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- A Anvisa fará uma reunião que pode definir um novo modelo de rotulagem dos alimentos
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) marcou para a próxima quarta-feira (07) uma reunião que pode definir o novo modelo de rotulagem dos alimentos. O Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) está com uma petição aberta a esse respeito. Muitos produtos das prateleiras do mercado são prejudiciais a saúde e bem-estar, sem que o consumidor saiba. Por isso, há pelo menos seis anos, o Idec defende o direito do consumidor em saber o que come pressionando por mudanças nas regras dos rótulos dos alimentos. As informações devem ser claras e corretas nas embalagens dos alimentos para que as pessoas possam fazer escolhas mais conscientes e saudáveis e a ciência já provou que a maneira mais eficaz de informar o consumidor sobre as reais características de um produto é exibindo alertas na parte da frente das embalagens. O modelo dos triângulos foi proposto pelo Idec em parceria com especialistas em design da informação da UFPR (Universidade Federal do Paraná) e é apoiado por dezenas de parceiros. Pesquisas já comprovaram que o triângulo é a forma mais eficaz de informar o consumidor na hora da compra, e até a Anvisa, em um de seus relatórios, deixou isso claro. Em setembro de 2019, a Anvisa propôs o design da lupa para a rotulagem nutricional frontal. O modelo de lupa está em avaliação no Canadá, mas já recebeu críticas de especialistas em saúde pública do país. De setembro a dezembro de 2019, a agência abriu uma consulta pública para que a população pudesse opinar sobre qual é o melhor modelo de rotulagem para o Brasil. Agora, o Idec e todos os consumidores aguardam o resultado dessa consulta. Saiba mais sobre a petição.
- OPAS lança uma série de informativos: Se eu tenho uma DCNT, o que preciso saber sobre a COVID-19
Confira estes últimos informativos desenvolvidos pela OPAS.
- Primeiro treinamento da OMS em gestão infodêmica - inscrições até 18/10/2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) está desenvolvendo atividades para apoiar a preparação do país para uma pandemia e para mitigar a atual pandemia COVID-19, que é acompanhada por um infodêmico. Há uma necessidade urgente de abordar a infodemia que acompanha a pandemia da COVID-19, visto que a maioria dos países está lutando contra as duas. À medida que o mundo busca acelerar o desenvolvimento de contra medidas médicas, incluindo tratamentos e vacinas seguras e eficazes, bem como medidas de saúde pública introduzidas, a desinformação sobre ambas tem se espalhado e aumentado. A intenção é cobrir um espectro de habilidades de gestão de infodemias e tópicos focados nas habilidades necessárias para aplicar intervenções e práticas na gestão dessas falsas informações para promover a resiliência de indivíduos e comunidades ao infodêmico, incluindo desinformação, e promover a autoeficácia de indivíduos para a saúde autoprotetora comportamentos. O treinamento abrangerá tópicos globais e específicos da região na desinformação infodêmica e de saúde. O treinamento será online, com duração de 4 semanas, de 3 a 27 de novembro de 2020. Saiba mais sobre o treinamento aqui.
- Pessoas que utilizam o SUS poderão participar da reunião da Conitec
Usuários do SUS poderão compartilhar com o Plenário da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) suas experiências no enfrentamento das mais diversas condições de saúde. A proposta estimula a participação voluntária, uma vez que aspectos ligados à vida real devem trazer considerações importantes para o processo de análise de incorporação das tecnologias feito pela Comissão. As chamadas públicas para inscrição dos interessados têm início na próxima semana, por meio da página oficial da Conitec. Podem participar pessoas com alguma condição, familiares, tutores e cuidadores. A primeira participação do chamado paciente-testemunho está prevista para a 93ª reunião, no mês de dezembro e o relato não poderá ultrapassar o tempo de dez minutos. A pauta será sobre o medicamento tafamidis meglumina para tratamento da cardiomiopatia amiloide, doença rara causada por um distúrbio do metabolismo de proteínas que atinge os tecidos do coração, prejudicando seu funcionamento. A participação do paciente-testemunho ocorrerá na reunião de apreciação inicial da tecnologia em avaliação, aquela que antecede a consulta pública e onde a Conitec define a recomendação preliminar. Informações sobre novas chamadas públicas serão atualizadas no site, no período que antecede as reuniões de cada mês. Tenha mais informações sobre as reuniões da Conitec.
- Esforços para atingir meta 3.4 do ODS 3, através da redução à mortalidade prematura por DCNTs não
A revista científica The Lancet publicou um estudo que explora caminhos para atingir a meta 3.4 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3: Até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por DCNTs via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar. O estudo revelou que a mortalidade prematura por DCNTs está diminuindo na maioria dos países, mas a taxa de mudança não é suficiente para atingir o objetivo até 2030. O estudo foi conduzido por colaboradores do NCD Countdown 2030. Essa colaboração visa informar as políticas, rastrear o progresso e aumentar a responsabilidade no sentido de reduzir a sobrecarga das DCNTs. Os autores destacam que “DCNTs são a principal causa de morte e são responsáveis por sete em cada dez mortes em todo o mundo”. Eles observam que o risco de óbito por DCNT varia entre os países, o que “sugere que os países podem precisar seguir caminhos diferentes para alcançar a meta 3.4 do ODS 3, abordando diferentes combinações de doenças”. O estudo avalia combinações de reduções viáveis em DCNTs específicas para atingir a meta e enfatizou que cada país tem um ou mais caminhos para alcançá-la. A pesquisa se concentra no indicador que avalia a probabilidade cumulativa de morte por câncer, doenças cardiovasculares (DCV), doenças respiratórias crônicas e diabetes, de pessoas entre 30 a 70 anos de idade. O estudo usa dados sobre mortalidade por causas específicas para essas DCNTs para caracterizar o risco e suas tendências em cada país e, em seguida, avalia combinações de reduções nas causas de morte por DCNTs que podem atingir a meta do ODS. Com base nos dados de 2010 a 2016, espera-se que mulheres de apenas 17 de 176 países e homens em apenas 15 de 176 países atinjam a meta 3.4. No outro extremo do espectro, os dados desse período mostram que a probabilidade de morrer de uma das quatro DCNTs citadas nos estudo estagnou ou aumentou entre as mulheres em 14 países e os homens em 20 países. De acordo com o estudo, nenhum país poderia atingir a meta 3.4 do ODS 3 abordando apenas uma DCNT. Metade dos países precisará de melhorias na taxa de declínio em pelo menos cinco causas para as mulheres e em pelo menos sete causas para os homens. O estudo relata que, para atingir essa meta, são necessárias as seguintes intervenções para reduzir as causas de morte por DCNT: Controle do tabaco e do álcool, e intervenções eficazes no sistema de saúde, incluindo hipertensão e tratamento do diabetes; Prevenção primária e secundária de DCV em indivíduos de alto risco; Corticosteroides inalatórios de baixa dosagem e broncodilatadores para asma e doença pulmonar obstrutiva crônica; Tratamento de DCV agudas, complicações do diabetes e exacerbações de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica; e Rastreio e tratamento eficaz do câncer. O estudo destaca que “reduzir a carga de DCNTs para atingir a meta 3.4 do ODS 3 requer uma combinação de prevenção, detecção precoce e tratamento”. Sugere também que as estratégias nacionais de DCNTs devem ser baseadas na combinação de epidemiologia local e viabilidade, bem como em um sistema de saúde acessível e equitativo. Adaptado por Lucas Xavier de: Efforts to Reduce Premature Mortality from Non-Communicable Diseases Not on Track to Achieve SDG Target Saiba Mais: NCD Countdown 2030: pathways to achieving Sustainable Development Goal target 3.4
- OMS relata que DCNTs aumentam o risco de agravos pelo COVID-19
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou os governos de todo o mundo para combater as Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCNTs), enfatizando que as pessoas com DCNTs estão “entre as que têm maior probabilidade de ter agravos de saúde e morte por COVID-19”. Em outras notícias sobre DCNTs, destaca-se a resolução do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) de julho de 2020 que descreveu os pedidos dos Estados-Membros à Força-Tarefa Interinstitucional das Nações Unidas para a Prevenção e Controle de DCNTs. As quatro DCNTs mais comuns são: doenças cardiovasculares (DCV), câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. De acordo com a OMS, as DCNTs são responsáveis por sete em cada dez mortes no mundo, e as pessoas com DCNTs têm fatores de risco que as tornam cada vez mais vulneráveis à “COVID-19 e chances de resultados piores de doença”. Estudos de vários países destacaram que os indivíduos com diabetes e hipertensão têm maior probabilidade de estarem entre aqueles com fatalidades por COVID-19. Um estudo recente descobriu que as interrupções nos tratamentos de saúde relacionadas ao coronavírus afetaram as pessoas com DCNTs; entre aqueles com câncer, por exemplo, 55% das pessoas tiveram interrupção dos serviços de saúde. Em julho de 2020, o ECOSOC adotou uma resolução sobre prevenção e controle de DCNTs, intitulada “Coordenação, programa e outras questões: prevenção e controle de doenças crônicas não-transmissíveis”. Pelo texto da resolução, o Conselho estabeleceu que: Reconhece que “muitos países ainda enfrentam desafios significativos” na implementação de compromissos relacionados às DCNTs e que o custo humano e econômico das DCNTs “contribui para a pobreza e as desigualdades”; Convoca o Grupo de Trabalho Interinstitucional das Nações Unidas para a Prevenção e Controlo das DCNTs a continuar a trabalhar para apoiar os Estados-Membros em conformidade com a suas estratégias para 2019-2021, prestando especial atenção às necessidades dos Estados-Membros durante a resposta e a recuperação do COVID-19; Solicita à Força-Tarefa que apoie ainda mais os Estados-Membros em seus esforços para lidar com a sobrecarga das DCNTs, por meio de: manutenção de serviços essenciais de saúde; promoção do acesso a diagnósticos, terapêuticos, medicamentos essenciais, vacinas e outras tecnologias de saúde seguras, eficazes, de qualidade e acessíveis; e fortalecimento dos sistemas de saúde e gestão da cadeia de abastecimento; Requisita à Força-Tarefa que fortaleça sua capacidade de fornecer assessoria técnica e política aos governos; E demanda ao Secretário-Geral da ONU que relate o progresso alcançado na sessão de 2021 do ECOSOC. Adaptado por Lucas Xavier de: WHO Reports Non-Communicable Diseases Heighten Risk of Severe COVID-19 Notícias Relacionadas ao tema: - FórumDCNTs publica estudos sobre o impacto da COVID-19 em pessoas com diabetes - O impacto da COVID-19 nas doenças crônicas não transmissíveis - Ajustes na Gestão das DCNTs previnem Óbitos e Complicações Durante a Após a Pandemia - WHO - Cuidando das doenças crônicas não transmissíveis durante e após a pandemia de COVID-19
- Pandemia de COVID-19 agrava os fatores de risco para suicídio
O coronavírus está afetando a saúde mental de muitas pessoas, especialmente dos profissionais de saúde. Dados de estudos recentes mostram aumento de complicações mentais, como angústia, ansiedade e depressão. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta que a pandemia de COVID-19 pode exacerbar os fatores de risco de suicídio, e como forma de prevenção, estimula as pessoas a falarem sobre o assunto de forma aberta e responsável, a permanecerem conectadas mesmo durante o distanciamento físico e a aprenderem a identificar os sinais de alerta para prevenir casos. Dados de estudos recentes mostram um aumento da angústia, ansiedade e depressão entre os profissionais de saúde. Além disso, a violência, transtornos por uso de álcool, abuso de substâncias e sentimentos de perda são fatores importantes que podem aumentar o risco de uma pessoa decidir tirar a própria vida. Nas Américas, estima-se que 100.000 vidas são perdidas anualmente, de acordo com os últimos dados disponíveis de 2016. A maioria dos suicídios na Região ocorre em pessoas entre 25 e 44 anos de idade (36%) e entre 45 e 59 anos (26%). Como no resto do mundo, as taxas de suicídio em homens permanecem mais altas do que em mulheres, cerca de 78%. "Neste ano de 2020, nos encontramos em circunstâncias muito inesperadas e desafiadoras enquanto enfrentamos a pandemia COVID-19. O impacto do novo coronavírus provavelmente teve um efeito sobre o bem-estar mental de todos. E é por isso que este ano, mais do que nunca, é fundamental que trabalhemos juntos para prevenir o suicídio”, disse Renato Oliveira e Souza, chefe de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OPAS. Pensando nos ajustes necessários para a prevenção de suicídio, o FórumDCNTs está oferecendo um webinar com o Ministério da Saúde, a OPAS e o Centro de Valorização a Vida (CVV), abordando Saúde Mental A Partir da Pandemia (Para se registar, clique aqui). Sinais de alerta de suicídio Segundo a OPAS, a maioria dos suicídios é precedida por sinais de alerta verbais ou comportamentais, como: Falar sobre querer morrer; Sentir grande culpa ou vergonha ou sentir um fardo para outros; Sensação de vazio, desesperança, aprisionamento ou falta de razão para viver; Sentir-se extremamente triste, ansioso, agitado ou cheio de raiva; Dor insuportável, seja emocional ou física. Além disso, podem acontecer mudanças comportamentais, como: Fazer um plano ou pesquisar maneiras de morrer; Afastar-se dos amigos, despedir-se, distribuir itens importantes ou fazer testamentos; Fazer coisas muito arriscadas, como dirigir em velocidade extrema; Ter mudanças extremas de humor; Comer ou dormir muito ou pouco; Usar drogas ou álcool com mais frequência. Intervenções para prevenção de suicídio O suicídio pode ser evitado e intervenções eficazes estão disponíveis. Em um nível pessoal, a detecção precoce e o tratamento da depressão e dos transtornos por uso de álcool são essenciais para a prevenção do suicídio, bem como acompanhamento daqueles que já tentaram o suicídio e o apoio psicossocial nas comunidades. Se uma pessoa detectar sinais de suicídio em si mesma ou em alguém que conhece, deve procurar a ajuda de um profissional de saúde o mais rápido possível. Remover as barreiras de acesso aos cuidados de saúde mental, limitar o acesso aos meios para cometer suicídio, fornecer informações verdadeiras e adequadas sobre o assunto na mídia, assim como reduzir o estigma associado à procura de ajuda podem ajudar a reduzir os casos. A OPAS está trabalhando com os países da Região para fortalecer os sistemas de saúde que podem ter poucos recursos ou estarem sobrecarregados pela pandemia de COVID-19, para abordar o aumento potencial de casos de distúrbios e saúde mental (tanto novos, como agravantes de casos pré-existentes) e para manter a continuidade de cuidados para pessoas com problemas de saúde mental e uso de substâncias. A OPAS também recomenda incorporar o apoio à saúde mental e psicossocial nos planos e esforços de resposta do COVID-19. Algumas recomendações incluem atendimento remoto ou virtual, adaptação e disseminação de mensagens para a população em geral, bem como para as populações de maior risco e o treinamento de profissionais da área da saúde e outros membros da comunidade sobre o assunto. Adaptado por Lucas Xavier de: COVID-19 pandemic exacerbates suicide risk factors (PAHO) Ferramentas para prevenção de suicídio: Curso virtual - "Prevenção de lesões autoprovocadas / suicídio: capacitando profissionais de saúde primária" Prevenção do suicídio: um recurso para profissionais da mídia PAHO: Prevenção de suicídio
- O impacto da COVID-19 nas doenças crônicas não transmissíveis
Desde 2001, a Organização Mundial da Saúde (OMS) têm realizado avaliações regulares da capacidade dos países de abordar e responder à carga crescente de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Recentemente a OMS acompanhou essa avaliação para obter novas informações sobre o impacto da COVID-19 nas DCNTs em nível ministerial e no setor de saúde. Esta análise de acompanhamento, que acaba de ser publicada , compartilha as percepções de 163 Estados Membros em todo o mundo. Aqui estão algumas descobertas importantes: Quase todos os países (94% das respostas) relataram que alguns ou todos os funcionários do ministério da saúde responsáveis por DCNTs e seus fatores de risco estavam apoiando os esforços do COVID-19; Dois terços (66%) dos países relataram que a garantia de continuidade dos serviços de DCNTs foi incluída em uma lista de serviços essenciais de saúde em seu plano nacional de resposta à COVID-19. Este número foi significativamente menor para aqueles em serviços de reabilitação, odontologia e cessação do tabagismo; Apenas 28 países (17%) relataram que o financiamento adicional foi alocado para DCNTs nos orçamentos governamentais para a resposta do COVID-19, embora um número considerável de países (n = 40, 25%) não tenha sido capaz de responder a essa pergunta. Veja o relatório completo para encontrar análises por região e dados extras sobre atividades interrompidas de DCNTs. No dia 15 de setembro, a OMS publicou a Comissão Lancet sobre DCNTs e lesões nas populações socioeconomicamente mais vulneráveis. Refletindo que a atual agenda global de DCNTs não atende às necessidades, perspectivas e direitos dos mais vulneráveis do mundo, o relatório conclui que as DCNTs são responsáveis por mais de um terço da carga de doenças entre o bilhão de pessoas mais vulneráveis e são atribuíveis a um conjunto mais diverso de condições e fatores de risco do que os do modelo 5 x 5 de DCNTs. O relatório conclui que a implementação progressiva de intervenções para DCNTs mais acessíveis, econômicas e equitativas, entre 2020 e 2030, poderia salvar a vida de mais de 4,6 milhões dos mais pobres do mundo, incluindo 1,3 milhão que, de outra forma, morreria antes dos 40 anos. Ainda estabelece a necessidade de os governos nacionais ajustarem as prioridades com base nos dados locais disponíveis sobre as DCNTs e priorizar as necessidades dos que estão em pior situação e mais vulneráveis. Acesse o relatório completo.
- Guia Alimentar é Criticado pelo Ministério da Agricultura e NUPENS-USP e OSCs se Manifestam
O Guia Alimentar da População Brasileira, desenvolvido para o Ministério da Saúde pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP) e em uso desde 2014, tornou-se alvo de polêmica nesta última semana, 16/9/2020, quando o Ministério da Agricultura publicou uma nota técnica apontando falhas no guia e solicitando ao Ministério da Saúde sua revisão (site com a publicação). Em resposta, o NUPENS-USP publicou nota oficial rebatendo as críticas (disponível aqui), e organizações da Sociedade Civil, através da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, publicaram um manifesto assinado por pessoas e entidades, incluindo o Conselho Federal de Nutricionistas (veja aqui). O FórumDCNTs está acompanhando este caso a fim de manter seus parceiros informados e apoiar ações que avancem, e não retrocedam, os esforços nacionais e globais de enfrentamento às DCNTs para se atingir a meta 3.4 do ODS 3, através de iniciativas sólidas.
- WHO - Cuidando das doenças crônicas não transmissíveis durante e após a pandemia de COVID-19
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu, em uma série de documentos, exemplos de ações tomadas por membros selecionados da Força-Tarefa Interinstitucional das Nações Unidas para a prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Um documento fornece exemplos de ações relevantes para às DCNTs que estão sendo tomadas por agências, fundos e programas para apoiar os países na resposta e recuperação do COVID-19. Devem ser buscadas oportunidades para aumentar, desenvolver e aplicar ainda mais essas ações às DCNTs, inclusive para se repensar em novas ações que melhorem os sistemas de saúde. Diretora da OMS explica ligações entre COVID-19 e DCNTs As agências, fundos e programas devem garantir que seu apoio às DCNTs esteja alinhado com a resposta abrangente das Nações Unidas ao COVID-19. O segundo documento publicado, fornece uma revisão inicial das informações emergentes (a partir de 2 de julho de 2020) sobre relações entre COVID-19, DCNTs e fatores de risco para DCNT. Foram revisados artigos dos bancos de dados NCBI PubMed, PMC e Google Scholar. A revisão demonstra que pessoas que vivem com DCNTs correm maior risco de doenças graves relacionadas a COVID-19 e morte e que existem dados limitados para estimar o risco. Também foram resumidos resultados de duas pesquisas da OMS que indicam que os serviços de prevenção e tratamento de DCNTs têm sido severamente interrompido desde o início da pandemia. O terceiro documento foi escrito e direcionado para governos, formuladores de políticas, agências das Nações Unidas e parceiros de desenvolvimento que estão lidando com a pandemia da COVID-19 e DCNTs. Ele descreve por que uma forte ação sobre as DCNTs deve ser parte integrante da recuperação e melhoria dos sistemas de saúde após a pandemia da COVID-19 e sugere etapas que devem ser tomadas imediatamente e a longo prazo. O documento foi preparado pela Força-Tarefa das Nações Unidas. A OMS ainda divulgou um informativo descrevendo os fatores de risco associado às DCNTs e a COVID-19.
- Programa StepUp! Edital voltado à Saúde Jovem - inscrições até 12/10/2020
O programa global de subsídios Young Health da AstraZeneca, visa estender o alcance e o impacto do investimento da AstraZeneca na saúde dos jovens. Pensando nisso, a iniciativa StepUp! tem como objetivo engajar e promover a saúde entre os jovens, de acordo com a Meta 3 de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (saúde e bem-estar). Inovação e novas idéias são necessárias mais do que nunca neste momento de pandemia de COVID-19 para atender aos desafios de saúde e bem-estar dos jovens. Os subsídios são de até US $ 10.000 para ajudar organizações sem fins lucrativos pequenas e inovadoras voltadas para jovens e lideradas por jovens a transmitir mensagens de promoção da saúde de maneira eficaz em comunidades com poucos recursos e marginalizadas em todo o mundo, levando em consideração a pandemia COVID-19. A iniciativa está interessada em trabalhar para reduzir comportamentos de risco em jovens que podem levar a doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como problemas de saúde mental, câncer, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias. Comportamentos de risco para DCNTs, como uso de tabaco, uso nocivo de álcool, dieta não saudável, inatividade física e exposição à poluição do ar, geralmente começam na adolescência e continuam ao longo da vida adulta. A redução desses comportamentos de risco de DCNT na juventude pode melhorar a vida dos jovens de hoje, em sua futura vida adulta e de seus filhos. Saiba mais sobre a iniciativa StepUp!
- KPMG e Optum Publicam Modelo com Impacto através da Atenção Primária
Um sistema de atenção primária forte e aprimorado, onde os cidadãos são capazes de acesso à saúde com uma ampla gama de serviços na comunidade, pode melhorar tanto a experiência da pessoa, quanto permitir a inovação e o design local, fornecendo percepções acionáveis para gerenciar a saúde da população. O desenvolvimento para uma atenção primária aprimorada é um esforço multi-organizacional e interprofissional que requer uma força de trabalho diversificada, engajamento em torno de uma visão compartilhada de transformação da saúde e cuidados prestados, mantendo o pessoa no centro de atendimento. A atenção primária aprimorada ajuda a integrar a oferta de atendimento e direcionar as pessoas para os mais eficientes canais, tornando os hospitais um último recurso. Cuidados primários podem ser o início dos cuidados integrados dentro dos quais as pessoas podem fluir perfeitamente entre os serviços de saúde domiciliar, virtual, primário, hospitalar e de longa duração. O sistema tem potencial para facilitar mudanças dramáticas nas vias de atendimento e maior colaboração entre as organizações fornecedoras e é o canal natural de entrega para o modelo de pilares do cuidado. Um recente relatório incluiu as seguintes descobertas e recomendações: Identificar os princípios de design de cuidado. Foram selecionados quatro princípios de design como um ponto de partida para pensar sobre o que as pessoas, cuidadores e comunidades valorizam mais da atenção primária: acesso e continuidade; comunidade; informações e resultados; e gestão e responsabilidade. Estes princípios estão abertos para serem discutidos, desafiados e adaptados para melhorar o sistema da atenção primária da Arábia Saudita; Desenvolver especificidade suficiente em torno da entrega de modelos, conforme estabelecido no modelo de atendimento; Criar incentivos, medidas, contratos e regras de comportamento, combinando regras globais e locais. A atenção primária é a principal ferramenta para melhorar a saúde da população, onde a mudança ocorre de baixo para cima. Essa mudança começa com a recuperação da confiança das pessoas com mais tração no nível de atenção primária. O fluxo contínuo de dados entre as diferentes camadas do sistema, com referências robustas, podem ser colocados em uso para elevar a qualidade, acesso aos cuidados e reduzir custos. Saiba mais sobre a atenção primária da Arábia Saudita.












