top of page

Resultados da busca

Buscar neste site

1641 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Dados sobre a população com diabetes são publicados no Vigitel São Paulo

    Mais de 3 milhões de adultos vivem com diabetes no Estado de São Paulo. Esse número faz parte do Vigitel SP 2021, apresentado pela Divisão de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DVDCNT/CVE) da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, que também alerta para o baixo índice de exames de fundo de olho e exames dos pés para essa população, na qual mais de 2 milhões de pessoas não tiveram esse atendimento. No conjunto da população adulta, a frequência de pessoas com diabetes foi de 9,2%, sendo maior entre as mulheres (9,7%) do que nos homens (8,8%). Em ambos os sexos, a frequência aumentou com a idade e a maior foi no grupo de 0 a 8 anos de escolaridade. Nos números de pessoas que tiveram seus pés examinados há menos de um ano, apenas 22% afirmaram ter esse cuidado, número não muito diferente nos exames de fundo de olho no mesmo intervalo de tempo, apenas 32,2%. Os números são do Vigitel (Vigilância de fatores de risco e de proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico no estado de São Paulo) SP 2021, intitulado “Estimativas sobre frequência e distribuição sociodemográfica de fatores de risco ou proteção na população com Diabetes em 2021", e elaborado pela Coordenação Estadual de Vigilância de DANT (CVigDANT) desta Divisão. O diabetes mellitus (DM) é uma das causas de mortalidade prematura a ser monitorada pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e pelo Plano de Enfrentamento de DANT do Ministério da Saúde. No Estado de São Paulo, as taxas de mortalidade por DM são maiores que a do Brasil e a meta estabelecida para a redução da mortalidade prematura por DM não será alcançada até 2030, inclusive apresentando aumento no ano de 2020. O que é o Vigitel? O Vigitel é o inquérito telefônico sobre fatores de risco e de proteção para DCNTs e foi criado pelo Ministério da Saúde, sendo aplicado para a população das capitais do país desde 2006. A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo vem reproduzindo o Vigitel no estado (Vigitel ESP) desde 2012, com mais três edições (2014, 2020 e 2021), disponibilizando estimativas para o estado e, por redes de regiões de atenção à saúde (RRAS), a partir de 2020. Acesse o documento na íntegra: Fonte: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo

  • ONU abre inscrições para Premiação de Ações ODS - Até 30/04

    A Organização das Nações Unidas (ONU) está com inscrições abertas para o “UN SDG Action Awards 2023”, que premia iniciativa e mudanças positivas no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. As inscrições vão até o dia 30/04/2023. A ONU tem como objetivo encontrar iniciativas e pessoas que mobilizam, inspiram e conectam todos para promover mudanças positivas com relação aos ODS, incluindo o ODS 3.4, da CCNTs, como a erradicação da pobreza, cidades e comunidades sustentáveis, saúde e bem-estar, etc. Todos os anos são recebidas mais de 3 mil inscrições e indicações de mais de 150 países. Os finalistas e vencedores serão revelados e celebrados em uma cerimônia inspiradora e criativa do UN SDG Action Awards, transmitida ao vivo para todo o planeta. Todas as candidaturas serão avaliadas de acordo com três critérios: - Impacto: Qual o impacto da iniciativa? Por exemplo, número de pessoas impactadas, mobilizadas, número de setores envolvidos, políticas/legislação/orçamentos influenciados, mudanças tangíveis no comportamento para os ODS. - Abordagem: Quão inovadora é a estratégia desta iniciativa? É uma ideia inovadora? A iniciativa também está envolvendo aqueles que ficaram para trás? - Escalabilidade/Replicabilidade: Esta iniciativa tem potencial para ser ampliada e/ou replicada em outros contextos para acelerar o alcance dos Objetivos Globais? Existe alguma evidência de que a ampliação ou replicação já está ocorrendo? Conheça todas as categorias do “SDG Action Awards 2023”: Mobilizar: Iniciativas que transformam a apatia em ação, mobilizando centenas de milhares, ou mesmo milhões, de indivíduos para agir em prol dos ODS. Inspirar: Iniciativas que aproveitam o poder da criatividade para inspirar mudanças positivas e mudar o comportamento para os ODS. Conectar: Iniciativas que transformam divisão em unidade, conectando diversos setores e parceiros – de cidadãos a instituições – para acelerar o progresso nos ODS. Changemaker: Indivíduos excepcionais que demonstram que o poder está em nossas mãos para inverter o roteiro e trazer mudanças transformadoras. Acesse as informações e submeta sua inscrição sobre a Orientação de Aplicação e Orientação de Nomeação. Para mais informações sobre o UN SDG Action Awards 2023, clique aqui.

  • Relatório Reunião de 17/03/2023 - GT Saúde Mental e Neurológica 2023

    Participantes desta reunião: Marta Axthelm, Abrata (Facilitadora) Fernando Combraneli, Health Innova Flávia Sayegh, Abrale Karen Scavacini, Vita Alere/IASP Maria Dilma, ABPr Patrick Camelo, Peter Pan Pedro Ripoli, FórumDCNTs - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Estigma em saúde mental por parte dos profissionais de saúde da atenção básica, relacionado à falta de preparo e treinamento específico. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Almeja-se que o estigma em saúde mental seja um tema em alta nas discussões em diferentes setores da sociedade e que haja ao menos uma turma em andamento na capacitação. - AÇÕES: Promover debates para sensibilizar gestores, principalmente nas Secretarias de Saúde, setores educacionais, entidades médicas e empresas acerca do problema. Estimular a percepção social do que seja o estigma por parte dos profissionais de saúde através de campanhas. Desenvolver cursos, ainda que pioneiros, de capacitação em saúde mental para profissionais da atenção básica. Planejamento, com datas aproximadas, previsto pelo GT para essas ações: Planejar, nos próximos meses, Fórum Online para discutir a Saúde Mental no olhar da APS, convidando os Coordenadores de Saúde Mental da Secretaria de Saúde e da APS para entender a realidade e desafios, para então construir uma proposta de capacitação.

  • Relatório Reunião de 17/03/2023 - GT Obesidade 2023

    Participantes desta reunião: Andrea Levy, Instituto Obesidade Brasil (Facilitadora) Guilherme Nafalski, Instituto Cordial/PBO (Co-Facilitador) Conrado Carrasco, Novo Nordisk Patrícia Nelly Menezes, UPE - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Dificuldades para o acesso ao cuidado da pessoa com obesidade. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Ampliar a participação das pessoas com obesidade na identificação dos problemas de acesso aos serviços de saúde; Ampliar a discussão dentro do Ministério da saúde acerca da dificuldade de acesso para a pessoa com obesidade; Maior difusão das políticas sobre a obesidade. - AÇÕES: Reunir organizações da sociedade civil, sociedades médicas e hospitalares, profissionais de saúde, gestores, pessoas com obesidade e Secretarias Estaduais, com intuito de debater sobre as dificuldades encontradas para o acesso e como levar essas demandas para o Ministério da Saúde. Encaminhamento de ofícios para Secretarias Estaduais e Ministério da Saúde. Reuniões com as Coordenações de Saúde das Secretarias Estaduais e do Ministério da Saúde. Audiências públicas e seminários em ambientes abertos, para livre participação de pessoas envolvidas com o FórumDCNTs para o acompanhamento dos indicadores junto ao poder público. Elaboração de documento para o engajamento de atores para o acompanhamento e a implementação das políticas preconizadas. Alinhar algumas estratégias com os GTs de Alimentação Saudável, Prevenção de CCNTs em Adolescentes e Diabetes (destaque: regulação de alimentos em escolas, gordofobia, profissional de educação física na APS, etc). Planejamento, com datas aproximadas, previsto pelo GT para essas ações: Até a reunião do dia 27/04, reunir propostas e experiências exitosas, bem como difundir o que aqui foi discutido. Até a reunião de maio (05/05), construir o planejamento para o segundo semestre.

  • Relatório Reunião de 17/03/2023 - GT Oncologia 2023

    Participantes desta reunião: Helena Esteves, Oncoguia (Facilitadora) Luana Lima, TJCC/Abrale (Co-Facilitadora) Arthur Moraes, Roche Tatiana Toporcov, USP Joiciara Caroni, UF Ribeirão Preto Sandra Prazeres, Associação Peter Pan - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Dificuldade de acesso ao cuidado adequado pelas pessoas com câncer no SUS (acesso a consultas e exames). - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: O problema é complexo e não deve ser totalmente solucionado no curto prazo, mas a intenção é ter os caminhos para que isso aconteça até o final do ano, alinhando os diversos atores envolvidos. - AÇÕES: Entender e propor soluções para o problema do alto índice de não comparecimento às consultas. Ampliar pesquisas e divulgação de dados sobre o câncer no Brasil, principalmente para atacar a falta de dados e de transparência a respeito das filas de espera, inclusive sobre prevenção (ações de prevenção são necessárias, como a relação entre obesidade e câncer). Entender a estrutura de financiamento e propor soluções que apoiem os hospitais e ampliar suas ofertas de serviço.

  • Relatório Reunião de 17/03/2023 - GT Saúde Digital em CCNTs 2023

    Participantes desta reunião: Camila Sartorato, Horas da Vida (Facilitadora) Iseli Reis, Fleximedical (Co-facilitadora) Alberto Jose Ogata, FGV Juliana Nabarrete, SAS Brasil Luciane Matalani, Efarma Silvana Kasinski, UNIFESP Tiago Espindula, Hospital HSamp e Santa Paula Vitor Oliveira, Doctomatic - PROBLEMA PRIORITÁRIO: Falta de acesso a ferramentas digitais para prescrição, diagnósticos e cuidados de CCNTs. - MUDANÇAS ESPERADAS ATÉ O FINAL DE 2023: Index de ferramentas digitais; Maior engajamento e uso de ferramentas por pessoas com ou em risco de desenvolver CCNTs. - AÇÕES: Marcar uma reunião online para mapeamento do ecossistema do grupo para uso em estudo para apresentar ao FórumDCNTs. Fazer campanha direcionada a um recorte populacional, que será definido, para engajamento das pessoas com CCNTs no uso de ferramentas digitais para prevenção, diagnóstico, monitoramento, educação e cuidados com sua condição. Entender as deficiências na interoperabilidade na esfera pública, de forma a ampliar, favorecer e aprimorar a utilização da telemedicina e de sistemas/plataformas de receitas digitais no SUS. Desenvolver estudo de caso em um município ou UBS. Planejamento previsto pelo GT para essas ações: Planejar Hackaton para pensar em soluções para os desafios do grupo. Definição de documento do GT como forma de analisar previamente o que cada participante faz e suas disponibilidades.

  • Estudo da USP convida voluntários para pesquisa sobre alimentação e CCNTs

    O Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP (Nupens/USP) convida toda a sociedade para participar do Estudo NutriNet Brasil, pesquisa online que tem o objetivo de acompanhar 200 mil pessoas de todas as regiões do país para identificar características da alimentação brasileira que aumentam ou diminuem o risco de condições crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer. A pesquisa é coordenada pelo Prof. Dr. Carlos Augusto Monteiro, do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, e busca participantes voluntários para contribuírem na promoção de saúde da população brasileira. O NutriNet Brasil é um estudo longitudinal prospectivo que ocorre totalmente online desde janeiro de 2020, e que investiga a relação entre os padrões de alimentação do brasileiro e diversas condições crônicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, vários tipos de câncer, entre outras. Os participantes respondem periodicamente a questionários sobre alimentação e estado de saúde. Para se cadastrar, o interessado deve ter no mínimo 18 anos, morar no Brasil e ter acesso à internet. O estudo já conta com mais de 106 mil pessoas cadastradas, mas o NutriNet Brasil quer alcançar a marca de 200 mil participantes voluntários. Saiba mais aqui. Fonte: NutriNet Brasil

  • Brasil é destaque na redução de sódio no mundo, aponta OMS

    Relatório inédito da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que apenas 9 dos 184 Estados-membros têm um pacote abrangente de políticas recomendadas para reduzir a ingestão de sódio O Brasil é um dos nove países que se destacam na implementação de políticas de redução de sódio no mundo. Os dados apresentados por um relatório inédito da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que apenas 5% dos Estados Membros são protegidos por políticas de redução de sódio obrigatórias e abrangentes, o que inclui também Chile, República Tcheca, Lituânia, Malásia, México, Arábia Saudita, Espanha e Uruguai. O relatório divulgado nesta-quinta-feira (9) pela OMS, porém, ressalta que o mundo está fora do caminho para atingir sua meta global de reduzir a ingestão de sódio em 30% até 2025 e que poderia salvar a vida de aproximadamente 7 milhões de pessoas até 2030. Nutriente essencial para a existência humana, o sódio, quando ingerido em excesso, aumenta o risco de doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e morte prematura. Atualmente, 73% dos Estados Membros da OMS carecem de uma ampla gama de implementação de tais políticas. Um dos nove países citados, o Brasil tem um pacote abrangente de políticas recomendadas para reduzir a ingestão de sódio. O objetivo é atingir a meta 3.4 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU) de, até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis via gerenciamento e redução de riscos. Atualmente a ingestão média global de sal é estimada em 10,8 gramas por dia, mais que o dobro da recomendação da OMS de menos de 5 gramas de sal por dia (uma colher de chá). Comer muito sal o torna o principal fator de risco para mortes relacionadas à alimentação e à nutrição. “A alimentação não saudável ​​é uma das principais causas de morte e doenças em todo o mundo, e a ingestão excessiva de sódio é um dos principais culpados”, afirma Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Este relatório mostra que a maioria dos países ainda não adotou nenhuma política obrigatória de redução de sódio, deixando sua população em risco de ataque cardíaco, AVC e outros problemas de saúde. A OMS pede a todos os países que implementem as 'Melhores Compras' para redução de sódio e aos fabricantes que implementem os parâmetros de referência da OMS para o teor de sódio nos alimentos.” Uma abordagem abrangente para a redução de sódio inclui a adoção de políticas obrigatórias e as quatro intervenções de “melhor compra” da OMS relacionadas ao sódio, que contribuem para a prevenção de condições crônicas não transmissíveis: Reformular alimentos para conter menos sal e estabelecer metas para a quantidade de sódio em alimentos e refeições; Estabelecer políticas públicas de aquisição de alimentos para limitar alimentos ricos em sal ou sódio em instituições públicas, como hospitais, escolas, locais de trabalho e asilos; Rotulagem na frente da embalagem que ajuda os consumidores a selecionar produtos com baixo teor de sódio; Comunicação de mudança de comportamento e campanhas de mídia de massa para reduzir o consumo de sal/sódio. Os países são incentivados a estabelecer metas de conteúdo de sódio para alimentos processados, de acordo com os Padrões Globais de Sódio da OMS e aplicá-los por meio dessas políticas. As políticas obrigatórias de redução de sódio são mais eficazes, pois alcançam uma cobertura mais ampla e protegem contra interesses comerciais, ao mesmo tempo em que fornecem condições equitativas para os fabricantes de alimentos. Como parte do relatório, a OMS desenvolveu um cartão de pontuação de sódio para os Estados-membros com base no tipo e número de políticas de redução de sódio que eles têm em vigor. “Este importante relatório demonstra que os países devem trabalhar com urgência para implementar políticas de redução de sódio ambiciosas, obrigatórias e lideradas pelo governo para atingir a meta global de reduzir o consumo de sal até 2025”, relatou o Dr. Tom Frieden, presidente e CEO da Resolve to Save Lives, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com países para evitar 100 milhões de mortes por doenças cardiovasculares em 30 anos. “Existem medidas comprovadas que os governos podem implementar e inovações importantes, como sais com baixo teor de sódio. O mundo precisa de ação e agora, ou muito mais pessoas sofrerão ataques cardíacos e AVC incapacitantes ou mortais, mas evitáveis”. Mais evidências estão surgindo documentando as ligações entre a alta ingestão de sódio e o aumento do risco de outras condições de saúde, como câncer gástrico, obesidade, osteoporose e doença renal. Fonte: Organização Mundial de Saúde Leia também Câncer: como melhorar diagnóstico e tratamento agora? - Cobertura do Evento 24/02 GIFE prorroga inscrições de solicitação de bolsa para 12º Congresso - Até 08/03 ONU abre inscrições para Premiação de Ações ODS - Até 30/04

  • Câncer: como melhorar diagnóstico e tratamento agora? - 24/02

    Objetivos: Identificar os principais desafios para prevenção e tratamento de qualidade do câncer no Brasil atualmente. Entender os planos de enfrentamento do câncer no Brasil para os próximos 4 anos. Reunir esforços intersetoriais para melhorar sistemas e otimizar políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento de neoplasias. 16h00-16h15 – Abertura e Contextualização (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Antônio Silva, Roche (Vídeo) 16h20-16h25 – A disponibilização em 180 dias de tecnologias incorporadas tem funcionado ou são necessários ajustes? (Luciana Holtz, Oncoguia) (Vídeo) 16h30-16h35 – Quais têm sido os maiores desafios da pessoa com diagnóstico de câncer no país? Há soluções disponíveis? (Luana Lima, Abrale) (Vídeo) 16h40-16h45 – As leis dos 30 e dos 60 dias funcionam? Como respondem às necessidades das pessoas com câncer? (Anelisa Araújo, SBOC) (Vídeo) 16h50-16h55 – Onde temos avançado menos no enfrentamento do câncer? Há estratégias a serem replicadas? (Eduardo Macário, SES-SC) (Vídeo) 17h00-17h05 - O que deve ser priorizado em termos de programas e políticas intersetoriais e interníveis de atenção para tratamento oncológico no Brasil? (Sérgio Serrano, Hospital de Amor) (Vídeo) 17h05-17h10 – Quais ações o Ministério da Saúde planeja para melhorar prevenção, detecção e referenciamento de casos de câncer (Aristides de Oliveira Neto, Ministério da Saúde) (Vídeo) 17h20-18h00 – Debate – Quais ações devemos priorizar intersetorialmente durante os próximos quatro anos para resultados efetivos na prevenção e tratamento dos diferentes tipos de câncer? (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Painelistas e Moderador Anelisa Araújo, MD (SBOC) Graduada em Medicina pela Universidade Federal da Bahia. Membro da European Society of Medical Oncology, American Society of Clinical Oncology, do European Neuroendocrine Tumors Society , da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais. Atua como investigadora principal do Instituto ÉTICA, diretora fundadora do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais, médica oncologista da Clinica AMO, do Hospital da Bahia, Instituto Cardiopulmonar, Hospital Aliança e do Hospital Português. Atualmente é chefe do departamento de tumores gastrointestinais da Clinica Amo e presidenta da SBOC. Antônio Silva, MSc, MBA (Roche) Graduado em Farmácia pela Universidade Estadual Paulista, Mestre em Hematologia e MBA em Marketing pela Universidade de São Paulo. Experiência de 20 anos na indústria farmacêutica, atua desde 2010 no Grupo Roche, tendo liderado, além das operações do Chile e Equador, áreas como Comercial, Acesso à Saúde e a Unidade de Negócios de Oncologia. Atualmente é Diretor de Acesso na Roche. Aristides de Oliveira Neto, MD, MSc, PhD (Ministério da Saúde) Graduado em Medicina pela Universidade de Pernambuco, residência em Medicina de Família e Comunidade, Mestrado em Saúde Coletiva pela UnB e Doutorando em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em medicina Ambulatorial, Medicina de Família e Comunidade e Clínica Geral, atuando principalmente nos seguintes temas: docência e preceptoria em saúde, atenção básica à saúde, atenção primária à saúde, saúde coletiva, gestão em saúde e regulação em saúde. Atuou como Secretário Executivo de Regulação Média e Alta Complexidade da Secretaria de Saúde de Recife. Atualmente é Diretor de Programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde. Catherine Moura, MD, MSc (Abrale) Graduada em Medicina pela UNIFESO, Mestre em Saúde Pública (Saúde da Família) pela Universidade Estácio de Sá, Residência Médica em Medicina Preventiva e Social pela Faculdade de Medicina do ABC, especialista em Gestão hospitalar e Medicina do Trabalho pela Faculdade de Medicina do ABC (São Paulo). Experiência na área de Saúde Coletiva e Epidemiologia atuando principalmente nos seguintes temas: gestão em saúde, informação em saúde, política de saúde, qualidade hospitalar, vigilância hospitalar, epidemiologia aplicada aos serviços de saúde. Atualmente é CEO da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Eduardo Macário, MSc, PhD (SEMS/MS-SC) Graduado em Farmácia pela UFPE, Especialista e Mestre em Saúde Pública pela FIOCRUZ/PE, e Doutor em Epidemiologia pela UFRGS. Desde 2001 atua no Ministério da Saúde, como Consultor técnico do GT-SINAN e na Coordenação Geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis. A partir de 2010, passou a atuar como servidor público federal do Ministerio da Saude, atuando na área de saúde indígena e na coordenação do programa EPISUS. Em 2013 foi cedido a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, onde exerceu as funções de Gerente de Doenças Imunopreveníveis e Imunização, Diretor de Vigilância Epidemiológica e Gerente de Vigilância de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais. Foi Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde no período de 2019-2020, quando exerceu a função de secretário de vigilância em saúde, substituto. Retornou a Santa Catarina em 2021 para exercer o cargo de Superintendente de Vigilância em Saúde até 2022. Atualmente faz parte da equipe de apoio institucional e participativo do Ministério da Saúde para Santa Catarina. Luciana Holtz (Oncoguia) Graduada em Psicologia pela PUC-SP, Especialista em Bioética pela Faculdade de Saúde Pública da FMUSP e Especialista em Psicologia Hospitalar pelo Hospital Emílio Ribas. Atuou como psico-oncologista instituições públicas e privadas, Conselheira Suplente do Conselho Nacional de Saúde, Coordenou a Iniciativa Global para a Conscientização do câncer de mama no Brasil. Fundadora do Instituto Oncoguia onde atualmente é Presidente. Sérgio Serrano, MD, MSc, PhD (Hospital de Amor de Barretos) Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Mestre em Ciências, com concentração na área de Imunologia Básica e Aplicada e Doutor em Ciências, com concentração na área Clínica Cirúrgica, pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto. Especialista em Gestão Estratégica Hospitalar pela Fundação Getúlio Vargas - Rio de Janeiro, Especialista em Oncologia Clínica pela AMB (Associação Médica Brasileira) e SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica). É Membro Titular da SBC (Sociedade Brasileira de Cancerologia), Membro Titular da SBOC, e Membro Efetivo da ASCO (American Society of Clinical Oncology) e da ESMO (European School of Medical Oncology). Atualmente é membro do Conselho Administrativo Consultivo do Hospital de Amor, Professor Doutor na área de Oncologia, Diretor Geral do curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos e Diretor Técnico do Hospital Nossa Senhora. Mark Barone, PhD (FórumDCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Atualmente é Coordenador Geral do FórumDCNTs, Membro do Advisory, Scientific, Education ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo SBD, ADJ Diabetes Brasil, IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • GIFE prorroga inscrições de solicitação de bolsa para 12º Congresso - Até 08/03

    As inscrições para solicitação de bolsa para o 12º Congresso GIFE “Desafiando estruturas de desigualdades” foram prorrogadas. O evento do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas, que acontecerá entre os dias 12 e 14 de abril de 2023, no Memorial da América Latina em São Paulo, tem o intuito de viabilizar e incentivar a diversidade entre os participantes. As inscrições para solicitação de bolsa vão até o dia 08 de março. O GIFE tem um procedimento para solicitação de bolsas integrais e parciais para a inscrição no evento, e tem como base a dificuldade do candidato/a em financiar a própria participação, somados ao seu engajamento sociopolítico e à composição diversificada do grupo. O prazo para solicitar as bolsas é até esta quarta-feira (8), e o GIFE responderá à solicitação até o dia 20 de março. A bolsa concedida corresponde apenas à inscrição do 12º Congresso GIFE. O Congresso, que retorna ao calendário presencial, reúne lideranças do setor de Investimento Social e Filantropia no Brasil, dirigentes de organizações da sociedade civil, acadêmicos, consultores e representantes do poder público. O objetivo é propor debates sobre as desigualdades que impedem parte da população – negros, pessoas LGBTQIAP+, povos indígenas, comunidades tradicionais – de acessar direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal como a questão da saúde mental, insegurança alimentar e fortalecimento da saúde pública. Clique aqui para se inscrever nas solicitações de bolsas. Para mais informações sobre o 12º Congresso GIFE, clique aqui.

  • Colesterol: Esquecido, mas Indispensável no Tratamento - Cobertura do Evento 30/09/2022

    Tratar a saúde da pessoa como um todo e não em partes e investir na Atenção Primária da Saúde foram os principais pontos discutidos no debate O Fórum DCNTs promoveu no dia 30 de setembro um debate ao vivo sobre a prevalência do colesterol alto na população e os impactos da dislipidemia no desenvolvimento de doenças cardiovasculares. De acordo com o estudo “Global Burden of Disease” (2019), aproximadamente 400 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência da doença cardiovascular (DCV), sendo que 61% dessas mortes são por infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral isquêmico, causados pela doença arteriosclerótica, cujo principal fator de risco modificável é o colesterol LDL. O que impressiona é que 80% desses casos poderiam ter sido prevenidos. Por isso, o objetivo central do evento, moderado pela Patrícia de Luca, cofundadora do FórumDCNTs e CEO da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), foi identificar modelos sustentáveis para o controle dessa doença na atenção primária e firmar compromisso entre os diversos setores da saúde para melhorar a prevenção. (Confira todos os vídeos do Evento aqui). Na abertura, a Sra. Fernanda Oliveira (foto ao lado), gerente de Doença Aterosclerótica na Novartis, falou sobre a importância de incluir ações de controle do LDL nos programas nacionais de combate às doenças cardiovasculares, cujo enfoque atualmente está centrado na hipertensão e no diabetes. “Nosso objetivo é incluir nessa agenda uma estratégia de saúde populacional em escala voltada para o controle do LDL por se tratar de uma medida simples, modificável e com alta resolutividade”, declarou. Fernanda ressaltou que é preciso unir forças para lidar com problemas complexos e programas fragmentados. “Por isso, discussões como essas que o FórumDCNTs está promovendo são muito necessárias. Criar oportunidades para modelos estruturados, descobrindo soluções em conjunto é essencial”, frisou. O Sr. Gustavo San Martin, fundador e diretor executivo da Associação Crônicos do Dia a Dia (CDD) e da Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), destacou que o colesterol elevado é o principal fator de risco para entupimento das artérias e atinge de 4 a cada 10 pessoas no Brasil. “Um simples exame de sangue é suficiente para identificar a dislipidemia. Mas a constatação do colesterol alto é só o primeiro passo para o controle. Precisamos incentivar mudanças de qualidade e estilo de vida”, disse. Gustavo também ressaltou que para pessoas com condições crônicas, como a hipercolesterolemia, o tratamento envolve medicamentos, ou seja, não é possível controlar apenas com a alimentação saudável e a prática da atividade física. O problema é que nem todas as pessoas entendem isso e suspendem o tratamento medicamentoso. A Dra. Glaucia Moraes (foto acima), professora permanente da Pós-Graduação de Cardiologia da UFRJ e Profª Associada de Cardiologia do Dep. de Clínica Médica da UFRJ, apresentou dados sobre a morbimortalidade precoce da dislipidemia e chamou a atenção para um ponto importante: a prevalência da DCV e a morbimortalidade é maior entre as mulheres até 2011. E a partir de 2011, houve um aumento de DCV entre homens e mulheres jovens na faixa etária de 20 até os 49 anos. Ela também destacou dados de 1990 até 2019 do estudo “Global Burden of Disease”, que mostram que o colesterol alto é o terceiro principal fator de risco que contribui para morte por DCV em homens e o quarto em mulheres. Ela afirmou ainda que a causa das doenças cardiovasculares é sempre multifatorial e que, por isso, é necessário intervir olhando para a pessoa como um todo, controlando os oito fatores de risco, mas incluindo outros cuidados, como o sono saudável, que se tornou recentemente uma meta a ser atingida. “O sono saudável se tornou uma meta para ser atingida para todo esse complexo de saúde que precisamos oferecer para as pessoas”. Na sequência, Dr. Eduardo Nilson, pesquisador na Fiocruz e associado ao Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde - Nupens/USP, trouxe para discussão os fatores de risco dietéticos que têm relação direta no desfecho de doenças cardiovasculares, como o consumo de bebidas açucaradas, alimentação com baixo teor de fibras e altas quantidades de gordura trans e sódio. “As ações de âmbito coletivo têm maior impacto na redução desses desfechos e precisam ser incentivados”, disse Dr. Eduardo. Ele citou como exemplo o Guia Popular da Alimentação Brasileira, que leva informação de qualidade ao consumidor para que ele possa fazer boas escolhas, priorizando alimentos frescos e minimamente processados. “O Guia também é indutor de políticas públicas que influenciam os ambientes alimentares, uma vez que recomenda o cuidado com a preparação culinária com uso moderado de gorduras, óleos, sal e açúcar”, disse. Como exemplo exitoso foi a resolução publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para restrição da gordura trans industriais em alimentos, pois não oferece nenhum valor nutricional. Outro exemplo positivo é a rotulagem frontal, que entra em vigor no dia 09 de outubro, e traz o símbolo em forma de lupa para alimentos com excesso de sódio, gordura saturada e açúcar. “Entendo que o papel do indivíduo é importante e necessário. Nesse sentido, temos como desafio fortalecer a educação alimentar e nutricional, com maior redução do consumo de nutrientes críticos e alimentos ultraprocessados. Em paralelo, é preciso ampliar as políticas já existentes e implementar novas políticas regulatórias e fiscais, entendendo que o acesso a alimentos saudáveis passa pela redução de preço e também de regulação a publicidades principalmente voltadas para o público infantil”. Sr. Alessandro Chagas (foto ao lado), assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), ressaltou 03 desafios na Atenção Básica Brasileira. O primeiro deles é o excesso de cadastros que existe na rede pública, mas que não oferece os dados adequados para tomadas de decisão. Para ele, o prontuário eletrônico pode ser uma solução, “mas ainda é está longe de ser implantado”. O segundo desafio é colocar as DCNTs como foco do tratamento e da prevenção, pois atualmente o modelo da atenção primária está voltado para as doenças infecciosas e organização por doenças. “Por fim, o terceiro desafio é ampliar a cobertura da Atenção Básica no Sistema Único de Saúde (SUS), que atualmente é de 60%. Enquanto país e sociedade, temos que fazer os investimentos devidos para qualificar a Atenção Primária e atingir 100% da cobertura”. Sr. Alessandro comentou um dos pontos levantados pela Dra. Glaucia: a necessidade de incluir a qualidade do sono entre as estratégias de combate às DCV. “O desafio só aumenta, pois o Brasil voltou para o mapa da pobreza, registou aumento de vulneráveis em situação de rua, além de outras questões trazidas pela pandemia. Estamos com um problema grande nas mãos, mas acredito que a Atenção Básica de Saúde pode ser uma saída para resolvermos parte desses conflitos”. Continuando o debate, Dr. Eduardo Macário (foto acima), superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina e membro do Conselho Consultivo do FórumDCNTs, apresentou algumas ações que o Estado está tomando para melhorar a saúde cardiovascular da população, dentre elas: implantação da linha de cuidados para DCNTs como hipertensão, diabetes e obesidade; apoio à promoção da saúde e divulgação de dados epidemiológicos. Para ele, o maior desafio é implantar política pública de enfrentamento do colesterol do ponto de vista coletivo e citou a implementação da ferramenta PACK-Adulto na APS. Dando sequência à discussão sobre melhores práticas para prevenção e cuidados de dislipidemia através da Atenção Primária, Sra. Kátia Audi, coordenadora na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), compartilhou as experiências da saúde particular. Ela ressaltou que “a dislipidemia tem grande impacto negativo sobre o risco cardiovascular” e que o modelo de atenção tem que ser centrado nas necessidades do beneficiário e da família. “Precisamos mudar o nosso olhar e quebrar o paradigma de só tratar a doença para começar a cuidar da saúde”, declarou. O debate foi bastante rico, abordando pontos sobre as formas de estratificar os riscos populacional e individual para atuar de forma mais específica, além de utilizar a tecnologia para levantar dados que possam ajudar a elaborar as políticas públicas mais assertivas. Todos os especialistas trouxeram reflexões importantes sobre como implementar programas e políticas de saúde que melhorem a prevenção primária e secundária de condições cardiovasculares e dois pontos foram consenso: o sistema de saúde atual está organizados por doenças, quando deveria centrar mais no indivíduo. “Precisamos cuidar da saúde integral das pessoas e não em partes delas”, defendeu Sr. Alessandro Chagas. Para além de sensibilizar os indivíduos de alto risco, o ideal seria investir em educação para crianças e adolescentes, começando, por exemplo, com a inclusão de uma disciplina sobre saúde nas escolas. “Criança é o maior propagador da venda da saúde para a família”, declarou Dra. Gláucia Duarte. A educação desde a infância é a melhor forma custo-efetivo para prevenir DCNTs no futuro. O FórumDCNTs agradece a participação de todos, palestrantes e participantes, pelo alto nível do debate e espera que os insights levantados durante o debate possam gerar frutos positivos para a sociedade. Parceiros Institucionais Parceiro corporativo

  • Dia Mundial do Diabetes: Acesso e Educação para Aumentar Qualidade e Expectativa de Vida - Cobertura

    Investir na capacitação dos profissionais de saúde e das pessoas com diabetes para o autocuidado, aumentar o acesso a medicamentos modernos no SUS e melhorar a organização da gestão são algumas das propostas levantadas no evento do FórumDCNTs.(Confira todos os vídeos do Evento aqui). Instituído pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Federação Internacional de Diabetes (IFD) em 1991, o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro) é dedicado às campanhas de conscientização e prevenção sobre o diabetes. A data foi escolhida por lembrar o aniversário do cientista canadense Frederick Banting, que descobriu a insulina em 1921. No entanto, devido ao aumento de casos de diabetes no mundo, as iniciativas não ficam restritas somente a esse dia. Durante o mês de novembro inteiro são realizadas diversas ações em vários países para alertar a população sobre os sintomas, as causas e as formas de prevenção e de tratamento desta condição crônica, que atinge 537 milhões de pessoas no mundo, segundo a IDF. Esses e outros dados foram destacados pelo Coordenador Geral do FórumDCNTs, Dr. Mark Barone, durante a abertura do evento online realizado pelo FórumDCNTs no dia 04 de novembro para debater o acesso e a educação em diabetes no Brasil. “Historicamente, todas as projeções feitas sobre o número de pessoas que terá o diagnóstico de diabetes no mundo foram ultrapassadas. Isso mostra que essa condição tem alta prevalência, com proporções epidêmicas e pandêmicas assustadoras. Em 2003, por exemplo, estimava-se que em 2025 haveria 333 milhões de pessoas com diabetes, mas este número foi ultrapassado em 2011 e hoje há mais de meio bilhão de pessoas com diabetes no mundo”, comparou Dr. Mark. Na Região da América do Sul e Central (SACA), a tendência de crescimento é de 50%. “O Brasil é o sexto país com mais casos de diabetes no mundo, cerca de 16 milhões, muito mais do que a população da maior cidade brasileira, que é São Paulo”, completou o fundador do FórumDCNTs. Ele também chamou a atenção para o total de investimentos feito pelos países para a prevenção e o tratamento do diabetes e suas complicações. Conforme o gráfico abaixo mostra, o Brasil investe mais em diabetes do que outros países, como China, Índia, Paquistão, Indonésia, México, Bangladesh e Egito. "No entanto, um dos pontos mais preocupantes é a falta de diagnóstico", apontou Dr. Mark. Segundo o relatório TD1 Index, divulgado recentemente pela JDRF, uma em cada 9 pessoas com diabetes não é diagnosticada no Brasil e uma em cada três pessoas diagnosticadas com diabetes não ultrapassa os 55 anos de idade. Também participaram da abertura do evento o Sr. Conrado Carrasco, da Novo Nordisk Brasil, e a coordenadora de Advocacy da SBD, Sra. Débora Aligieri, que destacaram a importância de eventos como o FórumDCNTs para promover o debate e pressionar programas e políticas públicas que de fato mudem para melhor o panorama atual. A Sra. Débora falou sobre os desafios do tratamento do diabetes pela perspectiva das pessoas que vivem com essa condição e são usuárias do SUS, e que foram identificados pela própria Débora em sua pesquisa de mestrado “Ciberativismo em diabetes: lutamos por vidas, não por likes”, defendida em 2021 na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Segundo Débora, os desafios apontados nas publicações das pessoas com diabetes na rede social Facebook são de três ordens: a primeira delas é relacionada ao desempenho insuficiente do sistema de saúde associado à oferta de serviços educacionais e intervenção de apoio, ao desabastecimento de insumos e medicamentos na rede pública (problema mais relatado pelos autores das postagens), à desinformação sobre as opções terapêuticas, à ausência de programas educacionais e intersetoriais sobre diabetes em várias cidades, e à desatualização dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. “Esses problemas se relacionam a questões da segunda ordem, que diz respeito à informação, comunicação e diálogo entre pessoas com diabetes, gestores e profissionais. Por exemplo, problemas no acesso à informação sobre ações, serviços e fluxos de atendimento no SUS e pouco aproveitamento das mídias digitais para escuta dos pacientes, usadas muitas vezes para resolver problemas individuais e não coletivos”, disse Débora. Já os desafios da terceira ordem são relacionados à gestão e participação social. “Há pouca informação sobre os instrumentos e os espaços de controle social do SUS e há fragmentação da rede de assistência às doenças crônicas não transmissíveis, a exemplo da incorporação dos análogos de insulina de ação prolongada, que ocorreu em 2019 e até hoje não está disponível na rede pública”, apontou. Dando sequência às apresentações, a Dra. Karla Melo, Coordenadora do Departamento de Saúde Pública da SBD, apresentou alguns dados do TD1 Index e ressaltou a importância de dados atualizados sobre o diabetes tipo 1 (DM1) para que se possa pautar, discutir e desenvolver políticas públicas eficazes em prol da saúde das pessoas com essa condição, principalmente relacionadas às populações que serão beneficiadas no processo de incorporação das tecnologias no SUS. No mundo, existem aproximadamente 9 milhões de pessoas com DM1, enquanto no Brasil são cerca de 588 mil, número bastante inferior às estimativas consideradas até então, mas que não é motivo de comemoração, pois estima-se que “32 anos de vida saudáveis” são perdidos devido à falta de acesso e dificuldades de tratamento. “Anteriormente, considerava-se que o DM1 representava entre 5% a 10% do total de pessoas com diabetes no Brasil, o que ficava entre 800 mil a 1,6 milhão de pessoas com DM1. No entanto, se somarmos o número de 588 mil a 235 mil, referente àquelas que perderam a vida, vamos chegar ao total de 800 mil pessoas com diabetes tipo 1. Um número assombroso, sem dúvida”, analisou a médica endocrinologista. Dra. Karla refletiu que o Brasil tem assegurado por lei tratamento do diabetes no sistema público de saúde, o que configura um grande avanço, mas então por que os casos de diabetes e anos saudáveis perdidos são tão ruins? “O que falta para atingirmos um cenário melhor?”, questionou. Na opinião dela, falta organização na gestão da assistência a pessoas com diabetes e educação em diabetes tanto para as pessoas que vivem com a condição quanto para os profissionais de saúde, como evidenciado pela Sra. Débora Aligieri em sua apresentação. Dra. Karla elegeu o primeiro ponto necessário para melhorar a gestão: levantar dados por região de quem são as pessoas com diabetes, onde vivem e quais insumos e medicamentos precisam. “A compra de medicamentos para o tratamento o diabetes é feita pelo Ministério da Saúde e entregue aos estados, que, por sua vez, distribuem aos municípios. Então, é necessário ter uma compra centralizada e saber exatamente qual é a demanda necessária”, disse ela. Dr. Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD), da Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (Fenad) e da IDF para a Região da América do Sul e América Central (SACA), concordou com a Dra. Karla sobre os principais desafios do diabetes no Brasil e destacou que entre as pessoas com o tipo 2 (DM2) falta conscientização em relação à gravidade da condição. “Muitas pessoas com diabetes tipo 2 negligenciam o tratamento por não reconhecer a condição como um problema grave de saúde quando não tratada. O remédio para isso é educação”, declarou. O presidente da ANAD também afirmou que “o Ministério da Saúde e os gestores de saúde de uma forma geral não reconhecem o diabetes como a principal causa de mortalidade no Brasil. Entre 50% e 60% das mortes por doenças cardiovasculares são de pessoas com diabetes”, declarou. Dr. Fadlo. De acordo com ele, o Brasil teve importantes avanços no tratamento do diabetes nos últimos anos, como a incorporação de insulinas humanas no SUS, substituindo as insulinas de origem animal, mas argumentou que ainda é necessário incluir novos medicamentos orais. “Durante cerca de 40 anos, o SUS dispôs apenas de metformina e sulfonilureia. Recentemente, foi incluída na Farmácia Popular a dapaglifozina, mas com restrições para idade e complicações. Mas não houve a incorporação dos inibidores de DPP-4 nem de agonistas de GLP-1. É preciso incorporar os novos avanços em medicamentos na rede pública. Este é um grande desafio”, completou. Em seguida, a Sra. Ana Maria Maya, consultora técnica na Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN) do Ministério da Saúde, explicou que os programas de alimentação saudável e adequada contribuem na prevenção primária e secundária do diabetes e citou como ferramentais importantes nesta seara o Guia Alimentar para a População Brasileira e atualização de dois protocolos voltados para pessoas com diabetes, obesidade e hipertensão arterial. No final de sua apresentação, ela divulgou um folder que reúne as principais orientações práticas do Ministério da Saúde para manejo da glicemia, com foco na ingestão de alimentos minimamente processados, consumo diário de verduras, legumes e frutas, além de bebidas naturais, sem adição de açúcar ou adoçantes. Já a Dra. Nancy Chang, Diretora de Pesquisa em Diabetes Tipo 2 no Hospital Infantil de Los Angeles (CHLA), trouxe para o debate a necessidade de priorizar a educação em diabetes nos programas nacionais para melhorar o atual cenário brasileiro. Ela citou como estratégias importantes a educação e capacitação de médicos, enfermeiros e demais profissionais da área da saúde a fim de melhorar o diagnóstico de diabetes e promover mais campanhas nacionais para informar a população sobre os sinais, sintomas e complicações da condição. Além disso, providenciar suporte psicológico para todas as pessoas diagnosticadas com diabetes darem continuidade ao autocuidado em casa. “Nos Estados Unidos, há enfermeiros e nutricionistas especializados e preparados para educação do automanejo do diabetes. O país também investe muito dinheiro para o tratamento do diabetes. Desde o diagnóstico, os pacientes recebem educação e medicamentos, mas muitos ainda não conseguem atingir o nível de hemoglobina glicada adequada, porque muitas vezes têm barreiras psicológicas que o impendem de fazer o autocuidado em diabetes. Talvez o Brasil ainda não esteja percebendo isso”, alertou. Dra. Nancy citou ainda a importância de aumentar o acesso às tecnologias mais modernas, como bomba de insulina e sensores de glicose para melhorar o tratamento. “Entendo que seja difícil pensar em tecnologias quando muitas vezes falta o básico para as pessoas com diabetes, como insulina, mas é fundamental abordar este ponto”, disse. Outro exemplo americano apresentado pela diretora do CHLA como estratégia que o Brasil poderia adotar para melhor o tratamento do diabetes é obrigar as companhias de seguro médico a cobrir todas as despesas relacionadas com educação em diabetes. A Sra. Débora Aligieri alertou que o Brasil é o único país que não obriga por lei os planos de saúde a proverem o tratamento das pessoas com diabetes em uso de insulina e monitoramento da glicemia. “Precisamos mudar a Lei dos Planos de Saúde para derrubar o artigo que exclui da responsabilidade dos planos de saúde o custeio de terapias domiciliares”, declarou Débora. Ela lembrou que recentemente rol taxativo da Agência Nacional da Saúde (ANS) foi derrubado por causa da mobilização e pressão das instituições médicas, associações de apoio a pessoas com diabetes e pessoas com a condição. O Sr. Alexandre Lopes apresentou algumas ações articuladas da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo para o gerenciamento do diabetes e evitar complicações crônicas. Uma dessas ações é o programa “Viva a Vida com Diabetes”, que visa à capacitação de profissionais de saúde da Atenção Primária da Saúde. Segundo ele, o plano de saúde dos próximos anos prevê o aumento do rastreamento precoce das DCNTs nas unidades básicas de saúde e melhorar os indicadores de prevalência do diabetes e outras condições. No debate, os convidados foram provocados a falar sobre a responsabilidade dos planos de saúde no tratamento do diabetes. Corroborando nas discussões, o Sr. Conrado Carrasco (foto à esquerda), da Novo Nordisk, destacou a escuta ativa e empática, o entendimento da real situação da pessoa que está na ponta e a utilização de multimeios online e offline também são importantes para conectar as pessoas com diabetes ao tratamento. Por parte dos gestores e dos profissionais de saúde, ele apontou como ideal a abertura para a troca de experiência e a simplificação dos protocolos, para facilitar o entendimento de todos os envolvidos para o manejo e autocuidado. Por fim, os especialistas abordaram dois pontos fundamentais para melhorar o manejo do diabetes. O primeiro é investir em centros, ou clínicas, de atenção especializada ao diabetes, com equipe multidisciplinar, a exemplo do Instituto da Criança com Diabetes do Rio Grande do Sul (ICD-RS). O segundo ponto é a importância de inserir o profissional de educação física nos serviços de atenção primária de saúde às pessoas com diabetes, pois são fundamentais para combater o pré-diabetes, a obesidade e o diabetes, quanto para ajudar no gerenciamento do peso e do diabetes. A valorização do SUS, com aumento do financiamento público em saúde, a união de todos os stakeholders dos diferentes setores e o fortalecimento dos programas nutricionais e de prevenção às DCNTs também foram destacados como estratégias centrais para mudar o panorama do diabetes no Brasil. Na imprensa Agência O Globo Estadão Gazeta dos Municípios Jornal Montes Claros Portal ABC Portal Comunique-se Redação News.com Terra Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

bottom of page