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- OPAS divulga em português Manual de Participação Social para Cobertura Universal de Saúde
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) lançou no dia 25 de outubro a versão em português do Manual Voz, Agência, Empoderamento, importante ferramenta de participação social para Cobertura Universal de Saúde, que irá fornecer orientação prática para o governo no fortalecimento do engajamento significativo da população, comunidades e sociedade civil para a formulação de políticas nacionais de saúde. O documento tem 258 páginas e está dividido em 7 capítulos. A saber: 1) Participação: um instrumento essencial para voz, agência e empoderamento; 2) Um ambiente propício para a participação; 3) Representação em participação; 4) Capacidades para um envolvimento significativo do governo com a população, comunidades e sociedade civil; 5) Do envolvimento da população à tomada de decisões; 6) Arcabouços jurídicos para a participação; 7) Como manter o engajamento participativo ao longo do tempo. O material segue as diferentes tarefas sobre as quais os formuladores de políticas devem refletir e realizar ao trazer a voz das pessoas para a formulação de políticas de saúde. Os exemplos incluem a criação de um ambiente propício para a participação, garantindo uma boa representação, fortalecendo as capacidades, aumentando a aceitação política dos resultados do processo participativo e sustentando o envolvimento participativo ao longo do tempo. Uma premissa fundamental do manual baseia-se na ideia de que os formuladores de políticas podem aproveitar o formato e os elementos de um processo participativo para abordar a dinâmica de poder entre os participantes, promovendo assim contribuições mais significativas para o processo. Acesse o documento em português aqui. Fonte: OPAS
- ONU recebe contribuições sobre acelerar a recuperação da COVID-19 e implementação da Agenda 2030
Opiniões, experiências e propostas podem ser enviadas até dia 25 de novembro. O Fórum de Parceria do Conselho Econômico e Social de 2023 (ECOSOC) será realizado no dia 31 de janeiro de 2023, lado a lado com o Segmento de Coordenação do Conselho, sob o tema principal do ECOSOC 2023 e do Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF): “Acelerando a recuperação da doença do coronavírus (COVID-19) e a implementação completa da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável em todos os níveis”. Com o objetivo de se preparar melhor para o Fórum de Parcerias, foi aberta uma consulta global on-line até o dia 25 de novembro para solicitar opiniões, experiências e propostas relevantes por escrito de todas as partes interessadas e disponibilizá-las amplamente antes do evento. Os resultados da consulta também servirão para informar os preparativos para a Cúpula dos ODS 2023, a ser realizada em setembro do próximo ano. Para acessar a consulta online, clique aqui. Todas as respostas públicas podem ser encontradas aqui. O Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UnDesa) preparará um relatório resumido, incluindo os resultados da consulta e as principais contribuições/mensagens, antes do evento. O resumo estará disponível publicamente no site do Fórum de Parceria ECOSOC 2023. Fonte: United Nations
- HCor lança mapa de evidências sobre estratégias de prevenção e tratamento da obesidade infantil
O excesso de peso é um sério problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Em 2016, mais de 38 milhões de crianças com menos de cinco anos e 350 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 18 anos estavam com excesso de peso. Para deter o avanço da obesidade infantil, políticas, programas e ações intersetoriais são essenciais. Nesse sentido, o embasamento científico se faz necessário por ser relevante para a tradução do conhecimento e identificação de intervenções efetivas considerando seu uso na estruturação de políticas públicas. Os mapas de evidências são ferramentas oportunas e responsivas que subsidiam a tomada de decisão. Em 2021 a equipe do projeto da Alimentação Cardioprotetora do Hospital do Coração (HCor), em parceria com a Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGAN/MS), no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (PROADI-SUS), elaborou um mapa que visa identificar na literatura científica as evidências e as lacunas existentes sobre as estratégias e intervenções efetivas para a prevenção e o tratamento do excesso de peso do público infantil. O que é o mapa de evidências? O mapa de evidências é uma metodologia de mapeamento da literatura que identifica, de forma visual, o volume de produção científica de revisões sistemáticas e protocolos de revisões sobre estratégias para responder a um problema de saúde, cruzando com os desfechos utilizados para avaliar tais intervenções. A evidência é mapeada e apresentada em estrutura gráfica em linhas e colunas, nas quais é possível identificar o número de evidências de uma determinada intervenção para um determinado desfecho, e indicando onde há concentração ou lacunas de evidências. Como o mapa de evidências pode ser utilizado? O mapa mostra, visualmente, onde há concentração e lacunas de evidências publicadas em revisões sistemáticas, bem como os resultados das intervenções e desfechos identificados. Também é possível aplicar filtros para refinamento das evidências, de acordo com o interesse do leitor, sendo eles: público-alvo, ambiente de realização da intervenção, foco da intervenção (prevenção ou tratamento), efeito da intervenção, país foco da publicação, tipo da revisão, design da revisão, tipos de estudos incluídos, presença de inequidades em saúde, condições de saúde dos indivíduos incluídos nos estudos e qualidade metodológica da revisão (AMSTAR2). Dessa forma, o mapa indica em quais áreas de conhecimento devem ser investidas novas pesquisas (a partir das lacunas) e quais práticas podem subsidiar a criação de programas e políticas de saúde (a partir da concentração de publicações combinadas com os efeitos da intervenção). Acesse o Mapa Interativo aqui. Resumo completo aqui. Fonte: HCor
- Conheça os Princípios de Kampala sobre o Engajamento do Setor Privado (PSE)
A Agenda 2030 e os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODS) não podem ser alcançados exclusivamente por meio dos esforços do setor público. Para o GPEDC – Parceria Global para Cooperação Efetiva no Desenvolvimento, é necessário um esforço coletivo para intensificar todas as formas de mobilização de recursos, parcerias e soluções inovadoras para atingir os ODS. Nesse sentido, o GPEDC apresentou os chamados Princípios de Kampala sobre o Engajamento do Setor Privado (PSE) na cooperação para o desenvolvimento. Tais princípios foram estruturados para garantir a inclusão em nível nacional e fornecer um guia regulatório para parcerias do setor privado, a fim de facilitar a ação para governos, parceiros de desenvolvimento, setor privado, sociedade civil e sindicatos. O envolvimento do setor privado através da cooperação para o desenvolvimento alavanca o potencial de inovação e financiamento adicional do setor privado para o desenvolvimento sustentável. A comunidade de cooperação para o desenvolvimento está ampliando seu envolvimento com o setor privado para construir mercados inclusivos e cadeias de valor em setores-chave para alcançar a Agenda 2030. Os membros de ambas as comunidades estão trabalhando cada vez mais juntos em áreas de interesse mútuo que promovem o desenvolvimento sustentável com foco especial em alcançar os mais atrasados. Para baixar o relatório sobre os Princípios de Kampala, clique aqui. Confira quais são os cinco Princípios de Kampala: O vídeo abaixo também ilustra os Princípios de Kampala para o envolvimento eficaz do setor privado: Fonte: GPEDC
- OMS divulga Diretriz sobre Intervenções de Autocuidado para Saúde e Bem-Estar
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou Diretriz sobre Intervenções de Autocuidado para todos os países e contextos econômicos como componentes críticos no caminho para alcançar a cobertura universal de saúde, promover a saúde, manter o mundo seguro e atender os vulneráveis. A recomendação é feita tendo em vista a previsão de escassez global de cerca de 18 milhões de profissionais de saúde até 2030, um recorde de 130 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária e existe a ameaça global de pandemias como a COVID-19. Segundo a própria OMS, pelo menos 400 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso aos serviços de saúde mais essenciais, e todos os anos 100 milhões de pessoas são mergulhadas na pobreza porque têm de pagar os cuidados de saúde do seu próprio bolso. Há, portanto, uma necessidade urgente de encontrar estratégias inovadoras que vão além da resposta convencional do setor de saúde. Voltada para tomadores de decisão, gestores de programas, trabalhadores da área da saúde, sociedade civil, doadores e pesquisadores, a diretriz traz recomendações sobre condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), incluindo hipertensão, doenças cardiovasculares e diabetes. Para quem tem hipertensão, por exemplo, a OMS recomenda monitorar a pressão arterial usando tecnologias acessíveis. Pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2 em uso de insulina devem fazer o automonitoramento da glicemia com base na necessidade clínica individual. A definição de autocuidado da OMS é a capacidade de indivíduos, famílias e comunidades para promover a saúde, prevenir doença, manter a saúde e lidar com doença e deficiência com ou sem o apoio de um profissional de saúde. Isto reconhece os indivíduos como agentes ativos na gestão dos seus próprios cuidados de saúde em áreas que incluem a promoção da saúde, prevenção e controle de doenças, automedicação, e reabilitação, incluindo cuidado paliativo. As intervenções de autocuidado oferecem soluções para apoiar a cobertura universal de saúde, melhorar a saúde e o bem-estar e proteger os carentes e vulneráveis, incluindo em emergências de saúde. Para baixar a Diretriz da OMS sobe Autocuidado em Saúde, clique aqui. Webinário No vídeo a seguir, a OMS compartilha os resultados da pesquisa Global Value and Preferences (GVP), um documento-chave que ajudou a informar a Diretriz da OMS sobre intervenções de autocuidado para saúde e bem-estar. Fonte: OMS
- O Brasil precisa investir em educação para frear o rápido avanço do diabetes no país
O número de brasileiros com diabetes está aumentando rapidamente no país e deve chegar a 20 milhões de pessoas com a condição até 2030. Por Dr. Mark Barone* O número de brasileiros que vivem com diabetes está aumentando rapidamente no país e deve chegar a 20 milhões de pessoas com a condição até 2030, segundo estimativas da Federação Internacional de Diabetes (IDF). Esse cenário coloca uma grande pressão sobre os sistemas de saúde e se configura como um desafio grande e complexo que o Brasil precisa se preparar para enfrentar. De acordo com a mais recente pesquisa da IDF, o Brasil possui 15,7 milhões de adultos com diabetes – a sexta maior prevalência da doença no mundo e a maior na América do Sul e Central. Além disso, 32% das pessoas que vivem com diabetes no Brasil não foram diagnosticadas e não sabem que têm a doença. Para elas, existe o risco aumentado de sofrer complicações graves, como ataque cardíaco, acidente vascular cerebral, cegueira e danos nos nervos. Em relação ao diabetes tipo 1, que é diagnosticado principalmente entre a infância e a adolescência, o país é o terceiro no ranking global de número de casos e pode chegar rapidamente ao primeiro lugar. O principal agravante dessa situação é a redução da expectativa de vida dessas pessoas em cerca de 25,4 anos. Ou seja, já estamos presenciando um número elevado de mortes prematuras na nossa população devido ao acesso inadequado e/ou incompleto das pessoas com diabetes ao tratamento e à educação em saúde. Para ajudar a conter o crescimento acelerado dos casos de diabetes e melhorar seus cuidados – preocupações que envolvem praticamente todos os países -, a IDF está focando a campanha do Dia Mundial de Diabetes na necessidade de ampliar e fortalecer a educação sobre diabetes. Isso tanto para profissionais de saúde quanto para as pessoas que vivem com a condição. E, ainda, para conscientizar aquelas que não sabem que estão com diabetes, desconhecem seus sinais e, portanto, deixam de ir ao médico. Educar para o autocuidado Além de apoio do sistema de saúde, pessoas que vivem com diabetes precisam ter acesso a informações atualizadas e confiáveis, porque o autocuidado é parte intrínseca ao tratamento do diabetes. Em 95% do tempo, essas pessoas cuidam de si mesmas e precisam ser instruídas a tomar decisões que permitem prevenir complicações por meio de comportamentos saudáveis e reconhecendo os sinais de atenção que apontam para a necessidade de tomar providências ou fazer ajustes no tratamento. Isso porque o diabetes muda ao longo da vida e as condutas também precisam ser alteradas de tempos em tempos. Outra ponta importante dessa equação é educar os profissionais de saúde e disponibilizar treinamentos. Médicos da atenção básica, agentes comunitários de saúde e farmacêuticos precisam saber diagnosticar a doença precocemente e identificar pessoas de alto risco. Além disso, precisam estar capacitados para prestar as orientações certas e apoiar o autocuidado. Em um esforço para deter a escalada do diabetes, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu um conjunto de metas globais a serem alcançadas até 2030. Elas incluem diagnosticar quatro em cada cinco casos de diabetes e garantir a todas as pessoas com diabetes tipo 1 acesso à insulina e aos insumos para o automonitoramento de glicose no sangue. É muito importante que as autoridades de saúde tomem já as providências necessárias para a conscientização da população, melhorar a formação dos profissionais de saúde e prestar toda a assistência necessária às pessoas que vivem com diabetes. Somente assim será possível deter a marcha crescente dessa condição e reduzir o número de mortes prematuras e evitáveis. *Dr. Mark Barone é vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF).
- OMS busca comentários sobre Estrutura que inclui pessoas com CCNTs na elaboração de políticas
A Estrutura da OMS para o Envolvimento Significativo de Pessoas Vivendo com Doenças Não Transmissíveis (CCNTs) e Condições de Saúde Mental apoiará a OMS e os Estados Membros no envolvimento significativo de indivíduos com experiência de vida para co-criar e aprimorar políticas, programas e serviços. A estrutura contribuirá para o avanço da compreensão, conhecimento e ação sobre engajamento significativo e outras abordagens participativas relacionadas por meio de uma base de evidências em evolução. A estrutura foi co-criada com indivíduos com experiência de vida, OMS, Estados Membros e outros parceiros relevantes. A OMS priorizou e incluiu proativamente indivíduos com experiência em uma série de atividades e processos geradores de evidências. Estados Membros, organizações da ONU, atores não estatais e indivíduos com experiência de vida são convidados a enviar seus comentários ou fazer perguntas sobre o Framework por e-mail para fisherj@who.int até dia 14 de novembro. A resposta pode ser dada em qualquer um dos seis idiomas oficiais da ONU: árabe, chinês, inglês, francês, russo ou espanhol. O contato do e-mail é o Sr. Jack Fisher, Diretor Técnico da Plataforma Global de DCNTs. Todas as contribuições relevantes recebidas serão analisadas e levadas em consideração no processo de co-desenvolvimento da estrutura acima mencionada. Eles também podem servir como insumo para outros processos e produtos relacionados. Todas as contribuições relevantes serão compartilhadas por meio de um webinar no início de 2023. Acesse a Estrutura completa aqui. Fonte: OMS
- Recomendações Diabetes e DCNTs aos Candidatos à Presidência - FórumDCNTs e Instituições Parceiras
O Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), juntamente com a ADJ Diabetes Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a Associação Nacional de Assistência ao Diabetes (ANAD), a Federação Nacional de Entidades de Diabetes (FENAD), o Instituto da Criança com Diabetes (ICD) e o Instituto de Diabetes Brasil (IDB), endossam carta aos candidatos a presidência do Brasil, para expressar profunda preocupação com o diabetes no Brasil e propor que recomendações embasadas em ciência e políticas públicas já aprovadas sejam por fim implementadas, com o objetivo de reverter o cenário atual. Veja a carta na íntegra abaixo (a partir dos logos). Conheça, ainda, outras cartas e propostas elaboradas por parceiros e que contam com o apoio do FórumDCNTs para candidatos à presidência (e candidatos ao governo do estado de São Paulo): Agenda Brasil +Saudável (ACT Promoção da Saúde e parceiros) Declaração do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer aos candidatos e candidatas à Presidência da República Federativa do Brasil 2022 Proposta Saúde São Paulo (SindHop e parceiros) A ADJ Diabetes Brasil, em parceria com as entidades que endossam esta carta - Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), Associação Nacional de Assistência ao Diabetes (ANAD), Federação Nacional de Entidades de Diabetes (FENAD), Instituto da Criança com Diabetes (ICD), Instituto de Diabetes Brasil (IDB), e Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) -, vem através desta expressar profunda preocupação com o diabetes no Brasil, e propor que recomendações embasadas em ciência e políticas públicas já aprovadas sejam por fim implementadas, com o objetivo de revertermos a triste situação descrita a seguir. Contextualização O diabetes é uma das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) de maior prevalência no Brasil e no mundo. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), há 15,7 milhões de adultos com diabetes no país (1). Estudos epidemiológicos apontam que o Brasil ocupa o 3º lugar no mundo em termos de número de pessoas com diabetes tipo 1, com 92.400 jovens (0-19 anos) diagnosticados (1). Enquanto as mortes prematuras (antes dos 70 anos de idade) atribuídas à maioria das outras DCNTs decrescem, o diabetes não observa a mesma tendência (2). Enquanto o diabetes tipo 2 usualmente é diagnosticado na idade adulta, o diabetes tipo 1 é uma das principais doenças crônicas diagnosticadas durante a infância ou adolescência, sendo uma doença autoimune - isto é, resultado da destruição das células produtoras de insulina do indivíduo por seu próprio sistema imune. Com isso, essas crianças e adolescentes passam a necessitar de aplicação de insulina e medição da glicose sanguínea diversas vezes ao dia, acompanhamento médico especializado e educação para autocuidados em saúde durante toda a vida. Já no caso do diabetes tipo 2, os indivíduos continuam produzindo insulina, mas que é insuficiente para suas necessidades. Felizmente, a partir de 1921, com a descoberta da insulina, e nas décadas seguintes com o aperfeiçoamento dessa molécula e o desenvolvimento de tecnologias para sua administração e monitoramento da glicemia, o diabetes tipo 1 deixou de ser uma sentença de morte. Da mesma forma, os avanços na descoberta e desenvolvimento de fármacos para o diabetes tipo 2 permitiram ganho significativo de qualidade de vida para essa população. Contudo, a fim de permitir que pessoas com diabetes não desenvolvam complicações incapacitantes e extremamente onerosas aos cofres públicos, o acesso aos cuidados de qualidade precisa ser garantido. Após o estabelecimento do SUS em 1988, observamos outros importantes avanços, como a lei federal 11.347 de 2006, que garante o fornecimento de insumos básicos para os cuidados do diabetes através do Sistema Público de Saúde, e a incorporação das insulinas análogas de ação rápida para uso desta população (Portaria nº 10/2017). Ainda assim, pesquisadores têm alertado que a situação de ambos os tipos de diabetes é preocupante no país. Enquanto apenas 33% daqueles como diabetes tipo 2, mesmo acompanhados em serviços de referência, então dentro da meta de glicemia e a maioria já com complicações (3), 31% dos jovens entre 13 e 19 anos de idade já apresentando uma ou mais complicações, incluindo retinopatia, neuropatia e/ou doença renal (4). Essas complicações, por sua vez, elevam os custos do tratamento em média mais de 29 vezes (5). Mais recentemente, um consorcio das principais entidades globais de diabetes publicou resultados alarmantes sobre o diabetes tipo 1 no Brasil. Entre eles estão que pessoas diagnosticadas aos 10 anos, em média, têm atualmente 25,4 anos de redução de expectativa de vida, 1 em cada 3 não passa dos 55 anos de idade e 1 em cada 9 pessoas morre sem diagnóstico correto (6). Reiteramos, assim, a necessidade urgente de nos comprometermos com as prioridades enumeradas abaixo. Prioridades Como candidato/a como grande chance de assumir a presidência de nosso país, solicitamos vosso compromisso e de sua equipe, a fim de avançarmos nas seguintes pautas: Concluir a transição do acesso dos análogos de ação rápida das farmácias de alto custo para a Atenção Primária - apesar dos avanços com a Portaria nº 10/2017, a dispensação dessas insulinas apenas através de farmácias de alto-custo restringe seu acesso a populações pobres do interior do país (isso evitará o desperdício de recursos públicos, descartando análogos que não chegaram aos indivíduos que precisavam deles) (7); Efetivar a compra das insulinas análogas de ação prolongada (já prevista desde 27 de março de 2019, portaria 19, mas ainda não compradas pelo Ministério da Saúde), e distribuí-las na Atenção Primária, assim como as análogas de ação rápida (reiteramos que as insulinas análogas permitem maior previsibilidade de ação, com redução do risco de hipoglicemia grave ou noturna, melhorando qualidade de vida e possibilidade de se atingir a meta de tratamento – inclusive foram incluídas à lista de Medicamentos Essenciais da OMS) (8); Revisar o PCDT de DM2 e DM1, especialmente no que diz respeito à previsão desumana de reuso de agulhas descartáveis por 8 vezes, alterando para que a orientação principal seja de acordo com a Nota Técnica nº 169/2022- CGAFB/DAF/SCTIE/MS, publicada pelo Ministério da Saúde em abril de 2022, estabelecendo a dispensação de 1 agulha por dia por insulina utilizada; Ajustar o financiamento/incentivo dentro do programa Previne Brasil para o atingimento de metas de HbA1c nas UBSs, não apenas para solicitação do exame; Garantir a capacitação atualizada sobre tratamento e educação em diabetes tipo 1 e tipo 2 para profissionais da saúde da Atenção Primária de todo o país (há recursos já gratuitos disponíveis no país para isso, como o Glica Melito: https://ipads.org.br/glicamelito/adesao/, os Congressos da ANAD e da SBD e o Educando Educadores da ADJ); Incorporar o Pacote KiDS (digital e sem custo: https://diabetes.org.br/diabetes-nasescolas/), desenvolvido pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) em parceria com a ADJ, pelo Ministério da Educação, e estabelecer que todas as escolas com crianças com diabetes tipo 1 do país sejam incentivadas a adotá-lo; Implementar o HEARTS-D (módulo de diabetes) na Atenção Primária de todo o país, visto que o Ministério da Saúde já assinou acordo com a OPAS para a implementação do pacote HEARTS no Brasil, iniciando com foco apenas em hipertensão (9); Disponibilizar o programa de Pós-graduação Lato Senso, para os Educadores em Diabetes, oferecido pela Associação Nacional Brasileira de Educadores em Diabetes – ANBED, para os coordenadores dos programas de diabetes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde; Fazer todos os esforços necessários para evitar falta de insulina, tiras de glicemia e outros medicamentos e insumos, o que impacta negativamente os cuidados do diabetes no país, favorecendo o desenvolvimento de complicações que incluem também infarto e AVC (10); . Planejar incorporação de tecnologias e medicamentos com potencial para aumentar a qualidade e a expectativa de vida das pessoas com diabetes (6,11). Ficamos à disposição para maiores informações e auxiliar em todo o planejamento e implementação de ações para avançarmos na prevenção e cuidados com diabetes no país durante vosso mandato 2023-2026. Respeitosamente, Lucas Leme Galastri Presidente ADJ Diabetes Brasil adj@adj.org.br www.adj.org.br Balduino Tschiedel, MD, MSc Presidente Instituto da Criança com Diabetes (ICD) Ex-vice-presidente para a Região da América do Sul e Central da Federação Internacional de Diabetes (IDF-SACA) badutsch@gmail.com www.icdrs.org.br Fadlo Fraige Filho, MD, PhD Presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) Vice-presidente eleito para a Região da América do Sul e Central da Federação Internacional de Diabetes (IDF-SACA) diretoria@anad.org.br www.anad.org.br www.fenad.org.br Jaqueline Correa Presidente IDB – Instituto de Diabetes de Brasília institutodiabetesbrasil@gmail.com Karla Melo, MD, PhD Coordenadora de Saúde Pública e Epidemiologia Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) secretaria@diabetes.org.br www.diabetes.org.br Levimar Rocha Araújo, MD Presidente Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) secretaria@diabetes.org.br www.diabetes.org.br Mark Thomaz Ugliara Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) Vice-presidente da Federação Internacional de Diabetes (IDF) ForumDCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Referências 1 IDF Diabetes Atlas, 10th edition, 2021. 2 Malta, D.C., Duncan, B.B., Schmidt, M.I. et al. Trends in mortality due to non-communicable diseases in the Brazilian adult population: national and subnational estimates and projections for 2030. Popul Health Metrics 18 (Suppl 1), 16 (2020). https://doi.org/10.1186/s12963-020-00216-1. 3 Bergonsi de Farias, Camila et al. “Glycated Hemoglobin and Blood Pressure Levels in Adults With Type 2 Diabetes: How Many Patients Are on Target?.” Canadian journal of diabetes vol. 45,4 (2021): 334-340. 4 Gomes, M. B. et al. (2021). Diabetes-related chronic complications in Brazilian adolescents with type 1 diabetes. A multicenter cross-sectional study. Diabetes research and clinical practice, 177, 108895. https://doi.org/10.1016/j.diabres.2021.108895. 5 Julian G. S. er al. Cost of microvascular complications in people with diabetes from a public healthcare perspective: a retrospective database study in Brazil. J Med Econ. 2021;24(1):1002-1010. https://doi.org/10.1080/13696998.2021.1963572. 6 Gregory, Gabriel A et al. “Global incidence, prevalence, and mortality of type 1 diabetes in 2021 with projection to 2040: a modelling study.” The lancet. Diabetes & endocrinology vol. 10,10 (2022): 741-760 e https://www.forumdcnts.org/post/t1dindex-brasil-2022 7 https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2021/09/governo-bolsonaro-deixa-vencer-r-243-mi-em-vacinas-testes-e-remedios.shtml. 8 https://www.who.int/news/item/01-10-2021-who-prioritizes-access-to-diabetes-and-cancer-treatments-in-new-essential-medicines-lists. 9 https://brasil.un.org/pt-br/123657-brasil-adere-estrategia-internacional-hearts-para-controle-e-prevencao-de-doencas. 10 https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/06/29/insulina-de-acao-rapida-esta-em-falta-nas-farmacias-do-sus.ghtml. 11 Rosa, Lorena de Sousa et al. “Cost-Effectiveness of Point-of-Care A1C Tests in a Primary Care Setting.” Frontiers in pharmacology vol. 11 588309. 2021.
- OMS disponibiliza kit de ferramentas para combater a desinformação sobre CCNTs
Material foi lançado no dia 21 de outubro e traz conteúdo e reflexões sobre infodemia na área da saúde A desinformação sobre saúde contribui imensamente para o aumento das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), e tão nociva quanto ela é a disseminação de informações médicas imprecisas ou inverídicas. Essas duas questões são desdobramentos da chamada infodemia, que é o aumento exponencial e em curto prazo do volume de informações associadas a um assunto específico, por exemplo sobre COVID-19. Porém, no meio de tanta informação compartilhada inúmeras vezes, o risco de mensagens incorretas ou enganosas serem disseminadas também aumenta. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou no dia 21 de outubro o kit de ferramentas online para combater a desinformação sobre DCNTs. O material contém informações sobre escolhas alimentares e de estilo de vida prejudiciais, automedicação, abandono de tratamento médico e diagnósticos incorretos. Para produzi-lo, a OMS realizou três reuniões com representantes dos Estados Membros, dos setores de mídia e mídias sociais e da sociedade civil, nas quais foram debatidos os principais pontos que geram preocupações sobre cuidados com a saúde e contribuem para o aumento de fake news. O kit é, portanto, resultado de um intenso processo de discussões entre visões e interesses concorrentes e de constantes atualizações no conhecimento disponível. Reflete, na medida do possível, os desenvolvimentos ocorridos após as reuniões, mas deve ser lido com o conhecimento de que não pretende conter tudo o que há para saber sobre este tema. Acesse o documento completo aqui. Fonte: World Health Organization
- Projeto Ferramentas de Rastreio da DPOC em Pessoas com HAS
Acurácia e avaliação econômica de diferentes testes de triagem e suas combinações para DPOC não diagnosticada entre pessoas com hipertensão no Brasil. No Brasil, a prevalência de DPOC diagnosticada em adultos com 40 anos ou mais é estimada em 15,8%, embora mais de 70% dos casos permaneçam sem diagnóstico. A hipertensão é comum e acompanhada de usuários cadastrados na Atenção Primária à Saúde (APS), o cenário ideal para rastreio da DPOC não diagnosticada, mas clinicamente significativa. Indivíduos com fatores de risco podem ser submetidos a testes de rastreio combinados (pico de fluxo/questionário de sintomas) se beneficiando de tratamentos adequados e da modificação de fatores de risco, como tabagismo, levando a melhores resultados de saúde e a potencial economia de recursos, sendo frequentemente a coexistência entre as duas doenças devido a causas comuns. O objetivo do projeto é identificar o teste de triagem ideal ou combinações de testes para DPOC não diagnosticada entre pessoas com hipertensão da APS no Brasil. Através do Estudo transversal de acurácia dos testes de triagem feito em parceria com 9 Unidades Básicas de Saúde do país nas pessoas diagnosticadas com hipertensão, de idade ≥ 40 anos completando testes índice (questionários de triagem [CDQ, CAPTURE, questionário baseado em sintomas (SBQ), COPD-SQ], microespirômetro [COPD-6] e pico de fluxo [Mini Wright]) e o teste de referência (ndd Easy On-PC espirômetro com revisão clínica) os casos definidos como aqueles abaixo do limite inferior do normal na espirometria diagnóstica de qualidade, com DPOC confirmada na revisão clínica foram avaliados com a precisão e a relação custo-eficácia dos testes de triagem individuais e suas combinações, de acordo com o teste de referência. Foram recrutados 1.162 participantes com hipertensão arterial sistêmica atendidos na APS de idade média de 62,3 anos, 67,5% do sexo feminino e 49,0% nunca fumantes. Cerca de 6,8% dos participantes tinham DPOC clinicamente confirmada. Dispositivos de medição de fluxo de ar tiveram menor sensibilidade, mas, de maior especificidade do que questionários. No geral, o pico de fluxo foi o dispositivo de medição de fluxo de ar mais preciso nos pontos de corte recomendados e o SBQ o questionário mais preciso, os dois juntos representaram a combinação mais segura, quando ambos os testes deveriam ser positivos. A combinação de COPD-SQ e microespirometria foi a mais cara no geral, em £ 2.322 (R$7.628) por 1.000 pacientes e com um ICER de £ 272 (R$893,00) por caso detectado na próxima melhor opção, mas identificou o maior número de casos (29,9) por 1000 pacientes. O SBQ positivo e pico de fluxo foi mais barato (£ 1.690 (R$5.554), com 22,9 casos detectados por 1.000 pacientes. Portanto, o uso de testes de triagem simples, foi viável no cenário da atenção primária brasileira. A combinação de SBQ e pico de fluxo se mostrou mais eficiente, considerando precisão, custo e facilidade de uso. A escolha dos testes de triagem depende do cenário clínico e da disponibilidade de recursos. A identificação dos indivíduos com DPOC não diagnosticada anteriormente permitiu que eles fossem encaminhados para uma nova via de atendimento. A otimização dos pontos de corte de testes individuais para uso na população-alvo pode melhorar a precisão das combinações de testes. O projeto contempla o objetivo 3 das ODSs, pois visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar das pessoas em risco para o desenvolvimento da DPOC e daquelas que já se encontram com a condição estabelecida. Membros da equipe que lideram o projeto: Dra. Sônia Maria Martins - Equipe Medicina de Família, Faculdade de Medicina do ABC Grupo Respire Bem Saiba mais: Artigo "Acurácia e avaliação econômica de testes de triagem para DPOC não diagnosticada em pessoas com hipertensão no Brasil"
- Lançado Maior Estudo Epidemiológico de Diabetes Tipo 1 e Ferramenta para Simulações da JDRF
Resultados de estudo liderado pela JDRF International apontam que haverá 17,43 milhões de pessoas com a condição até 2040 São Paulo, 21 de setembro de 2022 – A ADJ Diabetes Brasil, em parceria com a entidade global JDRF International, e o apoio de pesquisadores, entidades filiadas às Federação Internacional de Diabetes (IDF) e o Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs), anuncia o lançamento global do Índice de Diabetes Tipo 1 (T1D Index), uma ferramenta de simulação de dados inédita que mede o impacto da crise do diabetes tipo 1 (DM1) na saúde pública humana em todos os países do mundo. Dados principais sobre o Brasil abaixo. O DM1 é uma condição autoimune e uma das condições crônicas de saúde de mais rápido crescimento, afetando quase 9 milhões de pessoas em todo o mundo. Alguns fatores, como o histórico familiar, podem aumentar o risco, mas a causa não tem a ver com a dieta ou o estilo de vida. O diabetes tipo 1 faz com que o pâncreas produza muito pouca ou nenhuma insulina, ou seja, o corpo humano não consegue converter alimentos em energia, podendo levar a complicações em longo prazo como, por exemplo, danos aos rins, olhos, nervos, coração e até à morte prematura. A pessoa com DM1 necessita da aplicação de insulina e medição da glicose sanguínea diversas vezes ao dia, acompanhamento médico especializado e educação para autocuidados em saúde durante toda a vida. “Os resultados alarmantes mostram que ainda há muito o que fazer e que precisamos engajar os diferentes setores, a sociedade e as autoridades para rapidamente mudar essa situação”, conta o especialista em educação em diabetes, coordenador do FórumDCNTs e vice-presidente da IDF, Dr. Mark Barone. O Índice ainda mostra o impacto do DM1 intimamente associado à falta de acesso ao tratamento de qualidade. Na seção “pessoas desaparecidas”, aparece o número de pessoas que ainda estariam vivas hoje se tivessem recebido os cuidados que precisavam. Em “anos saudáveis perdidos”, é apresentado o tempo total consumido por complicações e morte precoce por diabetes tipo 1, em média para uma pessoa diagnosticada aos 10 anos de idade. Além disso, a pesquisa estima que globalmente, em 2022, haja mais de 3,86 milhões de “pessoas desaparecidas” e uma média de 32 “anos saudáveis perdidos” por conta do DM1, por pessoa. “É fundamental que todos tirem um momento para ver esse índice, porque os responsáveis pela pesquisa estão preocupados com o Brasil, já que, apesar dos grandes avanços em saúde pública que tivemos, ainda há barreiras para o acesso aos tratamentos de qualidade no país”, conclui o especialista. Outros estudos epidemiológicos apontam que o Brasil ocupa o 3º lugar no mundo no número de pessoas com diabetes tipo 1, com idades entre 0 e 19 anos. Pesquisadores nacionais também têm alertado que a situação é muito preocupante, com 31% da população na faixa etária de 13 a 19 anos apresentando uma ou mais complicações associadas ao DM1 e, com isso, os custos do tratamento podem se elevar em até 29 vezes. Estatísticas da pesquisa mostram que o número esperado de pessoas com DM1 no mundo, em 2040, será de 17,43 milhões. No Brasil esse número já ultrapassa 588 mil e chagará a 1,8 milhão de pessoas em 2040. Somando o número atual de “pessoas perdidas” (235 mil), teríamos hoje mais de 820 mil indivíduos com DM1 no país. Pessoas diagnosticadas no Brasil aos 10 anos de idade têm em média 33,2 anos saudáveis perdidos para o DM1. Desses, 5,7 anos são atribuídos às complicações e 25,4 à morte prematura. Outro resultado que chama a atenção é o de que 1 em cada 9 pessoas morre por não receber o diagnóstico correto no país. Apesar desses dados preocupantes, os autores calcularam também o impacto positivo de melhorias que podem ser implementadas prontamente, como o ganho de 6,7 anos saudáveis de vida por pessoa, se todos tiverem acesso a tiras de glicemia, insulina e educação em diabetes. Saiba mais sobre o T1D Index: www.T1Dindex.org www.ADJ.org.br Acesse e use os painéis da campanha aqui. Leia o estudo completo publicado na The Lancet: Global incidence, prevalence, and mortality of type 1 diabetes in 2021 with projection to 2040; a modelling study
- OMS lança Plataforma Interativa para resumir Dados Nutricionais
Em 18 de outubro, a OMS lançou o Portal de Dados Nutricionais, desenvolvido pelo Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS. O Portal é composto por três bases de dados: Banco de Dados Global da OMS sobre Crescimento Infantil e Desnutrição – estabelecido em 1986, este banco de dados é mantido pela OMS, com importantes contribuições dos esforços conjuntos UNICEF-OMS-WB Joint Child Malnutrition Estimates (JME) na coleta e validação de dados, com base em metodologia padronizada . Inclui estimativas a nível nacional e subnacional. Banco de Dados de Micronutrientes da OMS – como parte do Sistema de Informação de Nutrição de Vitaminas e Minerais estabelecido em 1991, fornece aos países avaliações nacionais atualizadas da magnitude das deficiências de vitaminas e minerais. A base de dados inclui 40 indicadores do estado de 17 micronutrientes ou condições relacionadas com micronutrientes, abrangendo tanto a deficiência como o excesso. Sistema de Informação do Cenário Nutricional - uma ferramenta que fornece dados de saúde e desenvolvimento relacionados à nutrição na forma de perfis automatizados de países e dados para download definidos pelo usuário. Os dados apresentados nos perfis dos países baseiam-se no Quadro Global de Monitorização da Nutrição e no quadro conceitual da UNICEF para as causas da má nutrição, e pretendem dar uma visão geral da nutrição, saúde e desenvolvimento de um país a nível nacional. Os dados do portal são separados por idade, sexo e tipo de residência (rural ou urbana) tanto para desnutrição infantil e micronutrientes, e também por quintis de riqueza e educação materna para desnutrição infantil. Esses dados permitem uma compreensão abrangente das tendências em diferentes grupos populacionais e uma melhor gestão do progresso em direção às metas globais sob as lentes da equidade. Para os micronutrientes, o portal apresenta gráficos e tabelas para diversos indicadores nutricionais, por meio de opções customizadas para visualização dos dados. Acesse o portal aqui. Fonte: World Health Organization












