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  • 19º Encontro do FórumCCNTs (Online) - 23/10 e 30/10

    “Um mundo em transformação, uma agenda inadiável: avançar nas políticas para CCNTs” Conectar setores e mobilizar lideranças para transformar a agenda das CCNTs em prioridade política. Dia 23/10 - Agenda 13h45 – Entrada no Evento 14h00 – Abertura (Mark Barone, FórumCCNTs; Alberto Ogata, FGV; Alessandro Chagas, CONASEMS; Carolina Cavanha, Lilly; Christina Nunes, SES-MG; Danilo Campos, Ministério da Saúde; Flávia Martins, Novo Nordisk; José Cristiano Soster, COSEMS-BA; Juliana Waetge, ACT Promoção da Saúde; Renata Penetti, Aché) 14h40-16h30 – Painel 1 – Onde as políticas para CCNTs não podem falhar (moderação: Caroline Conte, Sanofi) 14h45-15h00 – Panorama legislativo atual das CCNTs no Brasil (Carla Marione, Assessora Parlamentar | Colabore com o Futuro) 15h00-15h15 – Políticas para a janela de oportunidade dos 1.000 dias para prevenção de CCNTs (Márcia Kalvon, Infinis) 15h20-15h35 – Redes sociais e telas na prevenção ou agravamento de CCNTs. Qual o impacto? É possível controlar? (Chao Lung Wen, FMUSP) 15h35-15h50 – Desafios para que o “Agora Tem Especialistas” melhore desfechos em CCNTs (Carmen Moura, SAES - Ministério da Saúde) 15h50-16h05 – Como reduzir riscos diante do iletrismo em saúde e das iniquidades, pensando em CCNTs? (Fábio Carvalho, INCA) 16h05-16h35 – Q&A e debate 16h40-17h40 – Reunião dos GTs com Especialistas Especialistas Alessandro Chagas (CONASEMS) Carla Marione (Câmara dos Deputados | Colabore com o Futuro) Caroline Conte (Sanofi) Chao Lung Wen (FMUSP) Christina Coelho Nunes (SES-MG) Danilo Campos (SE - Ministério da Saúde) Fernando Akio Mariya (Assertiv | HIAE) Hugo Braz Marques (SAPS - Ministério da Saúde) José Cristiano Soster (COSEMS-BA) Kelly Poliany de Souza Alves (DEPROS - Ministério da Saúde) Maria Aparecida Turci (Centro de Telessaúde HC-UFMG) Maria José Evangelista (CONASS) Michael Diana (CONASEMS) Nathália Nunes (CBEXS) Renata Couto (Instituto Desiderata) Tacyra Valois (ABRIG) Dia 30/10 - Agenda 13h45 – Retorno do 19º Encontro do FórumCCNTs 14h00-15h10 – Painel 2 – Plano Nacional de Saúde 2028-2031 - O que priorizar ou mudar em políticas e programas para avanços efetivos em CCNTs/DCNTs? (moderação: Átila Trapé, EEFERP-USP) Políticas de Saúde em CCNTs (Fernando Cupertino de Barros, CONASS) Condições Neurológicas (Paulo Bertolucci, UNIFESP) Doenças Cardiovasculares (Sheila Martins, Rede Brasil AVC | WSO) Fatores de Risco para CCNTs (Átila Trapé, EEFERP-USP) 15h15-15h40 – Apresentações dos Melhores Projetos de CCNTs - FEBRACE 2026 (moderação: Patrícia de Luca, AHF | FórumCCNTs) 15h50-17h30 – Painel 3 – Intersetorialidade multistakeholder: a experiência complementar estruturante que organiza os cuidados e melhora os desfechos de DCV no Brasil (moderação: Verônica Wottrich, CONASEMS) 15h55-16h05 – A experiência do HEARTS (Maria Cristina Hoffmann, OPAS/OMS) 16h05-16h15 – A experiência do CARDIO (Yara Carnevalli Baxter, Novartis Foundation) 16h20-16h30 – Programas de DCV no Brasil (Thaís Melo, Boehringer Ingelheim) 16h30-16h40 – A experiência do Ministério da Saúde (Carmen Moura, SAES - Ministério da Saúde) 16h45-16h55 – A experiência do CONASS (Maria José Evangelista, CONASS) 16h55-17h30 – Q&A e debate 17h35 – Encerramento do 19º Encontro do FórumCCNTs Painelistas, Especialistas e Moderadores Átila Trapé, MSc, PhD (EEFERP-USP) Graduação em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Mestre e Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente está como docente na Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto (EEFERP) da USP, onde lidera o Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Física e Saúde Coletiva (GEPEFSC) e orienta no Programa de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado). Está como coordenador do núcleo da Educação Física na Residência Multiprofissional em Atenção Integral à Saúde da USP Ribeirão Preto e editor-chefe da Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde (RBAFS). Facilitador do GT Atividade Física e Membro da Comissão Consultiva do FórumCCNTs. Carla Marione (Câmara dos Deputados | Colabore com o Futuro) Graduada em Comunicação Institucional/Relações Públicas pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), com especialização em Ciências Políticas, Poder Legislativo e Análise de Políticas Públicas pela Universidade Cândido Mendes (UCAM). Possui uma vasta experiência na área de relações governamentais e no acompanhamento de políticas públicas, tendo atuado como Coordenadora da Assessoria de Comissões Temáticas na Câmara dos Deputados e como Coordenadora de Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares (ASPAR) no Poder Executivo. Atualmente, é Especialista em Relações Governamentais na Colabore com o Futuro e também Assessora Parlamentar na Câmara dos Deputados. Caroline Conte, MSc (Sanofi) Graduada em Farmácia pelas Faculdades Oswaldo Cruz, com pós-graduação em Administração, Negócios e Marketing pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e especialização executiva em Ética e Compliance pela University of Miami. Possui mais de 20 anos de experiência na indústria farmacêutica, com atuação em gestão comercial, marketing, relações institucionais, compliance e advocacy de pacientes. Atuou por mais de 18 anos na Pfizer, ocupando cargos de liderança nas áreas de relacionamento hospitalar, gestão de negócios e advocacy de pacientes. Possui experiência em planejamento estratégico, acesso a tratamentos e articulação com diferentes atores do setor da saúde. Atualmente, é Diretora de Public Affairs e Patient Advocacy na Sanofi. Carmen Moura (SAES - Ministério da Saúde) Graduada em Enfermagem pelo Centro Universitário Campos de Andrade (UNIANDRADE), especialização em Gestão da Clínica pelo IEP Sírio Libanês. Ocupou vários cargos na administração pública, como Diretora da 1ª Regional de Saúde de Saúde do Paraná (SESA-PR), Secretária Municipal de Saúde de Pontal do Paraná-PR, Coordenadora da Rede de Atenção à Saúde do Paraná (SESA-PR). Foi Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem seção Paraná (ABEn-PR), Assessora especial no Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR) e Membro da Comissão Mista ABEn/COREN de Sistematização da Pratica de Enfermagem e membro da Comissão Permanente de Sistematização da Prática de Enfermagem da ABEn Nacional. Atualmente é Coordenadora Geral de Atenção Especializada/MS. Chao Lung Wen, MD, PhD (FMUSP) Médico graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com Doutorado em Informática Médica e Livre-Docência em Telemedicina pela FMUSP. Possui trajetória consolidada em Telemedicina, Telessaúde, Educação Digital e Saúde Conectada, com atuação em projetos nacionais de inovação, formação e transformação digital em saúde. Atua como Curador Estratégico de Ecossistemas de Saúde Digital. É Professor Associado da FMUSP, Chefe da Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia e líder do Grupo de Pesquisa USP em Telemedicina, Educação Digital e Saúde Conectada no CNPq/MCTI. É idealizador do Projeto Homem Virtual (computação 3D) e do Programa Jovem Doutor (Telessaúde nas Escolas). Danilo Campos, MSc (SE - Ministério da Saúde) Graduado em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco, título de Sanitarista pela Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fundação Oswaldo Cruz e Mestrado Acadêmico pelo programa Strictu Sensu de Saúde Pública do CPqAM/Fiocruz. Servidor Público Federal com atuação no Ministério da Saúde desde 2013, com experiência em inovação em governo no GNova Lab - Laboratório de Inovação em Governo, da Escola Nacional de Administração Pública. Tem experiência na implementação de Políticas de Saúde, em Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas. Atualmente é Coordenador-geral de Programas de Desenvolvimento em Saúde, no Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde, na Secretaria Executiva/MS. Fábio Carvalho, PhD (INCA) Professor de Educação Física, graduado pelo Centro Universitário da Cidade (2006) e Doutor em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) (2019). Atuou como Coordenador Substituto de Gestão da Atenção Básica no Ministério da Saúde e Professor-tutor da ENSP/Fiocruz. Também foi professor da educação básica. Tem experiência em Promoção da Saúde, práticas corporais e atividades físicas, prevenção do câncer, Atenção Básica e Saúde Coletiva. Atualmente, é Tecnologista em Ciência e Tecnologia do Instituto Nacional de Câncer (INCA) do Ministério da Saúde, onde atua na Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer. Fernando Cupertino de Barros, MD, MSc, PhD (CONASS) Médico com especialização em Ginecologia e Obstetrícia, Mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Doutor em Ciências da Saúde (Saúde Coletiva) pela Universidade de Brasília (UnB). Professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) e consultor em sistemas e organização de serviços de saúde. Foi secretário de Estado da Saúde de Goiás e presidiu o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) por dois mandatos. Desde 2015, coordena comissão temática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Atualmente, é coordenador técnico e assessor para Relações Internacionais do CONASS, com atuação em Saúde Coletiva e Promoção da Saúde. Fernando Akio Mariya, MD (Assertiv | HIAE) Médico graduado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com especialização em Medicina do Trabalho pela Universidade de São Paulo (USP). Possui experiência em Saúde Ocupacional, gestão de saúde corporativa, pesquisa e desenvolvimento de soluções em saúde. Atuou como Diretor Médico para a América Latina na Procter & Gamble e como coordenador de cursos e módulos acadêmicos em gestão de saúde corporativa, epidemiologia e segurança e saúde no trabalho. Atualmente, é Diretor Médico de Estratégia e Conteúdo em Saúde Corporativa na Assertiv – Benefícios + Seguros, Key Opinion Leader e Medical Advisor em Saúde Ocupacional e coordenador do Curso de Gestão de Saúde Corporativa do Hospital Israelita Albert Einstein. Flávia Martins (Novo Nordisk) Bacharel em Fisioterapia pelas Faculdades Integradas Faciplac, com especialização em Fisioterapia pela Universidade de Brasília (UnB) e em Direito Administrativo e Gestão Pública pelo IMAG DF. Bacharel em Direito pelo UDF Centro Universitário. Possui mais de 20 anos de experiência em relações governamentais e gestão pública, com atuação em instituições públicas e privadas na área da saúde. Foi Chefe de Gabinete no Ministério da Cultura e no Ministério da Defesa, Chefe da Assessoria Especial da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e Coordenadora-Geral e Diretora Substituta no Ministério da Saúde. Atuou na Roche como Líder de Relações Governamentais e atualmente é Diretora de Políticas Públicas da Novo Nordisk. Hugo Braz Marques, MSc, PhD (SAPS - Ministério da Saúde) Nutricionista graduado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com residência multiprofissional em Saúde da Família pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz), mestre em Educação Profissional em Saúde pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e doutor em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Possui 21 anos de experiência em gestão e assistência nos três pontos da Rede de Atenção à Saúde, em âmbito municipal e federal. Atualmente, é Coordenador de Práticas Corporais e Atividades Físicas na Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde. Juliana Waetge (ACT Promoção da Saúde) Graduada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e licenciada em Pedagogia pela Universidade Anhembi Morumbi. Pós-graduada em Responsabilidade Social e Políticas Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Desde 2016, atua com comunicação, produção, revisão e tradução de conteúdos, com experiência voltada à promoção de políticas públicas de controle e prevenção de condições crônicas não transmissíveis. Ao longo de sua trajetória, atuou como consultora de comunicação e revisora, desenvolvendo conteúdos e estratégias de comunicação na área de políticas públicas. Atualmente, é Analista Sênior de Comunicação na ACT Promoção da Saúde. Kelly Poliany de Souza Alves, MSc, PhD (DEPROS - Ministério da Saúde) Nutricionista graduada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), especialista em Saúde da Família pela Escola de Formação em Saúde da Família Visconde de Sabóia/Universidade Estadual Vale do Acaraú (EFSFVS/UVA), Mestra em Alimentação, Nutrição e Saúde e Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Possui experiência em Atenção Básica e Estratégia Saúde da Família, formação de profissionais para o Sistema Único de Saúde (SUS) e gestão da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN) no âmbito federal, com atuação em planejamento, relações institucionais e organização da atenção nutricional no SUS. Atualmente, é Coordenadora-Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGAN/DEPPROS/SAPS). Márcia Kalvon, MBA (Infinis) Graduada em Comunicação Social (ESPM), com especializações em Administração de Negócios pela University of California, Berkeley, em Gestão de Organizações do Terceiro Setor e em Políticas Públicas e Advocacy pela FGV-EAESP, além de Executive MBA pela Fundação Dom Cabral. Com 25 anos de experiência em gestão de organizações do terceiro setor e filantropia, integra o Conselho Curador da Fundação Lucia & Pelerson Penido (FLUPP), o Conselho de Administração do The Human Project (THP), a Coordenação Colegiada da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes e o Movimento Agenda 227. Atualmente é Diretora Executiva do INFINIS - Instituto Futuro é Infância Saudável, organização da Fundação José Luiz Setúbal. Maria Aparecida Turci, MSc, PhD (Centro de Telessaúde HC-UFMG) Graduada em Odontologia (UFMG), especialista em Epidemiologia nos Serviços de Saúde, Mestra e Doutora em Saúde Pública, com ênfase em Epidemiologia, pela UFMG. Possui extensa experiência em Saúde Coletiva e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), tendo atuado em níveis de gestão municipal, estadual e federal, incluindo o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. Possui experiência em pesquisa e avaliação de serviços de saúde, atenção primária e epidemiologia. Atualmente, é professora de Medicina e coordenadora adjunta do Mestrado em Ensino em Saúde da UNIFENAS e atua no Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG (Centro de Telessaúde HC-UFMG). Maria Cristina Hoffmann, MSc, PhD (OPAS/OMS) Psicóloga sanitarista, graduada pela PUC/RS. Doutora em Psicologia Clínica e Cultura pela UnB, Mestre (ISC/UFBA) e Especialista (UnB) em Saúde Coletiva e em Gestão da Saúde da Pessoa Idosa (ENSP/FIOCRUZ). Foi gestora de políticas públicas nas áreas de saúde mental, álcool e outras drogas, gestão do conhecimento e saúde da pessoa idosa, no Ministério da Saúde . É pesquisadora e professora convidada do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional (PPGDSCI), vinculado ao Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM), pesquisadora do Grupo Envelhecer Cotidiano (UnB). Atualmente é Consultora da OPAS/OMS, para o tema do Envelhecimento Saudável e Saúde Mental. Maria José Evangelista, MSc (CONASS) Graduada em Enfermagem pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), com especialização em Administração Hospitalar pelo Centro São Camilo de Desenvolvimento em Administração da Saúde, especialização em Saúde Coletiva pelo Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialização em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), especialização em Evidence Based Chronic Illness Care pela University of Miami Miller School of Medicine e mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Possui ampla experiência em gestão e políticas públicas de saúde. Atualmente é Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), atuando no apoio estratégico às Secretarias Estaduais de Saúde. Michael Diana, MBA (CONASEMS) Enfermeiro com MBA pela FGV e especializações em Gestão, Avaliação e Informática em Saúde, é mestrando em Avaliação de Políticas Públicas (Enap) e possui curso de análise comparada de sistemas de saúde pela Universidade de Copenhague. Possui experiência na gestão municipal de município de grande porte e atuação prévia no Ministério da Saúde, com forte atuação em modelagem da Rede de Atenção à Saúde, regulação, financiamento e avaliação assistencial, participando ativamente do desenvolvimento de estratégias de informação e integração na Saúde Pública. Atualmente é Assessor Técnico do CONASEMS e pesquisador em interoperabilidade (HL7 FHIR) pela UFG, possui 17 anos de experiência na gestão do SUS e vivência em assistência. Nathália Nunes, MBA, MSc (CBEXS) Fonoaudióloga graduada pela Universidade de São Paulo (USP), com MBA em Economia e Gestão da Saúde e mestrado em Ciência, Tecnologia e Gestão pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Possui formação executiva em Tecnologia da Informação em Saúde pela Universidade de Harvard. Tem experiência em gestão, inovação, saúde digital e desenvolvimento de negócios no setor da saúde, com atuação em instituições como ZS, Informa Markets e Instituto Butantan. Atualmente, é CEO do Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde (CBEXS), Fundadora da Arta e professora convidada em programas de inovação em saúde de instituições como Unifesp, FMUSP e Instituto Butantan. Patrícia de Luca, MSc (AHF | FórumCCNTs) Graduada em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, Bacharel, Licenciatura e Mestrado. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase em Obesidade, Diabetes e Metabolismo. No momento, atua principalmente em Educação e Advocacy em Saúde. Profissional voluntária em diferentes programas da ADJ Diabetes Brasil por mais de 10 anos. Ex-presidente e atual Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF). Cofundadora do Grupo de Advocacy Cardiovascular (GAC). Cofundadora e membro da Comissão Organizadora do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil. Paulo Bertolucci, MD, MSc, PhD (Unifesp) Médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com residência em Neurologia pela mesma instituição, mestrado e doutorado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp). Realizou estágio em Neurologia na EPM/Unifesp e pós-doutorado na Universidade de Londres, onde atuou em aspectos clínicos e bioquímicos da doença de Alzheimer. Estabeleceu o Setor de Neurologia do Comportamento da EPM/Unifesp, onde atua até hoje. Possui trajetória dedicada à Neurologia do Comportamento, com interesse em cognição e demências, área despertada pelo estudo de alterações cognitivas em pacientes com doença de Parkinson. Atualmente, é Professor Titular de Neurologia da Unifesp. Renata Couto, MSc (Instituto Desiderata) Graduada em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestra em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), além de especializada em Gestão Cultural pelo Itaú Cultural e em Economia da Cultura pela Université Paris Dauphine. Possui mais de 20 anos de experiência no terceiro setor, com atuação em mobilização de recursos, comunicação e desenvolvimento institucional em organizações como ActionAid Brasil, Fundo ELAS, Canal Futura, Médicos Sem Fronteiras, Fundação do Câncer e Fundação Roberto Marinho. Atualmente, é Diretora Executiva do Instituto Desiderata. Sheila Martins, MD, MSc, PhD (Rede Brasil AVC) Médica graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com residência em Neurologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Mestrado em Neurologia Vascular pela UFRGS e Doutorado em Neurologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Possui mais de 25 anos de experiência em pesquisa, ensino, assistência e gestão em saúde, com atuação dedicada à prevenção, atendimento e reabilitação do acidente vascular cerebral (AVC). Foi Presidente da World Stroke Organization (2022-2024) e da Sociedade Iberoamericana de Enfermidades Cerebrovasculares. Atualmente, é Professora da Faculdade de Medicina e da Pós-Graduação em Ciências Médicas da UFRGS, Coordenadora do Programa de AVC do HCPA e Presidente da Rede Brasil AVC. Thaís Melo, MD, MSc, PhD (Boehringer Ingelheim) Graduada em Medicina, Residência Médica, Mestrado em Clínica Médica e Doutorado em Câncer de Tireoide pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Possui experiência anterior como Oficial de Conformidade em Saúde e experiência internacional na Alemanha (Boehringer Ingelheim) e na Itália (Universidade de Pisa, Câncer de Tireoide). Profissional com ampla experiência em Endocrinologia e Câncer de Tireoide, indústria farmacêutica, incluindo Assuntos Médicos, Farmacovigilância, Assuntos Regulatórios, Pesquisa Clínica e Medicina da Qualidade. Atualmente é Diretora de Ecossistema de Saúde & Acesso da Pessoa com Condição de Saúde e lidera todo o Departamento de Medicamentos da empresa. Verônica Wottrich, MSc (CONASEMS) Graduada em Serviço Social pela Fundação Municipal de Educação e Cultura de Santa Fé do Sul (FUNEC), especialista em Auditoria e Sistemas de Saúde pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC/GO) e mestra em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Possui experiência na gestão pública e na representação da gestão municipal de saúde, tendo sido presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Goiás (COSEMS/GO) e diretora do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). Atualmente, é Secretária Municipal de Saúde de Senador Canedo (GO) e 2ª Vice-Presidente Regional da Região Centro-Oeste do CONASEMS. Yara Carnevalli Baxter, MSc, PhD (Novartis Foundation) Graduada em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), com Mestrado pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF-USP) e Doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Participou em cursos locais e internacionais de liderança e gestão. Com início da carreira no Hospital das Clínicas da FMUSP por 12 anos, atuou em assistência, ensino e pesquisa. Trabalhou na Novartis Brasil por 21 anos, dirigindo os Negócios da Nutrição Hospitalar, Oncologia e na Diretoria de Comunicação e Responsabilidade Social Corporativa. Atualmente representa a Fundação Novartis nas suas atividades no Brasil para o projeto CARDIO4Cities. Instituições Confirmadas Assertiv Aché ACT Promoção da Saúde ADJ Diabetes Brasil Amigo_H Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME) Associação Avcistas do Brasil Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Associação Brasileira de Câncer do Sangue (ABRALE) Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF) Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) Associação Brasileira de Pessoas com Obesidade (ABPObesidade) Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (ABRIG) Associação Brasileira de Startups de Saúde e Healthtechs (ABSS) Associação Paulista de Nutrição (APAN) Atópicos Brasil Associação Doce Vida Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) Becton Dickinson (BD) Boehringer Ingelheim Câmara dos Deputados Centro de Recuperação e Educação Nutricional (CREN) Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (Centro de Telessaúde HC-UFMG) Centro Universitário de Viçosa Centro Universitário Inta (UNINTA) Colabore com o Futuro Colégio Brasileiro de Executivos em Saúde (CBEXS) Conselho de Secretarias Municipais de Saúde da Bahia (COSEMS-BA) Conselho Estadual de Saúde de São Paulo (CES-SP) Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) Coordenação de Práticas Corporais e Atividades Físicas na Atenção Primária à Saúde - Ministério da Saúde (MS) Crônicos do Dia a Dia (CDD) Departamento Regional de Saúde XVI de Sorocaba (DRS XVI) Digital Medicina Serviços Médicos Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EEFERP-USP) Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP) Escola Estadual Maria Lina de Jesus Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (FAMEB/UFBA) Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) Federação Brasileira de Associações de Alzheimer (FEBRAZ) Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) Federação Internacional das Associações de Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA Brazil) Funcional Health Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) Fundação Getulio Vargas (FGV) Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Fundação ProAR Guia do Paciente Soluções em Saúde Ltda. HAI Soluções em Saúde Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) Hospital Moinhos de Vento Hospital Santa Izabel e Oncoclínicas Bahia Instituto Afya Instituto Amigos no AVC Instituto Coalizão Saúde Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração (IP-Hcor) Instituto Desiderata Instituto Diabetes Brasil (IDB) Instituto do Coração (InCor) Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) Instituto Melhores Dias Instituto Nacional de Apoio às Pessoas com Espondiloartrites (INAPE) Instituto Nacional de Câncer (INCA) Instituto Opy Instituto Vencer o Câncer (IVOC) Live Digital Lilly Brasil Ministério da Saúde (MS) Missão Sal da Terra Novartis Foundation Organização Mundial da Saúde (OMS) Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) Pé de Feijão Prefeitura Municipal de Vitória/ES (PMV) Prefeitura Municipal de Volta Redonda/RJ Rede Brasil AVC Sanofi Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES-MS) Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (SESAU-AL) Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES-SC) Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (SESA-AP) Secretaria de Estado da Saúde do Ceará (SESA-CE) Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR) Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) Secretaria de Estado de Saúde do Acre (SESACRE) Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) Secretaria Executiva do Ministério da Saúde (SE-MS) Secretaria Municipal de Educação de Maricá/RJ (SME-Maricá/RJ) Secretaria Municipal de Saúde de Balbinos/SP (SMS-Balbinos/SP) Secretaria Municipal de Saúde de Boa Vista/PB (SMS-Boa Vista/PB) Secretaria Municipal de Saúde de Caxias/MA (SMS-Caxias/MA) Secretaria Municipal de Saúde de Recife/PE (SMS-Recife/PE) Secretaria Municipal de Saúde de Santo Antônio do Pinhal/SP (SMS-Santo Antônio do Pinhal/SP) Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo (SMS-São Paulo/SP) Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia/MG (SMS-Uberlândia/MG) Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Sertãozinho/SP (SMS-Sertãozinho/SP) Siemens Healthineers Sociedade de Clínica Oncológica Americana (ASCO) Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) Universidade de São Paulo (USP) Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy (UNIGRANRIO) Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Universidade Paulista (UNIP) Viatris Parceiros Corporativos

  • Diabetes no Brasil: como melhorar cuidados e prevenir complicações - 9/11, às 14h

    Objetivos Entender os desafios do cuidado ao diabetes no Brasil: diagnóstico precoce, exames e monitoramento contínuo, acesso ao tratamento de qualidade, incorporação de tecnologias e redução de complicações. Discutir caminhos para reverter a perda de 25 anos na expectativa de vida das pessoas com diabetes tipo 1 e para prevenir complicações do diabetes tipo 2 na Atenção Primária. Reunir instituições dos setores público, privado e terceiro setor para firmar compromissos, concluindo com uma Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS e demais autoridades. Agenda 14h00-14h15 – Abertura (Mark Barone, FórumCCNTs) Gustavo Meirelles (Instituto Afya) Tatiana Porto (Sanofi) Sheila Vasconcellos (#dedocº voice) 14h15-14h40 – Contextualização (Mark Barone, FórumCCNTs) 14h17-14h27 – Panorama do diabetes no Brasil (DM1 e DM2): subdiagnóstico, dentro/fora da meta e complicações (Alexei Volaco, SBD) 14h29-14h39 - Uso racional de recursos, transformando economia em mais acesso e melhores desfechos (Roque Cardona, Sant Joan de Déu Barcelona Hospital) 14h42-15h32 – Bloco 1 – Diabetes tipo 1 (Moderação: Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil) 14h45-14h55 – Relevância do diagnóstico precoce: da prevenção de cetoacidose ao rastreio de autoanticorpos (Monica Gabbay, UNIFESP | IBTED) 14h57-15h07 – Monitoramento contínuo de glicose e tecnologias: por que não é perfumaria? (Vanessa Montanari, IBTED) 15h10-15h20 – Como os cuidados do diabetes tipo 1 estão organizados no SUS? Há avanços previstos para os próximos anos? (EM BREVE) 15h22-15h32 – Prática exitosa: programa público de sensores de glicose e bombas de insulina (Eliziane Leite, SES-DF) 15h35-16h25 – Bloco 2 – Diabetes tipo 2 (Moderação: Alessandro Chagas, CONASEMS) 15h38-15h48 – Rastreamento e diagnóstico precoce do DM2 e do pré-diabetes na APS (Maria Inês Schmidt, UFRGS) 15h50-16h00 – Exames e monitoramento para prevenir e tratar oportunamente complicações: retina, rins e pés (Hermelinda Pedrosa, SBD | IDF | D-Foot) 16h02-16h12 – Tratamento de qualidade: já é possível intensificar a proteção cardiorrenal no SUS? (Lilian Carmo, SBN) 16h15-16h25 – Prática exitosa: telessaúde e capacitação a serviço da APS (Paulo Nascimento, SAPS - Ministério da Saúde) 16h25-16h50 – Debate com todos/as palestrantes: como unir esforços entre instituições de diferentes setores para avançar no cuidado ao diabetes, devolvendo os 25 anos de expectativa de vida para quem tem DM1 e reduzindo complicações e mortes prematuras em ambos os tipos de diabetes? (Moderação: Alessandro Chagas, CONASEMS e Ronaldo Wieselberg, ADJ Diabetes Brasil) 16h52-17h00 – Mesa de encerramento: Leitura da Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, convite de endosso e anúncio da Conferência Livre do FórumCCNTs (início de 2027) Painelistas e Moderadores Alessandro Chagas, MSc (CONASEMS) Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, com ênfase em Análises Clínicas, e mestre em Saúde Coletiva pela Faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP). Possui experiência nas áreas de Farmácia Hospitalar, gestão da qualidade, gestão de laboratórios de saúde pública e assessoria técnica, além de atuação como consultor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Foi técnico especialista do Ministério da Saúde, com atuação na Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública, na Secretaria de Vigilância em Saúde, e na Secretaria Técnica da Comissão Intergestores Tripartite, na Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Atualmente, é assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), em Brasília (DF). Alexei Volaco, MD, MSc, PhD (SBD | PUCPR) Médico endocrinologista graduado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com residência em Endocrinologia pelo Hospital Santa Marcelina, mestrado em Medicina Interna pela UFPR e doutorado em Ciências da Saúde pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Realizou especialização em diabetes mellitus na Universidade Heinrich Heine, na Alemanha. Possui experiência clínica, acadêmica e em pesquisa nas áreas de diabetes mellitus, obesidade e síndrome metabólica. Desenvolve pesquisas em epidemiologia do diabetes, fatores de risco cardiometabólicos, educação em diabetes e atenção primária à saúde, com produção científica nacional e internacional. Atualmente, é Professor Adjunto de Endocrinologia e Metabologia da PUCPR e Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes – Regional Paraná (SBD-PR). Eliziane Leite, MD, MSc (SES-DF) Médica graduada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), com residência em Clínica Médica pelo Hospital das Forças Armadas e em Endocrinologia pelo Hospital de Base do Distrito Federal. Possui mestrado em Ciências para a Saúde pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (FEPECS) e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Atuou na Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) como Coordenadora da Área Técnica do Diabetes, Gerente do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (CEDOH) e Referência Técnica Distrital em Endocrinologia e Diabetes. Atualmente, é Médica Endocrinologista da SES-DF e Docente de Medicina na ESCS/UnDF e no Centro Universitário UNIEURO. Gustavo Meirelles, MD, MBA, PhD (Instituto Afya) Médico graduado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com residência em Radiologia e doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutorado pelo Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, nos Estados Unidos, e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Possui experiência em liderança médica, diagnóstico por imagem, gestão e inovação em saúde, com trajetória de quase 20 anos no Grupo Fleury. É fundador da Comunidade Inovação em Saúde (CIS) e apresentador do podcast ExpertCast. Atualmente, é Vice-Presidente Médico e de Relações Institucionais da Afya, Presidente do Instituto Afya e Reitor da Afya Unigranrio, além de membro do Conselho Consultivo Global da Agfa Radiology Solutions. Hermelinda Pedrosa, MD (SBD | IDF | D-Foot) Médica graduada pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com residência em Clínica Médica, especialização em Endocrinologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e fellowship na Radcliffe Infirmary, Universidade de Oxford, Reino Unido. Foi docente da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESCS-DF) e Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Possui trajetória dedicada à pesquisa, assistência e políticas públicas em diabetes, com destaque para a prevenção de complicações nos pés. Atualmente, coordena o Polo de Pesquisa da Unidade de Endocrinologia do HRT/FEPECS, é Assessora da Presidência para Assuntos Internacionais da SBD, Vice-Presidente da International Diabetes Federation (IDF) e da D-Foot International. Lilian Carmo, MD, PhD (SBN | UFMG) Médica graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com residências médicas em Clínica Médica e Nefrologia pela Universidade de São Paulo (USP), onde também concluiu o Doutorado em Nefrologia. Possui título de especialista em Nefrologia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Atua na assistência especializada, no ensino médico e na gestão de serviços de saúde, com trajetória em liderança institucional e representação de sociedades médicas. Integra a Diretoria da Sociedade Mineira de Nefrologia desde 2013, tendo assumido sua presidência. Atualmente, é Professora Adjunta da Faculdade de Medicina da UFMG, Coordenadora do Serviço de Nefrologia do Hospital Evangélico de Belo Horizonte e Vice-Presidente da SBN. Maria Inês Schmidt, MD, MSc, PhD (UFRGS) Médica, especialista em Endocrinologia pela Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, com formação no Johns Hopkins Hospital e no North Carolina Memorial Hospital, nos Estados Unidos. Mestre, Doutora e Pós-Doutora em Epidemiologia pela Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (UNC). É Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atuando no Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia. Desenvolve pesquisas sobre diabetes, obesidade, síndrome metabólica, doenças cardiovasculares e outras condições crônicas não transmissíveis, com foco em estratégias clínicas e populacionais de prevenção e cuidado. É membro titular da Academia Brasileira de Ciências e contribuiu para diretrizes internacionais sobre diabetes. Monica Gabbay, MD, MSc, PhD (UNIFESP | IBTED) Médica graduada pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), Mestre em Endocrinologia Pediátrica e Doutora em Diabetes tipo 1 pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Realizou pós-doutorado em Diabetes tipo 1 e reserva insulínica na UNIFESP. É Professora Afiliada da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e pesquisadora na área de diabetes tipo 1, com atuação voltada especialmente a crianças e adolescentes e ao desenvolvimento de terapias para preservação do peptídeo C. Coordena o ambulatório de tecnologia em diabetes da UNIFESP. É sócia fundadora do Instituto Brasileiro de Tecnologia e Educação em Diabetes (IBTED), onde atua como Diretora Técnica, e Diretora de Educação do G7Med. Paulo Nascimento (SAPS - Ministério da Saúde) Enfermeiro com especialização em Saúde da Família e mestrado em Ciências da Saúde ou Gestão de Políticas Públicas. Detém experiência em saúde coletiva, gestão do trabalho e da educação na saúde suplementar e pública, além de atuar no desenvolvimento e monitoramento de estratégias assistenciais no Sistema Único de Saúde. Possui histórico de engajamento em conferências de saúde e no fortalecimento de redes voltadas à segurança da pessoa e à educação em saúde. Atualmente, desempenha funções técnicas e de gestão na Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), vinculada ao Ministério da Saúde, contribuindo para a articulação e monitoramento de programas estratégicos nacionais como o Projeto Mais Médicos para o Brasil. Ronaldo Wieselberg, MD, MSc, PhD (ADJ Diabetes Brasil) Médico endocrinologista pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP), Mestre em Saúde Pública pelo Imperial College London e Doutor em Ciências da Saúde pela FCMSCSP. Coordenador do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes da ADJ Diabetes Brasil, foi Representante Regional do programa Young Leaders in Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), entre 2017 e 2019, liderando projeto sobre acesso a cuidados e medicamentos na América Latina. Representou a sociedade civil em consulta da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre CCNTs, em 2018. Atualmente, é Professor de Endocrinologia da FCMSCSP, Vice-Presidente da ADJ Diabetes Brasil e membro da Comissão Consultiva do FórumCCNTs. Roque Cardona, MD, MSc (Sant Joan de Déu Barcelona Hospital) Médico graduado pela Universidade de Las Palmas de Gran Canaria (Espanha), com residência em Pediatria pelo Hospital Nuestra Señora de Candelaria e mestrado em Endocrinologia Pediátrica pela Universidade Autônoma de Barcelona (UAB). Realizou estágio de pesquisa na Stanford University School of Medicine (EUA). Possui experiência em Endocrinologia Pediátrica e pesquisa clínica, com foco em diabetes tipo 1, crescimento e puberdade. Integra a Diretoria Executiva da International Society for Pediatric and Adolescent Diabetes (ISPAD) e o Comitê Executivo do projeto SWEET. Atualmente, é Chefe da Unidade de Diabetes do Hospital Sant Joan de Déu, em Barcelona, Espanha, onde também atua como endocrinologista pediátrico e pesquisador clínico. Sheila Vasconcellos (#dedocº voice) Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com especialização em Comunicação pela Universidade Cândido Mendes. Atua no advocacy em diabetes, saúde pública e obesidade. Foi conselheira do Conselho Distrital de Saúde da AP 2.1 e do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), além de vice-presidente da Associação dos Diabéticos da Lagoa (ADILA). É membro do Blue Circle Voices (BCV), da Federação Internacional de Diabetes (IDF), e homenageada pelo Bakken Invitation, da Medtronic Foundation. Foi jornalista e idealizadora da revista Em Diabetes e colaboradora da Momento Diabetes. Atualmente, integra a comunidade internacional #dedoc° voice como ativista em diabetes. Tatiana Porto (Sanofi) Graduada em Administração e Comércio Exterior pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, com especialização em Negociações Econômicas Internacionais pela PUC-SP, UNICAMP e UNESP, e pós-graduação em Economia do Comércio Exterior pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP. Possui experiência no setor privado, tendo atuado como Gerente de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Diretora de Gestão Corporativa e Gerente Executiva de Relações Institucionais. Sua trajetória inclui atuação em relações institucionais, advocacy e articulação entre setores da saúde, com foco na construção de parcerias. Atualmente, é Diretora da área de Public Affairs da Sanofi. Vanessa Montanari, MD, MSc (IBTED) Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté (FMT), Endocrinologista pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (FCMSCSP) e Mestre em Endocrinologia Clínica pela UNIFESP-EPM. Atua há mais de duas décadas na assistência a pessoas com diabetes e obesidade nos setores público e privado. Possui ampla experiência em educação em diabetes e em tecnologias aplicadas ao manejo da doença, com atuação em iniciativas de capacitação voltadas a médicos e outros profissionais de saúde. Atualmente é médica endocrinologista da Casa de Saúde Santa Marcelina e diretora da IBTED Tecnologia e Educação em Diabetes. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes e Divulgação Científica. Experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes. Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Instituições Confirmadas #dedocº voice ADJ Diabetes Brasil Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) D-Foot Federação Internacional de Diabetes (IDF) IBTED Tecnologia e Educação em Diabetes Instituto Afya Sant Joan de Déu Barcelona Hospital Sanofi Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Parceiros Institucionais Parceiros Corporativos

  • Do Risco ao Direito: Vacinação de Adultos com CCNTs no Brasil - 27/11, às 15h

    Objetivos: Ampliar a compreensão sobre por que pessoas com condições cardiometabólicas – diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade – apresentam maior vulnerabilidade a doenças infecciosas preveníveis por vacinas, e como as vacinas se inserem nesse contexto. Discutir os limites de acesso e financiamento à vacinação de adultos no Brasil – no SUS e na saúde suplementar – e as implicações jurídicas da baixa cobertura vacinal. Identificar caminhos regulatórios, de financiamento e de engajamento do setor privado, empregadores e operadoras de saúde para ampliar a cobertura vacinal de adultos com CCNTs. Fortalecer o diálogo multissetorial entre indústria, ciência, sociedade civil e poder público para transformar o direito à vacinação em cobertura vacinal efetiva. Agenda: 15h00-15h12 – Abertura e Contextualização (Mark Barone, FórumCCNTs) Pedro Ripoli (UFRGS) Olavo Corrêa (GSK) 15h15-15h22 – Onde já avançamos e onde ainda precisamos avançar na vacinação de adultos com diabetes e doenças cardiovasculares? Isabella Ballalai (SBIm) 15h25-15h32 – Por que, mesmo com conhecimentos sobre maior suscetibilidade de pessoas com CCNTs a infecções, a vacinação ainda não está plenamente incorporada ao cuidado das pessoas com CCNTs? Como mudar esse cenário? Nancy Bellei (UNIFESP) 15h35-15h42 – Imunização como estratégia de valor. Como a vacinação em adultos e pessoas com mais de 60 anos contribui para um sistema de saúde mais sustentável? (EM BREVE) 15h45-15h52 – Direito à vacina vs. baixa cobertura vacinal: quais os riscos jurídicos para esse risco de saúde pública? Maíra Micheletti (UFMG) 15h55-16h02 – Incorporar para proteger: caminhos regulatórios e de financiamento para vacinas de adultos no SUS e na saúde suplementar (EM BREVE) 16h05-16h12 – Empregadores e operadoras de saúde deveriam ser aliados na ampliação da cobertura vacinal de adultos com CCNTs, ou teriam prejuízo? Alberto Ogata (FGV) 16h15-16h22 – O olhar da gestão pública: onde estamos e para onde queremos ir na imunização de adultos com CCNTs no Brasil? Conseguiremos chegar lá? Alessandro Chagas (CONASEMS) 16h25-16h32 – Do direito à cobertura: quais estratégias multissetoriais poderiam acelerar a vacinação de adultos com CCNTs no Brasil? Lely Guzmán (OPAS) 16h35-17h00 – Debate final com todos os painelistas – Quais compromissos podemos assumir juntos para ampliar a imunização de adultos com CCNTs no Brasil? (moderação: Mark Barone, FórumCCNTs) Painelistas e Moderador Alberto Ogata, MD, MSc, PhD (FGV) Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí, é Doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de São Paulo (USP), e Mestre em Medicina e Economia da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Foi Presidente da International Association of Worksite Health Promotion (IAWHP). É Professor de Gestão Avançada de Programas do MBA em Promoção da Saúde no Centro Universitário São Camilo. Além disso, atualmente é professor de Saúde Populacional no Mestrado Profissional da Gestão da Competitividade da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e Pesquisador associado do Centro de Pesquisa em Administração em Saúde da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da mesma instituição. Alessandro Chagas (CONASEMS) Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, com ênfase em Análises Clínicas, Mestrando em Saúde Coletiva pela Faculdade São Leopoldo Mandic - Campinas/SP. Atuou na área privada em Farmácia Hospitalar e assessoria de implantação de sistema de gestão da qualidade, na área pública em gestão de laboratório e área técnica e como consultor da OPAS. Técnico especialista nível IV do Ministério da Saúde, atuando na Coordenação Geral de Laboratórios de Saúde Pública na Secretaria de Vigilância em Saúde e na Secretaria Técnica da Tripartite na Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Atualmente atua na assessoria técnica do CONASEMS em Brasília. Isabella Ballalai, MD (SBIm) Médica pediatra formada pela Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ), com ampla experiência em campanhas de comunicação e educação em saúde. É fundadora, Presidente e Diretora Médica da RedeVaccini – Clínicas de Vacinação e do Serviço de Medicina Escolar URMES. Foi Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Atualmente é Segunda-secretária da SBIm, membro da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunizações do PNI (CTAI-PNI) e do Comitê Técnico Assessor em Imunizações do Estado do Rio de Janeiro, e preside o Grupo de Trabalho em Imunizações do CREMERJ e o Comitê de Imunizações da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Lely Guzmán, MSc (OPAS) Mestre em Bioética pela Universidad El Bosque (Colômbia), com formação em Epidemiologia e especialização em Gestão de Entidades de Saúde e Administração Pública. Na Colômbia, foi Assessora de Imunização do Vice-ministério de Saúde do Ministério da Saúde e Proteção Social, Diretora de Saúde Pública do departamento de La Guajira e Diretora de Saúde Pública e de Prestação de Serviços de Boyacá. Na OPAS, atuou como consultora em vigilância de novas vacinas e imunização em países da América Central e do Sul, foi Gerente de Incidente do surto de sarampo e coordenou a Unidade Técnica de Família, Gênero e Curso de Vida no Brasil. Atualmente é Assessora de Imunização da Representação da OPAS no Brasil. Maíra Micheletti, MSc (UFMG) Especialista em Ciências Penais pelo programa de Pós-graduação da Escola de Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; Direito Privado pelo programa de Pós-graduação da Escola de Direito da Universidade Cândido Mendes; Direito Previdenciário pelo programa de Pós-graduação da Escola de Direito da Universidade de Itaúna. Bacharel em Direito pelo Centro Universitário Newton Paiva. Advogada, com inscrição nos quadros da Ordem dos Advogados de Minas Gerais. Tem experiência nas áreas de Direito Administrativo, Direito Criminal, Direito do Consumidor, Direito Empresarial e Direito Trabalhista. Atua em pesquisas com foco em direito, CCNTs, imunização, saúde coletiva e direitos das crianças e adolescentes. Atualmente é pesquisadora da UFMG e Juíza Leiga do Tribunal de Justiça do Paraná. Nancy Bellei, MD, MSc, PhD (UNIFESP) Médica graduada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), com Mestrado e Doutorado em Infectologia pela mesma instituição. Desenvolve pesquisas sobre viroses respiratórias, com ênfase em influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), metapneumovírus, rinovírus e doenças respiratórias agudas. Foi Consultora ad hoc da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde para as pandemias de influenza e coronavírus, e Consultora Científica da OPAS e da OMS em Covid-19 e influenza. Atualmente é Professora Afiliada e Médica da UNIFESP, Consultora Voluntária do Ministério da Saúde e colaboradora voluntária da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Olavo Corrêa, MBA (GSK) Formado em Ciência da Computação, com MBA Executivo pela FGV Business School (São Paulo). Executivo com mais de 20 anos de experiência na indústria farmacêutica, liderou áreas como Comercial, Marketing, Força de Vendas, Acesso, Novos Negócios e Comércio Exterior, com atuação em Oncologia, Cardiovascular, Renal, Metabolismo, Imunologia, Respiratório e Doenças Raras. É reconhecido por estratégias de ampliação do acesso nos setores público e privado e por lançamentos de novas terapias. Foi Presidente da AstraZeneca Brasil e ocupou cargos de liderança na Novartis, Nycomed/Altana e Schering-Plough. Atualmente é Presidente da GSK Brasil. Pedro Ripoli (UFRGS) Jovem Líder em Diabetes pela ADJ Diabetes Brasil e pela International Diabetes Federation (IDF). Graduado em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Desde 2019, colabora com o FórumDCNTs. Atuou como Auxiliar de Coordenação do Programa As Vozes das Adolescentes e do Treinamento de Jovens Líderes em Diabetes, da ADJ Diabetes Brasil. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes e Divulgação Científica. Experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes. Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • No 13º Congresso TJCC, FórumCCNTs defende políticas públicas e articulação intersetorial para fortalecer a redução de riscos do câncer

    Em dois painéis, rede destacou caminhos para transformar evidências científicas em políticas públicas efetivas. Participação social, advocacy e lançamento de episódio do podcast Saúde Crônica em Foco com Luciana Holtz também marcaram a atuação do FórumCCNTs no evento O Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) participou do 13º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), realizado de 29 de setembro a 1º de outubro de 2026, contribuindo para os debates sobre redução de risco, políticas públicas, participação social e articulação entre diferentes setores. Dr. Mark Barone participou do evento. Foto: FórumCCNTs Em dois painéis realizados em 30 de setembro, Mark Barone, fundador e coordenador-geral do FórumCCNTs, destacou que o principal desafio da redução de risco do câncer não é a falta de conhecimento científico, mas a dificuldade de transformar evidências e recomendações em decisões políticas, financiamento, regulação e ações concretas nos territórios. Dr. Mark Barone. Foto: FórumCCNTs A participação também permitiu apresentar experiências de advocacy desenvolvidas pela rede e reforçar a importância de integrar as agendas de oncologia, alimentação saudável, obesidade e atividade física. A mensagem central foi clara: a redução de risco exige políticas públicas estruturantes, participação social efetiva e colaboração sustentada entre governo, sociedade civil, ciência e outros setores. Pesquisa revela confiança na participação social, mas aponta espaço para avançar Na abertura do congresso, Catherine Moura, CEO da Abrale e líder do movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), apresentou os resultados de uma pesquisa de opinião realizada com participantes do evento, que reuniu mais de 200 respostas. O levantamento mostrou que 89% acreditam que a participação pode melhorar a saúde pública. Outros 10% consideram que ela ajuda parcialmente, enquanto 1% não sabe ou não percebe esse efeito. Painel "A Sociedade Acredita na Participação". Foto: FórumCCNTs Apesar dessa confiança, 35% dos respondentes afirmaram nunca ter utilizado espaços para manifestar sua opinião; 64% disseram já ter participado de alguma forma e 1% não sabia responder. O contraste evidencia uma oportunidade importante: transformar a percepção positiva sobre a participação em maior envolvimento da população nos processos de decisão. Entre os canais mais citados estavam petições e campanhas (64%), canais digitais (49%), movimentos e organizações da sociedade civil (47%), consultas públicas (41%) e ouvidorias (40%). Outros espaços mencionados foram fóruns de saúde (32%), audiências públicas (29%), conselhos de saúde (26%) e ações comunitárias (21%). A pesquisa permitia múltiplas respostas. Painel "Onde a Participação Acontece". Foto: FórumCCNTs Os resultados reforçam a necessidade de diversificar os mecanismos de participação, ampliar o acesso à informação e garantir que as contribuições da sociedade sejam consideradas na formulação, implementação e avaliação das políticas públicas. Para o FórumCCNTs, a participação social não deve se limitar à consulta ou à manifestação de opiniões: precisa criar condições para que as experiências e prioridades da população influenciem decisões e contribuam para respostas mais efetivas e equitativas em saúde. Da redução de risco às políticas públicas: evidências precisam gerar compromissos No painel O futuro começa na redução de risco: políticas públicas baseadas em evidências para reduzir o câncer no Brasil, Mark Barone debateu o papel da sociedade civil e das redes na transformação de recomendações científicas em políticas públicas. Mediada por Bianca Manzoli, representante do grupo de trabalho do TJCC, a sessão contou também com Renato Azeredo Teixeira, da Vital Strategies; Marilia Albiero, da ACT Promoção da Saúde; e Maria Cristina Hoffmann, representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS). Foto: FórumCCNTs Renato Azeredo Teixeira apresentou os principais resultados da pesquisa Mais Dados Mais Saúde, abordando percepções da população, comportamentos, desigualdades e lacunas de conhecimento sobre fatores de risco e proteção relacionados ao câncer. Marilia Albiero apresentou a Agenda Brasil Mais Saudável como um caminho para responder a essas lacunas por meio de propostas que incluem a promoção de ambientes saudáveis, regulação, tributação, restrição da publicidade e redução da exposição a fatores de risco. A agenda conecta áreas como alimentação adequada, manejo do tabaco e do álcool, atividade física e manejo da poluição do ar. Maria Cristina Hoffmann trouxe a perspectiva das recomendações internacionais, destacando a redução de risco como prioridade de saúde pública e a importância de medidas capazes de reduzir a incidência e a mortalidade por câncer. Em sua contribuição, Mark ressaltou que a informação, embora indispensável, não é suficiente para modificar comportamentos quando as condições sociais, econômicas e ambientais dificultam escolhas saudáveis. A responsabilidade pela redução de risco não pode recair exclusivamente sobre os indivíduos: cabe também ao poder público criar ambientes favoráveis à saúde, reduzir desigualdades e implementar medidas sustentáveis. O debate também destacou a importância de transformar dados e recomendações em compromissos políticos concretos. Isso exige mecanismos de cooperação entre diferentes áreas de governo, organizações da sociedade civil, academia, serviços de saúde e setor privado, respeitando a transparência e os objetivos de saúde pública. Advocacy e articulação intersetorial: como transformar propostas em ação No segundo painel, Da recomendação de redução de risco do câncer à implementação: o papel das políticas públicas, Mark Barone aprofundou a discussão sobre os obstáculos à implementação e as oportunidades para fortalecer políticas de redução de risco. Dr. Mark Barone (segundo direita para esquerda) durante o evento. Foto: FórumCCNTs Moderada por Lucas Hernandes Corrêa, gerente do Centro de Estudos e Promoção de Políticas de Saúde do Hospital Israelita Albert Einstein, a sessão reuniu Felipe Piza, diretor executivo de Responsabilidade Social e Filantropia; Rodrigo Lacerda, da coordenação técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS); Tainá Costa, diretora adjunta de Comunicação, Relações Governamentais e Advocacy da Vital Strategies; e Mark Barone, pelo FórumCCNTs. A discussão destacou que recomendações científicas só produzem impacto quando acompanhadas de decisões políticas, recursos, instrumentos regulatórios e capacidade de implementação nos territórios. Também ressaltou a necessidade de considerar as desigualdades de acesso e as diferenças entre os contextos locais. Mark chamou a atenção para a definição das alíquotas do Imposto Seletivo sobre produtos fumígenos, bebidas alcoólicas e bebidas açucaradas. Previsto na legislação tributária, o instrumento representa uma oportunidade para alinhar a política fiscal aos objetivos de saúde pública. Para que seu potencial preventivo seja aproveitado, a definição das alíquotas deve considerar os efeitos sobre o consumo de produtos nocivos à saúde, e não apenas os objetivos arrecadatórios. Outro exemplo apresentado foi a mobilização em torno da Política Nacional de Práticas Corporais e Atividades Físicas no SUS. Em março de 2025, uma carta coordenada pelo GT Atividade Física do FórumCCNTs, assinada por mais de 70 lideranças e organizações, foi encaminhada ao Ministério da Saúde, ao CONASS e ao CONASEMS. A iniciativa ilustra como o advocacy coordenado pode fortalecer o diálogo com gestores públicos e contribuir para colocar prioridades na agenda institucional. Grupos temáticos conectam evidências, advocacy e implementação A atuação dos grupos temáticos do FórumCCNTs exemplifica como uma rede multissetorial pode transformar conhecimento científico em propostas dirigidas a gestores públicos e tomadores de decisão. Dr. Mark Barone apresenta sobre o GT Oncologia do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs O GT Oncologia trabalha na disseminação do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer, iniciativa da IARC, da OPAS e da OMS que reúne 17 recomendações baseadas em evidências para reduzir o risco da condição de saúde. O código combina ações individuais e políticas públicas, considerando barreiras sociais e estruturais. O grupo reúne organizações como FEMAMA, Amigo_H, ACBG, Instituto Vencer o Câncer, Instituto Oncoguia, Abrale/TJCC, Fundação ProAR e USP, entre outras. O GT Alimentação Saudável desenvolve propostas de incidência política que conectam alimentação adequada à saúde pública, à proteção da infância, à segurança alimentar e nutricional e à sustentabilidade. A atuação busca fortalecer políticas sobre ambientes alimentares e promover a colaboração entre diferentes áreas de governo e da sociedade. O GT Obesidade trabalha na elaboração de contribuições técnicas para o Ministério da Saúde sobre o reconhecimento da obesidade como condição crônica de saúde e o acesso ao cuidado e às terapias indicadas no SUS. O grupo também prepara propostas de incidência para ampliar a atenção à redução de risco, à vigilância e ao cuidado da obesidade nas agendas políticas. Eventos do FórumCCNTs: compromissos e temas específicos. Foto: FórumCCNTs Essas frentes se complementam e demonstram que oncologia, alimentação saudável, obesidade e atividade física não são agendas isoladas. Todas dependem de ambientes favoráveis à saúde, políticas de redução de risco, acesso adequado ao cuidado e atuação sobre determinantes sociais e comerciais da saúde. Saúde Crônica em Foco: diálogo com Luciana Holtz A participação do FórumCCNTs no congresso também foi marcada pelo lançamento de um episódio do podcast Saúde Crônica em Foco, com Luciana Holtz, fundadora e presidente do Instituto Oncoguia. A entrevista amplia o espaço de diálogo sobre os desafios enfrentados pelas pessoas com câncer, a defesa de direitos e a contribuição das organizações da sociedade civil para melhorar as respostas em saúde. Também reforça a importância de ouvir diferentes perspectivas e aproximar experiências concretas dos debates técnicos e políticos sobre as CCNTs. Por meio do podcast, o FórumCCNTs busca dar visibilidade a lideranças, iniciativas e experiências que contribuem para fortalecer a participação social, disseminar conhecimento e promover políticas mais centradas nas pessoas. Ouça o episódio com Luciana Holtz: Saúde Crônica em Foco — Spotify.

  • OPAS Abre Indicações para Prêmio Dia Mundial Sem Tabaco 2027 - Até 20/11

    A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) receberão indicações de pessoas e organizações para o Prêmio do Dia Mundial Sem Tabaco 2027 até 20 de novembro de 2026, às 13h (horário de Brasília). A premiação internacional reconhece contribuições de destaque e avanços no controle do tabagismo, incentivando ações de impacto que protegem a saúde coletiva e auxiliam na redução dos fatores de risco para condições crônicas não transmissíveis. Foto: WHO / Tamino Petelinsek / KofC Serão concedidos até seis prêmios por região da OMS para governos, organizações da sociedade civil e lideranças que demonstraram compromisso com o fortalecimento de políticas públicas de saúde, campanhas de conscientização e iniciativas regulatórias. A iniciativa busca dar visibilidade global a estratégias inovadoras e eficazes que promovam ambientes mais saudáveis e livres do tabaco nas Américas e no mundo. 🏆 Critérios e Categorias de Reconhecimento As candidaturas e indicações avaliadas pela OPAS/OMS devem destacar realizações de relevância regional ou nacional: Conquistas de impacto: Realizações significativas na implementação de medidas e políticas de saúde pública. Diversidade de atores: Podem ser indicados indivíduos, instituições de ensino, ONGs e órgãos governamentais. Destaque regional: Reconhecimento público das ações durante as comemorações oficiais do Dia Mundial Sem Tabaco em 2027. 📋 Processo de Submissão e Regras Os interessados em enviar nomeações devem seguir as orientações formais estabelecidas pela instituição: Formulário de indicação: Preenchimento de dossiê com justificativa detalhada e evidências dos resultados alcançados. Critérios de elegibilidade: As indicações devem ser submetidas via escritórios do país ou representações regionais da OPAS/OMS. Resultado e anúncio: Os vencedores selecionados serão divulgados oficialmente pela OMS no primeiro semestre de 2027. Serviço: O quê: Indicações para o Prêmio do Dia Mundial Sem Tabaco 2027. Quem promove: Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) / Organização Mundial da Saúde (OMS). Público-alvo: Organizações da sociedade civil, governos, pesquisadores e lideranças atuantes na saúde pública. Até quando: Nomeações abertas até 20 de novembro de 2026, às 13h (horário de Brasília) Como participar: Submissão das candidaturas através do Portal da OPAS. Fonte: OPAS

  • OMS Abre Consulta Global Sobre Saúde de Mulheres, Crianças e Adolescentes - Até 18/10

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros lançaram uma consulta pública global para definir os temas prioritários em saúde de mulheres, crianças e adolescentes pós-2030, com contribuições abertas até 18 de outubro de 2026. A iniciativa visa mapear os desafios mais urgentes e as lacunas no cuidado para orientar a formulação de políticas públicas Globais, direcionar investimentos estratégicos e acelerar o alcance das metas de desenvolvimento sustentável em escala internacional. Imagem: Divulgação A consulta convida a participação de especialistas, instituições, organizações da sociedade civil e cidadãos para garantir que os planos estratégicos da próxima década reflitam as necessidades reais das populações. Ao focar em determinantes sociais, equidade no acesso e gestão de condições crônicas de saúde ao longo de todas as fases da vida, a chamada busca fortalecer os ecossistemas de saúde e construir respostas mais resilientes e inclusivas para os próximos anos. 🌐 Eixos de Contribuição e Mapeamento As contribuições enviadas ajudarão a estruturar a agenda de saúde global a partir de frentes prioritárias: Identificação de lacunas: Apontamento de áreas prioritárias que exigem maior atenção da comunidade internacional. Fortalecimento de políticas: Insumos para direcionar recomendações técnicas e estratégias de apoio aos países. Equidade no cuidado: Foco na ampliação do acesso a serviços essenciais e na promoção da qualidade de vida. 📋 Como Enviar Sugestões e Prazos O processo de envio é simplificado e aberto a todos os setores interessados em contribuir: Formato de participação: Envio de formulário online detalhando a justificativa e o impacto do tópico proposto. Elegibilidade: Aberto a pesquisadores, gestores públicos, profissionais do setor, organizações comunitárias e indivíduos. Sintetização dos dados: As propostas serão consolidadas pela OMS para fundamentar as metas e diretrizes estratégicas Globais. Serviço: O quê: Consulta pública global sobre tópicos prioritários na saúde de mulheres, crianças e adolescentes (pós-2030). Quem promove: Organização Mundial da Saúde (OMS). Público-alvo: Pesquisadores, profissionais de saúde, gestores, organizações da sociedade civil e público geral. Até quando: Contribuições abertas até 18 de outubro de 2026. Como participar: Submissão de propostas diretamente na Plataforma Oficial da OMS. Fonte: OMS

  • 8º Prêmio Carolina Bori Incentiva Mulheres na Ciência - Até 30/10

    A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) abriu as inscrições para a 8ª edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, direcionado a estudantes do Ensino Médio e da Graduação com inscrições abertas até 30 de outubro de 2026, às 23h59. A premiação busca reconhecer jovens cientistas de todo o país que tenham desenvolvido projetos de iniciação científica de relevante impacto, estimulando o talento, a curiosidade e o engajamento de meninas em carreiras acadêmicas e de pesquisa. Imagem: Divulgação Nesta edição focada na categoria "Meninas na Ciência", serão premiadas seis estudantes em áreas como Humanidades, Biológicas e Saúde e Engenharias, Exatas e Ciências da Terra. Além do reconhecimento nacional, as vencedoras receberão premiações financeiras de até R$ 13 mil, oportunidades de mentoria exclusiva com pesquisadores renomados e espaço para apresentação de suas produções na 79ª Reunião Anual da SBPC. 🏆 Categorias e Benefícios da Premiação A iniciativa concede incentivos diretos para o fortalecimento da trajetória acadêmica das estudantes: Premiação do Ensino Médio: Três estudantes selecionadas recebem troféu e prêmio no valor de R$ 10 mil cada. Premiação da Graduação: Três estudantes de ensino superior recebem troféu e incentivo de R$ 13 mil cada. Desenvolvimento e Visibilidade: Mentoria direta com lideranças científicas e participação na Reunião Anual da SBPC. 📋 Requisitos para Candidatura As estudantes interessadas em submeter seus trabalhos devem cumprir os passos exigidos no edital: Documentação necessária: Envio de minibiografia, currículo atualizado na Plataforma Lattes e carta de recomendação de professor ou orientador. Apresentação do projeto: Relatório detalhado descrevendo resumo, justificativa, métodos, resultados obtidos e conclusões da pesquisa. Cronograma de avaliação: Anúncio das vencedoras previsto para 15 de janeiro de 2027 e cerimônia oficial no Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência (11 de fevereiro de 2027). Acesse o edital aqui. Serviço: O quê: 8ª Edição do Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher (Meninas na Ciência). Quem promove: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Público-alvo: Estudantes do Ensino Médio e da Graduação envolvidas em pesquisas de iniciação científica. Até quando: Inscrições abertas até 30 de outubro de 2026, às 23h59 (horário de Brasília). Como participar: Preenchimento do formulário online e envio da documentação via Portal da SBPC. Fonte: Agência FAPESP

  • Saúde cardiovascular: da evidência à ação

    FórumCCNTs reúne especialistas, gestores, academia e sociedade civil e constrói agenda de compromissos para fortalecer a redução de riscos e o cuidado cardiovascular na Atenção Primária As condições cardiovasculares seguem entre os principais desafios de saúde pública no Brasil. Elas respondem por aproximadamente um em cada quatro óbitos no país e por cerca de 34% das mortes por condições crônicas não transmissíveis. Ao mesmo tempo em que a taxa padronizada de mortalidade cardiovascular caiu de mais de 300 para 147 óbitos por 100 mil habitantes entre 1990 e 2023, a carga absoluta da condição de saúde aumentou: estima-se que 16 milhões de pessoas convivam atualmente com condições cardiovasculares no Brasil, cerca de 50% mais do que em 1990. Dr. Mark Barone promoveu a abertura do evento. Foto: FórumCCNTs Esse cenário esteve no centro do encontro “Saúde Cardiovascular na APS: Diagnóstico Precoce, Biomarcadores e Tratamento de Qualidade para Evitar Infarto e Morte Prematura”, promovido pelo Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs), que reuniu representantes do Ministério da Saúde, ANS, sociedades científicas, universidades, serviços de saúde, setor privado e sociedade civil. Mais do que identificar desafios, o encontro buscou acelerar avanços em programas e políticas de saúde cardiovascular, aproximando as recomendações científicas da realidade dos serviços. Como resultado, os participantes construíram uma Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS e demais autoridades, com propostas concretas para ampliar o diagnóstico oportuno, qualificar a estratificação de risco, garantir acesso a tratamentos adequados e fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS). Um enorme espaço entre risco, diagnóstico e cuidado Na abertura, Mark Barone, coordenador-geral do FórumCCNTs, ressaltou a importância da articulação intersetorial para transformar evidências em políticas públicas. Marcela Tulli (Lilly) e Antonio Vattimo (Aché) também participaram da abertura. Marcela Tulli (Lilly) e Antonio Vattimo (Aché) também participaram da abertura. Foto: FórumCCNTs Na primeira mesa, moderada por Aline Marcadenti (HCor), Carisi Polanczyk (UFRGS/Hospital de Clínicas de Porto Alegre) apresentou o panorama epidemiológico das condições cardiovasculares e as lacunas ainda existentes no diagnóstico e no cuidado. Carisi Polanczyk (UFRGS/Hospital de Clínicas de Porto Alegre). Foto: FórumCCNTs Os números mostram a dimensão do desafio. Entre pessoas com 60 anos ou mais, aproximadamente 55% apresentam hipertensão, mas somente cerca de 60% sabem que têm o diagnóstico; metade está em tratamento e apenas 30% apresenta níveis adequados de pressão arterial. No diabetes, cuja prevalência está entre 10% e 11%, cerca de 34% das pessoas que utilizam medicamentos não atingem níveis adequados de glicemia. Nas dislipidemias, a diferença entre o que é conhecido e o que efetivamente existe é ainda mais expressiva. A prevalência autorreferida é de aproximadamente 15%, enquanto a identificação por exames laboratoriais chega a 45% no Estudo ELZA Brasil. Cerca de um terço da população apresenta colesterol total acima de 200 mg/dL. A obesidade já alcança aproximadamente 22% da população, enquanto o sobrepeso pode chegar a 40%–45%, e a maioria das pessoas não atinge os níveis mínimos recomendados de atividade física. Há ainda uma lacuna particularmente preocupante na redução de riscos secundária: estudo realizado no Paraná identificou que mais de 90% das pessoas acompanhadas na Estratégia Saúde da Família após infarto ou AVC não utilizavam estatina, e a maioria apresentava LDL acima dos níveis recomendados. Assista ao evento na íntegra aqui. Novos marcadores podem mudar a identificação do risco Maria Cristina de Oliveira Izar (UNIFESP/SOCESP) apresentou evidências sobre três ferramentas que podem ampliar a capacidade de identificar risco cardiovascular: Lp(a), ApoB e escore de cálcio coronariano. Maria Cristina de Oliveira Izar (UNIFESP/SOCESP). Foto: FórumCCNTs A Lp(a) é predominantemente determinada geneticamente e está associada causalmente à condição coronariana aterosclerótica e à estenose aórtica calcífica. Valores acima de 50 mg/dL (ou 125 nmol/L) são considerados agravantes de risco, e as diretrizes recomendam pelo menos uma dosagem ao longo da vida, especialmente em situações de maior risco. A ApoB permite estimar o número de partículas aterogênicas — informação que pode não ser capturada adequadamente pelo LDL-colesterol isolado. Sua utilização é particularmente relevante em pessoas com diabetes, hipertrigliceridemia, síndrome metabólica e resistência à insulina. Já o escore de cálcio coronariano permite identificar aterosclerose subclínica e pode apoiar decisões quando há incerteza sobre a conduta. Estudos brasileiros apresentados no encontro indicam que estratégias orientadas pelo escore podem ser mais custo-efetivas do que estratégias convencionais em diferentes cenários do SUS. Diretrizes avançaram. Agora é preciso implementar Henrique Bianco, presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apresentou a nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Redução de Riscos da Aterosclerose 2025. Henrique Bianco (Sociedade Brasileira de Cardiologia - SBC). Foto: FórumCCNTs A nova diretriz introduz a categoria de risco extremo, para a qual estabelece meta de LDL inferior a 40 mg/dL. Para pessoas de muito alto risco, a meta é inferior a 50 mg/dL. O documento também incorpora a Lp(a) como agravante de risco e amplia a consideração de diabetes, condição renal crônica, proteína C-reativa e fatores relacionados à saúde cardiovascular das mulheres. O problema é que ainda existe um grande distanciamento entre essas recomendações e a prática. O registro REACT Brasil mostrou que a prescrição combinada de inibidor da ECA e estatina em redução de riscos primária era de aproximadamente 28%, caindo para 24% após um ano. No registro NÍTIDO, realizado em 25 territórios, 55% das pessoas com condição coronariana ou arterial periférica não recebiam estatina na intensidade recomendada. Em âmbito internacional, mais de 80% das pessoas classificadas como de alto ou muito alto risco não atingem as metas de LDL, e apenas cerca de 20% recebem tratamento combinado conforme recomendado. O acesso ao tratamento também é uma questão de política pública No segundo painel, moderado por Danilo Campos (Ministério da Saúde), Erlon Oliveira (Instituto de Pesquisa HCor), Kátia Audi (ANS) e Paulo Nascimento (SAPS/MS) discutiram caminhos para transformar as recomendações em cuidado efetivo. Paulo Nascimento (SAPS/MS). Foto: FórumCCNTs Um dos principais pontos identificados foi a necessidade de reduzir barreiras de acesso às estatinas de alta potência. A atorvastatina está atualmente disponível no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, e não no componente básico da APS, o que pode dificultar sua utilização nos serviços. Na prática, profissionais frequentemente recorrem à sinvastatina, disponível nos postos, mesmo quando uma estatina de maior potência seria indicada. Também foi reforçada a necessidade de olhar para além da terapêutica medicamentosa. As lacunas relacionadas à alimentação, atividade física e cessação do tabagismo são expressivas. Determinantes sociais, como segurança pública e acesso a espaços adequados para atividade física, influenciam diretamente a possibilidade de incorporar esses cuidados ao cotidiano. Erlon Oliveira (Instituto de Pesquisa HCor). Foto: FórumCCNTs Na saúde suplementar, Kátia Audi (ANS) trouxe a dimensão de um setor que atende aproximadamente 53 milhões de beneficiários e que ainda enfrenta fragmentação, acesso descoordenado e necessidade de maior estratificação de risco. O projeto MACOR, com 25 operadoras desenvolvendo 25 projetos, busca testar modelos de continuidade e coordenação do cuidado. Experiências mostram que a APS pode fazer diferente No terceiro painel, moderado por Patrícia de Luca (AHF), experiências concretas mostraram que é possível avançar quando dados, organização dos processos de trabalho e educação permanente são combinados. Em Maracanaú (CE), município com aproximadamente 249,7 mil habitantes, 31 UBS e 75 equipes de Saúde da Família, apenas duas das seis áreas de vigilância inicialmente registravam a estratificação de risco cardiovascular no prontuário eletrônico. A partir de abril de 2025, a gestão implantou ações de sensibilização, elaborou um guia passo a passo para utilização do prontuário, padronizou o instrumento de estratificação e capacitou médicos, coordenadores e gerentes. O resultado foi a estratificação de mais de 5 mil pessoas em curto período, permitindo organizar melhor o cuidado e direcionar a oferta de serviços especializados. Rayana Nascimento (Secretaria Municipal de Saúde de Maracanaú). Foto: FórumCCNTs Rayana Nascimento (Secretaria Municipal de Saúde de Maracanaú) apresentou essa experiência como exemplo de que mudanças na organização da APS podem produzir resultados em escala sem depender exclusivamente de novas tecnologias de alto custo. HipercolBrasil: encontrar uma pessoa pode significar encontrar uma família inteira José Krieger (InCor-HCFMUSP) apresentou os resultados do programa HipercolBrasil, que já identificou mais de 3.300 casos-índice, dos quais aproximadamente 40% apresentam mutações genéticas, e realizou rastreamento em cerca de 4.300 familiares. José Krieger (InCor-HCFMUSP). Foto: FórumCCNTs Em 11 cidades identificadas por apresentarem número de infartos acima do esperado, o rastreamento encontrou 13 a 16 casos-índice, levando à identificação de 2.214 familiares afetados. A experiência mostra o potencial do rastreamento em cascata: uma identificação na APS pode desencadear uma investigação familiar capaz de antecipar diagnósticos e oportunidades de cuidado. O programa também demonstrou que o diagnóstico molecular pode modificar a conduta: entre 260 pessoas inicialmente suspeitas de hipercolesterolemia familiar, 8 apresentavam sitosterolemia, condição cujo tratamento é principalmente baseado em intervenção alimentar. A participação de Denise Panico, pessoa com hipercolesterolemia familiar e usuária do SUS, trouxe ao encontro a perspectiva de quem percorreu essa jornada. Seu diagnóstico de colesterol elevado ocorreu aos 18 anos, mas o diagnóstico formal de hipercolesterolemia familiar só veio posteriormente, permitindo a identificação da condição também em familiares. Carta de Recomendações: transformar evidências em compromissos Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS e demais autoridades. Imagem: FórumCCNTs O encerramento do encontro, com a participação dos painelistas e convidados, foi dedicado às próximas etapas e à leitura da Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, CONASS, CONASEMS e demais autoridades, com convite para o endosso das instituições presentes. Entre os principais compromissos propostos estão: Ampliar o acesso ao tratamento na APS, com a inclusão da atorvastatina no componente básico da assistência farmacêutica, além da ampliação do acesso a rosuvastatina e ezetimiba e avaliação de outras alternativas terapêuticas para situações específicas. Concluir a atualização do PCDT de Dislipidemia, incorporando evidências atuais, metas lipídicas, critérios de estratificação e fluxos de cuidado capazes de orientar a APS. Ampliar o acesso a Lp(a) e ApoB, incorporando esses marcadores às estratégias de avaliação do risco cardiovascular quando clinicamente indicados. Fortalecer a identificação da hipercolesterolemia familiar, expandindo o rastreamento em cascata do HipercolBrasil para a APS e estabelecendo parcerias entre academia, serviços e gestão municipal. Utilizar o prontuário eletrônico como ferramenta de redução de riscos, inclusive com a possibilidade de alertas automáticos para LDL acima de 190 mg/dL ou colesterol total acima de 300 mg/dL, favorecendo a identificação de casos suspeitos de hipercolesterolemia familiar. Fortalecer a educação permanente das equipes da APS, especialmente em estratificação de risco, uso adequado das terapias disponíveis e abordagem dos autocuidados. Avançar na produção de evidências nacionais, incluindo a construção de um banco de dados genômicos brasileiro com pelo menos 15 mil indivíduos para aprimorar a validação de escores de risco poligênico na população brasileira. Da evidência à implementação Os dados apresentados no encontro deixam clara a dimensão do desafio: 16 milhões de pessoas convivendo com condições cardiovasculares; apenas 30% das pessoas idosas com hipertensão apresentando níveis adequados de pressão arterial; até 45% de prevalência laboratorial de dislipidemia; mais de 90% das pessoas acompanhadas na APS após infarto ou AVC sem uso de estatina em um estudo brasileiro; e mais de 80% das pessoas de alto ou muito alto risco sem atingir as metas de LDL em dados internacionais. Ao mesmo tempo, experiências como as de Maracanaú e do HipercolBrasil mostram que existem caminhos concretos para mudar esse cenário. Para o FórumCCNTs, o desafio agora é transformar evidências em implementação, implementação em políticas públicas e políticas públicas em resultados de saúde. A Carta de Recomendações construída no encontro busca contribuir exatamente para esse movimento: fortalecer a APS, reduzir barreiras de acesso, ampliar o diagnóstico oportuno e garantir que as pessoas em maior risco cardiovascular sejam identificadas e recebam, no tempo adequado, o cuidado de que necessitam. Na saúde cardiovascular, cada diagnóstico antecipado e cada barreira removida podem representar uma oportunidade de evitar um infarto, um AVC ou uma morte prematura.

  • Saúde Cardiovascular na APS: Diagnóstico Precoce, Biomarcadores e Tratamento de Qualidade para Evitar Infarto e Morte Prematura - 28/9, às 14h

    Objetivos Entender os desafios estruturais e específicos associados às doenças cardiovasculares no Brasil, com especial atenção ao diagnóstico precoce, aos biomarcadores emergentes (como a Lp(a)) e o engajamento nos autocuidados. Conhecer as recomendações da nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) e as estratégias do Ministério da Saúde para o rastreamento, diagnóstico e tratamento de qualidade das dislipidemias na Atenção Primária, assim como os riscos de atrasos em sua implementação. Reunir as principais instituições dos setores público, privado e terceiro setor para acelerar avanços em programas e políticas de saúde cardiovascular, concluindo com a elaboração de uma carta de recomendação ao Ministério da Saúde e outras autoridades. Agenda: 14h00-14h08 – Abertura (Mark Barone, FórumCCNTs) (Vídeo) Marcela Tulli (Lilly) (Vídeo) Antonio Vattimo (Achè) (Vídeo) 14h10-14h50 – Painel 1: Contextualização: saúde cardiovascular, biomarcadores e o desafio do diagnóstico precoce. (Moderação: Aline Marcadenti, Hcor) (Vídeo) 14h15-14h25 – Panorama epidemiológico das doenças cardiovasculares no Brasil, incluindo dados de diagnóstico/subdiagnóstico e tratamento efetivo. (Carisi Polanczyk, UFRGS | Hospital de Clínicas de Porto Alegre) (Vídeo) 14h27-14h37 – Biomarcadores emergentes no risco cardiovascular: Lp(a), ApoB e escore de cálcio coronariano — o que muda na prática atual e futura? (Maria Cristina Izar, UNIFESP | SOCESP) (Vídeo) 14h40-14h50 – A nova Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025): metas terapêuticas e o papel das estatinas de alta potência. (Henrique Bianco, SBC) (Vídeo) 14h55-15h35 – Painel 2: Da diretriz à prática: tratamento de qualidade e adesão terapêutica. (Moderação: Danilo Campos, Ministério da Saúde) (Vídeo) 15h00-15h10 – Engajamento no autocuidado para condições cardiovasculares no Brasil: o que foi encontrado nos estudos como o REACT? (Erlon Oliveira, Instituto de Pesquisa Hcor) (Vídeo) 15h12-15h22 – Como o diagnóstico e o manejo de dislipidemias e Lp(a) são orientados na Saúde Suplementar? (Kátia Audi, ANS) (Vídeo) 15h25-15h35 – Estratégias de fortalecimento do diagnóstico e tratamento das dislipidemias na Atenção Primária (Paulo Nascimento, SAPS-MS) (Vídeo) 15h35–16h00 Debate: Como unir esforços entre setores para acelerar o diagnóstico precoce e o tratamento de qualidade em saúde cardiovascular (Moderação: Patrícia de Luca, AHF e Danilo Campos, Ministério da Saúde) (Vídeo) 16h05-16h35 – Painel 3: Práticas exitosas de rastreamento e manejo de risco cardiovascular na Atenção Primária. (Moderação: Patrícia de Luca, AHF) (Vídeo) 16h08-16h16 – Estratificação de risco cardiovascular no prontuário eletrônico da Atenção Primária Municipal. (Rayana Nascimento, SMS-Maracanaú/CE) (Vídeo) 16h18-16h26 – Programa de rastreamento em cascata de hipercolesterolemia familiar: a experiência do HipercolBrasil. (José Krieger, InCor-HCFMUSP) (Vídeo) 16h28-16h36 – Jornada de cuidado da pessoa com dislipidemia no SUS. (Denise Panico, pessoa com HF e usuária do SUS) (Vídeo) 16h40-17h00 – Mesa de encerramento: Falas sobre próximas etapas para avançar em mais regiões e leitura da Carta de Recomendações ao Ministério da Saúde, CONASS, CONAEMS e demais autoridades, com convite de endosso das instituições presentes (Vídeo) Painelistas e Moderador Aline Marcadenti, MD, MSc, PhD (Hcor) Nutricionista graduada pela Unisinos, com doutorado em Ciências da Saúde: Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e estágio pós-doutoral em Bioquímica Nutricional pela FSP-USP. Especialista com experiência em nutrição clínica, desnutrição hospitalar, cardiologia e endocrinologia, possui foco em CCNTs, como obesidade, hipertensão e diabetes. Atua como investigadora, docente em programas de pós-graduação e líder do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas e Evidências em Nutrição (NIPE) do CNPq. Atualmente, desempenha o papel de pesquisadora no Hcor, onde lidera os estudos clínicos em nutrição, além de atuar como Project Leader no programa PPCR da Harvard T.H. Chan School of Public Health. É colaboradora do Global Burden of Disease (GBD) e professora na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Antonio Vattimo, MD, MSc (Achè) Médico graduado pela Faculdade de Medicina de Santo Amaro (UNISA), com residência em Clínica Médica pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) e mestrado em Medicina (Cardiologia) pela Universidade Federal de São Paulo. Especialista em cardiologia clínica, possui sólida experiência em prática de consultório, bem como no ambiente corporativo da indústria farmacêutica, com foco em Medical Affairs, informações médicas, farmacovigilância e liderança de ensaios clínicos. Atua no desenvolvimento e na divulgação científica de novos tratamentos cardiovasculares e em campanhas nacionais de conscientização em saúde. Atualmente, desempenha o papel de Medical Group Manager (Gerente Médico) Achè. Carisi Polanczyk, MD, MSc, PhD (UFRGS / Hospital de Clínicas de Porto Alegre) Médica graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com residência em Cardiologia pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Possui mestrado e doutorado em Ciências da Saúde: Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela UFRGS. Com experiência em cardiologia clínica, epidemiologia e gestão de saúde, atua com foco em dor torácica, qualidade assistencial e economia da saúde, destacando-se em estudos de custo-efetividade e avaliação de tecnologias em saúde (ATS). É pesquisadora sênior do CNPq, professora titular da Faculdade de Medicina da UFRGS e coordenadora do IATS. Atualmente, atua como coordenadora da Unidade de Cuidados Cardiológicos do HCPA e chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento. Danilo Campos, MSc (SE - Ministério da Saúde) Graduado em Fisioterapia pela Universidade Federal de Pernambuco, título de Sanitarista pela Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fundação Oswaldo Cruz e Mestrado Acadêmico pelo programa Strictu Sensu de Saúde Pública do CPqAM/Fiocruz. Servidor Público Federal com atuação no Ministério da Saúde desde 2013, com experiência em inovação em governo no GNova Lab - Laboratório de Inovação em Governo, da Escola Nacional de Administração Pública. Tem experiência na implementação de Políticas de Saúde, em Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas. Atualmente é Coordenador-geral de Programas de Desenvolvimento em Saúde, no Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde, na Secretaria Executiva/MS. Denise Panico (Pessoa com HF e usuária do SUS) Advogada, paciente usuária do SUS e defensora do diagnóstico precoce. Descobriu a dislipidemia aos 18 anos, em exame de rotina, e aos 36 recebeu o diagnóstico de Hipercolesterolemia Familiar após investigação no Instituto do Coração (InCor), onde é acompanhada pelo SUS. A condição tem caráter hereditário em sua família materna, atingindo também irmãos e filha, e está associada a importante histórico de eventos cardiovasculares. Sua trajetória evidencia a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento contínuo, da adesão ao tratamento e do acesso à saúde pública. Atualmente, com o colesterol controlado, mantém rotina de acompanhamento médico, tratamento, alimentação equilibrada e atividade física. Erlon Oliveira, MD, MSc (Instituto de Pesquisa Hcor) Médico especializado em Cardiologia Clínica e Intervencionista, com mestrado (MSc) em Pesquisa Clínica pela Dresden International University (Alemanha) e aperfeiçoamento com fellowship em imagem intravascular pela University Hospitals Case Western Reserve University. Possui experiência na condução de ensaios clínicos multicêntricos, epidemiologia e intervenções cardiovasculares de alta complexidade, atuando também como revisor de renomados periódicos científicos internacionais na área da saúde. Exerce papel ativo na formação médica como preceptor de residência em hemodinâmica e supervisor de estágios científicos. Atualmente, desempenha as funções de pesquisador clínico no Instituto de Pesquisa Hcor em São Paulo, Teaching Assistant do programa de mestrado da Dresden University. Henrique Bianco, MD, MSc, PhD (SBC) Médico cardiologista formado pela PUC-Campinas, com Título de Especialista em Cardiologia (TEC-AMB), doutorado em Ciências da Saúde e pós-doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Atua no Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP), onde é professor da graduação e da pós-graduação, preceptor da Residência em Cardiologia, orientador de mestrado e doutorado. Desenvolve pesquisas sobre dislipidemias, diabetes e doença cardiovascular, com participação em diretrizes nacionais. Preside a Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF). Atualmente é Presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). José Krieger, MD, PhD (InCor-HCFMUSP) Médico graduado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, Doutor em Fisiologia pelo Medical College of Wisconsin, com pós-doutorado em Biologia Molecular pela Harvard Medical School e pela Stanford University. Desenvolve pesquisas voltadas à identificação de marcadores moleculares associados às doenças cardiovasculares e a novas abordagens terapêuticas para regeneração cardíaca, com mais de 400 artigos publicados. Docente da USP desde 1990, foi Pró-reitor de Pesquisa da universidade (2014–2018). Atualmente é Professor Titular de Genética e Medicina Molecular da FMUSP, Diretor do Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do InCor-HCFMUSP e membro da Academia Brasileira de Ciências. Kátia Audi, MBA (ANS) Graduada em Educação Física pela Universidade Gama Filho, com especialização em Psiquiatria Social e em Gestão Hospitalar pela Fundação Oswaldo Cruz, além de MBA Executivo em Gestão de Saúde pela FGV-RJ. Servidora pública federal com mais de 25 anos de trajetória na Agência Nacional de Saúde Suplementar. Possui experiência em regulação da saúde suplementar, desenvolvimento de modelos assistenciais, promoção da saúde, redução de riscos e auditoria de qualidade do cuidado. Exerceu posições de liderança estratégica na agência, incluindo o cargo de Gerente de Monitoramento Assistencial na DIPRO. Atualmente, desempenha o papel de Assessora e Coordenadora de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial (GEEIQ/DIDES) da ANS. Marcela Tulli, MSc (Lilly) Cientista Social graduada pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado em Ciência Política pela mesma instituição. Possui ampla experiência nas áreas de relações governamentais, advocacy, articulação público-privada e análise de políticas públicas. Atua com foco em monitoramento regulatório, parcerias estratégicas, impacto social e diálogo institucional entre o setor privado, governos e terceiro setor. Acumulou passagens de destaque pela gestão pública na Prefeitura de São Paulo e no setor de tecnologia. Atualmente, atua como gerente de Advocacy e Políticas Públicas na Lilly do Brasil (Eli Lilly and Company), liderando agendas prioritárias da organização. Maria Cristina Izar, MD, MSc, PhD (UNIFESP / SOCESP) Médica graduada pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, com residência médica em Clínica Médica e Cardiologia pelo Hospital das Clínicas da mesma instituição. Doutorado em Medicina e Livre-Docência pela UNIFESP. Atua como professora adjunta livre-docente da Disciplina de Cardiologia da Escola Paulista de Medicina. Exerceu posições de liderança, incluindo a presidência da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) no biênio 2024/2025, a presidência do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a diretoria científica do Departamento de Cardiologia da Mulher e a posição de Member at Large no conselho de administração da International Atherosclerosis Society. Atualmente, é professora orientadora da pós-graduação na UNIFESP. Patricia de Luca, MSc (Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar - AHF) Graduada em Educação Física pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, Bacharel, Licenciatura e Mestrado. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase em Obesidade, Diabetes e Metabolismo. No momento, atua principalmente em Educação e Advocacy em Saúde. Profissional voluntária em diferentes programas da ADJ Diabetes Brasil por mais de 10 anos. Ex-presidente e atual Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF). Cofundadora do Grupo de Advocacy Cardiovascular (GAC). Cofundadora e membro da Comissão Organizadora do Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil. Paulo Nascimento, MSc (Secretaria de Atenção Primária à Saúde - SAPS/MS) Enfermeiro com especialização em Saúde da Família e mestrado em Ciências da Saúde ou Gestão de Políticas Públicas. Detém experiência em saúde coletiva, gestão do trabalho e da educação na saúde suplementar e pública, além de atuar no desenvolvimento e monitoramento de estratégias assistenciais no Sistema Único de Saúde. Possui histórico de engajamento em conferências de saúde e no fortalecimento de redes voltadas à segurança da pessoa e à educação em saúde. Atualmente, desempenha funções técnicas e de gestão na Secretaria de Atenção Primária à Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, contribuindo para a articulação e monitoramento de programas estratégicos nacionais como o Projeto Mais Médicos para o Brasil. Rayana Nascimento (SMS-Maracanaú/CE) Enfermeira graduada pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Especialista em Gestão da Clínica no SUS e Educação na Saúde pelo Instituto Sírio-Libanês e aperfeiçoada em Gestão do SUS pelo CONASEMS. Desenvolve ações em Atenção Primária, Estratégia Saúde da Família, Imunização, Vigilância em Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Educação Permanente. Foi enfermeira da Estratégia Saúde da Família, Coordenadora de Unidade Básica de Saúde e Conselheira Municipal de Saúde de Maracanaú. Em 2025, recebeu o Prêmio Benedita de Oliveira de boas práticas em saúde pública (COSEMS-CE). Atualmente é Diretora da Atenção Primária à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Maracanaú/CE. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, Especialista em Educação em Diabetes e em Comunicação. Desenvolve pesquisas e projetos de Educação em Saúde, Empoderamento, Liderança de (im)pacientes e Divulgação Científica. Experiência na facilitação de parcerias para a implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Fellow no PHI e Diretor Técnico do Instituto de Saúde Pública do Brasil, prestando serviço à Medtronic Foundation como Senior Global Technical Advisor e VP da Federação Internacional de Diabetes. Atualmente é Coordenador-geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e Membro do Advisory, Scientific, ou Steering Committee de entidades nacionais e internacionais, incluindo IAPO, BMJ Patients Panel, RICPHI, NCD-Lab-GCM/WHO e LFAC. Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • Às vésperas de completar 9 anos, FórumCCNTs revisita momentos marcantes e estratégias que influenciaram a agenda da saúde no país

    Às vésperas de completar nove anos de existência, o FórumCCNTs revisita uma trajetória marcada por articulação, construção coletiva e incidência sobre políticas públicas. Criado em 2017 a partir da inspiração em modelos internacionais de articulação para o trabalho com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs), o FórumCCNTs nasceu com uma premissa simples, mas estratégica: nenhum setor, organização ou instituição reúne sozinho todo o conhecimento e todas as ferramentas necessárias para melhorar o cenário das CCNTs. Lançamento do FórumCCNTs no dia 25 de outubro de 2017, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). Foto: FórumCCNTs Ao longo dos anos, essa premissa se traduziu em uma forma própria de atuação. Em vez de competir com as organizações que o integram, o FórumCCNTs passou a ocupar um espaço de conexão: aproximar diferentes atores, compartilhar conhecimentos e experiências, identificar objetivos comuns e criar oportunidades para que demandas coletivas chegassem aos espaços de decisão. Essa estratégia também exigiu estabelecer limites claros. O FórumCCNTs não substitui o trabalho de suas organizações-membro nem executa ações que pertencem à esfera de atuação de cada instituição. Seu papel é criar condições para a cooperação, ampliar a capacidade de incidência e transformar diferentes iniciativas em uma agenda mais articulada. Escutar antes de defender Uma das estratégias que se consolidaram ao longo dessa trajetória foi a de escutar antes de defender uma proposta específica. Em ambientes com diferentes interesses e prioridades, começar por aquilo que divide pode dificultar a construção de alianças. Identificar primeiro os objetivos compartilhados, por outro lado, permite que diferentes demandas sejam incorporadas progressivamente a uma agenda comum. 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Essa lógica está na base dos grupos de trabalho do FórumCCNTs, organizados por grandes áreas das CCNTs e fatores de risco. Nesses espaços, organizações compartilham informações continuamente, constroem planos de ação e acompanham conjuntamente os avanços e desafios de cada agenda. A articulação também acontece em encontros que aproximam organizações da sociedade civil, especialistas, gestores públicos e representantes do Ministério da Saúde. Mais do que espaços de debate, essas iniciativas procuram criar oportunidades para transformar diagnósticos em compromissos e propostas concretas. Quando a articulação chega às políticas públicas A incidência do FórumCCNTs também se construiu a partir de mecanismos aparentemente simples, mas utilizados de forma estratégica. Um deles são as cartas dirigidas ao Ministério da Saúde. Em diferentes momentos, documentos construídos e assinados coletivamente contribuíram para colocar novas estruturas e políticas na agenda governamental. Uma carta sobre obesidade, por exemplo, reuniu a assinatura de 26 lideranças. Em outra iniciativa, 71 lideranças defenderam uma política nacional de atividade física, contribuindo para a criação de um departamento no Ministério da Saúde dedicado ao tema. A estratégia não termina com o envio de uma carta. Os documentos, respostas oficiais e desdobramentos são publicados no site do FórumCCNTs, permitindo acompanhar publicamente o percurso das propostas e fortalecendo a transparência e a responsabilização. Outro mecanismo de articulação é o Encontro semestral entre as 250 principais instituições que atuam nas CCNTs. Ao reunir representantes de diferentes organizações para compartilhar agendas, estratégias e planos, o FórumCCNTs procura reduzir esforços duplicados e ampliar a capacidade coletiva de incidência. A participação em consultas públicas sobre protocolos clínicos e novas tecnologias também se tornou parte dessa estratégia. Nesses processos, contribuições baseadas em evidências são apresentadas para subsidiar decisões e atualizações de diretrizes. Da construção coletiva ao Legislativo A atuação também alcançou o Congresso Nacional. Uma das estratégias desenvolvidas pelo FórumCCNTs foi aproximar organizações da sociedade civil, especialistas, sociedades científicas, gestores e parlamentares para construir propostas legislativas de forma colaborativa. Em oficinas específicas, diferentes atores identificam problemas prioritários, discutem caminhos possíveis e trabalham conjuntamente na elaboração de projetos de lei. As propostas desenvolvidas nesses espaços são posteriormente levadas ao Congresso pelos gabinetes parlamentares. Atualmente, dez projetos de lei construídos por meio dessa estratégia estão em tramitação no Congresso Nacional. A experiência também mostrou que incidência legislativa exige mais do que encontrar quem esteja disposto a apoiar uma proposta. É necessário compreender o calendário decisório, identificar parlamentares com histórico e interesse compatíveis com determinado tema e avaliar sua capacidade efetiva de levar a agenda adiante. Conectar a agenda nacional à agenda global Outra característica da trajetória do FórumCCNTs foi a capacidade de conectar processos nacionais e internacionais. Um exemplo foi a participação brasileira na discussão sobre a incorporação de análogos de insulina de ação rápida na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. A articulação combinou evidências clínicas, argumentos econômicos e oportunidades relacionadas à aquisição e à redução de preços. As contribuições apresentadas à consulta pública internacional ajudaram a sustentar a incorporação dos medicamentos. Campanha do Dia Mundial da Segurança do Paciente 2026 A estratégia também foi adaptada para outros países da América Latina. Em vez de reproduzir automaticamente um modelo, o FórumCCNTs apoiou organizações locais interessadas em desenvolver suas próprias iniciativas. Cartas dirigidas aos ministérios da Saúde de nove países combinaram compromissos internacionais, dados nacionais, oportunidades de aquisição, legislação doméstica e ampla representação institucional. Mais recentemente, o acompanhamento sistemático de processos multilaterais permitiu identificar temas que ainda tinham pouca presença nas negociações internacionais. Na elaboração da Declaração Política das Nações Unidas sobre CCNTs, o FórumCCNTs chamou atenção para três questões: os transtornos do sono como fator de risco, a vacinação como medida de proteção para pessoas que vivem com CCNTs e a participação social como princípio para a formulação das políticas. As três questões foram incorporadas à declaração final. Evidências e histórias precisam caminhar juntas Ao revisitar esses episódios, emerge outro aprendizado: a incidência política não se sustenta apenas em evidências técnicas, mas também não pode depender exclusivamente de relatos e histórias individuais. Evento para Elaboração de PLs em 2025. Foto: FórumCCNTs Dados ajudam a demonstrar a dimensão de um problema. Histórias ajudam a mostrar suas consequências concretas. A combinação dos dois fortalece a capacidade de comunicação e de mobilização em torno de uma agenda. Da mesma forma, participar de um processo decisório não significa apenas ocupar uma cadeira à mesa. A qualidade da participação depende das condições oferecidas para que diferentes perspectivas possam efetivamente contribuir — incluindo tempo de preparação, recursos e retorno sobre as contribuições apresentadas. Nove anos de uma estratégia em construção Ao completar nove anos, o FórumCCNTs chega a este marco não apenas acumulando iniciativas, mas também aprendizados sobre como construir incidência de maneira coletiva. 16º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumcCCNTs Conhecer o calendário das decisões. Identificar aliados e interesses comuns. Reunir organizações que nem sempre trabalham juntas. Combinar evidência e experiência. Construir propostas com quem tem poder de decisão. Registrar publicamente compromissos e respostas. E, sobretudo, transformar participação em compartilhamento real de poder. Essa trajetória reforça uma convicção que acompanha o FórumCCNTs desde sua criação: melhorar o cenário das CCNTs exige mais do que boas iniciativas isoladas. Exige redes capazes de conectar conhecimento, experiências, organizações e espaços de decisão. É nessa articulação — entre sociedade civil, academia, profissionais de saúde, gestores e administradores de saúde, representantes do Poder Executivo, parlamentares, organismos internacionais e, sobretudo, pessoas diretamente impactadas pelas políticas — que se encontra uma das principais forças para transformar prioridades em políticas públicas e políticas públicas em mudanças concretas.

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  • Linguagem Importa Sempre: quando uma palavra muda a forma de cuidar

    De “diabético” a “pessoa com diabetes”, de “obeso” a “pessoa com obesidade”: mudar a linguagem é também mudar a forma como enxergamos, acolhemos e cuidamos de quem vive com uma condição crônica Para a psiquiatra Dra. Monica Silveira, na área de saúde mental o problema é verdadeiro “festival de horrores”, com expressões que transformam sofrimento em deboche: “é frescura”, “é falta de fé”, “é mimimi”. Termos como “deprimido”, “ansioso” e “compulsivo” também passaram a ser usados banalmente, muitas vezes sem relação com diagnósticos ou sofrimento reais. Dra. Monica Silveira durante evento "Diabesidade, como combater essa dupla?" Imagem: FórumCCNTs Já para a nutricionista Glenda Cardoso, que vive com uma condição crônica, uma palavra aparentemente simples pode carregar uma história inteira. Ela conta que seu marido ficava “extremamente triste e ofendido” quando era chamado de “gordo”, porque o termo remetia ao bullying que sofreu na infância. São experiências diferentes, mas que apontam para a mesma questão: a linguagem não é neutra. O problema começa quando a condição vira identidade “Diabético”. “Obeso”. “Portador de diabetes”. “O doente do leito X”. Expressões incorporadas ao cotidiano podem parecer inofensivas justamente porque foram repetidas durante anos. Mas elas têm algo em comum: colocam a condição de saúde no lugar da pessoa. “Pessoas com condições crônicas não são a sua condição”, destaca Glenda. Elas são profissionais, mães, pais, estudantes, amigos, atletas, artistas, crianças, adolescentes, idosos. A condição pode ocupar uma parte importante de suas vidas, mas não define sua identidade. É por isso que a proposta de utilizar “pessoa com diabetes”, “pessoa com obesidade” ou “pessoa que vive com diabetes” vai muito além de uma preferência de linguagem. É, segundo a endocrinologista Dra. Hermelinda Pedrosa, uma maneira de reconhecer que existe uma pessoa antes do diagnóstico — e depois dele também. Dra. Hermelinda acompanha essa mudança há anos. O movimento de evitar a adjetivação de pessoas com diabetes ganhou força internacionalmente em 2017, e, desde então, a discussão avançou para sociedades científicas, universidades, serviços de saúde, documentos técnicos e espaços de formulação de políticas públicas. Uma palavra pode afastar alguém do cuidado O impacto não é apenas emocional. Quando a linguagem associa uma condição a culpa, fracasso ou falta de disciplina, ela pode contribuir para que a pessoa se sinta julgada justamente no lugar onde deveria encontrar acolhimento. O estigma está associado a sofrimento psicológico e pode comprometer a capacidade de enfrentamento e o empoderamento necessários para viver com uma condição crônica. Mais grave ainda: algumas pessoas passam a evitar a busca por cuidado por anteciparem o julgamento que encontrarão nos serviços de saúde. É nesse ponto que expressões aparentemente técnicas também precisam ser revistas. “Diabetes descontrolado”, por exemplo, pode carregar uma ideia de responsabilidade exclusivamente individual por uma situação que resulta de múltiplos fatores. O mesmo ocorre quando “obeso” é utilizado como substantivo ou quando “portador de diabetes” é empregado para descrever alguém. Glenda Cardoso durante painel do 16º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs E há uma palavra particularmente presente nos serviços de saúde que também merece reflexão: “paciente”. Para Glenda, pessoas que vivem com condições crônicas são, muitas vezes, “impatientes”. Elas tomam decisões todos os dias, fazem escolhas, negociam prioridades, manejam tratamentos e convivem continuamente com sua condição. Não são espectadoras do próprio cuidado. O que acontece quando o profissional não percebe o peso das palavras? Dra. Mônica lembra de uma situação envolvendo uma pessoa com anorexia. Ao ouvir um comentário de um profissional de saúde — “Tanta gente passando fome e a pessoa vomita a comida” —, ficou evidente como a falta de conhecimento e de empatia pode destruir, em poucos segundos, uma relação terapêutica construída ao longo de muito tempo. A questão, portanto, não é simplesmente substituir uma lista de palavras proibidas por outra lista de palavras recomendadas. É compreender por que determinada linguagem machuca, exclui ou culpabiliza. E isso vale inclusive para quem está tentando fazer a mudança. Dra. Hermelinda chama de “trabalho de formiguinha” o esforço de transformar hábitos linguísticos profundamente arraigados: repetir, explicar, corrigir, formar novas gerações e ocupar espaços onde essas escolhas podem se multiplicar. Ela já distribui o material Linguagem Importa, do qual é coautora, no início das turmas de residência. Segundo seu relato, depois de algumas semanas os residentes começam a incorporar espontaneamente as novas formas de se comunicar. O tema também chegou à prova de residência unificada da USP, com duas questões específicas sobre linguagem. Não basta trocar a palavra Há, porém, uma armadilha: acreditar que a mudança termina quando se aprende a dizer “pessoa com diabetes”. Glenda chama atenção para algo que frequentemente passa despercebido: o próprio ambiente também fala. Uma cadeira inadequada, uma maca que não oferece suporte, um espaço físico que não considera diferentes corpos ou uma estrutura que dificulta o acesso podem transmitir a mesma mensagem de exclusão que uma palavra ofensiva: “você não é bem-vindo aqui”. O tom de voz e a linguagem corporal também fazem parte dessa comunicação. Como sintetiza a discussão, não adianta utilizar a expressão correta se ela vier acompanhada de um tom condescendente, impaciente ou julgador. A linguagem respeitosa, portanto, não é apenas verbal. Palavras, gestos e ambientes precisam estar coerentes entre si. Da sala de consulta para a sociedade A mudança também não pode ficar restrita aos profissionais de saúde. Mídia, universidades, sociedades científicas, gestores públicos, parlamentares e organizações da sociedade civil ajudam diariamente a construir a maneira como a sociedade compreende as CCNTs. Por isso, a disseminação do Linguagem Importa inclui recomendações específicas para comunicação e vem alcançando espaços institucionais e políticos. Dra. Hermelinda Pedrosa durante painel do 17º Encontro do FórumCCNTs. Imagem: FórumCCNTs A Dra. Hermelinda lembra que a transformação exige persistência, inclusive diante da resistência inicial. Termos que hoje parecem inadequados foram, durante muito tempo, ensinados e reproduzidos como naturais. Mudar exige disposição para reconhecer esse legado e fazer diferente. E a mudança pode começar em qualquer lugar. Pode acontecer quando um professor corrige um termo em uma aula. Quando um profissional reformula uma pergunta durante uma consulta. Quando um jornalista escolhe “pessoa com obesidade” em vez de “obeso”. Quando um parlamentar abandona “portadores de diabetes” em seus documentos. Ou quando alguém simplesmente pergunta como outra pessoa prefere ser tratada. “Não trate alguém de um jeito que você não gostaria de ser tratado” Para a Dra. Monica, existe uma regra simples capaz de orientar essa transformação mesmo quando não se conhece toda a terminologia adequada: “Não trate alguém de um jeito que você não gostaria de ser tratado.” É uma regra especialmente importante para crianças e adolescentes, quando experiências de bullying e discriminação podem começar a moldar a relação com o próprio corpo, a condição de saúde e os serviços de cuidado. Mas é também uma responsabilidade de todos os adultos que participam desse processo. A linguagem pode reduzir alguém a um diagnóstico. Pode atribuir culpa. Pode banalizar sofrimento. Pode fazer uma pessoa desistir de procurar ajuda. Mas pode fazer o contrário. Pode reconhecer a pessoa antes da condição. Pode devolver protagonismo. Pode abrir espaço para confiança. E pode transformar o cuidado. É por isso que Linguagem Importa não é apenas sobre escolher palavras melhores. É sobre construir uma cultura em que ninguém precise deixar parte de sua identidade do lado de fora para ser acolhido no cuidado em saúde.

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