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Linguagem Importa: FórumCCNTs integra publicação internacional sobre comunicação sem estigma em diabetes

  • Foto do escritor: FórumCCNTs
    FórumCCNTs
  • 14 de abr.
  • 3 min de leitura

A linguagem impacta o cuidado, os desfechos e a experiência de quem vive com a condição, e está no centro de um movimento global por uma comunicação mais respeitosa e sem estigma


O FórumCCNTs passa a integrar um dos debates mais relevantes e atuais sobre o diabetes no cenário global: o papel da linguagem na construção — ou no enfrentamento — do estigma. O artigo científico ‘From language matters to stigma-free communication in diabetes: Evolution, challenges, and next steps’ reúne especialistas de diferentes países para analisar como a comunicação impacta diretamente o cuidado, os desfechos em saúde e a experiência de quem vive com a condição.

Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

Entre os autores está o Dr. Mark Barone, Fundador e Coordenador-geral  do FórumCCNTs, em uma agenda internacional estratégica que conecta ciência, políticas públicas e transformação social. Também integram o material diversos pesquisadores de diferentes instituições mundo afora.


Linguagem como base do cuidado


A principal premissa do artigo é clara: a linguagem não é detalhe, é parte estrutural do cuidado. As palavras utilizadas em consultas, pesquisas, campanhas e na mídia influenciam como a pessoa compreende sua condição, como se relaciona com o tratamento e como se percebe.


"Este trabalho não é apenas um artigo, mas um movimento coletivo em direção a uma comunicação mais respeitosa, equitativa e baseada em evidências no diabetes e em outras condições crônicas não transmissíveis", destaca Dr. Mark Barone.


O estudo, que sintetiza posicionamentos de mais de 19 países, reforça que o estigma está frequentemente embutido na comunicação cotidiana — seja na mídia, nas políticas públicas ou dentro dos consultórios. Assim, o avanço proposto não se limita à substituição de termos, mas envolve uma mudança mais profunda na forma de comunicação, com foco em abordagem centrada na pessoa, linguagem não julgadora e construção conjunta do cuidado.


Uma vez que a linguagem não adequada impacta no manejo da condição de saúde, menor engajamento no autocuidado e até afastamento dos serviços de saúde. Enquanto uma comunicação mais empática, clara e centrada na pessoa contribui para melhores resultados e relações mais eficazes no cuidado.


FórumCCNTs e a construção dessa agenda no Brasil


Essa discussão já vem sendo desenvolvida no Brasil pelo FórumCCNTs. A agenda evoluiu com o lançamento do material “Linguagem Importa!”, que já está em sua segunda edição, lançada em 9 de maio de 2025. O material foi criado como uma referência prática para profissionais de saúde, imprensa e demais públicos, com o objetivo de qualificar a comunicação, evitar estigmas e fortalecer o engajamento no autocuidado em condições crônicas não transmissíveis. Além disso, a instituição participa ativamente na busca por políticas públicas que ajudem neste enfrentamento. Como por exemplo, uma lei criada recentemente que amplia autonomia no cuidado em saúde sem estigmas e conversa diretamente com o material feito pelo FórumCCNTs.


Barone também participou do livro “Nutrição Sem Estereótipos escrevendo um capítulo sobre o tema, destacando que a iniciativa contribui para atualizar a linguagem no país, alinhando o Brasil a práticas já adotadas internacionalmente.


Desafios e próximos passos


Apesar dos avanços, o artigo aponta que ainda existem lacunas importantes, como a falta de evidências robustas sobre os impactos da linguagem no longo prazo, a ausência de métricas padronizadas e a implementação ainda desigual das diretrizes.


"Ainda existem lacunas críticas de evidência e implementação, incluindo a necessidade de melhores formas de medição, mais evidências e adaptação cultural", ressalta o Fundador e Coordenador-geral do FórumCCNTs.


Diante disso, o estudo propõe uma agenda de transformação em nível sistêmico, envolvendo saúde, pesquisa, políticas públicas e mídia, além de reforçar o papel central das pessoas que vivem com diabetes na construção dessas soluções.


E a participação do FórumCCNTs na publicação reforça seu papel em uma agenda que exige mudança de prática, revisão de estruturas e uma nova forma de olhar para quem vive com condições crônicas.

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