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  • Mais erros que acertos nos impostos saudáveis do Brasil, segundo a OPAS

    Enquanto o país se destaca positivamente na tributação total de bebidas açucaradas, a baixa participação de impostos focados em saúde e a acessibilidade do álcool expõem gargalos no combate às CCNTs A tributação sobre produtos nocivos à saúde é amplamente reconhecida como uma das intervenções de saúde pública mais custo-efetivas — uma estratégia do tipo "ganha-ganha-ganha" que reduz o consumo, gera receita fiscal imediata e diminui os custos dos sistemas de saúde a longo prazo. Essa abordagem é detalhada na matéria introdutória da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) sobre impostos saudáveis, mas novos dados acendem um alerta vermelho para o nosso continente. Imagem: OPAS Em dois relatórios regionais publicados pela instituição — o Taxes on sweetened beverages in the Americas e o Taxes on alcoholic beverages in the Americas —, fica evidente que os níveis de impostos sobre bebidas alcoólicas e açucaradas nas Américas continuam baixos demais para frear o consumo nocivo e reduzir o rsico do avanço das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs). Conheça os dados do Brasil abaixo. O cenário geral é preocupante: a região da América Latina e do Caribe possui o maior consumo de bebidas açucaradas do mundo e o segundo maior consumo per capita de álcool (7,5 litros por pessoa ao ano). O reflexo direto disso está na balança e nos prontuários médicos: em 2022, a prevalência de sobrepeso e obesidade em adultos na região atingiu 67,5% — um salto de 52% desde 1990. Além de estar associado a mais de 200 condições de saúde (incluindo lesões no trânsito, violência e câncer), o consumo nocivo de álcool gera custos que drenam entre 0,45% e 5,4% do PIB dos países. No entanto, quando analisamos o desempenho específico do Brasil, os relatórios mostram um cenário de contrastes: estamos fazendo bonito em um aspecto, mas feio em outro. O Panorama Regional: Onde o Brasil Faz Bonito A análise detalhada do relatório sobre tributação de bebidas açucaradas traz dados reveladores sobre a nossa região. Por um lado, a América do Sul lidera a implementação de impostos seletivos (excise taxes) sobre esses produtos: 9 dos 10 países da sub-região (90%) já adotam a medida. Além disso, 16 países do continente já tributam também as bebidas com adoçantes artificiais (diet/light) para evitar que o consumidor substitua um produto insalubre por outro. Por outro lado, a maioria dos países falha em tributar categorias importantes como bebidas lácteas açucaradas (apenas 3 países taxam), abrindo brechas para a substituição de consumo. Ao contrário de um terço das nações das Américas que deixam as bebidas açucaradas completamente sem nenhuma tributação específica, o Brasil se destaca positivamente no topo do continente quando avaliamos a carga tributária total (que soma os impostos indiretos tradicionais, como ICMS, IPI, PIS e Cofins no preço final). Essa estrutura consolidada garante um peso fiscal robusto sobre a categoria, desestimulando o consumo em massa de refrigerantes e refrescos artificiais. Contudo, o relatório faz uma ponderação técnica importante: quando a OPAS isola apenas a participação do imposto seletivo focado estritamente em saúde pública (excise tax), a fatia brasileira no preço final cai para 2,1% (tomando o estado de São Paulo como referência nacional). Esse índice específico fica abaixo da média regional de 5,6% e atrás de vizinhos como o Peru, Chile e Colômbia — esta última elogiada por implementar um imposto baseado no volume e com tarifas progressivas. Isso prova que, embora o Brasil acerte na cobrança geral elevada, a fatia do imposto desenhada especificamente para proteger a saúde ainda é tímida. Pág 19 - Taxes on sweetened beverages in the Americas - Regional report 2025 Onde Deixamos a Desejar: A Indulgência com o Álcool Se nas bebidas açucaradas a nossa carga total mostra um compromisso histórico relevante, o cenário do mercado de bebidas alcoólicas (alcohol beverages) é onde o Brasil deixa a desejar. O relatório de 2025 revela um retrocesso preocupante em todo o continente: a participação média do imposto seletivo no preço final caiu em toda a região, despencando de 12,8% (2020) para 10,6% (2024) no caso da cerveja, e de 21,7% para 16% no caso dos destilados. Embora os preços comerciais das bebidas tenham subido na maioria dos países entre 2022 e 2024, a OPAS alerta que esse aumento ocorreu por decisão da própria indústria para ampliar suas margens de lucro, e não por políticas fiscais dos governos. Onde os preços não acompanharam a inflação, o álcool tornou-se ainda mais acessível para a população. No Brasil, a permissividade histórica se confirma nos dados. O país adota um modelo que mantém cervejas e destilados artificialmente baratos e falha em corrigir as alíquotas de forma sistemática. O resultado é o incentivo ao início precoce do consumo entre jovens (na região, 41,9% dos jovens de 15 a 19 anos consumiram álcool no último ano) e o agravamento do consumo excessivo episódico (binge drinking). Taxes on alcoholic beverages in the Americas - Regional report 2025 A Importância da Reforma Tributária e a Mobilização do FórumCCNTs Os novos dados da OPAS deixam claro que o debate sobre o novo Imposto Seletivo (IS) na Reforma Tributária brasileira não é apenas uma inovação econômica, mas uma necessidade de saúde pública urgente para tirar o Brasil do incômodo patamar de baixa tributação demonstrado em ambos os relatórios. Para o Dr. Anselm Hennis, diretor do Departamento de CCNTs da OPAS, os impostos precisam ser altos o suficiente para induzir mudanças sustentadas no comportamento do consumidor, pois taxas baixas ou pulverizadas geram efeitos imperceptíveis na saúde. O FórumCCNTs vem acompanhando esse cenário há bastante tempo. Após mais de um ano de intensa dedicação e mobilização ao lado de sua ampla rede de parceiros, em fevereiro de 2025, conquistas significativas na Reforma Tributária. Desde o início da tramitação no Senado até a aprovação na Câmara dos Deputados, cada etapa foi monitorada para garantir um sistema tributário mais justo, que priorize a saúde da população e enfrente os desafios fiscais impostos pelos produtos nocivos. Essa caminhada ganhou um reforço ainda mais contundente em setembro de 2025, quando o FórumCCNTs, em parceria com diversas organizações da sociedade civil, acadêmicos e especialistas, declarou seu apoio ao Manifesto em Defesa da Saúde na Reforma Tributária, liderado pela ACT Promoção da Saúde. O preço de uma tributação tímida não é pago apenas em receitas que o governo deixa de arrecadar, mas sim em vidas impactadas pela obesidade, diabetes, acidentes e CCNTs que poderiam ser evitadas. Garantir que o Imposto Seletivo avance sem sofrer desidratação pelo lobby industrial é o passo definitivo para que o Brasil finalmente faça bonito perante os índices de saúde das Américas. Fonte: OPAS

  • Manual de Advocacy em Câncer de Mama UICC

    Guia prático para apoiar a Sociedade Civil e Gestores de Saúde na implementação de políticas públicas efetivas O FórumCCNTs disponibiliza em sua biblioteca +Recursos o "Manual de Advocacy em Câncer de Mama: Um guia para apoiar e inspirar defensores da luta contra o câncer". Elaborado pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC), o documento foi traduzido pela FEMAMA e revisado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, oferecendo um referencial estratégico para impulsionar políticas públicas voltadas à saúde da mulher. Imagem: Divulgação O câncer de mama é responsável por 11,5% de todos os diagnósticos oncológicos no mundo e representa a principal causa de morte por câncer entre mulheres em 95% dos países. Contudo, as taxas de sobrevida revelam profundas desigualdades globais: enquanto superam 90% em regiões desenvolvidas, caem para cerca de 40% em países de média e baixa renda, onde o diagnóstico costuma ocorrer em estágios avançados. Diante desse cenário, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou em 2021 a Iniciativa Global Contra o Câncer de Mama (GBCI), estabelecendo a meta de reduzir a mortalidade pela condição de saúde em 2,5% ao ano até 2040. O novo manual traduz essas diretrizes internacionais em estratégias de advocacy práticas e aplicáveis à realidade local e nacional. Pilares Estratégicos da Iniciativa Global (GBCI/OMS) O primeiro pilar do manual foca na promoção da saúde e detecção precoce, buscando conscientizar a população sobre sinais e sintomas para reduzir estigmas. A meta global estabelecida pela OMS é garantir que mais de 60% dos casos de câncer invasivo sejam diagnosticados ainda nos estágios I ou II, momento em que as chances de cura são significativamente maiores. O segundo pilar aborda a necessidade de um diagnóstico oportuno, estruturando fluxos de encaminhamento rápidos entre a suspeita inicial e os exames de imagem e biópsia. O objetivo central é assegurar a confirmação diagnóstica no prazo máximo de 60 dias após a primeira consulta no sistema de saúde. O terceiro pilar dedica-se ao manejo abrangente do câncer, articulando o acesso sequencial e multidisciplinar a cirurgia, radioterapia, quimioterapia e suporte continuado. A diretriz prevê que mais de 80% das pacientes completem o esquema terapêutico recomendado sem interrupções ou abandonos. Estratégias de Advocacy e Casos de Sucesso Para além dos indicadores clínicos, o manual orienta a formação de coalizões multissetoriais compostas por ONGs, profissionais de saúde, parlamentares e líderes comunitários. O documento reforça a relevância de incluir a experiência vivida de pessoas com CCNTs no desenho, monitoramento e avaliação das políticas públicas de saúde. A publicação ressalta ainda o papel determinante das organizações brasileiras, destacando a atuação da FEMAMA na articulação legislativa e governamental. Entre as conquistas exemplares citadas estão a aprovação da Lei dos 30 Dias, a instituição da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer e a implementação do Programa Nacional de Navegação de Pacientes. O FórumCCNTs recomenda a leitura e utilização deste manual por toda a sua rede de parceiros dispostos a engajar diálogos governamentais e campanhas de conscientização. Esta ferramenta fortalece a capacidade coletiva de transformar evidências científicas em ações concretas para a redução de riscos e manejo das condições crônicas não transmissíveis no Brasil. Faça o download do material aqui: Fonte: UICC

  • FórumCCNTs lança material "Com vacinas protejo vidas!", para Gestores, Profissionais de Saúde e Pessoas com CCNTs

    FórumCCNTs e parceiros lançam a segunda edição do guia sobre Vacinas em pessoas com CCNTs, para Gestores e Profissionais de Saúde, durante evento, totalmente atualizada e com novo layout. Clique na caixa abaixo para fazer o download do e-book Com Vacinas Protejo Vidas! 2ª Edição para Gestores e Profissionais de Saúde Clique nas caixas abaixo para fazer o download da 1ª edição do material Com vacinas protejo vidas! (para profissionais de saúde) e o material Com vacinas escolho saúde! (para pessoas com CCNTs e interessados) A vacinação é considerada um dos maiores avanços da história da saúde, à frente dos antibióticos, cirurgias e quaisquer intervenções médicas. A imunização salva milhões de vidas anualmente em todo o planeta, aumenta a expectativa de vida e melhora sua qualidade. Ela foi responsável pelo feito inédito de erradicação de uma doença infecciosa, a varíola humana, em 1980. Entretanto, testemunhamos o declínio das coberturas vacinais na maioria dos países na última década. Doenças imunopreveníveis, cuja incidência foi controlada pelas vacinas, como sarampo e poliomielite, passaram a crescer em número de casos e mortes no mundo. Em 2022, o Brasil foi classificado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como um dos quatro países das Américas com risco muito alto de retorno da paralisia infantil. Notícias falsas, desinformação e movimentos antivacinas confundem a população e levam à hesitação vacinal, a qual foi incluída pela Organização Mundial de Saúde, em 2019, na lista das dez ameaças globais à saúde. Apesar desse cenário prejudicar todos os indivíduos e faixas etárias, ele é mais crítico para populações com maior vulnerabilidade à infecção e/ou complicações por doenças preveníveis com vacinas. Entre elas, estão crianças, pessoas com mais de 60 anos e com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) como câncer, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e respiratórias. Nesse contexto, o Fórum Intersetorial para Combate às DCNTs no Brasil (FórumDCNTs) desenvolveu dois materiais educativos sobre o tema: Com vacinas protejo vidas!, destinado a profissionais de saúde, e Com vacinas escolho saúde!, para a população em geral, com ênfase às pessoas com CCNTs. Os dois guias digitais, disponíveis para download gratuito, foram lançados no dia 31 de outubro de 2023, durante o 13º Encontro do FórumDCNTs, “Nosso objetivo é contribuir para que o país alcance suas metas de cobertura vacinal, por meio do aumento da adesão ao Programa Nacional de Imunizações, bem como para a redução, entre as pessoas com CCNTs, das internações e da morbimortalidade por doenças infecciosas evitáveis”, expõe Dr. Mark Barone, coordenador do FórumDCNTs. Constam nos materiais, em linguagem adequada para cada público, informações científicas e orientações práticas sobre vacinação no Brasil, principalmente aquelas relacionadas às vacinas especiais para pessoas com CCNTs. “Existe um calendário de vacinas adicionais para esses grupos populacionais, que podem receber a maioria dos imunizantes gratuitamente nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE). Porém, a maioria das pessoas com CCNTs e muitos profissionais de saúde não sabem disso”, observa Barone. É determinante o papel dos profissionais de saúde para diminuir a relutância das pessoas quanto às vacinas e, também, para garantir que aquelas que se mostram convictas sobre sua segurança e eficácia efetivem a vacinação. “De acordo com a OPAS, quando se trata de imunização, os conselheiros e influenciadores mais confiáveis para as pessoas ainda são os profissionais de saúde, particularmente os que atuam em comunidades específicas”, lembra Segundo o Dr. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e um dos autores dos materiais, diz "estarmos certos de que todas e todos os colegas com acesso ao guia do FórumDCNTs serão nossos aliados na disseminação de informações baseadas em ciência e orientações sobre a disponibilidade das vacinas”. Barone e Kfouri assinam os guias sobre vacinação do FórumDCNTs, em coautoria com a Dra. Tercia Moreira Ribeiro da Silva, professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais; Dra. Lorena de Castro Diniz, responsável pelo Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais de Goiás; e Júlia Silveira, jovem líder em diabetes pela Internacional Diabetes Federation (IDF). Na Imprensa: Fundação ProAr Parceiros Institucionais Parceiro Corporativo

  • OMS divulga relatório global e projeta 35 milhões de diagnósticos anuais de câncer até 2050

    Relatório divulgado apresenta panoramas mundial e regionais sobre uma das CCNTs que mais cresce no mundo moderno A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) divulgaram, na última semana, o Relatório Global de Status do Câncer 2026. Consolidando o panorama epidemiológico atual da oncologia e estabelecendo projeções urgentes. Com isso, para que os avanços no gerenciamento dessa condição continuem, é necessária uma transição estrutural imediata para sistemas de saúde baseados na equidade e centrados nas necessidades e na experiência vivida das pessoas. Imagem: Divulgação OMS Globalmente, o câncer se mantém como a segunda causa de morte no planeta. E segundo o relatório, sem ações coordenadas, as estimativas apontam uma trajetória severa para as próximas décadas. Neste novo documento, a OMS busca renovar a agenda global para o câncer valorizando o cuidado tanto quanto a cura. Surgindo em um momento que exige uma mudança para reorientar as prioridades e necessidades das pessoas que estão na jornada de enfrentamento do câncer com linhas de cuidado centradas na pessoa. Incidência e Mortalidade Global Foram contabilizados 20,6 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo. Desse montante, 9,9 milhões de diagnósticos foram em homens e 9,6 milhões em mulheres. Enquanto isso, o total de óbitos no mesmo ano atingiu 9,7 milhões de pessoas. Imagem: Divulgação OMS A probabilidade de receber um diagnóstico de câncer entre o nascimento e os 74 anos de idade é de 19,8% (cerca de 1 em cada 5 pessoas). Esse indicador varia de 27,6% em nações de IDH muito elevado a 12% em nações de IDH baixo, refletindo discrepâncias na expectativa de vida e na robustez da capacidade diagnóstica local. E as projeções até 2050 apontam para uma maior distância entre os países no monitoramento da condição. Distribuição por Tipo de Câncer A análise da OMS aponta que aproximadamente 40% dos casos de câncer no mundo estão associados a fatores de risco modificáveis. Alguns deles identificados como responsáveis pela carga global de câncer: Tabagismo Consumo nocivo de álcool Obesidade e Alimentação não saudável (Ultraprocessados) Inatividade física Poluição do ar e Agentes infecciosos (HPV, HBV, HCV, H. pylori) Em Homens - A maior incidência foi atribuída ao câncer de pulmão (1,6 milhão), seguido pelo de próstata (1,5 milhão). No índice de mortalidade, o câncer de pulmão liderou isolado com 1,3 milhão de óbitos, acompanhado sequencialmente pelo colorretal (0,5 milhão) e pelo de fígado e vias biliares (0,5 milhão). Em Mulheres - O câncer de mama apresentou a maior incidência global, com 2,4 milhões de novos casos, seguido pelo câncer de pulmão (1 milhão). A mortalidade feminina seguiu perfil semelhante, com o câncer de mama respondendo por 0,7 milhão de óbitos, o de pulmão por 0,6 milhão e o colorretal por 0,4 milhão. Perfil Geral e Infantojuvenil - O câncer colorretal consolidou-se como o terceiro tipo mais comum para ambos os sexos (1,1 milhão em homens; 0,9 milhão em mulheres). No segmento infantojuvenil (0 a 19 anos), estima-se a ocorrência de 400.000 novos casos anuais, sendo que aproximadamente 90% destes concentram-se em países de baixa e média renda (PBMR). Panorama das Américas Imagem: Divulgação OMS Na América Latina e no Caribe, foram estimados cerca de 1,5 milhão de novos casos e mais de 750 mil mortes por câncer. Nos países da região ainda há diversas desigualdades no acesso à detecção precoce, diagnóstico, tratamento, cuidados paliativos e à proteção financeira contra os custos da condição de saúde. De acordo com as estimativas de 2024 do Observatório Global do Câncer da OPAS, foram registrados 4,34 milhões de novos casos e 1,48 milhão de óbitos, em 2024. Estima-se que até 2050 haverá 7,13 milhões de novos diagnósticos, um aumento de 64% impulsionado pelo crescimento e envelhecimento populacional. Atualmente, 61% dos novos casos ocorrem em pessoas com 65 anos ou mais. O relatório também indicou que graças à ampliação da cobertura vacinal e de saneamento básico, os cânceres de origem infecciosa diminuíram. Assim como o consumo de tabaco que caiu 27% desde 2010, contribuindo para a redução dos casos e das mortes por câncer de pulmão em algumas regiões. Brasil Enquanto isso, a realidade brasileira evidencia que os obstáculos nacionais estão fortemente atrelados a iniquidades internas de caráter socioeconômico e geográfico, afetando toda a linha de cuidado da pessoa com condição de saúde. E embora o Brasil integre o grupo de países de renda média-alta, as disparidades na sobrevida observadas globalmente se reproduzem no território nacional entre diferentes estados e entre os setores público e privado de saúde. Imagem: Divulgação OMS Conforme monitoramento histórico do Instituto Oncoguia, o cumprimento efetivo da Lei dos 60 Dias (prazo regulamentar para o início do tratamento oncológico no SUS após a confirmação diagnóstica) enfrenta sérias barreiras devido à fragmentação do percurso assistencial que antecede a realização da biópsia. Esse atraso na identificação oportuna restringe consideravelmente as opções terapêuticas e a probabilidade de sobrevida, penalizando de forma mais acentuada os cidadãos dependentes da rede pública nas regiões Norte e Nordeste. De acordo com dados consolidados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), o Brasil possui hoje a seguinte incidência: Agenda centrada nas pessoas e políticas públicas O relatório trouxe apontamentos para que as iniciativas de manejo do câncer sejam estruturadas e centradas na pessoa para o cuidado de indivíduos e famílias afetados pelo câncer. Apontando para o compartilhamento de experiências vividas, a fim de orientar soluções mais equitativas e eficazes para proteger e promover a vida e o bem-estar das gerações futuras. E ainda apresenta sete recomendações principais e três mudanças estratégicas que devem ser implementadas em todos os países e comunidades: Melhor capacidade - integrar o manejo do câncer à cobertura universal de saúde e investir em recursos humanos voltados à prevenção e ao manejo da condição de saúde; Melhor proteção - colocar as pessoas com experiência vivida do câncer no centro dos sistemas oncológicos, fortalecendo simultaneamente a proteção social; Maior valor - alinhar pesquisa e inovação às necessidades da saúde pública e garantir acesso equitativo a avanços terapêuticos com comprovado valor clínico. Como por exemplo, estudos de imunoterapia e as vacinas de mRNA para pessoas já diagnosticados. Para leitura do relatório completo, acesse aqui. Fonte: OMS

  • Participe da Consulta Pública sobre a atualização do PCDT para Doença Renal Crônica - Até 20/07

    O Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) convida todos os parceiros institucionais, profissionais de saúde, pessoas que convivem com a Doença Renal Crônica (DRC) e demais interessados a contribuírem com a Consulta Pública nº 56/2026 referente ao Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Cuidado ao Paciente com Doença Renal Crônica. Imagem: iStock A consulta está disponível para contribuições até o dia 20 de julho de 2026, por meio da plataforma Participa + Brasil assim como a íntegra do relatório técnico da Conitec, disponíveis no link abaixo: Acesse aqui o Formulário de Contribuição Participa + Brasil Acesse aqui o Relatório Técnico Preliminar da Conitec O FórumCCNTs, manifesta seu apoio à atualização do PCDT para Doença Renal Crônica (DRC) e propõe, em parceria com a Dra. Patricia Abreu, da Sociedade Brasiliera de Nefrologia, sugestões que visam aprimorar as diretrizes com base nas evidências mais recentes e nas necessidades observadas na prática clínica. Entre as recomendações destacadas estão: Incluir um tópico direcionado aos distúrbios do sono na seção “Cuidados adicionais com o paciente com Doença Renal Crônica” e na abordagem holística do tratamento da pessoa com DRC. Destaca-se a influência dos distúrbios do sono no desenvolvimento da DRC e vice-versa. Distúrbios do sono são prevalentes em DRC em todos os seus estágios, sendo os mais comuns insônia, síndrome da apneia do sono, síndrome das pernas inquietas e transtorno dos movimentos periódicos dos membros1,2,3 Retirar o fator de correção racial no cálculo da Taxa de Filtração Glomerular Estimada (TFGe) da fórmula MDRD presente no quadro 2 do PCDT. Atualmente, diversos estudos têm demonstrado que o fator de correção racial pode aumentar o subdiagnóstico de DRC em pessoas da raça/cor preta e parda e retardar o tratamento adequado aumentando assim as desigualdades no acesso à saúde. Além disso, o uso de fator de correção racial no Brasil não é recomendado tendo em vista o alto grau de miscigenação da população e ancestralidade africana4,5 Incluir um item dedicado à Saúde Bucal na abordagem holística do tratamento da pessoa com DRC. Existem evidências de uma relação bidirecional entre entre a periodontite e DRC, com a possibilidade da saúde bucal ser um fator de risco modificável para DRC. Além disso, estudo brasileiro com dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 identificou que indivíduos com autoavaliação de saúde bucal ruim, perda total de dentes e dificuldade de alimentação relacionada à saúde bucal apresentaram maior chance de ter DRC6,7. Adoção do rastreamento e do diagnóstico precoce de DRC na APS, especialmente nas pessoas com hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, conforme previsto no PL 4269/2025. Padronizar os valores referentes à hiperuricemia, quando se tratar de pessoas com doença renal crônica em acordo como KDIGO 2024. Incluir a indicação de inibidores SGLT2 para pessoas com doença renal crônica sem diabetes. Reconhecer as evidências recentes de uso de finerenona e antagonistas não esteróides do receptor mineralocorticoide para DRC não associada ao diabetes. Alterar a recomendação de ciclossilicato de zircônio sódico para pessoaspacientes com potássio > 5.5 mEq/L, na seção de critérios de inclusão. Na seção sobre vacinas e DRC em geral, o documento é uma oportunidade de esclarecer e aumentar o engajamento para vacinação adequada deste grupo especial. Participe! A sua participação é fundamental para fortalecer a representatividade da sociedade civil nas decisões que impactam o SUS. Contribua até 20 de julho de 2026! Juntos, podemos fortalecer o cuidado com as pessoas que vivem com DRC no Brasil Referências Gopal, A., et al. Sleep Disorders in CKD: A Review. American Journal of Kidney Diseases, v. 85, n. 6, p. 754-766, jun. 2025. DOI: https://doi.org/10.1053/j.ajkd.2024.12.010. Davydov, G. G., et al. Common Sleep Disorders in Patients With Chronic Kidney Disease: A Systematic Review on What They Are and How We Should Treat Them. Cureus, v. 15, n. 8, 2023. DOI: https://doi.org/10.7759/cureus.44009. Lyons, O. D.Sleep disorders in chronic kidney disease. Nature Reviews Nephrology, v. 20, p. 690-700, 2024. DOI: https://doi.org/10.1038/s41581-024-00848-8. Almeida, W. L. C., Mill, J. G. Validation of glomerular filtration estimation equations adjustable by race/colour in adults from Vitória, Espírito Santo, Brazil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 29, n. 1, 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/1413-81232024291.15752022en. Almeida, W. L. C., et al. Validação das equações para estimativa da função renal com e sem ajuste por raça/cor em adultos brasileiros (ELSA-Brasil).Revista Brasileira de Epidemiologia, São Paulo, v. 26, 2023. DOI: https://doi.org/10.1590/1980-549720230057.2. Macêdo, L.O.S, Silva, C. A. B., Andrade, L. G. M. Oral health and chronic kidney disease in Brazil: a population-based analysis of the 2019 National Health Survey. BMC Public Health, Londres, v. 26, n. 1, 2025. DOI: https://doi.org/10.1186/s12889-025-26126-1. Gudsoorkar, P., et al. Bridging systems: oral-kidney connections - pathophysiological links, clinical implications, and health system integration – a narrative review. BMC Nephrology, Londres, v. 27, n. 1, 2026. DOI: https://doi.org/10.1186/s12882-026-04843-y.

  • Novas diretrizes da OMS revelam que até 45% dos riscos de demência podem ser evitados ou adiados

    Documento atualizado traz recomendações baseadas em evidências para guiar o manejo de fatores de risco modificáveis e proteger a saúde cognitiva global A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou suas novas diretrizes voltadas para a redução do risco de declínio cognitivo e demência. O documento fornece aos países recomendações atualizadas e baseadas em evidências científicas para ajudar a prevenir ou retardar o início da condição ao longo da vida, integrando essas ações às linhas de cuidado de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), saúde mental e saúde cerebral. Foto: Dario Valenzuela | Unsplash Atualmente, mais de 57 milhões de pessoas vivem com demência em todo o mundo, com cerca de 10 milhões de novos diagnósticos anualmente. Embora não haja cura para a condição — sendo o Alzheimer a forma mais comum (60% a 70% dos casos) —, a ciência demonstra que até 45% dos riscos estão associados a fatores modificáveis. Entre eles destacam-se o tabagismo, o uso de álcool, o isolamento social, a inatividade física, a poluição do ar e CCNTs como a hipertensão e o diabetes. "Sabemos mais hoje do que nunca sobre o que impulsiona o risco de demência, e estas diretrizes traduzem esse conhecimento em ação", destacou o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS. Intervenções práticas: Estilo de vida e manejo clínico O relatório atualiza as primeiras recomendações emitidas pela OMS em 2019, consolidando novos dados e dividindo as estratégias de prevenção em três frentes principais: 1. Estilo de vida e estímulo cognitivo Treinamento e estimulação cognitiva: Recomendados para adultos com cognição normal ou que apresentem comprometimento cognitivo leve. Engajamento social: Incentivo à participação em atividades comunitárias e sociais. Hábitos saudáveis: Adoção de alimentação equilibrada, prática de atividade física regular, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool. 2. Manejo de condições médicas e do ambiente Manejo cardiometabólico: O tratamento adequado de condições como hipertensão, diabetes e colesterol alto desempenha um papel protetivo crucial contra o declínio cognitivo. Exposição ambiental: Uma nova recomendação forte orienta a redução da exposição à poluição do ar. Aparelhos auditivos: O uso de dispositivos para correção de perda auditiva também passa a ser recomendado como parte das estratégias preventivas. 3. Suplementação sem recomendação As diretrizes não recomendam a suplementação com vitaminas B e E, ácidos graxos poli-insaturados (como ômega-3) ou multivitamínicos na ausência de uma deficiência clinicamente diagnosticada, uma vez que não há evidências de benefícios que superem potenciais riscos. O impacto humano e socioeconômico da demência Muito além do aspecto clínico, a demência afeta diretamente a independência, a dignidade e a segurança da pessoa com condição de saúde. Ela gera uma sobrecarga significativa para as famílias e cuidadores, além de representar um impacto severo para a economia global, estimado em US$ 1,3 trilhão anuais — valor em que metade corresponde ao trabalho de cuidado não remunerado prestado por familiares e amigos. Compreender esses fatores e implementar ações precoces de manejo e prevenção é o caminho mais seguro para garantir mais qualidade de vida, longevidade e independência para a população. Fonte: OMS

  • Vital Strategies lança desafio de dados e inteligência artificial para promoção da saúde mental na infância e adolescência - Até 3/8

    Com apoio do Google.org, edital oferece até R$ 800 mil para soluções inovadoras; inscrições abertas até 3 de agosto de 2026 A Vital Strategies lançou oficialmente o Desafio: Dados e Inteligência Artificial para Promoção da Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, uma chamada pública estratégica voltada para impulsionar respostas inovadoras e baseadas em evidências. Estimativas globais e nacionais indicam que cerca de metade das condições de saúde mental se manifestam até os 14 anos, tornando urgente o desenho de ações precoces de prevenção e promoção do bem-estar. Organizações e coletivos interessados em submeter propostas devem realizar a inscrição eletrônica até o prazo limite de 3 de agosto de 2026. Imagem: Divulgação Quem pode participar e critérios de elegibilidade O edital busca fortalecer um ecossistema plural de atores que trabalhem com o tema de forma responsável e sob diferentes perspectivas. Podem participar organizações sem fins lucrativos, universidades e centros de pesquisa com atuação em diferentes áreas do conhecimento. Uma das premissas fundamentais da iniciativa é que não é necessário atuar diretamente no setor da saúde. São amplamente bem-vindas propostas oriundas de múltiplos campos — como educação, assistência social, segurança pública, pesquisa aplicada ou tecnologia cívica — desde que o projeto conecte com clareza a sua área de experiência à inteligência artificial (IA), análise de dados e à saúde mental infantojuvenil. Recursos financeiros e benefícios para os selecionados A iniciativa conta com o apoio financeiro e institucional do Google.org. O processo seletivo e a gestão das atividades serão acompanhados de perto por um comitê de acadêmicos e especialistas brasileiros, tanto em saúde mental de crianças e adolescentes quanto no uso ético de inteligência artificial para impacto social. As organizações escolhidas receberão: Apoio financeiro direto: Aportes estruturados entre R$ 300 mil e R$ 800 mil, conforme o escopo da proposta; Ciclo de desenvolvimento: Participação garantida em um programa de aceleração e acompanhamento de 12 meses; Intercâmbio técnico: Integração ativa em uma comunidade de prática para troca de metodologias e soluções. Webinar informativo e esclarecimento de dúvidas Para detalhar os critérios técnicos do edital e auxiliar as instituições na formulação de suas propostas, a organização promoverá um webinar oficial de apresentação. O encontro virtual acontecerá no dia 16 de julho de 2026 (quinta-feira), às 17h (horário de Brasília), e contará com um bloco inteiramente dedicado a perguntas e respostas para esclarecer dúvidas dos proponentes. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? Imagem: Reprodução A atenção integral à saúde mental desde as fases iniciais da vida está profundamente interligada ao manejo adequado das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs). O adoecimento psíquico na infância e na adolescência frequentemente atua como um fator agravante ou determinante para o desenvolvimento de comportamentos de risco e complicações associadas a condições cardiovasculares, metabólicas e respiratórias crônicas a longo prazo. Tratar a saúde mental coletiva com inovação e dados é uma estratégia essencial de prevenção primária. Para o ecossistema do FórumCCNTs, o monitoramento deste desafio é uma oportunidade estratégica de fomentar o manejo integrado das CCNTs por meio de ferramentas tecnológicas avançadas. Ao cruzar inteligência artificial com políticas intersetoriais, o edital abre caminhos para que as pessoas com condições de saúde e os usuários do sistema público disponham de redes de apoio preditivas, éticas e eficientes, qualificando o cuidado integral e diminuindo as vulnerabilidades sociais nos territórios brasileiros. Prazo de envio das propostas: Até 3 de agosto de 2026. Webinar de apresentação: 16 de julho de 2026, às 17h (horário de Brasília). Quem pode participar: Organizações sem fins lucrativos, universidades e centros de pesquisa (da saúde, tecnologia, educação, assistência social, entre outros). Valor do apoio: Financiamento entre R$ 300 mil e R$ 800 mil por projeto, além de ciclo de desenvolvimento de 12 meses. Para conferir o texto completo do edital, verificar as diretrizes de uso ético de IA e realizar a inscrição da sua instituição, acesse a página oficial do Desafio no portal da Vital Strategies. Fonte: Vital Strategies

  • OPAS publica diretrizes para atualizar a iniciativa HEARTS 2.0 na Atenção Primária

    Novo documento foca na integração do cuidado cardiovascular, renal e metabólico, expandindo as estratégias de manejo da hipertensão nas Américas A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) lançou um relatório técnico fundamental para a evolução das políticas públicas de saúde na Região das Américas. O documento “Processo de atualização baseado em evidências para o Protocolo Clínico HEARTS 2.0: Fase 3” detalha a estratégia de expansão da iniciativa HEARTS, ampliando seu escopo clássico focado apenas no controle da pressão arterial para uma abordagem integrada das condições cardiovascular-renal-metabólicas (CRM) no nível da Atenção Primária à Saúde (APS). Imagem: Divulgação O avanço é considerado um marco essencial no combate às Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), uma vez que o conjunto dessas condições CRM representa hoje o maior fator contribuinte para mortes prematuras e incapacidades em escala global. Consenso de especialistas e 38 novas intervenções validadas Para estruturar o novo protocolo clínico do HEARTS 2.0, foi utilizado um rigoroso método metodológico (adaptado do método RAND/UCLA) para avaliar 45 propostas de intervenções na saúde pública. Após uma avaliação criteriosa feita por um painel internacional de especialistas, 38 intervenções foram validadas e classificadas como apropriadas para integração imediata na rotina de cuidados da Atenção Primária. Esse novo ecossistema de diretrizes visa fornecer aos gestores e profissionais de saúde um modelo de atendimento padronizado, seguro e de alta qualidade técnica, que consiga tratar a pessoa com condição de saúde de forma holística, e não isolada. Foco em terapias de alto impacto e fortalecimento de equipes multifuncionais Entre as principais recomendações consensuadas pelo novo framework do HEARTS 2.0, destacam-se duas grandes frentes de atuação prática: Uso precoce de terapêuticas de alto impacto: O relatório apoia fortemente a introdução de esquemas de estatinas de alta intensidade e o uso de inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (SGLT2), medicamentos cruciais para a proteção orgânica de pessoas com condições de saúde de alto risco que sofrem com a coexistência de disfunções cardiovasculares, renais e de diabetes. Empoderamento de profissionais não médicos: A validação reforça a urgência de apoiar e otimizar o trabalho de toda a equipe de saúde multiprofissional. O protocolo incentiva que enfermeiros e outros profissionais de saúde não médicos atuem ativamente na intensificação terapêutica de medicamentos e no suporte direto à adesão do tratamento pela pessoa com condição de saúde. As outras 7 intervenções restantes foram classificadas como "incertas", demonstrando pontos em que a viabilidade prática regional ou as evidências locais ainda necessitam de um monitoramento mais aprofundado antes de uma recomendação oficial generalizada. Como acessar o recurso O relatório técnico completo da OPAS serve como guia de planejamento para profissionais do setor público e privado empenhados na reestruturação e fortalecimento das linhas de cuidado de condições crônicas. O documento institucional detalhado está disponível para download gratuito no portal da Organização Pan-Americana da Saúde. Fonte: OPAS

  • Inscrições abertas para projetos de cessação do tabagismo pela Bloomberg Initiative - Até 29/7

    Organizações da sociedade civil no Brasil e em outros oito países podem submeter ideias de projetos até 29 de julho de 2026 A Bloomberg Initiative to Reduce Tobacco Use abriu as inscrições para a sua Rodada 40 de Grants Estratégicos, um programa internacional de financiamento voltado ao fortalecimento de políticas públicas saudáveis. Organizações da sociedade civil e instituições de saúde pública baseadas no Brasil, Bangladesh, Índia, Indonésia, México, Paquistão, Filipinas, Ucrânia e Vietnã que desejam pleitear os recursos devem submeter suas Ideias de Projeto até o prazo regulamentar, que se encerra impreterivelmente às 13 horas (horário de Brasília) do dia 29 de julho de 2026. Imagem: Divulgação O edital busca apoiar propostas de alto impacto que colaborem diretamente com a redução do consumo de tabaco e seus derivados em escala nacional. Quem pode participar e modalidades de financiamento disponíveis Podem solicitar suporte financeiro organizações não governamentais, redes de defesa de direitos, associações e institutos de pesquisa legalmente constituídos nos países elegíveis. Além da linha principal de financiamento, a iniciativa disponibiliza modalidades adicionais de aporte para demandas específicas da saúde coletiva. Uma delas são os Tobacco Industry Interference Grants, voltados para projetos rápidos de até 6 meses com foco no monitoramento e mitigação da interferência comercial do setor de tabaco. Há também oportunidades focadas exclusivamente no suporte à cessação do tabagismo por meio do programa Cessation Grants. Diretrizes para a submissão de propostas Recomenda-se que as instituições interessadas realizem uma leitura analítica detalhada da chamada oficial e de todas as orientações para os candidatos antes do envio eletrônico. O processo seletivo prioriza a elegibilidade de projetos que apresentem metas claras, capacidade técnica de execução e viabilidade orçamentária para gerar transformações sustentáveis. As ideias selecionadas nesta primeira fase serão convidadas para o envio de propostas completas detalhando o plano de trabalho institucional ao longo do segundo semestre de 2026. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? O uso do tabaco é amplamente reconhecido como um dos principais fatores de risco modificáveis para o desenvolvimento e o agravamento das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), incluindo as neoplasias (câncer), condições cardiovasculares, diabetes e condições respiratórias crônicas. O avanço de políticas voltadas ao manejo do tabagismo diminui diretamente a incidência de complicações graves de saúde e reduz consideravelmente a pressão e os custos estruturais sobre o sistema público de assistência a longo prazo. Para o ecossistema do FórumCCNTs, a mobilização de parceiros para esta chamada internacional é uma oportunidade altamente estratégica para fortalecer o manejo integrado das CCNTs no país. Ao garantir suporte financeiro para a sociedade civil brasileira, o edital possibilita que as pessoas com condições de saúde e os usuários do sistema público se beneficiem de ambientes mais protegidos, de programas eficientes de apoio à cessação e de uma governança participativa capaz de mitigar os impactos sociais e econômicos do tabaco na população. Prazo para envio das Ideias de Projeto: Até 29 de julho de 2026, às 13h (horário de Brasília). Quem pode participar: Organizações da sociedade civil, redes, associações e institutos de pesquisa do Brasil e demais nações selecionadas. Foco da chamada: Financiamento de projetos estratégicos, suporte à cessação do tabagismo e monitoramento da interferência da indústria. Para conferir o regulamento completo da Rodada 40, compreender os critérios de avaliação e acessar o sistema de envio de propostas, visite a página oficial de candidaturas da Bloomberg Initiative. Fonte: Vital Strategies

  • Marco na Saúde Mental das Américas: O Compromisso Intersetorial do Brasil e a Urgência de Agir

    A saúde mental na Região das Américas acaba de alcançar o seu mais alto patamar de priorização política das últimas três décadas. Durante a 56ª Assembleia Geral da Organization of American States (OAS - Organização dos Estados Americanos), todos os Estados-Membros, incluindo o Brasil, aprovaram por unanimidade a Declaration on Improving Mental Health in the Americas through Intersectoral and Whole-of-Government Action (Declaração sobre a Melhoria da Saúde Mental nas Américas por meio de Ação Intersetorial e de Todo o Governo). Este documento histórico representa o compromisso político mais robusto com a causa desde a histórica Declaração de Caracas, em 1990. Conforme destacado pelo Dr. Renato Oliveira e Souza, Chief of the Mental Health and Substance Use Unit (Chefe da Unidade de Saúde Mental e Uso de Substâncias) da Pan American Health Organization (PAHO - Organização Pan-Americana da Saúde), a nova declaração muda o rumo da abordagem regional: "A Declaração reforça que o desafio central não é apenas a escala crescente das necessidades de saúde mental, mas a urgência de transformar os sistemas — mudando de respostas fragmentadas, com poucos recursos e exclusivas do setor da saúde, para abordagens integradas, baseadas em direitos e intersetoriais que abordem de forma eficaz toda a gama de determinantes sociais, econômicos e ambientais da saúde mental." Foto: Divulgação OPAS Com mais de 160 milhões de pessoas vivendo com algum transtorno mental nas Américas e mais de 100 mil vidas perdidas para o suicídio anualmente no continente, a declaração inova ao introduzir o conceito de responsabilidade governamental integrada (whole-of-government). O que muda com a Nova Declaração? Na prática, os países signatários comprometem-se a tirar o peso do cuidado exclusivo das costas do Ministério da Saúde, desenhando ações em quatro frentes principais: Envolvimento Multissetorial: Integração de ministérios e secretarias de Economia, Educação, Trabalho, Justiça e Proteção Social para atuar diretamente sobre as raízes sociais e econômicas do sofrimento psíquico. Investimento Sustentável: Incremento de recursos financeiros de forma previsível e contínua para a rede pública de atenção psicossocial. Expansão da Força de Trabalho: Fortalecimento e capacitação das equipes multiprofissionais, combatendo as históricas iniquidades de acesso. Novas Fronteiras de Cuidado: Incorporação de prioridades contemporâneas, como os impactos da saúde mental nos ambientes digitais, o envelhecimento populacional, os transtornos por uso de substâncias, o apoio em emergências climáticas e o foco prioritário na infância e adolescência. O Cenário no Brasil: Um Alerta Estrutural O compromisso firmado pelo Brasil ocorre em um momento onde os indicadores epidemiológicos e trabalhistas do país revelam que o sofrimento mental atingiu níveis recordes, exigindo respostas rápidas baseadas em evidências. A Crise no Mundo do Trabalho De acordo com os dados abertos do governo, o Brasil fechou o ano de 2025 com um recorde histórico de mais de 534 mil afastamentos do trabalho motivados por transtornos mentais e comportamentais. Esse número representa uma alta de aproximadamente 15% em relação ao ano anterior. Os grandes desafios: Os transtornos ansiosos lideram isoladamente como a principal causa de licença (cerca de 166 mil casos), seguidos de perto pelos episódios depressivos. Juntas, ansiedade e depressão respondem por quase meio milhão de afastamentos, gerando impactos severos na previdência e na economia. Ocupações mais afetadas: O adoecimento atinge de forma transversal mais de 2.000 profissões registradas, com especial prevalência em atividades de alta pressão e contato direto com o público, como vendedores varejistas, professores, profissionais de enfermagem e assistentes administrativos. Vulnerabilidade na Infância e Adolescência Os dados de triagem populacional mais recentes também acendem o alerta para as próximas gerações. Um levantamento detalhado focado no perfil dos estudantes traçou um panorama preocupante da saúde mental dos adolescentes no Brasil: Tristeza e Isolamento: Mais de um terço dos estudantes sente que seus pais ou responsáveis não compreendem suas preocupações. O recorte de gênero aponta que as meninas sofrem desproporcionalmente: 41% das estudantes relataram sentir-se tristes sempre ou na maioria das vezes, e 43,4% afirmaram já ter tido desejo de se machucar intencionalmente. Ideação Suicida: Em termos gerais, 18,5% dos jovens entrevistados afirmaram pensar frequentemente que "a vida não vale a pena ser vivida" — uma taxa que sobe para 25% quando analisado isoladamente o grupo das adolescentes do sexo feminino. O que se Espera a Partir de Agora? Para o FórumCCNTs, que atua unindo a sociedade civil, academia, setor privado e gestores públicos na melhoria das políticas para Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), a assinatura dessa declaração pelo Brasil precisa se traduzir em três eixos práticos e imediatos: Fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) A porta de entrada do SUS precisa estar devidamente capacitada para rastrear, acolher e acompanhar os transtornos mentais comuns. A integração efetiva da saúde mental na APS previne o agravamento das condições e evita a sobrecarga crônica dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e da rede hospitalar. Implementação de Políticas de Saúde Mental no Trabalho Com a crescente discussão regulatória em torno dos riscos psicossociais nas empresas (como as atualizações da Norma Regulamentadora NR-1 e as ações integradas da campanha nacional do Janeiro Branco), as organizações privadas e públicas devem migrar de ações pontuais de bem-estar para uma real reformulação estrutural dos ambientes de trabalho, combatendo o esgotamento profissional (burnout) na raiz. Orçamento Protegido e Articulação Intersetorial Seguindo as diretrizes da OEA e da OPAS, o Brasil precisa garantir que a expansão de programas do Ministério da Saúde caminhe em sintonia fina com os Ministérios da Educação (para ações de acolhimento psicossocial nas escolas) e do Trabalho e Emprego, munidos de investimentos previsíveis e imunes a contingenciamentos. Foto: Divulgação OPAS A Declaração da OEA retira a saúde mental do isolamento clínico e a posiciona onde ela sempre deveria estar: no centro do debate sobre desenvolvimento econômico, direitos humanos e coesão social. O FórumCCNTs reitera seu compromisso de acompanhar de perto o desdobramento dessas metas no cenário nacional, articulando parcerias multissetoriais para transformar esse compromisso político internacional em cuidado real, inclusive e acessível a cada cidadão brasileiro. Fonte: OAS

  • O progresso global da Agenda 2030 e o panorama das CCNTs no Brasil

    Relatório de Desenvolvimento Sustentável de 2026 aponta que o compromisso com as metas da ONU segue forte, mas acena para a urgência de investimentos estruturais em saúde no país O recém-lançado relatório Sustainable Development Report 2026: Implementing Sustainable Development: 2030 and Beyond (Relatório de Desenvolvimento Sustentável 2026: Implementando o Desenvolvimento Sustentável: 2030 e Além), publicado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN) da ONU trouxe um balanço realista sobre as metas globais. De forma geral, apenas 16% das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão a caminho de ser atingidas até 2030. No entanto, o desempenho do Brasil traz um dado novo e relevante: a trajetória do país no ranking seguiu um formato em "U". Após iniciar em uma posição relativamente alta em 2015 e registrar quedas consecutivas nos oito anos seguintes, o Brasil iniciou uma forte trajetória de recuperação a partir de 2023, alcançando em 2026 a 53ª posição entre 169 países, com uma pontuação geral de 74,21 de 100. [BRAZIL Overall Performance - SDG Dashboard and Trends (Página 136)] Outro destaque do relatório é a liderança do Brasil no apoio ao multilateralismo. O indicador que mede o percentual de votos na Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) alinhados com a maioria internacional aponta que o Brasil, ao lado de nações como a Indonésia e o México, votou com a maioria simples em pelo menos 80% das 550 resoluções registradas entre 2021 e 2025. Esse comportamento contrasta drasticamente com o dos Estados Unidos, que se alinharam à maioria em apenas 23% das ocasiões no período — e em somente 5% das votações em 2025 —, opondo-se firmemente a resoluções cruciais de desenvolvimento sustentável e ação climática. Essa recuperação de fôlego e o compromisso diplomático do Brasil geram o cenário ideal para acelerar o cumprimento do ODS 3 (Saúde e Bem-Estar) e, especificamente, da Meta 3.4, voltada à redução da mortalidade prematura por Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs). As CCNTs representam a maior carga de morbimortalidade no país e demandam ações coordenadas na saúde coletiva. Os dados específicos do perfil do Brasil em 2026 mostram que a taxa de mortalidade prematura padronizada por idade devido a essas condições (entre 30 e 70 anos) situa-se em 14,5%. O relatório também aponta que o Índice de Cobertura de Serviços de Saúde Universal (UHC) do país atingiu a marca de 84 de 100, evidenciando a robustez estrutural do Sistema Único de Saúde (SUS) no acolhimento e manejo das pessoas com condições crônicas. No entanto, o envelhecimento acelerado da população e o subfinanciamento do sistema de saúde exigem o fortalecimento contínuo da atenção especializada e do fornecimento de tratamentos complexos para evitar o retrocesso desses indicadores. O avanço na Meta 3.4 também depende diretamente do enfrentamento dos fatores de risco, que interligam o ODS 3 a outras metas do relatório. Os novos dados revelam que a prevalência de obesidade na população adulta brasileira atingiu 28,1%, um número preocupante que tensiona diretamente o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável). Esse cenário reforça a necessidade de transformar os sistemas alimentares, desestimulando o consumo de ultraprocessados e promovendo dietas mais saudáveis desde a infância. Além disso, embora o país apresente ótimos indicadores de infraestrutura básica nas cidades — como 100% de acesso à água encanada na população urbana —, o relatório indica a necessidade de melhorias no desenho urbano e na mobilidade (ODS 11) para mitigar a poluição do ar e incentivar a atividade física regular. As recomendações da ONU para esta nova era de implementação ressaltam que o progresso exige planos de investimento de longo prazo e uma profunda integração multissetorial. O cumprimento da Meta 3.4 e o bem-estar das pessoas com condições crônicas dependem de políticas públicas que conectem saúde, educação e sustentabilidade. Com sua trajetória de recuperação nos ODS e seu forte protagonismo na diplomacia internacional, o Brasil tem uma oportunidade histórica até 2030. Cabe agora transformar esse alinhamento político em financiamento estável e ações práticas na ponta, unindo o setor público, o privado e o terceiro setor para garantir uma vida digna e saudável a toda a sociedade. Abaixo estão consolidados alguns dos principais indicadores oficiais de desempenho do Brasil extraídos diretamente do relatório da ONU de 2026, servindo de base para o monitoramento das metas de desenvolvimento e saúde no país. [BRAZIL - Performance Indicator - SDG Dashboard and Trends (Página 137)] Fonte: IISD

  • Fundo Casa abre inscrições para Chamada Simplificada de Apoio Direto a Iniciativas Comunitárias - Até 14/7

    Edital disponibiliza R$ 2 milhões para apoiar até 100 projetos locais com foco em sustentabilidade e fortalecimento territorial O Fundo de Apoio Socioambiental Casa está com inscrições abertas para a sua Chamada Simplificada de Apoio Direto a Iniciativas Comunitárias, uma ação estratégica voltada para o fortalecimento de coletivos de base em todo o Brasil. Organizações da sociedade civil de pequeno porte, associações comunitárias e grupos locais interessados em obter financiamento devem realizar a submissão de suas propostas até o prazo limite de 14 de julho de 2026. Imagem: Divulgação O processo seletivo foi desenhado de forma simplificada para desburocratizar o acesso a recursos financeiros por parte de populações tradicionais, comunidades periféricas, povos indígenas, quilombolas e demais arranjos comunitários que atuam diretamente na proteção socioambiental e na melhoria das condições de vida locais. Critérios de elegibilidade e quem pode participar A elegibilidade desta chamada é direcionada a organizações de base comunitária com orçamento anual limitado, garantindo que o investimento chegue prioritariamente a quem enfrenta os maiores desafios de captação de recursos. Podem se candidatar grupos formais (com CNPJ) ou coletivos informais (sem CNPJ) que possuam uma organização parceira legalmente constituída para atuar como proponente e apoiar a gestão dos recursos. As iniciativas inscritas devem estar alinhadas com a promoção da resiliência comunitária, soberania alimentar, defesa de direitos territoriais e conservação ambiental na ponta, apresentando um plano de aplicação claro e condizente com a realidade do território atendido. Valores dos aportes e dinâmica de liberação dos recursos O montante global disponibilizado para este edital é de R$ 2.000.000,00 (2 milhões de reais), o qual será distribuído para apoiar até 100 projetos selecionados. Cada iniciativa aprovada receberá um aporte financeiro direto de até R$ 20.000,00 para o desenvolvimento de suas atividades locais. Um dos grandes diferenciais desta chamada simplificada é a dinâmica de repasse das verbas: a liberação dos recursos ocorrerá em 100% logo no início do projeto, eliminando entraves burocráticos e permitindo que as comunidades iniciem as ações planejadas de forma imediata e com total autonomia financeira. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? O fortalecimento de territórios vulneráveis e o suporte a projetos de base comunitária impactam diretamente os determinantes sociais da saúde, influenciando de forma decisiva o manejo adequado de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), tais como o diabetes, condições cardiovasculares, hipertensão e condições respiratórias crônicas. Ao viabilizar recursos para a segurança alimentar, o acesso a ambientes limpos e a estruturação de redes de apoio locais, o edital atua na raiz dos fatores ambientais e sociais que podem agravar a saúde dessas populações. Para o ecossistema do FórumCCNTs, apoiar a disseminação desta oportunidade é fundamental para fomentar o manejo integrado das CCNTs a partir das realidades locais. Garantir recursos diretos para a base permite que as pessoas com condições de saúde e os usuários do sistema de assistência construam soluções comunitárias que facilitem o acesso a alimentos saudáveis, promovam a atividade física e fortaleçam o acolhimento social. Isso eleva a qualidade de vida e a autonomia dos indivíduos dentro de seus próprios ambientes de convivência. Prazo de envio das propostas: Até o dia 14 de julho de 2026. Quem pode participar: Organizações da sociedade civil de pequeno porte, associações comunitárias, coletivos locais e povos tradicionais. Valor do apoio: Aportes de até R$ 20.000,00 por projeto, com liberação de 100% no início, totalizando R$ 2 milhões para até 100 iniciativas aprovadas. Para baixar as diretrizes completas da chamada simplificada, acessar o roteiro de perguntas do formulário e realizar a submissão digital do seu projeto, acesse a página oficial da convocatória no portal do Fundo Casa. Fonte: Fundo Casa

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