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Posts do blog (1552)

  • Saúde global está sob ameaça de retrocesso, alerta OMS

    Relatório divulgado pela entidade revela que nenhuma meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionadas à saúde está no caminho certo para 2030 A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou no dia 13 de maio o Relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde 2026. No documento, trouxe um alerta severo: o mundo está falhando em alcançar as metas globais de saúde. Embora a última década tenha registrado avanços significativos no combate ao HIV e no acesso ao saneamento básico, o ritmo de progresso estagnou ou retrocedeu em áreas críticas. No documento fica claro que nenhum dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à saúde será atingido até 2030 se o cenário atual persistir. E um dos grandes responsáveis foi o impacto da pandemia de COVID-19, causando um excesso de 22,1 milhões de mortes entre 2020 e 2023, número três vezes maior do que as mortes oficialmente notificadas. Imagem: OMS Mortes por condições crônicas não transmissíveis Desde 2000, os esforços para reduzir a mortalidade prematura por condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) levaram a mudanças notáveis, refletindo tanto o progresso na prevenção quanto os desafios persistentes impostos pelas quatro condições que mais causam mortes: condições cardiovasculares, câncer, condições respiratórias crônicas e diabetes. Assim, historicamente, a Região das Américas apresenta o menor risco de mortalidade prematura por CCNTs do mundo. Entre 2000 e 2019, o risco global de morte prematura por condições crônicas (ODS 3.4.1) caiu de 22,5% para 18,0% (queda de 20%), evidenciando forte desigualdade regional: o Mediterrâneo Oriental manteve índices altos (22,7% em 2019), enquanto a Região das Américas registrou a menor taxa do mundo, recuando de 18,0% para 13,9% (redução de 22%). Apesar do bom desempenho comparativo das Américas, o ritmo anual de declínio desacelerou drasticamente após 2015, deixando a região e o mundo fora do caminho para atingir a meta dos ODS de reduzir essas mortes em um terço até 2030. Imagem: Divulgação O próprio relatório também esclarece o motivo de não haver porcentagens mais recentes para os indicadores de mortalidade prematura por condições crônicas: a pandemia de COVID-19 gerou um impacto severo no monitoramento de dados epidemiológicos globais. Assim, os sistemas de saúde sofreram com a falta de testes e sobrecarga. E muitas mortes causadas por complicações de condições crônicas foram registradas puramente como COVID-19, e vice-versa. Mortalidade atribuída à poluição do ar A poluição por material particulado doméstico e ambiental é um gatilho crítico para CCNTs. E juntamente com a Europa, as cidades da Região das Américas registraram as menores médias de poluição do ar em 2023, com uma concentração média de 14 μg/m³ de (PM 2.5). Devido à menor exposição média, a região mantém taxas de mortalidade padronizadas por idade atribuídas à poluição do ar substancialmente inferiores às de regiões como o Sudeste Asiático e o Mediterrâneo Oriental. Tabagismo e álcool O relatório também traz dados fundamentais para a análise de fatores de risco globais, destacando cenários complexos no combate ao tabagismo e ao consumo de álcool em populações de 15 anos ou mais. Ambos são dois dos principais fatores de risco para o desenvolvimento e o agravamento das CCNTs, como condições cardiovasculares, cânceres, diabetes e condições respiratórias crônicas. Assim, no panorama do tabagismo, observa-se um recuo consistente na prevalência global, que encolheu de 26,2% em 2010 para 19,5% em 2024, trazendo uma estimativa de queda contínua para 19,2% em 2025. Apesar de desenhar uma redução relativa de 27% ao longo desse período, o avanço ainda vai ficar 3 pontos percentuais aquém da meta de 30% estipulada pelo Plano de Ação Global. As mulheres lideram globalmente a redução e o ritmo de queda no consumo de tabaco, superando a meta de 30% de redução de forma antecipada em todo o mundo, exceto na Europa. Entre os homens, essa meta antecipada foi atingida nas regiões das Américas e do Sudeste Asiático. Imagem: Divulgação Já no que diz respeito ao consumo de álcool, um dos grandes agentes no surgimento de condições crônicas e de saúde, o cenário mundial dá sinais de melhora ao reverter uma tendência de alta que se arrastava desde o início dos anos 2000. O consumo médio per capita recuou 13%, passando de 5,6 litros de álcool puro por ano em 2010 para 4,9 litros em 2024. Progresso dos ODS até o momento A menos de cinco anos para 2030, o progresso rumo aos ODS de saúde é lento, desigual e insuficiente globalmente. Dos 52 indicadores avaliados, nenhum está no caminho certo para atingir suas metas numéricas, um cenário agravado pela falta de dados para análises robustas. O Diretor-Geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que, embora avanços passados demonstrem que "a ação coordenada em larga escala produz resultados mensuráveis", o panorama atual ainda é preocupante. "O progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados à saúde é insuficiente, desigual entre regiões e populações, e cada vez mais vulnerável a choques sistêmicos", sintetizando os dados como uma "história de progresso e desigualdade persistente". O "Apagão" de Dados e Cobertura Universal No relatório, a OMS alerta também que a falta de dados confiáveis sabota as políticas públicas de saúde: apenas 18% dos países notificam a mortalidade no prazo e só um terço das 61 milhões de mortes de 2023 teve a causa registrada. Esse cenário, somado à crise de financiamento e aos riscos ambientais (como a poluição, que causou 6,6 milhões de mortes em 2021), afasta o mundo da Cobertura Universal de Saúde e empurrou 1,6 bilhão de pessoas para a pobreza por gastos médicos em 2022, exigindo investimentos urgentes na atenção primária. Além disso, a pandemia de COVID-19 provocou um retrocesso histórico nos indicadores de saúde da região, afetando indiretamente a gestão e o tratamento das CCNTs devido à severa sobrecarga dos sistemas de saúde. A Região das Américas foi a mais severamente impactada em todo o mundo no que diz respeito à perda de expectativa de vida. Entre 2019 e 2021, tanto a Expectativa de Vida ao Nascer quanto a Expectativa de Vida Saudável (HALE) nas Américas despencaram cerca de 3 anos. Relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde O relatório de Estatísticas Mundiais de Saúde é a compilação anual de indicadores de saúde e relacionados à saúde, publicada pela Organização Mundial da Saúde desde 2005. A edição de 2026 consolida dados de indicadores de saúde provenientes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O documento avalia o progresso em direção às metas acordadas globalmente, descreve os principais desafios para os próximos anos e inclui revisões sobre temas de saúde global, tais como a expectativa de vida saudável e mortalidade prematura, as metas dos 'Três Bilhões' e as desigualdades na imunização. Para acessar o material completo, clique aqui. Fonte: OMS

  • FórumCCNTs é finalista em prêmio global de engajamento das pessoas condições de saúde

    O Made with Patients Awards 2026 reconhece a transformação da saúde centrada nas pessoas FórumCCNTs é destaque! O Dr. Mark Barone, Coordenador-geral e Fundador do FórumCCNTs, foi anunciado como finalista do Made with Patients Awards 2026. A premiação, organizada pela Patient Focused Medicines Development (PFMD), é o primeiro reconhecimento global dedicado exclusivamente a celebrar pessoas e projetos que integram, de forma prática e estratégica, a voz de pessoas com condições de saúde nesse ecossistema, desde o desenvolvimento de medicamentos e tecnologias médicas até a saúde digital. Foto: Divulgação Em sua terceira edição, o prêmio recebeu 470 indicações de todo o mundo. Os vencedores serão anunciados ao vivo no dia 3 de junho de 2026, durante uma cerimônia em Sevilha, na Espanha, como parte do Patient Engagement Open Forum (PEOF). Para acompanhar a premiação basta se registrar neste link. Referência em Engajamento O FórumCCNTs é uma plataforma que engaja pessoas com experiência de vida com as condições crônicas não transmissíveis para que participem das decisões que vão afetá-las. Ou seja, trata-se de uma plataforma multistakeholder que promove o protagonismo desses indivíduos na formulação de políticas públicas, no desenho de programas e na condução de debates essenciais para o setor. Assim, a indicação destaca o papel da plataforma na liderança de sistemas mais inclusivos e na redefinição do que significa excelência em saúde. Mark durante o End Diabetes Stigma Summit na Índia, evento que reuniu as maiores lideranças globais no assunto Esse reconhecimento global reflete a contribuição ativa do FórumCCNTs, representado pelo Dr. Mark Barone, no desenvolvimento de materiais e artigos científicos de referência internacional voltados ao engajamento significativo de pessoas que convivem com condições crônicas. Como por exemplo, a participação do FórumCCNTs na criação do framework para o Envolvimento Significativo de Pessoas que Vivem com CCNTs, Saúde Mental e Condições Neurológicas, lançado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além disso, outras contribuições também fundamentam este reconhecimento: Protagonismo Global com a OMS - A participação do FórumCCNTs na cocriação de diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para colocar as pessoas que vivem com CCNTs no centro das decisões de saúde. Co-criação da Carta de Direitos da IAPO - O alinhamento e engajamento com a International Alliance of Patients' Organizations (IAPO) na promoção de cuidados de saúde centrados em pessoas com condições de saúde, em escala global. Identificação de Oportunidades para Pessoas com CCNTs - A publicação de estudos que mapeiam e estruturam oportunidades reais para que pessoas com condições de saúde atuem de forma qualificada em fóruns de debate e governança. Mark durante o End Diabetes Stigma Summit na Índia, evento que reuniu as maiores lideranças globais no assunto Sobre o Prêmio Foto: Divulgação O Made with Patients Awards evoluiu a partir do "Livro de Boas Práticas" da PFMD, tornando-se a principal vitrine mundial para o engajamento de alta qualidade. Além de pessoas finalistas, há também iniciativas que foram selecionadas por um júri multissetorial, que avaliou estes esforços exemplares em colocar as necessidades e perspectivas das pessoas com condições de saúde no centro das soluções. Ao reunir uma comunidade global de diversos stakeholders, a cerimônia em Sevilha busca fomentar uma rede crescente de especialistas dedicados a tornar o engajamento eficaz uma norma em todo o setor de saúde, incentivando a adoção de padrões mais elevados em escala global.

  • Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Alimentação Saudável

    Facilitadora Vitória Moraes (ACT Promoção da Saúde) Co-facilitadora Bianca Blanco (Associação Paulista de Nutrição - APAN) GT Alimentação Saudável durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A alimentação adequada é um dos fatores centrais para a redução de risco das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e elemento fundamental para pessoas em tratamento de mais de uma condição de saúde. No entanto, o acesso à alimentação saudável está cada vez mais distante da mesa da população brasileira, enquanto os sistemas alimentares vigentes têm contribuído simultaneamente para a epidemia de obesidade, a persistência da desnutrição e o agravamento das mudanças climáticas, ao priorizarem cadeias produtivas baseadas em commodities e alimentos ultraprocessados. Um desafio adicional é que, embora o Guia Alimentar para a População Brasileira esteja consolidado há mais de uma década e representa uma abordagem inovadora ao classificar os alimentos segundo o grau de processamento, a lógica centrada em nutrientes segue ganhando espaço no debate público. Esse movimento se intensifica com a recente valorização do consumo de proteínas e a difusão de modelos como a pirâmide alimentar adotada nos Estados Unidos, que tendem a fragmentar a compreensão da alimentação saudável. Diante do contexto de um ano eleitoral, torna-se necessário abordar o tema da alimentação saudável de forma mais sistêmica nos documentos de incidência da sociedade civil com foco nos candidatos, incorporando os encaminhamentos e reflexões das conferências internacionais, da 4a Reunião de Alto Nível sobre CCNTs e da COP 30, além de reforçar o Guia Alimentar como uma das principais diretrizes para a promoção de sistemas alimentares saudáveis, sustentáveis e equitativos. Atividade prevista para 2026 A proposta deste GT é produzir documentos de incidência com foco nos candidatos, trazendo a agenda de saúde e redução de riscos das CCNTs, com foco na abordagem da alimentação saudável de forma mais sistêmica. A intenção é estabelecer diálogo, pelo eixo da alimentação saudável, conectar o tema da saúde com outros temas centrais para a sociedade, como o combate à fome e as mudanças climáticas. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Os documentos citados estão em fase de elaboração, com previsão de finalização em junho, viabilizando a utilização da incidência assim que as campanhas eleitorais forem iniciadas. O grupo atuará no compartilhamento e disseminação dos materiais, bem como na adesão a questões específicas sob demanda, como cartas e manifestos. CREN e Instituto Opy estão participando da construção da Agenda 227, um esforço de diferentes organizações da sociedade civil para incidir sobre políticas de proteção à infância. Ambas as organizações estão trabalhando no desenvolvimento de propostas direcionadas aos presidenciáveis e aos candidatos aos governos estaduais relacionadas à alimentação saudável. CREN está fazendo, em paralelo, um trabalho de incidência na Frente Parlamentar pela Primeira Infância da Alesp, facilitado pela deputada Marina Helou. O trabalho se concretiza sobretudo nas propostas de regulamentação de cantinas escolares e na construção do Plano Estadual da Primeira Infância; A ACT está trabalhando na elaboração da Agenda Brasil + Saudável, documento que reúne propostas e recomendações de políticas públicas que contribuam para a prevenção de CCNTs. O objetivo desta agenda é subsidiar candidaturas ao governo federal com propostas e recomendações divididas em 5 eixos: Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, Controle do Tabaco, Controle do Álcool, Promoção da Atividade Física e Controle da Poluição do Ar; Pretendemos utilizar a articulação da agenda de alimentação adequada e saudável com a pauta da proteção da infância para mobilizar o debate no âmbito eleitoral; Iremos trabalhar com ações de conscientização do público geral. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Esses documentos poderão não apenas subsidiar as produções do FórumCCNTs que tenham foco nas eleições, mas também ser utilizados individualmente pelas organizações que compõem os demais grupos de trabalho do FórumCCNTs, considerando seu uso em estratégias de incidência voltadas às campanhas eleitorais, de acordo com o perfil e abrangência de atuação de cada organização. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Alimentação Saudável durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Vitória Moraes (ACT Promoção da Saúde) Maria Paula Albuquerque (Centro de Recuperação e Educação Nutricional - CREN) Andreia Lavelli (Instituto Opy Saúde) Ana Claudia do Nascimento Ferreira (Centro de Recuperação e Educação Nutricional - CREN) Rachel Machado (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo) Nivea Maria Gomes (CER III - Prefeitura de Volta Redonda) Eduardo Nilson (Fiocruz/Brasília e Nupens/USP) Bianca Blanco (Associação Paulista de Alimentação e Nutrição - APAN) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Vitória Moraes (ACT Promoção da Saúde) Eduardo Nilson (Fiocruz/Brasília e Nupens/USP) Bianca Blanco (Associação Paulista de Alimentação e Nutrição - APAN) Cristhiane Tozzo Lisboa (Universidade Anhembi Morumbi - UAM) Nivea Maria Gomes (CER III - Prefeitura de Volta Redonda) Rachel Machado (Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo) Andreia Lavelli (Instituto Opy Saúde) Luisa Haddad (Pé de Feijão) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Rosana Maria Nogueira (Nutricionista inscrita no CRN3) Karina Mauro Dib (SMS-SP) Assista aqui ao vídeo de Apresentação

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