Resultados da busca
Buscar neste site
1641 resultados encontrados com uma busca vazia
- Conitec amplia participação social em decisões no SUS
Nova regra amplia vozes na avaliação de tecnologias e fortalece decisões mais conectadas à realidade das pessoas A participação social no Sistema Único de Saúde (SUS) acaba de avançar com a atualização dos critérios da iniciativa Perspectiva da Pessoa com Condição de Saúde , conduzida pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) . A mudança amplia quem pode contribuir com relatos e experiências nos processos de avaliação de tecnologias em saúde. Imagem: Divulgação Ministério da Saúde A partir de agora, não apenas pessoas que vivem com a condição em análise poderão participar, mas também familiares e cuidadores diretamente envolvidos no cuidado . A medida reconhece que diferentes vivências são fundamentais para compreender, na prática, os impactos das tecnologias no dia a dia. Importância para as CCNTs No contexto das CCNTs , essa escuta qualificada é ainda mais essencial. Muitas dessas condições envolvem acompanhamento contínuo e impactam diversas dimensões da vida, tornando fundamental considerar diferentes perspectivas na formulação de políticas públicas. As inscrições são realizadas por meio de chamadas públicas no portal da Conitec, com acesso via plataforma gov.br . Com as novas regras, a expectativa é ampliar a diversidade de vozes e fortalecer a participação social nas decisões que impactam a saúde no Brasil. Decisões mais conectadas à realidade Essa ampliação representa um passo importante para tornar as decisões em saúde mais conectadas com a realidade. Afinal, o cuidado é compartilhado — e ouvir diferentes perspectivas contribui para uma visão mais completa, humana e alinhada às necessidades das pessoas. Para participar, é necessário ter relação direta com a condição de saúde em avaliação e atender aos critérios estabelecidos em cada chamada pública. Esse cuidado garante que as contribuições estejam conectadas ao tema analisado pela Conitec. Acesse aqui as orientações da Perspectiva do Paciente. Mais qualidade nas contribuições Outra mudança relevante está no processo de seleção. Embora o sorteio siga sendo utilizado, haverá priorização de pessoas com experiência com a tecnologia em avaliação , fortalecendo a qualidade e a relevância dos relatos apresentados. A iniciativa é um espaço estruturado de escuta, onde experiências reais ajudam a complementar dados técnicos. Aspectos como qualidade de vida, desafios no cuidado e benefícios percebidos passam a integrar de forma mais consistente o processo de decisão. Fonte: Ministério da Saúde
- NCD Alliance busca jovens para compartilhar histórias sobre CCNTs - Até 29/3
Jovens de 18 a 25 anos que vivem com condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) ou que cuidam de pessoas com essas condições podem se inscrever para participar de uma iniciativa internacional de advocacy e comunicação promovida pela NCD Alliance . A chamada selecionará participantes para integrar um projeto de narrativas e storytelling multimídia , com inscrições abertas até 29 de março de 2026 . Imagem: NCD Alliance A proposta busca jovens defensores e defensoras da causa das CCNTs interessados em compartilhar suas experiências pessoais e contribuir para ampliar o debate público sobre essas condições. A iniciativa pretende dar visibilidade às vivências de jovens ao redor do mundo e fortalecer a participação desse público em espaços de advocacy e mobilização social . Os participantes selecionados irão integrar um grupo internacional de jovens narradores , que desenvolverá um projeto de comunicação voltado à produção de histórias e relatos sobre o impacto das CCNTs na vida de pessoas jovens. A iniciativa faz parte da série “NCD Diaries” , que reúne testemunhos e experiências para ampliar a compreensão pública sobre essas condições. Qual o objetivo do "Become a Diarist"? O projeto busca destacar como as CCNTs afetam diferentes dimensões da vida de jovens , incluindo desafios relacionados ao acesso ao cuidado, estigma, impacto social e cotidiano das pessoas que convivem com essas condições ou que apoiam familiares e comunidades afetadas. As histórias produzidas também dialogam com os quatro objetivos de impacto da NCD Alliance , que incluem redução de risco, acesso ao cuidado, financiamento adequado e fortalecimento do engajamento comunitário . A iniciativa pretende mostrar como as experiências individuais podem contribuir para transformar narrativas e fortalecer políticas públicas voltadas às CCNTs. Além de compartilhar suas histórias, os jovens participantes terão a oportunidade de desenvolver habilidades de comunicação e advocacy , ampliando sua visibilidade em redes internacionais e espaços de debate sobre saúde global e direitos das pessoas que vivem com CCNTs. A proposta também busca fortalecer comunidades de jovens lideranças , conectando participantes de diferentes regiões do mundo que atuam ou desejam atuar na promoção de mudanças sociais relacionadas às CCNTs e na construção de ambientes mais saudáveis e inclusivos. Mais informações sobre critérios de elegibilidade, processo de seleção e formulário de inscrição estão disponíveis no link da iniciativa. Jovens interessados em participar podem acessar a chamada completa e enviar suas candidaturas aqui . Fonte: NCD Alliance
- AstraZeneca busca jovens líderes para ações em saúde - Até 12/4
O Young Health Programme Young Leaders , iniciativa da AstraZeneca , está com inscrições abertas entre 5 de março e 12 de abril de 2026 , para jovens entre 18 e 35 anos , interessados em atuar como agentes de transformação na promoção da saúde e no fortalecimento de comunidades ao redor do mundo . A iniciativa busca apoiar jovens que já desenvolvem ou desejam desenvolver projetos voltados à melhoria da saúde e do bem-estar em seus territórios. Imagem: AstraZeneca O programa integra o Young Health Programme (YHP) , uma estratégia global da empresa que tem como objetivo fortalecer a liderança jovem e estimular soluções inovadoras para desafios de saúde pública . A iniciativa conecta jovens líderes de diferentes países que atuam em temas como equidade em saúde, fortalecimento de sistemas de saúde e ações voltadas à melhoria das condições de vida de adolescentes e jovens. Formação e rede global de jovens lideranças O programa busca identificar jovens que já atuam ou desejam atuar em projetos com impacto social , especialmente aqueles que trabalham com comunidades e iniciativas voltadas à promoção da saúde e à redução de desigualdades. Ao integrar a rede de Young Leaders , os participantes passam a fazer parte de uma comunidade internacional comprometida com a transformação social. Entre os benefícios do programa estão o acesso a uma rede global de jovens líderes, oportunidades de capacitação e intercâmbio de experiências com participantes de diferentes países . Esse ambiente colaborativo permite compartilhar soluções, fortalecer projetos e ampliar o impacto das iniciativas lideradas pelos jovens. A iniciativa também incentiva o desenvolvimento de projetos voltados a desafios globais de saúde pública , incluindo fatores de risco associados às CCNTs , como alimentação inadequada, sedentarismo e outros determinantes sociais que influenciam a saúde ao longo da vida. Ao reconhecer o protagonismo da juventude, o programa reforça a importância de incluir jovens na construção de soluções sustentáveis para desafios complexos de saúde . A participação ativa dessa população contribui para ampliar o diálogo com comunidades e fortalecer ações voltadas à redução de risco e à promoção da saúde . Quem pode participar? Imagem: AstraZeneca O programa é voltado a jovens líderes que atuam ou desenvolvem iniciativas nas áreas de equidade em saúde, resiliência dos sistemas de saúde ou ação climática e ambiental relacionada ao bem-estar . Os candidatos devem demonstrar potencial de liderança, impacto em suas comunidades e compromisso com a transformação social. As inscrições estão abertas para: Programa de Bolsas de Impacto para Jovens na Área da Saúde; Desafio One Young World LEAD2030; Bolsa de Estudos do Programa de Saúde para Jovens. Os participantes selecionados passam a integrar uma rede internacional de jovens comprometidos com a melhoria da saúde e da qualidade de vida , ampliando suas oportunidades de colaboração e de desenvolvimento de iniciativas com impacto global. Além disso, o programa oferece suporte para a participação em eventos e atividades internacionais , incluindo oportunidades de networking com especialistas, organizações e outros jovens líderes que atuam na agenda global de saúde. Jovens interessados em participar podem acessar mais informações sobre requisitos, etapas do processo seletivo e inscrição no site oficial do programa aqui . Fonte: AstraZeneca
- Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2026 - Inscrições até 19/02/2026
O FórumCCNTs abre as inscrições para o Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2026 . Podem participar projetos implementados no território nacional, em andamento ou concluídos há menos de um ano, que atendam aos critérios de elegibilidade definidos no edital (disponível abaixo). O período de inscrições se encerra em 19/02/2026 . Serão selecionados 15 projetos de destaque , que participarão do 18º Encontro do FórumCCNTs , em abril de 2026: 5 projetos serão apresentados oralmente; 10 projetos serão apresentados na modalidade pôster. Os líderes dos 15 projetos selecionados terão seus contatos compartilhados com as instituições participantes do 18° Encontro do FórumCCNTs , estimulando parcerias e cooperação intersetorial. Durante o evento, a Comissão Avaliadora anunciará os três vencedores entre os projetos de apresentação oral, que receberão prêmios de R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 7 mil , respectivamente, para ampliar o alcance e o impacto de suas iniciativas. O Concurso reconhece projetos inovadores nas áreas de redução de risco, promoção, diagnóstico e tratamento de Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) ou de seus fatores de risco. São especialmente valorizadas as ações com resultados compartilháveis, envolvimento ativo das comunidades beneficiárias e foco em populações em situação de vulnerabilidade. Confira o edital completo abaixo: Formulário para inscrição - Até 19 de fevereiro de 2026: Parceiros Corporativos:
- Prêmio Roux recebe indicações até 3 de abril para inovação em saúde
Estão abertas até 3 de abril as indicações para o Roux Prize , prêmio internacional que reconhece pessoas ou organizações que utilizam evidências e dados para melhorar a saúde da população . A iniciativa é promovida pelo Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME) e busca destacar contribuições relevantes para o avanço da saúde global. Imagem: IHME Criado por David e Barbara Roux , o prêmio concede US$ 100 mil (aproximadamente R$ 524,2 mil na cotação atual) ao vencedor e reconhece lideranças que tenham aplicado evidências científicas, dados e análises em saúde para orientar decisões, políticas públicas ou intervenções capazes de gerar impacto positivo na saúde das populações. Quem pode se inscrever? Podem ser indicados indivíduos ou organizações de qualquer país que tenham desenvolvido iniciativas inovadoras ou demonstrado liderança no uso de dados e evidências para promover melhorias concretas em sistemas de saúde, políticas públicas ou ações voltadas à saúde coletiva. A premiação tem como objetivo valorizar experiências que mostrem como informações e evidências podem orientar decisões estratégicas em saúde , contribuindo para respostas mais eficazes a desafios complexos, incluindo aqueles relacionados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . Outro aspecto central da premiação é reconhecer iniciativas capazes de transformar conhecimento em ação , promovendo mudanças reais na forma como governos, instituições e organizações utilizam dados para planejar políticas e fortalecer sistemas de saúde. As indicações devem ser feitas por terceiros , já que autoindicações não são permitidas . O processo inclui o envio de uma justificativa detalhada sobre o impacto do trabalho do indicado, bem como informações que demonstrem como evidências e dados foram utilizados para gerar resultados concretos em saúde. Mais informações sobre critérios de elegibilidade, orientações para indicação e formulário de submissão estão disponíveis no site da premiação. Interessados podem acessar os detalhes completos e enviar suas indicações aqui . Fonte: IHME
- Mês da Saúde do Sono: Por que o tema precisa avançar nas políticas públicas no Brasil?
Março, Mês da Saúde do Sono, destaca a importância do sono para a saúde e alerta para os milhões de brasileiros com distúrbios ligados ao risco de condições crônicas Março é reconhecido globalmente como o Mês da Saúde do Sono , período que inclui o Dia Mundial do Sono, em 13 de março . A mobilização internacional busca ampliar a conscientização sobre a importância do descanso adequado para a saúde. Hoje, a literatura científica demonstra de forma consistente que o sono exerce papel central na regulação metabólica, cardiovascular, hormonal e cognitiva . Quando o sono é insuficiente ou fragmentado de forma crônica, esses sistemas passam a operar sob estresse fisiológico constante, favorecendo o desenvolvimento de condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . Imagem: iStock Distúrbios do sono e consequências Entre os distúrbios mais prevalentes está a apneia obstrutiva do sono, caracterizada por interrupções repetidas da respiração durante a noite. Esses episódios reduzem a oxigenação do sangue e fragmentam o sono, comprometendo sua qualidade e desencadeando processos inflamatórios e metabólicos que aumentam o risco cardiovascular. Estima-se que quase um bilhão de pessoas no mundo convivam com a condição . No Brasil , cerca de 27 milhões de pessoas podem apresentar apneia obstrutiva do sono, e levantamentos da Fundação Oswaldo Cruz e do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 72% dos brasileiros relatam algum tipo de distúrbio do sono ao longo da vida . As consequências para a saúde são amplas. A fragmentação do sono está associada ao aumento do risco de hipertensão arterial, arritmias cardíacas, acidente vascular cerebral e diabetes tipo 2 . Alterações hormonais decorrentes do sono inadequado também interferem na regulação do apetite e do metabolismo, contribuindo para o desenvolvimento e agravamento da obesidade. Essa relação é bidirecional: estimativas indicam que cerca de 70% das pessoas com obesidade apresentam distúrbios do sono. O papel do FórumCCNTs no gerenciamento dos distúrbios do sono Diante desse cenário, cresce a necessidade de integrar a saúde do sono às estratégias de redução de risco e cuidado das condições crônicas no país. O FórumCCNTs tem atuado para ampliar essa agenda. Em eventos internacionais recentes, pesquisadores brasileiros representados pelo FórumCCNTs contribuíram para a inclusão dos distúrbios do sono na nova Declaração Política Global sobre Condições Crônicas Não Transmissíveis da Organização das Nações Unidas , tema abordado em artigo do Dr. Mark Barone na Veja Saúde . No plano nacional, o FórumCCNTs também destacou os distúrbios do sono como prioridade na Carta Aberta de Prioridades 2025 e 2026 , elaborada com a participação de mais de 250 instituições parceiras e encaminhada a autoridades do Ministério da Saúde e de conselhos gestores do SUS. O documento recomenda avançar em políticas públicas voltadas à redução de risco, rastreamento, diagnóstico e cuidado dessas condições, considerando seu impacto no desenvolvimento de condições como hipertensão , diabetes e obesidade . Além da atuação institucional, há um investimento na produção e disseminação de conhecimento técnico. Um exemplo é o guia Obesidade e Principais Condições Associadas: Saiba o que fazer, voltado a gestores e profissionais de saúde . O material reúne evidências científicas e orientações práticas para o manejo da obesidade e de condições associadas, entre elas os distúrbios do sono, reforçando a necessidade de abordagem integrada dessas questões na atenção à saúde. Reconhecer o sono como um pilar da saúde representa um passo importante para fortalecer estratégias de redução de risco e melhorar a qualidade de vida da população. O Mês da Saúde do Sono oferece uma oportunidade para ampliar esse debate e avançar na construção de políticas públicas que considerem o impacto dos distúrbios do sono na saúde da população brasileira. Material do FórumCCNTs destaca a relação entre distúrbios do sono e CCNTs O FórumCCNTs, em parceria com mais de 40 instituições, lançou um material educativo que destaca a relação entre os distúrbios do sono e o desenvolvimento ou agravamento de diversas CCNTs , como diabetes, obesidade e condições cardiovasculares. O guia reúne evidências científicas e orientações para profissionais de saúde e gestores, reforçando que alterações no sono têm alta prevalência global e impactam diretamente a qualidade de vida e a saúde das pessoas. Estima-se que entre 40% e 45% da população mundial apresente algum tipo de distúrbio do sono , um conjunto de mais de 70 condições descritas na literatura científica. No Brasil, o cenário também preocupa: cerca de 15% da população adulta convive com insônia , enquanto a apneia obstrutiva do sono pode afetar aproximadamente 27 milhões de brasileiros , aumentando o risco de complicações relacionadas às CCNTs. O material destaca ainda que muitas dessas alterações permanecem subdiagnosticadas, pois os sintomas raramente são relatados espontaneamente nas consultas. Nesse contexto, o guia elaborado pelo FórumCCNTs busca ampliar o conhecimento e incentivar a inclusão da avaliação do sono no cuidado em saúde, reforçando a importância do tema nas estratégias de redução de risco e manejo das CCNTs . Para aprofundar o tema, o FórumCCNTs disponibiliza gratuitamente o material “ Impacto dos distúrbios do sono sobre diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e outras CCNTs ” , que reúne evidências, orientações e recomendações para fortalecer a atenção à saúde do sono. Baixe o material completo no link e conheça os principais dados e estratégias para enfrentar esse desafio de saúde pública.
- Atlas Mundial da Obesidade 2026 alerta para avanço global da condição de saúde
O Atlas Mundial da Obesidade 2026 , publicado pela Federação Mundial da Obesidade (WOF) , apresenta novas estimativas globais sobre o avanço do excesso de peso e da obesidade entre crianças e adolescentes. A publicação reúne dados de quase todos os países e traz projeções até 2040 , além de indicadores relacionados a fatores de risco, sinais precoces de agravos associados e políticas públicas voltadas à promoção de ambientes mais saudáveis. O material foi traduzido para o português pelo Instituto Cordial . Imagem: Divulgação WOF Segundo o relatório, o número de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos vivendo com excesso de peso ou obesidade continua crescendo em diversas regiões do mundo. O Atlas também alerta para o aumento de sinais precoces de condições associadas ao alto índice de massa corporal (IMC) , como alterações metabólicas, doenças cardiovasculares e problemas hepáticos, reforçando a necessidade de estratégias integradas de cuidado e de promoção da saúde. O documento destaca que esses cenários estão associados a múltiplos fatores sociais, ambientais e econômicos , incluindo padrões alimentares, acesso a alimentos ultraprocessados, redução da atividade física e condições estruturais que influenciam o cotidiano das famílias. Nesse contexto, políticas públicas e ações intersetoriais são apontadas como fundamentais para reduzir riscos e promover ambientes mais saudáveis para crianças e adolescentes. O Atlas também analisa o desempenho dos países em sete indicadores relacionados à exposição de crianças a fatores de risco e em sete políticas voltadas à proteção contra a obesidade infantil . Esses indicadores ajudam a compreender como diferentes contextos nacionais influenciam a saúde das populações e quais iniciativas podem contribuir para fortalecer estratégias de redução de risco associadas às CCNTs . Brasil não apresenta bons resultados No caso do Brasil , o relatório apresenta estimativas preocupantes para os próximos anos. Entre crianças e adolescentes de 5 a 19 anos , milhões já vivem com sobrepeso ou obesidade , e a tendência aponta crescimento contínuo até 2040 caso não haja avanços significativos nas políticas de promoção da saúde e na criação de ambientes mais favoráveis a hábitos saudáveis. Imagem: Divulgação WOF O Atlas também estima impactos associados ao alto IMC entre crianças brasileiras . Para 2025 , por exemplo, cerca de 1,39 milhão de crianças podem apresentar hipertensão atribuída ao excesso de peso , número que pode chegar a 1,6 milhão em 2040 . O relatório também projeta centenas de milhares de casos de hiperglicemia e milhões de ocorrências de triglicerídeos elevados e condição hepática associadas ao alto IMC nesse grupo etário. Outro dado relevante apontado no documento é o nível de inatividade física entre adolescentes no Brasil . Aproximadamente 84% dos jovens entre 11 e 17 anos não atingem as recomendações de atividade física , evidenciando um importante fator de risco para o desenvolvimento de condições relacionadas ao peso corporal e outras CCNTs ao longo da vida . O relatório também apresenta indicadores sobre fatores que influenciam o risco desde os primeiros anos de vida . Entre eles estão questões relacionadas ao pré-natal, à alimentação infantil e ao ambiente alimentar das crianças . No Brasil, o Atlas aponta, por exemplo, níveis significativos de exposição a fatores como aleitamento materno inadequado na primeira infância e consumo de bebidas açucaradas entre crianças . Na América do Sul , o estudo indica desafios semelhantes . Diversos países da região apresentam crescimento nas taxas de sobrepeso e obesidade infantil e enfrentam limitações na implementação de políticas voltadas à promoção da atividade física em ambientes como creches e pré-escolas. Em muitos casos, essas estratégias ainda são menos frequentes quando comparadas a países de renda mais alta . Diante desse cenário, o Atlas Mundial da Obesidade 2026 reforça a importância de fortalecer políticas públicas , ampliar ambientes que favoreçam hábitos saudáveis e integrar ações entre diferentes setores da sociedade. O documento se soma a evidências globais que apontam para a necessidade de estratégias estruturadas de redução de risco e cuidado integral relacionadas às CCNTs , especialmente entre crianças e adolescentes . Acesse o material na íntegra aqui . Fonte: Instituto Cordial | PBO
- OMS destaca avanços em metas globais para 2030 relacionadas à obesidade e ao HPV
Organização aponta novas ferramentas, campanhas de vacinação e metas internacionais para enfrentamento de condições de saúde que impactam milhões Em coletiva de imprensa virtual sobre questões de saúde global, na manhã da última quarta-feira (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou atualizações sobre estratégias globais para enfrentar alguns dos principais desafios de saúde pública da atualidade. Entre os temas destacados estão o avanço no enfrentamento à obesidade e o esforço internacional para eliminar o câncer do colo do útero . Comitê da OMS durante coletiva de imprensa virtual. Foto: Reprodução OMS Para especialistas e organizações que atuam na área, o avanço dessas estratégias globais reforça a importância de ações integradas entre governos, sistemas de saúde e sociedade civil para reduzir o impacto das condições crônicas e de seus fatores de risco nas próximas décadas. Agendas como estas dialogam diretamente com o trabalho de organizações que atuam na redução de riscos e no manejo das CCNTs, como o FórumCCNTs no Brasil. Progresso na eliminação do câncer do colo do útero No campo da redução de riscos do câncer do colo do útero, a OMS voltou a enfatizar a importância da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano), aliada ao rastreamento e ao tratamento. Segundo a organização, esse conjunto de estratégias tem potencial para levar à eliminação deste câncer como problema de saúde pública nas próximas décadas. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus , relembrou em seu discurso de abertura que, em 2018, foi lançado um chamado global à ação para eliminar o câncer do colo do útero. Seguido em 2020 pela adoção de uma estratégia internacional baseada nas metas conhecidas como 90-70-90 até 2030 : Vacinar 90% das meninas contra o HPV; Garantir que 70% das mulheres realizem exames de rastreamento; Assegurar tratamento para 90% das mulheres diagnosticadas com câncer ou lesões pré-cancerosas. Diretor-geral da OMS durante a coletiva na última quinta-feira (5). Foto: Reprodução OMS (WHO) Ainda segundo o diretor-geral da organização, o avanço tem sido significativo. Atualmente, 162 países já incluem a vacina contra o HPV em seus calendários nacionais de imunização. E quase 60 países introduziram programas de vacinação nos últimos anos. Durante o encontro, a OMS também destacou iniciativas nacionais relevantes mundo afora. Um dos exemplos citados foi a Índia, que anunciou recentemente a maior campanha gratuita de vacinação contra HPV da história . Com isso, o país trabalha com a meta de alcançar quase 12 milhões de meninas de 14 anos por ano . Vale ressaltar que a Índia registra anualmente mais de 127 mil novos casos de câncer do colo do útero, além de cerca de 80 mil mortes relacionadas ao HPV . No Brasil , o FórumCCNTs atua na articulação de políticas públicas e na mobilização de diferentes setores para enfrentar fatores de risco associados às CCNTs. Sendo assim, recentemente o país conquistou uma grande vitória, pleiteada pelo FórumCCNTs e seus parceiros, com a ampliação do limite da faixa etária para essa vacina de 14 para 19 anos de idade ( leia aqui ) . Atualizações sobre o Plano de Aceleração para Frear a Obesidade Outro ponto central da coletiva foi o enfrentamento da obesidade, destacada pela OMS como um dos maiores desafios de saúde pública do nosso tempo. A discussão ocorreu em meio às mobilizações do Dia Mundial da Obesidade , que ocorreu no último dia 4. A organização ressaltou que novas ferramentas terapêuticas vêm ampliando as possibilidades de tratamento. Em dezembro do ano passado, a OMS publicou suas primeiras diretrizes sobre o uso de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade em adultos . Segundo a entidade, os medicamentos podem contribuir para o manejo da obesidade, mas devem ser utilizados como parte de uma abordagem mais ampla, que inclua alimentação saudável, prática regular de atividade física e acompanhamento por profissionais de saúde . As diretrizes despertaram forte interesse internacional. Países de diferentes regiões têm buscado integrar essas terapias aos seus sistemas de saúde. Como aponta um artigo recente publicado na revista científica The Lancet Global Health que detalha o trabalho da OMS na preparação de 12 sistemas de saúde nacionais para fortalecer serviços voltados ao tratamento da obesidade, incluindo o uso dessas novas terapias. A iniciativa integra o Plano de Aceleração da OMS para Frear a Obesidade , que atualmente apoia 34 países , representando cerca de 1,3 bilhão de pessoas . Com o objetivo de reduzir a prevalência da condição em 5% até 2030 em todas as faixas etárias. Por fim, a OMS defende que os governos ampliem o uso de todas as ferramentas disponíveis para reduzir riscos e tratar a obesidade ao longo da vida. Entre as medidas adotadas pelos países estão a taxação de bebidas açucaradas , políticas de promoção da alimentação saudável e a integração do cuidado da obesidade à atenção primária em saúde . No Brasil, o FórumCCNTs atua na articulação de políticas públicas e na mobilização de diferentes setores para enfrentar fatores de risco associados às condições crônicas, como alimentação inadequada, sedentarismo e desigualdades no acesso à redução de riscos e ao cuidado. Como por exemplo, o material “Obesidade e Principais Condições Associadas: Saiba o que fazer!” , para Gestores, Profissionais de Saúde e o “ Atlas Mundial da Obesidade 2026 ” .
- FórumCCNTs escreve capítulo do livro “Nutrição Sem Estereótipos”, do CRN3
Livro faz parte de campanha do Conselho Regional de Nutrição da 3ª região e conta com capítulo feito por autores do FórumCCNTs Na quinta-feira, 12 de fevereiro, foi lançado o livro “ Nutrição Sem Estereótipos – Ciência e ética na promoção de uma Nutrição inclusiva ” , uma iniciativa do Conselho Regional de Nutrição da 3ª Região , SP e MS, ( CRN-3 ). A publicação propõe uma reflexão crítica sobre a forma como a alimentação, o corpo e a prática nutricional são atravessados por estereótipos sociais historicamente construídos. Autores, colaboradores e integrantes da comissão responsável pela obra durante o evento de lançamento. Foto: FórumCCNTs Ao reunir análises técnicas e reflexões críticas, a campanha “ Nutrição Sem Estereótipos ” reforça o papel social da nutrição e convida profissionais, estudantes e a sociedade em geral a repensarem práticas, discursos e abordagens. Promovendo um cuidado que reconheça a diversidade humana e respeite as múltiplas realidades que atravessam a relação das pessoas com a comida e seus corpos. O papel da Comunicação e as CCNTs O livro ressalta desde o primeiro capítulo que a linguagem utilizada pelos profissionais de saúde não é neutra. Ou seja, ela constitui, em si, uma forma de cuidado. E devido a essa importância, o CRN-3 convidou os autores, membros do FórumCCNTs, Mark Barone, Doralice Batista das Neves Ramos e Mônica S. Vilela da Mota Silveira para contribuírem no subcapítulo “ Linguagem importa: construindo uma comunicação inclusiva e sem estigmas ” dentro do capítulo 4 da obra nomeado “ Mídia, redes sociais e práticas nutricionais: o poder da linguagem e dos discursos midiáticos das dietas, beleza e boa forma ”. Nele, os autores apontam como a escolha das palavras deve ser entendida como um gesto ético e técnico, capaz de expressar respeito à dignidade, à autonomia e à complexidade das pessoas que convivem com CCNTs, pois historicamente estas condições são marcadas por estigmas e preconceitos. Mark Barone é fundador e Coordenador-Geral do FórumCCNTs , além de ser Doutor em Fisiologia Humana pela USP, com especialização em Educação em Diabetes e Comunicação . Doralice Batista das Neves Ramos , co-facilitadora do GT Obesidade do FórumCCNTs , é nutricionista e pesquisadora , reconhecida por sua atuação em ética, direitos humanos e combate a estigmas na área da alimentação e saúde. Ela tem participação relevante em debates sobre: linguagem e responsabilidade profissional na nutrição, enfrentamento de preconceitos relacionados a corpo, gênero e raça e promoção de uma prática nutricional inclusiva. Já Mônica S. Vilela da Mota Silveira, é membro do GT Saúde Mental e Neurológica do FórumCCNTs , médica psiquiatra , pesquisadora na área de Saúde Mental e Diabetes e Fundadora do Instituto de Saúde Mental e Diabetes , além de ser professora colaboradora no Departamento de Clínica Médica, divisão de Endocrinologia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e professora visitante da pós-graduação em clínica médica. Assim como Doralice Ramos, está associada ao CRN-3 e participa da construção de debates sobre: nutrição livre de estigmatização, comunicação responsável no cuidado em saúde e no enfrentamento das desigualdades no campo alimentar. Linguagem Importa! Vale ressaltar que o livreto “ Linguagem Importa! ”, desenvolvido pelo FórumCCNTs (disponível em nosso site ) se incorpora à obra como referência fundamental ao evidenciar que a forma como nos referimos às pessoas — seja em atendimentos clínicos, campanhas institucionais ou conteúdos midiáticos — pode tanto reforçar estereótipos quanto contribuir para sua desconstrução. Reforçando que a comunicação empática não apenas estabelece confiança e educa, mas também capacita as pessoas a se sentirem valorizadas, confortáveis e motivadas no envolvimento de seus próprios cuidados, melhorando assim resultados clínicos e a qualidade de vida. Este movimento em direção à saúde centrada na pessoa e a medicina humanizada combate estigmas e reconhece a autonomia dos indivíduos em seus cuidados e acaba por influenciar e acelerar as atualizações de linguagem. Essa discussão torna-se ainda mais urgente diante do crescimento expressivo da obesidade no país, que, segundo dados do Ministério da Saúde, aumentou 118% conforme a última pesquisa Vigitel 2025 . Iniciativas como esta do CRN-3 vão ao encontro das diretrizes do FórumCCNTs , que tem como proposta reunir lideranças dos setores público, privado e terceiro setor para melhorar o cenário das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no país que segundo o Ministério da Saúde consistem em 75% das causas de morte no Brasil. Nutrição sem Estereótipos A obra foi organizada por: Rosana Nogueira, presidente do CRN-3, Rodrigo Daniel Sanches , Consultor Científico, professor e doutor em Comunicação e Semiótica, Osvaldinete Lopes de Oliveira Silva , Doutora em Nutrição e Saúde Pública, Marli Brasioli e Wellington Pupolin , todos consultores do CRN-3 . Destaca-se o fato de que a publicação nasceu muito antes disso, pois os integrantes do órgão identificaram a necessidade de desenvolver uma série de ações que informassem e educassem a população de maneira inclusiva e acessível. E dessa forma, a campanha " Nutrição Sem Estereótipos " , reafirma seu papel como espaço de diálogo entre ética, ciência e sociedade e como diretriz fundamental da gestão 2023-2026 do CRN-3. “ Esse livro é uma construção coletiva, inclusive um dos autores é o coordenador-geral do FórumCCNTs , Dr. Mark Barone . Mas não para por aí, esse livro é apenas mais um capítulo dessa discussão sobre estereótipos na nutrição”, afirma Rosana Nogueira, presidente do CRN–3 . Dividido em eixos temáticos, o livro atravessa campos como: saúde, biologia, comunicação e direito . Os autores exploram temas complexos, incluindo: O impacto dos algoritmos e filtros das redes sociais no desenvolvimento de transtornos alimentares . A gordofobia como sistema de opressão estrutural e seus reflexos na negligência do atendimento em saúde. A neurociência do comportamento alimentar como ferramenta para reduzir o estigma de peso e a "pregorexia" (transtornos alimentares na gestação). O diálogo entre a nutrição e as lutas antirracista e feminista , reconhecendo a soberania alimentar e a diversidade de corpos. Como parte do compromisso com a universalização do conhecimento científico e alimentar, a obra não está restrita ao formato impresso. Para alcançar diversos públicos e garantir a inclusão de pessoas, o CRN-3 disponibiliza a versão online gratuita ( clique para acessar ) .
- Linha de Cuidado da AOS na Cidade de São Paulo - Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2026
Nome do Projeto: Linha de Cuidado da AOS na Cidade de São Paulo Temas contemplados pelo Projeto: Distúrbios do Sono Responsável pelo Projeto Nome completo: Karina Mauro Dib Instituição: Secretaria Municipal de Saúde de São de Paulo/SP Cargo/Função e formação acadêmica: Diretora de DCNT e Mestre em Cuidados Paliativos Nome, cargo e instituição dos demais membros da equipe que lidera o projeto: Fernanda Carolina Silva Guimarães Cruz (Assessora de Distúrbios Respiratórios e Sono - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo/SP); Laerte Honorato Borges Júnior (Key Account Manager - Resmed Brazil). Contato: kdib@prefeitura.sp.gov.br Instituições parceiras Secretaria Municipal de Saúde de São de Paulo/SP Imagem: Freepik Sobre o Projeto A iniciativa foi implementada entre outubro de 2024 e dezembro de 2025 em três regiões da cidade de São Paulo, envolvendo equipes da atenção básica, serviços especializados e gestores locais da Secretaria Municipal de Saúde. Seu objetivo consistiu na implantação e avaliação de uma Linha de Cuidado para Apneia Obstrutiva do Sono, com foco na ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento, na qualificação do cuidado e na redução da fragmentação assistencial no âmbito do SUS. O público-alvo foi composto por usuários adultos com suspeita clínica de Apneia Obstrutiva do Sono, previamente em fila de espera para polissonografia, bem como indivíduos com indicação de tratamento com CPAP. Foram realizados 747 exames de sono em 371 usuários, utilizando estudos do sono tipo III e IV, e 656 indivíduos em tratamento foram acompanhados por telemonitoramento. A implementação incluiu a elaboração de protocolo assistencial, capacitação das equipes de saúde e organização do fluxo entre unidades básicas e serviços especializados, além da adoção de tecnologias para diagnóstico simplificado e acompanhamento remoto, com ajustes clínicos orientados à melhoria da adesão terapêutica. A proposta foi desenvolvida diante da elevada prevalência da condição e da demanda reprimida por exames diagnósticos, que retardava o início do tratamento e comprometia a qualidade de vida dos usuários. Os resultados indicaram alta frequência de confirmação diagnóstica entre os indivíduos avaliados e aumento da adesão ao tratamento com CPAP por meio do telemonitoramento e uso de ferramentas digitais de apoio. A iniciativa foi viabilizada com recursos locais e equipamentos cedidos por meio de parceria público-privada, encontrando-se em andamento, com potencial de expansão para outras regiões do município e consolidação como modelo assistencial no sistema público de saúde.
- O Preço Invisível do Cigarro - Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2026
Nome do Projeto: O Preço Invisível do Cigarro Temas contemplados pelo Projeto: Câncer, DPOC/Asma, Outras CCNTs/DCNTs, Fatores de risco para CCNTs/DCNTs Responsável pelo Projeto Nome completo: Yara Rebeca Araújo dos Santos Instituição: IFMSA Brazil Cargo/Função e formação acadêmica: Vice-presidente para assuntos externos - VPE/Estudante de Medicina Nome, cargo e instituição dos demais membros da equipe que lidera o projeto: Pedro Henrique Rocha Chaves (Diretor Nacional de Saúde Pública - IFMSA Brazil); Anna Byatriz Monteiro dos Santos (Presidente Nacional - IFMSA Brazil); Gabriel Yuri Pereira Spina (Diretor Nacional de Programas e Atividades - IFMSA Brazil). Contato: vpe@ifmsabrazil.org Instituições parceiras IFMSA Brazil e ACT Promoção da Saúde Sobre o Projeto O projeto foi implementado entre agosto de 2025 e março de 2026 em diferentes territórios do país, incluindo capitais e municípios de distintas regiões, com ações realizadas em unidades de saúde, escolas e espaços comunitários. Desenvolvido em parceria entre a IFMSA Brazil e a ACT Promoção da Saúde, adotou um modelo multicêntrico com seleção de comitês locais por edital, capacitação prévia obrigatória e execução descentralizada de intervenções ajustadas às especificidades territoriais, alcançando cerca de 1.300 pessoas. A iniciativa concentrou-se no enfrentamento do tabagismo, incluindo dispositivos eletrônicos para fumar, a partir de uma abordagem ancorada nos determinantes comerciais da saúde e na influência da indústria do tabaco. As ações integraram educação em saúde, mobilização social e advocacy, com campanhas presenciais orientadas por mapeamento comunitário e construção coletiva de respostas locais. A avaliação combinou métodos quantitativos e qualitativos, com aplicação de questionários pré e pós-intervenção, análise de relatórios e acompanhamento contínuo, evidenciando ampliação do conhecimento, aprimoramento da percepção de risco e elevado engajamento das comunidades envolvidas. O projeto resultou na produção de relatórios técnicos, elaboração de cartas de advocacy e fortalecimento da articulação institucional para incidência em políticas públicas. Ele segue em andamento, com previsão de consolidação das etapas finais e potencial de expansão por meio da replicação do modelo, da formação de estudantes e da ampliação de parcerias intersetoriais, contribuindo para o fortalecimento das políticas de controle do tabaco e prevenção de doenças crônicas no país. Saiba mais Relatório das atividades das regionais (Parte 1, parte 2 ainda em produção): https://www.canva.com/design/DAG8J5EsX8I/jT7pDGdF-briokB3LER8Lg/edit?utm_content=DAG8J5EsX8I&utm_campaign=designshare&utm_medium=link2&utm_source=sharebutton Declaração de política da IFMSA Brazil, a ser renovada no Congresso Nacional da IFMSA Brazil (30/04/2026): https://drive.google.com/file/d/1P4E8oZGQysxe2vWzJlhtr_91Qku-ZkXS/view?usp=sharing
- PREGESTAR+: Fatores de Risco para Pré-eclâmpsia na APS - Concurso de Melhores Projetos Intersetoriais e Multistakeholder de CCNTs no Brasil 2026
Nome do Projeto: PREGESTAR+: Fatores de Risco para Pré-eclâmpsia na APS Temas contemplados pelo Projeto: Fatores de risco para CCNTs/DCNTs Responsável pelo Projeto Nome completo: Ana Liria de Souza Instituição: Universidade Anhembi Morumbi (UAM Campus Mooca) Cargo/Função e formação acadêmica: Professor Coordenador/Mestre em Ciências UNIFESP Nome, cargo e instituição dos demais membros da equipe que lidera o projeto: Cristhiane Tozzo (Mestre em Nutrição UFSC/Acadêmica de Medicina Universidade Anhembi Morumbi); Gabriela Furst Vaccarezza (Doutora em Saúde Coletiva FCMSCSP/Professor Universidade Anhembi Morumbi); Mônica Passamani Fantinato de Santana (Enfermeira Preceptora Universidade Anhembi Morumbi); Sthefany Nogueira Santos (Acadêmica de Medicina Universidade Anhembi Morumbi); Ana Clara Torres de Carvalho (Acadêmica de Medicina Universidade Anhembi Morumbi); Victor Lucca Pizzi Tucci (Acadêmico de Medicina Universidade Anhembi Morumbi). Contato: contato@cristozzo.com.br Instituições parceiras Universidade Anhembi Morumbi e UBS Vila Oratório Sobre o Projeto O projeto foi implementado entre março e outubro de 2025 na UBS Vila Oratório, unidade da Atenção Primária localizada na zona leste da cidade de São Paulo, responsável por cerca de 15 mil usuários cadastrados. A iniciativa concentrou-se no cuidado pré-natal, com foco na identificação e prevenção da pré-eclâmpsia entre gestantes atendidas no serviço público de saúde. Participaram do acompanhamento 53 usuárias em início ou seguimento de pré-natal durante o período analisado, inseridas em contexto de vulnerabilidade social característico do território atendido pela unidade. A proposta partiu da constatação de que o rastreamento de fatores de risco para pré-eclâmpsia na Atenção Primária nem sempre ocorre de forma sistemática no primeiro contato com o sistema de saúde, o que pode atrasar intervenções preventivas. Para enfrentar esse desafio, foram analisados prontuários das gestantes atendidas na unidade, identificando fatores de risco clínicos classificados como moderados ou elevados. Os resultados iniciais revelaram presença desses fatores em parcela significativa das usuárias sem identificação adequada no momento inicial do pré-natal. A partir dessas evidências, foram desenvolvidas ações educativas voltadas à qualificação do rastreamento, incluindo capacitação de profissionais e estudantes da área da saúde para aprimorar o reconhecimento precoce da condição e padronizar condutas assistenciais. Os resultados do estudo subsidiaram a implementação de estratégias educativas voltadas à prevenção da pré-eclâmpsia, reforçando práticas de baixo custo e alto impacto na redução da mortalidade materna. A iniciativa foi desenvolvida em parceria entre a Universidade Anhembi Morumbi e a UBS Vila Oratório, integrando atividades de ensino e serviço no SUS. Os resultados indicaram elevada relevância do rastreamento precoce e fortaleceram a sensibilização das equipes para a adoção de protocolos preventivos no pré-natal, evidenciando potencial de replicação da experiência em outras unidades de atenção primária. Saiba mais Relatório do projeto: https://drive.google.com/file/d/1g6YbJCMb5aQQjP-NstS7MWg-x-4N0gfF/view?usp=sharing












