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  • Associação de alimentos ultraprocessados e o aumento de DCNTs, segundo a OMS

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), hipertensão arterial, hiperglicemia em jejum, sobrepeso e obesidade estão entre os principais fatores de risco de morte para a população mundial. Essas alterações foram responsável por 23% das mortes no mundo em 2004 e 31% dos registrados nas Américas no mesmo ano. Em 2019, esses fatores foram responsável por 44,5% das mortes na Região, ou seja, cerca de 3,2 milhões de mortes. Por outro lado, são os fatores que mais contribuíram para a perda de anos de vida saudável na Região, com 83 milhões de anos de vida saudável perdidos. Tanto a hipertensão quanto hiperglicemia de jejum e excesso de peso ou obesidade estão intimamente ligados a má alimentação, em grande parte devido ingestão excessiva de calorias e nutrientes relacionados com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) como açúcares, sódio e gorduras totais, saturadas e trans. Por sua vez, a ingestão excessiva desses alimentos é resultado, em grande parte, da ampla disponibilidade, acessibilidade, publicidade e promoção de produtos alimentares ultraprocessados ​​e processados ​​contendo quantidades excessivas desses nutrientes. Como consequência, novas políticas têm sido desenvolvidas com o intuito de melhorar o sistema alimentar e reduzir o consumo de produtos ultraprocessados. Entre essas políticas estão a nova rotulagem dos produtos ultraprocessados, impostos, restrições de mercado e regulamentação ambiental, melhoria da alimentação escolar e outros ambientes, incentivo para reduzir a oferta e a demanda desses produtos não saudáveis, além de promover alguns padrões alimentares saudáveis ​​e preparações culinárias à base de alimentos naturais ou minimamente processados. Vale destacar que a proporção de pessoas que consomem açúcares em excesso no Brasil, segundo recomendações da OMS, é 81% maior. Acesse o documento completo aqui.

  • OPAS/OMS lança portal de dados sobre DCNTs, Saúde Mental e fatores de risco

    O portal de dados da OPAS sobre doenças crônicas não transmissíveis, saúde mental, lesões e fatores de risco traz dados sobre um conjunto abrangente de indicadores relevantes para programas técnicos do Departamento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental (NMH), incluindo doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), violência, lesões , fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, nutrição e atividade física, saúde mental, prevenção do uso de substâncias e deficiência e reabilitação. Por meio de visualizações interativas de dados, o portal torna mais fácil para os usuários explorar dados, descobrir informações e compartilhar insights para apoiar os esforços para reduzir doenças crônicas não transmissíveis, lesões e carga de saúde mental e melhorar a saúde e o bem-estar das pessoas na Região das Américas. Acesse o portal ENLACE aqui.

  • Evento Interativo - Câncer no Brasil: Necessidade de Integração e Avanços - 18/02

    Objetivos: Entender os elos frágeis na jornada da pessoa com câncer no país. Conhecer, entre os planos até 2030, aqueles já implementados e com resultados, e aqueles que demandarão mais esforços multissetoriais e interníveis de atenção para que tenham suas metas atingidas. Firmar compromisso entre os setores público, privado e terceiro setor para a implementação colaborativa de programas e políticas de saúde que permitam ao país melhorar seus indicadores de diagnóstico oportuno e cura do câncer no país. Agenda: 16h00-16h20 – Abertura e Contextualização Mark Barone, FórumDCNTs (Vídeo) Antônio Silva, Roche (Vídeo) Nayara Landim, Abrale | TJCC (Vídeo) 16h25-16h30 – Por que o câncer tem se tornado o principal causador de mortes prematuras no Brasil e no mundo? O que deve ser priorizado? (Sandro Martins, Hospital Universitário de Brasília/EBSERH) (Vídeo) 16h35-16h40 – Quais estratégias tem sido mais efetivas no enfrentamento do câncer na Bahia (Alcina Romero | SESAB) (Vídeo) 16h45-16h50 – O que a SBOC propõe de prioridades para melhorar os indicares de câncer no Brasil, neste momento? (Maria Braghiroli, SBOC| ICESP) (Vídeo) 16h55-17h00 – Como a SES-SP está otimizando o monitoramento e as ações para o combate ao câncer nos diferentes níveis de atenção? (Luciane Duarte, SES-SP) (Vídeo) 17h05-17h10 – Como CONASS tem orientado a integração entre níveis de atenção para o combate ao câncer no Brasil (Eliana Dourado, CONASS) (Vídeo) 17h15-17h20 - Quais as principais ações do Ministério da Saúde já implementadas ou planejadas para fortalecer a integração dos níveis de atenção a fim de otimizar o diagnóstico e tratamento do câncer no país? (Liz Almeida, INCA) (Vídeo) 17h15-17h45 – Debate – Quais ações precisamos implementar agora para conseguirmos atingir as metas planejadas até 2030? De que forma os diferentes setores precisarão colaborar para isso? (Moderação: Mark Barone, FórumDCNTs) (Vídeo) Alcina Romero, SESAB Antônio Silva, Roche Eliana Dourado, CONASS Liz Almeida, INCA Marco Moraes, SES-SP Maria Braghiroli, SBOC | ICESP Nayara Landim, Abrale | TJCC Sandro Martins, Hospital Universitário de Brasília/EBSERH Painelistas e Moderador: Alcina Romero (SESAB) Graduada em enfermagem pela Universidade Federal da Bahia (1978) e pós-graduado pela Universidade Federal da Bahia em Administração Hospitalar (2009) Atuou na Atenção e Gestão na Saúde Pública, Técnica na Coordenação Hospitalar do Estado da Bahia, Coordenadora de Urgência do estado da Bahia, e atualmente é Diretora da Atenção Especializada da Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (SESAB) até a presente data. Antônio Silva, MSc, MBA (Roche) Graduado em Farmácia pela Universidade Estadual Paulista, Mestre em Hematologia e MBA em Marketing pela Universidade de São Paulo. Experiência de 20 anos na indústria farmacêutica, atua desde 2010 no Grupo Roche, tendo liderado, além das operações do Chile e Equador, áreas como Comercial, Acesso à Saúde e a Unidade de Negócios de Oncologia. Atualmente é Diretor de Acesso na Roche. Eliana Dourado, MD (CONASS) Graduada em Medicina e Residência Médica em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo, possui Especialização em Administração de Serviços de Saúde e em Saúde Pública. Atualmente é Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Liz Almeida, MSc, PhD (INCA) Graduada em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mestre em Epidemiologia e Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo. Atuou como Gerente da divisão de pesquisa populacional no INCA, onde atualmente é Chefe da Coordenação de Prevenção e Vigilância. Nayara Landim (TJCC) Graduada em Relações Públicas pela Universidade Metodista de São Paulo e pós-graduada em Pedagogia da Cooperação e Metodologias Colaborativas pela Universidade Paulista. Há mais de 10 anos trabalha em associações e redes realizando articulações com a sociedade civil organizada e com o governo em prol do bem comum. Atuou como Analista de Educação à Distância no Onco Ensino da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, onde atualmente é Relações Institucionais e Governamentais do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, sendo responsável pela gestão estratégica de parcerias e projetos. Maria Braghiroli, MD (SBOC | CESP) Graduada em medicina pela Universidade Federal da Bahia, especialização em Oncologia pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Atuou como Médica Oncologista no Hospital Sírio-Libanês e a mais de 8 anos no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo. Atualmente é a Secretária-geral da SBOC. Luciane Duarte, PhD (Secretária de Estado da Saúde de São Paulo) Doutora em Enfermagem em Saúde Coletiva pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo-EEUSP. Coordenadora no Núcleo de Informação de Dados na Divisão de Doenças Crônicas Não Transmissíveis, do Centro de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo. Marco Antônio de Moraes, MSc, PhD (Secretária de Estado da Saúde de São Paulo) Graduado em Enfermagem pela PUC, com Especialização em Saúde Pública pela UNICAMP e Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela USP. Atualmente é professor da UNIFESP e do Centro de Estudos de Enfermagem e Nutrição da PUC, e Diretor Técnico de Saúde da Divisão de Doenças Crônicas da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP), sendo responsável pela área de Promoção da Saúde na Vigilância Epidemiológica da SES/SP. Sandro Martins, MD, PhD (Hospital Universitário de Brasília/EBSERH) Graduado em medicina pela Universidade Federal do Pará, residência médica pela Santa Casa de São Paulo, Residência em Oncologia no Hospital AC Camargo e Doutor em oncologia torácica pela Universidade de São Paulo. Atuou como Assessor de Politicas para Oncologia na PLANSERV, Professor Adjunto na Universidade de Brasília, Consultor do Ministério da Saúde e Diretor da SAES. Atualmente é Especialista Médico em Oncologia do Hospital Universitário de Brasília/EBSERH. Mark Barone, PhD Coordenador Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desde 1999 desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes, Divulgação Científica e Saúde Global. Ampla experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor (2016-2019). Atualmente é Vice-Presidente Global da Federação Internacional de Diabetes (IDF), Membro do Advisory, Scientific, Education ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo SBD, ADJ Diabetes Brasil, IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • WISH abre inscrições para o Prêmio Global de Inovação em Saúde - inscrições até 31/05/2022

    O World Innovation Summit for Health (WISH) abriu inscrições para o ciclo de 2022 de seu Programa de Prêmios de Inovação, uma iniciativa que apoia inovações promissoras que abordam os desafios de saúde mais urgentes do mundo. Todas as startups focadas em saúde em estágio inicial e intermediário são elegíveis para se inscrever, e os inovadores selecionados por meio de um processo de julgamento serão convidados a expor na cúpula internacional de saúde WISH 2022, programada para ocorrer no final do ano em Doha, Catar. O Programa WISH Innovation Award compreende duas categorias; “Spark” para startups em estágio inicial e “Booster” para startups estabelecidas que desejam escalar. Dos inovadores selecionados como parte da competição deste ano, um vencedor do grande prêmio da categoria Spark receberá US$ 5.000 e um da categoria Booster receberá US$ 10.000. Outros benefícios do programa incluem acesso a todas as sessões da cúpula WISH 2022 e a oportunidade de interagir com investidores e líderes globais de saúde, formuladores de políticas e outros inovadores no evento. Além disso, os inovadores terão a chance de fazer parte das atividades de divulgação de mídia da WISH por até um ano e participar de workshops e sessões de orientação sobre tópicos como modelagem de negócios, conquista de clientes e marketing. Finalmente, eles terão a oportunidade de participar da Web Summit 2022; uma das maiores conferências anuais de tecnologia do mundo em Portugal. As inscrições está abertas até o dia 31/05/2022. Saiba mais sobre a premiação!

  • A epidemia da obesidade e as DCNTs

    Por muito tempo, o foco no gerenciamento do sobrepeso e da obesidade tem sido direcionado às escolhas individuais. Contudo, ao entendermos o seu comportamento de epidemia, podemos ter ações mais assertivas para cuidar da saúde da população. No Brasil, o número de pessoas vivendo com sobrepeso ou obesidade tem crescido de modo expressivo. Projeções para 2030 indicam que 68% da população poderá estar com excesso de peso e 26% com obesidade. Estimativas que preocupam ao considerarmos que o excesso de peso e obesidade aumentam o risco de diversas Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) e, consequentemente, têm grandes impactos no Sistema Único de Saúde (SUS). As DCNT são doenças multifatoriais, isto é, são causadas por diversos fatores de risco, apresentam longos períodos de latência e afetam pessoas por muitos anos, até mesmo décadas, podendo resultar em incapacidades funcionais. Exemplos de DCNT são as doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas, as neoplasias (cânceres) e diabetes. Em 2019 elas foram responsáveis por 55% das 738.371 mortes de adultos no Brasil. Dessas, 173.207 ou 56,1%, ocorreram entre 30 e 69 anos de idade e, portanto, são consideradas prematuras e evitáveis. Acesse o site interativo e saiba mais sobre obesidade e DCNT. Fonte: https://rezendelfm.github.io/obesidade-e-as-dcnt/

  • OMS lança documento com perfil dos países com câncer

    O objetivo do Perfil do País do Câncer da OMS é sintetizar a situação atual do controle do câncer para cada Estado Membro da OMS (194 no total), bem como por Regiões da OMS (6 no total). Esses perfis estabelecem uma linha de base atualizada do país e apoiam as tendências de monitoramento para o cumprimento dos compromissos globais, incluindo a meta 3.4 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável para reduzir a mortalidade prematura, a eliminação do câncer do colo do útero como um problema de saúde pública e a iniciativa global para o câncer infantil. Confira o perfil do câncer do Brasil. Os perfis incluem as seguintes informações: • Carga de câncer: incluindo número total de casos e óbitos, principais tipos de câncer, contribuição de fatores de risco selecionados medidos por PAFs (fração atribuível à população) e câncer como % de mortes prematuras por DCNT; • Tendências do câncer: tendências estimadas para câncer de mama e pulmão; probabilidade de morte prematura por câncer e sua tendência linear projetada para 2030; • Caso de investimento: requisitos de investimento regional e número correspondente de vidas salvas durante a expansão; • Capacidade do sistema de saúde: incluindo força de trabalho, sistemas de informação e dispositivos e tecnologias por 10.000 pacientes com câncer em um determinado país; • Resposta política atual e disponibilidade de serviços: incluindo planos de câncer e/ou prevenção e controle mais amplo de doenças crônicas não transmissíveis; capacidade na detecção precoce do câncer, tratamento e cuidados paliativos; e consumo atual de opioides para controle da dor; • Destaques do progresso nas iniciativas globais da OMS: especificamente câncer do colo do útero e infantil. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) também desenvolveu o Global Cancer Observatory (GCO), que é uma plataforma interativa que apresenta estatísticas globais de câncer para informar o controle do câncer e a pesquisa do câncer. A plataforma se concentra na visualização de indicadores de câncer usando dados do Cancer Surveillance da IARC IARC's Cancer Surveillance Branch (CSU), incluindo GLOBOCAN; Incidência de Câncer nos Cinco Continentes (IC5); Incidência Internacional de Câncer Infantil (IICC); e vários projetos de benchmarking de sobrevivência ao câncer (SurvCan e SURVMARK). O GCO está em desenvolvimento contínuo e a equipe busca continuamente maneiras novas e informativas de apresentar dados globais de câncer que se vinculem às suas atividades de pesquisa. Os dados apresentados no GCO são considerados os melhores disponíveis em cada país do mundo. No entanto, deve-se ter cautela ao interpretar os dados, reconhecendo as atuais limitações na qualidade e cobertura dos dados de câncer, particularmente em alguns países de baixa e média renda. Acesse a plataforma aqui. Veja também o guia de rastreamento do câncer da OMS. Fonte: https://www.who.int/teams/noncommunicable-diseases/surveillance/data/cancer-profiles

  • Instituto Desiderata oferece cursos de Qualificação em Saúde da Criança e do Adolescente gratuitos

    Desde 2007, o Instituto Desiderata tem como um de seus eixos de atuação a formação de profissionais de Atenção Primária à Saúde, onde foram capacitados 4.090 profissionais para a identificação dos sinais e sintomas do câncer em crianças e adolescentes. Em 2021, iniciou-se um novo projeto de ensino à distância (EAD), com a oferta de dois cursos: Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil e Cuidados Relacionados à Obesidade em Crianças e Adolescentes. O objetivo é capacitar, em 24 meses, 6.150 profissionais de saúde que atuem na APS dos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro. Os cursos são oferecidos gratuitamente na modalidade EAD às equipes de saúde da família (eSF), saúde bucal (eSB), equipes dos núcleos ampliados de saúde da família (NASF-AB), profissionais vinculados às equipes de atenção primária (eAP), unidades básicas de saúde (UBS) e centros de saúde. As aulas disponíveis nos dois cursos foram construídas em parceria com profissionais de importantes instituições da sociedade civil. Inscreva-se aqui! Fonte: https://desiderata.org.br/cursos/?utm_source=Instituto+Desiderata&utm_campaign=4e87fcb323-EMAIL_CAMPAIGN_2022_02_17_02_26_COPY_01&utm_medium=email&utm_term=0_03fd232caa-4e87fcb323-150749378

  • Planejamento e Alcance de IntersetorialidadeS em Saúde - segundo Prof. Marco Akerman FSP-USP

    O FórumDCNTs, desde sua fundação, tem como objetivo aproximar os setores público, privado e terceiro setor a fim de enfrentar - de forma intersetorial - os complexos desafios relacionados às CCNTs/DCNTs. No artigo e vídeo abaixo, o Prof. Marco Akerman, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), explora as características e potenciais, assim como os equívocos em relação à intersetorialidade em saúde. Apesar de termos trazido abaixo alguns trechos do artigo original, recomendamos sua leitura integral aqui. No início do artigo, o Prof. Akerman e colaboradores relatam que "nos documentos de construção e embasamento do ideário do SUS a articulação intersetorial é recomendada para tornar cada vez mais visível que o processo saúde-adoecimento é feito de múltiplos aspectos; e para a necessidade de convocar os outros setores a considerar a avaliação e os parâmetros sanitários quanto à melhoria da qualidade de vida da população quando forem constituir suas políticas específicas. "Há, portanto, um ativismo intersetorial que ainda não se funda numa práxis que tenha potência criativa suficiente para influenciar novas arquiteturas de governança das políticas públicas." A seguir, propõem que "exploremos então as questões em aberto. • Que atores tomam a iniciativa em desencadear empreendimentos intersetoriais? • Que contexto político favorece a realização de empreendimentos intersetoriais? • Qual tem sido o papel do setor saúde? • Que incentivos têm atraído os atores para empreendimento intersetoriais? • Que razões afastam os atores de participarem? • Os empreendimentos intersetoriais vêm facilitando ou impedindo a participação social? • Haveria competências a serem desenvolvidas para se desencadear empreendimentos intersetoriais? • Que tipo de negociação é empreendida entre os distintos atores envolvidos: em termos de financiamento, perda de autonomia, decisões e responsabilidades?" E sintetizam "estas são questões que no fundo poderiam nos guiar no desafio de problematizar se existe mesmo uma cultura setorial que precisa ser modificada ou na direção de propiciar ferramentas analíticas para se desenvolver a capacidade de olhar, escutar e avaliar qual empreendimento seria mais adequado para cada situação." Ao final, os autores concluem que "as intersetorialidadeS vão se revelando e se alternando ao sabor do tempo, das conjunturas e dos atores: a 1ª onda - Utilitarista, reforça o estado mínimo e tutelado pelo mercado "passa o pires" e compartilha responsabilidades; a 2ª onda - Racionalizadora, detecta que há fragmentação nas políticas e nas ações que comprometem a efetividade do Estado e busca eficiência; a 3ª onda, está por vir - a Interdependência generosa em que a intersetorialidade não é apenas a instalação de arranjos multisetoriais, mas a decisão ético-política deliberada de que o Estado e sua gestão e políticas servem ao interesse comum." Fonte: Akerman, Marco et al. Intersetorialidade? IntersetorialidadeS!. Ciência & Saúde Coletiva [online]. 2014, v. 19, n. 11 [Acessado 19 Fevereiro 2022] , pp. 4291-4300. Disponível em: . ISSN 1678-4561.

  • Pesquisa Global de Avaliação de Tecnologia em Saúde - Participe até 28/02/2022

    A forma como os tratamentos chegam às pessoas e cuidadores está mudando. Os governos estão agora avaliando se a disponibilidade de um tratamento faz sentido em termos de seu valor clínico e econômico - um processo de avaliação conhecido como avaliação de tecnologia em saúde (HTA). Isso dá a quem precisa e aos cuidadores a oportunidade de expressar sua opinião. A entrada da pessoa que vive com uma condição é cada vez mais um requisito padrão para algumas avaliações de ATS. Eles refletem necessidades não atendidas, limitações dos tratamentos atuais, preocupações sobre acessibilidade e experiência vivida. Essas são considerações cruciais ao realizar ATS e podem influenciar se um tratamento está disponível para as pessoas e cuidadores. Algumas das dificuldades em obter a participação e apoio das pessoas e grupos de defesa de pacientes podem ser o fato de eles não saberem da existência de ATS, qual seria seu papel, se se enquadram ou não no processo ou como podem fazer com que suas vozes sejam ouvidas . Tendo em vista a importância da participação da pessoa no processo de ATS, a IAPO e a DUKE NUS decidiram oferecer a eles o treinamento necessário para ajudá-los a entender o processo de ATS e como quem precisa e seus cuidadores podem participar. Você pode participar desta pesquisa se for um paciente ou cuidador ou defensor do paciente, independentemente de ser ou não membro de uma organização/rede de defesa do paciente, sociedade/associação de doenças e grupo de apoio ao paciente. Por meio desta pesquisa, espera-se obter um feedback para adaptar o material do curso às suas necessidades de aprendizado e às das organizações de pacientes. Esta pesquisa levará aproximadamente 20 minutos para ser concluída. Preencha o questionário até o dia 28/02. Acesse a pesquisa aqui.

  • Consulta Global Online de revisão dos ODS - participe até 11/03/2022

    A reunião do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF) em 2022 será realizada de terça-feira, 5 de julho a quinta-feira, 7 de julho, e de segunda-feira, 11 de julho a sexta-feira, 15 de julho de 2022, sob os auspícios do Conselho Econômico e Social. O tema do HLPF 2022 será “Recuperação do coronavírus (COVID-19) enquanto avançamos na implementação completa da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável”. O HLPF em 2022 revisará o progresso em direção aos seguintes Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e interligações com outros ODS: 4 sobre educação de qualidade, 5 sobre igualdade de gênero, 14 sobre a vida debaixo d'água, 15 sobre a vida na terra, 17 sobre parcerias para os Objetivos. O fórum levará em consideração os impactos diferentes e particulares da pandemia de COVID-19 em todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a natureza integrada, indivisível e interligada dos Objetivos. A consulta online estará aberta a todas as partes interessadas, através de formulários online. Um número limitado de perguntas será proposto para cada ODS sob revisão e as partes interessadas serão convidadas a contribuir com contribuições concisas e focadas. Saiba mais como contribuir aqui.

  • Chamadas públicas do processo para Perspectiva do Paciente - inscrições até 21/02/2022

    O voluntário apresenta o seu relato na reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) no espaço "Perspectiva do Paciente", com a finalidade de oferecer a visão do usuário do SUS ao relatar suas experiências no enfrentamento das mais diversas condições de saúde. A proposta visa estimular a participação social no processo de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), uma vez que todos os aspectos ligados à vida real trazem considerações importantes para esse processo. Para isso, serão realizadas chamadas públicas. As inscrições podem ser feitas por pacientes, cuidadores, familiares ou tutores. Qualquer pessoa pode participar, assim como associações também podem indicar um representante. No entanto, os interessados deverão ter vivência direta com o tema de interesse. Fonte: http://conitec.gov.br/perspectiva-paciente

  • Lançado o Plano Nacional de Enfrentamento das DCNTs 2021-2030

    O plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas (DCNTs) e Agravos Não Transmissíveis no Brasil 2021-2030 - também conhecido como Plano de DANT - apresenta-se como diretriz para a prevenção dos fatores de risco das DANT e para a promoção da saúde da população com vistas a dirimir desigualdades em saúde. O lançamento deste material foi muito comemorado pelo FórumDCNTs e seus membros, que participaram em diferentes etapas de sua elaboração (confira aqui) e entendem como fundamental um plano com metas para alinhamento nacional a fim de atingirmos o ODS 3.4 até 2030. As DCNTs, principalmente as doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças respiratórias crônicas, são causadas por vários fatores ligados às condições de vida das pessoas. Estes são determinados pelo acesso a: bens e serviços públicos, garantia de direitos, informação, emprego e renda e possibilidades de fazer escolhas favoráveis à saúde. Os principais fatores de risco comportamentais para o adoecimento por DCNT são: tabagismo, consumo de álcool, alimentação não saudável e inatividade física. Os agravos não transmissíveis (violências e acidentes) também fazem parte do cenário de morbimortalidade da população. Mortes por violências estão fortemente relacionadas às desigualdades sociais, que podem ser determinadas pelo gênero, pela raça/cor da pele, pela classe social e pelo nível de escolaridade. Mulheres e homens negros e pardos são vítimas mais frequentes de mortes por causas violentas do que os brancos. Entre homens jovens, ocorrem três vezes mais mortes violentas de negros em relação aos brancos. As violências são a segunda causa de morte no Brasil e chegam a ocupar o primeiro lugar em alguns estados. Os acidentes, cuja principal representação são as lesões de trânsito, também têm importante peso no perfil epidemiológico de morbimortalidade da população brasileira. O Plano foi elaborado com a contribuição de representantes das secretarias, das agências, dos institutos e das fundações ligadas ao Ministério da Saúde (MS), de gestores e trabalhadores da saúde dos municípios, dos estados e do Distrito Federal, do setor privado, de pesquisadores e representantes da sociedade civil. Tais contribuições foram realizadas por meio de oficinas, reuniões, fórum e consulta pública. Durante o lançamento, o FórumDCNTs e a ACT Promoção da Saúde participaram de uma mesa, junto com representante do Conasems, e expuseram sobre a importância da participação da sociedade civil e do advocacy para o desenvolvimento de políticas e ações efetivas para o enfrentamento das DCNTs. Confira o Plano na íntegra aqui.

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