção do Suicídio (ABEPS) Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) Boehringer Ingelheim Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (CELAFISCS) Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DASNT/SVS/MS) Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) FlexiMedical Soluções em Saúde Global Health Advocacy Incubator Grupo de Advocacy em Cardiovascular (GAD) IBTED tecnologia e educação em diabetes Interfarma Instituto da Criança com Diabetes (ICD) Instituto Tellus International Agency for Research on Cancer (IARC-OMS) International Diabetes Federation (IDF) Liga de Enfermagem na Atenção ao Diabetes (LEAD/EE/USP) Novartis Foundation Novo Nordisk Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio (NEPS/CIATOX/SESAB) Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (NUPENS/FSP/USP) Medtronic Foundation Organização Mundial da Saúde (OMS) Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) Pé de Feijão Plan International Brasil Public Health Institute (PHI) Rede Brasil AVC Resmed Roche Sanofi Secretaria da Atenção Primária a Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS) Secretaria de Estado da Saúde da Bahia (SESAB) Secretaria de Estado da Saúde de Pernambuco Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Siemens Healthineers Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC) Vital Strategies Viva com Epilepsia Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) UnitedHealth Group Young Leaders in Diabetes - International Diabetes Federation (YLD/IDF) Parceiros

  • 7° encontro do FórumDCNTs discutiu plano nacional com políticas de prevenção e combate às DCNTs

    7º encontro do FórumDCNTs, realizado no dia 23 de outubro, reuniu representantes do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais, da iniciativa privada e de movimentos civis Idealizado pelo Public Health Institute (PHI) em 2016, com mais de 100 instituições participantes, foi realizado no dia 23 de outubro o 7º encontro do FórumDCNTs com o objetivo de discutir e identificar prioridades no combate das DCNTs (Doenças Crônicas Não Transmissíveis), compartilhar conhecimento, criar oportunidades e facilitar a integração e a construção de soluções conjuntas, escaláveis e sustentáveis entre os seus membros. Agenda completa e a gravação aqui, fotos aqui. Participaram do evento representantes do Ministério da Saúde, Secretarias Estaduais e Municipais, da iniciativa privada e de movimentos civis. “Um dos grandes desafios deste encontro foi garantir o espaço necessário para as diferentes DCNTs e seus fatores de risco, em um momento de tanta pressão sobre os ODSs da ONU e, ainda, em paralelo ao momento de revisão do Plano Nacional de Enfrentamento às DCNTs 2021-2030”, afirma o Dr. Mark Barone, Fundador e Coordenador Geral do FórumDCNTs. A abertura do evento foi feita por pelo Dr. Mark Barone, que agradeceu a participação de todos, enfatizando que um dos objetivos do evento “é levar o Brasil de volta aos trilhos na meta 3.4 (meta da agenda 2030 de reduzir em ⅓ as mortes prematuras causadas por DCNTs)". Membros da Comissão Consultiva do FórumDCNTs também discursaram neste momento, identificando prioridades atuais no enfrentamento às DCNTs. Dra. Fátima Marinho, da Vital Strategies, destacou a necessidade de atenção às doenças respiratórias desde a infância, enquanto a Sra. Mônica Andreis, da ACT Promoção da Saúde, expressou preocupação em relação à tributação favorável a bebidas açucaradas no Brasil. Na sequência, uma das apresentações mais aguardadas, do diretor do Departamento de Análise de Saúde e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (DASNT-SVS-MS), Dr. Eduardo Marques Macário, na qual ele apresentou quais metas do plano de enfrentamento às DCNTs 2011-2022 o Brasil não conseguirá atingir. Apresentou, ainda, características do novo plano de enfrentamento à DCNTs, 2021-2031. Tenha acesso à apresentação completa aqui. Posteriormente, Dra. Katia de Pinho Campos, representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) e moderadora do painel internacional, ressaltou que "nunca antes a conexão da saúde da população e a perspectiva da economia esteve tão evidente". Na sequência expuseram a Sra. Paurvi Bhatt, presidente da Medtronic Foundation, sobre o papel das filantropias globais no enfrentamento das DCNTs durante e após a pandemia; a Sra. Ch'uya H. Lane, a respeito de programas e políticas de prevenção de DCNTs, seus desafios, e as fragilidades dos sistemas de saúde pública; para finalizar, o Dr. Andrew Boulton, presidente da International Diabetes Federation (IDF), destacando dados sobre o aumento da incidência de diabetes tipo 2 e seu impacto em muitos países, incluindo o Brasil. Após o painel, aconteceu a Reunião dos GTs: Alimentação Saudável; Diabetes; Doenças Cardiovasculares; Obesidade; Prevenção de DCNTs; Saúde Mental; e Todos Juntos Contra o Câncer. O segundo painel do FórumDCNTs trouxe diversas inovações tanto a respeito de tratamento de uma doença negligenciada quanto em relação à formação de parcerias estratégias. O tema foi "Construção da Rede Nacional de Prevenção, Rastreio e Tratamento de Câncer de Colo do Útero", e contou com a moderação do Sr. Rafael Dall’Alba, da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS). O Sr. Rafael apontou ações de um programa global em conjunto com as Nações Unidas para prevenção e controle do câncer do colo de útero, visando integrar todas as iniciativas contra a doença. Na sequência o Dr. André Carvalho, IARC-OMS, lembrou que em 2018 a OMS fez uma chamada para a eliminação do câncer do colo de útero e, apontou isso como base para dois aspectos: vacina e rastreio, e salientou a necessidade de organizar uma rede de vacinação e rastreamento com alta cobertura desde a atenção primária até a terciária. Participaram também do segundo painel o Dr. Antônio Braga Neto, diretor da Secretaria da Atenção Primária do Ministério da Saúde (SAPS-MS), que comentou sobre o projeto de genotipagem para rastreio da doença e ressaltou, ainda, que esse câncer precisa estar em discussão visto sua elevada letalidade. Dra. Yara Furtado, também da SAPS-MS, salientou a importância em organizar a rede e pensar na mudança da tecnologia de rastreio. Por último falou a Dra. Letícia Katz, da Secretaria de Saúde de Pernambuco, onde o programa teve início e já apresenta bons resultados, lembrando que morre 1 mulher por dia no estado decorrente deste tumor. Concluiu comemorando a parceria da SES-PE com a OPAS e IARC e dizendo que as ferramentas para reduzir a mortalidade por esse câncer são bem conhecidas, mas precisam ter a atenção merecida. O último painel, com o tema "Alinhamento Multisetorial", foi moderado por Marília Gusmão, da empresa Boehringer Ingelheim. Neste, o membro da Comissão Organizadora do FórumDCNTs, Sr. Ricardo Lauricella, apresentou o Rascunho da Carta Aberta de Prioridades 2020, ressaltando que traz experiências do FórumDCNTs durante todo o ano, e que inclui os pontos elencados no decorrer do evento, para que seja entregue aos principais tomadores de decisão do país. O Dr. Álvaro Avezum, da SOCESP, enfatizou neste painel que a doença cardiovascular continuará sendo a causa principal de morte e incapacitação dentro do Brasil e no mundo afora. “Temos no Brasil um aumento progressivo de morte por infarto miocárdio", segundo ele, que apontou o diagnóstico precoce e tratamento de qualidade para hipertensão e dislipidemia como fundamentais para mudar esse quadro. Mencionou, ainda, a importância da parceria entre os setores para a obtenção se melhores resultados, citando o programa Cuidando do Seu Coração. Dr. Marco de Moraes, diretor da Secretária da Saúde do Estado de São Paulo (SES-SP), contribuiu com o debate no último painel apontando a "intersetorialidade ser uma prática para avançar no combate e controle das DCNTs". Assim, como a Sra. Graziela Tavares, representante da SAPS-MS neste painel, apresentou os planos a nível federal, Dr. Marco abordou a agenda de ações para o combate das doenças não transmissíveis no estado de São Paulo. Contribuiu, ainda, o Dr. Carlos Bezerra com considerações sobre a estratégia de saúde da família ser crucial, pois aumenta a capacidade de resolutividade dos problemas de saúde impactando no bem-estar local. Concluiu apontando que o legislativo pode ajudar com emendas e projetos de lei. Outros pontos de destaque discutidos no 7° encontro do FórumDCNTs Como não poderia deixar de ser, um dos assuntos recorrentes durante o encontro foi a pandemia da Covid-19. Isso porque mais de 60% das pessoas que vieram à óbito por conta do novo coronavírus apresentavam alguma comorbidade crônica não transmissível. “Essa tendência de que pessoas com alguma DCNT seriam mais suscetíveis à Covid-19 já era sabida tanto por conta da pandemia de SARS, no início dos anos 2000, como por conta dos dados que vieram da China e da Itália e que demonstravam que pessoas com diabetes, doenças cardiovasculares e outras DCNTs tendiam a de ter uma evolução pior, caso fossem infectadas. Infelizmente, não nos antecipamos para protegermos melhor essas pessoas e evitarmos o enorme número de mortes que observamos”, ressaltou Dr. Mark Barone. Uma comorbidade que vem crescendo em nossa sociedade e que foi discutida nos painéis do evento foi a obesidade. Recentemente, o IBGE divulgou dados que, em menos de duas décadas, mais do que dobrou o número de pessoas com sobrepeso ou obesidade no país. “O agravante nesses casos é que a obesidade em si já é considerada uma doença crônica, porém, ela também pode levar a outras doenças como diabetes ou hipertensão, por exemplo”, alerta o coordenador do FórumDCNTs. Se o Brasil é referência no combate a alguns fatores de risco, como o tabagismo, por exemplo, em outras ainda temos um longo caminho a percorrer, conforme afirma o Dr. Mark Barone: “Apesar de estagnados nos últimos anos, os níveis de tabagismo no país estão muito abaixo quando comparado com a maior parte dos países. Por outro lado, em outras áreas de prevenção como alimentação saudável e consumo de álcool estamos atrasados. Só agora a ANVISA determinou que se utilize a rotulagem frontal dos alimentos para que as pessoas possam ter noção de quais alimentos têm muito sódio, açúcar ou gordura. Já com relação ao álcool, estamos ainda mais atrasados. Deixou-se de fazer propaganda de cigarros e, em suas embalagens, foram instituídas aquelas imagens nada atraentes. Em relação a bebidas alcoólicas, ainda vemos muita propaganda, garrafas e latas muito bonitas e não identificamos os riscos do consumo. A Organização Mundial da Saúde e a Organização Pan-americana da Saúde são enfáticas ao dizer que ainda faltam leis no Brasil para isso”, finaliza Dr. Mark Barone. O Guia Alimentar da População Brasileira foi outro tema de extrema importância discutido no 7° encontro do FórumDCNTs. O material foi desenvolvido para o Ministério da Saúde pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP), e é referência nacional e internacional para a promoção da saúde e indicador de políticas públicas. O Guia está em uso desde 2014 e, em setembro deste ano, o Ministério da Agricultura publicou uma nota técnica, prontamente rebatida pelo Nupens/USP e por organizações da sociedade civil, apontando supostas falhas no guia e solicitando ao Ministério da Saúde sua revisão. “O FórumDCNTs está atento ao encaminhamento do caso com o objetivo de manter seus parceiros informados e apoiar ações que avancem, e não retrocedam, os esforços nacionais e globais de enfrentamento às DCNTs para se atingir a meta 3.4 do ODS 3, por meio de iniciativas sólidas”, manifestou-se a iniciativa. O FórumDCNTs na mídia: Rádio EBC Jornal Alesp Rádio Metropolina Grupo A Tarde / Isso é Bahia! Medicina S/A Correio da Amazônia Saúde e Debate Viva MT Agora Notícias Brasil Portal Saúde no Ar Repórter Nordeste SnifDoctor Portal Hospitais Brasil Bons Fluídos Oito Quatro Notícias Nossa Cara Repórter Hoje MG Turismo FórumDCNTs O FórumDCNTs tem como proposta promover parcerias entre as principais instituições dos setores público, privado e terceiro setor para o combate à causa de 74% das mortes no país, as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNTs). O FórumDCNTs foi idealizado pelo Public Health Institute (PHI) em 2016 e hoje conta com mais de 100 instituições participantes.

  • Ministério da Saúde investe mais de R$ 221 milhões para atenção a obesidade, diabetes e hipertensão

    O Ministério da Saúde está investindo mais de R$ 221 milhões para aumentar os cuidados e o atendimento precoce às pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) no Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia da Covid-19. O incentivo financeiro federal foi instituído na Portaria Nº 2.994, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (03/11). O objetivo é fortalecer o atendimento na Atenção Primária em Saúde (APS) para pessoas com diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica e obesidade, por meio da identificação e do cadastro desses usuários, da priorização na assistência terapêutica e da promoção da saúde nas comunidades. Para isso, o Ministério da Saúde elaborou documentos que orientam gestores e profissionais de saúde na organização do cuidado a esses pacientes. Os recursos também são voltados para prevenção da transmissão do coronavírus e priorização do atendimento para essas pessoas, por conta do risco maior de agravamento de sintomas da doença e do aumento das chances de complicações. O incentivo financeiro será transferido em parcela única e o valor depende da carga horária da unidade de saúde e do número de equipes disponíveis: R$ 4.750,00 por equipe de Saúde da Família (eSF); R$ 2.375,00 por equipe de Atenção Primária - Modalidade I 20h; e R$ 3.562,50 por equipe de Atenção Primária - Modalidade II 30h. Segundo a diretora do Departamento de Promoção à Saúde, Juliana Rezende, os recursos devem ser utilizados para ações que aumentem a adesão ao tratamento neste período, levando em consideração a organização local, vulnerabilidades sociais, estratificação de riscos e recursos logísticos disponíveis. No total, 5.505 municípios serão beneficiados com o incentivo financeiro, atingindo mais de 45 mil equipes de Saúde da Família, mais de 1,9 mil equipes de Atenção Primária – Modalidade I e 535 equipes de Atenção Primária – Modalidade II. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), agravos como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças respiratórias crônicas são responsáveis por cerca de 70% das mortes em todo o mundo. A cada ano, em torno de 15 milhões de pessoas entre 30 e 69 anos são vítimas dessas doenças. No Brasil, as doenças cardiovasculares representam a principal causa de óbito e estão associadas a hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, excesso de peso e obesidade e fatores de risco como alimentação inadequada, inatividade física, álcool e tabagismo. Em 2018, doenças crônicas não transmissíveis foram responsáveis por 57% de todas as mortes ocorridas no país. De 2006 a 2019, a prevalência de excesso de peso em adultos no Brasil aumentou de 42,6% para 55,4%. E a prevalência de obesidade cresceu de 11,8% para 20,3%. O Ministério da Saúde preparou um manual para que gestores e profissionais de saúde possam organizar o cuidado de pacientes com doenças crônicas na Atenção Primária à Saúde. O documento reorganiza o processo de trabalho no contexto da pandemia da Covid-19, com orientações sobre estratificação de risco, frequência e organização dos atendimentos, acesso a medicamentos e informações sobre autocuidado. Além disso, a pasta também elaborou o Instrutivo Gestor: documento que orienta gestores sobre a utilização do incentivo financeiro federal para atenção às pessoas com obesidade, diabetes e hipertensão no âmbito da Atenção Primária nos municípios. Acesse o manual completo aqui.

  • Dr. Eduardo Macário (MS) apresenta cenário atual e plano nacional de enfrentamento das DCNTs

    No último dia 23 de outubro aconteceu o 7º Encontro do Fórum Intersetorial de Combate às DCNTs no Brasil e o Dr. Eduardo Macário (Ministério da Saúde) alertou sobre os números preocupantes relacionados à doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) no Brasil e no mundo. Ás DCNT são responsáveis por 71% do total de mortes no mundo (41 milhões de pessoas) e a cada ano 15 milhões de pessoas de 30 a 69 anos morrem prematuramente por DCNTs. No Brasil, as DCNT geram 1,8 milhões de internações no SUS, gastos de 8,8 bilhões. O Ministério da Saúde conta com a estratégia nacional para o combate às DCNTs, que tem como base a implementação de políticas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNTs e seus fatores de risco, e fortalecer os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. Estratégia estruturada em três linhas de ação: Vigilância, informação, avaliação e monitoramento; Promoção da saúde e prevenção; Cuidado integrado das DCNT e seus fatores de risco. A Organização das Nações Unidas reconheceram o papel da poluição do ar como quinto fator de risco, e a contribuição dos transtornos mentais e outras condições de saúde mental para a carga global de DCNTs. O Plano de Ação de Saúde Mental 2013-2020 da OMS, recomenda a integração da saúde mental aos cuidados gerais à saúde, nas fases do ciclo de vida e nos programas de DCNTs. A pandemia de COVID-19 afetou o funcionamento de serviços de vigilância, prevenção e atenção às DCNTs, bem como as ações de promoção da saúde. Grande parte das equipes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde que atuam em vigilância, prevenção e atenção as DCNT e promoção da saúde foi deslocada para trabalhar na resposta ao COVID-19. Diante desse cenário, é preciso: Revisar diretrizes, eixos, metas e linhas de ação; Incluir poluição do ar como fator de risco para DCNT; Discutir o papel dos transtornos mentais e outras condições de saúde mental na carga de DCNT; Avaliar a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências (2001); Elaborar um Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento da Violência interpessoal/autoprovocada; Incorporar o “Advocacy" como estratégia para a implementação de políticas públicas e ações para o alcance das metas. Veja a apresentação completa do Dr. Macário aqui. E conheça o Plano Nacional de Enfrentamento às DCNTs, que está em fase de consulta pública, aqui.

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