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OPAS publica diretrizes para atualizar a iniciativa HEARTS 2.0 na Atenção Primária

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    FórumCCNTs
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

Novo documento foca na integração do cuidado cardiovascular, renal e metabólico, expandindo as estratégias de manejo da hipertensão nas Américas


A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou um relatório técnico fundamental para a evolução das políticas públicas de saúde na Região das Américas. O documento “Processo de atualização baseado em evidências para o Protocolo Clínico HEARTS 2.0: Fase 3” detalha a estratégia de expansão da iniciativa HEARTS, ampliando seu escopo clássico focado apenas no controle da pressão arterial para uma abordagem integrada das condições cardiovascular-renal-metabólicas (CRM) no nível da Atenção Primária à Saúde (APS).


Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

O avanço é considerado um marco essencial no combate às Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), uma vez que o conjunto dessas condições CRM representa hoje o maior fator contribuinte para mortes prematuras e incapacidades em escala global.


Consenso de especialistas e 38 novas intervenções validadas


Para estruturar o novo protocolo clínico do HEARTS 2.0, foi utilizado um rigoroso método metodológico (adaptado do método RAND/UCLA) para avaliar 45 propostas de intervenções na saúde pública. Após uma avaliação criteriosa feita por um painel internacional de especialistas, 38 intervenções foram validadas e classificadas como apropriadas para integração imediata na rotina de cuidados da Atenção Primária.


Esse novo ecossistema de diretrizes visa fornecer aos gestores e profissionais de saúde um modelo de atendimento padronizado, seguro e de alta qualidade técnica, que consiga tratar a pessoa com condição de saúde de forma holística, e não isolada.


Foco em terapias de alto impacto e fortalecimento de equipes multifuncionais


Entre as principais recomendações consensuadas pelo novo framework do HEARTS 2.0, destacam-se duas grandes frentes de atuação prática:


  • Uso precoce de terapêuticas de alto impacto: O relatório apoia fortemente a introdução de esquemas de estatinas de alta intensidade e o uso de inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), medicamentos cruciais para a proteção orgânica de pessoas com condições de saúde de alto risco que sofrem com a coexistência de disfunções cardiovasculares, renais e de diabetes.

  • Empoderamento de profissionais não médicos: A validação reforça a urgência de apoiar e otimizar o trabalho de toda a equipe de saúde multiprofissional. O protocolo incentiva que enfermeiros e outros profissionais de saúde não médicos atuem ativamente na intensificação terapêutica de medicamentos e no suporte direto à adesão do tratamento pela pessoa com condição de saúde.

As outras 7 intervenções restantes foram classificadas como "incertas", demonstrando pontos em que a viabilidade prática regional ou as evidências locais ainda necessitam de um monitoramento mais aprofundado antes de uma recomendação oficial generalizada.


Como acessar o recurso


O relatório técnico completo da OPAS serve como guia de planejamento para profissionais do setor público e privado empenhados na reestruturação e fortalecimento das linhas de cuidado de condições crônicas.



Fonte: OPAS

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