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  • Vital Strategies e CTFK abrem as inscrições de bolsas na 35ª Rodada da Iniciativa Bloomberg para Reduzir o Uso do Tabaco - Até 22/2

    Vital Strategies (VS) e pela Campaign for Tobacco-Free Kids (CTFK) promovem a 35ª Rodada da Iniciativa Bloomberg para Reduzir o Uso do Tabaco, a fim de elencarem ideias de projetos que visem a Interferência na Indústria do Tabaco ou a Cessação do uso da substância, com participação do Brasil e de outros nove países. A submissão de projetos vai até 22/02. O Programa de Subsídios para o Controle do Tabaco é um componente importante da Iniciativa Bloomberg para Reduzir o Uso do Tabaco. O Programa de Subsídios é competitivo e apoia projetos para desenvolver e fornecer intervenções de controle do tabaco baseadas em evidências e de alto impacto, alinhadas com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco e as diretrizes para sua implementação. O Programa é administrado conjuntamente pela Vital Strategies (VS) e pela Campaign for Tobacco-Free Kids (CTFK). Nas primeiras 34 rodadas do Programa foram 852 subsídios foram aprovados em 65 países. Será dada prioridade a projetos que conduzam a melhorias sustentáveis nas leis, regulamentos e políticas de controle do tabaco a nível nacional ou regional (por exemplo, províncias, estados, cidades). As propostas de projetos devem centrar-se nas prioridades políticas de controle do tabaco, incluindo (mas não limitadas a): Medidas fiscais e de preços; Proibições de publicidade direta e indireta (incluindo promoção e patrocínio); Estabelecimento de políticas antifumo para locais públicos e locais de trabalho; Políticas para rótulos gráficos de advertência em produtos de tabaco; Política do Artigo 5.3 da FCTC (isto deve estar associado ao fortalecimento das políticas MPOWER). Podem ser apresentadas propostas para subsídios de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 248 mil na cotação atual) a US$ 250 mil (aproximadamente R$ 1.2 milhão na cotação atual) por ano. Serão consideradas propostas de projetos entre seis e vinte e quatro meses. Os níveis de financiamento devem ser consistentes com o âmbito e a capacidade da sua organização. A razoabilidade dos custos é um fator na consideração das propostas. Informações importantes Subsídios de Interferência na Indústria do Tabaco: Para candidatos interessados em propor um projeto de curto prazo de até 6 meses, que se concentre principalmente na identificação, exposição e combate às atividades da indústria do tabaco que prejudicam as medidas de controle do tabaco. Estas subvenções direcionadas de curto prazo são apoiadas pela Iniciativa Bloomberg no âmbito de um programa de financiamento separado. Para obter mais informações sobre Subsídios de Interferência da Indústria do Tabaco, clique aqui, ou envie um e-mail grants@exposetobacco.org. Para candidatos que desejam incluir o combate à interferência da indústria do tabaco em um prazo mais longo, como um projeto focado em políticas, inscreva-se nas Rodadas Abertas e Estratégicas da Iniciativa Bloomberg para Reduzir o Uso do Tabaco de acordo com as instruções acima. Clique aqui para saber mais. Subsídios para Cessação: Para candidatos interessados em propor um projeto de longo prazo, de até 24 meses e US$ 400 mil (aproximadamente R$ 2 milhões na cotação atual), que se concentre na cessação do tabagismo, com foco específico em aconselhamento breve sobre cessação, linhas diretas nacionais e/ou cessação do tabagismo. Estas subvenções são apoiadas pela Iniciativa Bloomberg no âmbito de um programa de financiamento separado. Para os candidatos que desejam incluir trabalho de cessação do tabagismo em menor escala, considere se inscrever nas Rodadas Abertas e Estratégicas da Iniciativa Bloomberg para Reduzir o Uso do Tabaco clicando aqui, de acordo com as instruções acima. Para obter mais informações sobre a cessação, clique aqui, ou envie um e-mail para tabacocontrolgrants@vitalstrategies.org. Inscrições Os candidatos devem primeiro enviar uma breve "Ideia de Projeto". Os participantes poderão submeter mais de uma Ideia de Projeto; no entanto, propostas duplicadas serão consideradas inelegíveis. A submissão de projetos vai até às 9 horas (horário de Brasília) do dia 22 de fevereiro de 2024. As inscrições serão aceitas apenas em inglês. Acesse a Chamada de Propostas em inglês aqui. Acesse a Chamada de Propostas em espanhol aqui. Fonte: Campaign for Tobacco-Free Kids (CTFK)

  • FórumCCNTs defende oportunidades genuínas de engajamento nos processos decisórios para pessoas com condições crônicas

    Assunto é discutido em artigo publicado no Journal of Patient Experience, cujo primeiro autor é o Coordenador-geral do FórumCCNTs, Dr. Mark Barone Um dos direitos das pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) é participar dos processos de tomada de decisão referentes à própria saúde, entre eles a definição de agendas, construção de políticas públicas e avaliação de programas. Esse princípio tem sido defendido globalmente, o que resultou em avanços como o desenvolvimento, pela Organização Mundial de Saúde, de um framework para auxiliar os estados-membros na adoção de medidas que favoreçam o engajamento significativo de pessoas com CCNTs nos debates que podem impactar sua saúde. No entanto, esforços são necessários a fim de garantir que as oportunidades de envolvimento sejam genuínas e não apenas aparentes ou, como os autores alertam, tokenistic. O assunto é abordado no artigo intitulado Meaningful engagement of people living with noncommunicable diseases: challenges and opportunities, publicado neste mês pelo Journal of Patient Experience e assinado pelo Dr. Mark Barone, Coordenador-geral do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), e a Sra. Emma Klatman, gerente de políticas globais e advocacy da Life for a Child. O texto alerta sobre práticas que parecem ser inclusivas, mas restringem a contribuição e a influência das pessoas que vivem com CCNTs em discussões a respeito de melhorias para sua saúde. Também apresenta recomendações para as instituições que desejam promover a colaboração ativa dessas pessoas nos processos decisórios formais. O artigo lembra que as pessoas com CCNTs não possuem representação equitativa em termos numéricos em relação aos demais stakeholders. O peso de suas opiniões também não é o mesmo. Por serem vistas como leigas, são excluídas dos debates com especialistas, pois o conhecimento que adquirem com o autogerenciamento diário de suas condições crônicas não é tido como valioso para as tomadas de decisão. Muitas vezes, sua voz é restrita a simples relatos acerca de suas experiências. Entre as orientações dos autores para evitar o envolvimento “tokenístico” e superficial das pessoas com CCNTs, está o uso de uma linguagem desestigmatizante pelos diferentes atores sociais, como profissionais de saúde, pesquisadores, formuladores de políticas e jornalistas. “Essa participação limitada pode ser perpetuada pela maneira como alguns profissionais da área da saúde e outras partes interessadas veem e rotulam de ‘pacientes’ as pessoas que vivem com CCNTs”, afirmam Barone e Klatman. Eles sublinham a etimologia da palavra paciente - derivada do latim patientem, cujo significado é sofrer/padecer, ela implica, de acordo com os autores, em “um sofredor passivo à espera de tratamento”. Além da comunicação empática e respeitosa, o artigo sugere outras condutas, dentre as quais: convidar pessoas com CCNTs e organizações que as representam a participar de todas as etapas dos processos de tomada de decisão, assegurando que tenham voz e poder de voto; incluir, entre esses convidados, pessoas pertencentes a grupos minoritários; e oferecer a capacitação e as ferramentas necessárias para que as pessoas com CCNTs defendam seus direitos com confiança. Os autores concluem que, equipadas com saberes e habilidades, essas pessoas passam a ter características de “impacientes”, engajando-se tanto em seus autocuidados quanto na construção colaborativa de programas e políticas que as afetam. Com isso, tornam-se indispensáveis e insubstituíveis nos processos de tomada de decisão. Confira a matéria sobre a participação do FórumCCNTs na Assembleia Geral da ONU aqui. Confira o artigo publicado no Journal of Patient Experience aqui.

  • OMS debate agenda da Assembleia Mundial da Saúde com foco no Pacto Global sobre Diabetes

    O Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou a sua 154ª sessão de 22 a 27 de janeiro de 2024, com o objetivo de chegar a um acordo sobre a agenda da Assembleia Mundial da Saúde e as resoluções a serem consideradas por ela. A reunião pautou, principalmente, o Pacto Global sobre Diabetes, lançado em 2021. O Pacto foi lançado em um momento que coincidiu com o 100º aniversário da descoberta da insulina e em resposta ao crescente número de casos da condição em todo o mundo, com o Brasil como o sexto país com maior prevalência de pessoas com diabetes em todo o planeta. Na reunião, o Secretariado da OMS apresentou um relatório sobre "Acompanhamento da declaração política da terceira reunião de alto nível da Assembleia Geral sobre a prevenção e gerenciamento de condições crônicas não transmissíveis" para orientação do Conselho Executivo. Este relatório destaca o lançamento do Pacto Global sobre Diabetes em 2021 e a adoção de metas globais de cobertura do diabetes na 75ª Assembleia Mundial da Saúde em 2022. Para complementar o relatório, o Secretariado da OMS preparou uma visão abrangente do trabalho técnico que descreve as principais ações, abordagens, iniciativas e atribuições globais realizadas pelos três níveis da OMS, inclusive para o diabetes. Sobre o Pacto Global sobre Diabetes da OMS O Pacto Global sobre Diabetes da OMS foi lançado na Cúpula Global sobre Diabetes, co-organizada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Governo do Canadá, com o apoio da Universidade de Toronto, em 14 de abril de 2021. O Pacto tem como visão reduzir o risco de diabetes e garantir que todas as pessoas diagnosticadas com diabetes tenham acesso a tratamento e cuidados equitativos, abrangentes, acessíveis e de qualidade. Acesse o relatório aqui. Acesse o complemento ao Relatório do Diretor-Geral no documento EB154/7 aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Ofício à Ministra sobre "Risco de falta de análogos de ação rápida de insulina no SUS" - FórumDCNTs

    Leia abaixo o conteúdo do Ofício (protocolo nº25000.047586/2023-00) enviado à Ministra da Saúde do Brasil, Dra. Nísia Trindade, com o posicionamento do Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil e parceiros referente ao risco de desabastecimento de análogos de insulina de ação rápida no SUS a partir de maio deste ano. Data: 06 de abril de 2023 Assunto: Ofício à Exma Ministra da Saúde do Brasil - Ref. Risco de desabastecimento de análogos de insulina rápida no SUS - FórumDCNTs e Entidades de Diabetes À Excelentíssima Senhora Ministra da Saúde do Brasil Dra. Nísia Trindade Lima O FórumDCNTs, iniciativa que tem como objetivo favorecer parcerias entre os setores público, empresas privadas e entidades do 3º setor para o desenvolvimento e a implementação de soluções efetivas, sustentáveis e escaláveis para as Condições/Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs), e seus parceiros - especialmente aqueles que endossam este ofício - estão acompanhando de perto as notícias sobre o risco de desabastecimento de análogos de insulina de ação rápida no Sistema Único de Saúde (SUS), assim como os planos de mitigação divulgados (disponível também aqui). Entendemos ser um assunto de extrema importância, uma vez que os riscos para as pessoas que vivem com diabetes e dependem desse medicamento não podem ser minimizados. É importante recordarmos que, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes (IDF, 2021), no Brasil existem cerca de 15,7 milhões de pessoas com diabetes, sendo que aproximadamente 588 mil têm diagnóstico de diabetes tipo 1 e necessitam de insulina diariamente para sobreviver (1). De acordo com relatório recente do TCU (2), são 252.172 que dependem do tipo de insulina que pode vir a faltar. Entendemos que o Ministério da Saúde está em processo aquisitivo de caráter emergencial com a participação de empresas estrangeiras, nos termos da RDC n° 203/2017. Congratulamos o Ministério pela busca de alternativas para abastecimento da rede, a saber o contato com a OPAS para verificar a possibilidade de auxílio para aquisição internacional e também a possibilidade de que estados possam adquirir o medicamento, com posterior ressarcimento. Contudo, a proposta feita de substituição da insulina análoga de ação rápida pela insulina regular acarreta enormes riscos, como o aumento do risco de episódios de hipoglicemias, especialmente os episódios graves e noturnos, situações que podem causar a morte da pessoa com diabetes. Os regimes de insulina baseados em insulina humana de ação curta (regular) são limitados em sua capacidade de reproduzir o perfil fisiológico da secreção endógena de insulina (3). Dados de uma metanálise realizada pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) evidenciaram uma redução de 32% nos episódios de hipoglicemia grave e de 45% nos episódios de hipoglicemia noturna em favor das insulinas análogas de ação rápida quando comparadas com a insulina regular (4). Em contatos informais com Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, com o CONASS e o CONASEMS, tivemos a informação de que há Secretarias cujo estoque de insulinas análogas de ação rápida é suficiente para apenas 15 dias. Acompanhamos, também, nota de indústria farmacêutica com fábrica de insulinas no Brasil, informando que conseguiria entregar esse tipo de insulina apenas em junho e, ao mesmo tempo, fomos informados que até o momento esta mesma empresa não foi contatada para tanto. Considerando a urgência e os riscos associados ao iminente desabastecimento, apelamos ao Ministério da Saúde para a busca de alternativas de aquisição junto às indústrias que regularmente atendem às demandas de aquisição do SUS. Concluímos nosso apelo para que o Ministério da Saúde empenhe todos os esforços em ações para a regularização dos estoques e seu encaminhamento às Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde. O FórumDCNTs e seus parceiros se colocam à disposição para contribuir com todos os esforços para solucionar este problema com a maior brevidade possível - auxiliando também no contato com entidades internacionais, caso necessário -, tendo em vista as graves consequências, conforme citado, para preservar a saúde dos milhares de brasileiros que vivem com diabetes e que precisam das insulinas análogas de ação rápida para viver. Mark Barone, PhD Coordenador Geral Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs (FórumDCNTs) ForumDCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Elton Junio Sady Prates Coordenador Geral Comitê Estudantil da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Minas Gerais coestmg@gmail.com https://abenmg.com.br/comite-estudantil/ Fadlo Fraige Filho, MD, PhD Presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) anad@anad.org.br www.anad.org.br www.fenad.org.br Jaqueline Correia Presidente Instituto Diabetes Brasil institutodiabetesbrasil@gmail.com www.institutodiabetesbrasil.com Michely Arruda Bernardelli Presidente Associação Doce Vida docevidaassociacao@gmail.com @docevidalages Mônica S. Vilela da Mota Silveira, MD, PhD Presidente Instituto de Saúde Mental e Diabetes contato@institutodesaudementalediabetes.com msvms@unicamp.br Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD Vice-Presidente ADJ Diabetes Brasil presidente@adj.org.br www.adj.org.br ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Referências 1.IDF Diabetes Atlas, 2021. 10th Edition. Disponível em: https://diabetesatlas.org/atlas/tenth-edition/ Acesso em: 06/04/2023. 2. Tribunal de Contas da União, 2023. Solicitação do Congresso Nacional. Ciência à Autoridade Solicitante Achado em Auditoria em Curso. Relatório. Disponível em: https://static.poder360.com.br/2023/03/acordao-diabetes.pdf. Acesso em: 06/04/2023. 3. Kaiserman K, Jung H, Benabbad I, Karges B, Polak M, Rosilio M. 20 Years of insulin lispro in pediatric type 1 diabetes: a review of available evidence. Pediatr Diabetes. 2017 Mar;18(2):81-94. doi: 10.1111/pedi.12401. Epub 2016 Jul 8. PMID: 27390032. 4. Silva Júnior WS, Gabbay M, Lamounier R, Bertoluci M. Insulinoterapia no diabetes mellitus tipo 1 (DM1). Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2022). doi: 10.29327/557753.2022-5, ISBN: 978-65-5941-622-6.

  • FórumDCNTs publica artigo no BMJ alertando que Distúrbios do sono aumentam mortes por CCNTs

    Em artigo publicado no British Medical Journal (BMJ), especialistas brasileiros alertam que os distúrbios do sono são desconsiderados como fator de risco para diabetes, câncer e hipertensão, entre outras doenças crônicas A revista científica British Medical Journal (BMJ) publicou, no dia 20 de novembro, artigo assinado por especialistas brasileiros que alerta para a escassez, em todo o mundo, de ações de enfrentamento aos distúrbios do sono. O texto adverte que a negligência com esses distúrbios impedirá a redução da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis em um terço até 2030, como parte da meta 3.4 dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU). Os autores também expressam preocupação com o fato de que os problemas que afetam a qualidade e continuidade do sono são ignorados nas discussões sobre o alcance desta meta, realizadas por órgãos globais relevantes, como a Organização Mundial de Saúde (OMS). Não obstante, os distúrbios do sono são reconhecidos pela comunidade científica como fator de risco para o surgimento e/ou agravamento de condições e doenças crônicas não transmissíveis (CCNTs/DCNTs) como obesidade, hipertensão, diabetes, dor, transtornos mentais, doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral (AVC), além de câncer de mama, próstata e colorretal. Considerados uma epidemia global pela própria OMS, os distúrbios do sono são amplamente prevalentes, prejudicando a saúde e qualidade de vida de cerca de 40 a 45% da população mundial. A Classificação Internacional de Distúrbios do Sono lista mais de 70 transtornos. Estudos de 2019 mostraram que os mais prevalentes são a apneia obstrutiva do sono (AOS), que atinge quase um bilhão de pessoas no mundo, e a insônia, que aflige 30% dos adultos. Pesquisadores atestaram, em 2021, que pessoas com insônia crônica apresentam um risco 21% maior de hipertensão. Em 2017, cientistas constataram que a insônia crônica acarreta um risco 51% maior de diabetes tipo 2. Ambas as condições estão associadas à diminuição da funcionalidade e aumento do risco de acidentes, redução da imunidade e maior risco cardiovascular. No Brasil, ao mesmo tempo que a prevalência dos distúrbios do sono está entre as mais elevadas, raramente a população busca orientação e tratamento. O país está entre os dez com maior número estimado de indivíduos com AOS, 27 milhões de brasileiros. Com os maiores índices de ansiedade do mundo, o país também está incluído, não por acaso, entre aqueles em que menos se dorme. O artigo veiculado pelo BMJ conclama os países a implementarem, em caráter de urgência, políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento dos distúrbios do sono. “A identificação oportuna e manejo adequado desses transtornos contribuem para a prevenção primária, secundária e terciária de CCNTs”, lembra o Dr. Mark Barone, pesquisador do tema e coordenador do FórumDCNTs. “Tomadores de decisão e formuladores de políticas devem reconhecer a gravidade desses distúrbios, que são comparáveis aos tradicionais fatores de risco para condições crônicas, como tabaco, álcool, sedentarismo e alimentação não saudável”, defende Barone. O especialista revela que no Brasil há um esforço intersetorial que já publicou, neste ano, call-to-action às autoridades e material educativo para profissionais e gestores de saúde, para que os distúrbios do sono recebam a atenção necessária. Assinam o artigo, em conjunto com o Dr. Barone, Elton Prates e Júlia Silveira, ambos também do FórumDCNTs, a Profa. Claudia Moreno, Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), e a Profa. Ana Carolina Micheletti, Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (EE-UFMG). Artigo está entre top 5% de atenção global a publicações científicas, de acordo com contador no site do British Medical Journal (BMJ) Na Imprensa: Ana Maria Estadão Estado de Minas FSP-USP iG O Globo R7 Terra Valor Econômico

  • Carta Aberta de Prioridades às Autoridades 2023/2024 - FórumCCNTs

    A carta abaixo, documento produzido ao final de cada ano e que apresenta as prioridades compiladas pelo FórumCCNTs e seus mais de 200 parceiros, foi enviada a autoridades, com destaque à Ministra da Saúde do Brasil, Dra. Nísia Trindade, ao CNS, ao CONASS, ao CONASEMS, a Deputados(as) Federais e Senadores(as), Secretários(as) Estaduais e Municipais entre outros líderes e instituições. O Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), iniciativa inter e multi setorial e multi stakeholder, fundada em 2017, através da colaboração entre as principais organizações não governamentais, empresas da área da saúde, universidades e órgãos do governo e multilaterais, se reuniu pelo sexto ano, em vinte e um encontros ao longo de 2023, para identificar prioridades sobre as diferentes condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e seus fatores de risco, bem como facilitar a implementação de estratégias integradas, sustentáveis, custo-efetivas e baseadas em evidências para a prevenção, rastreio, diagnóstico, controle e tratamento das CCNTs no Brasil. A atenção e parceria de V. Exa. é fundamental para enfrentarmos efetivamente as prioridades, aqui resumidas e publicadas em nosso site, identificadas pelas mais de 200 instituições participantes, listadas ao final deste documento. Relembramos que um dos objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU é assegurar uma vida saudável, com a meta 3.4 de redução em 1 ⁄ 3 da mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis via prevenção e tratamento até 2030. Para que consigamos cumprir esse objetivo, é necessário priorizar de imediato ações de promoção da saúde, implementando políticas públicas intra e intersetoriais, com parcerias entre as instituições públicas e privadas, visando a prevenção, o diagnóstico e o tratamento das CCNTs. Lembramos, também, que o meio em que se vive, incluindo os determinantes sociais, ambientais e comerciais presentes, afetam diretamente a saúde da população. Entre as prioridades identificadas pelo FórumCCNTs e seus membros durante o ano de 2023, e sobre as quais nos colocamos à disposição para auxiliar em ações imediatas, destacamos: - Necessidade de implementação, organização, desenvolvimento e melhoria das Linhas de Cuidados para diferentes condições/doenças crônicas não transmissíveis: Para o diabetes (DM) são fundamentais as ações de educação permanente em saúde, com o fortalecimento da atenção primária. Um programa nacional de educação em diabetes sobre autocuidados, para pessoas que vivem com a condição, deve ser priorizado. É absolutamente necessária a organização das linhas de cuidado, bem como a mudança da dispensação dos análogos de insulina das Farmácias de Alto Custo para a Atenção Primária. Cumprimentamos a CONITEC pela revisão do PDCT para DM2, na expectativa de ter nossas recomendações contempladas e lembramos sobre as prioridades para melhorar os desfechos de diabetes do país que encaminhamos ao Presidente da República e ainda carecem de atenção. Apenas com esses ajustes será possível melhorar efetivamente o cenário do diabetes e outras condições crônicas associadas no Brasil – dados do T1D Index indicam que o brasileiro, a depender do estado em que reside, perde de 32 a 48 anos saudáveis de vida em decorrência do DM1, com mais de 25 anos de redução de expectativa de vida. Nas doenças respiratórias e nas doenças cardiovasculares é primordial priorizar a elaboração das linhas de cuidado para as condições mais prevalentes, sem deixar as menos prevalentes desassistidas. À semelhança de outras CCNTs, é fundamental garantir um fluxo de atendimento adequado, para que as pessoas possam ser motivadas ao autocuidado da sua condição e ainda garantir informação adequada e com qualidade tanto para essas pessoas quanto para os profissionais de saúde. Também no caso do tratamento das doenças respiratórias e cardiovasculares, a mudança da dispensação dos medicamentos das Farmácias de Alto Custo para a Atenção Primária permitiria aumentar a capilaridade, garantindo que os tratamentos sejam dispensados a todos os que deles necessitam. É imperativo reduzir o número alarmante de 40 mil mortes anuais por DPOC e seis pessoas mortas por complicações da asma a cada dia no Brasil, por exemplo. A implementação de uma Linha de Cuidado para Distúrbios do Sono também deve ser priorizada - conforme proposto no call-to-action, e encaminhado ao Ministério da Saúde em 2023 -, dado que os distúrbios do sono são CCNTs de alta prevalência e são fatores de risco para diabetes, DCV, obesidade e câncer. A Linha de Cuidado para a Obesidade, por se tratar de uma condição muito complexa, para a qual não se está conseguindo atingir as metas do Plano de DANT, precisará ser revisada, organizando, ampliando e aprimorando as estratégias ali contidas. É fundamental fortalecer estratégias e políticas de prevenção e tratamento da obesidade como problema de saúde pública e fator de risco para outras CCNTs, engajando os diferentes setores nesta missão. No caso da Saúde Mental, é primordial assegurar a sua inclusão nas Linhas de Cuidado de CCNTs, visando a prevenção, redução de riscos, rastreio, acolhimento e tratamento oportunos, com a melhoria das condições para que os profissionais da APS sejam capazes de reconhecer e acompanhar casos de Saúde Mental, não deixando toda a demanda para os CAPS. - Necessidade de aprimoramento das políticas públicas que beneficiem o consumo de alimentos saudáveis, alinhado ao Guia Alimentar para População Brasileira, com a desoneração da alimentação saudável e a criação de impostos sobre produtos não-saudáveis (incluindo além de tabaco e álcool, as bebidas açucaradas e os alimentos ultraprocessados). - Melhorar o acesso ao cuidado adequado das pessoas com câncer no SUS, garantindo que todos possam ter cuidados integrais, abrangentes e eficientes, apresentando e utilizando estratégias, incluindo aquelas de saúde digital, que permitam reduzir as iniquidades entre os usuários do sistema. É necessário incentivar o engajamento dos profissionais de saúde no cuidado às pessoas com câncer e criar protocolos/Linhas de Cuidado que considerem prevenção, rastreamento, diagnóstico precoce, reabilitação e tratamento em tempo hábil, buscando estratégias para a redução do tempo até ao diagnóstico e tratamento e diminuindo a fragmentação no cuidado das pessoas com câncer. De acordo com o Instituto Oncoguia, em praticamente 44% dos casos de câncer de mama a lei dos 60 dias não é cumprida. A jornada da pessoa fica ainda mais desafiadora quando 11 em cada 20 pessoas precisam sair de sua cidade para manter seu tratamento, realidade das regiões de maior vulnerabilidade social no Brasil. - Melhorar a atenção, o rastreio, o diagnóstico e o monitoramento de CCNTs, com destaque a Saúde Mental, Obesidade, Câncer, Dor Crônica, DRC Asma, DPOC, Diabetes, Hipertensão, DCV e Apneia Obstrutiva do Sono, facilitando a busca por tratamento e potencialmente prevenindo o agravamento destas condições de saúde. Também é fundamental a capacitação e educação permanente multiprofissional, especialmente na atenção primária, para o reconhecimento dessas condições como doenças, permitindo o diagnóstico precoce e facilitando o acesso ao tratamento. A realização de estudos e intervenções relacionadas ao diagnóstico destas condições na atenção primária se faz necessária para a detecção precoce e o melhor controle das mesmas. Adoção de um pacote mínimo de exames na APS (exames de hemoglobina glicada, perfil lipídico, função renal, entre outros), para rastreio, diagnóstico e monitoramento do Diabetes e das suas complicações (incluindo doença renal, retinopatia e neuropatia), da Doença Renal Crônica (DRC), da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), das DCVs e seus principais fatores de risco e de outras CCNTs. Para isso, é fundamental implementar tecnologias custo-efetivas (como o point-of-care para dosagem de HbA1c, as calculadoras de risco e os aplicativos de autogestão assistida), que permitam ajustes terapêuticos, potencializando a prevenção de complicações. Fortalecer a rede para acesso a procedimentos e tecnologias para casos de urgência/emergência, como tomografia, ECG, trombolítico e trombectomia mecânica, sem deixar de investir na prevenção secundária e terciária. No relatório da OMS divulgado no final de 2023, consta haver 50,7 milhões de adultos entre os 30-79 anos com hipertensão no Brasil, sendo que apenas 33% apresentam a condição controlada. No Brasil, há um subdiagnóstico significativo da DRC, uma vez que a prevalência é calculada apenas com base no diagnóstico autorreferido encontrado nos inquéritos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 - a prevalência, neste caso, é de 1,4% da população brasileira. Quando são considerados os dados laboratoriais da PNS (informações de dosagem de creatinina no sangue), o resultado é quatro vezes maior, de 6,7%. Dados de outros estudos, que incluem também a albuminúria, ou seja, a perda de albumina pela urina, elevam a prevalência da DRC para 8,9% da população brasileira. No caso da DPOC, o percentual de subdiagnóstico no Brasil é de 71,4%, em indivíduos com fatores de risco atendidos na atenção primária. Devido ao fato de não ser considerada uma condição/doença sistêmica, não é avaliada como parte do sistema de vigilância das condições/doenças crônicas. No Brasil, entre 25% a 47% dos adultos e 66% dos idosos têm dor crônica, pelo que esta condição precisa ter seu espaço devidamente respeitado para sensibilizar cada vez mais a sociedade para seus riscos para a saúde, assim como estratégias educacionais para prevenir e tratar essa condição. É essencial referir que mais de 50% das pessoas com obesidade têm dor crônica. Além de pessoas com complicações do diabetes, com câncer ou obesidade, outras condições, como neuromusculares, também estão ligadas diretamente à dor. Destacamos que uma nova publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que 75% das crianças ficaram sem receber vacinas em 20 países durante o ano de 2021, sendo o Brasil uma das nações que está entre as elencadas pelo estudo, o que causa grande preocupação. Ações do Ministério da Saúde, em 2023, permitiram aumentar a cobertura vacinal para oito vacinas do calendário infantil. Um indicador positivo e pelo qual cumprimentamos este Ministério. É importante, no entanto, salientar que a cobertura vacinal para adolescentes com a vacina do HPV e as de grupos de maior risco com destaque a CCNTs (vacinas para influenza e acesso às vacinas nos CRIE) ainda se encontra longe da meta, o que enfatiza a necessidade contínua de ações que modifiquem este cenário. O FórumCCNTs tem, continuamente, promovido ações nesse contexto, tendo como objetivo contribuir para que o nosso país alcance suas metas de cobertura vacinal, por meio do aumento da adesão ao Programa Nacional de Imunizações, bem como para a redução, entre as pessoas com CCNTs, das internações e da morbidade e mortalidade por doenças infecciosas evitáveis. Entre as ações promovidas em 2023, destaca-se a publicação de e-books gratuitos sobre vacinação em pessoas com CCNTs/DCNTs para profissionais de saúde e população em geral, disponíveis para uso gratuito. Destacamos também a importância da prevenção, diagnóstico, monitoramento e cuidado dos distúrbios do sono, principalmente em pessoas com ou em risco de desenvolver CCNTs. O sono ainda não é amplamente priorizado pelo SUS, com escassez de atenção, e de políticas públicas direcionadas à prevenção e manejo dos distúrbios do sono e de arsenal terapêutico disponível. O FórumCCNTs promoveu ao longo de 2023 diversas ações para promover o diálogo entre os diversos stakeholders e a informação sobre o tema, se destacando um evento híbrido, do qual resultou um call-to-action assinado por mais de 20 parceiros, levando propostas sobre o tema à Conferência Nacional de Saúde e, ainda, a publicação de um e-book gratuito para a educação de profissionais de saúde e gestores, e uma publicação em revista científica internacional. Gostaríamos de enfatizar as Diretrizes e Propostas aprovadas na Conferência Livre do FórumCCNTs, que teve como objetivo debater e aprovar ações efetivas para conduzir à 17ª Conferência Nacional de Saúde, assim como aquelas aprovadas na Conferência Livre Nacional de Saúde Mental e Condições Crônicas não Transmissíveis: Caminhos para a integralidade da atenção psicossocial, que procurou refletir acerca das relações entre a saúde mental e as CCNTs, na perspectiva da integralidade e da intersetorialidade, além de debater e aprovar ações efetivas para conduzir à 5ª Conferência Nacional de Saúde Mental. Essas ações fazem parte das nossas contribuições para o planejamento de programas e políticas de saúde no âmbito do Plano Nacional de Saúde 2024-2027. Reafirmamos estarmos totalmente à disposição para colaborar em todas as etapas do estabelecimento de políticas e programas para que consigamos superar os desafios relativos às CCNTs no Brasil, fortalecendo nosso sistema de saúde e melhorando a saúde da nossa população. Respeitosamente, Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) www.ForumDCNTs.org Instituições que contaram com membros ou representantes participando ativamente em Grupos Temáticos e/ou Eventos e/ou endossando Publicações do FórumCCNTs em 2023: Academia Nacional de Medicina (ANM), ACT Promoção da Saúde, ADJ Diabetes Brasil, Afya, Agapem, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, Alianza Latina, Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), Amil, Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF), Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA), Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço (ACBG Brasil), Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais (ABEN-MG), Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE), Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Associação Brasileira do Sono (ABSono), Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), Associação pela Saúde Emocional (ASEc+), Associação Peter Pan, Associação Crônicos do Dia a Dia (CDD), Associação de Diabetes do Rio de Janeiro (Adila), Associação Doce Vida, Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas (APCD), AstraZeneca, BiomarkerAI, Biored Brasil, Boehringer Ingelheim, CarbScale, CBEXS, Centro de Diabetes Curitiba, Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia (CEDEBA), Centro de Integração de Dados e Conhecimento para a Saúde (CIDACS – Fiocruz Bahia), Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN), Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE)-Goiás, Cities Changing Diabetes Campinas, Comitê Estudantil da Associação Brasileira de Enfermagem - Seção Minas Gerais, Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS-BA), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (CRAISA Santo André), Conselho Regional de Nutricionistas 3 (CRN 3), Cuidados Adequados à Pessoa com Asma (CAPA), D-Foot International, Departamento de Insuficiência Cardíaca (DEIC) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Doctomatic, Elo&Bete, Embecta, EMMI Technologies do Brasil, Epharma, PBM phygital do Brasil, Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP), Escola de Enfermagem da UFMG, Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSC-SP), Faculdade de Ciências Médicas – Unicamp, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP), Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), Federação Brasileira de Instituições FIlantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA), Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA), Federação Nacional das Associações de Pacientes Renais do Brasil (FENAPAR), Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD), FIESP, Fiocruz, Firjan, FlexiMedical, Fundação Adib Jatene, Fundação Banco de Olhos de Goiás, Fundação Getulio Vargas (FGV), Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Fundação Novartis, Fundação ProAr, Fundação Unimed, GBD Brasil, Glic, Grupo de Advocacy em Cardiovascular (GAC), Grupo de Apoio a Pacientes com Câncer de Cachoeiro de Itapemirim (GAPCCI), Grupo de Estudo e Pesquisa Respiratória na Atenção Primária à Saúde (GEPRAPS), Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), Grupo Multidisciplinar de Desenvolvimento e Ritmos Biológicos da USP (GMDRB), Hcor, HIHUB.TECH - Digital Health Innovation HUB, Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Hospital de Amor de Barretos, Hospital Infantil de Los Angeles (CHLA), Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Hospital Moinhos de Vento, Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre - RS, Hospital Risoleta Tolentino Neves, IBTED - Tecnologia e Educação em Diabetes, Impact Hub, Inovatix Mulher, Insper, Instituto Bem do Estar, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Instituto Contemplo, Instituto Cordial, Instituto Correndo pelo Diabetes, Instituto da Criança com Diabetes (ICD-RS), Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (IMAMA/RS), Instituto da Pessoa com Diabetes (IPD), Instituto de Estudos para as Políticas de Saúde (IEPS), Instituto de Governança e Controle do Câncer (IGCC), Instituto de Saúde Mental e Diabetes, Instituto Desiderata, Instituto Diabetes Brasil (IDB), Instituto do Coração (InCor HC-FMUSP),  Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, Instituto Horas da Vida, Instituto de Inovação (InovaHC) do Hospital das Clínicas da FMUSP, Instituto Nacional de Câncer (INCA), Instituto Obesidade Brasil, Instituto Oncoguia, Instituto Opy de Saúde, Instituto de Radiologia (InRad) do Hospital das Clínicas da FMUSP, Instituto Saúde e Sustentabilidade, Instituto Tellus, Instituto Vencer o Câncer, Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio,  International Diabetes Federation (IDF), International Diabetes Federation Região SACA (IDF/SACA), Juvenile Diabetes Research Foundation (JDRF), Laboratório de Vida Ativa (LaVA-UERJ), Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor - HCFMUSP), Liga de Enfermagem na Atenção ao Diabetes (LEAD EEUSP), LiveLab, Mevo Saúde, Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Momento Diabetes, Momento Saúde, Novo Nordisk, Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens-USP), Observatório da Branquitude, Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), Painel Brasileiro da Obesidade (PBO), Pé de Feijão, Plan International Brasil, Plataforma Câncer com Ciência, Plataformas Saúde com Ciência, Prefeitura Municipal de Campinas, Prefeitura Municipal de São Paulo, Procter & Gamble (P&G), Rede Brasil AVC, ResMed, Roche, Sanofi, SAS Brasil, Secretaria de Atenção Especializada (SAES) do Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC), Secretária de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SESAB), Secretaria Municipal da Saúde de Araguari/MG, Secretaria Municipal da Saúde de Diadema/SP, Secretaria Municipal da Saúde de Divinópolis/MG, Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP), Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju, Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMS-BH), Secretaria Municipal de Saúde de Vitória da Conquista (SMS-VC), Secretaria de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro (Seplag-RJ), Secretaria de Saúde de Pouso Alegre/MG (SMS-Pouso Alegre/MG), SindHosp, Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS), Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP),  Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira para Estudos da Dor (SBED), Sociedade Internacional de Farmacoeconomia e Pesquisa de Desfechos (ISPOR), Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), Triângulo Heart Institute, Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), Viatris, Vital Strategies Brasil, World Stroke Organization (WSO).

  • 13º Encontro do FórumDCNTs - 31/10

    Agenda 8h00-8h10 - Entrada na plataforma (Vídeo) 8h15-8h40 - Abertura: Boas-vindas (Comissão Consultiva do FórumDCNTs e Mark Barone) (Vídeo) Alessandro Chagas (CONASEMS) Eduardo Figueiredo (Boehringer Ingelheim) Hermelinda Pedrosa (IDF | D-Foot | SBD) Laerte Borges Júnior (ResMed) Márcio Galvão (UFBA) Marco Silva (Viatris) Mônica Andreis (ACT Promoção da Saúde) Simone Tcherniakovsky (Novo Nordisk) Tatiana Porto (Sanofi) Eduardo Macário (SES-SC) 8h45-10h10 - Contextualização – Cenário das DCNTs no Brasil (Moderação: Tacyra Valois, CBEXs) (Vídeo) 8h50-9h05 - Quais determinantes sociais da saúde merecem destaque na prevenção primária e secundária de CCNTs no Brasil? - Deborah Malta, UFMG | GBD Brasil (Vídeo) 9h10-9h25 - Quais ajustes o sistema de saúde brasileiro deve priorizar para melhorar resultados de prevenção e cuidados com CCNTs? Dirceu Barbano, SindHosp (Vídeo) 9h30-9h45 - Afinal, o que está acontecendo na Reforma Tributária? Quanto isso nos ajuda a avançar em direção ao ODS 3.4? - Marcello Baird, FGV | ESPM | ACT Promoção da Saúde (Vídeo) 9h50-10h10 - P&R (Vídeo) 10h15-10h30 - Intervalo 10h35-11h50 - Lançamentos e Pré-lançamentos com relevância para avançar em políticas e programas de CCNTs – (Moderação: Cristiano Soster, COSEMS-BA) 10h40-10h50 - Decision-making Tool to support Member States in their decision-making on engaging with the private sector entities for the prevention and control of NCDs - Kátia Campos, OMS (Vídeo) 10h55-11h05 - Metas do Global Diabetes Compact e Oportunidades com o HEARTS-D traduzido para o português - Antonio Ribas, OPAS (Vídeo) 11h10-11h20 - Relevância e significado do material do FórumDCNTs: Com Vacina Protejo Vidas e Escolho Saúde! - Renato Kfouri, SBIm | SBP (Vídeo) 11h25-11h35 - Relevância e significado do material do FórumDCNTs: Impacto dos Distúrbios do Sono sobre as CCNTs - Geraldo Lorenzi, InCor - HCFMUSP (Vídeo) 11h35-11h50 - P&R (Vídeo) 11h55-12h55 - Almoço 13h00-15h00 - Reunião dos GTs com especialistas e pitches (Moderação: Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil) 13h05-13h15 - Reunião de alinhamento GTs 13h20-13h40 - 1ª rodada de especialistas 13h45-14h05 - 2ª rodada de especialistas 14h05-14h25 - Fechamentos com possibilidade de reunião entre GTs 14h25-15h00 - Pitches GT Alimentação Saudável (Vídeo) GT Diabetes (Vídeo) GT Doenças Cardiovasculares (Vídeo) GT Doenças Respiratórias (Vídeo) GT Obesidade (Vídeo) GT Oncologia (Vídeo) GT Saúde Digital em CCNTs (Vídeo) GT Saúde Mental e Neurológica (Vídeo) Especialistas: Adriano Massuda, FGV-EAESP Arthur Aguillar, IEPS Edson Amaro, HIAE Fernando Freitas, SAPS - Ministério da Saúde Geórgia Albuquerque, SVSA - Ministério da Saúde Heloisa Oliveira, Instituto Opy de Saúde Katiana Teléfora, Seplag - RJ Paula Johns, ACT Promoção da Saúde Stephen Stefani, ISPOR | Fundação Unimed 15h05-15h20 - Apresentação dos 3 projetos selecionados FEBRACE 2023 (Moderação: Patrícia de Luca, AHF | FórumDCNTs) (Vídeo) A Epigenética e a Longevidade de Vida: A Relação entre Hábitos Saudáveis e a Oncologia Preventiva (Andreza Luzia de Oliveira, aluna da E.E. Dr. Edino Jales, Patu/RN) - (Saiba mais) (Vídeo) Autie: Aplicativo de Suporte para Mulheres com Autismo (Isadora Ribeiro Vital e Anna Beatriz Gavinho da Silva, aluna do IFSP - Campus Suzano/SP) - (Saiba mais) (Vídeo) Desenvolvimento de uma Ferramenta para Cálculo de Dose de Insulina Bolus no Tratamento de Pessoas com Diabetes (Sarah Cendofanti Sezerino, aluna do Colégio Militar de Curitiba/PR) - (Saiba mais) (Vídeo) 15h25-15h50 - Café Interativo Temático Sala 1 - Determinantes Sociais e Inequidade e seu Impacto sobre as CCNTs e seus Fatores de Risco (Laurenice Pires, Fiocruz; Nayara Melo, Observatório da Branquitude) Sala 2 - FEBRACE 2023 (Patrícia de Luca, AHF | FórumDCNTs e alunas autoras dos projetos selecionados) Sala 3 - Tabaco e Álcool: Diferenças e Semelhanças (Angela Honda, Fundação ProAr; Antonio Ribas, OPAS; Mônica Andreis, ACT Promoção da Saúde) Sala 4 - Revolução da Telemedicina (Fernando Cembranelli, Health Innova HUB; Luis Kiatake, SBIS) 15h55-16h55 - Em sua experiência, o que deu certo e o que não deu certo em parcerias envolvendo dois ou mais setores para enfrentamento às CCNTs? (Moderação: Yara Baxter, Novartis Foundation) (Vídeo) Adriana Lima, Roche Karina Dib, SMS - São Paulo Luisa Haddad, Pé de Feijão Silvia Pereira, SMS - Pouso Alegre 17h00 - Encerramento Painelistas e Moderadores Adriana Lima (Roche) Bacharel em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Especializada em Gestão Estratégica de Sustentabilidade pela FIA Business School. Vasta experiência em sustentabilidade, ESG e responsabilidade social corporativa, atuando mais de 11 anos no setor privado. Atualmente é Gerente Jurídico de Responsabilidade Social e Sustentabilidade na Roche. Adriano Massuda, MD, MSc, PhD (FGV-EAESP) Médico sanitarista pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com residências em Medicina Preventiva e Social e em Administração em Saúde pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre e Doutor em Saúde Coletiva na área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde pela UNICAMP. Foi Secretário Municipal de Saúde de Curitiba (2013 - 2015), Secretário-executivo substituto (2011 - 2012) e Secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (2015) no Ministério da Saúde. Atuou também como Consultor da Organização Pan-americana de Saúde/Organização Mundial de Saúde (2016 - 2019). Atualmente é Professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP) e membro do FGV-Saúde. Angela Honda, MD (ProAr) Médica Pneumologista pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Atuou como Medical Scientific Liason (MSL) para asma de difícil controle e anticorpo monoclonal na Novartis e Diretora Médica na Astrazeneca. Vasta experiência como Consultora de Medicina Respiratória, Gerente e Diretora Médica. Atualmente é Médica Voluntária na Reabilitação Pulmonar na UNIFESP e Líder Programas Educacionais da Fundação ProAR. Antonio Ribas, MSc, PhD (OPAS) Doutor e Mestre em Desenvolvimento e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília, com Doutorado sanduíche no Departamento de Medicina de Família da Universidade McGill. Especialista em Gestão Hospitalar pelo Hospital Sírio Libanês/Ministério da Saúde e em Saúde da Família pela Escola Estadual de Saúde Pública da Bahia. Experiência na Gestão do SUS em nível municipal, estadual e nacional, atuando como Coordenador na Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e Diretor Adjunto do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde do Brasil. Ampla experiência em organismos internacionais (UNICEF, UNOPS e OPAS/OMS). Atualmente é Consultor para a iniciativa HEARTS no Brasil pela OPAS. Arthur Aguillar, MSc (IEPS) Economista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Mestre em Desenvolvimento Internacional pela Harvard Kennedy School. Foi Coordenador de Projetos e Avaliação da Escola de Inovação e Políticas Públicas do Ministério da Educação. Colaborou com JPAL, LSE e ASER/Pratham na coordenação de projetos de pesquisa e avaliações de impacto em saúde e educação. Atualmente é Diretor de Políticas Públicas no Instituto de Estudos para as Políticas de Saúde (IEPS). Deborah Carvalho Malta, MD, MSc, PhD (UFMG | GBD Brasil) Médica Pediatra pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas, com Pós-Doutorado pela Universidade Nova de Lisboa. Foi Diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde do Ministério da Saúde por 12 anos e coordenou inquéritos nacionais, como a Pesquisa Nacional de Saúde, o Vigitel, Pense e o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil, 2011-2022. Atualmente é Professora Associada e Pesquisadora da Escola de Enfermagem da UFMG e Coordenadora do Grupo de Pesquisa do GBD Brasil. Dirceu Barbano, MSc (SindHosp) Mestre em Ciências pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Atuou no Ministério da Saúde como Diretor do Departamento de Assistência Farmacêutica e como Diretor Presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. É membro de Conselhos de Administração de empresas brasileiras e da Academia Nacional de Ciências Farmacêuticas. É associado à “Regulatory Affairs Professionals Society”, sócio da empresa B2CD Consultoria Empresarial, que atua com entidades associativas empresariais e hospitais, e Vice-Presidente da Associação Latino-Americana de Profissionais de Assuntos Regulatórios (ALó ProScience). Atualmente é Consultor do SindHosp. Edson Amaro, MD, PhD (Hospital Israelita Albert Einstein) Médico Neurorradiologista pela Universidade de São Paulo (USP). Livre-Docente e Doutor pela mesma instituição, e Pós-Doutor pelo Institute of Psychiatry, King's College London. Foi responsável pelo Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein de 2008 a 2012. Vasta experiência em Ressonância Magnética Funcional e Análise de Dados, com mais de 180 artigos publicados em periódicos especializados. Atua como Professor Doutor MS-5 do Departamento de Radiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Atualmente é Médico Neurorradiologista do Departamento de Imagem do Hospital Israelita Albert Einstein e responsável pela área de Big Data da instituição. Fernando Cembranelli, MD, MBA (Health Innova HUB) Médico especialista em Administração Hospitalar pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), com MBA em Healthcare Management pela Duke University. Atuou como Gerente Médico na Bencorp, Assistente técnico de Direção na INRAD, Con-fundador e Gerente de Inovação em Saúde da EmpreenderSaúde e Membro fundador da Associação Brasileira de Startups de Saúde. Atualmente é CEO da Health Innova HUB. Geórgia Albuquerque, MSc (SVSA - Ministério da Saúde) Mestre em Educação para formação na área de Saúde. Psicóloga pela Faculdade de Ciências Humanas de Olinda, com Especialização em Gestão de Pessoas e em Saúde Pública pela FIOCRUZ. Gestora do SUS nas áreas de planejamento, orçamento, auditoria SUS e de vigilância em saúde. Ampla experiência como Secretária Municipal de Saúde em Moreno e Olinda (Pernambuco) e Coordenadora de programas da área da saúde. Atualmente é Coordenadora Geral de Vigilância de Doenças e Agravos não transmissíveis – na Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. Geraldo Lorenzi, MD, PhD (InCor - HCFMUSP) Médico Pneumologista e Livre-docente na área de Pneumologia/Medicina do Sono pela Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado em Medicina do Sono na Universidade de Toronto e Doutor em Defesa Pulmonar pela USP. Atuou como Médico assistente da Disciplina de Pneumologia, Diretor Cientifico e sócio da startup Biologix, Presidente da Associação Brasileira do Sono (ABSono), Coordenador da Residência de Medicina do Sono no complexo HC-FMUSP, Proponente e Coordenador do Laboratório de Investigação Médica (LIM) 63 na FMUSP, editor associado da revista Sleep Science, coordenador brasileiro do Estudo SAVE, coordenador brasileiro do Estudo multicêntrico ADVENT-HF e membro da American Thoracic Society. Atualmente é Diretor Geral do Laboratório do Sono do Instituto do Coração (InCor - HCFMUSP). Fernando Freitas (SAPS-Ministério da Saúde) Enfermeiro pelo Centro Universitário Teresa D'Ávila (UNIFATEA). Experiência em Atenção Primária à Saúde, enfermagem aassistencial no cuidado ao paciente de baixa e alta complexidade, colaboração interdisciplinar, com foco na otimização do cuidado e suporte ao paciente. Atualmente é Analista Técnico CGCTAB/DEPROS/SAPS/MS. Karina Dib (SMS-SP) Mestranda em Inovação do Ensino em Saúde na temática de Cuidados Paliativos. Enfermeira pela Universidade Cidade de São Paulo, Especialista em Enfermagem Oncológica e Aprimoramento em Psicooncologia pelo A.C. Camargo Câncer, e Especialista em Atenção Domiciliar e Linhas de Cuidado em Doenças Crônicas Não Transmissíveis. Atuou como Supervisora Técnica em Saúde e atualmente é Diretora da Divisão de Doenças Crônicas que representa a Área de Cuidado às DCNTs e Área Técnica do Programa Melhor em Casa na Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo (SMS-SP). Kátia Campos, MHSc, MBA, PhD (OMS) Doutora em Saúde Pública e Mestre em Ciências da Saúde pela Universidade de Toronto (Canadá), com MBA em Marketing pela Universidade Adolfo Ibáñez. Ampla experiência em Saúde Pública, com atuação no Brasil, Canadá, Chile, México, Tanzânia, Moçambique, Filipinas, China, Mongólia, Vietnã, Laos, em Promoção da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis, Saúde Urbana, Prevenção de HIV/AIDS, entre outras áreas. Liderou a Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Não Transmissíveis (DCNTs) e Saúde Mental na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil até julho de 2020. Atualmente é Responsável Técnico de Parcerias no Mecanismo de Coordenação Global para a Prevenção e Controle das DCNTs (GCM/NCD) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Katiana Teléfora, MSc (Seplag - RJ) Mestre em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz). Bacharel em Nutrição pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Especialista em Saúde Pública pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Atuou como Coordenadora da Área Técnica de Alimentação e Nutrição na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro no período de 2019-2023, e de forma concomitante foi Conselheira Titular do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CONSEA) e Representante Titular da Câmara Intersecretarias de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável. Atualmente é Integrante da Carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental da SEPLAG. Laurenice Pires, MSc (Fiocruz) Mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e Doutoranda em Saúde Pública na ENSP/Fiocruz. Assistente Social pela PUC-RJ, com Especialização em Gestão da Atenção à Saúde pela Fundação Dom Cabral. Coordenadora adjunta da Especialização em Direitos Humanos e Relações Étnico-raciais. Atuou como Analista de Projetos e Gerente de Saúde no Instituto Desiderat. Ampla experiência em gestão, políticas públicas e advocacy em saúde, no terceiro setor. Luisa Haddad, MBA (Pé de Feijão) Graduada em Biologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) e MBA em Gestão do Ambiente e Sustentabilidade na Fundação Getúlio Vargas. Atuou como Gerente Sênior de Projetos, Professora Convidada do SENAC e Professora de Sustentabilidade no Gastronomia Periférica. Atualmente é Cofundadora e Diretora Executiva do Pé de Feijão. Heloisa Oliveira, MBA (Instituto Opy de Saúde) Graduada em Ciências Econômicas pela UNICEUB de Brasília e MBA para Executivos e Especialização em Governança Corporativa pela USP. Mais de 25 anos de carreira no Banco do Brasil, ocupando cargos executivos e de gestão e 20 anos de experiência em Organizações Não Governamentais de âmbito nacional, com foco na defesa de direitos humanos de crianças e adolescentes. Atuou como Presidenta da Fundação Banco do Brasil, Administradora Executiva da Fundação Abrinq, Diretora de Relações Institucionais da Fundação Maria Celilia Souto Vidigal e atualmente é a Diretora Presidente do Instituto Opy de Saúde. Luis Kiatake, MSc (SBIS) Mestre em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP, e Engenheiro Elétrico pela mesma instituição. É colaborador da ISO e membro da ABNT nos Comitês de Segurança da Informação e de Informática em Saúde, da qual foi relator do Grupo de Segurança. É membro do HL7Brasil, IHE e HIMSS, representante no Comitê de Padronização do TISS (COPISS) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Atuou como Professor na Pós-graduação em Segurança da Informação e em Informática. Foi Sócio e Diretor da E-VAL Tecnologia e Saúde, e Presidente da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS). Atualmente é Diretor de Relações Institucionais da SBIS. Marcello Baird, MSc, PhD (FGV | ESPM | ACT Promoção da Saúde) Doutor e Mestre em Ciência Política pela USP. Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e em Ciências Sociais pela USP. Foi pesquisador visitante na Columbia University (NY). Foi coordenador de advocacy no Instituto Sou da Paz e gerente de advocacy na Endeavor. Atualmente é Professor de Ciência Política na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e na Faculdade Getúlio Vargas (FGV), além de Coordenador de Advocacy na ACT Promoção da Saúde. Nayara Melo, MSc (Observatório da Branquitude) Doutoranda em Sociologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Graduada em Odontologia pela mesma instituição. Pesquisadora sobre desigualdade, principalmente dentro de instituições públicas a partir de um recorte racial, com ênfase em políticas públicas. Tem experiência no terceiro setor e setor privado, com consultoria de pesquisa e coordenação de equipe. Atuou como Consultora de Pesquisa na ACT Promoção da Saúde. Atualmente é Analista de Pesquisa no Observatório da Branquitude. Paula Johns, MSc (ACT Promoção da Saúde) Mestre em Estudos de Desenvolvimento Internacional pela Universidade de Roskilde, Dinamarca. Atua no terceiro setor desde 1998, coordenando projetos voltados à promoção dos direitos humanos, equidade de gênero, preservação do meio ambiente e saúde pública. Ex-presidente do conselho diretor da Framework Convention Alliance (FCA) e empreendedora social Ashoka. Membro do Conselho do GAPA - Global Alcohol Policy Alliance e da NCD Alliance. Compõe ainda o Comitê gestor da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. Atualmente é Diretora Geral da ACT Promoção da Saúde. Renato Kfouri, MD, MSc (SBP | SBIm) Médico Pediatra e Neonatologista pelo Hospital do Servidor Público Estadual, Infectologista Pediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Mestre em Infectologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Vasta experiência como membro do Comitê Técnico Assessor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, membro da Diretoria de Cursos e Eventos da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), membro da European Society of Pediatric Infectious Diseases (ESPID) e membro da Sociedad Latinoamericana de Infectologia Pediatrica (SLIPE). Atualmente é Presidente do Departamento de Imunizações da SBP e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Silvia Pereira (SMS-Pouso Alegre) Bacharel em Matemática, Especializada em Gestão Hospitalar pelo Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS/MG, o PROHOSP e Gestão Estratégica em Instituições de Ensino. Atuou como Diretora Executiva da Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí (Fuvs), na qual fez parceria com a Univás para reestruturação de instalações em aparelhos de fisioterapia em Pouso Alegre. Atualmente é Secretaria de Saúde da cidade de Pouso Alegre/MG, e membro da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) de Pouso Alegre/MG. Stephen Stefani, MD, MBA (ISPOR | Fundação Unimed) Médico Oncologista pelo Hospital das Clínicas de Porto Alegre (HCPA), com MBA em Gestão de Saúde. Ex-fellow da University of California/Stanford. Atuou como Coordenador da Unidade de Oncologia da UNIMED, Presidente do Comitê de Formuladores de Políticas e Pagadores de Saúde da ISPOR América Latina e Professor do curso de pós-graduação da Fundação Universidade UNIMED. Vasta experiência como autor e coautor de periódicos nacionais e internacionais sobre oncologia, auditoria médica e farmacoeconomia. Atualmente é Coordenador do Programa de Benefícios de Medicamentos Oncológicos da CAPESESP e Presidente da ISPOR. Instituições Participantes ACT Promoção da Saúde ADJ Diabetes Brasil Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Pulmonar e Doenças Correlatas (ABRAF) Associação Brasileira de Enfermagem (ABEnMG) Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE) Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) Atenção Primária à Saúde (SAPS) Ministério da Saúde Boehringer Ingelheim Cancer com ciencia Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) Colégio Brasileiro de Executivos da Saúde (CBEXS) Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André (CRAISA) Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems) Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS-BA) Conselho Regional de Nutricionistas 3ª Região (CRN-3) D-foot International Doce Vida EMMI Technologies do Brasil Ltda. Faculdade de Saúde Pública USP (FSP-USP) Fiocruz Fleximedical Fundação Getulio Vargas (FGV) Fundação ProAr Fundação Unimed Grupo de Estudos e Pesquisa Respiratória na APS (Gepraps) HIHUB.TECH Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) Incor Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) Instituto Cordial Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IPB) Instituto Opy International Diabetes Federation (IDF) Intituto Tellus ISPOR Brasil Ministerio da Saúde Novartis Foundation Novo Nordisk Observatório da Branquitude Oncoguia Organização Mundial da Saúde (OMS) Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) Pé de Feijão Plan International Brasil ResMed Latam Roche Sanofi SAS Brasil Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) Secretaria de Estado da Saúde do Distrito Federal (SES-DF) Secretaria de Planejamento e Gestão do Rio de Janeiro (Seplag-RJ) Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) - Ministério da Saúde Secretaria Municipal de Saúde - Pouso Alegre Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS-SP) SindHosp Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (SBIS) Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) Unicamp Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) Viatris Parceiros Corporativos

  • Relatório Reunião de 31/10/2023 - GT Saúde Digital em CCNTs

    Participantes reunião de outubro: Iseli Reis, Fleximedical (Co-facilitadora) Juliana Nabarrete, SAS Brasil Participantes reunião de setembro: Iseli Reis, Fleximedical (Co-facilitadora) Julia Cestari, Mevo Silvana Kasinsky, UNIFESP Especialistas que fizeram recomendações ao GT: Edson Amaro, HIAE Stephen Stefani, ISPOR | Fundação Unimed - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de acesso a ferramentas digitais para prescrição, diagnósticos e cuidados de CCNTs. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Index de ferramentas digitais; Maior engajamento e uso de ferramentas por pessoas com ou em risco de desenvolver CCNTs. - AÇÕES: 1. Marcar uma reunião online para mapeamento do ecossistema do grupo para uso em estudo para apresentar ao FórumDCNTs. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. 2. Fazer campanha direcionada a um recorte populacional, que será definido, para engajamento das pessoas com CCNTs no uso de ferramentas digitais para prevenção, diagnóstico, monitoramento, educação e cuidados com sua condição. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. 3. Entender as deficiências na interoperabilidade na esfera pública, de forma a ampliar, favorecer e aprimorar a utilização da telemedicina e de sistemas/plataformas de receitas digitais no SUS. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Avanço extraordinário, no gov.br, com a formação da secretaria, está sendo discutido todos os pontos de operabilidade. Este GT planeja apoiar o avanço desta gestão para que possam ser valorizados. Há muitos profissionais competentes e com planos estratégicos bem delineados, mas falta um caminho para unificação, os dados são da pessoa com a condição de saúde e não de interesses comerciais e corporativos. Todos contribuindo com bancos de dados universais teremos mais gestão e gerência populacional. Contudo, ainda há muitos problemas com vazamento de dados, desafios para gerar valor e confiança na população. 4. Desenvolver estudo de caso em um município ou UBS. - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária. ATIVIDADES PLANEJADAS PELO GT: Desenvolvimento de um documento que evidencia a relevância de projetos em telessaúde permitindo o acesso e o impacto na saúde dos pacientes, será realizado com o apoio de todos os especialistas presentes no GT. - Será implementado. Fórum Temático de Saúde Digital. - Será implementado. Após a realização do Fórum de Saúde Digital, elaborar documento com análises por segmentação. - Será implementado.

  • Distúrbios do sono como insônia e apneia podem causar ou agravar condições crônicas

    Especialistas reunidos pelo FórumDCNTs apontaram caminhos para o enfrentamento do problema no Brasil A apneia obstrutiva do sono afeta mais de um terço da população do Brasil. São 27 milhões de brasileiros que, enquanto dormem, apresentam recorrentes obstruções das vias aéreas superiores. “A consequência disso é a diminuição do aporte de oxigênio pelo organismo, o que leva ao risco de síndrome metabólica”, explica a fisioterapeuta cardiorrespiratória Dra. Claudia Albertini. Por sua vez, a síndrome metabólica, caracterizada pela presença de doenças e condições relacionadas à resistência insulínica, como obesidade, hipertensão arterial, diabetes e dislipidemia, aumenta o risco de doenças cardiovasculares. “São problemas de saúde em cadeia com custos não só para o indivíduo mas também para toda sociedade, pela queda na produtividade e absenteísmo no trabalho”, completa. (Confira todos os vídeos do Evento aqui). Albertini participou do encontro sobre distúrbios do sono promovido pelo Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs) no dia 29 de maio. O evento Distúrbios do Sono - Fatores de Risco para Condições Crônicas não Transmissíveis: Políticas e Programas para Prevenir e Tratar reuniu médicos e outros profissionais de saúde que atuam em pesquisa, ensino, assistência e gestão para a discussão de ações integradas de combate ao problema. O objetivo da iniciativa foi facilitar o diálogo entre stakeholders das diferentes especialidades médicas e áreas da saúde; atuantes em instituições públicas, privadas e no terceiro setor. A Classificação Internacional de Distúrbios do Sono lista mais de 70 transtornos. A apneia é o mais prevalente no Brasil, seguida da insônia, que atinge cerca de 15% da população adulta e é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de Transtorno de Ansiedade Generalizada e depressão, além das doenças crônicas já citadas. Doenças crônicas também podem desencadear distúrbios do sono O cardiologista Dr. Luciano Drager, presidente da Associação Brasileira do Sono (ABS), não tem dúvidas de que sono e doenças crônicas são uma via de mão dupla. “A apneia piora as doenças cardiovasculares e estas e seus tratamentos pioram a apneia”, exemplifica. “Ter diabetes é fator de risco para apneia do sono. Doenças cardíacas, hipertensão e diabetes podem ocasionar insônia”, ressalta a pneumologista Dra. Sonia Togeiro, pesquisadora do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Já o psiquiatra e médico do sono Dr. Almir Tavares lembra que os transtornos de ansiedade também acarretam insônia. Professor da Universidade de Minas Gerais (UFMG), Tavares destaca que a sociedade hiperconectada desafia quem precisa dormir bem. “O sono é resultado não apenas de atividades biológicas involuntárias, mas também de decisões voluntárias. Os jovens privam-se de sono para manterem-se conectados, o que reduz o funcionamento dos lobos frontais do cérebro. Como consequência, sua capacidade de resolver problemas diminui, enquanto a impulsividade aumenta. Dessa forma, são intensificados os pensamentos negativos, a desesperança, o isolamento, elevando o risco de suicídio”. O médico salienta que a Terapia Cognitivo Comportamental para distúrbios do sono previne e alivia ideação suicida, e tem potencial para reduzir o risco de alterações metabólicas. São necessárias políticas públicas para os distúrbios do sono no Brasil O Dr. Luciano Drager lamenta a escassez de arsenal terapêutico para doenças do sono no SUS. “Falta acesso ao aparelho CPAP, à placa de avanço mandibular e à terapia miofuncional para o tratamento da apneia. Em relação à insônia, são limitados os medicamentos e os recursos não farmacológicos, como a Terapia Cognitivo Comportamental”. O fisioterapeuta Miguel Medeiros afirma que esse grupo de doenças ainda não é amplamente discutido e priorizado pelo SUS. “Os poucos planos terapêuticos a respeito estão em políticas isoladas e sem conexão entre as esferas municipais, estaduais e federais. É essencial a exploração do tema dos pontos de vista técnico e de gestão”. Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs, enfatiza que “o Brasil tem ampla tradição na pesquisa das relações entre condições crônicas não transmissíveis e distúrbios do sono”. Barone revela, inclusive, a presença de inovações que barateiam o diagnóstico e modelos municipais de cuidados reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde, no país. Os especialistas que participaram do evento organizado pelo FórumDCNTS concordam que é importante a implementação de uma linha de cuidado para distúrbios do sono pelo Ministério da Saúde. Esta é uma das propostas do documento redigido em conjunto ao final do evento, com os consensos sobre as relações entre distúrbios de sono e doenças crônicas não transmissíveis; bem como as ações prioritárias identificadas para a prevenção, diagnóstico, tratamento e monitoramento desses distúrbios. Na imprensa Pelo Mundo DF Preto no Branco Terra Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • Orientações FórumCCNTs: Consulta Pública Testagem Molecular HPV - Até 17/1

    Através da presente recomendação, FórumCCNTs, convida os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 17/01/2024, com a Consulta Pública CONITEC nº 65 - proposta de incorporação da testagem molecular para detecção de HPV e rastreamento do câncer do colo do útero através do seguinte link: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas  Publicação disponível no Diário Oficial, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2023 (https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/2023/consulta-publica-sectics-ms-no-65.pdf). A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) da testagem molecular para detecção do papilomavírus humano (HPV) oncogênico por técnica de polymerase chain reaction (PCR) e com genotipagem parcial para o rastreamento do câncer de colo do útero (CCU)1. O CCU ou câncer cervical afeta as células que revestem o epitélio do útero2 e tem como uma das principais causas a infecção persistente pelo HPV3,4. No Brasil, o CCU está entre os que mais afeta as mulheres em idade reprodutiva e no ciclo puerperal3, apesar de ser uma doença evitável por meio da vacina contra o HPV, e curável, se detectada precocemente e gerida de forma eficaz. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a erradicação do CCU como meta até o ano de 20305 e recomendou submeter 70% das mulheres a teste molecular para detecção de HPV oncogênico e identificar 90% das mulheres com lesões precursoras6. O FórumCCNTs concorda com a incorporação ao SUS da testagem molecular para detecção do HPV oncogênico por PCR e com genotipagem parcial para rastreamento do CCU, pois considera que a incorporação da nova tecnologia será importante para acelerar a detecção da doença e reduzir os riscos de desenvolvimento da condição. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer cervical ocupa a terceira posição em incidência em mulheres no Brasil7 e no ano de 2020 provocou o óbito de 6.6278. O INCA aponta ainda que a cada ano do triênio de 2023 a 2025 serão registrados 17.010 novos casos de CCU no país (risco de desenvolvimento -  15,38/100 mil mulheres)7. Diante de tal cenário, a linha de cuidado do CCU deve perpassar pela prevenção secundária com o rastreamento e diagnóstico precoce da condição9. Destaca-se que o rastreio do CCU é medida essencial, ante a existência de faixas etárias não contempladas pela vacinação e que dependem exclusivamente da detecção precoce10. Apesar da importância do rastreio, o Brasil ainda utiliza o exame citopatológico, conhecido como papanicolau, que é uma tecnologia antiga11. O papanicolau apresenta elevada taxa de falsos negativos (FN) (2% a 50%)12. Além disso, estudos apontam que em média metade das mulheres com lesões no colo do útero irão obter um resultado negativo de forma incorreta, em razão da baixa sensibilidade do papanicolau13. Nesse sentido, os testes de detecção molecular de HPV são superiores na detecção de lesões precursoras do CCU14,15. A melhor eficácia do método se justifica exatamente por identificar a causa de origem do câncer cervical, ou seja, a infecção persistente pelo vírus HPV, especialmente os tipos HPV16 e HPV18, que são oncogênicos e potencialmente precursores do CCU, no epitélio do colo do útero16,17. Estudo desenvolvido por pesquisadores da Unicamp, publicado na Revista The Lancet Regional Health, apontou que os testes de detecção molecular de HPV têm vantagens em relação ao exame papanicolau ofertado atualmente pelo SUS18. Informam, ainda, que ele tem impacto efetivo na redução da taxa de mortalidade. Esses pesquisadores destacam a relevância econômica da triagem por testes de HPV, que permite a detecção da condição ainda em seus estágios iniciais e possibilita um tratamento consideravelmente mais barato para o SUS18. Em face dos benefícios apresentados pela triagem baseada em testes de HPV, foi recomendado pela OMS e pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) a substituição progressiva do exame citopatológico (papanicolau) pela nova tecnologia em avaliação pela CONITEC19, 20. Pelas razões apresentadas acima, o FórumCCNTs reafirma que incorporação ao SUS da testagem molecular para detecção do HPV oncogênico por PCR e com genotipagem parcial para rastreamento do CCU é de grande importância e esperamos parecer favorável para a incorporação da tecnologia no SUS. Reiteramos que o FórumCCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, no  link abaixo: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para consultas públicas sobre tecnologias (medicamento, produto, procedimento ou equipamento em saúde), são disponibilizados dois formulários eletrônicos: um para contribuições de cunho técnico-científico e outro para que usuários ou seus responsáveis relatem suas experiências no uso de medicamentos, produtos e/ou procedimentos. É necessário preencher e gravar o formulário para que as contribuições possam ser analisadas pelo plenário da Conitec. As Consultas Públicas da Conitec estão na plataforma Participa + Brasil, sendo essencial o cadastro no link informado previamente (https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso). No caso de dúvidas ou na ocorrência da mensagem de “sistema em manutenção” deve-se enviar captura da tela para o email: participacaosocial@presidencia.gov.br com cópia para conitec@saude.gov.br. Referências: Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde – SECTICS. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde – DGITS. Coordenação-Geral de Avaliação de Tecnologias em Saúde – CGATS. Testagem molecular para detecção de HPV e rastreamento do câncer do colo do útero. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: . Acesso em 06 de janeiro de 2024. Stumbar SE, Stevens M, Feld Z. Cervical Cancer and Its Precursors. Primary Care: Clinics in Office Practice. 2019 Mar;46(1):117–34. da N, Telles J, Sales M, Katz L. Start so young? 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Available from: https://www.paho.org/pt/noticias/6-7-2021-novas-recomendacoes-rastreio-e-tratamento-para-prevenir-cancer-do-colo-do-utero Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva Ministério da Saúde Instituto Nacional de Câncer [Internet]. Available from: https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//estimativa-2023.pdf Atlas On-line de Mortalidade [Internet]. mortalidade.inca.gov.br. Available from: https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/. Melo DFC, Andrade LOM de, Pernencar CA da C, Barreto IC de HC, Avila REL, Katz LMC, et al. Linha de cuidado do Câncer do Colo do Útero: práticas, desafios e perspectivas na atenção primária à saúde. CONTRIBUCIONES A LAS CIENCIAS SOCIALES [Internet]. 2023 Nov 8 [cited 2024 Jan 9];16(11):24942–60. Available from: https://ojs.revistacontribuciones.com/ojs/index.php/clcs/article/view/2960/2010. Corrêa FM, Migowski A, de Almeida LM, Soares MA. 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Available from: https://www.forumdcnts.org/post/codigo-americas-cancer.

  • Orientações FórumCCNTS: Consulta Pública Atualização PCDT DM2 - Até 09/01

    Através da presente recomendação, o FórumCCNTs convida os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 09/01/2024, com a Consulta Pública CONITEC nº 54 - Atualização de Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Diabetes Mellitus Tipo 2, através do seguinte link: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas  Publicação disponível no Diário Oficial, DE 18 DE DEZEMBRO DE 2023 (https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/2023/consulta-publica-sectics-ms-no-54.pdf). A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2)1. O DM2 é uma condição crônica que consiste na perda gradual de secreção adequada de insulina, com alta prevalência na população1. O Brasil ocupa a sexta posição mundial de países com o maior número de indivíduos com Diabetes, com aproximadamente 16 milhões de pessoas2. Estudos realizados, no território nacional, indicam que o Diabetes Tipo 2 corresponde a quase 90% dos casos de Diabetes3 e que DM2 pode levar a complicações agudas e crônicas1. O FórumCCNTs concorda com a atualização do PCDT de DM2, para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pessoas com essa condição, pois considera que a melhoria, inovação e modernização será um passo importante de promoção e redução dos riscos à saúde de pessoas com Diabetes Tipo 2, pelo que apresenta a seguir recomendações relevantes para seu melhoramento. Segundo o relatório da CONITEC "O reuso de seringas e agulhas de insulina por um número limitado de vezes pode ser considerado, sendo importante orientar as pessoas quanto a isto. Além disso, as seringas e agulhas devem ser substituídas quando a pessoa notar aumento na sensação de dor, o que se estima que aconteça em até oito utilizações (...)1". Contudo, esse parágrafo necessita de revisão e atualização. A reutilização de seringas de insulina e de agulhas descartáveis, por até 8 vezes ou até começar a causar desconforto e perda da escala, conforme preconiza o Ministério da Saúde, não é recomendada4,5,6. A Federação Internacional de Diabetes (IDF) destaca os riscos associados à má absorção de insulina em virtude do reuso, que, por sua vez, contribui para o surgimento de complicações agudas e crônicas do diabetes2. Além disso, na perspectiva de pessoas com diabetes a recomendação de reutilização até o aumento da dor ou desconforto é desrespeitosa e desestimula a adesão ao tratamento7. Diante disso, recomendamos a necessidade de revisão para passar a constar deste parágrafo, assim como consta em trecho anterior do PCDT, que a substituição de agulhas e seringas deve ser feita diariamente, a fim de reduzir o risco de doses inadequadas, lesões e infecções cutâneas. Outro ponto que recomendamos na atualização do Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas é a maior ênfase aos distúrbios do sono. O relatório da CONITEC passa sobre a questão superficialmente1. Em estudo, na cidade de São Paulo, foi evidenciado que 32,8% dos participantes têm a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS)8. Outra pesquisa, concluiu que a AOS moderada a grave está associada a um aumento de 63% no risco de desenvolvimento de Diabetes Tipo 29. A literatura aponta, ainda, que os distúrbios do sono são comparáveis aos fatores de risco tradicionais para o aumento dos riscos da Diabetes e devem ser considerados nas diretrizes clínicas para o rastreio da DM210. Diante disso, recomendamos que distúrbios do sono, em especial a AOS, sejam considerados como fatores de risco e incluídos na tabela das páginas 8-9, do relatório técnico da CONITEC, como “Indicação de rastreio para o indivíduos de qualquer idade com sobrepeso ou obesidade”. Além disso, deve ainda ser incluído no documento, a necessidade de cuidados com os distúrbios do sono, assim como foram previstos cuidados relativos à alimentação, atividades físicas, entre outros, uma vez que tais distúrbios têm o mesmo impacto dos fatores de riscos tradicionais. No relatório da CONITEC, consta ainda sobre a relevância de disponibilização dos inibidores do contransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2) para pessoas com DM21. Os inibidores atuam especialmente para diminuir a reabsorção renal da glicose, promovendo o aumento da excreção urinária, o que favorece a redução da glicemia e auxilia na perda de peso1. Além disso, o uso de SGLT2 têm ainda benefícios a redução dos riscos de insuficiência cardíaca (IC) e resultados promissores em doença renal crônica (DRC), que são, com frequência, complicações decorrentes da DM211,12. Estamos integralmente de acordo com a recomendação da CONITEC de disponibilização do SGLT2 e elogiamos a sua inserção no relatório. Ressaltamos ainda que esperamos, conforme já recomendamos no passado7, que haja a incorporação da classe de inibidores de SGLT2, e não somente a Dapagliflozina, o que permite redução de preços em processo licitatório. Além da disponibilização do SGLT2, sugerimos também o fornecimento de glicosímetros e de tiras para indivíduo que se encontram em esquema de insulinização plena, a fim de possibilitar a automonitoração. O cuidado eficaz do DM2 perpassa pelas condições de automonitoramento pelo indivíduo com essa condição, o que demonstra a relevância de tal fornecimento13. A CONITEC aponta ainda pela necessidade do monitoramento regular da HbA1c. Nesse sentido, a incorporação do point-of-care testing (teste no local de atendimento - POCT) na Atenção Primária à Saúde - como já ocorre no município de Vitória da Conquista/BA - se mostra um excelente aliado e portanto, deveria constar da atualização do PCDT. Segundo dados do Ministério da Saúde, no ano de 2022, somente 7,42% dos indivíduos com DM2 passaram por testes de hemoglobina glicada14. Estudos realizados indicam que 31,9% das pessoas com diabetes tipo 2, no Brasil, ainda não foram diagnosticadas2. O cenário pode ser explicado pelo desafio em atingir as metas de monitoramento de HbA1c e diagnóstico da condição, utilizando-se apenas análises de laboratórios em um país amplo como o Brasil15. Pesquisadores já revelaram a relevância do PoC para a melhoria desse panorama16 e que o PoC de HbA1c apresenta-se como custo-efetivo e com custo-paridade na Atenção Primária de Saúde brasileira14,15. Pelas razões apresentadas acima, o FórumCCNTs reafirma, que a atualização do PCDT é de grande importância e esperamos parecer favorável para o melhoramento do protocolo e incorporação de nossas recomendações, que têm como fim a promoção da saúde de pessoas com DM2 e redução dos riscos da condição. Reiteramos que o FórumCCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, no  link abaixo: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para consultas públicas sobre tecnologias (medicamento, produto, procedimento ou equipamento em saúde), são disponibilizados dois formulários eletrônicos: um para contribuições de cunho técnico-científico e outro para que usuários ou seus responsáveis relatem suas experiências no uso de medicamentos, produtos e/ou procedimentos. É necessário preencher e gravar o formulário para que as contribuições possam ser analisadas pelo plenário da Conitec. As Consultas Públicas da Conitec estão na plataforma Participa + Brasil, sendo essencial o cadastro no link informado previamente (https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso). No caso de dúvidas ou na ocorrência da mensagem de “sistema em manutenção” deve-se enviar captura da tela para o email: participacaosocial@presidencia.gov.br com cópia para conitec@saude.gov.br. Referências: Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde – SECTICS. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde – DGITS. Coordenação-Geral de Avaliação de Tecnologias em Saúde – CGATS. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Diabete Melito tipo 2. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: . Acesso em 20 de dezembro de 2023. Home, Resources, diabetes L with, Acknowledgement, FAQs, Contact, et al. Diabetes and kidney disease | IDF Diabetes Atlas [Internet]. Available from: https://diabetesatlas.org/atlas/diabetes-and-kidney-disease/. 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  • Orientações FórumDCNTs: Consulta Pública sobre Vacinação Contra a Dengue - Até 18/12

    Por meio da presente recomendação, o FórumDCNTs (Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil) pretende mobilizar os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuir, até ao dia 18/12/2023, com a Consulta Pública SECTICS/MS Nº 52, DE 6 DE DEZEMBRO DE 2023, sobre incorporação ao SUS da vacina contra dengue 1,2,3 e 4 (atenuada), tetravalente TAK-003 - QDenga®, para a prevenção de dengue, apresentada pela Takeda Pharma Ltda. Consulta pública disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/2023/consulta-publica-sectics-ms-no-52. A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à incorporação da vacina tetravalente TAK-003 para prevenção da dengue causada por qualquer sorotipo do vírus, condicionada a estudos para monitoramento na população brasileira e a redução de preço compatível com a sustentabilidade do Programa Nacional de Imunização (PNI)1. O FórumDCNTS concorda com a recomendação preliminar da CONITEC, pois a decisão de aprovação da vacina TAK-003 para prevenção da dengue foi motivada pela gravidade e pelo fato da doença, que é  transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, ser altamente incidente em regiões tropicais, globalmente e no Brasil. Em 2022, nosso país registrou  2.383.001 casos. Além disso, a recomendação fundamenta-se na falta de tratamentos antivirais específicos para a dengue. Somado a isso, a vacina TAK-003, foi aprovada pela ANVISA, haja vista sua eficácia na prevenção da infecção por dengue, independentemente do histórico de infecção1. A eficácia da vacina foi de 62% para a prevenção da infecção e de 83,6% para hospitalização2. Outro fator considerado  foi a opinião favorável da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) pelo uso da vacina TAK-003, com base em experiências internacionais, em decisão de outubro de 2022. Atrelado a isso, a literatura documenta resultados positivos. Em estudos clínicos, a vacina foi eficaz na prevenção em 80,2% dos casos em 12 meses após a vacinação e evitou 90,4% de internações, transcorridos 18 meses da vacinação 2 , 3 , 4. A dengue é um problema de saúde pública no Brasil, com grande ônus social e econômico para os indivíduos, famílias e sistema de saúde5. No país, entre 2000 e 2015, houve aumento de 500% na taxa de mortalidade, com 525 óbitos em 20196. A doença provoca ainda muitas hospitalizações desde 2008, o que reflete o aumento da gravidade7. Além disso, gera também impactos clínicos negativos, pois pode evoluir para síndromes articulares e hemorrágicas e o período de recuperação pode se estender por várias semanas e causar debilidades físicas e incapacidade laborativa8, 9. Outros aspectos relevantes a serem considerados são os aumentos dos surtos de dengue no Brasil desde 20107 e os quatro sorotipos predominantes (DENV1, DENV2, DENV1-3, DENV4) que variaram ao longo do tempo no país. Sendo assim, torna-se essencial o desenvolvimento e a implementação de estratégias, como a vacinação para reduzir o fardo da doença na população brasileira5. Cabe ressaltar que o FórumDCNTs é favorável à incorporação da vacina, contra dengue 1,2,3 e 4 (atenuada), tetravalente TAK-003 - QDenga® para a prevenção de dengue, especialmente para grupos com maior risco, como pessoas com  doenças ou condições crônicas não transmissíveis (DCNTs/CCNTs). Pessoas com DCNTs/CCNTs, como câncer, diabetes, obesidade, transtornos psiquiátricos, doenças cardiovasculares e respiratórias são mais suscetíveis a infecções devido à imunodepressão frequentemente presente nessa população. A literatura destaca a importância da imunização para fortalecer a resposta imune, reduzir internações e minimizar a morbimortalidade por doenças infecciosas nesses grupos populacionais10. Apesar de na proposta de incorporação não haver previsão de recomendação específica para pessoas com DCNTs/CCNTs, essa vacina passa a ser mais uma intervenção de grande relevância para proteção de pessoas com essas condições não transmissíveis, principalmente considerando a potencial evolução mais grave da dengue11. Além disso, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) possui estrutura para vacinação de pessoas com DCNTs/CCNTs nas Unidades Básicas de Saúde e, nos casos pessoas com maiores vulnerabilidades de saúde, são disponibilizados calendários de vacinação especiais e atendimento especializado pelos Centro de Referências de Imunobiológicos (CRIE)11. Com isso, mesmo que a vacina não seja disponibilizada de imediato a toda a população por questões financeiras, os grupos populacionais com maior risco, como as pessoas com DCNTs/CCNTS, já estarão imunizados e desta forma protegidas. Portanto, recomendamos a incorporação prioritária e imediata para tais pessoas e estudos que acompanhem esses grupos,  considerando a maior susceptibilidade a infecções, com maior risco de descompensação metabólica e de complicações em pessoas com DCNTs/CCNTs e os benefícios já documentados acima pela vacina. Pelas razões apresentadas acima, o FórumDCNTs reafirma, que a incorporação ao SUS da vacina contra dengue 1,2,3 e 4 (atenuada), tetravalente TAK-003 - QDenga®, para a prevenção de dengue, apresentada pela Takeda Pharma Ltda. é de grande importância e esperamos receber parecer favorável para  incorporação no SUS em nosso país. Reiteramos que o FórumDCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, no  link abaixo: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para consultas públicas sobre tecnologias (medicamento, produto, procedimento ou equipamento em saúde), são disponibilizados dois formulários eletrônicos: um para contribuições de cunho técnico-científico e outro para que usuários ou seus responsáveis relatem suas experiências no uso de medicamentos, produtos e/ou procedimentos. É necessário preencher e gravar o formulário para que as contribuições possam ser analisadas pelo plenário da Conitec. As Consultas Públicas da Conitec estão na plataforma Participa + Brasil, sendo essencial o cadastro no link informado previamente (https://www.gov.br/participamaisbrasil/acesso). No caso de dúvidas ou na ocorrência da mensagem de “sistema em manutenção” deve-se enviar captura da tela para o email: participacaosocial@presidencia.gov.br com cópia para conitec@saude.gov.br. Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) Referências: Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde – SECTICS. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde – DGITS. Coordenação-Geral de Avaliação de Tecnologias em Saúde – CGATS. Relatório de Recomendação – Medicamento: Vacina TAK-003 (Qdenga®) tetravalente para a prevenção de infecção pelo vírus da dengue. Brasília: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: < https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relato Biswal S, Borja-Tabora C, Martinez Vargas L, Velásquez H, Theresa Alera M, Sierra V, Johana Rodriguez-Arenales E, Yu D, Wickramasinghe VP, Duarte Moreira E Jr, Fernando AD, Gunasekera D, Kosalaraksa P, Espinoza F, López-Medina E, Bravo L, Tuboi S, Hutagalung Y, Garbes P, Escudero I, Rauscher M, Bizjajeva S, LeFevre I, Borkowski A, Saez-Llorens X, Wallace D; TIDES study group. Efficacy of a tetravalent dengue vaccine in healthy children aged 4-16 years: a randomised, placebo-controlled, phase 3 trial. Lancet. 2020 May 2;395(10234):1423-1433. doi: 10.1016/S0140-6736(20)30414-1. Epub 2020 Mar 17. Erratum in: Lancet. 2020 Apr 4;395(10230):1114. PMID: 32197105. Lessa CLS, Hodel KVS, Gonçalves MS, Machado BAS. Dengue as a Disease Threatening Global Health: A Narrative Review Focusing on Latin America and Brazil. Trop Med Infect Dis. 2023 Apr 23;8(5):241. doi: 10.3390/tropicalmed8050241. PMID: 37235289; PMCID: PMC10221906. Biswal S, Reynales H, Saez-Llorens X, Lopez P, Borja-Tabora C, Kosalaraksa P, Sirivichayakul C, Watanaveeradej V, Rivera L, Espinoza F, Fernando L, Dietze R, Luz K, Venâncio da Cunha R, Jimeno J, López-Medina E, Borkowski A, Brose M, Rauscher M, LeFevre I, Bizjajeva S, Bravo L, Wallace D; TIDES Study Group. Efficacy of a Tetravalent Dengue Vaccine in Healthy Children and Adolescents. N Engl J Med. 2019 Nov 21;381(21):2009-2019. doi: 10.1056/NEJMoa1903869. Epub 2019 Nov 6. PMID: 31693803. Shepard DS, Coudeville L, Halasa YA, Zambrano B, Dayan GH. Economic impact of dengue illness in the Americas. Am J Trop Med Hyg. 2011 Feb;84(2):200-7. doi: 10.4269/ajtmh.2011.10-0503. PMID: 21292885; PMCID: PMC3029168. Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME). GBD Compare Data Visualization. Seattle: IHME; 2019. Junior JBS, Massad E, Lobao-Neto A, Kastner R, Oliver L, Gallagher E. Epidemiology and costs of dengue in Brazil: a systematic literature review. 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