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  • OMS lança guia que integra HIV/AIDS, Tuberculose e Saúde sexual às DCNTs

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança o guia “Integrando a prevenção e controle de doenças crônicas não transmissíveis em programas de HIV/AIDS, tuberculose e saúde sexual e reprodutiva: orientação para implementação”. Essa orientação de implementação ajudará os formuladores de políticas, gerentes de programas e provedores de saúde a maximizar o impacto dos serviços de saúde e ampliar o acesso para o cuidado das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). A ameaça pelos crescentes desafios de saúde pública para com as DCNTs, e que são ainda mais difíceis pelos desafios na implementação de programas de DCNTs devido à pandemia da doença de coronavírus (COVID-19), motivaram a confecção deste documento que examina as barreiras na integração de estratégias de gerenciamento e manejo na Atenção Primária à Saúde (APS). O guia de orientação proposto pela OMS destaca 18 ações estratégicas recomendadas, em 5 domínios: Pessoas e comunidade; Política e liderança; Financiamento; Capacidade e infraestrutura; Modelo de atendimento para DCNTs. O Brasil participa do guia com o Estudo de caso 21 "Prestação de cuidados coordenados, abrangentes e contínuos para condições crônicas por meio de equipes multidisciplinares de APS no Brasil". A publicação atesta que o país fortaleceu a APS para DCNTs desde a década de 1980, principalmente com relação ao diabetes e hipertensão Nesse avanço na APS no Brasil, cada equipe de saúde da família era composta por um médico, uma enfermeira e quatro a seis agentes comunitários de saúde locais. Para condições crônicas como diabetes e hipertensão, os agentes comunitários de saúde forneceram promoção da saúde, prevenção, educação, triagem, coleta de dados e encaminhamento. Cuidados adicionais também foram incluídos como nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, obstetras, ginecologistas e agentes de saúde pública coordenados com o corpo clínico básico em equipes de saúde da família. Em mais de 20 anos de monitoramento e avaliação, o modelo brasileiro de APS, com a equipe de saúde da família em sua essência, melhorou substancialmente a cobertura de serviços e os resultados de saúde, principalmente nos municípios mais necessitados dessa Atenção Primária à Saúde: Redução de 25% nas admissões hospitalares por diabetes; Diminuição da hospitalização e/ou mortalidade por doença cardiovascular; Redução de 67% no peso abaixo da meta em crianças menores de 5 anos e; Reduções nas taxas de mortalidade infantil. A Diretora-Geral Adjunta da OMS, Dra. Zsuzsanna Jakab, faz o apelo para parceiros internacionais na defesa e apoio integrado inclusivo no enfrentamento às DCNTs. “Peço aos doadores e parceiros internacionais que apoiem a integração das DCNTs nos programas de saúde. Isso reverteria o fardo crescente das DCNTs, ao mesmo tempo em que sustentaria os ganhos de outros programas de saúde”. Ela ainda completa seu posicionamento a fim de parar as mortes que poderiam ser evitadas em todo o mundo. Acesse o documento na íntegra aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Orientações FórumDCNTs: Consulta CONITEC sobre Point-of-Care Hemoglobina Glicada na Atenção Primária

    Através da presente recomendação, o FórumDCNTs pretende mobilizar os parceiros e todas as pessoas físicas e entidades interessadas a contribuírem, até ao dia 26/12, com a Consulta Pública CONITEC nº 79/2022 - Point-of-care testing de hemoglobina glicada para pessoas com diabetes através do seguinte link: https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas A recomendação preliminar da CONITEC é desfavorável à incorporação do point-of-care testing de hemoglobina glicada para pessoas com diabetes com indicação de uso no SUS. O FórumDCNTs discorda da recomendação preliminar da CONITEC e considera que a incorporação do point-of-care testing de hemoglobina glicada será um passo importante para melhorar a situação crítica do diabetes no Brasil. Diversos estudos mostram que a disponibilidade imediata dos resultados proporcionada pelo point-of-care testing (POCT) para hemoglobina glicada (HbA1C) é motivadora para as pessoas com diabetes e leva a um melhor controle da glicemia e manejo do diabetes, com proporções maiores de pessoas atingindo HbA1c < 7,0% em comparação com aquelas que tiveram medição laboratorial de HbA1c. (John et al, 2019; Schnell et al, 2017; Paknikar et al, 2016; Laurence et al, 2010; Rust et al, 2008; Kennedy et al, 2006; Miller et al, 2003, Cagliero et al, 1999). É importante ficar atento ao fato de que também a satisfação das pessoas com diabetes é superior com POCT para HBA1c, com as principais vantagens sendo o resultado do teste rápido, o procedimento de teste menos invasivo (picada no dedo vs punção venosa) e a localização do teste (consultório, sem necessidade de deslocação a um laboratório) (Smits et al, 2022, Laurence et al, 2010). Outro ponto importante é que a American Diabetes Association (ADA) coloca que a implementação do POCT para HbA1c oferece uma oportunidade para modificações de tratamento mais oportunas (Standards of Medical Care in Diabetes, 2022), recomendação essa foi apoiada por um estudo em adultos com diabetes tipo 2 em um departamento de saúde pública nos EUA, que mostrou os benefícios da tecnologia principalmente em populações que tendem a ter taxas mais altas de pobreza e menor acesso aos cuidados de saúde (John et al, 2019). No Brasil, um estudo mostrou que a aplicação de POCT para medição do nível de HbA1c melhorou o acesso a este teste para pessoas que vivem em áreas rurais ou remotas. Foi possível incluir essa tecnologia na rotina das equipes de atenção primária à saúde, o que elevou as taxas de novos diagnósticos e a identificação de pessoas com glicemia não controlada (Camargo et al, 2021). Também no Brasil, os resultados de outro estudo indicaram que o POCT para HbA1c usado na unidade básica de saúde foi uma alternativa custo-efetiva, que melhorou o acesso aos testes de HbA1c e resultou em um aumento da taxa de controle precoce da glicemia (Rosa et al, 2021). É ainda importante referir que a Organização Mundial de Saúde (OMS) colocou o POCT para HbA1c em sua lista de dispositivos médicos prioritários, elaborada em 2021, para o tratamento de doenças cardiovasculares e diabetes. Programas robustos, tanto no Brasil (Flor et al, 2020; Camargo et al, 2021; Rosa et al, 2021) quanto em outros países (Hirst et al, 2021; Smits, 2022), demonstram os incontornáveis benefícios às pessoas com diabetes, com aumento do engajamento nos autocuidados e redução de custos dos desfechos relacionados ao diabetes ao se incluir o POC de HbA1c nos consultórios ou UBSs para uma rápida tomada de decisão e ajustes do tratamento, assim como decisão por mapeamento de desafios e implementação de estratégias de educação em diabetes. O FórumDCNTs reafirma, pelos argumentos supracitados, que a incorporação de POC para HbA1C é de grande importância e esperamos que receba parecer favorável para incorporação na Atenção Primária da Saúde no Brasil. Reiteramos que o FórumDCNTs convida todas as pessoas físicas e entidades interessadas a participarem nesta Consulta Pública, uma vez que o uso no SUS desse equipamento será de grande benefício para o nosso sistema de saúde no Brasil, permitindo que diagnóstico de casos suspeitos e ajustes terapêuticos de pessoas já diagnosticadas com qualquer tipo de diabetes sejam otimizados no momento da consulta na Atenção Primária. Estamos certos de que este será um passo importante para melhorarmos os resultados muito preocupantes do diabetes no país, revertendo os a tendência de aumento de custos já extremamente elevado que o diabetes impõe ao sistema de saúde, à economia e a toda a sociedade. Para participar, é necessário acessar o link https://www.gov.br/conitec/pt-br/assuntos/participacao-social/consultas-publicas e fazer o cadastro no site GOV.BR, seguindo as orientações. Para contribuir com as suas opiniões e experiências sobre Point-of-care testing de hemoglobina glicada para pessoas com diabetes, é necessário acessar o formulário de experiência e opinião: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sctie-n-79-2022-opiniao Para apresentar uma contribuição técnica (evidências científicas e/ou clínicas, impacto econômico, outras contribuições), é necessário acessar o formulário técnico científico: https://www.gov.br/participamaisbrasil/consulta-publica-conitec-sctie-n-79-2022-tecnico-cientifico Opinião especialistas sobre o diabetes no país: www.forumdcnts.org/post/dmd-2022 www.forumdcnts.org/post/evento-adj-jdrf Dados recentes sobre o diabetes no país: www.forumdcnts.org/post/t1dindex-brasil-2022 www.forumdcnts.org/post/dia-mundial-diabetes-2021 Recomendações enviadas ao novo presidente: www.forumdcnts.org/post/recomendacoes-diabetes-eleicoes-2022 Referências Al Hayek, A.A., Al-Saeed, A.H., Alzahrani, W.M., Al Dawish, M.A.. Assessment of Patient Satisfaction with On-Site Point-of-Care Hemoglobin A1c Testing: An Observational Study. Diabetes Ther. 2021 Sep;12(9):2531-2544. doi: 10.1007/s13300-021-01126-7. American Diabetes Association Professional Practice Committee; 6. Glycemic Targets: Standards of Medical Care in Diabetes—2022. Diabetes Care 1 January 2022; 45 (Supplement_1): S83–S96. https://doi.org/10.2337/dc22-S006 Cagliero, E. , Levina, E.V., Nathan, D.M.. Immediate feedback of HbA1c levels improves glycemic control in type 1 and insulin-treated type 2 diabetic patients.. Diabetes Care 1 November 1999; 22 (11): 1785–1789. https://doi.org/10.2337/diacare.22.11.1785 Camargo, M.S., Passos, L.C.S., Mistro, S., Soares, D.A., Kochergin, C.N., Carvalho, V.C.H.S., Macedo, J.C.L., Cortes, T.B.A., Souza, A.A., Rumel, D., Oliveira, M... Improving Access to the Glycated Hemoglobin Test in Rural Communities With Point-of-Care Devices: An Application Study; Frontiers in Medicine. Volume 8. 2021. doi: 10.3389/fmed.2021.734306 Crocker, J.B, Lynch, S.H., Guarino, A.J., Lewandrowski, K.. The Impact of Point-of-Care Hemoglobin A1c Testing on Population Health-Based Onsite Testing Adherence: A Primary-Care Quality Improvement Study. J Diabetes Sci Technol. 2021 May;15(3):561-567. doi: 10.1177/1932296820972751. Flor, L.S., Wilson, S., Bhatt, P., et al. Community-based interventions for detection and management of diabetes and hypertension in underserved communities: a mixed-methods evaluation in Brazil, India, South Africa and the USA. BMJ Glob Health. 2020;5(6):e001959. doi:10.1136/bmjgh-2019-001959 Hirst, J.A., Bobrow, K., Farmer, A., Morgan, J., Levitt, N.. Point-of-care HbA1c testing in an urban primary care diabetes clinic in South Africa: a mixed methods feasibility study. BMJ Open. 2021;11(3):e045511. Published 2021 Mar 2. doi:10.1136/bmjopen-2020-045511 John, M.N., Kreider, K.E., Thompson, J.A., Pereira, K.. Implementation of A1C Point-of-Care Testing: Serving Under-Resourced Adults With Type 2 Diabetes in a Public Health Department. Clin Diabetes. 2019 Jul;37(3):242-249. doi: 10.2337/cd18-0082. PMID: 31371855; PMCID: PMC6640883. Kennedy, L., Herman, W.H., Strange, P., Harris, A. - GOAL AIC Team. Impact of active versus usual algorithmic titration of basal insulin and point-of-care versus laboratory measurement of HbA1c on glycemic control in patients with type 2 diabetes: the Glycemic Optimization with Algorithms and Labs at Point of Care (GOAL A1C) trial. Diabetes Care. 2006 Jan;29(1):1-8. doi: 10.2337/diacare.29.01.06.dc05-1058. Laurence, C.O., Gialamas, A., Bubner, T., Yelland, L., Willson, K., Ryan, P., Beilby, J.. Point of Care Testing in General Practice Trial Management Group. Patient satisfaction with point-of-care testing in general practice. Br J Gen Pract. 2010 Mar;60(572):e98-104. doi: 10.3399/bjgp10X483508. Miller, C.D., Barnes, C.S., Phillips, L.S., Ziemer, D.C., Gallina, D.L., Cook, C.B., Maryman, S.D., El-Kebbi, I.M.. Rapid A1c Availability Improves Clinical Decision-Making in an Urban Primary Care Clinic . Diabetes Care 1 April 2003; 26 (4): 1158–1163. https://doi.org/10.2337/diacare.26.4.1158 Paknikar, S., Sarmah, R., Sivaganeshan, L., et al. Long-Term Performance of Point-of-Care Hemoglobin A1c Assays. Journal of Diabetes Science and Technology. 2016;10(6):1308-1315. doi:10.1177/1932296816645362 Patzer, K.H., Ardjomand, P., Göhring, K., Klempt, G., Patzelt, A., Redzich, M., Zebrowski, M., Emmerich, S., Schnell, O.. Implementation of HbA1c Point of Care Testing in 3 German Medical Practices: Impact on Workflow and Physician, Staff, and Patient Satisfaction. J Diabetes Sci Technol. 2018 May;12(3):687-694. doi: 10.1177/1932296818759690. Petersen, J.R., Finley, J.B., Okorodudu, A.O., Mohammad, A. A., Grady, J. J.,Bajaj, M.. Effect of Point-of-Care on Maintenance of Glycemic Control as Measured by A1C. Diabetes Care 1 March 2007; 30 (3): 713–715. https://doi.org/10.2337/dc06-1909 Rosa, L.S., Mistro, S., Oliveira, M. G., Kochergin, C.N., Cortes, M.L., Medeiros, D.S, Soares, D.A., Louzado, J.A., Silva, K.O., Bezerra, V.M., Amorim, W. W., Barone, M., Passos, L.C. Cost-Effectiveness of Point-of-Care A1C Tests in a Primary Care Setting. Frontiers in Pharmacology. VOLUME 11. 2021. doi: 10.3389/fphar.2020.588309 Rust, G., Gailor, M., Daniels, E., McMillan-Persaud, B., Strothers, H., Mayberry, R.. Point of care testing to improve glycemic control. Int J Health Care Qual Assur. 2008;21(3):325-35. doi: 10.1108/09526860810868256. Schnell, O., Crocker, J.B., Weng, J.. Impact of HbA1c Testing at Point of Care on Diabetes Management. J Diabetes Sci Technol. 2017 May;11(3):611-617. doi: 10.1177/1932296816678263. Smits, M., Hopstaken, R., Terhaag, L. et al. Early experiences with quality-assured HbA1c and professional glucose point-of-care testing in general practice: a cross-sectional observational study among patients, nurses and doctors. BMC Nurs 21, 183 (2022). https://doi.org/10.1186/s12912-022-00969-0 WHO list of priority medical devices for management of cardiovascular diseases and diabetes. Geneva: World Health Organization; 2021 (WHO medical device technical series). Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240027978

  • FAPESP abre chamada para Programa de Pesquisa em Políticas Públicas - Até 15/07

    A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) abre nova chamada de proposta no âmbito do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP). O novo edital apoiará projetos com duração de 12 a 48 meses e com orçamento anual máximo de R$ 350 mil. As propostas podem ser enviadas até 15 de julho, pelo Sistema de Apoio à Gestão (SAGe). O PPPP foi iniciada em 1998 e passou por uma reformulação para promover a solução de problemas com base em evidências científicas, com o intuito de aplicar diretamente o conhecimento científico no aprimoramento das políticas e da gestão pública. Conforme o edital, todas as fases do projeto de pesquisa, desde a proposição, passando pela elaboração e execução, devem ser, necessariamente, resultado da interação colaborativa entre pesquisadores e gestores públicos, com possibilidade de participação de organizações da sociedade civil e do público-alvo das políticas públicas envolvidas. O lançamento do edital aconteceu no dia 29 de março na FAPESP e a proposta é que mais e mais jovens participem em diversas áreas do conhecimento. “A ideia é que a reforma possa revalorizar esse programa para que a gente aumente a aplicação dos resultados das pesquisas na gestão pública. Queremos atrair jovens pesquisadores e vale ressaltar que a chamada é para qualquer área do conhecimento. No novo modelo de programa, não estamos buscando pesquisas inspiradas em problemas da gestão pública – para isso existem outros programas da FAPESP –, o que estamos querendo são pesquisas com ou para políticas públicas”, apresenta Gerd Sparovek, membro da coordenação do PPPP. Os projetos precisam integrar duas partes, uma vinculada à instituição parceira, que deve ter um gestor público responsável, e descrever os processos de gestão das políticas públicas envolvidas e a forma como os resultados da pesquisa serão aplicados. A segunda parte, ligada ao pesquisador responsável e à instituição-sede da pesquisa, deve apresentar as características de um projeto de pesquisa regular. A FAPESP também incentiva a participação das partes que serão beneficiadas por essas políticas públicas propostas a partir dos projetos submetidos. Ao fim, os trabalhos devem destacar os resultados esperados, além dos indicadores e métricas para sua verificação. Durante o projeto acontecerão avaliações por parte do pesquisador e pelo gestor público responsáveis para alinhar os resultados esperados. Acesse a íntegra o edital com a chamada da FAPESP. Clique aqui! Fonte: Agência FAPESP

  • OMS divulga relatório de experiências vividas por pessoas com condições crônicas

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) lança a Série "Intenção de Ação - Poder do Povo: Perspectivas de indivíduos com experiência vivida de doenças crônicas não transmissíveis, condições de saúde mental e condições neurológicas". A Intention to action Series tem por objetivo envolver as pessoas com Condições/Doenças Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs/DCNTs), principalmente na área de saúde mental e neurológica. "Pessoas com CCNTs devem estar no centro das decisões que impactam suas vidas, e as vidas daqueles com quem se importam. Elas são a chave para a concepção de planos de saúde eficazes, inclusivos e equitativos em intervenções que não deixam ninguém para trás. Suas vozes podem abrir oportunidades para superar barreiras no acesso e na manutenção dos cuidados de saúde", conforme descrito no relatório. Os estudos de caso foram desenvolvidos usando pesquisa participativa por meio de grupos de pessoas com DCNTs, condições de saúde mental e condições neurológicas no final de 2021, com participação de brasileiros. Este relatório, que faz parte da primeira publicação da série, inclui seis estudos de caso de 12 pessoas com experiência em diversas condições de saúde. Esses temas centrais exploram a: Dinâmica de poder e reorientação para indivíduos com experiência vivida; Tomada de decisão informatizada e alfabetização em saúde; Envolvimento da comunidade em redes de saúde e sistemas de saúde mais amplos; Experiência vivida como prova e perícia; A importância do envolvimento de grupos marginalizados; Advocacy e direitos humanos. Essa é a primeira publicação da série Intenção de Ação da OMS, que visa aumentar a limitada base de evidências sobre o impacto do envolvimento significativo e abordar a falta de abordagens padronizadas sobre como operacionalizar o envolvimento significativo. A série pretende fornecer uma plataforma a partir da qual pessoas com experiência, e defensores organizacionais e institucionais, possam compartilhar soluções, desafios e práticas promissoras relacionadas a essa agenda. Ela também visa fornecer narrativas poderosas, inspiradoras e evidências para a Quarta Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre DCNTs em 2025 e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas para 2030. Acesse o documento aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Viatris e Instituto de Ciências Integradas lançam Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil

    "Sua nobre missão de cuidar em condições extremas do enfermo e da sua dor. Fez retumbar e ecoar ainda mais forte um clamor. Assim como precisamos deles, é preciso cuidar do cuidador". A partir dos versos de Carolina Menezes é possível reconhecer o tamanho da importância dos profissionais de saúde, principalmente durante a pandemia. Para dar continuidade ao primeiro guia, a Viatris e o Instituto de Ciências Integradas lançam o novo "Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil", a segunda edição do material que foca na saúde mental dos profissionais de saúde, principalmente naqueles que ficaram na linha de frente durante esse período e tiveram que lidar com esse momento difícil para toda a população. A nova edição, de 2022, chega após a primeira versão do guia lançado em 2020, que abordou os dados sobre os impactos da pandemia na saúde mental, que de acordo com o material cresceram os números de doenças mentais e traumas psicológicos provocados pelos desdobramentos da COVID-19 e pela questão do isolamento social O novo guia conta com 12 capítulos e passam por alguns temas centrais como: Visão geral do impacto da pandemia na saúde do médico e demais profissionais de saúde; Estresse Pós-traumático; Síndrome de Burnout; A telemedicina na pandemia como ferramenta para o profissional de saúde. O que dizem os autores do Guia de Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil: "Para nós do INI é uma honra participar desta parceria com a Viatris, que permitiu a realização deste brilhante projeto" Alessandro da Costa e Eduardo Corrêa - Diretores do INI "Reunimos conhecimentos científicos, especialistas inspiradores e de prestígio acadêmico para juntos discutirmos e ajudarmos tantos colegas a se entenderem e encontrarem caminhos de alívio aos desafios relacionados à saúde mental e a pandemia. O resultado deste trabalho é uma abordagem abrangente, prática e humana do panorama atual sem perder o rigor científico." Luiz Henrique S. Fernandes - Diretor Médico Senior - LATAM Elizabeth Bilevicius - Diretora Médica - Brasil Marco Antonio da Silva - Gerente de Assuntos Médicos O novo guia já está disponível na íntegra. Clique aqui! Acesse também o primeiro Guia Saúde Mental Pós-Pandemia no Brasil. Clique aqui. Fonte: Guia Saúde Mental

  • Medtronic publica livro digital sobre a reinvenção da medicina com a saúde personalizada

    As transformações digitais no planeta avançam em diversos segmentos como na saúde, e a sua personalização pode reinventar a medicina como um todo. A Medtronic, empresa norte-americana pioneira em soluções tecnológicas de saúde, lança o livro digital "Could personalized healthcare reinvent medicine?" (em português "A saúde personalizada poderia reinventar a medicina?") e explica essa tendência possibilitada pelas revoluções de big data e digitalização que podem, por exemplo, prever se uma pessoa desenvolveria diabetes tipo 2 ou doenças cardiovasculares. Esse é um dos estudos mencionados no livro, de autoria da Turing Institute, no qual o experimento utiliza um conjunto de dados compreendendo leituras de movimento para 100 mil pessoas durante sete dias. A partir desses dados é possível treinar um sistema de Inteligência Artificial para prever essas DCNTs. A era digital está provando ser uma era de personalização. Com as mídias sociais há a possibilidade de personalizar as notícias que são consumidas e novas tecnologias permitem personalizar roupas, a inteligência artificial permite que os serviços de streaming forneçam recomendações e a saúde também está se tornando mais personalizada. A abundância de dados de várias fontes – juntamente com tecnologias inovadoras desenvolvidas para aproveitá-los – está permitindo que os médicos façam diagnósticos mais precisos e precoces, e administrem tratamentos mais ajustados, ajudando-os a oferecer cuidados personalizados aos pacientes. Há exemplo também na identificação de cânceres a partir de imagens de varredura e no alerta sobre o risco de desenvolver tipos específicos de câncer como os de mama e de cólon. O sistema de IA de endoscopia da Medtronic ajuda a identificar pólipos colorretais durante a colonoscopia e constata a redução de 50% em pólipos perdidos nessas varreduras cerebrais. Outro estudo, esse conduzido por pesquisadores do Imperial College London, revela que uma única ressonância magnética do cérebro pode ajudar a prever se uma pessoa desenvolveu ou pode desenvolver Alzheimer, graças a uma máquina capaz de detectar sinais muito precoces da doença. Ela analisa 660 características diferentes de 115 regiões cerebrais e o algoritmo é capaz de encontrar padrões e fazer previsões. Em 98% dos casos é possível prever com precisão a condição. Esse avanço tecnológico poderia ajudar a obter um diagnóstico em um estágio anterior, com múltiplos benefícios no início do tratamento e no desenvolvimento de novas terapias. O Vice-Presidente Executivo e Presidente do portfólio de neurociência, Brett Wall defende que a saúde personalizada pode ser a grande revolução da saúde e com condições de reinventar a medicina no geral. "A medicina personalizada pode ser a resposta para alguns dos maiores desafios da saúde em todo o mundo. Temos a responsabilidade e o tremendo potencial de melhorar a vida de mais pessoas em mais lugares", afirma Brett Wall. Sobre a Medtronic Ações mais ousadas. A Medtronic é líder global em tecnologia de saúde, atacando os problemas de saúde mais desafiadores que a humanidade enfrenta. A missão da Medtronic — aliviar a dor, restaurar a saúde e estender a vida — une uma equipe global de mais de 90.000 pessoas apaixonadas. Alimentado por diversos conhecimentos, curiosidade insaciável e desejo para ajudar todos aqueles que precisam, a Medtronic oferece tecnologias que transformam a vida das pessoas todos os dias. Acesse o livro digital na íntegra! Clique aqui. Fonte: Medtronic

  • FórumDCNTs marca presença no lançamento da Frente Parlamentar Mista do Diabetes

    Evento aconteceu no Salão Negro da Câmara dos Deputados, em Brasília: reinstalação da FPM do Diabetes é liderada pela Deputada Federal Flavia Morais Nessa quarta-feira (12) foi lançada a Frente Parlamentar Mista para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes, de autoria da Deputada Federal Flávia Morais, com apoio de líderes, autoridades, senadores e deputados, incluindo os deputados federais Erika Kokay, Dr. Pedro Westphalen, Dr. Zacharias Calil. O evento ocorrido no Salão Negro da Câmara dos Deputados, em Brasília, com mais de 100 pessoas, destacou a relevância de se reinstalar a FPM do Diabetes para fortalecer as ações de prevenção e garantir atendimento de qualidade às pessoas com diabetes no país. O FórumDCNTs e seus membros marcaram presença nessa importante ocasião. Entre os objetivos da Frente Parlamentar estão modernizar a legislação, implementar políticas nacionais de prevenção e garantir tratamento adequado a quem tem a condição. Entre os diversos especialistas e vozes que fazem a diferença no assunto, Jaqueline Correia, presidente do Instituto Diabetes Brasil (IDB), enfatizou o risco da falta dos análogos de insulina de ação rápida a partir de maio deste ano, problema que afetará diretamente centenas de milhares de pessoas com diabetes (leia aqui ofício enviado à Ministra da Saúde sobre esse assunto). Outro ponto destacado pelos oradores foi a burocracia no recebimento de medicamentos e demais insumos, que por vezes deixa a pessoa com diabetes sem acesso aos medicamentos que necessita para viver. A Coordenadora de Advocacy da ADJ Diabetes Brasil, Lúcia Xavier, citou durante o lançamento da Frente Parlamentar do Diabetes, dados do T1D Index para o Brasil, revelando que atualmente existem mais de 588 mil pessoas com diabetes tipo 1, mas que seriam mais de 823 mil se a qualidade dos cuidados e tratamento não tivesse levado a 235 mil mortes prematuras. O Dr. Mark Barone, Coordenador Geral do FórumDCNTs, também marcou presença no evento e cumprimentou a reinstalação da FPM do Diabetes, além de divulgar o Grupo Temático (GT) de Diabetes, com ação contínua no FórumDCNTs. Entre as ações nas quais este GT se engajou nos últimos anos estiveram a revisão do PCDT do Diabetes tipo 2 (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas), assim como a manifestação para Manutenção das Insulinas Análogas de Ação Prolongada no SUS e o pedido de incorporação do inibidor de SGLT2 (iSGLT2) no SUS para pessoas com Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2). Em seguida, o Dr. Mark Barone ressaltou a necessidade de implementação do pacote HEARTS da OMS/IDF no Brasil, especialmente seu módulo D (diabetes), com o objetivo de equipar a Atenção Primária à Saúde (APS) para melhorar os cuidados do diabetes no país. A redução da expectativa de vida para as pessoas com diabetes tipo 1 também foi levantada e gera preocupação pelos números apresentados. As pessoas com DM1 vivem em média 25 anos a menos do que pessoas sem essa condição, e os custos para cobrir as complicações podem chegar a um valor 29 vezes maior do que quando as complicações não estão presentes. Esse quadro leva ao desperdício de recursos que poderiam ser investidos na APS em prevenção e cuidados de qualidade. A Dra. Karla Melo, facilitadora do GT de Diabetes do FórumDCNTs e responsável pelo Departamento de Saúde Pública na Sociedade Brasileira de Diabetes, destacou a relevância da Educação em Diabetes para profissionais de saúde e para todos aqueles que vivem com a condição. O diabetes ganha a visibilidade merecida e necessária a partir da Frente Parlamentar Mista para Prevenção, Diagnóstico e Tratamento do Diabetes. Os dados deixam clara a dimensão do desafio no Brasil: mais de 15 milhões de pessoas com diabetes e 18 milhões na faixa do pré-diabetes, de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o que equivale a um grupo maior que a soma das populações dos Estados da Bahia e do Rio de Janeiro. O FórumDCNTs reitera os cumprimentos à Deputada Federal Flávia Morais por seu compromisso em entender as necessidades e não medir esforços para o avanço em prioridades pela maior a qualidade de vida de pessoas com diabetes no Brasil.

  • Especialistas pedem ação sobre os determinantes comerciais da saúde e sua equidade

    Pesquisadores destacam a necessidade urgente de uma resposta global com relação aos problemas de saúde e desigualdades sociais em todo o mundo O setor privado tem uma grande influência na saúde por meio de seus produtos e práticas. Os atores comerciais influenciam a saúde de formas variadas e complexas. Eles têm sido fundamentais no desenvolvimento e fornecimento de bens e serviços essenciais de saúde, mas alguns de seus produtos e práticas são responsáveis ​​pela escalada de problemas de saúde e desigualdade em saúde em todo o mundo. As estruturas para compreensão e uma agenda para responder a essas influências na saúde são definidas na série The Lancet sobre os Determinantes Comerciais da Saúde. Seus três artigos mostram o caminho para um mundo onde a saúde vem antes do lucro e todas as pessoas vivem livres dos danos causados ​​pelas forças comerciais. "Como sublinha o Lancet Series on the Commercial Determinants of Health, muitos dos fatores de risco mais significativos para doenças e lesões – tabaco, álcool e alimentação pouco saudável – são grandes indústrias e geradores de lucro para algumas das maiores empresas do mundo." Escreveu o diretor-geral da OMS, Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comentário dentro da série. "É hora de uma mudança de paradigma. A saúde pública não pode e não irá melhorar sem ação sobre os determinantes comerciais da saúde, do nível local ao global. São necessárias novas formas de governança da saúde pública". O Dr. Tedros também delineou o trabalho da OMS nessa área em seu comentário, destacando o apoio da OMS aos governos nacionais na abordagem de aspectos específicos dos determinantes comerciais em áreas como controle do tabaco, comercialização de substitutos do leite materno e doenças crônicas não transmissíveis. Com base nesse trabalho, em 2021, foi estabelecida uma nova iniciativa sobre os determinantes econômicos e comerciais da saúde e, no próximo ano, será publicado o primeiro Relatório Global sobre os Determinantes Comerciais da Saúde. Regular o mau e permitir o bom O primeiro artigo da série define os determinantes comerciais da saúde como os "sistemas, práticas e caminhos pelos quais os atores comerciais impulsionam a saúde humana e a desigualdade em saúde". Dessa forma, os autores da série reconhecem o potencial dos atores comerciais de terem impactos positivos e negativos na saúde e na sua equidade e estabelecem uma base para entender como os determinantes comerciais podem ajudar a orientar os governos na criação de novas políticas e sistemas para regular os danos e benefícios habilitantes. É importante ressaltar que esses impactos na saúde são, no segundo e terceiro documentos, contextualizados por uma estrutura para entender os atores comerciais e uma visão para as políticas, sistemas de governança e modelos de negócios necessários para garantir saúde, bem-estar e equidade. Essa agenda exige, entre outros temas, formações em sistemas políticos e econômicos para incentivar a prática comercial pró-saúde e capacitar os governos para lidar com práticas comerciais prejudiciais. Os autores delinearam toda a gama de setores e práticas comerciais que têm impactos negativos na saúde, produtos que incluem não apenas as indústrias de álcool, tabaco e alimentos não saudáveis, mas também outros, como combustíveis fósseis, mineração, jogos de azar, bem como a ampla gama de práticas que influenciam sistemas regulatórios, leis e políticas. As influências de indústrias como automobilística, farmacêutica, novas tecnologias e mídia social, que podem ter impactos positivos e negativos na saúde e na equidade em saúde, também estão incluídas nas discussões. Os autores concluem enfatizando que agora é a hora de avançar em conceituações ousadas de progresso social de forma a tornar os interesses públicos e o bem-estar humano prioridades mais altas do que o lucro. Próximos passos A Série Lancet sobre os Determinantes Comerciais da Saúde representa um passo significativo na compreensão das formas complexas e multifacetadas pelas quais os atores comerciais influenciam a saúde e a equidade em saúde em todo o mundo. A OMS está empenhada em garantir que o setor privado seja capaz de realizar seu potencial para se tornar um parceiro para a saúde e acompanhará de perto e se envolverá nas discussões e diálogos gerados pela série. Isso ajudará a informar os esforços existentes e em desenvolvimento da OMS sobre os determinantes econômicos e comerciais da saúde. Juntos, podemos desenvolver novas métricas e governança, expandir a base de evidências e reorientar práticas comerciais prejudiciais à saúde e à equidade na saúde. Veja também: Alcançar a saúde para todos requer ação sobre os determinantes econômicos e comerciais da saúde, comentário do Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-geral da OMS no The Lancet, publicado em 23 de março de 2023. The Lancet Series on Commercial Determinants of Health, publicado em 23 de março de 2023 Commercial determinantes da saúde: página de saúde da OMS e ficha informativa. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • Novas vacinas ainda não estarão disponíveis no SUS - FórumDCNTs entrevista Dr. Renato Kfouri

    As vacinas contra dengue e influenza alta dose são as novidades que podem alavancar a cobertura vacinal no Brasil A ciência reconhece como melhor estratégia para manter a saúde, prevenindo doenças e aumentando a expectativa de vida, a vacinação. As vacinas estimulam a produção de anticorpos contra vírus e bactérias causadoras de algumas das doenças mais graves, sendo primordiais para evitar ou combater epidemias e pandemias, como foi o caso da COVID-19 no Brasil e no mundo. Ao mesmo tempo, o planeta tem observado na última década a queda da cobertura vacinal e retorno de doenças preveníveis, como é o caso do Sarampo no país. De acordo com o Ministério da Saúde, em balanço divulgado neste ano, desde 2019, são vinte vacinas disponíveis abaixo da meta no Brasil. A vacina contra BCG caiu de 95,55 milhões de doses em 2016 para 78,78 em 2022, a Poliomielite de 84,43 milhões para 72,05 no mesmo período, e a Tríplice viral D1 (contra Sarampo, Caxumba e Rubéola) de 95,41 milhões para 76,69 milhões. A Sociedade Brasileira Imunizações (SBIm) destaca, entre as doenças infecciosas imunopreveníveis, a redução da vacinação contra o HPV, que pode resultar no aumento, a médio e longo prazo, do contingente de indivíduos desenvolvendo câncer de colo de útero, vagina, pênis e ânus. Em 2020, portanto durante a pandemia, a primeira dose dessa vacina foi aplicada em cerca de 70% das meninas de 9 a 15 anos, e em pouco mais de 40% dos meninos de 11 a 14 anos. Já para a segunda dose, os índices foram ainda mais baixos, de aproximadamente 40% e 30%, respectivamente. Se por um lado a baixa cobertura vacinal preocupa, pelo outro a expectativa pela chegada de novas vacinas ao arsenal existente é grande, principalmente com relação a duas delas, contra dengue e uma reforçada, de alta dose, contra influenza. Para o Dr. Renato Kfouri, Presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e Primeiro Secretário da Sociedade Brasileira de Imunizações, “o cenário de novas vacinas é uma constante com o avanço da ciência; a inclusão de novas vacinas em programas públicos não é automática em nenhum país. É preciso entender o impacto e o custo na introdução e distribuição”. Com relação à dengue, de acordo com o Ministério da Saúde, houve aumento de mais de 53% nos casos em todo o Brasil de janeiro deste ano até agora, em comparação ao mesmo período em 2022. Com isso, o Dr. Kfouri expressa positividade em relação à chegada da vacina contra essa doença que afeta o país como um todo. “A vacina contra a dengue foi licenciada recentemente para o público entre 4 a 60 anos. Uma vacina que mostrou uma eficácia de 80-90% e muito provavelmente vai ser introduzida no PNI (Programa Nacional de Imunização), porque temos um impacto enorme quando observamos o tamanho do problema da dengue. A possibilidade de prevenção que temos agora com a vacina é um grande alento, já que o controle do vetor (o mosquito) é algo muito difícil de ser alcançado”, afirma. O doutor ainda complementa que os grupos prioritários e quantidade de doses ainda serão definidos, mas acredita que as pessoas com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), como condições cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), asma e diabetes mellitus não deverão ser priorizadas por não existir evidência no risco aumentado da dengue nessas populações. Já para a vacina em alta dose contra a influenza (gripe), o Dr. Renato Kfouri aponta sua prioridade para pessoas acima de 60 anos, mas ressalta que ela ainda precisa ser avaliada para ser implementada em larga escala. “É uma vacina que tem uma performance um pouco maior em idosos, 24% a mais dos desfechos mais graves da doença. Ela precisa ser analisada, pois tem uma concentração maior de antígenos. Nós temos a produção da vacina no Brasil pelo Butantan e é uma prioridade nossa que a vacina do PNI passe de trivalente para quadrivalente”. E nesse ponto, a discussão sobre as novas vacinas serem acessíveis a toda a população através do Sistema Único de Saúde (SUS) sofre alguns entraves. “Não há uma previsão de quando isso vai acontecer; temos várias prioridades dentro do PNI, incluindo a vacina da poliomielite injetável, a vacina contra a coqueluche acelular, o aumento da faixa etária da vacina contra a gripe para mais pessoas, a passagem da gripe trivalente para quadrivalente, a incorporação da vacina do herpes zoster. Temos muitas prioridades e essa avaliação sempre é feita dentro desse olhar como um todo”, ressalta o Dr. Renato Kfouri, que também afirma a possibilidade de “as vacinas serem recomendadas em grupos específicos nos atendimentos nos CRIE (Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais). Claro que se não temos para todos, escolhemos aqueles mais vulneráveis”. Por fim, o Dr. Renato Kfouri apresenta novidades na parte de vacinas para pessoas com CCNTs e que podem ser incorporadas a curto e médio prazo. “Há também vacinas novas para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que é uma infecção viral que acomete muito as pessoas com condições crônicas, além da vacina contra Herpes Zoster”. O VSR causa doenças respiratórias, principalmente em bebês, enquanto a herpes zoster, conhecida também como cobreiro, é uma infecção na pele que acomete com mais facilidade pessoas com o sistema imunológico enfraquecido. Para o Dr. Mark Barone, Coordenador Geral do FórumDCNTs, é fundamental informar tanto a população quanto os profissionais de saúde, e combater as fake news, para que as estratégias bem-sucedidas de imunização voltem a patamares seguros. O Dr. Barone menciona que o FórumDCNTs tem se dedicado a organizar encontros de especialistas e produzir materiais sobre o assunto, enfatizando o risco aumentado da baixa cobertura vacinal para pessoas com CCNTs e orientando sobre as vacinas extras indicadas para essas pessoas nos CRIE e em clínicas privadas. Na Imprensa: Diário de Curitiba Jornal Tribuna Terra Valor Econômico

  • Dia Mundial da Saúde: os 75 anos de uma data com um propósito social

    No dia 7 de abril de 2023 é comemorado o Dia Mundial da Saúde, que completa o aniversário de 75 anos de sua instituição pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Seu objetivo é de mobilizar forças e engajamento na conscientização, pesquisa e ação sobre os principais assuntos na área da saúde em nível global. Em 1948, países do mundo se uniram e fundaram a OMS para promover a saúde, manter o mundo seguro e servir aos vulneráveis ​​– para que todos, em todos os lugares, possam atingir o mais alto nível de saúde e bem-estar. A OMS define saúde como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade". Para endossar ainda mais essa busca pela saúde de qualidade, o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3, que cita a garantia no acesso à saúde de qualidade e promover o bem-estar para todos, em todas as idades, ressalta pontos importantes como o ODS 3.4 - "Até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças não transmissíveis via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e bem-estar"; o ODS 3.5 - "Reforçar a prevenção e o tratamento do abuso de substâncias, incluindo o abuso de drogas entorpecentes e uso nocivo do álcool"; e ODS 3.8 - "Atingir a cobertura universal de saúde, incluindo a proteção do risco financeiro, o acesso a serviços de saúde essenciais de qualidade e o acesso a medicamentos e vacinas essenciais seguros, eficazes, de qualidade e a preços acessíveis para todos". As 10 recomendações da OMS para a sociedade: A "Saúde Para Todos" prevê que todas as pessoas tenham boa saúde para uma vida plena em um mundo pacífico, próspero e sustentável; O direito à saúde é um direito humano básico. Todos devem ter acesso aos serviços de saúde de que precisam, quando e onde precisam, sem dificuldades financeiras; 30% da população global não tem acesso a serviços essenciais de saúde. Quase dois bilhões de pessoas enfrentam gastos catastróficos ou empobrecedores com a saúde, com desigualdades significativas afetando aqueles nos ambientes mais vulneráveis; A cobertura universal de saúde (UHC) oferece proteção financeira e acesso a serviços essenciais de qualidade, tira as pessoas da pobreza, promove o bem-estar de famílias e comunidades, protege contra crises de saúde pública e nos move em direção ao "Saúde Para Todos"; Para tornar a saúde para todos uma realidade, precisamos de: indivíduos e comunidades que tenham acesso a serviços de saúde de alta qualidade para que possam cuidar de sua própria saúde e de suas famílias; profissionais de saúde qualificados que prestam cuidados de qualidade centrados nas pessoas; e formuladores de políticas comprometidos em investir na cobertura universal de saúde; As evidências mostram que os sistemas de saúde alimentados por uma abordagem de atenção primária à saúde (APS) são a maneira mais eficaz e econômica de levar os serviços de saúde e bem-estar para mais perto das pessoas; A COVID-19 atrasou a jornada de todos os países rumo à "Saúde Para Todos"; A COVID-19 e outras emergências de saúde, crises humanitárias e climáticas concomitantes, restrições econômicas e guerra tornaram a jornada de todos os países para "Saúde Para Todos" mais urgente. Agora é a hora de os líderes agirem para cumprir seus compromissos de cobertura universal de saúde e de a sociedade civil responsabilizar os líderes; O progresso precisa ser acelerado para que os ODS relacionados à saúde sejam alcançados. As 6 recomendações da OMS para os Estados-membros: Investir em sistemas de saúde fortes é fundamental para uma sociedade próspera. O aumento do financiamento público para a saúde e a redução dos custos diretos com a saúde salvam vidas enquanto avançam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável além da saúde; Sistemas de saúde fortes são necessários para oferecer cobertura universal de saúde e preparação para emergências; A cobertura universal de saúde é uma escolha política e social. Precisamos de liderança política forte e demanda pública; Ambientes de vida saudáveis ​​podem transformar a vida das pessoas; A OMS recomenda aumentos nos “impostos de saúde” sobre tabaco, álcool, adição de açúcar e combustíveis fósseis. Esses impostos trazem receitas públicas muito necessárias; Entre 2023-2030, há um déficit projetado de 10 milhões de profissionais de saúde em todo o mundo. É necessário investimento em educação e geração de empregos para o setor saúde. A recomendação referente ao aumento dos impostos sobre tabaco, álcool, adição de açúcar é endossado pelo FórumDCNTs e seus membros, visto e comprovado que essa tributação visa promover uma qualidade de vida mais saudável e que seja de fácil acesso para a população. Como exemplo, a cidade norte-americana de San Francisco reduziu o consumo de bebidas açucaradas em 34% após adotar tributação sobre esse tipo de produto. Os 5 pontos de ação identificados: Mudança de economias impulsionadas pelo lucro e poluição para economias impulsionadas pela justiça e bem-estar; O sucesso deve ser medido pelo bem-estar das pessoas e ambientes saudáveis; Envolver e capacitar indivíduos, famílias e comunidades para maior participação social e melhor autocuidado em saúde. Assegurar a participação informada e ativa, com as pessoas no centro das decisões e resultados de saúde; Fortalecer os sistemas nacionais de saúde integrados usando uma abordagem de APS para fornecer serviços essenciais de qualidade com proteção financeira, com programação orientada para a equidade, sensível ao gênero e baseada em direitos para alcançar e envolver os mais necessitados e melhorar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas em todas as idades; Permitir que atores não estatais participem do planejamento liderado pelo governo, revisões de progresso ou implementação para UHC. O FórumDCNTs ressalta a importância de dois tópicos entre os pontos de ação identificados pela OMS. O primeiro por ser fundamental a envolver e capacitar pessoas para motivar e engajar a promoção da saúde em todos os âmbitos da sociedade. O fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde integrados usando uma abordagem de Atenção Primária à Saúde (APS), como abordado no evento do FórumDCNTs sobre as doenças respiratórias. E nesse momento, todos os serviços devem ser prestados com "programação orientada para a equidade, sensível ao gênero e baseada em direitos para alcançar e envolver os mais necessitados e melhorar a saúde e o bem-estar de todas as pessoas em todas as idades", como afirma a OMS. Fonte: Organização Mundial da Saúde

  • NCD Alliance lança Guia de Intervenções da Sociedade Civil para Prevenção de DCNTs

    Cerca de 80% das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) podem ser evitadas pela redução da exposição aos principais fatores de risco associados a elas. Esse e outros dados estão presentes no novo "Guia da sociedade civil para avançar nas políticas de prevenção de DCNTs: desvendando as Best Buys da OMS e outras intervenções recomendadas", da NCD Alliance. A publicação tem como tema central as "Melhores Compras da OMS" para a prevenção de CCNTs, e destaca soluções políticas e econômicas, baseadas em evidências e prontas para uso que os governos podem usar para controlar as CCNTs e prevenir a exposição a seus principais fatores de risco modificáveis. As diferentes políticas de gerenciamento e cuidados pelos principais fatores de risco também são abordadas como o uso de tabaco, uso de álcool, sedentarismo, alimentação não saudável ​​e poluição do ar. De acordo com a NCD Alliance, investir na implementação dessas políticas gera grandes retornos. Exemplo, cada US$ 1 (R$ 5,06 na cotação atual) investido traz um retorno médio de US$ 7 (R$ 35,45 na cotação atual). Cerca de 8,2 milhões de mortes prematuras poderiam ser evitadas, o que poderia gerar US$ 350 bilhões (R$ 1.7 bilhão na cotação atual) em crescimento econômico em países de baixa e média renda em pouco mais de uma década. A NCD Alliance, por meio da publicação de seu novo guia, convoca toda a sociedade civil a continuar com o posicionamento referente aos cuidados e gerenciamento de CCNTs no mais alto nível político, defendendo que os governos adotem e invistam nas melhores compras e intervenções recomendadas sobre as CCNTs, com a garantia que os tomadores de decisão façam o que dizem, traduzindo os compromissos em ações. Acesse o guia na íntegra. Clique aqui! Fonte: NCD Alliance

  • OMS lança relatório sobre fatores de riscos para DCNTs

    Todos os anos, aproximadamente 17 milhões de pessoas morrem no mundo de forma precoce (até 70 anos) por doenças/condições crônicas não transmissíveis (DCNTs/CCNTs). Desse preocupante dado, 86% dessas pessoas delas vivem em países de baixa e média renda, como afirma o relatório técnico "Reduzindo riscos e detectando precocemente para prevenir e gerenciar doenças crônicas não transmissíveis", divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS); As DCNTs são responsáveis por 3/4 das mortes no mundo, principalmente com relação às doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. E são diversos os impulsionadores dessas condições como sociais, ambientais, comerciais e genéticos. Alguns tópicos são destacados no relatório, como: Sem ação, 150 milhões de adultos morrerão prematuramente (entre 30 a 70 anos) de DCNTs nos próximos 10 anos, sobrecarregando sistemas de saúde e prejudicando o desenvolvimento econômico; A maioria das DCNTs são evitáveis ​​e colaborativas, por isso o engajamento multissetorial é crucial para lidar com os fatores de risco. A OMS identificou, portanto, intervenções de alto impacto direcionadas a gestão dos fatores de risco e DCNT, com opções para contextos de diferentes países; Pessoas com DCNTs são vulneráveis ​​à doenças graves e morte por COVID-19. A pandemia também expôs como as DCNTs sofrem de uma status de baixa prioridade e subinvestimento crônico. De fato, a saúde e os serviços para DCNTs estavam entre os mais interrompidos; Enormes desigualdades na saúde estão ligadas às DCNTs, assim como a pobreza. O risco de morrer prematuramente de uma importante DCNT em populações nos países de baixa renda é o dobro dos países de alta renda; A OMS delineou um argumento econômico convincente para investir em Prevenção e Controle de DCNT: cada US$ 1 investido renderão um retorno de pelo menos US$ 7 até 2030. E por implementação das melhores compras da OMS, a mortalidade prematura pode ser reduzido em 15% até 2030. A OMS propões três direções estratégicas para governos nacionais, do roteiro de implementação da 2023: Acelerar a resposta nacional com base na epidemiologia das DCNTs e nos fatores de risco e nas barreiras e facilitadores identificados; Priorizar e ampliar a implementação das intervenções mais impactantes e viáveis; Garantir dados nacionais oportunos e confiáveis ​​sobre fatores de risco e mortalidade por DCNTs para impulsionar a ação. Em seu relatório, a OMS traz a reflexão de que muitas dessas mortes precoces são evitáveis, e abordar os principais fatores de risco como uso de tabaco, alimentação não saudável, uso prejudicial do álcool, inatividade física e poluição do ar, pode prevenir ou retardar problemas de saúde significativos e um grande número de mortes por muitas DCNTs. Acesse a íntegra do resumo técnico da OMS. Clique aqui. Fonte: Organização Mundial da Saúde

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