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  • FEBRACE - FórumCCNTs 2026: Domiconnect - solução de internação domiciliar com IA para monitoramento de múltiplas pessoas com condições de saúde

    Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2026 e selecionado por seu potencial na categoria Prêmio FórumCCNTs 2026 Domiconnect - solução de internação domiciliar com IA para monitoramento de múltiplas pessoas com condições de saúde Quando se fala de tratamento de pessoas, uma das alternativas é a internação domiciliar, na qual o paciente recebe assistência médica em sua própria residência, evitando-se, por vezes, hospitalização desnecessária ou infecções hospitalares. No município de Cascavel-PR, existe um Programa de Assistência e Internação Domiciliar, que foi implantado no início de 2005, para prestação de serviços de saúde no domicílio. Nestes últimos anos, por conta do vírus da pandemia do SARS-CoV-2 (conhecido popularmente como Covid-19), este programa teve um aumento expressivo em seu número de atendimentos, o que causou grande demanda dos monitoramentos necessários em pacientes, gerando desinformação e atrasos na assistência. Ao observar este problema, pensamos no desenvolvimento do projeto, que possui como objetivo principal criar o dispositivo para facilitar a comunicação entre o instituto responsável pela internação e o paciente que estiver sob seus cuidados, por meio do monitoramento contínuo de sua saúde. Desenvolvemos um bracelete que capta, por meio de sensores, os sinais vitais do paciente para enviá-los ao instituto. Esta comunicação é feita por conexão wi-fi, que irá conectar o bracelete a um website, onde serão mostradas informações recebidas pelos sensores em tempo real em um computador presente na central do instituto, armazenando-as em um banco de dados. Dessa forma, será empregado um sistema de inteligência artificial para notificar a equipe de saúde sobre alterações nos sinais vitais do paciente, fornecendo orientação quanto às possíveis causas dessas alterações, possibilitando assim uma intervenção médica rápida e assertiva. Espera-se que com o desenvolvimento deste projeto, possamos auxiliar no processo de trabalho da instituição, no acompanhamento remoto e na melhoria da qualidade de vida destes pacientes. Autoria: Lucas Kazuo Nonose Orientação: Maycon Gustavo Oliveira Lourenço Instituição: Eureka Escola de Tecnologia e Pesquisa - Cascavel/PR Palavras-chave: Inteligência Artificial, Monitoramento da Saúde, Tratamento Domiciliar Link do vídeo: https://youtu.be/DshSutUJM2E?si=W-_z7U_ePjRL5SVg Informações de contato: domihelpereureka@gmail.com e eurekacascavel@gmail.com

  • FEBRACE - FórumCCNTs 2026: Sparkle: uma plataforma interativa com realidade virtual no apoio terapêutico de crianças com TEA

    Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2026 e selecionado por seu potencial na categoria Prêmio FórumCCNTs 2026 Sparkle: uma plataforma interativa com realidade virtual no apoio terapêutico de crianças com TEA O projeto Sparkle é uma solução inovadora que integra educação, saúde e tecnologia para apoiar o desenvolvimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Desenvolvemos uma plataforma interativa voltada a pais, cuidadores e profissionais, com funcionalidades como organização de rotinas personalizadas, sugestões de atividades baseadas em princípios da análise do comportamento aplicada (ABA), lembretes de autocuidado e relatórios compartilháveis. O projeto responde à necessidade de ferramentas acessíveis que ampliem o cuidado contínuo fora das clínicas, facilitando a comunicação entre famílias e terapeutas. A proposta destaca-se pela incorporação de Realidade Virtual (RV) associada a um módulo de neuromodulação sensorial não invasiva, desenvolvida em parceria com a clínica Siga Transformando (Curitiba-PR), sob orientação direta da neurocientista responsável pelo protocolo de neuromodulação. Essa combinação visa potencializar o engajamento, a atenção e a neuroplasticidade, favorecendo o treino de habilidades socioemocionais e adaptativas por meio de simulações interativas em ambiente seguro. Testes foram conduzidos com seis crianças em atendimentos realizados na Clínica Escola de Terapia Ocupacional da UFPR e na Clínica Cativar. Os resultados esperados incluem alto engajamento, motivação para continuidade e maior envolvimento dos cuidadores no acompanhamento diário via aplicativo, conforme previsto nas avaliações iniciais realizadas por profissionais envolvidos nas sessões piloto. Profissionais relataram melhora na comunicação família-clínica e maior precisão na análise dos progressos da criança. Com base nesses resultados iniciais, concluímos que a combinação de RV e neuromodulação, aliada ao suporte diário via app, apresenta potencial para ampliar o alcance, a eficácia e a humanização das intervenções no TEA. Autoria: Miriã Rocha Carneiro, Manuelli dos Remedios Benatti, Júlio César Amaral Soria Zacharko Orientação: Leslie Barreto Gimenez, Fernando César Lorena Instituição: SESI Afonso Pena - São José dos Pinhais/PR Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista (TEA), Realidade virtual (RV), Neuromodulação Link do vídeo: https://youtu.be/F57-KZPjZTU?si=c6lILAq327WzgK7- Informações de contato: rochami218@gmail.com

  • FEBRACE - FórumCCNTs 2026: Stabiluva

    Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2026 e selecionado por seu potencial na categoria Prêmio FórumCCNTs 2026 Stabiluva A Doença de Parkinson configura-se como uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela degradação dos neurônios da substância negra, estrutura responsável pela síntese de dopamina e pelo controle dos movimentos voluntários. A redução desse neurotransmissor desencadeia manifestações motoras, como tremores, rigidez muscular e bradicinesia, além de sintomas não motores, incluindo ansiedade e depressão, comprometendo de maneira abrangente a qualidade de vida dos indivíduos afetados. Neste contexto, desenvolveu-se o projeto Stabiluva, uma luva projetada para atenuar os temores patológicos associados ao Parkinson de forma acessível e funcional. O dispositivo é equipado com sensores piezoelétricos posicionados em regiões estratégicas da mão, responsáveis por captar em tempo real a intensidade e a frequência das oscilações involuntárias. Os dados são enviados ao Arduino Nano, que processa essas informações e aciona motores de vibração localizados em pontos específicos, os quais produzem vibrações controladas que atuam como contrabalanço mecânico às oscilações, reduzindo a amplitude dos tremores sem interferir nos movimentos voluntários do usuário. O sistema opera em monitoramento contínuo, permitindo ajustes automáticos na intensidade das vibrações conforme a variação dos tremores, possibilitando a utilização da luva em atividades cotidianas sem prejuízo da funcionalidade motora. Para além da mitigação dos sintomas físicos, o projeto busca contribuir para o bem-estar emocional e psicológico dos usuários, considerando que a redução da dopamina afeta diretamente sensações de felicidade e motivação, refletindo na autoestima de quem convive com a doença. Ademais, um dos diferenciais do Stabiluva reside em sua proposta de aliar redução de custos e eficácia técnica, tornando-se uma solução economicamente viável sem comprometer a eficiência do mecanismo. Em conclusão, os avanços obtidos nas etapas de programação e nas simulações realizadas até o momento demonstram o potencial do dispositivo em oferecer suporte significativo à autonomia e à qualidade de vida dos idosos com Parkinson. Autoria: Larissa Thomas Martins de Siqueira, Giovana Estrela Barbosa Teixeira , Bianca Elisa Dias Oliveira e Silva Orientação: Thiago Pavan dos Santos Instituição: Colégio Poliedro - São José dos Campos/SP Palavras-chave: Bem-estar, Parkinson, Tecnologia assistiva Link do vídeo: https://youtu.be/GNIdkFRvqxA Informações de contato: larissa.thomas@p4ed.com

  • FEBRACE - FórumCCNTs 2026: Singularidades: uma vivência multissensorial para compreender particularidades sobre o TEA

    Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2026 e selecionado por seu potencial na categoria Prêmio Destaque FórumCCNTs 2026 Singularidades: uma vivência multissensorial para compreender particularidades sobre o TEA O projeto Singularidades: uma vivência multissensorial para compreender particularidades sobre o TEA visa responder: Como experiências multissensoriais podem contribuir para a sensibilização de diferentes públicos sobre as particularidades da neurodiversidade, em especial do Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo práticas mais inclusivas em contextos escolares e sociais? Este projeto objetiva problematizar preconceitos e estigmas por meio da criação de uma experiência sensorial itinerante. Temos como foco a promoção da experiência de pesquisa de cunho científico, visando a compreensão do TEA e de algumas outras condições e transtornos do neurodesenvolvimento, para tanto, desenvolvemos e testamos um "produto", uma vivência multissensorial que convide ao público a mergulhar em um percurso sensível de escuta, empatia e compreensão sobre a neurodiversidade. A proposta nasce da constatação de que ainda prevalecem discursos reducionistas que dificultam a inclusão e a valorização das diferenças em ambientes escolar e social. A mostra propõe vivências que mobilizam experiências táteis, sonoras, visuais e interativas, onde os visitantes são convidados a refletir sobre questões como comunicação alternativa, sobrecarga sensorial, rotina, seletividade alimentar, estereotipias, ecolalias e outras manifestações comuns em pessoas autistas. Ao percorrer esse caminho, busca-se promover não apenas a informação, mas também o afeto, o respeito às diferenças e a importância de práticas educativas e sociais verdadeiramente inclusivas. Dessa forma, a vivência multissensorial configura-se não apenas como produto pedagógico, mas como ação política e cultural, capaz de tensionar narrativas hegemônicas e afirmar o direito de cada indivíduo de ser quem se é, fortalecendo a construção de uma sociedade mais plural, justa e inclusiva. Autoria: Priscila de Moura Siqueira, Kauã Emanuel Valentim de Bastos Pereira Orientação: Luciana Nori de Macedo, Herik Ribeiro Araújo Instituição: Escola Estadual Maria Lina de Jesus - São José do Alegre/MG Palavras-chave: Neurodiversidade, Saúde coletiva, Inclusão Link do vídeo: https://youtu.be/cKBT3Xnc7GI?si=3atKxWKxFDgzvSts Informações de contato: luciana.nori@educacao.mg.gov.br

  • FEBRACE - FórumCCNTs 2026: Inteligência artificial aplicada ao diagnóstico de condições de saúde retinianas usando dispositivo de baixo custo

    Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2026 e selecionado por seu potencial na categoria Prêmio Destaque FórumCCNTs 2026 Inteligência artificial aplicada ao diagnóstico de condições de saúde retinianas usando dispositivo de baixo custo No Brasil, barreiras de infraestrutura, custo de equipamentos e escassez de especialistas dificultam a detecção de alterações retinianas associadas a risco neurológico e cardiovascular. Este estudo desenvolveu e validou um sistema de diagnóstico de baixo custo para papiledema e retinopatia hipertensiva a partir de oftalmoscopia indireta por meio de imagens captadas por um smartphone acoplado a uma lente condensadora de +20 D. Foram curadas bases públicas de retinografias rotuladas por especialistas, com graduação pelas escalas de Frisén (Papiledema) e Keith–Wagener–Barker (Retinopatia Hipertensiva). O conjunto foi dividido em treinamento (1.313 imagens), validação interna (197) e teste interno (434). Para utilizar o aparato, desenvolveu-se um algoritmo de pré-processamento com correção de iluminação, equalização adaptativa de contraste (CLAHE), extração do canal verde, filtragem homomórfica, segmentação do disco óptico e escavação e arcadas arteriais/venosas. O diagnóstico e a classificação de qualidade foram realizadas por uma CNN EfficientNet-Lite0 otimizada para execução em dispositivos móveis. No teste interno, o sistema alcançou acurácia global de 90,9% e AUC entre 0,908 e 0,986 (papiledema I–III: 0,986; retinopatia hipertensiva leve: 0,977; papiledema IV–V: 0,953; retinopatia grave: 0,943; normais: 0,908). A sensibilidade para papiledema I–III foi 100% e a especificidade para papiledema IV–V foi 100%. As divergências concentraram-se em fronteiras de gravidade e em variações vasculares do envelhecimento, refletindo ambiguidades morfológicas também observadas na prática clínica. Conclui-se que a integração entre óptica portátil, pré-processamento robusto e IA leve é promissora para triagem escalável na atenção primária, com potencial de ampliar o rastreamento e antecipar encaminhamentos graves no SUS. Autoria: Fernando Giron Paranhos de Avila, Ana Luiza Diniz Orientação: Gabriela Santos Mendanha Instituição: Colégio Arena - Goiânia/GO Palavras-chave: Inteligência Artificial, Papiledema, Retinopatia Hipertensiva Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=2wL2vZkwvvA Informações de contato: fergironavila@gmail.com

  • FEBRACE - FórumCCNTs 2026: Cope

    Resumo de projeto apresentado na FEBRACE 2026 e selecionado por seu potencial na categoria Prêmio Destaque FórumCCNTs 2026 Cope Cope, uma startup de tecnologia e saúde mental criada para guiar empresas no cuidado da saúde mental corporativa. O projeto visa solucionar a problemática da crescente de casos de transtornos ocupacionais, aplicando inovações tecnológicas no ambiente profissional. Unimos inteligência artificial à saúde mental, criando uma rede de algoritmos inovadora capaz de medir índices de transtornos ocupacionais a partir de dados informados pelos funcionários. Ao integrar em uma única plataforma: a automatização do processo de reconhecimento de casos de estresse, ferramentas para visualização interativa do estado de bem-estar individual e coletivo, resultados analíticos da evolução da qualidade do ambiente de trabalho, e o intermédio entre colaboradores e psicólogos da área, atuamos como potencializadores para o crescimento de empresas. O mercado da saúde mental corporativa é carente de soluções tecnológicas, além da necessidade urgente de medidas que se enquadrem na Norma Regulamentadora NR-01 - norma que torna obrigatório o gerenciamento dos riscos psicossociais dentro das empresas. Portanto, oferecemos conformidade com as mudanças legislativas, praticidade, automatização e gestão eficiente. Garantimos proatividade para as empresas clientes, prevenindo possíveis casos de estresse e tornando o ambiente de trabalho sustentável, saudável e atrativo. Prezamos pelo cuidado individual de cada vida dentro da plataforma, para que a saúde mental se torne um pilar no desenvolvimento corporativo. Autoria: Laura Piveta Pelizzer, Ana Clara Cardoso Deduck Oliveira, Samuel Costa Santos de Oliveira Orientação: Glenarison Luiz Ferreira, Heitor Debortoli de Carvalho Instituição: Colégio FECAP - Campus Liberdade - São Paulo/SP Palavras-chave: Saúde mental, Inteligência artificial, Triagem psicológica Link do vídeo: https://youtu.be/GzM6ZK5AAUo?si=DuccmxHwx8mkeSuZ Informações de contato: copetecnologia@gmail.com

  • Conitec abre 19 inscrições para representantes da sociedade civil em mesas de avaliação em saúde - Até 3/7

    Espaço de governança participativa permite o envio de contribuições técnicas para 19 seleções vigentes até 3 de julho A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) publicou os critérios oficiais de elegibilidade para a inscrição de representantes da sociedade civil nas Oficinas de Alinhamento e Escopo. O espaço tem como objetivo principal recolher dados adicionais e aportes institucionais para subsidiar os relatórios de avaliação de novas tecnologias de saúde antes de suas respectivas tomadas de decisão. As manifestações de interesse e o envio de formulários devem ser realizados diretamente no portal da comissão, respeitando o prazo regulamentar que se encerra impreterivelmente às 18h do dia 3 de julho de 2026. Quem pode submeter contribuições e os critérios de participação Podem solicitar participação e assento nessas mesas consultivas organizações não governamentais, associações de direitos coletivos, coalizões de saúde, entidades acadêmicas e representantes institucionais. A convocação exige que as instituições indicadas possuam atuação comprovada no monitoramento do sistema de saúde pública e na defesa dos direitos dos usuários. A Conitec priorizará a elegibilidade de grupos técnicos que consigam fornecer dados de vida real e análises de impacto orçamentário que complementem as evidências científicas tradicionalmente revisadas pelos comitês. Tecnologias em análise e prazos regulamentares O ciclo atual conta com 19 seleções vigentes abertas simultaneamente, com período de inscrição de 29/06/2026 a 03/07/2026. Entre os destaques estão as atualizações de Protocolos Clínicos de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e avaliações de medicamentos biológicos e imunoterápicos para o tratamento de diversas neoplasias malignas e outras condições graves de saúde. PCDTs em Discussão: Câncer de Pulmão, Câncer de Mama, Linfoma de Hodgkin, Carcinoma Diferenciado de Tireoide, Câncer Epidermoide de Cabeça e Pescoço, Adenocarcinoma de Próstata, Mieloma Múltiplo, Carcinoma Renal de Células Claras, Melanoma Cutâneo, Linfoma Folicular, Carcinoma de Esôfago, Adenocarcinoma de Estômago e Neoplasia Maligna Epitelial do Ovário. Medicamentos e Procedimentos: Trastuzumabe deruxtecana, Durvalumabe, Bevacizumabe biossimilar, Brentuximabe Vedotina e Transplante Alogênico de Células-Tronco Hematopoéticas (TCTH) para Linfoma de Hodgkin e para Condições Falciformes. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? A ampliação dos canais de participação técnica na Conitec é um passo estratégico para o manejo adequado e sustentável das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), incluindo as condições cardiovasculares, diabetes, condições respiratórias crônicas e neoplasias. Uma vez que as diretrizes terapêuticas e os tratamentos dessas condições demandam tecnologias médicas modernas, a presença da sociedade civil organizada nessas oficinas assegura que as pessoas com condições de saúde e os usuários do SUS colaborem ativamente para definir as prioridades de incorporação tecnológica do país. Para o ecossistema do FórumCCNTs, o monitoramento contínuo dessas chamadas da Conitec permite pautar o manejo integrado das CCNTs na agenda de incorporações. Ao ocupar esses espaços, as instituições e coalizões do setor conseguem evidenciar a urgência por diagnósticos rápidos e por novos tratamentos estruturados, transformando as demandas práticas das linhas de cuidado em evidências formais capazes de remodelar a assistência em saúde pública em todo o Brasil. Prazos de inscrição: Até as 18h de 3 de julho de 2026 para todas as 19 seleções vigentes. Quem pode participar: Organizações não governamentais, entidades acadêmicas, associações e representantes institucionais. Foco da iniciativa: Coleta de contribuições técnicas e escopo social para subsidiar relatórios de avaliação de tecnologias em saúde. Para conferir a lista detalhada de cada uma das 19 consultas, acessar os formulários oficiais de inscrição eletrônica e ler as diretrizes metodológicas das Oficinas de Alinhamento, acesse a página oficial de participação da Conitec. Fonte: Ministério da Saúde

  • Participe do Monitoramento da Implementação da Resolução da OMS para Participação Social - Até 17/7

    Nova iniciativa global coleta dados da sociedade civil para monitorar políticas participativas e governança em saúde O Mecanismo de Engajamento da Sociedade Civil para a UHC2030 (CSEM) lançou uma avaliação global multissetorial e abriu inscrições para coletar contribuições estruturadas sobre o status de implementação da Resolução WHA77.2 da Assembleia Mundial da Saúde, sobre "Participação social para a cobertura universal de saúde, saúde e bem-estar". Organizações da sociedade civil e atores do setor de saúde pública interessados em enviar dados, relatórios locais ou estudos de caso devem preencher os formulários de submissão e enviar suas contribuições institucionais até o prazo regulamentar, que se encerra impreterivelmente em 17 de julho de 2026. Imagem: Divulgação O objetivo central deste levantamento global é monitorar a institucionalização de espaços de tomada de decisão que envolvam diretamente as comunidades na formulação de políticas de saúde pública. Quem pode enviar dados e critérios de elegibilidade Podem participar deste mapeamento organizações da sociedade civil, redes de defesa de direitos humanos, coalizões de saúde e pesquisadores acadêmicos que possuam dados empíricos ou relatórios de monitoramento sobre a implementação de políticas participativas em seus respectivos países. O processo prioriza a elegibilidade de grupos que atuem diretamente na fiscalização de orçamentos e na criação de conselhos consultivos de saúde. O CSEM incentiva fortemente as contribuições que venham de nações do Sul Global, garantindo que os relatórios preliminares reflitam de forma fidedigna os desafios de governança enfrentados por populações em condições de vulnerabilidade social. Consolidação dos resultados e relatórios globais Os insumos coletados serão compilados em um relatório técnico global que visa subsidiar as discussões das Nações Unidas sobre Cobertura Universal de Saúde. A iniciativa busca evidenciar de forma transparente quais governos estão cumprindo as metas de abrir os processos decisórios para a governança compartilhada e quais ainda mantêm estruturas centralizadas. Os participantes selecionados para colaborar mais ativamente nos grupos de análise serão contatados após o período de consolidação dos dados, com a previsão de lançamento do documento final ainda este ano. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? A governança participativa e o fortalecimento da sociedade civil são pilares fundamentais para o manejo sustentável das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), como o diabetes, condições cardiovasculares, neoplasias e condições respiratórias crônicas. Como o cuidado dessas condições exige o desenho de políticas públicas de longo prazo, o monitoramento da Resolução WHA77.2 assegura que as pessoas com condições de saúde e os usuários do sistema público tenham voz ativa na definição das prioridades orçamentárias e na fiscalização de programas de atenção primária. Para o ecossistema do FórumCCNTs, apoiar e participar desse mapeamento global é estratégico para pautar que o manejo integrado das CCNTs não ocorra de forma verticalizada. Garantir a participação social institucionalizada permite que as demandas reais por diagnósticos ágeis, insumos médicos e linhas de cuidado descentralizadas entrem formalmente na agenda governamental. Isso transforma as pessoas atendidas de meros receptores de assistência em agentes transformadores da formulação e fiscalização das políticas nacionais de saúde. Prazo de envio das contribuições (Survey deadline): até 17 de julho de 2026. Quem pode participar: Organizações da sociedade civil, coalizões de saúde, redes de defesa de direitos e pesquisadores. Foco da chamada: Mapear a implementação e o progresso da participação social em saúde conforme a Resolução WHA77.2. Para acessar os formulários oficiais de envio de dados, conferir os critérios metodológicos de submissão e ler o anúncio completo das descobertas preliminares, visite a página oficial de engajamento do CSEM. Fonte: CSEM

  • Articulação e Saúde Pública: Os 7 Projetos de Lei Elaborados pelos Membros do FórumCCNTs em Tramitação na Câmara

    No cenário da saúde pública brasileira, a distância entre a formulação de uma evidência científica e a sua transformação em política pública costuma ser medida em anos, às vezes, décadas. Romper essa barreira exige mais do que diagnósticos; exige articulação, convergência de múltiplos atores e incidência política estratégica. É exatamente nesse nexo que se consolida um marco para o cenário das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs): a tramitação de 7 Projetos de Lei (PLs) na Câmara dos Deputados, elaborados de forma colaborativa pelos membros do FórumCCNTs, acolhidos e apresentados por diferentes deputados federais atuantes às causas da saúde. Estes projetos não nasceram de gabinetes isolados, mas sim das lacunas e dores identificadas por especialistas, associações de pessoas que convivem com essas condições, sociedades médicas e gestores que compõem a rede do FórumCCNTs. Eles abordam gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS), propondo desde atualizações normativas até melhorias diretas na jornada da pessoa com CCNT. Angela Honda, Paulo Correa, Emilio Pizzichini e Geraldo Lorenzi Filho durante o Evento para Elaboração de PLs e Campanha sobre Condições Respiratórias e Pulmonares Crônicas. Foto: FórumCCNTs O PL 3141/2026 (Subsistema de Assistência Integral às CCNTs), por exemplo, propõe uma alteração na própria Lei Orgânica da Saúde (Lei nº 8.080/1990). A proposta institui um subsistema dedicado à atenção integral das condições crônicas, garantindo por lei o atendimento multiprofissional contínuo e a coordenação do cuidado ao longo de todos os ciclos de vida da pessoa. Na mesma linha de fortalecimento institucional, o PL 5455/2025 (Política Nacional de Promoção de Saúde e Bem-Estar) foca na raiz do problema, criando um marco regulatório para a redução de riscos primária e instituindo a Semana Nacional da Promoção da Saúde, com o objetivo de integrar ações intersetoriais para combater fatores de risco como o sedentarismo e a má alimentação. Considerando a necessidade de diagnóstico oportuno, o PL 5714/2025 (Pacote Mínimo de Rastreio) estabelece a obrigatoriedade de o SUS ofertar exames para redução de riscos voltados para as condições nefro-hepato-cardio-metabólicas. A proposta reconhece a interconexão dessas patologias e busca a detecção antes do dano de órgão-alvo. Complementarmente, o PL 4269/2025 (Acompanhamento Qualificado do Diabetes) garante por lei a realização periódica de exames fundamentais — hemoglobina glicada, perfil lipídico e avaliação de função renal — no monitoramento de pessoas com diabetes, visando conter complicações graves. Também focado nessa condição, o PL 5591/2025 (Atualização da Política de Atenção ao Diabetes) altera a Lei nº 13.895/2019 para modernizar as diretrizes nacionais de redução de riscos e cuidado, alinhando a legislação federal às melhores evidências clínicas internacionais. Mark Barone, Fundador e Coordenador-geral do FórumCCNTs, discursa durante o Evento para Elaboração de PLs e Campanha sobre Condições Respiratórias e Pulmonares Crônicas. Foto: FórumCCNTs A assistência prática e o acesso a tratamentos ganham força com o PL 5092/2025 (Descentralização de Insulinas Análogas). Embora as insulinas análogas de longa e curta duração já façam parte do rol do SUS, sua entrega é centralizada. O projeto autoriza e viabiliza a dispensação direta dessas insulinas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), simplificando a rotina da pessoa que convive com a condição. Por fim, o PL 2997/2026 (Diretrizes Nacionais e Dia do Sono) institui o Dia Nacional sobre o Sono e seus Distúrbios (15 de março), fixando diretrizes para que o SUS formule ações de triagem, diagnóstico e tratamento de distúrbios como a apneia obstrutiva, hoje amplamente documentada como fator de risco para o agravamento de hipertensão e eventos cardiovasculares. O Panorama Legislativo e o Ritmo das Tramitações Compreender o rito legislativo é fundamental para coordenar as ações de incidência política e controle social. Como as propostas foram acolhidas e protocoladas em momentos distintos, os projetos atualmente seguem em duas frentes de tramitação dentro da Câmara dos Deputados: A tramitação dessas sete propostas sinaliza que o Congresso Nacional reconhece a legitimidade técnica e o valor das construções multipartidárias e intersetoriais. O fato de terem sido elaboradas de forma colaborativa pelos membros do FórumCCNTs confere a esses textos uma base científica e prática sólida, blindando-os contra o isolamento político e respaldando-os com a experiência de quem vivencia os desafios reais do SUS -. Contudo, no universo das relações governamentais, o protocolo de um projeto de lei representa apenas a largada de uma maratona. A conversão dessas propostas em leis vigentes e, posteriormente, em programas orçamentários estruturados exigirá vigilância constante, mobilização social e um fornecimento ininterrupto de evidências para subsidiar os tomadores de decisão. Todos os participantes do Evento para Elaboração de PLs e Campanha sobre Condições Respiratórias e Pulmonares Crônicas. Foto: FórumCCNTs O avanço dessa agenda legislativa não pertence a um único ator, mas sim à inteligência coletiva de uma rede comprometida com o futuro da saúde pública. Os membros do FórumCCNTs e seus parceiros institucionais seguirão atuando ativamente em cada audiência pública, comissão e gabinete, garantindo que a força da articulação civil se traduza em políticas públicas perenes, capazes de garantir longevidade, dignidade e equidade para milhões de brasileiros.

  • Seleção OMS de Projetos sobre Poluição do Ar e Condições Respiratórias - até 28/08

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Força-Tarefa Interagencial das Nações Unidas sobre Redução de Riscos e Manejo de Condições Não Transmissíveis (UNIATF) anunciaram a abertura das indicações para o Prêmio UNIATF 2026–2027. As instituições e projetos interessados em concorrer a esse reconhecimento global devem submeter suas candidaturas até o prazo limite de 28 de agosto de 2026. Imagem: Divulgação A premiação tem como objetivo central reconhecer e dar visibilidade a ações multissetoriais que demonstrem resultados mensuráveis no combate à poluição do ar e na melhoria da qualidade de vida de pessoas afetadas por condições respiratórias. Podem ser indicadas organizações de três categorias principais: ministérios da saúde e agências governamentais de saúde; órgãos públicos de outros setores (como secretarias de meio ambiente, transporte, habitação e planejamento urbano, além de autoridades municipais); e organizações não governamentais (ONGs), instituições acadêmicas, de pesquisa e fundações. As regras estipulam que não são aceitas autoindicações, ou seja, a proposta deve ser submetida por um terceiro que ateste o impacto do trabalho desenvolvido pela instituição indicada. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? O Prêmio UNIATF deste ano toca no coração de uma das frentes mais críticas e, muitas vezes, subdiagnosticadas das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs): as condições respiratórias crônicas, como a asma e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Como cerca de 99% da população mundial respira um ar que excede os limites de segurança da OMS, a poluição ambiental atua como um dos principais determinantes sociais e fatores de risco modificáveis para o agravamento e a incidência dessas condições de saúde. Para o ecossistema do FórumCCNTs, essa oportunidade reforça a necessidade urgente de integrar as políticas de saúde com os setores de mobilidade urbana, transição energética e urbanismo sustentável. Destacar iniciativas bem-sucedidas no manejo da qualidade do ar é fundamental para acelerar o diagnóstico precoce, reduzir as reinternações hospitalares e garantir que as pessoas que convivem com CRCs tenham o direito básico de respirar um ar seguro, diminuindo o imenso custo humano e econômico dessas condições. Prazo de indicação: até 28 de agosto de 2026. Quem pode ser indicado: Ministérios, secretarias de saúde ou de outros setores, prefeituras, ONGs, universidades e fundações. Foco temático exclusivo: Soluções integradas contra a poluição do ar e manejo de condições respiratórias crônicas. Anúncio dos vencedores: Durante a 80ª Assembleia Mundial da Saúde, em maio de 2027. Para baixar o formulário oficial de indicação (que deve ser preenchido em inglês e enviado ao e-mail oficial da força-tarefa) e conferir os critérios detalhados de documentação, acesse a página oficial da premiação no site da OMS. Fonte: OMS

  • OMS busca especialistas para elaborar guia de cuidado a pessoas 60+ - Até 22/06

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) abriu uma chamada pública para recrutar especialistas e usuários finais para compor um Grupo de Trabalho Técnico. O objetivo do grupo é contribuir diretamente para o desenvolvimento dos novos Padrões Globais da OMS para a Qualidade do Cuidado à Pessoa 60+. Os profissionais de saúde e defensores dos direitos da população sênior interessados em moldar essas diretrizes internacionais devem enviar suas candidaturas até o prazo limite de 22 de junho de 2026. Foto: Magnific Esta convocação representa uma oportunidade estratégica para a comunidade global voltada à segurança das pessoas com condições de saúde e à qualidade da assistência. A OMS busca perfis diversos para garantir que os padrões fortaleçam um cuidado seguro, eficaz, centrado na pessoa, integrado e equitativo. Podem se candidatar as próprias pessoas 60+, cuidadores, trabalhadores da saúde e da assistência social, gerentes de programas, pesquisadores e formuladores de políticas. Experiências vindas de países de baixa e média renda são altamente desejáveis para enriquecer o debate. O grupo selecionado atuará de forma consultiva em áreas técnicas fundamentais para a estruturação dos sistemas de saúde. Espera-se a contribuição de especialistas em padrões de qualidade, mensuração e melhoria de processos, atenção primária à saúde, cuidado integrado, governança de sistemas de saúde, equidade, ética, serviços amigáveis à idade, saúde digital e monitoramento. O foco central será garantir que as novas diretrizes criem ambientes de atendimento dignos e seguros em escala global. Qual a relação com o ecossistema das CCNTs? O envelhecimento populacional está intrinsecamente ligado ao aumento da prevalência das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs), como hipertensão, diabetes, condições cardiovasculares, câncer e demências. À medida que a idade avança, a ocorrência de múltiplas condições crônicas simultâneas exige que os sistemas de saúde abandonem o modelo de atendimento fragmentado e passem a adotar uma abordagem de cuidado integrado, contínuo e focado na segurança das pessoas atendidas. Para o ecossistema do FórumCCNTs, a participação nesta chamada da OMS é crucial para garantir que os novos padrões globais incorporem as necessidades reais de quem convive com condições crônicas. Estruturar serviços de saúde integrados e amigáveis à idade avançada é o caminho para otimizar o diagnóstico precoce, evitar complicações graves e garantir a autonomia, a segurança e a qualidade de vida da pessoa 60+ ao longo de toda a linha de cuidado. Prazo de candidatura: até 22 de junho de 2026, às 18h59 (horário de Brasília) Quem pode se candidatar: Pessoas 60+, cuidadores, profissionais de saúde e assistência social, pesquisadores, gestores e especialistas em qualidade de saúde. Como se candidatar: As manifestações de interesse devem ser enviadas diretamente para o e-mail: mncah@who.int. Para conferir os detalhes completos da convocatória e as diretrizes institucionais do Grupo de Trabalho Técnico, acesse a página oficial no site da OMS. Fonte: OMS

  • Relatório revela lacunas no conhecimento dos brasileiros sobre fatores de risco para o câncer

    Estudo lançado em webinar promovido pela Vital Strategies, Umane e INCA aponta desafios para ampliar a redução de riscos da condição no Brasil Com o objetivo de compreender como a população brasileira percebe os fatores de risco e proteção para o câncer, foi lançado em 3 de junho o relatório Mais Dados Mais Saúde: Percepções da População Brasileira sobre Fatores de Risco para o Câncer. Desenvolvido pela Vital Strategies e pela Umane, com apoio do Instituto Devive e suporte técnico do Instituto Nacional de Câncer, o INCA, o estudo apresenta dados inéditos sobre o conhecimento, as percepções e os comportamentos dos brasileiros em relação à redução de riscos da condição. Imagem: Divulgação Os resultados foram apresentados durante webinar que reuniu representantes das instituições parceiras e especialistas em redução de riscos e manejo do câncer. O levantamento ouviu 6.566 pessoas com 18 anos ou mais em todas as regiões do país e buscou identificar o que a população sabe, acredita e pratica em relação aos principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer. Embora 99,1% dos entrevistados afirmaram conhecer ou já ter ouvido falar da condição, os dados revelam que cerca de 27% dos brasileiros não reconhecem que o câncer pode ser reduzido. Para os especialistas, esse resultado evidencia uma importante lacuna de conhecimento e reforça a necessidade de ampliar estratégias de educação em saúde e comunicação sobre redução de riscos. Durante a abertura do evento, o diretor-geral do INCA, Roberto Gil, destacou que o câncer representa um dos principais desafios para a saúde pública brasileira. Segundo ele, o país deve registrar cerca de 881 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, cenário que exige o fortalecimento das ações de redução de riscos e manejo. "Sabemos que aproximadamente 40% dos casos de câncer podem ser evitáveis. Conhecemos os fatores de risco e precisamos transformar esse conhecimento em mudanças concretas de comportamento e em políticas públicas capazes de promover ambientes mais saudáveis", afirmou. Entre os achados do estudo, o tabagismo aparece como o fator de risco mais reconhecido pela população, identificado por 90,5% dos entrevistados. Em contrapartida, fatores relacionados ao estilo de vida apresentam níveis significativamente menores de reconhecimento. Apenas 54,1% associam o excesso de peso ao risco de câncer e somente 27,5% reconhecem o consumo de carne vermelha como um fator relacionado ao desenvolvimento da condição. A pesquisa também identificou desinformação sobre fatores de proteção. Cerca de 40,5% dos entrevistados não reconhecem o aleitamento materno como fator protetor contra alguns tipos de câncer, enquanto 61,3% acreditam, equivocadamente, que suplementos de vitaminas e minerais ajudam a reduzir o risco da condição. O levantamento também analisou hábitos relacionados à alimentação e identificou padrões que merecem atenção. Cerca de 45% dos entrevistados relataram consumir alimentos ultraprocessados e tentar reduzir esse consumo, enquanto aproximadamente 15% afirmaram consumi-los sem intenção de mudança. Entre as bebidas adoçadas, 53% relataram consumo acompanhado de esforços para redução. Já em relação às carnes processadas, como presunto, salsicha e linguiça, 45% dos participantes disseram consumir e tentar reduzir a frequência. A pesquisa também revelou baixa percepção dos riscos associados a alguns alimentos. Apesar das evidências que relacionam o consumo excessivo de carne vermelha e carnes processadas ao aumento do risco de câncer colorretal, apenas 27,5% da população reconhece a carne vermelha como fator de risco para a condição de saúde. Imagem: Divulgação Em relação à atividade física, 52,2% dos entrevistados afirmaram praticar algum tipo de exercício. Entre aqueles que não praticam, 39% manifestaram intenção de começar, indicando potencial para ações e políticas públicas que estimulem hábitos mais saudáveis. Imagem: Divulgação Quanto ao consumo de álcool, 50,1% da população declarou não consumir bebidas alcoólicas. Entre os consumidores, 32,5% afirmaram estar tentando reduzir a ingestão, enquanto 10,6% relataram consumir álcool sem buscar diminuir o consumo, reforçando a importância de ampliar a conscientização sobre seus impactos na saúde. Outro aspecto destacado pelos especialistas foi a necessidade de fortalecer políticas públicas estruturantes. Durante o webinar, representantes das instituições envolvidas ressaltaram que informação de qualidade, regulação, tributação de produtos nocivos à saúde e promoção de ambientes saudáveis são medidas fundamentais para reduzir a exposição da população aos fatores de risco para o câncer. Os dados também revelam desigualdades importantes. Jovens e pessoas de menor renda apresentam menor conhecimento sobre fatores de risco e maior exposição a comportamentos prejudiciais à saúde, indicando a necessidade de estratégias específicas para esses grupos. Para Fábio Carvalho, coautor do estudo, professor de Educação Física e sanitarista da Área Técnica de Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Câncer do INCA, além de integrante do Grupo de Trabalho de Atividade Física do FórumCCNTs, os resultados mostram que informação e conhecimento são fundamentais para a redução de riscos, mas não bastam por si só. Segundo ele, ainda existem barreiras concretas que dificultam a adoção de hábitos saudáveis e reforçam a importância de políticas públicas voltadas à promoção da saúde. "O alto reconhecimento do tabagismo como fator de risco é resultado de décadas de ações coordenadas, como campanhas, tributação e restrições ao consumo. Isso demonstra que mudanças na percepção da população são construídas por políticas consistentes ao longo do tempo", afirma. Para o pesquisador, o cenário ainda é mais desafiador em relação ao álcool, aos alimentos ultraprocessados e às carnes processadas, que ainda não são amplamente reconhecidos como fatores de risco para o câncer. Apesar disso, ele avalia que os dados apontam avanços e oportunidades. "Saber que aproximadamente 40% das pessoas que não praticam atividade física têm intenção de começar é um dado importante para orientar políticas e programas de promoção da saúde. Existe uma demanda que pode ser transformada em ação quando as condições adequadas são oferecidas à população", destaca. Assista ao webinar completo e leia o relatório na íntegra clicando aqui.

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