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- FórumCCNTs destaca iniciativas brasileiras de impacto no IDF World Diabetes Congress 2025, em Bangkok
A cidade de Bangkok, na Tailândia, foi palco de um dos mais relevantes encontros globais sobre diabetes, realizado entre os dias 7 e 10 de abril de 2025: o IDF World Diabetes Congress 2025 . O evento reuniu representantes de mais de 160 países, entre profissionais de saúde, pesquisadores, gestores, organizações da sociedade civil e pessoas que vivem com diabetes. O objetivo central foi debater soluções e práticas de impacto para a redução de riscos, manejo e formulação de políticas públicas relacionadas ao diabetes , especialmente em países de baixa e média renda ( LMICs ). Dr. Mark Barone (segundo da direita para a esquerda) durante o IDF World Diabetes Congress 2025. Foto: Arquivo pessoal O FórumCCNTs marcou presença mais uma vez com participações de destaque em simpósios e na apresentação de pôsteres, conduzidos por seu fundador e diretor-geral, Dr. Mark Barone — PhD e referência internacional em advocacy e políticas públicas voltadas às pessoas que vivem com diversas CCNTs, além de ter uma trajetória pessoal de 34 anos convivendo com diabetes tipo 1. Também integraram a delegação dois membros do seu Conselho Consultivo: a Dra. Hermelinda Pedrosa, vice-presidente médica e coordenadora do Comitê Mulheres e Diabetes da IDF, e o Dr. Ronaldo Wieselberg , presidente da ADJ Diabetes Brasil . Juntos, reforçaram o protagonismo das pessoas que convivem com condições crônicas e a importância da articulação multissetorial para fortalecer os sistemas de saúde e transformar políticas públicas. Na sessão “Task shifting in policy development for diabetes prevention” , Mark palestrou sobre o tema “Organizations of people living with diabetes as key partners in policy development, health care and prevention programs” , ao lado do diretor-geral de CCNTs na Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Guy Fones, e destacou a importância de incorporar a experiência vivida pelas pessoas com diabetes como fonte legítima de conhecimento, incluindo-a em todas as etapas da formulação de políticas enfatizando a frase que sintetiza essa visão: “ Nada sobre nós, sem nós ” . Foto: Arquivo pessoal Apresentou dois programas brasileiros dos quais participou da fundação, The Young Leaders in Diabetes Training (YLDT-ADJ) de formação de jovens lideres em diabetes e o Programa de Intercâmbio entre Acampamentos de Diabetes na América do Sul — iniciativas da ADJ Diabetes Brasil que já promoveu 43 intercâmbios entre sete países, contribuindo para a formação de jovens líderes e o fortalecimento de redes regionais de apoio. Também citou o ofício encaminhado poucos dias antes do evento ao novo Ministro da Saúde do Brasil, assinado por 29 lideranças da sociedade civil, com propostas concretas para o enfrentamento das CCNTs no Brasil — incluindo a criação de uma coordenação nacional para obesidade, a formulação de uma política nacional de atividade física e o fortalecimento do apoio em saúde mental. Na sessão “Policies and practices that improve management for people with diabetes in LMICs” , Mark conduziu uma apresentação ao lado do Dr. Jayaprakashsai Jana , da Índia, palestrou sobre “Best strategies of advocacy to change policies” , compartilhando a estratégia de advocacy do FórumCCNTs. A rede se consolidou como a maior plataforma multi-CCNTs do país, baseada em dados robustos, escuta ativa e diálogo direto com tomadores de decisão — envolvendo mais de 250 instituições dos setores público, privado e da sociedade civil. Foto: Arquivo pessoal Entre os destaques, apresentou o papel das consultas públicas na atualização de diretrizes nacionais; a mobilização de evidências científicas junto a universidades e centros de pesquisa; a realização de conferências livres com participação social; e a criação de canais contínuos de diálogo com o Ministério da Saúde e secretarias municipais e estaduais. Durante o painel de encerramento, Dr. Mark reforçou que “as mudanças mais duradouras nas políticas públicas ocorrem quando as vozes das pessoas diretamente afetadas estão no centro das decisões”. Dois pôsteres científicos também foram apresentados , destacando conquistas recentes do FórumCCNTs no Brasil, resultado de processos colaborativos entre organizações de pessoas que vivem com diabetes, universidades, sociedades médicas e gestores públicos. Os trabalhos abordaram ações multissetoriais para redução de riscos e aprimoramento do cuidado em diabetes, incluindo a inclusão de distúrbios do sono como fator de risco no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas ( PCDT ) para diabetes tipo 2 (atualizado em 2024) , a articulação para ampliação do acesso a análogos de insulina e tecnologias de monitoramento da glicemia no SUS, além da aprovação de 15 propostas apresentadas pelo FórumCCNTs à 17ª Conferência Nacional de Saúde — hoje integradas ao Plano Nacional de Saúde 2024–2027. O IDF World Diabetes Congress 2025 também trouxe à tona temas emergentes, como a relação entre tuberculose e diabetes, e celebrou os quatro anos do Global Diabetes Compact, da Organização Mundial da Saúde (OMS), com um painel que reuniu especialistas e pessoas com experiência vivida da condição, destacando a relevância da colaboração internacional . O FórumCCNTs, que participa ativamente desde o lançamento do Compact , reforça seu compromisso com essa agenda global. Com uma abordagem multidisciplinar e inclusiva, o congresso reafirmou a urgência de unir esforços para conter o avanço do diabetes no mundo e garantir acesso equitativo ao diagnóstico, tratamento e cuidado integral. Participantes do IDF World Diabetes Congress 2025. Foto: Arquivo pessoal Em tom pessoal, Mark encerrou sua participação recordando amigos com diabetes tipo 1 que perdeu precocemente ao longo de sua trajetória, e reforçou o compromisso de seguir trabalhando por sistemas de saúde mais efetivos, acessíveis e centrados nas pessoas. A presença do FórumCCNTs no IDF World Diabetes Congress 2025 reafirma seu compromisso com a promoção de políticas públicas baseadas em evidências, construídas a partir da colaboração entre diferentes setores e sustentadas pela experiência vivida das pessoas. Participar de um evento dessa magnitude reforça o papel do FórumCCNTs como articulador estratégico no enfrentamento das condições crônicas não transmissíveis e na defesa de sistemas de saúde mais justos, integrados e centrados nas pessoas. Na imprensa Terra Times Brasília Valor Econômico
- Ministério da Saúde lança os novos Indicadores de Cofinanciamento Federal na APS
O Ministério da Saúde lançou uma série de vídeos , já disponíveis para download, sobre os novos indicadores do componente de qualidade do cofinanciamento federal da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS . Imagem: Divulgação Esses indicadores servirão como referência para o monitoramento das ações ofertadas pelas equipes nos territórios e fazem parte do incentivo financeiro de melhoria contínua do cuidado, tendo como público-alvo profissionais de saúde. Ao todo, são 15 indicadores, organizados em três blocos : Equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) ; Equipes Multiprofissionais (eMulti) ; e Equipes de Saúde Bucal (eSB) . Os indicadores integram o componente de qualidade , um dos pilares da nova metodologia de cofinanciamento federal da APS, instituída em 2024. Este novo modelo considera o desempenho das equipes e a oferta efetiva de ações e serviços como critérios para a definição e destinação dos recursos repassados aos municípios . A mensuração levará em conta os resultados alcançados em cada indicador, envolvendo todos os membros da equipe na oferta do cuidado integral à população. Quais são os novos indicadores? Imagem: Divulgação Durante a apresentação , a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas , apresentou os novos indicadores e explicou como será feita a avaliação do desempenho das boas práticas pelas equipes. São eles: Ações interprofissionais realizadas pela eMulti Média de atendimentos por pessoa assistida pela eMulti Mais acesso à APS Cuidado da pessoa com diabetes Cuidado da pessoa com hipertensão Cuidado da gestante e do puerpério Cuidado da mulher na prevenção do câncer Cuidado da pessoa idosa Cuidado no desenvolvimento infantil Escovação dentária supervisionada em faixa etária escolar Primeira consulta odontológica programada Tratamento odontológico concluído Tratamento restaurador atraumático Procedimentos odontológicos preventivos Taxa de exodontias realizadas O que vai compor o financiamento? Além do componente de qualidade, o cofinanciamento federal da APS inclui outros dois componentes: Fixo, baseado na classificação do município segundo o Índice de Equidade e Dimensionamento (IED); Vínculo e Acompanhamento Territorial, que considera critérios como vulnerabilidade social, cadastro e acompanhamento das pessoas pelas equipes, além da satisfação dos usuários atendidos. Fonte Ministério da Saúde
- Resultado do Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2025 - FórumCCNTs
Durante o 16º Encontro do FórumCCNTs , realizado em 9 de maio de 2025, foram anunciados os 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2025 . Neste ano, o concurso recebeu inscrições de 56 projetos implementados no território brasileiro . Entre os selecionados, 5 projetos foram apresentados oralmente e 10 exibidos na modalidade pôster. Todos os finalistas do Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2025. Foto: Arquivo pessoal O concurso teve como objetivo reconhecer e valorizar iniciativas inovadoras já implementadas e com resultados concretos — ainda que preliminares — nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico ou tratamento de uma ou mais CCNTs . Na ocasião, foram premiados os três primeiros colocados entre os cinco projetos com apresentação oral: 1º lugar: Navegação que salva: câncer de mama em foco – Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (R$ 15 mil) 2º lugar: Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao diabetes – Universidade Federal de São João del Rei / Campus Divinópolis (R$ 10 mil) 3º lugar: O ACS no cuidado da alimentação não saudável na APS – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (R$ 5 mil) Os prêmios foram concedidos com o objetivo de impulsionar o ganho de escala e a sustentabilidade dessas boas práticas. Todos os projetos selecionados tiveram seus contatos compartilhados com instituições públicas, privadas e do terceiro setor presentes no evento , visando estimular parcerias e colaborações futuras. Também é possível encontrar informações de contato na página de resumo de cada projeto. Conheça abaixo os vídeos das apresentações orais dos projetos finalistas, as fotos dos pôsteres exibidos durante o evento e o resumo de todos os projetos 1º lugar: Navegação que salva: câncer de mama em foco, da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Sandra Gioia (SES-RJ) . Foto: Arquivo pessoal Acesse o resumo do projeto aqui . 2º lugar: Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao diabetes, da Universidade Federal São João del Rei/C.Divinópolis Thallita Barbosa (UFSJ) . Foto: Arquivo pessoal Acesse o resumo do projeto aqui . 3º lugar: O ACS no cuidado da alimentação não saudável na APS, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Camila Medeiros (UFMS) . Foto: Arquivo pessoal Acesse o resumo do projeto aqui . 4º lugar: Cuidando da Vida: Prevenção do AVC, do Centro Especializado em Reabilitação III. SMS/PMVR Rosane Cunha (SMS-PMVR-RJ) . Foto: Arquivo pessoal Acesse o resumo do projeto aqui . 5º lugar: Insulinoterapia: o guia do profissional de saúde, da Universidade Estadual do Ceará - UECE Sabrina Cruz (UECE) . Foto: Arquivo pessoal Acesse o resumo do projeto aqui . Apresentação 10 Pôsteres finalistas Autocuidado Apoiado e o Manejo do Diabetes na APS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Acesse o resumo do projeto aqui . BrDMrisc: Brazilian Tool to Predict Diabetes Universidade Federal do Rio Grande do Sul Acesse o resumo do projeto aqui . Certificação de Centros de AVC no Brasil Rede Brasil AVC Acesse o resumo do projeto aqui . Condições Crônicas: cuidados inovadores Universidade Federal de Alfenas Acesse o resumo do projeto aqui . Consultório Volante de Podiatria Clínica Hospital de Urgência de Teresina Acesse o resumo do projeto aqui . Implantação das Linhas do Cuidado em AVC e IAM - SAMU 192 Ceará Acesse o resumo do projeto aqui . O Poder do Digital na Transformação da Saúde Hai Soluções em Saúde Acesse o resumo do projeto aqui . Papel dos ACS no enfrentamento das DCNT Secretaria da Saúde do município de Guarulhos Acesse o resumo do projeto aqui . Saúde no Prato Pé de Feijão Acesse o resumo do projeto aqui . Um Caminho Sustentável para a Prevenção de CCNTs Centro Multidisciplinar em Saúde no Esporte-CEMUSE Acesse o resumo do projeto aqui .
- Orientações FórumCCNTs: Consulta Pública sobre semaglutida para o manejo da obesidade no SUS - Até 30/6
Através da presente recomendação , o FórumCCNTs , convida os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até o dia 30/06/2025 , com a Consulta Pública n° 47/25 , para manifestação da sociedade civil a respeito da recomendação do Comitê de Medicamentos da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde - Conitec relativa à proposta de incorporação da semaglutida para o manejo de pessoas com obesidade graus II e III, sem diabetes, com idade a partir de 45 anos e com condição cardiovascular , por meio deste Formulário de Contribuição . A Secretaria-Executiva da Conitec avaliará as manifestações apresentadas a respeito da matéria. No dia 08 de maio de 2025, na 140ª Reunião Ordinária da Conitec, os membros do Comitê de Medicamentos presentes deliberaram por unanimidade , que a matéria fosse disponibilizada em consulta pública com recomendação preliminar desfavorável à incorporação no SUS , de semaglutida para o manejo de pessoas com obesidade grau II e III, sem diabetes, com idade a partir de 45 anos e com condição cardiovascular estabelecida. Para essa recomendação, os membros consideraram a elevada razão custo-efetividade incremental da tecnologia avaliada, o elevado impacto orçamentário incremental e a incerteza do tempo de uso da semaglutida. O FórumCCNTs recomenda a incorporação de terapias antiobesidade baseadas em agonistas do receptor de GLP-1, como a Semaglutida, no Sistema Único de Saúde (SUS) para o manejo de obesidade grau II e III, dada a gravidade dessa condição. Apesar de a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ter feito uma recomendação preliminar desfavorável, estudos como os Programas STEP demonstram que a Semaglutida é eficaz na redução de peso e na melhora de condições associadas, como hipertensão e dislipidemia . No estudo SELECT foi constatada uma redução de 20% no risco de eventos cardiovasculares em pessoas com obesidade e condições cardiovasculares preexistentes . Embora algumas pessoas interrompam o uso devido a efeitos colaterais, os benefícios incluem melhoria na qualidade de vida e regulação do apetite. Diretrizes internacionais de saúde reconhecem a importância da terapia na redução de riscos de complicações cardiovasculares. Em termos de custo-efetividade, a longo prazo, a Semaglutida pode gerar economias ao reduzir internações e complicações da obesidade . Um estudo da Unifesp apontou que os custos relacionados à obesidade no Brasil podem ultrapassar 1,8 bilhão de dólares até 2030. Atualmente, o SUS não dispõe de opções medicamentosas incorporadas para o manejo da obesidade , limitando-se a intervenções comportamentais e à cirurgia bariátrica. Essa limitação evidencia uma lacuna significativa na linha de cuidado, ao não oferecer alternativas intermediárias que apoiem diferentes trajetórias de acompanhamento. A inclusão de terapias farmacológicas eficazes, como os agonistas do receptor de GLP-1, é essencial para ampliar as possibilidades de manejo dessa condição , promovendo uma abordagem mais contínua, integrada e sensível às necessidades das pessoas. Ressaltamos a importância da incorporação da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 no SUS, incluindo a semaglutida como uma das opções terapêuticas disponíveis , sem, contudo, deixar de considerar a avaliação e incorporação de outras moléculas dessa classe. Enfatizamos, ainda, a necessidade de avaliação da equivalência entre essas moléculas no contexto das compras públicas, conforme as regras estabelecidas nos pregões. A posição do FórumCCNTs é de apoiar a incorporação da classe, incluindo a semaglutida, admitindo a possibilidade de intercambialidade entre as moléculas desde que comprovada a equivalência. A incorporação da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 ao SUS representa uma estratégia mais eficaz para garantir acesso amplo, seguro e sustentável ao tratamento da obesidade . A disponibilidade de diferentes moléculas dentro da mesma classe terapêutica amplia as possibilidades de negociação, reduz o risco de desabastecimento e assegura a continuidade do cuidado às pessoas com obesidade, favorecendo uma abordagem mais abrangente e eficiente no manejo da condição . O acesso a terapias eficazes, quando direcionadas a um público elegível e com critérios clínicos bem definidos, pode transformar a vida de milhares de brasileiros que convivem com a obesidade e suas complicações. Ao estabelecer um padrão de cuidado que não apenas trata os sintomas, mas enfrenta a raiz do problema, promovemos, enquanto sociedade, a saúde e o bem-estar de toda a população. Reiteramos que o FórumCCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, através dos links abaixo: 📄 Acesse o Relatório Técnico para ter acesso ao texto técnico integral da avaliação em análise. 📘 Acesse o Relatório para a Sociedade para ter acesso a uma versão resumida da avaliação. ✍️ 👉 Acesse aqui o Formulário de Contribuição para enviar suas sugestões. Referências [1] WADDEN, T. A. et al. Effect of subcutaneous semaglutide vs placebo as an adjunct to intensive behavioral therapy on body weight in adults with overweight or obesity: The STEP 3 randomized clinical trial. JAMA , v. 325, n. 14, p. 1403–1413, 2021. [2] WILDING, J. P. H. et al. Once-weekly semaglutide in adults with overweight or obesity. New England Journal of Medicine , v. 384, n. 11, p. 989–1002, 2021. [3] RUBINO, D. M. et al. Effect of continued weekly subcutaneous semaglutide vs placebo on weight loss maintenance in adults with overweight or obesity: The STEP 4 randomized clinical trial. JAMA , v. 325, n. 14, p. 1414–1425, 2021. [4] WILDING, J. P. H. et al. Effect of semaglutide on cardiovascular events in people with overweight or obesity without diabetes: The SELECT trial. New England Journal of Medicine , v. 389, n. 3, p. 222–234, 2023. [5] BLUNDELL, J. et al. Effects of once-weekly semaglutide on appetite, energy intake, control of eating, and food preference in subjects with obesity. Diabetes, Obesity and Metabolism , v. 19, n. 9, p. 1242–1251, 2017. [6] DAVIES, M. J. et al. Management of hyperglycemia in type 2 diabetes, 2018. Consensus Report by the American Diabetes Association (ADA) and the European Association for the Study of Diabetes (EASD). Diabetes Care , v. 41, n. 12, p. 2669–2701, 2018. [7] NEIDICH, E. M. et al. Cost-effectiveness analysis of once-weekly semaglutide for weight management in the United States. Value in Health , v. 26, n. 1, p. 52–60, 2023. [8] GANDRA, S. R. et al. Economic evaluation of once-weekly semaglutide for obesity: Long-term impact on health outcomes and costs. Obesity Science & Practice , v. 10, n. 2, p. 115–125, 2024. [9] NILSON, E. A. F. et al. The projected impact of overweight and obesity on public health and economic outcomes in Brazil until 2030. Public Health , v. 226, p. 58–66, 2024.
- Melhor Atenção ao Câncer em Mulheres, pedem o FórumCCNTs e 44 líderes ao Ministério da Saúde
Leia abaixo o ofício construído durante evento em 24 de março de 2025 , e encaminhado ao Prof. Dr. José Barreto Campelo Carvalheira, Coordenador-Geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer do Ministério da Saúde , e aos presidentes do CONASS e CONASEMS e 594 parlamentares . Neste estão contribuições do FórumCCNTs e instituições e especialistas parceiros para a melhoria dos cuidados dos principais tipos de câncer em mulheres no país. RECOMENDAÇÕES PARA APRIMORAR AS ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DOS CÂNCERES MAIS PREVALENTES EM MULHERES NO BRASIL Excelentíssimo Doutor José Barreto, O Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (FórumCCNTs) , iniciativa que visa fomentar parcerias entre o setor público, empresas privadas e entidades do terceiro setor, alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17 (ODS 17), apresenta, respeitosamente, este documento (também disponível em nosso site ) com recomendações para aprimorar as estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento dos cânceres mais prevalentes em mulheres no Brasil, com ênfase nos cânceres de mama, útero e ovário . Atualmente, o FórumCCNTs conta com a participação de mais de 250 instituições comprometidas com o alcance da meta 3.4 do ODS 3, que busca reduzir, em um terço, a mortalidade prematura por CCNTs até 2030. Esse compromisso se reflete na elaboração desta carta, assinada por dezenas de especialistas e organizações, que representam milhões de pessoas que vivem com CCNTs no Brasil. Esta carta de recomendações apresenta os desafios estruturais e específicos associados aos tipos de cânceres mais prevalentes e/ou fatais em mulheres no Brasil, bem como, apresenta a epidemiologia dos casos, as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Outrossim, demonstra os protocolos clínicos e políticas públicas estruturados pelo Ministério da Saúde, os desafios atuais e seus fatores associados. Por fim, apresenta meios para uma mudança no cenário de enfrentamento desses cânceres. O câncer é um dos principais desafios de saúde do mundo, cuja mortalidade e incidência estão aumentando devido à transição demográfica e epidemiológica, como o envelhecimento da população e mudanças comportamentais 1. Mundialmente, são estimados 25 milhões de casos para 2030. No Brasil, no ano de 2023, foram diagnosticados 704 mil novos casos de cânceres. Excluindo-se o câncer de pele não melanoma, a estimativa é de 483 mil novos casos, sendo que os tipos de cânceres mais incidentes corresponderam a 70% dos casos. Nas mulheres, o câncer de mama, de colo de útero e de ovário figuram entre os dez mais incidentes, com proporção de 30,1%, 7% e 3%, respectivamente . Além disso, apresentaram as seguintes taxas ajustadas de incidência por 100 mil habitantes no triênio 2023-2025: 41,89; 13,25; 5,011. Segundo dados do estudo Carga Global de Doenças (GBD), no Brasil, os óbitos por câncer de mama aumentaram significativamente entre 1990 e 2021, passando de 8.297 para 23.425 2. No mesmo período, os óbitos por câncer de útero aumentaram de 6.706 em 1990 para 11.248 no ano de 2021 2 , enquanto os óbitos por câncer de ovário passaram de 1.853 em 1990 para 5.503 óbitos em 2021. O câncer de mama é o principal tipo que acomete as mulheres em âmbito nacional e mundial 1, e apresenta tendência crescente na taxa de mortalidade nos últimos anos, no país1. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Câncer de Mama no Brasil o rastreamento mamográfico é recomendado para a população feminina com idade de 50 a 69 anos, a cada dois anos . Além disso, também é recomendada a sensibilização das mulheres sobre o autoconhecimento das mamas para a percepção de alterações, substituindo a recomendação anterior do autoexame das mamas. Com relação ao diagnóstico, as modalidades são: diagnóstico clínico e diagnóstico histopatológico e molecular. O primeiro, refere-se às alterações mamárias indicativas de câncer. O segundo trata-se da biópsia de casos suspeitos a partir do exame físico, de alterações na mamografia ou de outro exame complementar, como a ultrassonografia mamária. Após o diagnóstico, é realizado o estadiamento do tumor, sendo mais comumente utilizado a classificação da União Internacional Contra o Câncer (UICC), que utiliza as categorias T (tumor), N (acometimento linfonodal) e M (metástase à distância), chamada simplificadamente de TNM. Essa etapa é fundamental para orientar o tratamento e o prognóstico da doença. Por fim, o tratamento é realizado de acordo com o estadiamento da doença nas seguintes modalidades, de acordo com a linha de cuidado do câncer de mama no Sistema Único de Saúde3: cirurgias, quimioterapia, hormonioterapia neoadjuvante e adjuvante, terapia alvo, radioterapia adjuvante e reconstrução de mamas, em casos de mastectomia4. Diretriz nacional de rastreamento para mulheres de elevado risco Vale destacar que a linha de cuidado para o Câncer de Mama, do Ministério da Saúde recomenda que as mulheres com 40 anos ou mais com risco elevado de desenvolverem o câncer de mama, devem ter a periodicidade da mamografia avaliada de forma individual, de acordo com os seguintes critérios de alto risco: mulheres e homens com mutação ou parentes de 1° grau (materno ou paterno) com mutação comprovada dos genes BRCA 1/2, ou com síndromes genéticas como Li-Fraumeni, Cowden e outras; mulheres com histórico familiar de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com CA de mama em idade < 50 anos; ou familiar de primeiro grau com diagnóstico de câncer de mama bilateral; ou familiar de primeiro grau com de CA de ovário, em qualquer faixa etária, ou familiar homem com diagnóstico de câncer de mama, independentemente da idade; mulheres com história pessoal de câncer de mama invasor ou hiperplasia ductal ou lobular atípica, atipia epitelial plana ou carcinoma ductal in situ e mulheres com história de radiação torácica (radioterapia supradiafragmática prévia) antes dos 30 anos3. Embora as evidências apontem o risco elevado de câncer de mama para o grupo que apresenta os critérios acima, a última edição do PCDT do Câncer de Mama do ano de 2024 e as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil do ano de 2015 não abordam essa temática de extrema relevância e não estabelecem os critérios para o rastreamento do câncer de mama para as mulheres com elevado risco de desenvolverem o câncer de mama . Considerando este cenário, o FórumCCNTs promoveu um evento em conjunto com o Instituto Nacional do Câncer (INCA) que reuniu especialistas da área com o objetivo de colocar esta temática em pauta e incentivar a elaboração de uma diretriz nacional de rastreamento para mulheres com de elevado risco de câncer de mama . Câncer de colo de útero Com relação ao câncer de colo de útero (CCU), a necessidade de atualização das Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (2016), motivou a organização de um evento em dezembro de 2024 para discutir esta temática. Neste evento, o ForumCCNTs e outros órgãos competentes publicaram um documento que recomendou a atualização da referida diretriz e destacou a importância da aplicação da mesma por todos os profissionais de saúde envolvidos no rastreamento do câncer do colo do útero . 5 O CCU é causado principalmente pela infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), um vírus transmitido pelo contato íntimo sexual e que pode causar além do CCU, as verrugas anogenitais e os cânceres de vagina, a vulva, o pênis e garganta. A vacinação de meninas e meninos antes de iniciarem a vida sexual compõem o eixo estratégico para a prevenção primária do CCU. Atualmente, a vacina quadrivalente disponibilizada pelo SUS tem como público alvo indivíduos de ambos os sexos, de 9 a 14 anos6 e previne as infecções causadas por quatro tipos do vírus HPV: 6,11,16 e 18, sendo os tipos 16 e 18 frequentemente associados ao câncer de colo de útero e os tipos 6 e 11 responsáveis pelas verrugas anogenitais6. No ano de 2024, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) seguiu as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e alterou o esquema da vacina HPV, passando de duas doses para dose única . Esta mudança apoiou-se na evidência científica de prevenção do câncer de colo do útero com apenas uma dose da vacina HPV em comunidades com elevada cobertura e com indivíduos sem imunossupressão. Desde o ano de 2023 a vacina nonavalente contra o HPV está disponível nas clínicas privadas de vacinação e previne as infecções persistentes causadas por cinco tipos de HPV além dos quatro tipos que também estão na a vacina quadrivalente do HPV que é disponibilizada pelo SUS7. No Brasil, o rastreamento do CCU é realizado principalmente na Atenção Primária à Saúde (APS) por meio do exame citopatológico de colo de útero, também conhecido como exame de Papanicolau. A população alvo para o rastreamento são mulheres com idade entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual. A recomendação é que o exame seja realizado anualmente nos dois primeiros anos de rastreamento. Após dois resultados negativos consecutivos, o intervalo para o exame pode ser estendido para a cada 3 anos , caso não haja alterações ou suspeitas de lesões precursoras do câncer cervical. Em 2024, o ForumCCNTs apoiou uma consulta pública para incorporação dos testes moleculares para detecção de DNA-HPV oncogênico no SUS , haja vista a superioridade dos testes moleculares na detecção de lesões precursoras do CCU frente ao citopatológico, o que poderia significar uma avanço no rastreamento do CCU no país10. Ressalta-se a necessidade de desenvolvimento de protocolos e diretrizes quanto à faixa etária e periodicidade dos testes moleculares, visando o uso correto e eficiente desta tecnologia. Câncer epitelial de ovário O câncer epitelial de ovário é a doença maligna ginecológica mais letal, sendo a nona causa de morte por câncer em mulheres no mundo 11. Entre os fatores associados, vale-se destacar histórico familiar, reprodutivos e relacionados aos hábitos de vida11. Com relação à prevenção, devem ser adotadas medidas de redução dos fatores de risco a partir de políticas públicas, como preconizado pela Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPC) instituída em 2023 12. Os sintomas do câncer epitelial de ovário são inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Aliado a isso, ainda não existe consenso na modalidade de rastreio desse câncer , segundo as Diretrizes Diagnósticas e Terapêuticas de Neoplasia Maligna Epitelial de Ovário de 2019. O diagnóstico pode ser clínico e cirúrgico, por imagem, ou laboratorial, e seu estadiamento é feito cirurgicamente. As modalidades terapêuticas detalhadas no DDT de Neoplasia Maligna Epitelial incluem cirurgia e quimioterapia13. Nos últimos anos houve avanços na incorporação de novos medicamentos no tratamento do carcinoma de ovário, como por exemplo a incorporação do medicamento olaparibe no SUS por meio da portaria PORTARIA SECTICS/MS Nº 45, DE 4 DE OUTUBRO DE 2024, porém sua disponibilidade para as pacientes ainda deve ser assegurada pelo Ministério da Saúde. Nessa perspectiva, os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapê uticas (PCDT) são fundamentais para garantir as melhores práticas para o diagnóstico, tratamento e monitoramento dos pacientes com câncer no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) 14 . Dessa forma, vale destacar os esforços do ForumCCNTs nos anos de 2023 e 2024 para a atualização dos PCDTs e DDTs. Dentre os trabalhos realizados, vale-se ressaltar as recomendações realizadas para o PCDT do Câncer de Mama 15 , encaminhamento de ofícios para o Ministério da Saúde sobre a necessidade de atualização de PCDTs e DDTs, entre eles o DDT de Carcinoma de Mama 16 , além de promover eventos com o objetivo de formular recomendações de regulamentação da nova política nacional de prevenção e controle do câncer 17 . Em novembro de 2024 a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) aprovou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Mama cujo método de desenvolvimento seguiu recomendações da Diretriz Metodológica de Elaboração de Diretrizes Clínicas do Ministério da Saúde, que preconiza o uso do sistema GRADE (Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation) 18 . Esse Protocolo incorporou recomendações realizadas pelo FórumCCNTs 15 , em maio de 2024, e encaminhadas à Ministra de Saúde Dra. Nísia Trindade e ao Secretário da SAES, Dr. Adriano Massuda . O documento assinado por 25 líderes e especialista em câncer, fatores de risco e condições crônicas não transmissíveis teve como objetivo recomendar o estabelecimento de protocolos terapêuticos com base em evidências que garantam a segurança, a efetividade e a reprodutibilidade, para orientar condutas e protocolos assistenciais 15 . Agora é necessário garantir a efetividade do PCDT atualizado, assim como das novas terapias incorporadas no SUS no combate ao câncer de mama que ainda não foram disponibilizadas para os pacientes, como é o caso do TDM-1, medicamento incorporado no SUS em 9 de setembro de 2022, pela Portaria SCTIE/MS n° 98/22, mas ainda não disponibilizado para as pacientes. Diante do cenário de aumento da incidência e mortalidade do câncer no país e no mundo, incluindo os cânceres de mama, ovário e útero, políticas públicas com foco na prevenção e vigilância do câncer são necessárias 19. No ano de 2023 foi instituída no país a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), Lei 14.758/2312. Esta política visa reduzir a mortalidade e a incapacidade causadas pelo câncer, garantir o acesso adequado ao cuidado integral, diminuir a incidência dos diversos tipos de câncer e contribuir para a melhoria do prognóstico. Também inclui o cuidado integral, a prevenção, o rastreamento, a detecção precoce, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e os cuidados paliativos, assim como o apoio psicológico ao paciente e a seus familiares. Ademais, a política prevê a criação de um banco de dados que permita ao poder público analisar informações sobre casos suspeitos e confirmados de câncer, além do processo de assistência. O mecanismo deve permitir a verificação da posição em filas de espera para atendimento em consultas, exames e demais procedimentos. Na etapa de rastreamento e diagnóstico do câncer, o texto permite o uso da telessaúde para realizar consultas de atenção especializada, entre outros pontos. Já no tratamento propriamente dito, um dos princípios é a utilização de alternativas terapêuticas mais precisas e menos invasivas12. No ano de 2024, o ForumCCNTs promoveu um evento com o objetivo formular recomendações para a regulamentação dessa política , sendo um dos pontos chaves a atualização periódica dos DDTs e PCDTs acerca do rastreamento dos cânceres, assim como a integração de estratégias abrangentes de prevenção do câncer com foco nos fatores de risco modificáveis17. Os desafios enfrentados no tratamento e diagnóstico do câncer de mama, de ovário e de colo de útero são reflexos do subfinanciamento do SUS, o que prejudica a garantia da universalidade e integralidade das ações e serviços de saúde. Dentre os desafios, vale-se destacar: o déficit dos serviços que realizam os procedimentos diagnósticos, principalmente a punção por agulha grossa (PAG) e a biópsia cirúrgica, a baixa cobertura mamográfica e do exame citopatológico, a escassez de profissionais capacitados para fazer a punção por agulha grossa, a carência de médicos patologistas no SUS, a demora para diagnóstico e início do tratamento, a diminuição da adesão à vacina do vírus HPV e tratamentos complexos e caros ainda limitados no SUS . Desse modo, os desafios perpassam por questões estruturais por falta de serviços e profissionais qualificados e diminuição das ações de prevenção primária, no caso da vacinação, e prevenção secundária em relação ao rastreamento 20,21 . Além disso, reforça-se a necessidade de integração entre as ações de rastreamento e tratamento para o combate efetivo dos cânceres em mulheres. Além dos entraves estruturais dos serviços de saúde, tem se as desigualdades raciais e de acesso onde mulheres de baixa renda , principalmente aquelas da raça/cor de pele preta, enfrentam mais obstáculos no acesso a exames e terapias adequadas. Segundo dados do Observatório de Oncologia, o diagnóstico do câncer de mama no Brasil ainda é tardio em aproximadamente 40% dos casos . Esse atraso no diagnóstico tem relação direta com a classe social da mulher atingida pela doença . A situação é mais alarmante quando se trata de mulheres pretas. Nas mulheres brancas com câncer de mama, 43% dos diagnósticos ocorreram tardiamente e 28% precocemente. Em mulheres pardas e pretas, a descoberta em quadros mais avançados ocorreu em 52% dos casos, e em apenas 19% o diagnóstico foi no início da doença 22 . Além disso, existem diferenças no acesso à saúde em mulheres com e sem plano de saúde. No sistema suplementar de saúde, as pacientes são mais frequentemente diagnosticadas no estádio I da doença (40,6% versus 18,5% no sistema público), enquanto que no sistema público no estádio III (33,5% versus 14,7% no sistema privado). Isso pode refletir um menor rastreamento por mamografia no sistema público (53,2% versus 22,9% de câncer de mama detectado por rastreamento, em ambientes privado e público). Ademais, taxas de sobrevida piores também foram observadas no sistema público em comparação às taxas no sistema privado, sendo os pacientes com doença em estadio III-IV com cobertura pública tiveram sobrevida significativamente menor do que aqueles no setor privado 23 . Ademais, também devem ser considerados os impactos econômicos no sistema de saúde gerados pelo tratamento do câncer . De acordo com Sun et al, os custos médios do tratamento do câncer de mama nos estágios II, III e IV foram 32%, 95% e 109% superiores aos do estágio I 24 . Já um estudo brasileiro demonstrou que em relação ao estadio I, onde o custo ao final de três anos de tratamento foi de R$73.718,24, o custo do tratamento para o mesmo período, para os estadios II e III, foi 96% e 129% maior, respectivamente. Já para o tratamento do câncer metastático, o custo final do tratamento foi de R$ 380.817,01, que representa um aumento de 416%, quando comparado ao estádio I 25 . Ampliar as abordagens no cenário inicial da doença no sistema público, como já visto no sistema suplementar de saúde, tem o potencial de aumentar a chance de cura e reduzir o risco de recorrência ou morte, assim como os custos para o sistema - um impacto positivo para as pacientes, o sistema de saúde e a sociedade. Desse modo, a ampliação das ações de prevenção e promoção para o câncer de mama e demais cânceres em mulheres é fundamental para a redução de gastos e tratamento precoce. Destaca-se, ainda, a necessidade da disseminação de dados abertos para aprimorar a gestão da saúde, embasando decisões em evidências. Embora já existam dados disponíveis em diversas bases, sua divulgação limitada reduz seu impacto. O acesso a dados epidemiológicos permite identificar grupos de risco e direcionar ações preventivas, além de subsidiar estudos sobre marcadores clínicos que influenciam a sobrevida dos pacientes. Da mesma forma, informações sobre o tempo de espera de exames, cirurgias e tratamentos auxiliam na identificação de gargalos no acesso, especialmente em doenças como o câncer de mama avançado, em que atrasos podem comprometer a eficácia do tratamento: Tempo é Cura! Além disso, o mapeamento de unidades com maior tempo de espera também possibilita a realocação estratégica de pacientes, otimizando recursos e reduzindo desigualdades no atendimento. No entanto, a baixa qualidade dos dados atualmente disponíveis dificulta análises precisas e a implementação de intervenções eficazes. Bases de dados abertas são essenciais para identificar inconsistências e aprimorar a qualidade das informações, tornando as análises mais robustas e confiáveis. O uso do Master Patient Index (MPI) facilita a transição dos pacientes entre as etapas do tratamento, reduzindo erros e atrasos, enquanto dados sobre a disponibilidade de medicamentos auxiliam na gestão de insumos, evitando desabastecimento e garantindo a continuidade dos cuidados. Para avançar na detecção precoce, no tratamento personalizado e na redução das iniquidades no acesso à saúde, é imprescindível fomentar a geração e a disseminação de dados abertos. Aliado a isso, também é necessário o investimento contínuo nos inquéritos epidemiológicos de saúde para a avaliação do perfil de saúde-doença da população e os fatores de risco para os cânceres em mulheres, visando o apoio na formulação de políticas públicas de prevenção, promoção, recuperação e manutenção da saúde. Como exemplo, pode-se citar a Pesquisa Nacional de Saúde, que é o maior inquérito de saúde no país, cuja análise dos dados resultou em diversos estudos sobre a saúde da população brasileira 26 . Diante do exposto, concluímos que existe a necessidade de criar ações estratégicas no controle, tratamento e diagnóstico precoce dos cânceres de útero, mama e ovário, analisando os determinantes sociais de saúde, como raça/cor e renda para a implementação de medidas efetivas no cuidado das mulheres acometidas . A participação dos setores público, privado e terceiro é fundamental para unir esforços que viabilizem o fortalecimento de serviços especializados por meio de profissionais capacitados e por conseguinte, um melhor acolhimento e tratamento baseado em evidências e nas necessidades das mulheres com câncer. Além disso, é necessário o fortalecimento de ações de prevenção como intensificar as campanhas vacinais contra o vírus HPV com o retorno delas realizado nas escolas como uma alternativa de aumentar a adesão à vacina e prevenção contra o câncer de colo de útero de forma precoce. Sendo assim, com base no exposto, foi elaborada esta carta de recomendações ao Ministério da Saúde e autoridades nacionais e locais para apresentar o cenário atual de saúde no controle dos cânceres que mais acometem e matam mulheres, e compartilhar recomendações para melhorias em programas e políticas públicas, a fim de garantir a saúde e qualidade de vida a essa população. Consideramos a elaboração e implementação de diretrizes atualizadas para rastreamento, prevenção e tratamento dos cânceres femininos, assim como a plena execução destas diretrizes, como medidas essenciais para o avanço da oncologia no Brasil. Resumimos abaixo as principais recomendações para transformar positivamente os panoramas oncológicos e da saúde coletiva das mulheres no Brasil : I - Protocolo Clínico e Diretrizes: I.1 - Atualizar periodicamente os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas do Câncer de Ovário e do Câncer de Mama, e a cada nova evidência científica sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e controle ou a cada incorporação de nova tecnologia.. I.2 - Elaborar Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para o Câncer de Útero, com atualizações periódicas sobre formas de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e controle. I.3- Atualizar periodicamente as Diretrizes Brasileira para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero, com a elaboração do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para esse tipo de câncer; II- Atuar sob os determinantes sociais de saúde que influenciam no câncer em mulheres; III - Fortalecer estratégias de educação permanente e continuada de forma a: III.1- Apoiar a atuação dos profissionais da saúde com base nas melhores evidências científicas e nos PCDTs para o cuidado do câncer nas mulheres. III.2- Fortalecer letramento e educação em saúde da população, para empoderamento e autocuidados; III.3- Mais divulgação para amplo conhecimento dos profissionais de saúde, gestores e sociedade civil, dos programas de rastreamento dos cânceres mais prevalentes na população feminina e dos respectivos PCDT. IV - Intensificar medidas de prevenção de câncer em mulheres e promoção da saúde: IV.1 - Intensificar as campanhas da vacina contra o HPV para as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos nas escolas como estratégia para aumentar a cobertura vacinal no país. IV.2 Fortalecer o rastreamento do câncer de colo do útero pelo exame citopatológico e incorporação dos testes moleculares para detecção do DNA-HPV no âmbito do SUS, assim como PCDT incluindo o uso da nova tecnologia; IV.3 - fortalecer a promoção da saúde a partir da atuação nos fatores de risco genéticos, comportamentais, estilos de vida e socioeconômicos dos tipos de câncer mais prevalentes em mulheres; IV.4 - Fortalecer o rastreamento do câncer de mama nas faixas etárias indicadas, além de desenvolver diretriz específica para o rastreamento do câncer de mama em mulheres de alto risco e atuar nos fatores de risco genéticos, comportamentais, estilos de vida e socioeconômico. V - Dados abertos e inquéritos de saúde: V.1 - Disseminar informações epidemiológicas, além de dados sobre o tempo de espera para exames, cirurgias e tratamento, bem como a disponibilidade de medicamentos. V.2 - Assegurar a identificação única do paciente por meio do uso do Master Patient Index (MPI) nos sistemas de informação em saúde, reduzindo erros de duplicidade de registros e promovendo a disseminação de dados confiáveis e atualizados para a gestão de saúde pública. V.3 - Fomentar a geração e qualificação dos dados para garantir a precisão e a efetividade das análises. V.4 - Assegurar a continuidade e investimentos nos inquéritos nacionais de saúde para avaliação e monitoramento dos indicadores de saúde da população brasileira e o câncer em mulheres. Diante de todo o exposto, o FórumCCNTs, seus membros e parceiros, especialmente os que assinam abaixo, cientes de suas missões institucionais, colocam-se à disposição para colaborar para os importantes avanços no que tange esta matéria. Agradecemos receber o número de protocolo SEI (NUP) para acompanhar a tramitação deste ofício. Respeitosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) ForumCCNTs@gmail.com www.ForumDCNTs.org Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG www.linkedin.com/in/ana-carolina-micheletti-gomide-nogueira-de-sá-phd-postdoc-551636180 www.enf.ufmg.br Ana Maria Drummond, MBA Diretora Institucional Instituto Vencer o Câncer (IVOC) www.vencerocancer.org.br Andrea Levy Co-fundadora e Coordenadora Instituto Obesidade Brasil www.obesidadebrasil.com.br Alessandra Menezes Morelle MD, PhD Médica Oncologista Oncoclinicas/Thummi https://thummi.global/ https://grupooncoclinicas.com/ Aline Marcadenti de Oliveira, PhD Pesquisadora Instituto de Pesquisa do Hcor www.hcor.com.br/instituto-de-pesquisa Carlos Aurelio Schiavon, MBA, MD, PhD Presidente Instituto Obesidade Brasil www.obesidadebrasil.com.br Carlos Eduardo Mattos da Cunha Andrade, MD, MSc Médico Hospital de Amor Barretos www.hospitaldeamorbarretos.com.br Catherine Moura, MD, MPH, MSc CEO /Presidente ABRALE / Movimento TJCC www.abrale.org.br www.tjcc.com.br Celina Rosa Martins, MBA Consultora de Advocacy Instituto Vencer o Câncer www.vencerocancer.org.br Claudia Simeire Albertini, PhD Head relações Internacionais Biologix SA Biologix.com.br Débora Aligieri, MSc Administradora Blog Diabetes e Democracia https://diabetesedemocracia.blogspot.com Doralice Batista das Neves Ramos, MSc, PhD Analista de saúde Painel Brasileiro da Obesidade Co-facilitadora do GT Obesidade doralice.ramos@institutocordial.com.br https://painelobesidade.com.br/ Elton Junio Sady Prates, BSN Secretário Geral Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais aben-mg@abennacional.org.br https://abenmg.com.br Fábio Lopes, Esp. Especialista em Medicina Esportiva e da Atividade Física Professor de Educação Física Fundador e Coordenador dos Treinamentos Funcionais e do CEMUSE (Centro Multidisciplinar em Saúde no Esporte) Instagram: @prof.fabiofialho Flávia Martins Farias Nunes Gerente de Relações Governamentais Roche Pharma Brasil Co-facilitadora do GT Oncologia do FórumCCNTs www.roche.com.br Gabriel Soares Damaceno Estudante Bolsista de Iniciação Científica prpq/UFMG/CNPq Escola de Enfermagem da UFMG www.enf.ufmg.br Geovaneide Benta Peixoto Estudante Jaqueline de Jesus Correia Presidente do Instituto Diabetes Brasil CNPJ: 41.192.734/0001-05 Jaqueline Santana, MBA Coordenadora de ESG Roche Pharma Brasil https://www.roche.com.br/ José Vanilton de Almeida , MSc Coordenador do Comitê de CCNTs Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) www.crfsp.org .b/ Kauan Alves Teixeira Graduando em Farmácia pela Universidade de São PauloEstudante Bolsista PET-Saúde CNPq Estagiário de Estratégias e Soluções Integradas Roche Pharma Brasil roche.com.br Ketylin Fernanda Migliato, PhD Farmacêutica / Doutora em Ciências Farmacêuticas Coordenadora do Grupo Técnico de trabalhos de Mulheres Farmacêuticas www.crfsp.org.br Leticia Maria Correia Katz, PhD Sociedade Brasileira de Citopatologia Diretora de Programa de Saúde Pública https://www.citopatologia.org.br/ Leticia Martins Pós-graduação em Gestão de Pessoas Diretora de Redação Momento Saúde Editora www.momentosaudeeditora.com.br Luís Fernando Villaça Meyer Diretor de Operações Instituto Cordial www.institutocordial.com.br Maira Caleffi, MD Fundadora e Presidente Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) www.femama.org.br Maria José Martins de Souza, MSc Coordenadora do Grupo Técnico de Saúde Pública Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo www.crfsp.org.br Maria Odete Pereira, PhD Professora Adjunta UFMG Diretora de Educação e Coordenadora do Departamento de Saúde Mental - ABEn-MG www.enf.ufmg.br https://abenmg.com.br Mariana Pimenta Souza Melo Satiro Estudante Voluntária de Iniciação Científica Escola de Enfermagem da UFMG www.enf.ufmg.br Mário Celso Lamas Cavaca Presidente Atópicos Brasil www.atopicosbrasil.org.br Marislene Pulsena da Cunha Nunes, MSc Coordenadora de Atenção Primária Secretaria Municipal de Saúde de Araguari araguari.mg.gov.br Michely Arruda Bernardelli Enfermeira Presidente da Associação Doce Vida Facilitadora do GT Diabetes do Fórum CCNTs Monica Soares Amaral Lenzi Farmacêutica com especialização em Farmácia Clínica e Hospitalar em Endocrinologia, Metabologia e Obesidade Diretora de Educação do MIDB - Movimento Influencers Diabetes Brasil Membro do departamento de Farmácia da SBD - Sociedade Brasileira de Diabetes Membro do Grupo Técnico de Trabalho em Diabetes do CRFMG Co-Facilitadora do GT CCNTs Sem Estigma, FórumCCNTs Neila Campos Presidente Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) www.abrata.org.br Rafaela Siqueira Costa Schreck, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG www.linkedin.com/in/rafaela-siqueira-costa-schreck-a156ba219 www.enf.ufmg.br Raissa Mourão Marques da Silva Estudante Voluntária de Iniciação Científica Escola de Enfermagem da UFMG www.enf.ufmg.br Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD, MPH Médico Endocrinologista - CRM-SP 192429 - RQE 127917 Presidente - ADJ Diabetes Brasil Membro do Comitê Consultivo - Fórum CCNTs www.adj.org.br @adjdiabetesbrasil Rosane da Silva Alves Cunha, MSc Fisioterapeuta. PMVR. Mestre em Saúde, Medicina Laboratorial e Tecnologia Forense UERJ Especialização em Gestão de Políticas Informadas por Evidências HSL/PROADISUS/MS/CONASEMS/ Co-Facilitadora do GT Infarto e AVC do FórumCCNTs Sheila Martins, MD, PhD Presidente Rede Brasil AVC www.redebrasilavc.org.br Sonia Maria Martins, PhD Coordenador GEPRAPS - CESCO/IPCRG Brasil https://www.gepraps.com.br/ Soraya Galdino de Araújo Lucena, MBA Presidente Cosems - PB cosemspb@cosemspb.org Tércia Moreira Ribeiro da Silva, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG Wellington Rui Andrade de Assis Junior, MSc Pesquisador CientíficoUNISANTA - Universidade Santa Cecília https://unisanta.br/ William de Lima Selles Doutorando em Fisioterapia pela Universidade Cidade de São Paulo Facilitador do GT Oncologia, FórumCCNTs Referências: Santos MO, Lima FCS, Martins LFL, Oliveira JFP, Almeida LM de, Cancela MC. 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Nota Técnica Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim) 15/03/2023. Atualização das vacinas HPV em uso no Brasil: introdução da nonavalente (HPV9). Disponível em: https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/nt-sbim-vacina-hpv9-230322.pdf Torres KL, Rondon HHMF, Martins TR, Martins S, Ribeiro A, Raiol T, Marques CP, Corrêa F, Migowski A, Minuzzi-Souza TTCE, Schiffman M, Rodriguez AC, Gage JC. Moving towards a strategy to accelerate cervical cancer elimination in a high-burden city-Lessons learned from the Amazon city of Manaus, Brazil. PLoS One. 2021 Oct 18;16(10):e0258539. doi: 10.1371/journal.pone.0258539. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Câncer; 2016 FórumDCNTs. Orientações FórumCCNTs: Consulta Pública Testagem Molecular HPV - Até 17/1 [Internet]. FórumCCNTs. 2024. 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- FórumCCNTs assina Carta Aberta pela restrição de publicidade para todas as bebidas alcoólicas
FórumCCNTs e mais de 100 entidades estão com a ACT Promoção da Saúde nesse importante movimento sobre a restrição de publicidade para todas as bebidas alcoólicas no Brasil . A organização não governamental divulga a Carta Aberta , assinada pelo FórumCCNTs , em que atesta sobre os malefícios do marketing e publicidade desses produtos. Imagem: Divulgação De acordo com as informações divulgadas pela ACT Promoção da Saúde, em todo o mundo as bebidas alcoólicas matam cerca de 3 milhões de pessoas, por ano . No mesmo período, no Brasil, chegam a 105 vítimas fatais, além de custar cerca de R$ 19 bilhões aos cofres públicos . Com isso, o objetivo é construir um futuro mais saudável para manifestar apoio aos PLs 753/2015 e 1548/2025 (Câmara dos Deputados) e 2502/2023 (Senado Federal) , que ampliam as restrições de publicidade para todos os tipos de bebidas alcoólicas . Atualmente, a lei limita a propaganda de rótulos com, no mínimo, 13% de teor alcoólico , o que deixa de fora a maioria das cervejas , que respondem por cerca de 9 em cada 10 produtos no mercado . Diversos estudos indicam que a exposição constante a esse tipo de campanha pode incentivar o uso precoce e normalizar um comportamento de risco. A exposição dos mais jovens à publicidade preocupa a Organização Mundial da Saúde (OMS) , que recomenda o estabelecimento de regras ou, até mesmo, o veto à publicidade de bebidas alcoólicas. Nesse sentido, as restrições previstas na atual legislação devem ser revistas não apenas em relação à abrangência de todos os tipos de bebidas, principalmente com a proibição do patrocínio em eventos esportivos ou qualquer atividade aberta ao público de todas as idades . FórumCCNTs apoia este movimento e está na expectativa pela ampliação das restrições de publicidade para todos os tipos de bebidas alcoólicas através da aprovação dos PLs mencionados. Confira na íntegra aqui .
- FórumCCNTs participa do XXXVIII Congresso Conasems, o maior evento de saúde pública do mundo
Com a participação do Dr. Mark Barone e de dezenas de membros dos Grupos de Trabalho e do Conselho Consultivo, FórumCCNTs reforçou a importância das CCNTs na agenda da gestão municipal do SUS O FórumCCNTS marcou presença no XXXVIII Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) , realizado entre os dias 15 e 18 de junho de 2025 em Belo Horizonte (MG), consolidou-se mais uma vez como o maior congresso de saúde pública do mundo . Com o tema "Início de Gestão" , a edição reuniu mais de 15 mil participantes em quatro dias intensos de programação, voltada especialmente ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no contexto da renovação de mandatos municipais . O evento foi marcado por debates estratégicos, lançamentos do Ministério da Saúde, intercâmbio de boas práticas locais e, ainda, pela reeleição de Hisham Hamida à presidência do Conasems . A programação teve como foco preparar os gestores – tanto os novos quanto os mais experientes – para os desafios da formulação dos Planos Plurianuais (PPA) e Planos de Saúde municipais , reforçando a importância de seu alinhamento às diretrizes estaduais e federais. Nesse sentido, o congresso promoveu uma série de mesas, plenárias, apresentações e simpósios, que discutiram temas como o financiamento do SUS, indicadores de desempenho, mudanças climáticas e saúde, integração ensino-serviço, saúde mental, atenção básica e redes de cuidado. XXXVIII Congresso Conasems reuniu mais de 15 mil pessoas nos três dias de evento. Foto: Arquivo pessoal Na cerimônia de posse da nova diretoria do Conasems , o presidente reeleito, Hisham Hamida, emocionou os presentes ao reforçar a importância da unidade entre os gestores e trabalhadores do SUS: “Nós que fomos eleitos aqui não somos mais importantes que nenhum profissional ou trabalhador do SUS. Se não pensarmos que temos que estar juntos para conduzir o sistema, nós vamos nos dividir. Conto com o apoio de cada um de vocês secretários representantes porque, sem vocês, nós não vamos seguir. Precisamos estar unidos. Fazer do SUS cada vez mais representativo e eficiente. Agradeço a todos pela confiança!” Hamida também prestou homenagem ao atual Secretário Executivo do Conasems , Mauro Junqueira, reconhecendo sua dedicação ao SUS nos últimos anos e anunciando sua permanência na função na gestão 2025-2027. Dr. Octávio Pontes ( FMRP-USP) , Dra. Sheila Martins (Rede Brasil AVC), Sr. Felipe Reque (Ministério da Saúde) e Dr. Mark Barone (FórumCCNTs). Foto: Arquivo pessoal A abertura oficial contou com o lançamento da nova edição do Manual Saúde Redes , além da Mostra “ Brasil, aqui tem SUS ” , que chegou à sua 20ª edição com mais de 800 experiências apresentadas. Durante a premiação, mais de 70 práticas inovadoras foram reconhecidas, fortalecendo a visibilidade das ações municipais em todo o Brasil. Outro destaque foi a apresentação das dissertações da turma de 2019 do Mestrado em Saúde Coletiva da Faculdade São Leopoldo Mandic, resultado de uma importante parceria com o Conasems , reforçando o elo entre academia e gestão pública. O evento também foi marcado por uma série de lançamentos estratégicos, publicações do projeto ImunizaSUS e a Plataforma Data Câncer Brasil . O Ministério da Saúde destacou ainda novas fichas técnicas que orientam o acompanhamento do cuidado em diversas linhas : gestantes, pessoas com hipertensão ou diabetes, população idosa, saúde bucal, desenvolvimento infantil e prevenção de cânceres, entre outros. Esses documentos oferecem suporte técnico às equipes e subsidiam o monitoramento da qualidade da atenção em nível local. O seminário "Ser Gestor - Redes de Atenção à Saúde" também teve papel de destaque. Com a participação do Dr. Mark Barone , coordenador e fundador do FórumCCNTs , o seminário aprofundou o debate sobre a responsabilidade estratégica e ética da gestão municipal de saúde. Foram discutidas as múltiplas dimensões do trabalho do gestor municipal, desde o planejamento e avaliação até a articulação das redes de cuidado. A atividade propôs uma reflexão crítica sobre os principais obstáculos e possibilidades para o fortalecimento da gestão do SUS nos territórios, alinhada às diretrizes do curso "Ser Gestor" , promovido pelo próprio Conasems . O Ministério da Saúde aproveitou o espaço para anunciar novidades importantes para a Atenção Primária à Saúde, incluindo a apresentação de 15 novos indicadores de cofinanciamento federal . Organizados em três eixos – Equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária, Equipes Multiprofissionais e Equipes de Saúde Bucal – os indicadores fazem parte do novo modelo de indução de boas práticas e serão utilizados para mensurar o desempenho das equipes e definir os repasses mensais aos municípios. O objetivo é reforçar a qualidade, a efetividade e a integralidade do cuidado, com foco em linhas como saúde da gestante, hipertensão, diabetes, saúde bucal, cuidado infantil, vacinação e prevenção do câncer. Entre os diversos espaços do evento, houve ainda mesas de destaque sobre saúde mental, boas práticas em cardiologia, teleconsultas especializadas, resultados da pesquisa sobre financiamento da assistência farmacêutica realizada em parceria com o IPEA, e o impacto das mudanças climáticas na saúde pública. Foram abordadas estratégias intersetoriais, inovação em gestão e soluções tecnológicas voltadas à melhoria da saúde da população. Dr. Mark Barone (FórumCCNTs), Sr. João Bordallo (Boehringer Ingelheim), Sr. Leonardo Maurity (Boehringer Ingelheim) e Sr. Elton Sady ( ABEn-MG/UFMG ). Foto: Arquivo pessoal O Congresso reafirmou o papel do Conasems como articulador de políticas e práticas que reconhecem o protagonismo dos municípios na construção de um SUS mais acessível, resolutivo e equânime. A troca de experiências promovida pela Mostra Brasil e pelos diversos espaços de diálogo técnico e político demonstrou a vitalidade do SUS em seus múltiplos territórios e a potência de um trabalho coletivo comprometido com o bem comum. Por fim, durante a Assembleia realizada no dia 16 de junho, foi anunciada a próxima sede do congresso: Porto Alegre (RS) receberá o XXXIX Congresso do Conasems em 2026 . O Secretário Municipal de Saúde da capital gaúcha, Fernando Ritter, celebrou a escolha e destacou a alegria em acolher os representantes de todo o Brasil para mais uma edição do evento. O XXXVIII Congresso do Conasems reafirmou a potência do SUS e da gestão municipal como motor do cuidado e da equidade em saúde. Ao reunir milhares de profissionais, experiências exitosas e propostas concretas de fortalecimento do sistema, o evento projetou caminhos para uma gestão ainda mais qualificada, participativa e comprometida com os princípios constitucionais da saúde como direito de todos.
- OMS abre chamada até 15/7 para especialistas desenvolverem uma diretriz no tratamento de DCV
A Organização Mundial da Saúde (OMS) abre chamada que busca especialistas para desenvolver uma diretriz sobre o manejo da dislipidemia para a prevenção primária e secundária de condições/doenças cardiovasculares . Participe até 15/07/2025 . Foto: Freepik Dislipidemia é um distúrbio metabólico caracterizado por níveis anormais de lipídios no sangue , incluindo níveis elevados de colesterol total (CT), colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) ou triglicerídeos (TG) e/ou níveis reduzidos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL). A dislipidemia é um importante fator de risco para condições/doenças cardiovasculares (DCV) , incluindo ataque cardíaco e acidente vascular cerebral, que são as principais causas de morte em todo o mundo. O manejo dos níveis de lipídios no sangue é, portanto, fundamental para reduzir a carga global de DCV e alcançar o ODS 3.4 mais amplo relacionado à mortalidade prematura por condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . A OMS apoia os Estados-Membros no fortalecimento dos esforços de prevenção e manejo de DCV , inclusive por meio da implementação do pacote técnico HEARTS e outras iniciativas para integrar os serviços de CCNTs à atenção primária à saúde. Com base nesse trabalho, a OMS está planejando uma orientação global abrangente e muito necessária sobre o manejo da dislipidemia , que refletirá as evidências mais recentes e fornecerá recomendações práticas para apoiar os países na implementação de um manejo lipídico eficaz em todos os níveis do sistema de saúde. A diretriz será desenvolvida seguindo o processo de desenvolvimento de diretrizes da OMS , que inclui a convocação de um grupo multidisciplinar de especialistas de todas as regiões do mundo para atuar no grupo de desenvolvimento de diretrizes. O grupo de desenvolvimento de diretrizes produzirá uma diretriz contendo recomendações baseadas em evidências e informações contextuais para auxiliar os formuladores de políticas na tomada de decisões relevantes. Informações para candidatos Os candidatos aprovados devem atender à maioria ou a todas as seguintes qualificações: Diploma de pós-graduação e experiência comprovada em uma ou mais áreas temáticas listadas abaixo Publicações científicas recentes e relevantes em periódicos revisados por pares Liderança ou participação convidada em órgãos científicos , comitês e outros órgãos consultivos de especialistas nacionais ou internacionais pertinentes ao escopo deste trabalho Capacidade de contribuir para a preparação de documentos científicos e de trabalhar num ambiente internacional com cientistas de diversas disciplinas É essencial um bom conhecimento da língua inglesa, tanto escrita como oral. Atividades de especialistas Os especialistas contribuirão para as seguintes atividades como parte do processo de desenvolvimento de diretrizes: Fornecer informações sobre o escopo das diretrizes Ajudar a desenvolver as questões-chave que orientarão as revisões de evidências Priorizar resultados importantes para tomada de decisão e desenvolver recomendações Examinar e interpretar as evidências, com consideração explícita do equilíbrio geral de riscos e benefícios Formular recomendações levando em consideração benefícios, danos, valores e preferências, viabilidade, equidade, aceitabilidade, requisitos de recursos e outros fatores, conforme apropriado Identificar lacunas na pesquisa Revise o documento final de diretrizes Como se inscrever? Os interessados devem enviar Currículo, Formulário de Declaração de Interesses (DOI) e o Compromisso de Confidencialidade Assinado por meio do formulário de inscrição . Os especialistas selecionados serão convidados a contribuir apenas em caráter individual e não representarão seu governo, instituição ou outras organizações. Os nomes e breves biografias dos especialistas selecionados serão publicados no site da OMS. A conclusão deste trabalho deverá levar no máximo dois anos, desde o início até às recomendações . Duas reuniões virtuais estão planejadas, com reuniões virtuais adicionais realizadas conforme necessário. Todas as reuniões serão realizadas apenas em inglês e todos os documentos serão preparados e fornecidos em inglês. Não serão fornecidos honorários ou outras formas de remuneração. Os documentos devem ser enviados até 15 de julho de 2025 para serem considerados. Os documentos podem ser enviados por meio do formulário de inscrição online . Fonte: OMS
- Anunciados os 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2025 - FórumCCNTs
O FórumCCNTs anuncia os 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2025 O FórumCCNTs anuncia os 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2025 . O Concurso buscou valorizar projetos inovadores que já possuem resultados, mesmo que preliminares, nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico e tratamento de uma ou mais condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . O Concurso recebeu 56 inscrições de diversos projetos de qualidade , implementados no território brasileiro. Agradecemos a todos pela participação e estimamos sucesso em seus trabalhos. Os projetos anunciados abaixo, portanto selecionados, serão agraciados com a oportunidade de apresentação durante o 16° Encontro do FórumCCNTs , sendo 5 com apresentação oral e 10 com pôster, em 9 de maio de 2025 e terão o contato de seus líderes compartilhados com as instituições dos diferentes setores, que participarão deste encontro, a fim de facilitar potenciais parcerias. Na ocasião, serão anunciados o primeiro, o segundo e o terceiro lugares que receberão 15, 10 e 5 mil reais , respectivamente, com o objetivo de impulsionar o ganho de escala desses projetos. Os 15 projetos finalistas são listados, em ordem alfabética, abaixo: Autocuidado Apoiado e o Manejo do Diabetes na APS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao diabetes Universidade Federal São João del Rei/C.Divinópolis BrDMrisc: Brazilian Tool to Predict Diabetes Universidade Federal do Rio Grande do Sul Certificação de Centros de AVC no Brasil Rede Brasil AVC Condições Crônicas: cuidados inovadores Universidade Federal de Alfenas Consultório Volante de Podiatria Clínica Hospital de Urgência de Teresina Cuidando da Vida: Prevenção do AVC Centro Especializado em Reabilitação III. SMS/PMVR Implantação das Linhas do Cuidado em AVC e IAM SAMU 192 Ceará Insulinoterapia: o guia do profissional de saúde Universidade Estadual do Ceará - UECE Navegação que salva: câncer de mama em foco Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro O ACS no cuidado da alimentação não saudável na APS Universidade Federal de Mato Grosso do Sul O Poder do Digital na Transformação da Saúde Hai Soluções em Saúde Papel dos ACS no enfrentamento das DCNT Secretaria da Saúde do município de Guarulhos Saúde no Prato Pé de Feijão Um Caminho Sustentável para a Prevenção de CCNTs Centro Multidisciplinar em Saúde no Esporte-CEMUSE
- Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao Diabetes - Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2025
Nome do Projeto: Avaliação e rastreamento de alterações no pé relacionadas ao Diabetes Tema contemplado: Diabetes Responsável pelo projeto: Daniel Nogueira Cortez Instituição: Universidade Federal São João del-Rei/Campus Divinópolis Cargo/Função e formação acadêmica: Professor/Coordenador do projeto e líder de Grupo de Pesquisa Cargo e instituição dos demais membros da equipe que lidera o projeto: Lucas Lamounier e Simone Cassiano Ventura - Prefeitura Municipal de Divinópolis. Andreza Oliveira-Cortez Universidade Estadual de Minas Gerais. Heloisa Carvalho Torres, Universidade Federal de Minas Gerais. Maura Lúcia - Lions Divinópolis Candidés e Fábio Nogueira - Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. Contato: danielcortez@ufsj.edu.br Instituições parceiras: Prefeitura Municipal de Divinópolis, Superintendência Regional de Saúde, Lions Divinópolis Candidés e Faculdade de Ciências Médicas - Minas Gerais Divulgação: @cicatrizaufsj Sobre o Projeto: O objetivo do projeto é identificar a incidência de ulcerações provenientes do pé nas pessoas com diabetes. Capacitar as equipes para identificação e realizar atividades de educação para o cuidado e prevenção de complicações do diabetes. Além disso, Construir fluxograma e protocolo para o rastreamento e tratamento das complicações. A implementação envolveu desde exames clínicos até ações educativas, criando um fluxo estruturado de rastreamento e tratamento. Os resultados até o momento indicam que os objetivos estão sendo atingidos: a população-alvo foi avaliada, os profissionais foram capacitados, artigos foram publicados e o projeto está sendo expandido para 53 municípios. O plano de sustentabilidade depende da capacitação das equipes locais e da manutenção do compromisso das prefeituras para que os serviços não sejam descontinuados com mudanças de gestão. O projeto tem gerado impacto significativo na Atenção Primária à Saúde de Divinópolis-MG. Com a avaliação de 1600 pessoas e a capacitação de 70 equipes de saúde da família, ele fortalece a detecção precoce e o tratamento de complicações do diabetes. O público atendido é majoritariamente vulnerável, sem acesso à saúde suplementar e com baixa escolaridade. A participação da comunidade foi essencial, desde o planejamento até a implementação, reforçando a necessidade de melhorar o monitoramento do diabetes para reduzir suas complicações. Saiba Mais: @cicatrizaufsj, @nepetufsj https://www.ufsj.edu.br/extensao/projetos_e_programas_de_extensao.php http://lattes.cnpq.br/4117014819497156 http://www.fapemig.br/pt/chamadas_abertas_oportunidades_fapemig/ http://memoria2.cnpq.br/web/guest/chamadas-publicas?p_p_id=resultadosportlet_WAR_resultadoscnpqportlet_INSTANCE_0ZaM&filtro=abertas&detalha=chamadaDivulgada&idDivulgacao=11425
- O ACS no cuidado da alimentação não saudável na APS - Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2025
Nome do Projeto: O ACS no cuidado da alimentação não saudável na APS Temas contemplados: Atividade Física, Alimentação Saudável, Diabetes, Doenças Cardiovasculares, Obesidade, Fatores de risco para CCNTs/DCNTs Responsável pelo projeto: Camila Medeiros da Silva Mazzeti Instituição: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Cargo/Função e formação acadêmica: Professora Adjunta/ Nutricionista Doutora em Nutrição em Saúde Pública Cargo e instituição dos demais membros da equipe que lidera o projeto: Anderson Leão Nogueira Holsbach (Gerencia Técnica Estadual de Alimentação e Nutrição); Bruna Damina Heinsfield (University of Minnesota, Twin-Cities), Bruna Paola Murino Rafacho (Observatório de Condições Crônicas e Alimentação), Newton Golçalves de Figueiredo (Escola Técnica do SUS Profa Ena de Araújo Galvão), Ewangela Aparecida Pereira (Escola Técnica do SUS Profa Ena de Araújo Galvão) Contato: camila.mazzeti@ufms.br Instituições parceiras: UFMS, OCCA, SES/MS, ETSUS e University of Minnesota. Foto: Prefeitura de Ivoti-RS Sobre o Projeto: O objetivo do projeto é capacitar o ACS com educação continuada em saúde; fornecer ferramentas e manuais para atuar conforme o Guia Alimentar da População Brasileira, prevenindo má nutrição, instrumentalizando o ACS para apoiar a Equipe Saúde da Família em vigilância alimentar e nutricional e promover atividades educativas voltadas ao cuidado alimentar e nutricional da população. O curso, disponibilizado na modalidade EAD, permitiu uma grande adesão, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. A partir de 2025, o projeto se expandirá para a saúde indígena, capacitando também Agentes de Saúde Indígena da etnia Terena. O projeto tem se mostrado fundamental para a implementação da Linha de Cuidado de Sobrepeso e Obesidade em Mato Grosso do Sul. Desenvolvido em parceria entre UFMS, OCCA, SES/MS e ETSUS, ele já formou 463 ACS de diferentes regiões do Brasil, fortalecendo sua atuação na vigilância alimentar e nutricional. Os objetivos foram amplamente alcançados, uma vez que o curso superou as fronteiras de Mato Grosso do Sul e capacitou ACS em diversas partes do Brasil. No território inicial, foram 184 profissionais formados, com potencial impacto em cerca de 90 mil pessoas, considerando que cada ACS atende, em média, 500 pessoas. A participação dos próprios ACS no desenvolvimento do curso, auxiliando na escrita e design instrucional, garantiu maior alinhamento com suas necessidades e realidade de trabalho. Além disso, o projeto atende populações vulneráveis, já que os ACS atuam, na maioria, em comunidades de maior vulnerabilidade social. A escalabilidade desse projeto pode gerar impactos significativos, como a melhoria da saúde pública, redução de desigualdades, empoderamento comunitário e alívio na sobrecarga do SUS. Saiba Mais: Publicação do e-book do curso: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1552577 Chamamento estadual: https://www.saude.ms.gov.br/saude-oferece-capacitacao-ao-acs-no-cuidado-da-ma-nutricao-na-atencao-primaria/ Jornal dos Agentes Comunitários de Saúde do Brasil: https://www.jasb.com.br/2024/09/Online.html Repositório SES/MS: https://nutricao.saude.ms.gov.br/?p=3191 Link oficial ETSUS: https://www.etsus.ms.gov.br/
- FórumCCNTs envia Ofício ao Ministro da Saúde com propostas para o Zero Draft da ONU
O FórumCCNTs , com o apoio de líderes e representantes de diversas instituições parceiras que assinam conjuntamente o documento, protocolou um ofício técnico ao Ministro da Saúde, Dr. Alexandre Padilha , solicitando que o Brasil proponha a inclusão de três temas estratégicos atualmente ausentes no Zero Draft da nova Declaração Política da ONU sobre Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) e Saúde Mental : 🔹 Distúrbios do sono como fator de risco relevante para condições crônicas de saúde; 🔹 Vacinação como medida prioritária de proteção para pessoas com CCNTs; 🔹 Participação social como princípio estruturante das políticas de prevenção e cuidado. A proposta chega em um momento-chave: os Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) têm até o dia 27 de maio de 2025 para apresentar propostas de ajustes ao documento inicial. Após esse prazo, as primeiras consultas públicas acontecerão a partir de 5 de junho , e também estarão disponíveis por meio do hotsite oficial “ On the Road to 2025 ” . A Declaração Política da ONU é um documento internacional oficial , acordado entre Chefes de Estado e de Governo , que define os compromissos prioritários para a saúde pública global . Ela orienta ações, investimentos e políticas nacionais, e é considerada uma das ferramentas mais influentes no campo da saúde global. A próxima versão será lançada durante a 4ª Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral da ONU sobre CCNTs e Saúde Mental , marcada para setembro de 2025, em Nova York . As recomendações do FórumCCNTs estão baseadas em evidências científicas e em experiências de sucesso do Brasil , como a atualização do PCDT de Diabetes Mellitus Tipo 2 , que passou a reconhecer a apneia obstrutiva do sono (AOS) como fator de risco para o DM2 e doenças cardiovasculares. Essa mudança, construída com apoio técnico da CONITEC e contribuição ativa do FórumCCNTs, representa uma política pública baseada em evidências que pode servir de exemplo para outros países. O FórumCCNTs também destaca a importância da vacinação anual , especialmente contra influenza e COVID-19, como ferramenta vital para reduzir hospitalizações e mortes em pessoas com CCNTs — lacuna que ainda não foi contemplada no Zero Draft . Além disso, reitera o papel de liderança do Brasil em participação social , lembrando que o país foi um dos proponentes da resolução sobre o tema na 77ª Assembleia Mundial da Saúde , embora o atual texto da ONU omita a menção explícita a esse princípio essencial para garantir políticas inclusivas, legítimas e eficazes. Leia o ofício na íntegra abaixo: Ofício n° 007/2025 - FórumCCNTs São Paulo, 26 de maio de 2025. Ao Exmo. Senhor Doutor Alexandre Rocha Santos Padilha Ministro de Estado da Saúde Ministério da Saúde do Brasil Telefone: (61) 3315-2393/2580 Assunto: DATA LIMITE 27/05/2025 - Recomendação de intervenção junto à OMS sobre o Zero Draft sobre DCNTs para a 4HLM-NCDs-UNGA. Exmo. Senhor Ministro da Saúde, O FórumCCNTs, iniciativa cujo objetivo é favorecer parcerias entre os setores público, empresas privadas e entidades do terceiro setor (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - ODS 17) para o desenvolvimento e a implementação de soluções efetivas, sustentáveis e escaláveis para as Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), conta atualmente com a participação de mais de 250 instituições engajadas para que o país atinja a meta 3.4 do ODS 3, e vem respeitosamente, por meio deste ofício, em nome de dezenas de especialistas e instituições participantes do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), representando milhões de pessoas com CCNTs no país, solicitar, com a máxima urgência , a atuação do Ministério da Saúde do Brasil junto à Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio do envio de proposta de ajustes e aprimoramento do documento Zero Draft da nova Declaração Política da 4ª Reunião de Alto Nível da ONU sobre CCNTs e Saúde Mental ( 1 ). Apenas os Estados-Membros da OMS podem solicitar ajustes neste documento e o prazo limite é 27 de maio de 2025 . O objetivo desta intervenção é garantir a inclusão de três pontos essenciais, baseados em evidências e ainda ausentes no texto, nos quais o Brasil tem desempenhado liderança global: os distúrbios do sono , a vacinação como medida custo-efetiva para prevenir o agravamento e as complicações das CCNTs , e a participação social como princípio estruturante da formulação e da aplicação das políticas públicas de saúde. Os distúrbios do sono impactam significativamente a saúde física, mental e metabólica, sendo altamente prevalentes e fatores de risco para as CCNTs mais prevalente, incluindo: diabetes mellitus tipo 2 (DM2), doenças cardiovasculares (DCV), obesidade e transtornos mentais ( 3 )( 5 )( 6 ). Estima-se que a Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) afete até 1 bilhão de pessoas no mundo ( 5 ) e entre 32,9% a 83% da população brasileira, conforme os critérios diagnósticos utilizados ( 16 ). A AOS contribui diretamente para o desenvolvimento do DM2, por meio de mecanismos como resistência à insulina, inflamação sistêmica e ativação do sistema nervoso simpático (15)(16), e está presente em 77% dos casos de obesidade, 30–83% de hipertensão, 48% de DM2, e em até 65% dos casos de AVC ( 7 )( 8 )( 9 ). Apesar disso, os distúrbios do sono ainda não são tratados com a mesma prioridade de outros fatores modificáveis, como tabagismo e sedentarismo ( 5 )( 6 ). Sua associação com alterações hormonais, inflamatórias e imunológicas agrava o curso das CCNTs, aumentando a morbimortalidade, além de prejudicar a qualidade de vida ( 11 )( 12 )( 13 ). Quando tratados, observa-se melhora significativa em indicadores clínicos e redução da sobrecarga sobre os sistemas de saúde ( 10 )( 14 ). Em artigo publicado no British Medical Journal , especialistas brasileiros — incluindo membros do FórumCCNTs — alertam para a urgência de incluir os distúrbios do sono, em especial AOS, nas estratégias globais de prevenção de CCNTs, assim como os riscos de não conseguirmos alcançar o ODS 3.4 por não incluí-los entre os fatores de risco para as CCNTs mais prevalentes e endereçar esse problema que atinge mais de 50% da população adulta ( 6 )( 26 ). Nesse sentido, ressaltamos a recente atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Diabetes Mellitus Tipo 2, conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) ( 2 ) e pela atuação colaborativa do FórumCCNTs ( 3 )( 4 )( 5 ), cujas recomendações foram acolhidas e integradas à diretriz nacional, que passou a reconhecer os distúrbios do sono, especialmente a AOS, entre os principais fatores de risco para DM2 e DCV. Dada a liderança do Brasil, com esse importante ajustes do PCDT de DM2, entendemos que será fundamental que possa orientar a OMS a incluir os distúrbios do sono nesse importante documento a ser pactuado, portanto, ajustando o Zero Draft . Outro ponto que não foi contemplado no documento Zero Draft é a vacinação como medida de redução de riscos prioritária para pessoas com CCNTs. Durante a pandemia, as pessoas com CCNTs foram desproporcionalmente afetadas, com maior risco de hospitalização, complicações graves e mortalidade, mesmo em países com sistemas de saúde estruturados ( 17 ). As infecções respiratórias — como influenza e COVID-19 — representam risco elevado para essas pessoas, podendo agravar condições como DM2, DCV, DPOC e obesidade, levando a internações, descompensações clínicas e óbitos evitáveis ( 17 )( 18 ). Estudos internacionais demonstram que a vacinação anual contra influenza reduz significativamente a mortalidade cardiovascular, sendo inclusive mais eficaz do que estatinas na prevenção de eventos cardíacos agudos em determinadas populações ( 19 ). A vacinação também tem efeitos indiretos sobre a redução da sobrecarga hospitalar, dos custos com internações e da interrupção de manejo de condições crônicas ( 20 )( 21 ). Apesar disso, a vacinação como estratégia específica para pessoas com CCNTs - a não ser as vacinas contra HPV e hepatite B para a prevenção de tipos de câncer - não está refletida no Zero Draft, representando uma preocupante lacuna técnica a ser corrigida. O Brasil, que figura como referência mundial em cobertura vacinal, com um Programa Nacional de Imunizações (PNI) ( 22 ) robusto, gratuito e universal, é evidência concreta de que a vacinação pode ser operacionalizada em larga escala com equidade e efetividade e reforça a urgência de sua inclusão no texto final dessa Declaração Política. Por fim, o Brasil tem se destacado como referência mundial por seu firme compromisso com a democracia participativa na formulação e monitoramento de políticas públicas de saúde , sendo inclusive um dos proponentes da Resolução Social participation for universal health coverage, health and well-being , aprovada durante a 77ª Assembleia Mundial da Saúde, em 2024 ( 23 ). Apesar de algumas alusões à participação da sociedade civil, não aparece no documento o termo “social participation” , nem a referência aos principais documentos que norteiam a implementação dessa estratégia, incluindo especialmente o WHO Social Participation for Universal Health Coverage technical paper ( 24 ) e o WHO Framework for Meaningful Engagement of People Living with Noncommunicable Diseases and Mental Health and Neurological Conditions ( 25 ). A ausência dessa dimensão no Zero Draft contrasta com os compromissos assumidos pelos Estados-Membros e com os princípios da equidade, da justiça social e da governança inclusiva — todos fundamentais para o enfrentamento das CCNTs e para a promoção do bem-estar. A inserção explícita da participação social no texto final da Declaração Política fortalece a responsabilização, amplia o alcance das ações e contribui para políticas públicas mais eficazes e sustentáveis, considerando que a efetividade e a legitimidade das políticas públicas de saúde são ampliadas quando há escuta ativa de pessoas com experiência vivida, corresponsabilidade e controle social. Aproveitamos a ocasião para mencionar que apoiamos os ajustes ao Zero Draft recomendados pela entidade NCD Alliance , ao mesmo tempo que acreditamos que os três aspectos acima devem ser priorizados, por serem fortalezas do Brasil, com potencial de melhoria significativa a esse documento. Reiteramos, assim, nosso pedido para que Vossa Excelência encaminhe à ONU, até o dia 27 de maio de 2025, a solicitação formal de inclusão dos distúrbios do sono, da vacinação regular para pessoas com CCNTs e da participação social como componentes essenciais da nova Declaração Política sobre CCNTs e Saúde Mental. Permanecemos à disposição para contribuir com informações técnicas adicionais e apoio institucional ao Governo Brasileiro nesse importante movimento de incidência diplomática em prol da saúde pública global. Respeitosamente, Mark Barone, PhD Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) Ana Carolina Micheletti Gomide Nogueira de Sá, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG Adriana Mazzuco, PT, PhD Fisioterapeuta Professora supervisora no Departamento de Fisioterapia da Universidade Paulista - Clínica da Saúde de Fisioterapia da Universidade Paulista - Clínica da Saúde, área de Saúde Coletiva e Geriatria Membro do GT de Atividade Física do FórumCCNTs Átila Alexandre Trapé, MD, PhD Professor Associado da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP-USP)Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física e Saúde Coletiva (GEPEFSC)Membro do GT Atividade Física do Balduino Tschiedel, MD Diretor-Presidente Instituto da Criança com Diabetes Camila Medeiros da Silva Mazzeti Professora Adjunta da Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Alimentos e Nutrição (FACFAN) Coordenadora Do Observatório de Condições Crônicas e Alimentação (OCCA) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Camila Mendes Kneip Nutricionista, pós-graduada em gestão pública (UTFPR) e especialista em psicologia positiva Gerente de projetos sociais e associada do Instituto Bem do Estar Membro fundador do Vertentes- Ecossistema de saúde mental Claudia Roberta de Castro Moreno, PhD Professora Titular do Departamento de Saúde e Sociedade Faculdade de Saúde Pública Universidade de São Paulo Vice-presidente da Academia Brasileira de Sono (2019-2022) Membro da Academia Brasileira de Sono Dani Mothci CEO International Alliance of Patients' Organizations (IAPO) Daniel Wainstock, JD Advogado Pesquisador em Políticas Públicas e Saúde Global Youth Leader da Rare Diseases International (RDI) Co-Fundador do Instituto Raízes Dhiãnah Santini de Oliveira Chachamovitz, MsC, PhD Médica Endocrinologista e Metabologista Diretora de Educação e Campanhas da Sociedade Brasileira de Diabetes Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Professora de Endocrinologia e Clínica Médica do IDOMED Pesquisadora da DASA Elton Junio Sady Prates, BSN Secretário-Geral Associação Brasileira de Enfermagem Seção Minas Gerais (ABEn-MG) Emerson Cestari Marino, MD Médico Endocrinologista e Metabologista Conselheiro do Instituto da Pessoa com Diabetes (IPD) - Curitiba-PR Membro da Sociedade Brasileira de Diabetes Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Fadlo Fraige Filho, MD, PhD Presidente Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) Federação Nacional das Associações e Entidades de Diabetes (FENAD) Fernanda Rodrigues Junqueira Fisioterapeuta Mestranda em Atenção Primária à Saúde UFRJ Pós-graduação em Traumato-Ortopedia Pós-graduação em gestão de pessoas Servidora pública na Secretaria Municipal de Saúde Professora universitária Flávia Martins Farias Nunes Gerente de Relações Governamentais - Roche Membro do GT de Oncologia do FórumCCNTs Gabrielle de Andrade Quaglioni Estudante de Nutrição (Universidade do Grande Rio - UNIGRANRIO) Membro do GT Obesidade do FórumCCNTs Glenda Alcantara Torres Santiago Cardoso, Esp Profissional de Marketing e Graduanda em Nutrição Especialização em Obesidade e Emagrecimento PWLE - People with Lived Experience em Obesidade Ativista em Obesidade e Influenciadora digital João Eduardo Salles, MD, PhD Diretor do Departamento de Medicina e Professor Adjunto e Coordenador da Disciplina de Endocrinologia e Metabologia Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo Presidente-eleito (2026-2027), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) José Vanilton de Almeida, MSc Coordenador do Comitê de CCNTs Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Juliana Fleury Executiva em Impacto Social pela UPenn- USA Presidente da Associação pela Saúde Emocional Membro Fundador do Vertentes Ecossistema de Saúde Mental Representante das Américas da Global Mental Health Action Network GMHAN Membro do Grupo Global em Saúde Mental da IUHPE (International Union of Health Promotion and Education) Karla Melo, MD, PhD Coordenadora de Saúde Pública, Epidemiologia, Economia da Saúde e Advocacy Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Luiz Roberto Carvalho CEO Soulbeegood Membro Fundador Vertentes Ecossistema de Saúde Mental Co-Chair Environment na Global Mental Health Action Network GMHAN Maíra Helena Micheletti Gomide, MSc Advogada Pesquisadora em Direito Público pelo Programa de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Colaboradora do FórumCCNTs Maria Odete Pereira, PhD Professora Associada do Departamento de Enfermagem Aplicada, na área de saúde mental, da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Diretora de Educação da Associação Brasileira de Enfermagem, seção Minas Gerais. Co-facilitadora do GT Saúde Mental e Neurológica do FórumCCNTs Marta Morena Pires D'Avila Axthelm Vice-presidente da ABRATA - Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos Monica Soares Amaral Lenzi Farmacêutica clínica com especialização em Endocrinologia, metabologia e obesidade Diretora de Educação do Movimento Influencers Diabetes Brasil Membro do departamento de farmácia da sociedade brasileira de diabetes Membro do Grupo de Trabalho Técnico de Diabetes do CRFMG Patrícia Nelly Alves Meira Menezes Profissional de Educação Física - Secretaria Executiva de Atenção à Saúde-Programa Academia da Cidade/ Recife/PE Professora auxiliar na Escola de Educação Física na Universidade de Pernambuco Membro do GT Atividade Física do FórumCCNTs Membro da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável Patrícia Vieira de Luca, MSc CEO Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar Co-fundadora da Federação Brasileira de Doenças Raras - FEBRARARAS Co-fundadora do Grupo de Advocacy Cardiovascular - GAC Co-fundadora do FórumCCNTs Ronaldo José Pineda Wieselberg, MD, MPH Presidente ADJ Diabetes Brasil Rosane da Silva Alves Cunha, MSc Fisioterapeuta Mestre em Medicina Laboratorial e Tecnologias Forenses – UERJ Atuação CER III Volta Redonda. SMS/PMVR RJ Co-Facilitadora do GT de Infarto e AVC do FórumCCNTs Especialização em Gestão de Políticas de Saúde Informadas por Evidências – HSL/PROADISUS/CONASEMS/MS Especialização em Micropolíticas de Gestão do Trabalho em Saúde – UFF Membro da World Stroke Organization Membro Associado da Rede Brasil AVC Voluntária da Associação Ação AVC - Maceió Conselheira Suplente do CMS de Volta Redonda RJ Tércia Moreira Ribeiro da Silva, PhD Professora Adjunta Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública Escola de Enfermagem da UFMG REFERÊNCIAS WORLD HEALTH ORGANIZATION. On the road to 2025 [Internet]. Geneva: WHO; [2025 maio 18]. Disponível em: https://www.who.int/teams/noncommunicable-diseases/on-the-road-to-2025 BRASIL. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS – CONITEC. Relatório de Recomendação: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Diabetes Mellitus tipo 2 . Brasília: Ministério da Saúde; 2024. 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