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FórumCCNTs escreve capítulo do livro “Nutrição Sem Estereótipos”, do CRN3

  • Foto do escritor: FórumCCNTs
    FórumCCNTs
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

Livro faz parte de campanha do Conselho Regional de Nutrição da 3ª região e conta com capítulo feito por autores do FórumCCNTs


Na quinta-feira, 12 de fevereiro, foi lançado o livro “Nutrição Sem Estereótipos – Ciência e ética na promoção de uma Nutrição inclusiva, uma iniciativa do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região, SP e MS, (CRN-3). A publicação propõe uma reflexão crítica sobre a forma como a alimentação, o corpo e a prática nutricional são atravessados por estereótipos sociais historicamente construídos.


Autores, colaboradores e integrantes da comissão responsável pela obra durante o evento de lançamento. Foto: FórumCCNTs
Autores, colaboradores e integrantes da comissão responsável pela obra durante o evento de lançamento. Foto: FórumCCNTs

Ao reunir análises técnicas e reflexões críticas, a campanha “Nutrição Sem Estereótipos” reforça o papel social da nutrição e convida profissionais, estudantes e a sociedade em geral a repensarem práticas, discursos e abordagens. Promovendo um cuidado que reconheça a diversidade humana e respeite as múltiplas realidades que atravessam a relação das pessoas com a comida e seus corpos.


O papel da Comunicação e as CCNTs


O livro ressalta desde o primeiro capítulo que a linguagem utilizada pelos profissionais de saúde não é neutra. Ou seja, ela constitui, em si, uma forma de cuidado. E devido a essa importância, o CRN-3 convidou os autores, membros do FórumCCNTs, Mark Barone, Doralice Batista das Neves Ramos e Mônica S. Vilela da Mota Silveira para contribuírem no subcapítulo “Linguagem importa: construindo uma comunicação inclusiva e sem estigmasdentro do capítulo 4 da obra nomeado “Mídia, redes sociais e práticas nutricionais: o poder da linguagem e dos discursos midiáticos das dietas, beleza e boa forma”.


Nele, os autores apontam como a escolha das palavras deve ser entendida como um gesto ético e técnico, capaz de expressar respeito à dignidade, à autonomia e à complexidade das pessoas que convivem com CCNTs, pois historicamente estas condições são marcadas por estigmas e preconceitos.


Mark Barone é fundador e Coordenador-Geral do FórumCCNTs, além de ser Doutor em Fisiologia Humana pela USP, com especialização em Educação em Diabetes e Comunicação. Doralice Batista das Neves Ramos, co-facilitadora do GT Obesidade do FórumCCNTs, é nutricionista e pesquisadora, reconhecida por sua atuação em ética, direitos humanos e combate a estigmas na área da alimentação e saúde. Ela tem participação relevante em debates sobre: linguagem e responsabilidade profissional na nutrição, enfrentamento de preconceitos relacionados a corpo, gênero e raça e promoção de uma prática nutricional inclusiva.


Mônica S. Vilela da Mota Silveira, é membro do GT Saúde Mental e Neurológica do FórumCCNTs, médica psiquiatra, pesquisadora na área de Saúde Mental e Diabetes e Fundadora do Instituto de Saúde Mental e Diabetes, além de ser professora colaboradora no Departamento de Clínica Médica, divisão de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e professora visitante da pós-graduação em clínica médica. Assim como Doralice Ramos, está associada ao CRN-3 e participa da construção de debates sobre: nutrição livre de estigmatização, comunicação responsável no cuidado em saúde e no enfrentamento das desigualdades no campo alimentar.


Linguagem Importa!


Vale ressaltar que o livreto Linguagem Importa!”, desenvolvido pelo FórumCCNTs (disponível em nosso site) se incorpora à obra como referência fundamental ao evidenciar que a forma como nos referimos às pessoas — seja em atendimentos clínicos, campanhas institucionais ou conteúdos midiáticos — pode tanto reforçar estereótipos quanto contribuir para sua desconstrução. Reforçando que a comunicação empática não apenas estabelece confiança e educa, mas também capacita as pessoas a se sentirem valorizadas, confortáveis e motivadas no envolvimento de seus próprios cuidados, melhorando assim resultados clínicos e a qualidade de vida.


Este movimento em direção à saúde centrada na pessoa e a medicina humanizada combate estigmas e reconhece a autonomia dos indivíduos em seus cuidados e acaba por influenciar e acelerar as atualizações de linguagem. Essa discussão torna-se ainda mais urgente diante do crescimento expressivo da obesidade no país, que, segundo dados do Ministério da Saúde, aumentou 118% conforme a última pesquisa Vigitel 2025. Iniciativas como esta do CRN-3 vão ao encontro das diretrizes do FórumCCNTs, que tem como proposta reunir lideranças dos setores público, privado e terceiro setor para melhorar o cenário das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no país que segundo o Ministério da Saúde consistem em 75% das causas de morte no Brasil.


Nutrição sem Estereótipos

A obra foi organizada por: Rosana Nogueira, presidente do CRN-3, Rodrigo Daniel Sanches, Consultor Científico, professor e doutor em Comunicação e Semiótica, Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva, Doutora em Nutrição e Saúde Pública, Marli Brasioli e Wellington Pupolin, todos consultores do CRN-3. Destaca-se o fato de que a publicação nasceu muito antes disso, pois os integrantes do órgão identificaram a necessidade de desenvolver uma série de ações que informassem e educassem a população de maneira inclusiva e acessível. E dessa forma, a campanha "Nutrição Sem Estereótipos", reafirma seu papel como espaço de diálogo entre ética, ciência e sociedade e como diretriz fundamental da gestão 2023-2026 do CRN-3. “Esse livro é uma construção coletiva, inclusive um dos autores é o coordenador-geral do FórumCCNTs, Dr. Mark Barone. Mas não para por aí, esse livro é apenas mais um capítulo dessa discussão sobre estereótipos na nutrição”, afirma Rosana Nogueira, presidente do CRN–3.


Dividido em eixos temáticos, o livro atravessa campos como: saúde, biologia, comunicação e direito. Os autores exploram temas complexos, incluindo: 

 

  • O impacto dos algoritmos e filtros das redes sociais no desenvolvimento de transtornos alimentares. 

  • A gordofobia como sistema de opressão estrutural e seus reflexos na negligência do atendimento em saúde. 

  • A neurociência do comportamento alimentar como ferramenta para reduzir o estigma de peso e a "pregorexia" (transtornos alimentares na gestação). 

  • O diálogo entre a nutrição e as lutas antirracista e feminista, reconhecendo a soberania alimentar e a diversidade de corpos. 

 

Como parte do compromisso com a universalização do conhecimento científico e alimentar, a obra não está restrita ao formato impresso. Para alcançar diversos públicos e garantir a inclusão de pessoas, o CRN-3 disponibiliza a versão online gratuita (clique para acessar).

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