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Novas diretrizes da OMS revelam que até 45% dos riscos de demência podem ser evitados ou adiados

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    FórumCCNTs
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Documento atualizado traz recomendações baseadas em evidências para guiar o manejo de fatores de risco modificáveis e proteger a saúde cognitiva global


A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou suas novas diretrizes voltadas para a redução do risco de declínio cognitivo e demência. O documento fornece aos países recomendações atualizadas e baseadas em evidências científicas para ajudar a prevenir ou retardar o início da condição ao longo da vida, integrando essas ações às linhas de cuidado de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), saúde mental e saúde cerebral.


Foto: Dario Valenzuela | Unsplash
Foto: Dario Valenzuela | Unsplash

Atualmente, mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo, com cerca de 10 milhões de novos diagnósticos anualmente. Embora não haja cura para a condição — sendo o Alzheimer a forma mais comum (60% a 70% dos casos) —, a ciência demonstra que até 45% dos riscos estão associados a fatores modificáveis. Entre eles destacam-se o tabagismo, o uso de álcool, o isolamento social, a inatividade física, a poluição do ar e CCNTs como a hipertensão e o diabetes.

"Sabemos mais hoje do que nunca sobre o que impulsiona o risco de demência, e estas diretrizes traduzem esse conhecimento em ação", destacou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS.

Intervenções práticas: Estilo de vida e manejo clínico


O relatório atualiza as primeiras recomendações emitidas pela OMS em 2019, consolidando novos dados e dividindo as estratégias de prevenção em três frentes principais:


1. Estilo de vida e estímulo cognitivo

  • Treinamento e estimulação cognitiva: Recomendados para adultos com cognição normal ou que apresentem comprometimento cognitivo leve.

  • Engajamento social: Incentivo à participação em atividades comunitárias e sociais.

  • Hábitos saudáveis: Adoção de dietas equilibradas, prática de atividade física regular, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool.


2. Manejo de condições médicas e do ambiente

  • Manejo cardiometabólico: O tratamento adequado de condições como hipertensão, diabetes e colesterol alto desempenha um papel protetivo crucial contra o declínio cognitivo.

  • Exposição ambiental: Uma nova recomendação forte orienta a redução da exposição à poluição do ar.

  • Aparelhos auditivos: O uso de dispositivos para correção de perda auditiva também passa a ser recomendado como parte das estratégias preventivas.


3. Suplementação sem recomendação

  • As diretrizes não recomendam a suplementação com vitaminas B e E, ácidos graxos poli-insaturados (como ômega-3) ou multivitamínicos na ausência de uma deficiência clinicamente diagnosticada, uma vez que não há evidências de benefícios que superem potenciais riscos.


O impacto humano e socioeconômico da demência


Muito além do aspecto clínico, a demência afeta diretamente a independência, a dignidade e a segurança da pessoa com condição de saúde. Ela gera uma sobrecarga significativa para as famílias e cuidadores, além de representar um impacto severo para a economia global, estimado em US$ 1,3 trilhão anuais — valor em que metade corresponde ao trabalho de cuidado não remunerado prestado por familiares e amigos.


Compreender esses fatores e implementar ações precoces de manejo e prevenção é o caminho mais seguro para garantir mais qualidade de vida, longevidade e independência para a população.


Fonte: OMS

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