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- Relatório Reunião 31/10/2023 - GT Saúde Mental e Neurológica
Participantes reunião de outubro: Maria Odete Pereira, UFMG (Co-Facilitadora) Marco Mattos, Viatris Participantes reunião de setembro: Karen Scavacini - Instituto Vita Alere (Co-facilitadora) Marco Antônio Marcos - Viatris Maria Dilma Teodoro - ABP Maria Odete Pereira - UFMG Especialistas que fizeram recomendações ao GT: Adriano Massuda, FGV EAESP Arthur Aguillar, IEPS - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Estigma em saúde mental por parte dos profissionais de saúde da atenção básica, relacionado à falta de preparo e treinamento específico, e no ambiente de trabalho. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Almeja-se que o estigma em saúde mental seja um tema em alta nas discussões em diferentes setores da sociedade. - AÇÕES: 1. Promover debates para sensibilizar gestores, principalmente nas Secretarias de Saúde, setores educacionais, entidades médicas e empresas acerca do problema. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. 2. Estimular a percepção social do que seja o estigma por parte dos profissionais de saúde através de campanhas. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Avanços com a criação da frente parlamentar em saúde mental. 3. Desenvolver cursos, ainda que pioneiros, de capacitação em saúde mental para profissionais da atenção básica. - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária. - ATIVIDADES PLANEJADAS PELO GT: Lives sobre saúde mental: Dia Internacional da Saúde Mental (em outubro) e Dia Internacional da Prevenção do Suicídio (setembro), sendo uma estratégia de sensibilização no trato da pessoa com transtorno mental. - Será Implementado. Foi feito de forma isolada, ainda faltam ações conjuntas. Vídeo coletivo dos integrantes do GT, com o foco de sensibilização para gerar mudança de atitude em relação ao estigma, com engajamento das Secretarias de Saúde para divulgação. Os temas serão definidos pelos membros do GT. - Será Implementado. Planejar, nos próximos meses, Fórum Online para discutir a Saúde Mental no olhar da APS, convidando os Coordenadores de Saúde Mental da Secretaria de Saúde e da APS para entender a realidade e desafios, para então construir uma proposta de capacitação. - Será Implementado. Desenvolver um diagnóstico situacional, quais práticas em saúde mental estão sendo realizadas na APS dos estados, voltadas aos profissionais de saúde, e que estão demonstrando bons resultados. - Será Implementado. NOVA ATIVIDADE COLETIVA que este GT prevê implementar para atingir as mudanças esperadas: Distribuição do Guia de saúde mental pós-pandemia, com foco nos profissionais de saúde, elaborado pela Viatris (disponível aqui). Distribuição do vídeo feito pela Abrata sobre como superar a ansiedade e priorizar a saúde mental (disponível aqui). Disseminação do novo Mapa da saúde mental do Instituto Vita Alere (disponível aqui).
- Relatório Reunião de 31/10/2023 - GT Doenças Cardiovasculares
Participantes reunião de outubro: Patrícia Vieira de Luca, AHF | FórumDCNTs (Facilitadora) Luane Zanchetta, UNICAMP Mariana Silveira, Instituto Tellus Priscilla Romanoski, SES/SC Yara Baxter, Fundação Novartis Participantes reunião de setembro: Patrícia de Luca, AHF | FórumDCNTs (Facilitadora) Márcio Galvão, UFBA (Co-facilitador) Ana Carolina Gomes, UFMG Douglas Silva, ResMed João Sanches, Hcor Luiz Bortolotto, SBH Especialistas que fizeram recomendações ao GT: Edson Amaro, HIAE Geórgia Albuquerque, SVSA - Ministério da Saúde Paula Johns, ACT Promoção da Saúde - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de diagnóstico e monitoramento de doenças cardiovasculares na atenção primária. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Estabelecimento do pacote básico, mínimo necessário, para diagnóstico oportuno para DCVs, contendo exames de albuminuria, glicemia, pressão arterial, triglicérides, colesterol total e HDL e hemoglobina glicada, além de peso, altura e circunferência da cintura. - AÇÕES: 1. Ações de advocacy, campanhas e reuniões com Ministério da Saúde para implementação de um pacote mínimo de exames na APS para diagnóstico e monitoramento das DCVs e seus principais fatores de risco. - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária. NOVA ATIVIDADE COLETIVA que este GT prevê implementar para atingir as mudanças esperadas: Criar Fluxo de Encaminhamento com coleta e organização de dados para avaliação dos programas.
- Relatório Reunião 31/10/2023 - GT Obesidade
Participantes reunião de outubro: Doralice Ramos, PBO (Co-Facilitadora) Juliana Guerrero, Pé de Feijão Ludimyla Rodrigues, SVSA - Ministério da Saúde Participantes reunião de setembro: Andrea Levy - Instituto Obesidade Brasil (Facilitadora) Doralice Ramos - Instituto Cordial Especialistas que fizeram recomendações ao GT: Fernando Freitas, SAPS - Ministério da Saúde Katiana Teléfora, Seplag - RJ Paula Johns, ACT Promoção da Saúde - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Dificuldades para o acesso ao cuidado da pessoa com obesidade. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Ampliar a participação das pessoas com obesidade na identificação dos problemas de acesso aos serviços de saúde; Ampliar a discussão dentro do Ministério da saúde acerca da dificuldade de acesso para a pessoa com obesidade; Maior difusão das políticas sobre a obesidade. - AÇÕES: 1. Reunir organizações da sociedade civil, sociedades médicas e hospitalares, profissionais de saúde, gestores, pessoas com obesidade e Secretarias Estaduais, com intuito de debater sobre as dificuldades encontradas para o acesso e como levar essas demandas para o Ministério da Saúde. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Foram realizadas reuniões importantes no mês de agosto, com o Ministério da Saúde, com destaque para o DEPROS, SEIDIGI e o DAENT, sobre a questão do monitoramento da obesidade. Foi abordado com as coordenações e secretarias do Ministério da Saúde, a importância da anotação dos dados antropométricos pelos profissionais de saúde e também sobre como a obesidade aparece nas pesquisas nacionais, como a Vigitel e PNS. É importante destacar essa questão para qualificar as políticas públicas e melhorar o manejo da obesidade no SUS. 2. Encaminhamento de ofícios para Secretarias Estaduais e Ministério da Saúde. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Foi encaminhado um requerimento de informações para o Ministério da Saúde, através do PBO em relação ao Plano de aceleração da obesidade. 3. Reuniões com as Coordenações de Saúde das Secretarias Estaduais e do Ministério da Saúde. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. 4. Audiências públicas e seminários em ambientes abertos, para livre participação de pessoas envolvidas com o FórumDCNTs para o acompanhamento dos indicadores junto ao poder público. - Houve avanços e Continua sendo uma ação prioritária. Todas as instituições realizaram eventos e seminários nesse sentido, com a participação das pessoas envolvidas abrangendo a intersetorialidade, assim como as próprias pessoas com obesidade. 5. Elaboração de documento para o engajamento de atores para o acompanhamento e a implementação das políticas preconizadas. - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária. 6. Alinhar algumas estratégias com os GTs de Alimentação Saudável, Prevenção de CCNTs em Adolescentes e Diabetes (destaque: regulação de alimentos em escolas, gordofobia, profissional de educação física na APS, etc). - Não houve mudança e Continua sendo uma ação prioritária. - ATIVIDADES PLANEJADAS PELO GT: Elaboração conjunta de um texto comum que embase as ações do GT. Reunião prevista entre junho e julho. - Será Implementado. Live no dia 7/12/23 com a participação do FórumDCNTs, PBO e Inst. Obesidade Brasil para discutir as ações do GT de Obesidade. - Implementado. Fortalecer o debate para a atualização das portarias 424 e 425/2023 (Atividade futura para um problema adicional). Engajar a discussão sobre a importância da obesidade estar no Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis no Brasil (Plano de Dant) (Atividade futura para um problema adicional).
- Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS faz recomendações para a população
A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança o relatório final do Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS, intitulado "Saúde para Todos: transformando economias para fornecer o que importa". O importante documento traz reflexões como tornar o financiamento em saúde seja mais eficaz e sustentável e ser mais acessível para que toda a população possa ser atendida com qualidade. Mariana Mazzucato, presidente do Conselho de Economia da Saúde para Todos da Organização Mundial da Saúde (OMS), produziu esse documento em parceria com economistas ou que trabalham com políticas públicas em saúde. O relatório serve como guia com sugestões para implementar, na prática, mudanças necessárias como o financiamento da saúde, reorientação de valores na parte econômica, inovação e qualificação do setor público. Ainda é possível encontrar um debate entre mudanças climáticas e crises sanitárias e a falta de intersetorialidade entre os serviços públicos e os setores privados. "Uma população saudável não é apenas capital humano e capital social, ou um subproduto do crescimento econômico. A saúde é um direito humano fundamental", destaca Mariana. Para o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS, "o bem-estar físico e mental de todos deve ser um objetivo central das economias, e não apenas um trampolim para alcançar outros objetivos". Autor do prefácio, ele exalta a criação do Conselho em 2020 que desde então está concentrado em "reimaginar as medidas de desenvolvimento e crescimento econômico; melhorar a qualidade e a quantidade de financiamento para a saúde; obter governança focada na equidade para novas vacinas e tratamentos; e desenvolver as capacidades de que precisamos no governo e na sociedade para fornecer Saúde para Todos". O Conselho de Economia da Saúde para Todos da OMS tem clamado mudanças no pensamento econômico – em cada país, região e globalmente – para priorizar a Saúde para Todos. Com base no trabalho anterior do Conselho, este relatório final fornece 13 recomendações, organizadas em quatro pilares inter-relacionados: VALORIZAÇÃO DA SAÚDE PARA TODOS 1. VALORIZAÇÃO DO ESSENCIAL Trate a saúde e o bem-estar, os profissionais de saúde e os sistemas de saúde como um investimento de longo prazo, não como um custo de curto prazo. 2. DIREITOS HUMANOS Use compromissos legais e financeiros para fazer valer a saúde como direito humano. 3. SAÚDE PLANETÁRIA Restaure e proteja o meio ambiente, mantendo os compromissos internacionais em prol de uma economia regenerativa que conecta o planeta e as pessoas. 4. PAINEL PARA UMA ECONOMIA SAUDÁVEL Use uma variedade de métricas que acompanham o progresso nos principais valores sociais, acima e além da medida estreita e estática do PIB. FINANCIAMENTO DA SAÚDE PARA TODOS 5. FINANCIAMENTO A LONGO PRAZO Adote uma abordagem abrangente e estável para financiar a Saúde para Todos. 6. QUALIDADE DAS FINANÇAS Redesenhe a arquitetura internacional de finanças para financiar a saúde de forma igualitária e proativa com uma resposta eficaz e inclusiva à crise. 7. FINANCIAMENTO E GOVERNANÇA DA OMS Garanta que a OMS seja devidamente financiada e governada para desempenhar seu papel-chave de coordenação global em Saúde para Todos. INOVAÇÃO PARA A SAÚDE PARA TODOS 8. INTELIGÊNCIA COLETIVA Construa alianças público-privadas simbióticas para maximizar o valor público, compartilhando riscos e recompensas. 9. BEM COMUM Projete a governança do conhecimento, incluindo regimes de propriedade intelectual, para que o bem comum garanta o acesso global igualitário a inovações vitais em saúde. 10. ORIENTAÇÃO COM FOCO EM RESULTADOS Alinhe a inovação e as estratégias industriais com missões intersetoriais ousadas para proporcionar a Saúde para Todos FORTALECIMENTO DA CAPACIDADE DO SETOR PÚBLICO EM PROL DA SAÚDE PARA TODOS 11. ABORDAGEM INTEGRADA DE GOVERNO Reconheça que a Saúde para Todos não é apenas para os ministérios da saúde, mas para todas as agências governamentais. 12. CAPACIDADE DO ESTADO Invista nas capacidades dinâmicas do setor público, institucionalizando a experimentação e a aprendizagem, de modo a liderar de forma eficaz a oferta da Saúde para Todos. 13. CONSTRUÇÃO DE CONFIANÇA Demonstre transparência e engajamento público significativo para responsabilizar os governos pelo bem comum. Em resumo, a saúde deve ser vista como um investimento a longo prazo, não um custo a curto prazo desse direito humano fundamental. A Saúde para Todos não fica apenas no nome do documento ou Conselho, mas sim como objetivo geral, com a economia aliada a saúde. Assim, o Conselho espera conseguir articular e avançar em uma nova narrativa que reconheça saúde e economia como interdependentes e que a "despesa" seja trocada pelo "investimento". Acesse o material completo aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde
- FEBRACE-FórumDCNTs 2023: A Epigenética e a Longevidade de Vida - Oncologia Preventiva
Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2023 e selecionado por seu potencial na categoria FEBRACE-FórumDCNTs 2023 A Epigenética e a Longevidade de Vida: A Relação entre Hábitos Saudáveis e a Oncologia Preventiva A falta de disponibilidade informativa prejudica a qualidade de vida da população, pois, a mesma, muitas vezes, não conhece e não relaciona a relevância existente entre qualidade de vida e prevenção oncológica. Este trabalho tem como finalidade investigar o nível de conhecimento dos alunos sobre a influência dos hábitos diários e sua relação com a saúde e prevenção de doenças, como o câncer, a fim de promover uma formação educacional, com disponibilização de informações. Para sua realização foram utilizadas pesquisas para compreensão do estudo com métodos intervencionistas diretos, como palestras informativas para o grupo de estudo e, por fim, a conclusão a partir da intervenção feita, para entender a situação e a hipótese desenvolvida. Com a pesquisa feita, foi compreendido que os jovens não estão conscientes da necessidade de se ter uma vida saudável. Entretanto, após o momento de sensibilização, apresentam o desejo de realizar mudanças, em busca de uma vida mais saudável. Foi possível concluir que os jovens analisados não possuem conhecimento da relação que existe entre uma vida saudável e a prevenção de doenças, como o câncer, necessitando de formas que possibilitem a mudança dessa problemática. Autores: Andreza Luzia de Oliveira (Estudante), Janice Lima de Alencar (Orientadora) e Ana Maria Carneiro Almeida Diniz (Coorientadora) Instituição: E.E. Dr. Edino Jales - Patu/RN Palavras-chave: Câncer. Saúde. Hábitos. Informação. Comunicação.
- FEBRACE-FórumDCNTs 2023: Desenvolvimento de uma Ferramenta para Cálculo de Dose de Insulina Bolus
Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2023 e selecionado por seu potencial na categoria FEBRACE-FórumDCNTs 2023 Desenvolvimento de uma Ferramenta para Cálculo de Dose de Insulina Bolus no Tratamento de Pessoas com Diabetes O diabetes é uma condição crônica, na qual o corpo não produz ou não consegue utilizar devidamente a insulina que produz. De acordo com a SBD, no Brasil existem mais de 13 milhões de pessoas diagnosticadas. O sistema imunológico, em alguns indivíduos, promove um ataque às células beta. Com isso, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Então a glicose mantém-se no sangue e não é usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), que atinge entre 5 e 10% do total de pessoas com a condição (SBD, 2021). Uma das principais dificuldades das pessoas com DM1 é o cálculo da quantidade de insulina a ser administrada para cada refeição. A contagem de carboidratos (CHO) é considerado o método mais efetivo para o cálculo da dose de insulina antes das refeições (bolus alimentar). A quantidade de insulina a ser aplicada é calculada de acordo com o total de carboidratos ingeridos por refeição, permitindo uma dose de insulina mais precisa e uma flexibilidade alimentar maior para o paciente (CDBH, 2022). Geralmente se faz esse cálculo a partir da estimativa das porções ingeridas; com isso, se houver erros no peso do alimento, isso implicará em erro na dose de insulina bolus. Outra dificuldade para as pessoas com DM1 é o cálculo matemático que permite a conversão do peso do alimento para CHO e deste, para a dose de insulina bolus a ser administrada. Estes fatores citados dificultam a contagem de carboidratos, principalmente para crianças menores e pessoas com menos instrução. Diante disso, o objetivo do projeto é o desenvolvimento de uma ferramenta para cálculo de carboidratos de cada refeição e, com isso, permitir o cálculo da dose de insulina a ser administrada de forma mais precisa. A fase inicial consistiu na pesquisa teórica a respeito do diabetes e da possibilidade e do modo como a balança deveria ser construída. Nessa etapa também foi definido que o dispositivo a ser construído seria uma balança. A etapa a ser apresentada é a da montagem da balança usando Arduino com conectividade a celulares. O usuário pesa o alimento na balança e pelo celular escolhe o tipo de alimento. No acesso ao app, escolhe-se o alimento e o peso é convertido em carboidrato (CHO), estando essas etapas já concluídas. No futuro, o usuário pode cadastrar no app a sua prescrição médica (relação CHO-insulina de cada refeição, fator de sensibilidade para correção glicêmica) e informar a glicemia antes da refeição. Com isso o app calculará a dose de insulina necessária. Essa ferramenta será mais precisa no cálculo da dose e consequentemente melhora do controle glicêmico. Autores: Sarah Cendofanti Sezerino (Estudante), Júlia Carolina Magalhães (Estudante), Razer Anthom Nizer Rojas Montaño (Orientador) e Daniel Birck (Coorientador) Instituição: Colégio Militar de Curitiba/PR Palavras-chave: Aplicativo. Diabetes Mellitus tipo 1. Contagem de carboidrato. Balança. Controle glicêmico. Insulina bolus.
- FEBRACE-FórumDCNTs 2023: Autie: Aplicativo de Suporte para Mulheres com Autismo
Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2023 e selecionado por seu potencial na categoria FEBRACE-FórumDCNTs 2023 Autie: Aplicativo de Suporte para Mulheres com Autismo As mulheres com autismo enfrentam, de diversas maneiras, o desafio da negligência por parte da sociedade, encontrando-se frequentemente invisíveis e desamparadas. Um dos principais fatores que contribui para essa situação é o déficit no diagnóstico dessas mulheres, em grande parte devido à manifestação de traços que se alinham com os estereótipos tradicionais de feminilidade, como timidez e introspecção. Outrossim, as mulheres com autismo tendem a ser mais suscetíveis a entrar em relacionamentos abusivos, uma vez que enfrentam dificuldades na compreensão das nuances das normas sociais, como o sarcasmo e a ironia. Com o intuito de abordar essa problemática, foi desenvolvido o aplicativo Autie, que se propõe a fornecer suporte principalmente para pessoas com autismo de nível de suporte 1 e 2, com foco nas mulheres com autismo. O aplicativo tem como objetivo proporcionar maior autonomia e segurança a esse grupo, ao mesmo tempo em que busca aumentar a visibilidade e conscientização sobre a comunidade de pessoas com autismo dentro da sociedade. O Autie oferece uma série de funcionalidades, incluindo alarmes, desenhos roteirizados, uma tela de SOS destinada a crises (como Shutdown, Meltdown ou Sobrecarga) e situações de violência e informações sobre os direitos das pessoas com autismo, destinada à troca de experiências entre os usuários. Além disso, o aplicativo conta com personagens ilustrados que auxiliam na sua utilização. Vale ressaltar que todas as funcionalidades do aplicativo foram desenvolvidas com base nas opiniões de profissionais da área da Saúde e Educação e de membros da comunidade de pessoas com autismo. O Autie foi desenvolvido na plataforma Thunkable, com o uso das bases de dados do Firebase e Airtable. Como resultado, foram implementadas e programadas com sucesso todas as funcionalidades propostas, totalizando quatorze telas. O aplicativo conseguiu captar o interesse de organizações não governamentais (ONGs) e instituições sociais dedicadas ao autismo, através de reuniões de compartilhamento de ideias, visando a sua melhoria e obtendo apoio para sua eventual introdução no mercado. Como próximo passo, está planejada a migração da linguagem de programação para JavaScript, que oferece maior flexibilidade para a incorporação de novos recursos e funcionalidades ao aplicativo. Além disso, busca-se estabelecer parcerias tanto com representantes do público-alvo quanto com patrocinadores, visando à expansão do alcance e impacto do Autie na sociedade. Em resumo, o Autie é um aplicativo de grande potencial, destinado a contribuir significativamente para a promoção do bem-estar e inclusão das mulheres com autismo e de toda a comunidade com autismo. Autores: Isadora Ribeiro Vital (estudante), Leticia Pires Ribeiro (estudante), Anna Beatriz Gavinho da Silva (estudante), Vera Lucia da Silva (Orientadora) e Aluana Cristine Silva (Coorientadora) Instituição: IFSP- CAMPUS SUZANO/SP
- FEBRACE-FórumDCNTs 2023: Produção de uma Pomada para o Tratamento de Ferimentos Cutâneos
Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2023 e selecionado por seu potencial na categoria FEBRACE-FórumDCNTs 2023 Produção de uma Pomada para o Tratamento de Ferimentos Cutâneos De cada 1000 pessoas no Brasil, duas possuem algum tipo de ferida de difícil cicatrização, totalizando cerca de 485 mil pessoas/ano. Na área veterinária são aproximadamente 87 mil animais de pequeno porte com algum tipo de lesão na pele necessitando de tratamento. Desta forma, pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano - Campus Catu desenvolveram como solução o projeto Cicatribio que visa trazer ao mercado um creme gel cicatrizante produzido a partir do látex de mangaba, que é um insumo natural obtido de forma sustentável e proveniente da biodiversidade brasileira. O diferencial do Cicatribio é que, além da utilização da ação cicatrizante que ocorre entre 2 a 10 dias após a aplicação, o cliente terá à disposição um aplicativo operado por meio da inteligência artificial que será capaz de realizar um acompanhamento personalizado através da análise, medição e monitoramento cicatricial da lesão na pele de humanos e animais auxiliando assim, tanto as pessoas/animais com a lesão quanto os profissionais de saúde no tratamento das feridas. O produto fruto de pesquisa de estudantes do Ensino Médio já está no mercado e é indicado para o tratamento de feridas crônicas, acidentais, queimaduras, feridas cirúrgicas e dermatites presentes na pele de cães, felinos, equinos e bovinos. A fórmula desenvolvida pelos pesquisadores possui em sua composição o extrato de mangaba que auxilia na regeneração da pele de animais de forma mais rápida. Além disso, de forma inovadora, o Cicatribiovet, conta com um aplicativo operado por inteligência artificial, capaz de medir, analisar e acompanhar em tempo real o processo cicatricial da ferida, auxiliando tutores e médicos veterinários no tratamento dos ferimentos nos animais. Autores: Isis Beatriz Souza Pereira (Estudante), Márcio Victor Soares Souza (Estudante), Saulo Luis Capim (Orientador) e Jane Lima dos Santos (Coorientadora) Instituição: IF Baiano - Campus Catu/BA
- FórumDCNTs participa de lançamento do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), lançaram o "Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer", o primeiro Código Regional que adapta o modelo do Código Europeu Contra o Câncer, a fim de desenvolver recomendações para a prevenção do câncer direcionadas à região, levando em conta os contextos específicos em termos de fatores de risco, sistemas de saúde e desigualdades sociais na região da América Latina e do Caribe. O FórumDCNTs esteve presente no evento que debateu sobre a novidade no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, com a presença de líderes e especialistas do Hospital Israelita Albert Einstein, Ministério da Saúde, OPAS e Instituto Nacional de Câncer (INCA). Mais de 60 especialistas na área e representantes da Sociedade Civil da América Latina e do Caribe, foram selecionados pela IARC, da OMS, e pela OPAS, organizados em diferentes grupos de trabalho durante 2021 e 2022. Seguindo as orientações desenvolvidas pelos grupos de trabalho e revisadas e aprovadas pelo Comitê Científico foram recomendaram 17 ações que as pessoas podem fazer para ajudar a prevenir o câncer: 1. Não fume ou use qualquer tipo de tabaco. Se você usa, é possível parar. Se necessário, conte com ajuda profissional. Também não use cigarros eletrônicos, pois levam ao uso de produtos de tabaco. 2. Faça de sua casa um lugar livre da fumaça do tabaco. Respeite e promova as leis que garantem espaços livres de fumaça do tabaco para cuidar da nossa saúde. 3. Mantenha ou atinja seu peso saudável, ao longo da vida, para ajudar a prevenir vários tipos de câncer. 4. Faça atividade física diariamente, ao longo da vida, e limite o tempo que passa sentado. Ser uma pessoa fisicamente ativa ajuda a prevenir vários tipos de câncer. 5. Faça uma alimentação saudável: Coma a maior quantidade possível de verduras e frutas em cada refeição. Inclua, habitualmente, leguminosas como feijão e lentilha; Coma grãos integrais, como pão integral, e arroz integral, em vez de grãos refinados, como pão branco ou arroz branco; Evite o consumo de bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos prontos com açúcar). Prefira água potável; Limite o consumo de alimentos ultraprocessados, como doces, cereais matinais açucarados, salgadinhos, bolinhos e biscoitos, entre outros. Em vez disso, coma alimentos naturais ou preparados em casa; Evite carne processada, como embutidos (presunto, mortadela), salsichas, linguiças ou carnes salgadas, e limite o consumo de carne vermelha; Limite o consumo de bebidas em temperaturas muito quentes, como mate, chá ou café. Aguarde alguns minutos até sentir que o líquido não queima seus lábios ou língua. 6. Evite o consumo de bebidas alcoólicas para ajudar a prevenir vários tipos de câncer. 7. Amamente, quanto mais meses, melhor, para ajudar a prevenir o câncer de mama e o excesso de peso na criança. 8. Proteja-se da exposição direta ao sol nos horários de maior intensidade para ajudar a prevenir o câncer de pele. 9. Se você cozinha ou aquece sua casa com carvão mineral ou lenha, evite o acúmulo de fumaça dentro de casa. 10. Se houver alta poluição do ar em seu ambiente (externo), limite o tempo em que você passa ao ar livre. 11. Informe-se se o seu trabalho o(a) expõe a substâncias que podem produzir câncer e exija e adote as medidas de proteção recomendadas. 12. A infecção pela bactéria Helicobacter pylori pode causar câncer de estômago. Converse com os profissionais de saúde para ver se você poderia se beneficiar da detecção da bactéria e do tratamento da infecção. 13. Infecções por vírus como os das hepatites B e C, o vírus do papiloma humano (HPV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV) também podem causar câncer. Portanto: Vacine as crianças contra o vírus da hepatite B nas primeiras 24 horas de vida. Vacine-se e sua família, em qualquer idade, caso não tenha recebido a vacina; Vacine meninas e adolescentes contra o vírus do papiloma humano (HPV) para ajudar na prevenção, principalmente, do câncer do colo do útero, além de outros tipos de câncer. Realize esta medida preventiva nas idades recomendadas em seu país. Se disponível, vacine também os meninos; Converse com profissionais de saúde para saber se você pode se beneficiar da detecção e tratamento dos vírus das hepatites B e C para ajudar a prevenir o câncer de fígado; Faça o teste para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e pergunte sobre os programas de prevenção e tratamento disponíveis em seu país; Certifique-se de usar preservativo ou camisinha de forma correta e sistemática, especialmente com parceiros novos ou casuais. 14. Não faça reposição hormonal na menopausa, a menos que seja indicada pelo seu médico. A reposição hormonal pode causar câncer de mama. O câncer pode ser gerenciado e curado se for detectado precocemente e tratado no momento certo: 15. Se você tem entre 50 e 74 anos, procure o serviço de saúde e solicite o exame de detecção precoce do câncer de cólon e reto (sangue oculto nas fezes ou colonoscopia). De acordo com os resultados, siga as recomendações do profissional de saúde. 16. Se você tem 40 anos ou mais, vá ao serviço de saúde a cada dois anos para fazer um exame clínico das mamas. A partir dos 50 até os 74 anos, faça uma mamografia a cada dois anos. De acordo com os resultados, siga as recomendações do profissional de saúde. 17. Se você tem entre 30 e 64 anos, procure o serviço de saúde e solicite o teste molecular do vírus do papiloma humano (HPV), pelo menos a cada 5 a 10 anos, para detecção precoce do câncer do colo do útero. Pergunte se você mesma pode coletar a amostra. Caso não tenha acesso ao teste de HPV, solicite o teste disponível em seu país. De acordo com os resultados, siga as recomendações do profissional de saúde. Recomenda-se que os países estabeleçam metas intermediárias para alcançar a implementação gradual das recomendações que requerem infraestrutura não disponível no momento da publicação do Código Latino-Americano e Caribenho contra o Câncer. Acesse o material completo aqui. Acesse também o Código Europeu Contra o Câncer aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde
- Quase 1/3 dos AVCs no Brasil podem ser evitados com o diagnóstico e tratamento da hipertensão
Evento do FórumDCNTs discutiu como enfrentar este e outros fatores responsáveis pelo substancial número de mortes por doenças cardio e cerebrovasculares no país Questionamentos oportunos e importantes debates envolveram mais um evento do FórumDCNTs, desta vez sobre as doenças cardiovasculares, principais causas de morte da população mundial, com foco no Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Trombose. Em todo o planeta são 101 milhões de pessoas com sequelas de AVC, principalmente quando relacionada à hipertensão. Apenas no relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgado recentemente, 4 em cada 5 pessoas com hipertensão não são tratadas adequadamente, e 76 milhões de mortes podem ser evitadas com o tratamento adequado entre 2023 e 2050, de acordo com a estimativa da organização (Confira todos os vídeos do evento aqui). Outro dado impactante é que 3 em cada 10 AVCs aconteceram em pessoas que não tinham um acompanhamento da condição, número altíssimo para um país de dimensões continentais como o Brasil. Dessa forma, o uso dos anticoagulantes tem grande e importante fator na sensibilização e desafio de reduzir essa estatística no país. Esses e outros temas foram discutidos no painel “AVC e Trombose: Estratégias para Reduzir Mortes”, promovido pelo FórumDCNTs no dia 6 de outubro. Dando boas-vindas aos painelistas e participantes internautas, o Dr. Ronaldo Wieselberg, membro da Comissão Consultiva do FórumDCNTs e Vice-presidente da ADJ Diabetes Brasil, comentou sobre o processo de organização, desde os objetivos do encontro de especialistas até o debate interativo. Em seguida, a Sra. Patrícia de Luca, representante da AHF e membro da Comissão Organizadora do FórumDCNTs, contextualizou o tema do ponto de vista do paciente apresentando histórias de pessoas que passaram por situações relacionadas ao acidente vascular cerebral (AVC), com paralisias, e à trombose, e as dificuldades encontradas no atendimento médico-hospitalar, quanto à acesso a equipamentos para exames mais específicos, como uma tomografia, e o tratamento em si. E como reflexão para o debate lembrou que são vidas, e que o tempo de atendimento faz toda a diferença. Em seguida, a Dra. Gisele Sampaio Silva, Professora Livre-docente na Universidade Federal de São Paulo e Pesquisadora no Hospital Israelita Albert Einstein, apresentou as estratégias populacionais implementadas no Brasil que efetivamente levaram à redução de AVC e infarto e como escalá-las para todo o país. Ao redor do mundo existem mais de 12,2 milhões de AVCs por ano, 1 a cada 3 segundos, sendo que 101 milhões de pessoas estão vivendo com sequelas de AVC em todo o planeta, com a hipertensão como o principal fator de risco. “Hoje são três bilhões de pessoas com hipertensão no mundo, e 43% não sabem que têm essa condição. Por isso, o conhecimento e a prevenção são o melhor caminho para evitar o AVC”, destacou a médica neurologista. A especialista mencionou o Dr. Norberto Cabral, que afirma “se temos dados, temos poder”, como as informações relacionadas à hipertensão e ao diabetes no The Lancet e no The New England Journal of Medicine, além do Programa PROADI-SUS e especialmente a Iniciativa HEARTS. Na sequência, a Dra. Sheila Martins, Presidente da Rede Brasil AVC e World Stroke Organization, destacou o número de centros de AVC no Brasil, que de 2008 a 2022 teve um crescimento exponencial, de 35 para 248 centros, além de 5 para 102 unidades. Mesmo assim, a assistência ao AVC no Brasil melhorou com a organização do cuidado do AVC agudo, mas não foi suficiente para reduzir os 400 mil casos ao ano. Portanto, o rastreio, a partir da Diretriz Europeia e Canadense, deve acontecer em pessoas com mais de 65 anos e/ou que tenha fatores de risco como hipertensão, diabetes, cardiopatia, obesidade, apneia do sono e AVC. No Brasil, os anticoagulantes surgiram para melhorar os índices da condição, mas precisam de melhorias, como na Inglaterra em que se espera uma redução de 20 mil casos e 5 mil mortes por ano. “Hoje no Brasil, 30% dos AVCs são recorrentes e na maior parte dos pacientes não houve uma investigação porque não existiu uma prevenção adequada. Assim, o uso dos anticoagulantes pode reduzir em 68% as chances de um AVC”, comentou. O Dr. Roberto Botelho, Diretor do Triangulo Heart Institute, apresentou as estratégias de Saúde Digital e como elas fortalecem as linhas de cuidado para melhorar desfechos clínicos, tanto na prevenção como no tratamento. O especialista e sua equipe criaram um projeto de uma rede de telemedicina destinada à sete países, atendendo 10 mil pessoas por dia para apoiar também com a inteligência artificial (na Colômbia, México e Brasil). Nesse projeto, um algoritmo detectava o infarto, identificava o local e o trânsito recomendado, além de apresentar um caso de trombólise, trombólise mais resgaste ou angioplastia primária. A redução de mortalidade caiu de 1 a cada 4 pessoas para 1 a cada 25 pessoas. A equipe desenvolveu outra plataforma mais ampla, a Conexa, que implementa uma medicina corporativa com linhas de cuidado específicas do ambiente profissional. Com esses programas conseguiram reduzir indicadores de mortalidade, com algoritmos que mudam desfecho do infarto e do AVC, identificando sinais de risco e propondo as linhas de cuidado o algoritmo detecta e cria linhas de cuidado. “Esses são métodos de baixo custo e que promovem equidade e aderência ao tratamento”, finalizou o cardiologista. Em mais uma apresentação sobre o tema, o Dr. Octavio Pontes-Neto, Chefe do Serviço de Neurologia Vascular e Emergências Neurológicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP), salientou que “as evidências científicas dos estudos em AVC detectaram que essa condição voltou a ser a principal causa de morte no Brasil e a tornar incapacitante grande número de pessoas”, sendo 400 mil casos de AVC por ano no país. Quanto a implementação de tratamentos, em 2021 o Ministério da Saúde publicou uma portaria de incorporação do tratamento de Trombectomia Mecânica que faz a diferença, mas esse procedimento ainda não foi incorporado ao SUS. Já em relação ao cuidado através da Atenção Primária à Saúde (APS), o Dr. Romeu Sant'Anna, Coordenador do Serviço de Neurologia e Unidade de AVC do Hospital Risoleta Tolentino Neves, reforça que “na APS misturam-se problema de estrutura, carência de profissionais de saúde da família, com questões sociais e de educação, no sentido do conhecimento, que se tornam um problema de saúde”. Para ele, 90% dos casos poderiam ser prevenidos se houvesse uma orientação mais adequada no sistema de saúde. “A APS é o principal alvo e o principal desafio”, destacou. Finalizando as apresentações, o Dr. Rodrigo Cariri, Coordenador Geral de Atenção Especializada na Secretaria de Atenção Especializada (SAES) do Ministério da saúde, afirmou que o governo está atuando em duas grandes linhas: emergencial e estrutural. “Muito se perdeu, as Câmaras Técnicas do Ministério foram destituídas assim como conselhos”. Comentou, ainda, que o “Ministério da Saúde está trabalhando para a criação de Política Nacional de Atenção Especializada, o que deverá construir indicadores e promover melhoria no atendimento à pessoa com hipertensão, diabetes entre outras condições". O representante do governo federal reforçou o compromisso da Secretaria de Atenção Especializada em focar na atenção especializada ambulatorial, mais conhecida como atenção de média complexidade, onde há um vazio em formulações. Ao final, o debate entre os especialistas abordou novamente a necessidade de maior investimento na APS, de acordo com as necessidades de cada pessoa com Condições Crônicas não Transmissíveis (CCNTs). Ainda, o fator social foi destacado como crucial para os tratamentos, uma vez que indivíduos idosos que moram sozinhos, ou pessoas em vulnerabilidade social, podem não ter o acesso adequado e, como solução, ferramentas de saúde digital se tornam importantes aliadas. Dr. Rodrigo Cariri lembrou que o Ministério da Saúde revisou a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência, em que as propostas foram ampliadas e os recursos incrementados. Dentro desta Política estão as iniciativas de reabilitação que são previstas nos cuidados de AVC e devem acontecer em rede com a APS. Apesar do acesso à tecnologia no Brasil ser de 90% dos domicílios brasileiros, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), os especialistas destacaram em coro que levar a saúde digital de forma assertiva é extremamente necessário, visto que o acesso não significa resultado efetivo. Finalizando o debate, os especialistas salientaram a necessidade do suporte para a implementação das linhas de cuidado, além de haver a monitorização dos recursos destinados aos Centros de Trombectomia habilitados. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo
- C/Can oferece bolsas para pesquisas do sistema de saúde sobre câncer - Até 13/11
A City Cancer Challenge (C/Can) está oferecendo bolsas financiadas para pesquisadores em sua rede de cidades, que estão investigando projetos de pesquisa acerca do câncer no sistema de saúde através de uma lente científica de implementação. No Brasil a única cidade é Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, que faz parte de um conjunto de oito cidades espalhadas por África, Américas, Ásia e Europa. O prazo para submissões vai até 13/11. Os Seed Grants (ou Subsídios Semente/Iniciais no português) fazem parte da nova iniciativa de pesquisa da C/Can e do compromisso de promover a capacitação em pesquisa, nos esforços para acelerar melhorias no tratamento do câncer nos países de baixa e média renda. Cinco subsídios financiados de no máximo US$ 5 mil (R$ 25 mil na cotação atual) cada estão disponíveis para fomentar projetos de pesquisa que respondam às necessidades locais de tratamento do câncer nas cidades de Assunção (Paraguai), Cali (Colômbia), Grande Petaling (Malásia), Kigali (Ruanda), Kumasi (Gana), Leon (México), Porto Alegre (Brasil) e Tbilisi (Geórgia). Conheça as áreas de interesse As propostas devem estar baseadas em uma desses cinco domínios dos sistemas de saúde: Acesso aos cuidados oncológicos: investigar as barreiras ao acesso aos cuidados oncológicos e às intervenções para reduzir as disparidades em populações carenciadas ou em áreas remotas. Tecnologia da informação em saúde: explorar o uso de tecnologias digitais de saúde, inteligência artificial ou aprendizado de máquina para melhorar a prestação de cuidados oncológicos, o monitoramento de pessoas e a tomada de decisões. Qualidade do tratamento do câncer: examinar as estratégias para melhorar a qualidade e a segurança do tratamento do câncer por meio de diretrizes baseadas em evidências, métricas de desempenho e melhores práticas. Sobrevivência e cuidados de apoio: estudar as intervenções e programas que promovem melhor qualidade de vida aos sobreviventes do câncer e abordem as suas necessidades de cuidados psicossociais e de apoio. Economia e política da saúde: analisar o impacto econômico dos cuidados do câncer nos sistemas de saúde e identificar implicações políticas para otimizar a alocação de recursos. O objetivo das subvenções é gerar estudos exploratórios ou pesquisas em estágio inicial, coletar dados preliminares e, eventualmente, alavancar um financiamento maior. Será dada preferência a candidaturas relacionadas com a implementação de projetos urbanos e intermunicipais como parte do processo C/Can City. Inscrições As inscrições estarão disponíveis até às 12 horas (horário de Brasília/DF) do dia 13 de novembro de 2023. Os candidatos serão notificados do status de sua inscrição em dezembro de 2023. Fonte: City Cancer Challenge
- OMS anuncia Concurso para Tecnologias de Saúde inovadoras em CCNTs - Até 31/10
A Organização Mundial de Saúde (OMS) anuncia a abertura do Concurso para Tecnologias de Saúde Inovadoras para Ambientes com Poucos Recursos, edição 2023, focado na prestação de serviços relacionados com o rastreio, diagnóstico, tratamento, monitorização e gestão global das CCNTs. As inscrições vão até 31/10. O "Compêndio da OMS sobre tecnologias de saúde para ambientes com poucos recursos" busca aprofundar na questão de novas tecnologias em saúde, que sejam acessíveis, eficazes, seguras e de alta qualidade para prestar o melhor cuidado possível para a pessoa e melhorar o bem-estar da população. Muitos sistemas de saúde não estão preparados para enfrentar esse desafio, portanto as tecnologias inovadoras têm o potencial de melhorar os resultados de saúde e a qualidade de vida ou de oferecer uma solução para uma necessidade não satisfeita. Apesar do foco nas CCNTs, esta chamada considerará submissões de tecnologias relacionadas a outras doenças e condições de saúde. Qual é o objetivo deste compêndio? O objetivo do Compêndio da OMS é compilar e apresentar tecnologias de saúde inovadoras emergentes para ambientes com poucos recursos. Desde 2010, a OMS abre periodicamente um convite à apresentação de propostas de tecnologias inovadoras e realiza avaliações baseadas em evidências centradas na adoção de inovações em ambientes com poucos recursos. O Compêndio da OMS apresenta informações relatadas pelo fabricante e os resultados da avaliação da OMS de submissões selecionadas. Alguns fatos sobre condições crônicas não transmissíveis As CCNTs matam 41 milhões de pessoas todos os anos, o equivalente a 74% de todas as mortes a nível mundial (3 a cada 4 óbitos) Todos os anos, 17 milhões de pessoas morrem por CCNTs antes dos 70 anos; 86% destas mortes prematuras ocorrem em países de baixo e médio rendimento. De todas as mortes por CCNTs, 77% ocorrem em países de baixo e médio rendimento. As doenças cardiovasculares são responsáveis pela maioria das mortes por CCNTs, ou 17,9 milhões de pessoas anualmente, seguidas pelo câncer (9,3 milhões), doenças respiratórias (4,1 milhões) e diabetes (2 milhões, incluindo mortes por doenças renais causadas pela diabetes). Estes quatro grupos de doenças são responsáveis por 4 a cada 5 mortes prematuras por CCNTs. O uso do tabaco, a inatividade física, o uso nocivo do álcool, a alimentação pouco saudável e a poluição do ar aumentam o risco de morrer de uma CCNT. A detecção, o rastreio e o tratamento das CCNTs, bem como os cuidados paliativos, são componentes essenciais da resposta às condições. Conheça as diretrizes para a submissão das iniciativas Todos os formulários devem ser enviados eletronicamente através da plataforma online da OMS Estão disponíveis três formulários de submissão distintos: um para tecnologias disponíveis comercialmente, um para protótipos e um para atualizações (selecione o formulário que melhor se adapta ao seu envio) O formulário solicitará seu nome e e-mail para cadastro. Depois de se registrar, você receberá um e-mail com o link para o formulário. Por favor, não compartilhe este link, pois ele é exclusivo para você O formulário de submissão está dividido nas seguintes seções: A) Detalhes de contato, C) Detalhes da tecnologia, D) Condição clínica ou problema de saúde abordado, E) Especificações técnicas, F) Avaliação regulatória, G) Avaliação de evidências de tecnologia em saúde, H) Tecnologia em saúde avaliação de gestão, e I) Avaliações de propriedade intelectual e produção local. Cada seção possui um conjunto distinto de perguntas e requisitos de documentação necessários para a avaliação. Portanto, o extenso questionário nos permitirá realizar uma avaliação completa Quanto mais completo for o dossiê apresentado, melhor será a base para a avaliação da OMS Somente envios completos serão revisados. As submissões completas devem incluir informações para todas as avaliações (AI). Quando uma pergunta ou requisito não for aplicável à tecnologia, digite "Não aplicável" O formulário eletrônico expira após uma hora sem atividade. Para evitar a perda de dados, salve o formulário pressionando os botões "Anterior", "Próximo" ou "Retomar mais tarde". O formulário eletrônico possui opção de retomada posterior possibilitando a inserção dos dados em diferentes sessões. Para qualquer problema técnico, entre em contato conosco pelo e-mail techinnovation@who.int Inscreva-se para os três tipos de submissão: disponíveis comercialmente, protótipos e atualizações. Fonte: Organização Mundial de Saúde (OMS)










