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  • Edital apoia pesquisas sobre envelhecimento no Brasil; Inscrições vão até 12/2

    Estão abertas as inscrições para a 5ª edição do Edital Acadêmico de Pesquisa Envelhecer com Futuro , iniciativa do Itaú Viver Mais , em parceria com o Portal do Envelhecimento . A chamada apoia pesquisas acadêmicas que contribuam para compreender o envelhecimento no Brasil e fortalecer o debate público e a formulação de políticas com impactos concretos na vida das pessoas. As inscrições vão até 12 /02/2026 . Imagem: Divulgação O edital é voltado a estudos que abordem o envelhecimento a partir de diferentes perspectivas, como segurança financeira , trabalho , desigualdades , sustentabilidade  e outros temas estruturantes para uma sociedade que envelhece de forma diversa e desigual. As pesquisas apoiadas devem contribuir para qualificar práticas, serviços e políticas públicas . Um dos estudos contemplados em edições anteriores, por exemplo, resultou na criação de um guia para aprimorar o atendimento de profissionais do Sistema Único de Assistência Social , considerando a diversidade da velhice e suas necessidades de cuidado. Outro projeto apoiado identificou barreiras tecnológicas que dificultam o acesso de pessoas com mais de 60 anos a direitos e à justiça , o que incentivou a Defensoria Pública do Estado do Pará a criar núcleos de atendimento presencial para enfrentar esses desafios. Desde 2020, o edital já apoiou 39 projetos em todo o país , fortalecendo um campo de estudos ainda em consolidação e ampliando o diálogo entre academia, sociedade civil e gestores públicos. As inscrições estão abertas até 12 de fevereiro . Todas as informações sobre critérios, regulamento e processo de inscrição estão disponíveis no site oficial do edital: https://www.itauvivermais.com.br/pilares/editais/ Fonte: Itaú

  • LIVE - CCNTs/DCNTs: Previsões e Orientações para 2026 - 30/01, às 15h

    Objetivos: Identificar as prioridades relacionadas às CCNTs para 2026 , orientando a rede do FórumCCNTs para ações mais assertivas e com mais potencial de impactar positivamente a saúde da população , em prazo mais curto, com destaque para: CCNTs em população 60+ Agora Tem Especialistas: está implementado e melhorando desfechos de CCNTs? Como exercer influência, a fim de garantir a priorização de CCNTs nos planos de candidatas(os) a presidente, governador(a) e parlamentares? Agenda: 15h00-15h05 – Abertura e Contextualização (moderação: Mark Barone , FórumCCNTs) ( Vídeo ) 15h05-15h10 – Introdução ( Beatriz Battistella Nadas , IMAP-Curitiba)  ( Vídeo ) 15h15-15h20 – Introdução ( Ana Maria Malik , FGV )  ( Vídeo ) 15h25-15h30 – Introdução ( Edgar Moraes , UFMG)  ( Vídeo ) 15h30-16h00 – Debate interativo  ( Vídeo ) 16h05-16h20 – Recomendações finais de cada debatedor para o plano 2026 das instituições que trabalham com CCNTs  ( Vídeo ) Debatedores/as e Moderador Ana Maria Malik , MD, PhD ( FGV ) Médica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com mestrado em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas – SP e doutorado em Medicina (Medicina Preventiva) pela Universidade de São Paulo. Professora titular da Fundação Getúlio Vargas – SP, com ampla trajetória acadêmica e institucional na área da Saúde Coletiva. Atua como parecerista ad hoc das revistas Ciência & Saúde Coletiva, Revista de Economia Política, Revista de Saúde Pública e Saúde em Debate, além de integrar o conselho editorial da Revista Einstein. É membro do conselho da Associação Latina para Análise dos Sistemas de Saúde (ALASS), conselheira da Conferência Luso-Francófona de Saúde (COLUFRAS) e membro do conselho de gestão delegada do Serviço Social da Construção Civil. Possui ampla experiência em Saúde Coletiva, com ênfase em Administração e Gestão em Saúde. Atualmente, é Professora convidada da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Beatriz Battistella Nadas, MSc (IMAP-Curitiba) Cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal do Paraná, com mestrado em Gestão em Tecnologia e Inovação em Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês. Especialista em Odontopediatria, Saúde Coletiva, Gestão de Assuntos Públicos e Gestão da Clínica nas Redes de Atenção à Saúde. Servidora pública municipal em Curitiba desde 1986, atuou como Supervisora de Distrito Sanitário, Diretora, Superintendente Executiva e Secretária Municipal da Saúde, participando de todas as etapas de implantação do SUS no município. Possui ampla experiência em saúde pública, políticas públicas, saúde bucal, vigilância sanitária, promoção da saúde e saúde digital. Atualmente é Presidente do Instituto Municipal de Administração Pública (IMAP). Edgar Moraes , MD, PhD ( UFMG ) Médico com mestrado e doutorado em Infectologia e Medicina Tropical pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Atua como docente da UFMG desde 1991, com trajetória consolidada na formação médica e na assistência em geriatria e gerontologia. É especialista em Geriatria pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia e foi membro do Comitê Assessor em Saúde do Idoso do Ministério da Saúde entre 2012 e 2017. Possui ampla experiência em políticas públicas, atenção à saúde da pessoa idosa e organização de serviços de geriatria. Atualmente é Professor Titular do Departamento de Clínica Médica da UFMG, coordenador do Núcleo de Geriatria e Gerontologia, do Serviço de Geriatria e do Programa de Residência Médica em Geriatria do Hospital das Clínicas da UFMG, além de consultor do CONASS na área de Saúde da Pessoa com mais de 60 anos. Mark Barone, PhD (FórumCCNTs) Doutor em Fisiologia Humana pela USP, com especialização em Educação em Diabetes e Comunicação, e fellowship no Public Health Institute. Desenvolve pesquisas e projetos de empoderamento e advocacy em saúde, liderança de (im)pacientes e saúde global. Experiente na articulação de parcerias para implementação, sustentabilidade e escala de programas e políticas de saúde. Foi Vice-Presidente da ADJ Diabetes Brasil e da Federação Internacional de Diabetes, e membro dos Steering Committees do NCD-Lab e do Symposium on Meaningful Engagement of PLWNCDs, GCM/OMS. É fundador e Coordenador-Geral do FórumCCNTs, Membro Honorário da ADJ Diabetes Brasil e integra comitês estratégicos nas instituições: IAPO, BMJ Patients Panel, FIND e LFAC. Parceiros Institucionais

  • Vigitel 2025: diabetes cresce 135% no Brasil em 18 anos; obesidade, hipertensão e outros riscos também avançam

    O número de adultos brasileiros diagnosticados com diabetes aumentou 135% em 18 anos , passando de 5,5% da população em 2006 para 12,9% em 2024 , conforme os dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Condições Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2025 , divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde . Foto: Freepik O Vigitel , sistema de vigilância implantado em 2006 em todas as capitais brasileiras e no Distrito Federal com objetivo de monitorar anualmente fatores de risco e proteção para condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , fornece o panorama mais abrangente sobre a saúde adulta no país, incluind o diabetes, hipertensão, obesidade, tabagismo, alimentação e atividade física . Além do diabetes , a   obesidade cresceu 118% no período entre 2006 e 2024 , e o excesso de peso já atinge mais de 60% da população adulta no Brasil . A prevalência de hipertensão arterial , outro fator de risco importante para condições cardiovasculares, também avançou, de 22,6% em 2006 para cerca de 29,7% em 2024 . Esses indicadores reafirmam o crescimento contínuo de condições crônicas no país, que compartilham fatores de risco modificáveis, como sedentarismo, alimentação desequilibrada, consumo de álcool e, historicamente, o tabagismo . O Vigitel 2025 mostra mudanças importantes nos hábitos da população. A prática de atividade física no deslocamento caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024 , embora a realização de atividades físicas moderadas no tempo livre tenha aumentado para 42,3% da população adulta . O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu estável ao longo dos anos, girando em torno de 31% da população. O Vigitel monitora o tabagismo como fator de risco desde sua implantação . Embora relatórios anteriores apontaram tendência de queda no hábito de fumar ao longo da série histórica, há sinais recentes de estagnação e possível reversão desse cenário , ainda em fase de consolidação nos dados mais recentes. Especialistas associam esse movimento a dois fatores principais: a estagnação da política de preços e impostos sobre produtos de tabaco, sem reajustes por cerca de oito anos, e o aumento da experimentação de dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) . O contexto reforça o papel central da política tributária como uma das medidas mais eficazes para o desestímulo ao consumo de tabaco e a redução de risco de condições crônicas associadas. Em resposta aos alarmantes indicadores, o Ministério da Saúde lançou a   estratégia Viva Mais Brasil , com foco na promoção da saúde, redução de risco de condições crônicas e melhoria da qualidade de vida da população. Foto: Ministério da Saúde O programa contará com investimento de R$ 340 milhões , com destaque para a retomada da Academia da Saúde, que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026 . A estimativa é expandir a oferta de espaços para práticas de atividade física, com credenciamento de centenas de novas unidades no país. A estratégia inclui também iniciativas voltadas à alimentação saudável, redução de fatores de risco como tabagismo e álcool, promoção da vacinação e fortalecimento da Atenção Primária em Saúde , com  repasses que podem chegar a 30% a mais para municípios que cumprirem indicadores de qualidade definidos pelo Ministério da Saúde. Os dados do Vigitel 2025 reforçam que o Brasil enfrenta um ciclo crescente de condições crônicas e fatores de risco associados a estilos de vida , que exigem ações integradas entre políticas públicas, educação em saúde e participação comunitária. A inclusão de indicadores como sono e qualidade de vida amplia a compreensão dos determinantes sociais da saúde , enquanto o debate sobre tabagismo e tributação evidencia a necessidade de políticas econômicas como instrumentos centrais de promoção da saúde. A continuidade e qualificação de vigilância, aliadas ao fortalecimento de políticas como o Viva Mais Brasil , são apontadas por especialistas e gestores como caminhos essenciais para reverter tendências e reduzir o impacto das condições crônicas no sistema de saúde e na vida dos brasileiros. Fonte: Ministério da Saúde

  • Conexão Sanofi 2026: abertas as inscrições para fortalecer iniciativas de impacto em saúde e bem-estar; Participe até 20/02/2026

    [ATUALIZADO EM 29.01.26] O Conexão Sanofi 2026  está com inscrições abertas para organizações e coletivos que desej am impulsionar iniciativas transformadoras em saúde, inovação e bem-estar em todo o país . A edição é organizada pela Sanofi , como parte de seu compromisso com a promoção de soluções sociais sustentáveis. As propostas podem ser enviadas até 20 de fevereiro de 2026 , prazo essencial para quem busca apoio institucional para ampliar seu impacto. Nesta edição, o programa reforça sua missão de apoiar projetos que ampliem o cuidado voltado às pessoas , promovendo acesso, inclusão, participação social e transformação positiva nos territórios. O edital convida iniciativas que dialogam com desafios contemporâneos da saúde, fortalecendo abordagens que aproximem tecnol ogias, estratégias comunitárias e olhares humanizados. O Conexão Sanofi 2026  também incentiva projetos que aprofundem a colaboração entre setor social, instituições, coletivos e diferentes áreas do conhecimento. A essência do edital está na construção conjunta  e no estímulo a modelos capazes de gerar resultados contínuos, alinhados a práticas mais justas e integradas. Outro ponto central é a valorização da diversidade de contextos e experiências. O edital reconhece que iniciativas locais têm potência própria e aposta na capacidade das organizações de promover mudanças significativas em suas comunidades , fortalecendo vínculos e ampliando oportunidades de cuidado e bem-estar. Eixos temáticos: Conscientização e educação em saúde (awareness) Políticas públicas e Advocacy Apoio à jornada do paciente Além disso, o programa se apresenta como uma via estratégica para ampliar a visibilidade de iniciativas que já estão fazendo a diferença . Ao apoiar projetos que dialogam com temas urgentes da agenda nacional, a Sanofi reafirma seu compromisso com soluções inovadoras que colocam as pessoas no centro das ações . As inscrições seguem abertas até 20/02/2026 , e podem ser realizadas no site oficial do edital. Esta é uma oportunidade para organizações que desejam fortalecer suas iniciativas, consolidar parcerias e ampliar o impacto positivo nos territórios onde atuam. Acesse o edital aqui . Inscreva-se aqui . Fonte: Sanofi

  • Agir cedo em CCNTs: um marco para sistemas de saúde

    O World Economic Forum (WEF)  lançou, em janeiro de 2026 , o white paper Acting Early on Non-Communicable Diseases: A Framework for Health System Transformation , que apresenta um marco estratégico para transformar sistemas de saúde  diante do crescimento das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) . O documento reúne evidências e análises de oito países  e destaca que agir de forma antecipada, integrada e equitativa  é decisivo para melhorar a qualidade de vida das pessoas , fortalecer a sustentabilidade dos sistemas de saúde  e reduzir desigualdades . Imagem: Reprodução O relatório parte do reconhecimento de que as CCNTs já respondem por cerca de 75% das mortes globais  e exercem pressão crescente sobre sistemas de saúde , mesmo em contextos com cobertura universal. Apesar da ampla evidência sobre intervenções custo-efetivas , o documento aponta que muitos sistemas seguem orientados para respostas tardias, fragmentadas e centradas no cuidado agudo , deixando de capturar os benefícios da redução de risco , do diagnóstico oportuno  e do cuidado integrado ao longo da vida . A publicação propõe um enquadramento analítico baseado em seis domínios interconectados : prevenção e cuidado , governança , financiamento , força de trabalho , medicamentos e tecnologias , e sustentabilidade ambiental . Ao longo do texto, o WEF demonstra que ações isoladas tendem a ter impacto limitado  e que resultados consistentes dependem da articulação entre políticas públicas, organização dos serviços e implementação efetiva baseada em evidências . Um dos principais destaques do relatório é a necessidade de reorganizar os sistemas de saúde  para lidar com fatores de risco comuns  e com a multimorbidade , rompendo abordagens centradas em condições específicas. O documento enfatiza que estratégias integradas de redução de risco, rastreamento, cuidado contínuo e apoio ao autocuidado  podem gerar benefícios em cascata , tanto para as pessoas quanto para os sistemas, além de contribuir para a equidade em saúde . O recurso também chama atenção para desigualdades persistentes , mostrando que populações em maior vulnerabilidade social  enfrentam maior exposição a riscos , menor acesso a cuidados oportunos  e piores desfechos . Nesse sentido, o relatório reforça que políticas universais só produzem resultados equitativos quando são desenhadas de forma explícita para alcançar quem mais precisa , com financiamento sustentável , monitoramento contínuo  e participação social significativa . Voltado a formuladores de políticas, gestores, profissionais de saúde, pesquisadoras(es) e organizações da sociedade civil , o white paper do WEF oferece subsídios relevantes para o fortalecimento da agenda das CCNTs . Ao evidenciar que os principais obstáculos para agir cedo são institucionais e políticos — e não técnicos — , o documento convida à ação coordenada  e ao compromisso de longo prazo  com sistemas de saúde mais justos, resilientes e centrados nas pessoas . Baixe o material completo aqui: Fonte: World Economic Forum

  • O cuidado centrado nas pessoas permanece mais um princípio do que uma prática

    Texto de Carolyn Taylor Acesse o conteúdo original aqui . No meu trabalho em contextos com poucos recursos, assim como na minha própria experiência vivida com o câncer, tenho visto a mesma desconexão em serviços de saúde: os sistemas de saúde falam sobre “ cuidado centrado nas pessoas ”, mas raramente o realizam. Membros da Comissão de Saúde Global da Lancet sobre Cuidados Centrados na Pessoa para Cobertura Universal de Saúde em Bangkok, agosto de 2025, para sua segunda reunião. Foto: UICC Globalmente, as pessoas enfrentam longas esperas, caminhos de cuidado confusos, suporte psicossocial limitado, sobrecarga financeira e confiança frágil nos sistemas. Pessoas que oferecem suporte, que assumem os encargos emocionais e logísticos, muitas vezes são invisíveis nas políticas. Mesmo em contextos bem equipados, pessoas descrevem sentir-se não ouvidas, sem apoio ou reduzidas a um horário de consulta. Essas histórias evidenciam uma realidade que todos nós conhecemos: a excelência técnica sozinha não garante um cuidado humano. À medida que nos aproximamos do World Cancer Day , essas experiências destacam o fato de que o cuidado ainda é, com demasiada frequência, moldado em torno do sistema, e não da pessoa. O cuidado centrado nas pessoas  (CCP) não é uma ideia nova. A Organização Mundial da Saúde o defende há anos. Ainda assim, o CCP continua sendo definido, medido e implementado de maneira inconsistente em diferentes contextos. Sem clareza e responsabilidade, o CCP torna-se um slogan em vez de um sistema. É por isso que a Lancet Global Health Commission on People-Centred Care for Universal Health Coverage (UHC)  foi convocada: para trazer coerência e credibilidade a um conceito amplamente endossado, mas raramente operacionalizado. Por que o CCP importa nas realidades vividas com o câncer O câncer afeta muito mais do que corpos. Ele interrompe vidas, famílias, identidades e futuros. Em contextos com poucos recursos, essas pressões se intensificam. Encontrei famílias que venderam sua casa para pagar o tratamento; pessoas que oferecem suporte que viajam horas todos os dias; jovens que escondem seus diagnósticos por causa do estigma ou do medo de perder seus empregos. O câncer não é apenas uma condição clínica, é uma experiência profundamente pessoal, social, emocional e econômica que se desdobra nas comunidades e nos sistemas de saúde. O cuidado centrado nas pessoas reconhece isso e questiona: As pessoas se sentem respeitadas e ouvidas? Elas são parceiras nas decisões que moldam suas vidas? Os serviços respondem às necessidades culturais, sociais e econômicas? O cuidado reduz — em vez de reforçar — as desigualdades? Quando o CCP é aplicado de forma significativa, ele fortalece a confiança, melhora a adesão, reduz o sofrimento e garante que o cuidado não seja apenas tecnicamente excelente, mas também navegável e viável na vida cotidiana . Essa é a essência da mensagem do World Cancer Day  “United by Unique”: a singularidade de cada pessoa deve moldar a maneira como o cuidado é desenhado e oferecido. Clareza é a base para a ação Uma das descobertas iniciais da Comissão é que o CCP sofre de confusão conceitual. O CCP pode significar aptidões de comunicação em um contexto, desenho de serviços em outro, governança ou engajamento comunitário em um terceiro. Sem um significado compartilhado, a ação compartilhada torna-se impossível. Para enfrentar isso, a Comissão realizou uma análise conceitual inovadora, informada pelo realismo e participativa para: esclarecer o que realmente significa cuidado centrado nas pessoas; distinguir a centricidade nas pessoas (a filosofia) de CCP (a prática); identificar os antecedentes, características e consequências; desenvolver uma estrutura operacional que abranja os níveis de ponto de cuidado, sistema e políticas. Esse trabalho não é prescritivo. Em vez disso, fornece a base conceitual que os sistemas de saúde precisam para desenhar, implementar e medir de forma significativa o CCP. Sem clareza, não há responsabilidade, e sem responsabilidade, o CCP continua sendo uma aspiração em vez de uma realidade. Aprendendo com evidências globais — e lacunas globais A Comissão também está sintetizando evidências de todo o mundo, não para criar novas ferramentas, mas para entender como o CCP tem sido implementado, medido e traduzido em políticas. Isso inclui revisão de: estratégias de implementação; barreiras e facilitadores; abordagens de medição existentes; implicações políticas; exemplos ilustrativos onde o CCP contribuiu para melhorias mensuráveis. Ao longo dessas análises, emerge um tema consistente: o CCP tem sucesso quando os sistemas são intencionalmente projetados com as pessoas no centro. Experiência vivida como evidência, não anedota Uma característica definidora da Comissão é seu compromisso com a integração significativa de pessoas com experiência vivida. Pessoas com experiência vivida (PEV) moldaram a definição emergente de CCP, informaram a estrutura operacional e participam por meio do Forum for Lived Experience and Engagement (LEAF) , um grupo seleto de especialistas em experiência vivida, assim como um fórum aberto que convidará participação mais ampla, compartilhará atualizações e reunirá reflexões não sensíveis de comunidades globais. Suas percepções garantem que o trabalho da Comissão reflita as realidades daquelas pessoas mais afetadas pelas decisões dos sistemas de saúde. Para mim, como alguém que veio para este trabalho através do meu próprio diagnóstico — e através de anos ouvindo pessoas em clínicas e comunidades globalmente — a experiência vivida revela onde os sistemas falham, onde criam dano e onde oferecem esperança. É uma evidência essencial para entender como o CCP deve ser na prática. Um Call-To-Action no World Cancer Day Do trabalho da Comissão até agora, várias mensagens são claras: A clareza possibilita ação . Sem uma definição coerente de CCP, os sistemas de saúde não podem oferecê-lo ou medi-lo. O CCP é parte integrante da cobertura universal de saúde (UHC) . A cobertura exige dignidade, confiança, participação e responsividade. Os sistemas devem ser redesenhados em torno das pessoas . CCP requer mudança estrutural, não gestos superficiais. A experiência vivida fortalece os sistemas . Pessoas afetadas pelo câncer devem ser engajadas de forma significativa na construção do cuidado e das políticas. A medição deve refletir o que importa às pessoas . não apenas utilização, mas experiência, respeito e confiança. À medida que o mundo se prepara para se unir em torno da mensagem “United by Unique”, o trabalho da Comissão destaca uma verdade simples: o cuidado centrado nas pessoas só se torna real quando os sistemas reconhecem a humanidade e a singularidade das pessoas que eles existem para servir. Um esforço compartilhado por um futuro compartilhado O cuidado centrado nas pessoas não é uma única intervenção. É um compromisso com dignidade, confiança, responsividade e parceria. Alcançá-lo requer liderança, responsabilidade e disposição para remodelar sistemas em torno das pessoas que eles existem para servir. A Lancet Commission está oferecendo um elemento essencial dessa transformação: uma base mais clara sobre a qual países, defensorias, comunidades e sistemas de saúde podem construir. À medida que o World Cancer Day se aproxima, minha esperança é que este trabalho ajude a fortalecer uma mudança global rumo a um cuidado que não seja apenas clinicamente eficaz, mas profundamente humano. Quem é Carolyn Taylor? Comissária, Lancet Global Health Commission on People-Centred Care for Universal Health Coverage (UHC); Fundadora, Global Focus on Cancer Carolyn Taylor é fundadora e diretora executiva da Global Focus on Cancer e uma defensora internacionalmente reconhecida do cuidado centrado nas pessoas afetadas pelo câncer. Sobrevivente de câncer de ovário e de endométrio, ela trabalha para promover o acesso equitativo a cuidados de suporte em países de baixa e média renda. Carolyn lidera programas que alcançaram mais de 10 000 pessoas em todo o mundo, incluindo a iniciativa de apoio entre pares Stronger Together, premiada no Vietnã. Ela atua em diversos fóruns globais de saúde, incluindo a Lancet Global Health Commission on People-Centred Care for Universal Health Coverage, a Iniciativa Global da OMS para o Câncer de Mama e o Comitê Diretor do Simpósio da OMS sobre Engajamento Significativo. Fonte: UICC

  • FAPESP: Inscrições até 06/04 para o Prêmio Confap de CT&I

    Estão abertas as inscrições para a Etapa de Seleção da FAPESP ao Prêmio CONFAP de Ciência, Tecnologia e Inovação – Professora Niède Guidon (5ª edição) . A iniciativa reconhece contribuições relevantes para o avanço da ciência, da tecnologia, da inovação e da comunicação científica no Brasil , valorizando trajetórias e trabalhos que fortalecem a produção e a difusão do conhecimento. O prazo final para inscrições é 6 de abril de 2026 . Imagem: Freepik A seleção corresponde à etapa estadual no Estado de São Paulo , conduzida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) , que poderá indicar até seis pessoas  para representar o estado na etapa nacional do prêmio , organizada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) . O prêmio contempla as seguintes categorias e subcategorias : Pesquisador(a) Destaque  (Ciências da Vida, Ciências Exatas e Ciências Humanas); Pesquisador(a) Inovador(a)  (Inovação para o Setor Empresarial e Inovação para o Setor Público); e Profissional de Comunicação , voltada a pessoas com atuação em jornalismo científico  em diferentes mídias. Para as categorias de pesquisador(a) , é exigido título de doutorado obtido há mais de cinco anos  e vínculo institucional ativo com instituição sediada no Estado de São Paulo . Na categoria Profissional de Comunicação , devem se candidatar pessoas com atuação comprovada e produção relevante em divulgação científica . Cada candidatura pode concorrer em apenas uma categoria e subcategoria . O cronograma do edital  prevê inscrições de 20 de janeiro a 6 de abril de 2026 , com indicação das candidaturas pela FAPESP ao CONFAP até 30 de abril de 2026 . Os(as) indicados(as) nacionais serão anunciados(as) em agosto de 2026 , e a cerimônia de premiação ocorrerá em novembro de 2026 . As pessoas premiadas na etapa nacional receberão certificado, troféu e bonificação financeira , de acordo com a colocação em cada categoria: R$ 10.000 para o primeiro lugar, R$ 6.000 para o segundo lugar e R$ 3.000 para o terceiro lugar . O prêmio busca fortalecer a ciência brasileira, incentivar a inovação e valorizar a comunicação científica , aproximando conhecimento, políticas públicas e sociedade. 🔗 Acesse o Edital completo da FAPESP . 📝 Inscreva-se aqui . Fonte: FAPESP

  • Como a planificação da atenção à saúde organiza o SUS em redes? O CONASS explica

    O FórumCCNTs disponibiliza, em seu canal no YouTube, uma série de vídeos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS ) que abordam a planificação da atenção à saúde como estratégia para a organização do Sistema Único de Saúde (SUS) em redes integradas de cuidado . Os conteúdos apresentam conceitos, experiências práticas e impactos concretos da planificação na Atenção Primária à Saúde , na Atenção Especializada e na coordenação do cuidado em diferentes territórios do país. O primeiro vídeo, “ SUS em Redes: A Planificação da Atenção à Saúde como Estratégia de Organização ”, apresenta os fundamentos da planificação e sua evolução ao longo de mais de duas décadas. O conteúdo explica como a metodologia fortalece a Atenção Primária , integra os diferentes níveis de atenção e qualifica os processos de trabalho, contribuindo para ampliar a resolutividade do SUS e melhorar a experiência das pessoas usuárias. O segundo vídeo, “ Peregrinação no Pré-Natal ”, utiliza uma narrativa comparativa para evidenciar os efeitos da fragmentação do sistema de saúde e o s benefícios da organização do cuidado em redes integradas . A partir da trajetória de uma gestante, o vídeo demonstra como falhas de acesso, comunicação e coordenação do cuidado podem gerar desfechos evitáveis e como a planificação transforma o pré-natal ao integrar agendas, informações, equipes e responsabilidades, com a Atenção Primária coordenando o cuidado. O terceiro vídeo, “ Atenção Contínua e Autocuidado Apoiado para Pessoas com CCNTs ”, apresenta uma estratégia inovadora voltada ao cuidado das pessoas com condições crônicas não transmissíveis . O conteúdo mostra como a integração entre Atenção Primária e Atenção Especializada, aliada ao trabalho multiprofissional e ao protagonismo da pessoa usuária, contribui para melhorar o controle clínico, fortalecer a autonomia e qualificar o cuidado com ações de baixo custo e alto impacto social. Imagem: Reprodução Os vídeos dialogam diretamente com o livro “ SUS em Redes: A Planificação da Atenção à Saúde como Estratégia de Organização ”, organizado por Eugênio Vilaça Mendes, Jurandi Frutuoso Silva e Maria José de Oliveira Evangelista , obra de referência para gestores, profissionais e pesquisadores da saúde pública. Ao disponibilizar esses vídeos em seu canal no YouTube, o FórumCCNTs contribui para ampliar o acesso a conteúdos qualificados que fortalecem a organização do SUS em redes de atenção mais integradas , resolutivas e orientadas às necessidades da população, especialmente no enfrentamento das condições crônicas não transmissíveis e das desigualdades em saúde. Assista aos conteúdos no canal do FórumCCNTs no YouTube.

  • Ministério da Saúde abre edital de Saúde Digital; inscrições até 20/02

    O Ministério da Saúde lançou um edital para impulsionar soluções inovadoras em saúde digital no Sistema Único de Saúde (SUS) . A iniciativa busca apoiar propostas que contribuam para a qualificação da gestão, do cuidado e do acesso à saúde, fortalecendo o uso estratégico de tecnologias digitais no sistema público. As inscrições estão abertas até 20 de fevereiro de 2026 , prazo que deve ser observado com atenção pelas organizações interessadas. Imagem: Getty Images O Edital nº 1/2026 é voltado a iniciativas que apresentem soluções digitais inovadoras , com potencial de aplicação no SUS e alinhadas às prioridades da saúde pública brasileira. Entre os objetivos está o fortalecimento de ferramentas que ampliem a eficiência, a integração de dados, a tomada de decisão baseada em evidências e a melhoria da experiência das pessoas usuárias e trabalhadoras da saúde. Podem participar instituições públicas e privadas, organizações da sociedade civil, startups, empresas e centros de pesquisa , desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital. As propostas devem demonstrar viabilidade técnica, inovação, sustentabilidade e contribuição concreta para o enfrentamento de desafios estruturais do SUS. A chamada valoriza projetos que promovam equidade, inclusão e redução de desigualdades , além de iniciativas que dialoguem com agendas estratégicas como transformação digital, fortalecimento da atenção à saúde e inovação orientada às necessidades reais da população. Soluções com potencial de escalabilidade e integração aos sistemas existentes são especialmente relevantes . Eixos temáticos prioritários As soluções apresentadas devem estar alinhadas a pelo menos um dos seguintes eixos estratégicos: Interoperabilidade e padrões Atenção a pessoa com condição de saúde, serviços digitais e telessaúde, incluindo point of care Dispositivos médicos e Internet das Coisas (IoT) Engajamento e empoderamento do paciente Medicina de precisão e análise de dados Gestão da informação, incluindo gestão em saúde e vigilância em saúde Inteligência Artificial aplicada aos demais eixos. Para a agenda das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , o edital representa uma oportunidade importante de estimular ferramentas digitais que apoiem a prevenção, o cuidado contínuo, o acompanhamento longitudinal e a qualificação das políticas públicas , contribuindo para respostas mais eficazes e sustentáveis no SUS. As informações completas sobre critérios, prazos, documentação exigida e processo de submissão estão disponíveis no site do Ministério da Saúde. As propostas devem ser enviadas até 20 de fevereiro de 2026 , e recomenda-se que as pessoas e organizações interessadas consultem o edital com antecedência para garantir a submissão dentro do prazo. Cronograma Envio das propostas: 8 de janeiro a 20 de fevereiro de 2026 Resultado preliminar: 27 de fevereiro de 2026 Período para interposição de recursos: 28 de fevereiro a 6 de março de 2026 Resultado final: 16 de março de 2026 Acesse o edital aqui . Fonte: Ministério da Saúde

  • OMS publica novas diretrizes globais para enfrentar a desnutrição e a Obesidade com GLP-1

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou recentemente duas novas diretrizes globais voltadas ao enfrentamento da desnutrição em todas as suas formas , reforçando a urgência de respostas integradas e baseadas em evidências para desafios que afetam populações em todo o mundo. Entre os destaques, está a publicação de uma diretriz específica sobre o uso de terapias com peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) no cuidado da obesidade em pessoas adultas . Imagem: Divulgação Atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com obesidade no mundo , condição que já atinge uma em cada oito pessoas . Diante desse cenário, a nova diretriz da OMS oferece aos países uma estrutura orientadora para a incorporação segura, eficaz e equitativa dos medicamentos à base de GLP-1 nos sistemas de saúde , sempre como parte de uma abordagem abrangente, contínua e centrada na pessoa. O documento reconhece que a obesidade é uma condição crônica , que requer cuidado ao longo da vida  e não pode ser enfrentada apenas com intervenções pontuais. Embora o uso de medicamentos, isoladamente, não seja suficiente para reverter esse desafio complexo, as terapias com GLP-1 são apontadas como uma opção eficaz no cuidado da obesidade em adultos , desde que integradas a outras estratégias de atenção. Entre as recomendações apresentadas, a OMS destaca que os medicamentos com GLP-1 podem ser utilizados como tratamento de longo prazo para pessoas adultas com IMC igual ou superior a 30 . Além disso, o documento enfatiza a importância de associar esse cuidado a terapias comportamentais intensivas , incluindo intervenções estruturadas em alimentação e atividade física, com o objetivo de potencializar os resultados e promover maior bem-estar. Por fim, a diretriz reforça que combater a obesidade não é uma responsabilidade individual , mas um desafio coletivo e social , que exige ações multissetoriais e intersetoriais . Isso inclui a criação de ambientes alimentares mais saudáveis , a proteção de pessoas em maior situação de vulnerabilidade e a garantia de acesso equitativo a cuidados centrados na pessoa , ao longo de todas as etapas da vida. Acesse também a gravação do evento aqui . Diretrizes da OMS sobre terapias com GLP-1 no cuidado da obesidade em pessoas adultas Imagem: Divulgação A diretriz dinâmica da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta recomendações fundamentadas em evidências científicas  para o uso de agonistas do receptor GLP-1 e de agonistas duplos GIP/GLP-1 no cuidado contínuo da obesidade em pessoas adultas . O documento orienta a incorporação dessas terapias como parte de uma abordagem de longo prazo, ao mesmo tempo em que reconhece as limitações e os desafios atuais para sua utilização , reforçando a necessidade de uso responsável, equitativo e integrado a outras estratégias de cuidado. Comunicação especial da OMS publicada no JAMA Imagem: Divulgação A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma comunicação especial no Journal of the American Medical Association (JAMA)  com orientações sobre o uso e as indicações das terapias com GLP-1 no cuidado da obesidade em pessoas adultas , contribuindo para o debate científico e para a qualificação das decisões em saúde com base em evidências. Webinário: da evidência à ação — lançamento da diretriz da OMS Em 1º de dezembro de 2025 , a Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Journal of the American Medical Association (JAMA) , promoveu um webinar virtual de lançamento  para apresentar a nova diretriz da OMS sobre o uso de terapias com GLP-1 no cuidado da obesidade em pessoas adultas.A gravação do encontro está disponível mediante acesso com a senha: 3Y+akr8D . Vídeo introdutório sobre a diretriz da OMS A OMS disponibilizou um vídeo explicativo  que apresenta a nova diretriz e esclarece, de forma acessível, o que são as terapias com GLP-1 e como elas se inserem no cuidado da obesidade em pessoas adultas . Acesse o guia completo aqui . Fonte: OMS

  • PL propõe exames obrigatórios para rastreio de CCNTs em grandes empresas

    Proposta de Pompeo de Mattos (PDT/RS) busca incorporar ações preventivas na rotina laboral e fortalecer o enfrentamento das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) O Projeto de Lei nº 5714/2025 , apresentado pelo deputado Pompeo de Mattos (PDT/RS) , propõe uma importante atualização na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) . A medida busca tornar obrigatória a oferta de um conjunto mínimo de exames clínicos voltados à detecção precoce de condições nefro-hepato-cardio-metabólicas  para trabalhadores de empresas com mais de 100 funcionários . Foto: Arquivo pessoal Participaram da elaboração deste PL, durante evento do FórumCCNTs, Elton Sady , Secretário Geral da Associação Brasileira de Enfermagem , Juliana Vieira , Assessora parlamentar na Câmara dos Deputados, Maria José Martins de Souza , Mestranda em Gestão e Políticas Públicas na FGV e coordenadora do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) de Saúde Pública do CRF-SP, Glenda Cardoso , Influencer sobre obesidade, Patrícia de Luca , Co-fundadora do FórumCCNTs e Diretora Executiva da Associação Brasileira de Hipercolesterolemia Familiar (AHF), Sheila Martins , Presidente da Rede Brasil AVC e World Stroke Organization (WSO), Glaucia Duarte , Membro departamento pré-diabetes e diabetes tipo 2 da SBD e Maria Cristina Izar , Professora Adjunta Livre Docente da Disciplina de Cardiologia da UNIFESP. A proposta estabelece que esses exames, entre eles aferição de pressão arterial, hemoglobina glicada, glicemia de jejum, perfil lipídico, avaliação da função renal e hepática , além de medidas antropométricas e cálculo do índice de massa corporal , sejam realizados periodicamente. O objetivo é fortalecer ações de rastreamento e vigilância ativa em saúde , ampliando a prevenção de condições que figuram entre as principais causas de afastamentos e mortes no país . Foto: Arquivo pessoal De acordo com a justificativa do projeto, a iniciativa se baseia na necessidade de incorporar à rotina laboral práticas preventivas  capazes de identificar precocemente alterações de saúde. Ao mesmo tempo, busca integrar os dados coletados a sistemas digitais, preferencialmente ao e-SUS , contribuindo para o fortalecimento da rede nacional de informações sanitárias . As condições cardiovasculares, metabólicas, renais e hepáticas  compõem o núcleo das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) , responsáveis por mais de 70% dos óbitos no Brasil , segundo o Ministério da Saúde  e a Organização Mundial da Saúde (OMS) . Essas condições, de evolução muitas vezes silenciosa, afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas e a produtividade das empresas , além de gerar custos elevados para o sistema de saúde e para a previdência social . Foto: Divulgação Para o autor do projeto, o PL representa uma política de prevenção que une responsabilidade social corporativa e promoção da saúde . Ao priorizar o cuidado preventivo em detrimento das ações tardias e onerosas , a proposta contribui para um ambiente de trabalho mais saudável  e para a valorização da vida . A iniciativa reforça o compromisso com os princípios constitucionais da dignidade humana e do direito à saúde , ampliando o papel das empresas na promoção do bem-estar coletivo . Ao reconhecer que produtividade e saúde caminham juntas , o projeto sinaliza um avanço significativo na agenda nacional de enfrentamento das condições crônicas não transmissíveis . Acesse o documento na íntegra aqui: Fonte: Câmara dos Deputados

  • Relatório de Progresso: Caravana do diagnóstico precoce - Finalista Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2024

    Nome do Projeto: Caravana do diagnóstico precoce Responsável pelo projeto: Luiz Henrique Soares Instituição: Instituto do Câncer Infantil do Agreste (Icia) Contato:   lhsoares69@gmail.com , luizhenrique@icia.org.br Nos últimos 18 meses, a Caravana do Diagnóstico Precoce consolidou avanços significativos na ampliação territorial, no fortalecimento institucional e na capacitação profissional voltada ao diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil em Pernambuco. O projeto intensificou sua atuação junto às secretarias municipais de saúde, reforçando uma rede colaborativa que tem permitido maior capilaridade nas ações de conscientização e educação em saúde. A partir de parcerias estratégicas com profissionais da atenção primária, foram realizadas palestras e formações presenciais que abordam sinais e sintomas do câncer infantojuvenil, reforçando o papel essencial da atenção básica como porta de entrada para o diagnóstico oportuno. Essas ações contribuíram para aprimorar o conhecimento técnico das equipes e consolidar práticas alinhadas às diretrizes de vigilância e cuidado integral. Em 2024, a Caravana visitou 7 municípios, capacitando mais de 465 profissionais e alcançando mais de 300 mil pessoas, direta e indiretamente. No primeiro semestre de 2025, a iniciativa ampliou ainda mais seu alcance, com ações em 8 municípios, totalizando mais de 920 profissionais capacitados e aproximadamente 550 mil pessoas impactadas. A abrangência regional também se expandiu, contemplando diferentes GERES e fortalecendo a presença do projeto no Agreste, Agreste Meridional, Zona da Mata e Sertão. As atividades programadas para o segundo semestre de 2025 incluem novas visitas a municípios estratégicos, reforçando o compromisso de atingir todas as regiões do estado e consolidar parcerias com secretarias municipais e estaduais. Esse movimento sustenta o objetivo de ampliar o impacto social, fortalecer redes interinstitucionais e tornar o conhecimento sobre diagnóstico precoce uma ferramenta efetiva no combate ao câncer infantojuvenil. O conjunto das ações reforça a missão do projeto: promover conscientização, qualificar profissionais de saúde e ampliar o alcance das informações essenciais para o reconhecimento precoce do câncer pediátrico etapa fundamental para aumentar as chances de cura e reduzir impactos na saúde da população infantojuvenil. Saiba Mais: Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA) - Site Instituto do Câncer Infantil do Agreste (ICIA) - Instagram Conheça os demais projetos do Concurso: 15 finalistas do Concurso de Melhores Projetos para Enfrentamento às CCNTs 2024

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