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  • OPAS abre concurso que busca Vozes da Juventude sobre saúde mental - Até 31/8

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) promove o mais novo concurso em 2023, o “Youth Voices” (Vozes da Juventude), destinado a crianças e adolescentes entre 10 e 24 anos para articular uma visão sobre a atual crise de saúde mental na Região das Américas. As inscrições vão até 31/08. Os projetos a serem inscritos precisam ser originais, ou seja, criados especialmente para o concurso, serão divulgados nos canais de comunicação da OPAS e/ou campanhas relacionadas ao tema saúde mental de adolescentes e jovens. Quem pode participar? Adolescentes e jovens de 10 a 24 anos, de todos os países e etnias da Região das Américas. Os participantes podem inscrever projetos individuais ou em grupo, usando sua língua nativa. Como participar? Os participantes devem escolher uma pergunta e uma categoria de expressão criativa. Em seguida, devem escolher uma das três perguntas a seguir: O que significa saúde mental para você? O que você acha que os jovens precisam para cuidar de sua saúde mental? Que papel você e outros jovens podem desempenhar para reduzir o estigma associado às condições de saúde mental? A pergunta selecionada deve ser respondida usando uma das seguintes categorias de expressões criativas: Propostas de arte Pintura: acrílicos, aquarelas ou qualquer outro material ou técnica. Desenho: giz de cera, lápis, marcadores ou qualquer outro material. Ilustração digital: os competidores podem usar quaisquer técnicas e programas que preferirem. Quadrinhos: os competidores podem usar as técnicas que preferirem. Propostas de redação Poema: máximo de 400 palavras. História ou ensaio: máximo de 800 palavras. Propostas audiovisuais Vídeo para redes sociais: duração máxima de 1 minuto; criatividade e estilo são os critérios principais, usando live action, animação ou qualquer outra técnica. Nenhum vídeo pode incluir material, recursos ou música protegidos por direitos autorais sem a permissão do autor. Música: duração máxima de 4 minutos; letras inéditas e músicas escritas pelo competidor. Termos de participação Os concorrentes não podem participar em mais do que uma categoria. Eles podem enviar apenas uma proposta criativa que atenda às especificações detalhadas para cada opção. Seguem outras recomendações: Os trabalhos podem ser apresentados nos idiomas locais e indígenas dos países da Região das Américas. Essas entradas devem incluir uma tradução em inglês ou espanhol, em um arquivo do Word. Ao enviar seu material, os concorrentes aceitam que este material, independentemente de ganhar, pode ser usado pela OPAS para fins educacionais e/ou promocionais. Da mesma forma, concedem à OPAS uma licença perpétua de uso não exclusivo, gratuita, para a qual será necessário preencher a respectiva autorização. Qualquer pessoa ou pessoas claramente identificáveis ​​nos materiais devem dar o seu consentimento para a utilização da sua imagem, assinando a autorização para reprodução da sua imagem. Ao enviar materiais, os concorrentes menores de idade devem preencher um formulário assinado por um dos pais ou responsável legal. Os prêmios concedidos a menores (de 10 a 17 anos) serão entregues aos pais ou responsáveis. Recomenda-se que o dinheiro do prêmio seja usado para cobrir as despesas educacionais dos vencedores. Os ganhadores menores de idade (10 a 17 anos) deverão indicar, juntamente com seus pais ou responsáveis, se suas obras serão publicadas sob o nome legal do menor ou sob pseudônimo. Premiação O novo concurso da OPAS terá premiações em dinheiro, no qual os vencedores receberão prêmios em dinheiro que variam de US$ 150 (aproximadamente R$ 709 na cotação atual) a US$ 500 (aproximadamente R$ 2.360 na cotação atual). Serão três categorias premiadas dividas em 10 a 14 anos; 15 a 19 anos e; 20 a 24 anos: 1º Lugar - US$ 500 (aproximadamente R$ 2.360 na cotação atual) 2º Lugar - US$ 250 (aproximadamente R$ 1.180 na cotação atual) 3º Lugar - US$ 150 (aproximadamente R$ 709 na cotação atual) As inscrições estão abertas desde 17 de julho e serão encerradas em 31 de agosto, às 13 horas, horário de Brasília/DF. Os vencedores serão anunciados em setembro de 2023. Acesse o formulário de inscrição aqui. Acesse os termos do concurso aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

  • Carta Aberta de Pessoas com Diabetes a Profissionais de Saúde e Pesquisa sobre Estigma e Linguagem

    Nesta época do ano, com a aproximação da Assembleia Geral da ONU e diversos congressos de saúde, diferentes grupos lançam materiais de Advocacy. No post seguinte, compartilharemos materiais da NCD Alliance para Advocacy com o objetivo de priorizar prevenção e tratamento das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no compromisso dos países com a Cobertura Universal da Saúde, no dia 21 de setembro de 2023. Neste post compartilhamos a tradução do texto produzido e endossado por ativistas com diabetes, durante o congresso da American Diabetes Association (ADA), com o objetivo de convidar profissionais de saúde e pesquisadores a serem aliados contra o estigma do diabetes. Este texto foi traduzido pelos líderes e educadores em diabetes Henrique Alves e Ana Paula Porto (esta última também nutricionista), com apoio de: Bruna Lima, Bruna Patricio e Mark Barone. Acesse o conteúdo original aqui. Carta Aberta da Comunidade de Pessoas com Diabetes Sobre o Estigma do Diabetes #LinguagemImporta #LanguageMatters A questão do estigma do diabetes tem significativa importância, e tem chamado a atenção de pessoas com diabetes, profissionais da saúde e pesquisadores. É amplamente reconhecido na comunidade que esta condição encara um problema de imagem, levando ao estigma vivenciado por elas. Uma base de evidências cada vez mais ampla demonstra o impacto e o prejuízo que o estigma do diabetes pode ter, adicionando um fardo extra ao já causado pelo diabetes. Como resposta, um número cada vez maior de pessoas com diabetes compartilha as suas histórias sobre como lidar com o estigma. É hora, portanto, de reconhecer que todos temos um papel a desempenhar na resolução desse problema. Assim, pedimos um esforço dedicado e determinado de nossos aliados e parceiros profissionais de saúde para se juntarem a nós em nossos apelos para acabarmos com o estigma do diabetes. Há uma abordagem conjunta de muitas pessoas com diabetes para chamar a atenção sobre comentários estigmatizantes em relação ao diabetes nas nossas próprias comunidades de convivência, nos meios de comunicação, e na sociedade como um todo. Nós precisamos de sua ajuda para abordar esta questão em contextos clínicos e de pesquisa. Existe estigma associado a todos os tipos de diabetes, embora possa haver algumas diferenças nos preconceitos que formam esses estigmas. Nós acreditamos que é necessário que as pessoas com diabetes conheçam e compreendam o seu próprio tipo de diabetes. Nós também acreditamos e esperamos que os profissionais da saúde com quem trabalhamos, e que cuidam de nós, compreendam os diferentes tipos de diabetes, e onde a gestão dos diferentes tipos se diferenciam e se alinham. Entretanto, nós não acreditamos que reforçar ou perpetuar o estigma nos esforços para definir os diferentes tipos de diabetes seja necessário, ou benéfico. Identifique o tipo, mas lembre-se que nenhum diabetes é causado pelo fato de alguém comer bolo! E ninguém pede para ser diagnosticado com qualquer tipo de diabetes. O estigma do diabetes pode levar a descriminação no ambiente de trabalho, escolar e familiar. Isso afeta pessoas com diabetes, e também impacta na compreensão da causa do diabetes. Em algumas partes do mundo, um diagnóstico de diabetes significa que aquela pessoa é evitada pelos próprios familiares e comunidade. Nós pedimos a vocês, nossos aliados profissionais de saúde e pesquisadores, que trabalhem conosco nos esforços da nossa comunidade para acabar com o estigma do diabetes. Quando você vir ou ouvir colegas usando uma linguagem que estigmatiza o diabetes, por favor, chame a atenção quanto a isso. Quando você vir o diabetes sendo abordado de forma equivocada em reuniões ou conferências sobre diabetes, levante-se e diga algo. Nós estamos pedindo a vocês para serem consistentes quando falarem conosco e com seus colegas, e que se comprometam a utilizar uma linguagem que empodere e fortaleça as pessoas com diabetes, e que posicione o diabetes como uma condição séria, complexa e difícil que é. Pedimos que a linguagem utilizada não culpe, ou envergonhe aqueles de nós que vivem com diabetes. Nós entendemos que desafiar seus colegas não é algo fácil de se fazer, mas nós esperamos que você dê um passo à frente conosco, por nós, para nos ajudar a mudar a narrativa. Se trabalharmos juntos, e nos alinharmos com nossos esforços para lidar com o estigma, acreditamos que poderemos acabar com o estigma de uma vez por todas. Você está conosco? ________________________________________________________________________ Acesse o conteúdo original aqui.

  • SPINE20 2023 traz recomendações urgentes para dores na coluna no Brasil e no mundo

    Entre os dias 10 e 11 de agosto ocorreu a 4ª Reunião de Cúpula SPINE20, realizado em Nova Délhi, na Índia, que teve como tema em 2023 “Uma Terra, Uma Família, Um Futuro SEM DEFICIÊNCIA DE COLUNA”. O evento contou com a participação de representantes brasileiros da Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), que contribuíram nas recomendações propostas no evento para o G20, grupo que é o principal fórum de cooperação econômico internacional. O G20 desempenha um papel importante na formação e fortalecimento da arquitetura e governança globais em todas as principais questões econômico internacionais e atualmente é composto por 19 países (Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Türkiye, Reino Unido e Estados Unidos) e a União Europeia. Juntos, os membros do G20 representam cerca de 85% do PIB global, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população mundial. Conheça as recomendações propostas ao G20, a partir do SPINE20 2023: SPINE20 pede às nações do G20 que eliminem as barreiras estruturais ao acesso à reabilitação oportuna para dores na coluna. SPINE20 apela ao G20 para aumentar a conscientização sobre como nossas decisões cotidianas de estilo de vida em relação ao bem-estar, atividade física, tabagismo e nutrição afetam os recursos mundiais e nossa saúde da coluna. SPINE20 convoca os países do G20 a implementar práticas baseadas em evidências com boa relação custo-benefício para a transformação digital no tratamento da coluna, a fim de oferecer autogestão e prevenção, avaliar a prática e medir os resultados. SPINE20 apela aos países do G20 para apoiar o desenvolvimento, implementação e avaliação de processos de padronização para sistemas de prestação de cuidados da coluna, abrangendo dimensões genômicas, psicológicas, sociais e culturais das necessidades de saúde da população. SPINE20 apela aos países do G20 para aumentar a conscientização sobre falhas de segurança na atenção primária, incluindo fatores de risco de incapacidade e cronicidade da coluna. SPINE20 apela aos países do G20 para garantir cuidados de qualidade acessíveis para pessoas com distúrbios, deformidades e lesões relacionados à coluna ao longo da vida. SPINE20 apela aos países do G20 para estabelecer programas nacionais de cuidados com a coluna vertebral e priorizar, implementar e avaliar as recomendações recentemente compiladas do SPINE20 em todos os sistemas de saúde para melhorar o tratamento equitativo da coluna e os resultados de saúde. Essas recomendações visam a implementação de 6 ações, respectivamente: Deficiência da coluna e pobreza - Investimentos em sistemas de saúde Coluna e vida saudável - Impacto Cuidados digitais com a coluna - Transformação Economia - Padronização Segurança da pessoa - Cultura de segurança Determinantes sociais - Justiça social Os representantes do Brasil neste importante material são Ana Lígia Gil Espuny, docente e consultora da Bah! Negócios Sustentáveis Humanizados e assessora e consultora de relações institucionais na Sociedade Brasileira de Coluna, Carlos Tucci, Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Coluna e Cristiano Menezes, ortopedista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Coluna. Ambos participaram do desenvolvimento das recomendações propostas e votadas. Cada domínio elegeu três escritores que foram designados pela força-tarefa científica SPINE20 para redigir as recomendações e selecionar um subdomínio. Para o Brasil, as recomendações foram elaboradas em dois temas, com a parceria de quatro países. Vale citar que as dores na coluna não são amplamente reconhecidas e há poucos dados para quantificar e qualificar os estudos. De acordo com a SBC, 8 em cada 10 pessoas sentirá dor nas costas em algum estágio de sua vida, alguns com consequências catastróficas, isso explicaria por que as doenças da coluna são consideradas a principal causa de incapacidade globalmente. Ainda assim não há políticas de saúde específicas para lidar com a condição, sem o total conhecimento do impacto econômico. Confira: Economia do cuidado da coluna: Alemanha, Arábia Saudita e Brasil. A. SPINE20 apela aos países do G20 para apoiar o desenvolvimento, implementação e avaliação de processos de padronização para sistemas de prestação de cuidados da coluna, abrangendo dimensões genômicas, psicológicas, sociais e culturais das necessidades de saúde da população. B. SPINE20 apela aos países do G20 para promover o desenvolvimento, implementação e avaliação de processos de padronização em todas as camadas do sistema de prestação de cuidados da coluna, ao mesmo tempo em que permite a customização sistemática e a personalização dos cuidados para reduzir as lacunas de conhecimento e abordar a variação inerente na genômica, dimensões psicológicas, sociais e culturais das necessidades de saúde da população. Voto 1: A 71.4%, B 28.6% / Voto 2: A 80.6%, B 19.4% Segurança da pessoa com a condição: Alemanha, Brasil e Índia. A. SPINE20 apela ao G20 para aumentar a conscientização sobre falhas de segurança na atenção primária, incluindo bandeiras vermelhas não reconhecidas e risco de cronificação. B. SPINE20 apela ao G20 para promover a educação como um meio de gerir as falhas de segurança nos cuidados primários. Voto: A 75.0%, B 25.0% O que é a SPINE? A SPINE 20 é uma coalizão internacional criada para chamar a atenção global para a carga de incapacidade causada por distúrbios da coluna vertebral. Nossos esforços de defesa se concentram no desenvolvimento de recomendações de políticas públicas para melhorar a saúde, o bem-estar e o bem-estar de todos os que sofrem de dor e incapacidade na coluna. Propomos que o foco na facilitação do acesso a sistemas de saúde que priorizem cuidados de alto valor prestados por uma força de trabalho de saúde competente contribuirá para reduzir a incapacidade e melhorar a produtividade das nações do G20. Além disso, é nossa proposta que o alinhamento das recomendações do SPINE20 será uma contribuição valiosa para o avanço dos ODS. Fonte: SPINE20

  • Guia de Alfabetização em Saúde Online aborda os impactos da comunicação

    O Escritório de Prevenção de Doenças e Promoção da Saúde (ODPHP) do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) desenvolveu a 2ª edição do guia “Alfabetização em Saúde Online: Um Guia para Simplificar a Experiência do Usuário (Health Literacy Online: A Guide to Simplifying the User Experience), uma versão atualizada do guia de 2010, para ajudar a preencher esta lacuna. Derivado de uma extensa pesquisa com mais de 800 usuários, este guia atualizado oferece insights práticos sobre uma ampla gama de experiências de navegação dos usuários, especialmente na relação entre leitura e alfabetização em saúde, e pode ser usado para ajudar a criar soluções intuitivas e fáceis de usar ferramentas digitais de informação em saúde. O guia é interativo e de fácil navegação para acessar as diferentes seções, organizados e divididos em seis temas que descrevem tudo o que já é de conhecimento sobre a experiência do usuário. Fato é que as habilidades de alfabetização podem impactar praticamente todos os aspectos do uso da web como os desafios de leitura e processamento cognitivo, e maneiras simplificadas para deixar a navegação compreensível. Diversos fatores podem estar relacionados ao comportamento online de usuários como o tipo de dispositivos utilizado para visualizar o conteúdo da web e até mesmo os usuários com altas habilidades de alfabetização podem achar mais difícil ler e usar a web quando estão doentes, estressados ​​ou cansados. Portanto a necessidade de projetar sites com esses comportamentos em mente fará da web um um melhor ambiente e simplificar o conteúdo é um lugar lógico para começar. Escreva um conteúdo envolvente e convidativo Identifique as motivações e objetivos do usuário. Coloque as informações mais importantes primeiro. Descreva o comportamento de saúde - apenas o básico. Se mantenha positivo. Inclua os benefícios de suas ações. Forneça etapas de ação específicas. Escreva em linguagem simples. Verifique a precisão do conteúdo. Exiba o conteúdo claramente na página Limite o tamanho do parágrafo. Use marcadores e listas curtas. Use títulos significativos. Use uma fonte legível com pelo menos 16 pixels. Use o espaço em branco e evite a desordem. Mantenha o conteúdo mais importante acima da dobra, mesmo em dispositivos móveis. Use links de forma eficaz. Use cor ou sublinhado para identificar os links. Use imagens que ajudem as pessoas a aprender. Use o contraste apropriado. Torne o conteúdo da Web ajustado para impressão. Torne seu site acessível para pessoas com deficiência. Torne os sites responsivos. Crie conteúdo móvel para atender às necessidades dos usuários móveis. Organize o conteúdo e simplifique a navegação Crie uma página inicial simples e atraente. Rotule e organize o conteúdo pensando nos usuários. Crie caminhos de informação lineares. Dê aos botões rótulos significativos. Torne os elementos clicáveis ​​reconhecíveis. Verifique se o botão “Voltar” do navegador funciona. Forneça acesso fácil às páginas inicial e de menu. Dê aos usuários opções para navegar. Inclua uma função de pesquisa simples. Exiba os resultados da pesquisa com clareza. Engaje os usuários Compartilhe informações por meio de multimídia. Crie ferramentas e gráficos interativos intuitivos. Forneça informações personalizadas. Crie formulários e questionários fáceis de usar. Considere as opções de compartilhamento de mídia social. Teste seu site a partir de usuários com habilidades limitadas de alfabetização Recrute usuários com habilidades limitadas de alfabetização - e habilidades limitadas de alfabetização em saúde. Identificar e eliminar barreiras logísticas à participação. Crie materiais de teste de linguagem simples. Teste se o seu conteúdo é compreensível e acionável. Use moderadores que tenham experiência com usuários com habilidades limitadas de alfabetização. Faça um pré-teste do guia do moderador. Use várias estratégias para garantir que os participantes entendam o que você deseja que eles façam. Teste no celular. Como este guia foi desenvolvido A 1ª edição de Health Literacy Online (2010) sintetizou as lições aprendidas com a pesquisa original do ODPHP com mais de 700 usuários da web e o pequeno mas crescente corpo de literatura sobre as experiências da web de usuários com habilidades limitadas de alfabetização. O guia foi elaborado com base nos princípios de usabilidade da Web descritos nas Diretrizes de usabilidade e design da Web com base em pesquisa, desenvolvido pelo HHS em parceria com a General Services Administration (GSA). Embora muitas das recomendações originais do guia sejam verdadeiras hoje, grande parte da tecnologia e das melhores práticas relacionadas evoluíram. É por isso que decidimos lançar uma 2ª edição do Health Literacy Online. Acesse o guia completo aqui. Fonte: Office of the Assistant Secretary for Health

  • Forus International destaca a sociedade civil como fundamental na implementação do ODS 17

    Forus International lança o relatório “Desenvolvimento Sustentável por Deslocamento do Poder: Fortalecimento da Capacidade da Sociedade Civil como Ferramenta Chave para a Implementação do ODS 17”, oficialmente divulgado no dia 10 de julho e que fornece uma análise do potencial transformador de iniciativas de fortalecimento de capacidade para a sociedade civil e uma revisão de sua representação nas Revisões Nacionais Voluntárias (VNRs) de 2022. O relatório foi desenvolvido em colaboração com 14 plataformas nacionais e regionais de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e fornece uma análise do potencial transformador de iniciativas de fortalecimento de capacidade para a sociedade civil e uma revisão de sua representação nas VNRs de 2022. O documento também destaca o papel crucial das organizações da sociedade civil no avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a importância das iniciativas de fortalecimento de capacidade que são impulsionadas pelas necessidades e prioridades das próprias OSCs. Com foco na mudança da dinâmica de poder, garantindo a localização e descolonizando as práticas, o relatório enfatiza o papel vital que as organizações da sociedade civil podem desempenhar na entrega dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável quando devidamente apoiados. Entre os representantes dos membros da Forus está Pedro Bocca, Assessor de Incidência Internacional da Associação Brasileira Organizações Não Governamentais (Abong) e que compartilhou suas percepções e recomendações vinculadas ao relatório Sobre o ODS 17 O Objetivo 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável tem como título "Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável" por meio das finanças, tecnologia e comércio. Saiba mais sobre o ODS aqui. Sobre a Forus International A Forus International foi fundada em outubro de 2008 com o objetivo de fazer com que as vozes nacionais sejam ouvidas nas negociações internacionais. Reúne 69 Plataformas Nacionais de ONGs e 7 Coalizões Regionais da África, Américas, Ásia, Europa e Oceania. Acesse o documento na íntegra aqui. Fonte: Forus International

  • Evento de Orientação para Financiamento Projetos Anti-Tabaco Bloomberg - 3/8

    Foi anunciada a Rodada 34 do Programa de Subsídios da Iniciativa Bloomberg para Reduzir o Uso de Tabaco, no qual o Brasil faz parte de um dos dez países contemplados nesta oportunidade. A partir dessa rodada, a Vital Strategies realizará uma sessão de informações no dia 03/08. A Rodada 34 é uma Rodada de Doações Estratégicas e apenas candidatos dos países prioritários podem se inscrever. Esta também é a primeira rodada de Cessação (Cessation Grants), um subconjunto do principal programa de bolsas com chamada para propostas; instruções de aplicação; formulário de ideia de projeto (somente para rascunho offline, envie usando o formulário on-line), considerações de uma proposta eficaz; e introdução um guia passo a passo para enviar uma ideia de projeto. A Vital Strategies financiará os projetos direcionados de alto impacto, que tenham até 24 meses de duração e US$ 400 mil (aproximadamente R$ 1.924 milhão na cotação atual) em orçamento, para apoiar projetos que abordam um ou vários aspectos de serviços de cessação baseados em evidências e que levem a um progresso substancial na sustentabilidade dos serviços. A sessão de informações irá: Fornecer mais informações sobre que tipo de projetos serão financiados por essas doações Aconselhar sobre como escrever uma proposta e um orçamento bem-sucedidos Responder a quaisquer perguntas que você possa ter. Para ajudar a responder às perguntas desta rodada inicial, será realizado uma sessão de informações nesta quinta-feira (3) das 9h às 10h (horário de Brasília). Para o Brasil, o foco da política em 2023 segue as seguintes determinações: Aumentar impostos e preços de produtos de tabaco Apoiar a manutenção da proibição de dispositivos eletrônicos para fumar (ENDS e HTPs). Apoiar o litígio que busca a recuperação dos custos de assistência médica da indústria do tabaco Monitorar interferência de TI/Conflito de interesse/Implementação do Art 5.3 em todo o governo brasileiro Apoiar a aprovação e implementação efetiva de políticas de TAPS mais abrangentes Apoiar o fortalecimento das políticas de embalagem e rotulagem *Observação, isso deve ser combinado com referência ao suporte para as políticas MPOWER listadas acima. Inscreva-se aqui. Fonte: Programa de Subsídios da Iniciativa Bloomberg e The Union

  • OPAS lança chamada para reconhecer experiências de municípios saudáveis nas Américas - Até 18/08

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lança chamada para coletar e reconhecer experiências significativas sobre municípios, cidades e comunidades saudáveis, implementada na Região das Américas. A convocatória está aberta e receberá inscrições até o dia 18/08. A partir do Movimento de Municípios, Cidades e Comunidades Saudáveis (MCCS), a OPAS tem como objetivo contribuir para a divulgação e o intercâmbio de iniciativas implementadas em nível local na região e que contribuam para a saúde, o bem-estar e a equidade. Quem pode participar? Cada governo local poderá apresentar até três propostas e as experiências devem atender os seguintes requisitos: Cada iniciativa será apresentada diretamente pelo governo local que a implementou. Cada experiência deve ter sido implementada por pelo menos um ano. Deve apresentar resultados em saúde, bem-estar e equidade. A experiência deve abordar pelo menos uma das seguintes áreas: Governança local para a saúde e o bem-estar de todas as pessoas. Ação intersetorial para a saúde e o bem-estar. Participação, capacitação da comunidade e coesão social. Acesso a serviços básicos essenciais para a saúde e o bem-estar. Ambientes saudáveis, inclusivos e seguros. Gerenciamento de emergências de saúde e desastres, inclusive mudanças climáticas. Cada proposta deve detalhar as seguintes informações: Perfil do governo local: nome, localização e número de habitantes do município. Nome da experiência/projeto/programa e contato da(s) pessoa(s) responsável(is). Formulação de políticas: dados, objetivos e metas, entre outros. Atividades e ações realizadas na fase de implementação. Resultados e impacto: detalhar e especificar se o monitoramento foi realizado e o tipo de avaliação (quantitativa, qualitativa ou mista), resumindo as principais conclusões. Quais são os critérios de avaliação? Cada iniciativa terá pontuação máxima de 100 pontos e será avaliada a partir de critérios como Equidade (até 15 pontos); Ação intersetorial para a saúde (15 pontos); Participação social (15 pontos); Eficácia (15 pontos); Monitoramento e avaliação (15 pontos); Sustentabilidade (15 pontos); Replicabilidade (5 pontos) e; Inovação associada à experiência (5 pontos). A OPAS convidará os prefeitos das cinco experiências mais bem avaliadas para apresentá-las no VI Encontro Regional de Prefeitos para Municípios, Cidades e Comunidades Saudáveis, a ser realizado em Huechuraba, Chile, nos dias 26 e 27 de outubro. Além disso, essas experiências serão publicadas e divulgadas em toda a rede do Movimento MCCS. Acesse os termos e condições da convocatória aqui. Registre sua proposta aqui. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde

  • IDF e ISN lançam chamada à ação para o Diabetes e Doença Renal Crônica

    A Federação Internacional de Diabetes (IDF) e a Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) desenvolveram um resumo de política que tem como alvo defensores, profissionais de saúde e formuladores de políticas na área de doença renal crônica em pessoas que vivem com diabetes, com o objetivo de fornecer recomendações sobre as ações necessárias para prevenir, gerenciar e tratar esta condição de forma eficaz. Intitulado “Renovando a Luta: Uma Chamada à Ação para o Diabetes e Doença Renal Crônica”, o documento destaca as ligações entre diabetes e doença renal crônica, ressaltando seu impacto e gravidade e ainda enfatiza que para todo o processo funcionar é preciso uma abordagem multissetorial para prevenir e tratar ambas as condições. O resumo ainda fornece recomendações de políticas para melhorar a prevenção e os cuidados e, em última análise, melhorar a vida das pessoas que vivem com ou em risco de doença renal crônica em pessoas com diabetes e, principalmente, compartilha as experiências de vida de pessoas que vivem com ambas as condições e defende cuidados centrados nas pessoas e a inclusão de pessoas que vivem com diabetes e doença renal crônica no desenvolvimento dessas políticas. O documento traz as estatísticas sobre o Diabetes com dados alarmantes acerca da condição ao redor do planeta: 537 milhões de adultos vivem com diabetes; e 90% vivem com diabetes tipo 2 45% dos casos de diabetes em adultos (240 milhões) não são diagnosticados O diabetes é responsável por 6,7 milhões de mortes anualmente (excluindo os riscos de mortalidade associados a COVID 19) Diabetes movimenta US$ 966 bilhões das despesas de saúde (11,5% das o total de cuidados de saúde gastos em adultos saúde em todo o mundo) 541 milhões de adultos têm tolerância à glicose e 319 milhões têm glicose em jejum prejudicada, aumentando significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2 As estatísticas referentes a Doença Renal Crônica também preocupam: Estima-se que 850 milhões de pessoas vivam com doença renal crônica A taxa de mortalidade por DRC aumentou em 42% em 17 anos DRC é a 12ª causa mais comum de morte em 2017 e estima-se que possa tornar-se a 5ª causa mais comum em 2040 A quantidade de casos de DRC em países de baixa e média renda é muito grande e está entre as 10 principais causas de morte Maior risco de mortalidade prematura, doenças cardiovasculares e insuficiência renal estão associados à DRC A DRC em pessoas que vivem com diabetes foi encontrada em mais de 58% das pessoas triadas aleatoriamente para albuminúria e taxa de filtração glomerular estimada Essas são as nove recomendações da IDF e ISN acerca dos casos de doença renal crônica em pessoas com diabetes, que podem ter terríveis consequências: Garantir a colaboração intersetorial e multissetorial no desenvolvimento de políticas e investimentos abrangentes para prevenir e tratar o diabetes e a DRC; Colaborar com a OMS para implementar o Pacto Global de Diabetes em nível nacional, para melhorar a prevenção e o tratamento do diabetes; Desenvolver e implementar intervenções para facilitar a triagem de diabetes em toda a população, de acordo com as recomendações; Fornecer cobertura universal para testes de glicemia e hemoglobina glicada, medicamentos hipoglicemiantes e medicamentos anti-hipertensivos, de acordo com as metas de cobertura de diabetes da OMS a serem alcançadas até 2030; Desenvolver e implementar programas para triagem de DRC, estratificação de risco e monitoramento em pessoas com diabetes; Fornecer cobertura universal para medicamentos que reduzem a progressão da DRC em pessoas com diabetes: inibidores da ECA/ARA, inibidores do SGLT2 e ARM; Fornecer cobertura universal para tratamento de DRC, incluindo diálise e transplante, que são componentes críticos do tratamento e manejo da doença renal terminal e devem ser incluídos em qualquer programa abrangente de cobertura universal de saúde; Incluir a doença renal especificamente nas metas da ONU e da OMS, por exemplo, na declaração política sobre a próxima reunião de alto nível da ONU em 2025 sobre CCNTs, para aumentar a conscientização sobre a importância da saúde renal e melhorar a alocação de recursos para prevenir, detectar e gerenciar doenças renais; Defender cuidados centrados nas pessoas e garantir que as pessoas que vivem com diabetes e DRC sejam incluídas no desenvolvimento e avaliação de intervenções e diretrizes. Sobre a Federação Internacional de Diabetes (IDF) A Federação Internacional de Diabetes (IDF) é a voz global da comunidade de diabetes. Somos uma organização sem fins lucrativos com mais de 240 organizações nacionais associações de diabetes em 161 países e territórios, trabalhando juntos para melhorar e capacitar as vidas dos 540 milhões de pessoas que vivem com diabetes e prevenir a diabetes naqueles em risco. Sobre a Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) A Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN) é uma associação profissional global dedicada ao avanço saúde renal em todo o mundo desde 1960 até educação, subsídios, pesquisa e defesa. Acesse o documento na íntegra aqui. Fonte: Federação Internacional de Diabetes e Sociedade Internacional de Nefrologia

  • Idec tem inscrições abertas para a Semana Sustentável 2023 - Até 23/07

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) realiza a iniciativa Semana Sustentável como parte integrante da campanha global “Green Action Week” (Semana da Ação Verde), promovida pela Sociedade Sueca de Proteção à Natureza. O edital para a Semana Sustentável de 2023 está disponível e as inscrições estão abertas até 23/07. O objetivo da Semana Sustentável é de impulsionar o consumo sustentável para que organizações da sociedade civil de diferentes países promovem ações coletivas na agenda da sustentabilidade. Serão financiadas ações que tenham por objetivo a promoção da produção e do consumo responsáveis e sustentáveis, e que levem em conta a perspectiva da justiça socioambiental, considerando questões de raça, gênero, renda e regionalidade. Desde 2018, a campanha global tem como mote "Comunidades que Compartilham", buscando transformar a cultura consumista por meio do fortalecimento de coletividades colaborativas e sustentáveis. Assim, espera-se possibilitar que mais pessoas conheçam e tenham acesso à iniciativas de bens e serviços comprometidas com questões socioambientais, contribuindo para a transformação dos paradigmas atuais de produção e consumo. Quem pode participar? Organizações sem fins lucrativos, movimentos sociais, associações voluntárias, associações comunitárias, de moradores e/ou outras organizações da sociedade civil que: Tenham pelo menos 3 anos de atuação e/ou experiência na temática de produção e consumo responsável e sustentáveis; Não sejam membros da Consumers International. A proposta deverá ser submetida para o e-mail projetos@idec.org.br, utilizando o formulário de inscrição disponível no site, até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 23 de julho de 2023. É obrigatório: Enviar uma proposta preenchendo todos os campos do modelo disponível aqui, com informações relativas à organização e ao representante legal responsável pela gestão da iniciativa/ação proposta; Dentro deste mesmo modelo, preencher o orçamento com todos os custos e o plano de trabalho detalhando as atividades e cronograma previsto; Enviar o cartão CNPJ da organização junto ao formulário de aplicação. Para garantir um maior equilíbrio, serão aceitos o envio de apenas uma proposta de cada organização. Caso tenha mais de uma ideia, é sugerido a submissão daquela que tiver maior sinergia com a proposta da Semana Sustentável. No site do Idec site há uma seção de Perguntas Frequentes contemplando algumas possíveis dúvidas sobre a Chamada Pública. Caso permaneçam dúvidas, envie por e-mail para projetos@idec.org.br com o assunto: “Semana Sustentável”. Como será o financiamento? O Idec, com apoio da Sociedade Sueca de Proteção à Natureza, apoiará até 5 iniciativas com orçamentos de até R$ 13.800 para cada uma delas. Todo o recurso financeiro repassado à organização proponente deve ser exclusivamente aplicado nas ações da proposta selecionada. Isto quer dizer que não será permitido o subfinanciamento de atividades, com o repasse financeiro para outras organizações. É importante destacar que o Idec realizará o acompanhamento financeiro das atividades, sendo a organização proponente responsável por garantir a transparência das informações, gerando os relatórios de despesas, conforme as instruções contratuais, arquivando os documentos fiscais originais e encaminhando cópias digitalizadas via e-mail para o contato a ser informado após a seleção da iniciativa. Cronograma 04/07/2023 - Abertura para submissão das propostas 23/07/2023 - Prazo final para submissão de propostas 24/07/2023 a 15/08/2023 - Análise das propostas submetidas, seleção e devolutiva 21/08/2023 a 01/09/2023 - Reunião inicial, apresentação da Semana Sustentável e definição dos processos 21/08/2023 a 19/11/2023 - Implementação do projeto A definir - Evento de celebração e compartilhamento das experiências 24/11/2023 - Prazo final para: Envio do relatório de atividades contendo: Descritivo das ações realizadas; Os principais resultados alcançados. Envio do relatório financeiro contendo: Cópias digitalizadas dos documentos fiscais e comprovantes de pagamento das despesas relacionadas à execução das atividades; Relatório de execução orçamentária. O que é o Idec? O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua há mais de 35 anos representando consumidores de todo país na luta por relações de consumo mais justas. Somos independentes de governos, partidos políticos e empresas e nossa atuação é mantida com recursos de projetos financiados por fundações independentes e por doações de pessoas físicas. Nosso propósito é a preservação e garantia de direitos a partir de uma atuação que busca alternativas para prevenção e resolução de conflitos de consumo, especialmente nas áreas de consumo sustentável, serviços financeiros, saúde, alimentação saudável e sustentável, mobilidade, energia e telecomunicações e direitos digitais. Acesse o Formulário de Inscrição aqui. Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

  • Brasileiro perde até 48 anos saudáveis de vida em decorrência do Diabetes tipo 1

    Pesquisa internacional inédita, anunciada em evento do FórumDCNTs, traz estimativas da doença em cada estado do país A organização sem fins lucrativos JDRF International revelou dados inéditos a respeito do diabetes mellitus tipo 1 (DM1) no Brasil. Thomas Robinson, vice-presidente de acesso global da entidade, relatou que o brasileiro, a depender do estado em que reside, perde de 32 a 48 anos saudáveis de vida em decorrência do DM1. Dessa forma, a média é de 38 anos saudáveis perdidos por pessoa com DM1 no país. A estimativa considera que a condição foi diagnosticada aos 10 anos de idade. O indicador “anos saudáveis perdidos” refere-se aos anos perdidos em qualidade de vida, devido ao tratamento, às complicações da doença, e ao encurtamento da expectativa de vida, ou seja, a morte prematura das pessoas com DM1. Ainda segundo dados da pesquisa, deveriam estar vivas, em 2022, 464 mil pessoas que faleceram prematuramente por complicações derivadas da DM1. Atualmente, a doença atinge 559 mil pessoas no Brasil (Confira todos os vídeos do evento aqui). O pesquisador apresentou os resultados preliminares do estudo durante o painel online “Diabetes no Brasil: Desafios e Estratégias para Mudar o Cenário”, promovido no dia 19 de junho pelo Fórum Intersetorial para Combate às Doenças Crônicas não Transmissíveis no Brasil (FórumDCNTs). As informações foram obtidas por meio da segunda versão do T1D Index, ferramenta de simulação que mediu o impacto do DM1 na saúde pública de 201 países a partir de dados epidemiológicos de 2021. O lançamento do software no Brasil foi realizado em setembro de 2022, juntamente com o maior estudo epidemiológico mundial sobre a doença realizado até o momento. À época, os cálculos não levaram em conta as desigualdades regionais do país. Ajustes na plataforma resultaram em números mais precisos, anunciados agora, os quais evidenciam um cenário pior que o delineado anteriormente. Na primeira versão, o T1D Index chegou à média de 32 anos saudáveis perdidos por pessoa com DM1, 235 mil vidas perdidas e 588 mil pessoas vivas com a doença no Brasil. O T1D Index usou para o novo cômputo as taxas de incidência, diagnóstico e mortalidade, as quais variam substancialmente de um estado para o outro. “Dentre os fatores que levam à essa disparidade está a diferença nas intervenções públicas em saúde. Impactam na qualidade e expectativa de vida da pessoa com DM1 o nível de apoio aos autocuidados, o acesso às tiras para medição da glicemia e a quantidade diária recebida, bem como a disponibilidade de insulina e o tipo dispensado”, analisou Robinson. “As ações e o alcance da saúde pública não são os mesmos em ambientes urbanos e rurais, ou em capitais e cidades distantes delas”, completou. O vice-presidente de acesso global da JDRF International também exibiu simulações realizadas pelo T1D Index para o contexto brasileiro sobre os efeitos, na saúde individual e coletiva, de diferentes intervenções públicas para o cuidado da DM1. De acordo com a plataforma, uma pessoa com dez anos de idade e DM1 sem o diagnóstico morreria em poucos meses. Já uma pessoa com diagnóstico aos dez anos e recebimento de duas tiras para glicemia por dia (a média da quantia oferecida pelo SUS) e suprimento estável de insulina humana tenderia a viver 49 anos. Os resultados melhoram progressivamente à medida que aumenta a quantidade de tiras fornecida e, ainda, conforme o tipo de insulina dispensado. Assim, a expectativa de vida é de 52 anos se, além de duas tiras, a pessoa com DM1 for tratada com insulina análoga ao invés da humana. Com cinco tiras por dia e insulina humana, a média sobe para 58. Com cinco tiras por dia e insulina análoga, a expectativa de vida é de 61 anos. Caso o usuário receba insulina análoga e dispositivos de monitorização contínua de glicose ou bombas de infusão no lugar das tiras, a expectativa é de 65 e 71 anos, respectivamente. "Trata-se de uma relação custo-efetividade que vale a pena", argumentou Robinson. “O primeiro grande objetivo do Brasil deveria ser oferecer análogos de insulina e cinco tiras por dia a todos os usuários com DM1. O segundo, diagnosticar mais pessoas”, recomendou. Estas duas tecnologias já estão incorporadas ao SUS, mas nem todas as pessoas têm acesso a elas. Brasileiros com diabetes ou pré-diabetes ultrapassam os 32 milhões Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil é o sexto país em número de pessoas com a condição no mundo, atrás da China, Índia, Paquistão, Estados Unidos e Indonésia. De 2013 para 2019, houve um aumento de 36% da prevalência da condição no país. “Os dados mais recentes indicam a existência de mais de 32 milhões de brasileiros com diabetes ou pré-diabetes. Por outro lado, apresentamos um alto investimento econômico per capta em comparação com os demais países que possuem grande prevalência de diabetes. Nossa expectativa é de que esses recursos sejam utilizados da melhor maneira possível”, ressaltou Dr. Mark Barone, coordenador geral do FórumDCNTs. Ele observou que 31,9% dos 15,7 milhões de pessoas com diabetes no Brasil ainda não foram diagnosticados. Os números mostram a relevância do evento promovidos pelo FórumDCNTs, que reuniu representantes de sociedades de especialidades médicas, associações de pessoas com diabetes, administração pública em saúde e indústria farmacêutica. Os painelistas possuem experiências diversas, todas com papel fundamental no desenvolvimento de ações sustentadas para a prevenção e cuidado das pessoas com diabetes tipo 1 e 2 no país. Barone lembrou que muitos dos convidados convivem com o diabetes, o que enriqueceu o debate. Um dos objetivos do encontro foi o engajamento das principais instituições dos diferentes setores da sociedade, representadas pelas autoridades presentes, em ações nacionais que melhorem efetivamente esse cenário. A ideia foi compreender a questão em sua integralidade, considerando, no âmbito do SUS, as realidades dos usuários, profissionais de saúde e gestores. Dra. Karla Melo, coordenadora do Departamento de Saúde Pública da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), falou sobre as recomendações das sociedades de especialidades médicas para a mudança do atual panorama da doença no país. Ela listou os ajustes necessários aos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para diabetes, com sugestões de prioridades no fornecimento de medicamentos de acordo com as condições clínicas dessas pessoas; bem como de ações para melhorar o manejo da glicemia e melhorar o engajamento nos autocuidados. Sheila Vasconcellos, jornalista da Associação de Diabetes do Rio de Janeiro (Adila RJ), constata em seu dia a dia a heterogeneidade demonstrada pelo T1D Index. “No Norte e Nordeste do país, as pessoas têm maior dificuldade em receber tanto acompanhamento quanto insumos básicos, como as tiras de glicemia. Já no Sul e Sudeste, é possível obter insulinas mais modernas, que permitem melhor gerenciamento da condição”, exemplificou. Vasconcellos também destacou a demora do governo federal em disponibilizar a insulina análoga lenta para toda a população. “Os excessos burocráticos do Estado atrapalham o recebimento de medicamentos e dispositivos pelas pessoas com diabetes”, avaliou a Dra. Karla Melo. Atenção primária terá o suporte de equipes multiprofissionais, diz secretário O atendimento especializado foi outra questão apontada tanto por Vasconcellos quanto por Melo. "Há um longo intervalo de tempo entre o encaminhamento ao especialista e a efetivação da consulta. Para a pessoa com diabetes, a demora de um ano e meio, por exemplo, pode significar a perda da visão ou a amputação de um de seus pés", afirmou a jornalista. A endocrinologista Karla Melo, por sua vez, sublinhou a necessidade de as pessoas com diabetes tipo 1 serem atendidas por um especialista entre três a quatro vezes por ano. “Caso não seja viável, pode-se usar a telemedicina para que o médico generalista seja apoiado pelo especialista”, sugeriu. Dr. Nésio Fernandes, titular da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS) do Ministério da Saúde (MS), garantiu que a atenção básica terá o apoio de equipes multiprofissionais, as quais serão constituídas, entre outras especialidades, por endocrinologistas e cardiologistas. “Essas equipes compartilharão com a atenção primária a responsabilidade pelo cuidado. Os profissionais estarão disponíveis para oferecer segunda opinião especializada, seja mediada por tecnologia ou presencialmente”, declarou o secretário. Educação a respeito do diabetes é essencial A necessidade de educação, tanto dos profissionais de saúde quanto das pessoas com a diabetes, seus familiares e toda a comunidade foi um consenso entre os participantes. Lucas Galastri, presidente da ADJ Diabetes Brasil, exemplificou a importância da orientação acerca do diabetes com sua própria experiência. “Tenho diabetes desde os oito anos. Eu não possuo complicações graças à educação que recebi na ADJ”. Vasconcellos falou sobre a importância da divulgação de informações que desmistifiquem o diabetes por meio das mídias, não somente a imprensa, mas também novelas e outros espaços possíveis. Vanessa Pontirolli, coordenadora de Public Affairs & Patient Advocacy na Novo Nordisk, assinalou que parte da população brasileira não possui acesso à internet e, por isso, também devem ser considerados projetos de educação que usem outros canais. Melo assinalou que o diagnóstico da condição é simples, porém o tratamento é complexo e depende do engajamento do indivíduo. “Para que isso ocorra, ele deve ser orientado por um profissional de saúde capacitado”, enfatizou a endocrinologista. O secretário Nésio Fernandes informou que o governo federal vai investir na qualificação dos recursos humanos, vista como oportunidade para reorientar a prática profissional para o cuidado centrado na pessoa. No decurso das discussões, todos expressaram o entendimento de que a melhoria da atenção em saúde para a população com diabetes no Brasil depende do compromisso e articulação entre os agentes interessados, inclusive os usuários dos serviços e seus familiares. “Estou convicto de que nenhuma política pública avança sem a participação dos diferentes segmentos da população, com suas respectivas realidades”, assegurou Andrey Roosewelt, diretor do Departamento de Promoção da Saúde da SAPS/MS. Pontirolli apontou que a indústria farmacêutica tem a responsabilidade de contribuir com iniciativas de saúde pública que promovam a prevenção, diagnóstico precoce e o acesso a tecnologias. “Juntos e de forma multidisciplinar podemos fazer a diferença, por meio de parcerias que aproveitem os conhecimentos e recursos”. Roosewelt, por sua vez, frisou o compromisso do governo federal com a multiprofissionalidade, intersetorialidade e o envolvimento de todas as instâncias da atenção em saúde. Na imprensa: ADJ Momento Diabetes O Globo Sociedade Brasileira de Diabetes Terra Valor Econômico Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • OMS e UNICEF lançam ferramenta que alerta para o marketing prejudicial de alimentos às crianças

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o UNICEF, com o objetivo de abordar os direitos da criança quanto à sua alimentação, divulgam orientações de implementação para que os países tomem medidas ainda mais fortes para proteger as crianças do impacto prejudicial do marketing de alimentos, o que fere vorazmente a alimentação saudável infantil e aumenta os casos de obesidade entre os mais jovens. O documento intitulado “Agir para proteger as crianças do impacto prejudicial do marketing de alimentos: uma abordagem baseada nos direitos da criança” serve como um guia prático para governos e parceiros, com etapas para introduzir medidas legais e assim restringir a comercialização de alimentos que sejam uma ameaça à saúde pública, sobretudo infantil. A nova ferramenta, já disponível no site da OMS, visa ainda orientar os governos a agir usando uma perspectiva de direitos da criança e complementa outros dois importantes materiais, o primeiro sendo a “Diretriz sobre Políticas para proteger as crianças do impacto prejudicial do marketing de alimentos da OMS” e o segundo “A abordagem baseada nos direitos da criança para o marketing de alimentos: um guia para formuladores de políticas do UNICEF”. No documento, o Brasil é citado pela Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável no país, que tem a ACT Promoção da Saúde como um dos membros da iniciativa, além de ser um dos países que foram além de restringir apenas o marketing de alimentos, visando proteger as crianças de toda comercialização por meio da proibição de formas específicas de marketing comercial direcionado a crianças. Essa proibição engloba, além de alimentos e bebidas, o marketing prejudicial em brinquedos, roupas, equipamentos esportivos, na tecnologia e no entretenimento. O crescente número de sobrepeso e obesidade infantil no Brasil preocupa o Comitê dos Direitos da Criança. A taxa anual de crescimento de casos de obesidade entre as crianças cresce 4,4% ao ano e entre os adultos pode atingir 41% da população em 2035, segundo o Atlas Mundial da Obesidade 2023, reflete diretamente na urgência e precisão da ação proposta pela OMS e UNICEF, que interfere na mesa de cada família brasileira e pelo mundo na construção de um futuro melhor para as crianças. A recomendação do Comitê dos Direitos da Criança parte do princípio que "o Estado tome todas as medidas necessárias para combater a obesidade entre crianças, inclusive promovendo estilos de vida saudáveis ​​e conscientizando sobre nutrição saudável". Acesse o documento aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Orientações FórumDCNTs: Consulta CONITEC sobre tratamento de edema macular no diabetes - Até 24/07

    Através da presente orientação, o FórumDCNTs pretende mobilizar os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 24/07, com a Consulta Pública CONITEC nº 22/2023 - Implante intravítreo de dexametasona para o tratamento de edema macular em pessoas com diabetes, através do seguinte link: Consultas Públicas. O edema macular em pessoas com diabetes (EMD) é uma causa bem conhecida de perda visual em pessoas com diabetes. Atualmente, os anti-VEGFs e os corticosteróides (como a dexametasona) são as principais alternativas terapêuticas, utilizadas com o objetivo de reduzir a gravidade do edema e prevenir a perda de visão (1). A recomendação preliminar da CONITEC é favorável à incorporação do Implante intravítreo de dexametasona para o tratamento de edema macular em pessoas com diabetes. O FórumDCNTs concorda com a recomendação preliminar da CONITEC, uma vez que o implante de dexametasona fornece um resultado anatômico e funcional favorável no EMD, conforme demonstrado em vários estudos. Esta tecnologia é atualmente a opção de tratamento para os indivíduos com resposta clínica inadequada aos anti-VEGF (1, 2). O implante intravítreo de dexametasona é também particularmente benéfico no tratamento de EMD em pessoas com histórico de evento cardiovascular importante, que tenham passado por vitrectomia, não aderentes ao tratamento, que necessitam de cirurgia de catarata, ou com componente inflamatório substancial (3). Um estudo espanhol, cujo objetivo era estabelecer o impacto orçamentário no Sistema de Saúde Espanhol da inclusão do implante de dexametasona no tratamento do EMD em uma região específica do país, demonstrou que a inclusão da tecnologia levaria a uma economia de recursos, principalmente pela redução dos custos de aplicação. A economia anual por pessoa foi calculada entre €41 e €350 (4). Estamos certos de que a incorporação do implante intravítreo de dexametasona para tratamento do edema macular em pessoas com diabetes no SUS será um passo importante para melhorar o tratamento de quem desenvolve essa complicação do diabetes, o EMD. O EMD é uma condição que tem um forte impacto negativo na qualidade de vida, afetando a capacidade de realizar tarefas cotidianas, incluindo a autogestão do diabetes. Além disso, a incorporação dessa tecnologia ajudará a diminuir o alto impacto econômico do EMD (tanto os seus custos diretos como demonstrado na literatura, bem como seus custos indiretos, como redução da receita ou maior necessidade de apoio social à medida que a visão piora, por exemplo). O FórumDCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, através dos links abaixo. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas e fazer o login ou cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para contribuir com as suas opiniões e experiências sobre Implante intravítreo de dexametasona para o tratamento de edema macular em pessoas com diabetes, é necessário acessar o formulário de experiência e opinião: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-22-2023-opiniao-dexametasona. Para apresentar uma contribuição técnica (evidências científicas e/ou clínicas, impacto econômico, outras contribuições), é necessário acessar o formulário técnico-científico: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sectics-n-22-2023-tecnico-cientifico-dexametasona. Referências 1. Karti, O., Saatci, A.O.. Place of intravitreal dexamethasone implant in the treatment armamentarium of diabetic macular edema. World J Diabetes. 2021 Aug 15;12(8):1220-1232. doi: 10.4239/wjd.v12.i8.1220. 2. Augustin, A.J., Feltgen, N., Haritoglou, C., Hoerauf, H., Maier, M.M., Mardin, C.Y., Schargus, M.. [Clinical Decision Making for Treatment of Diabetic Macular Oedema with DEX Implant: a Consensus Paper] Klin Monbl Augenheilkd. 2021;238:73–84. doi: 10.1055/a-1024-4089. 3. García, A.L., Adán, A., Ascaso, F.J., Cabrera, F., Donate, J., Escobar, J.J.B., Peralta, G., Reyes, R.G., Rodríguez, M.M., Ruiz-Moreno, J.M., Vinagre, I.. MOMENTUM-D Study Group. Use of intravitreal dexamethasone implants in the treatment of diabetic macular edema: Expert recommendations using a Delphi approach. Eur J Ophthalmol. 2020;30:1042–1052. doi: 10.1177/1120672119861623. 4. Cervera, E., De Andrés-Nogales, F., Armadá, F., Arias, L., Oyagüez, I., Martínez, C.. Budget impact analysis of dexamethasone intravitreal implant for the treatment of diabetic macular oedema. Farm Hosp. 2018 Nov 1;42(6):244-250. English. doi: 10.7399/fh.11016.

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