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- ResMed divulga Pesquisa do Sono; ansiedade é o principal obstáculo para os brasileiros com Apneia do sono
A ResMed divulga o seu mais novo material, didático e interativo, a fim de tratar sobre o sono, mais precisamente com o material "Descubra seus Super Poderes do Sono". O recurso está disponível para o público e leva de maneira simples a informação sobre um assunto que está diretamente ligado a todos, a qualidade do sono. Dormir mal talvez seja uma das ameaças mais poderosas enfrentadas no mundo. Ele pode privar a energia, bom humor e produtividade, ou seja, a privação crônica de sono é um problema real. A Pesquisa do Sono da ResMed de 2024 revela que as pessoas precisam dormir mais. Quase 4 em cada 10 pessoas em todo o mundo têm menos de três boas noites de sono por semana. Mas ela também mostra os "superpoderes" que são possíveis de desbloquear com uma boa noite de sono: Foram mais de 36 mil pessoas entrevistadas no ano passado, com amostras nacionalmente representativas de 17 países diferentes. Quase metade (51%) da amostra se identifica como homens, 48% como mulheres e menos de 1% como outros. O trabalho de campo ocorreu entre 11 de dezembro de 2023 e 2 de janeiro de 2024 e a idade média da amostra total é de pouco menos de 44 anos, com uma amostra representativa das faixas etárias entrevistadas em cada país. Uma das condições abordadas e que é tema de diversos assuntos do FórumCCNTs é a apneia do sono, um dos distúrbios do sono mais comuns, porém o mais não diagnosticado. 1 a cada 3 pessoas são afetadas pela condição e 4 em cada 5 pessoas desse grupo não têm o diagnóstico correto. São 936 milhões de pessoas com apneia do sono no mundo, e o Brasil aparece como o quarto país entre os 17 listados com mais diagnósticos de apneia do sono, 27%, atrás de Índia (46%), China Continental (36%) e Hong Kong (31%). A apneia do sono se caracteriza como uma condição crônica na qual os músculos da garganta relaxam durante o sono, restringindo o fluxo de ar. Como resultado, o corpo se sacode para despertar e respirar, fazendo com que muitos experimentem interrupções do sono durante a noite. Embora o ronco seja o sintoma mais comum da apneia do sono, os níveis de conscientização em relação aos sintomas associados à apneia do sono e à própria condição são de apenas 54%. Apesar de conhecer todos os benefícios que uma boa noite de sono pode trazer, 14 dos 17 países pesquisados recebem menos do que as horas recomendadas de sono noturno, muito menos descanso de qualidade e sem perturbações. Globalmente, os indivíduos estão enfrentando interrupções em seus padrões de sono, com a ansiedade pessoal afetando 42% dos entrevistados, seguida pelo estresse relacionado ao trabalho em 27% e pressões financeiras em 25%. A ansiedade perturba o sono desproporcionalmente para 3 a cada 5 pessoas no Brasil (60%), já as pressões financeiras afetam o sono de 39% de brasileiros. Seja no trabalho, em casa ou nas atividades que fazemos no fim de semana, uma noite de sono repousante tem o poder de transformar qualquer mero mortal em um super-herói do sono de pleno direito, alguém que está pronto para assumir qualquer coisa que o dia traga. A melhoria na produtividade, por exemplo, foi de 60%, e é um dos principais benefícios de estar bem descansado para 4 em cada 5 brasileiros (78%). Confira esses e outros importantes dados Pesquisa do Sono elaborada pela ResMed. Clique aqui. Acesse o site da campanha da ResMed. Clique aqui. Fonte: ResMed
- OMS lança materiais sobre o envolvimento de pessoas na elaboração de políticas públicas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulga dois importantes recursos sobre o envolvimento de pessoas na elaboração de políticas públicas baseadas em evidências e como organizar esses públicos para que esse trabalho intersetorial seja benéfico para toda a sociedade. Assim como nas Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), o envolvimento de pessoas é de extrema importância para a elaboração de políticas públicas na área da saúde no que envolve necessidades e valores. Com isso, a obtenção de conhecimentos sobre as suas perspectivas, preferências e experiências é muito mais assertiva para a produção de políticas de saúde mais inclusivas, equitativas, eficazes e reflexivas. Após um webinar sobre o envolvimento dos cidadãos em políticas de saúde, no qual mais de 350 pessoas de 73 países participaram do evento e puderam se familiarizar com o conceito através da diversidade de conhecimentos e experiências oferecidas pelo grande painel de palestrantes. O autor da visão geral da OMS para a implementação de CE na EIP, Bobby Macaulay, pesquisador da Universidade das Terras Altas e Ilhas, defendeu a integração das vozes dos cidadãos na tomada de decisões, uma forma crucial e subutilizada de evidências nas políticas. Ele apresentou três razões: aumentar a transparência, a responsabilização, a confiança e a segurança (objetivo democrático), melhorar a qualidade da tomada de decisões (objetivo instrumental) e melhorar o conhecimento e a capacidade dos participantes (objetivo de desenvolvimento). Já Oliver Escobar, Professor de Políticas Públicas e Inovação Democrática na Universidade de Edimburgo e principal autor da segunda publicação da OMS, apresentou uma visão abrangente do novo Guia sobre minipúblicos, dirigido tanto a profissionais novatos como a profissionais experientes nesta área. Os minipúblicos são fóruns que incluem um recorte da população selecionada por meio de sorteio cívico e sua organização compreende quatro etapas: Início: fundação; Preparação: preparação; Deliberação: gestão do minipúblico; Influência: encerramento, mobilização de resultados e avaliação do minipúblico. O Guia, embora apresente os padrões existentes de boas práticas, serve como um roteiro flexível para adaptar os processos de minipúblicos às circunstâncias locais, com foco nos princípios de redução da pobreza, equidade e impacto social. Um dos temas principais do evento de lançamento foi a necessidade de promover parcerias ativas e o diálogo entre cidadãos e decisores políticos no contexto da EC. Confira o documento de avaliação sobre o envolvimento dos cidadãos na elaboração de políticas baseadas em evidências. Clique aqui. Confira o Guia de Minipúblicos. Clique aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- Geneva Health Forum e AXA lançam prêmio para abordar o impacto da poluição na saúde humana - Até 21/4
O Fórum de Saúde de Genebra (Geneva Health Forum) e AXA Research Fund lançam o Prêmio Grand Jet d'Or de Genève para abordar o impacto da poluição na saúde humana, com premiação no valor de € 50 mil (aproximadamente R$ 271,5 mil na cotação atual). A submissão de projetos vai até 21/04/2024. Na sua 10ª edição, de 27 a 29 de maio de 2024, o GHF abordará questões cruciais para o nosso futuro sob o tema "Saúde, um bem comum!". Como parte da sua missão de promover a investigação acadêmica sobre os principais desafios sociais e contribuir para o progresso humano, o Fundo de Investigação AXA, a filantropia científica global do Grupo AXA, lançada em 2008, associa-se ao GHF neste esforço. À luz desta colaboração, o GHF apresenta uma nova convocatória para o Prémio Grand Jet d'Or de Genève, em parceria com o Fundo de Investigação AXA: Soluções médicas e de saúde para abordar os efeitos adversos da poluição nos seres humanos. A poluição é um importante problema de saúde global, afetando a saúde humana, causando doenças respiratórias, problemas cardíacos e câncer devido à exposição a poluentes no ar, na água e no solo. Foi dada atenção específica a poluentes como as substâncias per e polifluoroalquílicas (PFAS), que estão associadas ao câncer, às condições da tireoide e a problemas de desenvolvimento. Outros poluentes, como metais pesados, compostos orgânicos voláteis (COV), partículas, poluentes orgânicos persistentes (POP) e poluentes do ar interior, apresentam graves riscos para a saúde, incluindo danos neurológicos, distúrbios reprodutivos e doenças respiratórias, destacando o amplo impacto da poluição no bem-estar humano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a exposição à poluição do ar é responsável por cerca de 7 milhões de mortes prematuras em todo o mundo a cada ano. Abordar as questões de saúde relacionadas com a poluição é crucial, conforme sublinhado em 24 de maio de 2023, pela resolução da Assembleia Mundial da Saúde "WHA76.17 - Os impactos dos produtos químicos, dos resíduos e da poluição na saúde humana". A resolução apela aos Estados-Membros para que trabalhem nos impactos na saúde humana associados aos plásticos, atuem nas ligações entre produtos químicos, resíduos, poluição e outras prioridades de saúde, bem como preparem uma proposta para um painel científico-político para contribuir para a boa gestão de produtos químicos e resíduos. Objetivos do Prêmio O objetivo do Prêmio Grand Jet d'Or de Genève é apoiar uma equipe de pesquisa envolvida na pesquisa ou implementação de projetos baseados em pesquisa com foco no tratamento de saúde, medições, uso de dados e envolvimento da comunidade na abordagem de problemas de saúde relacionados à poluição. Os projetos propostos devem demonstrar o seu potencial para mudar as práticas de saúde e melhorar os resultados de saúde em relação à poluição do ar, da água e do solo. Serão favorecidas equipas multidisciplinares que explorem práticas ou ferramentas inovadoras. Os projetos não devem centrar-se apenas em medidas preventivas para reduzir a poluição no ambiente, mas também abranger um âmbito mais amplo, incluindo a avaliação da poluição existente, a remoção de poluentes do corpo e do ambiente, o desenvolvimento de soluções médicas para condições relacionadas com a poluição e a descoberta de formas de melhorar saúde apesar da poluição existente. Submissões de propostas A chamada estará aberta de 11 de março a 21 de abril de 2024, às 20 horas (horário de Brasília/DF). As inscrições devem ser enviadas online e em inglês. Será considerada apenas uma inscrição por instituição. A Comissão Científica selecionará as sete melhores candidaturas, que serão posteriormente submetidas à Comissão do Programa para a seleção final do vencedor. O grupo de pesquisa premiado será anunciado no dia 27 de maio de 2024, após o primeiro dia do Fórum de Saúde de Genebra, na presença da equipe vencedora. Quem é o Fórum de Saúde de Genebra (Geneva Health Forum)? Desde 2006, o Fórum de Saúde de Genebra (GHF) tem unido as partes interessadas para abordar questões críticas de saúde global a cada dois anos. Ao amplificar as vozes dos especialistas no terreno e facilitar as ligações com decisores políticos influentes, o Fórum proporciona uma plataforma para apresentar práticas inovadoras, acessíveis e sustentáveis, bem como iniciativas significativas. Através das suas edições, o GHF emergiu como um evento fundamental na abordagem dos desafios globais de saúde. Inscreva-se aqui. Fonte: Geneva Health Forum
- Ministério da Saúde divulga o Vigitel 2006-2023: prática de atividade física
O Ministério da Saúde lança o "Vigitel 2006-2023: prática de atividade física", uma das séries de publicações atualizadas sobre o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, que promove uma visão abrangente e tendência de cada uma das temáticas abordadas em todas as suas 17 edições. Nesta edição estão presentes as análises relacionadas à prática de atividade física, com a evolução anual dos indicadores, e conta com um infográfico acerca dos resultados obtidos através deste importante documento. Criado em 2006 pelo Ministério da Saúde, o Vigitel serve para monitorar os principais fatores de risco das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e descrever como eles se distribuem na população. Mais de 800 mil pessoas foram entrevistadas ao longo das 17 edições realizadas, espalhadas pelos 26 Estados brasileiros, mais o Distrito Federal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a prática regular de, pelo menos, 150 minutos de atividade física de intensidade moderada por semana, ou 75 minutos de atividade física de intensidade vigorosa por semana. Conheça alguns dados importantes do Vigitel 2006-2023: prática de atividade física De 2009 a 2023 cresceu o número de pessoas com 18 anos ou mais que praticam atividades físicas no tempo livre como caminhada, musculação, natação, artes marciais, corrida, ginástica, futebol, entre outras atividades, de 30,3% para 40,6%. Já o número de adultos que praticam atividade física no deslocamento ao trabalho, como andar de bicicleta, caiu com relação ao mesmo período, de 17% para 12%. Como resultado animador da pesquisa, quase metade dos entrevistados em 2009 tinham prática insuficiente de atividade física, o que caiu 0,66% ao ano em 2023, de 48,3% para 37%. Entre as mulheres a redução foi ainda maior, de 56,3% para 43,1%, queda de 0,81% ao ano. Porém, aumentou o número de pessoas que passam mais de três horas por dia assistindo à televisão, ou ousando computador, tablet e/ou smartphone. A porcentagem saltou de 61,7% em 2016 para 67% em 2023 e que reflete também as consequência da pandemia de COVID-19 nesse aumento do consumo. Confira o infográfico com os principais dados da publicação Vigitel 2006-2023: prática de atividade física. Baixe aqui. Confira o Vigitel 2006-2023: prática de atividade física. Clique aqui. Fonte: Ministério da Saúde
- Para onde a nova "Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer" nos levará? - 23/2 às 16h
Objetivos: Alinhar as diferentes instituições, órgãos e níveis de atenção para o conhecimento e a efetivação da nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Avançar na regulamentação e implementação dessa nova política, identificando e reconhecendo seus desafios, assim como seu potencial para reduzir a alta mortalidade do câncer de pulmão através de prevenção, rastreio, diagnóstico precoce e tratamento efetivo. Reunir esforços intersetoriais para que o câncer de pulmão, entre outros altamente prevalentes e fatais, beneficie-se de melhores desfechos através da pronta implementação da nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. Agenda: 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização (moderação: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) Gustavo Prado (HAOC) (Vídeo) Daniely Votto (IGCC) (Vídeo) 16h25-16h30 – Quais os principais avanços trazidos pela nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer? (Florentino Neto, Deputado Federal) (Vídeo) 16h35-16h40 – Como a nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer beneficiará casos de câncer de pulmão, em alinhamento ao Consenso recentemente publicado? (Anelisa Coutinho, SBOC) (Vídeo) 16h45-16h50 – Qual o papel da sociedade civil na regulamentação e implementação da nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer? É possível engajar estados e municípios ampliando e acelerando seus benefícios? (Tiago Farina, Ativista em Oncologia) (Vídeo) 16h55-17h00 – Como a Atenção Primária atuaria para a efetivação de uma política de rastreio de câncer de pulmão? Como a nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer favorece essa atuação? (Rodrigo Lacerda, CONASEMS) (Vídeo) 17h05-17h10 – Quais aspectos o Ministério da Saúde destaca na nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer e quais ajustes serão mais desafiadores em sua execução? (Fernando Maia, Ministério da Saúde) (Vídeo) 17h15-17h55 – Debate com todos os painelistas – Compromisso de todas as instituições e setores presentes para que a nova Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer seja prontamente implementada levando a melhores desfechos, especialmente no enfrentamento de tipos de câncer mais prevalentes e letais, como o câncer de pulmão (Moderação: Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) Painelistas e Moderador Anelisa Coutinho, MD (SBOC) Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. Membro da European Society of Medical Oncology, American Society of Clinical Oncology, do European Neuroendocrine Tumors Society , da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais. Atua como investigadora principal do Instituto ÉTICA, diretora fundadora do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais, médica oncologista da Clinica AMO, do Hospital da Bahia, Instituto Cardiopulmonar, Hospital Aliança e do Hospital Português. Atualmente é chefe do departamento de tumores gastrointestinais da Clinica Amo e presidenta da SBOC. Daniely Votto, MSc (IGCC) Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Mestre pela Escola de Humanidades da PUCRS, com foco na experiência do Orçamento Participativo de Porto Alegre e a emergência do clientelismo. Atuou na Coordenação de Relações Internacionais da Prefeitura de Porto Alegre e gerenciou a área de Governança Urbana do Programa Cidades do World Resources Institute (WRI Brasil). Atualmente é Membro do Hub Global de Democracia Participativa People Powered e Diretora Executiva do IGCC - Instituto de Governança e Controle do Câncer. Fernando Maia, MD, PhD (Ministério da Saúde) Médico graduado pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp (2008) e com Residência Médica em medicina preventiva e social na mesma universidade. Especialista em administração hospitalar e de sistemas de saúde pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Doutorando em Saúde Coletiva na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Foi Consultor Técnico do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde do Brasil. Atualmente é Coordenador-geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, na Secretaria de Atenção Especializada do Ministério da Saúde (SAES-MS). Florentino Neto (Deputado Federal) Graduado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) (1993) e Graduado em Direito pela Universidade de Brasília/DF (UnB) (2002). Foi Secretário de Estado da Saúde do Piauí – Sesapi (entre 2017 e 2022), Vice-Prefeito de Parnaíba, no Piauí (entre 2009 e 2012) e Prefeito de Parnaíba, no Piauí (entre 2013 e 2016) e atuou na Comissão Permanente de Ciência, Tecnologia e Inovação. Atualmente é Deputado Federal pelo PT na Câmara de Deputados, com mandato até 2027, e atua como 2º Vice-Presidente da Comissão Especial sobre o Combate ao Câncer no Brasil. Gustavo Prado, MD, PhD (HAOC) Médico Pneumologista pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). Doutor em Pneumologia pela mesma instituição. Fellowship Pneumologia Ocupacional e Ambiental e Oncologia Torácica pela FMUSP. Segue linhas de Pesquisa em Impactos cardiopulmonares da exposição à poluição ambiental, stress oxidativo e cessação de tabagismo. Médico Colaborador do Grupo de Neoplasias Pulmonares da Disciplina de Pneumologia pelo INCOR. Atualmente atua no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e é Gerente de Inovação e Educação Médica no Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Rodrigo Lacerda (CONASEMS) Graduado em Odontologia pela Universidade José do Rosário Vellano, especializado em Cirurgia e Traumatologia Buco-maxílo-facial pela Universidade de Alfenas e especialista em Gestão de Sistema e Serviços de Saúde pela Universidade Federal de Goiás. Tem experiência na área de Saúde Coletiva. Atualmente é Assessor Técnico do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS). Tiago Farina (Ativista em Oncologia) Advogado sanitarista, Palestrante com especialização em gestão de serviços de saúde, direito sanitário e advocacy em saúde. Pós-graduado em Direito na Área de Saúde (2006), Especialista em Administração Hospitalar e de Serviços de Saúde (2008) e Direito Sanitário (2010). Atualmente é conselheiro de Advocacy do Instituto Oncoguia, Assessor jurídico da FEHOSP - Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo, Gerente Jurídico da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Membro titular do Conselho Jurídico da CMB. Membro titular da Comissão de Direito do Terceiro Setor da OAB/SP. Autor do Manual dos Direitos do Paciente com Câncer editado pelo Instituto Oncoguia e CEO da TFM Consultoria e Treinamento. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Coorporativo
- Orientações FórumCCNTS: Consulta Pública - Atualização do PCDT do Câncer de Mama - Até 11/3
Por meio da presente recomendação, o FórumCCNTs convida os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 11/03/2024, com a Consulta Pública CONITEC nº 4 - Atualização de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama, através do seguinte link: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas Publicação disponível no Diário Oficial, DE 04, DE FEVEREIRO, DE 2024 (https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/2024/CONSULTAPBLICASECTICS.MSN4.pdf).). A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Câncer de Mama (CM)1. O Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) concorda com a atualização do PCDT de câncer de mama, para o rastreamento, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com essa condição. A inovação e modernização do protocolo será importante para a saúde de pessoas com CM, pelo que apresenta a seguir as sugestões para melhoramento da recomendação preliminar da CONITEC. A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) indicam que a maior prevalência de câncer de mama ocorre a partir dos 40 anos, destacando que 3 a cada 10 mulheres apresentam a condição antes dos 50 anos1,2,3. Diante disso, a SMB e a FEBRASGO recomendam que a mamografia seja realizada uma vez ao ano, a partir dos 40 anos, a fim de aumentar a possibilidade de cura1,2. Diante disso, recomendamos a revisão do texto da CONITEC para constar que a indicação da mamografia anual, a partir dos 40 anos e aos 35 anos de idade para pessoas com alto risco. As mulheres com risco mais elevado de desenvolverem câncer de mama são as que possuem predisposição hereditária e as que têm histórico de radioterapia antes dos 36 anos3. A identificação de pessoas do sexo feminino com alto risco é indispensável para o rastreamento adequado4, haja vista que mulheres que inseridas em programa de rastreio têm um risco 60% menor de óbito5, o que justifica a recomendação de realização da mamografia a partir de 35 anos. Diante disso, propomos também a incorporação de medidas específicas para mulheres com alto risco para o câncer de mama. Mais uma diretriz que deve ser acrescentada na recomendação da CONITEC trata-se do fornecimento de mamógrafos móveis para atendimento igualitário das mulheres em todas as regiões do país. Estima-se que, no Brasil, apenas 20% das mulheres são rastreadas, uma vez que grande parte da população feminina reside em municípios que não possuem mamógrafos ou os têm em número insuficiente6,7. Diante disso, muitas permanecem sem o atendimento e têm o diagnóstico tardio7. Pelas razões apresentadas acima, o FórumCCNTs reafirma, que a relevância da atualização do PCDT e esperamos parecer favorável para o melhoramento do protocolo e incorporação de nossas recomendações. Reiteramos que o FórumCCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, no link abaixo: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para consultas públicas sobre tecnologias (medicamento, produto, procedimento ou equipamento em saúde), são disponibilizados dois formulários eletrônicos: um para contribuições de cunho técnico-científico e outro para que usuários ou seus responsáveis relatem suas experiências no uso de medicamentos, produtos e/ou procedimentos. É necessário preencher e gravar o formulário para que as contribuições possam ser analisadas pelo plenário da Conitec. As Consultas Públicas da Conitec estão na plataforma Participa + Brasil, sendo essencial o cadastro no link informado previamente (https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso). No caso de dúvidas ou na ocorrência da mensagem de “sistema em manutenção” deve-se enviar captura da tela para o email: participacaosocial@presidencia.gov.br com cópia para conitec@saude.gov.br. Referências: Sociedade Brasileira de Mastologia. O que você precisa saber sobre Câncer de Mama. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://www.sbmastologia.com.br/wp-content/uploads/2022/09/Cartilha-SBM-2022-digital-2.pdf. Acesso em: 25 fev. 2024. Newton. Dia Nacional da Mamografia: FEBRASGO recomenda o exame anual para as mulheres a partir dos 40 anos [Internet]. www.febrasgo.org.br. [cited 2024 Fev 25]. Available from: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/1791-dia-nacional-da-mamografia-febrasgo-recomenda-o-exame-anual-para-as-mulheres-a-partir-dos-40-anos. FórumDCNTs. Câncer de intestino e de mama em mulheres com alto risco ganham atenção de gestores e especialistas [Internet]. FórumCCNTs. 2023 [cited 2024 Mar 6]. Available from: https://www.forumdcnts.org/post/cobertura-cancer-mama-2023. Fatores de risco [Internet]. Instituto Nacional de Câncer - INCA. Available from: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/fatores-de-risco. Tabár L, Dean PB, Chen TH, Yen AM, Chen SL, Fann JC, et al. The incidence of fatal breast cancer measures the increased effectiveness of therapy in women participating in mammography screening. Cancer. 2018 Nov 8;125(4):515–23. Agostinho JC, Lima TV, Ferreira R de CV. Análise dos fatores de risco do Câncer de Mama e avaliação da campanha preventiva “Outubro Rosa.” Revista Saúde UniToledo [Internet]. 2019 Dec 20;3(2). Available from: http://www.ojs.toledo.br/index.php/saude/article/view/3436. Cunha GN da, Vianna CM de M, Mosegui GBG, Silva MPR da, Jardim FN. Rastreamento do câncer de mama: modelo de melhoria do acesso pelo uso de mamógrafos móveis. Revista Panamericana de Salud Pública [Internet]. 2018 Jun 19 [cited 2024 Fev 28 5];43:1. Available from:https://pdfs.semanticscholar.org/6e4a/b5ae23a643b8a23ddbd17fc938d4c40e481e.pdf.
- WOF lança o Novo Atlas da Obesidade 2024: metade das crianças no Brasil estarão com sobrepeso em 2035
Metade das crianças no Brasil terão sobrepeso em 2035. Esse é um dos dados alarmantes que a Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation - WOF), com apoio e tradução do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO)/Instituto Cordial, divulga no lançamento do Novo Atlas Mundial da Obesidade 2024, a sexta edição que apresenta estimativas para os níveis e tendências da prevalência da condição no Brasil e no mundo. O lançamento acontece no Dia Mundial da Obesidade. Em 2024, os temas que ganharam destaque na divulgação do importante documento englobam a obesidade infantil, que aumentou nos últimos anos, os impactos da COVID-19 em todo o mundo, que atinge e influencia no sobrepeso e obesidade na economia e, não menos importante, a probabilidade de atingir metas globais a partir dos números relatados no atual documento. De acordo com o Atlas, 79% dos adultos com excesso de peso e obesidade viverão em países de baixo e médio rendimento até 2035, 88% das crianças com excesso de peso e obesidade viverão em países de baixa e média renda até 2035 e o número de adultos que vivem com obesidade pode aumentar de 810 milhões em 2020 para 1,53 bilhão em 2035. Das 41 milhões de mortes anuais atribuídas às CCNTs, 5 milhões são impulsionadas pelo IMC elevado (≥ 25 kg/m2) e com base nas tendências atuais, até 2035, mais de 750 milhões de crianças (com idade entre 5 e 19 anos) deverão viver com sobrepeso e obesidade conforme medido pelo índice de massa corporal. 1 a cada 3 crianças no Brasil têm sobrepeso O Brasil é um dos países citados no Atlas e, na atual edição, o crescimento anual de pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) preocupa: 1.9% é o número projetado de adultos com IMC alto (2020-2035) 1.8% número projetado de crianças com IMC alto (2020–2035) Com base nos dados de 2019, ano de referência do novo Atlas Mundial da Obesidade, as mortes por CCNTs devido ao IMC elevado em adultos acontecem principalmente por doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral, diabetes e neoplasias, além de outras CCNTs que podem ser desenvolvidas a partir disso. E para 2035 metade das crianças estarão com o IMC elevado. Este número, que atualmente está de 1 a cada 3 crianças no Brasil, pode passar para 50% dos casos entre pessoas de 5 a 19 anos nos próximos 11 anos. Entre as principais atribuições ao IMC elevado em crianças e jovens estão pressão arterial elevada, hiperglicemia e colesterol HDL baixo. Outro número que chama a atenção são as CCNTs em adultos atribuídas ao IMC elevado, que leva a 5,799,277 anos de vida perdidos devido a condições (DALYs) para CCNTs, sendo as principais condições diabetes mellitus, doença cardíaca coronariana (isquêmica), acidente vascular cerebral e cânceres. Vale ressaltar que o Brasil é um dos 25 países selecionados para o Plano de Aceleração da OMS, com o compromisso de implementar as Recomendações para a Prevenção e Manejo da Obesidade ao longo da Vida, da OMS. Pesquisadores brasileiros exigem soluções coletivas para a obesidade No dia 4 de março, pesquisadores do Brasil e do México publicaram um artigo na Revista Nature Metabolism que destaca a necessidade de iniciativas destinadas a compreender a obesidade a partir de abordagens multidisciplinares e globais. Os autores são Sandra Roberta G. Ferreira, Yazmín Macotela, Licio A. Velloso e Marcelo A. Mori. No trabalho, pesquisadores da Unicamp, Universidade de São Paulo (USP) e Universidad Nacional Autónoma de México (Unam) elencam oito determinantes principais da obesidade: ambiente físico exposição alimentar interesses econômicos e políticos iniquidade social limitação do acesso ao conhecimento científico cultura comportamento contextual genética O distinto documento aponta uma inversão de tendências em comparação as últimas décadas. Atualmente, os países em desenvolvimento apresentam números elevados de obesidade, algo que era mais comum em países desenvolvidos. Esse aumento, segundo os pesquisadores, acontece por uma combinação de fatores estruturais e de contexto, que no artigo os pesquisadores denominam como determinantes sistêmicos. Confira alguns números de sobrepeso e obesidade em países da América Latina: Em adultos: 75% no México 74% no Chile 68% na Argentina 57% na Colômbia 55% no Brasil Em crianças: 53% no Chile 41% na Argentina 39% no México 30% no Brasil 22% na Colômbia Faça o download do Novo Atlas Mundial da Obesidade 2024 aqui. Confira o artigo de pesquisadores brasileiros publicado na Nature Metabolism aqui. Fonte: World Obesity Federation - Federação Mundial de Obesidade
- OMS abre as inscrições para pessoas com Diabetes participarem do Pacto Global em evento - Até 10/3
A Organização Mundial da Saúde (OMS) convida pessoas que vivem com diabetes a contribuírem com o Pacto Global de Diabetes (Global Diabetes Compact) e fazerem a diferença na prevenção e nos cuidados para com a condição no Evento de Engajamento para pessoas com diabetes. As inscrições vão até 10/3. Os objetivos do evento são compreender as barreiras à promoção de um envolvimento significativo das pessoas da comunidade com diabetes tipo 2 (DM2); e aprender com as experiências de pessoas que vivem com diabetes para refinar a experiência de aprendizagem interativa do Diabetes Kahoot da OMS e fornecer informações sobre as linguagens que a OMS usa sobre diabetes. Todas as manifestações de interesse serão analisadas de acordo com os procedimentos de devida diligência da OMS. Os critérios de seleção darão prioridade à representação equitativa de gênero, à diversidade geográfica e a uma variedade de condições de diabetes entre os participantes. Somente os selecionados serão notificados. Certifique-se de que seu formulário seja enviado até o prazo final de 10 de março de 2024. Para qualquer dúvida ou feedback, entre em contato com GDC2030@who.int. Salve em sua agenda: Evento de Engajamento da OMS para Pessoas com Experiência Vivida de Diabetes 2024 Data: 18/04/2024 Horário: 10h às 13h (horário de Brasília/DF) Inscreva-se aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- Conheça o Novo Atlas da Obesidade 2024, da WOF
A Federação Mundial de Obesidade (World Obesity Federation - WOF), com apoio e tradução do Painel Brasileiro da Obesidade (PBO)/Instituto Cordial, lança o Novo Atlas Mundial da Obesidade 2024, a sexta edição que apresenta estimativas para os níveis e tendências da prevalência da condição no Brasil e no mundo. O lançamento acontece no Dia Mundial da Obesidade. Em 2024, os temas que ganharam destaque na divulgação do importante documento englobam a obesidade infantil, que aumentou nos últimos anos, os impactos da COVID-19 em todo o mundo, que atinge e influencia no sobrepeso e obesidade na economia e, não menos importante, a probabilidade de atingir metas globais a partir dos números relatados no atual documento. Das 41 milhões de mortes anuais atribuídas às CCNTs, 5 milhões são impulsionadas pelo IMC elevado (≥ 25 kg/m2) e com base nas tendências atuais, até 2035, mais de 750 milhões de crianças (com idade entre 5 e 19 anos) deverão viver com sobrepeso e obesidade conforme medido pelo índice de massa corporal. O Brasil é um dos países citados no Atlas e, na atual edição, o crescimento anual de pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) preocupa: 1.9% é o número projetado de adultos com IMC alto (2020-2035) 1.8% número projetado de crianças com IMC alto (2020–2035) E para 2035 metade das crianças estarão com o IMC elevado. Este número, que atualmente está de 1 a cada 3 crianças no Brasil, pode passar para 50% dos casos entre pessoas de 5 a 19 anos nos próximos 11 anos. Entre as principais atribuições ao IMC elevado em crianças e jovens estão pressão arterial elevada, hiperglicemia e colesterol HDL baixo. O Atlas apresenta uma série de scorecards nacionais para 186 países, que incluem os dados sobre excesso de peso e condições crônicas não transmissíveis com base em estimativas atuais e projetadas para os jovens até 2035. Estas evidências têm fundamental importância para facilitar e dinamizar decisores políticos para fazerem a diferença. Por fim, a partir do novo Atlas Mundial da Obesidade é possível concluir que a região das Américas é uma das mais afetadas em todo o mundo com relação à incapacidade e mortes atribuíveis ao sobrepeso e a obesidade, ou seja, a condição se apresenta até mesmo em lugares com de média e baixa renda, que têm a interferência massiva de produtos ultraprocessados e baixo poder aquisitivo, sem a escolha necessária de alimentos mais saudáveis, além de um estilo de vida que propicie a saúde e o bem-estar. Faça o download do Novo Atlas Mundial da Obesidade 2024 aqui. Fonte: World Obesity Federation - Federação Mundial de Obesidade
- Candidate-se aos Novos Grupos Temáticos do FórumDCNTs
O FórumDCNTs está reformulando os Grupos Temáticos (GTs), e neste momento de construção está aberta a oportunidade para se candidatar ao GT que mais se identificar. A inscrição poderá ser feita até a meia noite do dia 24/02. Os Grupos Temáticos (GTs) são espaços neutros que convidam à participação dos setores público, privado e terceiro setor. Nelas são identificadas os principais problemas para que se avance em termos de prevenção e melhoria dos cuidados e dos indicadores de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) e de seus fatores de risco. Também são levantadas as ações prioritárias com potencial para reverter as ameaças ou acelerar as melhorias nas áreas, de forma multi- e inter-setorial e multistakeholder. Regras gerais para candidatura dos representantes das instituições: A composição do GT deve respeitar a Política de Conflito de Interesses do FórumDCNTs (disponível AQUI); Cada instituição (exceto setor privado, vide regra abaixo) poderá participar de, no máximo, dois GTs, mas não poderá ocupar a posição de facilitador/a ou co-facilitador/a em mais de um GT; Instituições do setor privado poderão participar de, no máximo, um GT (exceto as instituições que são parceiras anuais do FórumDCNTs, que poderão participar de, no máximo, dois GTs); Cada pessoa, independente da instituição, só poderá participar de um único GT. Abertura e Contextualização das Apresentações dos Grupos Temáticos 2023 Conheça os Pitchs de apresentação de cada Grupo Temático Alimentação Saudável Facilitadora: Marília Albiero (ACT Promoção da Saúde) Co-facilitadora: Luísa Haddad (Pé de Feijão) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de políticas públicas que beneficiem o consumo de alimentos saudáveis alinhado ao guia alimentar para população brasileira. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Avanço das políticas públicas de promoção de alimentação saudável e restrição dos ultraprocessados. Asma Facilitadora: Zuleid Mattar (ABRA) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de educação e capacitação de profissionais de saúde para pronto reconhecimento do paciente asmático e encaminhamento para tratamento. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Encaminhamento da pessoa com asma ao serviço de atenção básica, e se necessário ao especialista. Diabetes Facilitadora: Karla Melo (SBD) Co-facilitador: Elton Sady (UFMG) Co-facilitadora: Michely Arruda (Doce Vida) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Ausência de ações de educação permanente em saúde com ênfase na linha de cuidado do diabetes envolvendo gestores, profissionais de saúde e pacientes. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Espera-se que as atividades contribuam para ampliar as boas práticas no enfrentamento ao diabetes, estimulem o autocuidado e, sobretudo, promovam a conscientização sobre a relevância epidemiológica, econômica e social da carga do diabetes no país. Doenças Cardiovasculares Facilitadora: Patrícia de Luca (AHF) Co-facilitador: Márcio Galvão (UFBA) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de diagnóstico de doenças cardiovasculares na atenção primária. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Estabelecimento do pacote básico, mínimo necessário, para diagnóstico oportuno para DCVs, contendo exames de albuminuria, glicemia, pressão arterial, triglicérides, colesterol total e HDL e hemoglobina glicada, além de peso, altura e circunferência da cintura. Doenças Respiratórias Facilitadora: Angela Honda (ProAr) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Ausência de Plano nacional de Doenças Respiratórias. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Desenho do Plano Nacional de Doenças Respiratórias. Obesidade Facilitadora: Andréa Levy (Obesidade Brasil) Co-facilitador: Guilherme Nafalski (Instituto Cordial) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Dificuldades para o acesso ao cuidado da pessoa com obesidade. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Ampliar a participação das pessoas com obesidade na identificação dos problemas de acesso aos serviços de saúde; Ampliar a discussão dentro do Ministério da saúde acerca da dificuldade de acesso para a pessoa com obesidade; Maior difusão das políticas sobre a obesidade. Oncologia Facilitadora: Helena Esteves (Oncoguia) Co-facilitadora: Luana Ferreira (ABRALE) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Dificuldade de acesso ao cuidado adequado pelas pessoas com câncer no SUS (acesso a consultas e exames). MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Desenvolver os caminhos para a melhora do acesso a consultas e exames até o final do ano, alinhando com os diversos atores envolvidos. Prevenção de CCNTs em adolescentes Facilitadora: Angelica Duarte (Plan International) Co-facilitador: Glauber Gonçalves (SME-SP) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Adolescentes não estão no centro de nenhuma política de prevenção de CCNTs. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Fortalecimento do Programa Saúde na Escola com direcionamento também para adolescentes; Incluir saúde mental na PSE; Regulamentação da alimentação escolar. Saúde Digital e CCNTs Facilitadora: Camila Sartorato (Horas da Vida) Co-facilitadora: Iseli Reis (Fleximedical) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de acesso a ferramentas digitais para prescrição, diagnósticos e cuidados de CCNTs. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Index de ferramentas digitais; Maior engajamento e uso de ferramentas por pessoas com CCNTs. Saúde Mental e Neurológica Facilitadora: Marta Axthelm (ABRATA) PROBLEMA PRIORITÁRIO: Estigma em saúde mental por parte dos profissionais de saúde da atenção básica, relacionado à falta de preparo e treinamento específico. MUDANÇAS ESPERADAS COM ESSAS AÇÕES ATÉ O FINAL DE 2023: Almeja-se que o estigma em saúde mental seja um tema em alta nas discussões em diferentes setores da sociedade e que haja ao menos uma turma em andamento na capacitação.
- World Heart Federation atualiza Roadmap para prevenção secundária de doenças cardiovasculares
A Federação Mundial do Coração (World Heart Federation-WHF) lançou nova edição do seu Roadmap para prevenção secundária de doenças cardiovasculares (DCV), as quais matam mais de 20 milhões de pessoas anualmente, cerca de um terço de todas as mortes no mundo. A publicação atualiza a literatura científica relacionada à redução da probabilidade de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral em pessoas com doenças cardiovasculares ateroscleróticas, responsáveis por mais de 85% do ônus das DCV no mundo (mortes prematuras, incapacidade e aumento dos gastos com saúde). O WHF Roadmap for Secondary Prevention of CVD traz avanços na saúde digital, as diretrizes de 2021 da Sociedade Europeia de Cardiologia sobre prevenção de doenças cardiovasculares na prática clínica, e a inclusão na lista de medicamentos essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) de combinações de pílula única para hipertensão. Destinado a formuladores de políticas, profissionais e gestores da saúde, o documento apresenta estratégias para lidar com desafios como a falta de acesso à saúde e medicamentos, infraestrutura insuficiente de atenção primária e inércia clínica. Faça o download do roadmap aqui. Confira o sumário do documento aqui.
- Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs 2024 - Inscrições até 23/2
O FórumCCNTs anuncia a abertura das inscrições do processo seletivo para o Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder para Enfrentamento às CCNTs no Brasil 2024. O período de inscrições se encerra em 23/02/2024. O FórumCCNTs receberá inscrição de projetos implementados no território brasileiro, em andamento ou encerrados há menos de um ano, de acordo com critérios de elegibilidade (vide edital abaixo). Entre os projetos inscritos, os 15 melhores serão agraciados com a oportunidade de apresentação durante o 14º Encontro do FórumCCNTs, sendo 5 com apresentação oral e 10 com pôster, em Abril de 2024; os 15 terão o contato de seus líderes compartilhados com as instituições dos diferentes setores que estarão participando deste encontro, a fim de facilitar potenciais parcerias. Na ocasião, serão anunciados pela Comissão Avaliadora o primeiro, o segundo e o terceiro lugares, entre os 5 projetos selecionados para apresentação oral, que receberão 15, 10 e 5 mil reais, respectivamente, com o objetivo de impulsionar o ganho de escala desses projetos. O Concurso valoriza projetos inovadores com resultados compartilháveis, mesmo que preliminares, nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico e tratamento de uma ou mais CCNTs ou fatores de risco para elas. É desejável, mas não obrigatório, que os projetos contenham a participação ativa da comunidade para a qual se destinam em seu desenvolvimento, e que beneficiem populações vulneráveis. Edital: Formulário para inscrição - Até 23 de fevereiro de 2024: Parceiros Institucionais: ABQV (Instagram) ACT Promoção da Saúde (Facebook / Instagram / Twitter - X) ADJ (Facebook / Instagram / LinkedIn) Fleximedical (LinkedIn) Momento Diabetes (Site)












