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- 18º Encontro do FórumCCNTs mobiliza lideranças por equidade, inovação e fim de estigma
Encontro intersetorial na capital paulista focou em políticas de acesso, protagonismo social no advocacy e premiação de práticas inovadoras em CCNTs e reuniu especialistas para debate No último dia 28 de abril, São Paulo foi sede do 18º Encontro do FórumCCNTs, reunindo os principais nomes da saúde pública, privada e do terceiro setor para discutir o avanço das Condições Crônicas Não Transmissíveis (CCNTs) no Brasil. O coordenador-geral e fundador do FórumCCNTs, Dr. Mark Barone, PhD, abriu o evento destacando a crescente mobilização global pelo fim do estigma. Além disso, comentou sobre a participação do FórumCCNTs e de entidades parceiras em Projetos de Lei (PLs) e da a presença do FórumCCNTs em fóruns internacionais, como o End Diabetes Stigma Global Summit, na Índia, que reuniu mais de 200 lideranças globais. A reunião intersetorial também contou com diversos especialistas da saúde do país em painéis para discussão de temas relevantes às CCNTs, trabalhos específicos dos Grupos Temáticos para diferentes condições crônicas, apresentação de painéis e a premiação do Concurso de Melhores Projetos. Participantes do 18º Encontro do FórumCCNTs reunidos O primeiro painel, moderado por Eduardo Macário (SES-SC), trouxe reflexões sobre os avanços das CCNTS após a Quarta Reunião de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas (HML-4). Marcelo Kimati (Ministério da Saúde) abriu a manhã falando sobre como o Brasil tem organizado a atenção à saúde mental, reconhecendo sua associação com outras CCNTs, e visando os compromissos e metas nacionais e internacionais. Sendo assim, ele alertou para o risco da medicalização excessiva diante das dificuldades do sistema. "O sistema demanda hoje a ampliação de ofertas não medicamentosas, principalmente junto à Atenção Primária à Saúde (APS)", afirmou. Kimati defendeu que a organização do cuidado deve transcender a clínica, focando nos recortes sociais que definem a vulnerabilidade. Por mim, ele apontou que o aumento das condições crônicas está diretamente ligado aos transtornos mentais leves. As políticas de saúde não podem ser isoladas; elas devem caminhar em sintonia com as transformações sociopolíticas que a população vivencia. Vale destacar que de acordo com dados publicados neste ano pelo Vigitel, o diabetes cresceu 135% no Brasil nos últimos 18 anos. Assim como a obesidade que cresceu 118% no período entre 2006 e 2024, e já atinge mais de 60% da população adulta no Brasil. A hipertensão arterial, outro fator de risco importante para condições cardiovasculares, também avançou, de 22,6% em 2006 para cerca de 29,7% em 2024. Jonás Gonseth, Eduardo Macário, Raissa Cipriano, Carlos Schiavon, Marcelo Kimati e Mark Barone, integrantes do painel “Avançando nas CCNTs pós-HLM4” No campo das condições respiratórias, Raissa Cipriano (ASBAG) foi enfática ao tratar o acesso ao tratamento como um imperativo ético. Raissa destacou que o acesso ao diagnóstico precoce e tratamento de qualidade não é apenas uma questão médica, é uma questão de justiça social e equidade, cobrando a desburocratização dos tratamentos inalatórios de base. “Ainda falta muito acesso aos tratamentos inalatórios que são a base do tratamento na asma. Para começar a pensar no manejo, precisamos desburocratizar o acesso a esses tratamentos”, ressaltou. A obesidade e o estigma de peso foram temas centrais na fala de Carlos Aurélio Schiavon (Instituto Obesidade Brasil). Ele destacou como o preconceito dentro do consultório afasta quem convive com a condição do tratamento. Schiavon também elogiou o guia #LinguagemImporta, que já está em sua 2ª edição, como ferramenta clínica fundamental para humanizar o vínculo entre médico e usuário. Schiavon apresentou dados que acendem um alerta vermelho para as políticas de saúde pública. A obesidade no país não está apenas crescendo, como está se tornando mais grave. O gráfico apresentado se baseia em dados publicados no Lancet D&E e demonstra que o aumento da população com IMC acima de 60 superou a marca de 200% nos últimos 20 anos. Além disso, a prevalência de obesidade leve (IMC 30-39) apresenta uma curva de crescimento moderada, as categorias de obesidade severa e mórbida (IMC ≥ 40) dispararam a partir de 2013. Representando a OPAS/OMS, Jonás Gonseth García discutiu como acelerar o alcance do ODS 3.4 (redução de 1/3 da mortalidade prematura por CCNTs até 2030). Para ele, o sucesso depende de uma abordagem multimodal e da expansão de modelos como o HEARTS para condições/doenças cardiovasculares. Para o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o sucesso dessas ações depende da implementação de políticas públicas eficazes que foquem na promoção da saúde e na redução real dos fatores de risco na população. E assim, torna-se indispensável contar com uma Atenção Primária à Saúde (APS) que seja estruturada e resolutiva, servindo como base para um rastreamento organizado, especialmente voltado para as populações de maior risco. A gestão deve priorizar o uso inteligente de dados para o acompanhamento ativo das pessoas com condições de saúde, garantindo a integração do cuidado ao longo do tempo. Dessa forma, o foco deixa de ser apenas o atendimento isolado e passa a ser a qualidade, a continuidade e a obtenção de resultados clínicos concretos. A abertura do evento destacou a crescente mobilização global pelo fim do estigma, a participação do FórumCCNTs e de entidades parceiras em Projetos de Lei (PLs) e sua presença em fóruns internacionais O segundo painel, moderado por Alessandro Chagas (CONASEMS), focou em regulação para melhorar as CCNTs e na jornada de quem precisa acessar inovações em termos de medicamentos. Gustavo San Martin (AME/CDD) apresentou dados alarmantes: cerca de 78,33% das tecnologias incorporadas entre 2021 e 2023 não chegaram à ponta no prazo legal de 180 dias. A média de espera real foi de 399 dias, chegando a 624 dias para condições raras. Dessa forma, sua fala destacou como a jornada das pessoas com CCNTs têm sido impactadas pela morosidade na disponibilização de tecnologias incorporadas. Complementando a visão de gestão, o Prof. Alberto Ogata (FGV Saúde) propôs um roteiro de maturidade tecnológica, defendendo acordos de compartilhamento de risco. Para ele, o cenário atual da saúde lida com um "atrito sistêmico" causado pela explosão das condições crônicas e pela asfixia financeira do SUS e da saúde suplementar, o que exige decisões mais calibradas para evitar a judicialização. No setor público, a CONITEC utiliza um rigoroso funil de critérios — como evidência científica, avaliação econômica (QALY), impacto orçamentário e equidade — para definir o que deve ser incorporado. Para amadurecer esse ecossistema, propõe-se um ciclo integrado que vai além da aprovação inicial, passando pela validação contínua com dados do mundo real (RWE), adoção de financiamentos inteligentes com compartilhamento de risco e estabilização sistêmica por meio de protocolos blindados e transparência radical. O objetivo central é garantir que as inovações tecnológicas sejam comprovadamente sustentáveis e equitativas no longo prazo. "O futuro da saúde será definido pela tecnologia que conseguimos provar ser sustentável e equitativa no longo prazo", concluiu Ogata. Prof. Dr. Gonzalo Vecina Neto responde a pergunta durante rodada de perguntas após o painel “Regulação para melhorar CCNTs” Já o Prof. Dr. Gonzalo Vecina Neto trouxe uma análise contundente sobre as barreiras estruturais do SUS. “Mais de 50% da carga tributária brasileira é gasta em pagamento de juros e o que vocês estão fazendo contra isso?”, iniciou sua fala provocando os participantes do encontro. Vecina também defendeu que a unificação dos sistemas de informação e o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família (ESF) são decisões políticas urgentes. Para ele, a prevenção primária, ou seja a junção entre promoção e proteção da saúde, dos usuários do SUS deve vir de um guia terapêutico singular estabelecido para cada um. "Não estamos fazendo promoção da saúde. E a APS deve ter promoção e proteção de saúde. E estas não são atividades exclusivas dessas áreas", alertou Vecina, conclamando a sociedade a pressionar por orçamentos protegidos. Encerrando a manhã, Alê Almeida (IDIS) mostrou que a tecnologia, quando unida ao investimento social e ao protocolo público, pode encurtar distâncias geográficas, citando exemplos de monitoramento remoto e telessaúde e ótimos exemplos de parcerias entre os setores públicos e privados. Ela trouxe um exemplo prático desse tipo de parceria que é o Núcleo de Telessaúde da Ufopa (Universidade Federal do Oeste do Pará), que prova como a inovação pode encurtar distâncias em outras regiões vulneráveis. GTs do FórumCCNTs e premiações dos trabalhos Após o almoço, um momento de confraternização entre os participantes, o período da tarde foi marcado pela reunião e colaboração intensa entre os dez Grupos Temáticos (GTs). Os participantes elaboraram propostas concretas (pitchs), que variaram desde a defesa da Política Nacional de Atividade Física até o reconhecimento da Periodontite como uma CCNT oficial pelo Ministério da Saúde. Conheça os GTs: Atividade Física, Oncologia, CCNTs no Ambiente de Trabalho, Obesidade, Diabetes, Alimentação Saudável, Saúde Mental e Neurológica, Periodontite, Saúde Digital e CCNTs e DVC, Infarto e AVC. Raissa Cipriano: “Para começar a pensar no manejo, precisamos desburocratizar o acesso a esses tratamentos” As discussões dos Grupos Temáticos (GTs) resultaram em propostas robustas que abrangem diversas frentes de atuação. No eixo de Atividade Física, o foco central foi a criação de uma Política Nacional específica, defendendo que a promoção de exercícios deve ser tratada como política pública e conectando a pauta à redução da jornada de trabalho (escala 6x1), sob o argumento de que o tempo livre é um determinante essencial para a saúde. Já o GT de Oncologia priorizou 17 recomendações de prevenção e diagnóstico precoce fundamentadas em dados do INCA, com o objetivo de adaptar essa linguagem para o público leigo e alinhar a implementação junto ao Ministério da Saúde. No setor corporativo, o GT de CCNTs no Ambiente de Trabalho direcionou seus esforços para médicos do trabalho e empresas, planejando um repositório de diretrizes sobre asma e obesidade para alertar sobre o impacto dessas condições na produtividade. Complementarmente, o GT de Saúde Mental e Neurológica focou na saúde mental do trabalhador (NR-1), propondo fóruns com RHs para a elaboração de uma Carta Aberta ou E-book com as melhores práticas para o setor privado. A incidência política também foi o cerne do GT de Obesidade, que finaliza um documento técnico para o Ministério da Saúde e recomendações voltadas às candidaturas presidenciais, mantendo a articulação com CONASEMS e CONASS. No campo da Alimentação Saudável, as propostas focam na primeira infância e na regulação de cantinas escolares, buscando incluir a segurança alimentar como base dos planos de governo. Já o GT de Diabetes concentrou-se na educação em saúde, com a meta de simplificar materiais técnicos para profissionais e incentivar o rastreio familiar. Em frentes inovadoras, o GT de Periodontite trabalha pelo reconhecimento da condição como uma CCNT, buscando oficializar o Dia Nacional da Saúde Gengival e incluir a saúde bucal nas diretrizes nacionais. O GT de Saúde Digital planeja workshops com influenciadores e profissionais para pautar o uso da tecnologia no manejo de condições de saúde, buscando incidência direta no PL do Marco de Regulamentação das Redes Sociais. Por fim, o GT de DCV, Infarto e AVC reforçou o advocacy pelas Redes Integradas, visando tirar o Plano Terapêutico Singular da teoria e expandir a capilaridade do modelo TeleAVC para todo o território nacional. Concurso Melhores Projetos 2026 Um dos momentos mais aguardados foi o Concurso de Melhores Projetos de CCNTs 2026 do FórumCCNTs que tem como objetivo reconhecer e valorizar iniciativas inovadoras já implementadas e com resultados concretos ainda que preliminares nas áreas de prevenção, promoção, diagnóstico ou tratamento de uma ou mais condições crônicas. Dr. Alberto Ogata, Kátia Audi Curci e Jaqueline Torres durante Café Interativo no 18º Encontro do FórumCCNTs Na edição deste ano, foram mais de 60 projetos submetidos para chegarmos na apresentação de 10 trabalhos em formato de painel. Conheça abaixo os painéis apresentados durante o café interativo: Jovens X CCNTs - Engajando jovens na prevenção das Condições Crônicas Não-Transmissíveis - Programa gamificado de prevenção de CCNTs voltado para o engajamento de jovens em comunidades vulneráveis. A partir do uso de gincanas e ferramentas como o "RPG de Você" os usuários foram capacitados para reconhecer habilidades e riscos. Resultando assim, em impacto direto em 59 jovens e indireto em 232 pessoas (familiares e comunidade). Dessa forma, 84% dos jovens afirmaram ter ampliado seus conhecimentos sobre CCNTs e 75% conversaram com suas famílias sobre os aprendizados. Clínica ampliada no cuidado dos usuários com CCNTs - Este projeto, vinculado à UFMG, foca na reestruturação da Atenção Primária à Saúde (APS) com um modelo centrado na pessoa e no território. Observou-se uma fragmentação do cuidado e alta concentração de pessoas idosas em áreas de vulnerabilidade social. Entre 2024 e 2025, o projeto alcançou 294 usuários com triagens de anemias point of view (n=145) e monitoramento de usuários idosos utilizando o instrumento IVCF-20 (Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funciona). Jornada Reumafit - Unindo forças para controlar a obesidade e vencer as espondiloartrites - Iniciativa do Instituto INAPE focada em um programa digital multidisciplinar para pessoas com condições reumáticas e obesidade, que cmbina aulas ao vivo, conteúdos educativos e suporte multidisciplinar acessível. A iniciativa superou as metas alcançando mais de 74 mil visualizações e um aumento de 57% no conhecimento sobre a relação obesidade/condição. Além disso, 100% dos participantes relataram mudanças de hábitos e 83% melhora no bem-estar. O Preço Invisível do Cigarro - Projeto da IFMSA Brasill voltado para a educação sobre os perigos do tabagismo e dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) entre jovens. O projeto consistiu em campanhas presenciais em mais de 20 cidades e workshops de advocacy para estudantes, impactando mais de 1.000 pessoas, além de estudantes de medicina. O que indicou um aumento na capacidade do público em explicar os malefícios dos DEFs e em identificar estratégias comerciais da indústria do tabaco após as intervenções. Linha de Cuidado da Apneia Obstrutiva do Sono na Cidade de São Paulo - Implementação de um fluxo sistematizado para o diagnóstico e tratamento da apneia no SUS paulistano. A avaliação inicial de 211 pessoas (idade média de 51 anos, IMC médio de 31,8 kg/m²) resultou em 78,1% dos casos avaliados foram positivos para apneia, sendo 28,1% casos graves. Com o uso de telemonitoramento e aplicativos de engajamento houve uma adesão terapêutica de 88%. PREGESTAR+ - fatores de risco para pré-eclâmpsia na APS - Iniciativa da Universidade Anhembi Morumbi para o rastreamento precoce de riscos gestacionais na Atenção Primária, visando suprir falhas de registros incompletos e falta de padronização no pré-natal. O estudo identificou uma prevalência de fatores de risco em aproximadamente 38% das gestantes avaliadas. Obesidade, multiparidade e idade materna avançada foram os destaques negativos. Cristhiane Tozzo Lisboa após apresentação de seu trabalho em formato de painel representando a Universidade Anhembi Morumbi Unidos pela eliminação do câncer do colo do útero no Ceará - Projeto piloto focado na erradicação do câncer de colo de útero em 10 municípios cearenses, uma vez que o estado registra cerca de 1.000 novos casos e mais de 3.000 mortes anuais por este câncer evitável. Assim, o projeto focou na cobertura vacinal de HPV, atualmente em 64% para a 2ª dose em meninas e 40% em meninos. Entretanto não parou por aí e também focou na formação de 215 multiplicadores e alcance de 6.576 pessoas nas comunidades. Sono: eixo de saúde mental no contexto do autismo - Projeto desenvolvido pelo Instituto do Sono (AFIP) voltado para famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto identificou inicialmente uma alta prevalência de distúrbios do sono em crianças com TEA, agravando desafios comportamentais. Assim, realizou atendimento a 230 famílias (460 pessoas) de 19 estados brasileiros. O painel destaca que 80-100% das crianças com TEA sindrômico apresentam queixas de sono, o que está diretamente ligado a sintomas depressivos nos cuidadores. Qualificando o Cuidado Renal na Atenção Primária - Parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia para diagnóstico precoce da Condição/Doença Renal Crônica (DRC). O projeto capacitou 793 profissionais da rede básica. E dessa forma, identificou 37 novos diagnósticos confirmados de DRC que anteriormente eram subnotificados. Sandrinha: Educação em Diabetes na Comunidade - Projeto de educação em saúde lúdica realizado pela Secretaria Municipal de Pouso Alegre/MG, com o uso de estratégias lúdicas como a personagem Sandrinha e a "Mala do Conhecimento" para desmistificar o diabetes. Resultando na melhoria no manejo glicêmico dos usuários, redução do estigma no ambiente escolar e maior segurança no manejo para familiares. Apresentações orais E em seguida, houve as apresentações orais dos 5 melhores projetos no auditório do 18º Encontro do FórumCCNTs. Patrícia de Luca (AHF/FórumCCNTs) foi responsável pela moderação das apresentações. Enquanto a divulgação dos premiados ficou a cargo de: Felipe Lima (Sanofi), Isabelle Rodrigues (Novo Nordisk), Marcela Tullii (Lilly), Rodrigo Rubens (Boehringer Ingelheim) e Rubens Santos (Aché). Representantes dos cinco melhores projetos são premiados após apresentações orais Os três primeiros colocados, entre os cinco projetos com apresentação oral, receberam um prêmio financeiro para amplificar e dar sequência aos seus projetos. Confira a classificação: 1º Lugar - ProPulmão Móvel - Rastreamento do câncer de pulmão - apresentado por Ricardo Sales do Instituto ProPulmão (Premiação de 15 mil reais); 2º Lugar - 3º Advocacy Day - apresentado por Lyvia Melo do Movimento Influencers Diabetes Brasil (Premiação de 10 mil reais); 3º Lugar - CREN - Tecendo Rede de Cuidados na Primeira Infância - apresentado Elizabeth Fefferman do Centro de Recuperação e Educação Nutricional (Premiação de 7 mil reais); 4º Lugar - Vozes na Saúde - apresentado por Nina Melo da Associação Brasileira de Câncer do Sangue; 5º Lugar - Unidade Móvel Saúde da Mulher PR Rosa - apresentado por Iseli Reis do Instituto Colabora Saúde; Todos os projetos selecionados tiveram seus contatos compartilhados com instituições públicas, privadas e do terceiro setor presentes no evento, visando estimular parcerias e colaborações futuras. Lançamentos e próximos eventos A parte final do evento foi dedicada ao lançamento de ferramentas e estudos que serão bússolas para o setor nos próximos meses. Sob a moderação de Vanessa Pontirolli (Novo Nordisk), foram apresentados materiais que unem rigor científico e utilidade prática para o enfrentamento das CCNTs. Do combate ao estigma na nutrição à análise econômica do preço dos alimentos, passando por novas diretrizes em oncologia, os materiais lançados hoje reforçam nossa missão: transformar conhecimento em ação e política pública em saúde real. O Livro “Nutrição Sem Estereótipos” um dos lançamentos apresentados no 18º Encontro do FórumCCNTs Confira os destaques dos lançamentos: Livro "Nutrição Sem Estereótipos" - Apresentado pela nutricionista Rosana Nogueira (CRN-3), a obra é um marco para a humanização do atendimento, combatendo preconceitos e promovendo uma abordagem nutricional inclusiva e baseada no respeito ao indivíduo Relatório "Preço dos Alimentos" - Valter Palmieri Junior (Strong Business School) trouxe dados essenciais sobre como a economia e a inflação impactam diretamente a segurança alimentar e as escolhas nutricionais das famílias brasileiras. Diretriz de Câncer e Obesidade - Um documento estratégico apresentado por Perla Sachs Kindi (Oncoguia), que estabelece diretrizes claras para o manejo da obesidade como fator crítico na jornada de quem convive com o câncer. O 18º Encontro do FórumCCNTs reafirmou que o gerenciamento das CCNTs no Brasil exige: rede, ciência e, acima de tudo, a coragem de romper bolhas institucionais. Mais do que números ou protocolos, o evento deixa um legado de esperança e um chamado à união para quem trabalha diariamente no gerenciamento, o reconhecimento de que o cuidado humano e a inovação devem caminhar lado a lado. E para quem convive com essas condições, a certeza de que sua voz é o centro de cada decisão. Seguimos com o compromisso de transformar cada debate aqui realizado em políticas públicas que garantam dignidade, equidade e um futuro onde a saúde seja cada vez mais um direito assegurado e acessível a todos.
- Ministério da Saúde adota cautela em resposta ao FórumCCNTs sobre oferta de medicamentos para Asma e DPOC
Ministério detalha posição sobre tratamento de asma e DPOC e organização da assistência farmacêutica O Ministério da Saúde respondeu às recomendações enviadas pelo FórumCCNTs para o aprimoramento das estratégias voltadas às condições respiratórias crônicas no SUS, com foco em pontos centrais como acesso a medicamentos, diagnóstico e organização da rede de cuidado. A manifestação ocorre após o envio do ofício do FórumCCNTs e 23 especialistas, que pode ser acessado aqui. No documento, o FórumCCNTs destaca a necessidade de ampliar o cuidado integral para condições de alta prevalência, como asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), reforçando a importância de políticas que garantam redução de riscos, diagnóstico precoce e acesso contínuo ao tratamento. A iniciativa também chama atenção para desafios persistentes na Atenção Primária à Saúde, incluindo lacunas na capacitação profissional e na estrutura dos serviços. Em resposta, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, encaminhou Nota Técnica com análise das recomendações, ressaltando que a assistência farmacêutica no SUS é organizada de forma estruturada e baseada na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename). O órgão reforça que o acesso a medicamentos deve seguir critérios técnicos e pactuações entre os entes federativos, garantindo equidade e uso racional dos recursos públicos. A análise também aborda a solicitação de ampliação da oferta de medicamentos, especialmente as combinações de corticoide inalatório com broncodilatador de longa duração (CI + LABA). Diferente do que apontam especialistas e diretrizes, segundo o Ministério da Saúde, essas terapias são indicadas para etapas mais avançadas do tratamento. Com isso, justifica sua incorporação não incluir a Atenção Primária ou o programa Farmácia Popular, cuja prioridade são medicamentos de uso mais amplo e inicial. Por fim, o posicionamento destaca que a organização da rede de cuidado, com fortalecimento da Atenção Primária, continua sendo estratégica para garantir melhores resultados em saúde, incluindo diagnóstico precoce, monitoramento contínuo das pessoas com condições de saúde e qualificação das equipes de saúde, além da adequada estruturação dos serviços para atender às demandas das condições respiratórias crônicas. Na síntese da resposta, o Ministério da Saúde detalha o processo para acesso a medicamentos para os cuidados de condições respiratórias prevalentes, como asma e DPOC. O órgão também enfatiza a importância de avançar em ações integradas que envolvam diagnóstico precoce, monitoramento das pessoas atendidas, capacitação profissional e equipagem da rede de atenção, como pilares fundamentais para qualificar o cuidado e promover a redução de riscos associados a essas condições. Confira a resposta seguir: Ministério da Saúde Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde Gabinete Coordenação de Gestão Técnica e Administrativa OFÍCIO Nº 732/2026/SCTIE/COGAD/SCTIE/GAB/SCTIE/MS Brasília, 30 de abril de 2026. Ao Senhor MARK BARONE Fundador e Coordenador Geral Fórum Intersetorial de CCNTs no Brasil (FórumCCNTs) Endereço de e-mail: forumccnts@gmail.com Assunto: Reiteração de recomendações para aprimoramento das estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento das Condições Respiratórias Crônicas no SUS. Observação: Em caso de resposta, fazer referência expressa ao processo nº 25000.177272/2025-94. Prezado Senhor, Em atenção à Mensagem Eletrônica - Fórum Intersetorial de CCNTs (0054730880), do dia 15 de abril de 2026, remetido a esta Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS) em decorrência da pertinência com o assunto, encaminha-se a Nota Técnica nº 28/2026-DAF/SCTIE/MS (0054942931), elaborada no âmbito do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF), a qual exara manifestação acerca das recomendações pleiteadas, com foco no aprimoramento das estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento das Condições Respiratórias Crônicas no SUS. Atenciosamente, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde Ministério da Saúde Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos Nota Técnica nº 28/2026-DAF/SCTIE/MS ASSUNTO Trata-se de resposta ao Despacho COGAD/SCTIE (0054731149), o qual encaminha os documentos 0054730880, 0054730895 e 0054730924, oriundos do Fórum Intersetorial de Condições Crônicas Não Transmissíveis no Brasil (CCNTs) que apresentam recomendações para o aprimoramento das estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento das Condições Respiratórias Crônicas (CRCs) no SUS. ANÁLISE Preliminarmente, informa-se que o Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos (DAF/SCTIE/MS) possui suas competências estabelecidas pelo Art. 34 do Anexo I do Decreto nº 11.798/2023. Sua atuação foca na formulação, implementação e coordenação das Políticas Nacionais de Assistência Farmacêutica e de Medicamentos, além de orientar e organizar a assistência farmacêutica em todos os níveis de atenção à saúde, em estrita observância aos princípios do SUS. As ações do DAF são pautadas pela Política Nacional de Medicamentos (PNM) e pela Política Nacional de Assistência Farmacêutica (PNAF). Ambas definem a assistência farmacêutica como um conjunto de atividades voltadas à saúde individual e coletiva, tratando o medicamento como insumo essencial e buscando garantir o acesso e o seu uso racional. Nesse contexto, a estruturação da área é estratégica para assegurar a equidade no acesso aos itens da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) — lista que padroniza os fármacos indicados para o tratamento dos principais agravos da população brasileira. No âmbito do SUS, a assistência farmacêutica organiza-se em quatro componentes principais, cada um com financiamento, elenco de medicamentos e critérios de acesso específicos: CBAF: Componente Básico da Assistência Farmacêutica; CEAF: Componente Especializado da Assistência Farmacêutica; CESAF: Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica; AF-Onco: Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia. Além dos Componentes de medicamentos, que possuem responsabilidade financeira pactuada de forma tripartite, a Assistência Farmacêutica disponibiliza, de forma complementar aos Componentes, o Programa Farmácia Popular do Brasil em parceria com farmácias privadas conveniadas, para a ampliação de acesso de medicamentos e insumos de forma subsidiada, como gratuidade ou copagamento. Após análise dos documentos 0054730880, 0054730895 e 0054730924 e superadas as preliminares, observa-se que a demanda apresentada pelo Fórum busca expandir a oferta de medicamentos na Atenção Primária e no Farmácia Popular, especificamente quanto às combinações de CI + LABA. Todavia, cumpre salientar que a organização da Assistência Farmacêutica no SUS fundamenta-se no Decreto nº 7.508/2011 e na Portaria de Consolidação nº 2/2017, que conferem à Rename o papel de nortear a provisão pública. Por conseguinte, a migração de medicamentos entre o Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF) e o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) não ocorre de forma discricionária, dependendo de pactuação na Comissão Intergestores Tripartite (CIT). Este colegiado, composto pelo Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), é a instância soberana para deliberar sobre financiamento e execução, garantindo que eventuais ajustes de gestão não fragmentem a assistência ao paciente nem onerem desproporcionalmente os entes federados. Quanto à inclusão desses medicamentos no Programa Farmácia Popular do Brasil (PFPB), é fundamental observar que o programa possui regramento próprio e atua de forma complementar à rede pública. Segundo o Decreto nº 5.090/2004 e as normativas que regem o PFPB, a inclusão de itens que já compõem o CBAF ou o CEAF no elenco do "Aqui Tem Farmácia Popular" deve passar por avaliação técnica de viabilidade econômica e de conveniência administrativa. Como o Programa utiliza o sistema de gratuidade via reembolso a drogarias privadas, a migração ou inclusão de um medicamento do CEAF (que geralmente trata doenças complexas e exige protocolos clínicos rígidos) para o Farmácia Popular requer um debate profundo na CIT para alinhar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) à capilaridade do programa, evitando o uso irracional de medicamentos e assegurando a sustentabilidade orçamentária do Ministério da Saúde. Inicialmente, cumpre destacar que o PFPB é regulamentado pela Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, Anexo LXXVII, e tem como finalidade ampliar o acesso da população a medicamentos para o tratamento de doenças de maior prevalência, configurando-se como estratégia complementar à Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), não tendo como objetivo a sua substituição. Nesse contexto, o elenco de medicamentos do Programa é previamente definido pelo Ministério da Saúde, considerando critérios de relevância em saúde pública, viabilidade operacional, uso racional de medicamentos e sustentabilidade financeira, com foco em medicamentos essenciais e de amplo uso na Atenção Primária à Saúde. Para o tratamento da asma, o Programa já contempla princípios ativos relevantes, como broncodilatadores de curta duração e corticoides inalados isolados, os quais estão alinhados às etapas iniciais da linha de cuidado e são indicados para o manejo da maior parte dos pacientes em nível ambulatorial. Ressalta-se que as associações de corticoide inalatório e broncodilatador de longa duração (CI + LABA) são, em geral, indicadas em etapas mais avançadas do tratamento, conforme a gravidade da doença e a resposta insuficiente às terapias de primeira linha, sendo usualmente recomendadas em contextos de maior complexidade clínica e sob acompanhamento mais especializado. Dessa forma, tais tecnologias não se caracterizam como terapias de uso inicial ou universal, o que limita sua aderência ao escopo do PFPB, que prioriza medicamentos voltados ao manejo das condições mais prevalentes e às fases iniciais da linha de tratamento na Atenção Primária à Saúde. Adicionalmente, o PFPB opera atualmente sob modelo de gratuidade com ressarcimento às farmácias credenciadas, não realizando aquisição centralizada nem distribuição direta de medicamentos, o que implica elevada sensibilidade do Programa à ampliação do elenco e ao consequente impacto sobre a execução orçamentária. A eventual inclusão de associações como CI + LABA, além de não se enquadrar no perfil terapêutico prioritário do Programa, implicaria incremento significativo e contínuo das despesas públicas, considerando seu maior custo unitário e a possibilidade de ampliação da demanda, com potencial comprometimento da sustentabilidade financeira do PFPB. Destaca-se, ainda, que o orçamento destinado ao Programa é limitado e deve assegurar, prioritariamente, a manutenção da oferta regular dos medicamentos já disponibilizados, que atendem milhões de usuários em todo o país. A incorporação de novas tecnologias de maior custo, sem a correspondente ampliação orçamentária, poderia gerar risco à continuidade do acesso aos itens atualmente ofertados, em prejuízo à política pública já consolidada. Ademais, o Sistema Único de Saúde dispõe de outras estratégias de assistência farmacêutica para o atendimento de pacientes que demandam terapias de maior complexidade, inclusive no âmbito da atenção especializada, de modo que o PFPB deve permanecer alinhado ao seu papel de complementaridade e foco na Atenção Primária, evitando sobreposição de políticas públicas e assegurando a racionalidade na alocação de recursos públicos. CONCLUSÃO Diante do exposto, considerando o posicionamento terapêutico dessas associações na linha de cuidado, bem como as limitações orçamentárias vigentes e a necessidade de preservação da sustentabilidade do Programa, não se recomenda, neste momento, a inclusão da associação de corticoide inalatório e broncodilatador de longa duração (CI + LABA) no elenco do Programa Farmácia Popular do Brasil. Por fim, considerando o posicionamento dessas associações em etapas mais avançadas da linha de cuidado, bem como as restrições orçamentárias vigentes e a necessidade de preservação da sustentabilidade do Programa, avalia-se que a inclusão das associações de corticoide inalatório e broncodilatador de longa duração (CI + LABA) no elenco do Programa Farmácia Popular do Brasil não se mostra oportuna no presente momento, devendo-se priorizar a manutenção e o fortalecimento das ações já consolidadas, em consonância com os princípios da racionalidade do uso de medicamentos, da eficiência na gestão dos recursos públicos e da adequada alocação orçamentária no âmbito do Sistema Único de Saúde. Atenciosamente, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos
- Prêmio José Luiz Setúbal abre inscrições até 08 de julho
Estão abertas as inscrições para a 6ª edição do Prêmio de Comunicação José Luiz Setúbal, iniciativa que reconhece produções jornalísticas e conteúdos multimídia voltados à saúde de crianças e adolescentes. A ação reforça o papel estratégico da comunicação na ampliação do acesso à informação de qualidade e na redução de riscos, especialmente no contexto das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs). Imagem: Divulgação Promovido pela Fundação José Luiz Egydio Setúbal, o prêmio busca valorizar conteúdos que traduzam evidências científicas de forma acessível e responsável, contribuindo para o debate público e para o fortalecimento do cuidado em saúde ao longo do curso de vida. Podem participar jornalistas, estudantes e produtores de conteúdo que tenham publicado ou produzido materiais entre julho de 2025 e julho de 2026. São aceitos trabalhos em diferentes formatos, incluindo texto, áudio, vídeo e mídias digitais, o que amplia o alcance e a diversidade das narrativas sobre saúde infantojuvenil. Quem pode participar e como funciona As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas até 08 de julho de 2026, às 17h59 (horário de Brasília). Os trabalhos serão avaliados com base em critérios como relevância, qualidade da informação, clareza na comunicação e potencial de impacto social. A premiação contempla diferentes categorias e reconhece iniciativas que contribuam para uma comunicação mais qualificada em saúde, estimulando a produção de conteúdos que dialoguem com diferentes públicos e contextos. Por que essa oportunidade importa A comunicação em saúde tem papel central na construção de respostas mais eficazes às CCNTs, especialmente quando contribui para ampliar o entendimento da população e apoiar decisões mais informadas. Iniciativas como essa fortalecem o ecossistema de informação, promovendo maior integração entre ciência, sociedade e políticas públicas. Ao incentivar conteúdos que abordem a saúde de crianças e adolescentes de forma responsável e baseada em evidências, o prêmio também contribui para agendas mais amplas de equidade, cuidado contínuo e redução de riscos, com impactos que se estendem por toda a vida. Sobre a oportunidade O que é: 6ª edição do Prêmio de Comunicação José Luiz Setúbal Para quem é: jornalistas, estudantes e produtores de conteúdo Categorias: texto, áudio, vídeo e mídias digitais Inscrições: até 08 de julho de 2026, às 17h59 (horário de Brasília) Custo: gratuito Premiação: anúncio dos vencedores em 09 de novembro de 2026 Fonte: Fundação José Luiz Setúbal
- Relatórios dos Grupos Temáticos - 18º Encontro do FórumCCNTs
Os Grupos Temáticos (GTs) consistem em espaços neutros nos quais os/as membros de instituições públicas, privadas, multilaterais ou da sociedade civil colaboram entre si para identificar problemas prioritários relacionados às condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) e seus fatores de risco no Brasil. Estes stakeholders delineiam ações estratégicas multi e intersetoriais com vistas a reverter ameaças à saúde pública e avançar em termos de redução de risco, assim como ampliar e melhorar o acesso e os cuidados para pessoas com CCNTs. Participação dos GTs durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Durante as reuniões, cada GT procede à revisão, ao planejamento e à avaliação das ações sob uma perspectiva intersetorial, com vistas ao avanço das atividades previstas para o período anual. A seguir, constam os primeiros relatórios semestrais (2026/1) de cada GT do FórumCCNTs. GT Alimentação Saudável 2026 - ACESSE AQUI GT Atividade Física 2026 - ACESSE AQUI GT CCNTs no Ambiente de Trabalho 2026 - ACESSE AQUI GT DCV, Infarto e AVC 2026 - ACESSE AQUI GT Diabetes 2026 - ACESSE AQUI GT Obesidade 2026 - ACESSE AQUI GT Oncologia 2026 - ACESSE AQUI GT Periodontite 2026 - ACESSE AQUI GT Saúde Digital para CCNTs 2026 - ACESSE AQUI GT Saúde Mental e Neurológica 2026 - ACESSE AQUI
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT DCV, Infarto e AVC
Facilitadora Sheila Martins (Rede AVC Brasil) Co-facilitadora Ana Carolina Micheletti (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG) GT DCV, Infarto e AVC durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A persistência de tempos elevados de espera na Atenção Primária compromete o rastreio e o monitoramento das CCNTs, em especial das condições/doenças cardiovasculares, reduzindo a capacidade de reduzir riscos de eventos agudos e impactando diretamente os desfechos em saúde. Em 2026, permanecem as desigualdades regionais no acesso a estratégias eficazes de redução de risco, cuidado e reabilitação de infarto e AVC, associadas ao baixo letramento da população sobre fatores de risco e sinais de alerta, sobretudo em territórios vulnerabilizados. Esse cenário impõe a necessidade de dar celeridade aos fluxos da APS para evitar a ocorrência de eventos cardiovasculares, assim como qualificar profissionais de saúde e a população para detecção precoce, manejo oportuno e redução de sequelas. A complexidade do problema requer articulação interinstitucional e multistakeholder para integrar evidências científicas, educação em saúde e organização das redes assistenciais. Atividade prevista para 2026 Ao longo de 2026, o GT realizará uma campanha integrada e contínua de conscientização sobre condições/doenças cardiovasculares, com ênfase em infarto e AVC, conduzida por seus membros e direcionada à população e a profissionais de saúde, com foco em sinais e sintomas de alerta e nos fluxos de cuidado. A iniciativa visa ampliar a redução de risco, reduzir fatores de risco, qualificar o reconhecimento precoce e difundir modelos de atenção e reabilitação já desenvolvidos pelas instituições do GT. A operacionalização compreende: produção e disseminação de conteúdos educativos baseados em evidências científicas, em formatos digitais acessíveis; mobilização coordenada das redes sociais institucionais e pessoais dos membros; promoção de evento online para ampliar o debate e a disseminação de conhecimento; acompanhamento da pauta junto ao Ministério da Saúde, visando ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre o tema; e articulação com datas estratégicas do calendário da saúde, com ênfase no Dia Mundial do AVC e Dia Mundial do Coração. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Estruturar e implementar a campanha “Maio Vermelho”; Organizar ações para o Setembro Vermelho e para o Dia Mundial do AVC, com destaque para as mobilizações de 29/09 e 29/10; Realizar webinário temático em data a ser definida após nova reunião do GT; Fortalecer ações junto aos Conselhos de Saúde; Fortalecer estratégias com centralidade na pessoa gestora; Intensificar articulação com influenciadores e atores estratégicos para efetivação das ações previstas; Consolidar o trabalho em rede e transformar diretrizes já existentes em ações concretas; Fortalecer a rede integrada via “Tele-AVC”, com potencial de expansão para hospitais estaduais por meio do PROADI-SUS; Utilizar experiências de referência em Joinville, Volta Redonda e Porto Alegre para compartilhamento de boas práticas; Produzir e divulgar evidências sobre custo-efetividade voltadas a consultores e gestores de saúde; Ampliar a capilaridade das ações desenvolvidas no eixo Sul-Sudeste para outras regiões do país, especialmente no fortalecimento do autocuidado; Realizar mapeamento de indicadores de saúde relacionados ao AVC. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Como desdobramentos da atividade proposta para 2026, espera-se ampliar a visibilidade institucional do problema, fortalecer a base técnico-científica sobre a organização do cuidado cardiovascular na APS e consolidar o GT como espaço qualificado de produção de conhecimento e acompanhamento crítico do diálogo institucional com o Ministério da Saúde, resultando em ampliação mensurável do conhecimento da população e de profissionais de saúde sobre sinais de alerta e resposta adequada ao infarto e ao AVC, especialmente em contextos vulneráveis, fortalecimento e maior visibilidade de propostas exitosas de reabilitação já implementadas no Brasil e em experiências internacionais pelas instituições do GT, favorecendo sua disseminação e adaptação a diferentes realidades, e contribuição para a redução do tempo entre o início dos sintomas e a busca por atendimento, com impacto potencial na mitigação das desigualdades regionais e na melhoria dos desfechos clínicos. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT DCV, Infarto e AVC durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Laís Guimarães (Boehringer Ingelheim) Cristina Simões (Avcista) Cátia Oliveira (Fiocruz) Rosane da Silva Alves Cunha (CER III SMS-Volta Redonda/RJ) Patrícia de Luca (AHF) Ana Carolina Micheletti Gomide (UFMG) Renata Cunha Carvalho (APS - São Paulo) Ana Paula Fontana (UFRJ) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Patrícia de Luca (AHF) Cristina Simões (Avcista) Renata Cunha Carvalho (APS - São Paulo) Yara Baxter (Fundação Novartis) Rosane da Silva Alves Cunha (CER III SMS-Volta Redonda/RJ) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Maria José de Oliveira Evangelista (CONASS) Thaís Gomes de Melo (Boehringer Ingelheim) Tatiana Porto (Sanofi) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Diabetes
Facilitadora Jaqueline de Jesus Correia (Instituto Diabetes Brasil) Co-facilitadora Luane Miziara (Instituto Afya) GT Diabetes durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT O Diabetes Mellitus é uma das principais condições crônicas de saúde pública no Brasil e no mundo. Seu impacto vai além do manejo glicêmico, afetando diretamente a qualidade de vida das pessoas, a organização dos serviços de saúde e os custos sociais e econômicos relacionados às complicações evitáveis da condição de saúde. Apesar dos avanços científicos e tecnológicos, ainda persistem lacunas importantes na formação continuada dos profissionais da saúde, especialmente no diagnóstico precoce, no manejo adequado, na educação em saúde e no acolhimento humanizado das pessoas que vivem com diabetes. Atividade prevista para 2026 A atividade proposta consiste no desenvolvimento de materiais educativos referente à Capacitação em Diabetes para Profissionais da Saúde, que será disseminada de forma online a partir de publicações nas redes dos membros do GT. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Reuniões online com datas a serem definidas por meio de enquete no grupo de WhatsApp (previstas para maio, agosto e outubro); Partir dos documentos oficiais do Ministério da Saúde já existentes e validados. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Pretende-se qualificar práticas assistenciais por meio de atualização técnico-científica, harmonização de condutas clínicas e educativas, fortalecimento da educação em saúde, aprimoramento da comunicação e incorporação de dimensões psicossociais no cuidado, com vistas a uma atuação ética, humanizada, multiprofissional e centrada nas necessidades das pessoas com diabetes, repercutindo na melhoria do manejo clínico, na redução de falhas assistenciais, na consolidação da educação permanente em saúde e no incremento dos desfechos em saúde, da dignidade e da qualidade de vida dessa população. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Diabetes durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Jaqueline Correia (Instituto de Diabetes Brasil) José Vanilton de Almeida (CRF-SP) Sabrina Montenegro Cruz (SMS-Miraíma) Isadora Policarpo da Silva (EERP-USP) Michely Arruda Bernardelli (Associação Doce Vida) Felipe Pereira Lima (Sanofi) Luane Miziara Vila Nova (Instituto Afya) Melyne Serralha Rocha (Missão Sal da Rocha) Clicia de Moraes Vieira Santos (Secretaria Municipal de Educação de Maricá/RJ) Juliana Maria da Silva Neves Panão (Universidade de Mogi das Cruzes) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Jaqueline de Jesus Correia (Instituto de Diabetes Brasil) Luane Miziara Vila Nova (Instituto Afya) Felipe Pereira Lima (Sanofi) Jéssica de Cássia Costa Martins (SMS - Pouso Alegre) Nádia Esteves dos Santos (UNIFESP) Lucia Helena Modesto Xavier (ADJ Diabetes Brasil) Isadora Policarpo da Silva (EERP-USP) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Maria José de Oliveira Evangelista (CONASS) Thaís Gomes de Melo (Boehringer Ingelheim) Alessandro Aldrin Pinheiro Chagas (CONASEMS) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Periodontite
Facilitadora Mariana Fampa Fogacci (Universidade Federal de Pernambuco - UFPE) Co-facilitadora Davi da Silva Barbirato (Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo - FORP-USP) GT Periodontite durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A periodontite é reconhecida como Condição Crônica Não Transmissível (CCNT) inflamatória, multifatorial e associada a biofilme disbiótico, com alta prevalência e subdiagnóstico no Brasil e globalmente, gerando impacto relevante na carga de condições de saúde, inclusive elevada morbidade associada à perda dentária evitável quando não tratada, além de associação consistente, nas três últimas décadas, a maior risco relativo, prevalência, incidência e piores desfechos de outras CCNTs, especialmente diabetes mellitus e condições cardiovasculares ateroscleróticas, conforme evidências epidemiológicas consolidadas e relatórios da Organização Mundial da Saúde e da Federação Europeia de Periodontologia, que recentemente reforçaram o reconhecimento da saúde bucal como componente indissociável das estratégias globais de enfrentamento das CCNTs. A insuficiente conscientização da população e de profissionais de saúde sobre seus impactos sistêmicos resulta na subvalorização de sinais iniciais, como o sangramento gengival, com atraso no diagnóstico, progressão da condição, agravamento de CCNTs associadas e maior utilização de serviços de saúde, evidenciando a necessidade de estratégias estruturadas de comunicação em saúde e de rastreio precoce no âmbito da Atenção Primária. No contexto de 2026, marcado pela intensificação da carga das CCNTs e pelo fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como eixo organizador do cuidado, torna-se prioritário ampliar estratégias estruturadas de comunicação em saúde que reforcem a necessidade do rastreio precoce da condição periodontal, com vistas à redução do risco populacional e à melhoria de desfechos em saúde. Diante desse cenário epidemiológico e institucional, da magnitude do impacto e da necessidade de mudança de práticas, considerando a natureza multifatorial da periodontite, a criação do Grupo Temático "Periodontite" no âmbito do FórumCCNTs se justifica como estratégia necessária para articular atores públicos, privados, acadêmicos e da sociedade civil na formulação de agendas cooperativas alinhadas à promoção da saúde, ao rastreio precoce e à qualificação da Atenção Primária no enfrentamento das CCNTs. Atividade prevista para 2026 Em 2026, a atuação do GT será orientada à construção cooperativa de uma iniciativa institucional alinhada às prioridades do SUS, conforme o escopo definido para o ciclo anual. Atividade Única do GT em 2026: Elaboração e submissão cooperativa de proposta técnica para a inclusão do “Dia Mundial da Saúde Gengival – 12 de maio” no calendário oficial do Ministério da Saúde. A escolha da data de 12 de maio fundamenta-se em seu reconhecimento prévio como Dia Mundial da Saúde Gengival por sociedades científicas nacionais e internacionais, incluindo a Sociedade Brasileira de Periodontia e Implantodontia (SOBRAPI) e a Federação Europeia de Periodontologia, favorecendo alinhamento técnico, cooperação internacional e padronização de mensagens em saúde. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Levantamento da literatura e documentos (dados epidemiológicos e econômicos); 01/06: Reunião para compilar e discutir os trabalhos produzidos. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Espera-se fortalecer o reconhecimento institucional da periodontite como CCNT de impacto sistêmico e elevada morbidade evitável, além da ampliação da conscientização de gestores, profissionais de saúde e da sociedade sobre a relevância da saúde gengival para o enfrentamento das CCNTs, criando condições favoráveis para o estímulo a ações de comunicação em saúde e ao rastreio precoce da condição periodontal no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Adicionalmente, a iniciativa tende a contribuir para a qualificação do cuidado integral às CCNTs, ao favorecer maior integração da saúde periodontal às agendas de promoção da saúde e organização do cuidado no SUS. Como resultado transversal, espera-se o fortalecimento da articulação interinstitucional e multistakeholder entre os participantes do GT, consolidando bases técnicas para agendas cooperativas futuras. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Periodontite durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Mariana Fampa Fogacci (UFPE) Davi Barbirato (FORP-USP) Janaina Bononi Rossin (SMS - Sertãozinho) Julia Bello (UFMG) Flávio Yoshikawa (Hospital de Aeronáutica de Canoas) Andrea Márcia Marcaccini (Universidade de Ribeirão Preto) Fernanda Alves Pena (Centro Universitário de Viçosa) Diego Oliveira Almeida (SMS-SPDM APS) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Mariana Fampa Fogacci (UFPE) Janaina Bononi Rossin (SMS - Sertãozinho) Julia Bello (UFMG) Diego Oliveira Almeida (SMS-SPDM APS) Andrea Márcia Marcaccini (Universidade de Ribeirão Preto) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Karina Mauro Dib (SMS-SP) Danilo Campos (Ministério da Saúde) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Saúde Digital para CCNTs
Facilitadora Iseli Yoshimoto Reis (Instituto Colabora Saúde) Co-facilitadora Lyvia Raphaela Rodrigues de Melo (Movimento Influencers Diabetes Brasil) GT Saúde Digital para CCNTs durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A ascensão das condições crônicas não transmissíveis (CCNTs) no Brasil — responsáveis por aproximadamente 72% dos óbitos nacionais, segundo o Ministério da Saúde — evidencia a urgência de estratégias intersetoriais e colaborativas que integrem inovação, tecnologia e cuidado. Nesse contexto, a saúde digital desponta como vetor estratégico para ampliar acesso, qualificar o acompanhamento clínico e otimizar custos assistenciais, podendo reduzir despesas em até 20–30%, conforme estimativas da McKinsey, enquanto relatório da Deloitte aponta que 80% das pessoas com CCNTs reconhecem o valor das tecnologias digitais no manejo de suas condições. Paralelamente, o avanço da saúde digital e o uso massivo das redes sociais como fonte de informação em saúde vêm impactando diretamente o cuidado, a adesão ao tratamento e a percepção das pessoas que convivem com CCNTs, especialmente o diabetes. A experiência prática do Movimento Influencers Diabetes Brasil demonstra que o ambiente digital carece de maior educação continuada e de diretrizes claras para uma comunicação responsável em saúde. A disseminação de desinformação, conteúdos não baseados em evidências e mensagens potencialmente prejudiciais tem efeitos diretos sobre decisões terapêuticas e comportamentos de autocuidado. Diante dessa realidade, torna-se prioritária a articulação interinstitucional e multistakeholder para qualificar a comunicação em saúde no ambiente digital, fortalecer práticas éticas e baseadas em evidências e promover o uso responsável das redes sociais como aliadas do cuidado. A complexidade desse ecossistema demanda cooperação estruturada entre organizações da sociedade civil, profissionais de saúde, academia, setor privado, comunicadores e influenciadores digitais. Atividade prevista para 2026 A justificativa apresentada orienta a atuação do GT para o fortalecimento da responsabilidade informacional em saúde digital, reconhecendo o papel estratégico das redes sociais e dos influenciadores na formação de opiniões, comportamentos e decisões relacionadas ao cuidado de condições crônicas. Como atividade central ao longo de 2026, o grupo desenvolverá a elaboração coletiva de um documento de referência sobre Comunicação Responsável em Saúde Digital para CCNTs, com foco na produção e disseminação de conteúdos em redes sociais e na atuação de influenciadores e comunicadores em saúde. O material reunirá princípios éticos, diretrizes gerais, recomendações práticas e exemplos de boas práticas para apoiar a qualificação da informação em temas como diabetes e outras condições crônicas. O documento será construído a partir de dois workshops online (previstos para julho e setembro de 2026), promovendo a circulação de experiências, a sistematização de aprendizados e a consolidação de práticas qualificadas na interface entre saúde digital, comunicação e cuidado. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Realizar evento em Brasília com apoio/patrocínio; Influenciar profissionais de saúde para regulação da pauta da saúde digital para o controle e acompanhamento de CCNTs; Case de sucesso de wearables e tecnologias digitais que trouxeram resultados; Influenciar o PL das marcas, regulamentadores das redes sociais (reunião, Fórum ou carta ou documento orientativo). Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Pretendemos produzir um relatório anual consolidando descobertas, tendências e aprendizados oriundos dos workshops, a ser disponibilizado. Além disso, a disponibilização de material de referência para qualificar a comunicação em saúde digital voltada às CCNTs, fortalecendo atuação responsável de influenciadores, organizações da sociedade civil e comunicadores, contribuindo para o enfrentamento da desinformação e das fake news relacionadas às CCNTs no ambiente digital. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Saúde Digital para CCNTs durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Lyvia Raphaela Rodrigues de Melo (Movimento Influencers Diabetes Brasil) Iseli Yoshimoto Reis (Instituto Colabora Saúde) Luciana Mourão (Instituto Tipo 1) Luis Kiataki (HL7 Brasil) Isabela Oliveira (HCFMUSP) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Iseli Yoshimoto Reis (Instituto Colabora Saúde) Lyvia Raphaela Rodrigues de Melo (Movimento Influencers Diabetes Brasil) Isabela Oliveira (HCFMUSP) Paulo César Corrêa (UFOP) Emanuhel Monteiro (INAPE) Elton Junio Sady Prates (SES-MG/ABEn-MG) Jacqueline Alves Torres (ANS) Nathalia Nunes (CBEXS) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Tatiana Porto (Sanofi) Eduardo Macário (SES-SC) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Saúde Mental e Neurológica
Facilitadora Marina Nolli Bittencourt (Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT) Co-facilitadora Maria Odete Pereira (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG) GT Saúde Mental e Neurológica 2026 durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A saúde mental e neurológica dos trabalhadores apresenta-se como tema prioritário em 2026, diante do aumento das condições de adoecimento relacionadas ao trabalho, das transformações nos processos laborais mediadas por tecnologias digitais e da inclusão da saúde mental no escopo da NR-1, que amplia a atenção aos riscos psicossociais no ambiente laboral. Esse cenário demanda a articulação interinstitucional e multistakeholder para qualificar o debate, integrar diferentes perspectivas e fortalecer a compreensão coletiva acerca dos desafios contemporâneos da saúde mental e neurológica no trabalho. O GT se justifica como espaço necessário de reflexão e diálogo a respeito deste tema estratégico, no contexto atual. Atividade prevista para 2026 O GT propõe a realização de um Fórum Online temático, voltado à discussão ampla e multissetorial acerca da saúde mental e neurológica de trabalhadores, considerando a inclusão da saúde mental na NR-1 e os desafios contemporâneos dos riscos psicossociais no trabalho. O Fórum constituir-se-á como um espaço virtual de diálogo, organizado e conduzido pelas instituições integrantes do GT, aberto à participação de diferentes setores e instituições, no qual o uso de tecnologias será abordado como elemento de apoio à reflexão, ao debate qualificado e à compreensão das possibilidades e limites no cuidado, avaliação e promoção da saúde mental no contexto laboral. O GT apresentará projetos e programas em andamento, que serão compartilhados com as coordenações dos Centro de Referência em saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras (CERESTs) dos estados brasileiros, no âmbito do SUS. A concepção, coordenação e condução da atividade serão de responsabilidade exclusiva dos membros do GT, sob a coordenação geral do FórumCCNTs. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Inclusão de uma discussão em Fórum online sobre as resistências e desafios de empregadores para implementarem a NR-1; Reunião de acompanhamento dia 16/10, das 15h às 17h para discutir o avanço da atividade proposta. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Espera-se que a realização do Fórum Online temático contribua para o aprofundamento do debate interinstitucional e multissetorial acerca da saúde mental de trabalhadores e trabalhadoras, especialmente no contexto da inclusão da saúde mental na NR-1 e dos riscos psicossociais no trabalho. Como desdobramento, busca-se ampliar a compreensão coletiva a respeito do papel das tecnologias no apoio à promoção, cuidado em saúde mental e avaliação no ambiente laboral, considerando seus potenciais e limites. Adicionalmente, o FórumCCNTs deverá favorecer a aproximação entre diferentes atores, fortalecendo o reconhecimento da complexidade do tema e a necessidade de articulação contínua entre setores. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Saúde Mental e Neurológica 2026 durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Marina Nolli Bittencourt (UFMT) Maria Odete Pereira (UFMG) Elaine Mateus (Febraz) Cintia Nunes (SES-MG) José Alberto Orsi (ABRE) Marta Morena Pires d'Avila Axthelm (ABRATA) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Marina Nolli Bittencourt (UFMT) Maria Odete Pereira (UFMG) Marta Morena Pires d'Avila Axthelm (ABRATA) Pedro Henrique Rocha Chaves (IFMSA Brazil) Marcela Tullii (Lilly) Mariana Moyses Oliveira (Afip) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Eduardo Macário (SES-SC) Thaís Gomes de Melo (Boehringer Ingelheim) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT CCNTs no Ambiente de Trabalho
Facilitador Alberto José Niituma Ogata (FGV EAESP) GT CCNTs no Ambiente de Trabalho durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT Há evidências de que o ambiente de trabalho é um espaço privilegiado para a promoção da saúde e o enfrentamento das CCNTs. Em geral, as empresas realizam algum tipo de atividade ou investimento nestas ações. No entanto, elas são frequentemente descoordenadas e pouco efetivas. As CCNTs trazem grande impacto na qualidade de vida e na produtividade dos trabalhadores. Incluir este "setting" na agenda do Fórum pode agregar novos stakeholders e potencializar a participação dos atuais membros. Atividade prevista para 2026 Elaborar uma linha de cuidado, baseada em evidências, no contexto das CCNTs no ambiente de trabalho. O documento poderá ser utilizado para webinares, seminários e apresentações em eventos de diferentes stakeholders. O documento poderá ser enviado a entidades ligadas a saúde do trabalhador, como FUNDACENTRO, Associação Brasileira de Medicina do Trabalho (ANAMT), Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Social do Comércio (SESC). O documento poderá ser enviado ao Poder Executivo, não se limitando à saúde, mas também ao Ministério do Trabalho, da Previdência Social e Economia. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Criação de um repositório de evidências (PCDT, diretrizes); Criação de uma linha de cuidado para CCNTs no Ambiente de Trabalho; Criação de material de comunicação para as empresas, estimulando o acesso ao repositório de evidências; Parceria com canais de divulgação (ANAMT, ABRH, SESI, ABQV, APMT, ANS, FUNDACENTRO) através do FórumCCNTs; Utilizar como métrica de acompanhamento o número de acessos ao repositório. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Estimular a adoção da linha de cuidado em organizações públicas e privadas, de diferentes portes e atividades econômicas. Que o ambiente de trabalho seja considerado nas políticas públicas de enfrentamento das CCNTs. Estimular políticas intersetoriais, que contemplem os determinantes sociais de saúde e que não se restrinjam aos serviços de saúde. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs Alberto José Niituma Ogata (FGV EAESP) Kátia Audi Curci (ANS) Patrícia Ferreira Abreu (SBN) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Alberto José Niituma Ogata (FGV EAESP) Katia Audi (ANS) Patrícia Ferreira Abreu (SBN) Daniel Nizzo (Viatris) Clarice Nunes de Jesus (INAPE) Angela Honda de Souza (Fundação ProAR) Rubens Henrique dos Santos (Aché) Assista aqui ao vídeo de Apresentação Relatório Reunião de 24/04/26 - GT DCV, Infarto e AVC Facilitadora Sheila Martins (Rede AVC Brasil) Co-facilitadora Ana Carolina Micheletti (Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG) Justificativa para existência do GT A persistência de tempos elevados de espera na Atenção Primária compromete o rastreio e o monitoramento das CCNTs, em especial das condições/doenças cardiovasculares, reduzindo a capacidade de reduzir riscos de eventos agudos e impactando diretamente os desfechos em saúde. Em 2026, permanecem as desigualdades regionais no acesso a estratégias eficazes de redução de risco, cuidado e reabilitação de infarto e AVC, associadas ao baixo letramento da população sobre fatores de risco e sinais de alerta, sobretudo em territórios vulnerabilizados. Esse cenário impõe a necessidade de dar celeridade aos fluxos da APS para evitar a ocorrência de eventos cardiovasculares, assim como qualificar profissionais de saúde e a população para detecção precoce, manejo oportuno e redução de sequelas. A complexidade do problema requer articulação interinstitucional e multistakeholder para integrar evidências científicas, educação em saúde e organização das redes assistenciais. Atividade prevista para 2026 Ao longo de 2026, o GT realizará uma campanha integrada e contínua de conscientização sobre condições/doenças cardiovasculares, com ênfase em infarto e AVC, conduzida por seus membros e direcionada à população e a profissionais de saúde, com foco em sinais e sintomas de alerta e nos fluxos de cuidado. A iniciativa visa ampliar a redução de risco, reduzir fatores de risco, qualificar o reconhecimento precoce e difundir modelos de atenção e reabilitação já desenvolvidos pelas instituições do GT. A operacionalização compreende: produção e disseminação de conteúdos educativos baseados em evidências científicas, em formatos digitais acessíveis; mobilização coordenada das redes sociais institucionais e pessoais dos membros; promoção de evento online para ampliar o debate e a disseminação de conhecimento; acompanhamento da pauta junto ao Ministério da Saúde, visando ao aperfeiçoamento de políticas públicas sobre o tema; e articulação com datas estratégicas do calendário da saúde, com ênfase no Dia Mundial do AVC e Dia Mundial do Coração. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Estruturar e implementar a campanha “Maio Vermelho”; Organizar ações para o Setembro Vermelho e para o Dia Mundial do AVC, com destaque para as mobilizações de 29/09 e 29/10; Realizar webinário temático em data a ser definida após nova reunião do GT; Fortalecer ações junto aos Conselhos de Saúde; Fortalecer estratégias com centralidade na pessoa gestora; Intensificar articulação com influenciadores e atores estratégicos para efetivação das ações previstas; Consolidar o trabalho em rede e transformar diretrizes já existentes em ações concretas; Fortalecer a rede integrada via “Tele-AVC”, com potencial de expansão para hospitais estaduais por meio do PROADI-SUS; Utilizar experiências de referência em Joinville, Volta Redonda e Porto Alegre para compartilhamento de boas práticas; Produzir e divulgar evidências sobre custo-efetividade voltadas a consultores e gestores de saúde; Ampliar a capilaridade das ações desenvolvidas no eixo Sul-Sudeste para outras regiões do país, especialmente no fortalecimento do autocuidado; Realizar mapeamento de indicadores de saúde relacionados ao AVC. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Como desdobramentos da atividade proposta para 2026, espera-se ampliar a visibilidade institucional do problema, fortalecer a base técnico-científica sobre a organização do cuidado cardiovascular na APS e consolidar o GT como espaço qualificado de produção de conhecimento e acompanhamento crítico do diálogo institucional com o Ministério da Saúde, resultando em ampliação mensurável do conhecimento da população e de profissionais de saúde sobre sinais de alerta e resposta adequada ao infarto e ao AVC, especialmente em contextos vulneráveis, fortalecimento e maior visibilidade de propostas exitosas de reabilitação já implementadas no Brasil e em experiências internacionais pelas instituições do GT, favorecendo sua disseminação e adaptação a diferentes realidades, e contribuição para a redução do tempo entre o início dos sintomas e a busca por atendimento, com impacto potencial na mitigação das desigualdades regionais e na melhoria dos desfechos clínicos. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT CCNTs no Ambiente de Trabalho durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Laís Guimarães (Boehringer Ingelheim) Cristina Simões (Avcista) Cátia Oliveira (Fiocruz) Rosane da Silva Alves Cunha (CER III SMS-Volta Redonda/RJ) Patrícia de Luca (AHF) Ana Carolina Micheletti Gomide (UFMG) Renata Cunha Carvalho (APS - São Paulo) Ana Paula Fontana (UFRJ) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Patrícia de Luca (AHF) Cristina Simões (Avcista) Renata Cunha Carvalho (APS - São Paulo) Yara Baxter (Fundação Novartis) Rosane da Silva Alves Cunha (CER III SMS-Volta Redonda/RJ) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Maria José de Oliveira Evangelista (CONASS) Thaís Gomes de Melo (Boehringer Ingelheim) Tatiana Porto (Sanofi) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Oncologia
Facilitadora Gabriele Luise Neves Alves (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - FEMAMA) Co-facilitadora Heloisa Quaggio (Amigos da Oncologia e Hematologia - Amigo_H) GT Oncologia durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A manutenção de um Grupo de Trabalho em Oncologia no FórumCCNTs em 2026 é estratégica, em um cenário de aumento da incidência de câncer e de profundas desigualdades regionais no acesso à redução de risco, ao diagnóstico e ao cuidado oncológico. A efetividade das ações de advocacy em oncologia depende de articulação interinstitucional e multistakeholder, envolvendo sociedade civil, gestores públicos, comunidade científica e setor privado, para alinhar mensagens, políticas e práticas baseadas em evidências. O GT permitirá coordenar esforços, evitar sobreposições e ampliar o alcance das iniciativas, contribuindo para ações integradas de redução de risco e manejo do câncer no país. Atividade prevista para 2026 O GT atuará na divulgação do Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer (IARC/OPAS/OMS), para ampliar o conhecimento e a adoção de recomendações baseadas em evidências para a redução de risco do câncer, em um contexto de aumento da carga da condição e de persistentes desigualdades no Brasil. A complexidade dos fatores de risco e a necessidade de alinhar comunicação, políticas públicas e práticas em saúde exigem uma abordagem articulada e multistakeholder. Por meio da atuação conjunta de organizações da sociedade civil, especialistas, gestores e outros atores estratégicos, o GT possibilita uma disseminação coordenada, contextualizada e de maior alcance do Código, potencializando seu impacto na saúde da população. Para esse fim, os membros do GT definiram inicialmente a elaboração de material digital contendo as logomarcas das instituições integrantes, com divulgação nas redes sociais institucionais e nos perfis dos integrantes do GT, com previsão de produção de versão impressa para distribuição, condicionada à obtenção de recursos. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Amigo_H está realizando a Campanha ‘Quem Avisa, Amigo_H’ em redes sociais; pesquisa para a divulgação na atenção primária (profissionais de saúde e população geral); referenciamento do código em todas as publicações da organização; O Instituto Vencer o Câncer (IVOC) realizou reunião de parceria para a divulgação junto ao Amigo_H; ações com foco em prevenção em geral; A FEMAMA está realizando ações com foco em prevenção em geral; Cronograma de postagens em redes sociais está em definição. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Esperamos ampliar o conhecimento qualificado sobre o Código Latino-Americano e Caribenho Contra o Câncer no Brasil, promovendo sua incorporação em ações de comunicação, educação em saúde e advocacy. O GT pretende fortalecer a articulação entre diferentes atores para alinhar narrativas, prioridades e estratégias de redução de risco do câncer baseadas em evidências. Como desdobramento, busca-se contribuir para a sensibilização de gestores e tomadores de decisão, estimulando a integração das recomendações do Código em políticas públicas, programas e iniciativas voltadas à redução da carga do câncer no país. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Oncologia durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Gabriele Luise Neves Alves (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama - FEMAMA) Heloisa Quaggio (Amigos da Oncologia e Hematologia - Amigo_H) Celina Martins (IVOC) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Gabriele Luise Neves Alves (FEMAMA) Ricardo Sales dos Santos (Instituto ProPulmão) Daniel José da Cruz Martins (USP) Nina Victoria Menezes de Melo de Oliveira (Abrale) Renatha Santos Santana (BMS Foundation) Perla Sachs Kindi (Instituto Oncoguia) Heloisa Quaggio (Amigo_H) Juliana Franceschini (Fundação ProAR) Laura Rodrigues (Roche) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Ricardo Lauricella (SBCD) Maria Aparecida Turci (HC-UFMG) Assista aqui ao vídeo de Apresentação
- Relatório Reunião de 24/04/26 - GT Obesidade
Facilitadora Aline Marcadenti de Oliveira (Hospital do Coração - HCor) Co-facilitadora Doralice Ramos (Instituto Cordial) GT Obesidade durante o 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Justificativa para existência do GT A obesidade é uma condição crônica, multifatorial e em crescimento no Brasil, com impactos relevantes na saúde pública, nos custos do sistema de saúde e nas desigualdades sociais. Em 2026, o manejo adequado da obesidade é estratégico diante do avanço das CCNTs e do envelhecimento populacional. Trata-se de um tema que exige coordenação interinstitucional e multistakeholder, envolvendo políticas de saúde, alimentação, educação e proteção social. Um GT dedicado é essencial para alinhar prioridades e apoiar ações baseadas em evidências. Atividade prevista para 2026 A atividade entregável do GT no ciclo de 2026 consistirá na elaboração de dois documentos de conteúdo convergente, diferenciados por público e linguagem, sendo um texto técnico dirigido ao Ministério da Saúde, focalizado na obesidade enquanto enfermidade crônica e na necessidade de oferta terapêutica adequada no SUS, e outro material de incidência pública, destinado às candidaturas à Presidência da República via ofício institucional, com ênfase na incorporação da agenda da vigilância da obesidade nas plataformas eleitorais. Planejamento do GT para realizar a atividade proposta Confecção de rascunho da carta aos partidos políticos; Produção de material técnico com prazo para 30/06; Encaminhamento de ofício, via Departamento de Atenção Especializada e outras Temáticas (DAET), considerando o Programa Agora Tem Especialistas, ao Ministério da Saúde, CONASEMS e Conselho Nacional de Saúde; Encaminhamento de ofício de incidência pública aos partidos políticos. Desdobramentos esperados a partir da atividade desenvolvida Fortalecimento da cooperação entre instituições, qualificação do debate público e disponibilização de um referencial técnico para orientar políticas, programas e ações intersetoriais no enfrentamento da obesidade. Participantes da Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs GT Obesidade durante Reunião Online Pré 18º Encontro do FórumCCNTs. Foto: FórumCCNTs Aline Marcadenti de Oliveira (HCor) Doralice Ramos (Instituto Cordial) Luís Tonaco (Centro Universitário Uni-BH) Fernando Henrique de Paula Pugas (SMS - Balbinos) Debora Fukino (Faculdade Einstein) Camila Mazzeti (UFMS) Glenda Alcantara Torres Santiago Cardoso (ABPObesidade) Carolina Cavanha (Lilly) Silsa Heline Caldas de Oliveira (ADFAP) Participantes da Reunião Presencial durante o 18º Encontro do FórumCCNTs Aline Marcadenti de Oliveira (HCor) Glenda Alcantara Torres Santiago Cardoso (ABPObesidade) Carolina Cavanha (Lilly) Guilherme Nafalski (Instituto Cordial) Elizabeth Feffermann (CREN) Carlos Aurelio Schiavon (Instituto Obesidade Brasil) Especialistas que fizeram Recomendações ao GT Danilo Campos (Ministério da Saúde) Rosana Maria Nogueira (Nutricionista inscrita no CRN3) Assista aqui ao vídeo de Apresentação












